A abertura da 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo aconteceu nesta quarta-feira, 14/10, na Sala São Paulo, na capital paulista, em cerimônia apresentada por Renata de Almeida e Serginho Groisman.
Neste ano, Tigre de Papel (Paper Tiger), drama criminal dirigido por James Gray, que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, foi o filme de abertura da 50ª Mostra de São Paulo. Com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller no elenco, o longa tem distribuição no Brasil pela Diamond Films e é uma produção da brasileira RT Features, em parceria com Leone Film Group e Keep Head Productions.
A obra acompanha dois irmãos que, em busca do sonho americano, envolvem-se em uma operação altamente perigosa e são arrastados para um submundo de corrupção e violência. À medida que se tornam alvos da máfia russa, o vínculo entre eles começa a se desgastar, tornando uma traição, antes impensável, em uma ameaça real.
Na ocasião, o cineasta marcou presença no evento ao lado do produtor brasileiro Rodrigo Teixeira. Em seu discurso, James Gray brincou com o público presente: “Eu fui presidente do júri em um festival de cinema e eu sei algo muito importante sobre cineastas. Os diretores que falam muito sobre seus filmes antes da sessão sempre fazem os piores filmes. Então, eu aprendi a lição”. E finalizou: “Eu amo esse país. Não é minha primeira vez aqui. É um lugar magnífico. É uma grande honra estar aqui!”.
Antes de Tigre de Papel, também foi exibido o curta-metragem Sul de Teerã (South of Tehran), de Kleber Mendonça Filho, que também compareceu ao evento, ao lado da produtora Emilie Lesclaux, da Cinemascópio; o filme, exibido no New York Film Festival, acompanha o cineasta Jafar Panahi em Nova York enquanto ele reflete sobre sua carreira cinematográfica e a perseguição em seu país natal, o Irã, que o levou à prisão atual.
Para falar mais sobre os filmes de abertura, conversamos com o cineasta James Gray, com o produtor Rodrigo Teixeira e com o diretor Kleber Mendonça Filho na primeira noite da 50ª Mostra de São Paulo.
O diretor mineiro André Novais Oliveira na Mostra SP
Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim e consagrado como melhor filme no Festival de Brasília, Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira, aprofunda uma investigação pessoal e cinematográfica sobre o luto, a passagem do tempo e os mistérios da ausência articulando elementos autobiográficos, fantasia e observação do cotidiano.
Ambientado entre o Brasil dos anos 1970 e os dias atuais, o filme acompanha a história de Gilberto e Jacira, um casal que atravessa cinco décadas de vida em comum. Quando Jacira é subitamente internada, Gilberto passa a vivenciar acontecimentos perturbadores, numa espiral que atravessa o tempo e o espaço, e que o conduzem a uma experiência profunda de memória e amor. O longa transita entre o drama íntimo, a comédia de costumes e elementos inesperados da ficção científica, mantendo o olhar sensível para o cotidiano, característica da obra do diretor.
Um dos destaques da seleção da 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o longa foi exibido neste domingo, 18/10, no Espaço Petrobras de Cinema, e contou com a presença do diretor: “Essa é a primeira exibição em São Paulo. Estou muito curioso para saber o que vocês vão achar do filme”, disse em seu discurso na apresentação da sessão.
A obra marca a estreia da lendária escritora Conceição Evaristo no cinema, em uma atuação de forte presença e delicadeza, ao lado de Norberto Novais Oliveira, pai do diretor e protagonista de diversos filmes recentes do cinema brasileiro. O elenco conta ainda com Jean Paulo Campos e Tainá Evaristo, que interpretam o casal em sua juventude, além de participações de Wilson Rabelo, Aisha Brunno, Demétrio Nascimento, Suellen Sampaio e Zora Santos.
Produzido pela Filmes de Plástico, em coprodução com o Canal Brasil, e distribuído no Brasil pela Malute, o filme foi rodado em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Contagem e Belo Horizonte, além de Itaúna, Matozinhos e Pedro Leopoldo. Na equipe, estão a diretora de fotografia Leonor Teles, vencedora do Urso de Ouro em Berlim pelo curta Balada de um Batráquio; o diretor de arte Diogo Hayashi; a figurinista Diana Moreira; o premiado desenhista de som Pablo Lamar; e a trilha sonora original assinada pelo grupo Metá Metá. A montagem é dividida entre Gabriel Martins e o próprio André Novais Oliveira.
Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira em Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Depois da primeira exibição na Mostra de São Paulo, André Novais Oliveira participou de um bate-papo com o público e debateu sobre o longa: “A estrutura desse roteiro é bem específica e foi construída aos poucos. O início da ideia parte do luto do falecimento da minha mãe, em 2018. Em 2019, comecei a esboçar algumas ideias entre muitas conversas com o Thiago [Macêdo Correia], que é produtor do filme. Foram muitas trocas. Algumas coisas foram surgindo a partir dessas conversas, como a questão da ficção científica. A ideia se aproxima muito do que eu já fiz. Essa questão do realismo fantástico, por exemplo, se aproxima um pouco do Quintal [curta-metragem dirigido por André em 2015]. Fui misturando tudo e pensando na estrutura em si”.
Na conversa, o cineasta também falou do trabalho com a diretora de fotografia Leonor Teles: “Foi bem legal trabalhar com ela. Eu já acompanhava seu trabalho, como o curta Balada de um Batráquio, que é todo em 16 mm. Desde o início, a intenção era filmar o prólogo do filme em 16 mm. Só que tinha a questão financeira e achamos que não daria. Mas deu certo e com essa experiencia da Leonor foi tudo muito prazeroso. Pensamos muito juntos. Vimos muitas coisas brasileiras dos anos 1960 e 1970 realizadas em 16 mm. Conversamos também sobre a câmera na mão, pois eu sempre fui mais da decupagem com planos mais fixos. Mas, a visão dela foi muito legal. Ela tem essa visão de diretora porque além da fotografia, também dirige filmes. Foi ótimo conhecer o processo que ela trabalha e a visão dela de mundo. Foi uma experiencia muito boa”.
O diretor também falou de suas escolhas artísticas: “O meu curta Quintal, que está no YouTube, tem a presença do realismo fantástico. Sempre achei interessante quando acontecem coisas fantásticas dentro de uma narrativa cotidiana, naturalista às vezes… e de repente dar um choque nisso. E muitas vezes isso se torna cômico. Fiquei pensando em coisas de realismo fantástico que seguem a narrativa e causam estranheza, um choque. A ficção científica entra como uma forma de falar do luto, mesmo sendo algo tão natural. Pra mim, passar por um luto vira algo irreal e, por isso, no filme, cabem muitas coisas irreais. Uma espécie de metáfora para falar da morte com esses códigos”.
Para finalizar, falou da escolha da música As Dores do Mundo, do cantor e compositor Hyldon, na trilha sonora: “A música foi usada basicamente por causa da cena da dança no baile e a letra também tem um pouco a ver com isso. E sempre foi uma música que eu gostei de escutar e meu pai também”.
Além do Candango de melhor filme na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Se Eu Fosse Vivo… Vivia também levou os prêmios de melhor roteiro e melhor figurino. O longa terá mais uma exibição na programação da Mostra de São Paulo: dia 27/10, às 13h45, no Espaço Petrobras de Cinema.
Fotos: Mario Miranda Filho/Agência Foto/Janine Moraes.
Mathilde Arcel em Mulher Desconhecida, de May el-Toukhy: Leão de Ouro em Veneza
A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo chega aos seus 50 anos e esta edição histórica acontecerá entre os dias 15 e 29 de outubro. A programação exibirá, entre longas, curtas e séries, 380 títulos, de 93 países, em 57 salas de cinema, espaços culturais e CEUs espalhados pela capital paulista, além de diversos eventos e comemorações da data especial.
Como anunciado anteriormente, o novo longa do cineasta estadunidense James Gray, Tigre de Papel (Paper Tiger), que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, será o filme de abertura deste ano. O diretor estará na sessão especial, que, antes, apresentará o curta-metragem Sul de Teerã (South of Tehran), de Kleber Mendonça Filho, que também comparecerá ao evento; o filme, exibido no New York Film Festival, acompanha o cineasta Jafar Panahi em Nova York enquanto ele reflete sobre sua carreira cinematográfica e a perseguição em seu país natal, o Irã, que o levou à prisão atual.
Além de abrir o evento com seu filme, que conta com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller no elenco, James Gray é o autor da arte do cartaz desta 50ª edição. Ele também será homenageado com uma retrospectiva e com o Prêmio Leon Cakoff, que será entregue em evento aberto ao público com exibição de Tigre de Papel, seguida de uma conversa do diretor com o cineasta Walter Salles, na quinta-feira, 15/10, na Sala Petrobras na Mostra.
Ainda na abertura, o produtor português Paulo Branco receberá, em mãos, o Prêmio Leon Cakoff. Uma retrospectiva traz uma seleção de suas mais de 300 produções, incluindo A Cidade dos Piratas (1983), de Raúl Ruiz, em cópia 35mm, e O Rei das Rosas (1986), de Werner Schroeter, em restauro inédito.
Novamente, a Mostra SP contará com um espaço temporário, a Sala Petrobras, que neste ano ficará no Solar Fábio Prado, abrigando o VI Encontro de Ideias Audiovisuais, uma exposição, além de sessões especiais, algumas delas gratuitas, e masterclasses.
Como de costume, a Mostra de São Paulo traz títulos de cineastas consagrados e também premiados recentemente em importantes festivais internacionais, como: Fjord, dirigido pelo romeno Cristian Mungiu, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; Mulher Desconhecida, de May el-Toukhy, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano; Variações Sobre um Tema, de Jason Jacobs e Devon Delma, grande vencedor do Festival de Roterdã; Aqui Não é o Seu Lugar, de Florin Șerban, consagrado com o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno; Vergonha e Dinheiro, de Visar Morina, vencedor do Grande Prêmio do Júri da Competição Internacional Drama do Festival de Sundance; o indiano Angh, de Theja Rio, vencedor do prêmio de melhor filme da mostra Platform do Festival de Toronto; a animação A Violinista, de Ervin Han e Raúl García, eleita o melhor filme do Festival de Annecy; entre muitos outros.
Fjord, de Cristian Mungiu: Palma de Ouro em Cannes
Do Festival de Cannes, além do vencedor da Palma de Ouro, serão exibidos: A Terra do Meu Pai, com Sandra Hüller, que rendeu o prêmio de melhor direção para o polonês Paweł Pawlikowski; Minotauro, de Andrey Zvyagintsev, vencedor do Grande Prêmio do Júri; A Aventura Sonhada, de Valeska Grisebach, vencedor do Prêmio do Júri; Everytime, de Sandra Wollner, consagrado como melhor filme da mostra Un Certain Regard; O Sentido da Vida, de Ryūsuke Hamaguchi, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Virginie Efira e Tao Okamoto; O Ser Querido, de Rodrigo Sorogoyen, protagonizado por Javier Bardem, e Mais um Dia, de Jeanne Herry, com Adèle Exarchopoulos, que disputaram a Palma de Ouro; Rehearsals for a Revolution, dirigido por Pegah Ahangarani, vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário; Elefantes na Névoa, de Abinash Bikram Shah, coprodução entre Nepal, Brasil, Alemanha, França e Noruega, que levou o Prêmio do Júri na mostra Un Certain Regard.
E mais filmes de Cannes: o documentário Castelo de Lata, de Alexander Murphy, que recebeu Menção Especial no prêmio L’Œil d’or (Olho de Ouro); Iron Boy, de Louis Clichy, vencedor do Prêmio Especial do Júri da mostra Un Certain Regard; o curta-metragem A Sombra de Turim, dirigido por Jia Zhangke, que foi exibido fora de competição e passará na Mostra antes da sessão de Joy of Joys, de Jonathan Glazer e Mica Levi; a comédia dramática Full Phil, de Quentin Dupieux, com Woody Harrelson e Kristen Stewart, que foi exibida na mostra Sessão da Meia-Noite; o japonês O Samurai e o Prisioneiro, de Kiyoshi Kurosawa, exibido foram de competição na mostra Cannes Premiere; Ontem os Olhos Não Dormiram, de Rakan Mayasi, exibido na mostra Un Certain Regard e premiado no Pingyao International Film Festival; Uma Vida, Um Manifesto, de Jean-Gabriel Périot, destaque da mostra Cannes Classics; Deriva de Verão, de Céline Carridroit e Aline Suter, exibido na mostra paralela ACID; Roma Elastica, de Bertrand Mandico, exibido fora de competição na mostra Sessão da Meia-Noite; entre outros.
Da Quinzena de Cineastas, mostra paralela do Festival de Cannes, a seleção da Mostra de São Paulo 2026 traz: Eu Vejo Edifícios Caírem como Raios, de Clio Barnard, vencedor do Prêmio do Público; O Diário de uma Camareira, do cineasta romeno Radu Jude, que também foi exibido no Festival de Toronto; La Libertad Doble, do cineasta argentino Lisandro Alonso, também exibido nos festivais de Munique e Valladolid; A Morte Não Tem Dono, de Jorge Thielen Armand; Butterfly Jam, de Kantemir Balagov; Carmen, o Pássaro Rebelde, de Sébastien Laudenbach, também exibido no TIFF; Clarissa, de Arie Esiri e Chuko Esiri; Dora, de July Jung; La Perra, de Dominga Sotomayor, coprodução brasileira com Selton Mello no elenco; e a animação Somos Alienígenas, de Kohei Kadowaki.
Ainda em Cannes, filmes da Semana da Crítica também serão exibidos na 50ª Mostra de São Paulo: Viva, de Aina Clotet, que rendeu o Prêmio Revelação para Aina Clotet, diretora, roteirista e protagonista; O Golpe, de Julien Gaspar-Oliveri; O Posto, de Sara Ishaq; a coprodução brasileiraSeis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo, recentemente premiada no Festival do Rio; e a animação A Odisseia dos Dentes-de-leão, de Momoko Seto, da seleção da Mostrinha, que foi exibida na Semana da Crítica, em 2025, e levou o Prêmio FIPRESCI, da Federação Internacional de Críticos de Cinema.
Minotauro, de Andrey Zvyagintsev: premiado no Festival de Cannes
O Festival de Veneza também ganha destaque na programação da Mostra SP com: o sul-coreano Amor Possível, de Lee Chang-dong, que recebeu o Leão de Prata, Grande Prêmio do Júri; Primetime, de Lance Oppenheim, com Robert Pattinson no elenco, que disputou o Leão de Ouro; Homem ao Mar, dirigido por Gael García Bernal, que traz a atriz brasileira Débora Nascimento no elenco, ao lado de Ricky Martin; Musk, documentário abrangente de Alex Gibney sobre Elon Musk; Deixem-nos Passar, Caros Ancestrais, do cineasta filipino Lav Diaz; Um Dia na Vida de Jo: Capítulo Fedra, de Jacqueline Lentzou; Look Back, do diretor japonês Hirokazu Koreeda; Às Vezes Sinto Tristeza, Outras Vezes Revolta, de Maria Aparicio, premiado na Giornate degli Autori; Eklipse, de Manuel Wetscher, que recebeu uma Menção Honrosa em uma premiação paralela pela direção de fotografia assinada por Simone Hart; Por Dentro de Amir, de Amir Azizi, vencedor do prêmio de melhor direção na Giornate degli Autori; o documentário O Caminho para Jericó, dirigido por Amos Gitai, exibido fora de competição; Um Pouco de Esperança, de Ali Asgari, protagonizado por Misagh Zareh, que disputou o Leão de Ouro; Roqia, de Yanis Koussim, exibido na Semana da Crítica, em 2025; entre outros.
Da Competição de Veneza, vale destacar o longa Retorno a Buenos Aires, de Marco Bechis, que levou dois prêmios em uma premiação paralela e também será exibido na Mostra. Nascido no Chile, de nacionalidade italiana, o diretor foi criado em São Paulo e Buenos Aires; ele vem à Mostra para ser homenageado com o Prêmio Humanidade. Seu filme, sobre um ex-prisioneiro da ditadura militar argentina que volta ao país para testemunhar no julgamento dos ex-militares, é estrelado pelo italiano Adriano Giannini e reúne ainda os brasileiros Paula Cohen e Eduardo Hoy em papéis de destaque, além das atrizes argentinas Ana Celentano, Vero Gerez e Olivia Nuss; a obra teve também participação destacada de técnicos brasileiros na equipe.
A seleção da Mostra de São Paulo segue com títulos da mostra Orizzonti do Festival de Veneza, entre eles: A Cor do Sol, de Xavier Tera, vencedor do Prêmio da Crítica de melhor filme; A Garota com a Leica, de Alina Marazzi, que venceu o Pasinetti Award e o 1964 Pop Art Award; Até que o Dia Termine, de Jelena Maksimović; O que Pertence aos Outros, de Grzegorz Dębowski; Oásis, de Jannis Lenz, vencedor do Bisato d’Oro, prêmio independente da crítica; A Casa do Vento, de Auguste Bernard Kouemo Yanghu, vencedor do Prêmio Especial do Júri; entre outros.
E mais destaques da Biennale di Venezia na 50ª edição da Mostra de São Paulo: Imperium, de Sergei Loznitsa, exibido fora de competição; o italiano O Fogo que Você Carrega, de Edoardo De Angelis, com Vanessa Scalera, que disputou o Leão de Ouro; o colombiano Meteorito, de Sebastián Múnera, da Settimana Internazionale della Critica; o mexicano Ainda Tijuana, de Gabriel Gutierrez Morales, exibido na mostra Biennale College Cinema; o documentário em realidade virtual Artou, de Abderrahmane Sissako, da mostra Venice Immersive; As Índias, de Nicolas Chapoulier e Pauline Julier, exibido na mostra paralela Giornate degli Autori; o documentário Biografia de Jorge Luis Borges, de Mariano Llinás; Furies, de Rami Kodeih, coprodução entre Líbano e Brasil, exibida na mostra Venezia Spotlight e também na mostra Centrepiece do Festival de Toronto e na mostra Expectativa do Festival do Rio; o alemão Camuflagem, de Mykyta Gibalenko, exibido na Giornate degli Autori; Eu Planto Minha Mão no Jardim, de Boris Hadžija e Hoda Taheri, da mostra Giornate degli Autori.
A seleção do Festival de Veneza na Mostra SP completa-se com: Dust (Weichen), dirigido por Tsai Ming-liang, exibido fora de competição e também destaque na mostra Zabaltegi-Tabakalera do Festival de San Sebastián; o argentino O Fantasma, de Ignacio Masllorens e David Lamelas, exibido na Giornate degli Autori; Borgonha, de Michael Dweck e Gregory Kershaw, exibido fora de competição; Minhas Anotações sobre Marte, de Lili Horvát, da Giornate degli Autori; o documentário Union Town, dirigido por Barbara Kopple, exibido fora de competição; Salão de Beleza, de Nathalia Acevedo, destaque da Giornate degli Autori; a realidade virtual Creation of the Worlds (Pasaulių Sutvėrimas), de Kristina Buožytė e Vitalijus Žukas, exibida na mostra Venice Immersive e premiada no Lithuanian Film Awards; e o chinês Zoom In, Zoom Out, de Dong Jie, premiado na Settimana Internazionale della Critica como o filme mais inovador.
Robert Pattinson em Primetime, de Lance Oppenheim: destaque na programação da Mostra SP
Filmes exibidos no Festival de Berlim também se destacam na programação da Mostra de São Paulo, entre eles: Chicas Tristes, da mexicana Fernanda Tovar, vencedor do Urso de Cristal na mostra Generation 14plus, consagrado com o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cartagena e exibido também em San Sebastián e Tribeca; O Homem Mais Solitário da Cidade, de Tizza Covi e Rainer Frimmel, que disputou o Urso de Ouro e recebeu uma Menção Especial em uma premiação paralela; Quem Matou Narciso?, de Marcelo Martinessi, coprodução brasileira que levou o Prêmio da Crítica na mostra Panorama; Crônicas do Cerco, de Abdallah Alkhatib, vencedor do prêmio de melhor filme de estreia da mostra Perspectives; Uma Família, dirigido por Mees Peijnenburg, que recebeu uma Menção Especial na mostra Generation 14plus; O Julgamento de Hein, de Kai Stänicke, vencedor do Prêmio do Júri no Teddy Award; Doggerland, de Kim Ekberg, exibido na mostra Forum; O Outro Lado do Sol, de Tawfik Sabouni, da mostra Panorama Dokumente.
A seleção da Berlinale segue na Mostra com: A Condessa Sangrenta, de Ulrike Ottinger, com Isabelle Huppert no elenco; o iraniano Cesarean Weekend, de Mohammad Shirvani, exibido na mostra Forum; Dao, de Alain Gomis, que disputou o Urso de Ouro; Yo (O Amor é um Pássaro Rebelde), de Banker White e Anna Fitch, vencedor do Urso de Prata de melhor contribuição artística; o alemão Eu Compreendo o Seu Descontentamento, de Kilian Armando Friedrich, destaque na mostra Panorama; AnyMart, de Yusuke Iwasaki, vencedor do Prêmio da Crítica da mostra Forum; O Dia em que Ela Volta, do consagrado cineasta sul-coreano Hong Sang-soo; a animação chinesa Pilar de Luz, de Xu Zao, exibida na mostra Perspectives e vencedora do Prêmio do Público no Pingyao International Film Festival; Todo Mundo Pede Desculpas Hoje em Dia, de Frederike Migom, exibido na mostra Generation Kplus; Wolfram, de Warwick Thornton.
E mais títulos vindos de Berlim: o belga Poeira, de Anke Blondé, que disputou o Urso de Ouro; Não Sou um Herói, de Rima Das, que recebeu uma Menção Especial na mostra Generation Kplus; Luxúria, de Ralitza Petrova, exibido na mostra Forum; o documentário Cera & Ouro, de Ruth Beckermann; 17, de Kosara Mitić; Sonhos do Rio, de Kristina Mikhailova, vencedor do prêmio do Júri Ecumênico na mostra Forum; Fantasma na Prisão, de Joko Anwar, exibido na mostra Forum; Heysel 85, de Teodora Ana Mihai; Mouse, de Kelly O’Sullivan e Alex Thompson, exibido na mostra Panorama; entre outros.
O Festival de Locarno também marca presença na 50ª edição da Mostra de São Paulo com: Onde Repousar Meus Olhos, de Hong Sang-soo, vencedor dos prêmios de melhor direção, melhor atuação para Kim Min-hee e do Prêmio do Júri Ecumênico; A Violência de Ninguém, do canadense Denis Côté, que recebeu o Prêmio do Júri Jovem; o colombiano Todas as Minhas Viagens São Viagens de Regresso, de Manuel Ponce de León, exibido na mostra Concorso Cineasti del Presente; Recém-Chegados, de Rodrigo Plá, que recebeu Menção Honrosa no Pardo for Change; Até Lá, de Sarah Leonor, que recebeu uma Menção Especial do Júri Jovem; Revolucionárias Nunca Morrem, de Mohanad Yaqubi, vencedor do Prêmio Especial do Júri na mostra Concorso Cineasti del Presente.
E mais filmes de Locarno: Armony, de Dario Albertini, exibido na mostra Piazza Grande; Sob o Braço de Deus, dirigido por Peter Brunner, com Caleb Landry Jones no elenco; o português Guerrilha no Asfalto, de Edgar Pêra, exibido fora de competição; Os Dias Livres, de Lucila Mariani, que recebeu uma Menção Especial na mostra Concorso Cineasti del Presente; Eu Raramente Acordo Sonhando, de Isabelle Stever, vencedor do prêmio L’ambiente è qualità di vita; a animação singapurense Atlas Mágico, de Sun Xun, exibida na mostra Concorso Cineasti del Presente; e Na Terra de Arto, de Tamara Stepanyan, exibido na edição do ano passado. Além disso, títulos que disputaram o Leopardo de Ouro também se destacam, entre eles: A Escuta, de Lê Bảo; Admirável Novo Amor, de Maria Bäck; Objeto A, de Ann Oren; Princesa Burro, de Cristóbal León e Joaquín Cociña; A Casa na Lua, de Nelson Yeo; e Caçada Humana, de Wayne Wapeemukwa.
Isabelle Huppert em A Condessa Sangrenta, de Ulrike Ottinger: exibido em Berlim
Do Festival de Sundance, a Mostra traz: Ha-Chan: De Volta à Dança!, de Josef Kubota Wladyka, vencedor do prêmio de melhor direção na mostra US Dramatic; Aanikoobijigan [Ancestral/Bisavô/Bisneto], de Adam Khalil e Zack Khalil, vencedor do Prêmio do Público; Como se Divorciar Durante a Guerra, de Andrius Blaževičius, que levou o prêmio de melhor direção na competição World Cinema Dramatic; o documentário A História do Concreto, de John Wilson; Filipiñana, de Rafael Manuel, vencedor do Prêmio Especial do Júri; Não Me Largue, de Myrsini Aristidou, consagrado com o Prêmio do Público na mostra World Cinema Dramatic; O Intruso, de Louis Paxton, vencedor do NEXT Innovator Award; Quem Matou Alex Odeh?, de Jason Osder e William Lafi Youmans, vencedor do Prêmio Especial do Júri Journalistic Excellence; Água Quente, de Ramzi Bashour, exibido na U.S. Dramatic Competition e premiado nos festivais de Seattle, São Francisco e Nashville; e Zi, dirigido por Kogonada, exibido na mostra Next.
A seleção do Festival de Roterdã também se destaca na Mostra de São Paulo com: La Belle Année, de Angelica Ruffier, vencedor do Prêmio Especial do Júri e exibido no Queer Lisboa; O Árabe, de Malek Bensmaïl, exibido na mostra Big Screen Competition; A Providência e a Guitarra, do diretor português João Nicolau, que foi o filme de abertura da 55ª edição; Papel Coadjuvante, de Ana Urushadze, vencedor do Prêmio da Crítica e do Prêmio Especial do Júri; o angolano Meu Semba, de Hugo Salvaterra, que disputou o prêmio principal; o documentário Krakatoa, de Carlos Casas, exibido na mostra Bright Future; Master, de Rezwan Shahriar Sumit, vencedor do prêmio Big Screen; Eu Cresci uma Polegada Quando Meu Pai Morreu, de P. R. Monencillo Patindol, vencedor do Prêmio NETPAC de melhor filme da Ásia-Pacífico; A Ginasta, de Charlotte Glynn, que disputou o Tiger Award; o documentário Aliados no Exílio, de Hasan Kattan; o dinamarquês Lar, de Marijana Janković e Projecto Global, de Ivo M. Ferreira, exibidos na mostra Big Screen Competition.
Do Festival de San Sebastián, a Mostra de São Paulo também apresenta: Rochas Vermelhas, do francês Bruno Dumont, exibido na mostra Zabaltegi-Tabakalera; Cute, de Marlene Emilie Lyngstad, exibido na mostra New Directors; Glaxo, dirigido por Benjamín Naishtat, coprodução entre Argentina e Brasil, também exibida no Festival do Rio; O que Resta, da cineasta turca Yeşim Ustaoğlu, que disputou a Concha de Ouro; o mexicano Morro, de Rodrigo García Saiz, exibido na mostra New Directors; entre muitos outros.
O Festival de Toronto também ganga destaque na seleção da Mostra SP com: A Vida e as Mortes de Wilson Shedd, de Tim Blake Nelson, com Amanda Seyfried, que foi exibido na mostra Gala Presentations; o documentário O Guia Pervertido das Utopias, de Sophie Fiennes, exibido na mostra TIFF Docs; a ficção científica O Amor é o Monstro, de Neto Villalobos Brenes, exibido na mostra Centrepiece; O Último Batedor de Carteiras, de Noah Segan, com John Turturro e Giancarlo Esposito no elenco, que também foi exibido em Berlim; o francês As Filhas de Abraão, de Hanaël El Yousfi, destaque na mostra Discovery; O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada, da mostra TIFF Docs; Londres, de Sebastian Brameshuber, também exibido na mostra Panorama de Berlim; As Ilhas Afortunadas, de Samuel Delgado e Helena Girón, exibido na mostra Discovery; o documentário Edward Said: Entre Mundos, de Maiken Baird, também exibido no New York Film Festival; Nosotros, de Joaquín Ruano, exibido na mostra Discovery e no Morelia Film Festival; entre outros.
Anghlong Konyak em Angh, de Theja Rio: premiado no Festival de Toronto
A seleção da Mostra de São Paulo segue com mais destaques de cineastas consagrados, elencos estrelados, inéditos no Brasil e premiados em outros festivais internacionais, entre eles: O Outro Lado das Redes, de Aaron Sorkin, com Jeremy Allen White, Jeremy Strong e Mikey Madison; o documentário American Doctor, de Poh Si Teng, exibido em Sundance e no SXSW Film Festival, além de ser premiado no Sydney Film Festival; Fractais Tropicais, de Leonardo Pirondi, coprodução entre Portugal e Brasil, que foi exibida no BFI London Film Festival e no IndieLisboa; o documentário Cameron Winter at Carnegie Hall, dirigido por Paul Thomas Anderson, selecionado para o Valladolid International Film Festival; a comédia I Love Boosters, de Boots Riley, com Keke Palmer, Naomi Ackie, Taylour Paige, LaKeith Stanfield, Poppy Liu, Eiza González, Will Poulter, Don Cheadle e Demi Moore no elenco, que foi exibida no SXSW Film Festival e indicado ao Critics Choice Super Awards; o espanhol Emergency Exit, de Lluís Miñarro, com Marisa Paredes, Francesc Orella, Emma Suárez e Naomi Kawase no elenco, exibido no Festival Internacional de Cine de Gijón; O Retornado, do cineasta cubano Armando Capó, exibido no Festival de Guadalajara.
E mais destaques: o documentário Black Zombie, de Maya Annik Bedward, exibido no SXSW e no Hot Docs; o alemão Hijamat, de Nader Saeivar, que disputou o Crystal Globe no Festival de Karlovy Vary; o documentário Me Deixa Ser, dirigido por Viviane D’Avilla, coprodução entre Brasil e Estados Unidos, que foi exibida no Raindance Film Festival e premiada no Festival do Rio; Noite e Dia por Virginia Woolf, de Tina Gharavi, com Haley Bennett, Lily Allen e Timothy Spall no elenco, que foi exibido no Filmfest München; a animação Olívia e o Terremoto Invisível, de Irene Iborra Rizo, indicada ao Goya e ao European Film Awards e premiada no Festival de Annecy e no Premis Gaudí; o drama Cherri, dirigido por Fabián Suárez, uma coprodução entre Cuba, Guatemala e Espanha, exibida no Miami Film Festival; o documentário iraniano Eu Mereço um Amante Cujo Despertar Faça Arder Ruínas Flamejantes pelos Céus, de Mani Haghighi, exibido no Festival de Valladolid; o documentário espanhol Cartas de um Exílio Interior, de Eloy Enciso Cachafeiro, exibido no FIDMarseille.
A programação da Mostra de São Paulo segue com mais títulos em destaque, como: a animação ChaO, vencedora do Prêmio do Júri no Festival de Annecy; Pedras Preciosas, exibido na mostra Forum da Berlinale e vencedor do Grande Prêmio do Júri e eleito o melhor filme de estreia da competição colombiana do Festival de Cartagena; A Convidada, de Mads Mengel, vencedor do Prêmio Especial do Júri e melhor direção da competição internacional do Festival de Karlovy Vary; Skate Não é para Garotas, de Dina Duma, premiado nos festivais de Jerusalém, Tribeca e Montenegro; a animação Contos do Jardim Mágico, de David Súkup, Patrik Pašš, Leon Vidmar e Jean-Claude Rozec, consagrada no Slovene Film Festival; o suspense psicológico Cotton Fever, dirigido por Daniel Blake Schwartz, vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor fotografia para Tom Fitzgerald no Festival de Tribeca; o drama Cinco Anos, Quatro Meses, de Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio, exibido no Festival de Karlovy Vary; a animação Ray Gunn, de Brad Bird; entre muitos outros.
Naomi Ackie, Taylour Paige e Keke Palmer em I Love Boosters, de Boots Riley
Neste ano, a 50ª Mostra exibirá 21 produções submetidas por seus países para uma vaga entre os indicados ao Oscar 2027 na categoria de melhor filme internacional, além daqueles que concorrem automaticamente por terem ganhado determinados prêmios nos festivais elegíveis, uma regra nova da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood; é o caso de Vergonha e Dinheiro, de Visar Morina, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance, Fjord, de Cristian Mungiu, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e também indicado pela Romênia e Mulher Desconhecida, de May el-Toukhy, consagrado com o Leão de Ouro em Veneza e também submetido pela Dinamarca.
Os indicados de seus países ao Oscar seguem na Mostra com: o brasileiroFeito Pipa, de Allan Deberton, premiado em Berlim, Cartagena e Guadalajara e consagrado no Festival de Gramado; Variações sobre um Tema, de Jason Jacobs e Devon Delmar, representante da África do Sul; da Alemanha, Everytime, de Sandra Wollner; Roqia, de Yanis Koussim, da Argélia; da Armênia, Na Terra de Arto, de Tamara Stepanyan; A Aventura Sonhada, de Valeska Grisebach, representante da Bulgária; de Chipre, Não Me Largue, de Myrsini Aristidou; Amor Possível, de Lee Chang-dong, da Coreia do Sul; das Filipinas, Filipiñana, de Rafael Manuel; Minotauro, de Andrey Zvyagintsev, representante da França; O Sentido da Vida, de Ryûsuke Hamaguchi, do Japão; da Lituânia, Como se Divorciar Durante a Guerra, de Andrius Blaževičius; Furies, de Rami Kodeih, do Líbano; 17, de Kosara Mitić, representante da Macedônia do Norte; do Nepal, Elefantes na Névoa, de Abinash Bikram Shah; Quem Matou Narciso?, de Marcelo Martinessi, do Paraguai; da Polônia, A Terra do Meu Pai, de Paweł Pawlikowski; e A Morte Não Tem Dono, de Jorge Thielen Armand, representante da Venezuela.
Mais de 70 obras brasileiras integram a programação da 50ª edição da Mostra de São Paulo. Os filmes da Mostra Brasil também estão divididos nas seções Apresentação Especial e Competição Novos Diretores. Entram em Mostra Brasil: obras inéditas em São Paulo, assim como as da Competição, que exibe trabalhos de cineastas que já dirigiram no máximo dois longas. Os filmes da Competição concorrem ao Troféu Bandeira Paulista, entregue pelo júri da 50ª Mostra. Além disso, todos os brasileiros da Perspectiva Internacional e da Competição Novos Diretores concorrem ao Prêmio do Público da Mostra, que inclui o Troféu Bandeira Paulista de melhor filme brasileiro.
O cinema brasileiro tem feito bonito no exterior e a seleção reflete isso; a 50ª Mostra exibirá, além do já citado Feito Pipa e das coproduções: o pernambucano A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, com Caique Copque e Ítalo Martins, vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno e consagrado no Festival do Rio com cinco prêmios; London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli, exibido na Settimana Internazionale della Critica, em Veneza, e vencedor do Queer Lion; Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, protagonizado por Rejane Faria, exibido na mostra Platform de Toronto e que disputou a Conhca de Ouro em San Sebastián; Funk, de Aly Muritiba, que recebeu Menção Especial para a performance de Duda Santos e MC Nem no Festival de Tribeca; Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira, exibido na mostra Panorama da Berlinale e consagrado no Festival de Brasília; o alagoano Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur, destaque no Blackstar Film Festival, na Filadélfia; Yellow Cake, de Tiago Melo, com Rejane Faria e Tânia Maria, exibido no Festival de Roterdã; a animação O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite, exibido no Festival de Annecy; o cearense Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques, com Luciana Souza e Verônica Cavalcanti, premiado no Olhar de Cinema e exibido na mostra Forum da Berlinale.
Hettie Farmer em Variações sobre um Tema: representante da África do Sul no Oscar 2027
E mais brasileiros: A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto, com Igor Mo, e Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner, com Martha Nowill e premiado no Festival de Brasília, ambos exibidos no Festival de Roterdã; A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr., exibido na mostra Horizontes Latinos do Festival de San Sebastián e que rendeu o prêmio de melhor atriz para Grace Passô no Festival do Rio; Isabel, dirigido por Gabe Klinger, com Marina Person, exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim; Pardo é Papel, de Alexis Zelensky, destaque no IndieLisboa; Coração de Lona, de Tuca Siqueira, exibido no Festival Biarritz Amérique Latine; Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira, de Cristiane Oliveira e Gustavo Galvão, do Cinélatino, em Toulouse; Jardim dos Silêncios, de Henrique Dantas, com Fabrício Boliveira, exibido no American Black Film Festival, em Miami; Medley, de Ana Luiza Azevedo, com Alana Cabral, Mel Maia e André Ramiro, destaque no LA Femme; entre muitos outros.
Outro destaque entre as produções brasileiras são os filmes sobre personalidades, como: 100 Dias, de Carlos Saldanha, sobre o navegador Amyr Klink; Alucinação, de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano, sobre o cantor e compositor Belchior; Cansei de Ser Galã, de Bento Marzo e Eduardo Ades, sobre o ator Claudio Marzo; o documentário Di Cavalcanti, de Ana Carolina; Elza, de Eryk Rocha, sobre a cantora Elza Soares, e A Extraordinária Vida de Vera Valdez, de Fabio Meira, sobre a modelo e atriz, ambos premiados no Festival do Rio; Fernanda, de Pedro Waddington, sobre a consagrada Fernanda Montenegro; Ney por Trás das Máscaras, de Esmir Filho, sobre Ney Matogrosso; Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?, de Hugo Prata e Felipe Novaes, sobre Chorão, que rendeu o prêmio de melhor ator para José Loreto em Gramado; Cavalcanti, de Jairo Neto e Graubi Garcia, sobre o cineasta Alberto Cavalcanti; e Zé, de Paulo Caldas, sobre o diretor, ator e dramaturgo Zé Celso Martinez Correa. Já Vitória da Paz, de Ricardo Calil, Dudu Levy e Fábio Gusmão, conta a história da mulher negra que denunciou o tráfico de drogas e a corrupção policial que via da janela de sua casa e, por isso, ficou anônima durante muito tempo.
A seleção brasileira na Mostra de São Paulo conta também com: A História Mais Triste do Mundo, de Hique Montanari, consagrado entre os longas gaúchos no Festival de Gramado; Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, vencedor de seis prêmios no Festival de Brasília; o documentário 144: Apocalipse Não, de J.P. Cuenca; a animação Ana, en Passant, de Fernanda Salgado; Maria de Maria, dirigido por Luiza Shelling Tubaldini, com Nanda Costta, João Campos e César Ferrario no elenco, exibido no Festival do Rio; o documentário Cão Sem Plumas, de Camila Valença, que destaca a Companhia de Dança Deborah Colker; Leite em Pó, de Carlos Segundo, protagonizado por Vinícius de Oliveira, que levou três kikitos em Gramado, entre eles, o Prêmio da Crítica; Folclórica, do cineasta capixaba Rodrigo Aragão; O Deserto de Luiza, de Alan Minas, com Daniela Fontan e Nina Prado, vencedor do Prêmio do Público da mostra Novos Rumos no Festival do Rio;
E mais: Justino: Nos Bastidores do Reino, de José Eduardo Belmonte, que rendeu o kikito de melhor ator para Christian Malheiros em Gramado; Olhe para Mim, do cineasta alagoano Rafhael Barbosa, com Rejane Faria, Luciano Pedro Jr., Ulisses Arthur e Aura do Nascimento no elenco; o documentário O Projeto, de Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic, exibido em Gramado; Talismã, de Thais Fujinaga, premiado no Festival do Rio; o documentário O Sertão das Nossas Memórias, de Lúcia Murat; Pele de Rinoceronte, de Marcello Ludwig Maia, que rendeu o kikito de melhor atriz coadjuvante para Naruna Costa em Gramado; o documentário O Gesto Entre Nós, de Roberto Bomtempo, sobre a companhia de teatro gestual Dos à Deux; entre outros.
Nanda Costta em Maria de Maria, de Luiza Shelling Tubaldini
O Displacement Film Fund, proposto pela atriz Cate Blanchett, embaixadora do ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, e realizado com o Fundo Hubert Bals do Festival de Roterdã, financiou a realização de cinco curtas-metragens de cineastas refugiados ou que fazem filmes respeitosos sobre pessoas deslocadas. A primeira leva de produções dirigidas por Mohammad Rasoulof (O Sentido da Água), Maryna Er Gorbach (Rotação), Mo Harawe (Sussurros de um Aroma em Chamas), Hasan Kattan (Aliados no Exílio) e Shahrbanoo Sadat (Super Academia Afegã), tem exibição na Mostra.
O diretor indiano S. S. Rajamouli apresentará pessoalmente uma sessão especial de RRR: Revolta, Rebelião, Revolução (2022), vencedor do Oscar de melhor canção original por Naatu Naatu e sensação mundial. Será a chance de assistir na tela grande ao longa-metragem, que no Brasil só estreou no streaming, e depois conversar com o diretor, que receberá o Prêmio Leon Cakoff, no dia 19/10, na Sala Petrobras na Mostra, localizada no Solar Fábio Prado.
A Mostrinha, dedicada ao público infantil, chega à terceira edição com 20 longas e um curta, de 20 países; treze são animações. Dez filmes têm produção brasileira e nove contam com mulheres na direção ou codireção. Clarice Vê Estrelas, escrito e dirigido por Letícia Pires e baseado em seu livro, será o filme de abertura da Mostrinha, em estreia mundial, na Sala São Paulo, no dia 15/10, com a presença da equipe e do elenco. A arte do pôster da 3ª Mostrinha é um trabalho do escritor, jornalista e ilustrador Ziraldo (1932-2024).
A música é um dos destaques desta 50ª edição, em obras como Neste Quarto, de Ana Rocha de Sousa, sobre a cantora portuguesa Carminho, que vem à Mostra para acompanhar o filme; Tribalistas: O Baú da Hora Fértil, de Dora Jobim; Behemoth: Uma Vida Composta em Peças, de Tony Gilroy; Ensaiando o Brasil, de Elisa Bracher, sobre a Orquestra Jovem Tom Jobim; Nino: Um Filme sobre Nino Rota, de Walter Fasano; e Joy of Joys, de Jonathan Glazer, um curta-metragem sobre as gravações do álbum Help(2), registradas pelos olhares de crianças londrinas, enquanto meninos e meninas em zonas de conflito documentam sua realidade.
Pelo sétimo ano, a Mostra tem em sua programação filmes em realidade virtual, que propõem uma forma nova de imersão e interação; as produções no formato estarão em cartaz no CineSesc e no Solar Fábio Prado. Nesta 50ª edição, o evento parte pela terceira vez para Belém, no Cine Líbero Luxardo, equipamento de cultura vinculado à Fundação Cultural do Estado do Pará, entre os dias 22 e 28 de outubro. A tradicional itinerância promovida pelo Sesc por cidades paulistas vai ocorrer em dez unidades da instituição. Seis filmes da 50ª Mostra vão ser exibidos em Araraquara, Birigui, Campinas, Franca, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Carlos e Taubaté.
Rocio Guzman e Darana Alvarez em Chicas Tristes: filme premiado em Berlim e Cartagena
O cineasta estadunidense Boots Riley, de Desculpe te Incomodar, vem à 50ª Mostra para apresentar seu novo filme, I Love Boosters, participar de uma conversa com o público e fazer parte do júri da Competição Novos Diretores. Além disso, o cineasta russo Andrey Zvyagintsev, vencedor do Grande Prêmio do Júri em Cannes com Minotauro, que está incluído na programação da Mostra, terá também seus dois primeiros longas-metragens exibidos nesta edição: O Retorno (2003), Leão de Ouro em Veneza; e O Desterro (2007), que rendeu o prêmio de melhor ator em Cannes para Konstantin Lavronenko.
A celebração dos 50 Anos da Mostra de São Paulo contará também com as exposições Tempo e Movimento: os 50 anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Solar Fábio Prado, concebida pela cineasta e multiartista Daniela Thomas; e STEPS: Fotografias Inéditas de Abbas Kiarostami, no MIS. No dia 24 de outubro, no MIS, terá a exibição do curta Me Leve pra Casa e do documentário 24 Frames, ambos de 2016, seguida de um debate entre o filho de Abbas, Ahmad Kiarostami, e o diretor argentino Lisandro Alonso, que adapta Gosto de Cereja (1997) para a América Latina com Wagner Moura no papel principal.
O lançamento dos livrosAntes que eu Me Esqueça: Um Ensaio de Lembranças para os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com memórias da diretora Renata de Almeida, pela Cosac, e 50 Anos, 50 Cartazes: A História dos Cartazes da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo também faz parte das homenagens à data especial. A 50ª edição também marca o lançamento de uma nova plataforma, o Acervo, que reúne 50 anos de história da Mostra e informações sobre mais de 12 mil filmes. Pelo sexto ano consecutivo, a Mostra promoverá o Encontro de Ideias Audiovisuais, de 20 a 23 de outubro, no Solar Fábio Prado, com debates, painéis e oportunidades de networking.
Como já é tradição na Mostra, a 50ª edição promoverá conversas e masterclasses com cineastas. A masterclass gratuita O Cinema de Contrapartida em Territórios de Conflito, com Eliane e Carla Caffé, será voltada para estudantes de escolas públicas e para o público em geral e acontecerá no dia 19/10, na Sala Petrobras na Mostra, que fica no Solar Fábio Prado.
A conversa com Walter Salles a respeito de sua série Sócrates Brasileiro, sobre o jogador de futebol do Corinthians e da Seleção Brasileira, ocorrerá no dia 23/10, no Espaço Petrobras de Cinema, após a exibição de dois episódios em finalização. Sócrates Brasileiro é apenas uma das produções da seção Mostra em Série, que apresentará ainda: Coligay: A Torcida Impossível, de Paulo Machline, sobre a torcida gay do Grêmio criada na ditadura; Colônia: Segunda Temporada, de André Ristum, sobre os abusos no hospital psiquiátrico em Barbacena; Leve Chico, de Marianna Brennand, em que artistas reinterpretam as canções de Chico Buarque; O Oligarca e o Negociante de Arte, de Andreas Dalsgaard, sobre a guerra entre dois empresários, exibida em Sundance; além do restauro da minissérie A Casa no Bosque (1971), de Maurice Pialat, sobre uma vila francesa durante a Primeira Guerra Mundial.
Amor Possível, de Lee Chang-dong: representante da Coreia do Sul no Oscar 2027
A 50ª Mostra exibirá também O Primeiro Ano (1972) e as três partes de A Batalha do Chile (1975-1979), documentários seminais de Patricio Guzmán, cineasta chileno que morreu em setembro. Outro destaque é a restauração de Aurora, produção de F.W. Murnau de 1927, que ganha duas sessões no Teatro Cultura Artística, nos dias 23 e 24 de outubro, com a trilha sonora executada ao vivo pela Orquestra Brasil Jazz Sinfônica. A lista de outros restauros da 50ª Mostra incluem os nacionais Vento Norte (1951), de Salomão Scliar; Lá e Cá (1995), de Sandra Kogut; e Janela da Alma (2001), de João Jardim e Walter Carvalho. Dos internacionais: Despedida de Ontem (1966), de Alexander Kluge; e Robert Wilson & The CIVIL WarS (1987), de Howard Brookner.
E mais: oito filmes recém-restaurados do cineasta armênio-soviético Artavazd Peleshian, autor de um cinema de difícil categorização, ganham espaço na Mostra: Patrulha da Montanha (1964), Terra do Povo (1966), O Começo (1967), Nós (1969), As Estações (1975), Nosso Século (1982), Fim (1992) e Vida (1993). O cineasta polonês Andrzej Wajda, que documentou a história de seu país no século 20 e completaria 100 anos em 2026, será celebrado na 50ª Mostra com a exibição de cópias restauradas de Cinzas e Diamantes (1958), O Bosque de Bétulas (1970) e Sem Anestesia (1978).
Sobre a premiação: a 50ª Mostra concede o Troféu Bandeira Paulista, uma criação da artista plástica Tomie Ohtake, aos filmes da Competição Novos Diretores. Os longas desta seção mais votados pelo público após as exibições da primeira semana do evento são submetidos ao júri, que escolhe os vencedores nas categorias de melhor filme de ficção e melhor documentário; se os jurados desejarem, outras categorias também podem ser premiadas. Integram o júri desta edição: o cineasta estadunidense Boots Riley, o cineasta iraniano Ali Asgari, o diretor colombiano César Augusto Acevedo e a diretora brasileira Laís Bodanzky.
Além de votar nas obras da Competição Novos Diretores, o público também escolhe o melhor filme estrangeiro e o melhor brasileiro. Há também o Prêmio da Crítica, escolhido por um grupo de jornalistas especializados em cinema que cobrem o evento e que, desde 2001, escolhem o melhor filme estrangeiro e o melhor filme brasileiro da programação. Outras premiações também serão entregues no encerramento do festival: Prêmio Netflix, Prêmio Paradiso, 4º Prêmio BRADA e o Prêmio Prisma Queer.
A programação completa da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo está disponível no site oficial e no aplicativo do evento, assim como lista de favoritos e compra de ingressos.
A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias: cinco prêmios
Foram anunciados neste domingo, 11/10, no Cine Odeon, no Rio de Janeiro, em cerimônia apresentada por Vanessa Giácomo e Rafael Infante, os vencedores do Festival do Rio 2026.
Subiram ao palco do tradicional cinema carioca os ganhadores dos troféus Redentor da Première Brasil e Novos Rumos, além dos vencedores da Première Latina, da Mostra Expectativa e do Prêmio Felix, que juntos consagram o melhor do cinema contemporâneo; Rita von Hunty foi eleita a Personalidade do Ano com o Prêmio Suzy Capó.
O longa pernambucano A Margem do Rio, dirigido por Enock Carvalho e Matheus Farias, se destacou com cinco prêmios, entre eles, o de melhor filme de ficção pelo Júri Oficial. Rodado no Recife e estrelado por Caique Copque e Ítalo Martins, a trama destaca Izaquiel, que trabalha como auxiliar de serviços gerais no Recife, cidade entrecortada por rios e manguezais. À noite, ele se aventura perigosamente em busca de encontros secretos no mangue. Seu mundo vira de cabeça para baixo quando ele cruza o caminho de Jeremias, um pescador intrigante e magnético. À medida que uma ameaça externa invade o lugar trazendo violência, Jeremias conduz Izaquiel numa jornada rumo às profundezas do coração do manguezal.
O longa, premiado no Festival de Locarno, também traz em seu elenco Robério Diógenes, Carlos Francisco, Isis Broken, Renna Costa, Enio Cavalcanti, Artia Lauandah, Albert Tenório, Ana Luiza Rios, Andrea Rosa, Bruno Goya, Igor de Araújo, Mariza Moreira, Matheus Neves, Mauricéa Conceição, Merry Batista, Naywá Moura, Raphael Bernardo e Rubens Santos.
Neste ano, o Festival do Rio recebeu mais de 150 mil pessoas e foram exibidos 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas-metragens, ao longo do festival, dos quais 45 competiram nas mostras oficiais. Também foram anunciados os escolhidos pela imprensa do júri FIPRESCI, realizado pela Federação Internacional de Críticos de Cinema, e do júri da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira; o público também escolheu seus preferidos em cinco categorias.
Além disso, o filme mais votado pelo Voto Popular da Mostra Expectativa recebeu o Prêmio Aquisição TV Globo; e o vencedor de melhor filme da Première Latina recebeu o Prêmio Aquisição Telecine, garantindo uma janela de distribuição.
Nesta 28ª edição, o time de jurados foi formado por: Esther García (presidente), Flavia Tygel, Jacqueline Lyanga, Marcela Altberg e Sophie Erbs na Première Brasil; Karen Harley (presidente), Dora Amorim, Guto Parente e Maíra Oliveira na Première Brasil Novos Rumos; Ericka Gavinho (presidente), Clara Anastácia, Guilherme Terreri (Rita von Hunty), Rodrigo Gerace e Vitã no Prêmio Felix, que celebra os filmes de temática LGBTQIAP+; Valentina Giraldo (Colômbia), Laura Pertuy (França) e Arthur Gadelha (Brasil) no Prêmio FIPRESCI; e Tomi Streiff (Suíça), Jane Hallisey (Reino Unido), Marcelo Cajueiro (EUA), Rodrigo Fonseca (Brasil) e Zhao Yan (China) no Prêmio ACIE.
Conheça os vencedores do Festival do Rio 2026:
PREMIÈRE BRASIL
Melhor Filme | Ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias Melhor Filme | Ficção | Voto Popular: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite Melhor Direção | Ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas Melhor Roteiro: Vicentina Pede Desculpas, escrito por Gabriel Martins Melhor Filme | Curta-metragem: Santo, de Maria Luísa Alves Melhor Filme | Documentário: Elza, de Eryk Rocha Melhor Filme | Documentário | Voto Popular: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo Melhor Direção | Documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas Melhor Atriz: Grace Passô, por A Professora de Francês e Isabel Teixeira, por Diário do Fogo Melhor Ator: Victor Di Marco, por London Melhor Atriz Coadjuvante: Renna Costa, Artia e Isis Broken, por A Margem do Rio Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês Melhor Fotografia: A Margem do Rio, por Luciana Baseggio Melhor Direção de Arte: Funk, por Ana Paula Cardoso Melhor Figurino: London, por Samy Sill Melhor Montagem: A Extraordinária Vida de Vera Valdez, por Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro e Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira, por Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos Melhor Som: A Margem do Rio, por Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura Melhor Trilha Sonora Original: A Professora de Francês, por Florencia Di Concilio
PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS
Melhor Longa: Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur Melhor Filme | Voto Popular: O Deserto de Luiza, de Alan Minas Melhor Direção: Thais Fujinaga, por Talismã Prêmio Especial do Júri: Elenco do curta Um Domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque Melhor Atriz: Nina Prado, por O Deserto de Luiza Melhor Ator: Pedro Leão, por Não Estamos Sonhando Melhor Curta: Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim
PRÊMIO FELIX
Melhor Filme Brasileiro: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias Melhor Filme Internacional: Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid (França/Tunísia) Melhor Documentário: Pai e Pai (Father Father), de Jake Witzenfeld (Reino Unido) Prêmio Especial do Júri: Morfeu e Caronte, de Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr. Menção Honrosa: Elefantes na Névoa (Elephants in the Fog), de Abinash Bikram Shah (Nepal/Alemanha/Brasil/França/Noruega)
OUTROS PRÊMIOS
PRÊMIO FIPRESCI | Federação Internacional de Críticos de Cinema Melhor Filme Brasileiro: London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli Melhor Filme Latino: Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo (México/Brasil/Dinamarca)
PRÊMIO ACIE | Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira Melhor Filme: Me Deixa Ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla (Brasil/EUA) Menção Honrosa: 144: Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca
PRÊMIO AQUISIÇÃO TV GLOBO | Mostra Expectativa | Voto do Público Maria Vitória, de Mário Patrocínio
PRÊMIO AQUISIÇÃO TELECINE | Mostra Première Latina | Voto do Público Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo
PRÊMIO SUZY CAPÓ | PERSONALIDADE DO ANO Rita von Hunty (Guilherme Terreri)
Lisandro di Prospero e Benjamim Nunes no longa cearense Terra Firme, de Alexandre Vale
A 36ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 7 e 13 de novembro, em Fortaleza, divulgou os filmes que integram as competições deste ano: a Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem, com seis títulos; e a Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem, com 13 obras.
A seleção reúne filmes de diferentes regiões do Brasil (Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba e São Paulo), além de produções do Peru e coproduções entre Equador, Chile e Alemanha e entre República Dominicana e Espanha. As obras abordam temas como memória, identidade, relações familiares, pertencimento e resistência.
Com exibições no Cineteatro São Luiz, as duas mostras integram a programação do festival; os filmes selecionados concorrem ao Troféu Mucuripe em diferentes categorias.
A competição ibero-americana de longas do Cine Ceará 2026 reúne seis filmes, cinco de ficção e um documentário, que partem de histórias particulares para abordar questões relacionadas à memória, às relações humanas, à identidade e às transformações sociais.
A seleção conta com a coprodução de ficção entre Espanha e Bélgica, Eu Não Morrerei de Amor, da diretora Marta Matute. Na trama, Claudia, de 18 anos, precisa conciliar os desejos próprios da juventude com as responsabilidades que surgem quando a doença da mãe altera a rotina da família. O drama transforma uma situação íntima em reflexão sobre o cuidado e as escolhas que acompanham a passagem para a vida adulta; o longa recebeu a Biznaga de Oro de melhor filme espanhol no Festival de Málaga deste ano.
Há também a ficção Nunkui, de Verenice Benítez, que conduz a narrativa para a Amazônia equatoriana. A coprodução entre Equador, Chile e Alemanha narra a história de uma adolescente do povo indígena Shuar, que enfrenta a ameaça da mineração enquanto aprende sobre sua cultura, a natureza e seu lugar no mundo. O filme acumula reconhecimentos internacionais, entre eles o prêmio de melhor longa-metragem da competição latino-americana do Festival Audiovisual Bariloche, o Prêmio do Júri no Festival Biarritz Amérique Latine e o prêmio de melhor roteiro no FicLaPaz.
Destaque também para Sob o Mesmo Sol, dirigido por Ulises Porra. A coprodução entre República Dominicana e Espanha transporta o público para o Caribe colonial de 1819. Um herdeiro espanhol, uma mestra chinesa da arte da seda e um desertor haitiano se unem na tentativa de estabelecer uma fábrica na ilha Hispaniola. Ao aproximar personagens de diferentes origens, o filme aborda as tensões culturais e sociais de um território marcado por desigualdades e disputas de poder.
Também faz parte da seleção a ficção peruana Não Há Ida Sem Retorno, do diretor Carlos Sánchez Giraldo. O filme apresenta a história de Amito, guiado por uma voz que ouve em seus sonhos, decide retornar à selva, sendo acompanhado por Lizandro, que deseja aprender com ele. Durante essa jornada, marcada por elementos míticos, Amito descobre que não é quem imaginava ser, enquanto Lizandro é levado a confrontar a si mesmo. A história aborda o retorno como um ciclo inevitável e transformador.
Do Brasil, a mostra conta com dois filmes: a ficção Terra Firme, de Alexandre Vale, filmado em Trairi, no litoral cearense. O longa acompanha a amizade de um menino de uma vila de pescadores e um homem mais velho que vive isolado em seu barco. O encontro entre os dois cria a possibilidade de enfrentar marcas do passado e vislumbrar novos caminhos. O outro é o documentário Trapiá, um outro sertão, dirigido por Bertrand Lira, sobre uma comunidade rural no interior da Paraíba em transição de uma forma tradicional de vida.
Cena do curta cearense Joqueta, de Luciana Vieira
A competição brasileira de curtas reúne 13 produções de diferentes estados e formatos, entre ficções, documentários e animações. O Ceará participa com quatro produções. Em Joqueta, de Luciana Vieira, Filipa nunca é verdadeiramente reconhecida até precisar substituir o irmão em uma corrida de jóquei; o filme chega ao festival após conquistar o 1º Lugar Cabíria Cardume e o 2º Lugar Abra Cardume. Lena, de Lanna Carvalho, acompanha uma mulher que recebe da filha um lugar especial como presente e precisa lidar com a saudade. Cassiopeia, de Bruna DeRose, traz história de Beatriz, jovem fascinada por astronomia, que conhece Olívia e passa a enxergar suas sardas como constelações; entre amizade, desejo e descoberta, ela enfrenta sentimentos que transformam sua relação com o mundo. Já Redamar, de Johnnathan Albano, apresenta Ulisses, personagem cuja rotina é marcada por desejos reprimidos e frustrações até receber a notícia da morte da mãe.
Entre as ficções selecionadas está Caso Isolado, de Jamila Facury e Edson Lemos Akatoy, da Paraíba, que aborda o colorismo a partir da experiência de uma mulher negra de pele clara que trabalha com entregas em João Pessoa. Tem Cabeceira, de Rayane Teles, da Bahia, sobre duas irmãs que deixam a casa e se deparam com um cenário de solidão e falta de perspectivas. E também Pão Doce (SP), de Wesley Gabriel Silva Santos, que acompanha um pai que tenta conciliar as exigências do trabalho com a comemoração do aniversário da filha; o filme estreou no Festival de Cinema de Gramado, onde recebeu os kikitos de melhor direção e melhor ator para Francisco Gaspar.
A animação também ocupa espaço importante na seleção: Amargô, de Giorgio Vinicius Casetta, acompanha uma costureira que retorna à cidade onde nasceu e se depara com memórias dolorosas; Cefalópodes, de Vic Casé, que retrata a relação entre uma drag queen insegura e um artista extraterrestre; Fogo Amigo e Outras Canções, de Roberto P. B. Castro, sobre um homem que passa a atrair urubus e entra em conflito com as criaturas; e Todas as Vezes que Demos Tchau, do mineiro Breno Alvarenga, em que um homem lembra de um relacionamento com um rapaz mais jovem e reflete sobre inseguranças, traumas e sexualidade.
Completando a seleção, há os documentários: O Homem Para o Tempo, de Heber Bezerra, que aborda sobre memória, afeto e passagem do tempo a partir da cidade de Ouro Preto; e o capixaba De Barriga pra Cima, de Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima, realizado a partir de uma oficina de cinema desenvolvida na comunidade quilombola de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim.
Os filmes das duas mostras competitivas concorrem ao Troféu Mucuripe. Na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem, serão premiados os vencedores nas categorias de melhor longa-metragem, direção, atuação principal, atuação coadjuvante, roteiro, fotografia, montagem, trilha sonora original, som, direção de arte e Prêmio da Crítica. O melhor longa, eleito pelo Júri Oficial, receberá um prêmio no valor de R$ 40 mil, destinados à distribuição da obra no Brasil conforme os critérios previstos no regulamento.
Na Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem, o Troféu Mucuripe será concedido nas categorias de melhor curta-metragem, direção, roteiro e Prêmio da Crítica. Os filmes também disputam o Prêmio Canal Brasil de Curtas, destinado à melhor produção da seleção; a premiação busca estimular novos realizadores e tem o vencedor escolhido por um júri formado por críticos e jornalistas especializados em cinema.
Conheça os novos filmes selecionados para o Cine Ceará 2026:
LONGAS-METRAGENS | COMPETITIVA IBERO-AMERICANA
Eu Não Morrerei de Amor (Yo no moriré de amor), de Marta Matute (Espanha/Bélgica) Não Há Ida Sem Retorno (No hay ida sin retorno), de Carlos Sánchez Giraldo (Peru) Nunkui, de Verenice Benítez (Equador/Chile/Alemanha) Sob o Mesmo Sol (Bajo el mismo sol), de Ulises Porra (República Dominicana/Espanha) Terra Firme, de Alexandre Vale (Brasil) Trapiá, Um Outro Sertão, de Bertrand Lira (Brasil)
CURTAS-METRAGENS | COMPETITIVA BRASILEIRA
Amargô, de Giorgio Vinicius Casetta (GO) Cabeceira, de Rayane Teles (BA) Cassiopeia, de Bruna DeRose (CE) Caso Isolado, de Jamila Facury e Edson Lemos Akatoy (PB) Cefalópodes, de Vic Casé (SP) De Barriga pra Cima, de Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima (ES) Fogo Amigo e Outras Canções, de Roberto P. B. Castro (GO) Joqueta, de Luciana Vieira (CE) Lena, de Lanna Carvalho (CE) O Homem para o Tempo, de Heber Bezerra (MG) Pão Doce, de Wesley Gabriel Silva Santos (SP) Redamar, de Johnnathan Albano (CE) Todas as Vezes que Demos Tchau, de Breno Alvarenga (MG)
David Santos e Maria Sofia no curta cearense Kaira e o Temporal, de Wagner Nogueira Mendes
A décima edição da Mostra Outros Cinemas retorna ao circuito de festivais cearenses entre os dias 15 e 18 de outubro com programação gratuita no Cinema do Dragão, em Fortaleza. Com curadoria da cineasta Bárbara Cariry, diretora da Mostra, a seleção foi definida a partir de 848 obras inscritas, provenientes de todas as regiões do país.
A sessão de abertura homenageia o cineasta Hermano Penna, nascido no Crato, no Ceará, com a exibição do clássico Sargento Getúlio (1983), estrelado pelos atores Lima Duarte e Fernando Bezerra. O longa-metragem é adaptado da obra homônima de João Ubaldo Ribeiro e tem direção de fotografia de Walter Carvalho.
Na trama, Sargento Getúlio e o motorista Amaro viajam no cumprimento da missão de transportar um preso político de Paulo Afonso (BA) até Aracaju (SE). Durante a viagem, a situação política se altera e o sargento recebe ordens para soltar o preso. Desconfiado, ele insiste em prosseguir, o que o transforma em inimigo da ordem. Perseguido e sentindo-se traído, Getúlio vê no cumprimento da missão a única razão de sua existência.
Em diálogo com a projeção de clássicos do cinema brasileiro, a 10ª Mostra Outros Cinemas também apresenta três programas de curtas-metragens realizados entre 2025 e 2026, em sua maioria inéditos na capital cearense. Ao todo, serão exibidas 15 produções, representando 10 estados: Ceará, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amazonas, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. O melhor curta-metragem da programação receberá o Prêmio da Crítica, concedido por um júri formado por membros da Aceccine, Associação Cearense de Críticos de Cinema.
A noite de encerramento da Mostra Outros Cinemas 2026 celebra os 40 anos do lançamento do documentário O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto (1986), dirigido por Rosemberg Cariry, apresentado em cópia restaurada em 4K. No início deste ano, o longa-metragem integrou o programa de Clássicos do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A sessão também marca os 50 anos de carreira de Rosemberg Cariry e os 100 anos da criação da Comunidade do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, liderada pelo beato José Lourenço. A comunidade se tornou um marco de construção social solidária no Ceará até sua destruição violenta em 1936. Com roteiro escrito por Cariry e Firmino Holanda, o documentário reúne depoimentos raros e inéditos de sobreviventes e de algozes do massacre da comunidade.
A Mostra Outros Cinemas, realizada pela Sereia Filmes, é dedicada à difusão do cinema de arte, experimental e contemporâneo brasileiro. Ao apresentar obras de cineastas de diferentes regiões do Brasil, o evento promove um encontro com narrativas, estéticas e formas de criação que ampliam o repertório do público e tensionam os modelos convencionais da produção audiovisual.
Conheça os filmes selecionados para a 10ª Mostra Outros Cinemas:
CURTAS-METRAGENS
A Menina que Queria ser Pedra, de Jackson Abacatu (MG) Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP) Convocação Geral da Categoria, de Bruna Pessoa Lima (CE) Dia dos Pais, de Bernardo Ale Abinader (AM) Duna, de Gabriela Barbalho e Paula Vanina (RN) Entre Aulas, de Marizele Garcia (RS) Grão, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS) Kaira e o Temporal, de Wagner Nogueira Mendes (CE) Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA) O Primo Holandês, de Nuno Lindoso (AL) Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE) Pirexia, de Nico da Costa (CE) Plano Secreto de Alie, de Lux Farr (CE) Quando Sair Lá Fora Serei Ana, de Jamila Facury (PB) Vejo Você de Repente, de Aída da Costa (CE)
FILME DE ABERTURA Sargento Getúlio, de Hermano Penna (1983) (SP)
FILME DE ENCERRAMENTO O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Rosemberg Cariry (1986) (CE)
Sinopse: Filmado à noite, nos telhados de Tel Aviv, o filme revela em detalhes os sistemas por trás do assassinato em massa, calculado, de civis palestinos em Gaza por Israel. Naza é resultado de uma investigação realizada ao longo de três anos, que denuncia os sistemas utilizados pelas forças israelenses em operações militares em Gaza, reunindo 24 depoimentos anônimos de militares e integrantes da inteligência israelense.
Cena do curta potiguar Akaîutĩ, de Kaline Cassiano, JP Mello e Sylara Silvério
Foram anunciados nesta terça-feira, 29/09, em uma live no YouTube apresentada pelo crítico de cinema Vitor Búrigo, aqui do CineVitor, os selecionados para as mostras competitivas e paralelas da nona edição do Curta Caicó, que acontecerá entre os dias 27 de outubro e 1º de novembro no Seridó Potiguar.
Nesta edição, o festival consolidou seu crescimento ao alcançar a marca histórica de 1.310 curtas-metragens inscritos, oriundos de todas as regiões do Brasil. Desse montante, 43 obras foram selecionadas para compor a programação oficial, que também contará com a exibição especial dos filmes resultantes do 5º Laboratório de Roteiro do Curta Caicó.
Em comunicado oficial, Raildon Lucena, diretor do festival, disse: “Esse ano nós batemos recorde de inscrições. Teremos nove mostras exibidas nas universidades, em praças públicas e em outros espaços fomentando o cinema na região do Seridó. É uma alegria imensa ver que o festival vem alcançando números cada vez melhores, estimulando a população local a se interessar pelo audiovisual e contribuindo para a formação do cinema brasileiro”.
Para dar conta do volume expressivo de inscritos e avaliar os filmes com a atenção necessária, a equipe de curadoria foi ampliada e contou com dez profissionais de várias partes do Brasil. O coordenador curatorial do evento, Júlio Oliveira, destacou o desafio de analisar obras de gêneros tão diversos mantendo a unidade temática da edição: “É um volume muito grande de obras do Brasil inteiro, com variados olhares sobre a arte e sobre o nosso próprio país”, afirmou.
Segundo Júlio, o Curta Caicó segue um caminho firme de expansão com um olhar atento à diversidade da produção nacional: “Buscamos filmes que conversam com as várias linguagens do cinema, mas que também encantam aquele público que não consome a sétima arte com frequência ou que passa muito tempo sem esse contato“, finalizou.
Realizado no interior do Rio Grande do Norte, o Curta Caicó reafirma seu papel como uma das principais vitrines de exibição e fomento do audiovisual nordestino e nacional. O evento integra o Calendário Oficial de Eventos do Estado (Lei Nº 12.466) e é oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural, Imaterial e Turístico do Rio Grande do Norte (Lei Nº 12.595).
Conheça os filmes selecionados para o 9º Curta Caicó:
MOSTRAS COMPETITIVAS
MOSTRA SERIDÓ
A Flor Teimosa da Algaroba, de Ana Karla Farias e Fátima Cabral (Caicó, RN) Bem de Perto, de Direção Coletiva (Tenente Laurentino, RN) Mãe Santíssima, de Buca Dantas (Parelhas, RN) Memória Trêsporquatro, de Osani (Acari, RN) Pemba, de Lourival Andrade (Caicó, RN) Utopia, de Alex Macedo e Julhin de Tia Lica (Jardim do Seridó e Parelhas, RN)
MOSTRA POTIGUAR
A Voz das Rochas, de Evelyn Freitas (Apodi) Akaîutĩ, de Kaline Cassiano, JP Mello e Sylara Silvério (João Câmara) Inquietas, de Thaina Morais (Natal) Medo de Cachorro, de Italo Tapajós (Natal) Uma Erói, de Camila Guerra e Babi Baracho (Natal) Umbuzeiro, de Emílio Ribeiro (Mossoró)
MOSTRA NACIONAL
Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (BA) Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (RO) O Mapa em que Estão os Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL) O Que Faço com Isso Agora que Acabou?, de Julia Uliana e Natália Dornelas (ES) Sacas de Areia, de Raphael Henrique (MT) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ) Vinte Vinte Quatro, de Davi Pieri (DF)
MOSTRAS PARALELAS
MOSTRA NORDESTE
A Costureira, de Ailton Jesus (CE) Dona Cecília, de Ana Hortência Egito e Julia A. Rantigueri (MA) Doula: Todos os Dias o Nascer do Fim, de Ary Régis Lima (PB) Habeas Pinho, de Nathan Cirino e Aluizio Guimarães (PB)
MOSTRA INFANTOJUVENIL
A Loja de Porcelanas, de Vanessa Mecedo (PE) Esperança, de Amora Moreira e Marcelo Pereira (RJ) Pé de Garrafa, de Everson Teodoro (MT) Zupi e a Vovó do Espaço Sideral, de Beatriz Nunes (SP)
CURTAS FANTÁSTICOS
Luzes de Angola, de Lallo Bocchino (SC) O Jogo de Dona Lourdes, de Hilda L. Pontes e Klaus Hastenreiter (BA) Pedra-Mar, de Janaína Lacerda (PB) Tente Sua Sorte, de Guenia Lemos (PR)
MOSTRA DIVERSIDADE
Capim, de Júlia Munhoz e Caio Pimenta (MT) Como Nasce um Rio, de Luma Flores (BA) Invisível, de Ramon Faria (MG) Xica Vive na Fumaça, de Vinicius Faustino (SP)
MOSTRA AMBIENTAL
Catadores, de Paula Vasone (SP) Da Janela, de Lu Antunes (SC) Envelhecer com as Árvores, de Loïc Ronsse e Bárbara Lissa (MG) YbyApin, de Murilo Ribeiro (GO)
MOSTRA VIDEOCLIPES
Alumeia, de Luana Flores e Juliana Linhares; direção: Luana Flores (PB) Guardiões da Terra, de Jully feat. Thini-á Fulni-ô; direção: Jully (SP) Miudinho, de Skarimbó; direção: Babi Baracho (RN) Meu Nome é Maalum, de Ifátókí Maíra Freitas e Yayá do Cavaco; direção: Victor Fiúza e Magna Domingues (RJ)
Ana Luiza Rios no curta Era Vânia, de Ticiana Augusto Lima
Em sua 36ª edição, que acontecerá entre os dias 7 e 12 de novembro, o Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema selecionou quatro longas-metragens e 15 curtas para a Mostra Olhar do Ceará, que destaca a produção cearense; os filmes refletem a diversidade de formatos, temáticas e olhares da cena local.
O Troféu Mucuripe será disputado por filmes ficcionais e documentais, cujas tramas apostam em histórias sensíveis e atuais, contada em diversas linguagens, como a da animação, a partir de temas variados, como os que retratam questões da infância e da terceira idade, das lutas femininas, trans, religiosas e dos movimentos trabalhistas. As obras olham para o passado, pensam no presente e refletem sobre o futuro do Brasil.
Para a Mostra Olhar do Ceará, foram selecionados os longas-metragens documentais: Adulto/Homem, de Pedro Diógenes, que se pergunta o que pode dizer o rosto de 20 atores que esperam por um teste de elenco; Douvina, de Márcio Câmara, que propõe um convite silencioso à contemplação da memória e dos rastros do presente; O Cio da Terra, de Rivelino Mourão, que une fiéis e brincantes na celebração da Festa do Pau da Bandeira; e Pessoal do Ceará: Lado A Lado B, de Nirton Venâncio, que aborda a música cearense, focado no movimento Pessoal do Ceará durante o período do golpe militar.
Entre os curtas-metragens, foram selecionados: Deu Praia, de Amanda Pontes, ficção sobre um date na praia entre o delírio e a realidade; Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Adeciany Castro, Weyna Macedo, Mariana Smith e Lucas Parente, documentário que retrata um movimento comunitário religioso bombardeado pela Força Aérea Brasileira em 1937 que, hoje, é citado como exemplo de autonomia camponesa; Era Vânia, de Ticiana Augusto Lima, ficção que acompanha Vânia, uma mulher que está sozinha na sala de estar, em meio a uma rotina cotidiana; e Erô, com direção coletiva do Cinema Instantâneo, documentário sobre Erodimar, uma heroína no sertão.
Amorfas no curta Pirexia, de Nico da Costa
Concorrem também na mostra os curtas de animação: Janaína e a Concha, de Malu Meneses, sobre uma sereia que se casa com um pescador e vive como humana na solidão de boa esposa, até que a morte de seus filhos mais velhos mudam o curso de seu destino; Marimbã Está Acontecendo, de Maryn Marynho, sobre como pessoas trans se imaginam no futuro; e Plano Secreto de Ali, de Lux Faria Silva, filme centrado em Ali, uma criança sonhadora que embarca em uma aventura com um calango para devolver todas as estrelas para o céu.
A seleção de curtas traz ainda: Pirexia, de Nico da Costa, ficção sobre o rockstar Baby, que fica impossibilitado de criar músicas novas até que ele decide compor com seu ex-companheiro musical uma nova melodia de cura e ressurreição; Kaira e o Temporal, de Wagner Nogueira Mendes, que traz a jovem Kaira como símbolo de esperança para enfrentar a Máquina-Metrópole Cronos e reacender as memórias perdidas de um povo; Quase à meia-voz, de Maria Tamires e Victor Emanuel Borges, ficção que acompanha duas mulheres na terceira idade que exploram o desejo e a paixão de forma livre; Rua 16, de Ryan Lopes, ficção sobre moradores que decidem instalar placas solares para evitar apagões, mas divergências colocam em xeque essa reunião.
Completam a lista de curtas: Sinal, de Barbara Matias Kariri, ficção sobre o agricultor João, que faz parte de um grupo de penitentes e foge de sua comunidade levando uma pedra; Stênio, de Yan Tavares, documentário sobre o xilogravurista Stênio Diniz, cujo fazer artístico mantém viva a cultura popular; Umbuzeiro, de Emílio Ribeiro, ficção que acompanha uma mulher marcada pela violência, cuja dor inspira seu filho a escrever um livro revelando sofrimentos e reviravoltas que dão um novo significado à história; e Vejo você de repente, de Aída da Costa, documentário em que a filha do artista plástico Da Costa recorre a poucas pistas para revisitar o fantasma do pai.
Com acesso gratuito, o 36º Cine Ceará vai ocupar o Cineteatro São Luiz e o Cinema do Dragão, onde será exibida a mostra Olhar do Ceará e as Exibições Especiais. Além das mostras competitivas Olhar do Ceará, brasileira de curta-metragem e ibero-americana de longa-metragem, o festival realizará exibições especiais, mostras sociais, debates, homenagens, cursos, entre outras atividades.
Conheça os filmes da Mostra Olhar do Ceará 2026:
LONGAS-METRAGENS | OLHAR DO CEARÁ
Adulto/Homem, de Pedro Diógenes Douvina, de Márcio Câmara O Cio da Terra, de Rivelino Mourão Pessoal do Ceará: Lado A Lado B, de Nirton Venâncio
CURTAS-METRAGENS | OLHAR DO CEARÁ
Deu Praia, de Amanda Pontes Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Adeciany Castro, Weyna Macedo, Mariana Smith e Lucas Parente Era Vânia, de Ticiana Augusto Lima Erô, de Direção Coletiva (Cinema Instantâneo) Janaína e a Concha, de Malu Meneses Kaira e o Temporal, de Wagner Nogueira Mendes Marimbã Está Acontecendo, de Maryn Marynho Pirexia, de Nico da Costa Plano Secreto de Ali, de Lux Faria Silva Quase à meia-voz, de Maria Tamires e Victor Emanuel Borges Rua 16, de Ryan Lopes Sinal, de Barbara Matias Kariri Stênio, de Yan Tavares Umbuzeiro, de Emílio Ribeiro Vejo Você de Repente, de Aída da Costa
Primeiro longa-metragem da personagem Galinha Pintadinha: estreia nos cinemas
Depois de duas décadas construindo sua trajetória por meio de videoclipes, a Galinha Pintadinha estreia nos cinemas com uma história totalmente original criada por Juliano Prado e Marcos Luporini e um roteiro pensado do zero para a experiência da telona.
O longa inaugura uma nova fase da personagem, com uma história inédita sobre aceitação e maternidade, a Galinha falando pela primeira vez, novos personagens, novas músicas e muita aventura. Dirigido por Juliano Prado e Marcos Luporini, criadores da personagem, e produzido pela Bromélia Produções, Galinha Pintadinha: O Filme estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 01/10, com distribuição da Imagem Filmes.
A grande virada visual do longa é a migração da animação 2D, usada desde a criação da marca em 2006, para o 3D, criando a nova identidade da franquia, sob responsabilidade do estúdio gaúcho Hype Animation.
Na trama, a Galinha Pintadinha e o Galo Carijó esperam a chegada do primeiro filho na Vila de Galinhas, onde todos vivem com medo do Gavião que habita as montanhas. Uma cegonha atrapalhada troca os ovos e o Pintinho Amarelinho nasce no ninho do temido Gavião, enquanto um filhote de gavião vai parar no ninho da Popó. Para desfazer a troca e reunir a família, a Galinha Pintadinha precisará vencer os próprios medos para resolver esta situação na caverna do Gavião.
Galinha Pintadinha: O Filme marca o encontro de personagens conhecidos da franquia com rostinhos inéditos. Do elenco clássico, a Galinha Pintadinha exerce, pela primeira vez, o papel de mãe e ganha sua própria voz, enquanto o Galo Carijó desponta como o pai atrapalhado e presente que rende parte do humor do longa. O Pintinho Amarelinho, com sua curiosidade sem limites, é quem dá início à aventura ao parar no lugar errado.
Do lado das novidades, o Gavião deixa de ser só a ameaça que assombra a Vila de Galinhas para ganhar uma história própria e o Bebê Gavião surge como contraponto do Pintinho Amarelinho, outro filhote em busca de um lar. A Borboletinha completa o time com seus poderes mágicos e dotes culinários, somando um toque de fantasia à jornada.
Após 20 anos de história, ao lado de clássicos que já fazem parte do repertório afetivo de brasileiros de todas as idades, o filme também traz canções inéditas compostas especialmente para a obra. Entre as novidades, está Mentira, Mentira, estrelada pela Baratinha e sua banda. A faixa acaba de ser lançada nos canais oficiais da Galinha Pintadinha e em todas as plataformas de streaming de música, em celebração à chegada do longa-metragem aos cinemas, marcando a volta de um clipe musical inédito ao canal oficial da personagem no YouTube, que reúne mais de 39 milhões de inscritos e soma 18 milhões de visualizações diárias.
Diferente do conteúdo voltado para crianças pequenas que consagrou a personagem na internet, o filme foi desenhado para reunir diferentes gerações na mesma sala de cinema com uma história capaz de divertir crianças, jovens e adultos ao mesmo tempo, misturando sentimentos como a emoção trazida pelo roteiro e a nostalgia das músicas que vivem no coração de todos os brasileiros.
Para falar mais sobre o longa, conversamos com Hannah Buttel, dubladora da personagem Galinha Pintadinha; e Vera Fuzaro, intérprete original das músicas da Galinha Pintadinha.
A cerimônia de premiação reuniu realizadores, profissionais do audiovisual, jurados e público para o anúncio dos vencedores das quatro mostras competitivas: Amazônia Longas, Amazônia Curtas, Outros Nortes e Olhar Panorâmico; a noite também marcou a entrega do Prêmio Itaú Cultural Play. Após cinco dias de programação, o evento fechou a edição com 4.081 pessoas contabilizadas nas sessões realizadas no Teatro Amazonas e no Teatro Gebes Medeiros, na capital manauara. A programação também contou com atividades formativas e debates em outros espaços culturais de Manaus.
No palco, o curador Victor Kaleb destacou que o Olhar do Norte nasceu da necessidade de criar um espaço de encontro e compartilhamento entre realizadores para ampliar a circulação das narrativas produzidas na região: “Desde o começo, a ideia do festival é compartilhar o que nós produzimos para que possamos construir juntos. O festival surgiu em um momento em que entendemos que ninguém seria grande sozinho. Nós temos muito a oferecer artisticamente ao mundo, tanto aos nossos pares quanto para que outras pessoas reconheçam o que fazemos”.
Segundo Victor, essa construção passa também pela possibilidade do público se reconhecer nas obras exibidas: “O festival tem essa busca de ser uma janela dessa linguagem do audiovisual, que se conecta com muitas outras linguagens. É muito bom poder se enxergar na tela como amazônida. Nós passamos muito tempo pensando que as coisas melhores eram de fora, construindo uma narrativa que acabamos não aceitando. É por isso que nós estamos aqui fazendo esse festival”.
Para o curador e diretor artístico do festival, Diego Bauer, a participação do público nesta edição evidencia o crescimento alcançado pelo festival desde sua criação: “Queremos agradecer a todo mundo que veio, nós fizemos a maior edição do Olhar do Norte até agora. É um privilégio exibir nossos filmes na tela de um patrimônio mundial, ter nossas obras nesse lugar. Esse crescimento do festival também tem muito a ver com isso”.
Uma das principais novidades desta oitava edição foi a estreia da Mostra Amazônia Longas, com obras realizadas nos estados que integram a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins ou dirigidas por cineastas desses estados): Terruá Pará, documentário musical dirigido por Jorane Castro, conquistou dois troféus: melhor filme pelo Júri Oficial e também pelo Júri Jovem. O longa explora a diversidade e a efervescência da música produzida no Pará, combinando paisagens naturais e urbanas, depoimentos e performances de artistas em seus territórios de origem.
Em sua primeira participação no Olhar do Norte, a diretora destacou os encontros proporcionados pelo festival: “Foram dias de muita troca, de esperança e de ter a certeza do cinema que nós estamos fazendo aqui. Cada um está em um lugar diferente, mas nós não estamos sozinhos. Foi isso que eu senti aqui. É a primeira vez que participo do Olhar do Norte e fico muito feliz e honrada”, pontuou Jorane.
Jamary, de Begê Muniz, do Amazonas, venceu o Voto Popular da mostra Amazônia Longas e recebeu uma Menção Honrosa pelo roteiro. O filme acompanha Ane, interpretada por Maria Zen, uma influenciadora de 12 anos que passa as tardes brincando na vila Jamary, na região amazônica. Desafiada pelos primos, ela entra na floresta e encontra Anhangá, um encantado indígena que luta pela preservação da floresta.
No palco, Begê discursou: “É um prazer imenso estar aqui. Fico feliz de compartilhar esse momento em casa, com vocês, uma plateia de artistas amazonenses, e me sinto privilegiado por isso e por estar no Teatro Amazonas”.
Vencedores do 8º Olhar do Norte no palco do Teatro Amazonas
Na mostra Amazônia Curtas, destinada a produções dos estados da Amazônia Legal, A Pele do Ouro, das diretoras Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, de Roraima, recebeu os prêmios de melhor filme e melhor direção. O documentário acompanha Patri, que escreve, narra e atua na obra. A partir de seus diários íntimos, o filme revisita memórias marcadas pela infância na Venezuela e pelos riscos assumidos na busca pelo sonhado ouro na Amazônia brasileira. Nos cadernos em que registra e desenha o que vive, a personagem revela a condição da mulher no garimpo, onde, assim como a terra, tudo é revirado e explorado.
Thiago Briglia, produtor executivo de A Pele do Ouro, destacou a relação construída com o festival e a importância desses espaços para ampliar a circulação das produções amazônicas: “O festival realmente nos marcou a partir do momento em que nós passamos a frequentá-lo. Nós fazemos um filme pensando em passar no Olhar do Norte. Com essas premiações e esses espaços, conseguimos fazer com que os filmes cheguem a outros públicos e mostrem os dilemas e os desafios que existem em todos os territórios. Isso mostra que não existe uma Amazônia só, mas uma Amazônia plural, diversas Amazônias, e que nós precisamos aprofundar nossa perspectiva sobre tudo isso”.
Flores Secas, de Arnaldo Barreto, do Amazonas, também se destacou na premiação, conquistando os troféus de melhor filme pelo Júri Popular, melhor direção de arte para Hely Pinto e melhor atuação para Vanessa Pimentel. Ambientada na Amazônia de 1953, entre cheias, febre amarela e silêncios da floresta, a produção acompanha Dasdor, que vive a dor de não conseguir gerar um filho. Em um território onde a maternidade parece valer mais que o afeto e a própria vontade, ela transforma amor em obsessão, em uma busca por pertencimento que conduz a história ao limite da tragédia.
No palco, Arnaldo Barreto discursou: “Estou muito feliz de participar deste festival porque nele tem gente em quem eu acredito muito. Só tenho a agradecer por esse prêmio, que é o primeiro que ganho no Olhar do Norte. Quero agradecer à equipe técnica, às mais de 75 pessoas, entre diretas e indiretas, que trabalharam no filme, e aos atores. É muito importante para mim estar aqui hoje recebendo esse prêmio”.
Também na Amazônia Curtas, Poronga, de Rafael Rogante, de Rondônia, conquistou os prêmios de melhor maquiagem para Vanúbia Soares, melhor figurino para Osmar Scarpatti, e o Prêmio Itaú Cultural Play no valor de R$ 15 mil.
Referência do audiovisual na Região Norte, a oitava edição do Festival de Cinema da Amazônia, realizado pela Artrupe Produções, movimentou Manaus com uma seleção que reuniu produções da Amazônia e de outras regiões brasileiras, entre mostras competitivas e não competitivas, ações de formação e iniciativas voltadas ao diálogo sobre cinema.
O júri do Olhar do Norte 2026 foi formado por: Bea Góes, Christiane Garcia, Michel Guerreiro, Walter Fernandes Jr. e Zienhe Castro na mostra Amazônia Longas; Ana Lígia Pimentel, Anderson Mendes, Denis Lopes e Felippy Damian na mostra Amazônia Curtas; Camila Henriques, Ivanildo Pereira e Mariana Goulão na mostra Olhar Panorâmico, que apresentou uma seleção de títulos da região amazônica; e Pâmela Eurídice, Leonardo Barbosa e Marcos Gabriel na mostra Outros Nortes, voltada a trabalhos e realizadores dos demais estados brasileiros. O Júri Jovem desta edição contou com Catharina Hadassa, Janaína Kassandra e Péricles Queiroz, estudantes de Produção Audiovisual da UEA, Universidade do Estado do Amazonas.
A oitava edição do Festival Olhar do Norte recebeu 596 filmes inscritos. Foram 28 inscrições na Amazônia Longas, 188 na Amazônia Curtas, 325 em Outros Nortes e 55 na Olhinho. Após as exibições presenciais, parte da seleção ganha uma janela digital por meio da parceria com a plataforma Itaú Cultural Play, que disponibilizará on-line os filmes das mostras de curtas amazônicos e panorâmicos até 12 de outubro.
Conheça os vencedores do 8º Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte:
MOSTRA AMAZÔNIA | LONGAS
Melhor Filme | Júri Oficial: Terruá Pará, de Jorane Castro (PA) Melhor Filme | Júri Popular: Jamary, de Begê Muniz (AM) Melhor Filme | Júri Jovem: Terruá Pará, de Jorane Castro (PA) Menção Honrosa: para o roteiro de Jamary, escrito por Begê Muniz
MOSTRA AMAZÔNIA | CURTAS
Melhor Filme | Júri Oficial: A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR) Melhor Filme | Voto Popular: Flores Secas, de Arnaldo Barreto (AM) Melhor Filme | Júri Jovem: A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR) Prêmio Especial do Júri: O Olhar de Antônio, de Glória Albues (MT) Melhor Direção: Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, por A Pele do Ouro Melhor Roteiro: Minha Tia Suzi, escrito por Juliana Capilé Melhor Atuação: Marcelo Ribeiro, por Minha Tia Suzi e Vanessa Pimentel, por Flores Secas Melhor Direção de Fotografia: O Olhar de Antônio, por Luzo Reis Melhor Direção de Arte: Flores Secas, por Hely Pinto Melhor Figurino: Poronga, por Osmar Scarpatti Melhor Maquiagem: Poronga, por Vanúbia Soares Melhor Montagem: A Ascensão da Cigarra, por Isadora Boschiroli Melhor Som: Através da Sacada, por Doriel Gomes e Eduardo Victor Rocha Sousa
MOSTRA OUTROS NORTES
Melhor Filme | Júri Oficial: Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO) Melhor Filme | Voto Popular: Floresta do Fim do Mundo, de Denilson Baniwa e Felipe M. Bragança (RJ)
MOSTRA OLHAR PANORÂMICO
Melhor Filme | Júri Oficial: Frutinha, de Giovanni Ojeda (MT) Melhor Filme | Voto Popular: Quem é que Vai Nos Proteger Agora?!, de Eric Max (AM)
PRÊMIO ITAÚ CULTURAL PLAY Poronga, de Rafael Rogante (RO)
*O CINEVITOR está em Manaus e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Javier Cámara: ator espanhol premiado por 5 minutos más
Foram anunciados neste sábado, 26/09, os vencedores da 74ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. A comédia dramática Tender Loving Care, dirigida pelo cineasta britânico Mike Leigh, recebeu a Concha de Ouro de melhor filme.
Neste ano, o Júri Oficial foi presidido pelo cineasta americano Ira Sachs, que exibiu seu longa The Man I Love na mostra Perlak. O time contou também com: Genki Kawamura, diretor e produtor japonês; Catherine Paillé, roteirista francesa; a atriz brasileiraAlice Braga; Patricia López Arnaiz, atriz espanhola; o ator sueco Bill Skarsgård; e Mike Goodridge, produtor britânico.
O longa brasileiro Vicentina Pede Desculpas, dirigido por Gabriel Martins e protagonizado por Rejane Faria, que disputava a Concha de Ouro, recebeu uma Menção Especial no Prêmio SIGNIS, uma premiação paralela. Além disso, o cinema brasileiro marcou presença com outros títulos, entre eles, A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr., na mostra Horizontes Latinos.
O 74º Festival de San Sebastián, que destacou Ricardo Darín no cartaz desta edição, homenageou o cineasta alemão Werner Herzog e a atriz australiana Naomi Watts com o Prêmio Donostia; o ator espanhol Jose Ramon Soroiz recebeu o Prêmio Zinemira.
Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 2026:
CONCHA DE OURO | MELHOR FILME Tender Loving Care, de Mike Leigh (Reino Unido)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI Bian jing (Border), de Ah Biao (Hong Kong/EUA/Coreia do Sul)
CONCHA DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO Amanda Kernell, por Garrat du váimmu (Brace Your Heart)
CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO Kate O’Flynn, por Tender Loving Care Asta Kamma August, por Markens Grode (Growth of the Soil)
CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE Javier Cámara, por 5 minutos más
PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR ROTEIRO Tender Loving Care, escrito por Mike Leigh
PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR FOTOGRAFIA Markens Grode (Growth of the Soil), por Oskar Dahlsbakken
OUTROS PRÊMIOS
PRÊMIO NEW DIRECTORS Melhor Filme: Body of Glass, de Naëmi Ada (Alemanha/França) Menção Especial: The World Before, de Yoon Dan-bi (Coreia do Sul/Japão/França)
PRÊMIO HORIZONTES Melhor Filme: La ilusión de un verano sin fin, de Alessandra Sanguinetti (Argentina/EUA) Menção Especial: Moscas, de Fernando Eimbcke (México/Espanha)
PRÊMIO ZABALTEGI-TABAKALERA Melhor Filme: Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun (EUA/Canadá) Menção Especial: A veces me entra tristeza, otras veces rebelión, de María Aparicio (Argentina/Espanha)
JÚRI POPULAR | MELHOR FILME | CIUDAD DE DONOSTIA A Bola Preta (La bola negra), de Javier Calvo e Javier Ambrossi (Espanha/França)
JÚRI POPULAR | MELHOR FILME EUROPEU | CIUDAD DE DONOSTIA Naza, de Yuval Abraham e Rachel Szor (Reino Unido)
PRÊMIO FIPRESCI Muyou no hito (In My Father’s Room), de Maha Harada (Japão)
PRÊMIO SIGNIS Tender Loving Care, de Mike Leigh (Reino Unido) Menção Especial: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins (Brasil)
PRÊMIO SEBASTIANE 2026 Tangles, de Leah Nelson (Canadá/EUA)
PRÊMIO CINE E INFANCIA RTVE & UNICEF ESPAÑA Josephine, de Beth de Araújo (EUA)
*Clique aqui e confira a lista completa com os premiados em outras categorias paralelas