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Zama

por: Cinevitor

zamapostermostraDireção: Lucrecia Martel

Elenco: Daniel Giménez Cacho, Lola Dueñas, Matheus Nachtergaele, Juan Minujín, Nahuel Cano, Mariana Nunes, Daniel Veronese, Carlos Defeo, Rafael Spregelburd, Jorge Román, Camila Sosa.

Ano: 2017

Sinopse: Zama, um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul, espera por uma carta do rei concedendo-lhe a transferência da cidade onde está para um lugar melhor. Para garantir que nada atrapalhe sua mudança, ele é forçado a aceitar de forma submissa qualquer tarefa dada pelos inúmeros governadores que chegam e vão embora. Os anos passam e a mensagem do rei nunca chega. Quando Zama percebe que isso nunca irá acontecer, ele se junta a um grupo de soldados que procura por um perigoso bandido.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Árvores Vermelhas

por: Cinevitor

arvoresvermelhasposterRed Trees

Direção: Marina Willer

Elenco: Tim Pigott-Smith, Marina Willer, Alfred Willer.

Ano: 2017

Sinopse: O documentário cria um ensaio visual impressionista que traça a trajetória do arquiteto Alfred Willer, pai da diretora, que faz parte de uma das doze famílias judaicas que fugiram do governo nazista em Praga, República Checa, durante a Segunda Guerra Mundial, e emigraram para o Brasil, sobrevivendo ao Holocausto. Em uma viagem da Europa Oriental ao Brasil, onde a família vem a se estabelecer fugindo da devastação causada pela Grande Guerra, acompanhamos uma história de esperança que serve como visão importante das histórias humanas por trás das estatísticas.

*Clique aqui e confira nossa entrevista em vídeo com a diretora.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

 

Entrevista: diretora de Árvores Vermelhas, Marina Willer, fala sobre seu primeiro longa-metragem

por: Cinevitor

marina1docMarina Willer em cena: primeiro longa como diretora.

Depois de fazer sua estreia mundial em uma mostra paralela do Festival de Cannes do ano passado, ser exibido no SXSW e lançado em cinemas selecionados de Nova York, Los Angeles e Miami, o documentário Árvores Vermelhas, primeiro longa-metragem da premiada designer Marina Willer, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 29/04.

O longa revive a história de seu pai, Alfred Willer, e de seu avô, que fugiram do governo nazista em Praga, República Checa, durante a Segunda Guerra Mundial, e emigraram para o Brasil; eles foram uma das únicas doze famílias judaicas e checas a sobreviver ao Holocausto. Por meio da arquitetura, Marina conta a história de sua família com um olhar estético muito especial, encontrando sempre a poesia nas imagens e espaço para a reflexão.

marina2docO pai de Marina, Alfred Willer, em cena do filme.

César Charlone, responsável pela fotografia de Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel, assina a direção de fotografia ao lado de Jonathan Clabburn e Fabio Burtin. A narração é do premiado ator britânico Tim Pigott-Smith, que morreu semanas depois do processo de finalização do documentário; e a edição é da pernambucana Karen Harley, ao lado de Avdhesh Mohla.

Antes de Árvores Vermelhas, Marina Willer dirigiu o curta-metragem Cartas da Mãe, uma crônica sobre o Brasil contada através das cartas que o cartunista Henfil enviava à mãe. O  filme recebeu o prêmio de melhor curta pelo Júri Popular no Festival Internacional de Curtas de São Paulo, em 2003; Prêmio Aquisição Canal Brasil, no Festival de Brasília; e o Prêmio Especial do Júri, no Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira.

Marina, que vive em Londres, além de cineasta é designer de grande reputação internacional e sócia da consagrada agência de design Pentagram. Recentemente esteve no Brasil para participar da pré-estreia do filme, em São Paulo, e conversou com o CINEVITOR sobre o projeto, as pesquisas e a expectativa de lançá-lo no país.

Aperte o play e confira:

Fotos: Divulgação.

Artista americana Janie Geiser será homenageada no 7º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

por: Cinevitor

janieolhar4Cena de Flowers of the Sky, um dos curtas da homenageada.

A sétima edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba acontecerá entre os dias 6 e 14 de junho. O evento, já estabelecido no cenário cultural brasileiro, tem como objetivo destacar e celebrar o cinema independente, por meio da seleção de filmes com propostas estéticas inventivas, envolventes e com comprometimento temático. Sem rejeitar gêneros, formatos e durações, a programação privilegia filmes que se arriscam em novas formas de linguagem cinematográfica, abertos ao experimentalismo e que possuem potencial de comunicação.

Neste ano, a artista americana Janie Geiser será homenageada na Mostra Foco do 7º Olhar de Cinema e estará presente no festival. Ela apresentará quatro programas de curta-metragem, que incluirão a estreia mundial de seu último trabalho, Valeria Street, e filmes de cineastas que ela admira. Além de debates, Geiser também participará de uma “conversa ilustrada” em que exibirá um filme e apresentará fontes, referências e inspirações.

Geiser nasceu em Louisiana e mora em Los Angeles há duas décadas, onde é professora na Escola de Teatro na California Institute of the Arts. Ela foi pintora e desenhista antes de ganhar destaque como criadora de fantoches experimentais no teatro. Há mais de 30 anos, começou a fazer curtas-metragens a partir de colagens e cada um de seus filmes está cheio de intrigantes mistérios e histórias secretas, que, ao serem compartilhados com o público, o inspiram a imaginar sua própria história.

janieolhar1Janie nos bastidores: rascunhos.

“Janie Geiser leva como ponto de partida a constante necessidade de fugir das convenções”, diz Antônio Junior, diretor de programação do Olhar de Cinema. “Sua busca leva-a a transcender categorias facilmente reconhecidas e preconceitos de gêneros, formatos, tempos de execução, técnicas e temas de filmes. Em vez disso, ela construiu – ou melhor ainda – encontrou – uma carreira cinematográfica cujo corpus progressivo e aventureiro vive em busca de como melhor refletir sobre nossas vidas e preocupações internas cotidianas. E, como resultado, ela nos estimula a nos virarmos para o mundo fora do cinema e cumprimentá-lo com novas perspectivas”, complementa.

“Fotografias, mapas, recortes de livros, enciclopédias, pessoas, animais e registros distantes do que a humanidade deixou para trás”, destaca Carol Almeida, uma das programadoras de curtas do Olhar de Cinema. “Tudo isso fragmentado em imagens que se sobrepõem a outras imagens, de sons que recortam outros sons. A tessitura do cinema de Janie Geiser é a tessitura da nossa memória”, completou.

A lista de filmes dirigidos por Geiser que já foram confirmados para o Foco apresenta a maior retrospectiva já realizada no mundo. As obras da diretora serão exibidas principalmente em HD, incluindo novas cópias de seus filmes mais antigos feitos em 16 mm. Com exceção de The Hummingbird Wars, os filmes terão suas estreias brasileiras no Olhar de Cinema.

janieolhar2Cena do curta Look and Learn: confirmado na programação.

“A ideia de uma retrospectiva dos meus filmes no Brasil, um país que sempre quis visitar e que estou ansiosa para finalmente conhecer, é atraente, surpreendente, comovente, assustadora e estimulante”, diz Geiser. Em breve, outros filmes da artista serão anunciados. A mostra também apresentará obras de Peggy Ahwesh, Ephraim Asili, Mary Helena Clark, Shambhavi Kaul, Lewis Klahr, Jeanne Liotta, Edwin S. Porter, Kalpana Subramanian, Leslie Thornton e outros.

O Olhar de Cinema também homenageia mestres do cinema mundial, com uma seleção de filmes clássicos restaurados e apresenta ao público novos diretores que, mesmo com uma curta filmografia, já possuem forte identidade artística. Dessa maneira, o evento tem a intenção não só de proporcionar ao público experiências cinematográficas singulares, mas também fomentar a reflexão acerca da linguagem e história do cinema.

A programação ainda inclui oficinas, seminários, masterclass e o Olhar Itinerante, que percorre o interior do Paraná, levando o que foi visto no festival a cidades que não possuem sala.

Fotos: Divulgação.

Górgona

por: Cinevitor

gorgonaposterDireção: Fabio Furtado, Pedro Jezler.

Elenco: Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli, Pascoal da Conceição, Danilo Grangheia, Carolina Splendore, Marco Luz.

Ano: 2018

Sinopse: Endividada pela montagem de sua última peça de teatro, Maria Alice Vergueiro, uma atriz octogenária acometida pela doença de Parkinson, vive a aclamação da crítica e a indiferença da indústria enquanto tenta encarar o grotesco da morte oscilando entre o horror e o risível.

*Clique aqui e assista ao programa sobre o filme com entrevista com os diretores.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

44º Festival Sesc Melhores Filmes: conheça os filmes que serão exibidos na programação

por: Cinevitor

mariapaissescMaria Ribeiro em Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky: filme premiado será exibido.

Criado em 1974, o Festival Sesc Melhores Filmes é o primeiro festival de cinema da cidade de São Paulo e oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior, que são escolhidos democraticamente por meio de votação do público e da crítica.

A premiação da 44ª edição acontecerá no dia 04/04, com o anúncio dos escolhidos pela crítica e pelo público como os melhores longas de 2017 nas categorias de melhor filme, direção, fotografia, roteiro, atriz, ator e documentário para filmes brasileiros e melhor filme, direção, ator e atriz para os filmes estrangeiros.

Esta cerimônia, que será apresentada pela atriz, escritora e cineasta Roberta Estrela D’Alva, marca a abertura oficial do Festival Sesc Melhores Filmes, que traz, de volta ao CineSesc, de 5 a 25 de abril, as produções mais votadas. O filme de abertura será Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor.

A votação foi realizada pela internet com mais de 11 mil votos do público computados. Uma consulta direta foi realizada à crítica especializada de todo o país, e contou-se com os votos de mais de cem profissionais.

Além disso, ao longo do 44º Festival Sesc Melhores Filmes serão exibidos 47 filmes: 19 estrangeiros, 20 nacionais, 4 clássicos em 4K restaurados, 3 CineClubinho e 1 Cinepsique. A programação conta também com debates, seminários, exposição, conversas e atividades especiais.

Conheça os filmes que serão exibidos no 44º Festival Sesc Melhores Filmes, separados por categorias:

NACIONAIS:
A Glória e a Graça, de Flávio Ramos Tambellini
Arpilleras: Atingidas por Barragens Bordando a Resistência, do Coletivo Mulheres do MAB
As Duas Irenes, de Fabio Meira
Beduino, de Julio Bressane
Bingo: O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende
Cidades Fantasmas, de Tyrell Spencer
Comeback, de Erico Rassi
Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky
Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano
Divinas Divas, de Leandra Leal
Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa
Guerra do Paraguay, de Luiz Rosemberg Filho
Joaquim, de Marcelo Gomes
La Vingança, de Fernando Fraiha
Martírio, de Vincent Carelli
Meu Corpo é Político, de Alice Riff
No Intenso Agora, de João Moreira Salles
O Filme da Minha Vida, de Selton Mello
Pitanga, de Beto Brant e Camila Pitanga

ESTRANGEIROS:
A Bailarina, de Eric Summer e Éric Warin
A Criada, de Park Chan-wook
A Garota Desconhecida, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
Blade Runner 2049, de Denis Villeneuve
Com Amor, Van Gogh, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman
Corpo e Alma, de Ildikó Enyedi
Corra!, de Jordan Peele
Dunkirk, de Christopher Nolan
Eu, Daniel Blake, de Ken Loach
Extraordinário, de Stephen Chbosky
Fragmentado, de M. Night Shyamalan
La La Land: Cantando Estações, de Damien Chazelle
Meu Malvado Favorito 3, de Pierre Coffin e Kyle Balda
Moana – Um Mar de Aventuras, de Ron Clements e John Musker
Moonlight: Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins
Mulher-Maravilha, de Patty Jenkins
O Apartamento, de Asghar Farhadi
Paterson, de Jim Jarmusch
Poesia Sem Fim, de Alejandro Jodorowsky
Roda Gigante, de Woody Allen
Toni Erdmann, de Maren Ade
Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio

ESPECIAL: RELEMBRANDO MELHORES:
Blade Runner, o Caçador de Andróides, de Ridley Scott
Cidadão Kane, de Orson Welles
Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg
Juventude Transviada, de Nicholas Ray

Para saber datas, horários e informações sobre compra de ingressos, clique aqui.

*Clique aqui e relembre os vencedores do ano passado e confira os melhores momentos da premiação.

Foto: Divulgação.

Terminam as filmagens de O Pulo do Gato, comédia com Marcelo Adnet e Leticia Lima

por: Cinevitor

pulogatofilmagemProtagonistas em cena: comédia estreia em dezembro.

As filmagens da comédia O Pulo do Gato, de Felipe Joffily, diretor de E Aí… Comeu? e Muita Calma Nessa Hora, terminaram nesta segunda-feira, 26/03. O longa, que tem estreia prevista para dezembro, aborda com humor o caráter ecumênico do brasileiro.

Na história, Hickson, vivido por Marcelo Adnet, vivia de bico, correndo de um lado para o outro para faturar o sustento. Seu único grande feito na vida tinha sido conquistar sua esposa Jéssika, papel de Leticia Lima, cabeleireira evangélica e sua namorada desde a infância. Os dois levam uma vida sem grandes perspectivas no subúrbio carioca, até que Hickson consegue um emprego numa rádio evangélica. Com sorte, talento e a ajuda de Jéssika, em pouco tempo se torna pastor e tem uma ascensão meteórica na igreja. Só que, com a fama e o dinheiro, vem sempre junto a inveja.

Com roteiro assinado por Marcelo Adnet em parceira com Lusa Silvestre e produzido por Augusto Casé, o elenco conta também com Marcos Veras, Gregorio Duvivier, Otávio Müller, Eduardo Sterblitch, Thelmo Fernandes, Stepan Nercessian, Nando Cunha, Debora Lamm, Márcio Vito, Fernando Caruso, Roberta Rodrigues, Orã Figueiredo e Ernani Moraes. A fotografia é assinada por Marcelo Brasil e a direção de arte por Rafael Ronconi.

Foto: Peter Wrede.

Confira o trailer de Praça Paris, filme dirigido por Lucia Murat e protagonizado por Grace Passô

por: Cinevitor

pracaparistrailerDigão Ribeiro e Grace Passô em cena.

Dirigido por Lucia Murat, de Doces Poderes e Quase Dois Irmãos, Praça Paris é um thriller que mostra o conflito entre uma psicanalista portuguesa, Camila, vivida por Joana de Verona, que veio ao Brasil para desenvolver uma pesquisa sobre violência, e sua paciente, Glória, papel de Grace Passô, num Centro de Terapia de uma universidade brasileira.

Glória é ascensorista na universidade e tem uma história muito difícil: violentada pelo pai, tem apenas no irmão, Jonas, interpretado por Alex Brasil, traficante do morro, a proteção para seguir sua vida na comunidade. O filme mostra uma relação de transferência ao inverso, onde o medo do outro acaba dominando a trama e retrata a violência que voltou a explodir no Rio através da distância entre os dois personagens centrais.

Exibido no Festival do Rio do ano passado, o longa levou os prêmios de melhor atriz para a protagonista Grace Passô e melhor direção para Lucia Murat.  Também em 2017, recebeu o Prêmio Dom Quixote de melhor filme no Festival de Havana e foi selecionado para a Mostra Competitiva do Festival Internacional de Chicago e para o Tallinn Black Nights Film Festival, na Estônia. Em 2018, Praça Paris participou do FEStin em Lisboa, onde a atriz Grace Passô ganhou mais um prêmio de melhor atriz.

Com roteiro escrito pela própria Lucia ao lado de Raphael Montes, autor de vários livros de suspense vendidos em inúmeros países, o longa conta com uma protagonista portuguesa, Joana de Verona, um ator coadjuvante argentino, Marco Antonio Caponi, e um diretor de fotografia argentino, Guillermo Nieto. A finalização de imagem do filme foi feita na Argentina e a de som em Portugal.

Confira o trailer de Praça Paris, que estreia no dia 26 de abril:

Foto: Divulgação.

O Caso do Homem Errado

por: Cinevitor

casohomemerradoposterDireção: Camila de Moraes

Elenco: Luiz Francisco Correa Barbosa, Vera Daisy Barcellos, Ronaldo Bernardi, Lis Guerton Martins Cardoso, Paulo Correa, Eder Kanvon F.F. Costaldi, Gercy Ribeiro de Mattos, Luciana Silva do Nascimento, Renato Dorneles, Vanderlei Flores, Karen M. Gama, Lucas dos Santos Gonçalves, Romeu Karnikowski, Aline Kerber, Jair Kirschke, Waldemar Pernambuco Moura Lima, Vera Lopes, Everton Mendes, Paulo Ricardo Moraes, Edilson Nabarro, Andréa Fagundes Pereira, Ederson Bitencort Pereira, Juçara Pinto, João Carlos Rodrigues, Marcos Porto Rodrigues, Vladison Rodrigues, Nara Suzana, Nino Vicente.

Ano: 2017

Sinopse: O jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto foi executado pela Brigada Militar, nos anos 1980, em Porto Alegre. O crime ganhou notoriedade após a imprensa divulgar fotos de Júlio sendo colocado com vida na viatura e chegar, 37 minutos depois, morto a tiros no hospital. Com depoimentos de Ronaldo Bernardi, fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, da viúva do operário, Juçara Pinto, e de grandes nomes da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.

*Filme visto no 13º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Círculo de Fogo: A Revolta

por: Cinevitor

circuloposter1Pacific Rim: Uprising

Direção: Steven S. DeKnight

Elenco: John Boyega, Scott Eastwood, Cailee Spaeny, Burn Gorman, Charlie Day, Tian Jing, Jin Zhang, Adria Arjona, Rinko Kikuchi, Karan Brar, Wesley Wong, Ivanna Sakhno, Mackenyu, Lily Ji, Shyrley Rodriguez, Rahart Adams, Levi Meaden, Dustin Clare, Chen Zitong, Calvin Yu, Yongchen Qian, Zeppelin Hamilton, Jiaming Guo, Yingying Lan, Nick E. Tarabay, Shane Rangi, Jasper Bagg, Jai Day, Daniel Feuerriegel, Jaime Slater, Victor Matveev, Jeong-hoon Kim, Rumi Kikuchi, Charles Napoleon An, Jim Punnett, Madeleine McGraw, Josh Stamberg, Stephanie Allynne, Luke Judy, Bridger Zadina, Tim Johnson Jr., Erik Aadahl, Amanda Benson, Akira Fujii, Samantha Jean, Beau Jones, Sam Kalidi, Marisa Lamonica, Jeffrey Mercado-Libunao, Daniel Millar, Mona Rhys, Marco Sinigaglia, Angie Tricker, Kyle Whalley, Karim Zreika.

Ano: 2018

Sinopse: O rebelde Jake Pentecost, um piloto promissor de Jaeger cujo pai deu a vida para garantir a vitória da humanidade contra o monstruoso Kaiju, abandona sua formação apenas para tornar-se preso ao submundo do crime. Quando uma ameaça ainda mais imbatível desencadeia pelas cidades, ele tem uma última oportunidade de honrar o legado de seu pai.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

A Livraria

por: Cinevitor

livrariaposterThe Bookshop

Direção: Isabel Coixet

Elenco: Emily Mortimer, Bill Nighy, Patricia Clarkson, Hunter Tremayne, Honor Kneafsey, James Lance, Frances Barber, Reg Wilson, Michael Fitzgerald, Lucy Beckwith, Nigel O’Neill, Jorge Suquet, Harvey Bennett, Lana O’Kell, Adie Allen, Lucy Tillett, Toby Gibson, Gary Piquer, Alfie Rowland, Sophie Heydel, Mary O’Driscoll, Karen Ardiff, Charlotte Vega, Barry Barnes, Conor Smith, Rachel Gadd, James Murphy, Nick Devlin, Richard Felix, Franchesca McGill Perkins, Robbie Beggs, Reed Brody, Corey Millar, Max Mir, Julie Christie.

Ano: 2017

Sinopse: O ano é 1959. Florence Green é uma viúva de espírito livre, que deixa o luto para trás e arrisca tudo para abrir uma livraria, o primeiro estabelecimento desse tipo na sonolenta cidade litorânea de Hardborough, na Inglaterra. Contra a umidade, o frio e a considerável apatia local, ela luta para se estabelecer, mas logo sua sorte muda para melhor. Baseado no romance homônimo de Penelope Fitzgerald.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Soldados do Araguaia

por: Cinevitor

soldadospostermostraDireção: Belisario Franca

Ano: 2017

Sinopse: O documentário se propõe a dar voz às memórias e traumas de soldados de baixa patente do Exército Brasileiro que combateram a controversa Guerrilha do Araguaia. Marginalizados pela historiografia oficial por sua filiação ao Exército e pelo próprio Exército por suas denúncias contra a corporação, esses personagens encontram aqui uma oportunidade inédita de compartilhar sua versão dos fatos. Da convocação junto às comunidades ribeirinhas e rurais até a dispensa após o extermínio da guerrilha comunista, os relatos dos ex-soldados compõem uma narrativa em que recrutas e guerrilheiros se confundem debaixo da opressão militar. No Vietnã brasileiro, os vencedores retornam apenas como fantasmas: mesmo aqueles capazes de ultrapassar a psicose, o alcoolismo, o desejo de suicídio e inúmeras manifestações de estresse pós-traumático precisam lutar até hoje para superar os episódios de abuso e violência que sofreram e testemunharam.

Crítica do CINEVITOR: Depois de lançar o premiado Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil, Belisario Franca segue contando histórias de personagens brasileiros que vivem à margem da historiografia nacional. Em Soldados do Araguaia, ele coloca o dedo na ferida ao dar voz a soldados de baixa patente do Exército Brasileiro, que combateram a controversa Guerrilha do Araguaia e foram rejeitados pelos próprios militares por suas denúncias contra a corporação, em depoimentos tomados por dolorosas cicatrizes do passado, trazendo à tona memórias de horror. No final da década de 1960, estes homens foram enviados para o interior da selva amazônica com a missão de exterminar a Guerrilha do Araguaia, movimento de oposição à ditadura militar. Mas, por muito tempo, o outro lado dessa história foi abafado e agora, quarenta anos depois do fim da guerra, ex-soldados revelam seus dramas publicamente. No documentário, Belisario coloca seus protagonistas de frente para a câmera e entre fatos históricos narrados por eles, acompanhamos por meio de imagens de arquivo e até de uma reconstituição dos acontecimentos filmada em preto e branco, os depoimentos desses sobreviventes. Sozinhos em uma sala com fundo preto, eles narram histórias pessoais de dor e sofrimento, relembram o momento em que foram recrutados, a alegria e o orgulho que sentiram por estarem representando o Brasil e de como esse sonho se transformou em um pesadelo. Ao longo dos relatos sobre a violência que sofreram ou então quando citam colegas que não aguentaram a pressão, esses homens não escondem suas lágrimas e, ainda que comovidos por tais lembranças, revelam um sentimento de justiça em busca de paz e reconhecimento. Soldados do Araguaia se torna um filme necessário não só para o público, que terá a chance de conhecer verdadeiros heróis do nosso país, mas também para esses homens assombrados por fantasmas do passado que, corajosos, se libertam de um peso que por muitos anos causou consequências traumáticas em suas vidas. (Vitor Búrigo)

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas