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American Society of Cinematographers anuncia indicados ao 33º ASC Awards

por: Cinevitor

guerrafriaindicadoascTomasz Kot em Guerra Fria, de Pawel Pawlikowski.

Fundada em 1919, a American Society of Cinematographers é uma organização, e não um sindicato, que reúne diretores de fotografia com a intenção de discutir técnicas e promover o cinema como uma forma de arte. Desde 1986 realiza um prêmio anual, o American Society of Cinematographers Awards, que elege a melhor direção de fotografia em TV e cinema.

Neste ano, o brasileiro Adriano Goldman se destaca, mais uma vez, entre os indicados. Ele aparece na categoria de melhor fotografia em um episódio de uma série não comercial por Beryl, do seriado The Crown, da Netflix. No ano passado, Goldman foi premiado nesta mesma categoria.

O diretor de fotografia Robert Richardson, premiado três vezes no Oscar (pelos filmes: JFK: A Pergunta que Não Quer Calar, O Aviador e A Invenção de Hugo Cabret), receberá o ASC Lifetime Achievement Award pelo conjunto de sua obra. O fotógrafo Jeffrey Jur será homenageado com o Career Achievement in Television Award. Além disso, há também o Prêmio Spotlight, criado para reconhecer a excepcional fotografia em longas-metragens que foram exibidos em poucos cinemas ou em festivais internacionais.

Os vencedores serão revelados no dia 9 de fevereiro em uma cerimônia que celebrará o centenário da American Society of Cinematographers.

Conheça os indicados ao 33º ASC Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FOTOGRAFIA EM LONGA-METRAGEM:
A Favorita, por Robbie Ryan
Guerra Fria, por Łukasz Żal
Nasce uma Estrela, por Matthew Libatique
O Primeiro Homem, por Linus Sandgren
Roma, por Alfonso Cuarón

PRÊMIO SPOTLIGHT:
Domando o Destino, por Joshua James Richards
Girl, por Frank van den Eeden
Namme, por Giorgi Shvelidze

Foto: Łukasz Żal.

Sai de Baixo – O Filme, com Miguel Falabella e Marisa Orth, ganha trailer

por: Cinevitor

saidebaixotrailerCala a boca, Magda!: bordão que entrou para a história da TV.

Baseado no clássico seriado da televisão brasileira que conquistou o público no horário nobre das noites de domingo na TV Globo, Sai de Baixo – O Filme chega aos cinemas no dia 21 de fevereiro. Dirigido por Cris D’Amato, de S.O.S. Mulheres ao Mar e É Fada!, o longa é produzido por Daniel Filho, idealizador da sitcom, e mantém os integrantes de uma família de classe média paulista, sua empregada doméstica e o porteiro do prédio.

Os personagens icônicos como Caco Antibes, Magda e Ribamar, interpretados por Miguel Falabella, Marisa Orth e Tom Cavalcante, respectivamente, estão de volta, assim como Aracy Balabanian, sucesso como a Cassandra, e Luis Gustavo como Vavá. O longa conta ainda com novos personagens que vão aumentar a bagunça. O personagem Caquinho, filho de Caco e Magda, que nasceu na temporada de 1999, já está um jovem adulto, interpretado por Rafael Canedo. Também estão no elenco nomes como Lucio Mauro Filho, Katiuscia Canoro e Castrinho.

As diaristas, que sempre fizeram sucesso no seriado, não poderiam ficar de fora. A série já contou com a participação de Claudia Jimenez, como Edileuza; Ilana Kaplan, como Lucinete; Marcia Cabrita, como Neide Aparecida; e Claudia Rodrigues, como Sirene. Para o longa-metragem, o destaque será a atriz Cacau Protásio, como Cibalena, trazendo de volta o espírito mal-humorado e confrontador das quatro personagens anteriores.

Confira o trailer de Sai de Baixo – O Filme:

Foto: Mariana Vianna.

Conheça os indicados ao 23º Art Directors Guild Awards

por: Cinevitor

podresricosadgindicadosJasmine Chen em Podres de Ricos, de Jon M. Chu.

Fundada em 1937, a Art Directors Guild (ADG, IATSE Local 800) reúne mais de 2.500 membros do mundo todo, principalmente americanos e canadenses, que trabalham como designers de produção, diretores de arte, cenógrafos, ilustradores, modeladores, assistentes de arte, entre outros.

Em 1996, foi realizado o primeiro ADG Awards, prêmio anual de excelência em design de produção no cinema, na TV e no teatro. Ao longo dos anos, filmes consagrados pela associação também receberam o Oscar nesta categoria, como: O Paciente Inglês, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, O Curioso Caso de Benjamin Button, O Grande Hotel Budapeste, Mad Max: Estrada da Fúria, La La Land: Cantando Estações e, o mais recente, A Forma da Água.

Os vencedores serão anunciados no dia 2 de fevereiro, em Hollywood. Conheça os indicados ao 23º Annual Excellence in Production Design Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ÉPOCA:
A Balada de Buster Scruggs, por Jess Gonchor
A Favorita, por Fiona Crombie
Bohemian Rhapsody, por Aaron Haye
O Primeiro Homem, por Nathan Crowley
Roma, por Eugenio Caballero

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE FANTASIA:
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, por Stuart Craig
Jogador N°1, por Adam Stockhausen
O Mistério do Relógio na Parede, por Jon Hutman
O Retorno de Mary Poppins, por John Myhre
Pantera Negra, por Hannah Beachler

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME CONTEMPORÂNEO:
Bem-vindos a Marwen, por Stefan Dechant
Missão: Impossível – Efeito Fallout, por Peter Wenham
Nasce uma Estrela, por Karen Murphy
Podres de Ricos, por Nelson Coates
Um Lugar Silencioso, por Jeffrey Beecroft

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ANIMAÇÃO:
Homem-Aranha no Aranhaverso, por Justin K Thompson
Ilha dos Cachorros, por Paul Harrod e Adam Stockhausen
O Grinch, por Colin Stimpson
Os Incríveis 2, por Ralph Eggleston
WiFi Ralph: Quebrando a Internet, por Cory Loftis

Foto: Sanja Bucko/Warner Bros. Pictures.

American Cinema Editors: conheça os indicados ao 69º Eddie Awards

por: Cinevitor

viceindicadoeddieAmy Adams e Christian Bale em Vice.

Com o objetivo de discutir e promover a arte criativa do trabalho dos editores, em 1951 foi criada a American Cinema Editors, sociedade formada por diversos nomes renomados da área, que hoje conta com mais de 800 membros.

