Cinevitor

Toda semana um novo programa sobre cinema, com os mais variados temas.

CINEVITOR #502: Feito Pipa | Entrevistas com Lázaro Ramos, Teca Pereira e Allan Deberton

por: Cinevitor
Lázaro Ramos e Yuri Gomes em Feito Pipa: rumo ao Oscar 2027

Depois de conquistar prêmios em diversos festivais nacionais e internacionais, Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton, de Pacarrete, terá pré-estreias comerciais entre os dias 29 de outubro e 4 de novembro.

O representante do Brasil no Oscar 2027, que disputa uma indicação na categoria de melhor filme internacional, estreia em circuito comercial na próxima quinta-feira, 05/11, com distribuição da Paris Filmes.

Estrelado por Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos, o longa acompanha Gugu, um menino de quase 12 anos apaixonado por futebol, que vive com a avó Dilma, uma professora aposentada que o criou de forma livre e amorosa, em uma vida com segurança e criatividade. Com a saúde da avó fragilizada, Gugu vive seu primeiro desafio quando precisa encarar a possibilidade de morar com seu pai, um homem duro.

Vencedor de cinco prêmios no Festival de Cinema de Gramado deste ano, entre eles, melhor filme pelo Júri Popular e melhor atriz para Teca Pereira, Feito Pipa também foi consagrado no Festival de Berlim na mostra Generation Kplus, na qual recebeu o Urso de Cristal de melhor filme segundo o Júri Infantil e também o prêmio de melhor filme segundo o Júri Internacional da Berlinale Generation. Além disso, foi premiado no Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias e no Festival Internacional de Cine en Guadalajara.

E mais: foi exibido no Festival do Rio, abriu a oitava edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte e levou o Prêmio do Público de melhor ficção brasileira na 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Mais recentemente, o longa conquistou três prêmios na 39ª edição do Out On Film, em Atlanta, nos Estados Unidos. Na Alemanha, recebeu o Prêmio do Público no Queer Film Festival München, elevando para 14 o total de premiações em festivais. No mercado internacional, o longa tem vendas conduzidas pela M-Appeal, com acordos de distribuição na Dinamarca, Bélgica, Indonésia, Holanda, Espanha, Argentina e Colômbia.

Com roteiro de André Araújo e rodado em Quixadá e cidades vizinhas do interior do Ceará, o filme se passa às margens da barragem de Araújo Lima, onde após anos de seca revela uma antiga cidade submersa em ruínas. O longa traz ainda Carlos Francisco, Georgina Castro, Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Nathyel Martins, Manuela Paulino, Pablo Vinícios e Enzo Uejo no elenco.

A equipe de Feito Pipa conta também com: Luciana Baseggio e Daniel Donato na direção de fotografia, montagem de Mariana Nunes Gomes, trilha sonora de João Victor Barroso, desenho de som de Ricardo Reis, direção de elenco de Luciana Vieira, que também assina como diretora assistente, direção de arte de Dayse Barreto, figurino de Gabriella Marra e maquiagem de Natie Cortez.

A produção é assinada pela Deberton Filmes, produtora cearense liderada por Allan Deberton e pelo produtor Marcelo Pinheiro. A empresa divide a produção do filme com a Biônica Filmes, desde o desenvolvimento do projeto em uma parceria onde somam forças artísticas e executivas. O filme tem produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso através da Incubadora Paradiso. Em coprodução com a Warner Bros., a distribuição no Brasil é da Paris Filmes.

Para falar mais sobre Feito Pipa, conversamos com o diretor Allan Deberton, com a atriz Teca Pereira e com o ator Lázaro Ramos.

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Foto: Jamille Queiroz.

CINEVITOR #501: Entrevista com Any Gabrielly, Giulia Be e Diego Freitas | As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você

por: Cinevitor
Giulia Be e Any Gabrielly nos bastidores de As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você

Baseado no livro de Fernanda de Castro Lima, o longa-metragem As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, dirigido por Diego Freitas, de O Segredo de Davi, Depois do Universo e Caramelo, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 29/10, com distribuição da Paris Filmes. 

Estrelado por Any Gabrielly e Giulia Be, o roteiro é assinado por Freitas ao lado de Rod Azevedo, com colaboração de Emilio Boechat. Produzido por Marcio Fraccaroli, Andre Fraccaroli e Veronica Stumpf, a produção é da Paris Entretenimento.

Em As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, que teve uma pré-estreia no Festival do Rio, Any Gabrielly estreia nos cinemas como Gabi. Tímida e reservada, ela tem medo de sair da própria zona de conforto, enquanto sua melhor amiga de infância Julia, interpretada por Giulia Be, é extrovertida, carismática e vive intensamente. Apesar das personalidades opostas, as personagens de Any e Giulia, que são melhores amigas na vida real, formam uma dupla inseparável desde crianças. 

A vida de Gabi muda para sempre após a amiga sofrer um acidente de carro. Antes de morrer, Julia escreve dez cartas com desafios que incentivam Gabi a experimentar o novo e se abrir para a vida, estimulando a menina a enfrentar seus medos e vencer sua timidez. Enquanto completa cada uma das missões, Gabi, que conta com a ajuda de sua nova colega Lorena, interpretada por Pâmela Germano, aprende a se reconectar consigo mesma e a entender melhor o próprio luto, seus sentimentos e a importância do perdão. 

Conforme realiza os desafios, Gabi começa a se abrir para o mundo e redescobrir a beleza da vida. No processo, ela se reconecta com a memória de Julia e, também, conhece pessoas que a ajudam a navegar o luto, como Toninho (Leo Jaime), um senhor divertidíssimo que conhece em um dos desafios, e Lucas (Daniel Rangel) e Nico (Michel Joelsas), seus interesses amorosos. 

O elenco também traz Sheron Menezzes como Marcia, mãe de Gabi, que se preocupa com o futuro e as escolhas da filha; Paulo Lessa como André, o pai da jovem que tenta ajudá-la a se sentir bem diante do trauma; e Regiane Alves, que interpreta Lili, a mãe de Julia, que vê sua vida ser transformada após a morte da filha; Arthur Kohl, Juliano Floss, Felipe Bertuol e Paulo Mendes completam o elenco. 

Com roteiro final de Diego Freitas, a direção de fotografia é de Victor Alencar; Fabio Goldfarb assina a direção de arte. O figurino é de Flávia Lhacer e a caracterização de Emi Sato. A trilha sonora original é assinada por Fabio Góes; o som direto é de Jorge Rezende com edição e mixagem de som de Pedro Lima. A montagem é de Helena Chaves, a produção de elenco é de Marcela Altberg e a direção de produção de Madan Almeida. Laura Boorhem e Beatriz Carvalho assinam a produção executiva; a produção associada é de Adrien Muselet e Rodrigo Castellar. 

Para falar mais sobre As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, conversamos com as protagonistas Any Gabrielly e Giulia Be e também com o diretor Diego Freitas.

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Foto: Amanda Aguiar. 

CINEVITOR #500: Entrevista com Karim Aïnouz | Rosebush Pruning | Edição Especial

por: Cinevitor
Callum Turner e Karim Aïnouz nos bastidores das filmagens de Rosebush Pruning

Para celebrar uma edição especial do CINEVITOR, que completa quinhentos programas, conversamos com o consagrado cineasta cearense Karim Aïnouz, que está em cartaz nos cinemas com seu novo longa-metragem, Rosebush Pruning, distribuído pela MUBI e Filmes do Estação. 

Segundo longa em língua inglesa de Aïnouz, o primeiro foi O Jogo da Rainha (Firebrand), Rosebush Pruning apresenta um elenco estelar formado por Callum Turner, Riley Keough, Elle Fanning, Jamie Bell, Lukas Gage, Elena Anaya, Tracy Letts e Pamela Anderson. O filme, que tem roteiro de Efthimis Filippou, indicado ao Oscar por O Lagosta, disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano. 

A trama é narrada por Edward Taylor, um jovem norte-americano rico que vive despreocupadamente com sua família em uma mansão em meio a inúmeros privilégios na ensolarada região da Catalunha, na Espanha. Seu pai e seus irmãos Jack, Robert e Anna buscam amor e validação uns nos outros, em suas roupas de grife e na música pop após a morte misteriosa da mãe. Quando o primogênito Jack apresenta sua noiva Martha para a família, tensões reprimidas vêm à tona e os laços de sangue enfraquecem, ameaçando a idílica vida dos Taylor e revelando as fissuras escondidas por trás da aparente perfeição familiar. 

Inspirado no filme De Punhos Cerrados (I pugni in tasca), do cineasta italiano Marco Bellocchio, Rosebush Pruning teve première brasileira na mostra Panorama Mundial do Festival do Rio e também foi exibido na noite de abertura do evento Open Air Brasil em uma sessão gratuita na maior tela de cinema a céu aberto do mundo. 

Em clima de comemoração do CINEVITOR 500, conversamos com Karim Aïnouz sobre Rosebush Pruning e projetos futuros. No bate-papo, o diretor contou como entrou no projeto, relembrou sua parceria com o produtor Michael Weber e o contato com o roteirista grego Efthimis Filippou. Além disso, falou também da inspiração no longa de Bellocchio, personagens privilegiados e monstros do patriarcado, da referência de Pedro Almodóvar na sua carreira, mistura de talentos na equipe, John Waters e Pink Flamingos, Zona de Interesse, de Jonathan Glazer, a visita de Dua Lipa ao set e relembrou seus trabalhos anteriores, entre eles, Praia do Futuro, A Vida Invisível e Motel Destino. 

Na conversa, Karim Aïnouz também revelou os próximos, como: um filme rodado no Japão, uma série inspirada no filme Motel Destino e mais dois longas que serão rodados no Brasil, no Ceará. Além disso, falou com carinho das atrizes Marcélia Cartaxo e Hermila Guedes e do ator Lázaro Ramos, nomes que pretende voltar a trabalhar.

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Foto: Divulgação/MUBI.

CINEVITOR #499: Entrevistas com James Gray, Rodrigo Teixeira e Kleber Mendonça Filho | 50ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor
James Gray na abertura da 50ª Mostra de São Paulo

A abertura da 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo aconteceu nesta quarta-feira, 14/10, na Sala São Paulo, na capital paulista, em cerimônia apresentada por Renata de Almeida e Serginho Groisman.

Neste ano, Tigre de Papel (Paper Tiger), drama criminal dirigido por James Gray, que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, foi o filme de abertura da 50ª Mostra de São Paulo. Com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller no elenco, o longa tem distribuição no Brasil pela Diamond Films e é uma produção da brasileira RT Features, em parceria com Leone Film Group e Keep Head Productions.

