
Foram anunciados neste sábado, 19/09, no Cine Brasília, em cerimônia apresentada por Barbara Colen e Simone Zuccolotto, os vencedores da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento reuniu um público de 34.810 mil pessoas em todas as suas atividades.
Em 2026, a programação contou com 71 filmes e a série inédita Delegado, de Leonardo Lacca e Marcelo Lordello. A seleção oficial foi realizada a partir de um total de quase 2 mil produções inscritas; recorde na história do festival. O 59º Festival de Brasília encerra o ciclo de uma política de continuidade de três anos consecutivos; o evento foi realizadas no Cine Brasília, Hotel Ramada, Complexo Cultural de Planaltina, Complexo Cultural de Samambaia, Universidade Católica de Brasília (Taguatinga), no Jovem de Expressão (Ceilândia) e no Centro Universitário Iesb (Asa Sul).
O festival gerou 360 empregos diretos e 800 empregos indiretos. Para o próximo ano, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro já conta com o patrocínio e apresentação da Petrobras, por meio de lei de incentivo federal.
Ao longo da programação, o festival homenageou três nomes essenciais da história do cinema brasileiro: a atriz Julia Lemmertz recebeu o Troféu Candango de Conjunto da Obra na abertura do evento; a cineasta Tata Amaral foi celebrada com o Prêmio Leila Diniz, concedido a mulheres que abriram caminhos no cinema nacional; e a museóloga e conservadora audiovisual Fernanda Coelho recebeu a Medalha Paulo Emílio Sales Gomes por sua contribuição à preservação da memória e ao ensino do cinema no Brasil.
Mais tradicional e longeva mostra cinematográfica do país, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2026 premiou com o Troféu Candango na Mostra Competitiva Nacional como melhor longa-metragem, pelo Júri Oficial, o mineiro Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira. Este é o quarto longa que o diretor mineiro estreou no Festival de Brasília; e o segundo premiado como melhor filme, após Temporada, em 2018. Neste ano, ainda levou os prêmios de melhor roteiro (repetindo a proeza de 2023, quando foi premiado por O Dia que Te Conheci) e melhor figurino.
O júri ainda estendeu uma Menção Honrosa aos protagonistas, Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira, que foi ovacionado ao subir ao palco para receber o prêmio, acompanhado de Thainá Evaristo. No discurso, chamou Conceição no viva-voz de seu telefone, por onde agradeceu o prêmio e foi igualmente ovacionada pela plateia. O melhor longa também leva o Prêmio Like, de R$ 50 mil em apoio de mídia.
Pequenas Tragédias, dirigido por Daniel Nolasco, foi o grande vencedor técnico da noite, arrematando os troféus de melhor direção, montagem, trilha sonora, ator e atriz coadjuvante, além do Prêmio Abraccine de melhor longa-metragem. Já o público preferiu Tudo é Tempo, documentário de Marcos Guttmann, eleito pelo Júri Popular como o melhor longa-metragem da Competitiva Nacional. O filme também recebeu o Prêmio Especial do Júri e o Troféu Saruê, concedido pela equipe do jornal Correio Braziliense; a obra também recebe um prêmio no valor de R$ 30 mil concedido pela Petrobras ao melhor longa eleito pelo Júri Popular.
Martha Nowill: melhor atriz pelo longa Privadas de Suas Vidas
Ana, En Passant, animação mineira dirigida por Fernanda Salgado, venceu o Prêmio Zózimo Bulbul de melhor longa-metragem, concedido pela APAN, Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro e pelo Centro Afro Carioca de Cinema. Entre os curtas, o potiguar Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor, saiu vitorioso. O Prêmio Marco Antônio Guimarães, do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, foi concedido a Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha, de Luis Abramo e Pedro Rossi.
Entre os curtas-metragens da Competitiva Nacional, o grande vencedor pelo Júri Oficial foi Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro, que também levou os prêmios de melhor trilha sonora, ator, Prêmio Abraccine e o Prêmio Canal Brasil. Fundura, de Catapreta, arrematou os troféus de melhor direção, edição de som e direção de arte. Gastronomia do Olho, de Nicolau, venceu como melhor fotografia e melhor roteiro. O alagoano Futuro Decadance, de Leviathan, levou os prêmios de melhor montagem, figurino e atriz. O curta Tiró e a Onça, de Wera Poty, levou o Prêmio de Melhor Filme de Temática Afirmativa, conferido pelo Codipir, Conselho Distrital de Políticas de Igualdade Racial, que também oferece ao filme o valor de R$ 10 mil em parceria com a Aicon.
A Mostra Brasília – 28º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, que distribuiu R$ 298 mil em prêmios oferecidos pela CLDF, teve como o grande vencedor Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça, eleito o melhor longa-metragem tanto pelo Júri Oficial como pelo Júri Popular. Entre os curtas, Dora, de Murilo Abreu, levou os troféus de melhor filme com Micheli Santini também premiada como melhor atriz pela mesma obra. O Júri Popular votou no curta Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele.
Julgados por um júri internacional, em parceria com a Fipresci, Federação Internacional de Críticos de Cinema, o Troféu Candango de melhor filme da Mostra Caleidoscópio foi para Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo. O Júri Jovem da UnB escolheu como seu favorito, agraciado com o Prêmio Jean-Claude Bernardet, Mulheres do Bando, de Thamires Vieira.