Inicialmente, era realizado um jantar de gala para celebrar os profissionais indicados na categoria de melhor edição do Oscar. Em 1962, os integrantes da ACE decidiram criar o Eddie Awards, prêmio que elege, em votação realizada pelos membros da sociedade, os melhores editores da indústria televisiva e cinematográfica. Em sua primeira edição, Philip W. Anderson foi premiado por seu trabalho na comédia O Grande Amor de Nossas Vidas, de David Swift.

Considerado uma prévia do Oscar, os vencedores do Eddie Awards coincidiram, diversas vezes, com os premiados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, como: Mary Poppins, A Noviça Rebelde, Touro Indomável, A Lista de Schindler, Titanic, Chicago, Guerra ao Terror, Dunkirk, entre outros.

Os vencedores de 2019 serão anunciados no dia 1 de fevereiro. Conheça os indicados ao 69º ACE Eddie Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO | DRAMA:
Bohemian Rhapsody, por John Ottman
Infiltrado na Klan, por Barry Alexander Brown
Nasce uma Estrela, por Jay Cassidy
O Primeiro Homem, por Tom Cross
Roma, por Alfonso Cuarón e Adam Gough

MELHOR EDIÇÃO | COMÉDIA:
A Favorita, por Yorgos Mavropsaridis
Deadpool 2, por Dirk Westervelt, Craig Alpert e Elísabet Ronaldsdottir
Green Book: O Guia, por Patrick J. Don Vito
Podres de Ricos, por Myron Kerstein
Vice, por Hank Corwin

MELHOR EDIÇÃO | ANIMAÇÃO:
Homem-Aranha no Aranhaverso, por Robert Fisher, Jr.
Ilha dos Cachorros, por Andrew Weisblum, Ralph Foster e Edward Bursch
Os Incríveis 2, por Stephen Schaffer

MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO:
Free Solo, por Bob Eisenhardt
RBG, por Carla Gutierrez
Três Estranhos Idênticos, por Michael Harte
Won’t You Be My Neighbor?, por Jeff Malmberg e Aaron Wickenden

MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO | SMALL SCREEN:
A Final Cut for Orson: 40 Years in the Making, por Martin Singer
Robin Williams: Come Inside My Mind, por Greg Finton e Poppy Das
The Zen Diaries of Garry Shandling, por Joe Beshenkovsky
Wild Wild Country, Part 3, por Neil Meiklejohn

Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

Globo de Ouro 2019: conheça os vencedores

por: Cinevitor

glennvencegloboouroGlenn Close, por A Esposa: melhor atriz em drama.

Foram anunciados neste domingo, 06/01, os vencedores do 76º Globo de Ouro, prêmio que elege os melhores da TV e do cinema segundo a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA).

Dirigido por Bryan Singer, Bohemian Rhapsody, que conta a história da banda Queen e de seu vocalista Freddie Mercury, se consagrou como o grande campeão da noite com o prêmio de melhor filme dramático. Além disso, rendeu a estatueta de melhor ator em drama para Rami Malek.

A cerimônia, apresentada pelos atores Andy Samberg e Sandra Oh, contou com participações ilustres de diversas personalidades, como: Jessica Chastain, Sam Rockwell, Chadwick Boseman, Saoirse Ronan, Octavia Spencer, Lupita Nyong’o, Nicole Kidman, Julianne Moore, Emma Stone, Harrison Ford, Halle Berry, Lena Waithe, Idris Elba, Jamie Lee Curtis, Bill Murray, Amber Heard, Anne Hathaway, entre outras.

Além disso, a noite contou também com uma homenagem ao ator Jeff Bridges, que recebeu o Prêmio Cecil B. DeMille. Neste ano, um novo prêmio foi criado pela HFPA, o Carol Burnett Award, que será entregue, a partir desta edição, para uma personalidade da TV que se destacou ao longo de sua carreira. Carol Burnett, premiada cinco vezes na história do Globo de Ouro e que leva o nome do prêmio, foi a primeira homenageada.

Conheça os vencedores do Globo de Ouro 2019 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME | DRAMA:
Bohemian Rhapsody

MELHOR FILME | COMÉDIA/MUSICAL:
Green Book: O Guia

MELHOR ATOR | DRAMA:
Rami Malek, por Bohemian Rhapsody

MELHOR ATRIZ | DRAMA:
Glenn Close, por A Esposa

MELHOR ATOR | COMÉDIA/MUSICAL:
Christian Bale, por Vice

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA/MUSICAL:
Olivia Colman, por A Favorita

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Mahershala Ali, por Green Book: O Guia

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Regina King, por Se a Rua Beale Falasse

MELHOR DIREÇÃO:
Alfonso Cuarón, por Roma

MELHOR ROTEIRO:
Green Book: O Guia, escrito por Nick Vallelonga, Brian Hayes Currie e Peter Farrelly

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA:
Roma, de Alfonso Cuarón (México)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO:
Homem-Aranha no Aranhaverso

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
O Primeiro Homem, por Justin Hurwitz

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
Shallow, interpretada por Bradley Cooper e Lady Gaga (Nasce uma Estrela)

Foto: Divulgação/Getty Images.

National Society of Film Critics anuncia os melhores de 2018

por: Cinevitor

emchamasnationalAh-in Yoo e Steven Yeun em cena de Em Chamas, de Lee Chang-dong.

Fundada em 1966, a National Society of Film Critics é formada por 60 importantes críticos americanos e o seu prêmio anual, que elege os melhores da sétima arte, é considerado um dos mais prestigiados da indústria cinematográfica.

Entre os premiados, ao longo dos anos, destacam-se: Blow-Up – Depois Daquele Beijo, de Michelangelo Antonioni; Persona, de Ingmar Bergman; O Discreto Charme da Burguesia, de Luis Buñuel; Veludo Azul, de David Lynch; Babe, o Porquinho Atrapalhado, de Chris Noonan; O Pianista, de Roman Polanski; O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro; entre outros. No ano passado, a comédia dramática Lady Bird – A Hora de Voar, dirigida por Greta Gerwig, foi a grande vencedora.

Neste ano, o drama Domando o Destino, no original The Rider, dirigido pela cineasta Chloé Zhao, levou o prêmio de melhor filme da 53ª edição. Protagonizado por Brady Jandreau, o longa conta a história de um jovem caubói que, depois de sofrer um ferimento na cabeça quase fatal, resolve buscar por uma nova identidade e passa a refletir sobre como viver em seu país.

Confira a lista com os melhores de 2018 segundo a National Society of Film Critics Award:

MELHOR FILME:
Domando o Destino
2º: Roma
3º: Em Chamas

MELHOR DIREÇÃO:
Alfonso Cuarón, por Roma
2º: Lee Chang-dong, por Em Chamas e Chloé Zhao, por Domando o Destino

MELHOR ATOR:
Ethan Hawke, por First Reformed
2º: Willem Dafoe, por No Portal da Eternidade
3º: Ben Foster, por Sem Rastros e John C. Reilly, por The Sisters Brothers e Stan & Ollie

MELHOR ATRIZ:
Olivia Colman, por A Favorita
2º: Regina Hall, por Support the Girls
3º: Melissa McCarthy, por Poderia Me Perdoar?

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Steven Yeun, por Em Chamas
2º: Richard E. Grant, por Poderia Me Perdoar?
3º: Brian Tyree Henry, por Se a Rua Beale Falasse, As Viúvas e Homem-Aranha no Aranhaverso

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Regina King, por Se a Rua Beale Falasse
2º: Elizabeth Debicki, por As Viúvas
3º: Emma Stone, por A Favorita

MELHOR ROTEIRO:
A Morte de Stalin, escrito por Armando Iannucci, David Schneider e Ian Martin
2º: Poderia Me Perdoar?, escrito por Nicole Holofcener e Jeff Whitty
3º: A Favorita, escrito por Deborah Davis e Tony McNamara

MELHOR FOTOGRAFIA:
Roma, por Alfonso Cuarón
2º: Se a Rua Beale Falasse, por James Laxton
3º: Guerra Fria, por Lukasz Zal

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Roma, de Alfonso Cuarón (México)
2º: Guerra Fria, de Pawel Pawlikowski (Polônia)
3º: Em Chamas, de Lee Chang-dong (Coreia do Sul) e Assunto de Família, de Hirokazu Kore-eda (Japão)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Minding the Gap, de Bing Liu
2º: Shirkers, de Sandi Tan
3º: Amazing Grace, de Sydney Pollack

FILM HERITAGE AWARD:
– Para a equipe de produtores, editores, restauradores, técnicos e cineastas que trabalharam por décadas para levar O Outro Lado do Vento, de Orson Welles, à perfeição para uma nova geração de amantes do cinema.
– Ao Museu de Arte Moderna por restaurar o filme Rosita (1923), de Ernst Lubitsch e estrelado por Mary Pickford.

MENÇÃO ESPECIAL: para o filme A Family Tour, dirigido por Liang Ying, à espera de uma distribuidora americana.

Foto: Divulgação.

PGA Awards 2019: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato dos Produtores

por: Cinevitor

infiltradopga2019John David Washington em Infiltrado na Klan, de Spike Lee.

O Sindicato dos Produtores da América (Producers Guild of America) conta com mais de 8.200 membros e realiza, desde 1990, uma premiação anual, conhecida como PGA Awards (Producers Guild Awards), que elege os melhores da TV e do cinema.

Considerado uma prévia do Oscar, geralmente seus vencedores coincidem com os premiados pela Academia na categoria de melhor filme. Ao longo de 29 edições, 20 vencedores do PGA Awards também levaram a estatueta dourada, incluindo A Forma da Água, de Guillermo del Toro, grande campeão do ano passado. Porém, em anos anteriores o resultado foi diferente: Spotlight: Segredos Revelados e Moonlight: Sob a Luz do Luar levaram o Oscar de melhor filme, mas perderam para A Grande Aposta e La La Land: Cantando Estações, respectivamente, no Producers Guild Awards.

Além disso, o evento também destaca importantes nomes da indústria com prêmios especiais. Neste ano, os produtores Toby Emmerich, Kenya Barris e Amy Sherman-Palladino serão homenageados na cerimônia, que acontecerá no dia 19 de janeiro, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles.

A atriz americana Jane Fonda receberá o Prêmio Stanley Kramer, que foi criado em 2002 para honrar uma produção, um produtor ou personalidade cuja realização ou contribuição ilumina e aumenta a conscientização pública de importantes questões sociais. Fonda será homenageada por seu ativismo vitalício e seu trabalho filantrópico.

Conheça os indicados ao PGA Awards 2019 nas categorias de cinema:

LONGA-METRAGEM | PRÊMIO DARRYL F. ZANUCK:
A Favorita, por Ceci Dempsey, Ed Guiney, Lee Magiday e Yorgos Lanthimos
Bohemian Rhapsody, por Graham King
Green Book: O Guia, por Jim Burke, Charles B. Wessler, Brian Currie, Peter Farrelly e Nick Vallelonga
Infiltrado na Klan, por Sean McKittrick, Jason Blum, Raymond Mansfield, Jordan Peele e Spike Lee
Nasce uma Estrela, por Bill Gerber, Bradley Cooper e Lynette Howell Taylor
Pantera Negra, por Kevin Feige
Podres de Ricos, por Nina Jacobson & Brad Simpson e John Penotti
Roma, por Gabriela Rodríguez e Alfonso Cuarón
Um Lugar Silencioso, por Michael Bay, Andrew Form e Brad Fuller
Vice, por Dede Gardner, Jeremy Kleiner, Kevin Messick e Adam McKay

LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Homem-Aranha no Aranhaverso, por Avi Arad, Phil Lord & Christopher Miller, Amy Pascal e Christina Steinberg
Ilha dos Cachorros (em processo de elegibilidade do produtor)
O Grinch, por Chris Meledandri e Janet Healy
Os Incríveis 2, por John Walker e Nicole Grindle
WiFi Ralph: Quebrando a Internet, por Clark Spencer

LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Free Solo, por Elizabeth Chai Vasarhelyi, Jimmy Chin, Evan Hayes e Shannon Dill
Hal, por Christine Beebe, Jonathan Lynch e Brian Morrow
Into the Okavango, por Neil Gelinas
RBG, por Betsy West e Julie Cohen
The Dawn Wall, por Josh Lowell, Peter Mortimer e Philipp Manderla
Três Estranhos Idênticos, por Becky Read e Grace Hughes-Hallett
Won’t You Be My Neighbor?, por Morgan Neville, Nicholas Ma e Caryn Capotosto

Foto: Divulgação/Focus Features.

Com Lupita Nyong’o e Elisabeth Moss, Nós, novo filme de Jordan Peele, ganha trailer

por: Cinevitor

lupitatrailernosLupita Nyong’o em cena: pesadelo nas telonas!

