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Madres Paralelas: Pedro Almodóvar roda novo filme com Penélope Cruz

por: Cinevitor
Bastidores: Penélope Cruz e Pedro Almodóvar na quinta semana de filmagem.

Depois de circular por festivais com o curta-metragem The Human Voice, protagonizado por Tilda Swinton, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar já está com um novo projeto; seu último longa, Dor e Glória, foi lançado em 2019.

Depois de muitas semanas de ensaio, as filmagens do drama Madres Paralelas, seu novo filme, começaram no final de março em Madrid. A informação foi confirmada por Agustín Almodóvar, irmão do cineasta e um dos produtores do longa, que postou uma foto dos bastidores em sua conta no Twitter.

Protagonizado por Penélope Cruz e Israel Elejalde, o filme mergulha no universo feminino e se passa na capital da Espanha, nos dias de hoje. A trama contará a história de três mulheres que dão à luz no mesmo dia. O elenco conta também com nomes já bem conhecidos da trajetória de Almodóvar, como Rossy de Palma e Julieta Serrano, além de Milena Smit, Aitana Sánchez-Gijón e Daniela Santiago.

Filmagens com Penélope Cruz, Rossy de Palma e o irmão Agustín Almodóvar.

Em uma entrevista publicada pela Vanity Fair España, Almodóvar disse: “Com Madres Paralelas volto ao universo feminino, à maternidade, à família. Falo da importância dos ancestrais e descendentes. A inevitável presença da memória. Tem muitas mães na minha filmografia e as que fazem parte dessa história são muito diferentes. Neste momento, mães imperfeitas me inspiram mais”.

O roteiro, também assinado pelo cineasta, foi escrito ao longo de três meses durante a quarentena: “Vai ser um drama, intenso. Ou assim espero”, finalizou. Vale lembrar que em Abraços Partidos, filme lançado em 2009, um pôster fictício apareceu em cena com o nome Madres Paralelas.

Enquanto segue na quinta semana de filmagem, Almodóvar já tem outros projetos em andamento com sua produtora El Deseo: o longa A Manual for Cleaning Women, baseado no livro de Lucia Berlin; e dois curtas, o faroeste Extraña forma de vida e o outro ainda sem título oficial.

Fotos: Iglesias Más

Abraccine elege os 100 melhores filmes do cinema fantástico brasileiro

por: Cinevitor

O clássico personagem Zé do Caixão, de José Mojica Marins, em À Meia-Noite Levarei Sua Alma.

Em levantamento inédito realizado pela Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, o longa À Meia-Noite Levarei Sua Alma, que inaugurou o gênero de horror no Brasil e trouxe ao mundo o personagem Zé do Caixão, foi eleito o melhor filme do cinema fantástico brasileiro de todos os tempos.

A pesquisa, realizada com especialistas e críticos de cinema, comprova a importância do cineasta e ator José Mojica Marins para a construção do cinema de gênero no país, rompendo diversas barreiras ao gestar um anti-herói 100% brasileiro e reverenciado mundo afora. A filmografia de Marins, apesar das muitas dificuldades que o realizador enfrentou ao longo de mais de cinco décadas, especialmente em relação à censura e à falta de apoio governamental, está fortemente presente na lista, com seis títulos.

A seleção também inclui episódios dirigidos por Marins em filmes coletivos, caso de Trilogia do Terror, dividido com Luiz Sergio Person e Ozualdo Candeias, e As Fábulas Negras, com Joel Caetano, Petter Baiestorf e Rodrigo Aragão.

Ao total, 389 produções de diversas épocas e metragens foram citadas na pesquisa da Abraccine, a primeira no Brasil a envolver o cinema fantástico, que abrange o tripé fantasia, ficção científica e horror. O levantamento servirá de base para uma publicação com ensaios dedicados a cada um dos 100 melhores, além de artigos históricos.

Marjorie Estiano e Isabél Zuaa em As Boas Maneiras.

A dupla Juliana Rojas e Marco Dutra, que, na última década, vem se especializando no horror ligado a tensões sociais, emplacou dois filmes no top cinco: As Boas Maneiras e Trabalhar Cansa. Em dupla ou individualmente, Rojas e Dutra tiveram outros longas e curtas na lista. Em quarto lugar aparece As Filhas do Fogo, de Walter Hugo Khouri. O mestre paulista também teve outros títulos citados.

Além destes, têm também presença expressiva na lista Rodrigo Aragão, com cinco filmes; Gabriela Amaral Almeida e Jean Garrett aparecem com quatro cada. A fantasia melhor colocada é Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach, em sexto. Já a ficção científica mais votada é Branco Sai, Preto Fica (2014), de Adirley Queirós, em 19º lugar.

Organizado por Gabriel Carneiro e Paulo Henrique Silva, o livro Cinema Fantástico Brasileiro – 100 Filmes Essenciais será publicado no final do ano, pela editora Letramento. A publicação foi antecedida por outras quatro obras de formato semelhante: 100 Melhores Filmes Brasileiros, Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais, Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais e Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais.

Criada em 2011 e filiada à Fipresci, Federação Internacional de Críticos de Cinema, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema reúne 127 profissionais de 16 estados, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR. Além da publicação de livros sobre o cinema nacional (num total de nove lançados desde 2016), a entidade realiza traduções de textos estrangeiros sobre cinema e cursos com concessão de bolsas para a diversidade e participa de júris de festivais de cinema no Brasil e no exterior.

Conheça os 100 melhores filmes do cinema fantástico brasileiro segundo a Abraccine:

1º: À Meia-Noite Levarei Sua Alma, de José Mojica Marins (1964)
2º: Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, de José Mojica Marins (1967)
3º: As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2017)
4º: As Filhas do Fogo, de Walter Hugo Khouri (1978)
5º: Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2011)
6º: Filme Demência, de Carlos Reichenbach (1986)
7º: Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (2004)
8º: O Anjo da Noite, de Walter Hugo Khouri (1974)
9º: Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade (1969)
10º: Ritual dos Sádicos, de José Mojica Marins (1970)

11º: O Estranho Mundo de Zé do Caixão, de José Mojica Marins (1968)
12º: Amor Só de Mãe, de Dennison Ramalho (2003)
13º: Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto (1975)
14º: O Duplo, de Juliana Rojas (2012)
15º: Mate-me Por Favor, de Anita Rocha da Silveira (2016)
16º: Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra (2014)
17º: Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins (2008)
18º: O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida (2017)
19º: Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós (2014)
20º: A Marvada Carne, de André Klotzel (1985)

21º: Enigma para Demônios, de Carlos Hugo Christensen (1975)
22º: As Sete Vampiras, de Ivan Cardoso (1986)
23º: O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão (2020)
24º: O Pasteleiro, de David Cardoso (1981)
25º: Trilogia do Terror, de José Mojica Marins, Luiz Sergio Person e Ozualdo Candeias (1968)
26º: Morto Não Fala, de Dennison Ramalho (2018)
27º: A Força dos Sentidos, de Jean Garrett (1979)
28º: A Mulher que Inventou o Amor, de Jean Garrett (1979)
29º: Barbosa, de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado (1988)
30º: Exorcismo Negro, de José Mojica Marins (1974)

31º: Mangue Negro, de Rodrigo Aragão (2008)
32º: Excitação, de Jean Garrett (1976)
33º: O Auto da Compadecida, de Guel Arraes (2001)
34º: Estranho Encontro, de Walter Hugo Khouri (1958)
35º: O Menino e o Vento, de Carlos Hugo Christensen (1967)
36º: O Profeta da Fome, de Maurice Capovilla (1970)
37º: Ninfas Diabólicas, de John Doo (1978)
38º: Los Silencios, de Beatriz Seigner (2018)
39º: Estátua!, de Gabriela Amaral Almeida (2014)
40º: O 5º Poder, de Alberto Pieralise (1962)

41º: A Ostra e o Vento, de Walter Lima Jr. (1997)
42º: Reflexões de um Liquidificador, de André Klotzel (2010)
43º: Ele, o Boto, de Walter Lima Jr. (1987)
44º: Amor Voraz, de Walter Hugo Khouri (1984)
45º: A Mulher do Desejo (Casa das Sombras), de Carlos Hugo Christensen (1977)
46º: Amadas e Violentadas, de Jean Garrett (1975)
47º: Abrigo Nuclear, de Roberto Pires (1981)
48º: O Segredo da Múmia, de Ivan Cardoso (1982)
49º: Estrela Nua, de Ícaro Martins e José Antonio Garcia (1985)
50º: Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas (2014)

51º: Ninjas, de Dennison Ramalho (2010)
52º: Proezas do Satanás na Vila do Leva-e-Traz, de Paulo Gil Soares (1967)
53º: Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes (2018)
54º: O Gafanhoto, de John Doo (1981)
55º: Mar Negro, de Rodrigo Aragão (2013)
56º: A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida (2018)
57º: As Fábulas Negras, de Joel Caetano, José Mojica Marins, Petter Baiestorf e Rodrigo Aragão (2015)
58º: Frankstein Punk, de Cao Hamburger e Eliana Fonseca (1986)
59º: Nosferato no Brasil, de Ivan Cardoso (1971)
60º: A Dança dos Bonecos, de Helvécio Ratton (1986)

61º: Shock, de Jair Correia (1984)
62º: O Saci, de Rodolfo Nanni (1953)
63º: Quem é Beta?, de Nelson Pereira dos Santos (1972)
64º: Superoutro, de Edgard Navarro (1989)
65º: Vítimas do Prazer: Snuff, de Cláudio Cunha (1977)
66º: Olhos de Vampa, de Walter Rogério (1996)
67º: A Misteriosa Morte de Pérola, de Guto Parente (2014)
68º: Kyrie ou o Início do Caos, de Debora Waldman (1998)
69º: Um Ramo, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2007)
70º: O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr. (2001)

71º: Mormaço, de Marina Meliande (2018)
72º: Castelo Rá-Tim-Bum, o Filme, de Cao Hamburger (1999)
73º: A Noite Amarela, de Ramon Porto Mota (2019)
74º: Juvenília, de Paulo Sacramento (1994)
75º: Boi Aruá, de Chico Liberato (1984)
76º: Liliam, a Suja, de Antonio Meliande (1981)
77º: A Noite do Chupacabras, de Rodrigo Aragão (2011)
78º: Ritual Macabro, de Fauzi Mansur (1990)
79º: Trancado por Dentro, de Arthur Fontes (1990)
80º: Brasil ano 2000, de Walter Lima Jr. (1969)

81º: Mens sana in corpore sano, de Juliano Dornelles (2011)
82º: Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi (2013)
83º: O Clube dos Canibais, de Guto Parente (2018)
84º: Quem tem Medo de Lobisomem?, de Reginaldo Faria (1975)
85º: Noite Final Menos Cinco Minutos, de Debora Waldman (1994)
86º: A Princesa e o Robô, de Mauricio de Sousa (1984)
87º: A Reencarnação do Sexo, de Luiz Castellini (1982)
88º: O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão, de J. B. Tanko (1977)
89º: Adeus, de Céu D’Ellia (1988)
90º: O Barco, de Petrus Cariry (2018)

91º: Solo de Violino, de Ody Fraga (1981)
92º: Náufragos, de Gabriela Amaral Almeida e Matheus Rocha (2010)
93º: O Jovem Tataravô, de Luiz de Barros (1936)
94º: Prata Palomares, de André Faria Jr. (1971)
95º: O Nó do Diabo, de Gabriel Martins, Ian Abé, Jhesus Tribuzi e Ramon Porto Mota (2017)
96º: Veneno, de Gianni Pons (1952)
97º: Zezero, de Ozualdo Candeias (1974)
98º: Nervo Craniano Zero, de Paulo Biscaia Filho (2012)
99º: As Quatro Chaves Mágicas, de Alberto Salvá (1971)
100º: Zombio 2: Chimarrão Zombies, de Petter Baiestorf (2013)

Fotos: Divulgação.

ANIMAÍ! – Encontro Baiano de Animação e Games anuncia formato on-line e mostras competitivas

por: Cinevitor
Cena do curta Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes.

A quinta edição do ANIMAÍ! – Encontro Baiano de Animação e Games, com mostras competitivas, acontecerá entre os dias 20 e 25 de abril. Entusiastas do cinema de animação, bem como o público antenado com o mercado tecnológico dos games, terão uma excelente oportunidade de revisitar ou conhecer a produção de filmes animados e jogos produzidos na última década.

O evento retorna ao calendário das atividades cinematográficas da Bahia após um hiato de dez anos e acontecerá em formato totalmente on-line e gratuito. A mostra propõe um revisitar dos últimos dez anos e, pela primeira vez, trará em sua programação Mostras Competitivas de Animações e Games.

Uma das curadoras e produtora do ANIMAÍ!, Aline Sousa, ressalta a importância de um retorno depois de uma década justamente quando a produção audiovisual brasileira encontra-se tão ameaçada: “Após estes 10 anos é uma alegria imensa voltar a realizar o ANIMAÍ!, este que é o evento pioneiro da animação e games no estado da Bahia. E acredito que nada é por acaso, voltar a realizar o evento neste momento, é inclusive um ato político de resistência a tudo que vem acontecendo em torno da cultura no nosso país”, pontua a produtora.

Na proposta de revisitar os últimos dez anos da produção nacional de animação e games, o recorte proposto pelo ANIMAÍ! 2021 é de trazer um total de 51 trabalhos (2 longas, 6 séries, 33 curtas e 9 games), sendo divididos em sete categorias: melhor curta de animação nacional; melhor curta de animação baiano; melhor longa; melhor série; além de três Prêmios Destaques da Diversidade da Animação.

No âmbito dos games, serão seis categorias que vão abranger games publicados ou demo jogável disponibilizados de forma gratuita. As premiações abrangem seis categorias: melhor jogo nacional; melhor jogo baiano; melhor arte; melhor game designer; melhor áudio; além de um Prêmio Destaque da Diversidade do Game.

Além disso, o Animaí! terá exposições virtuais de Hugo Canuto, autor do quadrinho Contos dos Orixás, e da desenhista Ayla Sousa Caldas, bem como temáticas intituladas Animação in Bahia e Games in Bahia. As exposições seguem até o dia 5 de maio.

Conheça as animações e os games selecionados para o Animaí! 2021:

MOSTRA COMPETITIVA ANIMAÇÕES

LONGAS
Miúda e o Guarda-Chuva, de Amadeu Alban (BA)
Ritos de Passagem, de Chico Liberato (BA)

SERIADOS
Icamiabas na Cidade Amazônia, de Otoniel Oliveira (PA)
Lendas Animadas, de Adriana Meirelles e Renato Barbieri (DF)
Pixcodelics, de Marco Alemar (BA)
Turma do Xaxado, de Antonio Cedraz (BA)
UAU Animal – Qual é o bicho?, de Vinicius Oppido (SP)

CURTAS
@disexta, de André Catoto (SP)
A Fuga, de Douglas Ferreira (SP)
A Noiva do Coelhinho, de Rafael Franco (GO)
Amarilis, de Chico Liberato (BA)
Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)
Até a China, de Marão (RJ)
Bem, de Rubel, Ana Bolshaw, Antonia Muniz e Miguel Carvalho (RJ)
Contra-Filé, de Pedro Iuá (RJ)
Corações Encouraçados, de Jamile Coelho e Cintia Maria (BA)
De onde vêm os dragões, de Grace Luzzi (SP)
Hornzz, de Lena Franzz (RJ)
Iemanjá Yemoja: A Criação das Ondas, de Celia Harumi Seki (SP)
Jack Alien, de Magno Cerqueira (BA)
Kindness, de Rafael Soares Gonçalves (SP)
Logradouros, de Gean Almeida (BA)
Maratonista de Quarentena, de Karol Azevedo e Eduardo Tosta (BA)
Maria Quitéria – Honra e Glória, de Antonio Silva (BA)
Meu Melhor Amigo, de Laly Cataguases (MG)
Mitos Indígenas em Travessia, de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues (SP)
Moa, Ave de Rapina, de Marco Alemar (BA)
Nana & Nilo na Cidade Verde, de Sandro Lopes (RJ)
O Malabarista, de Iuri Moreno (GO)
O Menino Cabeça de Flor, de Vanessa Heeger (BA)
O Mundo de Clara, de Ayodê França (PE)
O Muro Era Muito Alto, de Marão (RJ)
O Ogro, de Márcio Júnior e Márcia Deretti (GO)
O Violeiro Fantasma, de Wesley Rodrigues (GO)
Pinguinics – O Ataque vem do Polo, de Sergio Martinelli (GO)
Poética de Barro, de Giuliana Danza (MG)
Quando a Chuva Vem?, de Jeferson Batista (PE)
Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H Castro e Guto BR (SP)
Vento Viajante, de Alunos do Projeto Animação Ambiental/IMA, Escolas Municipais de Icapuí (CE)
Viagem na Chuva, de Wesley Rodrigues (GO)

MOSTRA COMPETITIVA DE GAMES

Akane, do LUDIC Studios (AM)
Josh Journey: Totens da Escuridão, de Provincia Studio (GO)
Mana Spark, de Behemutt (SP)
No Place for Bravery, de Glitch Factory (DF)
Nova Island, de Behemutt (SP)
Nyanroo The Supercat, de Golden Shelves (BA)
Silly Bliss, de YE Studio (BA)
Spaceship for Newbies, de Molotov Estúdios (BA)
Tinker Racers, de Rumbora Party Games (BA)
Two Strikes, de Retro Reactor (PE)

*O ANIMAÍ é uma realização da Vision Produção e Imagens, Cine Arts e Mantra Filmes. Esta quinta edição tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia, (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Foto: Divulgação.

Annette, de Leos Carax, será o filme de abertura do Festival de Cannes 2021

por: Cinevitor
Protagonistas: Adam Driver e Marion Cotillard em cena.

O Festival de Cannes 2021, que acontecerá entre os dias 6 e 17 de julho, anunciou nesta segunda-feira, 19/04, que o filme de abertura desta 74ª edição será o drama musical Annette, dirigido pelo cineasta francês Leos Carax.

Nove anos depois de disputar a Palma de Ouro com Holy Motors, Leos Carax apresentará seu novo filme, o primeiro em inglês, no festival. Ambientado em uma Los Angeles contemporânea, Annette conta a história de Henry, interpretado por Adam Driver, um comediante com um senso de humor feroz e Ann, papel de Marion Cotillard, uma cantora de renome internacional. Até então, eles parecem o casal perfeito: saudáveis, felizes e cheios de glamour. Porém, o nascimento de sua primeira filha, Annette, uma garota misteriosa com um destino excepcional, mudará suas vidas.

Produzido por Charles Gillibert, Annette, o sexto longa do diretor, baseado na ideia original de Carax, com trilha sonora composta por Sparks e estrelado também por Simon Helberg e Rebecca Dyson-Smith, fará sua estreia internacional no Palais des festivals e participará da Competição Oficial. Além disso, será lançado simultaneamente nos cinemas franceses.

Visionário e enigmático, Leos Carax é autor de alguns dos mais belos momentos do cinema francês dos últimos 35 anos, com uma filmografia que nunca deixou de exibir seu domínio da direção. Um gênio poético com uma imaginação transbordante.

Com apenas 24 anos, deu início a uma trilogia da qual emanava beleza urbana e noturna em uma Paris mágica. Filmado em preto e branco, Boy Meets Girl, premiado em Cannes em 1984, homenageou o cinema mudo, o universo de Jean Cocteau e o cinema de Godard. Com Sangue Ruim, de 1986, foi premiado em Berlim com o filme estrelado por Denis Lavant, Juliette Binoche e Michel Piccoli. Em 1991, o diretor embarcou em um projeto muito ambicioso, o drama Os Amantes de Pont-Neuf, que foi filmado em três anos.

Depois de oito anos, voltou ao festival francês com Pola X na Competição Oficial. Em 2008, ao lado de outros diretores como Michel Gondry e Bong Joon-ho, participou da mostra Un Certain Regard com Tokyo!. Finalmente, em 2012, Leos Carax voltou a competir em Cannes com Holy Motors, uma experiência cinematográfica sinuosa que coloca a magia na realidade e a vida cotidiana na fantasia. 

Em comunicado oficial, Pierre Lescure, presidente do Festival de Cannes, disse: “Cada filme de Leos Carax é um evento. E este cumpre o que promete! Annette é o presente que os amantes do cinema, da música e da cultura esperavam; e pelo qual ansiamos durante o ano passado”. Thierry Frémaux, diretor geral do evento, completou: “Não poderíamos ter sonhado com um reencontro mais bonito com o cinema, no Palais des festivals, onde os filmes vêm fazer valer o seu esplendor. O cinema de Carax é uma expressão desses gestos poderosos, dessas alquimias misteriosas que fazem o segredo da modernidade e da eternidade do cinema”.

Foto: Divulgação.

American Society of Cinematographers anuncia os vencedores do 35º ASC Awards

por: Cinevitor
Gary Oldman e Amanda Seyfried em Mank, de David Fincher: filme premiado.

Foram anunciados neste domingo, 18/04, os vencedores do ASC Awards, prêmio organizado pela American Society of Cinematographers, que elege a melhor direção de fotografia em TV e cinema.

Por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia de premiação aconteceu virtualmente e foi apresentada por Ben Mankiewicz; Roger Deakins, premiado no ano passado pelo filme 1917, e James Deakins também participaram do evento on-line.

Neste ano, em sua 35ª edição, a premiação homenageou a cineasta Sofia Coppola com o ASC Board of Governors, honraria entregue aos cineastas por suas contribuições significativas ao cinema. Vale lembrar que esse é o único prêmio da organização que não é concedido a um fotógrafo e, sim, reservado para figuras importantes da indústria em outras áreas. Em vídeo, a homenageada fez seu discurso: “Agradeço ao meu pai por me receber em tantos sets onde vi grandes cineastas”.

O brasileiro Adriano Goldman, vencedor em 2018 e 2019 pela série The Crown, recebeu sua terceira indicação, mas não foi premiado dessa vez. O drama francês Nós Duas, de Filippo Meneghetti e fotografado por Aurélien Marra, recebeu o Prêmio Spotlight, criado para reconhecer a excepcional fotografia em longas-metragens independentes, estrangeiros ou de arte. 

Fundada em 1919, a American Society of Cinematographers é uma organização, e não um sindicato, que reúne diretores e diretoras de fotografia com a intenção de discutir técnicas e promover o cinema como uma forma de arte. Desde 1986 realiza seu prêmio anual.

Conheça os vencedores do ASC Awards 2021 nas categorias de cinema:

MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Mank, por Erik Messerschmidt

MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
The Truffle Hunters, por Michael Dweck e Gregory Kershaw

PRÊMIO SPOTLIGHT
Nós Duas, por Aurélien Marra

Foto: Divulgação/Netflix.

Cine Terreiro 2021: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do curta O Jardim Fantástico: premiado.

Foram anunciados neste domingo, 18/04, pelas redes sociais, os vencedores do Cine Terreiro 2021. O festival tem uma narrativa especial de enaltecer e prestigiar o patrimônio imaterial de matriz afro-brasileira e indígena, utilizando a exibição de filmes relacionados a essas temáticas como motor para enriquecer o respeito e pertencimento a essas culturas.

A mostra competitiva principal do festival, Mostra Mar, premiou o filme O Jardim Fantástico, de Fábio Baldo e Tico Dias, com R$ 2.000,00 e o Troféu ONA da Onã Joias d’Orisà. O filme reconecta, por meio de seus protagonistas principais, tanto as heranças africanas como indígena, nascedouros das matrizes da cultura de terreiro em nosso país, além de apontar uma possibilidade de ligação com o sagrado usando as vertentes de plantas medicinais em um caminho de saúde corporal e iluminação espiritual.

Já na Mostra Grão, direcionada a realizadores iniciantes, o vencedor foi O Atabaque na Minha Vida, de Jéssica Martins, com premiação de R$ 1.000,00 e o Troféu ONA. O curta-metragem remete ao grande papel que a musicalidade ocupa nas culturas de terreiro. Nos terreiros, o ritmo continua sendo usado, ao longo dos tempos, para invocar cada entidade, identificar cada segmento religioso, e cada nação, contando suas narrativas e suas histórias, fazendo a conexão com o divino através desta sonoridade.

O encerramento do festival contou com apresentação artística de Gaby Varela e homenagem a Tiganá Santana, compositor, cantor, instrumentista, poeta, produtor musical, diretor artístico, curador, pesquisador, professor e tradutor, natural de Salvador.

Em comunicado oficial, Rodrigo Sena, idealizador do festival, disse: “Agradecemos muito ao nosso público que esteve conosco nesses dez dias de festival e exibição, assistindo, curtindo, compartilhando… tivemos uma adesão muito grande nesses dias de exibição, de casas religiosas, espaços de expressões do sagrado. Acreditamos no cinema como ferramenta de transformação e desconstrução de preconceitos e contra toda e qualquer intolerância religiosa”.

Foto: Allis Bezerra.

Conheça os vencedores do 26º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

por: Cinevitor
Nelson Chamisa no documentário Presidente, de Camilla Nielsson: premiado.

Foram anunciados neste domingo, 18/04, em uma cerimônia virtual, os vencedores do 26º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, principal evento dedicado à cultura do documentário na América Latina, fundado e dirigido por Amir Labaki.

Em mais uma edição virtual, por conta da pandemia de Covid-19, a programação exibiu um total de 70 longas e curtas-metragens em competição e hors-concours, de forma gratuita, em plataformas de streaming disponíveis em todo o território brasileiro. Até 8 de maio, é possível ainda acompanhar a programação especial desta edição na plataforma Spcine Play.

Os vencedores dos prêmios de melhor longa-metragem internacional e melhor longa-metragem brasileiro terão novas exibições no dia 20 de abril, às 19h e às 21h, respectivamente, na plataforma Looke. A entrega dos troféus e certificados para os premiados brasileiros acontecerá em cerimônia seguida da projeção dos vencedores em local e data a ser divulgado, no segundo semestre.

O júri das competições brasileiras foi formado pela cineasta e artista visual Sandra Kogut; pelo professor da Escola de Comunicações e Artes da USP”, Eduardo Morettin; e pelo produtor, diretor e presidente da Associação Paulista de Cineastas, APACI, Daniel Solá Santiago. Dirigido por Armando Antenore e Ricardo Calil, Os Arrependidos foi eleito o vencedor da Competição Brasileira de longas ou médias e recebe como prêmio R$ 20.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade. O filme reconta a história pouco lembrada de ex-militantes presos que, muito jovens, largaram tudo para arriscar a vida por uma causa, foram presos e torturados, e viraram arma de propaganda da ditadura militar. O melhor curta-metragem brasileiro, eleito pelo mesmo júri, foi Yaõkwa: Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli, que recebe como prêmio R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade.

Para as competições internacionais, o júri foi formado pela premiada realizadora e diretora criativa da Just Vision, Julia Bacha; pelo head da plataforma Cannes Docs, Pierre-Alexis Chevit; e pelo cineasta, curador de cinema e documentarista iraniano, radicado em Londres, Ehsan Khoshbakht. O grande vencedor da Competição Internacional de longas ou médias foi Presidente, dirigido por Camilla Nielsson. O filme fala sobre a missão do jovem e carismático líder Nelson Chamisa, no Zimbábue, para enfrentar nas eleições a velha guarda de Emmerson Mnangagwa e as maneiras como seus respectivos partidos interpretaram os princípios democráticos no discurso e na prática. O longa recebe R$ 12.000 e o Troféu É Tudo Verdade. A Montanha Lembra?, de Delfina Carlota Vazquez, foi eleito o melhor curta-metragem internacional e recebe R$ 6.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade.

Na cerimônia também foram anunciados alguns prêmios paralelos, como o Prêmio Aquisição Canal Brasil para um curta-metragem no valor de quinze mil reais; Prêmio Mistika, no valor de R$ 8.000,00 em serviços de pós-produção digital, anunciado junto ao prêmio oficial de melhor curta-metragem brasileiro; e o Prêmio EDT, da Associação de Profissionais de Edição Audiovisual, para a melhor montagem de um curta e um longa.

Reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA como um festival classificatório para o Oscar, o É Tudo Verdade qualifica automaticamente as produções vencedoras nas competições brasileira e internacional de longas e médias e também de curtas-metragens para inscrição direta visando a disputa das estatuetas douradas.

Conheça os vencedores do É Tudo Verdade 2021:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Os Arrependidos, de Armando Antenore e Ricardo Calil (SP)

MENÇÃO HONROSA
Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina, de Lucas Weglinski e Joaquim Castro (SP)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
Yãokwa, Imagem e Memória, de Vincent Carelli e Rita Carelli (MT/PE)

MENÇÃO HONROSA
Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi dos Santos (RJ)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Presidente (President), de Camilla Nielsson (EUA/Dinamarca/Norugea/Zimbábue)

MENÇÃO HONROSA
Vicenta, de Darío Doria (Argentina)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
A Montanha Lembra? (Puede Una Montaña Recordar), de Delfina Carlota Vazquez (Argentina/México)

PREMIAÇÕES PARALELAS

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Yãokwa, Imagem e Memória, de Vincent Carelli e Rita Carelli (MT/PE)

PRÊMIO EDT (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual)
Melhor Montagem | Longa: Máquina do Desejo – Os 60 Anos do Teatro Oficina
Melhor Montagem | Curta: Ser Feliz no Vão

Foto: Divulgação.