O júri deste ano foi formado por: Débora Butruce, Daniel Bandeira, Jom Tob Azulay, Karen Akerman e Simone Spoladore na Mostra Competitiva Nacional de Longas; Noá Bonoba, Marina Person, Monique Sobral de Boutteville, Viviane Pistache e Tiago Aragão na Mostra Competitiva Nacional de Curtas; Fabricio Duque, Lila Foster e Santiago Dellape na Mostra Brasília; Maja Korbecka, Héctor Llanos Martínez e Helvecio Parente no Júri Fispresci da Mostra Caleidoscópio; Iara Sousa, Letícia Negreiros, Maria Luiza Rocha, Neurillan e Vitor Pontes no Júri Jovem UnB, que foi coordenado por Mariana Souto e Pablo Gonçalo; e Elaine do Carmo, Marisa Arraes e Naymare Santos de Azevedo no Prêmio Zózimo Bulbul.
Os longas-metragens vencedores das mostras competitivas (Brasília, Nacional e Caleidoscópio) serão reprisados na programação do Cine Brasília para criar uma nova oportunidade ao público. Neste domingo, 21/09, às 18h, será exibido Onde Moram os Irmãos, eleito o melhor filme pelo Júri Popular e pelo Júri Oficial da Mostra Brasília. Às 20h, será a vez de Tudo é Tempo, eleito pelo Júri Popular da Mostra Competitiva Nacional. Na segunda, 22/09, às 18h, o público assistirá ao filme eleito pelo Júri da Crítica Internacional, Os Fantasmas Gentis. Na sessão das 20h, o público poderá rever o melhor filme em longa-metragem pelo Júri Oficial da Mostra Competitiva Nacional, Se Eu Fosse Vivo… Vivia.
Conheça os vencedores do 59º Festival de Brasília:
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS-METRAGENS
MELHOR FILME | JÚRI OFICIAL
Se Eu Fosse Vivo…Vivia, de André Novais Oliveira (MG)
MELHOR FILME | JÚRI POPULAR
Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
MELHOR DIREÇÃO
Daniel Nolasco, por Pequenas Tragédias
MELHOR ATRIZ
Martha Nowill, por Privadas de Suas Vidas
MELHOR ATOR
Guilherme Théo, por Pequenas Tragédias
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Aivan, por Pequenas Tragédias
Olivia Torres, por Privadas de Suas Vidas
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Lucas Leto, por Todo o Sentimento
MELHOR ROTEIRO
Se Eu Fosse Vivo…Vivia, escrito por André Novais Oliveira
MELHOR FOTOGRAFIA
Sabes de Mim, Agora Esqueça, por Victor de Melo
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Privadas de Suas Vidas, por Juliana Lobo
MELHOR FIGURINO
Se Eu Fosse Vivo…Vivia, por Diana Moreira
MELHOR TRILHA SONORA
Pequenas Tragédias, por Daniel Nolasco
MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Sabes de Mim, Agora Esqueça, por Lucas Coelho
MELHOR MONTAGEM
Pequenas Tragédias, por Luciano Carneiro
MENÇÃO HONROSA
Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira, por Se Eu Fosse Vivo…Vivia
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS-METRAGENS
MELHOR FILME | JÚRI OFICIAL
Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP)
MELHOR FILME | JÚRI POPULAR
Lagoa do Abandono, de Diego Maia (CE)
MELHOR DIREÇÃO
Catapreta, por Fundura
MELHOR ATRIZ
Leviathan, por Futuro Decadance
MELHOR ATOR
Gerin Black, por Cana
MELHOR ROTEIRO
Gastronomia do Olho, escrito por Nicolau
MELHOR FOTOGRAFIA
Gastronomia do Olho, por Gabriel Lucena
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Fundura, por Catapreta
MELHOR FIGURINO
Futuro Decadance, de Leviathan
MELHOR MONTAGEM
Futuro Decadance, por Leviathan
MELHOR TRILHA SONORA
Cana, por Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro
MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Fundura, por Daniel Nunes
MENÇÃO HONROSA
Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN)
MOSTRA CALEIDOSCÓPIO
MELHOR FILME | PRÊMIO FIPRESCI
Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo (SP)
MELHOR FILME | JÚRI JOVEM UnB | Prêmio Jean-Claude Bernardet
Mulheres do Bando, de Thamires Vieira (BA)
MOSTRA BRASÍLIA | 28º Troféu Câmara Legislativa
MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL
Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL
Dora, de Murilo Abreu
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele
MELHOR DIREÇÃO
Rafael Lobo, por Mapas
MELHOR ATRIZ
Micheli Santini, por Dora
MELHOR ATOR
Lupe Leal, por Impostor
MELHOR ROTEIRO
Madre, escrito por Talita Carvalho
MELHOR FOTOGRAFIA
Ar-Dor, por Petrônio Neto e Nicolau
MELHOR MONTAGEM
A Arte Perdida da Lombada, por Arthur Gonzaga
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Mapas, por Lucas Gehre e Nadine Diel
MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Ar-Dor, por Bernardo Paixão
MELHOR TRILHA SONORA
Nem Todos Sabem, por João Tomé
OUTROS PRÊMIOS
MELHOR FILME DE TEMÁTICA AFIRMATIVA | Prêmio Codipir
Tiró e a Onça, de Wera Poty (SP)
PRÊMIO ZÓZIMO BULBUL
Melhor curta-metragem: Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN)
Melhor longa-metragem: Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG)
PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES | Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro
Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha, de Luis Abramo e Pedro Rossi (RJ)
PRÊMIO ABRACCINE | Associação Brasileira de Críticos de Cinema
Melhor longa-metragem: Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (GO)
Melhor curta-metragem: Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP)
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP)
TROFÉU SARUÊ | Correio Braziliense
Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann (RJ)
Fotos: Bernardo Fernandes.