Jacob Elordi em Frankenstein, de Guillermo del Toro: filme premiado
O Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros divulgou neste sábado, 14/02, os vencedores da 13ª edição do Make-Up Artists and Hair Stylists Guild Awards. A cerimônia, realizada no Westin Bonaventure Hotel & Suites, em Los Angeles, e apresentada pela atriz Rachael Harris, premiou as melhores maquiagens e estilos de penteados do cinema, da TV e do teatro.
Nas categorias destinadas aos longas-metragens, foram consagrados: Uma Batalha Após a Outra, Pecadores e Frankenstein. Entre as produções televisivas, O Estúdio, Palm Royale, Stranger Things, Saturday Night Live, Dancing with the Stars, Star Wars: Skeleton Crew e o videoclipe Abracadabra, de Lady Gaga, se destacaram.
Neste ano, o Lifetime Achievement Award, que homenageia um maquiador e um cabeleireiro que possuem um conjunto extraordinário de trabalhos aclamados, contribuições excepcionais para a indústria do entretenimento e serviços notáveis prestados ao seu sindicato ou à sua profissão, foram entregues para: Greg Nelson, indicado ao Oscar pela maquiagem de Meu Pai, uma Lição de Vida e vencedor do Emmy por Star Trek: Voyager e The Tracey Ullman Show; e para a cabeleireira Judy Alexander Cory, indicada ao Oscar por A Lista de Schindler e Forrest Gump: O Contador de Histórias. O maquiador Michael Johnston, indicado ao Emmy por American Horror Stories, Brilhante Victória e iCarly, foi homenageado com o Vanguard Award; e a atriz Amy Madigan, indicada ao Oscar por A Hora do Mal e Duas Vezes na Vida, recebeu o Distinguished Artisan Award.
Vale lembrar que alguns filmes premiados pelo Sindicato também já levaram a estatueta dourada no Oscar, entre eles: A Substância, A Baleia, A Voz Suprema do Blues, O Escândalo, Vice, O Destino de uma Nação, Esquadrão Suicida, Mad Max: Estrada da Fúria, O Grande Hotel Budapeste e Clube de Compras Dallas.
Conheça os vencedores do MUAHS Awards 2026 nas categorias de cinema:
MELHOR MAQUIAGEM | FILME CONTEMPORÂNEO Uma Batalha Após a Outra, por Heba Thorisdottir e Mandy Artusato
MELHOR MAQUIAGEM EM FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO Pecadores, por Ken Diaz, Siân Richards, Ned Neidhardt, Allison laCour e Lana Mora
MELHOR MAQUIAGEM | EFEITOS ESPECIAIS | PRÓTESES Frankenstein, por Mike Hill e Megan Many
MELHOR PENTEADO | FILME CONTEMPORÂNEO Uma Batalha Após a Outra, por Ahou Mofid, Gina Maria DeAngelis e Sacha Quarles
MELHOR PENTEADO EM FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO Pecadores, por Shunika Terry-Jennings, Elizabeth Robinson, Tene Wilder, Jove Edmond e Sherri B. Hamilton
Foram anunciados nesta quinta-feira, 12/02, em cerimônia apresentada pela atriz Courtney Hope, os vencedores do 28º CDG Awards, premiação anual realizada pelo Costume Designers Guild, que elege os melhores figurinos da TV e do cinema.
Entre os longas indicados, Uma Batalha Após a Outra, Frankenstein e Wicked: Parte II foram premiados; dos três, apenas Frankenstein foi indicado ao Oscar 2026. Nas categorias televisivas, as séries O Estúdio, Palm Royale e Andor também se destacaram.
Nesta 28ª edição, nomes importantes do entretenimento foram homenageados: a figurinista Michelle Cole, indicada ao Emmy nove vezes por In Living Color e Black-ish, foi honrada com o Career Achievement Award; o consagrado cineasta James Cameron, de Titanic e da franquia Avatar, recebeu o Distinguished Collaborator Honoree; a atriz Kate Hudson, indicada ao Oscar por Quase Famosos e Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, foi honrada com o Spotlight Award; e a atriz Teyana Taylor, indicada ao Oscar por Uma Batalha Após a Outra, recebeu o Vanguard Spotlight Award.
Conheça os vencedores do Costume Designers Guild Awards 2026 nas categorias de cinema:
EXCELÊNCIA EM FILME CONTEMPORÂNEO Uma Batalha Após a Outra, por Colleen Atwood e Bryan Roberts Kopp
EXCELÊNCIA EM FILME DE ÉPOCA Frankenstein, por Kate Hawley e Renée Fontana
EXCELÊNCIA EM FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA ou FANTASIA Wicked: Parte II, por Paul Tazewell
Paul Thomas Anderson: melhor direção por Uma Batalha Após a Outra
Foram anunciados neste sábado, 07/02, no Beverly Hilton, em Beverly Hills, em cerimônia apresentada pelo ator Kumail Nanjiani, os vencedores do 78º DGA Awards, prêmio organizado pelo Sindicato dos Diretores da América, Directors Guild of America, que elege a melhor direção em TV e cinema desde 1948.
O cineasta norte-americano Paul Thomas Anderson foi o grande vencedor desta 78ª edição por sua direção em Uma Batalha Após a Outra; Charlie Polinger, diretor do suspense The Plague, levou o prêmio de melhor direção estreante. Entre as produções televisivas, destacaram-se: The Pitt, O Estúdio, Morrendo por Sexoe O Lendário Martin Scorsese. A noite contou também com participações especiais de Sean Baker, Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio, Jacob Elordi, Kate Hudson, Michael B. Jordan, Michael Keaton, Steven Spielberg, Kerry Washington, entre outros.
Como de costume, nomes importantes da indústria foram homenageados: o diretor televisivo David Charles, de Jimmy Kimmel Live e America’s Next Top Model, recebeu o Franklin J Schaffner Achievement Award; e o diretor de comerciais Gregory G. McCollum foi honrado com o Frank Capra Achievement Award.
Conheça os vencedores do 78º Directors Guild of America Awards nas categorias de cinema:
MELHOR DIREÇÃO | LONGA-METRAGEM Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | LONGA-METRAGEM Charlie Polinger, por The Plague
MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO Mstyslav Chernov, por 2000 Meters to Andriivka
MELHOR DIREÇÃO | FILME PARA TV Stephen Chbosky, por Nonnas
Foram anunciados nesta sexta-feira, 06/02, os vencedores da 55ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR, International Film Festival Rotterdam), considerado um dos maiores do mundo e que destaca talentos cinematográficos dirigidos por novos cineastas.
O melhor filme da Tiger Competition, a principal mostra competitiva, eleito pelo júri formado por Soheila Golestani, Ariane Labed, Kristy Matheson, Jurica Pavičić e o cineasta brasileiro Marcelo Gomes, foi o drama Variations on a Theme, dirigido por Jason Jacobs e Devon Delmar. A justificativa diz: “Dotado de uma linguagem poética profunda, consideramos este um retrato comovente e reflexivo de uma comunidade que vive sob o espectro dos legados coloniais e dos laços familiares neste mundo e no além. O júri foi unânime em sua decisão e nutre grande carinho por este filme”.
Na mostra Big Screen Competition, que faz a ponte entre o cinema popular, clássico e de arte, o júri, formado por Jan-Willem van Ewijk, Sara Ishaq, Loes Luca, Chris Oosterom e Mila Schlingemann, escolheu Master, de Rezwan Shahriar Sumit. A justificativa diz: “Esta é uma história universal sobre uma pessoa que luta para manter sua bússola moral, apenas para ser transformada pelas forças persuasivas e destrutivas do poder e do capitalismo. O que começa como um conto aparentemente simples de idealismo versus corrupção se desdobra em algo muito mais complexo e multifacetado. Com pinceladas vibrantes e cercado por figurantes autênticos e expressivos, o personagem principal incorpora com maestria essa ambiguidade moral por meio de uma atuação soberba, revelando como o poder, no fim das contas, prevalece”.
Neste ano, o cinema brasileiro estava representado com diversos títulos no festival holandês, entre eles, Yellow Cake, dirigido por Tiago Melo, na Tiger Competition, que conta com Valmir do Côco, Rejane Faria e Tânia Maria no elenco. O novo filme do diretor de Azougue Nazaré recebeu diversos elogios da crítica internacional, mas, infelizmente, não foi premiado.
Conheça os vencedores do International Film Festival Rotterdam 2026:
TIGER COMPETITION Melhor Filme: Variations on a Theme (Variasies op ‘n tema), de Jason Jacobs e Devon Delmar (África do Sul/Holanda/Qatar) Prêmio Especial do Júri: La belle année, de Angelica Ruffier (Suécia/Noruega) e Supporting Role, de Ana Urushadze (Geórgia/Estônia/Turquia/Suíça/EUA)
BIG SCREEN COMPETITION Melhor Filme: Master, de Rezwan Shahriar Sumit (Bangladesh)
PRÊMIO FIPRESCI Supporting Role, de Ana Urushadze (Geórgia/Estônia/Turquia/Suíça/EUA)
PRÊMIO NETPAC I Grew an Inch When My Father Died, de P. R. Monencillo Patindol (Filipinas) Menção Especial: The Seoul Guardians, de Kim Jong-Woo, Kim Shin-Wan e Cho Chul-Young (Coreia do Sul)
MELHOR FILME | JÚRI JOVEM Ah Girl, de Ang Geck Geck Priscilla (Singapura)
TIGER SHORT COMPETITION The Second Skin, de Mariia Lapidus (EUA/México) The Apple Doesn’t Fall…, de Dean Wei (China) Ndjimu (Deep Cobalt), de Petna Ndaliko Katondolo (Congo/EUA)
PRÊMIO KNF | CURTA-METRAGEM The Apple Doesn’t Fall…, de Dean Wei (China)
PRÊMIO DO PÚBLICO I Swear, de Kirk Jones (Reino Unido)
*Clique aqui e confira todas as justificativas dos júris
Luiz Carlos Vasconcelos e Ingrid Trigueiro em A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero
Foram anunciados nesta quinta-feira, 05/02, os vencedores do Prêmio Abraccine 2025. O resultado foi revelado em uma transmissão ao vivo no canal da entidade no YouTube com a participação de membros da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, que votaram, definiram e elegeram seus lançamentos favoritos.
Dirigido pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto, indicado ao Oscar 2026 em quatro categorias, foi escolhido o melhor longa-metragem brasileiro de 2025 pela Abraccine. Durante a live, também foram anunciados Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, na categoria de melhor longa-metragem internacional, e o paraibano A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, dirigido por Rodolpho de Barros, como melhor curta-metragem brasileiro.
Em sua 15ª edição, marca que acompanha a existência da entidade, o Prêmio Abraccine: Melhores do Ano vem se juntar a uma bem-sucedida trajetória comercial e de premiações dos títulos escolhidos. O Agente Secreto, visto no Brasil por mais de dois milhões de espectadores, largou no Festival de Cannes do ano passado com os troféus de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura; o longa de Paul Thomas Anderson, Uma Batalha Após a Outra, segue também como um dos favoritos da temporada. Já o curta vencedor, que é protagonizado por Ingrid Trigueiro e Luiz Carlos Vasconcelos, levou o Prêmio Abraccine no Fest Aruanda 2025, em João Pessoa, entre outros reconhecimentos no mesmo festival.
Além dos três títulos vencedores, a Associação também elegeu o Top 10 de cada categoria. O processo de eleição ocorreu durante a última quinzena de janeiro com a participação dos associados e associadas, em quadro composto atualmente por cerca de 180 nomes estabelecidos em todas as regiões do país, entre jornalistas, críticos, acadêmicos, estudiosos, curadores e programadores da área de cinema.
Conheça os vencedores do Prêmio Abraccine 2025:
LONGA-METRAGEM BRASILEIRO
VENCEDOR O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (PE)
COMPLETAM O TOP 10 (em ordem alfabética):
A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF) Baby, de Marcelo Caetano (SP) Homem com H, de Esmir Filho (SP) Kasa Branca, de Luciano Vidigal (RJ) Manas, de Marianna Brennand (RJ) O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende (SP) O Último Azul, de Gabriel Mascaro (PE) Oeste Outra Vez, de Erico Rassi (GO) Os Enforcados, de Fernando Coimbra (SP)
CURTA-METRAGEM BRASILEIRO
VENCEDOR A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, de Rodolpho de Barros (PB)
COMPLETAM O TOP 10 (em ordem alfabética):
Boiuna, de Adriana de Faria (PA) Casulo, de Aline Flores (SP) Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ) Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ) O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE/SP) O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL) O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Brasil/Bélgica/Suíça) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
VENCEDOR Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (EUA)
COMPLETAM O TOP 10 (em ordem alfabética):
A Semente do Fruto Sagrado, de Mohammad Rasoulof (França/Alemanha/Irã) Dreams, de Dag Johan Haugerud (Noruega) Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo/EUA) Levados pelas Marés, de Jia Zhang-ke (China/França/Japão) Misericórdia, de Alain Guiraudie (França/Espanha/Portugal) Pecadores, de Ryan Coogler (EUA/Austrália/Canadá) Sorry, Baby, de Eva Victor (EUA/Espanha/França) The Mastermind, de Kelly Reichardt (EUA/Reino Unido) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
Teyana Taylor em Uma Batalha Após a Outra: filme consagrado
Foram anunciados neste domingo, 01/02, em cerimônia apresentada pelo crítico de cinema Mark Kermode, no May Fair Hotel, em Londres, os vencedores do London Critics’ Circle Film Awards, prêmio realizado pela The Critics’ Circle, associação que conta com mais de 450 críticos do Reino Unido que se dividem entre teatro, música, filme, dança, artes visuais e livros.
Nesta 46ª edição, Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que liderava a lista com nove indicações, se destacou com quatro prêmios, entre eles, filme do ano e direção. Vale lembrar que os títulos são automaticamente elegíveis se forem lançados nos cinemas do Reino Unido ou em serviços de streaming de estreia entre meados de fevereiro de 2025 e meados de fevereiro de 2026.
Neste ano, o cinema brasileiro estava na disputa com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, em duas categorias (melhor filme estrangeiro e melhor ator para Wagner Moura), mas, infelizmente, não foi premiado. Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso concorria com a fotografia de Sonhos de Trem na categoria Technical Achievement Award, mas também não venceu.
Jane Crowther, presidente da London Critics’ Circle Film, a organização de críticos mais antiga e prestigiada do Reino Unido, disse: “Os vencedores demonstram a paixão de nossos membros votantes por histórias originais e intrigantes, atuações comprometidas e técnica exemplar. Parabéns a todos eles”. Nas categorias cinematográficas, 207 membros votaram entre os melhores do ano.
A atriz e cantora britânica Cynthia Erivo foi homenageada com o Derek Malcolm Award for Innovation em reconhecimento à sua carreira, que inclui sucessos como As Viúvas, Harriet, Maus Momentos no Hotel Royale e a franquia Wicked. O cineasta mexicano Guillermo del Toro, que dirigiu recentemente Frankenstein, recebeu o Dilys Powell Award.
Conheça os vencedores do 46º London Critics’ Circle Film Awards:
FILME DO ANO Uma Batalha Após a Outra
FILME ESTRANGEIRO DO ANO Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
DOCUMENTÁRIO DO ANO A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir
ANIMAÇÃO DO ANO Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang
FILME BRITÂNICO OU IRLANDÊS DO ANO Pillion, de Harry Lighton
DIREÇÃO DO ANO Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
ROTEIRISTA DO ANO Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
ATRIZ DO ANO Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
ATOR DO ANO Timothée Chalamet, por Marty Supreme
ATRIZ COADJUVANTE DO ANO Amy Madigan, por A Hora do Mal
ATOR COADJUVANTE DO ANO Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
REVELAÇÃO DO ANO Robert Aramayo, por I Swear e Palestine 36
INTERPRETAÇÃO DO ANO | ATOR ou ATRIZ BRITÂNICO/IRLANDÊS Josh O’Connor, por The Mastermind, A História do Som e Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
ATOR/ATRIZ JOVEM BRITÂNICO ou IRLANDÊS DO ANO Alfie Williams, por Extermínio: A Evolução
REVELAÇÃO DO ANO | CINEASTA BRITÂNICO ou IRLANDÊS Harry Lighton, por Pillion
CURTA-METRAGEM BRITÂNICO ou IRLANDÊS DO ANO Neil Armstrong and the Langholmites, de Duncan Cowles
TECHNICAL ACHIEVEMENT AWARD Pecadores, por Ludwig Göransson (trilha sonora)
DILYS POWELL AWARD FOR EXCELLENCE IN FILM Guillermo del Toro
Elas estão de volta: Meryl Streep e Anne Hathaway em cena
Com estreia marcada para o dia 30 de abril, O Diabo Veste Prada 2, a aguardada sequência de um dos filmes mais amados dos anos 2000, chega com a equipe criativa do original. A nova produção tem a missão de falar sobre o mundo atual e mostrar como as icônicas personagens de Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt se encaixam nele.
Duas décadas após a trama original, o longa acompanha o retorno de Andy Sachs, interpretada por Anne Hathaway, à revista Runway, que passa por um momento delicado mesmo sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly, vivida pela consagrada Meryl Streep. Para trazer a publicação de volta a seus dias de glória, elas precisam se reconectar com Emily Charlton, papel de Emily Blunt, ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa.
Um dos elementos mais marcantes do primeiro filme é o elenco, que retorna em O Diabo Veste Prada 2. A continuação traz de volta, além do trio, Stanley Tucci como Nigel Kipling, o diretor de arte da revista Runway. O elenco veterano recebe o reforço de outras grandes estrelas do cinema, como: Kenneth Branagh, Justin Theroux, Lucy Liu, B.J. Novak, Simone Ashley, Tracie Thoms, Tibor Feldman, Patrick Brammall, Caleb Hearon e Helen J. Shen.
A produção tem direção de David Frankel e roteiro de Aline Brosh McKenna, ambos do primeiro filme, com base nos personagens criados pela escritora Lauren Weisberger. O figurino e a trilha sonora são assinados por Molly Rogers e Theodore Shapiro, respectivamente. Florian Ballhaus assume a direção de fotografia e Jess Gonchor volta como designer de produção.
O primeiro filme de O Diabo Veste Prada, lançado em 2006, é uma adaptação do livro homônimo de Lauren Weisberger, que escreveu uma continuação em 2013 chamada A Vingança veste Prada. Porém, O Diabo Veste Prada 2 não adapta o segundo romance e, em vez disso, conta uma história original: “As personagens principais ainda são as criações de Lauren, mas esse é um mundo novo com novas circunstâncias, dilemas, dificuldades e uma evolução no relacionamento delas”, explicou a roteirista Aline Brosh McKenna.
Assista ao trailer de O Diabo Veste Prada 2, no original The Devil Wears Prada 2:
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena: melhor curta pelo Júri Popular
Foram anunciados neste sábado, 31/01, os vencedores do Troféu Barroco da 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, em cerimônia realizada no Cine-Tenda e apresentada por David Maurity.
O documentário Anistia 79, de Anita Leandro, do Rio de Janeiro, foi o grande vencedor da Mostra Olhos Livres; o filme levou o Prêmio Carlos Reichenbach, concedido pelo Júri Oficial. Na justificativa, os jurados ressaltaram a apropriação criativa de um registro amador que “multiplica no filme as possibilidades de cada fotograma”. O júri enfatizou ainda a potência política da obra ao revelar “dois homens negros, um líder camponês e o cinegrafista, imagens pouco acessadas pelo imaginário coletivo sobre aqueles que lutaram pelo fim da ditadura civil-militar”, afirmando o cinema como “construção da memória”. O filme também conquistou o prêmio de melhor longa pelo Júri Popular.
No palco, a diretora Anita Leandro disse ter tido a mais intensa experiência de recepção de um filme em sua vida: “As pessoas em silêncio assistindo a esse filme, um filme difícil, sobre um assunto difícil, e parecia uma liturgia”. Anita exaltou o reconhecimento e disse esperar que a premiação ajude o filme a ser distribuído nas sala comerciais de exibição.
Na Mostra Foco, voltada a curtas-metragens, o prêmio de melhor curta pelo Júri Oficial foi entregue para Entrevista com Fantasmas, de LK. O júri ressaltou a capacidade do filme de articular cinema, memória e cidade, defendendo que a obra “fala de cinema, preservação, gentrificação das cidades e precarização do trabalho com pitadas de absurdo e uma poética gigante” e destacou a simplicidade de “apenas uma pequena câmera digital, um flerte cinematográfico e o desejo de cinema”.
Ainda pelo Júri Oficial, o Prêmio Helena Ignez Destaque Feminino ficou para para Gabriela Mureb, pela direção do curta-metragem Crash. Segundo a justificativa, trata-se de um trabalho que “nos faz repensar o uso do som e o modo de ver uma imagem”, propondo uma experiência estética e política que “opera uma síntese entre o estético e o político em um único objeto”.
Por sua vez, o Prêmio Canal Brasil de Curtas foi para o gaúcho Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa, reconhecido por “desconstruir estereótipos” e por retratar “uma juventude emparedada numa melancolia invisível, atolada num deserto de oportunidades”, abrindo espaço para que “uma juventude made in favela possa ousar sentir”, segundo justificativa dos jornalistas votantes.
O prêmio do Júri Jovem, escolhido por estudantes dentro dos longas da Mostra Aurora, foi dado a Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha, definido como um filme que “imagina outros caminhos para a realidade” e aposta no experimental como desvio frente à literalidade dominante das imagens.
O Prêmio Abraccine de melhor longa da Mostra Autorias, entregue por integrantes da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, foi para Atravessa Minha Carne, de Marcela Borela, elogiado pelo “rigor formal na montagem e no desenho sonoro” em diálogo com uma escrita fotográfica livre e sensorial.
Pelo Júri Popular, o prêmio de curta-metragem foi para o filme potiguar Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena, o mais votado pelo público entre 53 títulos. Na Mostra Formação, o júri concedeu Menção Honrosa para Diálogo Bulbul, dirigido por Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos, por “abrir caminhos na história do cinema brasileiro” ao deslocar o arquivo para uma dimensão crítica e experimental. O melhor filme da Mostra Formação foi De Barriga para Cima, realizado pela equipe do Instituto Marlin Azul em conjunto com moradores da Comunidade Quilombola de Monte Alegre, reconhecido por “costurar relações e sonhos no ato fílmico” e abrir “espaços de invenção e fabulação impulsionados pelos afetos”.
No Conexão Brasil CineMundi, segmento dedicado ao mercado e ao cinema brasileiro do futuro, as premiações são oferecidas por parceiros da mostra a projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo os trabalhos WIP (work in progress).
Os Prêmios Cinecolor e O2 Pós foram concedidos a Pedra de Raio, de Lucas Parente e Pedro Lessa, descrito como um filme que “recusa fixar-se em gêneros e códigos exteriores”, inventando “um universo de grande fôlego estético e poético” a partir de um mergulho radical nas possibilidades do cinema. Os Prêmios CTAv e The End foram para Bate e Volta Copacabana, de Juliana Antunes e Camila Matos, cuja narrativa é atravessada por “uma força vital que impulsiona a narrativa” e organiza seus atos a partir do desejo das protagonistas.
O Prêmio Málaga WIP foi para Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, reconhecido por abordar “o exílio forçado das dissidências” e transformar o “humor queer em ato de resistência”. Já o Prêmio Sesc em Minas – Work in Progress foi atribuído a Paisagem de Inverno, de Marco Antonio Pereira, por apresentar “um olhar atento e deslocado sobre Minas Gerais” e afirmar “a imaginação e a esperança como elementos vivos no cotidiano”.
Nesta 29ª edição da Mostra Tiradentes, o Júri Oficial foi formado por Álvaro Arroba, Daniela Giovana Siqueira, Darks Miranda, Hermano Callou e Renato Novaes. Já o Júri Formação contou com Anne Santos, Estevão Garcia e Gustavo Jardim. O Júri Jovem foi formado por Breno Silva, Esdras Ananias, Juno Lima, Manu Couto e Nayara Aguiar. O Júri da Crítica contou com Bruno Carmelo, Juliana Gusman e Luiz Joaquim. Enquanto isso, o Prêmio Canal Brasil de Curtas teve Cecilia Barroso, Luiz Joaquim e Viviane Pistache no júri.
Confira a lista completa com os vencedores da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes:
MELHOR FILME | PRÊMIO CARLOS REICHENBACH | MOSTRA OLHOS LIVRES | JÚRI OFICIAL Anistia 79, de Anita Leandro (RJ)
MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA OLHOS LIVRES | JÚRI POPULAR Anistia 79, de Anita Leandro (RJ)
MELHOR CURTA-METRAGEM | MOSTRA FOCO | JÚRI OFICIAL Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (LK) (RS/SP)
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN)
MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA AURORA | JÚRI JOVEM Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha (MG)
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS | MOSTRA FOCO Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS)
PRÊMIO ABRACCINE | MELHOR LONGA | MOSTRA AUTORIAS Atravessa Minha Carne, de Marcela Aguiar Borela (GO/DF)
PRÊMIO HELENA IGNEZ | DESTAQUE FEMININO Gabriela Mureb, por Crash
MELHOR FILME | MOSTRA FORMAÇÃO De Barriga pra Cima, de Equipe IMA (Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima) e Moradores da Comunidade Quilombola de Monte Alegre (Cachoeiro do Itapemirim) (Projeto Cine Quilombola/Instituto Marlin Azul) (ES)
MENÇÃO HONROSA | MOSTRA FORMAÇÃO Diálogo Bulbul, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (SP/RJ/ES/BA)
CONEXÃO BRASIL CINEMUNDI | MOSTRA WIP | CORTE FINAL Prêmio Cinecolor e O2 Pós: Pedra de Raio, de Lucas Parente e Pedro Lessa (CE/RJ) Prêmio CTAv e The End: Bate e Volta Copacabana, de Juliana Antunes e Camila Matos (MG) Prêmio Festival de Málaga: Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (GO) Prêmio Sesc em Minas: Paisagem de Inverno, de Marco Antonio Pereira (MG)
*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Cena de Josephine, de Beth de Araújo: dois prêmios
Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/01, no The Ray Theatre, os vencedores do Festival Sundance de Cinema 2026, conhecido por destacar em sua programação produções independentes que representam novas conquistas narrativas.
A 42ª edição do festival exibiu, em formato presencial em Park City e Salt Lake City, em Utah, nos Estados Unidos, e também virtualmente, 97 longas-metragens e séries, além de 54 curtas-metragens, que foram selecionados entre 16.201 inscritos. Eugene Hernandez, diretor do festival, discursou na cerimônia de encerramento: “Saudamos e agradecemos aos cinéfilos de Utah que abraçaram este festival e a visão do nosso fundador, Robert Redford. Ao encerrarmos esta edição de 2026, recordamos todos os momentos que passamos juntos”. Kim Yutani, diretora de programação do Sundance Film Festival, completou: “Como equipe de programação, somos gratos por fazer parte da jornada de tantos cineastas talentosos, este e todos os anos. Promover trabalhos que sejam singulares, relevantes e impactantes é nossa prioridade. E este evento é uma celebração das conquistas desses contadores de histórias”.
Entre os vencedores deste ano, vale destacar o longa Josephine, protagonizado por Mason Reeves e dirigido por Beth de Araújo, na Competição Americana de Drama; o título foi consagrado com o Grande Prêmio do Júri e também com o Prêmio do Público. A diretora, que é filha de mãe sino-americana e pai brasileiro, nasceu e foi criada em São Francisco, porém tem dupla cidadania. A sinopse do filme diz: após Josephine, de 8 anos, testemunhar acidentalmente um crime no Golden Gate Park, ela reage em busca de uma maneira de recuperar o controle de sua segurança, enquanto os adultos se mostram impotentes para consolá-la.
O júri deste ano contou com: Janicza Bravo, Nisha Ganatra e Azazel Jacobs na U.S. Dramatic Competition; Natalia Almada, Justin Chang e Jennie Livingston na U.S. Documentary Competition; Ana Katz, So Yong Kim e Tatiana Maslany na World Cinema Dramatic Competition; Toni Kamau, Bao Nguyen e Kirsten Schaffer na World Cinema Documentary Competition; A.V. Rockwell, Liv Constable-Maxwell e Martin Starr na Short Film Program Competition; e John Cooper e Trevor Groth na mostra competitiva NEXT.
Em uma premiação paralela, patrocinada pela Adobe, a montadora brasileiraFlavia de Souza recebeu o Sundance Institute Adobe Mentorship Award de Documentário. O prêmio foi criado para destacar editores (de ficção e documentário) que demonstraram uma contribuição extraordinária na montagem de longas-metragens, além de apoiar o desenvolvimento criativo e a trajetória profissional de editores emergentes que buscam uma carreira editando obras cinematográficas independentes.
Confira a lista completa com os vencedores do 42º Festival de Sundance:
COMPETIÇÃO AMERICANA | DRAMA
Grande Prêmio do Júri: Josephine, de Beth de Araújo Melhor Direção: Josef Kubota Wladyka, por Ha-Chan, Shake Your Booty! Prêmio Waldo Salt | Melhor Roteiro: Take Me Home, escrito por Liz Sargent Prêmio Especial do Júri | Filme de Estreia: Bedford Park, de Stephanie Ahn Prêmio Especial do Júri | Elenco: The Friend’s House is Here, de Hossein Keshavarz e Maryam Ataei Prêmio do Público: Josephine, de Beth de Araújo
COMPETIÇÃO AMERICANA | DOCUMENTÁRIO
Grande Prêmio do Júri: Nuisance Bear, de Gabriela Osio Vanden Melhor Direção: J.M. Harper, por Soul Patrol Prêmio Jonathan Oppenheim | Edição: Barbara Forever, por Matt Hixon Prêmio Especial do Júri | Journalistic Excellence: Who Killed Alex Odeh?, de Jason Osder e William Lafi Youmans Prêmio Especial do Júri | Impact for Change: The Lake, de Abby Ellis Prêmio do Público: American Pachuco: The Legend of Luis Valdez, de David Alvarado
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DRAMA
Grande Prêmio do Júri: Shame and Money, de Visar Morina (Alemanha/Kosovo/Eslovênia/Albânia/Macedônia do Norte/Bélgica) Melhor Direção: Andrius Blaževičius, por How to Divorce During the War Prêmio Especial do Júri | Elenco: LADY, de Olive Nwosu Prêmio Especial do Júri | Creative Vision: Filipiñana, de Rafael Manuel (Singapura/Reino Unido/Filipinas/França/Holanda) Prêmio do Público: HOLD ONTO ME (Κράτα Με), de Myrsini Aristidou (Chipre/Dinamarca/Grécia)
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DOCUMENTÁRIO
Grande Prêmio do Júri: To Hold a Mountain, de Biljana Tutorov e Petar Glomazić (Sérvia/França/Montenegro/Eslovênia/Croácia) Melhor Direção: Itab Azzam e Jack MacInnes, por One In A Million Prêmio Especial do Júri | Civil Resistance: Everybody To Kenmure Street, de Felipe Bustos Sierra (Reino Unido) Prêmio Especial do Júri | Journalistic Impact: Birds of War, de Janay Boulos e Abd Alkader Habak (Reino Unido/Síria/Líbano) Prêmio do Público: One In A Million, de Itab Azzam e Jack MacInnes (Reino Unido)
CURTAS-METRAGENS
Grande Prêmio do Júri: The Baddest Speechwriter of All, de Ben Proudfoot e Stephen Curry (EUA) Prêmio do Júri | Ficção | Competição Americana: Crisis Actor, de Lily Platt Prêmio do Júri | Ficção | Competição Internacional: Jazz Infernal, de Will Niava (Canadá) Prêmio do Júri | Documentário: The Boys and the Bees, de Arielle C. Knight (EUA) Prêmio do Júri | Animação: Living with a Visionary, de Stephen P. Neary (EUA) Prêmio Especial do Júri | Creative Vision: Paper Trail, de Don Hertzfeldt (EUA) Prêmio Especial do Júri | Atuação: Noah Roja e Filippo Carrozza, por The Liars
NEXT
NEXT Innovator Award: The Incomer, de Louis Paxton (Reino Unido) Prêmio Especial do Júri | Creative Expression: TheyDream, de William David Caballero (EUA) Prêmio do Público: Aanikoobijigan [ancestor/great-grandparent/great-grandchild], de Adam Khalil e Zack Khalil (EUA/Dinamarca)
OUTROS PRÊMIOS
Alfred P. Sloan Feature Film Prize: In The Blink of An Eye, de Andrew Stanton (EUA) Sundance Institute Producers Award | Documentário: Dawne Langford, por Who Killed Alex Odeh? Sundance Institute Producers Award | Ficção: Apoorva Guru Charan, por Take Me Home Sundance Institute | Adobe Mentorship Award | Documentário: Flavia de Souza Sundance Institute | Adobe Mentorship Award | Ficção: Mollie Goldstein Sundance Institute | NHK Award: Leo Aguirre, por Verano
*Clique aqui e confira todas as justificativas dos júris
A programação da 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes segue com diversos filmes e atividades paralelas, entre elas, uma roda de conversa com Gilda Nomacce, atriz que mais impactou o cinema brasileiro independente e autoral nos últimos quinze anos.
Ao longo de sua trajetória, Gilda construiu uma galeria impressionante de personagens: mulheres sensuais, bruxas terríveis, figuras misteriosas, personagens extremadas, donas de casa contidas, além de citações vivas a Gena Rowlands e Marília Pêra. Com mais de cem filmes no currículo, entre curtas, médias e longas, Gilda também se destaca na TV e nos palcos. Nascida em Ituverava, interior de São Paulo, descobriu ainda na infância sua vocação para atuar.
Entre participações especiais na TV e apresentações como cover da personagem Gilda, interpretada por Rita Hayworth no filme homônimo lançado em 1946, Nomacce fez parte do CPT, Centro de Pesquisa Teatral, coordenado por Antunes Filho, fundou a Companhia da Mentira e atuou na Cia. de Teatro Os Satyros.
Seu primeiro trabalho no cinema aconteceu em 2007 no curta Um Ramo, dirigido por Marco Dutra e Juliana Rojas. De lá pra cá, Gilda passou a marcar presença constantemente em diversas produções brasileiras. Talentosa e carismática, tornou-se um nome indispensável para diversos cineastas.
Na quarta-feira, 28/01, conversou com o público da Mostra Tiradentes 2026 no Cine-Lounge em um bate-papo mediado pelo professor e pesquisador Pedro Guimarães. Entre tantos assuntos, relembrou o início de sua carreira, destacou trabalhos e parcerias marcantes, refletiu sobre o cinema brasileiro e brincou com a ideia de ter virado meme depois de uma entrevista na TV.
Durante a conversa, Gilda falou com carinho de sua parceria com o coletivo paulista Filmes do Caixote, que foi fundado por Caetano Gotardo, João Marcos de Almeida, Juliana Rojas, Marco Dutra e Sergio Silva: “Apesar de serem muito mais jovens do que eu, sou da mesma turma porque quando eu era muito jovem como eles, não existia tanta possibilidade. Era outra realidade e eu não não estava sonhando em fazer filmes. Mas eu sou dessa turma! O meu fazer cinema brotou com o pessoal do Filmes do Caixote”.
Entre tantos filmes de terror que marcaram sua carreira, entre eles, Prédio Vazio, de Rodrigo Aragão, que foi exibido em Tiradentes no ano passado e lhe rendeu, recentemente, uma indicação ao Prêmio APCA de melhor atriz, Gilda comentou sobre a importância do gênero cinematográfico em sua trajetória: “O terror me ama. E eu nem preciso pedir porque ele vem. Isso eu não posso negar porque quando chega um fã de terror perto de mim, eu já sei que ele é fã de terror. Mas eu gosto de todas as estéticas, todas as linguagens. Eu gosto de experimentar. Eu fiz duas óperas, por exemplo, e não canto. A gente como ator, às vezes, é muito mais cidadão do que ator”.
A atriz na Mostra de Cinema de Tiradentes 2026
Gilda também falou sobre fama e desafios da profissão: “Eu nunca consegui ficar famosa. Eu entrei no Antunes Filho e nessa época eu ainda estava muito envolvida em ser famosa. E depois que eu entrei lá, continuei, claro, querendo a fama, só que aí eu entrei num grupo de pesquisa e aquilo me fascinou. Na verdade, eu sou da pesquisa. Eu gosto de grupo, eu gosto de criar e gosto de me arriscar. Apesar de já ter uma carreira, eu me arrisco muito”.
Com um currículo diverso, Gilda ganhou ainda mais notoriedade nacional depois de participar de uma entrevista no JMTV da TV Mirante, afiliada da Globo no Maranhão, e logo viralizar nas redes sociais ao gritar ao final de sua participação: “Eu estava no Maranhão representando o Enterre Seus Mortos, que é o filme do Marco Dutra. Eu faço os filmes dele desde de 2006 e amo trabalhar com ele. Enfim, tinha feito esse filme e tava representando em um festival. Tinha acabado de fazer uma mesa, uma fala e acabei com o grito que eu sempre faço. Eu sou contorcionista, eu grito. Aí eu fiz meu grito e me levaram para a televisão. Lá, eu perguntei se poderia gritar e disseram que sim. Eu vi que o tempo do jornal estava acabando e fiz de uma hora para outra, por isso que eu pareci tão louca”, brincou Gilda.
E continuou sobre o meme: “Essa foi a minha grande salvação, gente! Eu estou gostando tanto de ser meme! Eu acho que o meme dialoga com todas as idades e as pessoas jovens gostam do meu trabalho. Eu tenho muita gente que gosta de mim. Tanto que eu não paro nunca de fazer curtas porque eu adoro quem me adora. Mas, essa coisa de virar meme mudou completamente a minha vida e eu sempre soube que ia gostar desse lugar”.
Ovacionada pelo público presente, Gilda ainda exibirá na Mostra o longa Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, e o curta-metragem Romance, dirigido por Karine Teles, homenageada desta edição. Ao final da roda de conversa, a atriz falou com exclusividade para o CINEVITOR: “Eu tô muito feliz e honrada de estar aqui em Tiradentes. Eu estou sempre por aqui e acho que tenho a cara de Tiradentes. Fiquei emocionada com essa roda de conversa. Estava muito alegre, me sentindo uma criança! Fazer cinema há tanto tempo e agora ter essa visibilidade… me deixa muito feliz. Eu tenho um espaço que foi conquistado”.
Além das telonas, Gilda Nomacce segue em cartaz nos palcos com A Palma, estreia do diretor Mariano Mattos Martins, que traz também Verónica Valenttino, que exibirá o longa As Florestas da Noite, de Priscyla Bettim e Renato Coelho, em Tiradentes, e Donizeti Mazonas no elenco.
*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Concluindo os trabalhos da quarta edição do Fórum de Tiradentes, dentro da programação da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, aconteceu na tarde desta quarta-feira, 28/01, no Centro Cultural SESIMINAS Yves Alves, a leitura da Carta de Tiradentes 2026. O documento, redigido pelos Grupos de Trabalho, surge como um chamado público à articulação permanente do setor audiovisual diante dos desafios políticos, institucionais e econômicos nos próximos meses.
A leitura foi conduzida pela coordenadora geral do Fórum, Raquel Hallak, que destacou o caráter processual e coletivo do texto: “A efetividade da Carta de Tiradentes 2026 dependerá do compromisso contínuo de todos nós, profissionais, instituições, redes e territórios representados aqui, em difundir, incorporar e transformar essas proposições em práticas concretas”, afirmou.
A coordenadora ressaltou que o encerramento do Fórum não representa um ponto final, mas o início de uma agenda de trabalho compartilhada: “O Fórum termina hoje, mas o trabalho que ele propõe começa agora”. Ela defendeu a manutenção do diálogo, o fortalecimento das articulações e a ampliação dos espaços de construção coletiva e apontou que os desafios colocados ao audiovisual brasileiro exigem cooperação, inovação, vontade política e coragem para sustentar políticas públicas estruturantes em um cenário de instabilidade e disputas institucionais.
A Carta de Tiradentes 2026 parte do reconhecimento dos avanços recentes obtidos com a reconstrução do Ministério da Cultura e da Secretaria do Audiovisual e reconhece a projeção internacional alcançada por filmes brasileiros nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o documento alerta para riscos à continuidade dessas políticas, especialmente em ano eleitoral.
O texto lido reafirma a necessidade de convergência entre União, estados e municípios para superar assimetrias regionais e garantir um Sistema Nacional do Audiovisual baseado no equilíbrio federativo, na descentralização e no planejamento de longo prazo.
Entre os eixos centrais destacados pela Carta estão o audiovisual como estratégia de Estado, a convergência na gestão do fomento, a regulação das plataformas de vídeo sob demanda (VoD) e a internacionalização do audiovisual brasileiro. O texto defende a aprovação urgente da regulação do streaming, com fortalecimento do Fundo Setorial do Audiovisual, garantia de cotas e visibilidade para obras brasileiras independentes. Aponta ainda a necessidade da ampliação de públicos por meio de políticas de comunicação, formação e valorização da experiência coletiva nas salas de cinema e nos circuitos não comerciais.
O documento também enumera prioridades relacionadas à governança e participação social, à aprovação de marcos legais no Congresso, ao aprimoramento das políticas de fomento direto, à inserção da exibição na política pública e à proteção da cadeia de direitos autorais e trabalhistas. Outros pontos são chamados à formação audiovisual, preservação da memória, qualificação de dados e ampliação do depósito legal obrigatório.
Raquel Hallak: coordenadora geral do Fórum
A coordenação geral do 4º Fórum de Tiradentes foi assinada por Debora Ivanov, Mário Borgneth e Raquel Hallak d’Angelo; Alessandra Meleiro e Tatiana Carvalho Costa foram responsáveis pela coordenação executiva. A coordenação dos GTs (Grupos de Trabalho) ficou sob responsabilidade de: Adriana Fresquet (GT Formação), Alessandra Meleiro (GT Observatórios), Ana Paula Sousa (GT Exibição), Cintia Domit Bittar (GT Produção), José Quental (GT Preservação) e Lia Bahia (GT Distribuição).
O início da Carta diz: “O tema central do Fórum de Tiradentes em 2026 foi Convergências de Políticas Públicas, que dialoga com o da 29ª Mostra: Soberania Imaginativa. Compreende-se ser urgente o aprimoramento da integração e a articulação federativa entre União, estados e municípios. Só a convergência pode garantir a complementaridade de ações e investimentos, além do fortalecimento do setor em todas as regiões. As profundas assimetrias na gestão pública entre os entes federativos precisam ser superadas. Almejamos a construção de um Sistema Nacional do Audiovisual baseado no equilíbrio federativo, na descentralização administrativa e na autonomia dos entes, sustentado por mecanismos de cooperação, coordenação e planejamento de longo prazo. A continuidade dessas políticas é essencial para que o Estado brasileiro possa garantir, de maneira cada vez mais efetiva, o direito constitucional à cultura, reconhecendo o audiovisual como instrumento estratégico de cidadania, diversidade, memória, soberania e desenvolvimento”.
Na sequência da leitura da Carta de Tiradentes, Raquel Hallak participou de uma coletiva de imprensa ao lado de Alessandra Meleiro, Debora Ivanov e Tatiana Carvalho Costa: “Que a Carta continue sendo um documento que venha somar com a construção dessas políticas públicas e com a continuidade das que já existem visando a formação desse Sistema Nacional do Audiovisual”, disse.
E finalizou: “Em 2023, a ideia era reunir o setor audiovisual e profissionais que pudessem colaborar com a construção de políticas públicas. Começamos com o propósito da sociedade civil sendo profissionais do audiovisual. Não é o Congresso Brasileiro, não é a entidade. São mais de 70 profissionais que se reuniram em 2023 e agora, em 2026, nesta quarta edição, como uma ação colaborativa de construção coletiva, de recomendações, diretrizes, reflexões e escuta”.
O documento final será encaminhado ao Ministério da Cultura, à Ancine e a outras instâncias federativas. Clique aqui e leia a íntegra da Carta de Tiradentes.
*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Joálisson Cunha e Wagner Moura em O Agente Secreto: filme brasileiro na disputa
A Academia de Artes e Técnicas do Cinema, Académie des Arts et Techniques du Cinéma, que conta com 4.955 membros, anunciou nesta quarta-feira, 28/01, os indicados ao prêmio César 2026, conhecido como o Oscar francês.
Neste ano, o cinema brasileiro ganha destaque com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, indicado na categoria de melhor filme estrangeiro. O longa é um thriller ambientado no Brasil de 1977 e na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de 1,9 milhão de espectadores nos cinemas.
Os vencedores da 51ª edição serão anunciados no dia 26 de fevereiro, no Olympia, em Paris, em cerimônia comandada pela atriz e comediante francesa Camille Cottin, com participação de Benjamin Lavernhe. O consagrado ator Jim Carrey será homenageado com o César Honorário e Nouvelle Vague, dirigido por Richard Linklater, lidera a lista com dez indicações.
Conheça os indicados ao César 2026:
MELHOR FILME A Irmã Mais Nova Dossier 137 Foi Apenas um Acidente L’attachement Nouvelle Vague
MELHOR DIREÇÃO Carine Tardieu, por L’attachement Dominik Moll, por Dossier 137 Hafsia Herzi, por A Irmã Mais Nova Richard Linklater, por Nouvelle Vague Stéphane Demoustier, por L’inconnu de la Grande Arche
MELHOR ATRIZ Isabelle Huppert, por La femme la plus riche du monde Léa Drucker, por Dossier 137 Leïla Bekhti, por Era Uma Vez Minha Mãe Mélanie Thierry, por La chambre de Mariana Valeria Bruni Tedeschi, por L’attachement
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Dominique Blanc, por O Segredo da Chef Jeanne Balibar, por Nino de Sexta a Segunda Ji-Min Park, por A Irmã Mais Nova Marina Foïs, por La femme la plus riche du monde Vimala Pons, por L’attachement
MELHOR ATOR Bastien Bouillon, por O Segredo da Chef Benjamin Voisin, por O Estrangeiro Claes Bang, por L’inconnu de la Grande Arche Laurent Lafitte, por La femme la plus riche du monde Pio Marmaï, por L’attachement
MELHOR ATOR COADJUVANTE Michel Fau, por L’inconnu de la Grande Arche Pierre Lottin, por O Estrangeiro Raphaël Personnaz, por La femme la plus riche du monde Swann Arlaud, por L’inconnu de la Grande Arche Xavier Dolan, por L’inconnu de la Grande Arche
REVELAÇÃO FEMININA Anja Verderosa, por L’épreuve du feu Camille Rutherford, por Jane Austen Arruinou a Minha Vida Manon Clavel, por Kika Nadia Melliti, por A Irmã Mais Nova Suzanne Lindon, por La venue de l’avenir
REVELAÇÃO MASCULINA Félix Lefebvre, por L’épreuve du feu Guillaume Marbeck, por Nouvelle Vague Idir Azougli, por Météors Sayyid El Alami, por La Pampa Théodore Pellerin, por Nino de Sexta a Segunda
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Dossier 137, escrito por Dominik Moll e Gilles Marchand Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi Nino de Sexta a Segunda, escrito por Pauline Loquès Nouvelle Vague, escrito por Holly Gent, Vincent Palmo, Michèle Halberstadt e Laetitia Masson Un ours dans le Jura, escrito por Franck Dubosc e Sarah Kaminsky
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO A Irmã Mais Nova, escrito por Hafsia Herzi L’attachement, escrito por Carine Tardieu, Raphaële Moussafir e Agnès Feuvre L’inconnu de la Grande Arche, escrito por Stéphane Demoustier
MELHOR DOCUMENTÁRIO À bicyclette!, de Mathias Mlekuz Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe, de Sepideh Farsi Le chant des forêts, de Vincent Munier Le cinquième plan de La Jetée, de Dominique Cabrera Personne n’y comprend rien, de Yannick Kergoat
MELHOR FILME ESTRANGEIRO Gouzhen (Black Dog), de Guan Hu (China) O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil) Sirât, de Oliver Laxe (Espanha) Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (EUA) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO A Pequena Amélie, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han Jin Kuang Arco, de Ugo Bienvenu La vie de château, mon enfance à Versailles, de Nathaniel Hlimi e Clémence Madeleine-Perdrillat
MELHOR FILME DE ESTREIA Arco, de Ugo Bienvenu L’épreuve du feu, de Aurélien Peyre La Pampa, de Antoine Chevrollier Nino de Sexta a Segunda, de Pauline Loquès O Segredo da Chef, de Amélie Bonnin
MELHOR FOTOGRAFIA Dossier 137, por Patrick Ghiringhelli L’attachement, por Elin Kirschfink L’engloutie, por Marine Atlan Nouvelle Vague, por David Chambille O Estrangeiro, por Manuel Dacosse
MELHOR MONTAGEM 13 Dias, 13 Noites, por Stan Collet A Irmã Mais Nova, por Géraldine Mangenot Dossier 137, por Laurent Rouan L’attachement, por Christel Dewynter Nouvelle Vague, por Catherine Schwartz
MELHOR FIGURINO Drácula: Uma História de Amor Eterno, por Corinne Bruand La condition, por Céline Guignard La femme la plus riche du monde, por Jürgen Doering La venue de l’avenir, por Pierre-Yves Gayraud Nouvelle Vague, por Pascaline Chavanne
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Chien 51, por Jean-Philippe Moreaux Era Uma Vez Minha Mãe, por Riton Dupire-Clément L’inconnu de la Grande Arche, por Catherine Cosme La venue de l’avenir, por Marie Cheminal Nouvelle Vague, por Katia Wyszkop
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL A Irmã Mais Nova, por Amine Bouhafa Arco, por Arnaud Toulon Dossier 137, por Olivier Marguerit La femme la plus riche du monde, por Alex Beaupain O Estrangeiro, por Fatima Al Qadiri
MELHOR SOM Arco, por Nicolas Becker, Andrea Ferrara, Jon Goc e Damien Lazzerini Dossier 137, por François Maurel, Rym Debbarh-Mounir e Nathalie Vidal Le chant des forêts, por Romain Cadilhac, Marc Namblard, Olivier Touche e Olivier Goinard Nouvelle Vague, por Jean Minondo, Serge Rouquairol e Christophe Vingtrinier O Segredo da Chef, por Rémi Chanaud, Jeanne Delplancq, Fanny Martin e Niels Barletta
MELHORES EFEITOS VISUAIS Chien 51, por Cédric Fayolle L’homme qui rétrécit, por Rodolphe Chabrier e Benoit De Longlée L’inconnu de la Grande Arche, por Lise Fischer Nouvelle Vague, por Alain Carsoux
MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO Big Boys Don’t Cry, de Arnaud Delmarle Deux personnes échangeant de la salive, de Natalie Musteata e Alexandre Singh Mort d’un acteur, de Ambroise Rateau Wonderwall, de Róisín Burns
MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO Au bain des dames, de Margaux Fournier Car Wash, de Laïs Decaster Ni Dieu ni père, de Paul Kermarec
MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO Dieu est timide, de Jocelyn Charles Fille de l’eau, de Sandra Desmazières Les belles cicatrices, de Raphaël Jouzeau