50ª Mostra de São Paulo: conheça os filmes selecionados e destaques da programação

por: Cinevitor
Mathilde Arcel em Mulher Desconhecida, de May el-Toukhy: Leão de Ouro em Veneza 

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo chega aos seus 50 anos e esta edição histórica acontecerá entre os dias 15 e 29 de outubro. A programação exibirá, entre longas, curtas e séries, 380 títulos, de 93 países, em 57 salas de cinema, espaços culturais e CEUs espalhados pela capital paulista, além de diversos eventos e comemorações da data especial.

Como anunciado anteriormente, o novo longa do cineasta estadunidense James Gray, Tigre de Papel (Paper Tiger), que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, será o filme de abertura deste ano. O diretor estará na sessão especial, que, antes, apresentará o curta-metragem Sul de Teerã (South of Tehran), de Kleber Mendonça Filho, que também comparecerá ao evento; o filme, exibido no New York Film Festival, acompanha o cineasta Jafar Panahi em Nova York enquanto ele reflete sobre sua carreira cinematográfica e a perseguição em seu país natal, o Irã, que o levou à prisão atual.

Além de abrir o evento com seu filme, que conta com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller no elenco, James Gray é o autor da arte do cartaz desta 50ª edição. Ele também será homenageado com uma retrospectiva e com o Prêmio Leon Cakoff, que será entregue em evento aberto ao público com exibição de Tigre de  Papel, seguida de uma conversa do diretor com o cineasta Walter Salles, na quinta-feira, 15/10, na Sala Petrobras na Mostra.

Ainda na abertura, o produtor português Paulo Branco receberá, em mãos, o Prêmio Leon Cakoff. Uma retrospectiva traz uma seleção de suas mais de 300 produções, incluindo A Cidade dos Piratas (1983), de Raúl Ruiz, em cópia 35mm, e O Rei das Rosas (1986), de Werner Schroeter, em restauro inédito.

Novamente, a Mostra SP contará com um espaço temporário, a Sala Petrobras, que neste ano ficará no Solar Fábio Prado, abrigando o VI Encontro de Ideias Audiovisuais, uma exposição, além de sessões especiais, algumas delas gratuitas, e masterclasses.

Como de costume, a Mostra de São Paulo traz títulos de cineastas consagrados e também premiados recentemente em importantes festivais internacionais, como: Fjord, dirigido pelo romeno Cristian Mungiu, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; Mulher Desconhecida, de May el-Toukhy, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano; Variações Sobre um Tema, de Jason Jacobs e Devon Delma, grande vencedor do Festival de Roterdã; Aqui Não é o Seu Lugar, de Florin Șerban, consagrado com o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno; Vergonha e Dinheiro, de Visar Morina, vencedor do Grande Prêmio do Júri da Competição Internacional Drama do Festival de Sundance; o indiano Angh, de Theja Rio, vencedor do prêmio de melhor filme da mostra Platform do Festival de Toronto; a animação A Violinista, de Ervin Han e Raúl García, eleita o melhor filme do Festival de Annecy; entre muitos outros.

Fjord, de Cristian Mungiu: Palma de Ouro em Cannes

Do Festival de Cannes, além do vencedor da Palma de Ouro, serão exibidos: A Terra do Meu Pai, com Sandra Hüller, que rendeu o prêmio de melhor direção para o polonês Paweł Pawlikowski; Minotauro, de Andrey Zvyagintsev, vencedor do Grande Prêmio do Júri; A Aventura Sonhada, de Valeska Grisebach, vencedor do Prêmio do Júri; Everytime, de Sandra Wollner, consagrado como melhor filme da mostra Un Certain Regard; O Sentido da Vida, de Ryūsuke Hamaguchi, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Virginie Efira e Tao Okamoto; O Ser Querido, de Rodrigo Sorogoyen, protagonizado por Javier Bardem, e Mais um Dia, de Jeanne Herry, com Adèle Exarchopoulos, que disputaram a Palma de Ouro; Rehearsals for a Revolution, dirigido por Pegah Ahangarani, vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário; Elefantes na Névoa, de Abinash Bikram Shah, coprodução entre Nepal, Brasil, Alemanha, França e Noruega, que levou o Prêmio do Júri na mostra Un Certain Regard.

E mais filmes de Cannes: o documentário Castelo de Lata, de Alexander Murphy, que recebeu Menção Especial no prêmio L’Œil d’or (Olho de Ouro); Iron Boy, de Louis Clichy, vencedor do Prêmio Especial do Júri da mostra Un Certain Regard; o curta-metragem A Sombra de Turim, dirigido por Jia Zhangke, que foi exibido fora de competição e passará na Mostra antes da sessão de Joy of Joys, de Jonathan Glazer e Mica Levi; a comédia dramática Full Phil, de Quentin Dupieux, com Woody Harrelson e Kristen Stewart, que foi exibida na mostra Sessão da Meia-Noite; o japonês O Samurai e o Prisioneiro, de Kiyoshi Kurosawa, exibido foram de competição na mostra Cannes Premiere; Ontem os Olhos Não Dormiram, de Rakan Mayasi, exibido na mostra Un Certain Regard e premiado no Pingyao International Film Festival; Uma Vida, Um Manifesto, de Jean-Gabriel Périot, destaque da mostra Cannes Classics; Deriva de Verão, de Céline Carridroit e Aline Suter, exibido na mostra paralela ACID; Roma Elastica, de Bertrand Mandico, exibido fora de competição na mostra Sessão da Meia-Noite; entre outros.

Da Quinzena de Cineastas, mostra paralela do Festival de Cannes, a seleção da Mostra de São Paulo 2026 traz: Eu Vejo Edifícios Caírem como Raios, de Clio Barnard, vencedor do Prêmio do Público; O Diário de uma Camareira, do cineasta romeno Radu Jude, que também foi exibido no Festival de Toronto; La Libertad Doble, do cineasta argentino Lisandro Alonso, também exibido nos festivais de Munique e Valladolid; A Morte Não Tem Dono, de Jorge Thielen Armand; Butterfly Jam, de Kantemir Balagov; Carmen, o Pássaro Rebelde, de Sébastien Laudenbach, também exibido no TIFF; Clarissa, de Arie Esiri e Chuko Esiri; Dora, de July Jung; La Perra, de Dominga Sotomayor, coprodução brasileira com Selton Mello no elenco; e a animação Somos Alienígenas, de Kohei Kadowaki.

Ainda em Cannes, filmes da Semana da Crítica também serão exibidos na 50ª Mostra de São Paulo: Viva, de Aina Clotet, que rendeu o Prêmio Revelação para Aina Clotet, diretora, roteirista e protagonista; O Golpe, de Julien Gaspar-Oliveri; O Posto, de Sara Ishaq; a coprodução brasileira Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo, recentemente premiada no Festival do Rio; e a animação A Odisseia dos Dentes-de-leão, de Momoko Seto, da seleção da Mostrinha, que foi exibida na Semana da Crítica, em 2025, e levou o Prêmio FIPRESCI, da Federação Internacional de Críticos de Cinema.

Minotauro, de Andrey Zvyagintsev: premiado no Festival de Cannes

O Festival de Veneza também ganha destaque na programação da Mostra SP com: o sul-coreano Amor Possível, de Lee Chang-dong, que recebeu o Leão de Prata, Grande Prêmio do Júri; Primetime, de Lance Oppenheim, com Robert Pattinson no elenco, que disputou o Leão de Ouro; Homem ao Mar, dirigido por Gael García Bernal, que traz a atriz brasileira Débora Nascimento no elenco, ao lado de Ricky Martin; Musk, documentário abrangente de Alex Gibney sobre Elon Musk; Deixem-nos Passar, Caros Ancestrais, do cineasta filipino Lav Diaz; Um Dia na Vida de Jo: Capítulo Fedra, de Jacqueline Lentzou; Look Back, do diretor japonês Hirokazu Koreeda; Às Vezes Sinto Tristeza, Outras Vezes Revolta, de Maria Aparicio, premiado na Giornate degli Autori; Eklipse, de Manuel Wetscher, que recebeu uma Menção Honrosa em uma premiação paralela pela direção de fotografia assinada por Simone Hart; Por Dentro de Amir, de Amir Azizi, vencedor do prêmio de melhor direção na Giornate degli Autori; o documentário O Caminho para Jericó, dirigido por Amos Gitai, exibido fora de competição; Um Pouco de Esperança, de Ali Asgari, protagonizado por Misagh Zareh, que disputou o Leão de Ouro; Roqia, de Yanis Koussim, exibido na Semana da Crítica, em 2025; entre outros.

Da Competição de Veneza, vale destacar o longa Retorno a Buenos Aires, de Marco Bechis, que levou dois prêmios em uma premiação paralela e também será exibido na Mostra. Nascido no Chile, de nacionalidade italiana, o diretor foi criado em São Paulo e Buenos Aires; ele vem à Mostra para ser homenageado com o Prêmio Humanidade. Seu filme, sobre um ex-prisioneiro da ditadura militar argentina que volta ao país para testemunhar no julgamento dos ex-militares, é estrelado pelo italiano Adriano Giannini e reúne ainda os brasileiros Paula Cohen e Eduardo Hoy em papéis de destaque, além das atrizes argentinas Ana Celentano, Vero Gerez e Olivia Nuss; a obra teve também participação destacada de técnicos brasileiros na equipe.

A seleção da Mostra de São Paulo segue com títulos da mostra Orizzonti do Festival de Veneza, entre eles: A Cor do Sol, de Xavier Tera, vencedor do Prêmio da Crítica de melhor filme; A Garota com a Leica, de Alina Marazzi, que venceu o Pasinetti Award e o 1964 Pop Art Award; Até que o Dia Termine, de Jelena Maksimović; O que Pertence aos Outros, de Grzegorz Dębowski; Oásis, de Jannis Lenz, vencedor do Bisato d’Oro, prêmio independente da crítica; A Casa do Vento, de Auguste Bernard Kouemo Yanghu, vencedor do Prêmio Especial do Júri; entre outros.

E mais destaques da Biennale di Venezia na 50ª edição da Mostra de São Paulo: Imperium, de Sergei Loznitsa, exibido fora de competição; o italiano O Fogo que Você Carrega, de Edoardo De Angelis, com Vanessa Scalera, que disputou o Leão de Ouro; o colombiano Meteorito, de Sebastián Múnera, da Settimana Internazionale della Critica; o mexicano Ainda Tijuana, de Gabriel Gutierrez Morales, exibido na mostra Biennale College Cinema; o documentário em realidade virtual Artou, de Abderrahmane Sissako, da mostra Venice Immersive; As Índias, de Nicolas Chapoulier e Pauline Julier, exibido na mostra paralela Giornate degli Autori; o documentário Biografia de Jorge Luis Borges, de Mariano Llinás; Furies, de Rami Kodeih, coprodução entre Líbano e Brasil, exibida na mostra Venezia Spotlight e também na mostra Centrepiece do Festival de Toronto e na mostra Expectativa do Festival do Rio; o alemão Camuflagem, de Mykyta Gibalenko, exibido na Giornate degli Autori; Eu Planto Minha Mão no Jardim, de Boris Hadžija e Hoda Taheri, da mostra Giornate degli Autori.

A seleção do Festival de Veneza na Mostra SP completa-se com: Dust (Weichen), dirigido por Tsai Ming-liang, exibido fora de competição e também destaque na mostra Zabaltegi-Tabakalera do Festival de San Sebastián; o argentino O Fantasma, de Ignacio Masllorens e David Lamelas, exibido na Giornate degli Autori; Borgonha, de Michael Dweck e Gregory Kershaw, exibido fora de competição; Minhas Anotações sobre Marte, de Lili Horvát, da Giornate degli Autori; o documentário Union Town, dirigido por Barbara Kopple, exibido fora de competição; Salão de Beleza, de Nathalia Acevedo, destaque da Giornate degli Autori; a realidade virtual Creation of the Worlds (Pasaulių Sutvėrimas), de Kristina Buožytė e Vitalijus Žukas, exibida na mostra Venice Immersive e premiada no Lithuanian Film Awards; e o chinês Zoom In, Zoom Out, de Dong Jie, premiado na Settimana Internazionale della Critica como o filme mais inovador.

Robert Pattinson em Primetime, de Lance Oppenheim: destaque na programação da Mostra SP

Filmes exibidos no Festival de Berlim também se destacam na programação da Mostra de São Paulo, entre eles: Chicas Tristes, da mexicana Fernanda Tovar, vencedor do Urso de Cristal na mostra Generation 14plus, consagrado com o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cartagena e exibido também em San Sebastián e Tribeca; O Homem Mais Solitário da Cidade, de Tizza Covi e Rainer Frimmel, que disputou o Urso de Ouro e recebeu uma Menção Especial em uma premiação paralela; Quem Matou Narciso?, de Marcelo Martinessi, coprodução brasileira que levou o Prêmio da Crítica na mostra Panorama; Crônicas do Cerco, de Abdallah Alkhatib, vencedor do prêmio de melhor filme de estreia da mostra Perspectives; Uma Família, dirigido por Mees Peijnenburg, que recebeu uma Menção Especial na mostra Generation 14plus; O Julgamento de Hein, de Kai Stänicke, vencedor do Prêmio do Júri no Teddy Award; Doggerland, de Kim Ekberg, exibido na mostra Forum; O Outro Lado do Sol, de Tawfik Sabouni, da mostra Panorama Dokumente.

A seleção da Berlinale segue na Mostra com: A Condessa Sangrenta, de Ulrike Ottinger, com Isabelle Huppert no elenco; o iraniano Cesarean Weekend, de Mohammad Shirvani, exibido na mostra Forum; Dao, de Alain Gomis, que disputou o Urso de Ouro; Yo (O Amor é um Pássaro Rebelde), de Banker White e Anna Fitch, vencedor do Urso de Prata de melhor contribuição artística; o alemão Eu Compreendo o Seu Descontentamento, de Kilian Armando Friedrich, destaque na mostra Panorama; AnyMart, de Yusuke Iwasaki, vencedor do Prêmio da Crítica da mostra Forum; O Dia em que Ela Volta, do consagrado cineasta sul-coreano Hong Sang-soo; a animação chinesa Pilar de Luz, de Xu Zao, exibida na mostra Perspectives e vencedora do Prêmio do Público no Pingyao International Film Festival; Todo Mundo Pede Desculpas Hoje em Dia, de Frederike Migom, exibido na mostra Generation Kplus; Wolfram, de Warwick Thornton.

E mais títulos vindos de Berlim: o belga Poeira, de Anke Blondé, que disputou o Urso de Ouro; Não Sou um Herói, de Rima Das, que recebeu uma Menção Especial na mostra Generation Kplus; Luxúria, de Ralitza Petrova, exibido na mostra Forum; o documentário Cera & Ouro, de Ruth Beckermann; 17, de Kosara Mitić; Sonhos do Rio, de Kristina Mikhailova, vencedor do prêmio do Júri Ecumênico na mostra Forum; Fantasma na Prisão, de Joko Anwar, exibido na mostra Forum; Heysel 85, de Teodora Ana Mihai; Mouse, de Kelly O’Sullivan e Alex Thompson, exibido na mostra Panorama; entre outros.

O Festival de Locarno também marca presença na 50ª edição da Mostra de São Paulo com: Onde Repousar Meus Olhos, de Hong Sang-soo, vencedor dos prêmios de melhor direção, melhor atuação para Kim Min-hee e do Prêmio do Júri Ecumênico; A Violência de Ninguém, do canadense Denis Côté, que recebeu o Prêmio do Júri Jovem; o colombiano Todas as Minhas Viagens São Viagens de Regresso, de Manuel Ponce de León, exibido na mostra Concorso Cineasti del Presente; Recém-Chegados, de Rodrigo Plá, que recebeu Menção Honrosa no Pardo for Change; Até Lá, de Sarah Leonor, que recebeu uma Menção Especial do Júri Jovem; Revolucionárias Nunca Morrem, de Mohanad Yaqubi, vencedor do Prêmio Especial do Júri na mostra Concorso Cineasti del Presente.

