
A 83ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 2 e 12 de setembro, revelou, nesta quinta-feira, 23/07, em uma coletiva de imprensa comandada por Alberto Barbera, diretor do festival, a lista completa com os filmes selecionados para este ano.
Na Competição Internacional, que traz 20 títulos na disputa pelo Leão de Ouro, prêmio máximo do evento, o cinema brasileiro se destaca com o longa Retorno a Buenos Aires (Ritorno a Buenos Aires), coprodução entre Itália e Brasil, dirigida por Marco Bechis, que também assina o roteiro ao lado de Vijaya Bechis Boll. Estrelado pelo italiano Adriano Giannini, o filme reúne ainda os brasileiros Paula Cohen e Eduardo Hoy em papéis de destaque, além das atrizes argentinas Ana Celentano, Vero Gerez e Olivia Nuss.
Na obra, Mariano Guerra é chamado a retornar à Argentina para testemunhar no julgamento dos militares que o sequestraram e torturaram durante a ditadura militar; a mesma que, em 1978, organizou a Copa do Mundo de Futebol enquanto o país vivia sob uma repressão clandestina. A história dialoga diretamente com a trajetória do próprio diretor, preso político durante a ditadura argentina, experiência que marca sua filmografia e confere ao longa um caráter testemunhal.
O encerramento das filmagens coincidiu simbolicamente com os 50 anos do início da ditadura na Argentina, em março de 1976, reforçando a atualidade da reflexão proposta pelo filme sobre memória, justiça e sobrevivência: “Com Retorno a Buenos Aires, volto à Argentina 50 anos depois. Volto com uma história que não é a minha, mas que nasce de uma ferida que conheço. Eu também fui sequestrado durante a ditadura argentina, mas Mariano não sou eu. Escolhi a ficção porque, às vezes, ela é a única forma de se aproximar de uma verdade que a memória, sozinha, não consegue contar. Durante muitos anos pensei que o cinema tivesse me libertado dessa pergunta. Percebi que não era assim. Há muitos anos uma questão me acompanha: o que significa sobreviver? Não apenas salvar-se, mas continuar vivendo quando outros não puderam fazê-lo. Mariano retorna a Buenos Aires para depor em um julgamento. Por meio dele, procurei contar esse momento em que o passado volta a ocupar o presente. Busquei uma direção essencial, sem explicar nem julgar. Interessavam-me os silêncios, os rostos, o tempo da espera, os lugares que conservam as marcas do que aconteceu. No fundo, este filme fala de uma única coisa: da culpa do sobrevivente, que persiste”, afirma o diretor.
Com três meses de pré-produção e quatro semanas de filmagens no Brasil, realizadas em Porto Alegre, e mais três semanas em Turim, no norte da Itália, o projeto também consolida a atuação internacional da produtora brasiliense 34 Filmes e a parceria com André Ristum, que já colaborou em diversos projetos anteriores. O filme teve participação destacada de técnicos brasileiros, entre os quais: a direção de arte de Eduardo Antunes; a produção de elenco de Alessandra Tosi; o figurino de Coca Serpa; a produção executiva de André Ristum e Patrick de Jongh; e o line producer Beto Rodrigues. A coprodução entre Brasil e Itália reúne a 34 Filmes e as italianas Fandango, 39Films, Karta Film e Rai Cinema.
Liderada por Patrick de Jongh, a 34 Filmes, que tem sede em Brasília, financiou o filme através do FSA, Fundo Setorial do Audiovisual, com recursos geridos pelo BRDE, por meio do edital de coprodução internacional de 2024, como afirma o produtor: “A política de descentralização dos investimentos em cinema mais uma vez mostra resultados e confirma a necessidade deste tipo de investimento para que mais regiões e realizadores brasileiros possam marcar presença em grandes eventos internacionais como o Festival de Veneza”.
