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Oscar 2022: 93 países disputam o prêmio de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Pedro Fasanaro em Deserto Particular: representante brasileiro.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta segunda-feira, 06/12, a lista oficial com os filmes elegíveis que estão na disputa pela estatueta dourada de melhor filme internacional no Oscar 2022, categoria antes chamada de melhor filme estrangeiro.

Para esta 94ª edição, 93 países foram classificados, entre eles, Somália, candidato pela primeira vez. Alguns dos filmes ainda não tiveram seu lançamento de qualificação exigido, por isso, devem cumprir esse requisito e cumprir todas as outras regras de qualificação da categoria para avançar no processo de votação.

Os membros da Academia, de todos os ramos, são convidados a participar da rodada preliminar de votação e devem atender a um requisito mínimo de visualização para serem elegíveis para votar na categoria. A lista com os 15 filmes escolhidos será anunciada no dia 21 de dezembro. Desse grupo saem os cinco finalistas, que serão revelados no dia 8 de fevereiro de 2022.

A cerimônia acontecerá no dia 27 de março, no Dolby Theatre, em Hollywood. O Brasil está na disputa com Deserto Particular, de Aly Muritiba. O filme é protagonizado por Antonio Saboia, que interpreta Daniel, um policial afastado do trabalho depois de cometer um erro. Ele mora em Curitiba, com um pai doente, de quem cuida com devoção. Taciturno, Daniel fala pouco e sorri menos ainda. Seu único motivo de alegria é a misteriosa Sara, uma moça que mora no sertão da Bahia, e com quem se corresponde por aplicativo de celular. O desaparecimento súbito de Sara faz com que Daniel resolva cruzar o país em busca de seu amor. 

Recentemente, o longa recebeu o Prêmio do Público na Giornate degli Autori, mostra paralela ao Festival Internacional de Cinema de Veneza, além de ter ficado entre os três finalistas segundo o Júri Oficial. Com Pedro Fasanaro, Zezita Matos, Thomás Aquino, Laila Garin e Cynthia Senek no elenco, o roteiro é assinado por Henrique dos Santos e pelo diretor Aly Muritiba, que se consagrou com obras como Para Minha Amada Morta e Ferrugem, e a série documental O caso Evandro.

Vale lembrar que um longa-metragem internacional é definido como um longa-metragem (mais de 40 minutos) produzido fora dos Estados Unidos com uma faixa de diálogo predominantemente (mais de 50%) não falada em inglês.

Confira a lista completa com os 93 filmes internacionais candidatos ao Oscar 2022:

ÁFRICA DO SUL: Barakat, de Amy Jephta
ALBÂNIA: Two Lions to Venice, de Jonid Jorgji
ALEMANHA: I’m Your Man (Ich bin dein Mensch), de Maria Schrader
ARGÉLIA: Héliopolis, de Djaffar Gacem
ARÁBIA SAUDITA: The Tambour of Retribution (Had Al Tar), de Abdulaziz Alshlahei
ARGENTINA: El Prófugo, de Natalia Meta
ARMÊNIA: Si le vent tombe (Should the Wind Drop), de Nora Martirosyan
AUSTRÁLIA
: O Uivo das Romãs (When Pomegranates Howl), de Granaz Moussavi
ÁUSTRIA: Great Freedom, de Sebastian Meise
AZERBAIJÃO
: The Island Within (Daxildäki Ada), de Ru Hasanov
BANGLADESH: Rehana Maryam Noor, de Abdullah Mohammad Saad
BÉLGICA: Playground (Un monde), de Laura Wandel
BOLÍVIA: El Gran Movimiento, de Kiro Russo
BÓSNIA E HERZEGOVINA: Tabija (The White Fortress), de Igor Drljaca
BRASIL: Deserto Particular, de Aly Muritiba
BULGÁRIA: Medo (Strah), de Ivaylo Hristov
BUTÃO
: Lunana: A Yak in the Classroom, de Pawo Choyning Dorji
CAMARÕES: Hidden Dreams, de Ngang Romanus
CAMBOJA: White Building (Bodeng sar), de Kavich Neang
CANADÁ: Les oiseaux ivres (Drunken Birds), de Ivan Grbovic
CAZAQUISTÃO: Yellow Cat (Sary mysyq), de Adilkhan Yerzhanov
CHADE
: Lingui, de Mahamat-Saleh Haroun
CHILE: Branco no Branco (Blanco en blanco), de Theo Court
CHINA: Cliff Walkers (Xuan ya zhi shang), de Yimou Zhang
COLÔMBIA: Memoria, de Apichatpong Weerasethakul
COREIA DO SUL: Escape from Mogadishu, de Ryoo Seung-wan
COSTA RICA: Clara Sola, de Nathalie Álvarez Mesén
CROÁCIA: Tereza37, de Danilo Šerbedžija
DINAMARCA: Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen
EQUADOR: Sumergible, de Alfredo León León
EGITO: Souad, de Ayten Amin
ESLOVÁQUIA: Cenzorka (107 Mothers), de Péter Kerekes
ESLOVÊNIA: Sanremo, de Miroslav Mandić
ESPANHA: El buen patrón, de Fernando León de Aranoa
ESTÔNIA: On the Water (Vee peal), de Peeter Simm
FINLÂNDIA: Compartment Nº 6, de Juho Kuosmanen
FRANÇA: Titane, de Julia Ducournau
GEÓRGIA: Brighton 4th, de Levan Koguashvili
GRÉCIA: Digger, de Georgis Grigorakis
HAITI: Freda, de Gessica Geneus
HONG KONG: Retrato de um Campeão (Zero to Hero), de Jimmy Wan
HOLANDA: Do Not Hesitate, de Shariff Korver
HUNGRIA: Post Mortem, de Péter Bergendy
ÍNDIA: Pedregulhos (Koozhangal), de P.S. Vinothraj
INDONÉSIA: Yuni, de Kamila Andini
IRÃ: Um Herói (Ghahreman), de Asghar Farhadi
IRAQUE
: Europa, de Haider Rashid
IRLANDA: Foscadh (Shelter), de Seán Breathnach
ISLÂNDIA: Lamb, de Valdimar Jóhannsson
ISRAEL: Deixe Amanhecer (Vayehi Boker), de Eran Kolirin
ITÁLIA: A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino
JAPÃO: Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi
JORDÂNIA: Amira, de Mohamed Diab
KOSOVO: Colmeia (Zgjoi), de Blerta Basholli
LETÔNIA: Bedre (The Pit), de Dace Pūce
LÍBANO: Costa Brava, Lebanon, de Mounia Akl
LITUÂNIA: Izaokas, de Jurgis Matulevicius
LUXEMBURGO: Io sto bene, de Donato Rotunno
MACEDÔNIA DO NORTE: Irmandade (Sestra), de Dina Duma
MALÁSIA: Prebet Sapu (Hail, Driver!), de Muzzamer Rahman
MALAWI: Fatsani: A Tale of Survival, de Gift Sukez Sukali
MALTA: Entre Águas (Luzzu), de Alex Camilleri
MARROCOS: Casablanca Beats, de Nabil Ayouch
MÉXICO: A Noite do Fogo (Noche de Fuego), de Tatiana Huenzo
MONTENEGRO: After the Winter (Poslije zime), de Ivan Bakrac
NORUEGA: The Worst Person in the World (Verdens verste menneske), de Joachim Trier
PALESTINA: The Stranger (Al Garib), de Ameer Fakher Eldin
PANAMÁ: Plaza Catedral, de Abner Benaim
PARAGUAI: Apenas o Sol (Apenas el Sol), de Arami Ullón
PERU: Manco Cápac (Powerful Chief), de Henry Vallejo
POLÔNIA: Sem Deixar Rastros (Żeby Nie Było śladów), de Jan P. Matuszyński
PORTUGAL: A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos
QUÊNIA: Mission to Rescue, de Gilbert Lukalia
QUIRGUISTÃO: Shambala, de Artykpai Suyundukov
REINO UNIDO
: Dying to Divorce, de Chloe Fairweather
REPÚBLICA CHECA: Zátopek, de David Ondříček
REPÚBLICA DOMINICANA: Holy Beasts, de Israel Cárdenas e Laura Amelia Guzmán
ROMÊNIA: Má Sorte no Sexo ou Pornô Acidental (Babardeală Cu Bucluc Sau Porno Balamuc), de Radu Jude
RÚSSIA: Unclenching the Fists (Razzhimaya kulaki), de Kira Kovalenko
SÉRVIA: Oasis, de Ivan Ikić
SINGAPURA: Precious is the Night, de Wayne Peng
SOMÁLIA
: The Gravedigger’s Wife, de Khadar Ayderus Ahmed
SUÉCIA: Tigers (Tigrar), de Ronnie Sandahl
SUÍÇA: Olga, de Elie Grappe
TAIWAN: The Falls, de Chung Mong-hong
TAILÂNDIA: The Medium (Rang Song), de Banjong Pisanthanakun
TUNÍSIA: Golden Butterfly (Papillon d’Or), de Abdelhamid Bouchnak
TURQUIA: O Compromisso de Hasan (Baglilik Hasan), de Semih Kaplanoğlu
UCRÂNIA: Bad Roads, de Nataliia Vorozhbyt
URUGUAI: A Teoria dos Vidros Quebrados (La teoría de los vidrios rotos), de Diego Fernández
UZBEQUISTÃO
: 2000 Songs of Farida, de Yalkin Tuychiev
VENEZUELA: Un destello interior, de Andrés Eduardo Rodríguez e Luis Alejandro Rodríguez
VIETNÃ: Dad, I’m Sorry, de Tran Thanh e Vu Ngoc Dang

