Camila Morgado será homenageada no 33º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
Camila Morgado na peça A Falecida, de Nelson Rodrigues

A atriz Camila Morgado será a Homenageada Nacional da 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 18 e 25 de julho, no Espírito Santo; ela receberá o Troféu Vitória e o Caderno da Homenageada, publicação biográfica assinada pelos jornalistas Leonardo Vais e Paulo Gois Bastos.

Nascida em Petrópolis, Rio de Janeiro, a estreia de Camila Morgado em longas-metragens ocorreu em Olga, lançado em 2004, drama biográfico dirigido por Jayme Monjardim e baseado no livro de Fernando Morais. O papel foi um dos principais marcos na carreira da atriz, até hoje lembrada pela emblemática frase “eu estou grávida de Luiz Carlos Prestes”, uma das cenas mais marcantes do cinema brasileiro. O filme alcançou mais de três milhões de espectadores nos cinemas e conta a história da judia alemã Olga Benário Prestes, desde seu exílio e treinamento militar em Moscou até sua prisão e deportação para a Alemanha nazista.

A carreira de Camila nas telonas soma mais de dez produções, como o documentário Vinicius, de Miguel Faria Jr., em que ela conduz a narrativa da obra declamando poemas e histórias sobre o poeta carioca em parceria com o ator Ricardo Blat. Entre os blockbusters, integrou o elenco dos recordes de bilheteria nacional em 2013 e 2015, Até que a Sorte nos Separe 2 e 3, de Roberto Santucci, com Leandro Hassum. No circuito de festivais e cinema de gênero, protagonizou o thriller O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida, e o drama Vergel, coprodução internacional dirigida por Kris Niklison. Também atuou nas comédias Bem Casados, de Aluizio Abranches, com Alexandre Borges; e Divórcio, de Pedro Amorim, ao lado de Murilo Benício. Ainda em 2026, a atriz se prepara para o lançamento de dois longas inéditos: Sedução, de Zelito Viana e Marcos Palmeira; e Nova Éden, de Aly Muritiba.

Nas plataformas de streaming, teve destaque como Janete, mulher que enfrenta um relacionamento abusivo na primeira temporada de Bom Dia, Verônica, original Netflix; a interpretação lhe rendeu o Prêmio APCA de melhor atriz de televisão. Na sequência, protagonizou Sentença, série do Prime Video. Na produção, interpretou Heloísa, uma advogada criminalista responsável pela defesa de uma acusada em um crime que chocou o país.

No teatro, Camila estreou nos palcos no final da década de 1990 com o espetáculo Graal, em 1997, dirigido por Gerald Thomas, e que marcou sua formatura na CAL, Casa das Artes de Laranjeiras. Depois, a atriz integrou a Cia de Ópera Seca, coordenada pelo diretor, até 2001, quando esteve em projetos como Nowhere Man e Ventriloquist. Dois anos depois, estreou na minissérie A Casa das Sete Mulheres, em 2003, um sucesso da Rede Globo que se tornou um dos clássicos contemporâneos da televisão brasileira. Na obra dirigida por Jayme Monjardim, interpretou Manuela, uma mulher que destaca a importância do papel feminino durante a Guerra dos Farrapos.

Na televisão, esteve na novela América (2004), de Glória Perez, como a vilã May. Divertiu o público como Noêmia, uma das três mulheres de Cadinho, papel de Alexandre Borges, em Avenida Brasil (2012), de João Emanuel Carneiro, ao lado de Carolina Ferraz e Débora Bloch. A atriz voltou a repetir a parceria com a autora Maria Adelaide Amaral nas séries Um Só Coração (2005), em que interpretou Cacilda Becker; e JK (2006), como Ana Rosemberg, além da novela A Lei do Amor (2016). Também foi a empresária Mara Moreira em O Canto da Sereia (2013), microssérie baseada no livro homônimo de Nelson Motta; Maria Angélica no remake de O Rebu (2014); e a professora Gabriela em Malhação: Vidas Brasileiras (2018), na 26ª temporada da novela adolescente. Seus trabalhos mais recentes em telenovelas foram em dois remakes de Benedito Ruy Barbosa: Pantanal (2022), como Irma; e Renascer (2024), como Dona Patroa.

Nos palcos, foi dirigida por Marília Pêra na comédia Doce Deleite (2008), em que dividiu cena com Reynaldo Gianecchini. Ao lado de Vera Holtz e Antonio Petrin, esteve em Palácio do Fim (2012), dirigida por José Wilker, que abordava em textos intensos fatos ocorridos na Guerra do Iraque. Após um hiato de mais de dez anos, Camila voltou ao teatro em A Falecida (2023), texto de Nelson Rodrigues. A produção, dirigida por Sérgio Modena, foi a realização de um sonho da atriz que sempre desejou interpretar um dos maiores autores brasileiros de todos os tempos.

Fotos: Hugo Cecatto/Nana Moraes. 

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