A obra acompanha dois irmãos que, em busca do sonho americano, envolvem-se em uma operação altamente perigosa e são arrastados para um submundo de corrupção e violência. À medida que se tornam alvos da máfia russa, o vínculo entre eles começa a se desgastar, tornando uma traição, antes impensável, em uma ameaça real.

Na ocasião, o cineasta marcou presença no evento ao lado do produtor brasileiro Rodrigo Teixeira. Em seu discurso, James Gray brincou com o público presente: “Eu fui presidente do júri em um festival de cinema e eu sei algo muito importante sobre cineastas. Os diretores que falam muito sobre seus filmes antes da sessão sempre fazem os piores filmes. Então, eu aprendi a lição”. E finalizou: “Eu amo esse país. Não é minha primeira vez aqui. É um lugar magnífico. É uma grande honra estar aqui!”.

Antes de Tigre de Papel, também foi exibido o curta-metragem Sul de Teerã (South of Tehran), de Kleber Mendonça Filho, que também compareceu ao evento, ao lado da produtora Emilie Lesclaux, da Cinemascópio; o filme, exibido no New York Film Festival, acompanha o cineasta Jafar Panahi em Nova York enquanto ele reflete sobre sua carreira cinematográfica e a perseguição em seu país natal, o Irã, que o levou à prisão atual.

Para falar mais sobre os filmes de abertura, conversamos com o cineasta James Gray, com o produtor Rodrigo Teixeira e com o diretor Kleber Mendonça Filho na primeira noite da 50ª Mostra de São Paulo.

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Foto: Edu Tarran.

CINEVITOR #498: Galinha Pintadinha: O Filme | Entrevista com as dubladoras Hannah Buttel e Vera Fuzaro

por: Cinevitor
Primeiro longa-metragem da personagem Galinha Pintadinha: estreia nos cinemas 

Depois de duas décadas construindo sua trajetória por meio de videoclipes, a Galinha Pintadinha estreia nos cinemas com uma história totalmente original criada por Juliano Prado e Marcos Luporini e um roteiro pensado do zero para a experiência da telona.

O longa inaugura uma nova fase da personagem, com uma história inédita sobre aceitação e maternidade, a Galinha falando pela primeira vez, novos personagens, novas músicas e muita aventura. Dirigido por Juliano Prado e Marcos Luporini, criadores da personagem, e produzido pela Bromélia Produções, Galinha Pintadinha: O Filme estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 01/10, com distribuição da Imagem Filmes. 

A grande virada visual do longa é a migração da animação 2D, usada desde a criação da marca em 2006, para o 3D, criando a nova identidade da franquia, sob responsabilidade do estúdio gaúcho Hype Animation.

Na trama, a Galinha Pintadinha e o Galo Carijó esperam a chegada do primeiro filho na Vila de Galinhas, onde todos vivem com medo do Gavião que habita as montanhas. Uma cegonha atrapalhada troca os ovos e o Pintinho Amarelinho nasce no ninho do temido Gavião, enquanto um filhote de gavião vai parar no ninho da Popó. Para desfazer a troca e reunir a família, a Galinha Pintadinha precisará vencer os próprios medos para resolver esta situação na caverna do Gavião.

Galinha Pintadinha: O Filme marca o encontro de personagens conhecidos da franquia com rostinhos inéditos. Do elenco clássico, a Galinha Pintadinha exerce, pela primeira vez, o papel de mãe e ganha sua própria voz, enquanto o Galo Carijó desponta como o pai atrapalhado e presente que rende parte do humor do longa. O Pintinho Amarelinho, com sua curiosidade sem limites, é quem dá início à aventura ao parar no lugar errado.

Do lado das novidades, o Gavião deixa de ser só a ameaça que assombra a Vila de Galinhas para ganhar uma história própria e o Bebê Gavião surge como contraponto do Pintinho Amarelinho, outro filhote em busca de um lar. A Borboletinha completa o time com seus poderes mágicos e dotes culinários, somando um toque de fantasia à jornada.

Após 20 anos de história, ao lado de clássicos que já fazem parte do repertório afetivo de brasileiros de todas as idades, o filme também traz canções inéditas compostas especialmente para a obra. Entre as novidades, está Mentira, Mentira, estrelada pela Baratinha e sua banda. A faixa acaba de ser lançada nos canais oficiais da Galinha Pintadinha e em todas as plataformas de streaming de música, em celebração à chegada do longa-metragem aos cinemas, marcando a volta de um clipe musical inédito ao canal oficial da personagem no YouTube, que reúne mais de 39 milhões de inscritos e soma 18 milhões de visualizações diárias.

Diferente do conteúdo voltado para crianças pequenas que consagrou a personagem na internet, o filme foi desenhado para reunir diferentes gerações na mesma sala de cinema com uma história capaz de divertir crianças, jovens e adultos ao mesmo tempo, misturando sentimentos como a emoção trazida pelo roteiro e a nostalgia das músicas que vivem no coração de todos os brasileiros.

Para falar mais sobre o longa, conversamos com Hannah Buttel, dubladora da personagem Galinha Pintadinha; e Vera Fuzaro, intérprete original das músicas da Galinha Pintadinha.

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Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

CINEVITOR #497: Entrevista com Ingrid Guimarães, Mônica Martelli e Susana Garcia | Minha Melhor Amiga

por: Cinevitor
Mônica Martelli e Ingrid Guimarães: protagonistas e amigas em cena

A aguardada comédia Minha Melhor Amiga, que marca o primeiro longa-metragem de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli juntas, estreia exclusivamente nos cinemas nesta quinta-feira, 03/09, com distribuição da Paris Filmes.

