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70º DGA Awards: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato dos Diretores

por: Cinevitor

gretadgaladybirdSaoirse Ronan e Greta Gerwig nos bastidores de Lady Bird – A Hora de Voar.

Foi divulgada nesta quinta-feira, 11/01, em Los Angeles, a lista completa com os indicados ao 70º DGA Awards, prêmio organizado pelo Sindicato dos Diretores da América (Directors Guild of America), que elege os melhores diretores da TV e do cinema desde 1948.

Até 1970, a premiação era realizada trimestralmente e, desde então, apenas dois diretores foram indicados duas vezes no mesmo ano: em 1974, Francis Ford Coppola concorreu com A Conversação e O Poderoso Chefão II, que lhe rendeu o prêmio; e no ano 2000, Steven Soderbergh foi indicado por Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento e Traffic, mas perdeu para Ang Lee, em O Tigre e o Dragão.

Os vencedores do DGA Awards 2017 serão anunciados no dia 3 de fevereiro, no Beverly Hilton Hotel.

Conheça os indicados ao 70º Directors Guild of America Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DIREÇÃO | LONGA-METRAGEM:
Christopher Nolan, por Dunkirk
Greta Gerwig, por Lady Bird – A Hora de Voar
Guillermo del Toro, por A Forma da Água
Jordan Peele, por Corra!
Martin McDonagh, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | LONGA-METRAGEM:
Aaron Sorkin, por A Grande Jogada
Geremy Jasper, por Patti Cake$
Jordan Peele, por Corra!
Taylor Sheridan, por Terra Selvagem
William Oldroyd, por Lady Macbeth

MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO:
Bryan Fogel, por Ícaro
Errol Morris, por Wormwood
Ken Burns e Lynn Novick, por The Vietnam War
Matthew Heineman, por Cidade de Fantasmas
Steve James, por Abacus: Pequeno o Bastante para Condenar

Foto: Divulgação.

Associação de Críticos LGBTQ anuncia indicados ao 9º Dorian Awards

por: Cinevitor

mulherfantasticadorianDaniela Vega em Uma Mulher Fantástica, do cineasta Sebastián Lelio.

Fundada em 2009, a GALECA (Gay and Lesbian Entertainment Critics Association), Associação Gay e Lésbica de Críticos de Entretenimento, conta com mais de 190 jornalistas e críticos de veículos importantes dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Muitos integrantes se identificam como membros da comunidade LGBTQ, seja lésbica, gay, bissexual, transgênero ou queer, mas diversos jornalistas simpatizantes também fazem parte.

Desde o início realiza o Dorian Awards, prêmio que elege os melhores do ano na TV e no cinema, e que possui esse nome em homenagem ao escritor Oscar Wilde, em referência ao seu romance O Retrato de Dorian Gray. “A Associação existe para reforçar os jornalistas de entretenimento LGBTQ, bem como lembrar ao mundo e aos nossos jovens, que os gays têm uma história cultural distinta em ajudar a colocar grandes filmes e programas de TV ao alcance de todos”, diz o comunicado oficial.

Neste ano, em sua 9ª edição, o drama Me Chame Pelo Seu Nome, dirigido pelo italiano Luca Guadagnino e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, lidera com nove indicações.

Os vencedores serão anunciados no dia 31 de janeiro e a festa de premiação acontecerá no dia 24 de fevereiro, em Los Angeles.

Conheça os indicados ao Dorian Awards 2017/2018 nas categorias de cinema:

FILME DO ANO:
120 Batimentos por Minuto
A Forma da Água
Corra!
Lady Bird – A Hora de Voar
Me Chame Pelo Seu Nome

FILME LGBTQ DO ANO:
120 Batimentos por Minuto
A Guerra dos Sexos
God’s Own Country
Me Chame Pelo Seu Nome
Uma Mulher Fantástica

MELHOR DIREÇÃO:
Christopher Nolan, por Dunkirk
Greta Gerwig, por Lady Bird – A Hora de Voar
Guillermo del Toro, por A Forma da Água
Jordan Peele, por Corra!
Luca Guadagnino, por Me Chame Pelo Seu Nome
Sean Baker, por Projeto Flórida

ATRIZ DO ANO:
Daniela Vega, por Uma Mulher Fantástica
Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime
Margot Robbie, por Eu, Tonya
Sally Hawkins, por A Forma da Água
Saoirse Ronan, por Lady Bird – A Hora de Voar

ATOR DO ANO:
Daniel Kaluuya, por Corra!
Gary Oldman, por O Destino de uma Nação
James Franco, por Artista do Desastre
Nahuel Pérez Biscayart, por 120 Batimentos por Minuto
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

ATRIZ COADJUVANTE DO ANO:
Allison Janney, por Eu, Tonya
Laurie Metcalf, por Lady Bird – A Hora de Voar
Mary J. Blige, por Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi
Michelle Pfeiffer, por Mãe!
Tiffany Haddish, por Viagem das Garotas

ATOR COADJUVANTE DO ANO:
Armie Hammer, por Me Chame Pelo Seu Nome
Michael Stuhlbarg, por Me Chame Pelo Seu Nome
Richard Jenkins, por A Forma da Água
Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime
Willem Dafoe, por Projeto Flórida

FILME ESTRANGEIRO DO ANO:
120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo (França)
First They Killed My Father, de Angelina Jolie (Camboja)
Thelma, de Joachim Trier (Noruega)
The Square – A Arte da Discórdia, de Ruben Östlund (Suécia)
Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Chile)

ROTEIRO DO ANO | ORIGINAL OU ADAPTADO:
A Forma da Água
Corra!
Lady Bird – A Hora de Voar
Me Chame Pelo Seu Nome
Três Anúncios Para um Crime

DOCUMENTÁRIO DO ANO:
A Morte e Vida de Marsha P. Johnson
Bombshell: The Hedy Lamarr Story
Gatos
Jane
Visages, Villages

FILME VISUALMENTE IMPRESSIONANTE DO ANO:
A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
Me Chame Pelo Seu Nome
Sem Fôlego

FILME NÃO CELEBRADO DO ANO:
120 Batimentos por Minuto
Beach Rats
God’s Own Country
Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas
Sem Fôlego

FILME CAMPY FLICK DO ANO:
Artista do Desastre
Baywatch
Eu, Tonya
Mãe!
O Rei do Show

REVELAÇÃO DO ANO:
Daniel Kaluuya
Daniela Vega
Harris Dickinson
Tiffany Haddish
Timothée Chalamet

WILDE WIT OF THE YEAR (homenagem a um artista, roteirista ou comentarista cujas observações desafiam e divertem):
John Oliver
Jordan Peele
Kate McKinnon
Samantha Bee
Stephen Colbert

WILDE ARTIST OF THE YEAR (honra uma força verdadeiramente inovadora no cinema, teatro ou TV):
David Lynch
Greta Gerwig
Guillermo del Toro
Jordan Peele
Patty Jenkins

Foto: Divulgação/Imovision.

O Touro Ferdinando

por: Cinevitor

touroferdinandoposterokFerdinand

Direção: Carlos Saldanha

Elenco: Maisa Silva, Thalita Carauta, Otaviano Costa, Duda Ribeiro, Matheus Calliano, Leonardo Rabelo, Arthur Salerno, Paulo Vignolo, Bruna Laynes, Philippe Maia, Wirley Contaifer, Miguel Ángel Silvestre, Colin H. Murphy, John Cena, Jeremy Sisto, Bobby Cannavale, Raúl Esparza, Luis Carlos de La Lombana, Juanes, Jerrod Carmichael, Julia Scarpa Saldanha, Lily Day, Rafael Scarpa Saldanha, Nile Diaz, Jet Jurgensmeyer, Jack Gore, Karla Martínez, Jordi Caballero, Maria Peyramaure, Nazanin Homa, Bernardo de Paula, Belita Moreno, Kate McKinnon, Anthony Anderson, Peyton Manning, David Tennant, Tim Nordquist, Gina Rodriguez, Daveed Diggs, Gabriel Iglesias, Flula Borg, Sally Phillips, Boris Kodjoe, Carlos Reig-Plaza, Susana Ballesteros.

