Amy Madigan: premiada pelo Screen Actors Guild por A Hora do Mal
Foram anunciados neste domingo, 01/03, no Shrine Auditorium & Expo Hall, em Los Angeles, os vencedores da 32ª edição do Actor Awards, antes conhecido como SAG Awards, Screen Actors Guild Awards. O prêmio, que elege os melhores atores e atrizes da TV e do cinema, é realizado anualmente pelo Sindicato dos Atores dos Estados Unidos e é conhecido como um dos termômetros para o Oscar.
Neste ano, nas categorias de cinema, Pecadores, de Ryan Coogler, levou o prêmio de melhor elenco, que contemplou Michael B. Jordan, Miles Caton, Delroy Lindo, Wunmi Mosaku, Buddy Guy, Jayme Lawson, Omar Benson Miller, Jack O’Connell e Hailee Steinfeld. A cerimônia, apresentada pela atriz e cantora Kristen Bell, foi transmitida ao vivo pela Netflix; o presidente do SAG-AFTRA, Screen Actors Guild‐American Federation of Television and Radio Artists, Sean Astin, também marcou presença.
Nas categorias televisivas, foram premiados: Owen Cooper, por Adolescência; Michelle Williams, por Morrendo por Sexo; Noah Wyle, por The Pitt; Keri Russell, por A Diplomata; e Seth Rogen e Catherine O’Hara, que faleceu recentemente, por O Estúdio.
Além disso, o lendário ator e ativista Harrison Ford foi homenageado com o SAG-AFTRA Life Achievement Award, que reconhece uma personalidade por conquistas profissionais e humanitárias e é concedido anualmente a um ator ou atriz que promove os melhores ideais da profissão; a honraria foi entregue por Woody Harrelson. Ovacionado pelo público, Ford discursou: “Sinto-me incrivelmente grato por esta atenção, mas, para ser sincero, também me sinto bastante honrado. Estou em uma sala cheia de atores, muitos dos quais estão aqui porque foram indicados para receber um prêmio pelo seu trabalho incrível”. E ainda brincou: “Bem, eu estou aqui para receber um prêmio por estar vivo. É um pouco estranho receber um prêmio pelo conjunto da obra na metade da minha carreira. É um pouco cedo, não é? Eu ainda sou um ator em atividade”.
Conheça os vencedores do 32º Actor Awards nas categorias de cinema:
MELHOR ELENCO Pecadores
MELHOR ATOR Michael B. Jordan, por Pecadores
MELHOR ATRIZ Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR ATOR COADJUVANTE Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Amy Madigan, por A Hora do Mal
MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS Missão: Impossível – O Acerto Final
Leonardo DiCaprio em Uma Batalha Após a Outra: filme premiado
O Sindicato dos Produtores da América, Producers Guild of America, revelou na noite deste sábado, 28/02, no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles, os vencedores do PGA Awards, Producers Guild Awards, premiação que elege os melhores produtores e produtoras da TV e do cinema.
Nesta 37ª edição, o longa Uma Batalha Após a Outra, produzido por Adam Somner, Sara Murphy e Paul Thomas Anderson, foi consagrado. Com isso, o título aumenta suas chances na corrida pelo Oscar de melhor filme, já que o PGA Awards é considerado uma prévia do prêmio da Academia.
Realizado anualmente desde 1990, a premiação conta com mais de 8.200 membros. Das 36 edições realizadas até então, 26 dos vencedores também levaram a principal categoria do Oscar, como por exemplo, Anora, que foi eleito o melhor filme em ambos os eventos do ano passado. O PGA Awards 2026 ainda consagrou The Pitt, O Estúdio, Pee-wee Herman: Por Trás do Personagem, entre outros, nas categorias televisivas.
A cerimônia de premiação contou também com a presença de nomes consagrados de Hollywood, que anunciaram as categorias, entre eles, o ator brasileiro Wagner Moura, Adam Scott, Chloé Zhao, Claire Danes, Elle Fanning, Emma Stone, Greta Gerwig, Jacob Elordi, Jessie Buckley, Joachim Trier, Josh Safdie, Kate Hudson, Michael Keaton, Odessa A’zion, Paul Mescal, Paul Thomas Anderson, Regina Hall, Seth Rogen, Teyana Taylor e Timothée Chalamet.
Neste ano, a premiação homenageou grandes nomes da indústria cinematográfica: a produtora cinematográfica Amy Pascal, indicada ao Oscar por The Post: A Guerra Secreta, Adoráveis Mulheres e Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, recebeu o David O. Selznick Achievement Award; o produtor Jason Blum, fundador da Blumhouse Productions e indicado ao Oscar por Whiplash: Em Busca da Perfeição, Corra! e Infiltrado na Klan, foi honrado com o Milestone Award; e a roteirista e produtora Mara Brock Akil, indicada ao Emmy por Marcados: A História do Racismo nos EUA, foi homenageada com o Norman Lear Achievement Award.
Conheça os vencedores do PGA Awards 2026 nas categorias de cinema:
LONGA-METRAGEM | PRÊMIO DARRYL F. ZANUCK Uma Batalha Após a Outra, por Adam Somner, Sara Murphy e Paul Thomas Anderson
LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Michelle L.M. Wong
LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO My Mom Jayne: A Film by Mariska Hargitay, por Mariska Hargitay e Trish Adlesic
FILME TELEVISIVO ou STREAMING John Candy: Eu me Amo, por Colin Hanks, Sean Stuart, Glen Zipper, Ryan Reynolds e George Dewey
Foram anunciados neste sábado, 28/02, os vencedores da 30ª edição do Annual Excellence in Production Design Awards, que reconhece a excelência em design de produção (ou direção de arte, como é chamada no Brasil) no cinema, televisão, comerciais e videoclipes.
A cerimônia do 30º ADG Awards, realizada no InterContinental Los Angeles Downtown e apresentada pelo comediante Ron Funches, consagrou diversos filmes, entre eles, Frankenstein, de Guillermo del Toro, com design de produção assinado por Tamara Deverell, que também foi indicada ao Oscar deste ano. Nas categorias televisivas, Palm Royale, Andor, Ruptura, Monstro: A História de Ed Gein e O Estúdio foram premiadas.
O comercial Someday, da Apple, dirigido por Spike Jonze e protagonizado por Pedro Pascal, também se destacou; o vídeo (AirPods 4 with Active Noise Cancellation) conta ainda com a música Perfect, de Sam i & Tropkillaz (feat. Bia & MC Pikachu) na trilha sonora.
Fundada em 1937, a Art Directors Guild (ADG, IATSE Local 800) reúne mais de 3.000 membros do mundo todo, principalmente americanos e canadenses, que trabalham como designers de produção, diretores de arte, cenógrafos, ilustradores, modeladores, designers de cenários e maquetes, artistas de storyboard, assistentes de arte, entre outros. Vale lembrar que, dentro da estrutura do cinema brasileiro, o designer de produção é mais conhecido como diretor de arte.
Conheça os vencedores do 30º Annual Excellence in Production Design Awards nas categorias de cinema:
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ÉPOCA Frankenstein, por Tamara Deverell
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE FANTASIA Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, por Kasra Farahani
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME CONTEMPORÂNEO Uma Batalha Após a Outra, por Florencia Martin
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Mingjue Helen Chen e Dave Bleich
Foram anunciados neste sábado, 28/02, em Barcelona, os vencedores do Prêmio Goya, ou Premios Goya, no original, evento realizado pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol.
Dirigido por Oliver Laxe, Sirât, indicado ao Oscar 2026 em duas categorias, foi consagrado com seis prêmios, entre eles, melhor montagem; o drama Los Domingos, de Alauda Ruiz de Azúa, que liderava a lista com 13 indicações, se destacou com seis prêmios, entre eles, melhor filme e melhor direção.
Nesta 40ª edição, o Brasil estava representado com Manas, de Marianna Brennand, na categoria de melhor filme ibero-americano; mas, infelizmente, perdeu para o argentino Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi.
A cerimônia, apresentada pela cantora Rigoberta Bandini e pelo ator Luis Tosar, celebrou as quatro décadas da premiação. Além disso, contou também com homenagens: o escritor, roteirista e cineasta espanhol Gonzalo Suárez recebeu o Goya de Honor; e a consagrada atriz norte-americana Susan Sarandon foi honrada com o Goya Internacional, que foi entregue por Fernando Méndez-Leite, presidente da Academia de Cine. Em seu discurso, disse: “Obrigada por me convidarem para participar desta noite com contadores de histórias. Amo a arte de vocês e seus maravilhosos museus, as pessoas, a comida. Nestes tempos em que o mundo é tão dominado pela violência e pela crueldade, olho ao redor e vejo o presidente de vocês e tantos artistas do seu país se manifestando, vejo também uma clareza moral tão grande que me ajuda onde estou, em meio ao caos da repressão. Isso me ajuda a me sentir menos sozinha e a perceber que faço parte de uma comunidade maior”.
E continuou: “Ter esperança em tempos difíceis não é apenas um romantismo ingênuo. Está fundamentado no fato de que a história da humanidade não é apenas uma história de crueldade, mas também de compaixão, sacrifício, coragem e bondade. O que escolhemos enfatizar nesta história complexa moldará nossas vidas. Se enxergarmos apenas o pior, paralisamos nossa capacidade de agir. Se nos lembrarmos daqueles tempos e lugares, e há muitos, em que as pessoas agiram com grandeza, isso nos dará energia para agir e, pelo menos, a possibilidade de mudar o rumo deste mundo, que gira como um pião. E se agirmos, mesmo que de forma pequena, não precisamos esperar por um futuro grandioso e utópico. O futuro é uma sucessão infinita de presentes e, agora, viver como acreditamos que os seres humanos devem viver, desafiando todo o mal que nos cerca, já é, em si, uma vitória maravilhosa”.
Conheça os vencedores do Prêmio Goya 2026:
MELHOR FILME Los Domingos
MELHOR DIREÇÃO Alauda Ruiz de Azúa, por Los Domingos
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE Eva Libertad, por Sorda
MELHOR ATOR José Ramón Soroiz, por Maspalomas
MELHOR ATRIZ Patricia Lopez Arnaiz, por Los Domingos
MELHOR ATOR COADJUVANTE Álvaro Cervantes, por Sorda
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Nagore Aranburu, por Los Domingos
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Los Domingos, escrito por Alauda Ruiz de Azúa
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO La cena, escrito por Joaquín Oristrell, Manuel Gómez Pereira e Yolanda García Serrano
ATOR REVELAÇÃO Antonio “Toni” Fernández Gabarre, por Ciudad sin sueño
ATRIZ REVELAÇÃO Miriam Garlo, por Sorda
MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Sirât, por Oriol Maymó
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Sirât, por Mauro Herce
MELHOR MONTAGEM Sirât, por Cristóbal Fernández
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Sirât, por Laia Ateca Font
MELHOR FIGURINO La cena, por Helena Sanchis
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO O Cativo, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Sirât, por Kangding Ray
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL Flores para Antonio, por Alba Flores e Sílvia Pérez Cruz (Flores para Antonio)
MELHOR SOM Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS Los Tigres, por Paula Gallifa Rubia e Ana Rubio
MELHOR ANIMAÇÃO Decorado, de Alberto Vázquez
MELHOR DOCUMENTÁRIO Tardes de soledad, de Albert Serra
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)
MELHOR FILME EUROPEU Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO Ángulo muerto, de Cristian Beteta
MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO El Santo, de Carlo D’Ursi
MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO Gilbert, de Alex Salu, Arturo Lacal e Jordi Jiménez
Foram anunciados nesta sexta-feira, 27/02, no Royce Hall da UCLA, em Westwood, os vencedores do Eddie Awards, prêmio organizado pela American Cinema Editors, que elege, em votação realizada pelos membros da sociedade, os melhores editores e editoras da indústria televisiva e cinematográfica.
Nesta 76ª edição, os longas Pecadores e Uma Batalha Após a Outra se destacaram; a animação Guerreiras do K-Pop, o documentário A Vizinha Perfeita e a comédia romântica A Winter’s Song também foram premiados. O brasileiroAffonso Gonçalves estava na disputa, ao lado de Chloé Zhao, na categoria de melhor edição em drama por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, mas, infelizmente, não venceu.
Além disso, uma nova categoria foi criada neste ano: melhor edição em curta-metragem, que premiou Quartos Vazios, montado por Erin Casper, Stephen Maing e Jeremy Medoff. Nas categorias televisivas, Pee-wee Herman: Por Trás do Personagem, Frasier, O Estúdio, The Pitt, Pinguim e South Park se destacaram.
Com o objetivo de discutir e promover a arte criativa do trabalho dos editores, em 1951 foi criada a American Cinema Editors, sociedade formada por diversos nomes renomados da área, que hoje conta com mais de 800 membros. Inicialmente, era realizado um jantar de gala para celebrar os profissionais indicados na categoria de melhor edição do Oscar. Em 1962, os integrantes da ACE decidiram criar o Eddie Awards.
Conheça os vencedores do 76º ACE Eddie Awards nas categorias de cinema:
MELHOR EDIÇÃO | DRAMA Pecadores, por Michael P. Shawver
MELHOR EDIÇÃO | COMÉDIA Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen
MELHOR EDIÇÃO | ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Nathan Schauf
MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO A Vizinha Perfeita, por Viridiana Lieberman
MELHOR EDIÇÃO | FILME PARA STREAMING A Winter’s Song, por Yvette M. Amirian
MELHOR EDIÇÃO | CURTA-METRAGEM Quartos Vazios, por Erin Casper, Stephen Maing e Jeremy Medoff
Miguel Leonardo em Samba Infinito, de Leonardo Martinelli
A 19ª edição do Curta Taquary, que acontecerá entre os dias 16 e 22 de março, contará com 63 obras em sua programação, entre 967 inscritas provenientes de 16 estados, que compõem as dez mostras do evento. O festival celebra a diversidade da produção audiovisual brasileira com filmes das cinco regiões do país.
Em 2026, as exibições serão realizadas nas cidades de Taquaritinga do Norte, Toritama, Jataúba, Brejo da Madre de Deus, Santa Cruz do Capibaribe e Poção, no Agreste pernambucano. O evento contará também com ações educativas e socioambientais; todas as atividades serão gratuitas.
Os filmes do 19º Curta Taquary são agrupados nas seguintes mostras competitivas: Mostra Brasil; Mostra Pernambucana; Mostra Agreste; Mostra Por Um Mundo Melhor (produções com foco na educação ambiental); Mostra Primeiros Passos (para diretores/as em seu primeiro trabalho); Mostra Dália da Serra (voltada para filmes produzidos em atividades pedagógicas, projetos de formação e oficinas); Mostra Diversidade (obras que abordem questões de sexualidade e de gênero, em suas mais diferentes formas e perspectivas); Mostra Curtas Fantásticos (filmes de horror, ficção científica e fantasia); Mostra Universitária (direcionada para produções oriundas de estudantes de graduação); e Mostra Criancine (curtas voltados para o público infantojuvenil).
Um dos festivais de cinema mais longevos de Pernambuco, desde 2005 o Curta Taquary já exibiu mais de dois mil curtas-metragens para um público superior a 200 mil espectadores, em edições presenciais e on-line. Além do programa de filmes, o festival reforça seu compromisso com a formação, oferecendo oficinas e atividades formativas, como o Encontro de Cinema e Educação, realizado desde 2017.
O Curta Taquary também renovará seu compromisso com o meio ambiente: há quatro edições, o festival planta uma muda de árvore para cada filme inscrito, o que, em parceria com a Compesa, Companhia Pernambucana de Saneamento, já garantiu o plantio de quase 3 mil mudas em escolas, praças públicas, assentamentos, áreas degradadas e regiões próximas ao rio Capibaribe.
Conheça os filmes selecionados para o Curta Taquary 2026:
MOSTRA BRASIL
Akaîutĩ, de JP Mello, Kaline Cassiano e Sylara Silvério (RN) Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP) Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino (SE) Destinação, de Wagno Godez (AL) Jacaré, de Victor Quintanilha (RJ) Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC) Moti, de André Okuma (SP) Ninguém (Mais) Verá, de Fabiano Raposo (PB) Real, de Júlio Abreu (GO) Ressonância, de Anna Zêpa (RN) Safo, de Rosana Urbes (SP) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ) Umassuma: Lascas de Memória, de Guaracy Britto Jr. e Andrei Miralha (PA)
MOSTRA PERNAMBUCANA
Amargo, de Bruno Araujo Aparição, de Ricardo Sékula Dynamite Som: O Futuro é Lamento Negro, de Lia Letícia e Pedro Severien Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique Presente de Aniversário, de Uilma Queiroz PX Origens, de Adalberto Oliveira Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena Salam, de Bruna Tavares Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida Um Dia Havia de Ver o Mar, de Odilia Nunes
MOSTRA AGRESTE
Alto dos Mouras, das Louceiras, dos Mestres de Barro, de Rosangela Araújo (PE) Iluminação Especial 7.0, de Mayara Bezerra (PE) Lonjy-Abaré, de Marcelo dos Santos e Mateus Sá (PE) Quando em Tuas Veias, de Roberta Laleska e Felipe Espíndola (PE) Zefinha de Bernardo, de David Biriguy (PE)
MOSTRA PRIMEIROS PASSOS
A Lenda da Pedra do Índio Chorão, de Fabio Fernando (RJ) A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) A Ponte, de Richard Soares (PE) Thayara, de Mila Leão (PR) Trapo, de João Chimendes (RS)
MOSTRA UNIVERSITÁRIA
A Casa Azul, de João Chagas (RS) Rosetta, de Isabela Paulovic Szalontai (SP) Sertão 2138, de Deuilton B. Júnior (PE) Sonho é Memória do Tempo, de Jozé Laurentino (PE) Vestígios, de Marina Fortunato Herweg e Milena Rey-Sanchez (SP)
MOSTRA CURTAS FANTÁSTICOS
Dia dos Pais, de Bernardo Ale Abinader (AM) Gambá, de Maciel Fischer (RS) Não Desça as Escadas, de Gustavo Cardoso (SP) O Ingazeiro, de Tobias Rezende (MG) Pedra-Mar, de Janaína Lacerda (PB)
MOSTRA DIVERSIDADE
As Cantadeiras, de Silvia Ribeiro, Cintia Viana, Helena Tenderini e Amandine Goisbault (PE) A Flor Teimosa da Algaroba, de Ana Karla Farias e Fátima Cabral (RN) Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE) Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)
MOSTRA DÁLIA DA SERRA
1954, de Modesto de Barros e Pedro Severien (PE) De Barriga pra Cima, de Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima (ES) Encantados, de Coletivo Cinema no Interior, Filipe Belemita, Katia Mesel e Marcos Curupira (PE) Entre Linhas e Lutas, de Bruna Souza (SP) Nosso Tempero, de Alunos e alunas da Escola Municipal João Victor e Equipe Animazul (RN)
MOSTRA POR UM MUNDO MELHOR
A Árvore de Lixo, de Silvio Kurzlop (PR) Colmeia, de Tatiane de Oliveira (PB) No Meio do Ambiente, de Mozart Albuquerque (PE) O Despertar de Aiyra, de Duda Rodrigues e Juliana Rogge (SP) O Voo do Rio, de Delano Queiroz (CE)
MOSTRA CRIANCINE
Bumba Meu Boto, de Chrys Williams e Paulo Accioly (AL) Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR) Kaira e o Temporal, de Wagner Nogueira Mendes (CE) Rua 27, de Gabi Saegesser, Nathalia Flor e Roma Julia (PE) Zé Lins e o Cangaceiro, de Eduardo P. Moreira (PB)
A Academia de Artes e Técnicas do Cinema, Académie des Arts et Techniques du Cinéma, que conta com quase cinco mil membros, revelou nesta quinta-feira, 26/02, os vencedores do prêmio César 2026, conhecido como o Oscar francês.
Nesta 51ª edição, Nouvelle Vague, dirigido por Richard Linklater, que liderava a lista com dez indicações, foi consagrado com quatro prêmios, entre eles, melhor direção. O Brasil estava na disputa com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na categoria de melhor filme estrangeiro, mas, infelizmente, perdeu para Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson.
Além disso, a cerimônia, realizada no Olympia, em Paris, que foi apresentada pelo ator Benjamin Lavernhe e presidida pela atriz francesa Camille Cottin, homenageou o consagrado ator Jim Carrey com o César Honorário. No palco, Carrey, que recebeu tal honraria das mãos do cineasta Michel Gondry, com quem trabalhou em Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, discursou em francês: “Como ator, cada personagem que interpreto é como argila nas mãos do escultor, que moldo ao meu gosto. Que sorte a minha ter compartilhado essa arte com tantas pessoas que realmente abriram seus corações para mim. Há cerca de 300 anos, meu tataravô, Marc-François Carré, sim, Carré, nasceu na França, em Saint-Malo e emigrou para o Canadá. Nesta noite, com esta magnífica homenagem, este círculo se completa”.
Conheça os vencedores do César 2026:
MELHOR FILME O Apego (L’attachement)
MELHOR DIREÇÃO Richard Linklater, por Nouvelle Vague
MELHOR ATRIZ Léa Drucker, por Dossier 137
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Vimala Pons, por O Apego
MELHOR ATOR Laurent Lafitte, por A Mulher Mais Rica do Mundo
MELHOR ATOR COADJUVANTE Pierre Lottin, por O Estrangeiro
REVELAÇÃO FEMININA Nadia Melliti, por A Irmã Mais Nova
REVELAÇÃO MASCULINA Théodore Pellerin, por Nino de Sexta a Segunda
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Un ours dans le Jura, escrito por Franck Dubosc e Sarah Kaminsky
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO O Apego, escrito por Carine Tardieu, Raphaële Moussafir e Agnès Feuvre
MELHOR DOCUMENTÁRIO Le chant des forêts, de Vincent Munier
MELHOR FILME ESTRANGEIRO Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (EUA)
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO Arco, de Ugo Bienvenu
MELHOR FILME DE ESTREIA Nino de Sexta a Segunda, de Pauline Loquès
MELHOR FOTOGRAFIA Nouvelle Vague, por David Chambille
MELHOR MONTAGEM Nouvelle Vague, por Catherine Schwartz
MELHOR FIGURINO Nouvelle Vague, por Pascaline Chavanne
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO L’inconnu de la Grande Arche, por Catherine Cosme
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Arco, por Arnaud Toulon
MELHOR SOM Le chant des forêts, por Romain Cadilhac, Marc Namblard, Olivier Touche e Olivier Goinard
MELHORES EFEITOS VISUAIS L’inconnu de la Grande Arche, por Lise Fischer
MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO Mort d’un acteur, de Ambroise Rateau
MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO Au bain des dames, de Margaux Fournier
MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO Fille de l’eau, de Sandra Desmazières
Elenco: Sergi López, Bruno Núñez Arjona, Stefania Gadda, Joshua Liam Herderson, Richard ‘Bigui’ Bellamy, Tonin Janvier, Jade Oukid, Ahmed Abbou, Abdellilah Madrari, Mohamed Madrari.
Ano: 2025
Sinopse: O longa acompanha um pai e um filho que chegam a uma rave nas montanhas do Marrocos. Eles estão em busca de Mar, filha e irmã, que desapareceu meses antes em uma dessas festas intermináveis. Cercados por música eletrônica e por uma sensação crua e desconhecida de liberdade, eles saem distribuindo a foto da jovem. A esperança vai se apagando, mas os dois persistem e seguem um grupo de frequentadores rumo a uma última festa no deserto. À medida que avançam por um cenário escaldante, a jornada os obriga a confrontar os próprios limites.
*Filme visto na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
Foram anunciados nesta quarta-feira, 25/02, em cerimônia apresentada pela dupla Sklar Brothers, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, os vencedores da 24ª edição do VES Awards, prêmio criado pela Visual Effects Society, que reconhece a excelência artística e a inovação em efeitos visuais em filmes, animações, programas de TV, comerciais e videogames.
Neste ano, Avatar: Fogo e Cinzas, de James Cameron, que liderava a lista com dez indicações, foi consagrado com sete prêmios; a animação Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang, também se destacou e levou três prêmios. Nas categorias televisivas, Assassinato na Casa Branca, Planeta Pré-histórico: O Grande Congelamento, It: Bem-Vindos a Derry, Andor e The Last of Us se destacaram.
Durante a cerimônia, Kim Davidson, presidente do Conselho da VES, discursou: “A VES tem a honra de reconhecer o brilhantismo artístico e a inovação tecnológica em uma ampla gama de disciplinas. A arte dos efeitos visuais está em constante evolução para expandir os limites da nossa imaginação e os vencedores e indicados inspiradores desta noite representam o melhor trabalho do mundo todo. Parabéns a todos!”.
Conheça os vencedores do 24º Visual Effects Society Awards nas categorias de cinema:
MELHORES EFEITOS VISUAIS EM FILME FOTORREALISTA Avatar: Fogo e Cinzas, por Richard Baneham, Peter Litvack, Eric Saindon, Nicky Muir e Steve Ingram
MELHORES EFEITOS VISUAIS DE APOIO EM FILME FOTORREALISTA Pecadores, por Michael Ralla, James Alexander, Nick Marshall, Espen Nordahl e Donnie Dean
MELHORES ANIMAÇÃO EM FILME DE ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Joshua Beveridge, Jacky Priddle, Benjamin Hendricks e Clara Chan
MELHOR PERSONAGEM EM FILME FOTORREALISTA Varang: Líder do Clã das Cinzas, em Avatar: Fogo e Cinzas, por Stephen Clee, Stuart Adcock, Keven Norris e Joseph Kim
MELHOR PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO Rumi, em Guerreiras do K-Pop, por Sophia (Seung Hee) Lee, Andrea Matamoros, Marc Souliere e Joshua Beveridge
MELHOR AMBIENTE CRIADO EM FILME FOTORREALISTA Bridgehead Industrial City, em Avatar: Fogo e Cinzas, por Gianluca Pizzaia, Steve Bevins, Dziga Kaiser e Zsolt Máté
MELHOR AMBIENTE CRIADO EM ANIMAÇÃO Marsh Market, em Zootopia 2, por Limei Z. Hshieh, Alexander Nicholas Whang, Joshua Fry e Ryan DeYoung
MELHOR FOTOGRAFIA EM CG Avatar: Fogo e Cinzas, por Steve Deane, A.J. Briones, Zachary Brake e Andrew Moffett
MELHOR MODELO EM PROJETO FOTORREALISTA ou ANIMADO Gôndola dos Comerciantes do Vento, em Avatar: Fogo e Cinzas, por Michael Smale, Sam Sharplin, Joe W. Churchill e Jacqi Dillon
MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME FOTORREALISTA Simulando Pandora, em Avatar: Fogo e Cinzas, por Nicholas James Illingworth, Sarah C. Farmer, James Robinson e Ryan Bowden
MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME DE ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Filippo Maccari, Nikolaos Finizio, Daniel La Chapelle e Srdjan Milosevic
MELHOR COMPOSIÇÃO E ILUMINAÇÃO EM LONGA-METRAGEM Modern Race e POV Footage, em F1: O Filme, por Hugo Gauvreau, Chris Davies, Raushan Raj e Amaury Rospars
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS PRÁTICOS EM PROJETO FOTORREALISTA Andor (episódio: Who Are You?), por Luke Murphy, Dean Ford, Jody Eltham e Darrell Guyon
EMERGING TECHNOLOGY AWARD Avatar: Fogo e Cinzas (Kora Fire Toolset), por Alexey Dmitrievich Stomakhin, John Edholm, Murali Ramachari e Aleksandr Isakov
MELHORES EFEITOS VISUAIS EM PROJETO ESTUDANTIL Azimuth, por Thomas Teisseire, Cassandre Cinier, Martin Bluy e Mathis Giraudeau
Wunmi Mosaku: melhor atriz coadjuvante por Pecadores
A Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão, British Academy of Film and Television Arts, anunciou neste domingo, 22/02, em cerimônia apresentada por Alan Cumming e realizada no Royal Festival Hall, em Londres, os vencedores do British Academy Awards 2026, também conhecido como BAFTA.
Neste ano, Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson, que liderava a lista com 14 indicações, foi consagrado com seis prêmios, entre eles, melhor filme; Pecadores e Frankenstein também se destacaram com três estatuetas cada.
O cinema brasileiro estava na disputa nesta 79ª edição com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na categoria de melhor filme em língua não inglesa, e com o documentário Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa. Mas, infelizmente, as produções não foram premiadas. Além disso, o brasileiroAdolpho Veloso concorria ao Oscar britânico pela direção de fotografia de Sonhos de Trem, mas perdeu para Michael Bauman, de Uma Batalha Após a Outra.
O ator inglês Robert Aramayo brilhou na premiação ao vencer nas categorias de melhor ator por I Swear, desbancando nomes como Timothée Chalamet e Leonardo DiCaprio, e de melhor ator/atriz em ascensão pelo voto popular: “Honestamente, não consigo acreditar que ganhei este prêmio. Realmente não consigo. Todos nesta categoria me impressionam. Quando eu estava na faculdade, Ethan Hawke veio falar conosco na Juilliard e deu uma palestra incrível sobre longevidade na carreira de ator. E isso teve um impacto muito grande em todos naquela sala. Então, estar nesta categoria com ele é incrível”. É a primeira vez na história do BAFTA que um ator ganha nestas duas categorias na mesma edição.
Conheça os vencedores do BAFTA 2026:
MELHOR FILME Uma Batalha Após a Outra
MELHOR FILME BRITÂNICO Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR DIREÇÃO Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR ATRIZ Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Wunmi Mosaku, por Pecadores
MELHOR ATOR Robert Aramayo, por I Swear
MELHOR ATOR COADJUVANTE Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO | VOTO POPULAR Robert Aramayo
MELHOR DIREÇÃO DE ELENCO I Swear, por Lauren Evans
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Pecadores, escrito por Ryan Coogler
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR DOCUMENTÁRIO Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin
MELHOR ANIMAÇÃO Zootopia 2, de Jared Bush e Byron Howard
ROTEIRISTA, DIRETOR(A) ou PRODUTOR(A) BRITÂNICO REVELAÇÃO Akinola Davies Jr. (diretor e roteirista) e Wale Davies (roteirista), por A Sombra do Meu Pai
MELHOR FOTOGRAFIA Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman
MELHOR EDIÇÃO Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Frankenstein, por Tamara Deverell e Shane Vieau
MELHOR FIGURINO Frankenstein, por Kate Hawley
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO Frankenstein, por Mike Hill, Jordan Samuel, Cliona Furey e Megan Many
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Pecadores, por Ludwig Göransson
MELHOR SOM F1: O Filme, por Gareth John, Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A. Rizzo e Juan Peralta
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: Fogo e Cinzas, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO This Is Endometriosis, de Matt Houghton e George Wileman
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO | ANIMAÇÃO Two Black Boys in Paradise, de Baz Sells
MELHOR FILME INFANTIL E FAMILIAR Boong, de Lakshmipriya Devi
MELHOR CONTRIBUIÇÃO BRITÂNICA PARA O CINEMA Clare Binns
Foram anunciados neste sábado, 21/02, no Royce Hall da UCLA, em Los Angeles, os vencedores da 53ª edição do Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação, organizado pela ASIFA-Hollywood, International Animated Film Society.
O longa Guerreiras do K-Pop, dirigido por Maggie Kang e Chris Appelhans, da Netflix, se destacou ao ser consagrado nas dez categorias em que estava indicado, entre elas, melhor animação; Arco, do cineasta francês Ugo Bienvenu, foi eleita a melhor animação independente.
Fundada em 1960, a ASIFA-Hollywood premiava os melhores nomes da animação simbolicamente, até criar a cerimônia oficial em 1972. O prêmio de melhor animação cinematográfica só surgiu na 20ª edição do evento, em 1992, que consagrou A Bela e a Fera.
Conheça os vencedores nas categorias de cinema do Annie Awards 2026:
MELHOR ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, de Maggie Kang e Chris Appelhans
MELHOR ANIMAÇÃO INDEPENDENTE Arco, de Ugo Bienvenu, Adam Sillard e Anaëlle Saba
MELHOR DIREÇÃO EM ANIMAÇÃO Maggie Kang e Chris Appelhans, por Guerreiras do K-Pop
MELHOR ROTEIRO EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, escrito por Danya Jimenez, Hannah McMechan, Maggie Kang e Chris Appelhans
MELHOR DUBLAGEM EM ANIMAÇÃO Arden Cho, por Guerreiras do K-Pop
MELHOR ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM Snow Bear, de Aaron Blaise
MELHOR PRODUÇÃO ESPECIAL Snoopy Apresenta: Um Musical de Verão
MELHOR ANIMAÇÃO ESTUDANTIL A Sparrow’s Song, de Tobias Eckerlin (Filmakademie Baden-Württemberg GmbH)
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Filippo Macari, Nicola Finizio, Simon Lewis, Naoki Kato e Daniel La Chapelle
MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Ryusuke Furuya
MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM LIVE-ACTION Como Treinar o Seu Dragão, por Kayn Garcia, Jean-Denis Haas, Meena Ibrahim, Nathan McConnel e Nick Tripodi
MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Scott Watanabe e Ami Thompson
MELHOR MÚSICA EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por KPop Demon Hunters Music Team
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Helen Chen, Dave Bleich, Wendell Dalit, Scott Watanabe e Celine Kim
MELHOR STORYBOARDING EM ANIMAÇÃO Os Caras Malvados 2, por Anthony Holden e Young Ki Yoon
MELHOR EDIÇÃO EM ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por KPop Demon Hunters Editorial Team
Equipe do filme cearense Feito Pipa: dois prêmios na Berlinale
Foram anunciados neste sábado, 21/02, em cerimônia apresentada por Désirée Nosbusch, os vencedores da 76ª edição do Festival de Berlim. O Urso de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para Gelbe Briefe (Yellow Letters), do diretor alemão İlker Çatak.
Ao total, 22 filmes, de 28 países, foram selecionados para a Competição. O cineasta alemão Wim Wenders presidiu o Júri Internacional, que contou também com Min Bahadur Bham, Bae Doona, Shivendra Singh Dungarpur, Reinaldo Marcus Green, HIKARI e Ewa Puszczyńska. A atriz Michelle Yeoh foi homenageada com o Urso de Ouro honorário.
A atriz alemã Sandra Hüller, que em 2006 foi premiada por sua atuação em Requiem, de Hans-Christian Schmid, venceu o prêmio de melhor interpretação por Rose, de Markus Schleinzer. Sendo assim, entra para a história do festival ao lado de Shirley MacLaine como as das únicas atrizes vencedoras desta categoria duas vezes.
Neste ano, o cinema brasileiro se destacou com Feito Pipa, dirigido pelo cearense Allan Deberton, que foi exibido na mostra Generation Kplus, que traz um cinema internacional de última geração para um público jovem e para todos os outros. O longa recebeu o Urso de Cristal de melhor filme segundo o Júri Infantil, que justificou: “As emoções de cada personagem nos tocaram profundamente. Fomos envolvidos pela história emocionante como se fizéssemos parte da ação. Questões importantes foram abordadas e merecem mais atenção”. E mais: a produção também recebeu o prêmio de melhor filme segundo o Júri Internacional da Berlinale Generation, que contou com Khozy Rizal, Lena Urzendowsky e Kim Yutani: “Este filme nos cativou com sua narrativa vibrante e o protagonista jovem, multifacetado, seguro de si e feroz, além da maneira, muitas vezes humorística e comovente, como aborda seus dilemas existenciais. Ficamos encantados com as performances memoráveis de Yuri Gomes e Teca Pereira, e jamais esqueceremos o personagem Gugu, tão atlético quanto fabuloso, que se vê obrigado a lutar por si mesmo à medida que o raro laço que o une à avó se desfaz”, disse a justificativa.
Com Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos no elenco, Feito Pipa, que também ficou entre os três melhores no Teddy Award, acompanha a história de Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol e vive com a avó Dilma, uma professora aposentada que o cria de forma livre e afetuosa. Quando a avó fica frágil, Gugu tenta esconder essa situação a qualquer custo, com medo de ser separado dela e ser obrigado a morar com o pai, que não o aceita como ele é. Com roteiro de André Araújo e rodado em Quixadá e cidades vizinhas do interior do Ceará, o filme se passa às margens da barragem de Araújo Lima, onde após anos de seca revela uma antiga cidade submersa em ruínas. O longa conta ainda com Carlos Francisco, Georgina Castro, Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Nathyel Martins, Manuela Paulino, Pablo Vinícios e Enzo Uejo no elenco.
A produção é assinada pela Deberton Filmes, produtora cearense liderada por Allan Deberton e pelo produtor Marcelo Pinheiro. A empresa divide a produção do filme com a Biônica Filmes, desde o desenvolvimento do projeto em uma parceria onde somam forças artísticas e executivas. O filme tem produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso através da Incubadora Paradiso. Em coprodução com a Warner Bros., a distribuição no Brasil é da Paris Filmes.
Allan Deberton falou sobre a premiação e o atual momento do cinema no Brasil: “É um momento maravilhoso para o cinema brasileiro. Ver nossas histórias alcançando o mundo e sendo celebradas internacionalmente mostra a potência criativa do nosso país. O cinema que estamos fazendo hoje toca profundamente as pessoas. Ele emociona, conecta e cria identificação, independentemente da língua ou da cultura. É lindo presenciar isso de perto. Yuri, Teca, Lázaro e todo o nosso elenco e equipe: obrigado por termos colocado em tela a história de Gugu com tanta verdade, delicadeza e coragem”. O ator Lázaro Ramos também comentou a vitória dupla: “Eu não serei modesto neste meu pronunciamento, Feito Pipa merece mesmo ganhar esses dois prêmios. Falo como ator que participou do filme mas também como espectador que se emocionou com essa história e viu o público emocionado em Berlim também”.
Além disso, outro filme cearense se destacou em uma premiação paralela: Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, primeiro longa dirigido por Janaína Marques, recebeu o Tagesspiegel Readers’ Award, formado por sete leitores do jornal berlinense Tagesspiegel, que escolhem o melhor filme da mostra Forum. Produzido pela Delírio Filmes e Moçambique Audiovisual, o título se constrói como um road movie do inconsciente, uma travessia sensorial guiada pela imaginação como forma de cura.
O filme se desenvolve como um retrato íntimo de uma mulher convocada a revisitar sua própria história quando já não consegue se reconhecer nela. Diante da dificuldade de acessar uma memória feliz, a protagonista Rosa, vivida por Verônica Cavalcanti, mergulha numa busca interior que se torna a própria narrativa do longa. Entre o real e o imaginado, a realidade começa a ceder espaço ao sonho, ao delírio e à memória, uma jornada íntima em que Rosa reencontra a mãe, interpretada por Luciana Souza, e a transforma em parceira de estrada.
O elenco conta também com Fabíola Líper, Christiane de Lavor, Ridson Reis, Pedro Domingues, Lua Arellano, Paulo Ess, Max Eluard, Jéssica Teixeira, Higor Fernandes, Graco Alves, Daniel Urano, Osiel Gomes e Marta Aurélia. Com roteiro assinado por Xenia Rivery, Pablo Arellano, Taís Monteiro e Pedro Cândido, a fotografia é de Ivo Lopes Araújo; a direção de arte é de Patrícia Passos e a trilha sonora de Clau Aniz. O som é assinado por Homer Mora, Moabe Filho e Pedrinho Moreira; a montagem é de Fred Benevides e Luísa Marques.
O cinema brasileiro, que estava representado com diversas obras nesta 76ª edição, também se destacou no Prêmio FIPRESCI, entregue pela Federação Internacional de Críticos de Cinema. Narciso, coproduzido pela brasileiraJulia Murat, do cineasta paraguaio Marcelo Martinessi, foi eleito o melhor filme da mostra Panorama. Com Diro Romero, Manuel Cuenca, Mona Martinez e Nahuel Perez Biscayart no elenco, o longa, uma coprodução entre Paraguai, Alemanha, Uruguai, Brasil, Portugal, Espanha e França, se passa no Paraguai, em 1958. O carismático Narciso retorna de Buenos Aires com o rock ‘n’ roll correndo em suas veias. Sob o regime militar sufocante, ele se torna uma sensação musical e um símbolo de liberdade. Mas então, após seu último show, ele é encontrado morto.
E mais: na Berlinale Series Market 2026, plataforma do European Film Market, que fornece uma prévia exclusiva das séries mais esperadas do mundo todo, o Brasil se destacou com Emergência 53, série médica do Globoplay, que recebeu o Studio Babelsberg Production Excellence Award, que foi criado nesta edição para honrar projetos criativos excepcionais que combinam ambição artística com potencial internacional. A obra mergulha nos dramas e nas histórias dos profissionais da saúde que estão na linha de frente de uma unidade especial do serviço móvel de urgência. Profissionais brilhantes que, de alguma forma, foram marginalizados pelo sistema e vivem para evitar que outros morram.
A série foi criada por Claudio Torres, Márcio Maranhão e Andrucha Waddington, é escrita por Claudio Torres e Fábio Mendes e tem direção e produção de Andrucha Waddington e Claudio Torres. Com produção da Conspiração Filmes, o elenco conta com Fernanda Montenegro, Valentina Herszage, Yara de Novaes, Emílio de Mello, Heloísa Jorge, Ana Hikari, Raquel Villar, William Nascimento e Jaffar Bambirra.
Vale destacar também que o drama Queen at Sea, dirigido por Lance Hammer e que conta com o brasileiro Adolpho Veloso na direção de fotografia, levou o Urso de Prata de melhor interpretação coadjuvante para Anna Calder-Marshall e Tom Courtenay e também o Prêmio do Júri.
Conheça os vencedores do Festival de Berlim 2026:
COMPETIÇÃO OFICIAL | LONGA-METRAGEM
URSO DE OURO | MELHOR FILME Gelbe Briefe (Yellow Letters), de İlker Çatak (Alemanha/França/Turquia)
URSO DE PRATA | GRANDE PRÊMIO DO JÚRI Kurtuluş (Salvation), de Emin Alper (Turquia/França/Holanda/Grécia/Suécia/Arábia Saudita)
URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI Queen at Sea, de Lance Hammer (Reino Unido/EUA)
URSO DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO Grant Gee, por Everybody Digs Bill Evans
URSO DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO Sandra Hüller, por Rose
URSO DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE Anna Calder-Marshall e Tom Courtenay, por Queen at Sea
URSO DE PRATA | MELHOR ROTEIRO Nina Roza, escrito por Geneviève Dulude-de Celles
URSO DE PRATA | MELHOR CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA Yo (Love is a Rebellious Bird), de Anna Fitch e Banker White (EUA)
COMPETIÇÃO OFICIAL | CURTA-METRAGEM
URSO DE OURO | MELHOR CURTA-METRAGEM Yawman ma walad, de Marie-Rose Osta (França/Romênia/Líbano)
URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI A Woman’s Place is Everywhere, de Fanny Texier (EUA)
BERLINALE SHORTS CUPRA FILMMAKER AWARD Di san xian (Kleptomania), de Jingkai Qu (China)
PRÊMIO DO PÚBLICO
MELHOR FILME | MOSTRA PANORAMA Staatsschutz (Prosecution), de Faraz Shariat (Alemanha)
MELHOR FILME | MOSTRA PANORAMA | DOCUMENTÁRIO Traces, de Alisa Kovalenko e Marysia Nikitiuk (Ucrânia/Polônia)
MOSTRA GENERATION 14PLUS | JÚRI INTERNACIONAL
Melhor Filme | Grande Prêmio: Chicas Tristes, de Fernanda Tovar (México/Espanha/França) Menção Especial: Matapanki, de Diego “Mapache” Fuentes (Chile) Prêmio Especial do Júri | Curta-metragem: The Thread, de Fenn O’Meally (Reino Unido) Menção Especial: Memories of a Window, de Mehraneh Salimian e Amin Pakparvar (EUA)
MOSTRA GENERATION 14PLUS | JÚRI JOVEM
Melhor Filme | Urso de Cristal: Chicas Tristes, de Fernanda Tovar (México/Espanha/França) Menção Especial: A Family, de Mees Peijnenburg (Holanda/Bélgica) Melhor curta-metragem | Urso de Cristal: Memories of a Window, de Mehraneh Salimian e Amin Pakparvar (EUA) Menção Especial: Allá en el cielo, de Roddy Dextre (Peru)
MOSTRA GENERATION KPLUS | JÚRI INTERNACIONAL
Melhor Filme | Grande Prêmio: Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil) Menção Especial: Atlasul universului, de Paul Negoescu (Romênia/Bulgária) Prêmio Especial do Júri | Curta-metragem: Spî (White/Weiß), de Navroz Shaban (Curdistão iraquiano) Menção Especial: Under The Wave off Little Dragon, de Luo Jian (Reino Unido)
MOSTRA GENERATION KPLUS | JÚRI INFANTIL
Melhor Filme | Urso de Cristal: Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil) Menção Especial: Not a Hero, de Rima Das (Índia/Singapura) Melhor curta-metragem | Urso de Cristal: Whale 52: Suite for Man, Boy, and Whale, de Daniel Neiden (EUA) Menção Especial: Under The Wave off Little Dragon, de Jian Luo (Reino Unido)
TEDDY AWARD
Melhor Filme | Longa-metragem: Iván & Hadoum, de Ian de la Rosa (Espanha/Alemanha/Bélgica) Melhor Documentário/Filme Ensaio: Barbara Forever, de Brydie O’Connor (EUA) Melhor Filme | Curta-metragem: Taxi Moto, de Gaël Kamilindi (Suíça/França) Prêmio do Júri: Der Heimatlose (Trial of Hein), de Kai Stänicke (Alemanha) Prêmio Teddy Especial: Céline Sciamma
PRÊMIO FIPRESCI
Competição: Soumsoum, la nuit des astres, de Mahamat-Saleh Haroun (França/Chade) Perspectives: Animol, de Ashley Walters (Reino Unido) Panorama: Narciso, de Marcelo Martinessi (Paraguai/Alemanha/Uruguai/Brasil/Portugal/Espanha/França) Forum: AnyMart, de Yusuke Iwasaki (Japão)
JÚRI ECUMÊNICO
Competição: Moscas, de Fernando Eimbcke (México) Panorama: Bucks Harbor, de Pete Muller (EUA) Forum: River Dreams, de Kristina Mikhailova (Cazaquistão/Suíça/Reino Unido)
OUTROS PRÊMIOS
BERLINER MORGENPOST READERS’ JURY AWARD Moscas, de Fernando Eimbcke (México)
TAGESSPIEGEL READERS’ JURY AWARD Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques (Brasil)
BERLINALE DOCUMENTARY AWARD If Pigeons Turned to Gold, de Pepa Lubojacki (Tchéquia/Eslováquia)
BERLINALE DOCUMENTARY AWARD | MENÇÃO ESPECIAL TUTU, de Sam Pollard (Reino Unido) Was an Empfindsamkeit bleibt, de Daniela Magnani Hüller (Alemanha)
BERLINALE CAMERA Max Richter
MELHOR FILME DE ESTREIA | PRÊMIO GWFF | PERSPECTIVES Chronicles From the Siege, de Abdallah Alkhatib (Argélia/França/Palestina)
MELHOR FILME DE ESTREIA | PRÊMIO GWFF | MENÇÃO ESPECIAL | PERSPECTIVES Forêt Ivre (Forest High), de Manon Coubia (Bélgica/França)
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