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Mostra Cinema Conquista 2026: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Enzo Gois no curta baiano Bijupirá, de Eduardo Boccaletti

A 17ª edição da Mostra Cinema Conquista – Um Olhar para o Novo Cinema será realizada entre os dias 6 e 11 de setembro em Vitória da Conquista, na Bahia, com uma novidade neste ano: a estreia da mostra competitiva. Pela primeira vez, filmes selecionados serão avaliados por um Júri Oficial e também pelo público.

A sessão de abertura acontecerá no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, após solenidade e um recital sinfônico especialmente preparado para a ocasião, com as slammers Lívia Ellen e SoulBrisa e participação do maestro João Omar. A primeira sessão competitiva reúne os curtas-metragens Corre um Rio em Mim, de Patrícia Moreira, e Já Não Temos Nem Vontade de Brigar, de Brunno Bimbati.

Além disso, também será exibido o longa-metragem Querido Mundo, dirigido por Miguel Falabella e Hsu Chien. Adaptação para o cinema da peça homônima dos anos 1990, o filme teve sua estreia nacional na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado e rendeu o kikito de melhor atriz para Malu Galli.  

A partir da abertura, a competição se estende ao longo da semana. Além da avaliação pelo Júri Oficial, que será formado por Camila de Moraes, Clara Campos e Vitor Búrigo, o público também participará da escolha dos destaques desta edição por meio do voto popular, ampliando a experiência de quem acompanha as sessões.

“A mostra competitiva representa um passo importante para o evento e para a relação que construímos com o público nesses anos. Queremos que Conquista seja não apenas um lugar de exibição, mas também de encontro, debate e reconhecimento do cinema brasileiro contemporâneo”, afirma Esmon Primo, coordenador geral da Mostra Cinema Conquista. A curadoria deste ano é assinada por Érica Daniela, Rafael Carvalho e Rafael Oliveira

A programação também reúne uma seleção de filmes de peso na mostra não competitiva. São títulos que vêm ganhando destaque no cinema brasileiro contemporâneo, entre eles Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar; Morte e Vida Madalena, de Guto Parente; A Vida Secreta de Meus Três Homens, de Letícia Simões; e os baianos As Travessias de Letieres Leite, de Íris de Oliveira e Day Sena, e Anti-Heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas

O evento também reserva para o encerramento um dos filmes brasileiros de repercussão recente: Nosso Segredo, primeiro longa-metragem dirigido por Grace Passô, grande vencedor do Festival de Gramado e que também foi exibido em Berlim. Atualmente em cartaz nos cinemas, a obra chega à Mostra Cinema Conquista entre os 15 longas selecionados pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2027.

Além das sessões de cinema, a programação da 17ª edição inclui oficinas, mesas temáticas e conferências, ampliando o espaço de formação, reflexão e debate sobre o audiovisual. O cronograma completo, com filmes, horários, sessões e classificação indicativa, estará disponível em breve no site oficial do evento.

Ao longo de mais de duas décadas de história, a Mostra Cinema Conquista consolidou sua atuação nos campos da circulação e difusão do cinema brasileiro contemporâneo. Desde 2004, mais de 700 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, já foram exibidos no evento. Nesse percurso, a mostra se tornou uma importante janela de acesso a obras que muitas vezes não chegam ao circuito comercial ou encontram pouca circulação fora dos grandes centros.

Conheça os filmes selecionados para a 17ª Mostra Cinema Conquista:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS 

Cartas para…, de Vânia Lima (BA)
Itacoatiaras, de Sérgio Andrade e Patrícia Goùvea (AM/RJ)
Querido Mundo, de Miguel Falabella e Hsu Chien (RJ)
Sechiisland: A Vida como Obra de Arte, de Cláudia do Canto e João Paulo Miranda Maria (SP)
Só Não Posso Dizer o Nome, de Helvécio Ratton (MG)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS

Banho Maria, de Gabriel Faccini (RS)
Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (BA)
Corre um Rio em Mim, de Patrícia Moreira (BA)
Estrelas Mal Cruzadas, de Ana Clara Medeiros (BA)
Já Não Temos nem Vontade de Brigar, de Brunno Bimbati (SP)
Kakxop Pahok: As Crianças Cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Mapago, de Marcus Teles (MS)
O Avesso da Atriz: Sônia Robatto, de Héwelin Fernandes (BA)
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)

MOSTRAS PARALELAS | LONGAS | FORA DE COMPETIÇÃO

A Batalha da Rua Maria Antônia, de Vera Egito (SP)
A Vida Secreta de Meus Três Homens, de Letícia Simões (PE)
Anistia 79, de Anita Leandro (RJ)
Anti-Heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas (BA)
Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar (RJ)
Arquivo Vivo, de Ana Carvalho e Vincent Carelli (PE)
As Travessias de Letieres Leite, de Íris de Oliveira e Day Sena (BA)
Bruscky: Um Autorretrato, de Eryk Rocha (PE)
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Nosso Segredo, de Grace Passô (MG)
Timidez, de Thiago Gomes Rosa e Susan Kalik (BA)

MOSTRAS PARALELAS | CURTAS | FORA DE COMPETIÇÃO

A Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA)
A Estrela Guia de Evandro Correia, de Duba Rodrigues e Edinei Santos (BA)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Árvore Genealógica, de Camila de Moraes (RS)
Besta do Ventre, de Pedro Tavares Filho (RS)
Cine-Memória no Tropeirismo, de Eduardo Rodrigues (BA)
Defloradas, de Luísa Reis (RJ)
FArDADO, de Dan Biurrum (BA)
Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS)
Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele Dourado (DF)
Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho (BA)
O Brasil é Tri, de Edmundo Lacerda (PB/BA)
Omô Inã, os Filhos do Fogo, de Afonso Silvestre (BA)
Outros Santos, de Jorge Polo e Guilherme Souza (RJ)
Se Já é Tarde, Então me Parto, de Túlio Rodrigues (BA)

Foto: Divulgação.

Queer Lisboa 2026: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli: em competição 

O Queer Lisboa tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas. Nesta edição especial de aniversário de 30 anos, o evento celebra a força do cinema e da identidade queer.

Nesta 30ª edição, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, a programação contará com 94 títulos; a seleção apresenta 51% de filmes assinados por homens cisgêneros, 36% por mulheres cisgêneros, 13% pessoas trans ou não-binárias e 25% são cineastas BIPOC

Como de costume, o cinema brasileiro ganha destaque na seleção. Na mostra competitiva de longas-metragens de ficção, o Brasil aparece com London, dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, que recentemente também foi selecionado para a Semana Internacional da Crítica, em Veneza. Na mostra competitiva de curtas-metragens, destaque para Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira

Na Queer Art, mostra competitiva que explora os limites das linguagens e gêneros cinematográficos com destaque aos pontos de vista mais transgressivos da cultura queer, o cinema brasileiro estará representado por A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto, que conta com Igor Mo, Vinícius Couto, Rodrigo Campos, Luciano Falcão, Christiane Tricerri e Jessé Jorge no elenco. 

Na mostra Queer Family, criada este ano, a seleção traz filmes dedicados aos mais novos e aos seus familiares propondo uma experiência intergeracional e afetiva através do cinema independente que apresenta tópicos de inclusão e identidade. Aqui, dois longas-metragens brasileiros serão exibidos: Feito Pipa, de Allan Deberton, premiado nos festivais de Berlim e Gramado; e o longa de animação Papaya, de Priscilla Kellen, também exibido na Berlinale

Já na mostra Resistência Queer, que sempre destacou histórias de resiliência e luta coletiva em territórios politicamente e socialmente conturbados, a seleção deste ano traz quatro documentários com retratos mais pessoais e de engajamento comunitário e associativo, entre eles, o brasileiro Desejo de Viver (mutatis mutandis), de Giorgia Narciso

A retrospectiva Resgatar Futuros: o cinema queer vê-se ao espelho, que é apresentada em parceria com a Cinemateca Portuguesa e desenhada para celebrar os 30 anos do Queer Lisboa, contará com um conjunto de filmes que, no seu tempo, procuraram construir utopias e que foram referências em termos de uma ideia de comunidade. A programação contará com obras dos maiores cineastas queers do mundo, como: Cheryl Dunye, James Bidgood, John Greyson, Kenneth Anger, Kim Longinotto, Marlon T. Riggs, Lana e Lilly Wachowski, Lisa Cholodenko, Sally Potter, Su Friedrich, Ventura Pons e Yonfan. Ao todo, serão 19 títulos, muitos deles inéditos no festival e recentemente restaurados. 