A coprodução é resultado de uma parceria frutífera, que já conta com vários projetos realizados, entre a Sombumbo, de André Ristum, e a 34 Filmes: “Marco me mandou esse roteiro alguns anos atrás e fiquei muito impactado. Somos próximos desde a produção do Terra Vermelha e pra mim não era aceitável que um talento como ele ficasse tantos anos sem filmar. Levei o projeto para a 34 Filmes e fiquei muito feliz com a recepção e parceria deles para fazer o projeto dar certo”, disse Ristum. Vale destacar que, além de Terra Vermelha, Marco Bechis também dirigiu Alambrado, Hijos/Filhos e Garage Olimpo.
A parceria brasileira conta também com a Neocórtex, de Cibele Amaral, que comenta sobre a terceira coprodução internacional da 34 Filmes que traz um resultado inédito: “É uma grande alegria fazer parte da história do cinema brasileiro, tendo produzido o primeiro filme da região CONNE (região centro-oeste, norte e nordeste) selecionado para a competição principal do Festival de Veneza na história deste evento”.
A sinopse oficial diz: Buenos Aires, 2008. Depois de trinta e três anos vividos na Itália, Mariano Guerra retorna à Argentina para depor no julgamento dos ex-militares que o sequestraram, torturaram e escravizaram durante a ditadura militar. Junto com outros sobreviventes, ele é hospedado nas instalações do Ministério da Justiça, onde reencontra pessoas com quem compartilhou o cativeiro e aguarda o dia de seu depoimento. Os dias passados ao lado dos demais sobreviventes, os encontros e os testemunhos trazem à tona acontecimentos que permaneceram sem resolução por décadas. Mariano é um dos poucos sobreviventes daquela tragédia e carrega consigo um peso que nenhuma sentença é capaz de aliviar. O retorno a Buenos Aires o obriga a se confrontar com o que significa ter permanecido vivo.
Cena do longa Furies: coprodução do brasileiro Rodrigo Teixeira na Biennale Cinema 2026
Além disso, o Brasil também se destaca na mostra Venezia Spotlight com Furies, dirigido pelo libanês Rami Kodeih, de A Sheherazade Tale e Alina. A coprodução entre Líbano e Brasil, pela RT Features, de Rodrigo Teixeira, conta também com George Clooney como produtor executivo.
Com Maria Nakouzi, Rym Mroue, Hasan Akil e Issam Bou Khaled no elenco, Furies se passa quando o sistema bancário do Líbano congela todas as contas da noite para o dia e uma jovem descobre que o dinheiro da cirurgia que poderia salvar a vida da irmã está bloqueado. Desesperadas, as duas irmãs arquitetam um ousado assalto ao banco para recuperar o que é delas por direito.
Ainda na mesma mostra, destaque para Hombre al agua, dirigido por Gael García Bernal, que traz uma atriz brasileira no elenco: Débora Nascimento. O filme, também estrelado por Gael García Bernal, Esmeralda Pimentel, Jorge Salinas, Natalia Oreiro e Anna Díaz, conta a história de Camilo, um salva-vidas cubano que salva o empresário mexicano Abel de um afogamento. Grato, Abel leva Camilo para o México; lá, ele se casa com a filha de Abel, Juana, e o casal tem um filho. No entanto, Camilo logo descobre que sua nova vida faz parte de um plano maquiavélico de manipulação e controle arquitetado por Abel. Com seu mundo desmoronando, Camilo precisa desvendar a trama e assumir o controle de seu destino. Será que ele encontrará uma saída ou permanecerá preso nesse jogo de poder?
Como já anunciado anteriormente, a diretora, atriz, roteirista e produtora estadunidense Maggie Gyllenhaal será a presidente do Júri Internacional da Competição desta 83ª edição do Festival de Veneza: “Estou muito feliz em aceitar o convite para presidir o júri do Festival de Cinema de Veneza deste ano. Veneza sempre apoiou vozes autênticas e singulares, e sinto-me honrada em contribuir para a continuidade dessa tradição corajosa e necessária. Não estarei ali para julgar, mas sim movida pela curiosidade, pela admiração e pelo entusiasmo”, disse em comunicado oficial.
O time de jurados completa-se com: a cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania, que levou o Leão de Prata com o Grande Prêmio do Júri no ano passado com A Voz de Hind Rajab; o compositor britânico Daniel Blumberg, vencedor do Oscar pela trilha sonora de O Brutalista; o italiano Francesco Casetti, teórico de cinema e televisão; o cineasta e roteirista francês Xavier Giannoli; a diretora afegã Shahrbanoo Sadat; e o cineasta e produtor Johnnie To, de Hong Kong.
Na mostra Orizzonti, a atriz, diretora e roteirista francesa Valérie Donzelli será a presidente do júri, que contará também com: Peter Becker, distribuidor americano; a cineasta Elizabeth Lo, de Hong Kong; o diretor e roteirista mexicano David Pablos; e a atriz italiana Barbara Ronchi.
Já o Prêmio Luigi De Laurentiis, Leão do Futuro, que será entregue a um filme de estreia, contará com a cineasta e roteirista italiana Carolina Cavalli como presidente do júri. O time de jurados será formado por: Akinola Davies Jr., diretor britânico-nigeriano; e Ted Hope, produtor cinematográfico americano.
Neste ano, o ator, produtor e roteirista George Clooney e a consagrada atriz Ellen Burstyn, vencedora do Oscar por Alice Não Mora Mais Aqui, serão homenageados com o Leão de Ouro honorário.
O filme de abertura desta edição será o drama biográfico Ink, dirigido por Danny Boyle, vencedor do Oscar por Quem Quer Ser um Milionário?; o longa, que retrata a ascensão do magnata Rupert Murdoch e a transformação do jornal The Sun no final da década de 1960, conta com Guy Pearce, Jack O’Connell e Claire Foy no elenco. Já o encerramento será com o drama italiano Dio ride, de Giovanni Veronesi, com Pierfrancesco Favino, Maurizio Lombardi, Silvio Orlando, Alma Noce, Francesco Gheghi, Paolo Rossi e Carlo Cecchi no elenco.
Conheça os filmes selecionados para o 83º Festival de Veneza:
VENEZIA 83 | COMPETIÇÃO
15/18 A Place To Heal, de Cédric Kahn (França)
Bucking Fastard, de Werner Herzog (Irlanda/EUA)
Bunker, de Florian Zeller (França/Espanha)
Company, de Casey Affleck (Canadá/EUA)
Dau, de Ilya Khrzhanovsky (Alemanha/França/Suécia)
Ga-neung-han sa-rang (Possible love), de Lee Chang-dong (Coreia do Sul)
Il fuoco che ti porti dentro, de Edoardo de Angelis (Itália)
Ink, de Danny Boyle (Reino Unido)
Kami nour (A bit of light), de Ali Asgari (Irã/Suíça/Itália/Canadá/Turquia)
Kvinde Ukendt (Woman Unknown), de May el-Toukhy (Dinamarca/Suécia/Letônia)
L’estranea, de Paolo Strippoli (Itália/França/Bélgica)
Look Back, de Hirozaku Koreeda (Japão)
Nelson san, anata ha hito wo koroshimashitaka? (Mr. Nelson, Did You Kill People?), de Shinya Tsukamoto (Japão/EUA/Tailândia/Vietnã)
Primetime, de Lance Oppenheim (EUA)
Ritorno a Buenos Aires, de Marco Bechis (Itália/Brasil)
Succederà questa notte, de Nanni Moretti (Itália/França/Espanha)
The Echo Chamber, de Andrea Pallaoro (Itália/Bélgica)
Un bon petit soldat, de Stéphane Brizé (França)
Un peu avant minuit, de Nicolas Pariser (França)
Wild Horse Nine, de Martin McDonagh (Reino Unido/EUA/Chile)
ORIZZONTI | COMPETIÇÃO
Cudze rzeczy (What belongs to others), de Grzegorz Dębowski (Polônia)
Do kraja dana (Until the day ends), de Jelena Maksimović (Sérvia/Bulgária/Eslovênia/Montenegro/Croácia/Alemanha)
Eklipse, de Manuel Wetscher (Áustria/Itália)
Huangyan shenghuo (Big Little Things), de Michelle Zhou (Hong Kong/EUA)
I figli della scimmia, de Tommaso Landucci (Itália)
La città dei vivi, de Edoardo Gabbriellini (Itália)
La maison du vent (House of the wind), de Auguste Bernard Kouemo Yanghu (Camarões/França/Bélgica/Benin/Arábia Saudita/Qatar)
La Moula, de Jérôme Pierrat (França)
La ragazza con la Leica, de Alina Marazzi (Itália/Alemanha)
Lovers in the Blue Night, de Anuparna Roy (Índia/EUA)
Mia mera sti zoi tis tzo: kefalaio Faidra (A day in the life of Jo: Chapter Phaedra), de Jacqueline Lentzou (Grécia/Alemanha/França)
Moragheb (Falling House), de Mohsen Gharaei (Irã/EUA/Alemanha)
Oase (Oasis), de Jannis Lenz (Alemanha/Áustria)
The Color of the Sun, de Xavier Tera (Canadá/Itália/Japão)
The Difficult Bride, de Rubaiyat Hossain (França/Bangladesh/Portugal/Noruega/Alemanha)
Too Much Sugar, de Robert Greene (EUA)
Un détour par Diane, de Ann Sirot e Raphaël Balboni (Bélgica/França)
Una storia, de Anna Foglietta (Itália)
Yak mai (The Burning Giants), de Phuttiphong Aroonpheng (Tailândia/França/Singapura/Taiwan/Holanda)
ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO
Angelo azzurro, de Tommaso Acquarone (Itália)
Bleu au loin, de Amir Houshang Moein (França)
Head of a Camel, de Shannon Lee (EUA)
Los poderes, de Salim Jaller (Colômbia/França)
Man made lake, de Annie Ning (EUA/China)
Mothmama, de Jessica DiCosta (Austrália)
Paper Plane, de Saoirse Ronan (Reino Unido/Irlanda)
Quelques instants de bonheur, de Shaden Safieddine Tazi (França/Reino Unido)
Sasso, carta, forbici, de Virginia Mori (Itália/França)
Tesztpálya (Test Track), de Lydia Cornett (Hungria/Reino Unido/EUA)
Tropikos tou thrinountos gkeko (Tropic of the mourning gecko), de Stavros Markoulakis (Grécia/França/Holanda)
Tysha (Silence), de Pavlo Shpegun (Ucrânia)
Una fortaleza, de Alba Gaviraghi (Chile)
ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | FORA DE COMPETIÇÃO
Il senso della Terra, de Simone Massi e Alessandro Ingaria (Itália)
Sounds from home, de Nathan Silver (França/EUA)
VENEZIA SPOTLIGHT
Eu contez (I matter), de Alina Şerban (Romênia/Alemanha/Bélgica)
Földszint (Ground floor), de Gábor Reisz (Hungria/Itália)
Furies, de Rami Kodeih (Brasil/Líbano)
Guria, de Levan Koguashvili (Geórgia/Suíça/Luxemburgo/Bulgária/Turquia/Noruega/Arábia Saudita)
Hiwar ma’ albahr (Conversation With The Sea), de Muayad Alayan (Palestina/Holanda/Arábia Saudita/Qatar)
Hombre al agua, de Gael García Bernal (México)
Serpenti, de Roberto De Paolis Maino (Itália)
Sumo: Spirit Weighs Nothing, de Erik Shirai (Japão/EUA/Dinamarca/Reino Unido)
FORA DE COMPETIÇÃO | FICÇÃO
Arrested Memory, de Sabu (Taiwan/Japão)
Dio ride, de Giovanni Veronesi (Itália)
Father Joe, de Barthélémy Grossmann (França)
Jupiter, de Alexandre Smia (França)