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.

Conheça os vencedores do 16º Comunicurtas UEPB

por: Cinevitor
Cena do curta amazonense O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader: premiado.

Foram anunciados neste domingo, 05/12, no MAPP, Museu de Arte Popular da Paraíba, da Universidade Estadual da Paraíba, UEPB, os vencedores da 16ª edição do Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB.

Com a temática Inventar a vida, viver a arte, a programação exibiu, em formato híbrido, 103 filmes distribuídos em diversas mostras. Com coordenação geral do jornalista Hipolito Lucena, a curadoria do festival foi realizada por Amilton Pinheiro, Hipolito Lucena e Francisco Haniel, além da direção artística de Rebeca Souza. A novidade desta 16ª edição foi a mostra de videoarte Território Liberdade, que presta homenagem ao artista contemporâneo Antônio Dias, autor da obra Território Liberdade, Faça Você Mesmo.

O festival contou também com atividades paralelas, como oficinas, palestras, workshops, debates e o Fórum do Audiovisual Paraibano, espaço para discussão de políticas públicas voltadas para o incentivo de produções audiovisuais no estado. O júri da mostra de longas nacionais foi formado por Arly Arnaud, João de Lima Gomes e Rômulo Azevedo.

Conheça os vencedores do 16º Comunicurtas – Festival Audiovisual:

LONGAS NACIONAIS

Melhor Filme: Jesus Kid, de Aly Muritiba (PR)
Melhor Roteiro: Álbum em Família, escrito por Daniel Belmonte
Melhor Direção: Rubens Rewald e Jean-Claude Bernardet, por #eagoraoque
Melhor Fotografia: Jesus Kid, por Rodrigo Carvalho
Melhor Direção de Arte: Achados Não Procurados
Melhor Montagem: Álbum em Família
Melhor Atriz: Maureen Miranda, por Jesus Kid
Melhor Ator: Paulo Miklos, por Jesus Kid
Melhor Som: #eagoraoque, por Sérgio Abdalla e Marcelo Grell 
Melhor Trilha Sonora: #eagoraoque

MOSTRA BRASIL DE CURTAS METRAGENS

Melhor Filme: O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
Melhor Direção: Bernardo Ale Abinader, por O Barco e o Rio
Melhor Fotografia: A Morte do Funcionário
Melhor Direção de Arte: A Morte do Funcionário
Melhor Montagem: 3 é 5, por Pedro Castelo Branco
Melhor Ator: César Ferrario, por Enquanto o Sol se Põe
Melhor Atriz: Caroline Nunes, por O Barco e o Rio
Melhor Som: O Barco e o Rio, por Heverson Batista e Lucas Coelho de Carvalho 
Melhor Trilha Sonora: Enquanto o Sol se Põe
Menção Honrosa: Taumaturgo Ferreira, por A Morte do Funcionário
Menção Honrosa: Cine Aurélio, de Kennel Rógis (PE)

MOSTRA TROPEIROS DA BORBOREMA | CURTAS PARAIBANOS

Melhor Filme: O que os machos querem, de Ana Isaura Diniz (João Pessoa)
Melhor Roteiro: Boyzin, escrito por R. B. Lima
Melhor Direção: Ana Isaura Diniz, por O que os machos querem
Melhor Fotografia: Terra Vermelha
Melhor Direção de Arte: O que os machos querem
Melhor Montagem: Essa Saudade
Melhor Atriz: Ana Marinho, por O que os machos querem
Melhor Som: Boyzin
Melhor Trilha Sonora: Boyzin, por Vitor Galmarini

MOSTRA TROPIQUEER

Melhor Filme: Nazo, dia e noite Maria, de Andréa Paiva (AL)
Melhor Roteiro: Nazo, dia e noite Maria
Melhor Direção: Andréa Paiva, por Nazo, dia e noite Maria
Melhor Fotografia: Não Me Chame Assim, por Pedro Barros e Martina Quezado
Melhor Direção de Arte: Não Me Chame Assim, por Joana Leonzini
Melhor Montagem: Não Me Chame Assim, por Fernanda Dias 
Melhor Ator: Marcos Suchara, por Não Me Chame Assim
Melhor Atriz: Leona Jhovs, por Não Me Chame Assim
Melhor Som: Não Me Chame Assim, por Talissa Gracio e Ricardo Zollner
Melhor Trilha Sonora: Não Me Chame Assim, por Linn da Quebrada e Fabio Smeili 

LONGAS METRAGENS INTERNACIONAIS

Melhor Filme: Eunice ou Carta a uma Jovem Atriz, de Tiago Durão (Portugal)
Menção Honrosa: Uma Desconhecida, de Fabrizio Guarducci (Itália)

MOSTRA FILMES DO MUNDO | CURTAS-METRAGENS INTERNACIONAIS

Melhor Filme: Mamapara, de Alberto Flores Vilca (Peru)
Melhor Direção: Anastasia Raykova, por Ela
Melhor Roteiro: Suspirar, escrito por Vlad Bolgarin
Melhor Fotografia: Mamapara, por Alberto Flores Vilca
Melhor Direção de Arte: A Charneca Escura, por Camilo Niño
Melhor Montagem: Mamapara, por Mario Manríquez e Alberto Flores Vilca
Melhor Ator/Atriz: Julian Fuentes, por A Charneca Escura
Melhor Som: Suspirar, por Radu Zariciuc
Melhor Trilha Sonora: Suspirar, por Shawn James Seymour

MOSTRA TERRITÓRIO LIBERDADE
Melhor Filme: Pagar para Respirar, de Potira Maia (Portugal), e The Note, de Siavash Eydani (Irã)

MOSTRA SOM DA SERRA
Melhor Videoclipe: Fridolin, de Jonatan Gentil

MOSTRA A IDEIA É…
Melhor Filme Publicitário: Baterias Moura e a Paixão Antiga, de Gabriella Ferreira (PB)

MOSTRA TELEJORNALISMO

Melhor Reportagem: Série Paraíba na Mesa, de Hebert Araújo
Melhor Repórter Cinematográfico: Paulo Ítalo, por Parque do Poeta
Prêmio Luiz Custódio de Folkcomunicação: Série Paraíba na Mesa, de Hebert Araújo, e Dia Mundial do Cuscuz, por Hermano Junior e Emanuelly Nogueira

Foto: Divulgação.

Entrevista: Wolney Oliveira fala sobre Cine Ceará, cinema cearense e seus próximos filmes

por: Cinevitor
Wolney Oliveira, diretor executivo do Cine Ceará, no palco do Cineteatro São Luiz.

A 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema terminou nesta sexta-feira, 03/12, em Fortaleza, depois de diversas exibições de curtas e longas, atividades paralelas, debates e encontros ao longo da semana.

Neste ano, 19 longas e curtas-metragens fizeram parte das mostras competitivas ibero-americana e nacional; já na Mostra Olhar do Ceará, foram 20 produções selecionados. A curadoria da competitiva de longas do festival ficou a cargo de Margarita Hernandez, diretora de programação do evento; a dos curtas foi feita pelo documentarista Vicente Ferraz Gonçalves; e a Olhar do Ceará por Desirée Langel Rondón

As exibições presenciais aconteceram no Cineteatro São Luiz e no Centro Dragão do Mar. O formato virtual foi exibido no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube.

Para concluir nossa cobertura desta 31ª edição, conversamos, no último dia do evento, com o cineasta Wolney Oliveira, diretor executivo do Cine Ceará desde 1993. No bate-papo, ele fez um balanço geral deste ano, falou sobre a próxima edição, cinema cearense e revelou detalhes de seus próximos filmes.

Confira os melhores momentos:

FESTIVAL E PANDEMIA

“No ano passado, estávamos todos com muito medo. Tanto que a lotação de 1.050 lugares no São Luiz baixou para 150. E ninguém subiu ao palco. Gravamos o cerimonial e exibimos na telona. Esse ano já foi diferente. Um lance que eu acho muito legal no Cine Ceará é que você consegue ver todos os filmes da programação. Além disso, temos conseguido uma qualidade técnica muito boa com grandes filmes que escolheram ser lançados no festival, como por exemplo, A Vida Invisível, de Karim Aïnouz; O Clube, de Pablo Larraín; Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio; Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes; entre outros”.

CINEMA CEARENSE

“Neste ano, até por uma questão financeira, escolhemos apenas seis longas, dos quais dois são do Ceará. Mas, são do Ceará não por bairrismo, mas porque são dois grandes filmes de jovens cineastas cearenses que já levaram o prêmio principal no festival com Greta [de Armando Praça] e Mãe e Filha [de Petrus Cariry]. Foram dois longas cearenses na competitiva ibero-americana, três longas e 17 curtas cearenses na Olhar do Ceará. Isso tem muito a ver porque somos uma cidade universitária do cinema”.

“Na próxima edição teremos, com certeza, mais filmes da Lei Aldir Blanc na programação. Quanto mais filme cearense de qualidade, melhor. O fato de termos dois cearenses entre os seis longas da competição é porque são bons filmes. É competência e talento. Hoje, na realidade, o Ceará é um celeiro de exportação de talentos de várias gerações. Tivemos, há pouco tempo, o Allan Deberton ganhando oito prêmios no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro com Pacarrete, por exemplo. Eu acabei de ganhar o Margarida de Prata, da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil], com Soldados da Borracha, que na realidade é o prêmio mais importante do cinema documental brasileiro e que surgiu na década de 1960 quando Paulo Gil Soares ganhou com Proezas de Satanás na Vila do Leva-e-Traz; Leon Hirszman, Silvio Tendler, entre outros grandes nomes, também já ganharam”.

Wolney Oliveira com os homenageados deste ano: Marta Aurélia e Halder Gomes.

CEARÁ FILMES

“Eu sou da primeira turma da EICTV [Escuela Internacional de Cine y Televisión]. Tive o prazer de inaugurar a escola de cinema de Cuba e de encontrar nos corredores Gabriel García Márquez, Fidel, Coppola cozinhando nhoque pra gente e dando curso de como escrever um roteiro em quinze dias, e por aí vai. Mas, naquela época, você tinha apenas três cursos superiores de cinema no Brasil: ECA-USP, em São Paulo; UnB, em Brasília; e a federal fluminense. Hoje, por exemplo, se o meu filho quiser estudar cinema ele pode fazer aqui em Fortaleza”. 

“Atualmente, somos um polo efervescente, não só da formação e da produção, mas da difusão. E tudo isso, quer queira ou não, 90% foi o Cine Ceará que puxou. Inclusive, ontem, no seminário da FIEC, foi anunciada a criação da Film Commission de Fortaleza, que é algo que a gente vinha cobrando há muito tempo. Com isso, o governador do Ceará [Camilo Santana] vai lançar o decreto da criação do programa Ceará Filmes, uma Lei Estadual do Audiovisual. Então, os festivais de cinema servem também para isso, para esses encontros importantes”.

KARIM AÏNOUZ

“É incrível fechar o festival com Marinheiro das Montanhas, do Karim Aïnouz, que foi muito aplaudido em Cannes. Eu quero muito ver porque o meu irmão [Eusélio Gadelha Oliveira] está fazendo um filme sobre o nosso pai [Eusélio Oliveira], que vai se chamar Saravá! Eusélio. Meu pai foi ator do segundo curta do Karim, que se chama O Preso, e era amigo da mãe dele. É um peso imenso você encerrar o festival com um filme do Karim”.

HOMENAGEADOS

“Na abertura tivemos também dois cearenses homenageados, o Halder Gomes e a Marta Aurélia. O Halder, que está filmando uma série para a Netflix aqui no Ceará, de doze capítulos, se tornou uma grife. Aliás, eu já fiz o convite para ele lançar Vermelho Monet, seu primeiro drama, no Cine Caerá, que foi filmado em Portugal. De repente, ele consegue exibir no próximo ano”.

O cineasta em frente ao Cineteatro São Luiz durante o festival.

FORMATO HÍBRIDO E CINE CEARÁ 2022

“Eu gostei muito das exibições virtuais. Por exemplo, o Canal Brasil tem quase 15 milhões de assinantes e um cara lá do Acre consegue ver o Cine Ceará. Além da visibilidade, da potencialização exponencial da visibilidade do festival. Por mim, e acredito que pelo Canal Brasil, a ideia é continuar com essas exibições. É uma coisa a se pensar com calma porque ano que vem será um ano totalmente atípico, pois o país vai pegar fogo. É um ano político e com Copa do Mundo, que acontecerá em novembro. Então, estamos trazendo o Cine Ceará para junho, entre os dias 24 e 30. Vai ser um desafio porque será daqui sete meses e o tempo de captação é bem menor”.

“Essa experiência virtual foi muito boa. Eu acho que isso democratiza, do Oiapoque ao Chuí. Agora, teremos que avaliar se as distribuidoras vão topar. No ano passado, por exemplo, perdemos vários filmes interessantes porque não quiseram exibir virtualmente. E outra coisa: eu sinto muita falta dos shows musicais na Praça do Ferreira depois das exibições, com 2 mil pessoas dançando, e dos food trucks. Chego a me arrepiar só de lembrar. Como diria Cacá Diegues: dias melhores virão!”.

WOLNEY CINEASTA

“Memórias da Chuva [que está em processo de edição] será meu próximo longa, que é resultado de um prêmio da Lei Aldir Blanc com a Secretaria da Cultura do Ceará. Esse filme tem que estar pronto em janeiro do ano que vem. E, por conta desse prêmio, estão sendo produzidos 17 longas e 13 curtas aqui”.

“Além disso, estou com um corte praticamente final do Vozão: Coração do Meu Povão, que é um filme que será lançado no dia 2 de junho lá no Cineteatro São Luiz nos 108 anos do Ceará Sporting Club, que eu espero que vá para a Libertadores. Em março eu retomo na edição do Lampião, o Governador do Sertão, que tem que estar pronto até final de junho. E no segundo semestre eu lanço o documentário Soldados da Borracha nos cinemas. Então, ano que vem será lindo. Três longas finalizados, lançando outro e trabalhando no 32º Cine Ceará”.

“Recentemente, e finalmente, a Ancine lançou um edital de 670 milhões de várias linhas. Em conversas com entidades, Alex Braga [diretor-presidente da Ancine] já adiantou que até março vai lançar outro de 500 milhões. Se a Lei Paulo Gustavo passar, seria a glória. E vai ser”.

*O CINEVITOR esteve em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Luiz Alves e Chico Gadelha.

16º Fest Aruanda: três obras literárias serão lançadas durante a programação

por: Cinevitor
Biografia de Ney Matogrosso é um dos destaques da programação.

Além dos filmes, as obras literárias são um dos pontos fortes desta 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de dezembro, em formato híbrido, se consagrando como um dos principais eventos da sétima arte no Brasil.

Neste ano, três obras serão lançadas durante a programação do evento: sempre às 19h, no foyer da área VIP do Cinépolis, no Manaíra Shopping, em João Pessoa. O primeiro lançamento acontece na sexta-feira, 10/12. Trata-se do livro Utopia da Autossutentabilidade – Impasses, desafios e conquistas da Ancine, de autoria de Marcelo Ikeda. A obra narra a trajetória da Agência Nacional do Cinema, que neste ano completou 30 anos de existência e resistência, sendo responsável pela retomada do audiovisual brasileiro.

Já no sábado, 11/12, a programação de lançamento tem o olhar voltado para a Paraíba, com o livro Paulo Pontes: A Arte das Coisas Sabidas. Escrito pelo dramaturgo, ator e diretor Paulo Vieira, a obra foi reeditada neste ano de 2021 pela editora A União.

O ciclo de lançamentos se encerra na quarta-feira, 15/12, com a biografia de um dos maiores ícones da música brasileira. Intitulada Ney Matogrosso, a biografia, a obra foi escrita por Júlio Maria e mergulha no universo do intérprete, revelando sua trajetória até chegar ao símbolo performático em que se tornou; o cantor já confirmou presença no evento. Além disso, o documentário Ney, À Flor da Pele, de Felipe Nepomuceno, será o filme de encerramento desta edição.

Com mostra de filmes, longas e curtas, debates, oficinas, homenagens, o 16º Fest Aruanda terá uma programação híbrida, com sessões presenciais de todos os filmes selecionados no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa, e on-line para quase todas as obras através da Aruanda Play, plataforma de streaming do festival criada na edição do ano passado. Já ações como oficinas, palestras, conferências e minicursos serão realizadas através do YouTube.

Clique aqui e confira mais detalhes desta edição.

Foto: Reprodução/YouTube.

31º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Equipe do longa 5 Casas no palco: três prêmios.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 03/12, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, os vencedores da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que aconteceu em formato híbrido.

Além do anúncio dos premiados, o evento também prestou homenagem ao governador do Ceará, Camilo Santana, que recebeu o Troféu Eusélio Oliveira das mãos do cineasta Rosemberg Cariry, como reconhecimento por seu trabalho em prol da cultura no Estado, realizando ações que buscam mitigar o impacto da pandemia de Covid-19 na população, em especial no setor audiovisual cearense. E mais: o governador também assinou a lei que cria o programa Ceará Filmes.

Depois da premiação, foi exibido em sessão hors concours o longa-metragem Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz. Fortaleza é a cidade natal do diretor, que neste filme apresenta um diário de viagem filmado em sua primeira ida à Argélia, país em que seu pai nasceu.

Na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem, o filme 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto, foi o grande vencedor. O documentário autobiográfico ganhou o Troféu Mucuripe na categoria de melhor longa-metragem e prêmio no valor de R$ 20 mil para distribuição do filme no Brasil, conforme regulamento do festival. O filme também garantiu os prêmios de melhor roteiro e som.

Na Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem, o filme Chão de Fábrica, de Nina Kopko, ganhou o Troféu Mucuripe de melhor curta, eleito pelo júri oficial da mostra. Já o Troféu Samburá de melhor curta-metragem foi para Sideral, de Carlos Segundo. O Durião Proibido, de Txai Ferraz, venceu o Prêmio da Crítica concedido pelo Júri Abraccine; o Prêmio Canal Brasil de Curtas foi para Chão de Fábrica, de Nina Kopko, agraciado com R$ 15 mil.

O Prêmio Água e Resistência de melhor curta-metragem, no valor de R$ 3 mil, foi para Jeanstopia, de Gabriel Viggo e Murilo da Paz. A escolha foi do Júri Olhar Universitário, formado por alunos de audiovisual da Universidade Federal do Ceará, Unifor e Vila das Artes. O prêmio é uma realização do Cine Ceará em parceria com a Companhia de Água e Esgoto do CearáCagece.

O Júri deste ano foi formado por: Andrea Guzmán Urzúa, Carlos Arango de Montis e Lírio Ferreira na mostra competitiva de longas; Leyda Nápoles, Tibico Brasil e Daniela Fernandes na competitiva brasileira de curtas; Lília Moema Santana, Vicente Ferraz e Maurício Xavier na mostra Olhar do Ceará.

O júri da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, contou com: Pedro Azevedo, Robledo Milani, Vitor Búrigo, Mylena Gadelha e Daniela Dumaresq; João Gabriel Tréz, Regina Ribeiro, Cinthia Medeiros, André Bloc e Tamara Lopes no júri do Troféu Samburá; e Esther Arruda, José Jaur Ferreira e Olavo Oliveira no Júri Olhar Universitário.

Confira a lista completa com os vencedores do Cine Ceará 2021:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto (Brasil)
Melhor Direção: Alicia Cano Menoni, por Bosco
Melhor Atuação Feminina: Clébia Sousa, por Fortaleza Hotel
Melhor Atuação Masculina: Vanderlei Bernardino, por Fortaleza Hotel
Melhor Roteiro: 5 Casas, escrito por Bruno Gularte Barreto e Vicente Moreno
Melhor Fotografia: A Praia do Fim do Mundo, por Petrus Cariry
Melhor Montagem: Bosco, por Guillermo Madeiro
Melhor Trilha Sonora Original: Bosco, por Giorgio Ferrero e Rodolfo Mong
Melhor Som: 5 Casas, por Emil Klotzsh
Melhor Direção de Arte: A Praia do Fim do Mundo, por Sergio Silveira

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM
  
Melhor Filme: Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP)
Melhor Direção: Pedro Gonçalves, por O Resto
Melhor Roteiro: Sideral, escrito por Carlos Segundo

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor longa-metragem: Minas Urbanas, de Natália Gondim (Fortaleza)
Melhor curta-metragem: Sebastiana, de Cláudio Martins (Fortaleza)
Prêmio Unifor de Audiovisual: Sebastiana, de Cláudio Martins

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE

Melhor longa-metragem: A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry (CE)
Melhor curta-metragem: O Durião Proibido, de Txai Ferraz (PE)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS 
Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP)
  
TROFÉU SAMBURÁ | MELHOR CURTA-METRAGEM
Sideral, de Carlos Segundo (RN)
  
TROFÉU SAMBURÁ | MELHOR DIREÇÃO  
Júlia Fávero e Victoria Negreiros, por Como respirar fora d’água

PRÊMIO ÁGUA E RESISTÊNCIA
Jeanstopia, de Gabriel Viggo e Murilo Da Paz
  
MOSTRA PONTES CRIATIVAS
Eu sou as cores, você é a praça, de Paulo Ribeiro e Anio Tales Carin (Fortaleza)
Eu não sou daqui, de Leandro Olímpio (São Paulo)

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Chico Gadelha.

Festival do Rio 2021 anuncia programação completa, homenagens e filme de Pedro Almodóvar na abertura

por: Cinevitor
Penélope Cruz em Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar: filme de abertura.

O Festival do Rio 2021 acontecerá entre os dias 9 e 19 de dezembro com mais de 40 filmes em competição na Première Brasil, além da seleção internacional com títulos premiados, homenagem ao cineasta chinês Wong Kar-Wai e uma retrospectiva especial da conceituada revista francesa Cahiers du Cinéma.

As mostras competitivas reúnem filmes de ficção e documentários, longas e curtas de novos e consagrados cineastas. Na programação da Première Brasil também estão os filmes hors concours, a competitiva de novas linguagens, Première Brasil Novos Rumos e a Première Brasil Especial com grandes homenagens a filmes clássicos e grandes nomes do cinema. Este ano, a mostra O Estado das Coisas reúne produções que apontam e discutem questões contemporâneas de grande relevância sob diversas óticas e diferentes formas narrativas. 

Em comunicado oficial, Ilda Santiago, diretora de programação do Festival do Rio, disse: “Entre todos os impactos provocados pela pandemia, é relevante a forma como o cinema brasileiro reagiu a esses dois anos de intenso debate on-line pela falta do encontro presencial. A seleção deste ano mostra um cinema brasileiro forte, pleno de reflexão e, apesar das batalhas diárias, pronto para resgatar um lugar junto ao público. Nosso lema este ano é ganhe duas horas de vida e vá ao cinema ver o mundo”.

Esta edição do Festival do Rio marca o retorno da Prefeitura do Rio de Janeiro ao evento como apoiadora; a Firjan também renova o apoio: “Ficamos cinco anos sem o apoio da Prefeitura. Esse retorno permitiu a existência da edição deste ano, em um formato compacto mas devolvendo à cidade uma experiência presencial e convidando o público para voltar às salas. A cidade do Rio tem a vocação para a indústria criativa, especialmente a indústria do audiovisual, e precisamos desenvolver habilidades e conhecimentos para expandir essa vocação”, disse Vilma Lustosa, diretora de marketing e comunicação do Festival do Rio

O Festival do Rio deste ano será palco da primeira exibição em terras brasileiras de Madres Paralelas, novo filme do aclamado realizador espanhol Pedro Almodóvar, que será lançado pela Netflix. O longa-metragem será exibido na gala de abertura da edição 2021. Estrelado por Penélope Cruz, que foi premiada no Festival de Veneza, o drama acompanha duas mulheres que se encontram em um quarto de hospital onde vão dar à luz. Ambas são solteiras e engravidaram acidentalmente. Apesar de pertencerem a gerações distantes, criam um forte vínculo nas poucas horas que passam juntas.

É a segunda vez em dez anos que um filme de Almodóvar é escolhido para abrir o Festival do Rio. Na 13ª edição, em 2011, a honraria coube ao suspense A Pele que Habito, que foi projetado em sessão de gala no Odeon com a presença ilustre da atriz Marisa Paredes.

Além disso, o Festival do Rio terá uma seção especialmente dedicada à história da crítica e da cinefilia em 2021. A lendária revista Cahiers du Cinéma está completando 70 anos e o marco será celebrado com uma mostra de clássicos franceses e uma exposição composta por edições históricas da renomada publicação.

Fundada por André Bazin, Jacques Doniol-Valcroze e Joseph-Marie Lo Duca, a Cahiers foi publicada pela primeira vez em abril de 1951. A revista abrigou textos críticos de toda uma geração de frequentadores da Cinemateca Francesa, que posteriormente se tornariam os astros da Nouvelle Vague e grandes nomes da sétima arte francófona. Ainda hoje, em plena atividade, a Cahiers du Cinéma permanece sendo a publicação especializada mais influente do mundo.

O Festival do Rio também celebra a obra do cineasta Wong Kar-Wai apresentando nesta edição uma mostra composta por cinco de seus filmes mais aclamados. Os títulos serão exibidos em cópias restauradas, com qualidade 4K, em uma parceria do festival com a MUBI.

Conheça os filmes selecionados para o Festival do Rio 2021:

PREMIÈRE BRASIL

LONGAS-METRAGENS | FICÇÃO

A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky
Casa Vazia, de Giovani Borba
Cora, de Gustavo Rosa de Moura e Matias Mariani
Medusa, de Anita Rocha da Silveira
Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Meu Tio José, de Ducca Rios
Mundo Novo, de Alvaro Campos
O Pai da Rita, de Joel Zito Araújo
O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy
Sol, de Lô Politi

LONGAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO

BR Trans, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez
Cafí, de Lírio Ferreira e Natara Ney
Manguebit, de Jura Capela
O Melhor Lugar do Mundo é Agora, de Caco Ciocler
Rolé – Histórias de Rolezinhos, de Vladimir Seixas
Uma Baía, de Murilo Salles 

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS

Colmeia, de Maurício Chades (GO)
Da Janela Vejo o Mundo, de Ana Catarina Lugarini (PR)
Depois Quando, de Johnny Massaro (RJ)
Fim do Dia, de Rafael Raposo (RJ)
Jamary, de Begê Muniz (AM)
Masar – Caminhos à Mesa, de Amina Nogueira e Ana Sanz (RJ)
Modelo Vídeo, de Leonardo Lacca (PE)
O Nascimento de Helena, de Rodrigo Almeida (RN)
Quando o Tempo de Lembrar Bastou, de Felipe Quadra (RJ)
Solitude, de Tami Martins e Aron Miranda (AP)
Tecido, Sigilo, de Lucílio Jota (RJ)
Tereza Joséfa de Jesus, de Samuel Costa (RJ)
VIVXS!, de Claudia Schapira, Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann (SP)

NOVOS RUMOS | COMPETIÇÃO | LONGAS

Barragem, de Eduardo Ades
Diário de Viagem, de Paula Kim
Os Grandes Vulcões, de Fernando Kinas e Thiago B. Mendonça
Os Dragões, de Gustavo Spolidoro
Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira
O Dia da Posse, de Allan Ribeiro
Rio Doce, de Fellipe Fernandes

NOVOS RUMOS | COMPETIÇÃO | CURTAS

Centelha, de Renato Vallone (RJ)
Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP)
Ibeji Ibeji, de Victor Rodrigues (RJ)
Lina, de Melise Fremiot (RJ)
O Fundo dos Nossos Corações, de Letícia Leão (RJ)
Okofá, de Daniela Caprine, Mariana Bispo, Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues e Thamires Case (SP)
Meu Coração Já Não Aguenta Mais, de Fabrício Brambatti (SP)
Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet (RJ)

HORS CONCOURS | LONGAS

Alemão 2, de José Eduardo Belmonte
A Suspeita, de Pedro Peregrino
Capitu e o Capítulo, de Júlio Bressane
Eduardo e Mônica, de René Sampaio
Ela e Eu, de Gustavo Rosa de Moura
Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz
Meu Álbum de Amores, de Rafael Gomes
O Circo Voltou, de Paulo Caldas
Papai é Pop, de Caíto Ortiz

HORS CONCOURS | CURTAS

Ato, de Bárbara Paz
Baile de Máscaras, de Iury Pinto
Romance, de Karine Teles

PREMIÈRE BRASIL ESPECIAL

Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto
Chico Mario – A Melodia da Liberdade, de Silvio Tendler
Já que Ninguém me Tira para Dançar, de Ana Maria Magalhães
Nelson Filma o Rio, de Luiz Carlos Lacerda
Tempo Ruy, de Adilson Mendes
Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas
Ziraldo, Era uma Vez um Menino, de Fabrizia Pinto

O ESTADO DAS COISAS

American Thief, de Miguel Silveira
Antígona 442 A.C, de Maurício Farias
Nuhu Mu Yõg Hãm, Essa Terra é Nossa, de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero
Pele Negra, Justiça Branca, de Cinthia Creatini da Rocha, Valeska Bittencourt e Vanessa Rosa Gasparelo
Saudade do Futuro, de Anna Azevedo
Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles
The Last Election and Other Love Stories, de Miguel Silveira
Você Não Sabia de Mim, de Alan Minas

PROGRAMAÇÃO INTERNACIONAL

PANORAMA ESPECIAL

A Chiara, de Jonas Carpignano (Itália/França)
A Fratura (La fracture), de Catherine Corsini (França)
A Mulher que Fugiu (Domangchin yeoja), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
Belfast, de Kenneth Branagh (Reino Unido)
Belle, de Mamoru Hosoda (Japão/EUA)
Benedetta, de Paul Verhoeven (França/Bélgica/Holanda)
Compartment nº 6 (Hytti nro 6), de Juho Kuosmanen (Finlândia/Rússia/Estônia/Alemanha)
Cow, de Andrea Arnold (Reino Unido)
Cyrano, de Joe Wright (Reino Unido/EUA/Canadá/Itália)
Diários de Otsoga, de Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes (Portugal/França)
Drive My Car (Doraibu mai kâ), de Ryûsuke Hamaguchi (Japão)
Encontros, de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
Lágrimas de Sal (Le sel des larmes), de Philippe Garrel (França/Suíça)
Má Sorte no Sexo ou Pornô Acidental (Babardeala cu bucluc sau porno balamuc), de Radu Jude (Romênia/Luxemburgo/República Checa/Croácia/Suíça/Reino Unido)
Matar a la Bestia, de Agustina San Martín (Argentina/Brasil/Chile)
Memoria, de Apichatpong Weerasethakul (Colômbia/Tailândia/França/Alemanha/México/Qatar/Reino Unido/China/Suíça)
Murina, de Antoneta Alamat Kusijanović (Croácia/Brasil/EUA/Eslovênia)
Nove Dias (Nine Days), de Edson Oda (EUA)
O Beco do Pesadelo (Nightmare Alley), de Guillermo del Toro (EUA/México/Canadá) (filme de encerramento)
O Festival do Amor (Rifkin’s Festival), de Woody Allen (Espanha/EUA/Itália)
O Homem Ideal (Ich bin dein Mensch), de Maria Schrader (Alemanha)
Pequena Mamãe (Petite maman), de Céline Sciamma (França)
Titane, de Julia Ducournau (França/Bélgica)
Tre Piani, de Nanni Moretti (Itália/França)
Um Herói (Ghahreman), de Asghar Farhadi (França/Irã)
Undine, de Christian Petzold (Alemanha/França)
Venice Beach, CA., de Marion Naccache (França/Brasil)

CAHIERS MON AMOUR 70 ANOS

A Marquesa d’O, de Éric Rohmer
Ascensor para o cadafalso, de Louis Malle
La Jetée, de Chris Marker
Loucuras de uma Primavera, de Louis Malle
O Demônio das Onze Horas, de Jean-Luc Godard
O Dinheiro, de Robert Bresson
O Planeta Selvagem, de René Laloux
Os Caracóis, de René Laloux
Paris nos pertence, de Jacques Rivette
Z, de Costa Gavras
Zazie no Metrô, de Louis Malle

RETROSPECTIVA WONG KAR-WAI

2046
Amor à Flor da Pele (In the mood for love)
Amores Expressos (Chungking Express)
Anjos Caídos (Fallen Angels)
Felizes Juntos (Happy Together)

Foto: Divulgação/El Deseo.

A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry, encerra a mostra competitiva do 31º Cine Ceará

por: Cinevitor
O diretor durante o debate do filme.

Nesta quinta-feira, 03/12, aconteceu, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, a última exibição das mostras competitivas da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

A programação da noite começou com a mostra Pontes Criativas e seguiu com a Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem com os filmes: O Amigo do Meu Tio, de Renato Turnes; Hawalari, de Cássio Domingos; e Ato, de Bárbara Paz.

O longa A Praia do Fim do Mundo, do cineasta cearense Petrus Cariry, encerrou a Mostra Competitiva ibero-americana de longa-metragem desta edição. Em sua primeira exibição pública, o filme, produzido pela Iluminura Filmes, foi rodado na praia de Icaraí, no litoral cearense, com imagens adicionais feitas na praia de Atafona, no Rio de Janeiro; e é ambientado na cidade fictícia de Ciarema, que está em processo de destruição devido ao avanço brutal do mar e a decadência social em seu entorno. Cariry também assina o roteiro e a montagem, ambos ao lado de Firmino Holanda, e a direção de fotografia.

No palco do Cineteatro São Luiz, Petrus discursou: “Queria agradecer a presença do público e também da equipe do filme, pois sem vocês esse trabalho não seria possível. Esse filme foi feito em maio desse ano, uma época em que a pandemia estava matando muita gente. Fizemos uma espécie de força-tarefa. Estou super feliz de exibir esse filme aqui no Ceará, que de alguma forma, é um reflexo dos tempos que a gente vive”

A trama acompanha as personagens Helena, Alice e Elisa, interpretadas respectivamente pelas atrizes Marcélia Cartaxo, Fátima Macedo e Larissa Goes. Três mulheres que lidam com vontades diversas em relação à submersão que ameaça Ciarema e as suas próprias vidas, discordando sobre permanecer nas ruínas até que não reste mais nada ou buscar uma vida melhor longe dali. Enquanto os últimos moradores fazem as malas para partir, o conflito geracional e existencial faz com que mãe e filha (Helena e Alice) revisitem questões do passado e repensem a relação de pertencimento com o lugar.

Petrus Cariry e Fátima Macedo no debate.

No dia seguinte à exibição, o diretor participou de um debate, mediado pela crítica de cinema Neusa Barbosa, ao lado da atriz Fátima Macedo. Durante o bate-papo, revelou que o interesse pela história surgiu após contato com acontecimentos por ele presenciados e reportagens que falavam sobre o efeito da erosão marinha em lugares paradisíacos: “Eu frequentava a praia de Icaraí na adolescência e o filme surgiu a partir dessa vontade de falar do estado das coisas, de como elas se encontravam. Pelo menos foi o que eu senti; o nível de degradação, não sei se moral, mas do país”.

A Praia do Fim do Mundo foi realizado durante a pandemia de Covid-19, por meio da Lei Aldir Blanc. Por isso, Cariry precisou adiar as filmagens de Mais Pesado é o Céu, que, por ser um road movie, exigia uma logística de produção inviável devido às restrições sanitárias: “Por mais que o set fosse alegre e todo mundo estava feliz pelas filmagens, foi uma época em que a vacinação estava começando e ainda morriam mais de mil pessoas por dia por conta da pandemia”, revelou no debate. 

A atriz Fátima Macedo falou sobre trabalhar ao lado de Marcélia Cartaxo e elogiou a colega de cena: “Como não falar de Marcélia, essa deusa? A personagem dela é exatamente a sintetização desse clima fantasmagórico que o filme traz. Ela carrega muito essa carga dramática. Em certos aspectos, era difícil contracenar com isso porque a minha personagem é contracorrente; ela quer sair e tem esse movimento de trazer um outro ritmo para o filme”.

Com produção executiva de Bárbara Cariry, o filme conta com Sergio Silveira na direção de arte; Lana Patrício Benigno no figurino; Moabe Filho no som direto e Érico Paiva (Sapão) na mixagem e edição de som; João Victor Barroso na trilha musical; e Teta Maia e Priscila Lima na direção de produção.

Em formato híbrido, o Cine Ceará acontece virtualmente no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube; e presencial em Fortaleza, com o limite de público determinado pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Chico Gadelha.

National Board of Review: Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson, é eleito o melhor filme de 2021

por: Cinevitor
Benny Safdie e Alana Haim em Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson: filme premiado.

A National Board of Review, importante e tradicional organização de críticos de cinema dos Estados Unidos, fundada em 1909, divulga, desde 1932, uma lista com os melhores do ano da indústria cinematográfica. Neste ano, 221 filmes foram analisados por um seleto grupo de cineastas, profissionais e acadêmicos da sétima arte.

Em comunicado oficial, Annie Schulhof, presidente da NBR, disse: “Em um momento de transição e incerteza, não há nada como Licorice Pizza para nos lembrar da alegria e esperança que um grande cinema pode inspirar. A NBR tem a honra de premiar o filme, bem como seu brilhante criador, Paul Thomas Anderson, e todos os outros vencedores”.

Além do filme de Paul Thomas Anderson, King Richard: Criando Campeãs também se destacou nas categorias de atuação com Will Smith e Aunjanue Ellis. O cineasta americano Michael Sarnoski, de Pig, foi premiado como melhor direção estreante. A cerimônia de entrega dos prêmios está marcada para 11 de janeiro de 2022.

Neste ano, o cinema brasileiro não marcou presença na lista. A última vez que uma produção nacional apareceu entre os melhores da NBR foi em 2019 com o drama A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, entre os cinco melhores longas estrangeiros.

Confira a lista com os melhores do cinema em 2021 segundo a National Board of Review:

MELHOR FILME: Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson
MELHOR DIREÇÃO: Paul Thomas Anderson, por Licorice Pizza
MELHOR ATOR: Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs
MELHOR ATRIZ: Rachel Zegler, por Amor, Sublime Amor
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Ciarán Hinds, por Belfast
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Aunjanue Ellis, por King Richard: Criando Campeãs
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Um Herói (A Hero/Ghahreman), escrito por Asghar Farhadi
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: The Tragedy of Macbeth, escrito por Joel Coen
MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO: Encanto, de Jared Bush, Byron Howard e Charise Castro Smith
ATUAÇÃO REVELAÇÃO: Alana Haim e Cooper Hoffman, por Licorice Pizza
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE: Michael Sarnoski, por Pig
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: Um Herói, de Asghar Farhadi (Irã/França)
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Summer of Soul (…ou, Quando A Revolução Não Pode Ser Televisionada), de Questlove
MELHOR ELENCO: Vingança & Castigo
PRÊMIO NBR FREEDOM OF EXPRESSION: Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen
EXCELÊNCIA EM FOTOGRAFIA: Bruno Delbonnel, por The Tragedy of Macbeth

MELHORES FILMES DO ANO
Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg
Belfast, de Kenneth Branagh
Duna, de Denis Villeneuve
King Richard: Criando Campeãs, de Reinaldo Marcus Green
Não Olhe para Cima, de Adam McKay
O Beco do Pesadelo, de Guillermo del Toro
O Último Duelo, de Ridley Scott
Red Rocket, de Sean Baker
The Tragedy of Macbeth, de Joel Coen

TOP 5 FILMES ESTRANGEIROS
Benedetta, de Paul Verhoeven (França/Bélgica/Holanda)
Lamb, de Valdimar Jóhannsson (Islândia/Suécia/Polônia)
Lingui, de Mahamat-Saleh Haroun (Chade/França/Alemanha/Bélgica)
Titane, de Julia Ducournau (França/Bélgica)
The Worst Person in the World (Verdens verste menneske), de Joachim Trier (Noruega/França/Suécia/Dinamarca)

TOP 5 DOCUMENTÁRIOS
Ascension, de Jessica Kingdon
Attica, de Traci Curry e Stanley Nelson
Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen
The Rescue, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi
Roadrunner: A Film About Anthony Bourdain, de Morgan Neville

TOP 10 FILMES INDEPENDENTES
C’mon C’mon, de Mike Mills
Holler, de Nicole Riegel
Jockey, de Clint Bentley
No Ritmo do Coração, de Sian Heder
Old Henry, de Potsy Ponciroli
Pig, de Michael Sarnoski
Shiva Baby, de Emma Seligman
The Card Counter, de Paul Schrader
The Green Knight, de David Lowery
The Souvenir: Part II, de Joanna Hogg

Foto: Divulgação.

Filmes dirigidos por mulheres se destacam na quinta noite do 31º Cine Ceará

por: Cinevitor
A cineasta Julia Naidin, do curta Mar Concreto, marcou presença no evento.

A quinta noite da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema foi marcada por filmes dirigidos por mulheres nas mostras competitivas. Produções brasileiras de curtas-metragens e um longa de Porto Rico, em coprodução com a Colômbia, foram exibidos no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, na quarta-feira, 01/12.

Dirigido por Sara Agatha, o curta A Falta de Algo Básico, na disputa pelo Prêmio Água e Resistência, abriu a programação. Já na mostra competitiva brasileira de curta-metragem, Mar Concreto, de Julia Naidin, iniciou a sessão; seguido por Como respirar fora d’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros:

Julia Naidin é pesquisadora e professora com publicações em Filosofia Contemporânea. Desde 2017, atua com produção e curadoria na residência artística brasileira CasaDuna Centro de Arte, Pesquisa e Memória de Atafona, onde desenvolve uma pesquisa de metodologia em arte contemporânea e educação ambiental. Mar Concreto é seu primeiro curta-metragem.

No palco do Cine Ceará, Julia disse: “Meu filme está iniciando sua carreira em festivais e estou muito feliz por estar aqui. Esse curta é parte de um trabalho que eu desenvolvo junto com o Fernando [Codeço] em uma praia chamada Atafona, no litoral norte do Rio de Janeiro, que vive uma crise ambiental”.

Sobre as diretoras de Como respirar fora d’água: Júlia Fávero é formada em Audiovisual pela ECA-USP; foi assistente de montagem da segunda temporada da série infantojuvenil Show da História, em exibição no Canal Futura; roteirista e diretora do curta-metragem Embaixo do Asfalto Correm Meus Rios. Victoria Negreiros, também formada em Audiovisual pela ECA-USP, atuou no departamento de comunicação do MASP, com realização audiovisual; e participou da edição 2020 do Laboratório Negras Narrativas, da FLUP + Rede Globo.

Cena do longa porto-riquenho Perfume de Gardênias.

Para apresentar Perfume de Gardênias, que integra a mostra competitiva ibero-americana de longas, a cineasta Macha Colón mandou um vídeo para o festival: “É um filme que fiz com muito carinho, com muito amor. Espero que vocês sintam e recebam isso. Para mim, é bem especial que um público brasileiro assista”.

Gisela Rosario Ramos é Macha Colón, escritora, produtora, diretora, editora, performer e produtora de eventos culturais de Porto Rico. Entre suas obras estão o curta-metragem documental El hijo de Ruby e Cartas de Amor para una ícona. Estudou no Black and Puerto Rican Studies e Film and Media Studies, no Hunter College, em Nova York, onde também trabalhou como editora de documentários e participou de shows de performance. Ao retornar para Porto Rico, trabalhou como diretora artística e programadora na Casa da Cultura Ruth Hernández, assim como na organização de eventos culturais e na edição e direção de filmes. Perfume de Gardênias é seu primeiro longa-metragem.

Protagonizado por Luz María Rondón, a trama mostra uma idosa que mora em um bairro de classe média em Porto Rico e que acaba de ficar viúva. Sua filha adulta está ficando com ela para ajudá-la no funeral. Enquanto Isabel lamenta a sua perda, não sabe como ocupar seu tempo e seguir adiante. Além do Cine Ceará, o filme também foi exibido nos festivais de Tribeca, Boston Latino, Trindade e Tobago e AFI Latin American.

Em formato híbrido, o Cine Ceará acontece virtualmente no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube; e presencial em Fortaleza, com o limite de público determinado pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19.

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Fotos: Chico Gadelha.

Cine Ceará 2021: Émerson Maranhão fala sobre Transversais, documentário exibido na Mostra Olhar do Ceará

por: Cinevitor
O diretor durante o debate sobre o filme.

Primeiro longa do cineasta Émerson Maranhão, Transversais, produzido por Allan Deberton, de Pacarrete, apresenta depoimentos de quatro pessoas trans que resgatam suas histórias, seus processos de autodescoberta e de trânsitos e jornadas, além também da participação de uma mulher cisgênero, mãe de uma adolescente trans.

