Elenco: Sandra Bullock, Nicole Kidman, Dianne Wiest, Stockard Channing, Joey King, Maisie Williams, Xolo Maridueña, Lee Pace, Solly McLeod, Amy Bowden, Aimée Cassettari, Ema Cavolli, Scarlett Nasrat, Harriett Scott, Logan Truter, Naledi Percival, Roman Anderson, Riley Chung, Teddy Russell, Emma Bown, Rachel Handshaw, Cassie Bradley, Liz Kingsman, Caitlin Mcewan, Nathan Foad, Katy Wix, Mariah Baillie, Richard Rycroft, Diana Quick, Anise Senat, Ava Galindez, Tammy Appenzellar, Matthew Charlery-Smith, Stuart Cooke, R.A. Donnelly, Daniel Eghan, Nigel Finnissy, Christopher Moore, John Polivka.
Ano: 2026
Sinopse: Entre truques à luz da lua e uma poderosa magia ancestral, as irmãs Owens seguem sendo atormentadas pela terrível maldição sombria que dita que todos os homens que amam acabam mortos. Agora, três gerações de Owens terão que enfrentar esse feitiço antes que ele acabe com a família de uma vez por todas.
Além das exibições dos filmes, a 17ª edição da Mostra Cinema Conquista oferece uma programação formativa que estende-se à comunidade, a partir de oficinas que reúnem temas destinados tanto à capacitação e aperfeiçoamento profissional de iniciantes no setor audiovisual quanto de agentes já em atividade, além das mesas, conferências e encontros de cinema que promovem o acesso a discussões atuais e imprescindíveis para a compreensão do audiovisual e políticas públicas atuais, na relação direta com as demandas e urgências do território.
Na terça-feira, 08/09, a programação no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, na Bahia, começou com a conferência Bahia Filmes, uma política pública para além da baía, com a presença de Pola Ribeiro, diretor-presidente da Bahia Filmes; a conversa foi mediada pela Profa. Dra. Milene Gusmão, do curso de Cinema e Audiovisual da UESB, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
A ementa diz: a conferência possibilita discutir os desafios e as possibilidades de construção de uma política audiovisual que ultrapasse os limites da capital e alcance, de forma efetiva e descentralizada, os diferentes territórios da Bahia. Como pensar políticas de fomento, formação, produção, circulação e difusão que reconheçam a diversidade das experiências audiovisuais existentes no estado? De que maneira a Bahia Filmes pode contribuir para a criação de oportunidades em outros territórios?
A Bahia Filmes abre, como parte da política audiovisual para o estado da Bahia, uma série de oportunidades para o desenvolvimento do setor. São políticas e investimentos diretos em toda a cadeia criativa e produtiva do audiovisual. Foi inaugurada oficialmente no dia 28 de junho de 2026, em Salvador, como a primeira empresa pública estadual dedicada ao setor audiovisual no Brasil.
Confira os melhores momentos da conversa com Pola Ribeiro:
CRIAÇÃO DA BAHIA FILMES
“Tem um pouco do pensamento de quando Gil assumiu o Ministério da Cultura, que ele falava que o Ministério da Cultura não era para atender os artistas, assim como o Ministério da Saúde não era para atender os médicos. É com médico que a gente vai fazer a saúde, mas o Ministério está para atender o país. Então, o que nós vendemos ao governo foi que a capacidade estava nas produtoras que existiam na Bahia, nas 700 empresas que são cadastradas na ANCINE [Agência Nacional do Cinema]”.
“Durante os oito anos que a gente pesquisou o mercado audiovisual para constituir o projeto, essas empresas tinham trazido para a Bahia, por iniciativa própria, 180 milhões de reais nesses oito anos. E esses 180 milhões de reais tinham vindo de uma única fonte, que era o Fundo Setorial do Audiovisual, que é uma fonte muito óbvia, digamos assim, uma fonte do próprio audiovisual. Por mil motivos, que a gente vem tentando esclarecer no projeto e hoje tentando entender mais, outras fontes possíveis não eram tocadas. Por falta de previsibilidade, por falta de estrutura das empresas: ‘vamos montar uma empresa de cinema, tem uma câmera, tem uma ilha de edição, monta a empresa’. Só que para conquistar outros espaços, a gente precisa de empresas mais estruturadas, que tenham contabilidade, que tenham jurídico, que tenham gestão, que tenham planejamento, que tenham outras estruturas, que tenham comunicação”.
CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL
“A gente não usa muito a palavra lucro porque essa é uma ideia ainda muito distante. Quando a gente pensa em empresa, empresa tem que dar lucro. Mas o lucro está muito distante. Então, nós estamos, inclusive, discutindo essa questão junto à Procuradoria Geral do Estado: o que é a nossa perspectiva de lucro? Ou seja, primeiro passar por uma sustentabilidade da empresa. O projeto da empresa, que foi apresentado ao governo, era um projeto para ser sustentável em oito anos, o que nem a gente acreditava que seria. A Secretaria da Fazenda cortou para quatro anos e a gente não acredita mesmo que em quatro anos a gente seja sustentável. Mas você vai andando, né? Aí você assina e vai sabendo que em quatro anos nós não seremos sustentáveis. Mas o que é que nós sabemos para não ser um ato irresponsável simplesmente? A RioFilme não é sustentável. A Spcine também não é sustentável”.
“Mas nenhum governo, nem de Tarcísio [de Freitas, governador do Estado de São Paulo], nem do evangélico da RioFilme, acabaram com essas empresas porque elas têm uma capacidade muito grande de atrair e mobilizar a economia local. Então, a RioFilme mobiliza demais a economia do Rio de Janeiro a partir do audiovisual. A pessoa olha e diz: ‘Não, a gente tá botando esse dinheiro lá, mas esse dinheiro tá se transformando em muito mais economia, não tem porquê acabar. Vamos continuar mantendo o investimento e o custeio da empresa’. Nós temos certeza absoluta que a operação da Bahia Filmes feita de uma forma dinâmica como a gente imagina, usando a ferramenta no extremo das suas possibilidades, será bem avaliada dentro do governo, que continuará mantendo. Nenhum governo pode criar uma empresa dependente do Estado. Você tem que criar uma empresa não dependente”.
Milene Gusmão e Pola Ribeiro na conferência
CINEMA NEGOCIAL
“A nossa busca é diminuir o custeio a cada ano que passe e que a gente possa cumprir esse papel de ter um espaço, uma plataforma negocial para o cinema brasileiro e para o cinema baiano. No texto aqui fala para além da baía, Bahia sem H, né? [refere-se ao nome da conferência intitulada Bahia Filmes, uma política pública para além da baía]. Porque justamente tem uma uma perspectiva de interior, né? Justamente para além da Baía de Todos os Santos. Tem um amigo poeta que fala: ‘Interior é interior, capital é capital’. E quando a gente pensa, mesmo na capital, o cinema não é negocial. O cinema não gera lucro. E a gente vai continuar assinando documentos para filmes e para eventos que devem gerar lucro, mesmo a gente sabendo que não gera lucro. Então, estamos negociando outras formas de retorno que não são exatamente o financeiro, mas que são as marcas, as presenças, as ações de cidadania, as ações sociais, as ações que interfiram realmente em um retorno para o nosso sócio majoritário, que é o Estado da Bahia”.
VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?
“A gente tem no Brasil uma coisa muito louca: a gente ama os artistas que são sucesso, mas a gente não suporta o sucesso próximo da gente. Todos os atores que a gente gosta são os que estão bombando, todos os filmes que a gente gosta são os que extrapolaram as fronteiras de seus países, que chegaram aqui ou os nossos mesmos que extrapolaram, mas a gente tem uma certa dificuldade com o sucesso. E talvez seja pela própria compreensão do que é esse meio, né? Eu tava falando ali fora, conversando com o pessoal, que eu tive numa mesa promovida pelo SESI, que juntou algumas linguagens da cultura e a pergunta era: ‘Você tem fome de quê? O setor tem fome do quê?’. E aí me perguntaram: ‘O audiovisual tem fome do quê?’. Eu falei: ‘Tem fome de público’. E aí perguntaram também para o Ricardo Castro, que é conquistense, criador da NEOJIBA [Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia], e ele respondeu: ‘Tem fome de silêncio’. Eu pedi a palavra de volta pra esclarecer que são coisas diferentes. A música foi criada para falar com os deuses. São os artistas para falar poesias”.
“O cinema não é isso, não. O cinema, às vezes… tem colega meu que não gosta quando eu falo isso, mas nós somos uma coisa mais vagabunda. Nós somos uma coisa que vem da ciência, que vem da química, da física, que usa muito dinheiro para fazer. E dinheiro que sempre nunca é nosso, né? Ou ele é um dinheiro privado que tá buscando um retorno, ou ele é um dinheiro público que também está buscando algum retorno. Então, eu vejo muito o cinema como comunicação. Processo de comunicação que envolve muitos processos artísticos e que às vezes é arte. E quando é arte, arrebata, a gente não esquece, fica na cabeça com o filme. Mas a maioria dos filmes são processos de comunicação, são narrativas que envolvem outras linguagens, como dança, música, artes visuais, teatro. E a gente constrói processos de comunicação que vão para o mercado e que precisam ter retorno”.
O CINEMA E O LUCRO
“Eu falei que custa muito, mas eu tenho uma tese de que cinema é uma coisa muito barata. Barato porque ele pega o recurso e distribui com muitas pessoas. Ele registra, ele documenta, ele trabalha com a memória, ele dá escala. Muitas pessoas podem ver um produto audiovisual. Ele tem escala no tempo: Glauber está morto e a gente continua a ver Glauber. As atrizes e atores estão mortos e a gente continua a ver eles na tela. Então, o que torna o cinema barato é o público. Quanto mais público tiver, quanto mais pessoas acessarem e verem, ele vai barateando. Ele vai barateando até que ele começa a dar lucro social, lucro cultural, lucro de memória. E chega no ponto onde eu gostaria de chegar. Para pensar numa empresa, para pensar num cinema forte e potente, a gente tem que conquistar o mercado nacional para o filme brasileiro. Então assim, não existe cinematografia forte que não tenha conquistado seu mercado nacional. E a gente não conquistou”.
POLÍTICA PÚBLICA
“Estamos falando aqui de uma política que vem de muitos anos. Mas em 23 anos, desde que Lula ganhou a primeira eleição, Gilberto Gil no Ministério, Orlando Senna na Secretaria do Audiovisual, começa-se a constituir uma política muito estruturada, a mais estruturada das políticas da cultura. E aí entra Manoel Rangel com um Fundo Setorial com recursos da própria atividade do cinema… olha o grau de sustentabilidade disso! É uma política estruturada muito fortemente, com uma forte musculatura de política pública, associada a um fundo de recursos… com recursos que vem da própria atividade. Cada propaganda, cada filme que é feito paga uma taxa e essa taxa vai para um fundo, que é o Fundo Setorial do Audiovisual”.
Conversa com o público sobre a Bahia Filmes
RENOVAÇÃO E CONSTRUÇÃO
“Tem a política, tem o fundo e essa política foi estruturada e mantém o cinema brasileiro. Na Bahia, ficamos 20 anos sem fazer um longa-metragem, por exemplo, e esse ano acho que foram realizados 40 ou 45 filmes. Só que tudo envelhece. Festival de Conquista envelhece, eu envelheço, a política audiovisual que eu ajudei a construir lá atrás… hoje temos a obrigação de olhar para ela e ver aonde que ela envelheceu, aonde que ela não deu continuidade, porque não deu continuidade, aonde que ela gerou distorções. E a gente tem isso de novo para trazer para a política audiovisual, ou seja, a Bahia Filmes, com seus dois meses, traz consigo uma obrigação que é rever as políticas, rever a ANCINE, rever a RioFilme, rever a Spcine”.
“Temos que rever com a Rio Filme e com a Spcine as políticas com o Ministério da Cultura. E essa expectativa também está neles. Para vocês terem uma ideia, a gente fez dois meses agora dia 29 e os dois diretores principais da RioFilme pegaram um avião e passaram o dia em Salvador discutindo com a gente. Porque eles também estão nessa expectativa. Eles trouxeram muitas coisas que estão dando certo e que a gente vai só copiar e colar e tocar para fazer. Mas eles vieram também com o olho de o que é que vocês estão vendo? O que é que vocês de fora estão olhando? E por isso eu chamo o setor para não sentir que preparou um projeto e entregou para que o governo toque. Ou seja, o o setor construiu o projeto e o projeto continua em construção. Então, o setor precisa continuar construindo o projeto”.
TÁ BOM, MAS TÁ RUIM
“A gente tem um copo bem cheio de coisas que eu vou falar aqui e tem um copo bem vazio também de coisas que precisam ser feitas para poder fazer a ferramenta rodar. Vemos os eventos como aquele local de escuta, de discutir a política pública e aquele local de comunicação. Nós vemos tudo como um local de comunicação. A gente não tem condições, hoje, de abrir mão de nenhum espaço de comunicação porque a comunicação está muito ruim e a gente não tem nem como acusar ninguém. ‘Ah, os filmes não são vistos porque o exibidor é escroto! Os filmes não são vistos porque o sistema de distribuição não presta. Os filmes não são vistos porque o diretor não tá nem aí para isso’. Estamos chamando a responsabilidade de todo mundo para dizer: ‘Olha, os filmes não são vistos’. E filme que não é visto e que ninguém sabe que existe, não existe de fato. Então assim, tá bom, mas tá ruim, né? Tem, mas tá faltando”.
“A gente tá no tapete vermelho, a gente foi para Berlim, o cinema brasileiro foi para Veneza, foi para o Globo de Ouro, foi para o Oscar e as empresas estão no vermelho. E tem muito empresário que abriu uma empresa para fazer um filme e depois não sabe o que fazer com a empresa. Então tem muitas distorções. E o pior, o cidadão não sabe que os filmes existem”.
A Bahia Filmes atua no fortalecimento do audiovisual baiano promovendo todos os elos da cadeia criativa e produtiva, valorizando a cultura local e contribuindo para o desenvolvimento da economia criativa da Bahia e do Brasil.
*O CINEVITOR está em Vitória da Conquista e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Yuri Gomes no longa cearense Feito Pipa, de Allan Deberton
A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira, 09/09, a shortlist com os seis longas-metragens pré-selecionados que seguem na disputa por uma vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2027.
Ao todo, foram 15 longas-metragens inscritos e habilitados. No dia 16 de setembro, próxima quarta-feira, será escolhido, entre os seis pré-selecionados, o filme que representará o Brasil na disputa por uma vaga na 99ª edição da premiação realizada pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, que acontecerá no dia 14 de março de 2027, em Los Angeles. Os nomes que compõem a Comissão de Seleção deste ano não podem ser divulgados antes do anúncio do filme escolhido.
