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Cannes 2024: A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, é selecionado para a Quinzena de Cineastas

por: Cinevitor
A Queda do Céu: documentário brasileiro selecionado

Organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF), desde 1969, a Quinzena de Cineastas (Quinzaine des Cinéastes), antes chamada de Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes, colabora com a descoberta de novos cineastas independentes e contemporâneos.

Com o objetivo de ser eclética e receptiva a todas as formas de expressão cinematográfica, a Quinzena destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular, com cineastas talentosos e originais.

Neste ano, em sua 56ª edição, que acontecerá entre os dias 15 e 25 de maio, o cinema brasileiro ganha destaque com A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, documentário que apresenta um diálogo com o livro homônimo de Davi Kopenawa, xamã Yanomami e um dos maiores líderes indígenas do mundo, e de Bruce Albert, antropólogo francês. A obra é considerada por muitos especialistas como um clássico contemporâneo

Esta não é a primeira vez de Eryk em Cannes. Em 2004, o cineasta disputou a Palma de Ouro de melhor curta-metragem por Quimera e, em 2016, recebeu o L’Œil d’or (Olho de Ouro) de melhor documentário por Cinema Novo, seu sétimo longa: “Uma alegria imensa retornar ao Festival de Cannes. Será minha terceira participação. Em 2016, Cinema Novo nasceu lá e viajou o mundo! Foi muito emocionante, ganhamos o L’Œil d’or de melhor filme documental do festival. Agora, com a A Queda do Céu na Quinzena de Cineastas será uma belíssima oportunidade e uma dupla celebração: de ver e ouvir explodir na tela o sonho e a luta do povo Yanomami e da força poética e geopolítica do xamã, filósofo e líder Davi Kopenawa. E, ainda, acompanhar a trajetória de um cinema que acreditamos e que está fora dos modismos e das convenções. De um cinema sem fórmulas, que navega no desconhecido, que transita entre a materialidade e o espírito e cuja linguagem surge da nossa relação com os Yanomamis e a comunidade de Watorikɨ, e que nasce, também, do nosso encontro com artistas Yanomamis que participaram criativamente da realização deste filme”, comentou Eryk.

O filme é uma codireção com a artista Gabriela Carneiro da Cunha: “Essa é minha estreia na direção no cinema. É uma grande emoção estar em Cannes, na Quinzena de Cineastas, em uma mostra reconhecida por sua ousadia e apuro estético. Esse é um filme que busca uma linguagem própria e essa busca foi completamente acolhida pela curadoria. De certo modo, é bonito pensar que o filme A Queda do Céu irá nascer na França, terra de Bruce Albert, um dos autores do livro homônimo e que em breve estará também circulando na Terra Indígena Yanomami”, complementou a diretora.

O longa é centrado na festa Reahu, ritual funerário e a mais importante cerimônia dos Yanomami, que reúne centenas de parentes dos falecidos com a finalidade de apagar todos os rastros daquele que se foi e assim colocá-lo em esquecimento. A partir de três eixos fundamentais do livro (Convite, Diagnóstico e Alerta), o filme apresenta a cosmologia do povo Yanomami, o mundo dos espíritos Xapiri, o trabalho dos xamãs para segurar o céu e curar o mundo das doenças produzidas pelos não-indígenas, o garimpo ilegal, o cerco promovido pelo povo da mercadoria e a vingança da Terra.

“A Queda do Céu é a expressão cinematográfica do arrebatamento que tivemos ao ler o livro. Mas principalmente da nossa relação e do que foi vivido em carne, osso e espírito ao longo dos últimos sete anos ao lado de Davi, Watorikɨ e os Yanomami. É um filme onde a câmera não olha só para os Yanomami, mas para nós não indígenas também. E isso sempre foi um fundamento do filme tanto para mim quanto para Eryk. Trabalhamos para fazer um filme que expressasse a materialidade onírica de uma relação”, explica Gabriela. O filme é produzido pela Aruac Filmes, é uma coprodução Brasil, Itália e França, da Hutukara Associação Yanomami e Stemal Entertainment com Rai Cinema e produção associada de Les Films d’ici.

Seguindo a edição anterior, a seleção de 2024 é menos uma tentativa de traçar um mapa da produção cinematográfica global do que de criar uma linha editorial composta por apostas genuínas, favoritos e filmes que têm sido intensamente debatidos no seio da comissão. A principal bússola sempre foi a singularidade da mise-en-scène de um filme, bem como sua poesia, sua potência afetiva, seu imaginário e sua autenticidade. 

O comunicado oficial diz: “A comissão prestou igual atenção a todas as formas e estilos cinematográficos: ficção, documentário, animação, experimental, cinema de género (comédia, fantasia, terror, etc.) e filmes de ensaio. Foram considerados todos os filmes recebidos, dos mais aguardados aos mais discretos, com a mesma graciosidade. A Quinzena continuará a celebrar o cinema em toda a sua diversidade”

O pôster deste ano é assinado pelo cineasta japonês Takeshi Kitano e foi criado a partir de uma pintura dele; o design gráfico é de Michel Welfringer. Sobre o cartaz, o ator, escritor, comediante, pintor e diretor japonês de quase 20 filmes, entre eles Kids Return: De Volta às Aulas, exibido na Quinzena de 1996, disse: “Interprete-a como quiser. O título é Takeshi!”

Confira a lista completa com os filmes selecionados para a Quinzena de Cineastas 2024:

LONGA-METRAGEM

A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha (Brasil)
A Savana e a Montanha, de Paulo Carneiro (Portugal)
À son image, de Thierry de Peretti (França)
Algo viejo, algo nuevo, algo prestado, de Hernán Rosselli (Argentina)
Bakeneko Anzu-chan, de Yôko Kuno e Nobuhiro Yamashita (Japão)
Christmas Eve in Miller’s Point, de Tyler Taormina (EUA)
Eat the Night, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (França)
Eephus, de Carson Lund (EUA)
Gazer, de Ryan J. Sloan (EUA)
Good One, de India Donaldson (EUA)
La Prisonnière de Bordeaux, de Patricia Mazuy (França)
Les Pistolets en plastique, de Jean-Christophe Meurisse (França) (filme de encerramento)
Los hiperbóreos, de Cristóbal León e Joaquín Cociña (Chile)
Ma vie Ma gueule, de Sophie Fillières (França) (filme de abertura)
Mongrel (白衣蒼狗), de Chiang Wei Liang e You Qiao Yin (Taiwan)
Namibia no sabaku, de Yôko Yamanaka (Japão)
Sharq 12, de Hala Elkoussy (Egito)
Sister Midnight, de Karan Kandhari (Índia)
To a Land Unknown, de Mahdi Fleifel (Palestina/Dinamarca)
Une langue universelle, de Matthew Rankin (Canadá)
Volveréis, de Jonás Trueba (Espanha)

CURTA-METRAGEM

Après le soleil, de Rayane Mcirdi (França/Argélia)
Immaculata, de Kim Lêa Sakkal (Líbano)
Les Météos d’Antoine, de Jules Follet (França)
Một lần dang dở, de Nguyễn Trung Nghĩa (Vietnã)
Nuestra sombra, de Agustina Sánchez Gavier (Argentina)
O Jardim em Movimento, de Inês Lima (Portugal)
Quando a Terra Foge, de Frederico Lobo (Portugal)
Totemo mijikai, de Kōji Yamamura (Japon)
Very Gentle Work, de Nate Lavey (EUA)

SESSÃO ESPECIAL
Histoires d’Amérique: Food, Family and Philosophy, de Chantal Akerman (1989) (Bélgica)

Foto: Divulgação/Aruac Filmes.

Cannes 2024: Baby, de Marcelo Caetano, é selecionado para a 63ª Semana da Crítica

por: Cinevitor
João Pedro Mariano e Ricardo Teodoro no brasileiro Baby, de Marcelo Caetano 

Foram anunciados nesta segunda-feira, 15/04, os filmes selecionados para a Semana da Crítica 2024 (Semaine de la Critique), mostra paralela ao Festival de Cannes que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar novos cineastas inovadores do mundo todo. 

Em sua 63ª edição, a Semana da Crítica, que acontecerá entre os dias 15 e 23 de maio, terá o cineasta espanhol Rodrigo Sorogoyen como presidente do júri; a atriz ruandesa Eliane Umuhire, a produtora francesa Sylvie Pialat, a diretora de fotografia belga Virginie Surdej e o crítico de cinema canadense Ben Croll completam o time de jurados. 

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com o longa-metragem Baby, dirigido por Marcelo Caetano, cineasta mineiro radicado em São Paulo. Depois de estrear seu primeiro filme, Corpo Elétrico, no Festival de Roterdã, Marcelo comemora a seleção em Cannes: “Baby não poderia nascer em melhor lugar. A Semana da Crítica é a mostra dedicada aos diretores em primeiro e segundo longa. É um espaço para um cinema de invenção, para novas temáticas e linguagens. Alguns dos cineastas que mais me influenciaram foram descobertos pela Semana”.

O filme também marca mais um projeto de Marcelo rodado no centro de São Paulo: “Baby é uma carta cheia de paixão e dor ao Centro de São Paulo, lugar que eu filmo há quinze anos, desde meus primeiros curtas-metragens. Em Baby, os personagens estão em constante movimento. Eles cruzam as ruas da cidade em busca de liberdade e da realização de seus desejos. É um filme antes de tudo sobre a cumplicidade e a amizade, em meio ao caos”, conta o diretor.

Baby conta a história de uma paixão tumultuada, de uma amizade cheia de desencontros: “Os personagens principais se conhecem em um momento de abandono e formam uma nova família. Apesar das diferenças e dos atritos, eles se agarram um ao outro. É difícil dar um nome para a relação deles, é uma paixão meio doida, é também uma amizade cheia de desencontros. No fundo, os dois lutam para pôr fim à solidão que a vida impõe sobre eles”, revela Marcelo Caetano. No elenco principal estão João Pedro Mariano e Ricardo Teodoro, além de Ana Flavia Cavalcanti, Bruna Linzmeyer, Luiz Bertazzo, Marcelo Varzea, Mauricio de Barros, Patrick Coelho, Kyra Reis, Baco Pereira, Sylvia Prado, Ariane Aparecida, Victor Hugo Martins e Kelly Campello.  

Baby é uma coprodução entre Brasil, França e Holanda e contou com recurso públicos geridos pela ANCINE, Agência Nacional do Cinema, e apoio do Aide Aux Cinémas Du Monde, Centre national du cinéma et de l’image animée e do Institut Français. Foi produzido com o apoio do HBF, Hubert Bals Fund, do Festival de Roterdã, e do NFF, Netherlands Film Fund. É uma coprodução da Spcine, Telecine, Canal Brasil e Vitrine Filmes, que também assina a distribuição.

Com roteiro de Marcelo Caetano e Gabriel Domingues, a fotografia é assinada por Joana Luz e Pedro Sotero; a direção de arte é de Thales Junqueira e a montagem de Fabian Remy; Gabriela Campos assina o figurino e a maquiagem é de Tatiana Manfrim. A trilha sonora original é de Bruno Prado e Caê Rolfsen

O pôster desta 63ª edição traz a atriz e diretora francesa Hafsia Herzi no longa Le ravissement, de Iris Kaltenbäck, que recebeu o Prêmio SACD na edição passada. Neste ano, foram 1.050 longas-metragens inscritos e onze selecionados, de oito países. Os curtas-metragens, que somam 2.150 inscrições, serão anunciados em breve.