Depois do premiado Corra!, Jordan Peele, vencedor do Oscar de melhor roteiro original, retorna aos cinemas com Nós, no original Us, um novo e provocativo longa com Lupita Nyong’o e Elisabeth Moss no elenco.

Situado nos dias atuais, o filme apresenta a história de Adelaide Wilson, mãe de família que viaja com o marido e os filhos para a casa de verão onde passou boa parte de sua infância. A viagem, planejada para ser um descanso, subitamente se transforma em um pesadelo quando um trauma inexplicável volta a assombrar Adelaide. Ao cair da escuridão, os Wilson terão que enfrentar o mais terrível e improvável adversário: eles mesmos.

O elenco do suspense conta também com Anna Diop, Winston Duke, Tim Heidecker, Yahya Abdul-Mateen II, Evan Alex, Shahadi Wright Joseph, Madison Curry, Cali Sheldon e Noelle Sheldon.

Confira o trailer de Nós, que chega aos cinemas no dia 21 de março:

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

23º Satellite Awards: conheça os vencedores

por: Cinevitor

glennclosesatelliteGlenn Close: premiada por sua atuação em A Esposa, de Björn Runge.

Fundada em 1996, a International Press Academy é uma associação de mídia de entretenimento com membros votantes do mundo todo que atuam em jornais, TV, rádio, blogs e novas plataformas de mais de vinte países.

Com a intenção de honrar as excelências artísticas dos filmes, seriados, rádio e novas mídias, a IPA criou o Satellite Awards, antes conhecido como The Golden Satellite Awards, prêmio que elege os melhores da indústria do entretenimento em categorias diversas.

Neste ano, em sua 23ª edição, o drama Roma, dirigido por Alfonso Cuarón, se consagrou como o grande vencedor em quatro categorias, entre elas, a de melhor filme estrangeiro. A Favorita, de Yorgos Lanthimos, aparece na sequência com três prêmios.

Conheça os vencedores do Satellite Awards 2018, que já foram anunciados, mas só receberão os troféus no dia 22 de fevereiro, em uma cerimônia realizada em Hollywood:

MELHOR FILME | DRAMA:
Se a Rua Beale Falasse, de Barry Jenkins

MELHOR FILME | INDEPENDENTE:
Infiltrado na Klan, de Spike Lee

MELHOR FILME | COMÉDIA OU MUSICAL:
Nasce uma Estrela, de Bradley Cooper

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Roma, de Alfonso Cuarón (México)

MELHOR ANIMAÇÃO:
Ilha dos Cachorros, de Wes Anderson

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Minding the Gap, de Bing Liu

MELHOR FILME FEITO PARA TV:
O Conto, de Jennifer Fox (HBO)

MELHOR DIREÇÃO:
Alfonso Cuarón, por Roma

MELHOR ATRIZ | DRAMA
Glenn Close, por A Esposa

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Regina King, por Se a Rua Beale Falasse

MELHOR ATOR | DRAMA:
Willem Dafoe, por No Portal da Eternidade

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Richard E. Grant, por Poderia Me Perdoar?

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA OU MUSICAL:
Olivia Colman, por A Favorita

MELHOR ATOR | COMÉDIA OU MUSICAL:
Rami Malek, por Bohemian Rhapsody

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Roma, escrito por Alfonso Cuarón

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Poderia Me Perdoar?, escrito por Nicole Holofcener e Jeff Whitty

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE E DESIGN DE PRODUÇÃO:
O Retorno de Mary Poppins

MELHOR FOTOGRAFIA:
Nasce uma Estrela, por Matthew Libatique

MELHOR FIGURINO:
A Favorita, por Sandy Powell

MELHOR EDIÇÃO:
Roma, por Alfonso Cuarón e Adam Gough

MELHOR TRILHA SONORA:
O Primeiro Homem, por Justin Hurwitz

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
Shallow, por Lady Gaga e Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)

MELHOR SOM | EDIÇÃO E MIXAGEM:
Um Lugar Silencioso

MELHORES EFEITOS VISUAIS:
Pantera Negra

MELHOR ELENCO | FILME:
A Favorita

MELHOR PRIMEIRO FILME:
O Príncipe Feliz (The Happy Prince), de Rupert Everett

PRÊMIO AUTEUR:
Ryan Coogler

PRÊMIO NIKOLA TESLA:
Kevin Baillie

Foto: Divulgação.

De Pernas Pro Ar 3, com Ingrid Guimarães, ganha trailer

por: Cinevitor

depernasar3trailerIngrid Guimarães nos braços de Cauã Reymond na comédia.

O aguardado De Pernas Pro Ar 3, terceiro filme da franquia estrelada por Ingrid Guimarães no papel da workaholic Alice Segretto, empresária de sucesso no ramo de Sex Shop, estreia dia 11 de abril de 2019 e acaba de ganhar seu primeiro trailer. A produção, que nos outros dois filmes levou mais de 8 milhões de espectadores aos cinemas, agora é dirigida por Julia Rezende.

A grande surpresa revelada no vídeo é a participação especial de Cauã Reymond, que vive cenas tórridas com a personagem de Ingrid através dos óculos de realidade virtual. Na história, depois de conquistar NY, a marca Sexy Delícia é um sucesso internacional e agora aterrissa em Paris. Mas Alice decide se aposentar, passar o comando da empresa para sua mãe, Marion, vivida por Denise Weinberg, e ficar mais perto dos filhos e do marido, João, papel de Bruno Garcia.

O que ela não esperava é que fosse surgir uma concorrente à altura, Leona, interpretada por Samya Pascotto­­­, com uma invenção tecnológica capaz de revolucionar o mercado e, pior, roubar o coração de seu filho, Paulinho, papel de Eduardo Mello. Alice se desdobra para não perder seu posto e, de quebra, tenta recompensar a filha caçula, Clarinha, vivida por Duda Batista, pela ausência.

Rodado no Rio e em Paris, De Pernas Pro Ar 3 tem roteiro de Marcelo Saback, René Belmonte e Ingrid Guimarães, com produção de Mariza Leão, coprodução da Globo Filmes e do Telecine e distribuição da Paris Filmes/Downtown Filmes.

Confira o trailer:

Foto: Desirée do Valle.

Especial: os 15 melhores filmes brasileiros de 2018

por: Cinevitor

top15brasil2018cinevitorO Brasil nas telonas em 2018: destaques do cinema nacional.

Em 2017, segundo publicação da ANCINE, Agência Nacional do Cinema, o Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro apresentou uma redução do público em salas de cinema em relação ao ano anterior. Já a renda bruta auferida nas salas, em valores absolutos, teve um aumento de 4,6%.

Foram lançados 160 títulos, um número recorde entre produções brasileiras dentro da série histórica de 2009 até 2017. Esses títulos venderam mais de 17 milhões de ingressos, o que representa uma participação de público de 9,6%. Os dados deste ano ainda não foram divulgados, mas tudo indica que o cinema nacional encerrará 2018 com mais de 140 filmes lançados.

Neste ano, o cinema passou por grandes transformações; no Brasil e ao redor do mundo. Foi um ano marcado por protestos, manifestações, representatividade, diversidade de gêneros, amadurecimento, ascensão de novos talentos, a força do streaming, olhares diversos sobre diferentes culturas e nações. E tudo isso retratado, na maioria das vezes, com qualidade nas telonas.

Por aqui, filmes de todos os cantos do país ganharam destaque nas bilheterias, nas plataformas digitais e também em festivais internacionais e nacionais. A diversidade cultural brasileira impressa em longas e curtas-metragens representaram genuinamente cada pedaço do país, com diversos costumes, sotaques e tradições. Mesmo com tantas novas histórias e opções variadas de filmes nacionais, a luta para se manter em cartaz ainda é um trabalho árduo. A competição com blockbusters, que tomam conta das salas, é desgastante, visto que vários fatores contribuem para tal, como: distribuição, valores, número de salas, estratégia de marketing, entre outros. É preciso mudar essa situação com urgência!

Em 2018, no geral, percebemos que as populares comédias perderam um pouco de força e público; novos talentos surgiram para os espectadores; cinebiografias ficaram um pouco de lado, mas apareceram com qualidade; atores esbanjaram talento e foram premiados mundo afora; a participação brasileira em festivais internacionais ganhou força; realizadores lutaram por reconhecimento, principalmente em relação aos curtas-metragens; e tudo indica que estamos, naturalmente, criando uma nova identidade para o nosso cinema; seja por conta da vontade de mostrar quem somos (na comédia, no terror, no romance, no drama, no documentário) ou por necessidade de retratar situações conturbadas que veem rondando o Brasil em todas as áreas. Não faltou coragem para nossos cineastas. Ainda bem, pois isso enriquece ainda mais o mercado audiovisual brasileiro.

É preciso valorizar cada vez mais nossas produções, nossos profissionais e o empenho de todos que se esforçam para contar uma história brasileira nas telonas. Não é fácil, mas estamos no caminho certo. Nosso cinema é reconhecido, premiado, referência para muitos e nos enche de orgulho. Por aqui, vemos todos os gêneros, atores e diretores dos mais talentosos, sucessos de bilheteria, fracassos, vitórias, equipes que se entregam de corpo e alma, profissionais competentes e o melhor: nossa cultura retratada nas telonas com amor. Fazer cinema no Brasil é vitória! Estamos aqui para construir identidade, contar histórias e levar a sétima arte para todos os cantos. Existimos, resistimos e não desistiremos de mostrar nosso cinema para o maior número de espectadores possíveis.

Sendo assim, para encerrar o ano com chave de ouro, fizemos uma lista com os melhores longas-metragens brasileiros de 2018 que estrearam este ano em circuito comercial. Confira:

15º: ALGUMA COISA ASSIM
Dirigido por Esmir Filho e Mariana Bastos

15algumacoisa

Desenvolvido a partir do curta-metragem homônimo premiado em Cannes, em 2006, Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho e Mariana Bastos, acompanha três momentos-chave da vida dos personagens Mari, interpretada por Caroline Abras, e Caio, vivido por André Antunes. Os diretores reuniram-se em 2013 com o objetivo de dar sequência à história, captando o reencontro dos personagens, vividos pelos mesmos atores, em São Paulo e, posteriormente, num novo momento, em Berlim, em 2016. O resultado dos três encontros ao longo de uma década é o longa-metragem que mergulha na transformação da relação entre os dois através dos tempos e propõe uma reflexão sobre temas atuais, como sexualidade, rótulos, aborto e novas formas de família. Alguma Coisa Assim teve sua estreia no Festival do Rio do ano passado, onde saiu premiado como melhor montagem; e foi vencedor de dois Coelhos de Prata no Festival Mix Brasil: melhor roteiro e melhor interpretação para Caroline Abras. Depois foi exibido nos festivais de Guadalajara, Outshine Film Festival e Portland Film Festival, entre outros.

EXTRAS: entrevistas com diretores e elenco + matéria especial no Festival do Rio + entrevista com diretores no Mix Brasil + entrevista com diretores e elenco no Festival do Rio.

14º: TODAS AS CANÇÕES DE AMOR
Dirigido por Joana Mariani

14todasascancoes

Dois casais, dois momentos opostos de uma relação. Um começo, um fim. Quando Ana e Chico, recém-casados, se mudam para o novo apartamento, encontram uma fita cassete que Clarice gravou para Daniel, os ex-moradores, no momento em que os dois viviam uma separação. Essas histórias, separadas pelo tempo mas unidas pelo espaço e pela música, são narradas em Todas as Canções de Amor, filme de estreia de Joana Mariani na ficção. Vencedor do Prêmio da Crítica de melhor filme brasileiro na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o longa traz no elenco Marina Ruy Barbosa, Bruno Gagliasso, Julio Andrade e Luiza Mariani. Com direção musical de Maria Gadú, a trilha passeia por músicas populares de gêneros diversos, com participações especiais de Gilberto Gil e Maria Bethânia, além de nomes da nova geração da música brasileira, como Iza, Liniker e Nina Maia.

EXTRA: entrevistas com a diretora e com o elenco: Marina Ruy Barbosa, Bruno Gagliasso e Luiza Mariani.

13º: CANASTRA SUJA
Dirigido por Caio Sóh

13canastrasuja

Exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Canastra Suja gira em torno do drama de uma família simples que enfrenta diversos conflitos. Durante a trama, o conceito familiar desaba aos poucos. Com temas desenvolvidos com muita naturalidade e sabedoria, o longa foi eleito o melhor filme do LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, no ano passado, e venceu em outras três categorias: melhor ator para Marco Ricca, melhor direção e melhor ator coadjuvante para Pedro Nercessian. Com trilha sonora assinada por Maria Gadú e fotografia de Azul Serra, Canastra Suja conta também com Adriana Esteves, Bianca Bin, Cacá Ottoni, David Junior, João Vancini, Milhem Cortaz, Remo Rocha e Emilio Orciollo Netto no elenco.

12º: LEGALIZE JÁ – AMIZADE NUNCA MORRE
Dirigido por Johnny Araujo e Gustavo Bonafé

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Com canções de denúncia social e resistência, os amigos Skunk e Marcelo, atualmente conhecido como Marcelo D2, deram os primeiros passos com a banda Planet Hemp. A relação de ambos é tema de Legalize Já – Amizade Nunca Morre. Interpretado por Ícaro Silva, Skunk é um artista que sonha em ganhar a vida com o seu talento, enquanto Marcelo, vivido por Renato Góes, trabalha como camelô e não reconhece o potencial que tem como compositor e cantor. A cinebiografia conquistou o prêmio de melhor ficção brasileira segundo o público da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e também o de melhor longa-metragem pelo Júri Popular e melhor roteiro no 12º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, além de ter participado do Festival do Rio no ano passado. O cantor Marcelo D2 participou desde o início do projeto, que durou nove anos, e assina o argumento do filme junto com Johnny Araujo, além de ser um dos responsáveis pela trilha sonora. Com roteiro de Felipe Braga, o longa conta também com Ernesto Alterio, Marina Provenzzano, Stepan Nercessian, Rafaela Mandelli e Shirley Cruz no elenco.

EXTRA: entrevistas com os diretores e com os atores Ícaro Silva e Renato Góes.

11º: O SEGREDO DE DAVI
Dirigido por Diego Freitas

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Escrito e dirigido por Diego Freitas, O Segredo de Davi mostra Nicolas Prattes no papel de um anti-herói cheio de mistérios, em uma trama focada em um jovem universitário que se transforma em um famoso serial killer. Na história, Davi é um tímido estudante de cinema que esconde um passado sombrio. Ao visitar sua vizinha Maria, um instinto esquecido vem à tona e Davi comete o seu primeiro assassinato. Na manhã seguinte, para surpresa de Davi, Maria reaparece em seu apartamento e passa a influenciar o garoto a seguir numa jornada de crimes que revelarão sua verdadeira natureza: a de um serial killer. O longa foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Montreal (Montreal World Film Festival, MWFF) e foi exibido também no Rio Fantastik Festival 2018 e na 26ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade. No LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, deste ano, recebeu dois prêmios: melhor ator para Nicolas Prattes e melhor atriz para Neusa Maria Faro. O elenco conta também com João Côrtes, Cris Vianna, Bianca Müller, Eucir de Souza, Giselle de Prattes, Tuna Dwek e André Hendges.

EXTRAS: entrevista com o diretor e com o ator Nicolas Prattes + matéria especial no Festival Mix Brasil.

10º: AS BOAS MANEIRAS
Dirigido por Marco Dutra e Juliana Rojas

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Em agosto deste ano, As Boas Maneiras recebeu o Prêmio Especial do Júri da Competição Internacional do 70º Festival de Cinema de Locarno. Depois disso, passou pelo Festival do Rio e saiu como o grande vencedor da 19ª edição com cinco prêmios, incluindo o de melhor filme de ficção. O longa é uma fábula de horror e fantasia que parte do envolvimento de duas mulheres de mundos opostos. Clara, papel de Isabél Zuaa, é uma enfermeira da periferia de São Paulo contratada para ser a babá do filho que Ana, interpretada por Marjorie Estiano, está esperando. Uma noite de lua cheia provoca uma inesperada mudança de planos e Clara assume a maternidade de uma criança diferente das outras. O longa foi indicado ao Prêmio Iberoamericano de Cine Fénix 2018 nas categorias de melhor ficção e edição e exibido no Festival de Cinema Brasileiro de Miami e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O elenco conta também com Cida Moreira, Andréa Marquee, Miguel Lobo, Gilda Nomacce, Eduardo Gomes, Felipe Kenji, Nina Medeiros, Neusa Velasco, entre outros.

EXTRA: matéria especial na 41ª Mostra de São Paulo.

9º: ARÁBIA
Dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans

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Dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans, Arábia foi o grande vencedor do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com cinco prêmios: melhor filme, melhor ator para Aristides de Sousa, montagem, trilha sonora e Prêmio da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema. O longa também foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Roterdã na Competição Oficial. Na história, acompanhamos a vida comum de um trabalhador, com frustrações, sofrimento e felicidade, revelando uma realidade obscura do desenvolvimento social e econômico no Brasil dos últimos dez anos. O filme narra diversas situações através da trajetória de Cristiano, um operário de uma velha fábrica de alumínio, que sofre um acidente no trabalho e desperta a curiosidade de André, um jovem morador do bairro vizinho. Narrado em primeira pessoa, ou seja, é o personagem Cristiano que conta a própria história, o longa é um retrato político da vida de pessoas marginalizadas. Recentemente, levou o Prêmio APCA 2018, da Associação Paulista de Críticos de Artes, de melhor filme do ano.

EXTRA: entrevista com os diretores.

8º: AOS TEUS OLHOS
Dirigido por Carolina Jabor

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Inspirado na peça O Princípio de Arquimedes, do autor espanhol Josep Maria Miró, e dirigido por Carolina Jabor, de Boa Sorte, Aos Teus Olhos foi exibido em diversos festivais nacionais e internacionais. Recebeu os prêmios de melhor roteiro (Lucas Paraizo), ator (Daniel de Oliveira), ator coadjuvante (Marco Ricca) e melhor longa de ficção pelo voto popular no Festival do Rio; também conquistou o Prêmio Petrobras de Cinema na 41ª Mostra de São Paulo de melhor filme de ficção brasileiro e os prêmios de melhor direção no 25º Festival Mix Brasil e melhor filme da mostra SIGNIS no Festival de Havana. O longa conta a história de Rubens, um professor de natação infantil que sofre uma acusação inesperada de uma mãe, via rede social, que provoca um linchamento virtual imediato. A denúncia se espalha rapidamente em grupos de mensagens na internet e mesmo as pessoas mais próximas a Rubens, como a diretora da escola e um colega de trabalho, ficam em dúvida sobre suas ações e intenções provocando um julgamento apressado da situação.

EXTRAS: entrevista com a diretora e com os atores Daniel de Oliveira, Marco Ricca e Malu Galli.