Makikiraan po (Let us through, dear ancestors), de Lav Diaz (Filipinas)
Nessun dolore, de Gianni Amelio (Itália)
No paradise if you are killed by a woman, de Halkawt Mustafa (Noruega/Iraque/Emirados Árabes Unidos/Suécia)
Place to be, de Kornél Mundruczó (Austrália)
Scherzetto, de Mario Martone (Itália)
The Basics of Philosophy, de Paul Schrader (EUA)
Un bon avocat, de Tristan Seguela (França)
FORA DE COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Al mowaten Osama (Citizen Osama), de Ahmed Hassouna (França/Palestina)
Be Brave, de Francesco Carrozzini (Itália)
Biografía de Jorge Luis Borges, de Mariano Llinás (Argentina)
Boatbuilders, de Luke Lorentzen (EUA)
Burgundy, de Michael Dweck e Gregory Kershaw (França)
Everest: The Other Side, de Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (EUA/China/Nepal)
From Inside Out: The Architecture of Peter Zumthor, de Wim Wenders (Alemanha/Suíça)
Holy Wood Dust, de Victor Kossakovsky (Itália/Espanha/Alemanha)
Imperium, de Sergei Loznitsa (Alemanha/Itália/França/Lituânia)
Listy (Letters), de Andrei Kutsila (Polônia/Alemanha/Lituânia)
Musk, de Alex Gibney (EUA)
My Undesirable Friends: Part II – Exile, de Julia Loktev (EUA)
Oasis: Don’t Look Back In Anger, de Dylan Southern e Will Lovelace (Reino Unido)
Queer Edward II, de Theo Rollason (Reino Unido)
Shumei. The living legacy of Kabuki, de Miike Takashi (Japão)
The road to Jericho, de Amos Gitai (França/Reino Unido/Israel)
Union Town, de Barbara Kopple (EUA)
Weichen (Dust), de Tsai Ming-liang (Taiwan/Espanha)
What Love Builds, de Russell Crowe (Austrália)
VENICE CLASSICS | FILMES RESTAURADOS
A História de Woo Viet (Woo Yuet dik goo si), de Ann Hui (1981) (Hong Kong)
A Ilusão Viaja de Trem (La ilusión viaja en tranvía), de Luis Buñuel (1954) (México)
A Noite do Massacre (La lunga notte del ’43), de Florestano Vancini (1960) (Itália)
Armadilha do Destino (Cul-de-sac), de Roman Polanski (1966) (Reino Unido)
Assim Falou o Amor (Minnie and Moskowitz), de John Cassavetes (1971) (EUA)
Cinzas e Diamantes (Popiół i diament), de Andrzej Wajda (1958) (Polônia)
Col cuore in gola, de Tinto Brass (1967) (Itália)
Despedida de Ontem (Abschied von gestern), de Alexander Kluge (1966) (Alemanha)
English, August, de Dev Benegal (1994) (Índia)
Feios, Sujos e Malvados (Brutti, sporchi e cattivi), de Ettore Scola (1976) (Itália)
Gyoei no mure (The Catch), de Shinji Sōmai (1983) (Japão)
Lo zio di Brooklyn, de Daniele Ciprì e Franco Maresco (1995) (Itália)
Los de la mesa 10, de Simón Feldman (1960) (Argentina)
Minjing gushi (On the beat), de Ning Ying (1995) (China)
Os Anjos Selvagens (The Wild Angels), de Roger Corman (1966) (EUA)
Os Olhos Azuis de Yonta (Udju Azul di Yonta), de Flora Gomes (1992) (Guiné-Bissau/Portugal/França/Reino Unido)
Ser ou Não Ser (To be or not to be), de Ernst Lubitsch (1942) (EUA)
Valerie e a Semana das Maravilhas (Valerie a týden divů), de Jaromil Jireš (1970) (República Tcheca)
Viagem à Itália (Viaggio in Italia), de Roberto Rossellini (1953) (Itália/França)
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