Cinevitor

Toda semana um novo programa sobre cinema, com os mais variados temas.

CINEVITOR #400: Entrevistas com Wagner Moura + elenco | Marighella

por: Cinevitor
Seu Jorge e Adriana Esteves em cena.

Depois de celebrar os oito anos de CINEVITOR em fevereiro, chegou a hora de comemorar 400 programas! Nossa história começou em 2013 como um programa de cinema na internet e, até hoje, mantemos nosso compromisso de dialogar com o público sobre a sétima arte de diversas maneiras; principalmente com o cinema brasileiro.

Nesse tempo, nosso canal no YouTube alcançou mais de 1 milhão de visualizações e segue crescendo. Em nossos programas já passaram mais de 900 entrevistados, desde atores, produtores, diretores, políticos, músicos, artistas internacionais, esportistas: todos conectados pelo cinema. Além disso, foram muitas críticas e matérias publicadas no site e nas redes sociais, programas com os mais variados temas, especiais, entrevistas com convidados ilustres, coberturas de festivais, eventos, entre outros.

Para celebrar esse momento tão importante, em que chegamos ao programa número 400, fizemos uma edição super especial dividida em três partes sobre um dos filmes brasileiros mais aguardados de 2021: Marighella. Primeiro longa-metragem de Wagner Moura como diretor, o filme, que começou sua trajetória no Festival de Berlim em 2019, chega aos cinemas no dia 4 de novembro, exatamente 52 anos após o assassinato de Carlos Marighella.

A trama conta a história dos últimos anos de Carlos Marighella, guerrilheiro que liderou um dos maiores movimentos de resistência contra a ditadura militar no Brasil, na década de 1960. Comandando um grupo de jovens guerrilheiros, Marighella, interpretado por Seu Jorge, tenta divulgar sua luta contra a ditadura para o povo brasileiro, mas a censura desmerece a revolução. Seu principal opositor é Lucio, vivido por Bruno Gagliasso, policial que o rotula de inimigo público nº 1. Quando o cerco se fecha, o próprio Marighella é emboscado e morto, mas seus ideais sobrevivem nas ações dos jovens guerrilheiros, que persistem na revolução.

O elenco conta também com Luiz Carlos Vasconcellos, Herson Capri, Humberto Carrão, Adriana Esteves, Bella Camero, Maria Marighella (neta de Carlos Marighella), Ana Paula Bouzas, Carla Ribas, Jorge Paz, entre outros.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor e também com alguns integrantes do elenco, como: Adriana Esteves, Bruno Gagliasso, Maria Marighella, Bella Camero, Humberto Carrão e Pastor Henrique Vieira. Nossos convidados falaram sobre a expectativa para o lançamento, censura ao filme, cinema brasileiro, a importância de Marighella para a história do Brasil, política, cultura, preparação de elenco, entrosamento, entre outros assuntos.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Adriana Esteves e Bruno Gagliasso

PARTE 2:
Entrevista com Wagner Moura

PARTE 3:
Entrevista com Maria Marighella, Bella Camero, Humberto Carrão e Pastor Henrique Vieira

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #399: Entrevista com Karim Aïnouz | Marinheiro das Montanhas | 45ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor
O cineasta no Festival de Cannes deste ano.

Depois de passar pelo Festival de Cannes deste ano, na mostra Sessões Especiais, o documentário Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz, teve sua primeira exibição no Brasil na 45ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

O longa, produzido pela VideoFilmes, é assumidamente biográfico. A trama é um diário de viagem filmado na primeira ida de Karim à Argélia, país em que seu pai nasceu. Entre registros da viagem, filmagens caseiras, fotografias de família, arquivos históricos e trechos de super-8, o filme opera uma costura fina entre a história de amor dos pais do diretor, a Guerra de Independência Argelina, memórias de infância e os contrastes entre Cabília (região montanhosa no norte da Argélia) e Fortaleza, cidade natal de Karim e de sua mãe, Iracema. Passado, presente e futuro se entrelaçam em uma singular travessia.

O documentário é todo narrado por Karim, que lê uma carta para a sua mãe, já falecida, transformada em uma companheira imaginária de viagem. Enquanto relata e comenta episódios da jornada, ele reativa memórias familiares e revela os muitos sentimentos contraditórios que marcam o seu percurso.

Com roteiro de Karim e Murilo Hauser, a fotografia é assinada por Juan Sarmiento; a produção é de Walter Salles, João Moreira Salles e Maria Carlota Bruno em coprodução com a Globo Filmes, Globo News, em associação com MPM Film, Big Sister, Watchmen e Cinema Inflamável; a distribuição é da Gullane.

Vale lembrar que, em 2019, o cineasta passou por Cannes com A Vida Invisível, que foi eleito o melhor filme da mostra Un Certain Regard, que coloca em evidência filmes mais atípicos aos da Competição Oficial. A trajetória do diretor é marcada pelo evento, também responsável por sua estreia com Madame Satã e pela aplaudida sessão de O Abismo Prateado na Quinzena dos Realizadores.

Conversamos com Karim Aïnouz sobre a ideia de Marinheiro das Montanhas, material de arquivo pessoal, montagem de Ricardo Saraiva, família, trilha sonora, novas experiências cinematográficas, exibição em Cannes, A Vida Invisível, Cine Ceará (no qual será o filme de encerramento deste ano), Argélia e processo de criação.

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Foto: Kate Green/Getty Images Europe.

CINEVITOR #398: Entrevista com Maria Casadevall + Duda Nagle | Garota da Moto

por: Cinevitor
Ação: Maria Casadevall em cena.

Dirigido por Luis Pinheiro, de Mulheres Alteradas e das séries Samantha! e Manhãs de Setembro, o filme de ação Garota da Moto, protagonizado por Maria Casadevall, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 23/09.

Na trama, Joana é uma mulher corajosa que tem em sua moto a sua maior companheira. Para proteger o filho de ameaças do passado, se aventurou em duas rodas e garantiu o sustento da família como motogirl. Só que essa aparente paz está com os dias contados. Com o passar do tempo e com o senso de justiça aguçado, ela sempre se arriscou para salvar alguém em perigo.

Até que, em suas andanças por São Paulo, se depara com uma situação de exploração de mão de obra feminina e um possível esquema de trabalho escravo. Com pouco tempo para agir, Joana resolve fazer justiça com as próprias mãos, sem saber que aquele gesto resultaria numa nova perseguição a ela e ao seu filho.

O longa é baseado na série homônima criada por David França Mendes e João Daniel Tikhomiroff, exibida em duas temporadas pelo SBT, Fox e Amazon Prime Video. Além de Casadevall, o elenco conta também com Kevin Vechiatto, Naruna Costa, Murilo Grossi, Roberto Birindelli, Felipe Montanari, Duda Nagle, Gilda Nomacce, Fernanda Viacava, Tiago Amaral e Thiago Freitas.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com a protagonista Maria Casadevall e com o ator Duda Nagle sobre preparação de elenco, cenas de ação e bastidores.

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Foto: Divulgação/Mixer Films.

CINEVITOR #397: Entrevista com Gilda Nomacce | Edição Especial

por: Cinevitor
Em cena: Gilda Nomacce no longa Ivan, de Dani Manzini.

Com mais de cem filmes no currículo, entre curtas, médias e longas, a atriz Gilda Nomacce também se destaca na TV e nos palcos. Nascida em Ituverava, interior de São Paulo, descobriu ainda na infância sua vocação para atuar.

Entre participações especiais na TV e apresentações como cover da personagem Gilda, interpretada por Rita Hayworth no filme homônimo lançado em 1946, Nomacce fez parte do CPT, Centro de Pesquisa Teatral, coordenado por Antunes Filho, fundou a Companhia da Mentira e atuou na Cia. de Teatro Os Satyros.

Seu primeiro trabalho no cinema aconteceu em 2007 no curta Um Ramo, dirigido por Marco Dutra e Juliana Rojas. De lá pra cá, Gilda passou a marcar presença constantemente em diversas produções brasileiras. Talentosa e carismática, tornou-se um nome indispensável para diversos cineastas.

Neste programa especial, para celebrar a carreira dessa artista tão querida, destacamos alguns de seus trabalhos mais recentes, como: o longa Ivan, de Dani Manzini, e o curta Síndrome da Morte, de Edem Ortegal, ambos em exibição na 44ª edição do Festival Guarnicê de Cinema; Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, premiado em Berlim e em cartaz nos cinemas; SocialMente, de Leandro D’Errico, disponível nas plataformas digitais; e Garota da Moto, spin-off da série televisiva e dirigido por Luis Pinheiro, que estreia nos próximos dias.

Além disso, Gilda falou sobre projetos futuros, entre eles, Chorando Se Foi, de Marcos Ponts; Galeria Futuro, de Fernando Sanches e Afonso Poyart; O Adeus do Comandante, de Sérgio Machado; o novo filme de Diogo Leite; e uma ópera dirigida por Alexandre Dal Farra. Na entrevista, a atriz também relembrou parcerias e filmes que marcaram sua trajetória, como: João Marcos de Almeida, Julia Katharine, Sérgio Silva, o longa De Menor, de Caru Alves de Souza, entre outros.

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Foto: Divulgação/A4 FILMES.

CINEVITOR #396: Entrevista com Thaila Ayala + Marco Ricca | Filme: Lamento

por: Cinevitor
Protagonista: Marco Ricca em cena.

Depois de passar pelos festivais de Brasília, Nashville, Burbank e Cairo, Lamento, filme de estreia dos diretores Diego Lopes e Claudio Bitencourt, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 26/08, com distribuição da Moro Filmes.

Na trama, Elder, interpretado por Marco Ricca, administra o hotel herdado de seu pai. Em suas mãos, o local passou de um resort de luxo para um hotel à beira da falência. Ele é a epítome da pessoa cuja vida foi fácil, mas no auge dos cinquenta anos enfrenta as consequências de uma vida excessiva, com um vício errático em álcool e cocaína. O fracasso de sua vida profissional reflete em seu casamento, que está em ruínas e sem perspectivas de melhoria. No limite de seu equilíbrio emocional, Elder coloca tudo em risco ao enfrentar seus demônios e as consequências de suas decisões.

Figura central dos devaneios de Elder, a garota de programa Letícia, vivida por Thaila Ayala, aparece na vida do protagonista e logo some, misteriosamente. Outro ponto importante em Lamento é o hotel. Mais do que uma locação, o hotel é um personagem dentro da história e por isso de grande importância para a narrativa. Um desafio da produção foi conciliar o orçamento do projeto com o que era viável produzir de fato; a solução foi usar um hotel em operação, que possuía um andar inteiro com a decoração original, e que permitisse ter um ponto de partida nas intervenções necessárias.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Marco Ricca e Thaila Ayala sobre preparação de elenco, caracterização, bastidores, filmagens e expectivas para o lançamento.

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Foto: Nick Maftum.

CINEVITOR #395: Entrevista com Thiessa Woinbackk + Cássio Pereira dos Santos | Valentina

por: Cinevitor
Thiessa Woinbackk em cena: estreia nas telonas.

Depois de passar por diversos festivais nacionais e internacionais, Valentina, de Cássio Pereira dos Santos, dos curtas Marina Não Vai à Praia e A Menina-Espantalho, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 19/08.

O filme conta a história de Valentina, interpretada por Thiessa Woinbackk, uma jovem trans que se muda para o interior de Minas Gerais com a mãe, Márcia, papel de Guta Stresser, para um recomeço. Com receio de ser intimidada na nova escola, a garota busca mais privacidade e tenta se matricular com seu nome social. No entanto, a família enfrenta problemas quando a diretoria da escola, despreparada, começa a exigir a assinatura do pai ausente, vivido por Rômulo Braga, para realizar a matrícula.

O longa traz como protagonista Thiessa Woinbackk, influenciadora digital que começa a legitimar seu espaço como atriz. Thiessa, que faz sua estreia nas telonas em Valentina, ganhou quatro prêmios de atuação por seu trabalho no filme, em festivais como Outfest Los Angeles, Mix Brasil, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e Festival de Seattle

Com produção de Erika Pereira dos Santos, Valentina conta com elenco e equipe, em grande parte, formados por membros da comunidade LGBTQIA+. O projeto conta ainda com trilha original da banda paranaense Tuyo e também com Letícia Franco, Ronaldo Bonafro, Pedro Diniz e João Gott no elenco.

