Cinevitor

Toda semana um novo programa sobre cinema, com os mais variados temas.

CINEVITOR #496: Entrevista com Carolina Dieckmmann, Anne Pinheiro Guimarães e Théo Medon | Pequenas Criaturas

por: Cinevitor
Protagonista: Carolina Dieckmmann em cena

Vencedor do Troféu Redentor de melhor filme e melhor direção de arte no Festival do Rio do ano passado, Pequenas Criaturas, segundo longa-metragem da diretora e roteirista Anne Pinheiro Guimarães, de Transe, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 23/07. Estrelado por Carolina Dieckmmann, que também assina como produtora associada, o elenco reúne ainda Caco Ciocler, Leticia Sabatella, Théo Medon, Lorenzo Mello, Fernando Eiras e Michel Melamed.

O filme apresenta um retrato sensível de uma família vivendo um momento de transição ao se mudar para Brasília, em 1986, quando o Brasil ainda dava seus primeiros passos na redemocratização. Recém-chegados à capital, Helena (Carolina Dieckmann) e os filhos, André (Théo Medon) e Dudu (Lorenzo Mello), precisam se adaptar a uma nova realidade quando o marido de Helena (Michel Melamed) viaja a trabalho, deixando-os sozinhos na cidade. Enquanto ela passa a questionar suas escolhas e a reconstruir sua identidade, André vive as descobertas da adolescência, enquanto Dudu transforma o desconhecido em um universo lúdico por meio de novas amizades.

Dirigido por Anne Pinheiro Guimarães, o longa revela como mudanças e encontros inesperados podem transformar profundamente a forma como cada personagem enxerga o mundo, a família e a si mesmo. A cineasta conta que o filme é profundamente pessoal, inspirado em suas próprias experiências e dedicado à mãe. Uma produção da Bananeira Filmes, o longa tem coprodução da Globo Filmes, Telecine e Canal Brasil. A distribuição é da Filmes do Estação em parceria com a Bananeira Filmes.

A sinopse oficial diz: Brasília, 1986. Recém-chegada à capital com o marido e os dois filhos, Helena vê sua rotina ser abalada quando ele parte em uma viagem de trabalho, deixando-a sozinha em uma cidade desconhecida. Enquanto enfrenta a solidão e as frustrações de uma vida que não escolheu, ela busca redescobrir sua própria identidade. Ao mesmo tempo, seus filhos vivem os desafios e as descobertas da juventude. André, adolescente, experimenta as primeiras paixões e percebe as tensões crescentes entre os pais; já o pequeno Dudu transforma o cotidiano em uma sequência de aventuras, amizades e aprendizados. Entre encontros inesperados, conflitos e afetos, a família atravessa um período de transformação que revelará novas possibilidades de conexão e felicidade.

Com argumento, roteiro e direção de Anne Pinheiro Guimarães, o longa é produzido por Vania Catani, com Cacá Diegues e Carolina Dieckmmann como produtores associados, produção executiva de Renato Pimentel e direção de produção de Larissa Rolim. A fotografia é assinada por Pablo Baião, a montagem é de Marilia Moraes, a direção de arte e cenografia é de Claudia Andrade, o figurino é de Cristina Kangussu, a caracterização é de Maria Inez Moura com Roberto Moreira como cabeleireiro. Marcos Manna assina o som direto; Dani Barcelos é microfonista com Hilton BB como gaffer e Léo França como maquinista. A música original é de Gabriel Amorim com edição de som e mixagem de Bernardo Uzeda; Pedro Saboya assina como colorista e a produção de finalização é de Elaine Azevedo e Silva

Para falar mais sobre Pequenas Criaturas, conversamos com a diretora Anne Pinheiro Guimarães, com a protagonista Carolina Dieckmmann e com o ator Théo Medon.

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Foto: Divulgação. 

CINEVITOR #495: Futuro Futuro | Entrevista com o diretor Davi Pretto

por: Cinevitor
Protagonista: Zé Maria Pescador em Futuro Futuro

Vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro do ano passado, Futuro Futuro, novo longa do cineasta gaúcho Davi Pretto, de Castanha, Rifle e Continente, chega aos cinemas na próxima quinta-feira, 23/07, pela distribuidora Cajuína Filmes.

A obra se passa em um futuro próximo e apresenta um homem sem memória de 40 anos chamado K, interpretado por Zé Maria Pescador, que é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos, vivido por João Carlos Castanha, na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira. E, após usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com uma estranha síndrome neurológica, K embarca em uma jornada trágica e absurda. Vivendo na parte empobrecida da cidade, K fica intrigado pelo intransponível lado rico da metrópole, que enxerga no horizonte; e passa a sonhar toda a noite com um casal que vive em um condomínio de luxo, regado a festas e boemia.