Conheça os filmes selecionados para o 30º Queer Lisboa:

COMPETIÇÃO | LONGAS-METRAGENS

Black Burns Fast, de Sandulela Asanda (África do Sul)
En el Camino, de David Pablos (México)
Estrany Riu, de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha)
Iván & Hadoum, de Ian de la Rosa (Espanha/Alemanha/Bélgica)
Julian, de Cato Kusters (Bélgica/Países Baixos)
La Gradiva, de Marine Atlan (França/Itália)
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Brasil)
Raging, de Ryan Machado (Filipinas)

COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIOS

Baby Jackfruit Baby Guava, de Nông Nhật Quang (Vietnã/Coreia do Sul)
Corren las Liebres, de Lorena Ros (Espanha)
La belle année, de Angelica Ruffier (Suécia/Noruega)
La Carn, de Joan Porcel (Espanha)
La face cachée de la terre, de Arnaud Alain (França)
Public Access, de David Shadrack Smith (EUA)
Two Mountains Weighing Down My Chest, de Viv Li (Alemanha/Países Baixos)
Virages, de Céline Carridroit e Aline Suter (Suíça/França)

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS

A Hora da Estrela, de Rita Barbosa (Portugal)
As I Belong to My Life, de Sarah Bliss (EUA)
Cairo Streets, de Abdellah Taïa (França)
Cosmonauts, de Leo Černic (Eslovênia/Itália)
Daria’s Night Flowers, de Maryam Tafakory (Irã/Reino Unido)
Delay, de Wang Han-Xuan (China/EUA)
El Hielo Quema tanto como el Fuego, de Miguel Ariza (Espanha)
Fiji, de Andrea Lamedica (Itália)
Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (Brasil/Paraguai)
Je veux qu’on se souvienne de nous, de Hélène Giannecchini (França)
La Hora de Irse, de Renzo Cozza (Argentina)
La Sentinelle, de Ali Cherri (França)
My Structuralist Film, de Angelo Madsen (EUA)
Obi Is a Boy, de Dika Ofoma (Nigéria)
Precious Fantasy, de Nino Bouhnik (França)
Sanctuary, de Sam Ashby (Reino Unido)
Seek No Favor, de Elle Clay e Leilah Weinraub (EUA)
The Jezebels, de Thanasis Tsimpinis (Bélgica)
TMWYH, de Helen Esther Aschauer (Áustria)
Victim of Circumstance, de Kalil Haddad (Canadá)
Xylella Fastidiosa, de Thomas Colineau (França)
Your City, de Ting Su (EUA/China/França)

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS | ESCOLA EUROPEIA IN MY SHORTS

À la recherche de la queue perdue de l’humanité, de Sofia Cecere (Bélgica)
Ãsheghetam, de Filmsaaz (França/Suíça/Irã)
Cruising Lesbiana, de Joyce Victoria Newrzella (Espanha)
Destroy Me, Please, de Flora Woudstra Hablé (Bélgica/Países Baixos/Líbano)
For Those Who Love, Leave, and Love Again, de Paolo Laganà (Alemanha)
kiss kiss bang bang, de Ollie Launspach (Países Baixos)
Larmes Crocodile, de Mathilde Sauvère, Jonathan Leggett e Achiraf Djakpa (Suíça)
Red Elephant, de Iqran Rasheed (Paquistão/Bélgica/Hungria/Portugal)
Sister of Mine, de André Vaara (Suécia)
Sunday Lunch, de Lyndon Henley Hanrahan (Reino Unido)

COMPETIÇÃO QUEER ART

A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto (Brasil)
A Sweetness from Nowhere, de Ester Bergsmark (Suécia)
Desire Lines, de Dane Komljen (Sérvia/Bósnia e Herzegovina/Países Baixos/Croácia/Alemanha)
Joy Boy: a Tribute to Julius Eastman, de Mawena Yehouessi, Fallon Mayanja, Rob Jacobs, Victoire Karera Kampire, Paul Shemisi e Anne Reijniers (Bélgica/República Democrática do Congo/França)
Life Is about Losing Everything, de Benjamin Ramírez Pérez e Stefan Ramírez Pérez (Alemanha/Países Baixos)
Não Resta Nada, de André Godinho (Portugal)
Nuestro Cuerpo Es una Estrella que Se Expande, de Semillites Hernández Velasco e Tania Hernández Velasco (México)
Uchronia: Parallel Histories of Queer Revolt, de Fil Ieropoulos (Grécia/Países Baixos)

PANORAMA

Barbara Forever, de Brydie O’Connor (EUA)
Blue Film, de Elliot Tuttle (EUA)
Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicolas Athané (França)
Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi (Espanha)
Outerlands, de Elena Oxman (EUA)
Prosecution, de Faraz Shariat (Alemanha)
Stop! That! Train!, de Adam Shankman (EUA)
Un jeune homme de bonne famille, de Sébastien Lifshitz (França)

RESISTÊNCIA QUEER

Cooking Up Democracy, de Monika Treut (Alemanha)
Desejo de Viver (mutatis mutandis), de Giorgia Narciso (Brasil)
Hélène trésore transnationale, de Judith Abitbol (França)
Pédale rurale, de Antoine Vazquez (França)

QUEER FAMILY

Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil)
Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil)

SESSÃO E CONVERSA
La conscience politique, de Léolo Victor-Pujebet (França)
*conversa com Geoffroy de Lagasnerie e Léolo Victor-Pujebet, com mediação de António Guerreiro

SESSÕES ESPECIAIS
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun (EUA/Canadá)
Natal Amargo, de Pedro Almodóvar (Espanha)

FILME DE ABERTURA
The Man I Love, de Ira Sachs (EUA/França)

FILME DE ENCERRAMENTO
Tangles, de Leah Nelson (EUA)

Foto: Bruno Polidoro.

50ª Mostra de São Paulo anuncia os primeiros títulos e filme de abertura

por: Cinevitor
Scarlett Johansson em Tigre de Papel, de James Gray: filme de abertura

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou os primeiros títulos confirmados e novidades de sua 50ª edição, que acontecerá entre os dias 15 e 29 de outubro e contará com títulos premiados e aclamados em diversos festivais. 

Neste ano, Tigre de Papel (Paper Tiger), drama criminal dirigido por James Gray, que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, será o filme de abertura da 50ª Mostra de São Paulo. Com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller no elenco, o longa tem distribuição no Brasil pela Diamond Films e é uma produção da brasileira RT Features, em parceria com Leone Film Group e Keep Head Productions

A obra acompanha dois irmãos que, em busca do sonho americano, envolvem-se em uma operação altamente perigosa e são arrastados para um submundo de corrupção e violência. À medida que se tornam alvos da máfia russa, o vínculo entre eles começa a se desgastar, tornando uma traição, antes impensável, em uma ameaça real. Além da sessão de abertura na Sala São Paulo, no dia 14 de outubro, Tigre de Papel terá exibições comerciais durante a Mostra

O diretor-geral da Diamond Films Brasil, Vinicius Pagin, comentou: “É uma honra para a Diamond Films abrir a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo pela quarta vez nos últimos cinco anos, especialmente nesta edição histórica, que celebra os 50 anos do festival. Paper Tiger, novo filme de James Gray apresentado no Festival de Cannes, tem uma conexão direta com o Brasil: é uma produção da RT Features, produtora nacional responsável pelo projeto. Abrir a Mostra com um filme de alcance internacional e assinatura brasileira reforça o compromisso da Diamond Films de levar ao público grandes obras do cinema independente e valorizar o talento do país”.

Rodrigo Teixeira, produtor e fundador da RT Features, também comentou: “Esta será a primeira exibição oficial de Paper Tiger em território brasileiro, e é uma grande satisfação apresentar um filme tão importante para a história da RT, dirigido por um grande parceiro, James Gray, com quem construí uma relação ao longo da minha trajetória. Observar James, Miles e Scarlett entregarem as performances de suas carreiras foi maravilhoso e estou muito animado para que o público possa conferir essa obra na abertura da Mostra, que molda a cinefilia de tantas pessoas”

Além disso, o cineasta James Gray assina o pôster desta edição histórica com um desenho exclusivo. O diretor de Tigre de Papel, que estará na noite de abertura, também receberá o Prêmio Leon Cakoff e participará de sessão dupla do filme e de uma masterclass mediada pelo cineasta brasileiro Walter Salles no dia 15 de outubro, na Sala Petrobras, no Solar Fábio Prado, administrado pela Fundação Padre Anchieta. O evento será aberto ao público, mediante compra de ingresso. A 50ª Mostra também promoverá uma retrospectiva com as obras de James Gray com títulos a serem confirmados em breve.

Diretor de Os Donos da Noite, Z: A Cidade Perdida, Era Uma Vez em Nova York, Ad Astra: Rumo às Estrelas e Armageddon Time, exibido na 46ª Mostra, Gray é um dos maiores cineastas norte-americanos contemporâneos. Em seus filmes, quase todos passados em sua cidade natal, Nova York, ele trata de temas como relacionamentos familiares complexos, o senso de dever, as repercussões da história e a imigração de forma muito pessoal; seus avós eram judeus russos. Admirado por cineastas como Martin Scorsese e Francis Ford Coppola, com quem é constantemente comparado, faz obras que descreve como operísticas; elas são realistas, mas sem medo da emoção genuína. 

Outro título confirmado na Mostra de São Paulo 2026 é A Terra do Meu Pai (Fatherland), do cineasta polonês Paweł Pawlikowski, de Ida e Guerra Fria, que venceu o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes deste ano. Com fotografia em preto e branco, o longa retrata a relação entre o escritor e Prêmio Nobel alemão Thomas Mann, interpretado por Hanns Zischler, e a filha Erika, papel de Sandra Hüller, atriz, escritora e pilota de rali. No auge da Guerra Fria, os dois embarcam em uma viagem de carro, a bordo de um Buick preto, por uma Alemanha em ruínas, de Frankfurt, sob domínio norte-americano, até Weimar, controlada pelos soviéticos.

Tao Okamoto e Virginie Efira em All of a Sudden

Ainda do Festival de Cannes, a seleção da 50ª Mostra contará com: All of a Sudden (Soudain), de Ryûsuke Hamaguchi, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Virginie Efira e Tao Okamoto; Minotaur, de Andrey Zvyagintsev, vencedor do Grande Prêmio do Júri, com Dmitriy Mazurov e Iris Lebedeva no elenco; Kokurôjô: The Samurai and the Prisoner, do cineasta japonês Kiyoshi Kurosawa, que foi exibido fora de competição; Everytime, da diretora austríaca Sandra Wollner, grande vencedor da mostra Un Certain Regard e que também será exibido no Festival de Toronto; Rehearsals for a Revolution, de Pegah Ahangarani, que levou o L’Œil d’or (Olho de Ouro) de melhor documentário; e Clarissa, dos nigerianos Arie Esiri e Chuko Esiri, exibido na Quinzena de Cineastas

As obras de Artavazd Peleshian, referência do documentário experimental, serão apresentadas em versões restauradas na 50ª Mostra. O diretor soviético é conhecido pelos filmes poéticos, que provocam o público com a substituição dos diálogos por músicas, narrativas alegóricas e um forte contraste em preto e branco. A programação contará com: Mountain Patrol (Lernayin parek, 1964); Land of the People (Zemlya lyudey, 1966); The Beginning (Skizbe, 1967); We (Menq, 1969); The Seasons (Vremena goda, 1975); Our Century (Mer dare, 1983); The End (Verj, 1992); e Life (Kyanq, 1993). 

Outro destaque desta edição: uma versão restaurada da clássica minissérie La Maison des Bois, de Maurice Pialat, será apresentada pela primeira vez no Brasil durante a 50ª Mostra de São Paulo. Lançada em 1971, a obra é um dos trabalhos mais marcantes da filmografia do diretor e integra a seção Mostra em Série. Uma oportunidade única de conferir a icônica obra francesa em uma nova cópia, recuperada para as telas atuais.

E mais: o pôster da 3ª Mostrinha também foi divulgado. A arte traz as figuras centrais do livro Meu Amigo, o Canguru, do cartunista e escritor Ziraldo. Na obra, o autor relembra uma história da própria infância: ao folhear uma enciclopédia, encontrou a imagem de um canguru e, imediatamente, se afeiçoou a ela. Batizado por Ziraldo de Gugu, o animal virou seu amigo imaginário e parceiro de aventuras, sonhos e fantasias. A publicação também aborda, de forma lúdica, explicações sobre o mundo e a criação das coisas, assim como os títulos exibidos na Mostrinha, que se dedica a aproximar as crianças das salas de cinema (clique aqui e confira).

A 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciará novos títulos e mais novidades deste ano em breve. 

Fotos: Divulgação/Diamond Films/Cinéfrance Studios.

Festival do Rio 2026: A Bola Preta, de Javier Calvo e Javier Ambrossi, será o filme de abertura

por: Cinevitor
A Bola Preta: filme premiado em Cannes abrirá o Festival do Rio 

O Festival do Rio 2026, que acontecerá entre os dias e 11 de outubro, revelou que o longa-metragem A Bola Preta (La Bola Negra), dirigido pela premiada dupla espanhola Javier Calvo e Javier Ambrossi, abrirá a 28ª edição. A estreia brasileira do filme acontecerá no histórico Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, tradicional palco da Gala de Abertura do Festival, marcando o início da maratona cinéfila na cidade. 

Produzido pela Netflix e com distribuição no Brasil pela Paris Filmes, o filme chega respaldado por sua vitoriosa passagem pelo Festival de Cannes, onde conquistou o prêmio de melhor direção para a dupla de cineastas. Selecionado também para importantes mostras internacionais, como San Sebastián e Sydney, a obra vem sendo apontada pela crítica mundial como um dos momentos mais potentes do cinema contemporâneo neste ano e certo na shortlist do Oscar de melhor filme internacional.

A escolha celebra a chegada dos Javis (Los Javis) ao Festival do Rio com seu trabalho mais ambicioso até hoje, renovando a tradição do evento de trazer as produções autorais mais instigantes e celebradas do circuito internacional de festivais para o público brasileiro

Ilda Santiago, diretora-executiva e de programação do Festival do Rio, comemora a escolha: “Javier Calvo e Javier Ambrossi são cineastas extraordinários com um olhar único para a complexidade humana e as questões do nosso tempo. A Bola Preta é uma obra arrebatadora, de enorme sensibilidade e força estética. É uma honra para o Festival do Rio receber a estreia nacional deste filme tão marcante e necessário no palco do Cine Odeon”

Inspirado na obra inacabada homônima de Federico García Lorca e na peça La piedra oscura, de Alberto Conejero, o longa é uma epopeia emocionante que cruza as trajetórias de três homens gays em três épocas marcantes da história espanhola: 1932, 1937 e 2017. As narrativas conectam-se de forma profunda e visceral através de temas como desejo, dor, memória, identidade e legado social. O filme estreia em circuito comercial no Brasil no dia 21 de janeiro de 2027.

Filmado em película 35mm, o projeto conta com um elenco de peso encabeçado pelo músico e ator Guitarricadelafuente, Miguel Bernardeau, Carlos González e Milo Quifes, além das participações especiais de Penélope Cruz e Glenn Close, e de nomes como Lola Dueñas, Antonio de la Torre e Natalia de Molina

O Festival do Rio é o maior festival de cinema da América Latina e a maior vitrine do cinema brasileiro. Desde sua criação, em 1999, exibiu mais de 7 mil longas-metragens nacionais e internacionais, incluindo obras premiadas nos principais festivais do mundo, como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto. Com uma programação que reúne mostras competitivas, seleções temáticas, sessões especiais e atividades formativas, o evento contribui de forma contínua para a formação de público e para a qualificação de profissionais do setor. O RioMarket, área de negócios do festival, acontece simultaneamente à programação de filmes e reúne profissionais, empresários e estudantes do audiovisual do Brasil e do exterior.

Foto: Divulgação.

13º Festival Cinema com Farinha: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do curta paraibano Como se Ninguém Estivesse Olhando, de Gi Ismael: filme premiado

Foram anunciados neste sábado, 29/08, os vencedores da 13ª edição do Cinema com Farinha, festival que acontece na cidade de Patos, no sertão da Paraíba. Neste ano, o evento recebeu 1.384 inscrições, um recorde histórico que reafirma a força e a diversidade do audiovisual independente

Entre os dias 26 e 29 de agosto, o sertão paraibano vivenciou encontros de manifestações culturais, através de exibições das produções audiovisuais regionais e nacionais, com espaços de encontro para discussão e aprendizagem. O evento, além de contar com exibições das mostras competitivas, também realizou lançamentos de filmes, mostras paralelas, apresentações culturais, debates e formações que transformaram Patos na cidade do cinema sertanejo.​

Para esta 13ª edição do Festival Cinema com Farinha, o júri foi formado por: Carlos Mosca, Fabi Melo e Raquel Ferreira na Mostra Brasil; e Alcides Neto, Raildon Lucena e Gabriel Bortolini na Mostra Paraíba. A cerimônia de premiação aconteceu no Patos Multiplex com a presença de realizadores, artistas e profissionais que fizeram parte desta edição. 

Conheça os vencedores do Festival Cinema com Farinha 2026:

MOSTRA BRASIL

Melhor Filme | Júri Oficial: A Casa Amarela, de Adriel Nizer (PR)
Melhor Filme | Júri Popular: O Fantasma de Deodato, de Maiara Líbano (RJ)
Melhor Direção: Leonardo Martinelli, por Samba Infinito
Melhor Roteiro: Ressonância, escrito por Anna Zêpa
Melhor Atriz: Kátia Horn, por A Casa Amarela
Melhor Ator: Wilson Rabelo, por Presépio
Menção Honrosa | Atuação: Dandara Arcebispo, por O Pai da Rainha de Angola
Melhor Fotografia: Samba Infinito, por João Atala
Melhor Direção de Arte: Recessão Econômica, por Carol Tanajura
Melhor Montagem: Presépio, por Gabriel Medeiros
Melhor Trilha Sonora: O Pai da Rainha de Angola, por Jonathan Ferr
Melhor Desenho de Som: Samba Infinito, por Fábio Carneiro

MOSTRA PARAÍBA

Melhor Filme | Júri Oficial: Como se Ninguém Estivesse Olhando, de Gi Ismael
Melhor Filme | Júri Popular: Chibata, de Eduardo P. Moreira
Menção Honrosa: Código para Eternidade, de Natalí Toledo
Melhor Direção: Gi Ismael, por Como se Ninguém Estivesse Olhando
Melhor Roteiro: Hipocondríaco, escrito por Paulo Roberto
Melhor Atriz: Fafá Dantas, por Hipocondríaco
Melhor Ator: Caé dos Santos, por Doula: Todos os Dias, o Nascer do Fim
Melhor Fotografia: Doula: Todos os Dias, o Nascer do Fim, por Diego Pontes
Melhor Direção de Arte: Babau, O Sanfoneiro Sonhador, por Carlos Mosca
Melhor Montagem: O Monstro do Sertão, por Diego Pontes
Melhor Trilha Sonora: Habeas Pinho, por Marcelo Alonso Neves
Melhor Desenho de Som: Nua, por Romero Coelho

PRÊMIO ESPECIAL
Mayana Neiva
Dadá Venceslau

Foto: Natália Di Lorenzo.

8º Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta rondoniense Poronga, de Rafael Rogante

A oitava edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte acontecerá entre os dias 23 e 27 de setembro no Teatro Amazonas, Teatro Gebes Medeiros e outros espaços culturais de Manaus, no Amazonas. Uma das novidades de 2026 será a estreia da mostra competitiva Amazônia de longas-metragens, que amplia o espaço dedicado à produção cinematográfica amazônica.

A programação vai reunir produções da Amazônia e de outras regiões do Brasil, entre mostras competitivas e não competitivas, além de atividades voltadas ao diálogo sobre cinema. Realizado pela Artrupe Produções, em parceria com o Cine Set, o festival tem como objetivo ampliar a visibilidade da produção audiovisual da Amazônia, além de trazer para Manaus produções de destaque de todas as regiões do Brasil, aliando exibição e diálogo sobre cinema.

Neste ano, o Olhar do Norte estreia a mostra competitiva Amazônia de longas-metragens com filmes realizados nos estados que integram a Amazônia Legal, como Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, ou dirigidos por cineastas desses estados.

O festival conta também com as mostras competitivas Amazônia de curtas-metragens, destinada a filmes produzidos nos estados da Amazônia Legal; Outros Nortes, voltada para produções e diretores dos demais estados brasileiros; e Olhar Panorâmico, que reúne uma seleção de trabalhos da Amazônia Legal. A programação inclui ainda a mostra não competitiva Olhinho, dedicada a filmes infantojuvenis e aberta a produções de todos os estados do Brasil, além de obras convidadas pela curadoria.

Além das exibições presenciais em Manaus, o festival amplia sua presença digital por meio de uma parceria com a plataforma Itaú Cultural Play, que disponibilizará on-line os filmes das mostras de curtas amazônicos e panorâmicos após o encerramento das sessões.

Conheça os filmes selecionados para o 8º Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte:

MOSTRA AMAZÔNIA | LONGAS-METRAGENS

Empresário do Terceiro Mundo, de Mateus Guzzo (PA)
Jamary, de Begê Muniz (AM)
Memória de Elefante, de Severino Neto (MT)
Terruá Pará, de Jorane Castro (PA)
Xingu, Nosso Rio Sagrado, de Angela Gomes (PA)

MOSTRA AMAZÔNIA | CURTAS-METRAGENS

A Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO)
A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR)
A Terra das Estrelas Distantes, de Felipe Aufiero (AM)
Através da Sacada, de Ana V. Araújo (RO)
BICI, A História de uma Bicicleta no Afuá, de Otoniel Oliveira (PA)
Capim, de Júlia Munhoz e Caio Pimenta (MT)
Como Ler o Vento, de Bernardo Ale Abinader e Sharon Hakim (CE/AM)
Crescente, de Maurício Moraes (PA)
Flores Secas, de Arnaldo Barreto (AM)
Maira Porongyta: O Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi (MT)
Minha Tia Suzi, de Tatiana Horevicht (MT)
O Olhar de Antônio, de Glória Albues (MT)
Por Onde Você Vai, de Bruma de Sá e Mauro Gruber (AM)
Poronga, de Rafael Rogante (RO)
Te Vejo Na Próxima Saída do Boi, de Keila-Sankofa e DaVárzea das Artes (PA)
Tukàn: A Semente Plantada, de Taciano Brito e Silvio Guajajara (MA)

OLHAR PANORÂMICO

Cabeça de Martelo, de Rafael Creder (AM)
Carne Crua, de Tarcísio Gabriel (PA)
De Volta ao Começo, de Sérgio Santos Barroso (TO)
Devaneios Rodoviários, de Pedro Bezerra (MA)
Frutinha, de Giovanni Ojeda (MT)
Limbo, de Sérgio Santos Barroso (MA)
Magrela, de Gian Danton (AP)
Maior que a Casa Toda, de Fabiano Barros e Neto Cavalcanti (RO)
Mala Preta, de Áurea Maranhão (MA)
No Limite do Lavrado, de Alex Pizano (RR)
O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (MT)
Praia Grande, de Fernando Segtowick e Lucas Domires (PA)
Quem é que Vai Nos Proteger Agora?!, de Eric Max (AM)
Rios de Memórias, de Cinema Instantâneo (RO)
Umassuma: Lascas de Memórias, de Guaracy Britto Jr. e Andrei Miralha (PA)
Ybi, de Eliza Telles e Begê Muniz (AM)

OUTROS NORTES

Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)
Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI)
Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (LK) (SP)
Éter, de Luiza Calagian (SP)
Floresta do Fim do Mundo, de Denilson Baniwa e Felipe M. Bragança (RJ)
Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS)
Kakxop Pahok: As Crianças Cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Lendas da Noite, de Olavo Toledo (SP)
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO)

LONGAS-METRAGENS CONVIDADOS

Concerto de Quintal, de Juraci Junior (RO)
Obeso Mórbido, de Diego Bauer (AM)

CURTAS-METRAGENS CONVIDADOS

3×4, de Juliana Tizatto (AM)
Kika Não Foi Convidada, de Juraci Junior (RO)
Tarde Dentro da Tarde, de Rafael Ramos (AM)
Zona XYZ, de Ricardo Manjaro e Henrique Amud (AM)

OLHINHO

À Primeira Vista, de Antonio Fargoni (RN)
Eu Acho que Não Vai Voar, de André Carlos Barbosa (SP)
Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR)
Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele Dourado (DF)
Luiz Miguel Contra o Monstro do Pântano, de Thiago Henrique Ferreira (PA)
Maior que a Casa Toda, de Fabiano Barros e Neto Cavalcanti (RO)
Memória de Pivete, de Pedro Santi (SP)
O Coração da Boiuna, de Andrei Miralha (PA)
Quando as Ondas do Mar Desligam, de Yasoda Nanda e Assaggi Piá (BA)
Versos que Voam, de Thayná Liartes (AM)

Foto: Divulgação.

Não Existe Almoço Grátis: documentário de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Documentário Não Existe Almoço Grátis estreia no dia 3 de setembro

O premiado documentário Não Existe Almoço Grátis, dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, 03/09, com distribuição da Descoloniza Filmes.

Os profundos danos durante a gestão da pandemia de Covid-19 foram acompanhados por outro vírus terrível: a fome. A falta de políticas públicas para enfrentar essa situação levou o MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, a organizar dezenas de Cozinhas Solidárias, distribuindo almoços grátis por todo o país. Em Brasília, três mulheres negras, Bizza, Jurailde e Socorro, lideram uma dessas Cozinhas Solidárias, localizada na maior favela do país, Sol Nascente, a apenas 30 km do centro da capital. No contexto da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, elas são encarregadas de cozinhar para as centenas de militantes do movimento que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia no dia 1º de janeiro.

As três protagonistas possuem arcos narrativos singulares apresentados de modo não linear ao longo do filme. Bizza sonha em construir sua casa e abrir seu próprio negócio no lote que conquistou através da luta no MTST; Jurailde, evangélica, vincula sua conexão com a terra à sua ancestralidade indígena e seu passado de trabalho infantil; e Socorro, por sua vez, descobre o orgulho de si ao formar sua própria família depois de ter sido abandonada pelo pai na infância.

“Costurando relatos íntimos ao registro vivo e em movimento da força da organização coletiva, o filme é um manifesto contra as máximas neoliberais da meritocracia, do individualismo e do lucro. Sua linguagem visual e sonora marca o contraste da desigualdade social no Distrito Federal, fazendo de Brasília uma personagem símbolo de injustiças a serem superadas. É nesta cidade partida que Socorro, Jurailde e Bizza se conhecem e se tornam coordenadoras de uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, distribuindo almoços grátis diariamente”, refletem os diretores Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.

Em meio a ameaças de golpe e crescente violência política, Não Existe Almoço Grátis acompanha esta saga de preparação logística e culinária massiva no contexto da posse presidencial mais paradigmática desde a redemocratização. Ao mesmo tempo, o filme traz entrevistas profundas com Bizza, Jurailde e Socorro, cujas vidas têm sido cheias de dificuldades, mas de muita resistência.

O longa traz também reflexões sobre a importância da organização coletiva e como laços de afeto e comunidade são essenciais para combater estruturas injustas e desafiar máximas de mérito e lucro individual. Na luta diária por moradia e contra a fome, Bizza, Jurailde e Socorro já antecipam muito do que sonham e provam que o futuro se cozinha hoje e a muitas mãos: “Há um pacto profundo entre filme e movimento social, do qual emerge a possibilidade de um mergulho na realidade do maior movimento urbano da América Latina e nos laços de afeto e comunidade fundamentais para combater as estruturas injustas de nossa sociedade. Em ano eleitoral, o filme é um lembrete de que a luta deve ser diária”, concluem Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.

Antes de sua chegada às salas de cinema, Não Existe Almoço Grátis construiu uma sólida e premiada trajetória pelos principais festivais do país. Sua caminhada começou no 27º Forumdoc.bh, integrando a Mostra Contemporânea Brasileira. Em seguida, na 56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, conquistou o público e a crítica na Mostra Brasília, onde foi consagrado com o prêmio de melhor filme pelo Júri Popular e recebeu uma Menção Honrosa do Júri Oficial. O apelo e o reconhecimento do público voltaram a se consagrar na 13ª Mostra Ecofalante de Cinema, onde o longa venceu novamente o prêmio de melhor filme pelo Júri Popular. A obra seguiu em exibição no Olhar de Cinema e integrou a Competitiva Nacional da 31ª edição do Festival de Cinema de Vitória, no qual recebeu mais uma Menção Honrosa do Júri Oficial. Já na 21ª Mostra do Filme Livre, recebeu o Prêmio Destaque.

Com produção executiva de Marcos Nepomuceno, Pedro Charbel e Evelyne Lessa, a direção de fotografia é assinada por André Hawk. A montagem é de Isabelle Araújo e Daniel Garcia, a colorização é de Saulo Silva e Claudia Daher e a música original é de Daniel Simitan. Felipy Andrade assina a supervisão de som e mixagem; a edição de ambiências é de Rodrigo Andrade com som e microfonação de André Ribeiro e assistência de edição de ambiências por Christian S. de Macedo. O design gráfico é de Thiago Rocha Ribeiro; Brenda Ximenes assina os efeitos visuais e Gabriel Stefano a masterização.

Assista ao trailer oficial de Não Existe Almoço Grátis, que estreia no dia 3 de setembro:

Foto: Divulgação.

Curta Kinoforum 2026: conheça os vencedores do Festival Internacional de Curtas de São Paulo

por: Cinevitor
Silvo Silva no curta potiguar Recife Tem um Coração, dirigido por Rodrigo Sena

Foram anunciados nesta sexta-feira, 28/08, na Cinemateca Brasileira, em cerimônia apresentada por Adriana Couto, os vencedores da 37ª edição do Curta Kinoforum, Festival Internacional de Curtas de São Paulo; o evento exibiu 211 filmes, de mais de 50 países e cinco continentes, em sua programação.

Neste ano, o Kinoforum inaugurou uma nova premiação em homenagem à fundadora do festival, a produtora Zita Carvalhosa. O júri, formado por Deborah Osborn, Lilian Solá Santiago e Luciana Rodríguez, escolheu um filme dentre as produções nacionais inéditas no Brasil, inscritas nas diversas mostras do evento: o curta paraibano Imagem Imaginada, de Diego Benevides, recebeu um prêmio de R$ 20.000,00 oferecido pela Associação Cultural Kinoforum, organizadora do festival.

O Prêmio Revelação, para cineastas de filmes realizados em cursos e oficinas audiovisuais, exibidos nas mostras Brasil e Cinema em Curso, foi entregue para Diálogo Bulbul, de Nicole Mendes, Bruno Churuska, Gledson Augusto, Yan Altino e Zimá Domingos. Esse prêmio tem como objetivo incentivar jovens talentos do audiovisual brasileiro em sua próxima produção, da filmagem à finalização de um curta de até 15 minutos. Para isso, o festival estabelece parcerias com empresas do setor e o curta-metragem viabilizado pelo Prêmio Revelação tem como compromisso estrear no Curta Kinoforum. O júri deste ano foi formado por Caio Lazaneo, Lara Lima e Raphael Camacho.

Como de costume, o público do festival escolhe seus filmes favoritos entre os exibidos nas mostras Limite, Internacional, Latino-Americana e Programas Brasileiros. Os dez curtas brasileiros e os dez estrangeiros mais votados foram anunciados, em ordem alfabética, durante a cerimônia de premiação e serão reexibidos no último fim de semana do evento.

Já o Prêmio API é concedido pela Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro a dois filmes: um da Mostra Limite e o outro da Mostra Latino-Americana. O Troféu Borboleta de Ouro reconhece três destaques (um brasileiro, um estrangeiro e um Prêmio Especial) para curtas que tratam da diversidade sexual selecionados pela equipe do Cineclube LGBTQIAP+. Por sua vez, o Troféu Kaiser Destaque ABCA, promovido pela Associação Brasileira de Cinema de Animação, elege o melhor filme animado exibido no evento.

Neste ano, entre os curtas da Mostra Brasil que se destaquem pela sua trilha sonora, foram concedidos ao filme vencedor um troféu e dez horas de supervisão musical no próximo projeto do realizador; aos cinco filmes finalistas foram concedidos um certificado e um workshop de supervisão musical.

Magali Biff no curta Mulher Papaya, de Camila Tarifa

Um júri composto pela Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, escolheu o melhor primeiro ou segundo filme entre os selecionados para a Mostra Brasil. Além disso, prêmios de aquisição, fruto de parcerias do evento com emissoras de TV e plataformas digitais de streaming, foram revelados. O Prêmio Canal Brasil de Curtas, no valor de R$ 15 mil e um contrato de licenciamento para o melhor filme dos programas brasileiros, escolhido por um júri especializado, teve como vencedor Morto Não, de Alex Reis.

O Prêmio TV Cultura, no valor de R$ 5 mil e destinado a curtas produzidos no estado de São Paulo, que serão exibidos na grade de programação da emissora, foi conquistado por Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv e Entre Mães, de V Magalhães. O Prêmio SescTV, destinado a diretores estreantes, contempla um filme brasileiro e um filme estrangeiro com R$ 6 mil cada, além de licenciamento pelo período de dois anos. O Prêmio Canal Curta!/Porta Curtas tem como proposta o licenciamento de um curta-metragem brasileiro (ou da Mostra Brasil), que autorize a exibição e a votação on-line na plataforma durante o período do evento.

O Prêmio Aquisição Spcine Play contemplou dois curtas-metragens selecionados com um contrato de R$ 5.000,00 para exibição na plataforma por 12 meses sem exclusividade. A seleção foi feita pela equipe curatorial da Difusão da Spcine entre os filmes paulistas selecionados para os Programas Brasileiros do festival que mais se destacaram em relação a mérito e adequação ao recorte curatorial da plataforma.

E mais: um curta premiado entre os filmes da Mostra Brasil participará por um ano do circuito CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, que promove sessões gratuitas de cinema pelo país com o objetivo de democratizar o acesso às produções audiovisuais, promover ações e práticas sustentáveis, a inclusão social e difundir a tecnologia da geração de energia solar. Pela participação não exclusiva, o curta receberá um prêmio de R$ 3.000,00.

Além disso, o júri do programa Laboratórios Kino destacou alguns projetos, que receberão alguns prêmios: o vencedor do Wipkino – Laboratório de Montagem receberá incentivos de pós-produção oferecidos pela Stone Milk. O projeto vencedor do Kinoforum Labs – Do Curta ao Longa receberá como prêmio uma mentoria integral em produção e direção destinada a fortalecer o desenvolvimento criativo, estratégico e de execução do projeto, através de três encontros virtuais personalizados com o diretor e produtor geral do Territorio LABEX Bernabé Demozzi; nos encontros, serão trabalhados os principais aspectos do projeto: design, plano de desenvolvimento, abordagem criativa, viabilidade e posicionamento para futuras instâncias de circulação. O projeto de longa-metragem também receberá incentivos oferecidos pela Stone Milk. Já o projeto premiado pela Incubadora Kino receberá todos os apoios de produção do Prêmio Revelação.

Conheça os vencedores do Curta Kinoforum 2026:

PRÊMIO ZITA CARVALHOSA
Imagem Imaginada, de Diego Benevides (PB)

PRÊMIO ZITA CARVALHOSA | MENÇÃO HONROSA
Mira, de Daniella Saba (SP)

PRÊMIO REVELAÇÃO
Diálogo Bulbul, de Nicole Mendes, Bruno Churuska, Gledson Augusto, Yan Altino e Zimá Domingos (RJ)

10+ BRASIL | FAVORITOS DO PÚBLICO

Brasa, de Diane Maia (SP)
Comunhão, de Pétala Lopes (SP)
Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (RO)
Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian (RJ)
Morto Não, de Alex Reis (SP)
Mulher Papaya, de Camila Tarifa (SP)
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Passado e Presente, de Filipe Bispo Barbosa (SP)
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN)
Valsa para Maria Domingas, de Eugênia Santana (SP)

10+ ESTRANGEIROS | FAVORITOS DO PÚBLICO

Meu Irmão Lyosha e Eu (Я и мой брат Лёша), de Lena Tronina (Cazaquistão)
Nascida Soldado (Je suis née soldat), de Sahara Moeini (França)
O Último Jogo (El último juego), de Daniel Chile (Cuba)
Os Mentirosos (Los Mentirosos), de Eduardo Braun Costa (Argentina/Brasil)
Para os Oponentes (Para los contrincantes), de Federico Luis (México/Chile/França/Reino Unido)
Por Favor (Please), de Anna Mantzaris (Suécia)
Ruído das Ondas (Szum fal), de Tomasz Wrobel (Polônia)
Trio, de Fridtjof Stensæth Josefsen e Morten Borgestad (Noruega)
Um Lobo nos Subúrbios (A Wolf in the Suburbs), de Amélie Hardy (Canadá)
Vida que Segue (Life Goes On), de Daniel Audritt e Kathryn Butterfield (Reino Unido)

DESTAQUE LGBTQIA+ | TROFÉU BORBOLETA DE OURO
Brasileiro: Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian (RJ)
EstrangeiroBolero Vermelho (Bolero Rojo), de Angel Molina (Paraguai/Nicarágua/França)
Prêmio Especial: Lorre Motta, por Revelação

PRÊMIO ABRACCINE | Associação Brasileira de Críticos de Cinema
Melhor Filme: Diu, de Camila Schincaglia (SP)
Menção Honrosa: Duwid Tuminkiz: Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapixana (PR)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Morto Não, de Alex Reis (SP)

DESTAQUE ABCA | MELHOR ANIMAÇÃO | TROFÉU KAISER
Melhor Filme: O Jardim (El Jardin), de Carolina Charadán e Miguel Machado (Cuba/Canadá/México)

PRÊMIO API
Mostra Latino-Americana | Melhor Filme: Ixquic, de Elvis Caj (Guatemala)
Menção Honrosa: Todos os Nomes Começam com M (Todos los nombres empiezan con M), de Carla Scolari (Argentina/Uruguai)
Mostra Limite | Melhor FilmeRaidinalha, de Marco Arruda (RS)
Menção Honrosa: Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT)

PRÊMIO Audiovibes | MELHOR TRILHA SONORA
Kakxop Pahok: As Crianças Cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Finalistas: Barulho, de Karen Suzane (RJ), Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ), A Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO) e O Véu, de Gabriel Motta (RS)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | PORTA CURTAS + CANAL CURTA!
O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | Spcine Play
Os Dias com Ela, de Lina Montanari (SP)
Brasa, de Diane Maia (SP)

SELEÇÃO ESPECIAL SESC TV
Nacional: O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL)
Estrangeiro: Astronauta, de Giorgio Giampà (Itália/França/Guatemala/México)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | TV CULTURA
Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv (SP)
Entre Mães, de V Magalhães (SP)

MENÇÃO TV CULTURA PARA NOVOS OLHARES
Entre Mães, de V Magalhães (SP)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | CineSolar
Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv (SP)

KINOFORUM LABS | DO CURTA AO LONGA
Lembrar de Mim, de Bárbara Bárcia

WIPKINO | Laboratório de Montagem
Feito Tatu, de Larissa Barbosa

INCUBADORA KINO
Vida Eterna, de Clari Ribeiro

Fotos: Wallace Santos/Divulgação.

Festival do Rio 2026: conheça os títulos selecionados para a Première Brasil

por: Cinevitor
Caique Copque e Ítalo Martins em A Margem do Rio, de Matheus Farias e Enock Carvalho

A 28ª edição do Festival do Rio, que acontecerá entre os dias  e 11 de outubro, anunciou os títulos selecionados para as mostras da Première Brasil, maior e mais importante vitrine do cinema nacional no evento: serão 101 filmes brasileiros exibidos na programação. 

Escolhidos entre um total de quase 1.500 longas e curtas-metragens inscritos, os filmes compõem um amplo panorama da produção audiovisual brasileira, reunindo diferentes narrativas, linguagens, gêneros e modos de produção, refletindo a vitalidade e a diversidade criativa do cinema realizado no país. A programação aproxima cineastas consagrados e novos talentos, reafirmando a capacidade do cinema brasileiro de se renovar, experimentar e ampliar suas formas de representar o Brasil; e o compromisso do Festival do Rio de promover a diversidade da produção nacional, revelar novas vozes e fortalecer o encontro entre os filmes e o público.

Os filmes em competição concorrem ao Troféu Redentor em diversas categorias, premiando talentos e profissionais de diversas áreas. O Festival do Rio traz ainda filmes em coprodução com o Brasil e uma mostra de séries brasileiras com lançamento previsto em 2026. As diversas mostras tradicionais do festival também apresentam produções brasileiras que dialogam com vários públicos e linguagens.

Os filmes estão distribuídos entre as seguintes mostras: competição de longas e curtas-metragens e Competição Novos Rumos, com 45 longas e curtas-metragens concorrendo ao Troféu Redentor; Hors Concours, que reúne filmes fora de competição em sessões especiais; Hors Concours Especial, que oferece a oportunidade de rever no cinema filmes que marcaram época em cópias restauradas, com a presença de equipe e elenco; Retratos, dedicada a documentários sobre trajetórias marcantes e às vezes pouco conhecidas da cultura e da sociedade brasileiras; Midnight Movies, voltada aos amantes de um cinema mais ousado, inventivo e provocador, tanto na linguagem quanto nos gêneros que explora; e O Estado das Coisas, com documentários que estimulam reflexões e debates sobre questões humanas, sociais e políticas do Brasil contemporâneo.

Uma das novidades desta edição é a mostra Nova Geração, dedicada à produção brasileira voltada ao público jovem e à toda a família. Com seis filmes, a seleção acompanha as transformações, os desejos e os conflitos das novas gerações, reunindo narrativas contemporâneas que dialogam com seus universos, sensibilidades e formas de expressão. A mostra também evidencia o esforço do cinema brasileiro para se aproximar desse público, compreender suas demandas e renovar as maneiras de contar histórias sobre e para os jovens.

Ana Luísa Camino no curta potiguar Fissuras, de Diana Coelho

A Première Brasil 2026 em números: 414 longas-metragens inscritos; 1.012 curtas-metragens inscritos; 101 filmes selecionados, entre longas e curtas-metragens; 45 filmes concorrendo ao Troféu Redentor; 15 longas-metragens em estreia mundial; e 5 séries brasileiras. A programação da Première Brasil inclui sessões seguidas de debates com realizadores, equipes e integrantes do elenco, aproximando o público dos processos de criação e produção dos filmes.

As sessões de gala dos filmes da Competição de longas e curtas-metragens acontecem no Estação Claro Gávea e, no dia seguinte, são exibidos em sessões a preços populares com debates no Cine Odeon: Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, na Cinelândia, região central da cidade. Já as mostras Competição Novos Rumos e O Estado das Coisas promoverão conversas com as equipes dos filmes após as sessões no Estação Claro Rio, no Cinesystem Botafogo e na nova sala do circuito, localizada na Fundação Getúlio Vargas.

O Festival do Rio também ultrapassa os limites das salas comerciais e chega aos cinemas do Circuito Cine Carioca, mantido pela Prefeitura, no Parque de Realengo, e na Areninha Cultural Renato Russo (Ilha do Governador), com uma programação especial. A iniciativa leva a produção brasileira a diferentes regiões da capital carioca, amplia o alcance dos filmes e contribui para a democratização do acesso ao cinema.

O Armazém da Utopia, sede do Festival do Rio, ocupa um espaço de cinco mil metros quadrados na região revitalizada do Cais do Porto. O local abriga o credenciamento, a sala de imprensa e o RioMarket, área de negócios do festival, que oferece uma programação diária de palestras, seminários, encontros e workshops, reunindo centenas de profissionais do mercado audiovisual.

Em comunicado oficial, Ilda Santiago, diretora do Festival do Rio, disse: “O cinema brasileiro é sempre surpreendente e demonstra, ano após ano, uma vitalidade que chama a atenção por sua renovação, ousadia e força. A Première Brasil é um grande tapete vermelho de talentos e a prova concreta de que, se há um setor para onde a atenção deve se voltar por sua capacidade de impacto e crescimento, é o cinema e suas múltiplas expressões”

Conheça os títulos selecionados para a Première Brasil 2026:

PREMIÈRE BRASIL | LONGAS | FICÇÃO

A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias
A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr.
Diário do Fogo, de Maju de Paiva e Bernardo Florim
Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira, de Cristiane Oliveira e Gustavo Galvão
Funk, de Aly Muritiba
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
Maria de Maria, de Luiza Shelling Tubaldini
O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite
Oceânico, de Guilherme Coelho
Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins

PREMIÈRE BRASIL | LONGAS | DOCUMENTÁRIO

A Extraordinária Vida de Vera Valdez, de Fabio Meira
Alucinação, de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano
Cão Sem Plumas, de Camila Valença
Dragões, de Miguel Antunes Ramos
Elza, de Eryk Rocha
Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo
O Sertão das Nossas Memórias, de Lucia Murat
Uma Missa para Dom Angélico, de Emilia Silveira

PREMIÈRE BRASIL | CURTAS METRAGENS

3×4, de Juliana Tizatto
A Casa de Dona Carlota, de Lili Fialho e Bruna Linzmeyer
Better Future, de Jungle
Boulevard Arrudas, de Matheus Moura
Fissuras, de Diana Coelho
Fortaleza, de Michel Stolnicki
Joqueta, de Luciana Vieira
Lagoa do Abandono, de Diego Maia
Pedra-Mar, de Janaína Lacerda
Reteté, de Donna Oliveira
Santo, de Maria Luísa Alves

PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS | LONGAS

144: Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca
Isabel, de Gabe Klinger
Jardim dos Silêncios, de Henrique Dantas
Malick, de Cassio Tolpolar e Modou Awa Dieye
Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur
O Deserto de Luiza, de Alan Minas
Talismã, de Thais Fujinaga
Turma 101, de Wagner Novais

PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS | CURTAS

Consolo, de Johnny Massaro
Floresta do Fim do Mundo, de Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa
Fundura, de Catapreta
Laser-Gato, de Lucas Acher
Mira, de Daniella Saba
Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim
Os Beatos, de Valentin Lebeau
Um Domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque

PREMIÈRE BRASIL | GALA DE ENCERRAMENTO
100 Dias, de Carlos Saldanha

PREMIÈRE BRASIL | HORS-CONCOURS

As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, de Diego Freitas
Fernanda, de Pedro Waddington
Justino: Nos Bastidores do Reino, de José Eduardo Belmonte
Ney por trás das Máscaras, de Esmir Filho
Pai de Primeira Viagem, de Mariana Youssef
Pitico: Hermes Ayres Azevedo (1881-1959) – Historiador da Província, de Julio Bressane
Se Eu Fosse Você 3, de Anita Barbosa
Sedução, de Zelito Viana e Marcos Palmeira
Tempo à Faca, de Diogo Oliveira
Verão da Lata, de Santiago Dellape

PREMIÈRE BRASIL | HORS-CONCOURS ESPECIAL

Janela da Alma, de João Jardim e Walter Carvalho (2001)
O Tempo e o Lugar, de Eduardo Escorel (2008)
Paraíso Semiárido, de Eduardo Escorel
Tarantino’s Mind, de 300ml (2006) (curta-metragem)

PREMIÈRE BRASIL | RETRATOS

Aldir Blanc: Resposta ao Tempo, de Marcus Fernando e Hugo Sukman
Alegria Brasil, Estrelando Maria Alcina, de Elizabete Martins Campos
Amor e Fé: Chica Xavier, de Clementino Junior
Baile das Luzes, de Vincent Rosenblatt
Cansei de Ser Galã, de Bento Marzo e Eduardo Ades
Cony, Retrato Íntimo, de Marcos Ribeiro
Flora & Airto: O Som Revolucionário, de Jom Tob Azulay
Mario Carneiro: Gravura Feita de Luz, de Beth Formaggini
O Gesto Entre Nós, de Roberto Bomtempo
Squel: Confissões de uma porta-bandeira, de Celina Torrealba e Zeca Brito
Taísa Machado: Em Estado de Encontro, de Milena Manfredini (curta-metragem)
Tempos de Inocência, de Gregory Baltz e Kaio Caiazzo (curta-metragem)
Vivo 76, de Lírio Ferreira
Wonderful, de Susanna Lira

PREMIÈRE BRASIL | O ESTADO DAS COISAS

Duwid Tuminkiz: Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapixana (curta-metragem)
Nação Ubuntu: A Voz dos Silenciados, de Paulo Henrique Fontenelle
No Passo da Cobra, de Estevão Ciavatta Pantoja Franco
Pontos de Partida, de Silvio Tendler
Por Que Não?, de Maria Prata
Tanaru, de Julia Mariano (curta-metragem)
Vitória da Paz, de Ricardo Calil, Fábio Gusmão e Dudu Levy
Vozes na Sua Cabeça, de Douglas Duarte

PREMIÈRE BRASIL | MIDNIGHT MOVIES

Chuva Ácida: Histórias do Crepúsculo de Cubatão, de Cláudia Pereira
Morfeu e Caronte, de Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr. (curta-metragem)
Overman, de Tomás Portella
Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner

PREMIÈRE BRASIL | NOVA GERAÇÃO

Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, de Edu Felistoque, Brenda Lígia e Everton Amorim
Cinderela do Samba, de Magna Domingues (curta-metragem)
Feito Pipa, de Allan Deberton
Medley, de Ana Luiza Azevedo
Minha Primeira Namorada, de Jonathan Haagensen e Kátia Lund
O Capitão Engarrafado, de Guilherme Reis

PREMIÈRE BRASIL | SÉRIES

Amora, de Juliana Rojas (Canal Brasil)
Cidade de Deus 2: A Luta Não Para, de Aly Muritiba (HBO Max)
Delegado, de Leonardo Lacca e Marcelo Lordello (Canal Brasil)
Especial Afronta!, de Juliana Vicente
Marília Mendonça: Sentimento Louco, de Susanna Lira (MGM Amazon Studios)

PREMIÈRE BRASIL | PANORAMA CARIOCA | LONGAS

A Última Noite, de Pedro Belchior Costa e Jhenifer Emerick
O Cinema Possível, de Luiz Carlos Lacerda

PREMIÈRE BRASIL | PANORAMA CARIOCA | CURTAS

A Casa do Pai, de Patrick Sampaio
Amor Inteligente, de José Bial
Helena! Cinema!, de Cavi Borges e Christian Caselli
Pique-Pega, de Mia Lima Rocha
Revelação, de Gabriela I. Gaia

PREMIÈRE BRASIL | ITINERÁRIOS ÚNICOS

Cadu Barcellos: Cria Não Morre, Vira Lenda, de Wagner Novais (curta-metragem)
Me Deixa Ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla
Mounir, de Juliana Borges
Pardo é Papel, de Alexis Zelensky

PRODUÇÕES BRASILEIRAS EM OUTRAS MOSTRAS

Elefantes na Névoa (Elephants in the Fog), de Abinash Bikram Shah (Nepal/França/Alemanha/Brasil/Noruega) (Expectativa)
Furies, de Rami Kodeih (Líbano/Brasil) (Expectativa)
Glaxo, de Benjamín Naishtat (Argentina/Brasil) (Première Latina)
La Perra, de Dominga Sottomayor (Chile/Brasil) (Première Latina)
Quem Matou Narciso? (Narciso), de Marcelo Martinessi (Alemanha/Brasil/Espanha/França/Paraguai/Portugal/Uruguai) (Première Latina)
Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis meses en el edificio rosa con azul), de Bruno Santamaría Razo (México/Brasil/Dinamarca) (Première Latina)
Vinchuca (Kissing Bug), de Luis Zorraquin (Argentina/Brasil) (Première Latina)

Fotos: Victor Jucá/Vitória Oliveira. 

Oscar 2027: 15 longas estão habilitados e disputam indicação brasileira na categoria de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Gero Camilo em Papagaios, de Douglas Soares

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta segunda-feira, 24/08, a lista com os 15 longas-metragens brasileiros que estão habilitados e seguem na disputa por uma indicação à vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2027

A Comissão de Seleção deste ano, composta por 15 membros titulares, sendo 12 eleitos em votação entre os sócios da Academia e três indicados pela diretoria, irá se reunir no dia 9 de setembro para a escolha de uma pré-lista com seis títulos. A decisão final do título escolhido será anunciada no dia 16 de setembro. A cerimônia da 99ª edição do Oscar será realizada no dia 14 de março de 2027. De acordo com as regras da AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, os nomes dos membros da comissão não podem ser divulgados antes do anúncio do filme escolhido.

A seleção do representante do Brasil no Oscar considera filmes que estrearam em salas de cinema entre 1º de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026 e estiveram em cartaz por pelo menos sete dias consecutivos em cinemas comerciais com fins lucrativos em benefício de seu produtor e exibidor. A Academia Brasileira de Cinema é a única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que concorre a uma indicação na categoria de melhor filme internacional

Conheça os 15 longas-metragens brasileiros habilitados:

100 Dias, de Carlos Saldanha
A Conspiração Condor, de André Sturm
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo
Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini
Dolores, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes
Feito Pipa, de Allan Deberton
Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias
Malês, de Antonio Pitanga
Nosso Segredo, de Grace Passô
O Rei da Internet, de Fabrício Bittar
Papagaios, de Douglas Soares
Quando Vira a Esquina, de Chris Alcazar
Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins

Foto: Divulgação/Olhar Filmes.

54º Festival de Cinema de Gramado: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Premiados no palco do Palácio dos Festivais

Foram anunciados neste sábado, 22/08, no Palácio dos Festivais, os vencedores da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que reuniu cineastas, artistas, jornalistas, estudantes e diversos profissionais do audiovisual ao longo de onze dias de evento. 

Neste ano, o mais tradicional festival de cinema do Brasil exibiu 61 filmes em dez diferentes mostras com um público estimado em mais de 20 mil pessoas entre sessões lotadas no Palácio dos Festivais e no Hotel Serrazul. A programação contou com mostras competitivas, sessões especiais, homenagens, debates e atividades de mercado. Ao todo, foram entregues 59 prêmios, sendo 40 kikitos e mais de R$ 500 mil em prêmios em dinheiro. Com apresentação do jornalista cultural Roger Lerina, da radialista Marla Martins e do ator e diretor Silvio Guindane, a cerimônia de premiação teve transmissão ao vivo para todo o país no Canal Brasil, na TVE e no canal do YouTube da Gramadotur.

O kikito de melhor filme foi para o mineiro Nosso Segredo, de Grace Passô, que ganhou três prêmios. O longa também conquistou os kikitos de melhor fotografia para Wilssa Esser e melhor direção de arte para Lucas Osório. Já o cearense Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton, recebeu cinco prêmios, entre eles, o de melhor longa-metragem brasileiro pelo Júri Popular. O prêmio de melhor longa brasileiro pelo Júri da Crítica ficou com Leite em Pó, de Carlos Segundo, uma coprodução entre Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Norte, que também venceu como melhor roteiro e melhor desenho de som, com três prêmios no total.

Teca Pereira: melhor atriz por Feito Pipa

Nesta edição do festival, a curadoria da mostra de longas-metragens brasileiros e documentais foi formada por Camila Morgado, Ana Flavia Cavalcanti e Marcos Santuario. O júri foi composto pela atriz Cris Vianna, pelo diretor e roteirista Fabio Meira, pela atriz Helena Ranaldi, pela pesquisadora, crítica de cinema e curadora Kênia Freitas e pelo ator Marcelo Serrado. O Júri da Crítica contou com: a jornalista e documentarista Flavia Guerra; a jornalista e professora Pâmela Eurídice; o documentarista e crítico Rafael Valles; a jornalista e diretora Simone Zuccolotto; e o pesquisador e crítico Victor Souza

A premiação da mostra competitiva Sedac/Iecine de longas-metragens gaúchos e da mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros aconteceu na sexta-feira, 21/08, enquanto os vencedores da Mostra de Curtas Gaúchos foram conhecidos no domingo, dia 16/08. 

Ao longo dos onze dias, o festival reuniu produções brasileiras e gaúchas em suas mostras competitivas, além de documentários, curtas-metragens, sessões especiais e lançamentos. A programação reforçou o papel de Gramado como vitrine para novos filmes e ponto de encontro entre realizadores, artistas, profissionais da indústria e público, celebrando a diversidade da produção audiovisual nacional.

Conheça os vencedores do Festival de Cinema de Gramado 2026:

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: Nosso Segredo, de Grace Passô (MG)
Melhor Filme | Júri Popular: Feito Pipa, de Allan Deberton (CE)
Melhor Filme | Júri da CríticaLeite em Pó, de Carlos Segundo (MG/SP/RN)
Melhor Direção: Allan Deberton, por Feito Pipa
Melhor Atriz: Teca Pereira, por Feito Pipa
Melhor Ator: Christian Malheiros, por Justino: Nos Bastidores do Reino e José Loreto, por Chorão: Só os Loucos Sabem
Melhor Atriz Coadjuvante: Naruna Costa, por Pele de Rinoceronte
Melhor Ator Coadjuvante: Lázaro Ramos, por Feito Pipa
Melhor Roteiro: Leite em Pó, escrito por Carlos Segundo e Rafael Copel
Melhor Fotografia: Nosso Segredo, por Wilssa Esser
Melhor Direção de Arte: Nosso Segredo, por Lucas Osório
Melhor Montagem: Justino: Nos Bastidores do Reino, por André Finotti e José Eduardo Belmonte
Melhor Trilha MusicalChorão: Só os Loucos Sabem, por Otávio de Moraes
Melhor Desenho de Som: Leite em Pó, por Waldir Xavier
Menção Honrosa: Yuri Gomes, por Feito Pipa
Menção Honrosa: Onna Silva, por Justino: Nos Bastidores do Reino

LONGAS-METRAGENS DOCUMENTAIS

Melhor Filme: Gonzaguinha, Da Maior Liberdade, de Susanna Lira (RJ)
Menção Honrosa: Empeleitada, de Micaele Xukuru, Chico Ludermir e Sergio Borges (PE)

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Edison Vara/Ag. Pressphoto.

Festival de Gramado 2026: conheça os curtas-metragens brasileiros e longas gaúchos premiados

por: Cinevitor
Francisco Gaspar: melhor ator pelo curta Pão Doce

Os primeiros kikitos da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado começaram a ser entregues na noite desta sexta-feira, 21/08, no palco do Palácio dos Festivais. A cerimônia, apresentada por Marla Martins, Roger Lerina e Silvio Guindane, foi marcada pela premiação dos melhores filmes nas mostras de curtas-metragens brasileiros e longas-metragens gaúchos

Na mostra competitiva SEDAC/Iecine de longas-metragens gaúchos, Filhas da Lua, de Tatiana Sager, foi o grande vencedor e levou os prêmios de melhor filme pelo Júri Oficial e Júri Popular; A História Mais Triste do Mundo, de Hique Montanari, também se destacou com seis kikitos. Entre os curtas, 씨발 (Shibal), de João Rubio Rubinato, conquistou o troféu de melhor filme da mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros

O Júri Oficial da mostra de curtas brasileiros foi formado por Eva Pereira, Gabriela Loran, Ícaro Silva, Leonardo Martinelli e Marcos Veras. O Júri da Crítica contou com Flavia Guerra, Pâmela Eurídice, Rafael Valles, Simone Zuccolotto e Victor Souza. O júri de longas gaúchos foi formado por Milton do Prado, Rodrigo Antonio e Vitória Strada. Já o júri do Prêmio Canal Brasil de Curtas foi composto por André Zuliani, Marcelo Cajueiro, Mariana Toledo, Ticiano OsórioYasmine Evaristo.

A cerimônia dedicada ao cinema gaúcho também contou com a entrega do Prêmio Leonardo Machado à atriz e produtora cultural Silvia Duarte, além dos Prêmios Iecine para Renato Dornelles e Tatiana Sager, na categoria Destaque; Marcio Reolon e Filipe Matzembacher em Inovação; e a produtora Gisele Hiltl na categoria Legado.

Além disso, La Perra, longa dirigido por Dominga Sotomayor, que traz Selton Mello no elenco e foi exibido na Quinzena de Cineastas, em Cannes, encerrou as sessões do Festival de Cinema de Gramado 2026 nesta sexta-feira, com uma exibição hors-concours no Palácio dos Festivais. Antes da sessão, Andrea Beltrão foi homenageada e enviou um vídeo de agradecimento pelo Troféu Oscarito, já que não pode comparecer à cerimônia por motivos de saúde.

Neste sábado, dia 22/08, todas as atenções se voltam para a cerimônia que encerra oficialmente o 54º Festival de Cinema de Gramado. No Palácio dos Festivais, serão revelados os vencedores da mostra competitiva de longas-metragens brasileiros e da mostra competitiva de documentários brasileiros

Conheça os primeiros vencedores do 54º Festival de Cinema de Gramado:

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: 씨발 (Shibal), de João Rubio Rubinato (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Divino: Sua Alma, Sua Lente, de Clea Torres e Gilson Costa; codireção: Divino Tserewahú (MT)
Melhor Filme | Júri da Crítica: Mulher Papaya, de Camila Tarifa (SP)
Prêmio Especial do Júri: Revelação, de Gabriela I. Gaia (RJ/SP/FR)
Melhor Direção: Wesley Gabriel Silva Santos, por Pão Doce
Melhor Ator: Francisco Gaspar, por Pão Doce
Melhor Atriz: Chris Couto, por Um Passeio
Melhor Roteiro: Mulher Papaya, escrito por Camila Tarifa
Melhor Fotografia: Pique-Pega, por Felipe Ovelha
Melhor Montagem: Divino: Sua Alma, Sua Lente, por Gilson Costa e Thamires Coelho
Melhor Trilha Musical: Graxa e o Zepelim, por Ângelo de Souza
Melhor Direção de Arte: A Menina que Queria Ser Pedra, por Jackson Abacatu
Melhor Desenho de Som: Fúrias, por Marcos Lopes
Prêmio Canal Brasil de Curtas: Revelação, de Gabriela I. Gaia (RJ/SP/FR)

LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS

Melhor Filme: Filhas da Lua, de Tatiana Sager (Porto Alegre)
Melhor Filme | Júri Popular: Filhas da Lua, de Tatiana Sager (Porto Alegre)
Melhor Direção: Hique Montanari, por A História Mais Triste do Mundo
Melhor Ator: Arthur Seidel, por A História Mais Triste do Mundo
Melhor Atriz: Áurea Baptista, por Remanente – Voltagem
Melhor Roteiro: A História Mais Triste do Mundo, escrito por Hique Montanari
Melhor Fotografia: A História Mais Triste do Mundo, por Juarez Pavelak
Melhor Direção de Arte: Remanente – Voltagem, por Tiago Retamal
Melhor Montagem: Filhas da Lua, por Gabriel Sager Rodrigues
Melhor Desenho de Som: A História Mais Triste do Mundo, por Gabriela Bervian
Melhor Trilha Musical: A História Mais Triste do Mundo, por João Vitor Costa Dias

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio Iecine Destaque: Renato Dornelles e Tatiana Sager
Prêmio Iecine Inovação: Márcio Reolon e Filipe Matzembacher
Prêmio Leonardo Machado: Silvia Duarte
Prêmio Iecine Legado: Gisele Hiltl

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.