Conheça os filmes selecionados para a Semana da Crítica 2024:

COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM

Baby, de Marcelo Caetano (Brasil/França/Holanda)
Blue Sun Palace, de Constance Tsang (EUA)
Julie zwijgt (Julie Keeps Quiet), de Leonardo Van Dijl (Bélgica/Suécia)
La Pampa (Block Pass), de Antoine Chevrollier (França)
Locust, de KEFF (Taiwan/França/EUA)
Rafaat einy ll sama (The Brink of Dreams), de Nada Riyadh e Ayman El Amir (Egito/França/Dinamarca/Qatar/Arábia Saudita)
Simon de la montaña (Simon of the mountain), de Federico Luis (Argentina/Chile/Uruguai)

SESSÕES ESPECIAIS | LONGAS

Animale, de Emma Benestan (França/Bélgica) (filme de encerramento)
La mer au loin (Across the Sea), de Saïd Hamich Benlarbi (França/Marrocos/Bélgica/Qatar)
Les Fantômes (Ghost Trail), de Jonathan Millet (França/Alemanha/Bélgica) (filme de abertura)
Les Reines du drame (Queens of Drama), de Alexis Langlois (França/Bélgica)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 29º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

por: Cinevitor
Pedro Fiuza: diretor do curta premiado A Edição do Nordeste

Foram anunciados neste sábado, 13/04, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, os vencedores da 29ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, principal evento dedicado ao audiovisual não ficcional na América Latina, fundado e dirigido por Amir Labaki.

A programação exibiu, de forma gratuita, um total de 77 títulos, de 34 países, entre longas e curtas-metragens, em salas de cinema de São Paulo e do Rio de Janeiro. Suas retrospectivas celebraram o cineasta britânico Mark Cousins e o centenário de um dos grandes expoentes do audiovisual brasileiro, Thomaz Farkas.

O júri das competições brasileiras foi composto pela documentarista, historiadora, professora e ativista Edileuza Penha de Souza; pela editora de som Miriam Biderman e pelo cineasta Walter Lima Jr. Dirigido por Renato Barbieri, Tesouro Natterer foi eleito o vencedor da Competição Brasileira de longas ou médias-metragens e recebeu o prêmio de R$ 20.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade. A justificativa do júri diz: “Pelos compromissos com pesquisa, com o tempo e a memória, pela bela fotografia”.

O melhor curta-metragem brasileiro, eleito pelo mesmo júri, foi As Placas São Invisíveis, de Gabrielle Ferreira, que recebeu como prêmio R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade. A justificativa diz: “Pelo convite de refletir sobre a invisibilidade das barreiras sociais, políticas e econômica, que muitas vezes impedem a plena participação de todos os indivíduos na sociedade e, consequentemente, no acesso à permanência ao ensino superior público e de qualidade”.

Foi outorgada Menção Honrosa para Aguyjevete Avaxi’i, de Kerexu Martim: “Pelo cuidado, pela poesia, mas sobretudo pela reconstrução da vida. Pelo semear, acompanhar, crescer, colher, debulhar, preparar e alimentar. Como diria Chico Buarque, ‘Afagar a terra. Conhecer os desejos da terra. Cio da terra, a propícia estação. E fecundar o chão'”, disse o júri.

Documentário premiado: Tesouro Natterer, de Renato Barbieri

Para as competições internacionais, o time de jurados foi formado pela cineasta brasileira Helena Solberg, pelo cineasta e crítico britânico Mark Cousins e pelo realizador e produtor brasileiro Sérgio Tréfaut. O grande vencedor da Competição Internacional de longas ou médias-metragens foi o alemão Cento e Quatro, dirigido por Jonathan Schörnig. Para o júri: “Um filme que olha para uma das mais importantes questões dos nossos tempos, imigração, de uma forma crua, envolvente e cheia de adrenalina. À medida que se desenrola em tempo real, percebemos que este filme deveria ser visto em todos os lugares”. O longa recebeu R$ 12.000 e o Troféu É Tudo Verdade.

O júri concedeu Menção Honrosa para Diários da Caixa Preta, de Shiori Ito: “Um excepcional, corajoso e profundamente emocionante retrato de uma mulher resistindo ao poder masculino. Sua persistência e rigor jornalístico ajudaram a mudar a lei no Japão”; e uma Menção Especial para Zinzindurrunkarratz, de Oskar Alegria, “uma generosa e sensorial peregrinação experimental pela memória e pelo som”.

Só a Lua Entenderá, dirigido por Kim Torres, foi eleito o melhor curta-metragem internacional, e recebeu R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade. Segundo o júri oficial: “Um retrato poético e onírico da infância e do envelhecimento. Um filme de momentos mágicos”.

Reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos como um festival classificatório para o Oscar, o É Tudo Verdade qualifica automaticamente as produções vencedoras nas competições brasileira e internacional de longas/médias-metragens e de curtas-metragens para inscrição direta visando a disputa da estatueta dourada para melhor documentário.

Na cerimônia desta 29ª edição também foram anunciados alguns prêmios paralelos, como o Prêmio Canal Brasil de Curtas no valor de quinze mil reais; o vencedor, escolhido pelo júri formado por Ana Paula Barbosa, Janda Montenegro, Paola Piola, Raphael Camacho e Ricardo Ferreira foi o potiguar A Edição do Nordeste, de Pedro Fiuza. A justificativa diz: “Por apresentar uma montagem criativa sobre a cultura e imaginário nordestino através do cinema”. E mais: o Prêmio Mistika, no valor de R$ 8.000,00 em serviços de pós-produção digital, foi anunciado junto ao prêmio oficial de melhor curta-metragem brasileiro; e teve também o Prêmio EDT, da Associação de Profissionais de Edição Audiovisual, para a melhor montagem de um curta e um longa.

Conheça os vencedores do É Tudo Verdade 2024:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Tesouro Natterer, de Renato Barbieri

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
As Placas são Invisíveis, de Gabrielle Ferreira

MENÇÃO HONROSA
Aguyjevete Avaxi’i, de Kerexu Martim

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Cento e Quatro (Einhundertvier), de Jonathan Schörnig (Alemanha)

MENÇÃO HONROSA
Diários da Caixa Preta (Black Box Diaries), de Shiori Ito (Japão/EUA/Reino Unido)

MENÇÃO ESPECIAL
Zinzindurrunkarratz, de Oskar Alegria (Espanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
Só a Lua Entenderá (Solo la Luna Comprenderá), de Kim Torres (Costa Rica/EUA)

PREMIAÇÕES PARALELAS

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
A Edição do Nordeste, de Pedro Fiuza

PRÊMIO EDT (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual)
Melhor Montagem | Longa: Fernanda Young: Foge-me ao Controle, por Ítalo Rocha
Melhor Montagem | Curta: Utopia Muda, por Lucas Lazarini e Julio Matos

Foto: Marcos Finotti/Divulgação.

Festival de Cannes 2024: Motel Destino, de Karim Aïnouz, está na disputa pela Palma de Ouro

por: Cinevitor
Karim Aïnouz em Cannes: cinema cearense na corrida pela Palma de Ouro

O Festival de Cannes 2024, que acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio, anunciou nesta quinta-feira, 11/04, em uma coletiva apresentada por Iris Knobloch, presidente do festival, e Thierry Frémaux, diretor geral, os filmes selecionados para sua 77ª edição.

Neste ano, o cinema brasileiro ganha destaque com Motel Destino, do cineasta cearense Karim Aïnouz, que retorna pelo segundo ano consecutivo à Competição Oficial. Desta vez, o diretor desembarcará na cidade francesa com seu longa-metragem filmado inteiramente no Ceará, seu estado natal; em 2023, concorreu com Firebrand, seu primeiro projeto em língua inglesa. O thriller erótico que marca a sexta passagem de Aïnouz pelo evento, um recorde no cinema nacional, traz como protagonistas Iago Xavier e Nataly Rocha, selecionados por teste entre mais de 500 atores, e Fabio Assunção.

Em comunicado oficial, o diretor disse: “É sempre muito emocionante ter um filme selecionado para o Festival de Cannes. Embora seja a minha sexta vez aqui, parece a primeira. Foi lá que estreei com Madame Satã, há mais de 20 anos, exibi na Quinzena dos Realizadores Abismo Prateado e fui premiado com A Vida Invisível na mostra Un Certain Regard. Foi no festival que dividi com o grande público Marinheiro das Montanhas, um filme tão pessoal sobre a história dos meus pais, e também Firebrand”.

Elemento recorrente na filmografia de Karim Aïnouz, o erotismo é o pano de fundo deste oitavo longa de ficção do diretor. Ele apontou suas lentes para as cores fortes e vibrantes do litoral nordestino, que dão a tônica visual-narrativa da nova obra: “Hoje meu coração está em festa. Retornar ao festival com um filme que marca a minha volta ao Brasil, depois de tanto tempo longe e de quatro anos de um governo fascista, é uma comemoração dupla, uma volta dobrada para casa. Motel Destino é um filme insaciável, sedento e sensual. Nesse retorno, me dei o prazer de explorar novas possibilidades estéticas e dramatúrgicas. Sob o sol implacável do Ceará, ousei sonhar um filme novo, com muito suor, tesão, alegria e a vitalidade própria de quem tem fome de existir”, disse o diretor.

O estabelecimento de beira de estrada que dá título ao novo filme é, segundo Karim, “o principal personagem do enredo e o local onde se entrecruzam questões crônicas da realidade brasileira”. O longa é um retrato íntimo de uma juventude que teve seu futuro roubado por uma elite tóxica e esmagadora, contra a qual a insubordinação e revolta são, não raramente, a saída possível: “Me interessa muito falar de desejo e revolta, temas de absoluta relevância no Brasil contemporâneo. Motel Destino é uma saga do encontro de um rapaz em fuga, totalmente vulnerável, com uma mulher aprisionada pelas dinâmicas de um casamento abusivo. Unidos pelo destino, seus caminhos se cruzam e a história se desenrola”, resumiu Aïnouz.

A narrativa nasceu da parceria de Karim com o Laboratório de Cinema do Porto Iracema das Artes, escola de formação em artes da Secretaria de Cultura do Ceará, gerida em parceria com o Instituto Dragão do Mar, com sede em Fortaleza. O diretor é um dos criadores do laboratório, o CENA 15, onde atuou como tutor durante nove anos e do qual hoje é mentor. Foi lá que ele convidou o roteirista cearense Wislan Esmeraldo para desenvolver o roteiro do projeto. Mais tarde, Mauricio Zacharias se juntou ao processo, repetindo a parceria realizada com o cineasta em Madame Satã e O Céu de Suely.

“Eu me inspirei bastante na pornochanchada e no cinema noir. Posso resumir Motel Destino como um thriller erótico, mas ele é, antes de tudo, uma história de amor. O amor entre um jovem periférico que vive à revelia de um sistema que o quer morto e uma mulher que resiste aos atentados do patriarcado contra a sua própria vida”,  adiantou Aïnouz.

Por trás das câmeras, a diretora de fotografia Hélène Louvart, renomada por seus trabalhos em A Vida Invisível e Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre, captura com sutileza as nuances visuais do filme. A montadora Nelly Quettier, reconhecida por Beau Travail e Lazzaro Felice, imprime uma precisão rítmica à narrativa. O diretor de arte Marcos Pedroso, de Madame Satã e Praia do Futuro, agrega uma rica expressão artística à obra. A produção foi liderada por Janaina Bernardes (Cinema Inflamável) e Fabiano Gullane e Caio Gullane (Gullane). Além dos três protagonistas já mencionados, Renan Capivara, Yuri Yamamoto, Fabíola Líper, Isabela Catão, Jupyra Carvalho, David Santos e Bruna Beserra completam o elenco.

Antes de Motel Destino, Karim rodou mais recentemente Firebrand, com Alicia Vikander e Jude Law, no Reino Unido, Marinheiro das Montanhas e Nardjes A. na Argélia, A Vida Invisível (2019) no Rio de Janeiro, que foi o grande vencedor da Un Certain Regard em 2019, e Aeroporto Central (2018) em Berlim. Com filmagens divididas entre Brasil e Alemanha, Praia do Futuro (2014) foi o último projeto realizado por Karim em solo cearense, embora a maior parte da trama tenha sido ambientada na cidade europeia.

Motel Destino é uma produção da Cinema Inflamável e Gullane, coproduzido internacionalmente pela francesa Maneki Films e pela alemã The Match Factory, em associação com Brouhaha Entertainment e Written Rock Films (UK). O filme também é coproduzido por Globo Filmes, Telecine e Canal Brasil e conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. No Brasil, será distribuído pela Pandora Filmes, enquanto The Match Factory responde pelas vendas internacionais.

Ainda na disputa pela Palma de Ouro, Grand Tour, do cineasta português Miguel Gomes, conta com dois brasileiros na equipe de direção de arte: Thales Junqueira e Marcos Pedroso; este último também assina a mesma função em Motel Destino.

Neste ano, o consagrado cineasta George Lucas, das franquias Star Wars e Indiana Jones, será homenageado com a Palma de Ouro honorária. A mostra paralela Un Certain Regard terá o cineasta e ator canadense Xavier Dolan como presidente do júri. O filme de abertura desta edição será a comédia Le Deuxième Acte, de Quentin Dupieux, que será exibida fora de competição; o elenco conta com Léa Seydoux, Louis Garrel, Vincent Lindon, Raphaël Quenard, Manuel Guillot e Françoise Gazio.

A 77ª edição do Festival de Cannes, que terá a cineasta Greta Gerwig como presidente do júri, anunciará novos títulos na programação em breve.

Confira a lista completa com os filmes selecionados para o Festival de Cannes 2024:

COMPETIÇÃO OFICIAL

All We Imagine as Light, de Payal Kapadia (França/Índia/Holanda/Luxemburgo)
Anora, de Sean Baker (EUA)
Bird, de Andrea Arnold (Reino Unido/EUA/França/Alemanha)
Diamant Brut (Wild Diamond), de Agathe Riedinger (França)
Emilia Perez, de Jacques Audiard (México/EUA/França)
Feng Liu Yi Dai (Caught by the Tides), de Jia Zhangke (China)
Grand Tour, de Miguel Gomes (Portugal/Itália/França/Alemanha/Japão/China)
Kinds of Kindness, de Yorgos Lanthimos (Irlanda/Reino Unido)
L’Amour ouf, de Gilles Lellouche (França/Bélgica)
Limonov, The Ballad, de Kirill Serebrennikov (Itália/França)
Marcello Mio, de Christophe Honoré (França/Itália)
Megalopolis, de Francis Ford Coppola (EUA)
Motel Destino, de Karim Aïnouz (Brasil)
Oh, Canada, de Paul Schrader (EUA)
Parthenope, de Paolo Sorrentino (Itália/França)
Pigen med nålen (The Girl With the Needle), de Magnus von Horn (Dinamarca)
The Apprentice, de Ali Abbasi (EUA/Canadá/Dinamarca/Irlanda)
The Shrouds, de David Cronenberg (França/Canadá)
The Substance, de Coralie Fargeat (EUA)

UN CERTAIN REGARD

Armand, de Halfdan Ullmann Tøndel (Noruega/Holanda/Suécia/Alemanha)
Boku no Ohisama (My Sunshine), de Hiroshi Okuyama (Japão)
Gou Zhen (Black Dog), de Guan Hu (China)
L’Histoire de Souleymane, de Boris Lojkine (França)
Le Procès du chien (Who Let The Dog Bite?), de Lætitia Dosch (França)
Le Royaume, de Julien Colonna (França)
Les Damnés (The Damned), de Roberto Minervini (Bélgica/França/Itália)
Norah, de Tawfik Alzaidi (Arábia Saudita)
On Becoming a Guinea Fowl, de Rungano Nyoni (Reino Unido/Zâmbia/Irlanda)
Santosh, de Sandhya Suri (Índia)
September Says (Soeurs), de Ariane Labed (Irlanda/Reino Unido/Alemanha/Grécia/França)
The Shameless, de Konstantin Bojanov (Bulgária/França/Suíça)
The Village Next To Paradise, de Mo Harawe (Áustria/França/Somália/Alemanha)
Viêt and Nam, de Minh Quý Trương (Vietnã/Filipinas)
Vingt Dieux!, de Louise Courvoisier (França)

FORA DE COMPETIÇÃO

Furiosa: Uma Saga Mad Max, de George Miller (Austrália/EUA)
Horizon: An American Saga, de Kevin Costner (EUA)
Le Deuxième Acte, de Quentin Dupieux (França) (filme de abertura)
Rumors, de Evan Johnson, Galen Johnson e Guy Maddin (Canadá/Alemanha)
She’s Got No Name, de Peter Ho-Sun Chan (China)

CANNES PREMIÈRE

C’est pas moi, de Leos Carax (França)
En fanfare (The Matching Bang), de Emmanuel Courcol (França)
Everybody Loves Touda, de Nabil Ayouch (França/Marrocos)
Le Roman de Jim, de Arnaud Larrieu e Jean-Marie Larrieu (França)
Miséricorde, de Alain Guiraudie (França)
Rendez-vous avec Pol Pot, de Rithy Panh (França/Camboja)

SESSÕES ESPECIAIS

Apprendre, de Claire Simon (França)
Ernest Cole, photographe (Ernest Cole: Lost and Found), de Raoul Peck (EUA/França)
L’Invasion (The Invasion), de Sergei Loznitsa (Ucrânia)
La Belle de Gaza, de Yolande Zauberman (França)
Le Fil, de Daniel Auteuil (França)

SESSÃO DA MEIA-NOITE

I, The Executioner, de Seung-wan Ryoo (Coreia do Sul)
Les Femmes au balcon, de Noémie Merlant (França)
The Surfer, de Lorcan Finnegan (Austrália/Irlanda)
Twilight of the Warriors: Walled In, de Soi Cheang (Hong Kong) 

Foto: Divulgação.

Coringa: Delírio a Dois, com Joaquin Phoenix e Lady Gaga, ganha trailer

por: Cinevitor
Lady Gaga e Joaquin Phoenix: em outubro nos cinemas!

Sucesso de público e de crítica em 2019, Coringa, dirigido por Todd Phillips, baseado nos personagens da DC Comics e protagonizado por Joaquin Phoenix, foi o grande vencedor do Festival de Veneza e arrecadou mais de um bilhão de dólares em bilheteria.

No longa, ambientado em 1981, Arthur Fleck trabalha como palhaço durante o dia e tenta a sorte como comediante de stand-up à noite, mas descobre que a piada é sempre ele mesmo. Preso em uma existência cíclica, oscilando entre a realidade e a loucura, ele toma uma decisão equivocada que causa uma reação em cadeia, com consequências cada vez mais graves e letais, nesta exploração ousada do personagem. Um homem lutando para se integrar à sociedade despedaçada de Gotham.

No ano seguinte de sua estreia, Coringa foi premiado no Oscar com duas estatuetas douradas: melhor ator para Joaquin Phoenix e melhor trilha sonora para Hildur Guðnadóttir. Por conta do sucesso, a Warner Bros. Pictures resolveu apostar em uma continuação do filme.

Com estreia marcada para o dia 3 de outubro deste ano, Coringa: Delírio a Dois, no original Joker: Folie à Deux, traz novamente Joaquin Phoenix no papel principal. Porém, desta vez, ele não está mais sozinho: Lady Gaga completa o elenco como Arlequina.

Poucas informações foram divulgadas sobre a sequência, mas Todd Phillips segue na direção; assim como Lawrence Sher na fotografia e Hildur Guðnadóttir na trilha sonora. O elenco traz ainda Zazie Beetz, Catherine Keener, Brendan Gleeson, Ken Leung, Steve Coogan, Jacob Lofland, Gattlin Griffith, entre outros.

Confira o primeiro trailer de Coringa: Delírio a Dois, divulgado nesta terça-feira, 09/04:

Foto: Reprodução/YouTube.

Com Rodrigo Faro, Silvio, filme baseado na vida de Silvio Santos, ganha trailer

por: Cinevitor
Rodrigo Faro em cena: protagonista

Baseado em fatos reais e utilizando o sequestro sofrido por Silvio Santos como fio condutor, o longa Silvio, dirigido por Marcelo Antunez, de O Palestrante e Polícia Federal: A Lei é Para Todos, chega aos cinemas no dia 5 de setembro.

Na trama, o maior apresentador do Brasil relembra sua história de vida e revela acontecimentos dos bastidores que nunca foram mostrados para o público antes. Após um hiato de 15 anos como ator, Rodrigo Faro retornou aos sets de filmagens apenas para interpretar Silvio Santos. O ator recebeu a bênção do próprio Silvio, que, em 2018, durante programa ao vivo, disse que sempre havia sonhado em ter um filme seu para mostrar para seus netos. Animado com o projeto, Faro revelou ainda que encara este filme como o maior desafio da sua carreira até hoje.

O roteiro é assinado por Anderson Almeida, de Spectros e No Mundo da Luna, com tratamento estrutural de roteiro de Newton Cannito, de 9mm: São Paulo e Magal e os Formigas. O filme convida o público para um mergulho na intimidade do empresário a partir de um dos momentos mais desafiadores da sua vida: quando, após receber sua filha, Patrícia Abravanel, sã e salva de um sequestro, que durou sete dias, passa, ele próprio, a ser refém em sua casa, em São Paulo.

“Além de contar a trajetória do Silvio, apresentador e empresário, o filme também fala sobre a relação de pais e filhos, é muito bonito e instigante. É um filme comovente, forte e sincero. Vale a pena assistir no telão do cinema”, revela o ator Johnnas Oliva, que dá vida ao sequestrador Fernando Dutra Pinto. Silvio traz ainda outros grandes nomes no elenco, como Vinícius Ricci, Fellipe Castro, Polliana Aleixo, Adriana Lodoño, Ana Paula Lopez, Marjorie Gerardi, Duda Mamberti, Eduardo Reyes, Bruna Aiiso, Lara Córdula e Paulo Gorgulho.

Com fotografia de Uli Burtin, direção de arte de Antônio de Freitas, montagem de Renato Lima e trilha sonora de Xuxa Levy, o longa será distribuído pela Imagem Filmes.

Confira o trailer de Silvio:

Foto: Maristela Filmes.

Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, é o grande vencedor do 50º Festival Sesc Melhores Filmes

por: Cinevitor
Cinco prêmios para Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho

Foram anunciados nesta quarta-feira, 03/04, no CineSesc, em São Paulo, os vencedores do 50º Festival Sesc Melhores Filmes, que elege as melhores produções nacionais e estrangeiras na opinião da crítica especializada e do público. A cerimônia de premiação foi apresentada pelo ator Fabrício Boliveira.

Neste ano, os filmes e os profissionais de destaque do cinema nacional e internacional foram escolhidos através de 10.500 mil votos ao total. O júri especializado contou com 128 críticos e críticas de diversas regiões do país. Após a coroação dos premiados nas 12 categorias do festival, o público presente no CineSesc conferiu o filme Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges.

O mais antigo festival de cinema de São Paulo celebra 50 anos com 52 títulos em exibição no CineSesc e na plataforma Sesc Digital. A programação é composta pelos filmes mais votados dentre os 396 longas-metragens que chegaram aos cinemas comerciais em todo o Brasil ao longo de 2023. Neste ano, Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, foi consagrado com cinco prêmios, entre eles, melhor filme segundo o público.

Além da exibição dos títulos mais votados, a programação contempla exibições especiais para todos os públicos. A Faixa Histórica promove a exibição gratuita de clássicos restaurados da cinematografia brasileira, que foram consagrados na categoria de melhor filme nas edições anteriores do festival. A seleção é composta por dez filmes, dois por década: A Herança (1970), de Ozualdo Candeias; Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues; Pixote, a Lei do Mais Fraco (1980), de Hector Babenco; A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral; Terra Estrangeira (1995), de Walter Salles e Daniela Thomas; Baile Perfumado (1996), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas; Cidade de Deus (2001), de Fernando Meirelles; Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho; Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert; e Aquarius (2016), de Kleber Mendonça Filho.

Além de integrar a programação de clássicos, a exibição de Xica da Silva faz parte da homenagem concedida à atriz Zezé Motta, protagonista do filme, que completa 56 anos de carreira e participação em mais de 50 filmes. A programação conta também com uma homenagem a Eduardo Coutinho, com a exibição de dois dos documentários mais prestigiados de sua filmografia: Jogo de Cena (2007) e Cabra Marcado pra Morrer (1984); antes da sessão deste último, será exibido o curta-metragem Eu Fui Assistente do Eduardo Coutinho, de Allan Ribeiro, um dos principais vencedores da Mostra Tiradentes de 2024

A seleção dos Melhores também oferece sessões especiais de quatro filmes brasileiros ainda inéditos nos cinemas, sempre com um bate-papo com a equipe após as exibições. Os títulos são: Seu Cavalcanti, de Leonardo Lacca; A Flor do Buriti, de João Salaviza e Renée Nader Messora; Estranho Caminho, de Guto Parente; e A Batalha da Rua Maria Antônia, de Vera Egito. As crianças também são bem-vindas no 50º Festival Sesc Melhores Filmes com o CineClubinho, que exibe filmes com apelo infantil: Wonka e as animações Perlimps, de Alê Abreu, e Elementos.

Marcélia Cartaxo em A Hora da Estrela: cópia restaurada

O cinema brasileiro na telona do CineSesc será muito bem representado com 15 produções recentes. Entre elas, estão: o thriller pernambucano Propriedade, de Daniel Bandeira; a releitura do clássico literário Dom Casmurro por Julio Bressane em Capitu e o Capítulo; as cinebiografias Mussum, o Filmis, de Silvio Guindane, e Meu Nome é Gal, de Dandara Ferreira e Lô Politi; os sucessos de bilheteria Minha Irmã e Eu, de Susana Garcia e O Sequestro do Voo 375, de Marcus Baldini; e os elogiados Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho e Mato Seco em Chamas, da dupla Joana Pimenta e Adirley Queirós.

A 50ª edição traz ainda atividades formativas, como uma aula especial com Adirley Queirós, um dos diretores do premiado Mato Seco em Chamas, filme presente na programação. Além dela, o Conversas, encontro realizado no saguão do CineSesc, convida o público para discutir temas como Ética no Set e Cinema em Tempos de Inteligência Artificial, e ainda homenagear um dos mais importantes cineastas brasileiros em Dez Anos Sem Coutinho.

A plataforma Sesc Digital também recebe programação do Festival Sesc Melhores Filmes com a disponibilização gratuita de nove títulos. Seis deles estiveram entre os mais votados dos últimos anos, os outros são três clássicos premiados em edições anteriores: Mephisto (1981), de István Szabó; As Invasões Bárbaras (2003), de Denys Arcand; e A Vida dos Outros (2007), de Florian Henckel von Donnersmarck.

As sessões acessíveis do 50º Festival Sesc Melhores Filmes contarão com tecnologia CineAssista, por meio de um equipamento fornecido gratuitamente pelo CineSesc que integra os três recursos de acessibilidade em tempo real. Além deste, o público ainda poderá utilizar aplicativos como MovieReading e Mobi Load, disponíveis nas versões Android e iOS, em seus próprios aparelhos celulares.

Segundo Luiz Galina, diretor do Sesc São Paulo, o festival trabalha para a ampliação do acesso a diversas produções nacionais e internacionais, possibilitando que novos adeptos se aproximem das salas e se engajem no movimento coletivo em prol das exibições públicas: “Trata-se de uma iniciativa que pode ser mais bem compreendida quando se considera a ação do Sesc na esfera cinematográfica como um todo, privilegiando estratégias de popularização de práticas culturais; daí a noção de cinema expandido, que ajuda a aproximar obras e pessoas por meio da ocupação de lugares variados”.

Os ingressos para as sessões do 50º Festival Sesc Melhores Filmes terão valor único de dez reais. Já as exibições da Faixa Histórica, CineClubinho e Sessões Especiais, com apresentação e debates, serão gratuitas, com retirada de ingresso uma hora antes na bilheteria do CineSesc. Todos os títulos premiados terão pelo menos uma exibição durante o Melhores, no CineSesc. O festival segue até 24 de abril, oferecendo de forma híbrida uma programação com filmes nacionais e estrangeiros que foram destaques em 2023, além de encontros e atividades com realizadores e pensadores do cinema.

Criado em 1974, o Festival Sesc Melhores Filmes é o primeiro festival de cinema de São Paulo. Ele oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade. Em 50 anos de realização, o festival já exibiu centenas de longas-metragens brasileiros e estrangeiros. Em 2010, inovou ao ser o primeiro evento do gênero a disponibilizar sua programação com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, Libras e legendagem descritiva para assegurar a amplitude da ação do Sesc na atenção aos diversos públicos.

Conheça os vencedores do 50º Festival Sesc Melhores Filmes:

FILMES BRASILEIROS | PÚBLICO

Melhor Filme: Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho
Melhor Documentário: Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho
Melhor Ator: Ailton Graça, por Mussum, o Filmis
Melhor Atriz: Vera Holtz, por Tia Virgínia
Melhor Direção: Kleber Mendonça Filho, por Retratos Fantasmas
Melhor Roteiro: O Sequestro do Voo 375, escrito por Lusa Silvestre e Mikael de Albuquerque
Melhor Fotografia: O Sequestro do Voo 375, por Rhebling Junior
Melhor Direção de Arte: Meu Nome é Gal, por Juliana Lobo e Thales Junqueira

FILMES BRASILEIROS | CRÍTICA

Melhor Filme: Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta
Melhor Documentário: Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho
Melhor Ator: Ailton Graça, por Mussum, o Filmis
Melhor Atriz: Vera Holtz, por Tia Virgínia
Melhor Direção: Kleber Mendonça Filho, por Retratos Fantasmas
Melhor Roteiro: Pedágio, escrito por Carolina Markowicz
Melhor Fotografia: Mato Seco em Chamas, por Joana Pimenta
Melhor Direção de Arte: Tia Virgínia, por Ana Mara Abreu

FILMES ESTRANGEIROS | PÚBLICO

Melhor Filme: Barbie, de Greta Gerwig
Melhor Ator: Cillian Murphy, por Oppenheimer
Melhor Atriz: Cate Blanchett, por Tár
Melhor Direção: Greta Gerwig, por Barbie

FILMES ESTRANGEIROS | CRÍTICA

Melhor Filme: Assassinos da Lua das Flores, de Martin Scorsese
Melhor Ator: Cillian Murphy, por Oppenheimer
Melhor Atriz: Lily Gladstone, por Assassinos da Lua das Flores
Melhor Direção: Martin Scorsese, por Assassinos da Lua das Flores

Fotos: Divulgação.

Festival Curta Cinema 2024: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Beatriz Oliveira e Juan Queiroz no curta mineiro Lapso, de Caroline Cavalcanti 

Foram anunciados nesta segunda-feira, 25/03, os selecionados para a 33ª edição do Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, que acontecerá entre os dias 17 e 24 de abril no Estação NET Botafogo com entrada gratuita.

Neste ano, a programação conta com 133 filmes em um recorte dentre os mais de 4.500 títulos inscritos. São obras representantes de 32 países, algumas consagradas em grandes festivais internacionais e outras totalmente inéditas. A equipe de curadoria foi formada por Gustavo Duarte, Karen Black, Marina Pessanha, Lucas Murari, Cristiana Giustino, Duda Leite e Carolina Alves, com a colaboração de Matheus Fortuna sob coordenação de Paulo Roberto Jr.

O mês de abril é agora a nova data do Festival Curta Cinema e, com isso, o evento acontecerá sempre no primeiro semestre. Para esta nova edição, o festival bateu recorde de inscrições com 1.370 nacionais e 3.380 internacionais, num total de 4.750 inscrições representativas de 114 países. Esse grande número de inscritos reforça a representatividade e a importância do Curta Cinema e desafia a equipe de compor a programação mais plural e abrangente possível.

Além disso, vale lembrar que o Curta Cinema é um festival que qualifica os ganhadores do Grande Prêmio da Competição Nacional e Internacional a pleitearem uma indicação ao Oscar, premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Além da exibição de filmes, o festival também promove atividades paralelas, como workshops, palestras e debates.

Conheça os filmes selecionados para o Curta Cinema 2024:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL

Bença, de Mano Cappu (PR)
Boi de Conchas, de Daniel Barosa (SP)
Buraco de Minhoca, de Marília Hughes Guerreiro (BA)
Cidade by Motoboy, de Mariana Vita (SP)
Circuito, de Alan Sousa e Leão Neto (CE)
Das Águas, de Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo (PE)
Dentro de Mim, de Dayane Teles (AL)
Dia de Preto, de Beto Oliveira (SP)
Domingo em Rigel Kent, de André Ladeia (RJ)
Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG)
Du bist so wunderbar, de Leandro Goddinho (Brasil/Alemanha)
Engole o Choro, de Fabio Rodrigo (SP)
Ernesto, de Fernanda Roque Fernandes (MG)
Lapso, de Caroline Cavalcanti (MG)
Lyb, de Felipe Poroger (SP)
Maputo, de Lucas Birolli Abrahão (SP)
Mborairapé, de Roney Freitas (SP)
O Cacto, de Ricardo Kump (SP)
O que Nos Espera, de Chico Bahia e Bruno Xavier (SP)
Pássaro Memória, de Leonardo Martinelli (RJ)
Pastrana, de Melissa Brogni e Gabriel Motta (RS)
Pedagogias da Navalha: Se a Palavra é um Feitiço, Minha Língua é uma Encruzilhada, de Colle Christine Avelar, Tiana dos Santos e Alma Flora (RJ)
Quebrante, de Janaina Wagner (PA)
Quinze Quase Dezesseis, de Thais Fujinaga (SP)
Ramal, de Higor Gomes (MG)
Sabão Líquido, de Fernanda Reis e Gabriel Faccini (RS)
Sertão, América, de Marcela Ilha Bordin (ES)
Toró, de Clara Ferrer e Marcella C. De Finis (RJ)
Um Tropeço em Cinco Movimentos, de Valentina Rosset (Brasil)
Você, de Elisa Bessa (RJ)
Zagêro, de Victor Di Marco e Marcio Picoli (RS)

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL

Avalancha, de Daniel Santiago Cortés (Colômbia)
Basr & Salma In a Never Ending Comedy, de Khozy Rizal (Indonésia)
Been There, de Corina Schwingruber Ilić (Suíça)
Beutset, de Alicia Mendy (França)
Bolero, de Nans Laborde-Jourdàa (França)
Conte Sauvage, de Aline Quertain (Bélgica)
Cross My Heart and Hope To Die, de Sam Manacsa (Filipinas)
Death of An Extra, de Mikhail Zheleznikov (Israel/Rússia)
El Tercer Mundo Después Del Sol, de Tiagx Vélez e Analú Laferal (Colômbia)
Goodnight Baby, de Quynh Anh Le (Vietnã)
Heimatfilm, de Marion Kellmann (Alemanha)
Hold On For Dear Life, de Simone Fiorentino (Itália)
Incident, de Bill Morrison (EUA)
La Forêt des Abeilles, de Erwan Le Gal (França)
La Historia se Escribe de Noche, de Alejandro Alonso (Cuba)
Leptir, de Suncana Brkulj (Croácia)
Marica, de Anouk Chambaz (Suíça)
Mother Father Blood, de Kynan Tegar (Indonésia)
Muna, de Warda Mohamed (Reino Unido)
Peeper, de Chang-lok Han (Coreia do Sul)
Pigeons Are Dying, When The City Is On Fire, de Stavros Markoulakis (Grécia)
Pourquoi As-tu Laissé Le Cheval À Sa Solitude, de Faouzi Bensaïdi (França/Marrocos)
Pravilo Br. 5: Promno Pratite Svog Covjeka, de Miro Manojlovic (Croácia)
Queen Size, de Avril Besson (França)
Retour À Hairy Hill, de Daniel Gies (Canadá)
Reverrever, de Javier Estupiñán (Espanha)
Slimane, de Carlos Pereira (Alemanha)
Tayal Forest Club, de Laha Mebow (Taiwan)
Uma Màe Vai à Praia, de Pedro Hasrouny (Portugal)
Un Silencio Sísmico, de Julián Galay (Argentina)
Warszawa, Holandia, de Ming-Wei Chiang (Polônia)

PANORAMA CARIOCA

A Última Noite no Bar dos Sonhos, de Gabriel Figueira e Diana Seelaender
Aquela Mulher, de Marina Erlanger e Cristina Lago
Aqui Onde Tudo Acaba, de Cláudia Cárdenas e Juce Filho
Arruma um Pessoal pra Gente Botar uma Macumba num Disco, de Chico Serra
Casa Segura, de Allan Ribeiro
Celebracione, de Luiz Carlos Lacerda
Esta Noite Seremos Felizes, de Diego dos Anjos
Expresso Parador, de JV Santos
Fossilização, de João Folharini
Helena de Guaratiba, de Karen Black
Macaleia, de Rejane Zilles
Não Resta Silêncio, de Alice Rodrigues e Andre Di Kabulla
NDOA, de Tadeu Fidalgo
O Voo, de Igor Barradas
Sem Fantasia, de Daniel Herz e Pedro Murad
Spell, de Khalil Charif
Sumidouro/Nada Continua, de Gabraz Sanna e Diana Sandes
Tereza, de Bea Souza
The Patriarcal Period, de Patricia Fróes
Umidade, de Duda Gorter

PANORAMA LATINO AMERICANO

A Edição do Nordeste, de Pedro Fiuza (Brasil, RN)
A Menos que Bailemos, de Hanz Rippe Gabriele e Fernanda Pineda Palencia (Colômbia)
As Marias, de Dannon Lacerda (Brasil, MS)
Audio y El Caimán, de Andrés I. Estrada (Venezuela)
Bogota Story, de Esteban Pedraza (Colômbia)
Casi Invisible, de Dalia Huerta Cano (Guatemala)
Conserva, de Diego Benevides (Brasil, PB)
Cuarto de Hora, de Nemo Arancibia (Chile)
Estirpe, de Daniela Ruiz Coconubo e Ana Maria Ferro Gomez (Colômbia)
Los Eucaliptus, de Nicolás Suárez e Ignacio Ragone (Argentina)
Mala Facha, de Ilén Juambeltz (Uruguai)
Moventes, de Jefferson Cabral (Brasil, RN)
Night Of The Minotaur, de Juliana Zuluaga Montoya (Colômbia)
O Rebanho de Quincas, de Rebeca Souza (Brasil, PB)
Pablito, de Alex Sierra (Colômbia)
Panadrilo, de Marcela Heilbron (Panamá)
Sexto Continente, de Estrella Herrera (Argentina)
Takanakuy, de Gustavo Vokos (Peru/Brasil)
Tapir Memories, de Pedro Nel Cabrera Vanegas (Colômbia/Suíça)
Tenemos Patria, de Mikel Garrido (Venezuela)
Tigers, de Alfredo Marimon (Colômbia)
You Are Already Dead, de Martin Pizarro Veglia (Chile)

PANORAMA PRIMEIROS QUADROS

152 AB, de Daniel Jaber e Jelton Oliveira (MG)
À Noite Todos os Gatos são Pardos, de Matheus Moura (MG)
A Última Foto, de Marcelo Meniquelli (SP)
America, Made in Brasil, de Maria Clara Bastos (SP)
Atravessaria a Cidade Toda de Bicicleta só pra te Ver Dançar, de Mauricio Abbade (SP)
Dona Taquariana, uma Cabocla Brasileira, de Abimaelson Santos (MA)
Exotismos, de Alessandra Regina Gama (GO)
Expresso Santa Cruz, de Felipe Leão (RJ)
João de Una Tem um Boi, de Pablo Monteiro (MA)
Linea 604, de Cléa Gajan e Maria de Biase (RJ)
Nossos Últimos Dias, de Jose Alexandre Arantes Toledo (SP)
O Capitão que Não Podia Abandonar o Navio, de Camila C. Bastos (RJ)
O Tempo, de Ellen Corrêa (RS)
Tese de Mestrado em História, de Emi Ferreira de Carvalho (SP)

INTERZONA MIDNIGHT

Amor Irreal, de Lucas Reis (RS)
Arapuca, de Joel Caetano (SP)
Blockbuster, de Rafael Toledo (BH)
Cáustico, de Wesley Gondim (DF)
Olho Ruim, de Nicolas Lobato (RS)
Pecã, de Aline Gutierres (RS)

SESSÃO ESCOLA | INFANTIL

A Baleia Mágica, de Douglas Alves Ferreira (SP)
Anacleto, o Balão, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)
Coelhitos e Gambazitas, de Thomas Larson (SP)
Maréu, de Nicole Schlegel (RJ)
Quintal, de Mariana Netto (BA)

ABERTURA

A Short Film About Kids, de Ibrahim Handal (Palestina)
Eu Fui Assistente do Eduardo Coutinho, de Allan Ribeiro (RJ)
Rosa, de Pedro Murad (RJ)
Yaya, de Leticia Akel Escárate (Chile)

Foto: Nathalia Cordeiro.

17º Curta Taquary: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Jesuíta Barbosa no curta Água Doce: premiado

Foram anunciados nesta sexta-feira, 22/03, Dia Mundial da Água, em uma cerimônia virtual apresentada por Ana Célia Gomes e Vitor Búrigo, os vencedores da 17ª edição do Curta Taquary, que, mais uma vez, fortaleceu as contribuições do festival para a cidade de Taquaritinga do Norte e a região do agreste pernambucano.

A data escolhida foi simbólica, pois o eixo ambiental é primordial para o festival e, em 2024 teve uma importância ainda maior com o Rio Capibaribe eleito como o grande homenageado desta edição. Com atividades em Taquaritinga do Norte e Toritama, além da exibição de filmes, foram realizadas ações formativas, como oficinas, e ambientais, a exemplo do plantio de duas mil mudas para o reflorestamento da região.

Nesta edição, o Curta Taquary exibiu 67 curtas-metragens do Brasil e do exterior. Foram exibidos filmes de 16 estados, além de obras da Argentina, México, Chile, Peru, Espanha e Estados Unidos. Além disso, foram realizadas duas mostras não competitivas: LPG Taquaritinga do Norte, com produções que ressaltam a memória de personagens da cidade; e Toritama, com filmes dirigidos por uma nova geração do audiovisual da região.

Durante o festival também aconteceram exibições em parceria com o Kurta na Kombi, projeto de exibição ao ar livre vindo diretamente do Rio Grande do Norte, e que, além da praça principal de Taquaritinga do Norte, também mostrou filmes nos distritos de Sítio Jerimum, Gravatá do Ibiapina e Pão de Açúcar.

Conheça os vencedores do Curta Taquary 2024:

MOSTRA BRASIL
*Júri: Katia Mesel, Marcelo Ikeda e Marcus Vilar

Melhor Filme: Pulmão de Pedra, de Torquato Joel (PB)
Melhor Direção: Lula Gonzaga e Tiago Delácio, por Ciranda Feiticeira
Melhor Roteiro: Ciranda Feiticeira, escrito por Silvana Delácio e Ana Porto
Melhor Atriz: Ana Marlene, por Do Tanto de Telha no Mundo
Melhor Ator: Sasá Carvalho, por Arrimo
Melhor Fotografia: Pulmão de Pedra, por Rodolpho de Barros
Melhor Direção de Arte: Navio, por Chica Caldas e Luna Isaac
Melhor Figurino: Navio, por Judson Andrade Takará
Melhor Edição: Navio, por Alex Rodrigues
Melhor Trilha Sonora: Ciranda Feiticeira, por Lia de Itamaracá e Justino Passos
Melhor Som: Pulmão de Pedra, por Ester Rosendo e Bruno Alves
Melhor Cartaz: Ciranda Feiticeira

MOSTRA PERNAMBUCANA 
*Júri: Arlindo Bezerra, Bertrand Lira e Erlene Melo

Melhor Filme: Das Águas, de Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo
Melhor Direção: Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo, por Das Águas
Melhor Roteiro: Das Águas, escrito por Adalberto Oliveira, Israel Uçá e Tiago Martins Rêgo
Melhor Atriz: Gheuza, por Dente
Melhor Ator: Irton Santos (Mestre Batman), por O Som da Pele
Melhor Fotografia: Das Águas, por Adalberto Oliveira
Melhor Direção de Arte: O Som da Pele, por Chia Nascimento
Melhor Figurino: Náufrago, de Vitória Vasconcellos
Melhor Edição: Peixe de Casa, por Tágory Nascimento
Melhor Trilha Sonora: O Som da Pele, por Rodrigo Coelho
Melhor Som: O Som da Pele, por Lucas Ramalho
Melhor Cartaz: Das Águas

MOSTRA AGRESTE
*Júri: Arlindo Bezerra, Bertrand Lira e Erlene Melo

Melhor Filme: Seu Adauto, de Edvaldo Santos
Melhor Direção: Edvaldo Santos, por Seu Adauto
Melhor Roteiro: Magana Memórias do Meu Lugar, escrito por Yngrid Herly
Melhor Atriz: Luna Safira, por Em Algum Lugar do Tempo
Melhor Ator: Adauto Xavier, por Seu Adauto
Melhor Fotografia: Em Algum Lugar do Tempo, por Erick Marinho
Melhor Direção de Arte: Em Algum Lugar do Tempo, por Erick Marinho
Melhor Figurino: Em Algum Lugar do Tempo
Melhor Edição: Seu Adauto, por Edvaldo Santos
Melhor Trilha Sonora: Seu Adauto, por Edson Pedro 
Melhor Som: Seu Adauto, por Edson Pedro 
Melhor Cartaz: Serra do Pará: Um Patrimônio Rupestre, de Robinson José dos Santos

MOSTRA CRIANCINE
*Júri: Loren Arouche (Noan), Joseane do Espírito Santo e Fabi Melo

Melhor Filme: Bonita de Rosto, de Ana Squilanti (SP)
Melhor Direção: Ana Squilanti, por Bonita de Rosto
Melhor Roteiro: Maré Braba, escrito por Carla Vieira, Elena Meirelles, Lívia De Paiva, Romária Holanda e Pâmela Peregrino
Melhor Atriz: Bia Capelossi, por Bonita de Rosto
Melhor Ator: Kaik Pereira, por Sacis
Melhor Fotografia: Sacis, por Jaques Cheuiche
Melhor Direção de Arte: Sacis, por Leandro Silveira
Melhor Figurino: O Cemitério Do Parque da Luz, por Loli Menezes
Melhor Edição: Maré Braba, por Matheus Rocha e Eric Barbosa
Melhor Trilha Sonora: Sacis, por Dudu Viana
Melhor Som: Reflorescer, por Wallys Ferreira
Melhor Cartaz: Maré Braba, por Paula Soares

MOSTRA CURTAS FANTÁSTICOS
*Júri: Nayane Nayse, Caio Dornelas e João Marcelo

Melhor Filme: Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem, de Anderson Bardot (ES)
Melhor Direção: Anderson Bardot, por Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem
Melhor Roteiro: Extinção, escrito por Maycon Carvalho
Melhor Atriz: Norma Goes, por Extinção
Melhor Ator: Murilo Gricolo, por Adam
Melhor Fotografia: Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem, por Willian Rubim
Melhor Direção de Arte: Extinção, por Ana Dinniz
Melhor Figurino: Adorável Evolução, por Eugênia Reksua
Melhor Edição: Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem, por Anderson Bardot
Melhor Trilha Sonora: O Brilho Cega
Melhor Som: Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem, por Gisele Bernardes
Melhor Cartaz: Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem, por Anderson Bardot

MOSTRA DIVERSIDADE
*Júri: Valtyennya Pires, Virgínia Guimarães e Raildon Lucena

Melhor Filme: Água Doce, de Antonio Miano (SP)
Melhor Direção: Antonio Miano, por Água Doce
Melhor Roteiro: Água Doce, escrito por Antonio Miano
Melhor Atriz: Danielli Mendes, por Água Doce
Melhor Ator: Jesuita Barbosa, por Água Doce
Melhor Fotografia: Água Doce, por Caio Nigro e Padu Palmério
Melhor Direção de Arte: Ficção Suburbana, por Ruã Santo
Melhor Figurino: Ficção Suburbana, por Thamiris Moreira
Melhor Edição: Pássaro Memória, por Lobo Mauro
Melhor Trilha Sonora: Ficção Suburbana
Melhor Som: Água Doce, por Rafael Veríssimo
Melhor Cartaz: Pássaro Memória

MOSTRA POR UM MUNDO MELHOR
*Júri: Micaele Xucuru, Karlinne Cordeiro e Lucio Vinicius

Melhor Filme: Luci e a Terra, de Kátia Klock (SC)
Melhor Direção: Isabela Alves, por Amar a Ilha
Melhor Roteiro: Amar a Ilha, escrito por Isabela Alves
Melhor Atriz: Luci Choinacki, por Luci e a Terra
Melhor Ator: João Alfredo da Silva, por Amar a Ilha
Melhor Fotografia: Nosso Território Tem História: Rio Siqueira, por Gislândia Barros
Melhor Direção de Arte: Luci e a Terra, por Eliza Makray
Melhor Figurino: Resistência, de Juraci Júnior
Melhor Edição: Resistência, por Vinícius Lima
Melhor Trilha Sonora: Sobre o Tamanduateí, por Luiz Eduardo Galvão
Melhor Som: Resistência, por Leandro Marques
Melhor Cartaz: Sobre o Tamanduateí

MOSTRA PRIMEIROS PASSOS
*Júri: Nayane Nayse, Caio Dornelas e João Marcelo

Melhor Filme: Você, de Tainá Bevilacqua (RJ)
Melhor Direção: Pablo Félix, por Com Carinho
Melhor Roteiro: Com Carinho, escrito por Pablo Félix
Melhor Atriz: Dja Marthins, por Você
Melhor Ator: Rogerio Cavalcante Castro, por Com Carinho
Melhor Fotografia: Com Carinho, por Giulia Donato
Melhor Direção de Arte: Você, por Clara Mol
Melhor Figurino: Além da Cancela, por Elis Brito
Melhor Edição: Pressure, por Che Marcheti
Melhor Trilha Sonora: Você, de Tainá Bevilacqua
Melhor Som: Pressure, por Pedro Caetano
Melhor Cartaz: Mulheres Maratimbas

MOSTRA UNIVERSITÁRIA
*Júri: Valtyennya Pires, Virgínia Guimarães e Raildon Lucena

Melhor Filme: Cida Tem Duas Sílabas, de Giovanna Castellari (SP)
Melhor Direção: Ana Graziela Aguiar, por Travessia
Melhor Roteiro: Cida Tem Duas Sílabas, escrito por Giovanna Castellari
Melhor Atriz: Mariana Muniz, por Cida Tem Duas Sílabas
Melhor Ator: Justin Bernet Iraola, por Travessia
Melhor Fotografia: Cida Tem Duas Sílabas, por Matteo Bonas
Melhor Direção de Arte: Cida Tem Duas Sílabas, por Luca Salla
Melhor Figurino: Cida Tem Duas Sílabas, por Julia Cassias e Maria Benevides
Melhor Edição: Cida Tem Duas Sílabas, por Giovanna Castellari
Melhor Trilha Sonora: Aurora, por Jonatas Braga
Melhor Som: Cida Tem Duas Sílabas, por Alice Benvenuti e Fernando Ruban
Melhor Cartaz: Além do Espectro

MOSTRA DÁLIA DA SERRA
*Júri: Loren Arouche (Noan), Joseane do Espírito Santo e Fabi Melo

Melhor Filme: Minha Cidade Ideal, de Crianças e Adolescentes da EMEF Éber Louzada Zippinotti (ES)
Melhor Direção: Crianças e Adolescentes da EMEF Éber Louzada Zippinotti, por Minha Cidade Ideal
Melhor Roteiro: Minha Cidade Ideal, escrito por Crianças e Adolescentes da EMEF Éber Louzada Zippinotti
Melhor Atriz: Vitoria Melissa, por Amaná
Melhor Ator: Eduardo Yupuri, por Impacto
Melhor Fotografia: Amaná, por Antônio Fargoni
Melhor Direção de Arte: Amaná, por Ricardo Peres
Melhor Figurino: Amaná
Melhor Edição: Minha Cidade Ideal, por Analúcia Godoi e Gustavo Miaciro
Melhor Trilha Sonora: Meu Lugar no Mundo, por Thulio Nascimento, Beto da Xambá e alunos
Melhor Som: Minha Cidade Ideal, por Gustavo Louzada
Melhor Cartaz: Amaná
Menção Honrosa: Telefone Sem Fio, de Crianças e Adolescentes do GRIS Espaço Solidário, Recife e Crianças do Território Indígena Fulni-ô (PE), por possibilitar o intercâmbio cultural e linguístico, por meio de correspondências audiovisuais, de crianças do território indígena e da capital de Pernambuco. A interação instituída a partir da linguagem cinematográfica numa narrativa documental sobre as diferenças culturais, constituiu um resgate das tradições sociais e culturais presentes no estado de Pernambuco. O filme também constitui um incentivo para a constituição de futuros atores e diretores de filme.

MOSTRA INTERNACIONAL
*Júri: Katia Mesel, Marcelo Ikeda e Marcus Vilar

Melhor Filme: La Voz del Huito, de Rita Sánchez, Joaquina Izaguirre e Mara Corrales (Peru)
Melhor Direção: Rita Sánchez, Joaquina Izaguirre e Mara Corrales, por La Voz del Huito
Melhor Roteiro: Balan, escrito por Guillermo Casarín
Melhor Atriz: Valerie Brusauro, por Fogos Fátuos
Melhor Fotografia: O Pássaro
Melhor Direção de Arte: Balan, por Clément Sauvage
Melhor Edição: La Voz del Huito
Melhor Trilha Sonora: La Voz del Huito
Melhor Som: Pedra Mágica, por Luciana Foglio e Paula Herrera Vivas
Melhor Cartaz: La Voz del Huito

Foto: Divulgação/Arapuá Filmes.

XIX Panorama Internacional Coisa de Cinema: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do longa A Flor do Buriti: premiado

Foram anunciados nesta quarta-feira, 20/03, no Cine Glauber Rocha, em Salvador, os vencedores da 19ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, que contou com mostras competitivas, atividades paralelas e diversos convidados.

O evento baiano totalizou 26 prêmios e cada categoria foi avaliada por um Júri Oficial e um Júri Jovem, formado pelos participantes da oficina de crítica ministrada pelo Panorama: “Escolher é difícil. Ter essa curadoria e eleger qual é o campeão realmente é complicado”, afirmou Ciro Garcez, um dos membros do Júri Jovem da competitiva baiana do festival.

O festival foi dividido entre competitivas baianas, nacionais e internacionais, cada uma com suas determinadas categorias. No total, foram 138 produções inscritas, cabendo aos jurados o papel de assistir e analisar cada uma delas: “Normalmente, a gente ficava em média cinco horas no cinema assistindo filmes. Então foi um processo desafiador, mas também gratificante”, acrescentou Ciro.

Para Garcez, o festival serviu como uma forma de dar o devido destaque para o cinema nacional: “Eu acho que é de suma importância. A gente não tem mais tanto festival como antes. Talvez esse seja o último festival de cinema em Salvador que tenha fôlego ainda”, pontuou.

O grande vencedor da categoria nacional de melhor filme foi o longa A Flor do Buriti, de João Salaviza e Renée Nader Messora; o documentário revela a história e a resistência do povo indígena Krahô, cujo território fica no estado do Tocantins. Por sua vez, na competitiva baiana quem ficou com o título foi o filme No Rastro do Pé do Bode, de Marcelo Rabelo. Além do troféu, as produções também receberam premiações em serviços.

Ganhador de três das quatro categorias nas quais concorria, o documentário baiano No Rastro do Pé de Bode foi o filme mais premiado do XIX Panorama Internacional Coisa de Cinema: “Eu diria que a sanfona de 8 baixos é um instrumento erudito, não é um instrumento somente popular, não é aquela pequena sanfona que Januário ensinou ao Luiz Gonzaga, é um instrumento extremamente difícil de executar”, discursou o diretor durante a premiação. Ele também dedicou o prêmio a todos os mestres do instrumento e especialmente a Rato Branco, seu personagem central, que faleceu de Covid-19 em 2020.

Na categoria de curta-metragem, quem levou mais prêmios foi Lara Beck, diretora de O Tempo das Coisas. Parte da Competitiva Baiana, o documentário lança um olhar contemplativo sobre as histórias e saberes da comunidade rural de São Paulinho, no baixo sul da Bahia. A produção ganhou o Prêmio Flávia Abubakir e foi o escolhido pelo Júri Jovem.

Concedido pelo Instituto Flávia Abubakir, o prêmio homônimo contemplou o melhor curta baiano com R$ 10 mil e o melhor longa baiano com R$ 50 mil; os filmes foram escolhidos entre as produções do estado que integravam as competitivas. Além disso, os contemplados pelo Júri Oficial nas competitivas Baiana e Nacional receberam prêmios em serviços da Edina Fujii-CiaRio, Mistika, Griot, IgluLoc, 2N Audiovisual e MD Filmes.

A atriz e roteirista Bruna Linzmeyer, a cineasta e diretora de fotografia Heloisa Passos e o realizador audiovisual e pesquisador cabo-verdiano Tambla Almeida formam o júri da Competitiva Nacional. Na Competição Baiana, os filmes premiados serão escolhidos pelo curador Samuel Marotta, pela produtora Keity Souza e pela crítica Cecília Barroso.

Conheça os vencedores do XIX Panorama Internacional Coisa de Cinema:

JÚRI OFICIAL | COMPETITIVA NACIONAL | LONGA-METRAGEM
Melhor Filme: A Flor do Buriti, de João Salaviza e Renée Nader Messora (Portugal/Brasil)

JÚRI OFICIAL | COMPETITIVA NACIONAL | CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: As Miçangas, de Emanuel Lavor e Rafaela Camelo (DF)
Prêmio Especial do Júri: A Bata do Milho, de Eduardo Liron e Renata Mattar (SP/BA)

JÚRI OFICIAL | COMPETITIVA BAIANA
Melhor Longa: No Rastro do Pé de Bode, de Marcelo Rabelo
Prêmio Especial do Júri: Café, Pépi e Limão, de Adler Kibe Paz e Pedro Léo
Melhor Curta: TAMBA: Sinfonia do Invisível, de Genilson Nery

JÚRI OFICIAL | COMPETITIVA INTERNACIONAL
Melhor Longa: Acromático (Achrome), de Maria Ignatenko (Rússia/Alemanha/Israel)
Prêmio Especial do Júri: Mátria (Matria), de Álvaro Gago (Espanha)
Melhor Curta: Tria, de Giulia Grandinetti (Itália)

COMPETITIVA NACIONAL | PRÊMIO ORLANDO SENNA
Melhor Longa: A Flor do Buriti, de João Salaviza e Renée Nader Messora (Portugal/Brasil)
Prêmio Especial do Júri: A Batalha da Rua Maria Antônia, de Vera Egito (SP)
Melhor Curta: Thuë pihi kuuwi: Uma Mulher Pensando, de Aida Harikariyoma YanomamiEdmar Tokorino Yanomami e Roseane Yanomami (RR)
Prêmio Especial do Júri: Deixa, de Mariana Jaspe (RJ)

COMPETITIVA BAIANA | PRÊMIO ORLANDO SENNA
Melhor Longa: Cosmovisões, de Marcilia Cavalcante
Prêmio Especial do Júri: Dois Sertões, de Caio Resende e Fabiana Leite
Melhor Curta: É d’Oxum: A Força que Mora N’água, de Dayane Sena

JÚRI JOVEM | COMPETITIVA NACIONAL
Melhor Longa: Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges (BA)
Melhor Curta: Onde a Floresta Acaba, de Otavio Cury (SP)

JÚRI JOVEM | COMPETITIVA BAIANA
Melhor Longa: No Rastro do Pé de Bode, de Marcelo Rabelo
Melhor Curta: O Tempo das Coisas, de Lara Beck

PRÊMIO GAMA | CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Melhor Filme: Coelhitos e Gambazitas, de Thomas Larson (Brasil)
Menção Honrosa: Quintal, de Mariana Netto (BA)

PRÊMIO AMAAV | MAQUIAGEM DESTAQUE
Melhor Maquiagem: Café, Pépi e Limão, por Nayara Homem
Menção Honrosa: Além da Cancela, por Elis Brito

PRÊMIO BRADA DE DIREÇÃO DE ARTE
Longa Nacional: A Batalha da Rua Maria Antônia, por Valéria Costa
Longa Baiano: Cosmovisões, por Clarissa Ribeiro

PRÊMIO INSTITUTO FLÁVIA ABUBAKIR
Melhor Longa: No Rastro do Pé de Bode, de Marcelo Rabelo
Melhor Curta: O Tempo das Coisas, de Lara Beck

Foto: Divulgação.

É Tudo Verdade 2024 – 29º Festival Internacional de Documentários: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do documentário Fernanda Young: Foge-me ao Controle, de Susanna Lira

Foram anunciados nesta quarta-feira, 20/03, em uma coletiva de imprensa realizada no Itaú Cultural, em São Paulo, os filmes selecionados para a 29ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

O diretor-fundador do festival, Amir Labaki, apresentou o programa desta edição, que acontecerá entre os dias 3 e 14 de abril, simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, com entrada gratuita. A itinerância do festival voltará neste ano a Belo Horizonte, em parceria com o Instituto Cultural Vale.

O É Tudo Verdade 2024 exibirá 77 produções entre longas, médias e curtas-metragens de 34 países. A sessão de abertura para convidados do festival no Rio de Janeiro apresentará, no dia 3 de abril, a estreia mundial de Um Filme para Beatrice, de Helena Solberg, no Estação NET Botafogo. Inédito na América Latina, o documentário britânico O Competidor, de Clair Titley, será exibido na sessão de abertura para convidados em São Paulo, no dia 4 de abril, na Cinemateca Brasileira.

“Há muito que celebrar numa safra tão vigorosa de documentários como a que temos o privilégio de lançar no país nesta 29ª edição. É uma reafirmação do poder do cinema com rara intensidade”, comemora o diretor-fundador do É Tudo Verdade, Amir Labaki.

Neste ano, o circuito de exibição em São Paulo apresenta o Espaço Itaú de Cinema Augusta, Cinemateca Brasileira, Sesc 24 de Maio, Instituto Moreira Salles e Centro Cultural São Paulo. No Rio de Janeiro, as sessões acontecem no Estação NET Botafogo e em duas salas do Estação NET Rio.

A programação do É Tudo Verdade 2024 abrange as mostras competitivas de longas e médias-metragens brasileiros e internacionais e de curtas-metragens brasileiros e internacionais; e as mostras não-competitivas: Programas Especiais, O Estado das Coisas, Foco Latino-Americano, Clássicos É Tudo Verdade e Retrospectivas.

Os filmes vencedores dos prêmios dos júris nas competições brasileiras e internacionais de longas e/ou médias e de curtas-metragens estarão automaticamente classificados para apreciação à disputa pelo Oscar do ano que vem. Neste ano, a cerimônia de premiação acontecerá no sábado, 13 de abril, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. As produções premiadas pelos júris oficiais terão reapresentações especiais em ambas as cidades.

A programação inclui ainda uma série de atividades de formação: a 21ª Conferência Internacional do Documentário, em parceria com a Cinemateca Brasileira; o ciclo de palestras Da Ideia à Tela, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e da Economia Criativa do Estado de São Paulo e do Desenvolve SP; o seminário A Escrita do Documentário, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc/SP; e A Formação Spcine Convida: É Tudo Verdade.

As Retrospectivas do É Tudo Verdade 2024 celebram o cineasta e fotógrafo brasileiro Thomaz Farkas (1924-2011), no ano do centenário de seu nascimento, e o diretor e ensaísta britânico Mark Cousins, que visita o Brasil pela primeira vez. Parte da comemoração oficial da efeméride Viva Farkas, o festival exibe os quatro documentários dirigidos (em um caso, codirigido) por Farkas e dois retratos dirigidos por Lauro Escorel e Walter Lima Jr. A obra de Farkas será tema também de um dos encontros da 21ª Conferência Internacional do Documentário.

A Conferência será aberta no dia 9 de abril por um masterclass de Mark Cousins, que no dia 11 participará de um debate no Rio de Janeiro. A Retrospectiva Cousins destaca oito documentários de sua prolífica carreira, incluindo seu mais recente filme, Cinema Tem Sido Meu Verdadeiro Amor: O Trabalho e A Vida de Lynda Myles, lançado no ano passado no Telluride Film Festival.

Dentro da mostra Clássicos É Tudo Verdade desta 29ª edição, o festival destaca ainda duas efemérides: o centenário de  nascimento do documentarista americano Robert Drew (1924-2014) e os 50 anos da Revolução do Cravos em Portugal.

Vale destacar que entre os dias 15 e 30 de abril será possível assistir gratuitamente na plataforma de streaming Itaú Cultural Play aos nove títulos da Competição Brasileira de curtas-metragens e ao filme Paraíso, Juaréz da Retrospectiva Thomaz Farkas, 100.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2024:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGAS OU MÉDIAS-METRAGENS

Diamantes, de Daniela Thomas, Sandra Corveloni e Beto Amaral
Fernanda Young: Foge-me ao Controle, de Susanna Lira
Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida, de Bel Bechara e Sandro Serpa
Inutensílios, de Bruno Jorge
Lampião, Governador do Sertão, de Wolney Oliveira
Tesouro Natterer, de Renato Barbieri
Verissimo, de Angelo Defanti

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTAS-METRAGENS

A Edição do Nordeste, de Pedro Fiuza
Aguyjevete Avaxi’i, de Kerexu Martim
As Placas são Invisíveis, de Gabrielle Ferreira
Até Onde o Mundo Alcança, de Daniel Frota de Abreu
Noite das Garrafadas, de Elder Gomes Barbosa
Sem TÍtulo #9: Nem Todas as Flores da Falta, de Carlos Adriano
Serão, de Caio Bernardo
Sertão, América, de Marcela Ilha Bordin
Utopia Muda, de Julio Matos

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGAS OU MÉDIAS-METRAGENS

Celluloid Underground, de Ehsan Khoshbakht (Irã/Reino Unido)
Cento e Quatro (Einhundertvier), de Jonathan Schörnig (Alemanha)
Copa de 71 (Copa 71), de Rachel Ramsay e James Erskine (Reino Unido)
Corpo (Body/Telo), de Petra Seliškar (Eslovênia/Macedônia do Norte/Croácia)
Diários da Caixa Preta (Black Box Diaries), de Shiori Ito (Japão/EUA/Reino Unido)
E Assim Começa (And so it Begins), de Ramona S. Diaz (EUA/Filipinas)
Mamãe Suriname: Mama Sranan (Moeder Suriname: Mama Sranan), de Tessa Leuwsha (Holanda)
Mixtape La Pampa, de Andrés di Tella (Argentina/Chile)
O Mundo é Família (Vasudhaiva Kutumbakam), de Anand Patwardhan (Índia)
O Relatório da Revolta de 1967 (The Riot Report), de Michelle Ferrari (EUA)
Uma Estória Americana (Une Chronique Américaine), de Jean-Claude Taki e Alexandre Gouzou (França/Itália)
Zinzindurrunkarratz, de Oskar Alegria (Espanha)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTAS-METRAGENS

Anseio de Luz (Anhel de Llum), de Alba Cros Pellisé (Espanha)
Avalanche (Avalancha), de Daniel Cortés (Colômbia)
Azul (Blue), de Violena Ampudia (Cuba/Bélgica)
Como Agradar (How to Please), de Elina Talvensaari (Finlândia)
Entre a Graça e a Violência (Zarafet ve Şiddet Arasında), de Şirin Bahar Demirel (Turquia/Holanda)
Getty Abortions, de Franzis Kabisch (Áustria)
Minha Irmã (Sister of Mine/Moja Siostra), de Mariusz Rusiński (Polônia)
Parentesco Indesejado (Ungewollte Verwandtschaft), de Pavel Mozhar (Alemanha)
Só a Lua Entenderá (Solo la Luna Comprenderá), de Kim Torres (Costa Rica/EUA)

PROGRAMAS ESPECIAIS

32 Sons (32 Sounds), de Sam Green (EUA)
A Senhora das Flechas (The Lady With the Arrows), de Heidi Specogna (Alemanha/Suíça)
Antonio Candido: Anotações Finais, de Eduardo Escorel (Brasil)
As Cores e Amores de Lore, de Jorge Bodanzky (Brasil)