E mais filmes de Locarno: Armony, de Dario Albertini, exibido na mostra Piazza Grande; Sob o Braço de Deus, dirigido por Peter Brunner, com Caleb Landry Jones no elenco; o português Guerrilha no Asfalto, de Edgar Pêra, exibido fora de competição; Os Dias Livres, de Lucila Mariani, que recebeu uma Menção Especial na mostra Concorso Cineasti del Presente; Eu Raramente Acordo Sonhando, de Isabelle Stever, vencedor do prêmio L’ambiente è qualità di vita; a animação singapurense Atlas Mágico, de Sun Xun, exibida na mostra Concorso Cineasti del Presente; e Na Terra de Arto, de Tamara Stepanyan, exibido na edição do ano passado. Além disso, títulos que disputaram o Leopardo de Ouro também se destacam, entre eles: A Escuta, de Lê Bảo; Admirável Novo Amor, de Maria Bäck; Objeto A, de Ann Oren; Princesa Burro, de Cristóbal León e Joaquín Cociña; A Casa na Lua, de Nelson Yeo; e Caçada Humana, de Wayne Wapeemukwa.

Isabelle Huppert em A Condessa Sangrenta, de Ulrike Ottinger: exibido em Berlim

Do Festival de Sundance, a Mostra traz: Ha-Chan: De Volta à Dança!, de Josef Kubota Wladyka, vencedor do prêmio de melhor direção na mostra US Dramatic; Aanikoobijigan [Ancestral/Bisavô/Bisneto], de Adam Khalil e Zack Khalil, vencedor do Prêmio do Público; Como se Divorciar Durante a Guerra, de Andrius Blaževičius, que levou o prêmio de melhor direção na competição World Cinema Dramatic; o documentário A História do Concreto, de John Wilson; Filipiñana, de Rafael Manuel, vencedor do Prêmio Especial do Júri; Não Me Largue, de Myrsini Aristidou, consagrado com o Prêmio do Público na mostra World Cinema Dramatic; O Intruso, de Louis Paxton, vencedor do NEXT Innovator Award; Quem Matou Alex Odeh?, de Jason Osder e William Lafi Youmans, vencedor do Prêmio Especial do Júri Journalistic Excellence; Água Quente, de Ramzi Bashour, exibido na U.S. Dramatic Competition e premiado nos festivais de Seattle, São Francisco e Nashville; e Zi, dirigido por Kogonada, exibido na mostra Next.

A seleção do Festival de Roterdã também se destaca na Mostra de São Paulo com: La Belle Année, de Angelica Ruffier, vencedor do Prêmio Especial do Júri e exibido no Queer Lisboa; O Árabe, de Malek Bensmaïl, exibido na mostra Big Screen Competition; A Providência e a Guitarra, do diretor português João Nicolau, que foi o filme de abertura da 55ª edição; Papel Coadjuvante, de Ana Urushadze, vencedor do Prêmio da Crítica e do Prêmio Especial do Júri; o angolano Meu Semba, de Hugo Salvaterra, que disputou o prêmio principal; o documentário Krakatoa, de Carlos Casas, exibido na mostra Bright Future; Master, de Rezwan Shahriar Sumit, vencedor do prêmio Big Screen; Eu Cresci uma Polegada Quando Meu Pai Morreu, de P. R. Monencillo Patindol, vencedor do Prêmio NETPAC de melhor filme da Ásia-Pacífico; A Ginasta, de Charlotte Glynn, que disputou o Tiger Award; o documentário Aliados no Exílio, de Hasan Kattan; o dinamarquês Lar, de Marijana Janković e Projecto Global, de Ivo M. Ferreira, exibidos na mostra Big Screen Competition.

Do Festival de San Sebastián, a Mostra de São Paulo também apresenta: Rochas Vermelhas, do francês Bruno Dumont, exibido na mostra Zabaltegi-Tabakalera; Cute, de Marlene Emilie Lyngstad, exibido na mostra New Directors; Glaxo, dirigido por Benjamín Naishtat, coprodução entre Argentina e Brasil, também exibida no Festival do Rio; O que Resta, da cineasta turca Yeşim Ustaoğlu, que disputou a Concha de Ouro; o mexicano Morro, de Rodrigo García Saiz, exibido na mostra New Directors; entre muitos outros.

O Festival de Toronto também ganga destaque na seleção da Mostra SP com: A Vida e as Mortes de Wilson Shedd, de Tim Blake Nelson, com Amanda Seyfried, que foi exibido na mostra Gala Presentations; o documentário O Guia Pervertido das Utopias, de Sophie Fiennes, exibido na mostra TIFF Docs; a ficção científica O Amor é o Monstro, de Neto Villalobos Brenes, exibido na mostra Centrepiece; O Último Batedor de Carteiras, de Noah Segan, com John Turturro e Giancarlo Esposito no elenco, que também foi exibido em Berlim; o francês As Filhas de Abraão, de Hanaël El Yousfi, destaque na mostra Discovery; O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada, da mostra TIFF Docs; Londres, de Sebastian Brameshuber, também exibido na mostra Panorama de Berlim; As Ilhas Afortunadas, de Samuel Delgado e Helena Girón, exibido na mostra Discovery; o documentário Edward Said: Entre Mundos, de Maiken Baird, também exibido no New York Film Festival; Nosotros, de Joaquín Ruano, exibido na mostra Discovery e no Morelia Film Festival; entre outros.

