Luiz Carlos Barreto: um dos maiores produtores cinematográficos do Brasil
Morreu na madrugada desta quarta-feira, 22/07, aos 98 anos, o produtor, diretor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro. A informação foi confirmada por familiares; Barretão, como era conhecido, estava com a saúde debilitada desde 2024 quando sofreu uma queda e, recentemente, estava internado desde terça-feira.
Nascido em Sobral, no Ceará, no dia 20 de maio de 1928, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 19 anos para trabalhar na CSN, Companhia Siderúrgica Nacional. Começou sua carreira profissional como jornalista na revista O Cruzeiro, onde atuou como repórter e fotógrafo entre os anos 1950 e 1963, tendo sido correspondente internacional da publicação na Europa. Além disso, graduou-se em Letras pela Sorbonne, em Paris.
O cinema entrou em sua vida quando visitou o set de filmagens de Barravento, primeiro longa-metragem de Glauber Rocha, no interior da Bahia, em 1961, para fazer uma cobertura jornalística. Depois disso, assinou o roteiro, ao lado de Roberto Farias, de O Assalto ao Trem Pagador, também dirigido por Farias, e lançado em 1962. Logo, seguiu na sétima arte em grandes produções cinematográficas com um importante desempenho político e cultural. Luiz Carlos Barreto, um dos maiores produtores cinematográficos do Brasil, também teve papel fundamental no Cinema Novo e revolucionou o cinema latino-americano.
Em 1965, deixou o jornalismo e passou a dedicar-se exclusivamente ao cinema quando fundou a L.C. Barreto, ao lado de sua esposa, Lucy Barreto, onde realizou alguns dos mais importantes títulos do cinema brasileiro. Como diretor de fotografia, assinou trabalhos importantes, como: Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, que foi exibido no Festival de Cannes, em 1964; e Terra em Transe, de Glauber Rocha, vencedor do Prêmio FIPRESCI em Cannes, em 1967, no qual também foi coprodutor.
Lucy e Luiz Carlos se conheceram na década de 1950 e se casaram em Paris, em 1954. Anos depois, no dia 7 de maio de 1963, fundaram a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, que acabou se tornando uma das produtoras mais importantes do país; o primeiro filme lançado por eles foi Garrincha, alegria do povo, de Joaquim Pedro de Andrade. Ao todo, foram mais de 80 produções em 60 anos de atividade, tendo como maior sucesso Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, filho mais velho do casal; a adaptação do clássico de Jorge Amado, com Sonia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça no elenco, foi vista por quase 11 milhões de espectadores.
Além disso, em 1965, ao lado de jovens cineastas do Cinema Novo e produtores experientes, entre eles, Cacá Diegues, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Zelito Viana, Glauber Rocha, entre outros, participou da fundação da Difilm, Distribuidora de Filmes Ltda., que atuava como distribuidora comercial e coprodutora cinematográfica com a intenção de resolver dificuldades de financiamento e comercialização do cinema independente brasileiro.
Ao longo das décadas, a LC Barreto realizou títulos que marcaram diferentes gerações, como: Bye Bye Brasil (1980), de Cacá Diegues; Memórias do Cárcere (1997), de Nelson Pereira dos Santos; A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), de Roberto Santos; e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha. Também foram responsáveis por dois grandes sucessos brasileiros que foram indicados ao Oscar: O Quatrilho (1995), do filho Fábio Barreto; e O que é Isso, Companheiro? (1997), do filho mais velho Bruno Barreto. Produziram, entre outros: Bela Donna (1998), de Fábio Barrreto; Uma Aventura do Zico (1999), de Antonio Carlos da Fontoura; Bossa Nova (1999), de Bruno Barreto; e O Caminho das Nuvens (2003), de Vicente Amorim. Como diretor, Barretão assinou o documentário Isto é Pelé e a minissérie 5x Brasil.
Além de Luiz Carlos e Lucy Barreto, os filhos também se dedicaram ao cinema: Bruno Barreto realizou diversos trabalhos com os pais, assim como Fábio Barreto, diretor de Lula, o Filho do Brasil e filho do meio do casal, que faleceu em 2019. A caçula, Paula Barreto, é a coordenadora da produtora hoje em dia e muitos de seus netos também trabalham com cinema.
O currículo de Barretão como produtor segue com: O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade; Os Senhores da Terra, de Paulo Thiago; A Dama do Lotação, de Neville D’Almeida; Amor Bandido e O Beijo No Asfalto, de Bruno Barreto; Menino do Rio, de Antônio Calmon; Índia, a Filha do Sol, Luzia Homem e A Paixão de Jacobina, de Fábio Barreto; Inocência e Ele, o Boto, de Walter Lima Jr.; O Homem que Desafiou o Diabo, de Moacyr Góes; João, o Maestro, de Mauro Lima; entre muitos outros.
Na LC Barreto, produziu também o ainda inédito Deus Ainda é Brasileiro, do seu amigo Cacá Diegues, que marca a continuação do longa Deus é Brasileiro, lançado em 2003, com Antonio Fagundes. E mais: a vida e obra do produtor foi narrada no documentário Barretão, de Marcelo Santiago, que foi lançado em 2019.
Luiz Carlos Barreto, que já foi homenageado diversas vezes, entre elas, em 1999, no Festival de Gramado, com o Oscarito, ao lado da esposa Lucy, em 2018 no Festival de Cinema de Vitória, e também no Cine Ceará com o Troféu Eusélio Oliveira, tornou-se um dos maiores produtores cinematográficos do país e deixa um legado imensurável para o cinema brasileiro.
Lorre Motta no curta Revelação, de Gabriela I. Gaia: filme selecionado
A 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de agosto, revelou que 21 novos títulos acabam de entrar na disputa pelos kikitos com o anúncio dos filmes selecionados para as mostras competitivas de longas-metragens documentais, longas-metragens gaúchos e curtas-metragens brasileiros. A divulgação aconteceu na tarde desta quinta-feira, 16/07, em uma coletiva de imprensa realizada no Hotel Laghetto Stilo, em São Paulo.
Além dos novos concorrentes, que serão exibidos dentro da programação do Palácio dos Festivais, o festival também anunciou os dois últimos homenageados desta edição: Maria Fernanda Cândido e Selton Mello, que serão laureados com o Kikito de Cristal; o troféu pela primeira vez será entregue a dois artistas. Além disso, foi revelada a exibição hors-concours de La Perra na noite de encerramento do festival. A coprodução com o Chile, que estreou em Cannes, tem direção de Dominga Sotomayor e tem Selton Mello no elenco e na produção executiva.
Durante o encontro com a imprensa em São Paulo, também foram reveladas informações sobre a 10ª edição do Gramado Film Market, segmento mercadológico do festival, que acontecerá entre os dias 13 e 18 de agosto. Com o propósito de mobilizar gestores públicos municipais de todo o país e ampliar o diálogo entre cinema, desenvolvimento econômico e políticas públicas, o Gramado Film Market vai realizar o 1º Encontro Internacional de Cidades, que terá Medellín como cidade convidada internacional em 2026, representada por Maria Fernanda Galeano Rojo, secretária de Desenvolvimento Econômico da cidade colombiana. Também pela primeira vez, a programação do festival terá a Residência para Jovens Cineastas, que encerrou suas inscrições com 203 pessoas, representando 13 estados e o Distrito Federal; as participantes selecionadas serão anunciadas em breve. A Rodada de Negócios também está confirmada e reunirá players fundamentais do mercado.
A curadoria dos longas-metragens brasileiros e documentários, assinada pelas atrizes Ana Flavia Cavalcanti e Camila Morgado e pelo jornalista, professor e crítico de cinema Marcos Santuario, selecionou obras vindas de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco: “Trata-se de uma unidade de filmes que demonstra a potência do documentário, o espaço de reflexão, escuta e questionamento, com temáticas variadas e propostas desafiadoras”, comenta o curador Marcos Santuario.
Documentário Afrontosa, de Coraci Ruiz e Julio Matos: em competição
Em Afrontosa, de São Paulo, os diretores Coraci Ruiz e Julio Matos apresentam Suzy Santos, trans, preta e periférica, que viveu anos nas ruas antes de encontrar na militância um caminho profissional e se reinventar como gestora e figura política. Ela se dedica ao cuidado de pessoas vulneráveis na conservadora cidade de Campinas; o filme é uma produção do Laboratório Cisco. Já Empeleitada representa Pernambuco e mostra a construção coletiva de uma casa de taipa para dar forma à memória e à história do povo indígena Xukuru. Uma morada que nasce diretamente da terra, da luta e dos encantados; o documentário é uma coprodução entre Símio Filmes, Ororubá Filmes, Fractais e Coquevídeo.
Gonzaguinha, Da Maior Liberdade, produção da Modo Operante, do Rio de Janeiro, também integra a mostra. No longa, a premiada diretora Susanna Lira resgata em letras, imagens e sons a fúria e a poesia de Luiz Gonzaga Jr., o Gonzaguinha, um dos artistas mais viscerais e importantes para a construção e a discussão popular da história democrática brasileira. Produzido pela Gullane, O Projeto, de São Paulo, dirigido por Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic, propõe uma viagem investigativa sobre os desdobramentos do projeto colonial europeu e da supremacia branca no Sul e Norte global. O debate é conduzido através da vida e visão de uma diretora afro-brasileira e um diretor suíço, contando com depoimentos de nomes como Djamila Ribeiro, Erika Hilton e Grada Kilomba.
Os cinco filmes que vão compor a Mostra Competitiva Sedac Iecine de longas-metragens gaúchos do 54º Festival de Cinema de Gramado foram selecionados por uma comissão formada por: Leonardo Bomfim, programador; Luis Lomenha, escritor, roteirista, diretor e produtor; e Mônica Kanitz, jornalista. Os escolhidos revelam a pluralidade e a força do audiovisual do Rio Grande do Sul, com ficções e documentários.
Entre os longas está a ficção A História Mais Triste do Mundo, dirigida por Hique Montanari e produzida pela Container Filmes, de Porto Alegre, em coprodução com a Prana Filmes, que mistura live action, animação e teatro de bonecos para narrar uma jornada de amadurecimento infantil. A programação conta também com Remanente – Voltagem, obra que mistura drama, terror e ficção científica; o longa mostra dois paramédicos que ativam acidentalmente um portal dimensional e libertam uma criatura com poderes eletromagnéticos. O filme integrou as competições do Frightfest (Londres) e do Imagine Film Festival (Amsterdã), além de ter sido exibido no Fantaspoa e no 25º Macabro (México). Com direção e roteiro de Kapel Furman, a produção é de Helena Portini com distribuição internacional da Raven Banner.
Na lista de documentários, a mostra apresenta Darcy Fagundes meu Famoso Pai Desconhecido, com direção de Luciane Fagundes e produzido pela Século Vinte e Um Pesquisas e Informações, que mergulha na reconstrução afetiva da trajetória de um dos maiores nomes da rádio do Estado. Também no gênero documental está Filhas da Lua, dirigido por Tatiana Sager, que também assina a produção com Renato Nunes Dornelles. Com distribuição da Panda Filmes Ltda, a obra narra a trajetória de resiliência de quatro travestis que, após sobreviverem ao sistema prisional, buscam superar diversos obstáculos em busca de uma mudança de fase em suas vidas. Fechando a seleção de documentários, Morro da Cruz: Memória Popular é dirigido por Crystom Afronário e produzido pela Justiça Poética em parceria com o Instituto Sociocultural do Morro da Cruz; o filme traz o olhar de moradores, estudantes e artistas sobre a construção da identidade cultural e a celebração da periferia de Porto Alegre.
Cena do longa gaúcho A História Mais Triste do Mundo, de Hique Montanari
Doze produções de sete estados diferentes integram a mostra competitiva de curtas brasileiros do Festival de Cinema de Gramado 2026. Os finalistas foram selecionados por Alice Urbim, jornalista, produtora e diretora; Cavi Borges, diretor, produtor e distribuidor; Chico Izidro, jornalista, escritor e crítico de cinema; Danny Barbosa, atriz, roteirista, diretora e produtora; e Taty Behar, comunicóloga.
Em comunicado oficial, a comissão de curadores disse: “A seleção foi um misto de desafio e prazer. Desafio porque era preciso escolher aproximadamente dez por cento, entre quase mil obras; prazer porque, ao exercitar a retina crítica, nos deparamos com uma diversidade que mostra caminhos novos para o cinema nacional. Nosso critério privilegiou, além da qualidade estética e do rigor técnico, filmes cujas narrativas tragam urgências de discurso e olhares sensíveis sobre temas que merecem ganhar espaço nas telas. Buscamos trabalhos que provoquem reflexões, ampliem perspectivas e deem vez a vozes pouco escutadas. A curadoria precisou contemplar a multiplicidade cultural do país desde a sua primeira etapa; olhares femininos e masculinos, raciais, trans e intergeracionais, além das distintas regionalidades que compõem o Brasil”.
As novidades do Festival de Cinema de Gramado 2026 seguem: Maria Fernanda Cândido e Selton Mello serão os homenageados com o Kikito de Cristal, que destaca grandes nomes que marcam presença no cinema nacional e internacional. Com vasta experiência no audiovisual, Maria Fernanda e Selton integraram, respectivamente, os elencos de O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui, longas brasileiros que marcaram as duas últimas temporadas do Oscar.
Nascida em Londrina, no Paraná, Maria Fernanda Cândido soma mais de três décadas de carreira artística. A atriz iniciou sua trajetória nos palcos no final dos anos 1990 em Anchieta, Nossa História e, desde então, participou dos espetáculos Balada Acima do Abismo, Toca do Coelho, O Evangelho Segundo Jesus Cristo e Ligações Perigosas. No cinema, participou de longas-metragens como Dom, de Moacyr Góes, pelo qual conquistou o kikito de melhor atriz em 2003; A Paixão Segundo G.H., de Luiz Fernando Carvalho; Sal de Prata, de Carlos Gerbase; e o indicado ao Oscar em quatro categorias O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho; e os internacionais O Traidor, de Marco Bellocchio, e Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore, de David Yates. Nas telinhas, conquistou o público no papel de Paola em Terra Nostra e também participou de novelas de sucesso como Esperança, Lado a Lado e A Força do Querer.
Com mais de 40 anos de carreira no audiovisual, Selton Mello coleciona papéis plurais que marcaram a cultura brasileira. Ator, diretor, produtor e dublador, iniciou a carreira ainda na infância na televisão e, desde então, teve destaque em novelas como Força de um Desejo, Nos Tempos do Imperador e A Próxima Vítima, além de dirigir e protagonizar a série Sessão de Terapia. Nos cinemas, Selton encantou o público com Chicó, de O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, que se tornou um dos personagens mais queridos da cultura brasileira, e emocionou brasileiros e estrangeiros por sua atuação como Rubens Paiva em Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, o primeiro longa-metragem brasileiro a conquistar o Oscar. Também participou, como ator, de produções memoráveis como Lisbela e o Prisioneiro, A Mulher Invisível, Meu Nome Não é Johnny e Lavoura Arcaica; e assina a direção dos longas-metragens O Palhaço e O Filme da Minha Vida.
Maria Fernanda Cândido em O Agente Secreto
Para fechar a programação da 54ª edição, o festival exibe o drama La Perra, dirigido pela premiada cineasta chilena Dominga Sotomayor. Coproduzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, o filme é baseado no livro homônimo de Pilar Quintana e traz Selton Mello no elenco principal; o ator também assina a produção executiva. Ambientado em uma ilha remota no sul do Chile, o longa, exibido na Quinzena de Cineastas, em Cannes, narra a história de uma mulher solitária que resgata uma cachorra filhote desenvolvendo um vínculo que a obriga a encarar traumas, ressentimentos e relacionamentos rompidos do passado.
Consolidado a partir da força simbólica e institucional de Gramado, o CGFM, Conexões Gramado Film Market, chega à sua 10ª edição reafirmando seu compromisso com o audiovisual brasileiro e ibero-americano. Sob a coordenação geral de Ralfe Cardoso, o mercado assume uma função estratégica no ecossistema latino-americano guiado por três objetivos principais: ativar negócios e coproduções, qualificar territórios que filmam e conectar futuros talentos. Em 2026, a plataforma se expande para reunir produtores, players, fundos, distribuidores, comissões fílmicas e universidades em uma programação densa que une festival e indústria.
Entre as principais novidades deste ano está o 1º Encontro Internacional de Cidades, que promoverá um intercâmbio inédito sobre economia criativa, turismo e desenvolvimento social. O evento contará com a presença da secretária de Desarrollo Económico de Medellín, Maria Fernanda Galeano Rojo, e da coordenadora da Comissão Fílmica colombiana, Karla Valderrama, que compartilharão o case de inovação e transformação territorial de sua cidade ao lado de debates com a RioFilme e municípios gaúchos. No mesmo eixo territorial, o Fórum CGFM, que celebra os 40 anos do Instituto Estadual de Cinema (RS), promoverá debates abertos ao público sobre políticas públicas, sustentabilidade e inovação tecnológica.
O GFM recebe a 1ª Residência para Jovens Cineastas que hospedará até 60 novos talentos de todo o país para uma imersão de três dias. Serão 17 painéis e masterclasses com grandes nomes do mercado, cobrindo desde roteiro e direção até estratégias de carreira internacional, em uma realização conjunta com o Festival de Cinema de Gramado, o Iecine e a Universidade Feevale.
O evento contará também com Rodadas de Negócios, nas quais estão confirmados players como Amazon MGM Studios, Biônica Filmes, Boutique Filmes, Deberton Filmes, Floresta Realizações Audiovisuais, Globo Filmes, H2O Films, Lança Filmes, O2 Play, Panorâmica, Sulflix Entretenimento, Vitrine Filmes, Zapata Filmes e 4U Pictures. Além disso, o tradicional Pitching ocorrerá em formato de arena pública diante de Mara Lobão, CEO da Panorâmica. A produtora busca longas e séries de ficção com narrativas feel good (romances, dramas de superação, filmes de Natal e amadurecimento), com especial interesse em projetos ambientados em Gramado ou na Serra Gaúcha. Ao final, um dos projetos finalistas será contratado para desenvolvimento.
Conheça os novos filmes selecionados para o 54º Festival de Cinema de Gramado:
CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS
A Menina que Queria Ser Pedra, de Jackson Abacatu (MG) As Gêmeas, de Vanessa Aguiar (RJ) Divino: Sua Alma, Sua Lente, de Clea Torres e Gilson Costa; codireção: Divino Tserewahú (MT) Fúrias, de Nica Maleoa (RS) Graxa e o Zepelim, de Camilo Soares (PE) Maior que a Casa Toda, de Fabiano Barros e Neto Cavalcanti (RO) Mulher Papaya, de Camila Tarifa (SP) Pão Doce, de Wesley Gabriel Silva Santos (SP) Pique-Pega, de Mia Lima Rocha (RJ) Revelação, de Gabriela I. Gaia (RJ/SP/FR) Um Passeio, de Thalles Cabral e Fernanda Rocha (SP) 씨발 (Shibal), de João Rubio Rubinato (SP)
LONGAS-METRAGENS DOCUMENTAIS
Afrontosa, de Coraci Ruiz e Julio Matos (SP) Empeleitada, de Micaele Xukuru, Chico Ludermir e Sergio Borges (PE) Gonzaguinha, Da Maior Liberdade, de Susanna Lira (RJ) O Projeto, de Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic (SP)
LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS
A História Mais Triste do Mundo, de Hique Montanari (Porto Alegre) Darcy Fagundes meu Famoso Pai Desconhecido, de Luciane Fagundes (Porto Alegre) Filhas da Lua, de Tatiana Sager (Porto Alegre) Morro da Cruz: Memória Popular, de Crystom Afronário (Porto Alegre) Remanente – Voltagem, de Kapel Furman (Porto Alegre)
Protagonista: Silvo Silva no curta potiguar Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena
A 24ª edição da Goiânia Mostra Curtas, que acontecerá entre os dias 6 e 11 de outubro, no Teatro Goiânia, em Goiás, selecionou 75 filmes que serão exibidos gratuitamente em diversas mostras.
A competição contará com: Curta Mostra Brasil (37 filmes), Curta Mostra Goiás (8 filmes), Curta Mostra Origens: curtas universitários goianos (18 filmes) e 23ª Mostrinha (6 filmes). São 36 curtas de ficção, 6 animações, 26 documentários e 9 experimentais, sendo produções de 17 estados brasileiros e Distrito Federal. Além dessas, a Curta Mostra Especial: Ficção Especulativa no Cinema Negro Brasileiro, não competitiva, somará cinco filmes.
Neste ano, o evento recebeu um número expressivo de inscrições demonstrando a vitalidade e a diversidade do cinema brasileiro. De acordo com a diretora-geral, Maria Abdalla, os curtas-metragens atuais estão abordando questões políticas e sociais de forma potente e inovadora, oferecendo novas perspectivas e vozes: “A cada edição, o Goiânia Mostra Curtas propõe uma reflexão sobre o papel do cinema. Se no ano passado discutimos a política da memória, neste ano queremos pensar quem conta as histórias, quais narrativas ganham espaço e como as imagens influenciam a maneira como compreendemos o presente e imaginamos o futuro”.
A programação reúne mostras, cursos, laboratórios, estudo de casos e rodas de conversa que aproximam criação, formação e pensamento crítico, reafirmando o curta-metragem como um espaço de experimentação artística e de desenvolvimento do audiovisual brasileiro: “O festival é um espaço de encontro entre filmes, realizadores, estudantes, pesquisadores e público. Mais do que exibir obras, queremos fortalecer o curta-metragem como um lugar de criação, de troca e de construção de novas perspectivas para o cinema brasileiro”, conclui Maria Abdalla.
Com essa edição, a Goiânia Mostra Curtas reafirma sua posição como um importante festival para o cinema brasileiro, promovendo a diversidade e a inovação no setor audiovisual. Ao todo, foram inscritas 663 produções de ficção, 350 documentários, 123 animações e 99 experimentais, somando um total de 1.235 inscrições de filmes. Foram inscrições de todos os estados brasileiros; as maiores participações foram de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.
A Goiânia Mostra Curtas 2026 terá quatro mostras competitivas. Na Curta Mostra Brasil, que apresenta um panorama da produção nacional em curta-metragem, com curadoria de Rafael de Almeida, serão exibidos 38 filmes: “A Curta Mostra Brasil foi pensada como uma travessia. Ao reunir filmes de diferentes regiões, linguagens e modos de olhar, a seleção convida o público a percorrer um Brasil em permanente transformação, onde paisagens, corpos, memórias e imaginação se entrelaçam. Mais do que representar um país, esses filmes ampliam nossa maneira de percebê-lo”, comenta o curador, que é também cineasta, artista visual e professor de audiovisual.
Para dar visibilidade à produção local, que se encontra em franco desenvolvimento e ascensão, a Curta Mostra Goiás apresenta oito filmes, tendo como curador Fábio Rodrigues Filho: “É de se destacar no conjunto de 112 filmes inscritos nesta edição da Curta Mostra Goiás, a forte atuação dos espaços de formação em cinema no Estado, também a eficácia da políticas de fomento à realização e uma verve inventiva, que faz o cinema comprometer-se com a defesa do cerrado, com as questões territoriais e dialogar com outros campos artísticos, como a dança. Na seleção deste ano, temos um recorte pequeno, mas múltiplo do cinema feito em Goiás, apontando para diferentes horizontes estéticos e com muita qualidade artística”, disse o curador.
Na Curta Mostra Origens (curtas universitários goianos), estão 20 produções selecionadas pelo curador Elinaldo Meira, que afirmou: “A curadoria da Curta Mostra Origens parte da ideia de que toda origem continua em movimento: nos corpos, nas memórias, nos afetos e nas paisagens que nos atravessam. Reunidos em dois programas, os filmes selecionados revelam diferentes modos de habitar o mundo e de transformar experiências íntimas, familiares e coletivas em linguagem audiovisual, fazendo do cinema universitário goiano um território de escuta, invenção e pertencimento”.
Já na 23ª Mostrinha, dedicada ao público infantil, serão seis filmes exibidos, tendo como curadora Gabriela Romeu, que disse: “Os filmes da Mostrinha deste ano afirmam a efabulação como gesto político para a invenção de outros modos de ocupar o mundo. Com destaque para as animações, há produções que buscam falar a língua da poesia, investigam a sintaxe da memória e investem no tempo da contemplação”.
A Curta Mostra Especial, não competitiva, exibirá cinco filmes, com a curadoria de Kariny Martins, curadora, pesquisadora, roteirista: “O programa intitulado Ficção Especulativa no Cinema Negro Brasileiro contém cinco filmes que, de maneira não linear, fazem um percurso colocando em questão a especulação em narrativas negras. Parte do princípio do desejo pela imaginação como estrutura narrativa e estética, induzindo a novas possibilidades de encarrar o que se configura como realidade”, disse Kariny Martins.
A participação na 24ª Goiânia Mostra Curtas é gratuita e as produções selecionadas para as mostras competitivas participam da 23ª Mostrinha, com Júri Popular, e as mostras Curta Mostra Brasil, Curta Mostra Goiás e Curta Mostra Origens com Júri Oficial, que concorrem a prêmios em diversas categorias e também de empresas parceiras.
Além das exibições, a Mostra oferece uma ampla programação de atividades formativas: cursos, laboratórios de roteiro, estudos de caso, aula, oficinas, lançamento literário, debates, homenagens, encontro de realizadores, roda de conversa e ações de formação de plateia; todas gratuitas e abertas ao público. As atividades promovem o encontro entre diferentes gerações, fortalecem redes de colaboração e compartilhamento de conhecimento e reafirmam o curta-metragem como um espaço legítimo de invenção artística, reflexão crítica e transformação social. Reinventando-se a cada edição, a Goiânia Mostra Curtas, realizada pela Icumam Cultural, segue como um dos principais motores do audiovisual independente brasileiro, sempre atenta às transformações e urgências do tempo presente.
Conheça os filmes selecionados para a 24ª Goiânia Mostra Curtas:
CURTA MOSTRA BRASIL
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR) A Perdição de Lázaro, de Diego Paulino (SP) Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL) Alvorada, de Igor Barradas (RJ) Banho Maria, de Gabriel Faccini (RS) Belo Ouro, de Pither Lopes (MT) Braço Forte, de João Fernando Chagas e Rubens Fabricio Anzolin (RS) Brasa, de Diane Maia (SP) Bye Bye U.S.A, de Jéssica Lauriano, Novíssimo Edgar e Vicente Otávio (SP) Crescente, de Maurício Moraes (PA) Drunken Car, de Brunella Martina (RS) Duwid Tuminkiz: Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapixana (RR) Estátuas Também Morrem?, de Thais Fernandes (RS) Floresta do Fim do Mundo, de Denilson Baniwa e Felipe M. Bragança (RJ) Grão, de Ginaluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS) Ih, morri, de Lara Carmo (RJ) Joqueta, de Luciana Vieira (CE) Matanga, de Rebeca Francoff (RS) Medo de Escuro, de Mari Camillo (SP) Meu Amigo Satanás, de Aristeu Araújo e Carlos Segundo (RN) Minhocuçu, de Leonardo Branco e Lucas Campos (MG) Mira, de Daniella Saba (SP) Noitada, de Fabrício Basílio (RJ) O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL) O Ponto do Mel, de Mirian Oliveira e Pedro Lessa (PB) O Ronco do Peixe, de Vitor Campanario (SP) Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE) Pedra-Mar, de Janaína Lacerda (PB) Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitoria Miotto (GO) Rapunzel, de Gustavo Campos (RJ) Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN) Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT) Saudades Perdularia, de Manu Zilveti (SP) Seu Camargo, de Felipe Locca e Vinícius Campos (SP) Thayara, de Mila Leão (PR) Um Certo Cinema Brasileiro, de Fábio Rogério (SE) Voltamos a Apresentar: O Popular Gil Gomes, de Ariel Serrão e Tainá Lima (SP)
CURTA MOSTRA GOIÁS
Cidão, de Alessandra Gama Fiota e o Coco Daía, de Alciléia Torres e Natália Vitral Goiânia: Notas Pendulares sobre a Metrópole, de O. Juliano Gomez Los Jimaguas, de Carlos Cipriano e Amanda Vázquez O Matador, de Bruno Cucio e Vinicius Toro Personimia, de Dan Oliveira Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitoria Miotto Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi Vigília Noturna, de Diego Robert
CURTA MOSTRA ORIGENS | CURTAS UNIVERSITÁRIOS GOIANOS
Corpos Santos, de Hítallo Torquato e Amanda Rosa Depois que Meus Dentes Caíram, de Mariana Melo Enlace de Mãos, de Davi Carvalho Epitáfio de Roberta, de Aari Diaz Glória, de Hingred Guimarães Hocus Pocus: Cultura e Resistência, de Rafaela Leandra Jornada de Volta, de Rosy Braga Não Existe Ninja de Pele Preta, de Erik Ely O que Acontece por Trás das Câmeras, de Thallys Lauro O que as Formigas me Contaram, de Marcus Vinicius Diniz O que Não Tem na Geladeira, de Sabryna Ramalho Olá, Adeus, de Pedro Lucas Aprigio Toledo e Frederico Loyola Onde Guardar, de Geraldo Cesario Partes de Mim que Esqueci, de Martins Samara Resistência: O Rock Feminino em Goiânia, de Rainne Alexandra e Valentina Miranda Sem Ar(te) Sufoca, de Débora Junqueira e Vitor Morais Urbana, de Bruno Bonfim Vá pro Inferno!, de Mikaela Schmidt
23ª MOSTRINHA
A Menina que Queria ser Pedra, de Jackson Abacatu (MG) Aurora, de Bruna Lessa (SP) O Jardim Mágico, de Naira Carneiro e Carlon Hardt (DF) Passa a Bola, de Guilherme Herrera Falchi (SP) Sonhos Voadores, de Luiz do Futuro, Marcus Vinicius Vasconcelos e Vanessa Fort (SP) Vó, de Ronaldo Pereira (MG)
CURTA MOSTRA ESPECIAL | Ficção Especulativa no Cinema Negro Brasileiro
A Sombra de um Futuro, de Gabriel Borges (2025) (PR) Alexandrina: Um Relâmpago, de Keila-Sankofa (2022) (AM) E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (2024) (RJ/RS) Inabitável, de Enock Carvalho e Matheus Farias (2020) (PE) República, de Grace Passô (2020) (SP)
Andrea Beltrão será homenageada com o Troféu Oscarito
O Festival de Cinema de Gramado anunciou nesta segunda-feira, 13/07, durante um evento oficial no Rio de Janeiro, dois novos nomes que serão homenageados em sua 54ª edição, que será realizada entre os dias 12 e 22 de agosto na Serra Gaúcha, com abertura oficial no dia 14: a atriz Andrea Beltrão e a produtora Renata Almeida Magalhães receberão, respectivamente, os troféus Oscarito e Eduardo Abelin durante o festival.
Anunciado na semana passada, Marcos Caruso será laureado com o Troféu Cidade de Gramado. O evento também revelou a série brasileira que terá sua pré-estreia no Palácio dos Festivais: Emergência 53, dirigida por Andrucha Waddington e Claudio Torres.
A coletiva de imprensa contou com a participação da presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk; do secretário de Turismo de Gramado, Ricardo Bertolucci Reginato; da gestora de Patrocínio Cultural da Petrobras, Ellen Costa Mendes Soares; e do jornalista e crítico de cinema Marcos Santuario, que assina com Ana Flavia Cavalcanti e Camila Morgado a curadoria dos longas-metragens brasileiros e documentários. Do filme de abertura desta edição, Antártida, estiveram presentes o diretor Bruno Safadi, a roteirista Claudia Jouvin, a atriz Mariana Sena e os atores Antonio Calloni, Henrique Barreira e Renan Monteiro. Do filme Pele de Rinoceronte, esteve presente o diretor Marcelo L. Maia. Clique aqui e confira mais informações sobre os longas brasileiros em competição, o filme de abertura, os curtas gaúchos e outros conteúdos já anunciados.
Criada por Claudio Torres, Márcio Maranhão e Andrucha Waddington, Emergência 53 terá seu primeiro episódio exibido no Palácio dos Festivais no dia 17 de agosto. Em dez episódios, a produção mergulha nos dramas de médicos, enfermeiros e motoristas de uma unidade móvel de urgência. Composta por profissionais brilhantes, mas que foram renegados pelo sistema, a equipe tenta a todo custo salvar as vidas dos pacientes. O elenco traz nomes como Yara de Novaes, Emílio Dantas, Valentina Herszage, Ana Hikari, Raquel Villar, William Nascimento, Jaffar Bambirra e Emilio de Mello, além de contar com participações especiais de Fernanda Montenegro, Julia Lemmertz e Antonio Grassi.
Com lançamento previsto ainda para 2026 no Globoplay, Emergência 53 tem produção da Conspiração e é escrita por Claudio Torres e Fábio Mendes, com colaboração de Márcio Maranhão, Carolina Neves, André Emídio e Joaquim Waddington. A direção e produção são de Andrucha Waddington e Claudio Torres, com produção executiva de Renata Brandão, Tania Pacheco e Luísa Barbosa.
Renata Almeida Magalhães receberá o Troféu Eduardo Abelin
Com mais de 40 anos de carreira, a produtora Renata Almeida Magalhães será homenageada com o Troféu Eduardo Abelin, que premia diretores, produtores e instituições de destaque no audiovisual. Eleita a primeira mulherPresidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata começou a carreira no cinema em 1981 e, atualmente, é uma das produtoras mais atuantes, tendo produzido mais de dez longas-metragens, além de séries, documentários, curtas-metragens, comerciais e vídeos institucionais. Além da produção, também colaborou no roteiro de Deus é Brasileiro, um dos grandes sucessos de seu marido, o diretor Cacá Diegues, que também já foi agraciado com o troféu. Juntos, o casal formou uma das duplas mais premiadas do cinema nacional, com obras marcantes como O Maior Amor do Mundo, Orfeu e O Grande Circo Místico, que abriu a 46ª edição do Festival de Gramado.
Graduada em Direito e especialista em Legislação de Incentivo Fiscal para Cultura, Renata alinhavou parcerias entre as maiores instituições cinematográficas privadas e públicas do país. Ocupa, desde 2022, a presidência da Academia Brasileira de Cinema, responsável pela realização do Prêmio Grande Otelo e, também, pelas indicações brasileiras à festivais e premiações internacionais. Renata é vice-presidente do Conselho da Indústria Criativa da Firjan, integrante da AMPAS (Academy of Motion Picture Arts and Sciences, dos Estados Unidos) e também foi presidente do Conselho da Escola Darcy Ribeiro entre 2011 e 2020.
A atriz Andrea Beltrão receberá o Troféu Oscarito, que celebra profissionais que contribuíram ativamente com o cinema brasileiro. Com mais de 40 anos de carreira artística, a artista iniciou sua trajetória no teatro O Tablado, no Rio de Janeiro, no final da década de 1970. Desde então, participou de inúmeras produções no cinema, nos palcos e na televisão, conquistando mais de 20 prêmios, entre eles um Grande Otelo de melhor atriz por Hebe: A Estrela do Brasil, pelo qual também foi indicada ao Emmy Internacional, e três Prêmios Shell pelas peças teatrais A Prova e As Centenárias, e, também, um troféu em homenagem à inauguração do Teatro Poeira, ao lado de Marieta Severo.
Na televisão, Andrea Beltrão cativou o público em produções como Tapas & Beijos, A Grande Família, Mulheres de Areia, A Viagem e No Rancho Fundo. No cinema, participou de mais de 30 longas-metragens, com destaque para Hebe: A Estrela Solitária, Sob Pressão, Salve Geral, Ela e Eu e Avenida Beira-Mar. Nos palcos, estrelou montagens marcantes como Lady Tempestade, Antígona, A Prova e As Centenárias. A atriz estrela, ao lado de Marina Ruy Barbosa e Leandra Leal, Antártida, filme que abrirá oficialmente o 54º Festival de Cinema de Gramado no dia 14 de agosto.
O Festival de Cinema de Gramado 2026 também anunciou que o nome do próximo homenageado, que receberá o Kikito de Cristal, será anunciado em breve, assim como os documentários, curtas brasileiros e longas gaúchos.
Silvo Silva no curta potiguar Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena
Foram anunciados nesta segunda-feira, 13/07, os filmes brasileiros selecionados para a 37ª edição do Curta Kinoforum, que acontecerá entre os dias 20 e 30 de agosto. Com todas as atividades gratuitas, o evento ocupará diversas salas e espaços da cidade de São Paulo.
Nesta edição, foram escolhidas 102 obras entre 845 curtas-metragens inscritos, o maior número de inscrições nacionais desde 2020. Os filmes enviados para o Festival Internacional de Curtas de São Paulo representam a produção de 25 estados brasileiros e do Distrito Federal, compondo um panorama diverso do curta-metragem contemporâneo no país, com diferentes gerações de realizadores, múltiplos olhares sobre o Brasil e uma ampla variedade de temas, territórios e linguagens.
A coordenação de seleção dos filmes que integram a 37ª edição do Kinoforum esteve a cargo da equipe de programadores do festival, responsável por conduzir todo o processo de avaliação das obras inscritas e definir a seleção final de cada mostra. Neste ano, ela foi composta por: Viviane Pistache (Programas Brasileiros), Anne Fryszman (Mostra Internacional), Marcio Miranda Perez (Mostra Latino-Americana) e Christian Saghaard (Mostra Infantojuvenil). A curadoria dos Programas Especiais foi desenvolvida de forma colaborativa pelos programadores do festival em parceria com outros festivais e instituições.
Os Comitês de Visionamento das mostras Internacional, Latino-Americana e dos Programas Brasileiros foram compostos por Andréa Cals, Anne Fryszman, Bruno Dias, Christian Caselli, Christian Saghaard, Clarissa Kuschnir, Fabíola Andrade, Felipe Gayotto, Flavia Candida, Guilherme Cândido, Heitor Beluco, João Lucca Piovan, Júlia Couto, Lívia Leite, Marcio Miranda Perez, Matheus Pires, Otávio Osaki, Ricky Mastro, Sofia Wickerhauser, Tatiana Groff, Vitor Velloso, Viviane Pistache e Zoe di Cadore.
A seleção contou ainda com a valiosa colaboração dos estudantes participantes do Visionamento em Curso: Angelo Pignaton, Anna Lia, Arthur Maciel, Caique Lima, Deivison Costa, Enzo Monteiro, Fernanda Ferreira da Silva, Gustavo Duarte, Jordanna Izalberti, Laiany AG, Lau Faria da Silva, Mariana Pereira, Milton Honda, Nina Varela, Rogério Oliveira, Tais Melo, Vivian Bortolozzo, Wandryu Figueredo, Yan Altino e Yas Souza.
Os filmes brasileiros selecionados integram diferentes programas da 37ª edição do Curta Kinoforum. Os Programas Brasileiros se dividem entre a Mostra Brasil, dedicada a um panorama da produção nacional recente, e o Cinema em Curso, voltado a filmes realizados por escolas, universidades e oficinas de realização audiovisual. Já a Mostra Limite, a Mostra Infantojuvenil e os Programas Especiais reúnem filmes brasileiros e internacionais.
A seleção completa dessas mostras, assim como das mostras Internacional e Latino-Americana e filmes convidados, será divulgada na próxima quarta-feira, 15 de julho.
Conheça os filmes brasileiros selecionados para o 37º Curta Kinoforum:
PROGRAMAS BRASILEIROS | MOSTRA BRASIL
A Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO) A Cúpula dos Prazeres, de Valter Pereira (SP) A Menina que Queria ser Pedra, de Jackson Abacatu (MG) A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR) À Vera, de Matheus Alencar (SP) Abocanhada, de Gabriella Carli e Luana Sevarolli (SP) Adrenalina, de Pedro Goifman (SP) Aquiles Era um Twink, de Henrique Domingues (PR) Barulho, de Karen Suzane (RJ) Batismo em Clorato de Potássio, de Henrique Guimarães (GO) Boiuna, de Adriana de Faria (PA) Braço Forte, de João Fernando Chagas e Rubens Fabricio Anzolin (RS) Brasa, de Diane Maia (SP) Calcário, de Beatriz Ribeiro (SP) Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI) Comunhão, de Pétala Lopes (SP) Dança dos Vagalumes, de Maikon Nery (PR) Diu, de Camila Schincaglia (SP) Duwid Tuminkiz: Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapixana (PR) Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (SP) Frutafizz, de Kauan Bueno (SP) Gargalo, de Anna Zêpa e Carlos Segundo (RN) Gastronomia do Olho, de Nicolau Araújo (DF) Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo Santos da Rosa (RS) Imagem Imaginada, de Diego Benevides (PB) João-de-Barro, de Daniel Jaber e Lu Damasceno (MG) Kakxop Pahok: As Crianças Cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG) Lactação, de Fernanda Taddei (SP) Ligação à Noite, de Arthur Amaral (RS) Migué, de Rodrigo Ribeyro (SP) Mira, de Daniella Saba (SP) Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian (RJ) Morto Não, de Alex Reis (SP) Nevrose, de Ana do Carmo (BA) Núbia, de Barbara Bello (MG) O Amanhã de Ontem, de Fabrício Koltermann (RS) O Bom e Velho Lima, de Arthur Assumpção (SP) O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL) O Véu, de Gabriel Motta (RS) Onde Começo?, de Mayana Neiva (SP) Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE) Os Beatos, de Valentin Lebeau (RJ) Os Nomes de Margarida, de Davi Mello e Deborah Perrotta (SP) Party Princess, de Daniel Barosa (SP) Passado e Presente, de Filipe Bispo Barbosa (SP) Pique-Pega, de Mia Lima Rocha (RJ) Ponto Cego, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán (CE) Quase à Meia-Voz, de Victor Emanuel Borges e Maria Tamires (CE) Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN) Revelação, de Gabriela I. Gaia (RJ) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ) Teia, de Claudia Castro (RJ) Tela Quente, de Silvino Mendonça (DF) Trivakra, de Angst Sofia (RJ) Um Certo Cinema Brasileiro, de Fábio Rogério (SE) Um Corpo Sem Cavalo?, de Lara Fuke (RS) Um Oceano Inteiro, de Bruna Dias e Carine Fiúza (PB) V.O por F.P, de Fernanda Pessoa (SP) Vem Comigo, de Pablo Polo (PE) Vim e Irei como uma Profecia, de Fábio Rogério (SE) Vivo ao Tempo, de Antonio Fargoni (SP)
PROGRAMAS BRASILEIROS | CINEMA EM CURSO
4 Minutos para o Fim do Mundo, de Danilo Cancio (PR) (UNILA – Universidade Federal da Integração Latino-Americana) Atrás do Porto Tinha uma Cidade, de Eduardo Gama (SP) (FAAP) Baixada: Nas Águas de Cubatão, de Renato Martin de Castro (SP) (FAAP) Boteco da Saudade, de Maria Carolina Mesquita (SP) (Universidade São Judas Tadeu) Cacos, de Evelyn Souza (SP) (Instituto Querô) Contracampo, de Gabriel Silva (RJ) (UFF – Universidade Federal Fluminense) Entre Mães, de V Magalhães (SP) (É Nois na Fita) Escudo, de Haag Andrey e Santiago Cauê (SP) (Curso Contra-Arquivo São Vicente: Documentário com Imagens de Arquivo) Filme-Copacabana, de Sofia Leão (RJ) (UFRJ) Nomeia-me, de Maju Stumpf (RS) (Unisinos) Nuff Respect: Conexão Zona Norte, de Duda Chris (SP) (É Nois na Fita) O Lago Cinza e Cego, de Pedro Geraldo (SP) (Le Fresnoy) Óleo, de Ariel Barros (SE) (UFS) Omin Mimo, de Direção Coletiva (SP) (Instituto Criar) Os Dias com Ela, de Lina Montanari (SP) (FAAP) Trem da Onze, de Izabelli Campanelli (SP) (FAAP) Valsa para Maria Domingas, de Eugênia Santana (SP) (ECA-USP) Vinte Vinte Quatro, de Davi Pieri (DF) (UnB)
MOSTRA LIMITE
Ballena, de Ricardo Monteiro (SP) Diálogo Bulbul, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (RJ) Maldito Grifo, de Padu Palmerio (SP) Quando o Segundo Sol Chegar (Cometa), de Janaina Wagner (SP) Raidinalha, de Marco Arruda (RS) Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT)
MOSTRA INFANTOJUVENIL
A Morte que Passe Amanhã, de Pedro Carcereri e Caroline Gerhein (MG) Black Maria, de Nick Sanches (CE) Cathi e os Elefantes, de Morena Dornelas e Caio Dornelas (PE) Dromendário, de Luis Felipe Labaki (SP) É Isso que Eu Quero: Pai, Filha e Skateboard, de Bryan Leite e Kamyla Ariely (AL) Eloisa Joga, de Tais Melo (SP) Esperança, de Amora Moreira e Marcelo Pereira (RJ) Eu Sempre Estive Aqui, de William Costa Lima (SP) Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (RO) Mytikah: O Livro dos Heróis, de Sara Gómez e Hygor Amorim (SP) O Sonho do Menino Benjamim, de Rodolpho Pinotti (SP) Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv (SP)
PROGRAMAS ESPECIAIS
Lodo, de Joseph Specker Nys (SC) Mulher Papaya, de Camila Tarifa (SP) Pequeno London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS) Rambutan, de Erika Fromm (BA) Seus Bebês, de Letícia Bianco (SP)
Caique Copque e Ítalo Martins em A Margem do Rio, de Matheus Farias e Enock Carvalho
A 79ª edição do Festival de Cinema de Locarno, que acontecerá entre os dias 5 e 15 de agosto na Suíça, anunciou os filmes selecionados para este ano. Com uma programação eclética, o evento é considerado um dos principais festivais de cinema autoral do mundo.
Na Competição Internacional, na qual os títulos disputam o Leopardo de Ouro, vale destacar a presença do brasileiro A Margem do Rio, escrito e dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho. Rodado no Recife e estrelado por Caique Copque, premiado recentemente como melhor ator no Cine PE por Mapas, e Ítalo Martins, de O Agente Secreto e Guerreiros do Sol, também premiado no Cine PE como melhor ator coadjuvante por Resta Um, o filme marca a estreia dos diretores em um longa-metragem após uma sequência de celebrados curtas-metragens, incluindo o premiado Inabitável, exibido em diversos festivais.
Em A Margem do Rio, Izaquiel (Caique Copque) trabalha como auxiliar de serviços gerais no Recife, cidade entrecortada por rios e manguezais. À noite, ele se aventura perigosamente em busca de encontros secretos no mangue. Seu mundo vira de cabeça para baixo quando ele cruza o caminho de Jeremias (Ítalo Martins), um pescador intrigante e magnético. À medida que uma ameaça externa invade o lugar trazendo violência, Jeremias conduz Izaquiel numa jornada rumo às profundezas do coração do manguezal.
“Estamos muito honrados com o convite do festival, que vem no momento certo: acabamos de finalizar o filme e já temos a oportunidade de apresentá-lo pro mundo. Locarno é um lugar célebre pro cinema de autor, grandes cineastas já passaram seus filmes no festival. É uma grande honra”, declara Enock Carvalho. E Matheus Farias completa: “O cinema pernambucano já ocupa um lugar de destaque no cenário internacional. Nos últimos anos, nossos filmes estiveram em Cannes, Berlim, Veneza, Rotterdam e tantos outros festivais importantes. Estrear A Margem do Rio na competição principal de Locarno significa dar continuidade a essa tradição e enfatizar a força de uma cinema que desenvolveu uma identidade muito própria, tanto nas histórias que conta quanto na forma de contá-las. É muito bonito ver filmes feitos no Recife dialogando com públicos do mundo inteiro”.
O produtor Maurício Macêdo também comentou a seleção: “Essa estreia representa um momento muito especial na trajetória do filme. É a celebração de um percurso construído ao longo de anos por uma equipe extraordinária e por parceiros que acreditaram no projeto desde o início. Esperamos que seja o início de uma longa trajetória e que essa história, tão profundamente enraizada no Recife, encontre ressonância junto ao público de diferentes partes do mundo”.
O ator Caique Copque em cena do filme
Além de Caique Copque e Ítalo Martins, o longa também traz em seu elenco Robério Diógenes, Carlos Francisco, Isis Broken, Renna Costa, Enio Cavalcanti, Artia Lauandah, Albert Tenório, Ana Luiza Rios, Andrea Rosa, Bruno Goya, Igor de Araújo, Mariza Moreira, Matheus Neves, Mauricéa Conceição, Merry Batista, Naywá Moura, Raphael Bernardo e Rubens Santos.
A Margem do Rio é uma coprodução entre Gatopardo Filmes, Moçambique Audiovisual e Vitrine Filmes, em parceria com a Tama Filmproduktion (Alemanha). O filme foi realizado com recursos da Ancine e do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio do BRDE, e do Funcultura, contando ainda com o apoio do Projeto Paradiso, do World Cinema Fund e do Hubert Bals Fund. A distribuição no Brasil é da Vitrine Filmes.
A equipe do longa pernambucano conta com: Luciana Baseggio na direção de fotografia e Maíra Mesquita na direção de arte; Gabriella Marra e Maria Eugênia Cox assinam o figurino. A caracterização é de Patricia Martinelli e o som direto de Moabe Filho e Guma Farias. O elenco é assinado por Maria Clara Escobar com preparação de Nash Laila; a montagem é de Matheus Farias com Will Domingos. A música original é assinada por IDLIBRA, o desenho de som é de Daniel Turini, que também faz a mixagem, com João Victor Coura; Samanta do Amaral é a colorista. A direção de produção é de Mariana Jacob, com coprodução de Flavia Oertwig, Silvia Cruz e Letícia Friedrich; Breno Baptista assina como primeiro assistente de direção. As filmagens ocorreram entre julho e setembro de 2025 no Recife, com uma equipe de 150 profissionais, entre elenco e equipe técnica, e a pós-produção durou oito meses.
Já na mostra Concorso Cineasti del presente, que traz uma seleção de primeiro e/ou segundo longa-metragem, principalmente estreias mundiais, dirigidos por talentos globais emergentes, o Brasil aparece com Hanabi, de Ana Vaz, uma coprodução entre França e Brasil; a diretora já participou do festival em 2022, nesta mesma mostra, com É Noite na América. E também: Los días libres, de Lucila Mariani, uma coprodução entre Argentina, Brasil (Vulcana Cinema), México e França.
Além disso, Paper Tiger, do cineasta James Gray, será exibido ao ar livre na mostra Piazza Grande. O longa é produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, junto com a Leone Film Group e Keep Your Head Productions. A obra, adquirida pela Neon, é a terceira parceria entre a RT Features e o diretor americano e conta com Scarlett Johansson, Adam Driver e Miles Teller no elenco principal.
Além dos filmes, o Festival de Locarno também revelou os homenageados desta 79ª edição: a atriz Isabella Rossellini será honrada com o Excellence Award; o cineasta Darren Aronofsky receberá o Pardo d’Onore; o ator honconguês Jackie Chan será homenageado com o Pardo alla Carriera; a atriz e diretora italiana Asia Argento será honrada com o Life Achievement Award; o produtor cinematográfico islandês Sigurjón Joni Sighvatsson receberá o Raimondo Rezzonico Award; o maquiador e especialista em efeitos visuais Rick Baker será homenageado com o Vision Award; e a atriz Virginie Efira será honrada com o Leopard Club Award.
Conheça os filmes selecionados para o Festival de Locarno 2026:
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
A Margem do Rio, de Matheus Farias e Enock Carvalho (Brasil/Alemanha) Alberi erranti, de Salvatore Mereu (Itália) Brave New Love, de Maria Bäck (Dinamarca/Suécia/Grécia) D’ici là, de Sarah Leonor (França) I Rarely Wake Up Dreaming, de Isabelle Stever (Alemanha/Ucrânia) Ketticè, de Giovanni Tortorici (Itália) Lejos de los árboles, de Meritxell Colell Aparicio (Espanha/Peru/Itália) Manhunt, de Wayne Wapeemukwa (Canadá) Nu e locul tau aici, de Florin Șerban (Romênia) Nun Dul Dega Eomne, de Hong Sang-soo (Coreia do Sul) O Jacaré, de Basil da Cunha (Suíça/Portugal) Objet a, de Ann Oren (Alemanha/Luxemburgo/Grécia) Princesa Burro, de Cristóbal León e Joaquín Cociña (Chile/França/Uruguai/Holanda/Alemanha) Rehmat, de Gurvinder Singh (Índia/França) The House on the Moon, de Nelson Yeo (Singapura/Taiwan/Alemanha/Indonésia) Thính Giác, de Lê Bảo (Vietnã/Singapura/Noruega/França/Indonésia/Arábia Saudita/Camboja/Tailândia/Taiwan) Violence du corps de l’autre, de Denis Côté (Canadá)
CONCORSO CINEASTI DEL PRESENTE
At Night, de Beatrice Gibson (Reino Unido/França) Demony, de Natalka Vorozhbyt (Ucrânia/Polônia) Destroy All Girls, de Erin Vassilopoulos (EUA) Ego Reach We All, de Amartei Armar (Gana/França) Hanabi, de Ana Vaz (França/Brasil) L’estive, de Naël Khleifi (Bélgica/França) La ilusión de un verano sin fin, de Alessandra Sanguinetti (Argentina/EUA) Los días libres, de Lucila Mariani (Argentina/Brasil/México/França) Magic Atlas, de SUN Xun (Singapura) Morgen vor langer Zeit, de Luise Donschen (Alemanha) Revolutionaries Never Die, de Mohanad Yaqubi (Palestina/Bélgica/Qatar) September Afternoon, de Nicolaas Schmidt (Alemanha) Small Talk, de Mateo Ybarra (Suíça) Tear Gas, de Uta Beria (Geórgia/França/Alemanha) Todos mis viajes son viajes de regreso, de Manuel Ponce de León (Colômbia)
PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Another Day in the Metal Box, de Gleb Feldman (Ucrânia) As a Cure, de Dorothea Sing Zhang (China/Reino Unido) Aurora Borealis, de Valeriya Kim (Hungria/Bélgica/Portugal/Cazaquistão) Dans les rêves quand on dort pas la nuit, de Rachel Gutgarts (França) Drift, de Jérémie Danon e Kiddy Smile (França) Hershewe Fazanawerd, de Elham Ehsas (Afeganistão/Reino Unido) In the Silence After, de Sebastian Delascasas (Qatar/EUA/Colômbia) Khufu, de Mahmoud Assi (Egito/França/Suécia/Canadá) Las damas, de Camille Zéhenne (França) Los andares, de Isa Luengo e Sofia Esteve (Espanha) Melk, de Filip Anthonissen (Bélgica) Mutrion, de Marco Cavazzin (Itália) NADUPA, de Daniel Samwel (Tanzânia) No Tengo Boca, Aun Así Debo Gritar, de Diego Andrés Murillo e Eduardo Andrés Díaz (Venezuela/EUA) Obscura, de Timoteus Anggawan Kusno (Indonésia/Holanda) Piluk, de Elisapie Isaac e Marc Séguin (Canadá) Premier Feu, de Blanca Camell Galí (França/Espanha) The Architect Who Built His Own Collapse, de Chun Tien Chen (Taiwan) Together, de NEOZOON (Alemanha) Yek Rooz-e Shirin, de Omid Abdollahi (Irã)
PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO NACIONAL
Alles Gute, de Patricia Strübin (Suíça) Gherking, de Claudius Gentinetta (Suíça) Lääne/Vostok, de Elia Canevascini (Suíça) Maids of Petroleum, de Hans Baumann (EUA) Respirer une fois sur trois, de Charlyne Genoud (Suíça) Singularity, de Marjolaine Perreten (Suíça) Street of Resistance, de Jan Ciallella (Suíça) The First Flower, de Astrit Ismaili (Kosovo/Suíça/Holanda) Typhoon Mambo, de Domenico Singha Pedroli (Suíça/França/Tailândia) Zrugg, de Lars Mulle (Suíça)
PARDI DI DOMANI | CONCORSO CORTI D’AUTORE
Ãsheghetam, de Filmsaaz (França/Suíça/Irã) Elegy for the Forgotten, on an Endless War, de Bani Khoshnoudi (Irã/França) Et si Thuy n’existait pas, de Carlo Francisco Manatad (Filipinas/França/Indonésia) Private Property, de Deepak Rauniyar (EUA/Nepal/França) Quelque part dans un pays libre, de Antonin Peretjatko (França) Shi Hou, de Hao Zhou (EUA/China) The Blessing, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (França/Suíça) The Bovine Comedy, de Ratchapoom Boonbunchachoke (França) The God That Destroys, de Jyoti Mistry (Áustria/Suécia) The Wind, One Brilliant Day, de Ben Rivers (China/Reino Unido)
PIAZZA GRANDE
Armony, de Dario Albertini (Itália) Congo Boy, de Rafiki Fariala (República Centro-Africana/França/República Democrática do Congo/Itália) Coração Selvagem (Wild at Heart), de David Lynch (1990) (EUA) Dança com Lobos (Dances with Wolves), de Kevin Costner (1990) (EUA/Reino Unido) Demain je tombe amoureux, de Martin Provost (França/Bélgica) Down the Arm of God, de Peter Brunner (França/EUA) Frank & Louis, de Petra Volpe (Suíça/Reino Unido) Ich ist ein Anderer, de Felix Randau (Alemanha/Áustria) Il Cileno, de Sergio Castro-San Martín (Itália/Chile/Suíça) Les Yeux Verts, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh (França/Bélgica/Suécia) Ni vue, ni connue, de Marc Fitoussi (França/Bélgica) O Convite (The Invite), de Olivia Wilde (EUA) Paper Tiger, de James Gray (EUA) Taxi Driver, de Martin Scorsese (1976) (EUA)
*Clique aqui e confira a programação completa com os filmes selecionados
Vinícius de Oliveira em Leite em Pó, de Carlos Segundo: na disputa pelo kikito
A 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de agosto, divulgou nesta quarta-feira, 08/07, os longas-metragens brasileiros de ficção que disputarão os kikitos em 2026.
O anúncio foi realizado durante uma coletiva de imprensa na cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, e a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk, também apresentou outros destaques da programação, como os curtas-metragens gaúchos selecionados para o Prêmio Assembleia Legislativa, o agraciado com o Troféu Sirmar Antunes, as homenagens da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul ao cinema gaúcho, o homenageado com o Troféu Cidade de Gramado, além de detalhes sobre acessibilidade, sessões especiais e o Conexões Gramado Film Market, segmento mercadológico do evento serrano. Os demais conteúdos e homenagens desta edição serão divulgados em coletivas de imprensa no Rio de Janeiro, no próximo dia 13 de julho, e em São Paulo, no dia 16.
Uma das novidades desta edição é que todos os longas-metragens das mostras competitivas e parte dos curtas-metragens em competição contarão com recursos de audiodescrição, libras e legendas disponíveis através do aplicativo MovieReading.
A curadoria de longas-metragens brasileiros e documentários é assinada pelas atrizes Ana Flavia Cavalcanti e Camila Morgado e pelo jornalista, professor e crítico de cinema Marcos Santuario, e a seleção sublinha a força de Gramado como a primeira janela de exibição dos mais recentes títulos da cinematografia brasileira. Todos os filmes são inéditos no Brasil.
“Escolher filmes nunca foi uma tarefa de consenso. É um gesto de confiança no cinema, mas também um exercício de escuta do presente. Cada edição de um festival é uma fotografia do tempo em que vivemos e, ao mesmo tempo, uma aposta no tempo que ainda está por vir. Foi com esse espírito que construímos a seleção da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Todos os títulos apresentados nesta edição chegam ao público brasileiro pela primeira vez. Mais que estreias, são encontros inaugurais. Cada sessão carrega a emoção do desconhecido, a possibilidade da surpresa e o privilégio de assistir a filmes que ainda não foram apropriados pelo olhar coletivo. Gramado continua sendo esse lugar raro onde o cinema nasce diante da plateia. Onde os filmes vêm para nascer e não para morrer”, destacam os curadores.
Yuri Gomes no longa cearense Feito Pipa, de Allan Deberton
Dirigido por Hugo Prata e Felipe Novaes, Chorão: Só os Loucos Sabem, mergulha na vida do rapper e cantor da banda Charlie Brown Jr., que marcou gerações. Em Santos, no litoral paulista, ele conhece Graziela e, do encontro entre amor, rebeldia e vulnerabilidade, nasceram músicas que marcaram gerações. Com José Loreto e Nanda Marques, o filme é produzido pela Bravura Cinematográfica em coprodução com a Globo Filmes.
Em Feito Pipa, de Allan Deberton, premiado no Festival de Berlim deste ano, o jovem Gugu sonha em se tornar um grande jogador de futebol. Criado pela avó, ele teme voltar a ter que morar com o pai, com quem tem uma relação complicada, e fará de tudo para evitar que isso aconteça. Com Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira, o longa-metragem é uma produção da Deberton Filmes e da Biônica Filmes.
O Rio de Janeiro da década de 1980 é o cenário de Justino: Nos Bastidores do Reino, história em que o protagonista encontra em uma poderosa igreja neopentecostal a chance de sair da pobreza. Em sua rápida ascensão e no sucesso como pastor estão desejos reprimidos, segredos e ambição. Depois de 15 anos, Justino quer acertar as contas com o passado. Dirigido por José Eduardo Belmonte, o filme traz no elenco nomes como Christian Malheiros, Antonio Pitanga, Caio Blat e Onna Silva. A produção é da Mercado Filmes.
Com direção de Carlos Segundo e produção de O Sopro do Tempo, Vitrine Filmes e Les Valseurs, Leite em Pó apresenta a história de um músico obcecado por rock que vê sua vida desabar após uma perda familiar. Sozinho e sem dinheiro, ele decide aceitar um trabalho que o força a circular pela cidade, encontrando diferentes pessoas que desafiam sua visão de mundo. Entre memórias incômodas e os novos laços, ele inicia uma jornada transformadora para enfrentar seus fantasmas. O elenco apresenta Vinícius de Oliveira, Antonio Pitanga, Zezita Matos, Rejane Faria, Titina Medeiros, Priscilla Vilela, Enio Cavalcante, Robson Medeiros e Kaiony Venâncio.
Em Nosso Segredo, uma família tenta reconstruir a rotina após uma perda recente. Enquanto cada um foge do luto à sua maneira, o filho mais jovem guarda um segredo que pode ajudá-los a enfrentar a dor e encontrar um novo caminho. Com Robert Frank, Efraim Santos, Jéssica Gaspar, Flip e Ju Colombo, o filme, que foi exibido na Berlinale, tem direção de Grace Passô. A Entre Filmes assina a produção do longa-metragem, em coprodução com a Globo Filmes.
Ambientado na década de 1970, Pele de Rinoceronte, de Marcello Ludwig Maia, traz Débora Falabella no papel de uma repórter de um jornal popular que, ao lado de uma advogada criminalista, vê sua vida mudar após um homicídio que chocou o Brasil e marcou o início do debate sobre o feminicídio. O drama, que também apresenta Naruna Costa, Irandhir Santos, Augusto Madeira, Elli Fêrreira e Daniel Rangel, é produzido pela República Pureza Filmes, em coprodução com o Canal Brasil e Telecine.
Marina Ruy Barbosa em Antártida: filme de abertura
O filme de abertura desta 54ª edição, que será exibido fora de competição, também foi revelado: produzido pelo Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo em coprodução com a TV Globo, Antártida, com direção de Bruno Safadi e roteiro de Claudia Jouvin, é estrelado por Andrea Beltrão, Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal, Antonio Calloni, Lázaro Ramos e João Vitor Silva. Com distribuição da Paris Filmes, o longa tem lançamento confirmado nos cinemas para 17 de setembro.
Na trama, cientistas e militares se preparam para enfrentar o inverno rigoroso em uma base brasileira na Antártida. Tudo muda após a primeira noite, quando Inês (Marina Ruy Barbosa) sofre uma violência brutal e a situação torna todos os homens suspeitos, incluindo o Comandante Barros (Antonio Calloni) e o Capitão Vicente (Lázaro Ramos). Sob clima de tensão e desconfiança, a subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) lidera uma investigação em busca do criminoso com o apoio das mulheres da base, entre elas, Marina, médica da estação, interpretada por Leandra Leal.
A primeira homenagem do Festival de Cinema de Gramado 2026 também foi anunciada: o Troféu Cidade de Gramado, que reconhece personalidades ligadas ao festival, cuja atuação contribuiu para a projeção do evento e da região, será entregue ao ator, roteirista e diretor Marcos Caruso. Com uma longa trajetória de mais de quatro décadas no cinema, na televisão e no teatro, iniciou a carreira nos palcos na década de 1970 em montagens como Rei Momo e Alegro Desbum. Estreou na televisão em 1978 em Aritana e, desde então, integrou o elenco de grandes sucessos como Mulheres Apaixonadas e Avenida Brasil. Nos cinemas, participou de mais de 20 longas-metragens, com destaque para Memórias Póstumas, de André Klotzel; Depois Daquele Baile, de Roberto Bomtempo; e Polaróides Urbanas, de Miguel Falabella.
Tradicional janela de exibição do cinema gaúcho, o Prêmio Assembleia Legislativa apresenta 18 títulos que formam um mosaico plural e descentralizado para uma mostra tradicionalmente reconhecida por revelar novos talentos da produção audiovisual local. O famoso Gauchão, nome carinhosamente adotado pelo público para se referir à mostra de curtas-metragens, é realizado em parceria com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, distribuindo troféus e prêmios em dinheiro para os vencedores de doze categorias. As exibições acontecem nos dias 15 e 16 de agosto, às 13h, no Palácio dos Festivais, com a cerimônia de premiação marcada também para o dia 16, a partir das 20h.
“Cada filme selecionado carrega a identidade de quem o criou, mas também revela a existência de uma rede inteira dedicada a transformar uma ideia em imagem, som e emoção. O cinema gaúcho é feito de talentos que imaginam, insistem, criam e compartilham suas histórias com o público”, destaca a comissão de seleção formada pela realizadora e pesquisadora Adry Silva; pelo diretor, roteirista e produtor Alexandre Mattos Meireles; pela produtora Kátia Samara; pelo cineasta Tyrell Spencer; e pelo jornalista e crítico de cinema Victor Hugo Furtado.
O Festival de Cinema de Gramado também reserva espaço na sua programação para prestar tributo a personalidades que se destacam na produção gaúcha com o Troféu Sirmar Antunes, entregue pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul; o Prêmio Leonardo Machado, instituído pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul; e os prêmios Iecine nas categorias de Legado, Inovação e Destaque, uma realização do Instituto Estadual de Cinema (Iecine). Todas as honrarias serão entregues na cerimônia de premiação do Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra de Curtas Gaúchos.
O diretor de fotografia Jorge Henrique Boca levará para casa o Troféu Sirmar Antunes. Com mais de quatro décadas de atuação no audiovisual brasileiro, ele iniciou sua trajetória como operador de câmera na RBS TV Porto Alegre e, desde então, atua como diretor de fotografia em curtas e longas-metragens, documentários, programas de televisão, videoclipes, publicidade e campanhas políticas. Em seu currículo, estão produções realizadas em diversos estados do Brasil, além de projetos internacionais desenvolvidos em países como Angola, Argentina e Uruguai, com destaque para O Trampo, Nossa Senhora de Caravaggio, Diminuta e Espia Só.
A atriz e produtora cultural Silvia Duarte receberá o Prêmio Leonardo Machado. Com extensa trajetória nas artes e no audiovisual, a atriz participou de produções como A Família Brasil e Parada 90, na televisão; Despedida, Continente e Futuro Futuro, nos cinemas; e Carolina e Outras Vozes, Na Trilha das Andarilhas e Preta Poesia Feminina, no teatro. Silvia também integra a coordenação da Associação Cultural Quilombo do Sopapo. Para os Prêmios Iecine, foram escolhidos como agraciados os cineastas Renato Dornelles e Tatiana Sager (Destaque), Márcio Reolon e Filipe Matzembacher (Inovação), e a produtora Gisele Hiltl (Legado). Os homenageados com as distinções do Iecine foram escolhidos por uma comissão formada por: Edu Rabin, produtor e diretor de fotografia; Kaya Rodrigues, atriz, roteirista e curadora; e Ticiano Osório, jornalista e crítico de cinema.
A programação do festival também conta com sessões especiais de longas-metragens fora de competição. Serão exibidos a comédia esportiva tcheca Dream Team, de Jonáš Karásek; o longa-metragem infantil D.P.A. 4 – O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, quarto filme da franquia de sucesso Detetives do Prédio Azul; o inédito Era Uma Vez Minha 1ª Vez, de Claudia Castro, inspirado no livro homônimo de Thalita Rebouças; o curta-metragem italiano Anita, de Wardal; o documentário esportivo Grenal: O Maior Clássico das Américas, de Belisario Franca e Tatiana Sager; e a produção documental Santiago, episódio que integra a Série Grandes Mestres, sobre a vida e obra do cartunista Neltair Rebés Abreu, conhecido como Santiago.
Cena do curta gaúcho O Véu, de Gabriel Motta
Consolidado a partir da força simbólica e institucional de Gramado, o mercado assume uma função cada vez mais nítida no ecossistema audiovisual latino-americano: ativar negócios e coproduções, qualificar territórios que filmam e conectar futuros e talentos do audiovisual. Essa tríade orienta a 10ª edição e reposiciona o Gramado Film Market como uma plataforma em expansão, capaz de reunir produtores, empresas, players, fundos, distribuidores, sales agents, instituições públicas, film commissions, universidades e novas gerações de realizadores.
Sob coordenação geral de Ralfe Cardoso, esta edição, apresentará novidades como o 1º Encontro Internacional de Cidades, com painéis sobre economia criativa, políticas públicas, desenvolvimento territorial e fortalecimento do audiovisual. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a importância da economia criativa, em especial o mercado audiovisual, como vetor de desenvolvimento, turismo, inovação e geração de renda para as cidades. A programação contará também com Residência para Jovens Cineastas, rodadas de negócios e painéis com profissionais da indústria. A realização é da Gramadotur e do Instituto Estadual de Cinema (Iecine).
O Educavídeo, programa que há 15 anos oferece capacitação em linguagem audiovisual para estudantes da rede pública de Gramado, mais uma vez lança os holofotes para a produção estudantil do município. Desde 2011, o projeto já recebeu mais de mil alunos e realizou mais de 110 produções, entre curtas-metragens, documentários, webséries e um média-metragem. As produções dos estudantes já participaram de diversos festivais de cinema estudantis e conquistaram mais de 40 prêmios.
Antecipando a abertura oficial do 54º Festival de Cinema de Gramado, o Educavídeo exibe, nos dias 12 e 13 de agosto, seus mais recentes trabalhos e apresenta a 2ª Mostra de Nacional de Cinema Estudantil, que reúne filmes produzidos por alunos do ensino médio e fundamental, além de incorporar em sua programação a Mostra de Filmes Universitários do Festival de Cinema de Gramado.
Conheça os primeiros filmes anunciados para o 54º Festival de Cinema de Gramado:
LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS
Chorão: Só os Loucos Sabem, de Hugo Prata e Felipe Novaes (SP) Feito Pipa, de Allan Deberton (CE) Justino: Nos Bastidores do Reino, de José Eduardo Belmonte (DF) Leite em Pó, de Carlos Segundo (MG/SP/RN) Nosso Segredo, de Grace Passô (MG) Pele de Rinoceronte, de Marcello Ludwig Maia (RJ)
CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS
A Vaidade é a Última que Morre, de Natália Zambon (Porto Alegre) Banho Maria, de Gabriel Faccini (Porto Alegre) Batidão de Botas, de Camila Santos (Camisla), Daniel Galuppo, Esther Costa, Maria Eduarda Bandeira e Stella Mahle (Pelotas) Braço Forte, de Rubens Fabricio Anzolin e João Fernando Chagas (Pelotas) Claudete, de Gabriela Kopp (Santa Cruz do Sul) Coisa Ruim, de Lucas Tergolina (Porto Alegre) Drunken Car, de Brunella Martina (Garibaldi) Elisete Tem que Casar!, de Gaby Buffon (Caxias do Sul) Estátuas Também Morrem?, de Thais Fernandes (Brasil/Hungria/Portugal/Bélgica) Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (Rio Grande) Manjericão, de Raphaela Serafim Maciel e Eric Pauli (Xangri-Lá) Mizandrika, de Kali Breder (Pelotas) O Acumulador de Memórias, de Camisla (Pelotas) O Retorno, de Cesar Meneghetti e Mario Gianni (Porto Alegre) O Véu, de Gabriel Motta (Porto Alegre) Procura-se Ator, de Airton Tomazzoni e Laura Lautert (Imbé/Tramandaí) Raidinalha, de Marco Arruda (Porto Alegre) Terra Bruta, de Allan Riggs e Guilherme Suman (Canoas)
Cena do curta potiguar A Mesa, de Luiza Gurgel: rodado em Mossoró
A 13ª edição do Festival de Cinema de Caruaru, que acontecerá entre os dias 5 e 22 de agosto, na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho e em mostras itinerantes realizadas em diversos espaços da cidade, anunciou a seleção dos filmes que farão parte da programação.
Neste ano, o evento teve um recorde de inscrições com 1.162 filmes. Ao todo, foram selecionadas 59 obras, vindas de 17 estados brasileiros, além de outros onze países: Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, China, Colômbia, França, Peru, Portugal, República Dominicana e Romênia.
Ao todo, serão realizadas nove mostras ao longo da programação: Mostra Brasil, com obras que apresentam diferentes perspectivas sobre o Brasil por meio do olhar de cineastas de todo o país; Mostra Agreste, que reúne produções do Agreste fortalecendo o audiovisual e os realizadores da região; Mostra Personagem, com filmes que exploram vidas, memórias e experiências por meio de personagens marcantes; Mostra Fantásticos, com obras que atravessam os limites da realidade reunindo histórias de fantasia, suspense e mistério; Mostra Infantil, com uma seleção de filmes voltada ao público infantil reunindo histórias que divertem, emocionam e despertam a imaginação; Mostra Adolescine, com filmes que exploram vivências, conflitos e experiências marcantes da juventude; Mostra Pega Leve, que traz curtas-metragens com narrativas leves e envolventes, perfeitos para começar a experiência no festival; Mostra Latino-Americana, com uma seleção de filmes que celebra a diversidade cultural, social e artística dos países da América Latina; e a Mostra Internacional, com filmes de diferentes países que atravessam fronteiras e ampliam o diálogo entre o cinema mundial e o público do festival.
A curadoria desta edição foi assinada por Edvaldo Santos, Yanara Galvão, Luciano Torres, Paula Monteiro, Caju Galon, Stephanie Sá e Éryka Vasconcelos. Além disso, serão realizadas duas mostras especiais: Acessibilidade e Caruaru, cuja programação será divulgada em breve.
Conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema de Caruaru 2026:
MOSTRA BRASIL
A Mesa, de Luiza Gurgel (RN) Ainda Te Amo, de Hsu Chien (MA) Amor Fantasma, de Arthur Carvalho (PE) Carranca, de Daniel Silva Sales (BA) Cidade Afluente, de Josianne Diniz (DF) Há Sinais, de Édier William (RO) Imprescindível, de Rômulo Leandro Lazaro Sckaff (RN) Mãos Rapper, de Giuliano Robert (PR) Moderna, de Valderiza da Silva Pereira (PE) O Fantasma de Deodato, de Maiara Líbano (RJ) O Primo Holandês, de Nuno Lindoso (AL) Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE) Pedaços de Mim, de Caio Magalhães (SP) Rupestre, de Augusto César Cunha Pessoa (PI)
MOSTRA AGRESTE
Crueza, de Analice Albuquerque (Caruaru/PE) Feito em Belo Jardim, de Nicole Evellyn Muniz (Belo Jardim/PE) Habeas Pinho, de Nathan Cirino e Aluizio Guimarães (Campina Grande/PB) Letargia, de Jakson Nascimento (Campina Grande/PB) Me Conte uma História, de Allan Drade (Caruaru/PE) O Último Stint, de Luiz Henrique Veríssimo (Caruaru/PE) Sinesio: Da Magana a Santa Cruz, de Yngrid Herly Souza (Santa Cruz do Capibaribe/PE) Singrar, de Heleno Florentino (Belo Jardim/PE) Umbuzeiro, de Emílio Soares Ribeiro (Mossoró/RN)
MOSTRA PERSONAGEM
Bici, A História de uma Bicicleta, de Otoniel Lopes Oliveira (PA) Fundamento, de Ana Clara Gomes (GO) Sombras de um Insurgente, de Tiago Almeida (MG) VivaCidade, de Fernanda Giulia Bulgarelli Santos e Brenno Bertolaccini Machado (SP)
MOSTRA FANTÁSTICOS
Bar Imaginário, de Bhig Villas Boas (SC) Lança-Foguete, de William Oliveira (PE) O Jogo, de Marcos Fellipe Teixeira Silva (RJ) Redes Mortais, de Maria Luiza Pedrosa (PE) Um Lugar pra Voltar, de João Italo (SP)
MOSTRA INFANTIL
A Galinha Geralda, de Ana Maria Cordeiro (GO) A Lenda da Serra das Areias, de Thais Oliveira e Larissa Melo (GO) As Cores Mágicas, de Victor Vinícius (GO) Bernardo e o Pé de Manga Rosa, de Ana Maria Cordeiro (GO) Espectronauta: As Aventuras no Planeta TEA, de Tatiele Rivera (SC)
MOSTRA ADOLESCINE
Closet: Uma Odisseia em 150 BPM, de Bruno Stepheson (RJ) Dois Passos, de Joyci Viegas (GO) Duna, de Gabriela Barbalho e Paula Vanina (RN) Eu Só Quero Dançar com Você, de Viviane de Freitas e Vanessa Freitas (SP) Frutinha, de Giovanni Ojeda (MT)
MOSTRA PEGA LEVE
Ludmilla, de Vini Moreira (DF) Novo Atendimento, de Tales Ordakji (SP) Vem Coisa Boa por Aí, de Guilherme Carravetta De Carli (RS)
MOSTRA LATINO-AMERICANA
A Ilha do Lixo: Pequenos Curtas, de Carolina Mariana Feity, Laura Fernandez, Hernán Pablo Suárez e Guillermo Palermo (Argentina) Catatumbo: Casa do Trovão, Memória e Dignidade, de Jhonattan Sarmiento (Colômbia) Colômbia, Um Poema de Versos Vivos, de Jhonattan Sarmiento (Colômbia) Detritos, de Roma Corrales (Peru) Duas Estrelas, de Marcelo Iglesias (Argentina) Ela se Parece com Você, de Laura Bravo (Chile) Olhe para Mim, de Julián Rodriguez (Argentina) Tenebras, de Francisco Rojas (República Dominicana)
MOSTRA INTERNACIONAL
Alegoria da Caverna, de Weipeng Huang e Yajing Wang (China) Catálogo de uma Cidade de Sem-Teto, de Diogo Cunha (Portugal) Mausi, de Leanne Hartner (Alemanha) NSFW, de Tom Kariv e Shacham Rubin (Romênia) O Silêncio do Mundo, de Angelo Vapellari e Nicolas Pastergue (França) Sonia Honey, de Ameesha Joshi (Canadá)
Andrew Howard e Caolán O’Gorman em Literalmente Nu, de Muriel d’Ansembourg
O Cine Belas Artes, em São Paulo, receberá, entre os dias 30 de julho e 12 de agosto, a edição 2026 do Festival Filmes Incríveis, que reúne longas inéditos de origens diversas: produções aplaudidas em festivais como Cannes, Berlim e Roterdã. Em seu terceiro ano, a mostra reafirma sua vocação de apresentar cinematografias raramente vistas no circuito comercial, combinando dramas familiares, sátiras sociais, fantasia, suspense e relatos históricos.
Mais uma vez, a seleção de filmes atravessa continentes e coloca lado a lado culturas distantes e pouco conhecidas por aqui. Passeiam pela tela do tradicional cinema de rua produções do Afeganistão, Grécia, Bélgica, Islândia, França, Paquistão, Noruega, Holanda, Gana, Turquia, Bulgária, Tailândia, Irã, Letônia e Alemanha.
Do Irã, Viver Duas Vezes, Morrer Três Vezes (Living Twice, Dying Thrice), de Karim Lakzadeh, transforma um acidente em uma comédia mordaz sobre burocracia e sobrevivência, apresentada na mostra ACID de Cannes. Exibido no Festival de Roterdã e premiado em Guadalajara, A Mãe Bruxa (Motherwitch), do cipriota Minos Papas, mergulha no folclore local ao acompanhar uma mãe consumida pelo luto que desperta forças sobrenaturais inspiradas nos Kalikantzari, criaturas da tradição grega e cipriota. Em A Criança Carneiro (L’enfant bélier), a diretora belga Marta Bergman aborda as atuais rotas migratórias europeias através do encontro entre uma família refugiada e um policial de fronteira.
Da Islândia, Brilha o Verão, Então Vem a Escuridão (Sumarljós og svo kemur nóttin), de Elfar Adalsteins, premiado no SBIFF, Santa Barbara International Film Festival, adapta o romance do celebrado escritor Jón Kalman Stefánsson em uma narrativa coral repleta de humor e acontecimentos insólitos. O francês Alain Guiraudie, diretor do cultuado Um Estranho no Lago, mistura romance, paranoia e crítica social em Deixe que Eu Te Leve (Viens je t’emmène), exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, em 2022, e eleito um dos melhores filmes do ano pela Cahiers du Cinéma; enquanto Nina Roza: O Caminho de Volta, de Geneviève Dulude-De Celles, vencedor do Urso de Prata de melhor roteiro na Berlinale 2026, acompanha o retorno de um curador de arte à Bulgária e o reencontro com suas próprias origens.
Cena do filme paquistanês Lali: Entre os Vivos e os Mortos, de Sarmad Sultan Khoosat
O paquistanêsLali: Entre os Vivos e os Mortos, de Sarmad Sultan Khoosat, exibido na Panorama de Berlim deste ano, combina fantasia, espiritualidade e humor sombrio em uma história onde vivos e mortos coexistem. Já Árru: Terra Ancestral, estreia da artista e coreógrafa sami Elle Sofe Sara, une música, ativismo indígena e tradição ancestral em meio à disputa por territórios no extremo norte da Escandinávia com filmagens realizadas na Lapônia; o filme também passou na mostra Panorama do Festival de Berlim. Em Literalmente Nu (Truly Naked), de Muriel d’Ansembourg, exibido na mostra Perspectives da Berlinale, um adolescente criado nos bastidores da indústria pornográfica questiona suas ideias sobre intimidade, desejo e afeto.
O canadenseJérémy Comte, indicado ao Oscar pelo curta Fauve, conecta Gana e Québec em Paraíso: Entre Duas Margens (Paradise), drama sobre paternidade e identidade. Da Turquia, Quando o Inverno Chega Antes (Erken Kış), de Özcan Alper, utiliza a guerra entre Rússia e Ucrânia como pano de fundo para refletir sobre maternidade e pertencimento. O austríacoTerra Dividida (Zweitland), de Michael Kofler, revisita os conflitos separatistas do Tirol do Sul nos anos 1960 através de uma trama familiar marcada por tensões políticas.
Com produção de Apichatpong Weerasethakul, a aventura mística 9 Templos para o Céu (9 Temples to Heaven), dirigido por Sompot Chidgasornpongse e exibido na Quinzena de Cineastas, em Cannes, acompanha uma peregrinação budista que expõe ressentimentos e segredos familiares. Encerrando a seleção, Ulya: A Gigante das Quadras (Uļa/Ulya), de Viesturs Kairišs e exibido na mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes, reconstitui a trajetória da lendária jogadora de basquete Uļjana Semjonova, da infância na Letônia soviética ao estrelato internacional.
Mais do que apresentar títulos inéditos, o festival convida o público a descobrir filmes premiados, novos realizadores e obras que dificilmente chegariam às telas brasileiras. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Todas as informações, bem como a programação completa, estão disponíveis no site oficial (clique aqui). O festival é uma iniciativa do Belas Artes Grupo, com realização do Ministério da Cultura.
Marcélia Cartaxo, Bruno Gagliasso, Joana Henning e Sérgio Machado nos bastidores
O Estúdio Escarlate celebra seus dez anos de trajetória com o início das filmagens de Eternamente Sua, novo longa-metragem escrito e dirigido por Sérgio Machado, que também assina a produção, ao lado de Joana Henning e Bruno Gagliasso. O filme começou a ser rodado no Rio de Janeiro e segue para Cabaceiras, na Paraíba, na próxima etapa das filmagens.
O projeto reúne um dos elencos mais expressivos do cinema brasileiro contemporâneo, com Bruno Gagliasso e Marcélia Cartaxo nos papéis centrais, acompanhados por Romulo Estrela, Débora Nascimento, Lara Tremouroux, Shirley Cruz, Karine Teles, Suzy Lopes, Bruno Goya, Luiz Bertazzo e Fernando Eiras.
Bruno Gagliasso comentou a parceria com o diretor: “Este filme representa dois momentos muito especiais para mim. É a primeira vez que trabalho com o Sérgio Machado como protagonista de um longa, algo que eu desejava há muito tempo pela admiração que tenho pelo olhar dele como diretor. E também é o meu primeiro projeto ao lado de Joana e do Estudio Escarlate como produtor, participando do processo criativo desde o início. Poder viver essas duas experiências ao mesmo tempo, ao lado dessa atriz gigante que é Marcélia e cercado por um elenco e uma equipe tão talentosos, torna Eternamente Sua ainda mais significativo e auspicioso”, afirma o ator.
O longa é um thriller psicológico, livremente inspirado num conto de Stefan Zweig, que acompanha o encontro de personagens de universos completamente distintos explorando temas como poder, desejo, fama e desigualdade social. O suspense é conduzido de forma gradual em uma narrativa marcada pela tensão e pelo olhar humanista característico da filmografia do diretor.
A produção celebra dez anos do Estúdio Escarlate
“Eternamente Sua é um projeto que acalento há décadas desde que li pela primeira vez o conto Leporella, de Stefan Zweig. Sempre fui apaixonado pelo cinema de gênero, pelo suspense e, especialmente, pela obra de Alfred Hitchcock. O filme nasce desse diálogo com o thriller psicológico, mas parte de uma ferida muito brasileira: a desigualdade brutal de classes, a invisibilidade social e as formas silenciosas de opressão que ainda estruturam as relações entre ricos e pobres no país”, destaca Sérgio Machado, de Cidade Baixa, A Luta do Século, O Rio do Desejo, Arca de Noé, 3 Obás de Xangô, entre outros.
A produção celebra dez anos do Estúdio Escarlate inaugurando uma nova fase da produtora; será o primeiro longa-metragem do núcleo de desenvolvimento de propriedades intelectuais, fruto da parceria entre Henning e Machado. O projeto deslancha uma sequência de obras autorais desenvolvidas pela dupla ao lado do produtor associado Bruno Gagliasso, inspiradas no método de criação de Machado e em um modelo de produção que privilegia o fazer cinematográfico artesanal.
“Este é um projeto concebido de forma muito cuidadosa, desde o roteiro até a formação da equipe. Reunimos profissionais que compartilham uma visão de cinema baseada na colaboração, na escuta e na busca por excelência artística. Iniciar as filmagens é celebrar esse encontro e dar o primeiro passo de uma jornada que acreditamos ser muito especial”, comenta Joana Henning, produtora e CEO do Estúdio Escarlate.
A equipe reúne alguns dos principais profissionais do audiovisual brasileiro. A direção de fotografia é de Adrian Teijido, a direção de arte de Frederico Pinto, os figurinos de Kika Lopes e Rosangela Nascimento, a caracterização de Martin Trujillo, a montagem de Marcio Hashimoto e a trilha sonora de Beto Villares.
Guilherme Cabral, Hermila Guedes e Emílio de Mello em cena
Dirigido por Pedro Waddington e Rebeca Diniz, o longa Precisamos Falar conta o drama de dois casais divididos entre proteger os filhos ou entregá-los à Justiça. Protagonizado por Marjorie Estiano, Alexandre Nero, Hermila Guedes e Emílio de Mello, o filme chega aos cinemas brasileiros no dia 24 de setembro.
Produzido pela Conspiração, em coprodução com a Globo Filmes e distribuição da Sony Pictures e Conspiração, o elenco conta também com Thiago Voltolini, Cauê Campos, Guilherme Cabral e Julia Svacinna.
O thriller psicológico, apontado pela Variety como um dos títulos promissores na corrida pelas premiações internacionais de 2026, é uma adaptação do best-seller internacional O Jantar, do autor holandês Herman Koch.
O longa, que teve sessões no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo, além de representar o Brasil no Festival de Biarritz (França), Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano (Cuba, que recebeu o Prêmio de Contribuição Artística), Festival de Huelva de Cinema Ibero-Americano (Espanha) e Festival de Guadalajara (México), tem roteiro assinado por Sérgio Goldenberg, com supervisão de George Moura. A produção é de Andrucha Waddington e Leonardo M. Barros, com produção executiva de Renata Brandão, Tania Pacheco e Mariana Vianna; Guel Arraes assina como produtor associado.
A trama acompanha dois casais de classe média alta, Sandra (Marjorie Estiano) e Paulo (Alexandre Nero), e Celso (Emílio de Mello) e Anna (Hermila Guedes), que se surpreendem com um crime cruel: os filhos adolescentes, na volta de uma festa, causam a morte de uma mulher que dormia em um caixa eletrônico. Sentimentos semelhantes e reações opostas tomam conta das duas famílias. As imagens da câmera de segurança do banco não permitem a identificação dos assassinos, mas o caso tem enorme repercussão e os pais acabam descobrindo que seus filhos são os culpados. Nem todos os adultos estão dispostos a revelar à polícia o que aconteceu. A partir daí, surge a grande questão: até onde os pais podem ir para proteger aqueles que amam?
A direção de fotografia é assinada por Lula Cerri, a montagem é de Sergio Mekler e a direção de arte de Camila Moussallem; Roberta Tozato assina o figurino e a caracterização é de Damián Brissio. A música original é de Antonio Pinto, com som direto de Victor Tigronez e desenho de som e mixagem de Alessandro Laroca e Eduardo Virmond Lima. Claudio Peralta é o responsável pela supervisão de efeitos visuais e Sergio Pasqualino é o colorista sênior; Manuela Duque assina como produtora delegada e os produtores de elenco são Cibele Santa Cruz e Junior Prado.
Alceu Valença na turnê 80 Girassóis: show confirmado
O anúncio do Aruanda Praia II, que faz parte da programação do Festival Aruanda do Audiovisual Internacional da Paraíba, aconteceu na manhã desta sexta-feira, 03/07. A transmissão, realizada pelo YouTube, reuniu o diretor do festival, Lúcio Vilar, e teve participações especiais do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, e do secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, que celebraram a expansão da programação e o fortalecimento das ações culturais do evento neste ano.
As novidades da 21ª edição, que acontecerá entre os dias 2 e 10 de dezembro, em João Pessoa, foram apresentadas, assim como as atrações que compõem a programação do Aruanda Praia II 2026, que este ano ganha um dia extra de atividades nas areias de Tambaú, ampliando a experiência cinematográfica e musical que marcou o sucesso da edição anterior.
Como de costume, o festival terá sua abertura oficial no dia 2 de dezembro, no Cinépolis Manaíra Shopping, com o início da programação no circuito de salas de cinema, reunindo convidados, realizadores e público para celebrar mais uma edição do festival mais tradicional da Paraíba. No dia seguinte, será a abertura do Aruanda Praia II com a exibição do longa Jackson, na Batida do Pandeiro, de Marcus Vilar e Cacá Teixeira.
Depois do filme, acontecerá o Tributo a Jackson do Pandeiro, no qual artistas paraibanos interpretam clássicos do mestre do ritmo, celebrando sua obra e sua contribuição para a identidade musical do estado e do país. Em seguida, Alceu Valença sobe ao palco com o show da turnê 80 Girassóis; um dos maiores nomes da música brasileira celebra 80 anos em 2026 e traz ao palco um espetáculo que revisita sua carreira, misturando poesia, regionalidade e sucessos que atravessam gerações.
Cena do documentário Clara Estrela, de Susanna Lira
No dia 4 de dezembro, a programação do Aruanda Praia realizará o Tributo: Renato Russo – 30 Anos Depois, que começará com o filme Rock Brasília: Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, que retrata o surgimento da cena rock brasiliense nos anos 1980, com foco em bandas como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude; a obra é um registro histórico da efervescência cultural que marcou o país. Na sequência, Dado Villa-Lobos subirá ao palco com sua banda; ex-guitarrista da Legião Urbana, Dado apresenta um repertório dedicado aos grandes sucessos da banda, celebrando a memória e a força da música que marcou gerações desde os anos oitenta.
No terceiro dia do Aruanda Praia, a programação começará com atividades circenses e exibição de um filme infantojuvenil. Depois, no Tributo: Clara Nunes, será exibido o documentário Clara Estrela, dirigido por Susanna Lira, que revisita a vida e a carreira de Clara Nunes, uma das maiores vozes da música brasileira, destacando sua força artística e sua relação com a cultura afro-brasileira. A noite seguirá com cantoras da Paraíba interpretando clássicos de Clara Nunes, celebrando sua potência vocal e legado cultural, e depois com um show especial de uma atração surpresa que será revelada em breve.
Lúcio Vilar, diretor do Fest Aruanda, disse: “Estamos convictos de que o Aruanda Praia, em 2025, inaugurou uma nova janela de conexão entre cinema e música, promovendo uma experiência cultural única. Essa simbiose revelou uma sintonia e uma química extraordinárias com o público paraibano e com os turistas que visitam João Pessoa nesse período, consolidando um formato de forte impacto. Por isso, temos a alegria de anunciar que vamos realizar uma nova edição este ano. Será uma honra abrir oficialmente o verão pessoense 2026, democratizando o acesso da população a uma programação artística de excelência, gratuita e voltada para toda a família”.
Lucas Ribeiro, governador da Paraíba, também comentou: “Teremos mais uma edição do Fest Aruanda. De 2 a 10 de dezembro, o evento está garantido e vai acontecer. O Governo está apoiando esse grande festival. Estamos juntos e encontramos vocês lá!”. Pedro Santos, secretário de Cultura, completou: “Estamos muito felizes porque, por mais um ano, o Governo da Paraíba, por meio da Secretaria da Cultura, está parcerizando com o Fest Aruanda na sua 21ª edição e também na segunda edição do Aruanda Praia. Já antecipamos que o Governo da Paraíba, mais uma vez, estará junto, celebrando aquele que é o mais longevo, maior e mais importante festival de cinema da Paraíba. Vida longa ao Fest Aruanda”.