Depois de passar pela Mostra de São Paulo, Mix Brasil e For Rainbow, no qual ganhou dois prêmios, o longa foi exibido na Mostra Olhar do Ceará, que teve a curadoria de Desirée Langel Rondón, na 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

As quatro pessoas que participam do filme são: Samilla Marques, funcionária pública; Érikah Alcântara, professora; Caio José, enfermeiro; e o acadêmico Kaio Lemos. Eles e elas passaram por um delicado processo de autoaceitação até compreenderem sua subjetividade. Hoje, vivenciam tecnologias de gênero, como hormônios e cirurgias, que lhe asseguram uma aparência condizente com a maneira como se veem, mas ainda sofrem com a incompreensão, o estranhamento e o preconceito.

Já a jornalista Mara Beatriz, mulher cisgênero, enfrentou a transfobia de perto e refez sua vida ao tomar conhecimento que era mãe de uma adolescente transgênero. Hoje, é uma das mais ativas militantes do grupo Mães pela Diversidade no Ceará.

Na quarta-feira, 01/12, dia seguinte à exibição no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, o diretor participou de um debate mediado pelo jornalista Arthur Gadelha: “Eu entendo o Transversais como um transbordamento do Aqueles Dois [curta-metragem de Émerson Maranhão selecionado para mais de 60 festivais e mostras nacionais e internacionais, que conquistou 20 prêmios]. Ao longo da pesquisa para realizar o curta, percebi que muitas histórias ficaram de fora e que valia a pena voltar ao tema em uma próxima realização. Além disso, a ideia original seria fazer uma série de TV”, revelou.

Kaio Lemos em cena do filme.

Mesmo sofrendo censura do Governo Federal, que publicamente anunciou que “não tinha cabimento fazer um filme com este tema” e declarou que ele seria “abortado” do edital da Ancine em que era finalista, o filme ganhou ainda mais força: “Em sua primeira live que anunciou a censura para obras audiovisuais no Brasil, o primeiro projeto que o inominável citou foi o Transversais. Essa tentativa de silenciamento era do filme, das pessoas trans, da diversidade sexual, da cultura, do audiovisual. Então, eu e Allan Deberton, que é meu sócio neste projeto, decidimos fazer de qualquer maneira. Foi por isso que virou um longa. Tentamos outras formas de patrocínio e conseguimos fazer via Lei Aldir Blanc aqui no Ceará”

O cineasta também falou sobre a participação de Julia Katharine como consultora de roteiro: “Como todo processo documental, existem vários roteiros. Tem o de captação, que tentamos seguir ao máximo à risca. Mas, como foi rodado no meio da pandemia, tivemos dificuldades para executar algumas sequências e, por isso, algumas foram canceladas. Já para a montagem foram vários roteiros. Quando começamos a captação, achamos que seria muito importante ter o olhar de uma pessoa do cinema e que tivesse essa intimidade com a questão da transgenarildade. Por isso, chamamos a Julia Katharine, uma cineasta, roteirista e atriz maravilhosa, para olhar para esse tema conosco. Ela acompanhou o roteiro de captação e esteve presente em todos os cortes do filme”, finalizou.

Em formato híbrido, o Cine Ceará acontece virtualmente no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube; e presencial em Fortaleza, com o limite de público determinado pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19.

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Fotos: Chico Gadelha/Divulgação.

Documentário 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto, é exibido em competição no 31º Cine Ceará

por: Cinevitor
O diretor durante o debate sobre o filme.

A quarta noite da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema exibiu, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, filmes do Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Ceará.

A programação começou com o curta JEANStopia, de Gabriel Viggo e Murilo da Paz, que disputa o Prêmio Água e Resistência. Na sequência, foram projetados na telona dois títulos da mostra competitiva brasileira de curtas: O Resto, de Pedro Gonçalves Ribeiro, premiado recentemente no Cine PE; e Sideral, de Carlos Segundo, que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano.

O longa-metragem ibero-americano da noite foi o documentário autobiográfico 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto, exibido no Queer Lisboa, IDFA e no Festival de Toulouse. Em uma cidadezinha no extremo sul do Brasil há 5 casas e 5 histórias que se confundem em uma mesma. Uma velha professora que luta para manter a sua casa e os seus 36 gatos; um jovem que sofre agressões por ser gay; uma freira que é transferida da escola que se dedicou durante décadas; um velho capataz em uma fazenda mal-assombrada; e um menino cujos pais morreram quando ainda era criança e que hoje é o realizador que retorna para resgatar suas memórias de infância e reencontrar essas pessoas.

No palco, muito emocionado, Bruno disse: “Queria agradecer minha família, que parte dela está aqui presente. Quero agradecer também toda minha equipe, entre eles, Vicente Moreno, montador e meu grande amigo. Não tenho nem palavras para agradecer, pois sem ele esse filme não seria possível. E também ao Gustavo [Gonçalves]: mais do que sua participação no filme, obrigado pela participação na minha vida”.

Equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz.

No debate, realizado no dia seguinte à exibição, o cineasta Bruno Gularte Barreto, também fotógrafo, vídeo-artista, professor e mestre em poéticas visuais, falou sobre a realização de 5 Casas: “Eu trabalho com o conceito de autoficção. O que eu penso, parece até meio clichê, é que tudo é verdade e ao mesmo tempo tudo mentira”. Vale lembrar também que Bruno realizou, em 2013, o curta-metragem Linda, uma história horrível, adaptado do conto homônimo de Caio Fernando Abreu, e que foi premiado no Festival de Gramado.

Sobre essa viagem ao seu passado, o diretor concluiu: “Mais do que um reencontro com essas memórias, foi uma recriação delas. Uma atualização, eu diria. De fato, tentei encontrar um olhar infantil nisso tudo. Parece um pouco piegas, mas existe uma certa inocência nesse olhar”.

Em formato híbrido, o Cine Ceará acontece virtualmente no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube; e presencial em Fortaleza, com o limite de público determinado pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Chico Gadelha.

Conheça os vencedores da 8ª Mostra de Cinema de Gostoso

por: Cinevitor
Equipe do curta Sideral, de Carlos Segundo, no palco: filme premiado.

Foram anunciados na noite desta terça-feira, 30/11, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, os vencedores da 8ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso, que aconteceu na Praia do Maceió.

Além dos premiados, a noite também foi marcada pelos filmes de encerramento: o curta-metragem Mestre Marciano, de Igor Ribeiro e Rubens dos Anjos, do Coletivo Nós do Audiovisual; e pelo longa A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky. A cerimônia de encerramento contou com a presença de patrocinadores e com um belo discurso da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Neste ano, o Troféu Cascudo de melhor longa-metragem teve um empate técnico entre Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso, e Rolê – Histórias dos Rolezinhos, de Vladimir Seixas. Também foram entregues prêmios para os curtas-metragens, além do Troféu Imprensa, escolhido por jornalistas e críticos de cinema que fizeram a cobertura do evento.

Para esta edição, a Mostra recebeu um número recorde de filmes, totalizando 650 inscrições entre curtas e longas-metragens de todas as regiões do país. Os filmes da Mostra Competitiva concorreram ao Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo.

Conheça os vencedores da Mostra de Cinema de Gostoso 2021:

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso (CE), e Rolê – Histórias dos Rolezinhos, de Vladimir Seixas (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Tereza Joséfa de Jesus, de Samuel Costa (SP)

PRÊMIO IMPRENSA | MELHOR CURTA-METRAGEM
Sideral, de Carlos Segundo (RN)

PRÊMIO IMPRENSA | MELHOR LONGA-METRAGEM
A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga (MG)

Com direção geral e curadoria de Eugênio Puppo e Matheus Sundfeld, a Mostra de Cinema de Gostoso é realizado pela Heco Produções e CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania.

Foto: Rubens dos Anjos.