Anghlong Konyak em Angh, de Theja Rio: premiado no Festival de Toronto

A seleção da Mostra de São Paulo segue com mais destaques de cineastas consagrados, elencos estrelados, inéditos no Brasil e premiados em outros festivais internacionais, entre eles: O Outro Lado das Redes, de Aaron Sorkin, com Jeremy Allen White, Jeremy Strong e Mikey Madison; o documentário American Doctor, de Poh Si Teng, exibido em Sundance e no SXSW Film Festival, além de ser premiado no Sydney Film Festival; Fractais Tropicais, de Leonardo Pirondi, coprodução entre Portugal e Brasil, que foi exibida no BFI London Film Festival e no IndieLisboa; o documentário Cameron Winter at Carnegie Hall, dirigido por Paul Thomas Anderson, selecionado para o Valladolid International Film Festival; a comédia I Love Boosters, de Boots Riley, com Keke Palmer, Naomi Ackie, Taylour Paige, LaKeith Stanfield, Poppy Liu, Eiza González, Will Poulter, Don Cheadle e Demi Moore no elenco, que foi exibida no SXSW Film Festival e indicado ao Critics Choice Super Awards; o espanhol Emergency Exit, de Lluís Miñarro, com Marisa Paredes, Francesc Orella, Emma Suárez e Naomi Kawase no elenco, exibido no Festival Internacional de Cine de Gijón; O Retornado, do cineasta cubano Armando Capó, exibido no Festival de Guadalajara.

E mais destaques: o documentário Black Zombie, de Maya Annik Bedward, exibido no SXSW e no Hot Docs; o alemão Hijamat, de Nader Saeivar, que disputou o Crystal Globe no Festival de Karlovy Vary; o documentário Me Deixa Ser, dirigido por Viviane D’Avilla, coprodução entre Brasil e Estados Unidos, que foi exibida no Raindance Film Festival e premiada no Festival do Rio; Noite e Dia por Virginia Woolf, de Tina Gharavi, com Haley Bennett, Lily Allen e Timothy Spall no elenco, que foi exibido no Filmfest München; a animação Olívia e o Terremoto Invisível, de Irene Iborra Rizo, indicada ao Goya e ao European Film Awards e premiada no Festival de Annecy e no Premis Gaudí; o drama Cherri, dirigido por Fabián Suárez, uma coprodução entre Cuba, Guatemala e Espanha, exibida no Miami Film Festival; o documentário iraniano Eu Mereço um Amante Cujo Despertar Faça Arder Ruínas Flamejantes pelos Céus, de Mani Haghighi, exibido no Festival de Valladolid; o documentário espanhol Cartas de um Exílio Interior, de Eloy Enciso Cachafeiro, exibido no FIDMarseille.

A programação da Mostra de São Paulo segue com mais títulos em destaque, como: a animação ChaO, vencedora do Prêmio do Júri no Festival de Annecy; Pedras Preciosas, exibido na mostra Forum da Berlinale e vencedor do Grande Prêmio do Júri e eleito o melhor filme de estreia da competição colombiana do Festival de Cartagena; A Convidada, de Mads Mengel, vencedor do Prêmio Especial do Júri e melhor direção da competição internacional do Festival de Karlovy Vary; Skate Não é para Garotas, de Dina Duma, premiado nos festivais de Jerusalém, Tribeca e Montenegro; a animação Contos do Jardim Mágico, de David Súkup, Patrik Pašš, Leon Vidmar e Jean-Claude Rozec, consagrada no Slovene Film Festival; o suspense psicológico Cotton Fever, dirigido por Daniel Blake Schwartz, vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor fotografia para Tom Fitzgerald no Festival de Tribeca; o drama Cinco Anos, Quatro Meses, de Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio, exibido no Festival de Karlovy Vary; a animação Ray Gunn, de Brad Bird; entre muitos outros.

Naomi Ackie, Taylour Paige e Keke Palmer em I Love Boosters, de Boots Riley

Neste ano, a 50ª Mostra exibirá 21 produções submetidas por seus países para uma vaga entre os indicados ao Oscar 2027 na categoria de melhor filme internacional, além daqueles que concorrem automaticamente por terem ganhado determinados prêmios nos festivais elegíveis, uma regra nova da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood; é o caso de Vergonha e Dinheiro, de Visar Morina, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance, Fjord, de Cristian Mungiu, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e também indicado pela Romênia e Mulher Desconhecida, de May el-Toukhy, consagrado com o Leão de Ouro em Veneza e também submetido pela Dinamarca.

Os indicados de seus países ao Oscar seguem na Mostra com: o brasileiro Feito Pipa, de Allan Deberton, premiado em Berlim, Cartagena e Guadalajara e consagrado no Festival de Gramado; Variações sobre um Tema, de Jason Jacobs e Devon Delmar, representante da África do Sul; da Alemanha, Everytime, de Sandra Wollner; Roqia, de Yanis Koussim, da Argélia; da Armênia, Na Terra de Arto, de Tamara Stepanyan; A Aventura Sonhada, de Valeska Grisebach, representante da Bulgária; de Chipre, Não Me Largue, de Myrsini Aristidou; Amor Possível, de Lee Chang-dong, da Coreia do Sul; das Filipinas, Filipiñana, de Rafael Manuel; Minotauro, de Andrey Zvyagintsev, representante da França; O Sentido da Vida, de Ryûsuke Hamaguchi, do Japão; da Lituânia, Como se Divorciar Durante a Guerra, de Andrius Blaževičius; Furies, de Rami Kodeih, do Líbano; 17, de Kosara Mitić, representante da Macedônia do Norte; do Nepal, Elefantes na Névoa, de Abinash Bikram Shah; Quem Matou Narciso?, de Marcelo Martinessi, do Paraguai; da Polônia, A Terra do Meu Pai, de Paweł Pawlikowski; e A Morte Não Tem Dono, de Jorge Thielen Armand, representante da Venezuela.