Assim, a ideia inicial de Pretto era utilizar algumas inserções de imagens de inteligência artificial nos sonhos de K para causar contraste diante de algo totalmente estéril e destoante da realidade do personagem, junto de imagens de bairro privado de luxo em Porto Alegre, para incorporar a crítica presente em Futuro Futuro. Porém, tudo mudou quando uma enorme enchente afetou o estado do Rio Grande do Sul durante as filmagens, em 2024. Mesmo com uma ideia muito clara do que queria, alternando entre imagens de prédios de luxo e de inteligência artificial, Pretto teve que recalcular a rota diante da catástrofe.

O filme investiga de forma provocativa imagens geradas por IA, tema que provoca intenso debate na indústria cinematográfica e no cotidiano. A obra reflete sobre os riscos cognitivos e políticos da inteligência artificial, que transforma o trabalho, as relações sociais e a percepção do que é real. Ao mesmo tempo, aborda os desafios do cinema independente em um mundo marcado por catástrofes climáticas e por imagens artificiais que redefinem nosso olhar e imaginário. Tudo isso partiu da vontade de Pretto de expressar a ideia da crise do sujeito, ou o colapso do sujeito, que habita esse mundo em constante crise.

Futuro Futuro é uma ficção científica nada convencional e de baixíssimo orçamento, que foi rodada em apenas 16 dias em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A produção teve suas filmagens interrompidas por meses devido à maior enchente da história do estado, em maio de 2024. Um filme distópico que se deparou com uma distopia real inimaginável. Depois que a enchente inundou locações que ainda fariam parte das filmagens, e diante de recursos escassos para concluir as diárias, Davi decidiu incorporar radicalmente imagens de inteligência artificial, tanto como o elemento distópico previsto na história, quanto como uma solução para terminar o filme. Além disso, o diretor declara que a literatura ciberpunk de William Gibson e Philip K. Dick e obras de pensadores políticos radicais, como Peter Lamborn Wilson, foram grandes inspirações no uso de inteligência artificial em Futuro Futuro.

Davi Pretto: cineasta gaúcho lança seu quarto longa

Produzido pela Vulcana Cinema e rodado em Porto Alegre, o filme é o quarto longa de Davi Pretto que, depois de Castanha (2014), Rifle (2016) e Continente (2024), transformou sua cidade natal em uma metrópole futurista nesta ficção científica de baixo orçamento. Para interpretar K, personagem protagonista, o diretor escalou o potiguar Zé Maria, ator conhecido por seus trabalhos em filmes como O Clube dos Canibais e Paloma, além da série Maria e o Cangaço. Zé Maria contracena com João Carlos Castanha, que batiza e protagoniza o primeiro filme do cineasta, além de Carlota Joaquina, Clara Choveaux e Higor Campagnaro; Olivia Torres empresta sua voz para o novo trabalho de Pretto.

O elenco completa-se com: Silvia Duarte, Ida Celina, Alex Pantera, Carlos Azevedo, Daniel Machado, Elaine Segura, Fabielly Klimberg, Gabriela Greco, Iluska Moura, Li Pereira, Luciano Abreu, Robson Duarte e Sandro Marques.

Além de ter conquistado o Candango de melhor longa-metragem pelo Júri Oficial do Festival de Brasília, também foi premiado como melhor roteiro, melhor montagem e uma Menção Honrosa para o ator Zé Maria Pescador. O filme estreou mundialmente na competição do Festival Internacional de Karlovy Vary, na República Tcheca, um dos mais antigos da Europa.

Com distribuição da Atelier W e Cajuína Filmes e produção de Paola Wink e Jessica Luz, a fotografia é assinada por Leonardo Feliciano. A montagem é de Bruno Carboni, a direção de arte de Dayane Paz e o figurino de Gabriela Güez; a caracterização é assinada por Juliane Senna. A música original é de Rita Zart e Carlos Ferreira, o som direto é de Tomaz Borges e o desenho e mixagem de som de Tiago Bello.

Para falar mais sobre Futuro Futuro, conversamos com o diretor Davi Pretto sobre seu processo criativo, escolha e preparação do elenco, temáticas que o filme aborda, filmagens e expectativa para o lançamento.

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Foto: Divulgação/Karlovy Vary International Film Festival. 

CINEVITOR #494: Mambembe | Entrevista com Fabio Meira, Índia Morena, Madona Show, Dandara Ohana e Murilo Grossi

por: Cinevitor
Índia Morena em cena do longa Mambembe, dirigido por Fabio Meira: em cartaz

Mambembe, novo longa-metragem do premiado diretor Fabio Meira, de As Duas Irenes e Tia Virgínia, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 14/05, e retrata a resistência e a potência dos pequenos circos do Norte e do Nordeste do país em uma homenagem ao circo itinerante brasileiro.

