Notícias

Fique por dentro de tudo o que acontece no universo do cinema!

Festival de Cannes 2026 anuncia filmes; coprodução brasileira é selecionada

por: Cinevitor
Leonardo Sbaraglia em Natal Amargo, de Pedro Almodóvar

O Festival de Cannes 2026, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de maio, anunciou nesta quinta-feira, 09/04, em uma coletiva apresentada por Iris Knobloch, presidente do festival, e Thierry Frémaux, diretor geral, os filmes selecionados para sua 79ª edição.

A disputa pela Palma de Ouro, prêmio máximo do evento, segue com nomes já conhecidos do festival, como: Pedro Almodóvar, Ryûsuke Hamaguchi, Paweł Pawlikowski, Cristian Mungiu, Asghar Farhadi, Hirokazu Koreeda, László Nemes, Valeska Grisebach, Lukas Dhont, entre muitos outros. Vale destacar que, até agora, cinco filmes da Competição são dirigidos por mulheres

Segundo informações divulgadas na coletiva de imprensa, para este ano foram inscritos 2.541 longas-metragens, de 141 países. Como de costume, novos títulos serão anunciados em breve na programação. 

Na mostra paralela Un Certain Regard, destaque para Elefantes na Névoa, dirigido por Abinash Bikram Shah, uma coprodução entre Nepal, Alemanha, Brasil, França e Noruega, e conta com a participação de importantes produtoras do audiovisual brasileiro, como a Bubbles Project, responsável por títulos como Malu e O Riso e a Faca, e a Enquadramento Produções, que assina obras como Los Silencios e A Febre. A seleção do longa reforça a potência do cinema brasileiro e o valor das coproduções internacionais, evidenciando, em um dos mais importantes eventos do mundo, como a troca criativa e técnica entre diferentes países contribui para o fortalecimento de cada projeto.

Ambientado em um vilarejo no Nepal, à beira de uma floresta habitada por elefantes selvagens, o filme acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, que vê sua vida abalada após o desaparecimento de uma de suas filhas. A partir deste evento, a narrativa se desenvolve como uma investigação, atravessada por conflitos íntimos e sociais. “Em sua essência, o filme está enraizado nas realidades vividas pela comunidade Kinnar, pessoas que, embora empurradas para as margens, constroem famílias escolhidas resilientes e profundamente significativas. Fui atraído pela densidade emocional desses vínculos, pela forma como o parentesco é construído e sustentado muito além dos laços biológicos e das convenções sociais. Ainda assim, essas vidas permanecem em um constante e frágil cabo de guerra com uma sociedade dominante que exige conformidade. Ao trabalhar com um elenco que inclui atrizes da própria comunidade, encontramos uma verdade que eu não quis simplificar: uma verdade que fala de uma busca universal e profundamente humana por dignidade”, declarou o diretor. 

Dirigido pelo nepalês Abinash Bikram Shah, Elefantes na Névoa tem coprodução brasileira 

Elefantes na Névoa, que será distribuído pela Imovision no Brasil, é o primeiro longa-metragem do cineasta, que teve seu curta-metragem Lori premiado com uma Menção Especial na competição de Cannes em 2022; Abinash Bikram Shah também assinou o roteiro do longa Shambhala, exibido na competição da Berlinale em 2024.

Sobre a coprodução brasileira: “Li o roteiro de Elefantes em 2022 e fiquei encantada: pungente, urgente e inesperado e quando conheci o diretor Abinash na sequência tive ainda mais certeza de que queria coproduzi-lo. Junto com Leonardo Mecchi, grande amigo e parceiro, mergulhamos nesta aventura de filmar numa floresta no Nepal uma história que ressoa muito com o Brasil e o mundo”, disse a produtora Tatiana Leite, da Bubbles Project. “Esse projeto nos conquistou de imediato pela força da história e pela singularidade do olhar do Abinash. Ao longo do processo, construímos uma troca criativa intensa, que revela o que há de mais potente nas coproduções internacionais: a aproximação de realidades distintas que transformam não só o filme, mas também quem o realiza. É especialmente significativo que essa trajetória tenha sido viabilizada pelo primeiro edital de coprodução do FSA, uma política pública que amplia a presença do Brasil no cinema internacional e torna possíveis encontros como este”, afirmou Leonardo Mecchi, sócio-fundador da Enquadramento Produções.

E mais: neste ano, a consagrada atriz e cantora estadunidense Barbra Streisand e o cineasta neozelandês Peter Jackson, da trilogia O Senhor dos Anéis, serão homenageados com a Palma de Ouro honorária; a atriz francesa Eye Haïdara será a mestre de cerimônias. O 79º Festival de Cannes terá o cineasta sul-coreano Park Chan-wook, que já foi premiado com Decisão de Partir, Sede de Sangue e Oldboy, como presidente do júri

Dirigido pelo francês Pierre Salvadori, La Vénus électrique será o filme de abertura deste ano e será exibido fora de competição. Com ideia original de Robin Campillo e Rebecca Zlotowski, o roteiro foi escrito por Benjamin Charbit, Benoît Graffin e Pierre Salvadori. O elenco conta com Anaïs Demoustier, Gilles Lellouche, Pio Marmaï, Vimala Pons, Gustave Kervern, entre outros. 

Confira a lista com os filmes selecionados para o Festival de Cannes 2026:

COMPETIÇÃO

All of a Sudden (Soudain), de Ryûsuke Hamaguchi (França/Japão/Alemanha/Bélgica)
Coward, de Lukas Dhont (Bélgica/França/Países Baixos)
Das geträumte Abenteuer, de Valeska Grisebach (Alemanha/França/Bulgária/Áustria)
El ser querido, de Rodrigo Sorogoyen (Espanha)
Fatherland, de Paweł Pawlikowski (Polônia/Itália/França/Alemanha)
Fjord, de Cristian Mungiu (Noruega/Romênia/Suécia/Finlândia/Dinamarca/França)
Garance (Another Day), de Jeanne Herry (França)
Gentle Monster, de Marie Kreutzer (Áustria/Alemanha)
Histoires de la nuit, de Léa Mysius (França/Bélgica)
Histoires parallèles, de Asghar Farhadi (França/EUA/Itália/Bélgica)
Hope, de Na Hong-jin (Coreia do Sul)
L’Inconnue, de Arthur Harari (França/Itália)
La bola negra, de Javier Ambrossi e Javier Calvo (Espanha/França)
La vie d’une femme, de Charline Bourgeois-Tacquet (França/Bélgica)
Minotaur, de Andrey Zvyagintsev (França/Alemanha/Letônia)
Moulin, de László Nemes (França)
Nagi Notes, de Hiroshi Fukada (Japão)
Natal Amargo (Amarga Navidad), de Pedro Almodóvar (Espanha)
Notre Salut, de Emmanuel Marre (França)
Sheep in the Box, de Hirokazu Koreeda (Japão)
The Man I Love, de Ira Sachs (EUA)

UN CERTAIN REGARD

All the Lovers in the Night, de Sode Yukiko (Japão)
Ben’imana, de Marie-Clémentine Dusabejambo (Ruanda)
Club Kid, de Jordan Firstman (EUA)
Congo Boy, de Rafiki Fariala (República Centro-Africana/Congo/França)
El deshielo (The Meltdown), de Manuela Martelli (Chile/EUA/Espanha/México)
Elefantes na Névoa (Elephants in the Fog), de Abinash Bikram Shah (Nepal/Alemanha/Brasil/França/Noruega)
Everytime, de Sandra Wollner (Áustria/Alemanha)
I’ll Be Gone in June, de Katharina Rivilis (Suíça/Alemanha)
Iron Boy, de Louis Clichy (França/Bélgica)
La más dulce, de Laïla Marrakchi (França/Espanha/Marrocos/Bélgica)
Quelques mots d’amour, de Rudi Rosenberg (França)
Siempre soy tu animal materno, de Valentina Maurel (Costa Rica)
Teenage Sex and Death at Camp Miasma, de Jane Schoenbrun (Reino Unido/Canadá/EUA) (filme de abertura)
Uļa, de Viesturs Kairišs (Letônia/Estônia/Polônia/Lituânia)
Yesterday the Eye Didn’t Sleep, de Rakan Mayasi (Território Palestino Ocupado/Líbano/Bélgica)

FORA DE COMPETIÇÃO

Diamond, de Andy Garcia (EUA)
Her Private Hell, de Nicolas Winding Refn (Dinamarca/EUA))
Karma, de Guillaume Canet (França)
L’Abandon, de Vincent Garenq (França)
L’objet du délit, de Agnès Jaoui (França)
La bataille de Gaulle: L’âge de fer, de Antonin Baudry (França)
La Vénus électrique, de Pierre Salvadori (França) (filme de abertura)

CANNES PREMIERE

Heimsuchung, de Volker Schlöndorff (Alemanha)
Kokurojo: The Samurai and the Prisoner, de Kiyoshi Kurosawa (Japão)
La Troisième nuit, de Daniel Auteuil (França)
Propeller One-Way Night Coach, de John Travolta (EUA)
The Match, de Juan Cabral e Santiago Franco (Argentina)

SESSÕES ESPECIAIS

Avedon, de Ron Howard (EUA)
Cantona, de David Tryhorn e Ben Nicholas (Reino Unido)
John Lennon: The Last Interview, de Steven Soderbergh (EUA)
L’Affaire Marie-Claire, de Lauriane Escaffre e Yvo Muller (França)
Les Matins Merveilleux, de Avril Besson (França)
Les Survivants du Che, de Christophe Réveille (França)
Rear Soul for the Revolution, de Pegah Ahangarani (Irã)

SESSÃO DA MEIA-NOITE

Full Phil, de Quentin Dupieux (França/EUA)
Gun-che (Colony), de Yeon Sang-ho (Coreia do Sul)
Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicolas Athane (França)
Roma Elastica, de Bertrand Mandico (França/Itália)
Sanguine, de Marion Le Coroller (França/Bélgica)

Fotos: El Deseo/Divulgação.

Festival Guarnicê de Cinema 2026 anuncia longas em competição e videoclipes

por: Cinevitor
Sophia no longa A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai

A 49ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 9 e 16 de julho, em São Luís, no Maranhão, revelou os primeiros títulos selecionados: os longas-metragens (nacionais e maranhenses) e videoclipes que farão parte das mostras competitivas

O mais antigo festival do Norte e do Nordeste, e um dos mais relevantes do país, é promovido pela PROEC, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFMA, Universidade Federal do Maranhão, por meio da sua Diretoria de Assuntos Culturais (DAC). Neste ano, foram mais de 1.400 obras inscritas de todo o Brasil; as produções selecionadas concorrem ao Troféu Guarnicê, além de outras premiações paralelas.

Em comunicado oficial, a diretora do festival, Prof Drª Rosélis Barbosa Câmara afirma: “O Festival Guarnicê de Cinema alcança mais uma vez um marco expressivo, evidenciando-o a sua importância e credibilidade no cenário do audiovisual brasileiro, junto a realizadores, produtores e demais profissionais da área. Diante desse amplo universo, instituímos um comitê de seleção formado por profissionais de reconhecida atuação no cenário do audiovisual brasileiro, que conduziu um processo rigoroso de visionamento e curadoria, resultando na escolha das obras que apresentamos hoje”

Vale destacar que será divulgado até o final do mês de abril o resultado das mostras competitivas de curtas-metragens maranhenses e nacionais.