Ano: 2017

Sinopse: Ferdinando é um touro gigante com um grande coração. Depois de ser confundido com um animal perigoso, ele é capturado e arrancado de sua casa. Determinado a voltar para sua família, ele se une a uma equipe desajustada na aventura final. Situado na Espanha, Ferdinando prova que você não pode julgar ninguém pela sua aparência.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Festival Internacional de Cinema de Roterdã 2018: filmes brasileiros se destacam na programação

por: Cinevitor

mormacoroterdafilmeMarina Provenzzano em Mormaço, de Marina Meliande.

O Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR, International Film Festival Rotterdam) é considerado um dos maiores do mundo e destaca obras cinematográficos dirigidas por novos cineastas talentosos. Além das quatro seções oficiais em sua programação, também apresenta retrospectivas e programas temáticos.

Neste ano, em sua 47ª edição, que acontecerá entre os dias 24 de janeiro e 4 de fevereiro, o cinema brasileiro estará representado com diversas produções. Na competição oficial, conhecida como Hivos Tiger Competition, serão dois longas: Mormaço, de Marina Meliande, que assina o roteiro ao lado de Felipe Bragança, sobre uma jovem advogada carioca, interpretada por Marina Provenzzano, que se divide entre seu trabalho em uma comunidade prestes a ser despejada por conta dos Jogos Olímpicos do Rio, um novo amor e uma doença misteriosa; e Djon África, uma coprodução com Portugal, dirigida por João Miller Guerra e Filipa Reis, que conta a história de um homem em busca de seu pai e de sua própria identidade.

O júri da Hivos Tiger Competition será formado por: Anthea Kennedy, cineasta e editora britânica; Paula Astorga, produtora mexicana; Job ter Burg, montador holandês; Valeska Grisebach, cineasta alemã; e Kim Kyung-Mook, cineasta sul-coreano.

Na seção Bright Future, que apresenta uma seleção de descobertas para o futuro, todos os filmes são criados por diretores originais e de renome trazendo seu próprios estilos e visões, com reconhecimento internacional desses jovens cineastas. Aqui, o Brasil se destaca com: Azougue Nazaré, de Tiago Melo; Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes; Sol Alegria, de Tavinho Teixeira; e The Cannibal Club, de Guto Parente.

solalegriaroterCena de Sol Alegria, de Tavinho Teixeira.

Benzinho, de Gustavo Pizzi, será exibido na seção Voices, que apresenta filmes conduzidos por suas histórias poderosas, personagens distintos, temas cativantes e com temas importantes; Açúcar, de Sergio Oliveira  e Renata Pinheiro, também foi selecionado para esta seção. Além desses títulos, o documentário The Cleaners, uma coprodução entre Alemanha e Brasil, dirigido por Moritz Riesewieck e Hans Block também faz parte da programação. Aqui, cada produção traz um ponto de vista distinto sobre o mundo em que vivemos.

O festival também apresenta a seção Pan-African Cinema Today (PACT), um programa temático que amplia a história do pan-africanismo desde a sua origem como uma ideologia visionária para uma era pós-colonial até sua atual relevância. O brasileiro Café com Canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio será exibido nesta mostra. O documentário Home Movie Excerpts from Cab Calloway on Tour in South America and the Caribbean, de Cab Calloway, uma coprodução entre Estados Unidos, Jamaica, Bahamas, Haiti, Brasil e Uruguai, também foi selecionado para esta seção.

Entre os curtas-metragens selecionados, três brasileiros se destacam: A Passagem do Cometa, de Juliana Rojas; Merencória, de Caetano Gotardo Soares; e Antes do Lembrar, de Luciana Mazeto e Vinicius Lopes.

Além desses títulos, a programação conta também com As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra; Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa; o documentário Neville D’Almeida – Cronista da Beleza e do Caos, de Mario Abbade; e com as coproduções: Zama, de Lucrecia Martel (Argentina/Espanha/Holanda/França/Brasil), O Homem que Cuida (El hombre que cuida), Alejandro Andújar (República Dominicana/Porto Rico/Brasil), Illusions, de Grada Kilomba (Alemanha/Brasil/Portugal), While I Write: Act III of The Desire Project, de Grada Kilomba (Alemanha/Brasil) e Quem é Bárbara Virgínia?, de Luísa Sequeira (Portugal/Brasil).

O filme de abertura deste ano será o sueco Jimmie, de Jesper Ganslandt; a comédia dramática The Death of Stalin, do cineasta britânico Armando Iannucci, será exibido na noite de encerramento.

Confira a lista completa com os selecionados para a Hivos Tiger Competition 2018:

Djon África, de João Miller Guerra e Filipa Reis (Portugal/Brasil)
I Have a Date with Spring, de Baek Seungbin (Coreia do Sul)
Mormaço (Sultry), de Marina Meliande (Brasil)
Nervous Translation, de Shireen Seno (Filipinas)
Piercing, de Nicolas Pesce (EUA)
Possessed, de Metahaven e Rob Schröder (Holanda/Croácia)
The Reports on Sarah and Saleem, de Muayad Alayan (Palestina/Holanda/Alemanha/México)
The Widowed Witch, de Cai Chengjie (China)

Fotos: Divulgação.

Cinema Audio Society anuncia os indicados ao 54º CAS Awards

por: Cinevitor

starwarsaudioJohn Boyega e Gwendoline Christie em Star Wars: Os Últimos Jedi.

A Cinema Audio Society é uma organização filantrópica e sem fins lucrativos, que foi fundada em 1964 com o objetivo de compartilhar informações entre os profissionais de som da TV e do cinema.

Como de costume, todos os anos realiza uma premiação para eleger a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas. Na última edição, La La Land: Cantando Estações foi o grande campeão em longa-metragem de ficção e Procurando Dory foi premiado na categoria de animação.

Os vencedores do Cinema Audio Society Awards 2017 serão anunciados no dia 24 de fevereiro, em Los Angeles.

Conheça os indicados ao 54º CAS Awards nas categorias de cinema:

MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM:
A Forma da Água
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Mulher-Maravilha
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO:
Carros 3
LEGO Batman: O Filme
Meu Malvado Favorito 3
O Touro Ferdinando
Viva – A Vida é uma Festa

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO:
Eric Clapton: Life in 12 Bars
Gaga: Five Foot Two
Jane
Long Strange Trip: A Viagem do Grateful Dead
Uma Verdade Mais Inconveniente

Foto: Lucasfilm/Divulgação.

O Motorista de Táxi

por: Cinevitor

motoristataxiposterTaeksi Woonjunsa

Direção: Hun Jang

Elenco: Kang-ho Song, Thomas Kretschmann, Hae-jin Yoo, Jun-yeol Ryu, Hyuk-kwon Park, Gwi-hwa Choi, Daniel Joey Albright.

Ano: 2017

Sinopse: Um taxista de Seul é contratado por um jornalista estrangeiro para levá-lo até a cidade de Gwangju. Ao chegar lá, eles se deparam com o lugar tomado pelo governo militar e com os cidadãos, liderados por um grupo de estudantes, reivindicando liberdade. O que começa com uma simples corrida de táxi se torna uma luta pela sobrevivência em meio à Revolta de Gwangju, evento real que aconteceu na Coreia do Sul em maio de 1980.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

O Pacto de Adriana

por: Cinevitor

pactoadrianapostermostraEl Pacto de Adriana

Direção: Lissette Orozco

Elenco: Adriana Rivas, Lissette Orozco.

Ano: 2017

Sinopse: Quando criança, Lissette Orozco tinha sua tia Adriana como um grande exemplo. Porém, ao descobrir que ela trabalhava para a polícia secreta do ditador chileno Augusto Pinochet, Lissette decide enfrentar Adriana para desvendar os segredos obscuros da história de seu país.

Crítica do CINEVITOR: Em seu primeiro longa-metragem como diretora, a chilena Lissette Orozco resolveu expor uma questão muito pessoal nas telonas. Logo no início do filme, ela apresenta diversos integrantes de sua família por meio de fotos, imagens de arquivo e uma narração detalhada sobre seu passado. É aqui que conhecemos sua tia Adriana, também chamada de Channy pelos íntimos. Lissette a via como um ídolo e apreciava sua alegria de viver. Adriana era carismática, querida por todos e morava fora do país. Quando voltava para visitar a família, era sempre uma festa. Porém, em 2007, tudo foi diferente: ao desembarcar no Chile acabou sendo presa e sua verdadeira história foi revelada. Lissette descobriu que aquela mulher que ela tanto admirava tinha trabalhado como secretária de Manuel Contreras, chefe da DINA, a polícia secreta do Chile durante o governo militar do general Augusto Pinochet. Acusada de sequestro e assassinato, Adriana fugiu para a Austrália. O caso ganhou ainda mais repercussão na mídia e Lissette decidiu ir em busca da verdade para conhecer, de fato, sua tia. O Pacto de Adriana traz relatos íntimos sobre um passado sombrio de uma nação que enfrentou uma ditadura militar por quase vinte anos. Além dos diversos depoimentos de Adriana, em datas diferentes, o documentário mostra também a busca incessante da diretora por respostas em conversas com outras pessoas, algumas citadas por sua tia. É interessante a maneira como o filme se desenrola de acordo com as confissões de seus personagens: se no começo vemos uma relação agradável entre Lissette e Channy, mais para frente percebemos um certo distanciamento entre elas. Compreensível, já que segredos obscuros são revelados e muitas dúvidas começam a surgir na mente da diretora. Adriana não muda seu discurso em momento algum, alegando ser inocente. Mas, há relatos que mostram o contrário. Filmado quase como um vídeo caseiro, o documentário destaca as conversas realizadas por Skype entre Lissette e Adriana, mas também expõe as consequências causadas por essa situação em toda a família e a maneira como isso desestruturou, de certa forma, esse clã. Lissette não se intimida ao confrontar sua tia, mesmo com dúvida em lidar com a razão ou a emoção. Além de trazer à tona uma época assombrosa vivida pela população chilena, o filme é também uma obra íntima e pessoal de sua autora, que resolve expor suas angústias e aflições sem medo de julgamentos. Lissette só quer saber a verdade, mesmo que isso possa ser doloroso. O Pacto de Adriana é um quebra-cabeça investigativo e corajoso que resgata um passado assombroso em meio a uma relação afetuosa entre suas protagonistas. (Vitor Búrigo)

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

American Society of Cinematographers anuncia indicados ao 32º ASC Awards

por: Cinevitor

mudboundASCMary J. Blige e Carey Mulligan em Mudbound, dirigido por Dee Rees.

Fundada em 1919, a American Society of Cinematographers é uma organização, e não um sindicato, que reúne diretores de fotografia com a intenção de discutir técnicas e promover o cinema como uma forma de arte.

Desde 1986 realiza um prêmio anual, o American Society of Cinematographers Awards, que elege a melhor direção de fotografia em TV e cinema. No ano passado, o vencedor foi Greig Fraser, por Lion – Uma Jornada Para Casa.

Entre os concorrentes desta 32ª edição, vale destacar a presença de Rachel Morrison na lista. Indicada por seu trabalho em Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi, ela é a primeira mulher da história desta premiação a concorrer na categoria principal.

Neste ano, os homenageados serão Russell Carpenter, Russell Boyd, Alan Caso e Stephen Lighthill; além disso, há também o prêmio Spotlight, criado para reconhecer a excepcional fotografia em longas-metragens que foram exibidos em poucos cinemas ou em festivais internacionais.

Os vencedores serão revelados no dia 14 de fevereiro em uma cerimônia apresentada por Ben Mankiewicz, no Ray Dolby Ballroom, em Hollywood.

Conheça os indicados ao 32º ASC Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FOTOGRAFIA EM LONGA-METRAGEM:
A Forma da Água, por Dan Laustsen
Blade Runner 2049, por Roger Deakins
Dunkirk, por Hoyte van Hoytema
Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi, por Rachel Morrison
O Destino de uma Nação, por Bruno Delbonnel

PRÊMIO SPOTLIGHT:
Corpo e Alma, por Máté Herbai
Loveless, por Mikhail Krichman
November, por Mart Taniel

Foto: Steve Dietl/Netflix.

A Forma da Água lidera indicações ao BAFTA 2018, o Oscar britânico

por: Cinevitor

formaguabaftaSally Hawkins em A Forma da Água, de Guillermo del Toro: doze indicações.

A Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão (British Academy of Film and Television Arts) anunciou nesta terça-feira, 09/01, em Londres, os indicados ao BAFTA (British Academy Film Awards) 2018, revelados pelas atrizes Natalie Dormer e Letitia Wright.

