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Assista ao trailer de Armas na Mesa, com Jessica Chastain e Mark Strong

por: Cinevitor

sloanejessicaPoderosa: Jessica Chastain em cena.

Dirigido por John Madden, de Shakespeare Apaixonado, e protagonizado por Jessica Chastain, Armas na Mesa acaba de ganhar seu primeiro trailer. O vídeo traz uma prévia da difícil missão da poderosa lobista Elizabeth Sloane, papel de Chastain: liderar a luta pelo controle de armas nos Estados Unidos, diante de ações de interesses particulares que beneficiam políticos e um grupo de lobistas.

Apoiada por Rodolfo Schmidt, vivido por Mark Strong, e pela assistente Esme Manucharian, interpretada por Gugu Mbatha-Raw, Elizabeth arquiteta estratégias de antecipação e cria um ambiente hostil aos homens mais poderosos do Congresso norte-americano. Na trama, o limite de sua influência é testado com medidas que confrontam até mesmo seus aliados.

O filme, que rendeu uma indicação na categoria de melhor atriz em drama no 74º Globo de Ouro para Jessica Chastain, conta também com John Lithgow, Jake Lacy, Alison Pill e Sam Waterston no elenco.

Confira o trailer de Armas na Mesa, que estreia no dia 2 de fevereiro de 2017:

Foto: Kerry Hayes.

Um Cadáver Para Sobreviver

por: Cinevitor

cadaversobreviverSwiss Army Man

Diretores: Dan Kwan e Daniel Scheinert.

Elenco: Paul Dano, Daniel Radcliffe, Mary Elizabeth Winstead, Antonia Ribero, Timothy Eulich, Richard Gross, Marika Casteel, Andy Hull, Aaron Marshall, Shane Carruth, Jessica Harbeck.

Ano: 2016

Sinopse: Um corpo com habilidades surpreendentes serve de companhia para um homem perdido e também como um motivo para ele viver.

Crítica do CINEVITOR: Você só vai gostar de Um Cadáver Para Sobreviver se entrar no clima do filme. O motivo? Ele é bizarramente interessante. E isso é bom. A comédia dramática, dirigida por Dan Kwan e Daniel Scheinert (também conhecidos como Daniels e premiados em Sundance na categoria de melhor direção na Competição Americana), mistura aventura e fantasia, e chegou direto em plataforma digital por aqui. Hank (Paul Dano) está perdido em uma ilha deserta quando encontra um corpo na areia. Depois de presenciar alguns espasmos e flatulências do cadáver (sim, isso mesmo que você leu), decide carregá-lo em uma viagem surreal para lhe fazer companhia e encontrar o caminho de casa. Manny (Daniel Radcliffe), o cadáver com habilidades surpreendentes, começa a interagir com Hank e logo iniciam uma estranha amizade. A narrativa, que pode causar uma certa estranheza no início, se desenvolve com facilidade graças à harmoniosa combinação de vários elementos, como, por exemplo, a trilha sonora com tons melancólicos em cenas fotografadas com cores vibrantes. Um Cadáver Para Sobreviver brinca com a imaginação de seus personagens e também do espectador; apresenta ótimas metáforas sobre a vida e a morte, toques surrealistas e efeitos especiais bem realizados. Bizarro? Você decide. Mas, lembre-se: é apenas um filme. (Vitor Búrigo)

*Crítica publicada na edição 89 (fevereiro/2017) da Revista Preview.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Animais Noturnos

por: Cinevitor

noturnosposter2Nocturnal Animals

Diretor: Tom Ford

Elenco: Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon, Aaron Taylor-Johnson, Isla Fisher, Ellie Bamber, Armie Hammer, Jena Malone, Karl Glusman, Robert Aramayo, Laura Linney, Andrea Riseborough, Michael Sheen, India Menuez, Imogen Waterhouse, Franco Vega, Zawe Ashton, Evie Pree, Beth Ditto, Graham Beckel, Neil Jackson, Lee Benton, Kristin Bauer van Straten, Sydney Schafer, Evan Bittencourt, Janet Song, Moose Ali Khan, Evan Charles, Bryan Cruz, Jason J Lai, Kerstin Lechner.

Ano: 2016

Sinopse: Susan é uma negociante de arte de Los Angeles que vive uma vida privilegiada, mas incompleta, ao lado de seu marido Hutton Morrow. Em um final de semana em que Hutton deve partir para uma de suas frequentes viagens de negócios, ela recebe um pacote inesperado: um livro escrito por seu ex-marido, Edward, e dedicado a ela. Uma publicação violenta e desoladora. Baseado no romance Tony & Susan, de Austin Wrigh.

Crítica do CINEVITOR: Tom Ford sempre foi conhecido como um dos nomes mais aclamados da moda. Seu trabalho como estilista fazia muito sucesso nas vitrines e passarelas do mundo fashion, quando, em 2009, resolveu se aventurar em outra área. Lançou o delicado e elogiável Direito de Amar, seu primeiro longa-metragem, que lhe rendeu críticas positivas e diversos prêmios. Seis anos depois de seu début na sétima arte, ele volta a impressionar nas telonas com o suspense dramático Animais Noturnos, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza. A narrativa, construída a partir de três histórias paralelas que possuem ligações, traz personagens intensos e misteriosos. Amy Adams, impecável da cabeça aos pés, interpreta uma negociante de arte acostumada a conviver com luxo e conforto. Sem um fio de cabelo fora do lugar, a atriz entrega uma atuação forte e poderosa ao dar vida a uma mulher melancólica que traz uma certa tristeza no olhar. Sua vida íntima não é lá grandes coisas; seu casamento anda disperso e tudo ao seu redor, ainda que chique e estiloso, não preenche o vazio angustiante que carrega em si. Quando recebe a cópia do livro escrito por seu ex-marido e começa a lê-lo, muitas memórias vêm à tona e o filme inicia seu vai e vem entre passado, presente e ficção. Para acompanhar o ritmo tenso da trama, Animais Noturnos apresenta um visual deslumbrante e sombrio. Aqui, a elegância de Tom Ford ultrapassa as passarelas e alcança a telona com uma estética moderna e visualmente bela em que nada, literalmente, está fora do lugar. Mas a bagunça acontece na mente de suas personagens e logo, com os espectadores. O diretor, que também assina o roteiro, constrói a narrativa em cima de perturbações ao contar uma história dentro da outra. Nesse suspense psicológico, seus protagonistas mergulham em universos brutais carregados de ódio, vingança, violência, justiça e amor, em uma entrega visceral ao passado tentando adaptá-lo para o presente, mesmo que entrelaçados por uma ficção. Assim como Amy Adams, Jake Gyllenhaal e Michael Shannon também se destacam no elenco, com uma presença marcante em cena. Animais Noturnos traz uma beleza vazia carregada de sensações que levam o espectador e suas personagens a uma reflexão profunda sobre suas atitudes diante de decisões complexas. Tom Ford, mais uma vez, realiza um belo trabalho atrás das câmeras. (Vitor Búrigo)

*Filme assistido na 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Morre, aos 84 anos, a atriz Debbie Reynolds, de Cantando na Chuva e mãe de Carrie Fisher

por: Cinevitor

mortedebbieTriste notícia: Debbie morreu no dia seguinte à morte de sua filha.

Segundo informações divulgadas pelo site da revista Variety, a atriz Debbie Reynolds morreu nesta quarta-feira, 28/12, aos 84 anos, um dia depois da morte de sua filha, Carrie Fisher. De acordo com a publicação, ela estava na casa do filho, Todd Fisher, quando passou mal e foi levada ao hospital com suspeita de um acidente vascular cerebral: “Ela queria estar com Carrie”, disse Todd à revista.