Conheça os primeiros títulos selecionados para o 49º Festival Guarnicê de Cinema:

LONGAS-METRAGENS NACIONAIS

A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (RJ)
A Mulher Sem Chão, de Auritha Tabajara e Débora McDowell (PA)
Coração das Trevas, de Rogério Nunes (SP)
Os Infiéis, de Tomás Fleck (SP)
Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa (BA)
Uma em Mil, de Jonatas Rubert e Tiago Rubert (RS)

LONGAS-METRAGENS MARANHENSES

Andanças, Fulgores e Vivas! – Um Filme da Companhia Barrica, de José Pereira Godão e Weber Bezerra
Irmãs Mínimas: Chegada e Trajetória no Brasil, de Marcos Lima
O Pau da Festa, de Denis Carlos
O Pitch, de Joaquim Haickel e Coi Belluzzo
Terra de Drag de Salto com Elas, de Marconi Franco

VIDEOCLIPES MARANHENSES

Baião de Cazumbá, de Forró do Mel; direção: Fábio Barros
Calango Rei, de Banda Calango Rei; direção: Cayo Cezar Cruz
Coisa de Haole, de Sofre Mas Com Drive; direção: Sunday James
Deus Dará, de Gugs; direção: Sunday James
Ecos, de Alikia; direção: Dayvison Trindade
Enlouquece, de Helton Borges, MC Yuri da VN e RXBS; direção: Jota SF
Gira Meu Balaio, de Cacuriá Balaio de Rosas e Rosa Reis; direção: Thais Lima
Herança: Cypher LABMais Maranhão, de Wuk, Tsuni, Luma Pietra, Pedro Sarfatti, Sollamya, Bia Santos, Victor Cravin, YoongÈsú e O Shoock; direção: Micah Aguiar e Jonas Sakamoto
Ilha de Jah, de Paolo Ravley; direção: Paolo Ravley e Sunday James
Marcas da Tortura, de Unblooded; direção: André Bakka
Melhor pra Mim, de Arthur Santana; direção: Acaique
Melô de Infitético, de Criola Beat; direção: Amanda Bertrand e Failon Aletos
Mia Preta, de Paulão; direção: Ingrid Barros
OripurruC, de Casa Loca; direção: Hugo Rodrigues
Puto, de Victor Rivera; direção: Victor Rivera
Som da Liberdade, de Enme; direção: Andréia Rocha, Andressa de Castro e Tamires Reis
Substância, de Kaminski e L3NNI; direção: Kaminski
Vibrar, de Geoh Nolasco; direção: Hugo Rangel

Foto: Carol Quintanilha.

Prêmio ABC 2026: Associação Brasileira de Cinematografia anuncia finalistas

por: Cinevitor
Barbara Colen em O Silêncio das Ostras: filme indicado

A ABC, Associação Brasileira de Cinematografia, fundada em 2 de janeiro de 2000, reúne profissionais do audiovisual brasileiro, especialmente diretores e diretoras de fotografia, com o objetivo de incentivar a troca de ideias e informações para democratizar e multiplicar o aperfeiçoamento técnico e artístico da categoria.

Hoje são mais de 500 associados e uma série de atividades realizadas, como um fórum exclusivo para associados, Sessão ABC, Prêmio ABC, Semana ABC, entre outras. A ABC ainda atua na área do direito autoral, seguindo a tendência de reconhecimento dos direitos legais de coautoria nas obras audiovisuais nos moldes que já vêm ocorrendo em alguns países europeus. Aperfeiçoando-se no dia a dia da convivência entre os colegas, a Associação, hoje a maior do gênero no país, planeja um crescimento orgânico, com ênfase na qualidade dos seus quadros, para proporcionar uma melhor qualificação técnica, artística e ética para os profissionais da produção audiovisual brasileira.

O Prêmio ABC de Cinematografia, que encerra a programação da Semana ABC, teve sua primeira edição em 2001. Os vencedores deste ano serão anunciados no dia 16 de maio na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Nesta edição, uma novidade: a criação do Prêmio Especial VFX ABC, que está com inscrições; a premiação nasce como uma articulação do setor para valorizar a excelência técnica e criativa em efeitos visuais (VFX), com reconhecimento para as categorias de longa-metragem e série de TV.

Os finalistas desta edição foram selecionados por comissões formadas por profissionais das categorias concorrentes. A próxima etapa, que acontecerá entre os dias 29 de abril e 8 de maio, contará com a votação das sócias e dos sócios da ABC, das categorias efetiva, ativa, aspirante, emérita e professora, que selecionarão os trabalhos vencedores de cada categoria. A única exceção é a categoria para filme estudantil, na qual os trabalhos finalistas e o vencedor são selecionados pela diretoria da ABC.

Conheça os finalistas ao Prêmio ABC 2026:

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Ato Noturno, por Luciana Baseggio
Manas, por Pierre de Kerchove
, por Renata Corrêa
O Filho de Mil Homens, por Azul Serra
O Silêncio das Ostras, por Petrus Cariry

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Copan, por Carine Wallauer
Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, por Pablo Hoffmann e Pedro Serrão
Maré Viva Maré Morta, por Dani Azul
Passinho Foda: O Corre por Trás da Dança, por Bernardo Negri
Rua do Pescador, nº 6, por Bruno Polidoro

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | CURTA-METRAGEM
A Caverna, por Elisa Ratts
Alice, por Bernardo Negri
Movimento é Resistência
O Caçador
Replika, por Piratá Waurá, Heloisa Passos e Fernanda Ligabue

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Dormir de Olhos Abertos, por Diogo Hayashi
O Agente Secreto, por Thales Junqueira
O Silêncio das Ostras, por Juliana Lobo
O Último Azul, por Dayse Barreto
Papagaios, por Elsa Romero

MELHOR FIGURINO | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Homem com H, por Gabriella Marra
Malês, por Rô Nascimento
O Homem de Ouro, por Valeria Stefani
Quatro Meninas, por Valeria Stefani
Suçuarana, por Marina Sandim

MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Homem com H, por Germano de Oliveira
, por Dan Oliveira e Tomás von der Osten
Os Enforcados, por Karen Harley
Suçuarana, por Luiz Pretti
Virgínia e Adelaide, por Giba Assis Brasil

MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
3 Obás de Xangô, por André Finotti
Alma do Deserto, por Will Domingos
Neirud, por Yuri Amaral
No Céu da Pátria Nesse Instante, por Renata Baldi e Sandra Kogut
Ritas, por Karen Harley e Oswaldo Santana

MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
A Cobra Negra
Homem com H
Manas
O Agente Secreto
O Filho de Mil Homens

MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
3 Obás de Xangô
Larissa: O Outro Lado de Anitta
O Som Alcança o Sol
Ritas
Sinfonia da Sobrevivência

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | SÉRIE DE TV | FICÇÃO
Ângela Diniz: Assassinada e Condenada (episódio 5, temporada 1), por Fernando Young
Maria e o Cangaço (episódio 1, temporada 1), por Adrian Teijido
Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente (episódio 1, temporada 1), por Pierre de Kerchove
Pssica (episódio 1, temporada 1), por Janice D’Avila
Raul Seixas: Eu Sou (episódio 3, temporada 1), por Lito Mendes da Rocha

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | SÉRIE DE TV | NÃO FICÇÃO
Cinéticas (episódio 8, temporada 1), por Clara Gouvêa
Congonhas: Tragédia Anunciada (episódio 1, temporada 1), por Daniel Klajmic
Maravilhas da Natureza (episódio 1, temporada 1)
Neguinho da Beija-Flor: Soberano da Avenida (episódio 1, temporada 1), por Robson Bolsoni
One Take Show (episódio 4, temporada 1), por Leo Longo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | SÉRIE DE TV
Ângela Diniz: Assassinada e Condenada (episódio 4, temporada 1), por Claudio Amaral Peixoto
Dias Perfeitos (episódio 4, temporada 1), por Dina Salem Levy
Maria e o Cangaço (episódio 4, temporada 1), por Newber Machado
Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente (episódio 1, temporada 1), por Marcos Pedroso
Pssica (episódio 1, temporada 1), por Marcelo Escañuela

MELHOR SOM | SÉRIE DE TV | FICÇÃO
Ângela Diniz: Assassinada e Condenada (episódio 5, temporada 1)
Arcanjo Renegado (episódio 3, temporada 4)
Maria e o Cangaço (episódio 6, temporada 1)
Pssica (episódio 3, temporada 1)
Raul Seixas: Eu Sou (episódio 3, temporada 1)

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | VIDEOCLIPE
Apocalipse, de Luedji Luna feat. Seu Jorge e Arthur Verocai; por Caio Humb
Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?, de Rubel; por Juliano Lopes
Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer, de BK’; por Adolpho Veloso
IRADOH – 3 Atos de Irmandade: A Música, o Crime e a Justiça, de Hodari; por Riva e Luiz Maudonnet
Próxima Parada, de Terno Rei; por Lucas Oliveira

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME PUBLICITÁRIO
A Dama do Interior (Misci, Design Brasileiro)
Dia da Mulher (Pesquise Meu Corpo)
New Balance
Prologue (Bluff Bounce)
Sunset to Sunrise

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | FILME PUBLICITÁRIO
Globo 100 Anos
Minerva: Coming Home
Motorola Edge
Pelos Bares da Cidade
Pinterest

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME ESTUDANTIL
(serão divulgados no dia 15 de abril)

Foto: Petrus Cariry/Olhar Filmes.

Festival Curta Cinema 2026: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Leandro Gomes no curta gaúcho Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa: filme premiado

Foram anunciados nesta quarta-feira, 01/04, os vencedores da 35ª edição do Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, que exibiu mais de 130 filmes, de 33 países e 15 estados brasileiros, em sete dias de evento com todas as sessões gratuitas no cinema Estação NET Rio, que também foi palco da cerimônia de premiação.

Os vencedores do Grande Prêmio das mostras Competitiva Nacional e Internacional foram, respectivamente, o gaúcho Grão, ficção de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza, e Los Peces no se Ahogan, documentário de Lea Vidotto Labastie, uma coprodução entre Cuba, França e Itália, que estão automaticamente qualificados a concorrerem a uma indicação no Oscar 2027 nas categorias de curtas-metragens. Nesta edição, a organização comemorou o número recorde de inscrições: 5.686 produções de mais de 30 países.

Grão, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza, do Rio Grande do Sul, conta a história de Leandro que ganha a vida informalmente recolhendo soja perdida durante o transporte. No entanto, a crise do país ameaça seu sustento. Em Los Peces No Se Ahogan, de Lea Vidotto Labastie, Malelo vive sozinho após ter cuidado por anos de sua vizinha de origem burguesa, María Antonia. Por conta da experiência, ele acaba transformando sua casa em um refúgio para outras pessoas que também estão passando por dificuldades.

“Realizar e exibir curtas-metragens será sempre essencial, pois a cada ano o público cresce e se renova. Novos filmes e novos realizadores trazem o frescor que o festival tem desde sua criação, há 35 anos. Fazemos o festival para o público, que este ano participou intensamente, lotando as sessões”, comemora o diretor do Curta Cinema, Ailton Franco.  

Além disso, na Competição Nacional, Samba Infinito, de Leonardo Martinelli, também arrematou o prêmio de melhor direção, e o pernambucano Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique, conquistou o Prêmio Especial do Júri. Na Competição Internacional, o belga Loynes, dirigido por Dorian Jespers, foi o vencedor na categoria de melhor direção. O Prêmio Especial do Júri foi para o israelense Widespread, de Paz Bernstein

Os melhores filmes das mostras Première Carioca e Panorama Latino-Americano foram, respectivamente, Poeira, de Mateus Lana, e Rosa dos Ventos, de Laura Paro. O curta pernambucano Trincheiras, dirigido por Lucas Rocha e Maria Clara Almeida, foi o vencedor do principal prêmio da mostra Primeiros Quadros

Já o Prêmio Canal Brasil de Curtas foi para o roraimense A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, que recebe R$ 15 mil. Além disso, o prêmio de melhor projeto do 28º Laboratório de Projetos de Curta-Metragem selecionou: na categoria nacional, O Motoboy da Kennedy, de Gabriel de Freitas e Guilherme de Freitas; e para a categoria regional, Aurora, de Vini Romadel

Neste ano, o júri foi formado por: Clara Vulpiani, John Canciani e Julia Murat na Competição Nacional; Clarissa Nanchery, Eduardo Ades e Lucie Canistro na Competição Internacional; e Kariny Martins, Nuno Rodrigues e Vincent Förester na mostra Primeiros Quadros

A plataforma de streaming gratuita de cinema brasileiro Itaú Cultural Play irá exibir, entre os dias 2 e 17 de abril, dez produções selecionados desta edição do Curta Cinema. Três filmes são de Minas Gerais: Pequeno B, de Lucas Borges; Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias; e Acho que Vivo uma Constante Saudade, de Bruna Simões (com libras). Dois vieram do Rio Grande do Sul: Um Corpo Sem Cavalo?, de Lara Fuke; e Trapo, de João Chimendes. Outros dois são de Goiás: Canto, de Danilo Daher; e Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi. Completam a programação: Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE); Boiuna, de Adriana de Faria (PA) (com libras e audiodescrição); e Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (SP).

Conheça os vencedores do Festival Curta Cinema 2026:

COMPETIÇÃO NACIONAL
Grande Prêmio: Grão, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)
Prêmio Especial do Júri: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Melhor Direção: Leonardo Martinelli, por Samba Infinito
Menção Honrosa: Outros Santos, de Jorge Polo e Guilherme Souza (RJ)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Grande Prêmio: Los Peces no se Ahogan, de Lea Vidotto Labastie (Cuba)
Prêmio Especial do Júri: Widespread, de Paz Bernstein (Israel)
Melhor Direção: Dorian Jespers, por Loynes

PRIMEIROS QUADROS
Grande Prêmio: Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida (PE)
Prêmio Especial do Júri: Entressonho, de Leandro Luiz de Abreu Pimentel (GO)
Menção Honrosa: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)

PRÊMIOS DO PÚBLICO
Première Carioca: Poeira, de Mateus Lana (RJ)
Panorama Latino: Rosa dos Ventos, de Laura Paro (Brasil)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR)

PRÊMIO MELHOR PROJETO | 28º LABORATÓRIO DE PROJETOS DE CURTA-METRAGEM
Nacional: O Motoboy da Kennedy, de Gabriel de Freitas e Guilherme de Freitas (RJ)
Regional: Aurora, de Vini Romadel (RJ)
Menção Honrosa: Domingo, de Louise Willner (RJ)

Foto: Eloisa Soares. 

VII Curta na Serra: conheça os vencedores

por: Cinevitor
William Oliveira: melhor ator pelo curta-metragem pernambucano Lança-Foguete

Foram anunciados neste domingo, 29/03, os vencedores da sétima edição do Curta na Serra – Festival de Cinema ao Ar Livre, que aconteceu em Serra Negra, distrito de Bezerros, agreste pernambucano. Durante três dias de programação intensa, o Anfiteatro de Serra Negra recebeu um público expressivo para sessões de cinema, atividades formativas, homenagens e apresentações culturais.

A edição deste ano foi marcada por um recorde de inscrições com 1.194 filmes enviados de todas as regiões do Brasil, evidenciando a potência e a diversidade da produção audiovisual independente contemporânea. A curadoria, assinada por Vitor Búrigo, membro da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, e editor do site CineVitor, selecionou obras que integraram as mostras Panorama Nacional, Panorama Pernambuco, Videoclipes e Sessão Especial, compondo uma programação plural em linguagens, estéticas e narrativas.

Ao longo do festival, o público vivenciou uma experiência que vai além da exibição de filmes. A programação contou com a Roda de Diálogo chamada Cartografias do interior: dados, arranjos regionais e ações afirmativas no audiovisual em Pernambuco, reunindo representantes da Secult-PE, Secretaria de Cultura de Pernambuco, e da Fundarpe em um espaço de reflexão sobre políticas públicas, territorialidade e o fortalecimento do audiovisual no interior do estado.

As homenagens também marcaram a edição com destaque para o reconhecimento ao filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, símbolo da projeção internacional do cinema pernambucano, que foi representado pelo ator Rubens Santos; e ao artista bezerrense Robeval Lima por sua contribuição à cultura popular e às artes visuais. Outro momento especial da programação foi a exibição do curta-metragem Recife Frio, também de Kleber Mendonça Filho, obra emblemática do cinema brasileiro contemporâneo.

Equipe e premiados reunidos na cerimônia de encerramento

As noites do festival foram embaladas por apresentações culturais e musicais reunindo diferentes expressões artísticas e fortalecendo o caráter multicultural do evento. Passaram pelo palco performances e atrações como o grupo Folc Popular, além de shows e discotecagens que garantiram o clima de celebração ao final de cada dia.

A cerimônia de premiação, apresentada pela atriz Lalá Vieira, consagrou 22 filmes, reconhecidos por sua excelência artística e técnica nas diferentes categorias competitivas. A diversidade de obras premiadas reflete a riqueza dos olhares presentes nesta edição e reafirma o compromisso do Curta na Serra com a valorização do cinema independente brasileiro.

O júri deste ano foi formado por: Nínive Caldas, Paulo Roque e Priscila Urpia na mostra Panorama Nacional; Erlene Melo, Janaína Guedes e Laura Castor nas mostras Panorama Pernambuco e Videoclipes; e Arthur Gadelha, Giovanna Araújo e Vivi Pistache na Sessão Especial

Realizado em um dos cenários mais singulares de Pernambuco, o Curta na Serra se destaca por integrar cinema, natureza, cultura popular e convivência comunitária, promovendo o acesso à arte e fortalecendo a cadeia produtiva do audiovisual, especialmente no interior do país.

Conheça os vencedores do 7° Curta na Serra:

PANORAMA NACIONAL

Melhor Filme: Farpa, de Thaís Olivier e Raphael Phields (MG) 
Melhor Direção: Kaline Cassiano, JP Mello e Sylara Silvério, por Akaîutĩ
Melhor Roteiro: Ressonância, escrito por Anna Zêpa
Melhor Atriz: Sandra Emília, por Farpa
Melhor Ator: Alexandre Amador, por Samba Infinito
Melhor Fotografia: Pedra-Mar, por Breno César
Melhor Direção de Arte: Farpa, por Leandro Silveira
Melhor Montagem: Samba Infinito, por Lobo Mauro
Melhor Trilha Sonora: Samba Infinito, por Fabio Carneiro Leão e André Mendonça
Menção Honrosa: No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE)

PANORAMA PERNAMBUCO

Melhor Filme: Pé de Chinelo, de Cátia Cardoso
Melhor Direção: Valentina Homem e Tati Bond, por A Menina e o Pote
Melhor Roteiro: Babalu é Carne Forte, escrito por Xulia Doxágui
Melhor Atriz: Maria Emilia Santos, por Trincheiras
Melhor Ator: William Oliveira, por Lança-Foguete
Melhor Fotografia: Sertão 2138, por Gabriel Manes
Melhor Direção de Arte: Lança-Foguete, por Aura do Nascimento
Melhor Montagem: Dynamite Som: O Futuro é Lamento Negro, por Adalberto Oliveira
Melhor Trilha Sonora: Dynamite Som: O Futuro é Lamento Negro, por Gilmar Bola 8
Menção Honrosa: Aqui é Longe de Lá, de Samuel Marinho

VIDEOCLIPES

Melhor Videoclipe: Alumeia, de Luana Flores e Juliana Linhares; direção: Luana Flores (PB)
Menção Honrosa: Cana Queimada de Desejos, de Sávio Sabiá; direção: Ricardo Sékula e Sávio Sabiá (PE)

SESSÃO ESPECIAL

Melhor Filme: Americana, de Agarb Braga (PA)
Melhor Direção: Ellen Morais, por A Nave que Nunca Pousa
Melhor Roteiro: Pupá, escrito por Osani e Pupá
Melhor Atriz: Vânia Maria, por Santo Graal
Melhor Ator: Miguel Brasilio, por Quando Eu For Grande?
Melhor Fotografia: Santo Graal, por Jeizon Novais
Melhor Direção de Arte: Tente Sua Sorte, por Fabíola Bonofiglio
Melhor Montagem: Tente Sua Sorte, por Victor Matos 
Melhor Trilha Sonora: O Bicho que Eu Tinha Medo, por Fernando Viana e Francisco Vasconcelos

Fotos: Domar. 

É Tudo Verdade 2026 – 31º Festival Internacional de Documentários: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do longa cearense O Cio da Terra, de Rivelino Mourão

Foram anunciados nesta terça-feira, 24/03, em uma coletiva de imprensa realizada no CineSesc, em São Paulo, os filmes selecionados para a 31ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

Entre longas, médias e curtas-metragens, a edição de 2026 exibirá 75 produções de 25 países. A programação acontecerá entre os dias 9 e 19 de abril em quatro salas em São Paulo e em três salas no Rio de Janeiro, com todas as sessões gratuitas.

“A nova safra de documentários reflete o espírito do tempo como em raros momentos. E é notável a intersecção entre vida privada e história pública. Chama ainda a atenção a divisão do programa entre o retorno de grandes mestres e a revelação de uma nada menos inventiva nova geração”, afirma Amir Labaki, diretor-fundador do festival. 

Um mergulho na jornada criativa final de David Bowie abre a programação em São Paulo. Dirigido por Jonathan Stiasny, Bowie: O Ato Final será exibido para convidados no dia 8 de abril na Cinemateca Brasileira, na capital paulista. No Rio, o festival começa com VIVO 76, novo filme do pernambucano Lírio Ferreira, apresentado também para convidados no dia 9 de abril no Estação NET Rio; a obra viaja pelo universo de Alceu Valença celebrando os 50 anos do icônico show e álbum de 1976, marco definitivo da psicodelia brasileira e da resistência cultural.

Bowie: O Ato Final, de Jonathan Stiasny: filme de abertura 

Os filmes em competição deste ano estão divididos em mostras de longas e médias-metragens brasileiros, longas e médias-metragens internacionais, curtas-metragens brasileiros e curtas-metragens internacionais. Os títulos vencedores serão conhecidos na cerimônia de premiação, que será realizada no dia 18/04 na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Todas as produções premiadas serão reapresentadas em sessões especiais, tanto em São Paulo quanto no Rio, no dia 19/04.

Como acontece desde 2018, quando o É Tudo Verdade foi reconhecido como um qualifying festival pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, os quatro filmes vencedores das mostras competitivas estarão automaticamente classificados para apreciação às disputas do Oscar de documentários, para longas e para curtas-metragens.

Além dos filmes em competição, o festival deste ano exibirá títulos em Programas Especiais e nas mostras O Estado das Coisas, Foco Latino-Americano e Clássicos É Tudo Verdade.

Aos 80 anos, a cineasta Vivian Ostrovsky (nascida em Nova York, criada no Rio de Janeiro e formada em Paris) é tema de uma retrospectiva com curadoria da cineasta e pesquisadora Fernanda Pessoa. Serão apresentados 14 filmes dela, percorrendo quatro décadas de produção e com imagens captadas em mais de dez países. A mostra inclui ainda um filme inédito sobre Vivian dirigido por Fernanda.

Cena do curta potiguar Inquietas, de Thaina Morais

Mantendo a tradição de juntar o mapeamento da produção documental contemporânea com os filmes e personagens que fizeram a história do gênero, o É Tudo Verdade deste ano presta homenagem a Jean-Claude Bernardet, com a exibição de Sobre Anos 60 (2000); Luiz Ferraz e Rubens Crispim Jr. com Em Nome do Jogo (2025); Silvio Da-Rin com Missão 115 (2018); e Silvio Tendler com Os Anos JK: Uma Trajetória Política (1980).

Em 11 de abril, o festival realizará em parceria com a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a 23ª Conferência Internacional do Documentário; a programação completa será divulgada posteriormente. Em parceria com o Sesc São Paulo, o festival promoverá um ciclo de encontros entre realizadores e pesquisadores, que discutem suas experiências no campo da produção não ficcional contemporânea nos dias 16 e 17/04, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc.

O festival apresentará também, em parceria com a Spcine, uma masterclass com o cineasta Jorge Bodanzky, de Iracema, Uma Transa Amazônica, no Centro Cultural São Paulo, onde será exibido Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky (2025), realizado em parceria com Liliane Maia.

Pela primeira vez, o É Tudo Verdade apresentará uma sessão infantil. Na mostra batizada de É Tudinho Verdade serão exibidos filmes dirigidos por David Reeks e Renata Meirelles sobre o universo das brincadeiras infantis em diferentes regiões do Brasil. As exibições acontecem no CineSesc e na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, e no Estação NET Rio 5, no Rio de Janeiro. No streaming, serão exibidos dez curtas-metragens com exclusividade pelo Itaú Cultural Play.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2026:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGAS ou MÉDIAS-METRAGENS

A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar
Fernando Coni Campos: Cada Um Vive como Sonha, de Luis Abramo e Pedro Rossi
Patrulha Maria da Penha, de André Bomfim
Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas, de Carlos Adriano
Retiro: A Casa dos Artistas, de Roberto Berliner e Pedro Bronz
Sagrado, de Alice Riff

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTAS-METRAGENS

Divino: Sua Alma, Sua Lente, de Clea Torres e Gilson Costta
Filme-Copacabana, de Sofia Leão
Inquietas, de Thaina Morais
Não Existe Ninja de Pele Preta, de Erik Ely
Natureza Morta, de Diran Serafim
O Dia em que Minha Avó Fugiu de Casa, de Victor Costa Lopes
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique
Talvez Meu Pai Seja Negro, de Flávia Santana
Tanaru, de Júlia Mariano

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGAS ou MÉDIAS-METRAGENS

Atlas do Desaparecimento (Atlas de la Desaparición), de Manuel Correa (Espanha/Noruega)
Benita, de Alan Berliner (EUA)
Desfecho (Closure), de Michał Marczak (Polônia/França)
Dezembro (Diciembre), de Lucas Gallo (Argentina/Uruguai)
Entre Irmãos (Tussen Broers), de Tom Fassaert (Holanda/Bélgica)
Fordlândia Panacea, de Susana de Sousa Dias (Portugal/Brasil)
Mamãe Está Aqui (Mamá Está Acá), de Adriana Loeff e Claudia Abend (Uruguai)
Meu Pai e Gaddafi (بابا والقذافي), de Jihan (EUA/Líbia) 
Os Olhos de Gana (The Eyes of Ghana), de Ben Proudfoot (EUA)
Shooting, de Netalie Braun (Israel)
Túmulo de Gelo (Tombeau de Glace), de Robin Hunzinger (França/Suécia/Noruega)
Um Filme de Medo (Una Película de Miedo), de Sergio Oksman (Espanha/Portugal)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTAS-METRAGENS

Bem-Vinda à Casa, Sardas (Welcome Home Freckles), de Huiju Park (Reino Unido/Coreia do Sul)
Como Ouvir Chafarizes (Ako Počúvať Fontány), de Eva Sajanová (Eslováquia)
Desde que Eles Não nos Encontrem (Żeby Tylko Nas nie Znaleźli), de Maja Górczak (Polônia)
Elegia para os Perdidos (Elegy for the Lost), de William Hong-xiao Wei (Reino Unido/França/Espanha)
Se Não Gosta, Não Olhe (Au Bain des Dames), de Margaux Fournier (França)
Silêncio Azul (Silencio Azul), de Matías Rojas Ruz (Chile)
Sonhos de Apagão (Sueña Ahora), de Gabriele Licchelli, Francesco Lorusso e Andrea Settembrini (Cuba/Itália)
Todas as Folhas São do Vento (Todas las Hojas Son del Viento), de Andrea Rabasa Jofre (México)
Turno da Noite (Night Shift), de Megumi Lim (Ucrânia)

FOCO LATINO-AMERICANO

Mailin, de María Silvia Esteve (Argentina/França/Romênia)
Sem Título # 11: Um Analecto à Mula, de Carlos Adriano (Brasil)
Um Sonho Errante (Un Sueño Errante), de Sofía Betarte (Uruguai)

PROGRAMAS ESPECIAIS 

Me Dá a Bola! (Give Me the Ball!), de Liz Garbus e Elizabeth Wolff (EUA)
Mestre Zu, de Zelito Viana (Brasil)

O ESTADO DAS COISAS

Baisanos, de Andrés Khamis Giacoman e Francisca Khamis Giacoman (Chile/Espanha/Palestina)
Carcereiras, de Julia Hannud (Brasil)
Crianças no Fogo (Children in the Fire), de Evgeny Afineevsky (Ucrânia/República Tcheca/EUA)
O Cio da Terra, de Rivelino Mourão (Brasil)

CLÁSSICOS É TUDO VERDADE

Bardot, de Alain Berliner e Elora Thevenet (França/Bélgica) (2025)
O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Rosemberg Cariry (Brasil) (1986)
Wilsinho Galileia, de João Batista de Andrade (Brasil) (1978)

HOMENAGENS

Em Nome do Jogo, de Luiz Ferraz e Lu Guimarães (Brasil) (2025)
Missão 115, de Silvio Da-Rin (Brasil) (2018)
Os Anos JK: Uma Trajetória Política, de Silvio Tendler (Brasil) (1980)
Sobre Anos 60, de Jean-Claude Bernardet (Brasil) (2000)

RETROSPECTIVA

Copacabana Beach, de Vivian Ostrovsky (EUA) (1983)
CORrespondência e REcorDAÇÕES, de Vivian Ostrovsky (EUA) (2012)
Domínio Público (Public Domain), de Vivian Ostrovsky (EUA) (1996)
Elizabeth Bishop: Do Brasil, com Amor (Elizabeth Bishop: From Brazil with Love), de Vivian Ostrovsky (EUA) (2025)
Hiatus, de Vivian Ostrovsky (EUA) (2018)
Idas e Vindas (Allers-Venues), de Vivian Ostrovsky (EUA) (1984)
Losing the Thread, de Vivian Ostrovsky (EUA) (2014)
M.M. em Movimento (M.M. in Motion), de Vivian Ostrovsky (EUA) (1992)
Movie (V.O.), de Vivian Ostrovsky (EUA) (1982)
Nikita Kino, de Vivian Ostrovsky (EUA) (2002)
Son Chant, de Vivian Ostrovsky (EUA) (2020)
Tatitude, de Vivian Ostrovsky (EUA) (2009)
The Title Was Shot, de Vivian Ostrovsky (EUA) (2009)
U.S.S.A., de Vivian Ostrovsky (EUA) (1985)
V.O por F.P, de Fernanda Pessoa (Brasil) (2026)

SESSÃO DE ABERTURA | SÃO PAULO
Bowie: O Ato Final (Bowie: The Final Act), de Jonathan Stiasny (Reino Unido)

SESSÃO DE ABERTURA | RIO DE JANEIRO
Vivo 76, de Lírio Ferreira (Brasil)

SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Memória de Os Esquecidos (Memoria de Los Olvidados), de Javier Espada (México/EUA)

Fotos: Petrus Cariry/Trevo Azul Filmes/Divulgação.

Curta Taquary 2026: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do curta pernambucano Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique: premiado

Foram anunciados neste domingo, 22/03, Dia Mundial da Água, em Taquaritinga do Norte, em uma cerimônia virtual apresentada por Ana Célia Gomes, os vencedores da 19ª edição do Curta Taquary. O público acompanhou a programação deste ano com mais de 60 curtas-metragens de todas as partes do país, que foram exibidos no Cine Aurélio, em Toritama, o único cinema de rua em funcionamento no Agreste Setentrional pernambucano.

As obras integraram dez mostras competitivas com premiações em diversas categorias. Também foram premiados vídeos de um minuto realizados por alunos de Brejo da Madre de Deus, Jataúba, Poção, Santa Cruz do Capibaribe, Taquaritinga do Norte e Toritama pelo Concurso Rios de Imagens.

A 19ª edição do Curta Taquary realizou, ainda, ações de meio ambiente consciente das demandas da região, que lida com questões que vão desde escassez de água até poluição de rios. As atividades foram executadas em parceria com a Compesa, Companhia Pernambucana de Saneamento, e a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE), nas cidades de Poção, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Taquaritinga do Norte. Mais de 2,2 mil pessoas participaram de ações formativas de educação ambiental como plantio de mudas, palestra sobre reflorestamento e recursos hídricos e oficina de horta vertical com garrafas PET.

Desde 2005, o Curta Taquary já exibiu mais de dois mil curtas para plateias que, em edições presenciais e on-line, superam a marca de 200 mil espectadores. Há quatro edições, o festival também planta uma muda a cada filme inscrito. Nos últimos anos, o Curta Taquary e a Compesa já plantaram 3 mil mudas em escolas, praças públicas, assentamentos, áreas degradadas e regiões próximas ao rio Capibaribe; neste ano, serão mais 967, número que corresponde à quantidade de filmes inscritos

Conheça os vencedores do 19º Curta Taquary:

MOSTRA BRASIL
*Júri: Bertrand Lira, Caroline Oliveira e Viviane Pistache 

Melhor Filme: Ninguém (Mais) Verá, de Fabiano Raposo (PB)
Melhor Direção: Rosana Urbes, por Safo
Melhor Roteiro: Moti, escrito por André Okuma
Melhor Ator: Alexandre Amador, por Samba Infinito
Melhor Atriz: Soia Lira, por Ressonância
Melhor Fotografia: Samba Infinito, por João Atala
Melhor Direção de Arte: Safo, por Rosana Urbes
Melhor Figurino: Kabuki, por Andressa W. Klawa e Rosa Nalu
Melhor Edição: Ninguém (Mais) Verá, por Diego Pontes
Melhor Trilha Sonora: Destinação, por Janu Leite
Melhor Som: Samba Infinito, por Victor Tigronez
Melhor Cartaz: Moti 
Menção Honrosa: Real, de Júlio Abreu (GO)

MOSTRA PERNAMBUCANA
*Júri: Edvaldo Santos, João Carlos Beltrão e Norma Goes 

Melhor Filme: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique
Melhor Direção: Douglas Henrique, por Os Arcos Dourados de Olinda
Melhor Roteiro: Os Arcos Dourados de Olinda, escrito por Arnon Hochman e Douglas Henrique
Melhor Ator: Jailson Silva, por Amargo
Melhor Atriz: Maria Emília Santos, por Trincheiras
Melhor Fotografia: PX Origens, por Adalberto Oliveira
Melhor Direção de Arte: Trincheiras, por Clara Carvalho
Melhor Figurino: PX Origens, por Tatiane Cabral
Melhor Edição: Os Arcos Dourados de Olinda, por Douglas Henrique
Melhor Trilha Sonora: Dynamite Som: O Futuro é Lamento Negro, por Gilmar Bolla Oito
Melhor Som: Amargo, por Alison Santos
Melhor Cartaz: Os Arcos Dourados de Olinda, por Rogi Silva

MOSTRA AGRESTE
*Júri: Edvaldo Santos, João Carlos Beltrão e Norma Goes

Melhor Filme: Iluminação Especial 7.0, de Mayara Bezerra (PE)
Melhor Direção: Mayara Bezerra, por Iluminação Especial 7.0
Melhor Roteiro: Alto dos Mouras, das Louceiras, dos Mestres de Barro, escrito por Rosangela Araújo
Melhor Ator: Iran Neves, por Lonjy-Abaré
Melhor Atriz: Dona Zefinha, por Zefinha de Bernardo
Melhor Fotografia: Lonjy-Abaré, por Mateus Sá
Melhor Direção de Arte: Iluminação Especial 7.0, por Márcio Maracajá e João Rocha
Melhor Figurino: Iluminação Especial 7.0
Melhor Edição: Lonjy-Abaré, por Amandine Goisbault
Melhor Trilha Sonora: Zefinha de Bernardo
Melhor Som: Iluminação Especial 7.0, por Marcio Torres
Melhor Cartaz: Iluminação Especial 7.0
Menção Honrosa: Alto dos Mouras, das Louceiras, dos Mestres de Barro, de Rosangela Araújo (PE); por trazer para a tela os retratos, protagonismo e memórias das mãos femininas que moldam a arte do barro neste território

MOSTRA PRIMEIROS PASSOS
*Júri: Breno Ferreira, Maycon Carvalho e Taciana Kramer

Melhor Filme: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Melhor Direção: Ellen Morais, por A Nave que Nunca Pousa
Melhor Roteiro: A Nave que Nunca Pousa, escrito por Jaime Guimarães
Melhor Fotografia: A Nave que Nunca Pousa, por Breno César
Melhor Direção de Arte: Trapo, por João Chimendes e Felipe Oliveira
Melhor Figurino: Trapo, por João Chimendes
Melhor Edição: A Nave que Nunca Pousa, por Jaime Guimarães
Melhor Som: A Nave que Nunca Pousa, por Janaína Lacerda
Menção Honrosa: Leonardo Oliveira, por Trapo
Menção Honrosa: Thayara Mineiro, por Thayara
Menção Honrosa: para o roteiro de Trapo, escrito por João Chimendes e Felipe Oliveira
Melhor Cartaz: A Nave que Nunca Pousa

MOSTRA UNIVERSITÁRIA
*Júri: Breno Ferreira, Maycon Carvalho e Taciana Kramer

Melhor Filme: Vestígios, de Marina Fortunato Herweg e Milena Rey-Sanchez (SP)
Melhor Direção: Marina Fortunato Herweg e Milena Rey-Sanchez, por Vestígios 
Melhor Roteiro: Vestígios, escrito por Marina Fortunato Herweg e Milena Rey-Sanchez
Melhor Atuação: Asaías Rodrigues, por Sertão 2138
Melhor Fotografia: Sertão 2138, por Gabriel Manes
Melhor Direção de Arte: Sertão 2138, por Jennifer Santos
Melhor Edição: A Casa Azul, por João Chagas
Melhor Trilha Sonora: Rosetta, por Mateus de Laet Pereira
Melhor Som: Sertão 2138, por Bruno Silva
Melhor Cartaz: Vestígios 

MOSTRA CURTAS FANTÁSTICOS
*Júri: Marcia Lohss, Valtyennya Pires e Wesley Gondim

Melhor Filme: Dia dos Pais, de Bernardo Ale Abinader (AM)
Melhor Direção: Janaína Lacerda, por Pedra-Mar
Melhor Roteiro: Dia dos Pais, escrito por Bernardo Ale Abinader
Melhor Ator: Adanilo, por Dia dos Pais
Melhor Atriz: Ana Marinho, por Pedra-Mar
Melhor Fotografia: Pedra-Mar, por Breno César
Melhor Direção de Arte: Dia dos Pais, por Francisco Ricardo
Melhor Edição: Pedra-Mar, por Pedro Queiroz
Melhor Trilha Sonora: Dia dos Pais
Melhor Som: Não Desça as Escadas, por Alexandre Klein
Melhor Cartaz: Gambá

MOSTRA DIVERSIDADE
*Júri: Marcia Lohss, Valtyennya Pires e Wesley Gondim

Melhor Filme: Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Melhor Direção: Luma Flôres, por Como Nasce um Rio
Melhor Roteiro: Como Nasce um Rio, escrito por Luma Flôres
Melhor Ator: Wanderson César, por Fale a Ela o que me Aconteceu
Melhor Atriz: Clara Maia Matos, por Fale a Ela o que me Aconteceu
Melhor Fotografia: Fale a Ela o que me Aconteceu, por Gustavo Pessoa
Melhor Direção de Arte: Como Nasce um Rio, por Luma Flôres
Melhor Edição: Vermelho de Bolinhas, por Lucas Santos, Joedson Kelvin e Renata Fortes
Melhor Trilha Sonora: Fale a Ela o que me Aconteceu
Melhor Som: Fale a Ela o que me Aconteceu, por Catha Pimentel
Melhor Cartaz: Como Nasce um Rio

MOSTRA DÁLIA DA SERRA
*Júri: Leandra Moreira e Thiago Morais

Melhor Filme: 1954, de Modesto de Barros e Pedro Severien (PE)
Melhor Direção: Coletivo Cinema no Interior, por Encantados
Melhor Roteiro: De Barriga pra Cima, escrito por Equipe IMA e Moradores da Comunidade Quilombola de Monte Alegre (Cachoeiro do Itapemirim) (Projeto Cine Quilombola/Instituto Marlin Azul)
Melhor Ator: Jonacir Ventura, por De Barriga pra Cima
Melhor Atriz: Isabelli Soares Silva, por Encantados
Melhor Fotografia: Encantados, por Laura Castor
Melhor Direção de Arte: Entre Linhas e Lutas, por Tatá Caparroz
Melhor Figurino: 1954, por Modesto de Barros, Dorotea Nogueira, Carlos Sett e Diana Lima
Melhor Edição: Nosso Tempero, por Mariana de Lima
Melhor Trilha Sonora: Encantados, por Wagner Miranda (Grupo Matingueiros
Melhor Som: 1954, por Manas Choudhury e Adalberto Oliveira
Melhor Cartaz: Encantados

MOSTRA POR UM MUNDO MELHOR
*Júri: Ariadne Mazzetti e Danny Barbosa

Melhor Filme: O Despertar de Aiyra, de Duda Rodrigues e Juliana Rogge (SP)
Melhor Direção: Duda Rodrigues e Juliana Rogge, por O Despertar de Aiyra
Melhor Roteiro: O Despertar de Aiyra, escrito por Duda Rodrigues e Juliana Rogge
Melhor Fotografia: O Voo do Rio, por Aline Belfort
Melhor Direção de Arte: O Despertar de Aiyra, por Lua Costa
Melhor Edição: Colmeia, por Óscar Araújo
Melhor Trilha Sonora: A Árvore de Lixo, por Renan Elias e Banda Matula Roots (Audaz Errante)
Melhor Som: Colmeia, por Giancarlo Galdino
Melhor Cartaz: Colmeia (PB)

MOSTRA CRIANCINE
*Júri: Leandra Moreira e Thiago Morais

Melhor Filme: Rua 27, de Gabi Saegesser, Nathalia Flor e Roma Julia (PE)
Melhor Direção: Eduardo P. Moreira, por Zé Lins e o Cangaceiro
Melhor Roteiro: Bumba Meu Boto, escrito por Chrys Williams
Melhor Ator: Caio Lins e Samuel dos Santos, por Zé Lins e o Cangaceiro
Melhor Atriz: Ana Júlia, Giovanna Carboneli e Helena Maria, por Rua 27
Melhor Fotografia: Kaira e o Temporal, por Evye Cavalcante
Melhor Direção de Arte: Kaira e o Temporal, por Sérgio Silveira e Lana Benigno
Melhor Figurino: Rua 27, por Esther Albuquerque
Melhor Edição: Zé Lins e o Cangaceiro, por Eduardo P. Moreira
Melhor Trilha Sonora: Kaira e o Temporal, por João Victor Barroso
Melhor Som: Fruto Desse Chão, por Walman Filho e Luís Paulo Serafim
Melhor Cartaz: Kaira e o Temporal 

CONCURSO RIOS DE IMAGENS | JÚRI TÉCNICO
*Júri: Andrea Martínez e Leo Leite

1º lugar: Contemplando a Natureza (Escola Manoel Benedito da Silva) (Toritama)
2º lugar: Onde Está o Turismo do Capibaribe (Centro Educacional Teresa de Calcutá) (Taquaritinga do Norte)
3º lugar: Quando a Natureza Clama (Escola Municipal José Mendonça Bezerra) (Santa Cruz do Capibaribe)
Menção Honrosa: Salve o Rio Capibaribe (EREM Severino Cordeiro) (Taquaritinga do Norte)
Menção Honrosa: As Capivaras Voltaram (Escola M. José Paulo de Lima) (Toritama)
Menção Honrosa: Nas Águas do Capibaribe Nasce a Esperança (Poção)
Menção Honrosa: Preservação Ambiental (Escola José Higino de Sousa) (Jataúba) 

CONCURSO RIOS DE IMAGENS | JÚRI POPULAR

As Capivaras Voltaram (Escola Municipal José Paulo de Lima) (Toritama) (3.919 visualizações)
Onde Está o Turismo do Capibaribe (Centro Educacional Tereza de Calcutá) (Taquaritinga do Norte) (1.581 visualizações)
Memórias de um Rio (Escola Municipal Ivone Gonçalves de Araújo) (Santa Cruz do Capibaribe) (1.436 visualizações)
A Voz do Rio de Poção (Escola Oscarina Cavalcanti) (Poção) (1.306 visualizações)
Tudo Começa com um Pingo (Escola Municipal João de Freitas Barros) (Jataúba) (1.162 visualizações)

Foto: Divulgação/Inferno Produções.

Prêmio Platino 2026: conheça os indicados; brasileiros estão na disputa

por: Cinevitor
Wagner Moura e Buda Lira em O Agente Secreto: oito indicações

Foram revelados nesta sexta-feira, 20/03, os indicados ao XIII Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine y el Audiovisual Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países; o anúncio foi realizado por Carlota Vizmanos, em Miami, no Telemundo Center.

Em sua 13ª edição, que acontecerá no Teatro Gran Tlachco, no Parque Xcaret, em Riviera Maya, no México, no dia 9 de maio, 30 filmes e 19 séries completam a lista de finalistas, sendo produções de 14 países ibero-americanos. Entre os longas-metragens, o argentino Belén: Uma História de Injustiça e o espanhol Los domingos lideram a lista com onze indicações cada; o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, aparece na sequência com oito indicações, entre elas, melhor filme ibero-americano de ficção e melhor ator para Wagner Moura. Nas categorias televisivas, O Eternauta se destaca com 13 indicações

Neste ano, o Prêmio Platino acrescentou doze novas categorias em cinema e televisão, entre elas, a de melhor série de longa duração. Sendo assim, os prêmios serão entregues em dois eventos. No dia 16 de abril, vencedores de 21 categorias serão revelados: em cinema (trilha sonora, atriz coadjuvante, ator coadjuvante, montagem, direção de arte, fotografia, som, Cine y Educación en Valores, figurino, maquiagem e penteado e efeitos especiais) e televisão (atriz coadjuvante, ator coadjuvante, trilha sonora, montagem, direção de arte, fotografia, som, maquiagem e penteado, figurino, efeitos especiais). Vale destacar que os vencedores destas categorias viajarão para Quintana Roo e receberão os prêmios; os demais vencedores serão anunciados na cerimônia oficial no dia 9 de maio

Além de O Agente Secreto, o Brasil marca presença com diversas produções e profissionais, como: o documentário Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa; os longas Manas, de Marianna Brennand, O Último Azul, de Gabriel Mascaro e O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende; e as produções de streaming Beleza Fatal e Ângela Diniz: Assassinada e Condenada. Além disso, o brasileiro Ricardo Saraiva concorre pela montagem do longa colombiano Um Poeta

Vale lembrar que no ano passado, o longa Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, recebeu três prêmios: melhor filme ibero-americano de ficção, sendo a primeira vez de um título brasileiro premiado nesta categoria; melhor direção, prêmio inédito para um diretor brasileiro; e melhor atriz para Fernanda Torres.

Conheça os indicados ao 13º Prêmio Platino de Cinema e Audiovisual Ibero-Americano:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO
Aún es de noche en Caracas, de Mariana Rondón e Marité Ugas (México/Venezuela)
Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)
Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha)
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Alemanha/Holanda)
Sirât, de Oliver Laxe (Espanha/França)

MELHOR COMÉDIA IBERO-AMERICANA DE FICÇÃO
Homo Argentum, de Mariano Cohn e Gastón Duprat (Argentina/Espanha)
La cena, de Manuel Gómez Pereira (Espanha/França)
Um Cabo Solto, de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)
Um Poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Decorado, de Alberto Vázquez (Espanha/Portugal)
Kayara: A Princesa Inca, de Dirk Hampel e Cesar Zelada (Peru/Espanha)
Olivia & Las Nubes, de Tomás Pichardo-Espaillat (República Dominicana)
Soy Frankelda, de Arturo Ambriz, Roy Ambriz e Mireya Mendoza (México)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa (Brasil)
Flores para Antonio, de Isaki Lacuesta e Elena Molina (Espanha)
Sob as Bandeiras, o Sol, de Juanjo Pereira (Paraguai/Argentina/EUA/França/Alemanha)
Tardes de Solidão, de Albert Serra (Espanha/França/Portugal)

MELHOR FILME DE ESTREIA
Manas, de Marianna Brennand (Brasil/Portugal)
No nos moverán, de Pierre Saint-Martin (México)
O Olhar Misterioso do Flamingo, de Diego Céspedes (Chile/Espanha/França/Alemanha/Bélgica)
Surda, de Eva Libertad (Espanha)

MELHOR DIREÇÃO
Alauda Ruiz de Azúa, por Los domingos
Dolores Fonzi, por Belén: Uma História de Injustiça
Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
Oliver Laxe, por Sirât

MELHOR ROTEIRO
Los domingos, escrito por Alauda Ruiz de Azúa
O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho
Sirât, escrito por Oliver Laxe e Santiago Fillol
Um Poeta, escrito por Simón Mesa Soto

MELHOR ATRIZ
Blanca Soroa, por Los domingos
Dolores Fonzi, por Belén: Uma História de Injustiça
Natalia Reyes, por Aún es de noche en Caracas
Patricia López Arnaiz, por Los domingos

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Camila Pláate, por Belén: Uma História de Injustiça
Dira Paes, por Manas
Julieta Cardinali, por Belén: Uma História de Injustiça
Nagore Aranburu, por Los domingos

MELHOR ATOR
Alberto San Juan, por La cena
Guillermo Francella, por Homo Argentum
Ubeimar Ríos Gómez, por Um Poeta
Wagner Moura, por O Agente Secreto

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Álvaro Cervantes, por Surda
Edgar Ramírez, por Aún es de noche en Caracas
Juan Minujín, por Los domingos
Rodrigo Santoro, por O Último Azul

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Belén: Uma História de Injustiça, por Javier Juliá
Los domingos, por Bet Rourich
Sirât, por Mauro Herce
Um Poeta, por Juan Sarmiento Grisales

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Belén: Uma História de Injustiça, por Micaela Saiegh
La cena, por Koldo Vallés
O Agente Secreto, por Thales Junqueira
O Olhar Misterioso do Flamingo, por Bernardita Baeza

MELHOR FIGURINO
Belén: Uma História de Injustiça, por Lucía Gasconi e Greta Ure
La cena, por Helena Sanchís
Los domingos, por Ana Martínez Fesser
O Agente Secreto, por Rita Azevedo 

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
As Meninas Exemplares, por Nuno Esteves Blue e Teresa Dias
Los domingos, por Ainhoa Eskisabel e Jone Gabarain
O Cativo, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz
O Filho de Mil Homens, por Martín Macías Trujillo

MELHOR MONTAGEM
Los domingos, por Andrés Gil
O Agente Secreto, por Eduardo Serrano e Matheus Farias
Sirât, por Cristóbal Fernández
Um Poeta, por Ricardo Saraiva

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
El último blues del croata, por Alejandro Rivas Cottle e Gonzalo Pardo
Maspalomas, por Aránzazu Calleja
O Agente Secreto, por Tomaz Alves Souza e Mateus Alves
Um Poeta, por Matti Bye e Trio Ramberget

MELHOR SOM
Belén: Uma História de Injustiça, por Leandro de Loredo
Cordillera de Fuego, por Eduardo Cáceres
Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas
Surda, por Urko Garai, Enrique G. Bermejo e Alejandro Castillo

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Aún es de noche en Caracas, por Raúl Luna e Paula Siqueira
Belén: Uma História de Injustiça, por Bruno Fauceglia, Lucas di Rago e Mariano Segat
Los Tigres, por Ana Rubio e Paula Gallifa Rubia
Sirât, por Pep Claret

PRÊMIO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES
A Mulher da Fila, de Benjamín Ávila (Argentina/Espanha)
Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)
Manas, de Marianna Brennand (Brasil/Portugal)
Surda, de Eva Libertad (Espanha)

MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA | FICÇÃO ou DOCUMENTÁRIO
Anatomía de un instante (Espanha)
As Mortas (México)
Chespirito: Sem Querer Querendo (México)
O Eternauta (Argentina)

MELHOR SÉRIE LONGA
A Promessa (Esopanha)
Beleza Fatal (Brasil)
Sonhos de Liberdade (Espanha)
Velvet: El Nuevo Imperio (EUA)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Álvaro Morte, por Anatomía de un instante
Javier Cámara, por Yakarta
Leonardo Sbaraglia, por Menem: El Show del Presidente
Ricardo Darín, por O Eternauta

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Candela Peña, por Estado de Fúria
Carla Quílez, por Yakarta
Griselda Siciliani, por Invejosa
Paulina Gaitán, por As Mortas

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE
César Troncoso, por O Eternauta
David Lorente, por Anatomía de un instante
Eduard Fernández, por Anatomía de un instante
Juan Lecanda, por Chespirito: Sem Querer Querendo

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Andrea Pietra, por O Eternauta
Leticia Huijara, por As Mortas
Lorena Vega, por Invejosa
Yalitza Aparicio, por Cometerra

MELHOR CRIADOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Bruno Stagnaro, por O Eternauta (Argentina)
Mariano Varela e Ariel Winograd, por Menem: El Show del Presidente (Argentina)
Rafael Cobos, José Manuel Lorenzo, Fran Araújo e Alberto Rodríguez, por Anatomía de un instante (Espanha)
Rodrigo Guerrero, por Dissociação (Colômbia)

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Álex Catalán
As Mortas, por Alberto Anaya Adalid
Dissociação, por Diego Jiménez
O Eternauta, por Gastón Girod

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Pepe Domínguez del Olmo
As Mortas, por Salvador Parra
Menem: El Show del Presidente, por Natalia Mendiburu
O Eternauta, por Maria Battaglia e Julián Romera

MELHOR FIGURINO | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Fernando García
Dissociação, por Julián Grijalba
Menem: El Show del Presidente, por Pilar González
Nadie nos vio partir, por Annai Ramos
O Eternauta, por Patricia Conta

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Yolanda Piña e Nacho Díaz
Menem: El Show del Presidente, por Marcos Cáceres e Dolores Giménez
Mentiras, a Série, por Alejandra Velarde
O Eternauta, por Dino Balanzino e Ángela Garacija

MELHOR MÚSICA ORIGINAL | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Julio de la Rosa
Ângela Diniz: Assassinada e Condenada, por Antonio Pinto e Gabriel Ferreira
Dissociação, por Manuel J. Gordillo
O Eternauta, por Federico Jusid

MELHOR SOM | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Daniel de Zayas
Dissociação, por Andrés Silva Díaz e Alejandro Uribe-Holguín
Mentiras, a Série, por Alejandro de Icaza
O Eternauta, por Martín Grignaschi

MELHOR MONTAGEM | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por José M. G. Moyano
Juan Gabriel: Devo, Posso e Quero, por Valeria Valenzuela e María José Cuevas
Menem: El Show del Presidente, por Andrés Quaranta
O Eternauta, por Alejandro Broderson e Alejandro Parysow

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Cada Minuto Conta, por Ricardo Arvizu
Cometerra, por Daniel de la Madrid e Alejandro Valente
Menem: El Show del Presidente, por Guille Lawlor, Bruno Fauceglia e Ezequiel Hasl
O Eternauta, por Ezequiel Rossi, Pablo Accame e Ignacio Pol

Foto: Divulgação/CinemaScópio Produções.

VII Curta na Serra: conheça os títulos selecionados

por: Cinevitor
William Oliveira no curta pernambucano Lança-Foguete

A sétima edição do Curta na Serra – Festival de Cinema ao Ar Livre acontecerá entre os dias 27 e 29 de março no Anfiteatro de Serra Negra, em Bezerros, Pernambuco. Consolidado como um dos principais festivais de cinema do estado e uma referência no circuito de eventos ao ar livre no Brasil, a programação gratuita contará com exibições de filmes, videoclipes, homenagens, debates, oficinas e atividades formativas conectando realizadores e público em um dos cenários mais emblemáticos do Agreste pernambucano.

O Curta na Serra se diferencia por sua capacidade de agregar produções que exploram diferentes gêneros, formatos e territórios, trazendo narrativas de todas as regiões do país. Nesta edição histórica, o festival bateu recorde de participação com 1.194 filmes inscritos; número que reafirma sua relevância crescente no cenário audiovisual brasileiro e a confiança dos realizadores no projeto.

A seleção deste ano está organizada em quatro seções: Panorama Pernambuco, Panorama Nacional, Videoclipes e Sessão Especial. A curadoria do 7º Curta na Serra é assinada por Vitor Búrigo, membro da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, editor do site CineVitor e apresentador do podcast Plano Geral, que buscou reunir obras que dialogam com a diversidade estética e temática do cinema brasileiro contemporâneo, valorizando tanto a produção regional quanto os múltiplos olhares que atravessam o país.

Com uma programação composta por curtas-metragens de ficção, documentário, animação e experimental, o festival convida o público a mergulhar em diferentes experiências cinematográficas. Em formato híbrido, além das sessões presenciais realizadas ao ar livre no Anfiteatro de Serra Negra, parte dos filmes também será exibida on-line, ampliando o alcance da programação e fortalecendo a difusão do audiovisual independente brasileiro.

“O recorde de inscrições reafirma a relevância que o Curta na Serra conquistou ao longo dos anos. Receber filmes de todas as regiões do país demonstra a confiança dos realizadores no projeto e fortalece nossa missão de interiorizar o acesso ao cinema, promovendo encontros entre diferentes realidades e ampliando o diálogo do público com a produção audiovisual brasileira”, destaca Marlom Meirelles, idealizador e diretor do festival.

Camila Pitanga no curta Samba Infinito, de Leonardo Martinelli

No Panorama Nacional, filmes do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba, São Paulo, Goiás e Ceará compõem um mosaico de temáticas e linguagens. Já o Panorama Pernambuco evidencia a força da produção local com obras que dialogam com identidade, memória, território e experimentação estética. A mostra Videoclipes amplia o diálogo entre cinema e música, reunindo trabalhos de diferentes regiões do país. A Sessão Especial complementa a programação com títulos que aprofundam a diversidade temática e regional da edição.

A programação do festival também contará com rodas de diálogo, debates e oficinas reafirmando o compromisso do Curta na Serra com a formação de novos realizadores e com o fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual, especialmente no interior do Brasil. As atividades promovem encontros entre cineastas, produtores, estudantes e o público, ampliando o impacto cultural do evento para além das telas.

Neste ano, o Curta na Serra homenageará o consagrado longa-metragem pernambucano O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi indicado ao Oscar 2026. Com isso, celebra essa potência artística e reafirma seu compromisso com a valorização do cinema produzido em nosso território. Homenagear este filme é também reconhecer o trabalho coletivo que sustenta o cinema. Por trás de cada obra existem centenas de profissionais que movimentam a cadeia do audiovisual: direção, produção, elenco, fotografia, direção de arte, figurino, maquiagem, montagem, som e tantas outras áreas fundamentais. De forma simbólica, esta homenagem se estende a todos que contribuíram para tornar esse filme possível e para fortalecer o cinema brasileiro. Além disso, o artista plástico, artesão e carnavalesco bezerrense Robeval Lima também será um dos homenageados desta edição. 

Em sua programação formativa, o festival contará com a oficina Meu Primeiro Roteiro, que será ministrada por Rosa Fernan, cineasta recifense e diretora dos curtas Milkshake e As Musas, que foi premiado no Festival de Cinema de Gramado do ano passado. A atividade propõe uma introdução criativa ao universo da escrita para cinema, incentivando participantes a desenvolverem suas primeiras ideias de histórias audiovisuais. A proposta é estimular a imaginação, fortalecer a autoconfiança criativa e mostrar que grandes filmes podem nascer de experiências do cotidiano.

Realizado a aproximadamente 960 metros de altitude, em meio à paisagem natural da Serra Negra, o Curta na Serra se consolidou como um dos festivais de cinema ao ar livre mais relevantes do país. Ao ocupar um território marcado pela força da cultura popular pernambucana, o evento transforma o distrito em ponto de encontro do audiovisual brasileiro, promovendo descentralização, democratização do acesso à cultura e circulação de obras contemporâneas em um contexto geográfico único. Mais do que um festival, o Curta na Serra é uma experiência coletiva que une cinema, arte e identidade em plena Serra Negra.

Conheça os filmes selecionados para o VII Curta na Serra:

PANORAMA NACIONAL

Abandonar um Cavalo, de Arthur Pereira Maciel (SP)
Akaîutĩ, de Kaline Cassiano, JP Mello e Sylara Silvério (RN)
Depois de Você, de Gustavo Marques (GO)
Farpa, de Thaís Olivier e Raphael Phields (MG) 
No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE) 
Pedra-Mar, de Janaína Lacerda (PB)
Ressonância, de Anna Zêpa (RN) 
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)

PANORAMA PERNAMBUCO

A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond 
Aqui é Longe de Lá, de Samuel Marinho
Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui
Dynamite Som: O Futuro é Lamento Negro, de Lia Letícia e Pedro Severien
Lança-Foguete, de William Oliveira
Pé de Chinelo, de Cátia Cardoso
Sertão 2138, de Deuilton B. Junior
Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida

VIDEOCLIPE 

Alumeia, de Luana Flores e Juliana Linhares; direção: Luana Flores (PB) 
Cana Queimada de Desejos, de Sávio Sabiá; direção: Ricardo Sékula e Sávio Sabiá (PE) 
Mergulho, de Nayri; direção: Juh Almeida (BA) 
Nas Coisas Tão Mais Lindas, de Caike Souza; direção: Caio Arruda (PE)
Paracetamono, de Sr. Coimbra; direção: Tássia Araújo (PI) 
Ponte Aérea, de Pedro Mann; direção: Renan Salotto (RJ/SP)

SESSÃO ESPECIAL

A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) 
Americana, de Agarb Braga (PA) 
Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO)
Histórias do Alto, de Carlos Kamara (PE) 
O Bicho que Eu Tinha Medo, de Jhonatan Luiz (DF) 
O Pintor, de Victor Castilhos (RS) 
Pupá, de Osani (RN) 
Quando Eu For Grande?, de Mano Cappu (PR) 
Santo Graal, de Giselle Gonçalves e João Oliveira (PE) 
Sob o Céu de Analândia, de João Folharini (SP)
Tente Sua Sorte, de Guenia Lemos (PR) 
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE) 

Foto: Malu Almeida/Ian Rassari.

Oscar 2026: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Michael B. Jordan: melhor ator por Pecadores

Foram anunciados neste domingo, 15/03, os vencedores da 98ª edição do Oscar. A cerimônia de premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, realizada no Dolby Theatre, em Hollywood, foi apresentada por Conan O’Brien, que assumiu a função pela segunda vez.

Dirigido por Paul Thomas Anderson, Uma Batalha Após a Outra, que recebeu treze indicações, foi consagrado com seis estatuetas douradas, entre elas, a de melhor filme; Pecadores, de Ryan Coogler, que liderava a lista com 16 indicações, levou quatro prêmios

O cinema brasileiro, que estava representado por O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, em quatro categorias, infelizmente, não foi premiado. Porém, Wagner Moura, que disputava como melhor ator, subiu ao palco, ao lado de outros nomes de Hollywood, como Gwyneth Paltrow, para apresentar a nova categoria da premiação: melhor direção de elenco.

No palco, cada apresentador falou sobre o diretor de elenco de seu filme. Sendo assim, Wagner destacou o trabalho do brasileiro Gabriel Domingues, que estava indicado, mas, infelizmente, perdeu para Cassandra Kulukundis, de Uma Batalha Após a Outra: “O Agente Secreto se passa no Brasil no final dos anos 1970. Gabriel Domingues teve que povoar este filme com pessoas que tinham rostos que pareciam pertencer àquela época. Gabriel, você alcançou esse objetivo. Você encontrou esses rostos e você fez isso tomando tanto cuidado e atenção com as menores partes quanto você teve com as maiores partes. E a vida que isso deu ao nosso filme é imensurável. Você, Gabriel, usou sua técnica para moldar um mundo inteiro em O Agente Secreto”, disse, sendo ovacionado. E finalizou em português: “E por isso eu digo: parabéns!”.

O pernambucano O Agente Secreto também concorria como melhor filme internacional e melhor filme. No ano passado, o Brasil foi premiado com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles

Wagner Moura no palco do Oscar

Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso, que disputava o prêmio de melhor direção de fotografia por Sonhos de Trem, infelizmente, perdeu para Autumn Durald Arkapaw, de Pecadores, que tornou-se a primeira mulher nos 98 anos de premiação a vencer nesta categoria (e a quarta a ser indicada). Aplaudida pelo público, disse: “Eu quero que todas as mulheres se levantem, pois só cheguei até aqui por causa de vocês”

A noite também foi marcada por outros discursos emocionantes. Amy Madigan levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu trabalho em A Hora do Mal. Ovacionada pelo público, discursou: “Eu faço isso há muito, muito tempo. E esse é o meu primeiro Oscar. Nunca imaginei que ganharia por interpretar uma tia assustadora em um filme de terror”. Vale lembrar que Madigan foi indicada nesta mesma categoria em 1986 por Duas Vezes na Vida, mas perdeu para Anjelica Huston em A Honra do Poderoso Prizzi

Michael B. Jordan, que levou o prêmio de melhor ator por Pecadores, desbancando o brasileiro Wagner Moura, emocionou no palco: Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim: Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker e Will Smith. Estar entre esses gigantes, esses grandes, meus ancestrais, meus ídolos. Obrigado a todos nesta sala e a todos em casa por me apoiarem ao longo da minha carreira. Eu sinto isso. Sei que vocês querem que eu me saia bem e eu quero fazer isso porque vocês apostaram em mim”. Jessie Buckley, eleita a melhor atriz por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, também emocionou: “Gostaria de dedicar esse Oscar à beleza do caos do coração de uma mãe”

Pela sétima vez na história do Oscar, uma categoria empatou e contemplou dois vencedores: o prêmio de melhor curta-metragem de ficção foi para o francês Deux personnes échangeant de la salive, dirigido por Natalie Musteata e Alexandre Singh, e Os Cantores, de Sam A. Davis. O apresentador Kumail Nanjiani brincou com a situação e disse: “É um empate. Não estou brincando. É realmente um empate. Então, pessoal, mantenham a calma e vamos resolver isso”

Confira a lista completa com os vencedores do Oscar 2026:

MELHOR FILME
Uma Batalha Após a Outra

MELHOR DIREÇÃO
Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra 

MELHOR ATRIZ
Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Madigan, por A Hora do Mal

MELHOR ATOR
Michael B. Jordan, por Pecadores

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Pecadores, escrito por Ryan Coogler 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson 

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega) 

MELHOR ANIMAÇÃO
Guerreiras do K-Pop, de Maggie Kang e Chris Appelhans 

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Um Zé Ninguém Contra Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin 

MELHOR DIREÇÃO DE ELENCO
Uma Batalha Após a Outra, por Cassandra Kulukundis

MELHOR FOTOGRAFIA
Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw 

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Frankenstein, por Tamara Deverell e Shane Vieau

MELHOR FIGURINO
Frankenstein, por Kate Hawley

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
Frankenstein, por Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey

MELHOR EDIÇÃO
Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen 

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Pecadores, por Ludwig Göransson 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Golden, por EJAE, Mark Sonnenblick, Joong Gyu Kwak, Yu Han Lee, Hee Dong Nam, Jeong Hoon Seon e Teddy Park (Guerreiras do K-Pop

MELHOR SOM
F1: O Filme, por Gareth John, Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A. Rizzo e Juan Peralta

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar: Fogo e Cinzas, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO (empate)
Deux personnes échangeant de la salive, de Natalie Musteata e Alexandre Singh 
Os Cantores, de Sam A. Davis 

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Quartos Vazios, de Joshua Seftel 

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
The Girl Who Cried Pearls, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski

Fotos: Trae Patton/Wally Skalij/The Academy/A.M.P.A.S.

XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Vitória Bianco e Norma Goes no longa paraibano Malaika, de André Morais

A 21ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema acontecerá entre os dias 25 de março e 1º de abril em Salvador, no Cine Glauber Rocha e na Sala Walter da Silveira, e entre os dias 25 e 29 de março em Cachoeira, no Cine Theatro Cachoeirano. Sempre comprometido com a difusão e valorização da produção cinematográfica brasileira e mundial, o festival exibirá mais de 130 filmes entre longas e curtas-metragens.

Os 72 filmes selecionados para as competitivas Nacional, Baiana e Internacional refletem uma curadoria atenta à diversidade de linguagens, territórios e perspectivas da produção audiovisual atual. As obras foram escolhidas entre os quase dois mil títulos inscritos e compõem um panorama que reúne ficção, documentário, animação e experimentação. A curadoria foi realizada por Cláudio Marques, Marília Hughes, Adolfo Gomes, Gênesis Nascimento, Rafael Saraiva, Rafael Carvalho, João Paulo Barreto e Juh Almeida.

A Competitiva Nacional traz apenas filmes inéditos na Bahia com propostas que incluem investigação histórica, formatos híbridos e narrativas centradas em memória, identidade e transformação social. Além disso, oito longas e 20 curtas realizados em Salvador e outras cidades baianas compõem a Competitiva Baiana. A mostra será exibida na capital do estado e em Cachoeira, onde também haverá um júri popular com votação do público. A mostra oferece diferentes propostas estéticas e narrativas, criando um recorte importante da produção estadual mais recente, com obras de ficção, documentários, animações e filmes experimentais.

Desde a 19ª edição do Panorama, os filmes da Competitiva Baiana também concorrem ao Prêmio Flávia Abubakir, oferecido pelo instituto homônimo: R$ 50 mil para o melhor longa e R$ 10 mil para o melhor curta. Vale destacar que nas mostras competitivas Baiana e Nacional, diretores e representantes dos filmes participam de debates com o público após as sessões, promovendo trocas entre realizadores e espectadores.

A Competitiva Internacional amplia o diálogo com obras de diferentes regiões do mundo reunindo 6 longas e 12 curtas produzidos em vários contextos culturais. A seleção traz produções e coproduções de 28 países, incluindo cinematografias com pouca circulação no Brasil, como a do Sudão, Estônia, Albânia, Singapura, África do Sul e Indonésia. A seleção do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema contará ainda com a mostra Panorama Brasil com longas e curtas

O júri deste ano será formado por: Leticia Santinon, Nathan Machado e Renato Novaes na Competitiva Baiana; Alvaro Inostroza Bidart, Lyara Oliveira e Murilo Salles na Competitiva Nacional; e Carolina Canguçu, Clara Paixão e Giovanni Venturini na Competitiva Internacional

Outro destaque da programação é a mostra A Onda de Filmes Queer em Super-8 na Paraíba. Entre o final dos anos 1970 e o início dos 80, durante a ditadura militar, o cenário cultural de João Pessoa foi impactado por um grupo de cineastas queer, em um movimento que teve como base o NUDOC, Núcleo de Documentação Cinematográfica da UFPB. O Movimento era equipado com câmeras Super-8 e materiais técnicos por meio da oficina de documentário Ateliers Varan, fundada pelo cineasta francês Jean Rouch. A formação desse grupo de cineastas dividiu-se em Cinema Direto (Cinéma Vérité), onde parte do grupo especializou-se nesta técnica no NUDOC, chegando inclusive a estudar na sede da Ateliers Varan, na França, através de intercâmbios. A outra parte do grupo, através do Experimentalismo Local, rejeitava o formalismo de Rouch e buscava inspiração no filme Gadanho (1979), de João de Lima Gomes e Pedro Nunes, que demonstrou o potencial social e estético do formato Super-8 na produção regional.

Unidos pelo ativismo gay e pela amizade, esses artistas passaram a colaborar em obras que utilizavam o documentário experimental para abordar a temática queer no estado. O XXI Panorama, em parceria com a Cinelimite, resgata cinco dessas produções, que compõem aquele que é, possivelmente, o único movimento cinematográfico assumidamente queer do século XX no Brasil

Cena do curta paraibano Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui

Em sua 21ª edição, o Festival Panorama enfatiza a relevância da preservação e do restauro no audiovisual brasileiro. A mostra Filmes Restaurados não apenas revela a diversidade do cinema brasileiro, mas também convida o público a refletir sobre a importância do restauro e a riqueza da nossa cinematografia, homenageando o empenho na salvaguarda do patrimônio cultural.

Além disso, a programação do Panorama Internacional Coisa de Cinema 2026 apresentará como uma de suas principais novidades a exibição de duas pré-estreias internacionais. A seleção destaca obras que exploram figuras históricas e processos artísticos sob o olhar de grandes nomes do cinema contemporâneo: Fernão de Magalhães, de Lav Diaz, com Gael García Bernal; e In-I in Motion, documentário dirigido por Juliette Binoche, que mostra o processo criativo e a parceria da atriz e dançarina com o artista Khan a partir de um espetáculo que criaram juntos em 2007.

Outra novidade do XXI Panorama: a Sessão Especial contará com três episódios da série Ayô, de Yasmin Thayná. A sinopse diz: Ayô é um jovem ator negro gay baiano vivendo em São Paulo e insatisfeito com sua vida amorosa. Após alguns desentendimentos emocionais com Manu, Ayô se joga nos aplicativos de relacionamento onde conhece João, com quem cria uma conexão instantânea. Profissionalmente, Ayô também se mostra reflexivo depois que Carla, sua agente, o faz perceber a dura realidade de ser um artista negro em uma sociedade intrinsecamente racista.

Ao longo de mais de duas décadas, o Panorama Internacional Coisa de Cinema consolidou-se como um dos principais festivais do país trazendo a produção recente do Brasil e do mundo sem deixar de valorizar a história do cinema. Esse olhar é revelado em mostras de retrospectiva e homenagem, como as dedicadas às cineastas Agnès Varda (1928-2019) e Sara Gómez (1942-1974), que produziram em países e contextos diferentes, mas tiveram trajetórias marcadas pela ousadia e inovação.

O festival exibirá seis filmes da belga Agnès Varda, incluindo seu longa de estreia A Ponte Curta (1955), que antecipa características da Nouvelle Vague, movimento do qual se tornou um nome central. Já a mostra de Sara Gómez será composta por 14 curtas e pelo primeiro longa de ficção dirigido por uma mulher em Cuba: De Certa Maneira (1977). Na obra, ela discute relações afetivas e mudanças sociais a partir das vivências de moradores de um bairro popular de Havana.

O incentivo à reflexão sobre a arte cinematográfica vai além dos debates ao final das sessões, incluindo atividades formativas como a tradicional oficina de crítica com Adolfo Gomes. A partir desta oficina será formado o Júri Jovem, que elege os melhores longas e curtas das competitivas Nacional e Baiana. Há ainda a Oficina Introdutória à Restauração Digital de Filmes: Estudos de Caso em Múltiplos Formatos com o arquivista audiovisual William Plotnick. Para os PanLabs de Montagem e de Roteiro, as obras já foram selecionadas.

Pelo segundo ano consecutivo, o Seminário de Exibição reunirá dezenas de exibidores de diferentes estados brasileiros para debater os desafios para a atração de público para os filmes nacionais e a sustentabilidade econômica do setor. O evento acontecerá entre os dias 25 e 29 de março com acesso restrito a inscritos.

Atento à importância da formação de público, o festival realiza o projeto A escola vai ao cinema, que já teve mais de 4 mil participantes desde sua criação, em 2015. A iniciativa leva estudantes de escolas públicas e integrantes de entidades para sessões do Panorama gratuitamente, acompanhados de professores e coordenadores.

Conheça os filmes selecionados para o 21º Panorama Internacional Coisa de Cinema:

COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

Até Onde a Vista Alcança, de Alice Villela e Hidalgo Romero (SP)
Cais, de Safira Moreira (BA)
Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar (SP)
Espelho Cigano, de João Borges (MG)
Malaika, de André Morais (PB)
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley (RJ)
Uma Baleia Pode ser Dilacerada como uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança (RJ)

COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS

Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (PB/AL)
Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui (PE)
Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI)
Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA)
Deyse Ex Machina, de Jasmelino de Paiva (AL)
Eunice Gutman Tem Histórias, de Lucas Vasconcellos (RJ)
Irmã, de Anderson Bardot (ES)
Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP)
Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT/PR/SP)
Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira (RJ)
Restauro, de Josi Varjão e Lilih Curi (BA)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
Sermão, de Rauany (SP)
Zizi (ou Oração da Jaca Fabulosa), de Felipe M. Bragança (RJ)

COMPETITIVA BAIANA | LONGAS

Afrolatinas: Mulheres Negras em Movimentos, de Viviane Ferreira (BA/DF)
Anti-heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas (BA)
Cartas para…, de Vânia Lima (BA)
Feiraguay, de Francisco Gabriel Rêgo (BA)
Sambadores, de Pola Ribeiro (BA)
Terra Batida, de Jon Lewis (BA)
Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa (BA/RJ)
Xingu à Margem, de Wallace Nogueira e Arlete Juruna (BA/PE/PA)

COMPETITIVA BAIANA | CURTAS

A Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA)
A Campina, de Cadu Reis e Iure Conceição (BA)
A Cor da Patroa, de Milena Anjos (BA)
A Praga do Resíduo Verde, de Ramon Coutinho (BA)
Agulha, de Luisa Maciel (BA)
Ancestral, de Marise Urbano (BA)
Bregueragem, de Daniel Arcades (BA)
Cajuína, de Mapa Macedo (BA)
Curva Acentuada, de Leon Sampaio (BA)
Dias de Tempestade, de Vítor Rocha (BA)
Espinho Remoso, de Heraldo de Deus (BA)
Eu Não Sei Sobre Muita Coisa, de Rebecca Moreno (BA/MA)
Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho (BA)
Nada Será Como Era Antes, de Luan Santos (BA)
O Brasil é Tri, de Edmundo Lacerda (PB/BA)
O que Você é Sai por Todos os Lados, de Larissa Lacerda (BA)
Rambutan, de Erika Fromm (BA/SP)
Recessão Econômica, de Antônio Victor Simas (BA)
Sopro, de Fernanda Beling (BA)
Supernova, de Leon Sampaio (BA)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS

Aisha Não Pode Voar, de Morad Mostafa (Egito/Sudão/Tunísia/Arábia Saudita/Catar/França/Alemanha)
Coração Impaciente, de Lauro Cress (Alemanha)
Deus Não Vai Ajudar, de Hana Jušić (Croácia/Itália/Romênia/Grécia/França/Eslovênia)
Frutos do Cacto, de Rohan Parashuram Kanawade (Índia/Reino Unido/Canadá)
Linha Verde, de Sylvie Ballyot (França/Catar/Líbano)
Militantropos, de Yelizaveta Smith, Alina Gorlova e Simon Mozgovyi (Ucrânia/Áustria/França)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS

400 Fitas Cassetes, de Thelyia Petraki (Grécia)
A Mãe é uma Pecadora Natural, de Hoda Taheri e Boris Hadžija (Alemanha)
Apostador, de Jason Adam Maselle (África do Sul/EUA)
Através dos Seus Olhos, de Nelson Yeo (Singapura)
Dia de Sauna, de Anna Hints e Tushar Prakash (Estônia)
Maionese, de Giulia Grandinetti (Itália/Albânia)
Murmúrios, de Xavier Marrades (Espanha)
O Cânone, de Martín Seeger (Chile)
Porque Hoje é Sábado, de Alice Eça Guimarães (Portugal/França/Espanha)
Sammi, que consegue separar as partes do seu corpo, de Rein Maychaelson (Indonésia)
Um Dia Bom, de Tiago Rosa-Rosso (Portugal)
Vox Humana, de Don Josephus Raphael Eblahan (Filipinas/EUA/Singapura)

PANORAMA BRASIL | LONGAS

Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ)
Flor do Sertão, de Thais Laila e Bruno Masi (BA)
Kaabok: O Candomblé de Caboclo no Sertão de Jequié, de Zaire Ominira e Adriana Fernandes Carajá (Korã) (BA)
Nimuendajú, de Tania Anaya (MG)
Papaya, de Priscilla Kellen (SP)
Um Carnaval em Cada Esquina, de Vânia Lima (BA)

PANORAMA BRASIL | CURTAS

Anastácia, de Lilih Curi (BA)
As Joias de Oxum, de Urânia Munzanzu (BA)
Baú, de Matheus Seabra e Vini Romadel (RJ)
Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (BA)
Buzu, o Curta, de Lindiwe Aguiar (BA)
Camilly Quer Ser Cantora de Ópera, de Camila C. Bastos (RJ)
Guardião, de Eduardo Tosta (BA)
Memórias Reclusas, de Flávia Santana (BA)
Moça, de Nahara Faissú (SP)
Mukondo, da vida após a morte, Maria de Silú, de Fernanda Souza (BA)
Mundinho, de Lúcio Lima (BA)
Patrícia, de Marco V. Rocha (BA)
Quando as Ondas do Mar Desligam, de Assaggi Piá e Yasoda Nanda (BA)
Talvez Meu Pai Seja Negro, de Flávia Santana (BA)

MOSTRA A ONDA DE FILMES QUEER EM SUPER-8 NA PARAÍBA

Baltazar da Lomba, de Nós Também
Closes, de Pedro Nunes
Era Vermelho Seu Batom, de Henrique Magalhães
Miserere Nobis, de Lauro Nascimento
Perequeté, de Bertrand Lira

MOSTRA RESTAURADOS

A Lenda de Ubirajara, de André Luiz Oliveira (1975)
A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla (1969)
Eles Não Usam Black-Tie, de Leon Hirszman (1981)
Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor (1981)
Garota de Ipanema, de Leon Hirszman (1967)
Máscara da Traição, de Roberto Pires (1969)
Meteorango Kid: Herói Intergalático, de André Luiz Oliveira (1969)
Quilombo, de Cacá Diegues (1984)
Um é Pouco, Dois é Bom, de Odilon Lopes (1970)
Xica da Silva, de Cacá Diegues (1976)

14° LABORATÓRIO DE ROTEIRO DO PANORAMA | LONGAS

A Carne da Alma: direção e roteiro de Caio Resende
Conhecereis a Verdade…: direção de Natan Fox; roteiro de Natan Fox e Pedro Reinato Martins
Essa Tristeza que Não Vai Embora: direção e roteiro de Leo Tabosa
Vermelho Cereja: direção e roteiro de Maria Clara Almeida

14° LABORATÓRIO DE ROTEIRO DO PANORAMA | CURTAS

Águas Claras: direção e roteiro de Feliphe Alencar
Alzira Guarda um Silêncio: direção e roteiro de Aninha Torres
Estrada Motor: direção e roteiro de João Fontenele
Ouriço: direção e roteiro de Nina Silva Neves

9° LABORATÓRIO DE MONTAGEM DO PANORAMA | LONGAS

Cavalcanti, de Jairo Neto e Graubi Garcia; montagem de Graubi Garcia
Negras Medicinas, Jalecos Brancos, de Henrique Gilberto Mendes Dantas; montagem de Henrique Gilberto Mendes Dantas e Marcelo Abreu Góis

9° LABORATÓRIO DE MONTAGEM DO PANORAMA | CURTAS

Corpus-Água, de Sidjonathas dos Santos Araújo; montagem de Júlia da Costa
Feito Tatu, de Larissa Barbosa; montagem de Ana Clara Martins e Larissa Barbosa
Represa, de Lucas Uchôa; montagem de Yasmin Guimarães

Fotos: Divulgação.

Satellite Awards 2025: O Agente Secreto, Wagner Moura e Adolpho Veloso são premiados

por: Cinevitor
Thomás Aquino e Wagner Moura em O Agente Secreto: cinema brasileiro premiado

Foram anunciados nesta terça-feira, 10/03, os vencedores do Satellite Awards, prêmio realizado pela International Press Academy, que elege os melhores da indústria do entretenimento em diversas categorias.

Neste ano, em sua 30ª edição, o Brasil se destacou com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi premiado nas categorias de melhor filme internacional e melhor ator em drama para Wagner Moura. Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso também foi consagrado e venceu pela direção de fotografia de Sonhos de Trem; outro brasileiro que estava na disputa era Affonso Gonçalves, indicado pela edição de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, ao lado de Chloé Zhao, mas, infelizmente, não foi premiado. Vale lembrar que no ano passado, Fernanda Torres venceu como melhor atriz em drama nesta mesma premiação por Ainda Estou Aqui

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, dirigido por Chloé Zhao, e Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, se destacaram com três prêmios cada. Nas categorias televisivas e de streaming, Adolescência, A Namorada, O Caminho Estreito para os Confins do Norte, The White Lotus, Pluribus, Andor, Amor Platônico, Ninguém Quer e O Estúdio foram premiadas. 

Fundada em 1996, a International Press Academy é uma associação de mídia de entretenimento com membros votantes do mundo todo que atuam em jornais, TV, rádio, blogs e novas plataformas de mais de vinte países. Com a intenção de honrar as excelências artísticas dos filmes, seriados, rádio e novas mídias, a IPA criou o Satellite Awards, antes conhecido como The Golden Satellite Awards. As indicações são derivadas de exibições antecipadas em festivais de cinema em todo o mundo, bem como triagens de considerações enviadas a jornalistas.

Atualmente, um dos principais objetivos da premiação é celebrar novos trabalhos de realizadores independentes estabelecidos e em desenvolvimento, dando-lhes acesso a um público maior no mundo todo. Em comunicado oficial, a IPA falou sobre a realização da cerimônia de premiação: Devido à atual conjuntura global e à guerra em curso com o Irã, decidimos adiar a cerimônia da 30ª edição. Continuaremos a orar pela paz e pedimos desculpas por qualquer inconveniente. Os homenageados deste ano também serão revelados posteriormente. 

Conheça os vencedores nas categorias de cinema do 30º Satellite Awards:

MELHOR FILME | DRAMA
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, de Chloé Zhao

MELHOR FILME | COMÉDIA ou MUSICAL
Marty Supreme, de Josh Safdie

MELHOR FILME INTERNACIONAL
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)

MELHOR ANIMAÇÃO
Elio, de Adrian Molina, Madeline Sharafian e Domee Shi

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Becoming Led Zeppelin, de Bernard MacMahon

MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

MELHOR ATRIZ | DRAMA
Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

MELHOR ATOR | DRAMA
Wagner Moura, por O Agente Secreto

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA ou MUSICAL
Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

MELHOR ATOR | COMÉDIA ou MUSICAL
Timothée Chalamet, por Marty Supreme

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Pecadores, escrito por Ryan Coogler

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Frankenstein, por Tamara Deverell e Shane Vieau

MELHOR FOTOGRAFIA
Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso

MELHOR FIGURINO
Frankenstein, por Kate Hawley

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
Tron: Ares, por Donald Mowat

MELHOR EDIÇÃO
Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen 

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Pecadores, por Ludwig Göransson 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Dreams as One, por Miley Cyrus, Andrew Wyatt, Mark Ronson e Simon Franglen (Avatar: Fogo e Cinzas)

MELHOR SOM | EDIÇÃO E MIXAGEM
F1: O Filme, por Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A. Rizzo, Juan Peralta e Gareth John

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar: Fogo e Cinzas, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett

MELHOR ELENCO | FILME
Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out

MELHOR ELENCO | SÉRIE
Landman

Foto: Victor Jucá.