Vale destacar que na última edição do prêmio da Academia, o Brasil se destacou com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi indicado em quatro categorias. Em 2025, Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, levou o primeiro Oscar para o país.
Conheça os seis filmes pré-selecionados:
100 Dias, de Carlos Saldanha A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo Feito Pipa, de Allan Deberton Nosso Segredo, de Grace Passô Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins
Enzo Gois no curta baiano Bijupirá, de Eduardo Boccaletti
A 17ª edição da Mostra Cinema Conquista – Um Olhar para o Novo Cinema será realizada entre os dias 6 e 11 de setembro em Vitória da Conquista, na Bahia, com uma novidade neste ano: a estreia da mostra competitiva. Pela primeira vez, filmes selecionados serão avaliados por um Júri Oficial e também pelo público.
A sessão de abertura acontecerá no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, após solenidade e um recital sinfônico especialmente preparado para a ocasião, com as slammers Lívia Ellen e SoulBrisa e participação do maestro João Omar. A primeira sessão competitiva reúne os curtas-metragens Corre um Rio em Mim, de Patrícia Moreira, e Já Não Temos Nem Vontade de Brigar, de Brunno Bimbati.
Além disso, também será exibido o longa-metragem Querido Mundo, dirigido por Miguel Falabella e Hsu Chien. Adaptação para o cinema da peça homônima dos anos 1990, o filme teve sua estreia nacional na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado e rendeu o kikito de melhor atriz para Malu Galli.
A partir da abertura, a competição se estende ao longo da semana. Além da avaliação pelo Júri Oficial, que será formado por Camila de Moraes, Clara Campos e Vitor Búrigo, o público também participará da escolha dos destaques desta edição por meio do voto popular, ampliando a experiência de quem acompanha as sessões.
“A mostra competitiva representa um passo importante para o evento e para a relação que construímos com o público nesses anos. Queremos que Conquista seja não apenas um lugar de exibição, mas também de encontro, debate e reconhecimento do cinema brasileiro contemporâneo”, afirma Esmon Primo, coordenador geral da Mostra Cinema Conquista. A curadoria deste ano é assinada por Erica Daniella, Rafael Carvalho e Rafael Oliveira.
A programação também reúne uma seleção de filmes de peso na mostra não competitiva. São títulos que vêm ganhando destaque no cinema brasileiro contemporâneo, entre eles Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar; Morte e Vida Madalena, de Guto Parente; A Vida Secreta de Meus Três Homens, de Letícia Simões; e os baianos As Travessias de Letieres Leite, de Íris de Oliveira e Day Sena, e Anti-Heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas.
O evento também reserva para o encerramento um dos filmes brasileiros de repercussão recente: Nosso Segredo, primeiro longa-metragem dirigido por Grace Passô, grande vencedor do Festival de Gramado e que também foi exibido em Berlim. Atualmente em cartaz nos cinemas, a obra chega à Mostra Cinema Conquista entre os 15 longas selecionados pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2027.
Além das sessões de cinema, a programação da 17ª edição inclui oficinas, mesas temáticas e conferências, ampliando o espaço de formação, reflexão e debate sobre o audiovisual. O cronograma completo, com filmes, horários, sessões e classificação indicativa, estará disponível em breve no site oficial do evento.
Ao longo de mais de duas décadas de história, a Mostra Cinema Conquista consolidou sua atuação nos campos da circulação e difusão do cinema brasileiro contemporâneo. Desde 2004, mais de 700 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, já foram exibidos no evento. Nesse percurso, a mostra se tornou uma importante janela de acesso a obras que muitas vezes não chegam ao circuito comercial ou encontram pouca circulação fora dos grandes centros.
Conheça os filmes selecionados para a 17ª Mostra Cinema Conquista:
MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS
Cartas para…, de Vânia Lima (BA) Itacoatiaras, de Sérgio Andrade e Patrícia Goùvea (AM/RJ) Querido Mundo, de Miguel Falabella e Hsu Chien (RJ) Sechiisland: A Vida como Obra de Arte, de Cláudia do Canto e João Paulo Miranda Maria (SP) Só Não Posso Dizer o Nome, de Helvécio Ratton (MG)
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS
Banho Maria, de Gabriel Faccini (RS) Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (BA) Corre um Rio em Mim, de Patrícia Moreira (BA) Estrelas Mal Cruzadas, de Ana Clara Medeiros (BA) Já Não Temos nem Vontade de Brigar, de Brunno Bimbati (SP) Kakxop Pahok: As Crianças Cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG) Mapago, de Marcus Teles (MS) O Avesso da Atriz: Sônia Robatto, de Héwelin Fernandes (BA) Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
MOSTRAS PARALELAS | LONGAS | FORA DE COMPETIÇÃO
A Batalha da Rua Maria Antônia, de Vera Egito (SP) A Vida Secreta de Meus Três Homens, de Letícia Simões (PE) Anistia 79, de Anita Leandro (RJ) Anti-Heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas (BA) Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar (RJ) Arquivo Vivo, de Ana Carvalho e Vincent Carelli (PE) As Travessias de Letieres Leite, de Íris de Oliveira e Day Sena (BA) Bruscky: Um Autorretrato, de Eryk Rocha (PE) Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE) Nosso Segredo, de Grace Passô (MG) Timidez, de Thiago Gomes Rosa e Susan Kalik (BA)
MOSTRAS PARALELAS | CURTAS | FORA DE COMPETIÇÃO
A Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA) A Estrela Guia de Evandro Correia, de Duba Rodrigues e Edinei Santos (BA) A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) Árvore Genealógica, de Camila de Moraes (RS) Besta do Ventre, de Pedro Tavares Filho (RS) Cine-Memória no Tropeirismo, de Eduardo Rodrigues (BA) Defloradas, de Luísa Reis (RJ) FArDADO, de Dan Biurrum (BA) Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS) Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele Dourado (DF) Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho (BA) O Brasil é Tri, de Edmundo Lacerda (PB/BA) Omô Inã, os Filhos do Fogo, de Afonso Silvestre (BA) Outros Santos, de Jorge Polo e Guilherme Souza (RJ) Se Já é Tarde, Então me Parto, de Túlio Rodrigues (BA)
MOSTRAS PARALELAS | CINE-PRAÇA | FORA DE COMPETIÇÃO
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (RJ/PI) A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF) Black Maria, de Nick Sanches (CE) Dias de Tempestade, de Vítor Rocha (BA) Mambembe, de Fabio Meira (GO) Plano Secreto de Alie, de Lux Farr (CE) Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida (PE)
Elenco: Ari Millen, Charlie Zeltzer, Dylan Hawco, Benjamin Byron Davis, Ryan Allen, Darrin Baker, Sarah Abbott, Karen Cliche, Carina Battrick, Rodrigo Fernandez-Stoll, Lynne Griffin, Alex Armbruster, Charlie Storey, Kiori Mirza Waldman, Ken Hall, Luke Dietz, Ric Reid, Neil Adams, Steffi DiDomenicantonio, Jordan Poole, Kiera Laidman, Hailey Kittle, Lorenzo Antonucci, Amanda Barker, Brittany Rae Robinson, Shiloh O’Reilly, Baeyen Hoffman, Kole Parks, Michèle Kaye, Justin Mader, Ewan Wood, Ivano DiCaro, Addison Bell, Breeze Dango, Valentina Capetola, Joseph La Marca, Evelyn Chen, Eli Massillon, Lerato Tafa, Sonam Kalsang, Genevieve Duncan-Reid, Matias Tafilica, Betty Volpe, Mackenzie Karner, Andriah Bryan, Eliot Dahan, Jake Gosden, Lochlan Miller, Tyler Ronald, Sophia Wilson, Eli Roth.
Ano: 2026
Sinopse: Apenas três crianças não foram afetadas pela onda de violência que tomou conta dos habitantes de uma pequena cidade. Por diferentes motivos, os três não comeram o sorvete responsável por colocar as crianças num estado de transe que só tem como objetivo matar, das formas mais criativas e nojentas possíveis, todos os adultos por perto. Agora, eles terão que descobrir a verdade por trás do sorveteiro e pará-lo antes que seja tarde demais.
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli: em competição
O Queer Lisboa tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas. Nesta edição especial de aniversário de 30 anos, o evento celebra a força do cinema e da identidade queer.
Nesta 30ª edição, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, a programação contará com 94 títulos; a seleção apresenta 51% de filmes assinados por homens cisgêneros, 36% por mulheres cisgêneros, 13%pessoas trans ou não-binárias e 25% são cineastas BIPOC.
Como de costume, o cinema brasileiro ganha destaque na seleção. Na mostra competitiva de longas-metragens de ficção, o Brasil aparece com London, dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, que recentemente também foi selecionado para a Semana Internacional da Crítica, em Veneza. Na mostra competitiva de curtas-metragens, destaque para Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira.
Na Queer Art, mostra competitiva que explora os limites das linguagens e gêneros cinematográficos com destaque aos pontos de vista mais transgressivos da cultura queer, o cinema brasileiro estará representado por A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto, que conta com Igor Mo, Vinícius Couto, Rodrigo Campos, Luciano Falcão, Christiane Tricerri e Jessé Jorge no elenco.
Na mostra Queer Family, criada este ano, a seleção traz filmes dedicados aos mais novos e aos seus familiares propondo uma experiência intergeracional e afetiva através do cinema independente que apresenta tópicos de inclusão e identidade. Aqui, dois longas-metragens brasileiros serão exibidos: Feito Pipa, de Allan Deberton, premiado nos festivais de Berlim e Gramado; e o longa de animação Papaya, de Priscilla Kellen, também exibido na Berlinale.
Já na mostra Resistência Queer, que sempre destacou histórias de resiliência e luta coletiva em territórios politicamente e socialmente conturbados, a seleção deste ano traz quatro documentários com retratos mais pessoais e de engajamento comunitário e associativo, entre eles, o brasileiroDesejo de Viver (mutatis mutandis), de Giorgia Narciso.
A retrospectivaResgatar Futuros: o cinema queer vê-se ao espelho, que é apresentada em parceria com a Cinemateca Portuguesa e desenhada para celebrar os 30 anos do Queer Lisboa, contará com um conjunto de filmes que, no seu tempo, procuraram construir utopias e que foram referências em termos de uma ideia de comunidade. A programação contará com obras dos maiores cineastas queers do mundo, como: Cheryl Dunye, James Bidgood, John Greyson, Kenneth Anger, Kim Longinotto, Marlon T. Riggs, Lana e Lilly Wachowski, Lisa Cholodenko, Sally Potter, Su Friedrich, Ventura Pons e Yonfan. Ao todo, serão 19 títulos, muitos deles inéditos no festival e recentemente restaurados.
Conheça os filmes selecionados para o 30º Queer Lisboa:
COMPETIÇÃO | LONGAS-METRAGENS
Black Burns Fast, de Sandulela Asanda (África do Sul) En el Camino, de David Pablos (México) Estrany Riu, de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha) Iván & Hadoum, de Ian de la Rosa (Espanha/Alemanha/Bélgica) Julian, de Cato Kusters (Bélgica/Países Baixos) La Gradiva, de Marine Atlan (França/Itália) London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Brasil) Raging, de Ryan Machado (Filipinas)
COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIOS
Baby Jackfruit Baby Guava, de Nông Nhật Quang (Vietnã/Coreia do Sul) Corren las Liebres, de Lorena Ros (Espanha) La belle année, de Angelica Ruffier (Suécia/Noruega) La Carn, de Joan Porcel (Espanha) La face cachée de la terre, de Arnaud Alain (França) Public Access, de David Shadrack Smith (EUA) Two Mountains Weighing Down My Chest, de Viv Li (Alemanha/Países Baixos) Virages, de Céline Carridroit e Aline Suter (Suíça/França)
COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS
A Hora da Estrela, de Rita Barbosa (Portugal) As I Belong to My Life, de Sarah Bliss (EUA) Cairo Streets, de Abdellah Taïa (França) Cosmonauts, de Leo Černic (Eslovênia/Itália) Daria’s Night Flowers, de Maryam Tafakory (Irã/Reino Unido) Delay, de Wang Han-Xuan (China/EUA) El Hielo Quema tanto como el Fuego, de Miguel Ariza (Espanha) Fiji, de Andrea Lamedica (Itália) Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (Brasil/Paraguai) Je veux qu’on se souvienne de nous, de Hélène Giannecchini (França) La Hora de Irse, de Renzo Cozza (Argentina) La Sentinelle, de Ali Cherri (França) My Structuralist Film, de Angelo Madsen (EUA) Obi Is a Boy, de Dika Ofoma (Nigéria) Precious Fantasy, de Nino Bouhnik (França) Sanctuary, de Sam Ashby (Reino Unido) Seek No Favor, de Elle Clay e Leilah Weinraub (EUA) The Jezebels, de Thanasis Tsimpinis (Bélgica) TMWYH, de Helen Esther Aschauer (Áustria) Victim of Circumstance, de Kalil Haddad (Canadá) Xylella Fastidiosa, de Thomas Colineau (França) Your City, de Ting Su (EUA/China/França)
COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS | ESCOLA EUROPEIA IN MY SHORTS
À la recherche de la queue perdue de l’humanité, de Sofia Cecere (Bélgica) Ãsheghetam, de Filmsaaz (França/Suíça/Irã) Cruising Lesbiana, de Joyce Victoria Newrzella (Espanha) Destroy Me, Please, de Flora Woudstra Hablé (Bélgica/Países Baixos/Líbano) For Those Who Love, Leave, and Love Again, de Paolo Laganà (Alemanha) kiss kiss bang bang, de Ollie Launspach (Países Baixos) Larmes Crocodile, de Mathilde Sauvère, Jonathan Leggett e Achiraf Djakpa (Suíça) Red Elephant, de Iqran Rasheed (Paquistão/Bélgica/Hungria/Portugal) Sister of Mine, de André Vaara (Suécia) Sunday Lunch, de Lyndon Henley Hanrahan (Reino Unido)
COMPETIÇÃO QUEER ART
A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto (Brasil) A Sweetness from Nowhere, de Ester Bergsmark (Suécia) Desire Lines, de Dane Komljen (Sérvia/Bósnia e Herzegovina/Países Baixos/Croácia/Alemanha) Joy Boy: a Tribute to Julius Eastman, de Mawena Yehouessi, Fallon Mayanja, Rob Jacobs, Victoire Karera Kampire, Paul Shemisi e Anne Reijniers (Bélgica/República Democrática do Congo/França) Life Is about Losing Everything, de Benjamin Ramírez Pérez e Stefan Ramírez Pérez (Alemanha/Países Baixos) Não Resta Nada, de André Godinho (Portugal) Nuestro Cuerpo Es una Estrella que Se Expande, de Semillites Hernández Velasco e Tania Hernández Velasco (México) Uchronia: Parallel Histories of Queer Revolt, de Fil Ieropoulos (Grécia/Países Baixos)
PANORAMA
Barbara Forever, de Brydie O’Connor (EUA) Blue Film, de Elliot Tuttle (EUA) Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicolas Athané (França) Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi (Espanha) Outerlands, de Elena Oxman (EUA) Prosecution, de Faraz Shariat (Alemanha) Stop! That! Train!, de Adam Shankman (EUA) Un jeune homme de bonne famille, de Sébastien Lifshitz (França)
RESISTÊNCIA QUEER
Cooking Up Democracy, de Monika Treut (Alemanha) Desejo de Viver (mutatis mutandis), de Giorgia Narciso (Brasil) Hélène trésore transnationale, de Judith Abitbol (França) Pédale rurale, de Antoine Vazquez (França)
QUEER FAMILY
Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil) Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil)
SESSÃO E CONVERSA La conscience politique, de Léolo Victor-Pujebet (França) *conversa com Geoffroy de Lagasnerie e Léolo Victor-Pujebet, com mediação de António Guerreiro
SESSÕES ESPECIAIS Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun (EUA/Canadá) Natal Amargo, de Pedro Almodóvar (Espanha)
FILME DE ABERTURA The Man I Love, de Ira Sachs (EUA/França)
FILME DE ENCERRAMENTO Tangles, de Leah Nelson (EUA)
Scarlett Johansson em Tigre de Papel, de James Gray: filme de abertura
A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou os primeiros títulos confirmados e novidades de sua 50ª edição, que acontecerá entre os dias 15 e 29 de outubro e contará com títulos premiados e aclamados em diversos festivais.
Neste ano, Tigre de Papel (Paper Tiger), drama criminal dirigido por James Gray, que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, será o filme de abertura da 50ª Mostra de São Paulo. Com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller no elenco, o longa tem distribuição no Brasil pela Diamond Films e é uma produção da brasileira RT Features, em parceria com Leone Film Group e Keep Head Productions.
A obra acompanha dois irmãos que, em busca do sonho americano, envolvem-se em uma operação altamente perigosa e são arrastados para um submundo de corrupção e violência. À medida que se tornam alvos da máfia russa, o vínculo entre eles começa a se desgastar, tornando uma traição, antes impensável, em uma ameaça real. Além da sessão de abertura na Sala São Paulo, no dia 14 de outubro, Tigre de Papel terá exibições comerciais durante a Mostra.
O diretor-geral da Diamond Films Brasil, Vinicius Pagin, comentou: “É uma honra para a Diamond Films abrir a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo pela quarta vez nos últimos cinco anos, especialmente nesta edição histórica, que celebra os 50 anos do festival. Paper Tiger, novo filme de James Gray apresentado no Festival de Cannes, tem uma conexão direta com o Brasil: é uma produção da RT Features, produtora nacional responsável pelo projeto. Abrir a Mostra com um filme de alcance internacional e assinatura brasileira reforça o compromisso da Diamond Films de levar ao público grandes obras do cinema independente e valorizar o talento do país”.
Rodrigo Teixeira, produtor e fundador da RT Features, também comentou: “Esta será a primeira exibição oficial de Paper Tiger em território brasileiro, e é uma grande satisfação apresentar um filme tão importante para a história da RT, dirigido por um grande parceiro, James Gray, com quem construí uma relação ao longo da minha trajetória. Observar James, Miles e Scarlett entregarem as performances de suas carreiras foi maravilhoso e estou muito animado para que o público possa conferir essa obra na abertura da Mostra, que molda a cinefilia de tantas pessoas”.
Além disso, o cineasta James Gray assina o pôster desta edição histórica com um desenho exclusivo. O diretor de Tigre de Papel, que estará na noite de abertura, também receberá o Prêmio Leon Cakoff e participará de sessão dupla do filme e de uma masterclass mediada pelo cineasta brasileiro Walter Salles no dia 15 de outubro, na Sala Petrobras, no Solar Fábio Prado, administrado pela Fundação Padre Anchieta. O evento será aberto ao público, mediante compra de ingresso. A 50ª Mostra também promoverá uma retrospectiva com as obras de James Gray com títulos a serem confirmados em breve.
Diretor de Os Donos da Noite, Z: A Cidade Perdida, Era Uma Vez em Nova York, Ad Astra: Rumo às Estrelas e Armageddon Time, exibido na 46ª Mostra, Gray é um dos maiores cineastas norte-americanos contemporâneos. Em seus filmes, quase todos passados em sua cidade natal, Nova York, ele trata de temas como relacionamentos familiares complexos, o senso de dever, as repercussões da história e a imigração de forma muito pessoal; seus avós eram judeus russos. Admirado por cineastas como Martin Scorsese e Francis Ford Coppola, com quem é constantemente comparado, faz obras que descreve como operísticas; elas são realistas, mas sem medo da emoção genuína.
Outro título confirmado na Mostra de São Paulo 2026 é A Terra do Meu Pai (Fatherland), do cineasta polonês Paweł Pawlikowski, de Ida e Guerra Fria, que venceu o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes deste ano. Com fotografia em preto e branco, o longa retrata a relação entre o escritor e Prêmio Nobel alemão Thomas Mann, interpretado por Hanns Zischler, e a filha Erika, papel de Sandra Hüller, atriz, escritora e pilota de rali. No auge da Guerra Fria, os dois embarcam em uma viagem de carro, a bordo de um Buick preto, por uma Alemanha em ruínas, de Frankfurt, sob domínio norte-americano, até Weimar, controlada pelos soviéticos.
Tao Okamoto e Virginie Efira em All of a Sudden
Ainda do Festival de Cannes, a seleção da 50ª Mostra contará com: All of a Sudden (Soudain), de Ryûsuke Hamaguchi, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Virginie Efira e Tao Okamoto; Minotaur, de Andrey Zvyagintsev, vencedor do Grande Prêmio do Júri, com Dmitriy Mazurov e Iris Lebedeva no elenco; Kokurôjô: The Samurai and the Prisoner, do cineasta japonês Kiyoshi Kurosawa, que foi exibido fora de competição; Everytime, da diretora austríaca Sandra Wollner, grande vencedor da mostra Un Certain Regard e que também será exibido no Festival de Toronto; Rehearsals for a Revolution, de Pegah Ahangarani, que levou o L’Œil d’or (Olho de Ouro) de melhor documentário; e Clarissa, dos nigerianos Arie Esiri e Chuko Esiri, exibido na Quinzena de Cineastas.
As obras de Artavazd Peleshian, referência do documentário experimental, serão apresentadas em versões restauradas na 50ª Mostra. O diretor soviético é conhecido pelos filmes poéticos, que provocam o público com a substituição dos diálogos por músicas, narrativas alegóricas e um forte contraste em preto e branco. A programação contará com: Mountain Patrol (Lernayin parek, 1964); Land of the People (Zemlya lyudey, 1966); The Beginning (Skizbe, 1967); We (Menq, 1969); The Seasons (Vremena goda, 1975); Our Century (Mer dare, 1983); The End (Verj, 1992); e Life (Kyanq, 1993).
Outro destaque desta edição: uma versão restaurada da clássica minissérie La Maison des Bois, de Maurice Pialat, será apresentada pela primeira vez no Brasil durante a 50ª Mostra de São Paulo. Lançada em 1971, a obra é um dos trabalhos mais marcantes da filmografia do diretor e integra a seção Mostra em Série. Uma oportunidade única de conferir a icônica obra francesa em uma nova cópia, recuperada para as telas atuais.
E mais: o pôster da 3ª Mostrinha também foi divulgado. A arte traz as figuras centrais do livro Meu Amigo, o Canguru, do cartunista e escritor Ziraldo. Na obra, o autor relembra uma história da própria infância: ao folhear uma enciclopédia, encontrou a imagem de um canguru e, imediatamente, se afeiçoou a ela. Batizado por Ziraldo de Gugu, o animal virou seu amigo imaginário e parceiro de aventuras, sonhos e fantasias. A publicação também aborda, de forma lúdica, explicações sobre o mundo e a criação das coisas, assim como os títulos exibidos na Mostrinha, que se dedica a aproximar as crianças das salas de cinema (clique aqui e confira).
A 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciará novos títulos e mais novidades deste ano em breve.
A Bola Preta: filme premiado em Cannes abrirá o Festival do Rio
O Festival do Rio 2026, que acontecerá entre os dias 1º e 11 de outubro, revelou que o longa-metragem A Bola Preta (La Bola Negra), dirigido pela premiada dupla espanhola Javier Calvo e Javier Ambrossi, abrirá a 28ª edição. A estreia brasileira do filme acontecerá no histórico Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, tradicional palco da Gala de Abertura do Festival, marcando o início da maratona cinéfila na cidade.
Produzido pela Netflix e com distribuição no Brasil pela Paris Filmes, o filme chega respaldado por sua vitoriosa passagem pelo Festival de Cannes, onde conquistou o prêmio de melhor direção para a dupla de cineastas. Selecionado também para importantes mostras internacionais, como San Sebastián e Sydney, a obra vem sendo apontada pela crítica mundial como um dos momentos mais potentes do cinema contemporâneo neste ano e certo na shortlist do Oscar de melhor filme internacional.
A escolha celebra a chegada dos Javis (Los Javis) ao Festival do Rio com seu trabalho mais ambicioso até hoje, renovando a tradição do evento de trazer as produções autorais mais instigantes e celebradas do circuito internacional de festivais para o público brasileiro.
Ilda Santiago, diretora-executiva e de programação do Festival do Rio, comemora a escolha: “Javier Calvo e Javier Ambrossi são cineastas extraordinários com um olhar único para a complexidade humana e as questões do nosso tempo. A Bola Preta é uma obra arrebatadora, de enorme sensibilidade e força estética. É uma honra para o Festival do Rio receber a estreia nacional deste filme tão marcante e necessário no palco do Cine Odeon”.
Inspirado na obra inacabada homônima de Federico García Lorca e na peça La piedra oscura, de Alberto Conejero, o longa é uma epopeia emocionante que cruza as trajetórias de três homens gays em três épocas marcantes da história espanhola: 1932, 1937 e 2017. As narrativas conectam-se de forma profunda e visceral através de temas como desejo, dor, memória, identidade e legado social. O filme estreia em circuito comercial no Brasil no dia 21 de janeiro de 2027.
Filmado em película 35mm, o projeto conta com um elenco de peso encabeçado pelo músico e ator Guitarricadelafuente, Miguel Bernardeau, Carlos González e Milo Quifes, além das participações especiais de Penélope Cruz e Glenn Close, e de nomes como Lola Dueñas, Antonio de la Torre e Natalia de Molina.
O Festival do Rio é o maior festival de cinema da América Latina e a maior vitrine do cinema brasileiro. Desde sua criação, em 1999, exibiu mais de 7 mil longas-metragens nacionais e internacionais, incluindo obras premiadas nos principais festivais do mundo, como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto. Com uma programação que reúne mostras competitivas, seleções temáticas, sessões especiais e atividades formativas, o evento contribui de forma contínua para a formação de público e para a qualificação de profissionais do setor. O RioMarket, área de negócios do festival, acontece simultaneamente à programação de filmes e reúne profissionais, empresários e estudantes do audiovisual do Brasil e do exterior.
Mônica Martelli e Ingrid Guimarães: protagonistas e amigas em cena
A aguardada comédia Minha Melhor Amiga, que marca o primeiro longa-metragem de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli juntas, estreia exclusivamente nos cinemas nesta quinta-feira, 03/09, com distribuição da Paris Filmes.
A direção é de Susana Garcia, diretora com a maior bilheteria do Brasil: seus filmes Minha Mãe é Uma Peça 3, Minha Vida em Marte e Minha Irmã e Eu venderam, juntos, mais de 20 milhões de ingressos.
Amigas de longa data, Mônica e Ingrid conquistaram a internet ao compartilhar situações hilárias e perrengues que passaram no exterior durante as férias com suas filhas Julia e Clara, que dão nome às protagonistas. Os vídeos, que começaram inicialmente como uma brincadeira entre as adolescentes para zoar as mães, se tornaram um fenômeno: “O filme saiu da vida e das redes. Fazemos essa viagem todo ano para juntar as meninas que moram em cidades separadas. Elas começaram a nos filmar e viralizou! Tem muita coisa delas, o olhar delas sobre a gente, além disso elas ajudaram nos diálogos das adolescentes. De tanto ouvir ‘faz um filme dessas viagens’, nós fizemos”, revelou Ingrid Guimarães.
“Lembro o dia em que chegamos em Lisboa para ambientação, uma semana antes de filmar, e fomos caminhar pela cidade. Então a Ingrid perguntou à Susana se não deveríamos ensaiar e ela respondeu: ‘Vocês estão há 30 anos ensaiando!’. Assim começaram as filmagens, em um clima de irmandade e olhares femininos”, contou Mônica Martelli.
Rodado no Rio de Janeiro, em Lisboa e em Sevilha, o filme traz a dupla nos papéis de Julia (Mônica) e Clara (Ingrid), duas melhores amigas que vivem uma fase difícil no auge dos 50 anos. Julia é uma jornalista divorciada que não acredita mais no amor e não se sente valorizada profissionalmente. Já Clara vive um casamento em crise e uma rotina frustrante em casa cuidando do marido, da sogra e do enteado, e no trabalho como corretora imobiliária que não apresenta mais nenhum desafio para ela.
Quando suas filhas Manu, interpretada por Giulia Benite, e Isadora, papel de Gabi Amaral, de 16 anos, embarcam para um intercâmbio em Portugal, as mães sentem dificuldade de lidar com a nova rotina sem as meninas. Para dar um basta no baixo astral, elas decidem viajar para Portugal e surpreender as adolescentes. Mas, quando chegam em solo europeu, nem tudo sai como planejado e elas vão precisar recalcular a rota para viver intensamente as melhores férias da vida em uma viagem transformadora.
O filme, que destaca a importância da amizade entre mulheres em todos os momentos da vida, foi rodado em pontos turísticos marcantes como a Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, a Praça do Comércio e o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e a Plaza de España, em Sevilha. Com produção de Marcio Fraccaroli, André Fraccaroli e Veronica Stumpf, da Paris Entretenimento, Minha Melhor Amiga conta também com Gustavo Machado, Albano Jerónimo, Alejandro Albarracín, Ricardo Pereira, Michel Melamed e Thaila Ayala no elenco.
Com roteiro de Patrícia Leme, Luisa Capri, Tati Bernardi, Ingrid Guimarães, Mônica Martelli e Susana Garcia, o roteiro final foi assinado por Andrea Batitucci, Ingrid Guimarães, Mônica Martelli e Susana Garcia. A direção de fotografia é de Rodrigo Monte, a direção de arte é de Monica Costa, o figurino é de Verônica Julian e a caracterização é de Lu Moraes. O som direto é assinado por Ricardo Sequeira, Alvaro Correia e Douglas Vianna com edição de som de Bernado Uzeda e Tomás Alem e mixagem de Rodrigo Noronha e Gustavo Loureiro; Zé Ricardo é o responsável pela supervisão musical e a música original. A montagem é de Leonardo Gouvea e Mariana Flor; Marcela Flores e Martim Lorena assinam a direção de produção e Marcela Altberg assina o elenco. A produção executiva é de Laura Boorhem.
Para falar mais sobre a comédia Minha Melhor Amiga, conversamos com as protagonistas Ingrid Guimarães e Mônica Martelli e também com a diretora Susana Garcia. No bate-papo, falaram da relação de amizade que inspirou o filme, bastidores das filmagens e histórias engraçadas, expectativa para o lançamento e novos trabalhos entre amigas.
Cena do curta paraibano Como se Ninguém Estivesse Olhando, de Gi Ismael: filme premiado
Foram anunciados neste sábado, 29/08, os vencedores da 13ª edição do Cinema com Farinha, festival que acontece na cidade de Patos, no sertão da Paraíba. Neste ano, o evento recebeu 1.384 inscrições, um recorde histórico que reafirma a força e a diversidade do audiovisual independente.
Entre os dias 26 e 29 de agosto, o sertão paraibano vivenciou encontros de manifestações culturais, através de exibições das produções audiovisuais regionais e nacionais, com espaços de encontro para discussão e aprendizagem. O evento, além de contar com exibições das mostras competitivas, também realizou lançamentos de filmes, mostras paralelas, apresentações culturais, debates e formações que transformaram Patos na cidade do cinema sertanejo.
Para esta 13ª edição do Festival Cinema com Farinha, o júri foi formado por: Carlos Mosca, Fabi Melo e Raquel Ferreira na Mostra Brasil; e Alcides Neto, Raildon Lucena e Gabriel Bortolini na Mostra Paraíba. A cerimônia de premiação aconteceu no Patos Multiplex com a presença de realizadores, artistas e profissionais que fizeram parte desta edição.
Conheça os vencedores do Festival Cinema com Farinha 2026:
MOSTRA BRASIL
Melhor Filme | Júri Oficial: A Casa Amarela, de Adriel Nizer (PR) Melhor Filme | Júri Popular: O Fantasma de Deodato, de Maiara Líbano (RJ) Melhor Direção: Leonardo Martinelli, por Samba Infinito Melhor Roteiro: Ressonância, escrito por Anna Zêpa Melhor Atriz: Kátia Horn, por A Casa Amarela Melhor Ator: Wilson Rabelo, por Presépio Menção Honrosa | Atuação: Dandara Arcebispo, por O Pai da Rainha de Angola Melhor Fotografia: Samba Infinito, por João Atala Melhor Direção de Arte: Recessão Econômica, por Carol Tanajura Melhor Montagem: Presépio, por Gabriel Medeiros Melhor Trilha Sonora: O Pai da Rainha de Angola, por Jonathan Ferr Melhor Desenho de Som: Samba Infinito, por Fábio Carneiro
MOSTRA PARAÍBA
Melhor Filme | Júri Oficial: Como se Ninguém Estivesse Olhando, de Gi Ismael Melhor Filme | Júri Popular: Chibata, de Eduardo P. Moreira Menção Honrosa: Código para Eternidade, de Natalí Toledo Melhor Direção: Gi Ismael, por Como se Ninguém Estivesse Olhando Melhor Roteiro: Hipocondríaco, escrito por Paulo Roberto Melhor Atriz: Fafá Dantas, por Hipocondríaco Melhor Ator: Caé dos Santos, por Doula: Todos os Dias, o Nascer do Fim Melhor Fotografia: Doula: Todos os Dias, o Nascer do Fim, por Diego Pontes Melhor Direção de Arte: Babau, O Sanfoneiro Sonhador, por Carlos Mosca Melhor Montagem: O Monstro do Sertão, por Diego Pontes Melhor Trilha Sonora: Habeas Pinho, por Marcelo Alonso Neves Melhor Desenho de Som: Nua, por Romero Coelho
Cena do curta rondoniense Poronga, de Rafael Rogante
A oitava edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte acontecerá entre os dias 23 e 27 de setembro no Teatro Amazonas, Teatro Gebes Medeiros e outros espaços culturais de Manaus, no Amazonas. Uma das novidades de 2026 será a estreia da mostra competitiva Amazônia de longas-metragens, que amplia o espaço dedicado à produção cinematográfica amazônica.
A programação vai reunir produções da Amazônia e de outras regiões do Brasil, entre mostras competitivas e não competitivas, além de atividades voltadas ao diálogo sobre cinema. Realizado pela Artrupe Produções, em parceria com o Cine Set, o festival tem como objetivo ampliar a visibilidade da produção audiovisual da Amazônia, além de trazer para Manaus produções de destaque de todas as regiões do Brasil, aliando exibição e diálogo sobre cinema.
Neste ano, o Olhar do Norte estreia a mostra competitiva Amazônia de longas-metragens com filmes realizados nos estados que integram a Amazônia Legal, como Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, ou dirigidos por cineastas desses estados.
O festival conta também com as mostras competitivas Amazônia de curtas-metragens, destinada a filmes produzidos nos estados da Amazônia Legal; Outros Nortes, voltada para produções e diretores dos demais estados brasileiros; e Olhar Panorâmico, que reúne uma seleção de trabalhos da Amazônia Legal. A programação inclui ainda a mostra não competitiva Olhinho, dedicada a filmes infantojuvenis e aberta a produções de todos os estados do Brasil, além de obras convidadas pela curadoria.
Além das exibições presenciais em Manaus, o festival amplia sua presença digital por meio de uma parceria com a plataforma Itaú Cultural Play, que disponibilizará on-line os filmes das mostras de curtas amazônicos e panorâmicos após o encerramento das sessões.
Conheça os filmes selecionados para o 8º Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte:
MOSTRA AMAZÔNIA | LONGAS-METRAGENS
Empresário do Terceiro Mundo, de Mateus Guzzo (PA) Jamary, de Begê Muniz (AM) Memória de Elefante, de Severino Neto (MT) Terruá Pará, de Jorane Castro (PA) Xingu, Nosso Rio Sagrado, de Angela Gomes (PA)
MOSTRA AMAZÔNIA | CURTAS-METRAGENS
A Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO) A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR) A Terra das Estrelas Distantes, de Felipe Aufiero (AM) Através da Sacada, de Ana V. Araújo (RO) BICI, A História de uma Bicicleta no Afuá, de Otoniel Oliveira (PA) Capim, de Júlia Munhoz e Caio Pimenta (MT) Como Ler o Vento, de Bernardo Ale Abinader e Sharon Hakim (CE/AM) Crescente, de Maurício Moraes (PA) Flores Secas, de Arnaldo Barreto (AM) Maira Porongyta: O Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi (MT) Minha Tia Suzi, de Tatiana Horevicht (MT) O Olhar de Antônio, de Glória Albues (MT) Por Onde Você Vai, de Bruma de Sá e Mauro Gruber (AM) Poronga, de Rafael Rogante (RO) Te Vejo Na Próxima Saída do Boi, de Keila-Sankofa e DaVárzea das Artes (PA) Tukàn: A Semente Plantada, de Taciano Brito e Silvio Guajajara (MA)
OLHAR PANORÂMICO
Cabeça de Martelo, de Rafael Creder (AM) Carne Crua, de Tarcísio Gabriel (PA) De Volta ao Começo, de Sérgio Santos Barroso (TO) Devaneios Rodoviários, de Pedro Bezerra (MA) Frutinha, de Giovanni Ojeda (MT) Limbo, de Sérgio Santos Barroso (MA) Magrela, de Gian Danton (AP) Maior que a Casa Toda, de Fabiano Barros e Neto Cavalcanti (RO) Mala Preta, de Áurea Maranhão (MA) No Limite do Lavrado, de Alex Pizano (RR) O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (MT) Praia Grande, de Fernando Segtowick e Lucas Domires (PA) Quem é que Vai Nos Proteger Agora?!, de Eric Max (AM) Rios de Memórias, de Cinema Instantâneo (RO) Umassuma: Lascas de Memórias, de Guaracy Britto Jr. e Andrei Miralha (PA) Ybi, de Eliza Telles e Begê Muniz (AM)
OUTROS NORTES
Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL) Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI) Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (LK) (SP) Éter, de Luiza Calagian (SP) Floresta do Fim do Mundo, de Denilson Baniwa e Felipe M. Bragança (RJ) Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS) Kakxop Pahok: As Crianças Cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG) Lendas da Noite, de Olavo Toledo (SP) Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ) Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO)
LONGAS-METRAGENS CONVIDADOS
Concerto de Quintal, de Juraci Junior (RO) Obeso Mórbido, de Diego Bauer (AM)
CURTAS-METRAGENS CONVIDADOS
3×4, de Juliana Tizatto (AM) Kika Não Foi Convidada, de Juraci Junior (RO) Tarde Dentro da Tarde, de Rafael Ramos (AM) Zona XYZ, de Ricardo Manjaro e Henrique Amud (AM)
OLHINHO
À Primeira Vista, de Antonio Fargoni (RN) Eu Acho que Não Vai Voar, de André Carlos Barbosa (SP) Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR) Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele Dourado (DF) Luiz Miguel Contra o Monstro do Pântano, de Thiago Henrique Ferreira (PA) Maior que a Casa Toda, de Fabiano Barros e Neto Cavalcanti (RO) Memória de Pivete, de Pedro Santi (SP) O Coração da Boiuna, de Andrei Miralha (PA) Quando as Ondas do Mar Desligam, de Yasoda Nanda e Assaggi Piá (BA) Versos que Voam, de Thayná Liartes (AM)
FILME DE ABERTURA Feito Pipa, de Allan Deberton (CE)
FILME DE ENCERRAMENTO Os Avós, de Ana Lígia Pimentel (AM)
Documentário Não Existe Almoço Grátis estreia no dia 3 de setembro
O premiado documentário Não Existe Almoço Grátis, dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, 03/09, com distribuição da Descoloniza Filmes.
Os profundos danos durante a gestão da pandemia de Covid-19 foram acompanhados por outro vírus terrível: a fome. A falta de políticas públicas para enfrentar essa situação levou o MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, a organizar dezenas de Cozinhas Solidárias, distribuindo almoços grátis por todo o país. Em Brasília, três mulheres negras, Bizza, Jurailde e Socorro, lideram uma dessas Cozinhas Solidárias, localizada na maior favela do país, Sol Nascente, a apenas 30 km do centro da capital. No contexto da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, elas são encarregadas de cozinhar para as centenas de militantes do movimento que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia no dia 1º de janeiro.
As três protagonistas possuem arcos narrativos singulares apresentados de modo não linear ao longo do filme. Bizza sonha em construir sua casa e abrir seu próprio negócio no lote que conquistou através da luta no MTST; Jurailde, evangélica, vincula sua conexão com a terra à sua ancestralidade indígena e seu passado de trabalho infantil; e Socorro, por sua vez, descobre o orgulho de si ao formar sua própria família depois de ter sido abandonada pelo pai na infância.
“Costurando relatos íntimos ao registro vivo e em movimento da força da organização coletiva, o filme é um manifesto contra as máximas neoliberais da meritocracia, do individualismo e do lucro. Sua linguagem visual e sonora marca o contraste da desigualdade social no Distrito Federal, fazendo de Brasília uma personagem símbolo de injustiças a serem superadas. É nesta cidade partida que Socorro, Jurailde e Bizza se conhecem e se tornam coordenadoras de uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, distribuindo almoços grátis diariamente”, refletem os diretores Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.
Em meio a ameaças de golpe e crescente violência política, Não Existe Almoço Grátis acompanha esta saga de preparação logística e culinária massiva no contexto da posse presidencial mais paradigmática desde a redemocratização. Ao mesmo tempo, o filme traz entrevistas profundas com Bizza, Jurailde e Socorro, cujas vidas têm sido cheias de dificuldades, mas de muita resistência.
O longa traz também reflexões sobre a importância da organização coletiva e como laços de afeto e comunidade são essenciais para combater estruturas injustas e desafiar máximas de mérito e lucro individual. Na luta diária por moradia e contra a fome, Bizza, Jurailde e Socorro já antecipam muito do que sonham e provam que o futuro se cozinha hoje e a muitas mãos: “Há um pacto profundo entre filme e movimento social, do qual emerge a possibilidade de um mergulho na realidade do maior movimento urbano da América Latina e nos laços de afeto e comunidade fundamentais para combater as estruturas injustas de nossa sociedade. Em ano eleitoral, o filme é um lembrete de que a luta deve ser diária”, concluem Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.
Antes de sua chegada às salas de cinema, Não Existe Almoço Grátis construiu uma sólida e premiada trajetória pelos principais festivais do país. Sua caminhada começou no 27º Forumdoc.bh, integrando a Mostra Contemporânea Brasileira. Em seguida, na 56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, conquistou o público e a crítica na Mostra Brasília, onde foi consagrado com o prêmio de melhor filme pelo Júri Popular e recebeu uma Menção Honrosa do Júri Oficial. O apelo e o reconhecimento do público voltaram a se consagrar na 13ª Mostra Ecofalante de Cinema, onde o longa venceu novamente o prêmio de melhor filme pelo Júri Popular. A obra seguiu em exibição no Olhar de Cinema e integrou a Competitiva Nacional da 31ª edição do Festival de Cinema de Vitória, no qual recebeu mais uma Menção Honrosa do Júri Oficial. Já na 21ª Mostra do Filme Livre, recebeu o Prêmio Destaque.
Com produção executiva de Marcos Nepomuceno, Pedro Charbel e Evelyne Lessa, a direção de fotografia é assinada por André Hawk. A montagem é de Isabelle Araújo e Daniel Garcia, a colorização é de Saulo Silva e Claudia Daher e a música original é de Daniel Simitan. Felipy Andrade assina a supervisão de som e mixagem; a edição de ambiências é de Rodrigo Andrade com som e microfonação de André Ribeiro e assistência de edição de ambiências por Christian S. de Macedo. O design gráfico é de Thiago Rocha Ribeiro; Brenda Ximenes assina os efeitos visuais e Gabriel Stefano a masterização.
Assista ao trailer oficial de Não Existe Almoço Grátis, que estreia no dia 3 de setembro: