Queer Lisboa 2026: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli: em competição 

O Queer Lisboa tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas. Nesta edição especial de aniversário de 30 anos, o evento celebra a força do cinema e da identidade queer.

Nesta 30ª edição, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, a programação contará com 94 títulos; a seleção apresenta 51% de filmes assinados por homens cisgêneros, 36% por mulheres cisgêneros, 13% pessoas trans ou não-binárias e 25% são cineastas BIPOC

Como de costume, o cinema brasileiro ganha destaque na seleção. Na mostra competitiva de longas-metragens de ficção, o Brasil aparece com London, dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, que recentemente também foi selecionado para a Semana Internacional da Crítica, em Veneza. Na mostra competitiva de curtas-metragens, destaque para Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira

Na Queer Art, mostra competitiva que explora os limites das linguagens e gêneros cinematográficos com destaque aos pontos de vista mais transgressivos da cultura queer, o cinema brasileiro estará representado por A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto, que conta com Igor Mo, Vinícius Couto, Rodrigo Campos, Luciano Falcão, Christiane Tricerri e Jessé Jorge no elenco. 

Na mostra Queer Family, criada este ano, a seleção traz filmes dedicados aos mais novos e aos seus familiares propondo uma experiência intergeracional e afetiva através do cinema independente que apresenta tópicos de inclusão e identidade. Aqui, dois longas-metragens brasileiros serão exibidos: Feito Pipa, de Allan Deberton, premiado nos festivais de Berlim e Gramado; e o longa de animação Papaya, de Priscilla Kellen, também exibido na Berlinale

Já na mostra Resistência Queer, que sempre destacou histórias de resiliência e luta coletiva em territórios politicamente e socialmente conturbados, a seleção deste ano traz quatro documentários com retratos mais pessoais e de engajamento comunitário e associativo, entre eles, o brasileiro Desejo de Viver (mutatis mutandis), de Giorgia Narciso

A retrospectiva Resgatar Futuros: o cinema queer vê-se ao espelho, que é apresentada em parceria com a Cinemateca Portuguesa e desenhada para celebrar os 30 anos do Queer Lisboa, contará com um conjunto de filmes que, no seu tempo, procuraram construir utopias e que foram referências em termos de uma ideia de comunidade. A programação contará com obras dos maiores cineastas queers do mundo, como: Cheryl Dunye, James Bidgood, John Greyson, Kenneth Anger, Kim Longinotto, Marlon T. Riggs, Lana e Lilly Wachowski, Lisa Cholodenko, Sally Potter, Su Friedrich, Ventura Pons e Yonfan. Ao todo, serão 19 títulos, muitos deles inéditos no festival e recentemente restaurados. 

Conheça os filmes selecionados para o 30º Queer Lisboa:

COMPETIÇÃO | LONGAS-METRAGENS

Black Burns Fast, de Sandulela Asanda (África do Sul)
En el Camino, de David Pablos (México)
Estrany Riu, de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha)
Iván & Hadoum, de Ian de la Rosa (Espanha/Alemanha/Bélgica)
Julian, de Cato Kusters (Bélgica/Países Baixos)
La Gradiva, de Marine Atlan (França/Itália)
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Brasil)
Raging, de Ryan Machado (Filipinas)

COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIOS

Baby Jackfruit Baby Guava, de Nông Nhật Quang (Vietnã/Coreia do Sul)
Corren las Liebres, de Lorena Ros (Espanha)
La belle année, de Angelica Ruffier (Suécia/Noruega)
La Carn, de Joan Porcel (Espanha)
La face cachée de la terre, de Arnaud Alain (França)
Public Access, de David Shadrack Smith (EUA)
Two Mountains Weighing Down My Chest, de Viv Li (Alemanha/Países Baixos)
Virages, de Céline Carridroit e Aline Suter (Suíça/França)