Filmado em Uberlândia e na cidade histórica de Estrela do Sul, em Minas Gerais, o longa foi vencedor de quinze prêmios em festivais do mundo todo, entre eles: Prêmio do Público na 44ª Mostra de São Paulo, Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Kiev, melhor diretor estreante no Festival de Cinema da Índia, entre outros. Além disso, no último Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, venceu em quatro categorias, entre elas, melhor longa brasileiro e Prêmio do Público.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor e com a protagonista, que falaram sobre entrosamento com a equipe, filmagens, temas relevantes, expectativas e estreia nos cinemas em tempos de pandemia.

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Foto: Leonardo Feliciano.

CINEVITOR #394: Entrevista com Mariana Ximenes e Claudia Jouvin | L.O.C.A.

por: Cinevitor
Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor: Mariana Ximenes em cena.

Dirigida por Claudia Jouvin, de Um Homem Só, e produzida por Carolina Jabor, de Aos Teus Olhos e Boa Sorte, a comédia L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor, terá lançamento exclusivo pelo selo Première Telecine a partir do dia 15 de agosto.

O filme conta a história de três mulheres diferentes, mas que ficam amigas em uma reunião da L.O.C.A., Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor. Manuela, Elena e Rebeca são interpretadas por Mariana Ximenes, Debora Lamm e Roberta Rodrigues, respectivamente: três mulheres que vivem grandes paixões, mas não aguentam mais serem chamadas de loucas. As personagens decidem se unir, tomar as rédeas da situação e dar um fim a seus relacionamentos tóxicos.

O elenco conta também com Fabio Assunção, que interpreta Carlos, um professor que se envolve com a jornalista Manuela; Erico Brás como Jorge, que vive um romance com Rebeca; e Luis Miranda, que dá vida ao motorista Edson, marido de Elena.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com a diretora Claudia Jouvin e também com a atriz Mariana Ximenes, em sua décima entrevista para o CINEVITOR.

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Foto: SerendipityInc.

CINEVITOR #393: Entrevistas com Leandro Faria Lelo, Rafael Theophilo e Renata Carvalho | Vento Seco

por: Cinevitor
Nos cinemas: Renata Carvalho em cena.

Depois de passar pelo Festival de Berlim, Queer Lisboa, Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, Olhar de Cinema, Mix Brasil, entre muitos outros, Vento Seco, dirigido por Daniel Nolasco, de Mr. Leather, estreia comercialmente no Brasil nesta quinta-feira, 05/08.

O premiado longa será exibido nas salas de cinema em algumas cidades e também com exclusividade na Sala Maniva, uma nova plataforma digital focada em filmes independentes. Filmado em Goiás, “Vento Seco mostra parte da cultura gay do interior, que foi responsável pela minha formação até minha vida adulta. Realidade na qual os homens do cerrado se olham, se desejam e transam”, explica o diretor.

A história gira em torno de Sandro, interpretado por Leandro Faria Lelo, que tem sua rotina perturbada com a chegada de um forasteiro na cidade. O elenco conta ainda com Renata Carvalho, Allan Jacinto Santana, Rafael Theophilo, Mel Gonçalves, entre outros.

Usando o artificialismo como proposta estética, Vento Seco procura estabelecer um diálogo direto entre alguns elementos do melodrama e do filme erótico, buscando uma reflexão sobre a vida cotidiana dos trabalhadores de uma fábrica de fertilizantes. Além disso, busca levar ao cinema o ambiente pouco representado do interior do centro-oeste brasileiro com todas as suas complexidades.

O longa também se debruça sobre a representação do desejo homoerótico buscando um diálogo com filmes que procuraram pensar uma forma de representação que rompesse com a tentativa de enquadrar os laços homoafetivos, exclusivamente, dentro de códigos estabelecidos por uma cultura que nunca teve como preocupação entender os relacionamentos homoeróticos sobre outro prisma, além daquele estabelecido pela moral vigente.

Exibido em mais de 50 festivais internacionais, Vento Seco rendeu os prêmios de melhor ator para Leandro Faria Lelo no Iris Prize LGBT+ Film Festival e de melhor filme no Festival Chéries-Chéris, na França; entre outros.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais com alguns integrantes do elenco: Leandro Faria LeloRafael Theophilo e Renata Carvalho.

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PARTE 1:
Entrevista com Leandro Faria Lelo e Rafael Theophilo

PARTE 2:
Entrevista com Renata Carvalho

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.

CINEVITOR #392: Entrevistas com Julia Lemmertz + Ismael Caneppele | Música para Quando as Luzes se Apagam

por: Cinevitor
Julia Lemmertz em cena.

Dirigido por Ismael Caneppele, Música para Quando as Luzes se Apagam, que estreia nesta quinta-feira, 22/07, flutua na fina borda entre ficção e realidade.

Uma autora, interpretada por Julia Lemmertz, chega em uma pequena vila no sul do Brasil com a intenção de transformar a vida de Emelyn, papel de Emelyn Fisher, em uma narrativa ficcional. Quanto mais a autora provoca Emelyn com suas câmeras, mais Emelyn se torna Bernardo, um adolescente dividido entre viver o seu desejo e continuar desejando.

O filme, baseado em um livro homônimo do escritor e ator Ismael Caneppele, que assina também a direção e o roteiro, marca sua estreia como diretor de um longa metragem, pelo qual recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; o prêmio de filme mais inovador do Festival Visions du Réel, na Suíça; e o Prêmio Mubi de melhor doc art no Sheffield DocFest, no Reino Unido. Além disso, também foi exibido no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e na Mostra de São Paulo.

Para falar mais sobre o longa, conversamos com a atriz Julia Lemmertz, que falou sobre seu processo criativo, entrosamento com a equipe e bastidores; e com o diretor sobre a ideia, elenco e filmagens.

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Foto: Divulgação/Arthouse.

CINEVITOR #391: Entrevistas com elenco + Tomás Portella | 4×100 – Correndo por um Sonho

por: Cinevitor
Olimpíadas: em busca da medalha.

Dirigido por Tomás Portella, de Isolados e Operações Especiais, 4×100 – Correndo por um Sonho chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 24/06, com distribuição da Imovision.

Na trama, a derrota no revezamento 4×100 durante os jogos no Rio marca para sempre as vidas das atletas. Anos depois, Maria Lúcia, a culpada pela eliminação, segue brilhando no atletismo e na mídia, enquanto Adriana, que trabalhou duro na competição, vive frustrada de pequenas lutas de MMA. Agora, elas têm uma nova chance de reescrever suas histórias. Será que essa dupla conseguirá deixar suas desavenças de lado pelo grupo e provar que o atletismo feminino segue mais forte e unido do que nunca?    

As atrizes Thalita Carauta, Fernanda de Freitas, Roberta Alonso, Priscila Steinman e Cintia Rosa interpretam as atletas que perderam a chance de conquistar uma medalha de ouro no último mundial. Agora, nas Olimpíadas de Tóquio, há chance de redenção. O filme conta ainda com os atores Augusto Madeira e Kauê Telloli no elenco, além de uma participação especial de Zezé Motta.

O roteiro é assinado por Carlos Cortez, Caroline Fioratti, Juliana Soares, L.G. Bayão, Mauro Lima e Tomás Portella; a direção de arte é de Claudio Amaral Peixoto; e a fotografia é de Pedro J. Márquez.

Para falar mais sobre o longa, conversamos com o diretor; com o ator Augusto Madeira, que interpreta o técnico das atletas; e com as atrizes Thalita Carauta, Fernanda de Freitas, Roberta Alonso, Priscila Steinman e Cintia Rosa.

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Foto: Divulgação/Imovision.

CINEVITOR #390: Entrevistas com Dira Paes, Eduardo Moscovis, Carol Castro e Danielle Winits | Veneza

por: Cinevitor
Dira Paes e Danielle Winits em cena.

Dirigido por Miguel Falabella, Veneza, que teve sua estreia adiada por conta da pandemia de Covid-19, chega os cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 17/06, com distribuição da Imagem Filmes.

No filme, a estrela espanhola Carmen Maura, musa do cineasta Pedro Almodóvar, interpreta Gringa, uma cafetina cega e obcecada pela ideia de conhecer a famosa cidade flutuante e reencontrar nas terras e águas italianas a grande paixão de sua vida. Dira Paes, Eduardo Moscovis, Carol Castro, Caio Manhente e Danielle Winits compõem o elenco principal de Veneza, que faz uma ode às mulheres latino-americanas, com participações da argentina Georgina Barbarossa, da uruguaia Camila Vives e da colombiana Carolina Virgüez.

O longa propõe reflexões sobre o significado de família e mostra o dia a dia do bordel de Gringa, onde, ao mesmo tempo em que lidam com frustrações, dificuldades e prazeres, as mulheres se unem para tentar, de alguma forma, realizar o último pedido daquela que as acolheu quando mais precisaram. Em tom de realismo fantástico, o filme é baseado na premiada peça teatral Venecia, do autor argentino Jorge Accame, adaptada pelo próprio Falabella para os palcos brasileiros no início dos anos 2000.

Produzido por Júlio Uchoa e filmado em Montevidéu, no Uruguai, e em Veneza, na Itália, o longa foi premiado com os kikitos de melhor direção de arte para Tulé Peake e melhor atriz coadjuvante para Carol Castro no Festival de Gramado e recebeu quatro troféus no LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, entre eles, melhor direção de fotografia para Gustavo Hadba e melhor ator para Eduardo Moscovis; além disso, foi premiado como melhor roteiro no Festival de Cinema Brasileiro de Miami.

Para falar mais sobre Veneza, conversamos com os atores Eduardo Moscovis, Dira Paes, Danielle Winits e Carol Castro. Aperte o play e confira:

Foto: Mariana Vianna.

CINEVITOR #389: Entrevista com Lírio Ferreira | Acqua Movie

por: Cinevitor
Alessandra Negrini e Lírio Ferreira nos bastidores.

Rodado em São Paulo, Recife e interior de Pernambuco, Acqua Movie, sexto longa de Lírio Ferreira, de Baile Perfumado, Árido Movie e Sangue Azul, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 10/06. A trama apresenta, em um road movie, a paisagem nordestina alterada pela transposição do Rio São Francisco e mostra a forte presença do coronelismo no país. 

A história está centrada na relação entre uma mãe, vivida por Alessandra Negrini, e Cícero, seu filho adolescente, papel de Antonio Haddad. Cícero encontra seu pai Jonas, interpretado por Guilherme Weber, mesmo personagem de Árido Movie, morto no banheiro de casa, vitimado por um infarto fulminante. Duda está na floresta amazônica realizando um documentário sobre a demarcação de terras indígenas. Mãe e filho partem de carro de São Paulo a fim de resgatar o afeto mútuo e deixar as cinzas de Jonas na cidade onde ele nascera, no interior de Pernambuco.

Misto de aventura e investigação, o longa flerta com o gênero documentário e apresenta um cinema inquieto, reenquadrando a premissa de que o mundo convive com a falta de solidariedade e com o excesso de informação. O elenco conta também com Augusto Madeira, Aury Porto, Catarina Dee Jah, Edgar Navarro, Marcélia Cartaxo, Zezita Matos, Sérgio Mamberti, entre outros.

Com roteiro de Lírio Ferreira, Marcelo Gomes e Paulo Caldas, o longa foi premiado no Festival do Rio (melhor ator coadjuvante para Augusto Madeira) e no LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, com cinco prêmios, entre eles, melhor fotografia para Gustavo Hadba. Também foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Circuito Penedo de Cinema e Mostra Ecofalante.

Para falar mais sobre Acqua Movie, conversamos com o diretor sobre a ideia do filme, elenco, bastidores, Árido Movie e cinema em tempos de pandemia.

Aperte o play e confira:

Foto: Barbara Cunha.