A direção é de Susana Garcia, diretora com a maior bilheteria do Brasil: seus filmes Minha Mãe é Uma Peça 3, Minha Vida em Marte e Minha Irmã e Eu venderam, juntos, mais de 20 milhões de ingressos. 

Amigas de longa data, Mônica e Ingrid conquistaram a internet ao compartilhar situações hilárias e perrengues que passaram no exterior durante as férias com suas filhas Julia e Clara, que dão nome às protagonistas. Os vídeos, que começaram inicialmente como uma brincadeira entre as adolescentes para zoar as mães, se tornaram um fenômeno: “O filme saiu da vida e das redes. Fazemos essa viagem todo ano para juntar as meninas que moram em cidades separadas. Elas começaram a nos filmar e viralizou! Tem muita coisa delas, o olhar delas sobre a gente, além disso elas ajudaram nos diálogos das adolescentes. De tanto ouvir ‘faz um filme dessas viagens’, nós fizemos”, revelou Ingrid Guimarães.

“Lembro o dia em que chegamos em Lisboa para ambientação, uma semana antes de filmar, e fomos caminhar pela cidade. Então a Ingrid perguntou à Susana se não deveríamos ensaiar e ela respondeu: ‘Vocês estão há 30 anos ensaiando!’. Assim começaram as filmagens, em um clima de irmandade e olhares femininos”, contou Mônica Martelli. 

Rodado no Rio de Janeiro, em Lisboa e em Sevilha, o filme traz a dupla nos papéis de Julia (Mônica) e Clara (Ingrid), duas melhores amigas que vivem uma fase difícil no auge dos 50 anos. Julia é uma jornalista divorciada que não acredita mais no amor e não se sente valorizada profissionalmente. Já Clara vive um casamento em crise e uma rotina frustrante em casa cuidando do marido, da sogra e do enteado, e no trabalho como corretora imobiliária que não apresenta mais nenhum desafio para ela. 

Quando suas filhas Manu, interpretada por Giulia Benite, e Isadora, papel de Gabi Amaral, de 16 anos, embarcam para um intercâmbio em Portugal, as mães sentem dificuldade de lidar com a nova rotina sem as meninas. Para dar um basta no baixo astral, elas decidem viajar para Portugal e surpreender as adolescentes. Mas, quando chegam em solo europeu, nem tudo sai como planejado e elas vão precisar recalcular a rota para viver intensamente as melhores férias da vida em uma viagem transformadora. 

O filme, que destaca a importância da amizade entre mulheres em todos os momentos da vida, foi rodado em pontos turísticos marcantes como a Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, a Praça do Comércio e o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e a Plaza de España, em Sevilha. Com produção de Marcio Fraccaroli, André Fraccaroli e Veronica Stumpf, da Paris Entretenimento, Minha Melhor Amiga conta também com Gustavo Machado, Albano Jerónimo, Alejandro Albarracín, Ricardo Pereira, Michel Melamed e Thaila Ayala no elenco. 

Com roteiro de Patrícia Leme, Luisa Capri, Tati Bernardi, Ingrid Guimarães, Mônica Martelli e Susana Garcia, o roteiro final foi assinado por Andrea Batitucci, Ingrid Guimarães, Mônica Martelli e Susana Garcia. A direção de fotografia é de Rodrigo Monte, a direção de arte é de Monica Costa, o figurino é de Verônica Julian e a caracterização é de Lu Moraes. O som direto é assinado por Ricardo Sequeira, Alvaro Correia e Douglas Vianna com edição de som de Bernado Uzeda e Tomás Alem e mixagem de Rodrigo Noronha e Gustavo Loureiro; Zé Ricardo é o responsável pela supervisão musical e a música original. A montagem é de Leonardo Gouvea e Mariana Flor; Marcela Flores e Martim Lorena assinam a direção de produção e Marcela Altberg assina o elenco. A produção executiva é de Laura Boorhem. 

Para falar mais sobre a comédia Minha Melhor Amiga, conversamos com as protagonistas Ingrid Guimarães e Mônica Martelli e também com a diretora Susana Garcia. No bate-papo, falaram da relação de amizade que inspirou o filme, bastidores das filmagens e histórias engraçadas, expectativa para o lançamento e novos trabalhos entre amigas. 

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Foto: Desirée do Valle.

CINEVITOR #496: Entrevista com Carolina Dieckmmann, Anne Pinheiro Guimarães e Théo Medon | Pequenas Criaturas

por: Cinevitor
Protagonista: Carolina Dieckmmann em cena

Vencedor do Troféu Redentor de melhor filme e melhor direção de arte no Festival do Rio do ano passado, Pequenas Criaturas, segundo longa-metragem da diretora e roteirista Anne Pinheiro Guimarães, de Transe, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 23/07. Estrelado por Carolina Dieckmmann, que também assina como produtora associada, o elenco reúne ainda Caco Ciocler, Leticia Sabatella, Théo Medon, Lorenzo Mello, Fernando Eiras e Michel Melamed.

O filme apresenta um retrato sensível de uma família vivendo um momento de transição ao se mudar para Brasília, em 1986, quando o Brasil ainda dava seus primeiros passos na redemocratização. Recém-chegados à capital, Helena (Carolina Dieckmann) e os filhos, André (Théo Medon) e Dudu (Lorenzo Mello), precisam se adaptar a uma nova realidade quando o marido de Helena (Michel Melamed) viaja a trabalho, deixando-os sozinhos na cidade. Enquanto ela passa a questionar suas escolhas e a reconstruir sua identidade, André vive as descobertas da adolescência, enquanto Dudu transforma o desconhecido em um universo lúdico por meio de novas amizades.

Dirigido por Anne Pinheiro Guimarães, o longa revela como mudanças e encontros inesperados podem transformar profundamente a forma como cada personagem enxerga o mundo, a família e a si mesmo. A cineasta conta que o filme é profundamente pessoal, inspirado em suas próprias experiências e dedicado à mãe. Uma produção da Bananeira Filmes, o longa tem coprodução da Globo Filmes, Telecine e Canal Brasil. A distribuição é da Filmes do Estação em parceria com a Bananeira Filmes.

A sinopse oficial diz: Brasília, 1986. Recém-chegada à capital com o marido e os dois filhos, Helena vê sua rotina ser abalada quando ele parte em uma viagem de trabalho, deixando-a sozinha em uma cidade desconhecida. Enquanto enfrenta a solidão e as frustrações de uma vida que não escolheu, ela busca redescobrir sua própria identidade. Ao mesmo tempo, seus filhos vivem os desafios e as descobertas da juventude. André, adolescente, experimenta as primeiras paixões e percebe as tensões crescentes entre os pais; já o pequeno Dudu transforma o cotidiano em uma sequência de aventuras, amizades e aprendizados. Entre encontros inesperados, conflitos e afetos, a família atravessa um período de transformação que revelará novas possibilidades de conexão e felicidade.

Com argumento, roteiro e direção de Anne Pinheiro Guimarães, o longa é produzido por Vania Catani, com Cacá Diegues e Carolina Dieckmmann como produtores associados, produção executiva de Renato Pimentel e direção de produção de Larissa Rolim. A fotografia é assinada por Pablo Baião, a montagem é de Marilia Moraes, a direção de arte e cenografia é de Claudia Andrade, o figurino é de Cristina Kangussu, a caracterização é de Maria Inez Moura com Roberto Moreira como cabeleireiro. Marcos Manna assina o som direto; Dani Barcelos é microfonista com Hilton BB como gaffer e Léo França como maquinista. A música original é de Gabriel Amorim com edição de som e mixagem de Bernardo Uzeda; Pedro Saboya assina como colorista e a produção de finalização é de Elaine Azevedo e Silva. 

Para falar mais sobre Pequenas Criaturas, conversamos com a diretora Anne Pinheiro Guimarães, com a protagonista Carolina Dieckmmann e com o ator Théo Medon.

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Foto: Divulgação. 

CINEVITOR #495: Futuro Futuro | Entrevista com o diretor Davi Pretto

por: Cinevitor
Protagonista: Zé Maria Pescador em Futuro Futuro

Vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro do ano passado, Futuro Futuro, novo longa do cineasta gaúcho Davi Pretto, de Castanha, Rifle e Continente, chega aos cinemas na próxima quinta-feira, 23/07, pela distribuidora Cajuína Filmes.

A obra se passa em um futuro próximo e apresenta um homem sem memória de 40 anos chamado K, interpretado por Zé Maria Pescador, que é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos, vivido por João Carlos Castanha, na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira. E, após usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com uma estranha síndrome neurológica, K embarca em uma jornada trágica e absurda. Vivendo na parte empobrecida da cidade, K fica intrigado pelo intransponível lado rico da metrópole, que enxerga no horizonte; e passa a sonhar toda a noite com um casal que vive em um condomínio de luxo, regado a festas e boemia.

Assim, a ideia inicial de Pretto era utilizar algumas inserções de imagens de inteligência artificial nos sonhos de K para causar contraste diante de algo totalmente estéril e destoante da realidade do personagem, junto de imagens de bairro privado de luxo em Porto Alegre, para incorporar a crítica presente em Futuro Futuro. Porém, tudo mudou quando uma enorme enchente afetou o estado do Rio Grande do Sul durante as filmagens, em 2024. Mesmo com uma ideia muito clara do que queria, alternando entre imagens de prédios de luxo e de inteligência artificial, Pretto teve que recalcular a rota diante da catástrofe.

O filme investiga de forma provocativa imagens geradas por IA, tema que provoca intenso debate na indústria cinematográfica e no cotidiano. A obra reflete sobre os riscos cognitivos e políticos da inteligência artificial, que transforma o trabalho, as relações sociais e a percepção do que é real. Ao mesmo tempo, aborda os desafios do cinema independente em um mundo marcado por catástrofes climáticas e por imagens artificiais que redefinem nosso olhar e imaginário. Tudo isso partiu da vontade de Pretto de expressar a ideia da crise do sujeito, ou o colapso do sujeito, que habita esse mundo em constante crise.

Futuro Futuro é uma ficção científica nada convencional e de baixíssimo orçamento, que foi rodada em apenas 16 dias em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A produção teve suas filmagens interrompidas por meses devido à maior enchente da história do estado, em maio de 2024. Um filme distópico que se deparou com uma distopia real inimaginável. Depois que a enchente inundou locações que ainda fariam parte das filmagens, e diante de recursos escassos para concluir as diárias, Davi decidiu incorporar radicalmente imagens de inteligência artificial, tanto como o elemento distópico previsto na história, quanto como uma solução para terminar o filme. Além disso, o diretor declara que a literatura ciberpunk de William Gibson e Philip K. Dick e obras de pensadores políticos radicais, como Peter Lamborn Wilson, foram grandes inspirações no uso de inteligência artificial em Futuro Futuro.

Davi Pretto: cineasta gaúcho lança seu quarto longa

Produzido pela Vulcana Cinema e rodado em Porto Alegre, o filme é o quarto longa de Davi Pretto que, depois de Castanha (2014), Rifle (2016) e Continente (2024), transformou sua cidade natal em uma metrópole futurista nesta ficção científica de baixo orçamento. Para interpretar K, personagem protagonista, o diretor escalou o potiguar Zé Maria, ator conhecido por seus trabalhos em filmes como O Clube dos Canibais e Paloma, além da série Maria e o Cangaço. Zé Maria contracena com João Carlos Castanha, que batiza e protagoniza o primeiro filme do cineasta, além de Carlota Joaquina, Clara Choveaux e Higor Campagnaro; Olivia Torres empresta sua voz para o novo trabalho de Pretto.

O elenco completa-se com: Silvia Duarte, Ida Celina, Alex Pantera, Carlos Azevedo, Daniel Machado, Elaine Segura, Fabielly Klimberg, Gabriela Greco, Iluska Moura, Li Pereira, Luciano Abreu, Robson Duarte e Sandro Marques.

Além de ter conquistado o Candango de melhor longa-metragem pelo Júri Oficial do Festival de Brasília, também foi premiado como melhor roteiro, melhor montagem e uma Menção Honrosa para o ator Zé Maria Pescador. O filme estreou mundialmente na competição do Festival Internacional de Karlovy Vary, na República Tcheca, um dos mais antigos da Europa.

Com distribuição da Atelier W e Cajuína Filmes e produção de Paola Wink e Jessica Luz, a fotografia é assinada por Leonardo Feliciano. A montagem é de Bruno Carboni, a direção de arte de Dayane Paz e o figurino de Gabriela Güez; a caracterização é assinada por Juliane Senna. A música original é de Rita Zart e Carlos Ferreira, o som direto é de Tomaz Borges e o desenho e mixagem de som de Tiago Bello.

Para falar mais sobre Futuro Futuro, conversamos com o diretor Davi Pretto sobre seu processo criativo, escolha e preparação do elenco, temáticas que o filme aborda, filmagens e expectativa para o lançamento.

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Foto: Divulgação/Karlovy Vary International Film Festival. 

CINEVITOR #494: Mambembe | Entrevista com Fabio Meira, Índia Morena, Madona Show, Dandara Ohana e Murilo Grossi

por: Cinevitor
Índia Morena em cena do longa Mambembe, dirigido por Fabio Meira: em cartaz

Mambembe, novo longa-metragem do premiado diretor Fabio Meira, de As Duas Irenes e Tia Virgínia, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 14/05, e retrata a resistência e a potência dos pequenos circos do Norte e do Nordeste do país em uma homenagem ao circo itinerante brasileiro.

No elenco estão: Índia Morena, uma das maiores referências da arte circense no Brasil e Patrimônio Vivo de Pernambuco; a artista circense potiguar Madona Show; e a atriz e assistente de direção carioca Dandara Ohana, que interpreta Jéssica, ex-artista circense de Belém. O filme acompanha um topógrafo nômade, vivido pelo ator brasiliense Murilo Grossi, que cruza o caminho dessas três mulheres.

O projeto nasceu há 16 anos, quando Fabio Meira ainda finalizava seu curso de cinema em Cuba, e foi retomado ao longo do tempo incorporando ao processo criativo a passagem dos anos e as transformações vividas por personagens e realizadores. Ao trazer para a narrativa o próprio gesto de filmar, Mambembe transforma o processo cinematográfico em parte da história. O diretor constrói um filme sobre arte, desejo, memória e encontros, em uma mistura entre documentário e ficção.

Mambembe estreou na Première Brasil do Festival do Rio, em 2024, e foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Forumdoc.BH e no Cine PE. No Festival de Cinema de Vitória, conquistou os troféus de melhor filme, melhor interpretação para Índia Morena e Menção Honrosa para Madona Show, além do Prêmio Sesc Glória. Também venceu nas categorias de melhor filme e melhor montagem no Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e levou os troféus de melhor filme, direção e montagem no FICA.

No Festival Guarnicê de Cinema, no Maranhão, o longa foi consagrado como melhor filme (júris técnico e popular) e conquistou os troféus de melhor atuação para Dandara Ohana, Madona Show e Índia Morena, além dos prêmios de melhor ator para Murilo Grossi e melhor fotografia. No circuito internacional, Meira venceu na categoria de melhor direção no Bravo Film Festival, em Los Angeles. O longa também passou pelo Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata e recebeu o troféu do Prêmio do Júri no Festival Internacional de Cinema Brasileiro em Milão.

Produzido pela Roseira Filmes, Mambembe tem roteiro assinado por Fabio Meira e Susana Barriga; a fotografia é de Daniela Cajías e a montagem de Affonso Uchoa, Fabio Meira e Juliano Castro. A produção é de Fabio Meira, Maya Da-Rin e Paula Pripas.

Para falar mais sobre o premiado filme, conversamos com o diretor e com o elenco: Índia Morena, Madona Show, Dandara Ohana e Murilo Grossi.

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Foto: Divulgação/Roseira Filmes.

CINEVITOR #493: Entrevista com Denise Fraga, Marcia Paraiso e Augusto Madeira | Livros Restantes

por: Cinevitor
Protagonista: Denise Fraga no filme catarinense 

Estrelado por Denise Fraga, Livros Restantes, novo longa da diretora Marcia Paraiso, já está em cartaz nos cinemas. O filme apresenta um olhar sensível sobre a coragem de uma mulher em mudar radicalmente de vida depois dos 50 anos. 

A obra acompanha Ana Catarina, uma mulher 50+, que viveu a vida à beira-mar, em uma comunidade pesqueira em Florianópolis, Santa Catarina. Às vésperas de partir para outro país, de todas as coisas que tinha e que precisava se desvencilhar, restaram cinco livros. Com dedicatórias, cheiros e marcas, Ana não consegue doá-los e decide devolvê-los para quem a presenteou. Os reencontros, alguns passados vinte anos, mexem com sua memória, fazendo-a refletir sobre o passado para poder seguir em frente.

O filme destaca a presença feminina por trás das câmeras. Com uma equipe composta majoritariamente por mulheres nas principais funções como direção, direção de fotografia, som direto, direção de arte, produção e montagem, o longa reafirma a presença do protagonismo feminino no cinema ibero-americano contemporâneo. Rodado na Barra da Lagoa, uma comunidade pesqueira de Florianópolis, e em Aveiro, Portugal, a frase “fale de sua aldeia e estará falando do mundo” é a síntese dos sentimentos postos no longa. 

A diretora Marcia Paraiso, com larga produção documental e reconhecida por levar temáticas sociais para a ficção, segue consolidando sua trajetória no cinema. Enquanto celebrava o lançamento de  Alegria do Amor, vencedor do prêmio de melhor filme pelo júri popular no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, já estava filmando seu terceiro longa de ficção. Além da direção, Marcia também assina o roteiro original da obra.

Protagonizado por Denise Fraga, o filme conta também com Augusto Madeira, Renato Turnes, Vanderleia Will, Andrea Buzato, Marcinho Gonzaga, Manuela Campagna, Paulo Vasilescu, Severo Cruz, Joana dos Santos, Adriano de Brito e Sarah Motta no elenco.

Livros Restantes é uma coprodução entre Brasil e Portugal com a Plural Filmes, que tem viabilizado projetos seguindo o modelo de coprodução internacional. Lua em Sagitário, primeiro longa de Marcia Paraiso, foi uma coprodução com Argentina, assim como a série Submersos e, em breve, Koch, uma coprodução com o Uruguai, já em finalização. Financiado por editais no Brasil, o filme contou, ainda na etapa de projeto, com a tutoria do MAFIZ (Malaga Festival Industry Zone), a área de indústria do Festival de Málaga, na Espanha, e do programa Punto G: Ventana Sur, na Argentina, espaço dedicado a projetos de longas-metragens de ficção em desenvolvimento dirigidos por mulheres e pessoas não binárias. 

Com produção da Plural Filmes e coprodução da Filmógrafo, a distribuição é da H2O Films. A direção de fotografia é assinada por Kike Kreuger e a montagem é de Nara Hailer. Com trilha sonora de Marcelo Portela, o som direto é assinado por Ju Baratieri com mixagem de som por Guy Wenger. A direção de arte é de Cleo Rosa, a caracterização é de Gabriela Brandão e o figurino de Marla Coelho. A equipe completa-se com Laila Di Pietro como coordenadora de produção e Natasha Silva na direção de produção; Helio Levcovitz, Ralf Tambke e Antonio Valente assinam a produção executiva.

Para falar mais sobre Livros Restantes, conversamos com a diretora Marcia Paraiso, com a protagonista Denise Fraga e com o ator Augusto Madeira. No bate-papo, falaram sobre cinema catarinense, ideia do projeto, entrosamento do elenco, filmagens em Floripa, preparação, entre outros assuntos. 

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #492: Entrevista com Mariana Ximenes | Edição Especial | Cine Ceará

por: Cinevitor
Mariana Ximenes no Cine Ceará: homenagem

A consagrada atriz Mariana Ximenes, que vem conquistando o público e a crítica ao longo de sua trajetória, foi a grande homenageada da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema e recebeu o Troféu Eusélio Oliveira.

No palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, na noite de abertura, foi ovacionada pelo público e enalteceu sua ancestralidade em seu discurso. Carismática e esbanjando simpatia, Ximenes começou sua carreira aos 14 anos. Formada pelo Centro de Artes e Educação Célia Helena, acumulou inúmeros prêmios por suas atuações. Além de atriz, tornou-se também produtora, realizando diversos projetos no cinema e no teatro.

Aos seis anos, Mariana Ximenes, que nasceu em São Paulo, fez sua primeira peça de teatro, na escola onde estudava, interpretando a personagem Cinderela do clássico conto de fadas. Estreou como atriz em 1998, aos dezessete anos, na telenovela Fascinação, do SBT. Em seguida, fez sua estreia na Rede Globo participando do episódio Dupla Traição, do Você Decide, do episódio piloto do seriado Sandy & Junior, e também no cinema, no filme Caminho dos Sonhos, de Lucas Amberg.

No ano seguinte, atuou em Andando nas Nuvens, sua primeira personagem em uma novela da Rede Globo. Depois fez uma participação especial em Força de um Desejo e ganhou destaque em Uga Uga, como Bionda, que lhe rendeu o prêmio de atriz revelação no Melhores do Ano do Domingão do Faustão. O sucesso seguiu em novelas, minisséries e seriados, como: A Padroeira, Os Normais, A Casa das Sete Mulheres, A Grande Família, As Brasileiras, Cobras & Lagartos, Paraíso Tropical, A Favorita, América, Guerra dos Sexos, Joia Rara, Haja Coração, Supermax, Nos Tempos do Imperador, Amor Perfeito, Mania de Você, entre outros. Em 2003, ganhou outro papel de grande destaque popular: Ana Francisca na novela Chocolate com Pimenta, assim como a vilã Clara, de Passione, em 2010, que lhe rendeu o Troféu Imprensa.

Além do sucesso nas telinhas, Mariana Ximenes também se dedicou ao teatro, apresentou o Superbonita, na GNT, e se destacou no cinema em diversos filmes, entre eles, O Invasor, de Beto Brant, que lhe rendeu o Prêmio Grande Otelo de melhor atriz coadjuvante, além de ter sido premiada no Cine PE. Com Um Homem Só, de Claudia Jouvin, recebeu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado, em 2015.

Seu currículo na sétima arte conta ainda com: O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca; A Máquina, de João Falcão; Muito Gelo e Dois Dedos d’Água, de Daniel Filho; Os Penetras, de Andrucha Waddington; Zoom, de Pedro Morelli; Prova de Coragem, de Roberto Gervitz; Uma Loucura de Mulher, de Marcus Ligocki; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor, de Claudia Jouvin; Capitu e o Capítulo, de Julio Bressane; Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva; o inédito Cacilda Becker em Cena Aberta, de Julia Moraes, no qual interpreta Tônia Carrero; entre muitos outros.

Para falar mais sobre a homenagem no festival e a trajetória artística de Mariana Ximenes, conversamos com a atriz no dia seguinte à cerimônia. No bate-papo, a recordista de entrevistas do CINEVITOR, falou sobre a emoção de receber tal honraria no Ceará, terra de sua mãe e familiares, ancestralidade, Eusélio Oliveira, cinema cearense e a vontade de filmar no Nordeste. Além disso, relembrou com carinho alguns de seus trabalhos mais marcantes.

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Foto: Guilherme Silva.

CINEVITOR #491: Perrengue Fashion | Ingrid Guimarães + Rafa Chalub + Filipe Bragança + Michel Noher

por: Cinevitor
Rafa Chalub e Ingrid Guimarães em cena: comédia nos cinemas

Conhecida pelos sucessos nas bilheterias, Ingrid Guimarães está de volta aos cinemas com Perrengue Fashion, comédia que estrela ao lado de Rafa Chalub, que interpreta seu primeiro protagonista nas telonas. O longa, que estreia nesta quinta-feira, 09/10, é dirigido por Flávia Lacerda, de O Auto da Compadecida 2.

Filmado na Amazônia e em São Paulo, o filme acompanha as aventuras da carismática influenciadora digital Paula Pratta, interpretada por Ingrid Guimarães, e seu fiel assistente e melhor amigo Taylor, vivido por Rafa Chalub, que tentam se tornar referência na criação de conteúdo de moda nas plataformas digitais. A dupla vê sua grande chance de bombar nas redes quando Paula recebe um convite para estrelar a campanha de Dia das Mães de uma de suas marcas favoritas: Gucci. Para fotografar as peças, ela aguarda ansiosamente pela chegada do filho Cadu, papel de Filipe Bragança, de Meu Sangue Ferve por Você, que mora nos Estados Unidos onde estuda em uma renomada universidade de business.

Paula vê seus planos irem por água abaixo quando o jovem não desembarca em São Paulo e se desespera em busca do paradeiro do filho. Com a ajuda de seu pai (Jonas Bloch), a influenciadora descobre que Cadu viajou para a Amazônia para viver seu sonho ambientalista de salvar o planeta. Determinada a conseguir fazer parte da campanha, a influenciadora viaja com Taylor até o Norte do Brasil para convencer Cadu a desistir do ativismo ambiental e ajudá-la no trabalho de seus sonhos. Ao chegarem na ecovila onde o jovem decidiu viver, Paula e Taylor tomam um choque de realidade e percebem que não estão mais em uma grande metrópole. Com a ajuda de Luciana (Késia Estácio) e Lorenzo (Michel Noher), os dois tentam se acostumar com a vida sustentável na floresta. 

Com roteiro assinado por Ingrid Guimarães, Marcelo Saback, Célio Porto e Edu Araújo, a produção é da Amazon MGM Studios e da Morena Filmes, com Mariza Leão, Tiago Rezende e Ingrid Guimarães como produtores. A fotografia é de Paulo Vainer e Gustavo Hadba, a direção de arte é de Fábio Goldfarb, o figurino de Marina Franco e a caracterização de Lu Moraes. Perrengue Fashion marca a primeira produção brasileira da Amazon MGM Studios para as salas de cinema, com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes. 

Para falar mais sobre a comédia, conversamos com Ingrid Guimarães, Rafa Chalub, Filipe Bragança e Michel Noher sobre entrosamento do elenco, filmagens na Amazônia, bastidores e expectativa para o lançamento no atual momento do cinema brasileiro.

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Foto: Kelly Fuzaro.