No elenco estão: Índia Morena, uma das maiores referências da arte circense no Brasil e Patrimônio Vivo de Pernambuco; a artista circense potiguar Madona Show; e a atriz e assistente de direção carioca Dandara Ohana, que interpreta Jéssica, ex-artista circense de Belém. O filme acompanha um topógrafo nômade, vivido pelo ator brasiliense Murilo Grossi, que cruza o caminho dessas três mulheres.

O projeto nasceu há 16 anos, quando Fabio Meira ainda finalizava seu curso de cinema em Cuba, e foi retomado ao longo do tempo incorporando ao processo criativo a passagem dos anos e as transformações vividas por personagens e realizadores. Ao trazer para a narrativa o próprio gesto de filmar, Mambembe transforma o processo cinematográfico em parte da história. O diretor constrói um filme sobre arte, desejo, memória e encontros, em uma mistura entre documentário e ficção.

Mambembe estreou na Première Brasil do Festival do Rio, em 2024, e foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Forumdoc.BH e no Cine PE. No Festival de Cinema de Vitória, conquistou os troféus de melhor filme, melhor interpretação para Índia Morena e Menção Honrosa para Madona Show, além do Prêmio Sesc Glória. Também venceu nas categorias de melhor filme e melhor montagem no Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e levou os troféus de melhor filme, direção e montagem no FICA.

No Festival Guarnicê de Cinema, no Maranhão, o longa foi consagrado como melhor filme (júris técnico e popular) e conquistou os troféus de melhor atuação para Dandara Ohana, Madona Show e Índia Morena, além dos prêmios de melhor ator para Murilo Grossi e melhor fotografia. No circuito internacional, Meira venceu na categoria de melhor direção no Bravo Film Festival, em Los Angeles. O longa também passou pelo Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata e recebeu o troféu do Prêmio do Júri no Festival Internacional de Cinema Brasileiro em Milão.

Produzido pela Roseira Filmes, Mambembe tem roteiro assinado por Fabio Meira e Susana Barriga; a fotografia é de Daniela Cajías e a montagem de Affonso Uchoa, Fabio Meira e Juliano Castro. A produção é de Fabio Meira, Maya Da-Rin e Paula Pripas.

Para falar mais sobre o premiado filme, conversamos com o diretor e com o elenco: Índia Morena, Madona Show, Dandara Ohana e Murilo Grossi.

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Foto: Divulgação/Roseira Filmes.

CINEVITOR #493: Entrevista com Denise Fraga, Marcia Paraiso e Augusto Madeira | Livros Restantes

por: Cinevitor
Protagonista: Denise Fraga no filme catarinense 

Estrelado por Denise Fraga, Livros Restantes, novo longa da diretora Marcia Paraiso, já está em cartaz nos cinemas. O filme apresenta um olhar sensível sobre a coragem de uma mulher em mudar radicalmente de vida depois dos 50 anos

A obra acompanha Ana Catarina, uma mulher 50+, que viveu a vida à beira-mar, em uma comunidade pesqueira em Florianópolis, Santa Catarina. Às vésperas de partir para outro país, de todas as coisas que tinha e que precisava se desvencilhar, restaram cinco livros. Com dedicatórias, cheiros e marcas, Ana não consegue doá-los e decide devolvê-los para quem a presenteou. Os reencontros, alguns passados vinte anos, mexem com sua memória, fazendo-a refletir sobre o passado para poder seguir em frente.

O filme destaca a presença feminina por trás das câmeras. Com uma equipe composta majoritariamente por mulheres nas principais funções como direção, direção de fotografia, som direto, direção de arte, produção e montagem, o longa reafirma a presença do protagonismo feminino no cinema ibero-americano contemporâneo. Rodado na Barra da Lagoa, uma comunidade pesqueira de Florianópolis, e em Aveiro, Portugal, a frase “fale de sua aldeia e estará falando do mundo” é a síntese dos sentimentos postos no longa. 

A diretora Marcia Paraiso, com larga produção documental e reconhecida por levar temáticas sociais para a ficção, segue consolidando sua trajetória no cinema. Enquanto celebrava o lançamento de  Alegria do Amor, vencedor do prêmio de melhor filme pelo júri popular no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, já estava filmando seu terceiro longa de ficção. Além da direção, Marcia também assina o roteiro original da obra.

Protagonizado por Denise Fraga, o filme conta também com Augusto Madeira, Renato Turnes, Vanderleia Will, Andrea Buzato, Marcinho Gonzaga, Manuela Campagna, Paulo Vasilescu, Severo Cruz, Joana dos Santos, Adriano de Brito e Sarah Motta no elenco.

Livros Restantes é uma coprodução entre Brasil e Portugal com a Plural Filmes, que tem viabilizado projetos seguindo o modelo de coprodução internacional. Lua em Sagitário, primeiro longa de Marcia Paraiso, foi uma coprodução com Argentina, assim como a série Submersos e, em breve, Koch, uma coprodução com o Uruguai, já em finalização. Financiado por editais no Brasil, o filme contou, ainda na etapa de projeto, com a tutoria do MAFIZ (Malaga Festival Industry Zone), a área de indústria do Festival de Málaga, na Espanha, e do programa Punto G: Ventana Sur, na Argentina, espaço dedicado a projetos de longas-metragens de ficção em desenvolvimento dirigidos por mulheres e pessoas não binárias

Com produção da Plural Filmes e coprodução da Filmógrafo, a distribuição é da H2O Films. A direção de fotografia é assinada por Kike Kreuger e a montagem é de Nara Hailer. Com trilha sonora de Marcelo Portela, o som direto é assinado por Ju Baratieri com mixagem de som por Guy Wenger. A direção de arte é de Cleo Rosa, a caracterização é de Gabriela Brandão e o figurino de Marla Coelho. A equipe completa-se com Laila Di Pietro como coordenadora de produção e Natasha Silva na direção de produção; Helio Levcovitz, Ralf Tambke e Antonio Valente assinam a produção executiva.

Para falar mais sobre Livros Restantes, conversamos com a diretora Marcia Paraiso, com a protagonista Denise Fraga e com o ator Augusto Madeira. No bate-papo, falaram sobre cinema catarinense, ideia do projeto, entrosamento do elenco, filmagens em Floripa, preparação, entre outros assuntos. 

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #492: Entrevista com Mariana Ximenes | Edição Especial | Cine Ceará

por: Cinevitor
Mariana Ximenes no Cine Ceará: homenagem

A consagrada atriz Mariana Ximenes, que vem conquistando o público e a crítica ao longo de sua trajetória, foi a grande homenageada da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema e recebeu o Troféu Eusélio Oliveira.

No palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, na noite de abertura, foi ovacionada pelo público e enalteceu sua ancestralidade em seu discurso. Carismática e esbanjando simpatia, Ximenes começou sua carreira aos 14 anos. Formada pelo Centro de Artes e Educação Célia Helena, acumulou inúmeros prêmios por suas atuações. Além de atriz, tornou-se também produtora, realizando diversos projetos no cinema e no teatro.

Aos seis anos, Mariana Ximenes, que nasceu em São Paulo, fez sua primeira peça de teatro, na escola onde estudava, interpretando a personagem Cinderela do clássico conto de fadas. Estreou como atriz em 1998, aos dezessete anos, na telenovela Fascinação, do SBT. Em seguida, fez sua estreia na Rede Globo participando do episódio Dupla Traição, do Você Decide, do episódio piloto do seriado Sandy & Junior, e também no cinema, no filme Caminho dos Sonhos, de Lucas Amberg.

No ano seguinte, atuou em Andando nas Nuvens, sua primeira personagem em uma novela da Rede Globo. Depois fez uma participação especial em Força de um Desejo e ganhou destaque em Uga Uga, como Bionda, que lhe rendeu o prêmio de atriz revelação no Melhores do Ano do Domingão do Faustão. O sucesso seguiu em novelas, minisséries e seriados, como: A Padroeira, Os Normais, A Casa das Sete Mulheres, A Grande Família, As Brasileiras, Cobras & Lagartos, Paraíso Tropical, A Favorita, América, Guerra dos Sexos, Joia Rara, Haja Coração, Supermax, Nos Tempos do Imperador, Amor Perfeito, Mania de Você, entre outros. Em 2003, ganhou outro papel de grande destaque popular: Ana Francisca na novela Chocolate com Pimenta, assim como a vilã Clara, de Passione, em 2010, que lhe rendeu o Troféu Imprensa.

Além do sucesso nas telinhas, Mariana Ximenes também se dedicou ao teatro, apresentou o Superbonita, na GNT, e se destacou no cinema em diversos filmes, entre eles, O Invasor, de Beto Brant, que lhe rendeu o Prêmio Grande Otelo de melhor atriz coadjuvante, além de ter sido premiada no Cine PE. Com Um Homem Só, de Claudia Jouvin, recebeu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado, em 2015.

Seu currículo na sétima arte conta ainda com: O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca; A Máquina, de João Falcão; Muito Gelo e Dois Dedos d’Água, de Daniel Filho; Os Penetras, de Andrucha Waddington; Zoom, de Pedro Morelli; Prova de Coragem, de Roberto Gervitz; Uma Loucura de Mulher, de Marcus Ligocki; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor, de Claudia Jouvin; Capitu e o Capítulo, de Julio Bressane; Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva; o inédito Cacilda Becker em Cena Aberta, de Julia Moraes, no qual interpreta Tônia Carrero; entre muitos outros.

Para falar mais sobre a homenagem no festival e a trajetória artística de Mariana Ximenes, conversamos com a atriz no dia seguinte à cerimônia. No bate-papo, a recordista de entrevistas do CINEVITOR, falou sobre a emoção de receber tal honraria no Ceará, terra de sua mãe e familiares, ancestralidade, Eusélio Oliveira, cinema cearense e a vontade de filmar no Nordeste. Além disso, relembrou com carinho alguns de seus trabalhos mais marcantes.

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Foto: Guilherme Silva.

CINEVITOR #491: Perrengue Fashion | Ingrid Guimarães + Rafa Chalub + Filipe Bragança + Michel Noher

por: Cinevitor
Rafa Chalub e Ingrid Guimarães em cena: comédia nos cinemas

Conhecida pelos sucessos nas bilheterias, Ingrid Guimarães está de volta aos cinemas com Perrengue Fashion, comédia que estrela ao lado de Rafa Chalub, que interpreta seu primeiro protagonista nas telonas. O longa, que estreia nesta quinta-feira, 09/10, é dirigido por Flávia Lacerda, de O Auto da Compadecida 2.

Filmado na Amazônia e em São Paulo, o filme acompanha as aventuras da carismática influenciadora digital Paula Pratta, interpretada por Ingrid Guimarães, e seu fiel assistente e melhor amigo Taylor, vivido por Rafa Chalub, que tentam se tornar referência na criação de conteúdo de moda nas plataformas digitais. A dupla vê sua grande chance de bombar nas redes quando Paula recebe um convite para estrelar a campanha de Dia das Mães de uma de suas marcas favoritas: Gucci. Para fotografar as peças, ela aguarda ansiosamente pela chegada do filho Cadu, papel de Filipe Bragança, de Meu Sangue Ferve por Você, que mora nos Estados Unidos onde estuda em uma renomada universidade de business.

Paula vê seus planos irem por água abaixo quando o jovem não desembarca em São Paulo e se desespera em busca do paradeiro do filho. Com a ajuda de seu pai (Jonas Bloch), a influenciadora descobre que Cadu viajou para a Amazônia para viver seu sonho ambientalista de salvar o planeta. Determinada a conseguir fazer parte da campanha, a influenciadora viaja com Taylor até o Norte do Brasil para convencer Cadu a desistir do ativismo ambiental e ajudá-la no trabalho de seus sonhos. Ao chegarem na ecovila onde o jovem decidiu viver, Paula e Taylor tomam um choque de realidade e percebem que não estão mais em uma grande metrópole. Com a ajuda de Luciana (Késia Estácio) e Lorenzo (Michel Noher), os dois tentam se acostumar com a vida sustentável na floresta. 

Com roteiro assinado por Ingrid Guimarães, Marcelo Saback, Célio Porto e Edu Araújo, a produção é da Amazon MGM Studios e da Morena Filmes, com Mariza Leão, Tiago Rezende e Ingrid Guimarães como produtores. A fotografia é de Paulo Vainer e Gustavo Hadba, a direção de arte é de Fábio Goldfarb, o figurino de Marina Franco e a caracterização de Lu Moraes. Perrengue Fashion marca a primeira produção brasileira da Amazon MGM Studios para as salas de cinema, com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes

Para falar mais sobre a comédia, conversamos com Ingrid Guimarães, Rafa Chalub, Filipe Bragança e Michel Noher sobre entrosamento do elenco, filmagens na Amazônia, bastidores e expectativa para o lançamento no atual momento do cinema brasileiro.

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Foto: Kelly Fuzaro.

CINEVITOR #490: Entrevista com Wagner Moura | O Agente Secreto | Edição Especial

por: Cinevitor
Wagner Moura: exibição especial no Recife

Vencedor dos prêmios de melhor direção para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, O Agente Secreto foi exibido pela primeira vez para o público brasileiro no dia 10 de setembro em duas sessões especiais no Recife, Pernambuco: no Cinema São Luiz e no Teatro do Parque (clique aqui e saiba mais).

O longa pernambucano, que também foi eleito o melhor filme da Competição de Cannes pela FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, e que recebeu o Prix des Cinémas Art et Essai, entregue pelos exibidores independentes da França da AFCAE, Association Française des Cinémas d’Art et d’Essai, é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.

Produzido por Emilie Lesclaux, as filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. O trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.

Presente em diversas listas de apostas internacionais para o Oscar 2026, O Agente Secreto abriu a 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e seguirá com exibições especiais pelo país até sua estreia oficial no dia 6 de novembro. Além do destaque para o filme e para Wagner Moura, que aparecem frequentemente nas previsões da temporada de premiações, a atriz potiguar Tânia Maria, que interpreta Dona Sebastiana, apareceu recentemente na lista da Variety como um possível nome para a categoria de melhor atriz coadjuvante.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Wagner Moura no dia da exibição especial no Recife. No bate-papo, o ator revelou a alegria de exibir pela primeira vez para o público brasileiro na capital pernambucana e exaltou a importância do Cinema São Luiz. Além disso, elogiou o trabalho do diretor Kleber Mendonça Filho, falou de referências, relembrou das filmagens com entusiasmo e da importância do Recife em sua vida, destacou que não filmava em português há doze anos e enalteceu a força do cinema brasileiro e seu momento atual, citando filmes de sucesso como Ainda Estou Aqui, Manas e Homem com H. Wagner também falou da importância de políticas públicas, leis de incentivo, apoio do governo em produtos culturais e a potência da indústria da cultura no Brasil.

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Foto: Nicole Rodrigues.

CINEVITOR #489: Entrevista com Denise Fraga e Paolo Marinou-Blanco | Sonhar com Leões

por: Cinevitor
Denise Fraga em cena: tragicomédia surreal nos cinemas

Depois de passar pela 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, Sonhar com Leões, dirigido por Paolo Marinou-Blanco e protagonizado por Denise Fraga, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 11/09. 

Distribuído pela Pandora Filmes e coproduzido pela brasileira Capuri, o longa conta a história de Gilda, uma imigrante brasileira que vive em Lisboa e com apenas um ano de vida devido a um câncer. Ela tem como único desejo morrer enquanto ainda é ela mesma, com dignidade e sem dor.

Além do Festival de Gramado, no qual recebeu uma Menção Honrosa, o filme soma passagens em importantes festivais, como Black Nights Film Festival, na Estônia; Red Sea International Film Festival, na Arábia Saudita; e o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México. O longa é uma coprodução entre Brasil, Portugal e Espanha.

Com referências de Aki Kaurismäki, Luis Buñuel, Roy Andersson e Yorgos Lanthimos, o diretor e roteirista grego-português Paolo Marinou-Blanco criou Sonhar com Leões, uma tragicomédia surreal sobre a eutanásia com um retrato ácido e cômico da condição humana. Além de Denise Fraga, o elenco conta também com João Nunes Monteiro, Joana Ribeiro, Sandra Faleiro, Victoria Guerra, Roberto Bomtempo, António Durães, Alexander Tuji Nam, Felipe Rocha, Beto Coville, Esperança Motta, Julia Bock, Toni Gomila, entre outros. 

Na trama, Gilda, uma imigrante brasileira vivendo em Lisboa, chegou ao fim da linha. Com uma doença terminal e apenas um ano de vida pela frente, seu único desejo é morrer enquanto ainda é ela mesma, ainda tem sua dignidade e sem dor. No entanto, após quatro tentativas de suicídio fracassadas, Gilda tem medo de tentar novamente, o que a leva à organização clandestina Joy Transition International, que alega ensinar pessoas com doenças terminais a se suicidarem sem dor, quando a eutanásia é ilegal.

Lá, ela conhece o jovem Amadeu, um introvertido funcionário de uma agência funerária, que também está em estado terminal. Juntos, eles passam pelos workshops de eutanásia, que acabam sendo um esquema absurdo e caro. Gilda então decide tomar o controle da situação e esses dois heróis improváveis embarcam em uma aventura tragicômica e comovente para tentar morrer nos seus próprios termos.

Para falar mais sobre Sonhar com Leões, conversamos com a protagonista Denise Fraga e com o diretor Paolo Marinou-Blanco. No bate-papo, falaram sobre entrosamento do elenco e equipe, bastidores de filmagens, eutanásia no cinema brasileiro e expectativa para o lançamento.

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #488: Entrevista com Cacau Protásio | A Sogra Perfeita 2

por: Cinevitor
Novas aventuras: Cacau Protásio e grande elenco nas telonas

A comédia A Sogra Perfeita 2, estrelada por Cacau Protásio, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 11/09. Dirigida por Cris D’Amato e Bianca Paranhos, a sequência ainda conta com Evelyn Castro, Marcelo Laham, Fafy Siqueira, Ricardo Pereira e Maria Bopp no elenco. 

Na trama, acompanhamos Neide em novas aventuras. Independente e bem-sucedida, a cabeleireira e empresária está feliz da vida, curtindo sua liberdade depois que os dois filhos saíram de casa. Sua paz acaba no dia em que ela é pedida em casamento por Oliveira, seu namorado português. Neide não aceita, mas, quando se dá conta, toda a vizinhança do fictício bairro de Vila Cleide já está sabendo que vai ter casório.