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS

A Hora da Estrela, de Rita Barbosa (Portugal)
As I Belong to My Life, de Sarah Bliss (EUA)
Cairo Streets, de Abdellah Taïa (França)
Cosmonauts, de Leo Černic (Eslovênia/Itália)
Daria’s Night Flowers, de Maryam Tafakory (Irã/Reino Unido)
Delay, de Wang Han-Xuan (China/EUA)
El Hielo Quema tanto como el Fuego, de Miguel Ariza (Espanha)
Fiji, de Andrea Lamedica (Itália)
Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (Brasil/Paraguai)
Je veux qu’on se souvienne de nous, de Hélène Giannecchini (França)
La Hora de Irse, de Renzo Cozza (Argentina)
La Sentinelle, de Ali Cherri (França)
My Structuralist Film, de Angelo Madsen (EUA)
Obi Is a Boy, de Dika Ofoma (Nigéria)
Precious Fantasy, de Nino Bouhnik (França)
Sanctuary, de Sam Ashby (Reino Unido)
Seek No Favor, de Elle Clay e Leilah Weinraub (EUA)
The Jezebels, de Thanasis Tsimpinis (Bélgica)
TMWYH, de Helen Esther Aschauer (Áustria)
Victim of Circumstance, de Kalil Haddad (Canadá)
Xylella Fastidiosa, de Thomas Colineau (França)
Your City, de Ting Su (EUA/China/França)

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS | ESCOLA EUROPEIA IN MY SHORTS

À la recherche de la queue perdue de l’humanité, de Sofia Cecere (Bélgica)
Ãsheghetam, de Filmsaaz (França/Suíça/Irã)
Cruising Lesbiana, de Joyce Victoria Newrzella (Espanha)
Destroy Me, Please, de Flora Woudstra Hablé (Bélgica/Países Baixos/Líbano)
For Those Who Love, Leave, and Love Again, de Paolo Laganà (Alemanha)
kiss kiss bang bang, de Ollie Launspach (Países Baixos)
Larmes Crocodile, de Mathilde Sauvère, Jonathan Leggett e Achiraf Djakpa (Suíça)
Red Elephant, de Iqran Rasheed (Paquistão/Bélgica/Hungria/Portugal)
Sister of Mine, de André Vaara (Suécia)
Sunday Lunch, de Lyndon Henley Hanrahan (Reino Unido)

COMPETIÇÃO QUEER ART

A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto (Brasil)
A Sweetness from Nowhere, de Ester Bergsmark (Suécia)
Desire Lines, de Dane Komljen (Sérvia/Bósnia e Herzegovina/Países Baixos/Croácia/Alemanha)
Joy Boy: a Tribute to Julius Eastman, de Mawena Yehouessi, Fallon Mayanja, Rob Jacobs, Victoire Karera Kampire, Paul Shemisi e Anne Reijniers (Bélgica/República Democrática do Congo/França)
Life Is about Losing Everything, de Benjamin Ramírez Pérez e Stefan Ramírez Pérez (Alemanha/Países Baixos)
Não Resta Nada, de André Godinho (Portugal)
Nuestro Cuerpo Es una Estrella que Se Expande, de Semillites Hernández Velasco e Tania Hernández Velasco (México)
Uchronia: Parallel Histories of Queer Revolt, de Fil Ieropoulos (Grécia/Países Baixos)

PANORAMA

Barbara Forever, de Brydie O’Connor (EUA)
Blue Film, de Elliot Tuttle (EUA)
Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicolas Athané (França)
Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi (Espanha)
Outerlands, de Elena Oxman (EUA)
Prosecution, de Faraz Shariat (Alemanha)
Stop! That! Train!, de Adam Shankman (EUA)
Un jeune homme de bonne famille, de Sébastien Lifshitz (França)

RESISTÊNCIA QUEER

Cooking Up Democracy, de Monika Treut (Alemanha)
Desejo de Viver (mutatis mutandis), de Giorgia Narciso (Brasil)
Hélène trésore transnationale, de Judith Abitbol (França)
Pédale rurale, de Antoine Vazquez (França)

QUEER FAMILY

Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil)
Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil)

SESSÃO E CONVERSA
La conscience politique, de Léolo Victor-Pujebet (França)
*conversa com Geoffroy de Lagasnerie e Léolo Victor-Pujebet, com mediação de António Guerreiro

SESSÕES ESPECIAIS
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun (EUA/Canadá)
Natal Amargo, de Pedro Almodóvar (Espanha)

FILME DE ABERTURA
The Man I Love, de Ira Sachs (EUA/França)

FILME DE ENCERRAMENTO
Tangles, de Leah Nelson (EUA)

Foto: Bruno Polidoro.

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