Debbie estava abalada desde a última sexta-feira, 23/12, quando sua filha sofreu um ataque cardíaco durante um voo. Nesta quarta-feira, foi hospitalizada às pressas e internada na UTI do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, mas não resistiu.

Em 1948, Debbie fez suas estreia nas telonas na comédia Noiva da Primavera, mas o sucesso só veio em 1952 quando atuou em Cantando na Chuva ao lado de Gene Kelly e Donald O’Connor. Além disso, a atriz apareceu em diversos trabalhos nas telonas, como: Três Palavrinhas (1950), Armadilha Amorosa (1955), A Festa de Casamento (1956), Uma Esperança Nasceu em Minha Vida (1956), A Flor do Pântano (1957), Como Fisgar um Marido (1959), Prece para um Pecador (1959), Começou Com um Beijo (1959), Furacão de Saias (1961), Meus Seis Amores (1963), A Inconquistável Molly (1964), Dominique (1966), Divórcio à Americana (1967), Lua de Mel com Papai (1968), Entre o Céu e a Terra (1993), Mãe é Mãe (1996), Será Que Ele É? (1997), Zack e Reba (1998), Como Agarrar Meu Ex-Namorado (2012), entre outros.

No ano passado, recebeu o Prêmio Humanitário Jean Hersholt, um Oscar honorário, por seus esforços humanitários realizados através de sua arte que contribuíram para a indústria. Em 1957, foi eleita presidente da The Thalians, uma organização de caridade concebida e sustentada por artistas para promover a conscientização e tratamentos de problemas de saúde mental.

Debbie foi indicada ao Oscar de melhor atriz pelo filme A Inconquistável Molly, mas perdeu a estatueta dourada para Julie Andrews, de Mary Poppins. Além do cinema, também fez uma brilhante carreira na TV, atuando em diversos seriados e programas, entre eles, The Debbie Reynolds Show, com 26 episódios.

Foto: Edward M. Pio Roda.

Carrie Fisher, a eterna Princesa Leia de Star Wars, morre aos 60 anos

por: Cinevitor

carriemorreCarrie Fisher em Star Wars: personagem marcante.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a atriz Carrie Fisher, conhecida por interpretar a Princesa Leia nos filmes da franquia Star Wars, morreu nesta terça-feira, 27/12, aos 60 anos, depois de sofrer um ataque cardíaco durante um voo, na última sexta-feira. Ela voltava de Londres, com destino a Los Angeles, quando passou mal minutos antes do avião pousar. Ficou internada em estado grave por quatro dias, mas não resistiu.

Filha do cantor Eddie Fisher e da atriz Debbie Reynolds, Carrie apareceu nas telonas pela primeira vez na comédia dramática Shampoo, em 1975. Dois anos depois, em Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, interpretou seu papel mais conhecido nos cinemas, a Princesa Leia Organa, irmã gêmea de Luke Skywalker. Depois apareceu em Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca, em 1980; e em Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi, em 1983.

Além da franquia, também trabalhou como roteirista, lançou livros, atuou na TV e em diversos outros filmes, como: Os Irmãos Cara de Pau (1980), Hannah e Suas Irmãs (1986), Harry & Sally: Feitos um para o Outro (1989), Doce Vingança (1990), Pânico 3 (2000), Doce Trapaça (2o01), As Panteras: Detonando (2003), entre outros.

No ano passado, voltou a interpretar sua icônica personagem em Star Wars: O Despertar da Força. Em dezembro de 2017, Carrie aparecerá em Star Wars: Episode VIII, novo filme da série.

Minha Mãe é uma Peça 2 lidera bilheteria e leva cerca de 715 mil pessoas aos cinemas

por: Cinevitor

maepecasucessoPaulo Gustavo: sucesso de público.

Em cartaz desde 22 de dezembro, Minha Mãe é uma Peça 2 ficou em primeiro lugar no ranking de filmes mais assistidos no final de semana do Natal. O longa foi visto por cerca de 715 mil pessoas nos últimos quatro dias, segundo informações do Filme B Box Office. Com direção de César Rodrigues, o longa entrou em 1055 telas em todo o país, o que o consagra também como o maior lançamento entre as comédias nacionais. Com o resultado, Minha Mãe é uma Peça 2 deixou para trás as produções internacionais Rogue One: Uma História Star Wars e Sing – Quem Canta Seus Males Espanta.

Estrelado por Paulo Gustavo, o longa traz as novas peripécias de Dona Hermínia, a mãe mais famosa do Brasil, que ganhou as telonas em 2013, quando levou 4,6 milhões de pessoas aos cinemas com a primeira versão da franquia Minha Mãe é uma Peça. A sequência ganha nova personagem, Lucia Helena, interpretada por Patricya Travassos e repete o elenco do filme anterior: Alexandra Richter, Herson Capri, Bruno Bebianno, Samantha Schmütz, Malu Valle e Suely Franco.

Relembre nosso programa especial nos bastidores das filmagens de Minha Mãe é uma Peça 2, com entrevistas com Paulo Gustavo, Rodrigo Pandolfo e Mariana Xavier:

Foto: Divulgação.

Dois filmes brasileiros são selecionados para a mostra Generation do Festival de Berlim 2017

por: Cinevitor

duairenesberlimIsabela Torres e Priscila Bittencourt em cena de As Duas Irenes.

Novos filmes foram anunciados na programação do 67º Festival de Berlim. Até agora, 15 produções integrarão a mostra Generation, que exibe uma impressionante gama de abordagens cinematográficas com histórias de jovens sobre viagens internas e externas que capturam uma sensação de anseio por horizontes novos e alterados.

Neste ano, dois filmes brasileiros se destacam entre os selecionados: Mulher do Pai, de Cristiane Oliveira, que conta a história de Ruben, vivido por Marat Descartes e Nalu, papel de Maria Galant, pai e filha que precisam reaprender a se relacionar após a morte da avó da menina, recebeu os prêmios de melhor direção, fotografia e atriz coadjuvante para Verónica Perrotta no Festival do Rio e foi escolhido como o melhor filme da 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo pela Abraccine; e As Duas Irenes, de Fabio Meira, premiado como melhor filme do Festival do Rio de 2013, que parte da descoberta de uma menina de 13 anos, de uma família tradicional do interior, onde o pai tem uma filha de outra mulher, com a mesma idade e o mesmo nome dela, Irene.

“Estrear na Generation possibilita ao filme se inserir numa discussão que me interessa sobre a juventude, não como algo homogêneo, mas com um olhar para sua diversidade”, disse a cineasta Cristiane Oliveira, que também estará em Berlim como um dos talentos selecionados para participar do Talents, espaço de capacitação e networking.

A Generation seleciona obras unidas pelo tema das experiências juvenis e há sete anos o Brasil não tinha um representante nesta seção do Festival de Berlim. Para Meira, o filme não poderia estrear em lugar melhor: “A entrada na maturidade é um tema clássico do cinema, a Generation é o lugar do filme”.

Além disso, o documentário On the Road, dirigido por Michael Winterbottom, será o filme de abertura da mostra.

Conheça os filmes selecionados para a Generation do Festival de Berlim 2017:

GENERATION 14PLUS:

Almost Heaven, de Carol Salter (Reino Unido)
Butterfly Kisses, de Rafael Kapelinski (Reino Unido)
Ceux qui font les révolutions à moitié n’ont fait que se creuser un tombeau (Those Who Make Revolution Halfway Only Dig Their Own Graves), de Mathieu Denis e Simon Lavoie (Canadá)
Emo the Musical, de Neil Triffett (Austrália)
Mulher do Pai (A Woman and the Father), de Cristiane Oliveira (Brasil/Uruguai)
My Entire High School Sinking into the Sea, de Dash Shaw (EUA)
Krolewicz Olch (The Erlprince), de Kuba Czekaj (Polônia)
Weirdos, de Bruce McDonald (Canadá)

GENERATION KPLUS:

As Duas Irenes (Two Irenes), de Fabio Meira (Brasil)
Die Häschenschule – Jagd nach dem Goldenen Ei (Rabbit School – Guardians of the Golden Egg), de Ute von Münchow-Pohl (Alemanha)
Primero enero (January), de Darío Mascambroni (Argentina)
Red Dog: True Blue, de Kriv Stenders (Austrália)
Richard the Stork, de Toby Genkel e Reza Memari (Alemanha/Bélgica/Luxemburgo/Noruega)
Tesoros, de María Novaro (México)
Shi Tou (Stonehead), de Xiang Zhao (China)

Foto: Divulgação/Sinny Assessoria.

Sing – Quem Canta Seus Males Espanta

por: Cinevitor

singposterDiretores: Christophe Lourdelet e Garth Jennings.

Elenco: Marcelo Serrado, Mariana Ximenes, Wanessa Camargo, Sandy, Fiuk, Matthew McConaughey, Reese Witherspoon, Seth MacFarlane, Scarlett Johansson, John C. Reilly, Taron Egerton, Tori Kelly, Jennifer Saunders, Jennifer Hudson, Garth Jennings, Peter Serafinowicz, Nick Kroll, Beck Bennett, Jay Pharoah, Nick Offerman, Leslie Jones, Rhea Perlman, Laraine Newman, Adam Buxton, Brad Morris, Bill Farmer, Nelson Beato, Jon Robert Hall.

Ano: 2016

Sinopse: O coala Buster Moon está prestes a ver seu teatro ir à falência e, por isso, decide criar um concurso musical com o intuito de alavancar as vendas. Entre os participantes do concurso estão um rato, uma elefanta com pânico de palco, uma mãe que cuida de uma ninhada de 25 leitões, um gorila gângster e um porco-espinho fêmea que curte punk-rock.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Minha Mãe é uma Peça 2

por: Cinevitor

mmpecaposter2Diretor: César Rodrigues

Elenco: Paulo Gustavo, Rodrigo Pandolfo, Mariana Xavier, Patricya Travassos, Alexandra Richter, Herson Capri, Samantha Schmütz, Suely Franco, Malu Valle, Bruno Bebianno, Davi Goulart, Ilva Niño, Fátima Bernardes.

Ano: 2016

Sinopse: A mãe mais divertida do Brasil tornou-se apresentadora de TV, ficou famosa, mudou de endereço, de status econômico. Mudou quase tudo, só não mudou a si mesma. Dona Hermínia continua hilária, irreverente e muito preocupada com os problemas da família: Marcelina decide ser atriz e Juliano bissexual. Para completar, a irmã Lucia Helena, que mora há anos em Nova York, resolve fazer uma longa visitinha.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Capitão Fantástico

por: Cinevitor

capitaofantasticoposterCaptain Fantastic

Diretor: Matt Ross

Elenco: Viggo Mortensen, George MacKay, Samantha Isler, Annalise Basso, Nicholas Hamilton, Shree Crooks, Charlie Shotwell, Trin Miller, Kathryn Hahn, Steve Zahn, Elijah Stevenson, Teddy Van Ee, Erin Moriarty, Missi Pyle, Frank Langella, Ann Dowd, Hannah Horton, Thomas Brophy, Mike Miller, Louis Hobson, Hafid Abdelmoula, Ben Andrews, Richard Beal.

Ano: 2016

Sinopse: Ben Cash é um pai que se dedica ao máximo para transformar seus seis filhos em adultos extraordinários. Isolada da sociedade, a família será forçada a abandonar seu querido paraíso, criado em meio à floresta, quando é acometida por uma tragédia. A partir desse momento, a jornada para o mundo exterior passa a ser desafiadora, e a ideia do que é ser pai é colocada à prova.

Crítica do CINEVITOR: Primeiramente, saiba que você está diante de um dos filmes mais bonitos do ano. Ou até mesmo dos últimos anos. Capitão Fantástico traz uma belíssima mensagem sem parecer piegas ou clichê. Um pai superprotetor, protagonizado com excelência por Viggo Mortensen, comanda uma família totalmente fora dos padrões impostos pela sociedade atual. A começar pelo lugar onde moram: uma floresta. Com seus seis filhos, Ben Cash preocupa-se em ensinar-lhes a essência de tudo aquilo que os rodeia. Lá, em meio às árvores e aos cantos dos pássaros, vivem em um paraíso particular onde as aulas acontecem ao redor de uma fogueira e as refeições são preparadas por todos. Os ensinamentos vem dos livros e a teoria está sempre na ponta da língua. Mas, e a vida prática? E o mundo lá fora? O choque com uma nova realidade acontece forçadamente depois de uma tragédia, na qual todos terão que encarar uma nova maneira de viver. E agora? Será que essas crianças estão prontas para enfrentar a sociedade moderna? É neste momento que Capitão Fantástico começa seu embate entre o certo e o errado. Ainda que traga uma leveza encantadora em sua narrativa, com traços de Pequena Miss Sunshine, o filme aborda questões filosóficas e duela entre a teoria e a prática. Faz também, de maneira coerente, uma crítica ao capitalismo ao colocar seus personagens frente a frente com problemas nunca encarados antes. É um novo olhar diante dos vícios sociais e um difícil recomeço em meio a tantas novidades, até certo ponto assustadoras para aquelas crianças puras. Será que eles estão preparados para o mundo real? Como lidar com tudo isso sem experiência e apenas com os ensinamentos passados pelos livros? Para o pai, essa sempre foi a maneira correta de educar seus filhos. Para os outros, como o avô das crianças, por exemplo, essa educação se mostra bastante primitiva e desconexa com a realidade. Os dois lados possuem argumentos que justificam seus estilos de vida, mas ao desenrolar da trama, Ben começa a se questionar se realmente fez a escolha certa. E com esses questionamentos, Capitão Fantástico coloca as relações familiares em jogo. Em seus diálogos, percebemos um discurso inspirador e ideológico. Fala-se da dificuldade em viver com liberdade, do desapego, de sobrevivência em um mundo corrupto, dos valores da sociedade. Pela primeira vez, essas crianças se deparam com situações que precisam ir além do conceito em sua mais pura forma. No mundo real, o amor é diferente: há pessoas egoístas e gananciosas e a ideia de sobrevivência é completamente diferente. Nessa virada abrupta social, o pai perfeito assume características de vilão ao tentar poupar seus filhos da hipocrisia cultural na qual, agora, estão inseridos. Mas será que vale a pena deixá-los numa bolha? Capitão Fantástico é como se fosse um conto de fadas moderno, onde príncipes e princesas são substituídos por pessoas normais, que não vivem em castelos e muito menos em florestas, mas que pretendem mudar o mundo, mesmo que seja por meio de pequenos hábitos. Ainda que sigam a mesma linha de conduta, seus carismáticos personagens apresentam características próprias que os diferenciam por meio de suas atitudes vividas a cada nova situação, ora assustados, ora curiosos. A discussão entre o certo e o errado se prolonga por toda a narrativa e mesmo depois dos 118 minutos de projeção, o filme continua a se questionar sobre essa efervescência emocional que modifica seus protagonistas, deixando para o espectador tomar sua própria decisão sobre o que lhe foi apresentado. Capitão Fantástico é puro, verdadeiro, apaixonante e emocionante. Aborda questões sociais com sabedoria, mas fala, especificamente, de amor. E espalha esse amor. Não é apenas um filme bonito e comovente. É uma lição de vida. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Belos Sonhos

por: Cinevitor

belosonhosposterFai bei sogni

Diretor: Marco Bellocchio

Elenco: Valerio Mastandrea, Bérénice Bejo, Fabrizio Gifuni, Guido Caprino, Barbara Ronchi, Dario Dal Pero, Nicolò Cabras, Emmanuelle Devos, Pier Giorgio Bellocchio, Roberto De Francesco, Piera Degli Esposti, Roberto Herlitzka, Miriam Leone, Manuela Mandracchia, Linda Messerklinger, Lorenzo Monti, Drazen Pavlovic, Bruno Torrisi, Ferdinando Vetere.

Ano: 2016

Sinopse: A infância de Massimo, um garoto de nove anos, é abalada pela misteriosa morte de sua mãe, que ele se recusa a aceitar. Anos mais tarde, na década de 1990, Massimo, já adulto, torna-se um jornalista realizado. Mas após cobrir a guerra em Sarajevo, ele começa a ter ataques de pânico. Enquanto se prepara para vender o apartamento dos pais, Massimo é forçado a reviver o seu passado traumático. Baseado no romance autobiográfico homônimo de Massimo Gramellini.

Crítica do CINEVITOR: O cineasta italiano Marco Bellocchio já passou por festivais do mundo todo, como: Berlim, Cannes, Locarno, Veneza, Gramado e recentemente esteve no Brasil para participar da 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que fez uma retrospectiva de sua carreira e exibiu Belos Sonhos na sessão de abertura. Neste filme, Bellocchio conta a história de Massimo, um garoto que perde a mãe durante a infância. Ao longo dos 134 minutos de projeção, acompanhamos o protagonista, vivido por Valerio Mastandrea, em diversos momentos de sua vida até a fase adulta, onde precisa encarar de frente os traumas do passado. Entre descobertas e os mais variados sentimentos, percebemos um Massimo em busca de respostas para conseguir seguir em frente. Assim, Belos Sonhos se apresenta como uma obra íntima e pessoal, com toques melancólicos, tanto em relação ao personagem principal quanto  ao espectador, que mergulha nesse universo pessoal retratado na telona e logo se comove. Por meio de flashbacks, entendemos um pouco mais do passado de Massimo e o quão marcantes foram em sua vida os acontecimentos daquela época. Com trilha sonora assinada por Carlo Crivelli, o filme perde um pouco o fôlego emotivo na reta final, mas ainda assim desenvolve sua narrativa com emoção, frustrações, angústias, amores, dor e alegrias. Belos Sonhos é, de fato, um filme tocante. (Vitor Búrigo)

*Filme assistido na 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

CINEVITOR #198: Entrevistas com Wanessa Camargo, Sandy e Fiuk | Sing – Quem Canta Seus Males Espanta

por: Cinevitor

singpgmcinevitorO coala Buster Moon e o porco-espinho fêmea que curte punk-rock.

Indicado ao Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação, e em duas categorias no Globo de Ouro, Sing – Quem Canta Seus Males Espanta chega aos cinemas nesta quinta-feira, 22/12, com 65 hits de artistas como Lady Gaga, Katy Perry, Frank Sinatra, Seal, Limp Bizkit, Taylor Swift e Nicki Minaj na trilha sonora.

Dos mesmos criadores de Meu Malvado Favorito e Minions, o filme conta a história do coala Buster Moon que está prestes a ver seu teatro ir à falência e, por isso, decide criar um concurso musical com o intuito de alavancar as vendas.

Para falar mais sobre a animação, batemos um papo com alguns dubladores da versão brasileira: as cantoras Wanessa Camargo e Sandy, que emprestaram suas vozes para as personagens Ash e Meena, e o ator e cantor Fiuk, que dubla o gorila Johnny.

Aperte o play e confira: