José Loreto e Nanda Marques exibem Chorão: Só os Loucos Sabem, de Hugo Prata e Felipe Novaes, no 54º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor
Elenco e direção no tapete vermelho de Gramado

Protagonizado por José Loreto, Chorão: Só os Loucos Sabem, dirigido por Hugo Prata e Felipe Novaes, foi exibido nesta segunda-feira, 17/08, na mostra competitiva de longas brasileiros da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado.

O filme revisita a trajetória, a obra e o legado de Chorão, um dos artistas mais marcantes da música brasileira. Depois do documentário Chorão: Marginal Alado, Hugo Prata e Felipe Novaes retornam ao universo do artista, agora pela ficção. A cinebiografia acompanha a trajetória do vocalista do Charlie Brown Jr. desde sua chegada à cidade de Santos, passando pela formação da banda, até a consolidação de uma das carreiras mais marcantes do rock nacional. Paralelamente, o filme retrata sua intensa relação com Graziela Gonçalves, que marcou profundamente sua vida pessoal e inspirou algumas das canções mais emblemáticas do grupo.

Além de Loreto, que interpreta Chorão, Nanda Marques dá vida a Graziela, companheira do cantor em momentos decisivos de sua trajetória. Graziela também é autora do livro Se não eu, quem vai fazer você feliz?: Minha história de amor com Chorão, obra a qual o roteiro escrito por Duda de Almeida é baseado. Produzido pela Bravura Cinematográfica, com coprodução da Globo Filmes e distribuição da Downtown Filmes, o longa foi rodado em 2025 com locações em Santos e São Paulo.

A sinopse oficial diz: Chorão: Só os Loucos Sabem mergulha na vida do líder da banda Charlie Brown Jr., artista que transformou dores e paixões em poesia urbana. Em Santos, entre o skate e os palcos, Chorão encontrou em Graziela uma presença marcante, que atravessou sua vida pessoal e criativa. É nesse encontro entre amor, rebeldia e vulnerabilidade que nasceram músicas capazes de traduzir uma geração, consolidando o Charlie Brown Jr. como uma das maiores bandas de rock do Brasil.

Produzido por Fabio Zavala e Hugo Prata, a direção de fotografia é assinada por Marcelo Trotta. A direção de arte é de Marcelo Escañuela, o figurino de Carolina Agresta e a maquiagem de Mary de Rosemary Paiva; Tiago Feliciano assina a montagem. A trilha sonora original é de Otavio de Moraes, o som direto é de George Saldanha e a edição de som e mixagem é assinada por Eric Ribeiro Christani; a produção executiva é de Daniel Caldeira e Fabio Zavala. O elenco conta também com Georgette Fadel, Pedro Tirolli, Gustavo Cintra, Rony Frauches, Gabriel Ferrara, Phellipe Azevedo, Thiago Brianti, Felipe Souza, Kiko Marques, Lara Córdula, Leopoldo Pacheco, Rafael Lozano e Marina Merlino.

No Palácio dos Festivais, os diretores Hugo Prata e Felipe Novaes subiram ao palco ao lado de diversos integrantes da equipe: “É uma honra enorme estar aqui aonde nosso filme vai encontrar pela primeira vez o seu público. A gente traz hoje para vocês um filme de amor de um personagem incrível que é o Chorão. O Chorão era um artista de primeira grandeza, uma pedra bruta, como a gente gosta de dizer, que tinha um coração enorme e escrevia canções de amor como poucos. Ele tinha o dedo para o pulso da rua e isso é uma coisa que qualquer artista gostaria de ter. Então, a gente traz essa história de amor desse personagem truculento e que tinha muita poesia e amor nas veias”, disse Hugo Prata, que já exibiu, em anos anteriores, os longas Elis e Angela em Gramado.

Nanda Marques e José Loreto no palco do Palácio dos Festivais

Felipe Novaes também discursou: “Quando eu olho para o meu parceiro e nossa equipe linda, tenho cada vez mais certeza que o que importa é quem está do nosso lado nas trincheiras. Queria só me permitir um agradecimento pessoal ao Hugo Prata e Fabio Zavala. Faz alguns anos que vocês me ensinam a ser um profissional melhor. Obrigado pela generosidade de compartilhar comigo essa direção, Hugo! Tivemos a oportunidade de contar, alguns anos atrás, juntos, a história do Chorão através de um documentário. Eu acho que o mais legal de retornar esse personagem pela via da ficção, é contar a trajetória do Chorão pela ótica dessa história profunda que ele viveu com a Graziela Gonçalves, essa mulher forte que foi companheira do Chorão por mais de vinte anos e crucial para ele se tornar quem se tornou e musa inspiradora de tantas canções que nos embalam”.

E continuou: “Falando em mulheres fortes, queria deixar registrado também todo o talento e competência de outra mulher forte, a nossa roteirista Duda de Almeida, que defendeu esses personagens com uma sensibilidade e uma potência que só uma mulher foda teria conseguido colocar nas nossas páginas. Nosso filme é uma historia de amor e a gente espera que, humildemente, toque o coração de vocês”. O produtor Fabio Zavala completou: “Esse filme foi feito com muito respeito, afeto e humanidade. Agradeço ao festival por nos receber e deixar que a gente conte essa história aqui na tela. Agradeço imensamente todos que participaram conosco dessa jornada”.

A atriz Nanda Marques também aproveitou o momento da apresentação para destacar sua personagem, Graziela Gonçalves: “Muito feliz de estar aqui representando essa mulher tão forte e intensa; o filme foi inspirado no livro dela. Muito honrada de viver essa potência de mulher nas telas. Espero que esteja impresso um pouco da essência dela e da importância que ela teve na vida do Chorão e da banda Charlie Brown Jr.”.

Feliz com a estreia do filme no Festival de Cinema de Gramado 2026, o protagonista José Loreto falou: “Eu estou nesse filme porque ninguém queria mais do que eu fazer esse cara. Eu pentelhei o Hugo e todo mundo. Se eu soubesse o endereço da Globo Filmes, eu bateria lá na porta deles. Eu não ia deixar ninguém fazer esse filme no meu lugar porque o cinema tem uma força que vai além… tem uma espiritualidade muito forte nesse filme. Eu me doei muito, eu fiz com muito amor. Então, quando a gente faz uma coisa querendo muito, com muito desejo, com muita devoção, eu acho que já temos metade do caminho andado. Tudo veio na hora certa. Há um ano estávamos rodando esse filme e eu sei que todo ator fala isso, mas é o filme da minha vida. Eu espero muito que encante vocês tanto quanto me encantou fazer”. Ao final do discurso, empolgado, repetiu uma frase clássica de Chorão: “Skateboard na veia, Rock and roll até a alma. Quem é Chorão faz barulho e bate palma”.

Depois de Chorão: Só os Loucos Sabem, a programação do 54º Festival de Cinema de Gramado seguiu com a exibição dos curtas em competição: 씨발 (Shibal), de João Rubio Rubinato; As Gêmeas, de Vanessa Aguiar; e Graxa e o Zepelim, de Camilo Soares. Na sequência, foi exibido, em sessão especial, o primeiro episódio da série Emergência 53, da Globoplay, de Andrucha Waddington, Claudio Torres, Marcio Maranhão, Pedro Waddington e Rebeca Diniz.

No dia seguinte às exibições, conversamos com José Loreto e Nanda Marques sobre Chorão: Só os Loucos Sabem. No bate-papo, falaram da responsabilidade de interpretar Chorão e Graziela, da preparação para as filmagens, bastidores e expectativa do público.

Aperte o play e confira:

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Fotos: Cleiton Thiele/Ag. Pressphoto.

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