Mais de 70 obras brasileiras integram a programação da 50ª edição da Mostra de São Paulo. Os filmes da Mostra Brasil também estão divididos nas seções Apresentação Especial e Competição Novos Diretores. Entram em Mostra Brasil: obras inéditas em São Paulo, assim como as da Competição, que exibe trabalhos de cineastas que já dirigiram no máximo dois longas. Os filmes da Competição concorrem ao Troféu Bandeira Paulista, entregue pelo júri da 50ª Mostra. Além disso, todos os brasileiros da Perspectiva Internacional e da Competição Novos Diretores concorrem ao Prêmio do Público da Mostra, que inclui o Troféu Bandeira Paulista de melhor filme brasileiro.

O cinema brasileiro tem feito bonito no exterior e a seleção reflete isso; a 50ª Mostra exibirá, além do já citado Feito Pipa e das coproduções: o pernambucano A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, com Caique Copque e Ítalo Martins, vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno e consagrado no Festival do Rio com cinco prêmios; London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli, exibido na Settimana Internazionale della Critica, em Veneza, e vencedor do Queer Lion; Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, protagonizado por Rejane Faria, exibido na mostra Platform de Toronto e que disputou a Conhca de Ouro em San Sebastián; Funk, de Aly Muritiba, que recebeu Menção Especial para a performance de Duda Santos e MC Nem no Festival de Tribeca; Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira, exibido na mostra Panorama da Berlinale e consagrado no Festival de Brasília; o alagoano Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur, destaque no Blackstar Film Festival, na Filadélfia; Yellow Cake, de Tiago Melo, com Rejane Faria e Tânia Maria, exibido no Festival de Roterdã; a animação O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite, exibido no Festival de Annecy; o cearense Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques, com Luciana Souza e Verônica Cavalcanti, premiado no Olhar de Cinema e exibido na mostra Forum da Berlinale.

Hettie Farmer em Variações sobre um Tema: representante da África do Sul no Oscar 2027

E mais brasileiros: A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto, com Igor Mo, e Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner, com Martha Nowill e premiado no Festival de Brasília, ambos exibidos no Festival de Roterdã; A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr., exibido na mostra Horizontes Latinos do Festival de San Sebastián e que rendeu o prêmio de melhor atriz para Grace Passô no Festival do Rio; Isabel, dirigido por Gabe Klinger, com Marina Person, exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim; Pardo é Papel, de Alexis Zelensky, destaque no IndieLisboa; Coração de Lona, de Tuca Siqueira, exibido no Festival Biarritz Amérique Latine; Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira, de Cristiane Oliveira e Gustavo Galvão, do Cinélatino, em Toulouse; Jardim dos Silêncios, de Henrique Dantas, com Fabrício Boliveira, exibido no American Black Film Festival, em Miami; Medley, de Ana Luiza Azevedo, com Alana Cabral, Mel Maia e André Ramiro, destaque no LA Femme; entre muitos outros.

Outro destaque entre as produções brasileiras são os filmes sobre personalidades, como: 100 Dias, de Carlos Saldanha, sobre o navegador Amyr Klink; Alucinação, de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano, sobre o cantor e compositor Belchior; Cansei de Ser Galã, de Bento Marzo e Eduardo Ades, sobre o ator Claudio Marzo; o documentário Di Cavalcanti, de Ana Carolina; Elza, de Eryk Rocha, sobre a cantora Elza Soares, e A Extraordinária Vida de Vera Valdez, de Fabio Meira, sobre a modelo e atriz, ambos premiados no Festival do Rio; Fernanda, de Pedro Waddington, sobre a consagrada Fernanda Montenegro; Ney por Trás das Máscaras, de Esmir Filho, sobre Ney Matogrosso; Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?, de Hugo Prata e Felipe Novaes, sobre Chorão, que rendeu o prêmio de melhor ator para José Loreto em Gramado; Cavalcanti, de Jairo Neto e Graubi Garcia, sobre o cineasta Alberto Cavalcanti; e Zé, de Paulo Caldas, sobre o diretor, ator e dramaturgo Zé Celso Martinez Correa. Já Vitória da Paz, de Ricardo Calil, Dudu Levy e Fábio Gusmão, conta a história da mulher negra que denunciou o tráfico de drogas e a corrupção policial que via da janela de sua casa e, por isso, ficou anônima durante  muito tempo.

A seleção brasileira na Mostra de São Paulo conta também com: A História Mais Triste do Mundo, de Hique Montanari, consagrado entre os longas gaúchos no Festival de Gramado; Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, vencedor de seis prêmios no Festival de Brasília; o documentário 144: Apocalipse Não, de J.P. Cuenca; a animação Ana, en Passant, de Fernanda Salgado; Maria de Maria, dirigido por Luiza Shelling Tubaldini, com Nanda Costta, João Campos e César Ferrario no elenco, exibido no Festival do Rio; o documentário Cão Sem Plumas, de Camila Valença, que destaca a Companhia de Dança Deborah Colker; Leite em Pó, de Carlos Segundo, protagonizado por Vinícius de Oliveira, que levou três kikitos em Gramado, entre eles, o Prêmio da Crítica; Folclórica, do cineasta capixaba Rodrigo Aragão; O Deserto de Luiza, de Alan Minas, com Daniela Fontan e Nina Prado, vencedor do Prêmio do Público da mostra Novos Rumos no Festival do Rio;

E mais: Justino: Nos Bastidores do Reino, de José Eduardo Belmonte, que rendeu o kikito de melhor ator para Christian Malheiros em Gramado; Olhe para Mim, do cineasta alagoano Rafhael Barbosa, com Rejane Faria, Luciano Pedro Jr., Ulisses Arthur e Aura do Nascimento no elenco; o documentário O Projeto, de Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic, exibido em Gramado; Talismã, de Thais Fujinaga, premiado no Festival do Rio; o documentário O Sertão das Nossas Memórias, de Lúcia Murat; Pele de Rinoceronte, de Marcello Ludwig Maia, que rendeu o kikito de melhor atriz coadjuvante para Naruna Costa em Gramado; o documentário O Gesto Entre Nós, de Roberto Bomtempo, sobre a companhia de teatro gestual Dos à Deux; entre outros.

Nanda Costta em Maria de Maria, de Luiza Shelling Tubaldini

O Displacement Film Fund, proposto pela atriz Cate Blanchett, embaixadora do ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, e realizado com o Fundo Hubert Bals do Festival de Roterdã, financiou a realização de cinco curtas-metragens de cineastas refugiados ou que fazem filmes respeitosos sobre pessoas deslocadas. A primeira leva de produções dirigidas por Mohammad Rasoulof (O Sentido da Água), Maryna Er Gorbach (Rotação), Mo Harawe (Sussurros de um Aroma em Chamas), Hasan Kattan (Aliados no Exílio) e Shahrbanoo Sadat (Super Academia Afegã), tem exibição na Mostra.

O diretor indiano S. S. Rajamouli apresentará pessoalmente uma sessão especial de RRR: Revolta, Rebelião, Revolução (2022), vencedor do Oscar de melhor canção original por Naatu Naatu e sensação mundial. Será a chance de assistir na tela grande ao longa-metragem, que no Brasil só estreou no streaming, e depois conversar com o diretor, que receberá o Prêmio Leon Cakoff, no dia 19/10, na Sala Petrobras na Mostra, localizada no Solar Fábio Prado.

A Mostrinha, dedicada ao público infantil, chega à terceira edição com 20 longas e um curta, de 20 países; treze são animações. Dez filmes têm produção brasileira e nove contam com mulheres na direção ou codireção. Clarice Vê Estrelas, escrito e dirigido por Letícia Pires e baseado em seu livro, será o filme de abertura da Mostrinha, em estreia mundial, na Sala São Paulo, no dia 15/10, com a presença da equipe e do elenco. A arte do pôster da 3ª Mostrinha é um trabalho do escritor, jornalista e ilustrador Ziraldo (1932-2024).

A música é um dos destaques desta 50ª edição, em obras como Neste Quarto, de Ana Rocha de Sousa, sobre a cantora portuguesa Carminho, que vem à Mostra para acompanhar o filme; Tribalistas: O Baú da Hora Fértil, de Dora Jobim; Behemoth: Uma Vida Composta em Peças, de Tony Gilroy; Ensaiando o Brasil, de Elisa Bracher, sobre a Orquestra Jovem Tom Jobim; Nino: Um Filme sobre Nino Rota, de Walter Fasano; e Joy of Joys, de Jonathan Glazer, um curta-metragem sobre as  gravações do álbum Help(2), registradas pelos olhares de crianças londrinas, enquanto meninos e meninas em zonas de conflito documentam sua realidade.

Pelo sétimo ano, a Mostra tem em sua programação filmes em realidade virtual, que propõem uma forma nova de imersão e interação; as produções no formato estarão em cartaz no CineSesc e no Solar Fábio Prado. Nesta 50ª edição, o evento parte pela terceira vez para Belém, no Cine Líbero Luxardo, equipamento de cultura vinculado à Fundação Cultural do Estado do Pará, entre os dias 22 e 28 de outubro. A tradicional itinerância promovida pelo Sesc por cidades paulistas vai ocorrer em dez unidades da instituição. Seis filmes da 50ª Mostra vão ser exibidos em Araraquara, Birigui, Campinas, Franca, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Carlos e Taubaté.

Rocio Guzman e Darana Alvarez em Chicas Tristes: filme premiado em Berlim e Cartagena

O cineasta estadunidense Boots Riley, de Desculpe te Incomodar, vem à 50ª Mostra para apresentar seu novo filme, I Love Boosters, participar de uma conversa com o público e fazer parte do júri da Competição Novos Diretores. Além disso, o cineasta russo Andrey Zvyagintsev, vencedor do Grande Prêmio do Júri em Cannes com Minotauro, que está incluído na programação da Mostra, terá também seus dois primeiros longas-metragens exibidos nesta edição: O Retorno (2003), Leão de Ouro em Veneza; e O Desterro (2007), que rendeu o prêmio de melhor ator em Cannes para Konstantin Lavronenko.

A celebração dos 50 Anos da Mostra de São Paulo contará também com as exposições Tempo e Movimento: os 50 anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Solar Fábio Prado, concebida pela cineasta e multiartista Daniela Thomas; e STEPS: Fotografias Inéditas de Abbas Kiarostami, no MIS. No dia 24 de outubro, no MIS, terá a exibição do curta Me Leve pra Casa e do documentário 24 Frames, ambos de 2016, seguida de um debate entre o filho de Abbas, Ahmad Kiarostami, e o diretor argentino Lisandro Alonso, que adapta Gosto de Cereja (1997) para a América Latina com Wagner Moura no papel principal.

O lançamento dos livros Antes que eu Me Esqueça: Um Ensaio de Lembranças para os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com memórias da diretora Renata de Almeida, pela Cosac, e 50 Anos, 50 Cartazes: A História dos Cartazes da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo também faz parte das homenagens à data especial. A 50ª edição também marca o lançamento de uma nova plataforma, o Acervo, que reúne 50 anos de história da Mostra e informações sobre mais de 12 mil filmes. Pelo sexto ano consecutivo, a Mostra promoverá o Encontro de Ideias Audiovisuais, de 20 a 23 de outubro, no Solar Fábio Prado, com debates, painéis e oportunidades de networking.

Como já é tradição na Mostra, a 50ª edição promoverá conversas e masterclasses com cineastas. A masterclass gratuita O Cinema de Contrapartida em Territórios de Conflito, com Eliane e Carla Caffé, será voltada para estudantes de escolas públicas e para o público em geral e acontecerá no dia 19/10, na Sala Petrobras na Mostra, que fica no Solar Fábio Prado.

A conversa com Walter Salles a respeito de sua série Sócrates Brasileiro, sobre o jogador de futebol do Corinthians e da Seleção Brasileira, ocorrerá no dia 23/10, no Espaço Petrobras de Cinema, após a exibição de dois episódios em finalização. Sócrates Brasileiro é apenas uma das produções da seção Mostra em Série, que apresentará ainda: Coligay: A Torcida Impossível, de Paulo Machline, sobre a torcida gay do Grêmio criada na ditadura; Colônia: Segunda Temporada, de André Ristum, sobre os abusos no hospital psiquiátrico em Barbacena; Leve Chico, de Marianna Brennand, em que artistas reinterpretam as canções de Chico Buarque; O Oligarca e o Negociante de Arte, de Andreas Dalsgaard, sobre a guerra entre dois empresários, exibida em Sundance; além do restauro da minissérie A Casa no Bosque (1971), de Maurice Pialat, sobre uma vila francesa durante a Primeira Guerra Mundial.

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A 50ª Mostra exibirá também O Primeiro Ano (1972) e as três partes de A Batalha do Chile (1975-1979), documentários seminais de Patricio Guzmán, cineasta chileno que morreu em setembro. Outro destaque é a restauração de Aurora, produção de F.W. Murnau de 1927, que ganha duas sessões no Teatro Cultura Artística, nos dias 23 e 24 de outubro, com a trilha sonora executada ao vivo pela Orquestra Brasil Jazz Sinfônica. A lista de outros restauros da 50ª Mostra incluem os nacionais Vento Norte (1951), de Salomão Scliar; Lá e Cá (1995), de Sandra Kogut; e Janela da Alma (2001), de João Jardim e Walter Carvalho. Dos internacionais: Despedida de Ontem (1966), de Alexander Kluge; e Robert Wilson & The CIVIL WarS (1987), de Howard Brookner.

E mais: oito filmes recém-restaurados do cineasta armênio-soviético Artavazd Peleshian, autor de um cinema de difícil categorização, ganham espaço na Mostra: Patrulha da Montanha (1964), Terra do Povo (1966), O Começo (1967), Nós (1969), As Estações (1975), Nosso Século (1982), Fim (1992) e Vida (1993). O cineasta polonês Andrzej Wajda, que documentou a história de seu país no século 20 e completaria 100 anos em 2026, será celebrado na 50ª Mostra com a exibição de cópias restauradas de Cinzas e Diamantes (1958), O Bosque de Bétulas (1970) e Sem Anestesia (1978).

Sobre a premiação: a 50ª Mostra concede o Troféu Bandeira Paulista, uma criação da artista plástica Tomie Ohtake, aos filmes da Competição Novos Diretores. Os longas desta seção mais votados pelo público após as exibições da primeira semana do evento são submetidos ao júri, que escolhe os vencedores nas categorias de melhor filme de ficção e melhor documentário; se os jurados desejarem, outras categorias também podem ser premiadas. Integram o júri desta edição: o cineasta estadunidense Boots Riley, o cineasta iraniano Ali Asgari, o diretor colombiano César Augusto Acevedo e a diretora brasileira Laís Bodanzky.

Além de votar nas obras da Competição Novos Diretores, o público também escolhe o melhor filme estrangeiro e o melhor brasileiro. Há também o Prêmio da Crítica, escolhido por um grupo de jornalistas especializados em cinema que cobrem o evento e que, desde 2001, escolhem o melhor filme estrangeiro e o melhor filme brasileiro da programação. Outras premiações também serão entregues no encerramento do festival: Prêmio Netflix, Prêmio Paradiso, 4º Prêmio BRADA e o Prêmio Prisma Queer.

A programação completa da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo está disponível no site oficial e no aplicativo do evento, assim como lista de favoritos e compra de ingressos.

Fotos: Divulgação/A24/TIFF/Anna Matveeva/Neon/Rosa Hadit Hernández.

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