O ESTADO DAS COISAS

À Beira da Guerra: Ariane Mnouchkine e o Théâtre du Soleil em Kyiv (Au Bord de la Guerre, Ariane Mnouchkine et le Théâtre du Soleil à Kyiv), de Duccio Bellugi-Vannuccini e Thomas Briat (França)
Adeus Tiberíades (Bye Bye Tibériade), de Lina Soualem (França/Palestina/Bélgica/Qatar)
Anna Mariani: Anotações Fotográficas, de Alberto Renault (Brasil)
Borderland | A Fronteira Interior (Borderland | The Line Within), de Pamela Yates (EUA)
Brizola, de Marco Abujamra (Brasil)
Neve Negra (Black Snow), de Alina Simone (EUA/Dinamarca)
Retomada, de Ricardo Martensen (Brasil)

FOCO LATINO-AMERICANO

A Neve Entre os Dois (La Nieve Entre Los Dos), de Pablo Martínez Pessi (Uruguai/Suécia/Chile)
Igualada, de Juan Mejía Botero (Colômbia/EUA/México)
Órbita (Orbit), de Clea Eppelin Ugarte (Costa Rica/Chile/EUA)
Os Médicos de Nietzsche (Los Médicos de Nietzsche), de Jorge Leandro Colas (Argentina/França)

CLÁSSICOS É TUDO VERDADE

Fellini, Confidências Revisitadas (Fellini, Confidences Retrouvées), de Jean-Christophe Rosé (França)
Nurith Aviv: Mulher Com Uma Câmera (Nurith Aviv: Isha Im Matzlema), de Zohar Behrendt (Israel)
O Cinema Por Dentro (The Cinema Within), de Chad Freidrichs (EUA)
Say God Bye, de Thomas Imbach (Suíça)

HOMENAGEM | ROBERT DREW, 100

Faces de Novembro (Faces of November), de Robert Drew (1964) (EUA)
Primárias (Primary), de Robert Drew (1960) (EUA)

HOMENAGEM | 50 ANOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

As Armas e o Povo, de Filme Coletivo (1975) (Portugal)
Outro País, de Sérgio Tréfaut (2000) (Portugal)

RETROSPECTIVAS | THOMAZ FARKAS, 100

Hermeto, Campeão (Hermeto, The Champ), de Thomaz Farkas (1981) (Brasil)
Improvável Encontro, de Lauro Escorel (2016) (Brasil)
Paraíso, Juarez, de Thomaz Farkas (1971) (Brasil)
Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba, de Ricardo Dias (2006) (Brasil)
Thomaz Farkas, Brasileiro, de Walter Lima Jr. (2004) (Brasil)
Todomundo (Everybody), de Thomaz Farkas (1980) (Brasil)

RETROSPECTIVAS | MARK COUSINS

A História do Olhar (The Story of Looking), de Mark Cousins (2021) (Reino Unido)
Cinema Tem Sido Meu Verdadeiro Amor: O Trabalho e A Vida de Lynda Myles (Cinema Has Been my True Love: The Work And Life of Lynda Myles), de Mark Cousins (2023) (Reino Unido)
Eu Sou Belfast (I Am Belfast), de Mark Cousins (2015) (Reino Unido)
Marcha Sobre Roma (Marcia su Roma), de Mark Cousins (2022) (Itália)
Meu Nome é Alfred Hitchcock (My Name Is Alfred Hitchcock), de Mark Cousins (2022) (Reino Unido)
Os Olhos de Orson Welles (The Eyes of Orson Welles), de Mark Cousins (2018) (Reino Unido)
Uma História de Crianças e Cinema (A Story of Children and Film), de Mark Cousins (2013) (Reino Unido)
Women Make Film: Episódio I, de Mark Cousins (2018) (Reino Unido)

SESSÕES DE ABERTURA
O Competidor (The Contestant), de Clair Titley (Reino Unido)
Um Filme para Beatrice, de Helena Solberg (Brasil)

SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Luiz Melodia: No Coração do Brasil, de Alessandra Dorgan (Brasil)

Foto: Gigi Kassis.

Prêmio Platino 2024: A Sociedade da Neve, de J.A. Bayona, lidera indicações

por: Cinevitor
Enzo Vogrincic em A Sociedade da Neve: indicado

Foram revelados nesta quinta-feira, 14/03, os indicados ao XI Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países

Em sua 11ª edição, que acontecerá no Teatro Gran Tlachco Xcaret, em Riviera Maya, no México, no dia 20 de abril, o longa espanhol A Sociedade da Neve, de J.A. Bayona, se destaca com sete indicações; Cerrar los ojos e O Conde aparecem na sequência com seis indicações cada. 

Neste ano, o audiovisual brasileiro, que estava entre os pré-selecionados com diversos títulos, não conseguiu uma vaga entre os finalistas. Porém, aparece representado em duas coproduções: Os Delinquentes, de Rodrigo Moreno; e Puan, de María Alché e Benjamín Naishtat

Entre as produções nacionais e profissionais brasileiros que foram pré-selecionados entre os semifinalistas deste ano, porém, não foram classificados para etapa final, destacam-se: Pedágio, de Carolina Markowicz; Nosso Sonho, de Eduardo Albergaria; Alice Carvalho e Marcélia Cartaxo pela série Cangaço Novo; Lara Tremouroux por Medusa; Chico Diaz por Noites Alienígenas; entre muitos outros. 

A atriz argentina Cecilia Roth, conhecida por diversos filmes, entre eles, Tudo sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar será homenageada com o Platino de Honor. A cerimônia de premiação será apresentada por Esmeralda Pimentel e Májida Issa.

Conheça os indicados ao 11º Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO
A Sociedade da Neve, de J.A. Bayona (Espanha)
Cerrar los ojos, de Víctor Erice (Espanha/Argentina)
Os Delinquentes, de Rodrigo Moreno (Argentina/Brasil/Chile)
Tótem, de Lila Avilés (México)

MELHOR COMÉDIA IBERO-AMERICANA DE FICÇÃO
Bajo Terapia, de Gerardo Herrero (Espanha)
Los Wanabis, de Santiago Paladines (Equador)
Norma, de Santiago Giralt (Argentina/Uruguai)
Te estoy amando locamente, de Alejandro Marín (Espanha)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Atiraram no Pianista, de Fernando Trueba e Javier Mariscal (Espanha/Portugal/Peru)
El sueño de la sultana, de Isabel Herguera (Espanha)
Home is Somewhere Else, de Carlos Hagerman e Jorge Villalobos (México)
Meu Amigo Robô, de Pablo Berger (Espanha)
Nayola, de José Miguel Ribeiro (Portugal)

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO DE ESTREIA | FICÇÃO
20.000 Espécies de Abelhas, de Estibaliz Urresola Solaguren (Espanha)
Blondi, de Dolores Fonzi (Argentina/Espanha)
La Pecera, de Glorimar Marrero (Porto Rico/Espanha)
Os Colonos, de Felipe Gálvez Haberle (Chile/Argentina)
Simón, de Diego Vicentini (Venezuela)
Tenho Sonhos Elétricos, de Valentina Maurel (Costa Rica)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A Memória Infinita, de Maite Alberdi (Chile)
El juicio, de Ulises de la Orden (Argentina)
La memoria del cine: una película sobre Fernando Méndez-Leite, de Moisés Salama (Espanha)
Una jauría llamada Ernesto, de Everardo González (México)

MELHOR DIREÇÃO
Isabel Coixet, por Un amor
J.A. Bayona, por A Sociedade da Neve
Lila Avilés, por Tótem 
Pablo Larraín, por O Conde

MELHOR ROTEIRO
20.000 Espécies de Abelhas, escrito por Estibaliz Urresola Solaguren
Cerrar los ojos, escrito por Víctor Erice e Michel Gaztambide
O Conde, escrito por Guillermo Calderón e Pablo Larraín
Os Delinquentes, escrito por Rodrigo Moreno

MELHOR ATRIZ
Carolina Yuste, por Saben aquell
Dolores Fonzi, por Blondi
Laia Costa, por Un amor
Lola Amores, por La mujer salvaje
Malena Alterio, por Que nadie duerma

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Alejandra Flechner, por Puan
Ana Torrent, por Cerrar los ojos
Ane Gabarain, por 20.000 Espécies de Abelhas
Antonia Zegers, por O Conde

MELHOR ATOR
Damián Alcázar, por El Caso Monroy
David Verdaguer, por Saben aquell
Enzo Vogrincic, por A Sociedade da Neve
Jaime Vadell, por O Conde
Marcelo Subiotto, por Puan

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Jose Coronado, por Cerrar los ojos
Leonardo Sbaraglia, por Puan
Luis Bermejo, por Un amor
Matías Recalt, por A Sociedade da Neve

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Blondi, por Pedro Osuna
La Pecera, por Sergio de la Puente
Meu Amigo Robô, por Alfonso de Vilallonga
Radical, por Pascual Reyes e Juan Pablo Villa

MELHOR EDIÇÃO
A Memória Infinita, por Carolina Siraqyan
A Sociedade da Neve, por Jaume Martí e Andrés Gil
Huesera, por Adriana Martínez
Os Deliquentes, por Manuel Ferrari, Rodrigo Moreno e Nicolas Goldbart

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Cerrar los ojos, por Curru Garabal
O Conde, por Rodrigo Bazaes
Os Colonos, por Sebastián Orgambide
Puan, por Julieta Dolinsky

MELHOR FOTOGRAFIA
A Sociedade da Neve, por Pedro Luque
Cerrar los ojos, por Valentín Álvarez
La piel pulpo, por Simón Brauer e Tomás Astudillo
Os Deliquentes, por Inés Duacastella e Alejo Maglio

MELHOR DESENHO DE SOM
A Sociedade da Neve, por Oriol Tarragó, Marc Orts e Jorge Adrados
Cuando acecha la maldad, por Pablo Isola
Huesera, por Christian Giraud e Omar Pareja
O Conde, por Miguel Hormazábal

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES
20.000 Espécies de Abelhas, de Estibaliz Urresola Solaguren (Espanha)
A Memória Infinita, de Maite Alberdi (Chile)
Puan, de María Alché e Benjamín Naishtat (Argentina/Itália/Alemanha/França/Brasil)
Radical, de Christopher Zalla (México)

MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA
Barrabrava (Argentina/Uruguai) (Prime Video)
Corpo em Chamas (Espanha) (Netflix)
Iosi, o Espião Arrependido (2ª temporada) (Argentina) (Prime Video)
Los mil días de Allende (Chile/Argentina/Espanha) (TVN)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Alfredo Castro, por Los mil días de Allende
Gustavo Bassani, por Iosi, o Espião Arrependido
Javier Cámara, por Rapa
Santiago Korovsky, por Divisão Palermo

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Aline Küppenheim, por Los mil días de Allende
Lola Dueñas, por La Mesías
Micaela Riera, por Amor e Música: Fito Paez
Úrsula Corberó, por Corpo em Chamas

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Andy Chango, por Amor e Música: Fito Paez
Daniel Hendler, por Divisão Palermo
Emiliano Zurita, por A Cabeça de Joaquín Murrieta
Manolo Solo, por 30 Moedas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Carmen Machi, por La Mesías
Minerva Casero, por Iosi, o Espião Arrependido
Najwa Nimri, por 30 Moedas
Pilar Gamboa, por Divisão Palermo

MELHOR CRIADOR | MINISSÉRIE OU SÉRIE
Álex De La Iglesia, por 30 Moedas
Daniel Burman, por Iosi, o Espião Arrependido
Juan Pablo Kolodziej, por Amor e Música: Fito Paez
Santiago Korovsky, por Divisão Palermo

Foto: Divulgação/Netflix.