Em sua 71ª edição, o drama A Forma da Água, dirigido pelo cineasta mexicano Guillermo del Toro, lidera a lista em doze categorias. O Destino de uma Nação e Três Anúncios Para um Crime aparecem logo em seguida, com nove indicações cada.

A cerimônia de premiação do Oscar britânico acontecerá no dia 18 de fevereiro, no Royal Albert Hall, em Londres, e será apresentada pela atriz Joanna Lumley.

Confira a lista completa com os indicados ao BAFTA 2018:

MELHOR FILME:
A Forma da Água
Dunkirk
Me Chame Pelo Seu Nome
O Destino de uma Nação
Três Anúncios Para um Crime

MELHOR FILME BRITÂNICO:
God’s Own Country
Lady Macbeth
O Destino de uma Nação
Paddington 2

The Death of Stalin
Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DIREÇÃO:
Christopher Nolan, por Dunkirk
Denis Villeneuve, por Blade Runner 2049
Guillermo del Toro, por A Forma da Água
Luca Guadagnino, por Me Chame Pelo Seu Nome
Martin McDonagh, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ATOR:
Daniel Day-Lewis, por Trama Fantasma
Daniel Kaluuya, por Corra!
Gary Oldman, por O Destino de uma Nação
Jamie Bell, por Film Stars Don’t Die in Liverpool
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

MELHOR ATRIZ:
Annette Bening, por Film Stars Don’t Die in Liverpool
Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime
Margot Robbie, por Eu, Tonya
Sally Hawkins, por A Forma da Água
Saoirse Ronan, por Lady Bird – A Hora de Voar

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Christopher Plummer, por Todo o Dinheiro do Mundo
Hugh Grant, por Paddington 2
Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime
Willem Dafoe, por Projeto Flórida
Woody Harrelson, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Allison Janney, por Eu, Tonya
Kristin Scott Thomas, por O Destino de uma Nação
Laurie Metcalf, por Lady Bird – A Hora de Voar
Lesley Manville, por Trama Fantasma
Octavia Spencer, por A Forma da Água

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
A Forma da Água
Corra!
Eu, Tonya
Lady Bird – A Hora de Voar
Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
A Grande Jogada
Film Stars Don’t Die in Liverpool
Me Chame Pelo Seu Nome
Paddington 2

The Death of Stalin

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
A Criada, de Park Chan-wook (Coreia do Sul)
Elle, de Paul Verhoeven (França/Alemanha/Bélgica)
First They Killed My Father, de Angelina Jolie (Camboja/EUA)
Loveless, de Andrey Zvyagintsev (Rússia/França/Alemanha/Bélgica)
O Apartamento, de Asghar Farhadi (Irã/França)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Cidade de Fantasmas
Eu Não Sou Seu Negro
Ícaro
Jane
Uma Verdade Mais Inconveniente

MELHOR ANIMAÇÃO:
Com Amor, Van Gogh
Minha Vida de Abobrinha
Viva – A Vida é uma Festa

MELHOR FOTOGRAFIA:
A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
O Destino de uma Nação
Três Anúncios Para um Crime

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
O Destino de uma Nação
Trama Fantasma

MELHOR EDIÇÃO:
A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
A Bela e a Fera
A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
O Destino de uma Nação

MELHOR FIGURINO:
A Bela e a Fera
A Forma da Água
Eu, Tonya
O Destino de uma Nação
Trama Fantasma

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO:
Blade Runner 2049
Eu, Tonya
Extraordinário
O Destino de uma Nação
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

MELHOR SOM:
A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHORES EFEITOS VISUAIS:
A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
Planeta dos Macacos: A Guerra
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO (voto popular):
Daniel Kaluuya
Florence Pugh
Josh O’Connor
Tessa Thompson
Timothée Chalamet

ROTEIRISTA, DIRETOR(A) OU PRODUTOR(A) BRITÂNICO REVELAÇÃO:
Alice Birch (roteirista), William Oldroyd (diretor) e Fodhla Cronin O’Reilly (produtora), por Lady Macbeth
Gareth Tunley (roteirista, diretor e produtor), Jack Healy Guttman e Tom Meeten (produtores), por The Ghoul
Lucy Cohen (diretora), por Nosso Reino
Rungano Nyoni (roteirista e diretora) e Emily Morgan (produtora), por I Am Not a Witch
Thomas Napper (diretor) e Johnny Harris (roteirista e produtor), por Jawbone

MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO:
Aamir
A Drowning Man
Cowboy Dave
Wren Boys
Work

MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO | ANIMAÇÃO:
Have Heart
Mamoon
Poles Apart

Foto: Divulgação/Fox Searchligh.

Confira o trailer de Em Pedaços, dirigido por Fatih Akin e protagonizado por Diane Kruger

por: Cinevitor

empedacostrailerDiane Kruger: melhor atriz em Cannes.

Dirigido por Fatih Akin, de Contra a Parede e Soul Kitchen, Em Pedaços conta a história de Katia Sekerci, interpretada por Diane Kruger, uma alemã que leva uma vida normal ao lado do marido turco e do filho de sete anos. Um dia, ela é surpreendida ao descobrir que ambos morreram devido a uma bomba colocada diante do escritório do marido. Desesperada, Katia decide lutar por justiça ao descobrir que os responsáveis foram integrantes de um grupo neonazista.

Exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes do ano passado, o drama não levou a Palma de Ouro, mas rendeu o prêmio de melhor atriz para Diane Kruger. Além disso, venceu na categoria de melhor filme estrangeiro no Globo de Ouro deste ano e está entre os nove semifinalistas ao Oscar de melhor longa estrangeiro, representando a Alemanha.

Confira o trailer de Em Pedaços, que chega aos cinemas brasileiros no dia 9 de fevereiro:

Foto: Divulgação/Imovision.

Globo de Ouro 2018: conheça os vencedores

por: Cinevitor

allisongloboatrizAllison Janney: melhor atriz coadjuvante por Eu, Tonya.

Foram anunciados neste domingo, 07/01, os vencedores do 75º Globo de Ouro, prêmio que elege os melhores da TV e do cinema segundo a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA).

Dirigido por Martin McDonagh, Três Anúncios Para um Crime se consagrou como o grande campeão da noite com quatro prêmios, entre eles, o de melhor filme dramático e melhor atriz para Frances McDormand.

A edição deste ano foi marcada pela campanha TIME’S UP, organizada por importantes mulheres da indústria do entretenimento, com a intenção de lutar contra qualquer tipo de abuso e também para abrir um diálogo ainda maior sobre desigualdade de gênero, leis trabalhistas, racismo, falta de representatividade, desigualdade sistêmica, políticas corporativas, entre outros.

Para apoiar ainda mais a causa, as estrelas passaram pelo tapete vermelho vestidas de preto (On Sunday We Wear Black), em solidariedade às vítimas de violência sexual e também em homenagem às mulheres que, corajosamente, revelaram publicamente casos de abuso e assédio sexual sofridos em Hollywood. Além disso, oito atrizes marcaram presença no evento acompanhadas por ativistas feministas: Laura Dern, Amy Poehler, Susan Sarandon, Meryl Streep, Emma Stone, Emma Watson, Michelle Williams e Shailene Woodley.

A campanha conta também com uma arrecadação financeira que será 100% doada ao TIME’S UP Legal Defense Fund, que oferece serviços legais para pessoas que sofreram assédio ou abuso sexual no local de trabalho.

A cerimônia, apresentada por Seth Meyers, contou com discursos inspiradores e empoderados, e também com uma homenagem à apresentadora, atriz, produtora e empresária Oprah Winfrey, que recebeu o Prêmio Cecil B. DeMille; o ator Kirk Douglas, que completou 101 anos em dezembro, também foi homenageado e ainda apresentou o prêmio de melhor roteiro ao lado da nora, a atriz Catherine Zeta-Jones.

Conheça os vencedores do Globo de Ouro 2018 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME | DRAMA:
Três Anúncios Para um Crime

MELHOR FILME | COMÉDIA/MUSICAL:
Lady Bird – A Hora de Voar

MELHOR ATOR | DRAMA:
Gary Oldman, por O Destino de Uma Nação

MELHOR ATRIZ | DRAMA:
Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ATOR | COMÉDIA/MUSICAL:
James Franco, por Artista do Desastre

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA/MUSICAL:
Saoirse Ronan, por Lady Bird – A Hora de Voar

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Allison Janney, por Eu, Tonya

MELHOR DIREÇÃO:
Guillermo del Toro, por A Forma da Água

MELHOR ROTEIRO:
Três Anúncios Para um Crime, escrito por Martin McDonagh

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA:
Em Pedaços, de Fatih Akin (Alemanha/França)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO:
Viva – A Vida é uma Festa

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
A Forma da Água, por Alexandre Desplat

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
This is Me, interpretada por Keala Settle (O Rei do Show)

Foto: Paul Drinkwater.

Lady Bird é eleito o melhor filme de 2017 pela National Society of Film Critics

por: Cinevitor

ladybirdnationalSaoirse Ronan e Laurie Metcalf em Lady Bird: premiado.

Fundada em 1966, a National Society of Film Critics é formada pelos principais críticos dos Estados Unidos e o seu prêmio anual, que elege os melhores da sétima arte, é considerado um dos mais prestigiados da indústria cinematográfica.

Em sua primeira edição, Blow-Up – Depois Daquele Beijo, do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, levou os prêmios de melhor filme e direção; Michael Caine e Sylvie foram premiados por suas atuações em Como Conquistar as Mulheres e A Velha Dama Indigna, respectivamente.

Neste ano, a comédia dramática Lady Bird – A Hora de Voar, dirigida por Greta Gerwig, que apresenta uma relação turbulenta entre mãe e filha, foi eleita o melhor filme de 2017 pelos críticos, vencendo também em mais três categorias.

Os prêmios desta edição foram dedicados ao lendário crítico e historiador de Cinema, Richard Schickel, morto em fevereiro de 2017, autor de 37 livros, diretor de 37 documentários e fundador da NSFC.

Confira a lista com os melhores de 2017 segundo a National Society of Film Critics Award:

MELHOR FILME:
Lady Bird – A Hora de Voar
2º: Corra!
3º: Trama Fantasma

MELHOR DIREÇÃO:
Greta Gerwig, por Lady Bird – A Hora de Voar
2º: Jordan Peele, por Corra!
3º: Paul Thomas Anderson, por Trama Fantasma

MELHOR ATOR:
Daniel Kaluuya, por Corra!
2º: Daniel Day-Lewis, por Trama Fantasma
3º: Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

MELHOR ATRIZ:
Sally Hawkins, por A Forma da Água e Maudie
2º: Saoirse Ronan, por Lady Bird – A Hora de Voar
3º: Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime
4º: Cynthia Nixon, por Além das Palavras

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Willem Dafoe, por Projeto Flórida
2º: Michael Stuhlbarg, por Me Chame Pelo Seu Nome, A Forma da Água e The Post – A Guerra Secreta
3º: Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Laurie Metcalf, por Lady Bird – A Hora de Voar
2º: Lesley Manville, por Trama Fantasma
3º: Allison Janney, por Eu, Tonya

MELHOR ROTEIRO:
Lady Bird – A Hora de Voar, escrito por Greta Gerwig
2º: Corra!, escrito por Jordan Peele
3º: Trama Fantasma, escrito por Paul Thomas Anderson

MELHOR FOTOGRAFIA:
Blade Runner 2049, por Roger Deakins
2º: Dunkirk, por Hoyte van Hoytema
3º: Projeto Flórida, por Alexis Zabe

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Bacalaureat, de Cristian Mungiu (Romênia/França/Bélgica)
2º: Visages, Villages, de Agnès Varda e JR (França)
3º: 120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo (França)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Visages, Villages, de Agnès Varda e JR
2º: Ex Libris: The New York Public Library, de Frederick Wiseman
3º: Dawson City: Frozen Time, de Bill Morrison

MELHOR FILME EXPERIMENTAL:
Good Luck, de Ben Russell

MENÇÃO ESPECIAL: para o polonês Rastros (Pokot), dirigido por Agnieszka Holland e Kasia Adamik, à espera de uma distribuidora americana.

FILM HERITAGE AWARD:
One Way or Another: Black Women’s Cinema, 1970-1991, com curadoria da Brooklyn Academy of Music Cinématek; e Dan Talbot, por seu trabalho pioneiro como expositor e distribuidor ao trazer o cinema mundial para os Estados Unidos.

Foto: Divulgação/Universal Pictures.