71º ACE Eddie Awards: American Cinema Editors anuncia vencedores

por: Cinevitor
Joseph Gordon-Levitt em Os 7 de Chicago, de Aaron Sorkin: filme premiado.

Foram anunciados neste sábado, 17/04, os vencedores do Eddie Awards, prêmio organizado pela American Cinema Editors que elege, em votação realizada pelos membros da sociedade, os melhores editores da indústria televisiva e cinematográfica.

Por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia de premiação aconteceu virtualmente e contou com a participação de nomes como Barry Alexander Brown, Adam Gough, Nancy Novak, Jodie Foster, Riz Ahmed, Sam Pollard, Emerald Fennell, entre outros.

Neste ano, nomes importantes da indústria foram homenageados: o cineasta Spike Lee recebeu o Prêmio ACE Golden Eddie Filmmaker of the Year em reconhecimento ao seu produtivo trabalho, que exemplifica realizações ilustres na arte e nos negócios. Em vídeo, o ator Leslie Odom Jr. declarou: “Quando eu era menino, Spike Lee era sinônimo de cinema. Meus pais me levaram para ver todos os filmes dele na semana de estreia. Obrigado por tudo que você deu às artes e por tudo que você trouxe para a minha vida”. A filha do homenageado, Satchel Lee, recebeu a honraria por ele.

Além disso, a montadora Lynzee Klingman, indicada ao Oscar por Um Estranho no Ninho, e Sidney Wolinsky, também indicado ao prêmio da Academia por A Forma da Água, receberam o Career Achievement Award por suas contribuições excepcionais para a edição dos filmes.

Vale lembrar que a correlação entre o Eddie Awards e a corrida para o Oscar é significativa; em 12 dos últimos 15 anos, o vencedor da categoria de longa-metragem dramático também ganhou a estatueta dourada. No ano passado, o editor Jinmo Yang venceu por Parasita nas duas premiações.

Além dos filmes, produções televisivas também se destacaram nesta 71ª edição, como: Schitt’s Creek, Ted Lasso, Better Call Saul, Ozark, O Gambito da Rainha e Cheer.

Com o objetivo de discutir e promover a arte criativa do trabalho dos editores, em 1951 foi criada a American Cinema Editors, sociedade formada por diversos nomes renomados da área, que hoje conta com mais de 800 membros. Inicialmente, era realizado um jantar de gala para celebrar os profissionais indicados na categoria de melhor edição do Oscar. Em 1962, os integrantes da ACE decidiram criar o Eddie Awards.

Conheça os vencedores do 71º ACE Eddie Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO | DRAMA
Os 7 de Chicago, por Alan Baumgarten

MELHOR EDIÇÃO | COMÉDIA
Palm Springs, por Matthew Friedman e Andrew Dickler

MELHOR EDIÇÃO | ANIMAÇÃO
Soul, por Kevin Nolting

MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Professor Polvo, por Pippa Ehrlich e Dan Schwalm

MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO | TV OU STREAMING
Arremesso Final (episódio 1), por Chad Beck, Devin Concannon, Abhay Sofsky e Ben Sozanski

Foto: Divulgação/Netflix.

Cinema Audio Society anuncia os vencedores do 57º CAS Awards

por: Cinevitor
Riz Ahmed em O Som do Silêncio, de Darius Marder: filme premiado.

Foram anunciados neste sábado, 17/04, em uma cerimônia virtual, os vencedores da 57ª edição do CAS Awards, premiação, que elege a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas, realizada pela Cinema Audio Society, uma organização filantrópica e sem fins lucrativos, que foi fundada em 1964 com o objetivo de compartilhar informações entre os profissionais de som da TV e do cinema.

As vitórias deste ano, tanto para O Som do Silêncio quanto para Soul, dão a cada um desses filmes um impulso adicional na nova categoria do Oscar 2021: melhor som, que combina mixagem e edição de som pela primeira vez. Porém, tais vitórias não são necessariamente preditivas. No ano passado, Ford vs Ferrari ganhou o prêmio da Cinema Audio Society, mas perdeu no Oscar na categoria de melhor mixagem de som; porém, foi premiado com a estatueta dourada de melhor edição de som.

Além dos filmes, produções televisivas também se destacaram nesta 57ª edição, como: The Mandalorian, The Marvelous Mrs. Maisel e O Gambito da Rainha.

Os homenageados desta edição foram: George Clooney, que recebeu o Cinema Audio Society Filmmaker Award; o engenheiro de som William B. Kaplan, indicado ao Oscar sete vezes, que foi consagrado com o CAS Career Achievement Honoree; e Brandyn Johnson, que recebeu o Student Recognition Award.

Conheça os vencedores do 57º CAS Awards nas categorias de cinema:

MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM
O Som do Silêncio, por Phillip Bladh, Jaime Baksht Segovia, Michelle Couttolenc Esparza, Carlos Cortés Navarrete e Kari Vähäkuopus

MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO
Soul, por Vince Caro, Ren Klyce, David Parker, Atticus Ross, David Boucher, Bobby Johanson e Scott Curtis

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO
The Bee Gees: How Can You Mend A Broken Heart, por Gary A. Rizzo e Jeff King

MELHOR MIXAGEM DE SOM | TV, VARIEDADE, SÉRIES MUSICAIS OU ESPECIAIS 
Hamilton, por Justin Rathbun, Tony Volante, Roberto Fernandez e Tim Latham

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do XVII Fantaspoa

por: Cinevitor
Numan Acar: melhor ator pelo filme Nas Sombras.

Foram anunciados neste sábado, 17/04, em uma cerimônia virtual, os vencedores da 17ª edição do Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, que aconteceu em formato on-line. O evento, que geralmente acontece na capital gaúcha, é considerado o maior festival de cinema dedicado exclusivamente a filmes de gênero fantástico (fantasia, ficção científica, horror e thriller) da América Latina.

A seleção deste ano contou com 160 filmes, entre curtas e longas-metragens, provenientes de 40 países. A curadoria foi assinada por João Pedro Fleck, João Pedro Teixeira, Nicolas Tonsho, Patty Fang e Rosângela Fachel.

O time de jurados desta edição foi formado por: Domício Grillo, Márcia Deretti e Marina Kerber na Mostra Competitiva Ibero-Americana; Beatriz Saldanha, Fernando Sanches e Renné França na Mostra Competitiva Internacional; e Demian Rugna, Mike McCutchen e Pedro Rivero na Mostra Competitiva de Animação.

O evento contou também com o Júri da ACCIRS, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, formado por André Kleinert, Caroline Zatt da Silva e Daniela Strack. Repetindo a bem-sucedida iniciativa da edição passada, o XVII Fantaspoa teve um júri composto por fãs do festival, que foram selecionados através de um concurso divulgado nas redes sociais. O Júri Popular determinou os ganhadores dos Prêmios do Público: Brenda Noato, Carolina Moreira e Eduardo Lenhardt foram os jurados dos longas; e André Assis, Bruna Altafini e Rayane Martins dos curtas.

Sucesso de público, o Fantaspoa 2021 contabilizou mais de 80 mil espectadores, sendo 58 mil visualizações em filmes e 22 mil nas atividades paralelas. Por conta disso, o festival disponibilizará até às 23h59 do próximo domingo, 25/04, 87 curtas-metragens e dois longas.

Conheça os vencedores do XVII Fantaspoa:

COMPETIÇÃO IBERO-AMERICANA | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: História do Oculto, de Cristian Ponce (Argentina)
Melhor Direção: Rodrigo Aragão, por O Cemitério das Almas Perdidas
Melhor Roteiro: História do Oculto, escrito por Cristian Ponce 
Melhor Ator: Pepe Soriano, por Noturna – A Noite do Velho Homem
Melhor Atriz: Marilú Marini, por Noturna – A Noite do Velho Homem
Menção Honrosa: Os que Voltam, de Laura Casabe (Argentina); pela forma como retrata as personagens e temas do universo feminino no cinema fantástico e pela construção estética das imagens

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Jumbo, de Zoé Wittock (França/Bélgica/Luxemburgo)
Melhor Direção: Junta Yamaguchi, por Dois Minutos Além do Infinito
Melhor Roteiro: O Ninho, escrito por Roberto De Feo, Lucio Besana e Margarida Ferri
Melhor Ator: Numan Acar, por Nas Sombras (In the Shadows)
Melhor Atriz: Najarra Townsend, por A Cabeleireira (The Stylist)
Melhor Direção de Arte: Este Jogo se Chama Assassinato, por Alessandro Marvelli
Melhores Efeitos Especiais Digitais: Ritos Ancestrais (The Old Ways), por Nick Lively
Menção Honrosa: Cisto, de Tyler Russell (EUA), melhor banho de pus; Benny Loves You, de Karl Holt (Reino Unido), melhor carnificina; e Dancing Mary, de SABU (Japão), melhor uso da cinematografia para intenções narrativas

COMPETIÇÃO DE ANIMAÇÃO | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Frank e Zed, de Jesse Blanchard (EUA)
Menção Honrosa: O Nariz ou a Conspiração dos Dissidentes, de Andrey Khrzhanovskiy (Rússia), por sua complexidade e animação de obra-prima

PRÊMIOS DO PÚBLICO

Melhor curta-metragem nacional: AzulScuro, de Evandro Caixeta e João Gilberto (MG)
Melhor curta-metragem internacional de animação: Un Coeur d’Or, de Simon Filliot (França)
Melhor curta-metragem internacional em live-action: Moment, de Geoffrey Uloth (Canadá)
Melhor longa-metragem: Dois Minutos Além do Infinito, de Junta Yamaguchi (Japão)

PRÊMIO DA CRÍTICA

Melhor curta-metragem nacional: A Barca, de Nilton Resende (AL)
Melhor curta-metragem internacional de animação: Genius Loci, de Adrien Mérigeau (França)
Melhor curta-metragem internacional em live-action: Figurant, de Jan Vejnar (República Tcheca)

Foto: Divulgação.

48º Annie Awards: conheça os vencedores do Oscar da animação

por: Cinevitor
Wolfwalkers, de Tomm Moore e Ross Stewart: cinco prêmios.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 16/04, os vencedores da 48ª edição do Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação, organizado pela ASIFA-Hollywood, International Animated Film Society. Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia de premiação foi realizada em formato on-line e contou com a participação de nomes como Josh Gad, Matthew Rhys, Philippa Soo, Eva Whittaker, Patrick Warburton, Michael Giacchino, Sergio Pablos, Jill Culton, entre outros.

Fundada em 1960, a associação premiava os melhores nomes da animação simbolicamente, até criar a cerimônia oficial em 1972. O prêmio de melhor animação cinematográfica só surgiu na 20ª edição do evento, em 1992, premiando A Bela e a Fera.

Neste ano, os filmes Soul, de Pete Docter e Kemp Powers, e Wolfwalkers, de Tomm Moore e Ross Stewart, lideravam a lista com dez indicações cada; o primeiro foi consagrado em sete categorias, o segundo saiu vitorioso com cinco prêmios. 

Vale lembrar que desde que a categoria de melhor filme de animação do Oscar foi lançada, em 2002, 13 dos 19 vencedores do prêmio principal do Annie, e seis dos últimos nove, ganharam a estatueta dourada. Porém, no ano passado, Klaus foi consagrado pela ASIFA-Hollywood e Toy Story 4 levou o Oscar.

Os homenageados desta edição foram: Willie Ito, Sue Nichols e Bruce Smith, que receberam o Prêmio Winsor McCay; Daisuke “Dice” Tsutsumi foi consagrado com o June Foray Award; o Prêmio Ub lwerks foi entregue para Unreal Engine, da Epic Games; e o Special Achievement Award foi concedido para o documentário Howard: Sons de um Gênio, de Don Hahn, sobre sobre a vida do compositor Howard Ashman.

Conheça os vencedores nas categorias de cinema do Annie Awards 2021:

MELHOR ANIMAÇÃO
Soul, de Pete Docter e Kemp Powers

MELHOR ANIMAÇÃO INDEPENDENTE
Wolfwalkers, de Tomm Moore e Ross Stewart

MELHOR DIREÇÃO EM ANIMAÇÃO
Tomm Moore e Ross Stewart, por Wolfwalkers

MELHOR ROTEIRO EM ANIMAÇÃO
Soul, escrito por Pete Docter, Mike Jones e Kemp Powers

MELHOR ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM
Souvenir, Souvenir, de Bastien Dubois

MELHOR ANIMAÇÃO ESTUDANTIL
La Bestia, de Marlijn Van Nuenen, Ram Tamez e Alfredo Gerard Kuttikatt (Gobelins, l’école de l’image)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS EM ANIMAÇÃO
Soul, por Tolga Göktekin, Carl Kaphan, Hiroaki Narita, Enrique Vila e Kylie Wijsmuller

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO
Soul, por Michal Makarewicz

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM LIVE-ACTION
The Mandalorian, por Nathan Fitzgerald, Leo Ito, Chris Rogers, Eung Ho Lo e Emily Luk

MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO
Wolfwalkers, por Federico Pirovano

MELHOR MÚSICA EM ANIMAÇÃO
Soul, por Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO EM ANIMAÇÃO
Wolfwalkers, por María Pareja, Ross Stewart e Tomm Moore

MELHOR STORYBOARDING EM ANIMAÇÃO
Soul, por Trevor Jimenez

MELHOR DUBLAGEM EM ANIMAÇÃO
Eva Whittaker, como Mebh Óg MacTíre em Wolfwalkers

MELHOR EDIÇÃO EM ANIMAÇÃO
Soul, por Kevin Nolting, Gregory Amundson, Robert Grahamjones e Amera Rizk

MELHOR PRODUÇÃO ESPECIAL
O Caracol e a Baleia, de Max Lang e Daniel Snaddon

Foto: Divulgação.

Motion Picture Sound Editors anuncia vencedores do 68º MPSE Golden Reel Awards

por: Cinevitor
Tom Hanks em Greyhound: Na Mira do Inimigo: filme premiado.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 16/04, em uma cerimônia virtual, os vencedores da 68ª edição do MPSE Golden Reel Awards, premiação realizada pela Motion Picture Sound Editors que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV e no cinema. 

Os membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.

Neste ano, o MPSE Career Achievement Award homenageou o supervisor de edição de som Dennis Drummond, indicado ao BAFTA por Dick Tracy, e que também trabalhou em Histórias Cruzadas, Intermediário do Diabo, Operação Vingança, Melanie, Linha do Tempo, entre outros. O brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, estava na disputa pelo prêmio de melhor edição de som em filme estrangeiro; os profissionais indicados eram: Ricardo Cutz (supervisor de editor de som), Victor Quintanilha (editor de diálogo), Matheus Miguens (editor de efeitos sonoros), Rafael Faustino (editor de foley) e Pedro Coelho (foley artist).

Fundada em 1953, a MPSE, Motion Picture Sound Editors, é uma organização dedicada a melhorar o reconhecimento de seus membros, educando o público e o resto da comunidade cinematográfica quanto ao mérito artístico da edição sonora. 

Conheça os vencedores do 68º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR
Os 7 de Chicago, por Renee Tondelli, Michael Hertlein, Jeena Schoenke e Jon Michaels

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY
Greyhound: Na Mira do Inimigo, por Warren Shaw, Michael Minkler, Will Digby, Ann Scibelli, Jon Title, Jeff Sawyer, Richard Kitting, Odin Benitez, Jason King, Luke Gibleon e Marko Costanzo

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO
Soul, por Coya Elliott, Ren Klyce, Kimberly Patrick, Jonathan Stevens, Steve Orlando, Cheryl Nardi, Thom Brennan, Dee Selby, John Roesch, Shelley Roden, Sally Boldt e Justin Pearson

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO
The Reason I Jump, por Nick Ryan, Laurence Love Greed, Alexej Mungersdorff, Jack Wensley, Jamie McPhee e Srdjan Kurpjel

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME ESTRANGEIRO
The Eight Hundred (Ba bai), por Kang Fu, Steve Miller, Ai Long Tan, Lan Long e Fei Yu (China)

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | TRILHA SONORA
Tenet, por Alex Gibson e Nicholas Fitzgerald

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MUSICAL
Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars, por Allegra De Souza, Peter Oso Snell e Jon Mooney

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME NÃO LANÇADO NO CINEMA
The Ultimate Playlist of Noise, por Odin Benitez, Ryan Briley, Russell Topal, Rustam Gimadlyev, Bogdan Zavarzin, Natalia Syeryakova e Katerina Tolkishevskaya

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO NÃO LANÇADO NO CINEMA
Laurel Canyon: A Place in Time (episódio 1), por Jonathan Greber e Lucas Miller

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO NÃO LANÇADA NO CINEMA
Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion, por Rob McIntyre, D.J. Lynch, Mark A. Keatts, Lawrence Reyes, Roger Pallan, Ezra Walker, Mike Garcia, Kelly Foley Downs, David M. Cowan e Patrick Foley

ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM
Baba Yaga, por Scot Stafford, Andrew Vernon, Jamey Scott, Brendan Wolf e Rex Darnell

SINGLE PRESENTATION
A Christmas Carol, por Lee Walpole, Saoirse Christopherson, Tom Stewart, Andy Kennedy, Iain Wilkinson, Catherine Thomas, Anna Wright e Cecile Tournesac

STUDENT FILM | VERNA FIELDS AWARD
The Unknown, por Yin Lee

Foto: Divulgação.