Elenco: Bárbara Lennie, Leonardo Sbaraglia, Aitana Sánchez-Gijón, Victoria Luengo, Patrick Criado, Milena Smit, Quim Gutiérrez, Belén Riquelme, Rossy de Palma, Javier Ambrossi, Javier Calvo, Carmen Machi, Lola Rodríguez, Álvaro Lafuente, Bibiana Fernández, Omar Ayuso, María Morales, Amaia Romero, Teo Lucadamo, Fernando Iglesias, Gloria Muñoz, Samuel López, Chavela Vargas, Nieves Álvarez, Alana S. Portero, Luis Jaspe, Julia de Castro, Laura Ledesma, Nourdin Batan, Antonio Romero, Pino Montesdeoca, Elena Gallardo, Mairén Muñoz, Tina Afugu, Carlos García Cambero, Bruna Lucadamo, Topacio Fresh, Miguel Gorbe, Stefan M. Mladenovic, Samantha Hudson, Tusti de las Heras, Raquel Ventosa, Facundo Quirós, Iván Montes, Victor Manuel Rosario Peralta, Diogo Belizário, Tamara Canosa, Lorena Hidalgo, Ángeles Ortega, Aitana Batres, Chije Kang, Custodio Pastor, Sabina Urraca, Nico Martín, Pablo Gar, Guillermo Hego, Palomo Spain, Elsy Gomes, Inés Rodríguez, Javier Romero, Sara Quintela, Dito Castro, Nacho Peinado, Óscar Trujillo, Gema del Valle, Lucas Pérez, Raquel Fernández, Lucas Durán, Israel Cotes.
Ano: 2026
Sinopse: O cineasta Raúl, em meio a um bloqueio criativo, usa os dramas reais de pessoas próximas para escrever um roteiro autoficcional. A obra ganha vida em 2004 através de seu alter ego, a publicitária Elsa, uma mulher marcada por tragédias pessoais. Alternando entre a Madrid do passado e o verão de 2026 nas Ilhas Canárias, Natal Amargo conecta as linhas temporais para refletir sobre perdas, paixões e os limites éticos da criação artística, distanciando-se completamente de um conto natalino tradicional.
Javier Calvo, Paweł Pawlikowski e Javier Ambrossi: empate no prêmio de melhor direção
Foram anunciados neste sábado, 23/05, os vencedores da 79ª edição do Festival de Cannes, que este ano contou com o diretor, roteirista e produtor sul-coreano Park Chan-wook na presidência do júri. Demi Moore, Ruth Negga, Laura Wandel, Chloé Zhao, Diego Céspedes, Isaach de Bankolé, Paul Laverty e Stellan Skarsgård completavam o time responsável por avaliar e premiar os filmes da Competição.
Neste ano, o drama Fjord, dirigido pelo cineasta romeno Cristian Mungiu, recebeu a Palma de Ouro, prêmio máximo do evento. Com Renate Reinsve e Sebastian Stan no elenco, o filme conta a história da família Gheorghiu, imigrante romena, que se estabelece em uma vila situada em um fiorde distante, na Noruega, e se aproxima de seus vizinhos. Seus filhos criam laços apesar de suas diferentes formações acadêmicas. Quando a adolescente Elia Gheorghiu aparece na escola com alguns hematomas pelo corpo, a comunidade se pergunta se a educação tradicional que os filhos dos Gheorghiu recebem de seus pais pode ter algo a ver com isso.
Ainda na cerimônia de premiação, apresentada por Eye Haïdara, a atriz francesa Isabelle Huppert subiu ao palco para celebrar a consagrada atriz e cantora estadunidense Barbra Streisand, que foi homenageada com a Palma de Ouro honorária, porém, infelizmente, não compareceu ao evento por questões de saúde. Ao longo do festival, Peter Jackson e John Travolta também receberam tal honraria.
Além disso, como de costume, o Prêmio FIPRESCI, realizado pela Federação Internacional de Críticos de Cinema, segue com seu papel tradicional de reconhecer realizações excepcionais nas principais seções do festival. Assim como nos anos anteriores, o júri concedeu três prêmios: um para um filme da Competição, um para um título da mostra Un Certain Regard e um terceiro para um longa-metragem de estreia selecionado entre as seções paralelas (Quinzena de Cineastas e Semana da Crítica); essa abrangência reflete o compromisso da FIPRESCI tanto com autores consagrados quanto com novas vozes do cinema contemporâneo. O júri de 2026 foi presidido por Pamela Jahn e contou também com críticos de todo o mundo: Renaud Baronian (França), Elvira Del Guercio (Itália), Thierry Méranger (França), Pouya Aghelizadeh (Irã), Edin Čusto (Bósnia e Herzegovina), Tilda Sixue Li (China), Mohamed Allal (Argélia) e a brasileiraIvonete Medianeira Pinto.
Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cannes 2026:
COMPETIÇÃO
PALMA DE OURO Fjord, de Cristian Mungiu (Romênia/Noruega/Suécia/Finlândia/Dinamarca/França)
GRAND PRIX Minotaur, de Andrey Zvyagintsev (França/Alemanha/Letônia)
PRÊMIO DO JÚRI Das geträumte Abenteuer, de Valeska Grisebach (Alemanha/França/Bulgária/Áustria)
MELHOR DIREÇÃO Javier Ambrossi e Javier Calvo, por La bola negra Paweł Pawlikowski, por Fatherland
MELHOR ROTEIRO Notre Salut, escrito por Emmanuel Marre
MELHOR ATRIZ Virginie Efira e Tao Okamoto, por All of a Sudden (Soudain)
MELHOR ATOR Emmanuel Macchia e Valentin Campagne, por Coward
PALMA DE OURO | CURTA-METRAGEM Para los contrincantes, de Federico Luis (Chile/México/França)
OUTROS PRÊMIOS
CÂMERA DE OURO | Caméra d’Or Ben’imana, de Marie-Clémentine Dusabejambo (Ruanda)
PRÊMIOS FIPRESCI | Federação Internacional de Críticos de Cinema Competição Oficial: Fjord, de Cristian Mungiu (Noruega/Romênia/Suécia/Finlândia/Dinamarca/França) Un Certain Regard: Ben’imana, de Marie-Clémentine Dusabejambo (Ruanda) Semana da Crítica/Quinzena de Cineastas: Wu ming nü hai (A Girl Unknown), de Jing Zou (China/França)
L’Œil d’or (Olho de Ouro) | MELHOR DOCUMENTÁRIO Melhor Filme: Rehearsals for A Revolution, de Pegah Ahangarani (República Tcheca/Espanha/Irã) Menção Especial: Tin Castle, de Alexander Murphy (Irlanda/França)
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Hannah Einbinder e Gillian Anderson em Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte
Foram anunciados nesta sexta-feira, 22/05, os vencedores da Queer Palm, premiação paralela ao Festival de Cannes, que escolhe, desde 2010, os melhores filmes que destacam temas LGBTQ+, perspectivas feministas ou desafiam normas de gênero.
Neste ano, 27 títulos estavam na disputa: 22 longas e 5 curtas-metragens, que foram exibidos na Competição Oficial, Un Certain Regard, Semana da Crítica, Quinzena de Cineastas, La Cinef, Sessões Especiais, Séances de minuit, Cannes Première, Cannes Classics e ACID.
O júri de longas deste ano foi formado por: Anna Mouglalis, atriz e musicista francesa; Thomas Jolly diretor artístico e diretor de palco francês; Raya Martigny, artista multidisciplinar da Ilha da Reunião; Jehnny Beth, musicista, cantora, compositora e atriz francesa; e pelo brasileiroAndré Fischer, diretor do Festival Mix Brasil. Já o júri de curtas contou com Imène Benlachtar, Juan Enrique Villarreal, Hồng Anh Nguyễn, Alexander David e com o cineasta brasileiroRenato Sircilli.
Entre os longas-metragens, a Queer Palm 2026 foi entregue para o britânico Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte (Teenage Sex and Death at Camp Miasma), dirigido por Jane Schoenbrun, uma coprodução com Canadá e Estados Unidos. A justificativa do júri diz: “O cinema é uma ferramenta poderosa; os filmes colonizam nossa imaginação. Às vezes apesar de nós, às vezes contra nós, mas também podem se tornar o local de sua própria reparação. É isso que a obra que estamos homenageando esta noite demonstra brilhantemente, sem nunca se levar muito a sério, enquanto faz uma pergunta muito séria: como o que consumimos nos molda? A heroína do filme vive exclusivamente de doces e barras de chocolate produzidas em massa. Lixo. Açúcar químico, corantes artificiais, embalagens berrantes. O mesmo acontece com os filmes. O que engolimos, em segredo, escondidos, debaixo das cobertas, na escuridão do quarto de uma criança ou em uma locadora de vídeos mal iluminada, acaba se tornando parte de nós, estruturando nossos desejos, nossos medos, nosso relacionamento com os outros, nossa maneira de nos vermos no espelho. Por toda uma geração, o filme slasher moldou uma relação com a sexualidade, o corpo, a adolescência, a morte e a diferença”.
E continua: “O cinema de terror, suas estruturas narrativas, seus temas recorrentes, nos faz estremecer, mas também serviu como veículo para a misoginia e a transfobia. Em vez de condenar, este filme propõe reparar. Reivindicar um gênero há muito relegado às margens do cinema e torná-lo uma ferramenta para os dias de hoje. Um cinema popular, alegre e meticulosamente pesquisado, livre de um molde heteronormativo e heterocêntrico, conectando este gênero a outras histórias, outros corpos, outras jornadas. Aqui, a jornada de duas mulheres encontrando seu caminho para a reconciliação com sua própria sexualidade. Descendo a um buraco no fundo de um lago congelado, apenas para ressurgir à luz da primavera. Retornando ao DNA do gênero para que ele possa nos iluminar hoje. Uma homenagem ao cinema como ferramenta de reparação, tanto íntima quanto coletiva. Hannah Einbinder personifica a primeira ‘final girl’ de uma nova geração, enquanto Gillian Anderson, uma deslumbrante ‘final girl’ original, é o ícone que realmente é, e tem sido, por múltiplas gerações. Com o sangue mais brilhante da história do cinema de terror e uma trilha sonora repleta de sucessos, o júri concede a Queer Palm 2026 a Teenage Sex and Death at Camp Miasma, de Jane Schoenbrun”.
Neste ano, o júri optou por conceder o Prêmio Discovery, que foi entregue para o francês Du Fioul dans les artères, de Pierre Le Gall, uma coprodução com a Polônia. A justificativa diz: “Uma seleção excepcional exige uma resposta excepcional: o júri da Queer Palm de 2026 não seguirá o roteiro habitual. Queríamos criar um prêmio de descoberta para reconhecer, como o nome sugere, uma descoberta… no sentido mais amplo da palavra. Este ano, é a descoberta de um cineasta. Este filme nos leva aonde poucos olhares se detêm: para dentro de vidas que rolam, que entregam, que desaparecem no fluxo das rodovias e nos pontos cegos da nossa consciência. Os trabalhadores rodoviários formam uma comunidade imensa e invisível cujas condições de trabalho são, no entanto, a própria condição do nosso dia a dia. Este filme dá presença aos homens e mulheres da estrada. Rostos. Dignidade. Revela a ternura de uma história de amor nascente em contraste com a dureza do trabalho. Porque como amar quando as condições de trabalho devoram o tempo, quando os empregadores ditam o ritmo? Como o amor floresce numa Europa de mercados? Como o amor encontra o seu lugar no asfalto de uma ponte rodoviária ou nos confins estreitos da cabine de um caminhão?”.
E continua: “O diretor levou sua câmera a bordo de um romance obstinado: a teimosa gentileza de duas pessoas tentando encontrar o caminho umas para as outras. Através de horários incompatíveis. Através do barulho e do frio. Através da Europa. Precariedade. Fronteiras. Ele mostra como o amor frustrado, como a água, sempre encontra um caminho; e que uma pessoa pode ter a coragem de atravessar uma autoestrada, mas não de entrar em um bar da moda. Alexis Manenti e Julian Świeżewski personificam os heróis que faltavam no panteão dos grandes amantes. Este é um primeiro filme que inegavelmente amplia a lista de grandes histórias de amor já levadas para as telas”.
Entre os curtas-metragens, a Queer Palm 2026 consagrou o americano Silent Voices, dirigido por Nadine Misong Jin. A justificativa diz: “O curta-metragem que escolhemos homenagear esta noite é uma obra sutil e discreta que se concentra nas sensações em vez do que é dito. Transmite graciosamente, através de suas imagens, uma sensação de tensão e ternura. Com grande sensibilidade, o filme captura com precisão os gestos da vida cotidiana. Em uma era marcada pela violência e hostilidade, a diretora opta por apresentar a cultura queer como uma possibilidade, um vislumbre de esperança, que não precisa de justificativa. Seu elenco notável nos leva a uma jornada por uma metrópole agitada, onde descobrimos uma família dilacerada, cujo vínculo se expressa unicamente pelo silêncio. Ficamos emocionados ao ver essa nova voz emergir e mal podemos esperar para ver o que vem a seguir”.
O pôster deste ano foi fotografado por Raya Martigny, pelo projeto Kwir Nou Éxist, desenvolvido ao longo de cinco anos ao lado de Édouard Richard, que entrelaça fotografia, arquivos e vídeo e explora o surgimento da jovem comunidade queer de Ilha da Reunião, sua ligação com o território e com as vidas que a precederam. Sobre a foto escolhida para estampar o cartaz, Raya disse: “Ericka mudou minha vida. Quando eu era criança na Ilha da Reunião, vagueava muito em busca da minha história; muitas vezes me sentia sozinha e perdida. Um dia, encontrei uma lenda. Eu tinha oito anos, buscando uma identidade, coisas que me marcassem para o resto da vida, das quais eu sempre pudesse me inspirar e que sempre me colocassem de volta no caminho certo. Ericka é uma pioneira da história LGBTQIA+ na Ilha da Reunião. Ela é minha fada madrinha que, com sua exuberância, criou uma criança feliz. Escolhi fotografá-la em toda a sua magia, assim como a magia da minha ilha, ambas que me encantaram profundamente”.
Foram anunciados nesta sexta-feira, 22/05, os vencedores da mostra Un Certain Regard, também conhecida como Um Certo Olhar, que coloca em evidência filmes artísticos e artisticamente ousados dirigidos por novos cineastas, porém mais atípicos aos que disputam a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Neste ano, o drama austríaco Everytime, dirigido por Sandra Wollner, foi o grande vencedor do prêmio principal. O longa acompanha uma mãe, sua filha e um adolescente culpados por uma morte trágica enquanto viajam juntos para Tenerife, enfrentando a dor, a culpa e o perdão em um feriado em família que nunca aconteceu.
Outro destaque foi Elefantes na Névoa, dirigido por Abinash Bikram Shah, uma coprodução entre Nepal, Alemanha, Brasil, França e Noruega, que ficou com o Prêmio do Júri. O filme conta com a participação de importantes produtoras do audiovisual brasileiro, como a Bubbles Project, responsável por títulos como Malu e O Riso e a Faca, e a Enquadramento Produções, que assina obras como Los Silencios e A Febre. O prêmio reforça a potência do cinema brasileiro e o valor das coproduções internacionais, evidenciando, em um dos mais importantes eventos do mundo, como a troca criativa e técnica entre diferentes países contribui para o fortalecimento de cada projeto.
Ambientado em um vilarejo no Nepal, à beira de uma floresta habitada por elefantes selvagens, o filme acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, que vê sua vida abalada após o desaparecimento de uma de suas filhas. A partir deste evento, a narrativa se desenvolve como uma investigação, atravessada por conflitos íntimos e sociais.
Elefantes na Névoa teve todo o som feito pelas produtoras brasileiras e mais cedo este trabalho foi reconhecido com o prêmio de melhor criação sonora (Prix de la Meilleure Création Sonore), pela La Semaine du Son, do Festival de Cannes, algo que evidencia a importante participação dos profissionais brasileiros e reforça o excelente momento vivido pelo cinema nacional. O som foi desenvolvido por Pedro Sá Earp, que foi até o Nepal e trabalhou na captação do áudio durante as filmagens. Já na pós-produção, o diretor Abinash Bikram Shah esteve no Brasil e trabalhou na Confraria de Sons & Charutos com o designer de som Henrique Chiurciu; o mixador Daniel Turini; e o supervisor de som Fernando Henna.
Tatiana Leite, da Bubbles Project, celebrou a conquista: “A gente já tinha ficado muito feliz ao receber o prêmio de som, mas ganhar o Grande Prêmio do Júri é gigantesco! Este é o primeiro longa do diretor Abinash Bikram Shah, um artista extremamente talentoso, e ouvir ele citar meu nome e o de Leonardo Mecchi, que fez o filme comigo, é um orgulho imenso. Em breve, todo mundo poderá descobrir Elefantes na Névoa em um cinema pertinho de casa, após a estreia no Brasil”.
Elefantes na Névoa: coprodução brasileira premiada
Mais cedo, Leonardo Mecchi, sócio-fundador da Enquadramento Produções, reforçou a importância do prêmio de melhor criação sonora e a importância de coproduções: “Estamos muito felizes pelo prêmio, especialmente por ele reconhecer justamente o trabalho que o Brasil desempenhou no som do filme. Além disso, essa conquista evidencia a força das coproduções, que promovem trocas e intercâmbios culturais entre países, enriquecendo ainda mais a obra”.
O filme, que será distribuído pela Imovision no Brasil, é o primeiro longa-metragem do cineasta Abinash Bikram Shah, que teve seu curta-metragem Loripremiado com uma Menção Especial na competição de Cannes em 2022; ele também assinou o roteiro do longa Shambhala, exibido na competição da Berlinale em 2024.
Neste ano, o júri da Un Certain Regard foi presidido pela atriz francesa Leïla Bekhti e contou também com: Angèle Diabang Brener, produtora senegalesa; Khaled Mouzanar, compositor libanês; Laura Samani, cineasta italiana; e Thomas Cailley, diretor francês.
Além disso, também foram revelados os vencedores da Competição Imersiva e o grande vencedor foi o francês Katàbasis, criado por Ugo Arsac: “Katàbasis é uma obra imersiva magnífica, profundamente humana, autêntica e emocionalmente poderosa, que nos permite reconectar com o que une seres humanos aparentemente comuns”, disse Blanca Li, presidente do júri, que contou também com Céline Tricart, Michel van der Aa, Mary Matheson e Hsin-Chien Huang. Uma Menção Especial foi concedida para The Black Mirror Experience, uma coprodução entre França e Espanha, criada por David Bardos e Damià Ferràndiz.
E mais: a Palm Dog, prêmio paralelo atribuído anualmente pelos críticos internacionais do festival para a melhor atuação canina foi para Yuri, a cadela chilena de La Perra, filme da cineasta chilena Dominga Sotomayor, que foi exibido na Quinzena de Cineastas; uma coprodução entre Chile e Brasil (pela RT Features, de Rodrigo Teixeira), com Selton Mello no elenco.
Yuri, antes de se tornar protagonista do filme, vivia em um abrigo administrado pela Mirada Animal Chile, entidade dedicada ao resgate e cuidado de animais abandonados. Durante a pré-produção, foi realizado um processo colaborativo de adoção e treinamento pelas produtoras junto aos treinadores Nicolás Carrillo e Marcela Carrasco, que cuidaram de Yuri durante todo o processo até que ela encontrasse um novo lar. Já o papel de Yuri filhote foi interpretado por Tormenta María, uma jovem cadela resgatada e adotada por um integrante da equipe de produção do filme. Após o fim das filmagens, a produção encontrou uma nova família para Yuri, onde ela agora vive feliz e em segurança.
Conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard 2026:
PRÊMIO UN CERTAIN REGARD Everytime, de Sandra Wollner (Áustria/Alemanha)
PRÊMIO DO JÚRI Elefantes na Névoa (Elephants in the Fog), de Abinash Bikram Shah (Nepal/Alemanha/Brasil/França/Noruega)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI Iron Boy, de Louis Clichy (França/Bélgica)
MELHOR ATOR Bradley Fiomona Dembeasset, por Congo Boy
MELHOR ATRIZ Marina de Tavira, Daniela Marín Navarro e Mariangel Villegas, por Siempre soy tu animal materno
Tavinho Teixeira em Amazônia Oktoberfesta, de Sérgio Oliveira e Felipe Drehmer
Considerado o mais importante evento audiovisual da América do Sul focado nas questões socioambientais, a 15ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema acontecerá entre os dias 28 de maio e 10 de junho com 104 filmes, de 27 países, na programação; todos com entrada franca e distribuídos por mais de 30 salas de São Paulo.
Para a competição Territórios e Memórias, voltada a curtas e longas-metragens que discutam temas sociais e ambientais no Brasil, foram selecionados 12 longas e 19 curtas-metragens. Já para a competição Concurso Curta Ecofalante, exclusiva para filmes realizados por estudantes (ensino superior, técnico, livre ou médio), foram selecionados 24 títulos. A programação traz obras brasileiras que abordam questões como o pertencimento, a preservação de memórias coletivas e culturais, as lutas sociais e ambientais relacionadas a espaços geográficos e as tensões provocadas por mudanças no uso ou posse da terra.
No Panorama Internacional Contemporâneo, foram convidados especialistas para analisar os filmes e os desafios globais que compõem as mostras; são leituras essenciais para quem quer ir além da tela e entender as complexidades do mundo contemporâneo. Neste ano, a seção reúne filmes de diferentes países e diversas produções premiadas em festivais internacionais. As obras selecionadas no Panorama Internacional Contemporâneo falam de temas como: Emergência Climática & Crise Ambiental; Conflitos, Guerra e Memória; Palestina: Apagamentos e Resistência; Feminismos, Corpo e Lutas de Gênero; Colonialismo, Território e Povos Originários: Histórias de saques e violências; e Democracia, Ética e Justiça.
No programa Sessões Especiais Internacionais, a seleção traz obras de destaque que não se restringem às mostras temáticas tradicionais do festival. São filmes fundamentais que trazem discussões urgentes e contemporâneas, como: o programa especial Sociedade do Cansaço: Trabalho e Saúde Mental; o programa Oceano Sem Fim; e um filme especial da cineasta francesa Claire Simon. Já nas Sessões Especiais Nacionais, o espaço é dedicado ao protagonismo do cinema brasileiro, apresentando lançamentos inéditos e pré-estreias exclusivas no país. A sessão reúne filmes que, pela sua relevância, ganham um lugar de destaque na programação, servindo como uma vitrine para novas produções nacionais.
Yasmin Formiga no curta paraibano A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais
No Panorama Histórico: The Flaherty Way e o contra-cinema, a seção reúne seis filmes inspirados no Seminário Flaherty, a maior parte deles dirigidos por mulheres, homenageando o legado da diretora e roteirista Frances Flaherty.
E mais: a 15ª Mostra Ecofalante de Cinema homenageia Zita Carvalhosa, que faleceu em julho de 2025, com uma retrospectiva dedicada à produtora com seis filmes. Nome fundamental do cinema brasileiro, Zita construiu um legado marcado pela paixão pelo curta-metragem, regida por princípios que parecem dialogar com o lema difundido pelo poeta e ativista socioambiental TT Catalão (1948-2020): O meio ambiente começa no meio da gente.
Além disso, a seleção apresenta o programa Ecofalante Educação, que se estende ao longo de todo o ano e promove a integração entre cinema, educação e cidadania, levando o audiovisual para escolas e universidades de todo o Brasil. Por meio de um catálogo de filmes, curadorias temáticas e a possibilidade de promoção de debates e atividades formativas, o programa sensibiliza, estimula o pensamento crítico e o engajamento socioambiental de estudantes e educadores.
O júri da 15ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema será formado por: Djin Sganzerla, Lorran Dias e Tide Borges na Competição Territórios e Memória; e Isaac Pipano, Larissa Barbosa e Luciana Resende na Competição Concurso Curta. A programação contará também com masterclasses, oficinas, eventos de lançamento de filmes e uma série de debates para aprofundar as discussões de cada temática.
Conheça os filmes selecionados para a Mostra Ecofalante de Cinema 2026:
LONGA-METRAGEM | COMPETIÇÃO | TERRITÓRIOS E MEMÓRIA
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (RJ) Amazônia Oktoberfesta, de Sérgio Oliveira e Felipe Drehmer (PE) Arquivo Vivo, de Vincent Carelli e Ana Carvalho (PE) Até Onde a Vista Alcança, de Alice Villela e Hidalgo Romero (SP) Benvindos, de Luana Cabral (ES) Futuro Futuro, de Davi Pretto (RS) Minha Terra Estrangeira, de Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles (RO) Mounir, de Juliana Borges (SP) Movimento Perpétuo, de Leandro Alves (AL) Na Passagem do Trópico, de Francisco Miguez (SP) Nimuendajú, de Tania Anaya (MG/Peru) O Jardim de Maria, de Jade Rainho (SP)
CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO | TERRITÓRIOS E MEMÓRIA
A Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA) A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RO) A Tragédia da Lobo-guará, de Kimberly Palermo (RJ) Baixada: Nas Águas de Cubatão, de Renato de Castro (SP) Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI) Floresta Cicatriz, de Lian Gaia (RJ) Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (SP) Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS) Kakxop Pahok: As Crianças Cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG) Lomba do Pinheiro, de Iuri Minfroy (RS) Maira Porongyta: O Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi (MT) O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL) O Ponto do Mel, de Mirian Oliveira e Pedro Lessa (PB) Ontem Lembrei de Minha Mãe, de Leandro Afonso (PR) Ponto Cego, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán (CE) Praia dos Milagres, de Rita Carelli e Laura Mansur (PE) Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT/PR/RJ) Uma Menina, Um Rio, de Renata Martins Alvarez (SP)
CONCURSO CURTA ECOFALANTE
Além do Marco: Direitos Indígenas em Jogo, de Cássia Fernandes (SP) Alucine Olinda, de Igor Luiz Ribeiro (PE) Ambivalência, de Natacha Maria Oliveira (RJ) Av. São João, 588, de Bruna Resende e Matheus Barbosa (SP) Chica Machado: Rainha de Goyaz, de Renata Rosa Franco (GO) Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO) Desfem, de Manoella Fernandes e Polyana Santos (SP) Diálogo Bulbul, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (RJ) Filme-Copacabana, de Sofia Leão (RJ) Mares de Sabedoria, de Alunos do Clube Mares de Sabedoria (PE) Mestrinhos, de Lwidge de Oliveira (SE) Mukondo, da Vida Após a Morte, Maria de Silú, de Fernanda Souza (BA) Nioladi: Como Resiste a Língua Kadiwéu?, de Ana Beatriz Leal (MS) O que as Formigas me Contaram, de Marcus Vinicius Diniz (GO) Rio Mãe (面纱之河), de Cristina Neves (SP) Saber Brincar, de Leticia Diniz (CE) Ser Cria, de Marco Aurélio Correa (RJ) Trago Seu Amor de Volta, de Raíssa Anjos (SP) Um Gosto Assim, de Helena Versiani (DF) Um Pé de Caju, de Pablo Monteiro e Cadu Marques (MA)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | EMERGÊNCIA CLIMÁTICA & CRISE AMBIENTAL
Bangladesh Submersa (Black Water), de Natxo Leuza (Espanha/Bangladesh) Inverno Implacável (Iron Winter), de Kasimir Burgess (Austrália/Mongólia) O Grande Lago Salgado (The Lake), de Abby Ellis (EUA/Canadá/Reino Unido) O Urso Inconveniente (Nuisance Bear), de Jack Weisman e Gabriela Osio Vanden (EUA/Canadá/Reino Unido)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | CONFLITOS, GUERRA E MEMÓRIA
Jerusalém, a Lei da Pedra (Rule of Stone), de Danae Elon (Canadá/Israel) Os Leões do Rio Tigre (The Lions By River Tigris), de Zaradasht Ahmed (Noruega/Países Baixos/Iraque) Você Me Ama (Do You Love Me), de Lana Daher (França/Líbano/Alemanha/Catar)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | PALESTINA: APAGAMENTOS E RESISTÊNCIAS
Os Gêmeos de Gaza (Gaza’s Twins, Come Back to Me), de Mohammed Sawwaf (Palestina/Catar/Países Baixos) Partition, de Diana Allan (Líbano/Palestina/Canadá) Yalla Parkour, de Areeb Zuaiter (Suécia/Catar/Arábia Saudita/Palestina)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | FEMINISMOS, CORPO E LUTAS DE GÊNERO
Artista dos Rejeitos (Maintenance Artist), de Toby Perl Freilich (EUA) Escrevendo a Vida: Annie Ernaux Pelos Olhos dos Estudantes (Écrire la vie: Annie Ernaux racontée par des lycéennes et des lycéens), de Claire Simon (França) Rompendo Rochas (Cutting Through Rocks), de Sara Khaki e Mohammadreza Eyni (Irã/Países Baixos/EUA/Alemanha/Catar/Chile/Canadá) Sem Dó Nem Piedade (No Mercy), de Isa Willinger (Alemanha/Áustria)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | COLONIALISMO, TERRITÓRIO E POVOS ORIGINÁRIOS: HISTÓRIAS DE SAQUES E VIOLÊNCIAS
Nossa Terra (Nuestra Tierra), de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/México/França/Países Baixos/Dinamarca) O Sal de Katwe (Katwe), de Nima Shirali (Uganda/Suécia) Runa Simi, de Augusto Zegarra (Peru) Suriname, a Lei do Rio e a do Dinheiro (Monikondee), de Lonnie van Brummelen, Siebren de Haan e Tolin Alexander (Suriname/Países Baixos)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | DEMOCRACIA, ÉTICA E JUSTIÇA
Desmascarando Elon Musk (Elon Musk Unveiled: The Tesla Experiment), de Andreas Pichler (Alemanha) O Silêncio da Terra (El Silencio de la Tierra), de Frank Gutiérrez (Espanha/França/Bélgica) Soldados da Luz (Soldaten des Lichts), de Julian Vogel e Johannes Büttner (Alemanha)
PANORAMA HISTÓRICO: THE FLAHERTY WAY E OS CONTRA-CINEMAS
Harlan County: Tragédia Americana (Harlan County U.S.A.), de Barbara Kopple (EUA) (1976) Nanook, o Esquimó (Nanook of the North), de Robert J. Flaherty (EUA) (1922) Para Sempre Condenadas (Damned If You Don’t), de Su Friedrich (EUA) (1987) Remontagem (Reassemblage: From the Firelight to the Screen), de Trinh T. Minh-ha (EUA) (1983) Sombras Reveladas (Cast of Shadows), de Sami van Ingen (Finlândia) (2025) Tempo de Embebedar Cavalos (Zamani baray-e masti-e asbha), de Bahman Ghobadi (Irã) (2000)
SESSÕES ESPECIAIS INTERNACIONAIS | SOCIEDADE DO CANSAÇO: TRABALHO E SAÚDE MENTAL
A Vida Real (La Vraie Vie), de Ekiem Barbier e Guilhem Causse (França) Querido Amanhã (Dear Tomorrow), de Kaspar Astrup Schröder (Dinamarca/Suécia/Japão)
SESSÕES ESPECIAIS INTERNACIONAIS | OCEANO SEM FIM
À Deriva: 76 Dias Perdido no Mar (76 Days Adrift), de Joe Wein (EUA)
SESSÕES ESPECIAIS INTERNACIONAIS | CLAIRE SIMON
Aprender (Apprendre), de Claire Simon (França)
SESSÕES ESPECIAIS NACIONAIS
A Economia da Esperança, de Andre Barmak (Brasil) Lendo o Mundo, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira (Brasil/EUA) Longe dos Holofotes, de Jérémie Battaglia (Brasil/França) Tietê: Águas Verdadeiras, de Rodrigo Campos (Brasil)
HOMENAGEM: ZITA CARVALHOSA
A Alma do Negócio, de José Roberto Torero (Brasil) (1996) Carvão, de Carolina Markowicz (Brasil) (2022) Distraída para a Morte, de Jeferson De (Brasil) (2001) Fé, de Ricardo Dias (Brasil) (1999) O Cineasta da Selva, de Aurélio Michiles (Brasil) (1997) Onde São Paulo Acaba, de Andrea Seligmann (Brasil) (1994)
ECOFALANTE EDUCAÇÃO | INFANTIL
Sete Cores da Amazônia, de Ana Lígia Pimentel (Brasil) Tsuru, de Pedro Anias (Brasil)
ECOFALANTE EDUCAÇÃO | FIFE
Aqui (Ici), de Aurélia Hollart (França) Girino (Kuap), de Nils Hediger (Suíça) Matilde, de Vito Palmieri (Itália) Meu Amigo Nietzsche, de Fáuston da Silva (Brasil) Meu Avô Estranho (My strange grandfather), de Dina Velikovskaya (Rússia)
ECOFALANTE EDUCAÇÃO | NARRATIVAS DO CLIMA: CAMINHOS PARA O LIXO ZERO
A Incrível Aventura das Sonhadoras Crianças contra Lixeira Furada e Capitão Sujeira, de Beatriz Ohana (Brasil) Cata, de Lucas Sá (Brasil) Os Pequenos Mundos, uma Aventura com Caixas, de Sandra Coelho (Brasil) Tsuru, de Pedro Anias (Brasil) Um Sonho de Havaí (A Dream of Hawaii), de Thomas Smoor Isaksen (Noruega)
Equipe de I See Buildings Fall Like Lightning: filme premiado
Foram anunciados nesta quinta-feira, 21/05, os vencedores da Quinzena de Cineastas, Quinzaine des Cinéastes, antes chamada de Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes, organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF) desde 1969 e que destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular.
Nesta 58ª edição, o Prêmio do Público, criado em 2024 e concedido em parceria com a Fondation Chantal Akerman, visa apoiar uma obra singular e um cineasta cujo estilo impresso em sua mise-en-scène, surpreende e encanta o público. O grande vencedor deste ano foi o britânico I See Buildings Fall Like Lightning, da diretora Clio Barnard; o mais votado no Choix du Public pelos espectadores recebe 7.500 euros.
Entre os prêmios paralelos, o SACD, entregue pela Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques, escolheu o francês Shana, de Lila Pinell. A justificativa do júri, formado por Anne Villacèque, Catherine Corsini e Axelle Ropert, diz: “Em uma seleção extremamente diversificada, onde cineastas consagrados e experientes conviveram com talentos emergentes, queremos, em primeiro lugar, elogiar a notável originalidade das obras apresentadas. Algumas nos surpreenderam positivamente, contrariando nossas expectativas. Várias nos emocionaram profundamente. Mas, na hora de decidir, optamos por homenagear a juventude em seu ímpeto e sua fragilidade. O filme que receberá o Prêmio Especial do Júri revela uma atriz extraordinária, por meio de sua presença física, sua linguagem, sua ousadia, sua sensibilidade genuína e sua profunda humanidade. Sua presença em cena foi, para nós, imediatamente impactante. Somos atraídos por ela instantaneamente. Ela nos conduz e não nos solta. Ela é guiada por um olhar curioso e afetuoso, que a eleva em cenas muitas vezes de tirar o fôlego”.
Já o prêmio Label Europa Cinemas de melhor filme europeu garante promoção e incentivos adicionais para que os exibidores prolonguem a exibição da obra. O júri, formado por Panos Achtsioglou, Octavian Dăncilă, Alicia Hernanz e Māris Prombergs, justificou a escolha: “L’espèce explosive é um longa-metragem de estreia realmente original e inovador. É um filme que desafia os gêneros, abrangendo ação, romance, suspense, comédia, drama policial e até mesmo um pouco de romance. Grande parte do seu apelo reside na forma como a trama acessível leva o público a direções totalmente inesperadas; e os últimos quinze minutos são uma montanha-russa psicodélica deliciosa e alucinante. É também um filme muito humano, sutil e nada didático, mas que aborda a corrupção e como as comunidades podem se unir para encontrar soluções. Muitas felicitações para Sarah Arnold e sua equipe. Todos nós adoramos e estamos confiantes de que o público em toda a Europa também vai adorar”.
Nesta ano, vale destacar a presença de La Perra, dirigido pela cineasta chilena Dominga Sotomayor, que foi exibido em competição na programação; uma coprodução entre Chile e Brasil (pela RT Features, de Rodrigo Teixeira). O filme, produzido em parceria com a Planta (Chile), é uma adaptação do romance homônimo de Pilar Quintana. O elenco conta com o brasileiro Selton Mello, Manuela Oyarzún, David Gaete, Paula Luchsinger, Paula Dinamarca e Rafaella Grimberg.
Conheça os vencedores da Quinzena de Cineastas 2026:
PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FILME I See Buildings Fall Like Lightning, de Clio Barnard (Reino Unido)
COUP DE CŒUR DES AUTEURS | PRÊMIO SACD Shana, de Lila Pinell (França)
LABEL EUROPA CINEMAS | MELHOR FILME EUROPEU L’espèce explosive, de Sarah Arnold (França)
Premier Prix: diretor brasileiro premiado em Cannes
Criada em 1998 por Gilles Jacob e dedicada à busca de novos talentos, a mostra La Cinef, chamada anteriormente de Cinéfondation, paralela ao Festival de Cannes, surgiu para inspirar e apoiar a próxima geração de cineastas.
Neste ano, na 29ª edição, 19 filmes foram selecionados entre os 2.750 inscritos por 662 escolas e universidades de cinema do mundo todo. As obras foram analisadas por um júri formado por Carla Simón (presidente), Ali Asgari, Salim Kechiouche, Ji-Min Park e Magnus von Horn.
Os títulos consagrados foram anunciados nesta quinta-feira, 21/05, no Buñuel Theatre, e o curta-metragem Laser-Gato, dirigido pelo cineasta paulistano Lucas Acher, foi o grande vencedor desta edição. Vale destacar que o filme aparece como uma produção norte-americana pela New York University.
Laser-Gato se constrói a partir de uma deriva noturna por São Paulo, acompanhando um adolescente que se vê obrigado a atravessar os bairros do centro em uma sucessão de encontros que alteram (e ampliam) irreversivelmente sua compreensão sobre a cidade. A narrativa evita progressões clássicas e aposta em uma estrutura fragmentada, em que o percurso importa mais do que qualquer resolução. Mesmo assim, a urgência e ironia do conflito principal carregam a tensão necessária para enquadrar o filme como um suspense cômico (ou uma comédia tensa, dependendo da perspectiva).
Produzido pela Balcão Filmes e Bruto Films, o elenco conta com Gabriel Brennecke, Gilda Nomacce, Renan Vilela, Fabi Pifer, Matheus Prestes, Helena Santana, Paula Mares Ruy, Adelino Costa, Jacqueline Rocha, Bárbaro Xavier, Rafael Furtado, Bruno Bianco e Mattias Erìsson.
Filmado em São Paulo, com orçamento enxuto, o curta aposta em soluções formais precisas, em que limitações de produção se convertem em escolhas estéticas. O uso de locações reais, a valorização do tempo morto e a construção de cenas abertas contribuem para um cinema que privilegia a experiência sobre a explicação. Com trânsito entre Brasil e Estados Unidos, onde se formou, Acher passa a desenvolver projetos com coprodução internacional, sem abandonar São Paulo como palco de seus filmes. Seus próximos trabalhos devem continuar ancorados na capital paulista, mas com perspectiva de circulação global.
O Festival de Cannes concede um prêmio de 15 mil euros para o Primeiro Prêmio, 11 mil para o segundo lugar e 7.500 euros ao terceiro; os filmes premiados serão exibidos no Cinéma du Panthéon, na próxima semana, em Paris.
Vale lembrar que o cinema brasileiro já foi premiado três vezes nesta mostra: em 2002, Um Sol Alaranjado, de Eduardo Valente, recebeu o primeiro prêmio; em 2005, Buy It Now, de Antonio Campos, uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos, também ficou em primeiro lugar; e em 2021, Cantareira, de Rodrigo Ribeyro, ficou em terceiro lugar.
Conheça os vencedores da mostra La Cinef 2026:
1º PRÊMIO Laser-Gato, de Lucas Acher (EUA) (NYU)
2º PRÊMIO Silent Voices, de Nadine Misong Jin (EUA) (Columbia University)
3º PRÊMIO Aldrig nok, de Julius Lagoutte Larsen (França) (La Fémis) Growing Stones, Flying Papers, de Roozbeh Gezerseh e Soraya Shamsi (Alemanha) (Filmuniversität Babelsberg Konrad Wolf)
Colas Quignard em La Gradiva, de Marine Atlan: filme premiado
Foram anunciados nesta quarta-feira, 20/05, os vencedores da Semana da Crítica, mostra paralela ao Festival de Cannes, que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar cineastas inovadores do mundo todo.
Neste ano, em sua 65ª edição, a Semaine de la Critique teve a cineasta indiana Payal Kapadia como presidente do júri; Ama Ampadu, Donsaron Kovitvanitcha, Théodore Pellerin e Oklou (Marylou Mayniel) completavam o time de jurados.
O cinema brasileiro marcou presença na seleção com Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, do diretor mexicano Bruno Santamaría Razo, uma coprodução entre México (Ojos de Vaca), Brasil (Desvia) e Dinamarca (Snowglobe). O longa conta com uma significativa participação brasileira liderada pelas produtoras Rachel Daisy Ellis e Camille Reis. Além de um papel como coadjuvante para o ator brasileiro Demick Lopes, grande parte da pós-produção do filme foi feita no Brasil. O filme conta com participação dos editores Eduardo Serrano e Marília Moraes; a desenhista de som Miriam Biderman; o compositor musical Leo Chermont; o estúdio de efeitos especiais Aberração Kromatica Filmes; a produtora executiva Amanda Luna; e as pós-produtoras Bia Baggio e Ivich. A produtora mexicana do filme, Bruna Haddad, também tem nacionalidade brasileira. No Brasil, a distribuição ficará a cargo da Fistaile. No cenário global, as vendas internacionais serão representadas pela Luxbox.
Conheça os vencedores da Semana da Crítica 2026:
GRANDE PRÊMIO La Gradiva, de Marine Atlan (França/Itália)
PRÊMIO LOUIS ROEDERER FOUNDATION | REVELAÇÃO Aina Clotet, por Viva
MELHOR CURTA-METRAGEM | PRÊMIO DISCOVERY SONY Skinny Bottines, de Romain F. Dubois (Canadá)
PRÊMIO GAN FOUNDATION DE DISTRIBUIÇÃO Wu ming nü hai, de Jing Zou (China/França) (Pyramide Distribution)
PRÊMIO SACD (Society of Dramatic Authors and Composer) Blerta Basholli e Nicole Borgeat, roteiristas de Dua
PRÊMIO CANAL+ | CURTA-METRAGEM „Vaterland“ oder Ein Bule Namens Yanto, de Berthold Wahjudi (Alemanha/Indonésia)
Estrelado por Jesuita Barbosa, de Tatuagem e Homem com H, e Malu Falangola, Sábado Morto, dirigido e escrito por Leonardo Lacca, é o terceiro longa-metragem produzido pela Cinemascópio e Trincheira Filmes, depois dos premiados Permanência e Seu Cavalcanti.
O novo filme será rodado entre Recife e a região de Arcoverde, no interior de Pernambuco, ao longo de cinco semanas. Emilie Lesclaux, produtora de longas reconhecidos no circuito cinematográfico nacional e internacional, assina a produção ao lado de Leonardo Lacca, com quem trabalhou em O Agente Secreto, longa indicado ao Oscar em quatro categorias.
Lacca, que atuou como preparador de elenco, diretor assistente e um dos roteiristas do filme de Kleber Mendonça Filho, apresenta a trama que acompanha Diogo, médico residente no Recife, que precisa retornar ao sertão pernambucano após anos distante por conta de um acontecimento inesperado na família. Ao lado da esposa, Aline, ele reencontra sua mãe, Terezinha, determinada a exigir respostas sobre fatos recentes, e talvez algo mais. Entre lembranças e desconfortos, segredos começam a emergir.
O diretor Leonardo Lacca e a atriz potiguar Tânia Maria
O elenco de Sábado Morto conta também com Tânia Maria, Igor Fortunato e Matteus Cardoso. A direção de fotografia é de Luciana Baseggio e Dayse Barreto assina a direção de arte; o figurino é de Rita Azevedo e a direção de produção é de Mariana Jacob.
Leonardo Lacca nasceu no Recife e trabalha como diretor, roteirista e preparador de elenco há 20 anos. Fundou a Trincheira Filmes com Marcelo Lordello e Tião. Seu primeiro longa, Permanência, foi exibido e premiado em festivais no Brasil e no mundo. Estreou seu segundo longa-metragem, a docuficção Seu Cavalcanti, em setembro de 2025. Foi diretor assistente de Bacurau, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, e O Agente Secreto, premiado no Globo de Ouro e representante brasileiro no Oscar 2026, os dois de Kleber Mendonça Filho. Foi também preparador de elenco em Aquarius, O Som ao Redor, Paterno, A Salamandra e Dormir de Olhos Abertos.
Sinopse: Três mulheres de um circo itinerante, Índia Morena, Madona Show e Jéssica, cruzam o caminho de um misterioso topógrafo. A partir de suas histórias, se desenha uma trama que mistura ficção e realidade ao longo de 15 anos. Mambembe é uma jornada sobre o tempo, a arte circense e o cinema.
*Clique aqui e assista ao nosso programa especial com entrevistas com o diretor e com o elenco: Índia Morena, Madona Show, Murilo Grossi e Dandara Ohana
Índia Morena em cena do longa Mambembe, dirigido por Fabio Meira: em cartaz
Mambembe, novo longa-metragem do premiado diretor Fabio Meira, de As Duas Irenes e Tia Virgínia, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 14/05, e retrata a resistência e a potência dos pequenos circos do Norte e do Nordeste do país em uma homenagem ao circo itinerante brasileiro.
No elenco estão: Índia Morena, uma das maiores referências da arte circense no Brasil e Patrimônio Vivo de Pernambuco; a artista circense potiguar Madona Show; e a atriz e assistente de direção carioca Dandara Ohana, que interpreta Jéssica, ex-artista circense de Belém. O filme acompanha um topógrafo nômade, vivido pelo ator brasiliense Murilo Grossi, que cruza o caminho dessas três mulheres.
O projeto nasceu há 16 anos, quando Fabio Meira ainda finalizava seu curso de cinema em Cuba, e foi retomado ao longo do tempo incorporando ao processo criativo a passagem dos anos e as transformações vividas por personagens e realizadores. Ao trazer para a narrativa o próprio gesto de filmar, Mambembe transforma o processo cinematográfico em parte da história. O diretor constrói um filme sobre arte, desejo, memória e encontros, em uma mistura entre documentário e ficção.
Mambembe estreou na Première Brasil do Festival do Rio, em 2024, e foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Forumdoc.BH e no Cine PE. No Festival de Cinema de Vitória, conquistou os troféus de melhor filme, melhor interpretação para Índia Morena e Menção Honrosa para Madona Show, além do Prêmio Sesc Glória. Também venceu nas categorias de melhor filme e melhor montagem no Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e levou os troféus de melhor filme, direção e montagem no FICA.
No Festival Guarnicê de Cinema, no Maranhão, o longa foi consagrado como melhor filme (júris técnico e popular) e conquistou os troféus de melhor atuação para Dandara Ohana, Madona Show e Índia Morena, além dos prêmios de melhor ator para Murilo Grossi e melhor fotografia. No circuito internacional, Meira venceu na categoria de melhor direção no Bravo Film Festival, em Los Angeles. O longa também passou pelo Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata e recebeu o troféu do Prêmio do Júri no Festival Internacional de Cinema Brasileiro em Milão.
Produzido pela Roseira Filmes, Mambembe tem roteiro assinado por Fabio Meira e Susana Barriga; a fotografia é de Daniela Cajías e a montagem de Affonso Uchoa, Fabio Meira e Juliano Castro. A produção é de Fabio Meira, Maya Da-Rin e Paula Pripas.
Para falar mais sobre o premiado filme, conversamos com o diretor e com o elenco: Índia Morena, Madona Show, Dandara Ohana e Murilo Grossi.
Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho: O Agente Secreto consagrado
Foram revelados neste sábado, 09/05, os vencedores do XIII Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine y el Audiovisual Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países.
Nesta 13ª edição, a cerimônia, transmitida pelo Canal Brasil e que aconteceu no Teatro Gran Tlachco, no Parque Xcaret, em Riviera Maya, no México, foi comandada por Carlos Torres e Cayetana Guillén-Cuervo, e contou também com apresentações musicais de Camilo, Manuel Carrasco e María Becerra.
O cinema brasileiro se destacou e foi consagrado com oito prêmios para o longa O Agente Secreto, dirigido pelo cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho e produzido por Emilie Lesclaux, entre eles, melhor filme ibero-americano de ficção e melhor ator para Wagner Moura (pelos votantes e pelo público).
Com a ausência de Wagner Moura na cerimônia, Kleber Mendonça Filho recebeu a estatueta pelo ator: “Meu grande amigo Wagner Moura, grande ator, está na Espanha trabalhando em um novo filme”. Na sequência, leu uma mensagem enviada pelo brasileiro premiado: “Amo o Prêmio Platino. Ver nossa cinematografia ser celebrada, encontrar amigos, descobrir talentos, filmes, artistas, trabalhadores do cinema falado em espanhol e em português. Amo cada vez que percebo o Brasil integrado a uma cultura mais abrangente e que também é nossa. Amo ver-nos todos juntos. Quero dedicar esse prêmio ao porta-voz dessa mensagem. Esse diretor gênio, grande amigo, grande artista. Esse hombre guapo e sensual. Te amo, Kleber Mendonça! Obrigado”.
Em outro momento no palco, ao subir para receber o prêmio de melhor direção, Kleber discursou: “Muito obrigado! Eu gostaria de compartilhar esse prêmio com Emilie Lesclaux, minha companheira de vida e minha produtora. Ela é a primeira leitora dos meus roteiros. Esse prêmio vai também para Wagner Moura, que é um grande amigo, um grande colaborador e um grande ator. Que prazer trabalhar com Wagner! Quero fazer o próximo filme também com ele. E queria compartilhar com todos os meus amigos que estão aqui e com toda a equipe de mais de 300 pessoas que fizeram O Agente Secreto. São muitos nomes e foi uma grande aventura!”.
No anúncio de melhor filme ibero-americano de ficção, que consagrou O Agente Secreto, a produtora Emilie Lesclaux subiu ao palco: “Estou muito emocionada! Obrigada, Prêmio Platino! É uma grande honra e uma grande alegria que quero compartilhar com nossa equipe técnica que está aqui. Agradecer ao nosso elenco maravilhoso, todos os colaboradores e ao público. É um orgulho fazer parte dessa comunidade audiovisual ibero-americana! Quero cumprimentar também todas as produtoras e produtores dos outros filmes desta categoria. Muito obrigada! E agradecer também, o mais importante, Kleber: muito obrigada por este presente e este caminho que fazemos juntos há mais de vinte anos. Estou muito feliz! Viva o cinema brasileiro!”. E Kleber finalizou: “É um grande prazer estar no México. Viva, México, que país incrível! E para nossas crianças, Martin e Tomás, um beijo, que estão vendo em casa”.
O Brasil, que estava indicado com diversas produções, ainda se destacou com o longa Apocalipse nos Trópicos, dirigido por Petra Costa, como melhor documentário, que foi representado por Brunno Pacini no palco. E também com a novela Beleza Fatal, de Raphael Montes, que levou o prêmio de melhor série de longa duração (categoria nova, que foi criada nesta edição); a diretora Maria de Médicis, ao lado de Luciano Patrick, da produtora Coração da Selva, e de Anouk Aaron, da HBO Max, discursou: “Queria oferecer esse prêmio para o cara que inventou como se faz novela no Brasil, Dennis Carvalho, meu mestre, que nos deixou esse ano. Obrigada!”.
Neste ano, o Prêmio Platino acrescentou doze novas categorias em cinema e televisão e, por isso, 21 prêmios foram anunciados anteriormente no dia 16 de abril: O Agente Secreto se destacou com as estatuetas de melhor montagem (Eduardo Serrano e Matheus Farias), direção de arte (Thales Junqueira) e trilha sonora original (Tomaz Alves Souza e Mateus Alves).
Além disso, personalidades brasileiras marcaram presença na cerimônia e apresentaram algumas categorias, como: os atores André Lamoglia e Christian Malheiros; e o recordista olímpico Giba, ex- jogador de voleibol. E mais: o consagrado ator argentino Guillermo Francella, da série Meu Querido Zelador e dos filmes O Clã e O Segredo dos Seus Olhos, foi homenageado com o Platino de Honor.
Conheça os vencedores do 13º Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano:
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Alemanha/Holanda)
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | PRÊMIO DO PÚBLICO Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha)
MELHOR COMÉDIA IBERO-AMERICANA DE FICÇÃO La cena, de Manuel Gómez Pereira (Espanha/França)
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO Olivia & Las Nubes, de Tomás Pichardo-Espaillat (República Dominicana)
MELHOR DOCUMENTÁRIO Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa (Brasil)
MELHOR FILME DE ESTREIA Surda, de Eva Libertad (Espanha)
MELHOR DIREÇÃO Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
MELHOR ROTEIRO O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho
MELHOR ATRIZ Blanca Soroa, por Los domingos
MELHOR ATRIZ | PRÊMIO DO PÚBLICO Patricia López Arnaiz, por Los domingos
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Camila Pláate, por Belén: Uma História de Injustiça
MELHOR ATOR Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATOR | PRÊMIO DO PÚBLICO Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATOR COADJUVANTE Álvaro Cervantes, por Surda
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Sirât, por Mauro Herce
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE O Agente Secreto, por Thales Junqueira
MELHOR FIGURINO La cena, por Helena Sanchís
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO O Cativo, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz
MELHOR MONTAGEM O Agente Secreto, por Eduardo Serrano e Matheus Farias
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL O Agente Secreto, por Tomaz Alves Souza e Mateus Alves
MELHOR SOM Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS Sirât, por Pep Claret
PRÊMIO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)
MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA | FICÇÃO ou DOCUMENTÁRIO O Eternauta (Argentina)
MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA | PRÊMIO DO PÚBLICO Chespirito: Sem Querer Querendo (México)
MELHOR SÉRIE LONGA Beleza Fatal (Brasil)
MELHOR ATOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE Ricardo Darín, por O Eternauta
MELHOR ATOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE | PRÊMIO DO PÚBLICO Álvaro Morte, por Anatomía de un instante
MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE ou SÉRIE Paulina Gaitán, por As Mortas
MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE ou SÉRIE | PRÊMIO DO PÚBLICO Candela Peña, por Estado de Fúria
MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE César Troncoso, por O Eternauta
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE Andrea Pietra, por O Eternauta
MELHOR CRIADOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE Bruno Stagnaro, por O Eternauta (Argentina)
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | MINISSÉRIE ou SÉRIE Anatomía de un instante, por Álex Catalán
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE Anatomía de un instante, por Pepe Domínguez del Olmo
MELHOR FIGURINO | MINISSÉRIE ou SÉRIE Anatomía de un instante, por Fernando García
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO | MINISSÉRIE ou SÉRIE Menem: El Show del Presidente, por Marcos Cáceres e Dolores Giménez
MELHOR MÚSICA ORIGINAL | MINISSÉRIE ou SÉRIE O Eternauta, por Federico Jusid
MELHOR SOM | MINISSÉRIE ou SÉRIE Anatomía de un instante, por Daniel de Zayas
MELHOR MONTAGEM | MINISSÉRIE ou SÉRIE O Eternauta, por Alejandro Broderson e Alejandro Parysow
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS | MINISSÉRIE ou SÉRIE O Eternauta, por Ezequiel Rossi, Pablo Accame e Ignacio Pol