7º: FERRUGEM
Dirigido por Aly Muritiba

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Depois de sua estreia mundial no Festival de Sundance deste ano e de ser exibido em outros festivais ao redor do mundo, como Taipei Film Festival, em Taiwan, Seoul International Women’s Film Festival, na Coreia do Sul, San Sebastian International Film Festival e no Giffoni Film Festival, na Itália, Ferrugem foi exibido pela primeira vez no Brasil na mostra competitiva de longas do 46º Festival de Cinema de Gramado e saiu de lá como o grande vencedor. Além do kikito de melhor filme, levou também os prêmios de melhor roteiro e melhor desenho de som. Dirigido por Aly Muritiba, de Para Minha Amada Morta, o filme mergulha no universo jovem para contar a história de Tati, uma adolescente cheia de vida, que gosta de compartilhar seus melhores momentos nas redes sociais e que terá sua vida virada do avesso quando algo que ela não queria compartilhar com ninguém cai no grupo de WhatsApp do colégio. Com supervisão de roteiro de George Moura, o elenco conta com Tiffanny Dopke, Giovanni De Lorenzi, Clarissa Kiste, Dudah Azevedo, Enrique Diaz, Pedro Inoue e Igor Augustho.

EXTRAS: entrevistas com diretor e elenco em Gramado + matéria especial no Festival de Gramado.

6º: O PROCESSO
Dirigido por Maria Augusta Ramos

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Premiado no Festival Internacional de Documentário de Buenos Aires e Madrid, no Festival Indie Lisboa, em Portugal, e vencedor do prêmio de melhor longa-metragem da Competição Internacional do Festival Visions du Reel, em Nyon, na Suíça, O Processo oferece um olhar pelos bastidores do julgamento que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016. O filme testemunha a profunda crise política e o colapso das instituições democráticas no país. O longa estreou mundialmente em fevereiro no Festival de Berlim e foi escolhido pelo público como o terceiro melhor documentário da mostra Panorama. Além disso, foi exibido fora de competição na 23ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários e indicado ao Prêmio Iberoamericano de Cine Fénix. Para realizar O Processo, Maria Augusta passou vários meses em Brasília, sua cidade natal, acompanhando cada passo do processo de impeachment, somando 450 horas de material filmado. Sem fazer entrevistas ou intervir nos acontecimentos, ela e sua equipe circularam por corredores do Congresso Nacional, filmaram coletivas de imprensa, registraram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários.

EXTRA: crítica do filme.

5º: O BEIJO NO ASFALTO
Dirigido por Murilo Benício

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Numa adaptação ousada e diferente, que mescla teatro e cinema em preto e branco, Murilo Benício faz sua estreia na direção no filme O Beijo no Asfalto, baseado na peça escrita por Nelson Rodrigues. Na trama, Lázaro Ramos vive Arandir, um homem que, sem pensar, atende ao pedido de um beijo na boca feito por outro homem prestes a morrer ao ser atropelado na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. Tal gesto banal vira uma matéria sensacionalista de Amado, papel de Otávio Müller, um repórter que cria uma fake news e passa a explorar o beijo entre dois homens para vender mais jornal. A versão criada pelo jornalista incita a polícia a investigar uma suposta ligação entre Arandir e o morto e cria dúvidas na cabeça de Selminha, vivida por Débora Falabella, mulher de Arandir e filha de Aprígio, interpretado por Stênio Garcia, que, misteriosamente, insiste na ideia de que presenciou o beijo, quando, na verdade, estava de costas. O projeto do filme levou dez anos para se realizar e foi exibido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, onde ficou entre os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista. O elenco conta também com Fernanda Montenegro, Augusto Madeira, Luiza Tiso, Amir Haddad, Marcelo Flores, Raquel Fabbri e Arlindo Lopes. A fotografia é assinada por Walter Carvalho, a direção de arte por Tiago Marques Teixeira, a montagem por Pablo Ribeiro e a trilha é de Berna Ceppas.

EXTRAS: entrevistas com diretor e elenco na Mostra de São Paulo + matéria especial na Mostra de São Paulo.

4º: BARONESA
Dirigido por Juliana Antunes

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Após se mudar para Belo Horizonte, a diretora Juliana Antunes logo percebeu que a capital mineira tinha vários bairros com nomes de mulher e a maioria deles levava para a periferia. Este foi o ponto de partida para a construção da história de Baronesa. O longa mostra o dia a dia de duas vizinhas e amigas que moram na periferia de BH. De um lado, Andreia Pereira de Souza começa a construir sua casa para se mudar. Do outro, Leid Ferreira e os filhos estão à espera do marido, que está preso. Em comum, a necessidade de se desviar dos perigos da guerra do tráfico e a estratégia para evitar as tragédias trazidas como consequência. Baronesa foi exibido no encerramento do 6º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e premiado em diversos festivais, como: Mostra de Cinema de Tiradentes; Festival de Havana; Festival Internacional de Cine de Mar del Plata; Festival de Cine Internacional de Ourense, na Espanha; FIDMarseille, na França; Janela Internacional de Cinema do Recife; Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador; Festival de Cinema de Vitória; entre outros. Além disso, foi indicado ao ao Prêmio Iberoamericano de Cine Fénix 2018.

EXTRA: crítica do filme.

3º: AUTO DE RESISTÊNCIA
Dirigido por Natasha Neri e Lula Carvalho

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Grande vencedor do 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, Auto de Resistência fala sobre homicídios praticados pela polícia contra civis, no Rio de Janeiro, em situações inicialmente classificadas como legítima defesa. O morto é acusado de ser traficante e ter trocado tiros com a polícia, mas a narrativa policial é posta em cheque pelo surgimento de vídeos e pela luta de mães que tentam provar a inocência de seus filhos. O filme retrata o embate de versões no julgamento de casos nas varas dos Tribunais do Júri, os bastidores das investigações policiais e a Comissão Parlamentar de Inquérito estadual instaurada para apurar o alto índice de mortes decorrentes da ação da polícia. O documentário se debruça sobre tipos específicos de homicídios e a forma como o Estado lida com essas mortes. O ponto de partida para abordar o tema são personagens que vivenciam esse cotidiano de mortes. Através da linguagem do cinema direto, a câmera segue os passos de atores sociais que têm suas vidas impactadas ou atuam em casos de autos de resistência. O filme transporta o espectador para a rotina de personagens que vivenciam esse cotidiano de mortes no Rio. A existência de vídeos das operações e o ativismo de familiares empurram as engrenagens da Justiça, e o veredicto final está nas mãos da sociedade.

2º: RASGA CORAÇÃO
Dirigido por Jorge Furtado

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Exibido na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e no Festival do Rio, Rasga Coração, de Jorge Furtado, é uma adaptação da peça homônima escrita no início dos anos 1970 por Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. Com o título emprestado de uma canção de Anacleto de Medeiros, Rasga Coração é a última peça de Vianinha, que a concluiu em 1974, já debilitado por um câncer no pulmão. Ele nunca chegou a vê-la no teatro. Além de censurada, teve sua encenação e publicação proibidas e mesmo assim recebeu o primeiro prêmio no concurso do SNT, por unanimidade da banca, sendo liberada pela Censura apenas cinco anos depois. O longa conta a história de Manguari Pistolão, interpretado por Marco Ricca, militante anônimo, que depois de quarenta anos de lutas vê o filho Luca, vivido por Chay Suede, acusá-lo de conservador. Sem dinheiro para fechar o mês, sofrendo com as dores de uma artrite crônica, e num crescente conflito com Luca, Manguari passa em revista seu passado, e se vê repetindo as mesmas atitudes de seu pai. Intercalando fragmentos de vários momentos da vida de Manguari, o filme atravessa quarenta anos da vida política brasileira. O elenco conta ainda com Drica Moraes, Luisa Arraes, George Sauma, João Pedro Zappa, que faz a versão jovem do papel de Marco Ricca, além de Anderson Vieira, Nelson Diniz, Duda Meneghetti, Kiko Mascarenhas, Fábio Enriquez e Cinândrea Guterres.

EXTRA: entrevistas com o diretor e com os atores Chay Suede, Marco Ricca e Drica Moraes.

1º: BENZINHO
Dirigido por Gustavo Pizzi

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Um dos filmes mais bonitos e sensíveis do ano, Benzinho, de Gustavo Pizzi, teve sua estreia mundial na competição do Festival de Sundance e participou da mostra Voices no Festival de Roterdã. Venceu o prêmio de melhor filme pelo júri e pela crítica do Festival de Málaga e pelo júri do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira. Também participou dos festivais de Gotemburgo, São Francisco, Washington DC, Berkshire, Provincetown, Edimburgo, Festival Internacional do Cinema Latino de Los Angeles, Festival de Karlovy Vary, na República Checa, e no Rooftop Films Summer Series. O longa, também lançado em diversos países, conta a história de Irene, vivida por Karine Teles, que mora com o marido Klaus, papel de Otávio Müller, e seus quatro filhos nos arredores do Rio de Janeiro. Entre os empreendimentos sem sucesso do parceiro e os problemas da irmã, interpretada por Adriana Esteves, Irene se desdobra para ajudar a todos e dar atenção aos filhos. Mas é quando seu primogênito Fernando, vivido por Konstantinos Sarris, ator grego em sua estreia nos cinemas, é convidado para jogar handebol na Alemanha, que ela terá que lidar com o maior de seus problemas, a despedida antes do previsto. Em agosto deste ano, participou da 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado e venceu os prêmios de melhor filme pelo Júri da Crítica e pelo voto do Júri Popular, além dos prêmios de melhor atriz para Karine Teles e melhor atriz coadjuvante para Adriana Esteves. Foi indicado ao Prêmio Iberoamericano de Cine Fénix e escolhido para representar o Brasil nos prêmios Goya, importante premiação realizada pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha. Recentemente, foi premiado pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes, na categoria de melhor roteiro.

EXTRAS: entrevista com Adriana Esteves + entrevista com diretor e Karine Teles em Gramado + matéria especial no Festival de Gramado.

MENÇÃO HONROSA: Central do Brasil, de Walter Salles; em comemoração aos 20 anos de lançamento e exibição da cópia restaurada do longa em diversos festivais, entre eles, a 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com a presença de Fernanda Montenegro e equipe do filme.

MENÇÃO ESPECIAL (em ordem alfabética):
10 Segundos para Vencer, de José Alvarenga Jr.
A Luta do Século, de Sérgio Machado
A Moça do Calendário
, de Helena Ignez
A Voz do Silêncio
, de André Ristum
Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi
Marcha Cega, de Gabriel Di Giacomo
O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida
Pagliacci, de Chico Gomes, Julio Hey, Luiza Villaça, Pedro Moscalcoff e Luiz Villaça
Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg
Pela Janela, de Caroline Leone
Soldados do Araguaia, de Belisario Franca
Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon
Todo Clichê do Amor
, de Rafael Primot
Tungstênio, de Heitor Dhalia

Textos: Vitor Búrigo
Fotos: Divulgação.

22ª Mostra de Cinema de Tiradentes divulga filmes selecionados para a Mostra Olhos Livres

por: Cinevitor

tragicastiradentesfilmeCena do filme Trágicas, de Aída Marques: selecionado.

Um dos destaques da programação da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de janeiro, é a Mostra Olhos Livres. A seção reúne seis longas-metragens que se assemelham por abordagens estéticas arrojadas, ao se desprenderem de compromissos mais vinculados ao mercado e fazerem das possibilidades da linguagem suas ferramentas lúdicas e criativas.

Os longas da Mostra Olhos Livres, que teve curadoria de Lila Foster e Victor Guimarães e coordenação de Cléber Eduardo, são avaliados pelo Júri Jovem, composto por estudantes escolhidos a partir de uma oficina de crítica de cinema realizada em agosto, em Belo Horizonte, durante a 12ª Mostra CineBH. O grupo escolhe o melhor filme, que ganha o Troféu Carlos Reichenbach e prêmio de parceiros do evento.

As integrantes deste ano são: Beatriz Diamico Praça (21 anos, graduanda de Cinema e Audiovisual na UFF), Iakima Delamare (22 anos, graduanda de Jornalismo na UFMG), Izabela Santiago Silva (22 anos, graduanda de Cinema e Audiovisual na PUC Minas), Larissa de Freitas Muniz (21 anos, graduanda de Comunicação Social na UFMG) e Maria Eduarda Martins Gambogi Alvarenga (23 anos, graduanda de Comunicação Social na UFF).

Conheça os longas selecionados para a Mostra Olhos Livres da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

Tragam-me a Cabeça de Carmen M., de Felipe Bragança e Catarina Wallenstein (RJ)
Superpina: Gostoso é Quando a Gente Faz!, de Jean Santos (PE)
Trágicas, de Aída Marques (RJ)
Currais, de David Aguiar e Sabina Colares (CE)
Parque Oeste, de Fabiana Assis (GO)
Calypso, de Rodrigo Lima e Lucas Parente (RJ)

Foto: Divulgação.