Para complicar, Dona Oliveira, sua quase sogra, chega de Portugal para a suposta festa, trazendo até os bem-casados na mala. Agora, sem poder contar com a ajuda da sua melhor amiga, Sheila, com quem se desentendeu durante a preparação para um disputadíssimo concurso de penteados, Neide terá que lidar com a confusão que se instalou no bairro e com uma sogra que nem é sua ainda. O filme conta também com participações especiais de Luis Miranda e Xande de Pilares. A produção é da Paris Entretenimento, em coprodução com Globo Filmes, Globoplay e Telecine, e distribuição da Paris Filmes.

Em A Sogra Perfeita 2, Flávia Guimarães assina o roteiro com colaboração de Bia Crespo, autora da ideia original. O elenco traz ainda Carolina Borelli, Heloisa Barbosa, Mario Matias, Tuna Dwek, Vera Mancini, Dirce Couto, Mestre Ivamar, Barbára Rìcciardi, Pedro Benevides, Agda Aguiar e Marcio Rosario

Para falar mais sobre o filme, conversamos com a protagonista Cacau Protásio sobre a sequência do filme lançado em 2021. No bate-papo, ela falou sobre entrosamento do elenco, reencontro com a personagem, ideias para um terceiro longa e expectativa para o lançamento. 

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #487: Entrevista Edmilson Filho e Halder Gomes | C.I.C. – Central de Inteligência Cearense

por: Cinevitor
Edmilson Filho interpreta o 007 dos trópicos nas telonas

A comédia de ação C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, dirigida por Halder Gomes e estrelada por Edmilson Filho como o primeiro superespião brasileiro, o Agente Karkará, estreia no circuito comercial nesta quinta-feira, 28/08. O 007 dos trópicos encara missões arriscadas e criminosos perigosos com coragem, carisma, bom humor e sua poderosa mão biônica. 

O filme é resultado de mais uma parceria entre Halder Gomes e Edmilson Filho, que fizeram o público gargalhar com produções como Cine Holliúdy, O Shaolin do Sertão e Bem-vinda a Quixeramobim. Em C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, a dupla mistura suas grandes paixões: o cinema e as artes marciais com doses de comédia e ação. A amizade entre os dois começou nos tatames antes de ganhar as telonas; Halder é mestre em taekwondo e Edmilson é tricampeão brasileiro no esporte. 

A trama acompanha mais uma aventura do Agente Karkará, um espião da agência secreta Central de Inteligência Cearense. Enquanto se prepara para sair de férias, ele é chamado para investigar o assassinato de um cientista brasileiro no Centro de Cooperação Científica Iporã, coordenado por uma parceria entre Brasil, Argentina e Paraguai. Armado com seu braço biônico, ele embarca em uma missão para desvendar quem matou o cientista e quais eram suas motivações em tempo recorde para conseguir pegar o avião e aproveitar suas aguardadas férias. 

Para enfrentar os perigosos vilões Cortez (André Segatti) e Koorola (Tóia Ferraz), Karkará contará com o apoio dos agentes Romerito (Gustavo Falcão), do Paraguai, e Mikaela (Alana Ferri), da Argentina; além da incansável equipe da Central de Inteligência Cearense formada por Espírito Santo (Nill Marcondes), Divina (Monique Hortolani) e a inteligência artificial mais arretada de todas, Mazé (Valéria Vitoriano). O elenco conta também com Falcão, Fabio Goulart, Mateus Honori, Nataly Rocha, entre outros.

Apesar da história se passar em diferentes lugares no Brasil, no Paraguai e na África, todas as cenas foram rodadas no Ceará, em locações escolhidas para representar diversas partes do mundo. Além de protagonizar, Edmilson Filho também assina a coreografia das lutas como action designer da produção, o profissional responsável por planejar e dirigir cada movimento nos combates. Ao lado do diretor Halder Gomes, ele também ajudou na preparação do elenco, introduzindo os atores e atrizes no universo das artes marciais.

A sinopse diz: Wanderley (codinome: Agente Karkará) é um James Bond à brasileira que, com seu braço biônico capaz de resolver qualquer problema, combate os criminosos mais perigosos do Brasil a mando da Central de Inteligência Cearense. Quando um cientista brasileiro, trabalhando em um projeto junto com os governos argentino e paraguaio, é assassinado e tem as informações de sua pesquisa roubadas, Wanderlei precisará usar todas as suas habilidades para recuperar os dados antes que eles caiam em mãos erradas. Ao seu lado, terá aliados inesperados: um agente paraguaio e uma espiã argentina. 

Com roteiro de Marcio Wilson e história original de Edmilson Filho, o longa-metragem é uma produção da Paris Entretenimento, em coprodução com a Globo Filmes, Globoplay e o FSA, Fundo Setorial do Audiovisual, e conta com distribuição da Paris Filmes. A direção de fotografia é de Carina Sanginitto; Juliana Ribeiro assina a direção de arte e Chris Garrido é a responsável pelo figurino. A caracterização é de Emi Sato, a produção de elenco é assinada por Monice Mendes e a direção de produção é de Dayane Queiroz. O som direto é de Márcio Câmara, a edição de som e mixagem é de Érico Paiva Sapão e a trilha sonora original é de Herlon Robson Braz; Helgi Thor assina a montagem. 

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Halder Gomes e com o protagonista Edmilson Filho. No bate-papo, falaram sobre a vontade de realizar um filme com um agente secreto brasileiro e o flerte com gêneros cinematográficos, coordenação de coreografia das lutas, entrosamento do elenco e expectativa para o lançamento. 

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Foto: Arlan Elton e Gabriel Caetano.

CINEVITOR #486: Entrevista com Bella Campos e Xamã | Cinco Tipos de Medo | Festival de Gramado

por: Cinevitor
Bella Campos e Xamã: estreia nas telonas

Consagrado na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado com quatro kikitos, entre eles, o de melhor filme, Cinco Tipos de Medo, dirigido por Bruno Bini, fez história ao ser o primeiro longa-metragem de Mato Grosso a participar e ser premiado no evento gaúcho.

A produção marca a estreia de Bella Campos e do rapper Xamã nos cinemas. Além disso, também apresenta como protagonistas João Vitor Silva, Rui Ricardo Diaz e Barbara Colen. O quinteto estrela uma trama inspirada em um caso verídico, ocorrido na periferia de Cuiabá, levando para as telonas uma história eletrizante que mistura tensão, afeto e escolhas morais; tudo ambientado em um Brasil que raramente é representado no audiovisual.

A narrativa apresenta Bella no papel de Marlene, uma enfermeira cuja vida é observada de perto e controlada pelo traficante Sapinho, interpretado por Xamã, com quem manteve relações. Depois de reencontrar um antigo paciente, Murilo, vivido por João Vitor Silva, Marlene teme que a nova paixão tenha consequências fatais. Apesar de liderar o movimento do crime local, Sapinho é considerado o responsável pela segurança da comunidade. A história é baseada em um episódio real, quando moradores do bairro do Jardim Novo Colorado se uniram para pagar a fiança do líder do tráfico, temendo que sua ausência deixasse o bairro vulnerável à violência de outras facções. Produzido pela mato-grossense Plano B Filmes e pela gaúcha Druzina Content, em coprodução com a Quanta, Cinco Tipos de Medo tem distribuição da Downtown Filmes.

Rodado em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, no estado de Mato Grosso, o filme envolveu mais de 180 profissionais, de nove estados brasileiros. Bruno Bini, que lançou o longa Loop no Festival de Brasília, em 2019, voltou a Gramado depois de ter participado em 2015 com o curta-metragem S2.

Bella Campos retornou à sua terra natal para as filmagens do longa, o que lhe proporcionou também uma experiência de reconexão com as suas raízes. Já Xamã, no papel de Sapinho, viu no projeto um gesto de transformação e Barbara Colen, que se destacou em Bacurau, disse que foi uma experiência visceral.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Bella Campos e Xamã no dia seguinte à exibição no Palácio dos Festivais. No bate-papo, Bella falou com orgulho de sua trajetória como uma atriz cuiabana e de sua estreia nas telonas; e destacou também sua personagem Maria de Fátima, sucesso na novela Vale Tudo, da Rede Globo. Xamã, que levou o kikito de melhor ator coadjuvante, se revelou um cinéfilo da época das locadoras, falou da relação entre música e cinema, destacou a repercussão do público no festival e também de sua estreia nas telonas.

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Foto: Gustavo Lima. 

CINEVITOR #485: Entrevista com Gabriel Mascaro e Denise Weinberg | O Último Azul | Festival de Gramado

por: Cinevitor
Denise Weinberg em cena: protagonista

Depois de abrir a 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, o premiado O Último Azul, dirigido pelo cineasta pernambucano Gabriel Mascaro, de Ventos de Agosto, Boi Neon e Divino Amor, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 28/08. 

O longa conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, e rendeu também a Gabriel Mascaro o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Recentemente, O Último Azul venceu o prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.

O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, que foi homenageado em Gramado, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

O elenco de O Último Azul conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Gabriel Mascaro e com a protagonista Denise Weinberg no dia seguinte à exibição no Festival de Gramado. No bate-papo, falaram sobre entrosamento do elenco e preparação, o encontro dos cinemas do Norte e Nordeste, carreira internacional do longa, expectativas para o lançamento e enalteceram o atual momento do cinema brasileiro.

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*O CINEVITOR esteve em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.