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Independent Spirit Awards 2026: O Agente Secreto e Adolpho Veloso são premiados

por: Cinevitor
Adolpho Veloso e Wagner Moura no palco: brasileiros em destaque

Foram anunciados neste domingo, 15/02, em cerimônia apresentada pela atriz Ego Nwodim, os vencedores do Independent Spirit Awards 2026, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano.

A 41ª edição consagrou o longa Sonhos de Trem, dirigido por Clint Bentley, com três prêmios, entre eles, o de melhor fotografia para o brasileiro Adolpho Veloso; o troféu foi entregue por Wagner Moura, que, ao abrir o envelope, brincou: “Eu estou muito feliz com isso”. No palco, Veloso discursou: “Bem, acho que temos o Carnaval bem aqui. Eu não escrevi nada porque não queria dar azar, mas todo mundo que apareceu aqui claramente escreveu alguma coisa. Então, eu não sei o que dizer sem motivo aparente. Eu realmente quero agradecer a todos que trabalharam no filme. É muito difícil fazer o que fazemos. Muitas vezes, em uma grande crise, não ficamos realmente satisfeitos com o que estamos fazendo e pensamos que poderíamos ter feito melhor. Um grande agradecimento a todos que trabalharam no filme. Acho que este prêmio pertence a toda equipe”.

E continuou seu discurso: “Não foi fácil filmar o longa da maneira como filmamos, com luz natural e iluminação prática, envolvendo todos os departamentos possíveis. Eu não teria conseguido sem todos que estão nesta mesa e em algumas outras mesas. Muito obrigado! É o primeiro filme que eu faço que minha família, que mora no interior do Brasil, assistiu. Então, muito obrigado, Netflix. É incrível democratizar a cultura dessa forma. E que ano incrível para o Brasil! Eu estou muito feliz em representar o Brasil, a América Latina e todos os imigrantes aqui. Muito obrigado! Por último… vai, Brasil! Vai, Corinthians!”.

Kleber, Wagner e Emilie no palco: filme brasileiro premiado

O cinema brasileiro ganhou destaque com a vitória de O Agente Secreto na categoria de melhor filme internacional. O diretor Kleber Mendonça Filho, que subiu ao palco ao lado da produtora Emilie Lesclaux e do protagonista Wagner Moura, discursou: “Muito obrigado! É Carnaval no Brasil agora. Obrigado, Film Independent!”. E continuou: “Gostaria também de agradecer aos programadores de cinema do mundo todo, que continuam programando filmes nos cinemas. Eu realmente acredito que programar filmes nos cinemas é cada vez mais um ato político. Esta mensagem é para todos os jovens cineastas que possuem a oportunidade de fazer filmes empolgantes sobre a vida, sobre as pessoas, sobre seu bairro. O cinema é uma manifestação da própria memória e lembrar é também um ato político”.

E seguiu: “Compartilho esse prêmio com os mais de sessenta atores que trabalharam em O Agente Secreto. E também com toda a nossa equipe. Eu amo todos eles! Para Wagner Moura… escrevi os personagens dele pensando: ‘É perfeito para ele’. Escrevi o roteiro para ele e tem sido uma experiência incrível viajar e ter feito o filme com ele. Obrigado, Wagner! Emilie Lesclaux, produtora e minha parceira na vida. Te amo! Obrigado, bichinha! Mas, a última coisa que eu preciso dizer é que eu gostaria de dedicar esse prêmio a Udo Kier. Perdemos Udo recentemente e acho que ele tinha um espírito verdadeiramente independente. Muito obrigado!”.

Nas categorias televisivas, a minissérie Adolescência foi consagrada com quatro prêmios, entre eles, melhor ator para Stephen Graham; Pee-wee Herman: Por Trás do Personagem e Chefe de Guerra também se destacaram. 

Os comitês de indicações do Spirit Awards, conhecido como o Oscar do cinema independente, selecionaram indicados de 18 países com orçamentos variando entre US$ 35.000 e US$ 20 milhões. Os membros contam com roteiristas, diretores, produtores, diretores de fotografia, editores, atores, críticos, diretores de elenco, programadores de festivais e outros profissionais da sétima arte.

Conheça os vencedores do Independent Spirit Awards 2026 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
Sonhos de Trem, produzido por Michael Heimler, Will Janowitz, Marissa McMahon, Ashley Schlaifer e Teddy Schwarzman

MELHOR FILME DE ESTREIA
Lurker, de Alex Russell

MELHOR DIREÇÃO
Clint Bentley, por Sonhos de Trem

MELHOR ROTEIRO
Sorry, Baby, escrito por Eva Victor

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
Lurker, escrito por Alex Russell

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE
Naomi Ackie, por Sorry, Baby

MELHOR INTERPRETAÇÃO REVELAÇÃO
Kayo Martin, por The Plague

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir

MELHOR FILME INTERNACIONAL
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)

MELHOR FOTOGRAFIA
Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso

MELHOR EDIÇÃO
O Testamento de Ann Lee, por Sofía Subercaseaux

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
Esta Isla, de Cristian Carretero e Lorraine Jones Molina

PRODUCERS AWARD
Tony Yang

SOMEONE TO WATCH AWARD
Tatti Ribeiro, diretora de Valentina

TRUER THAN FICTION AWARD
Rajee Samarasinghe, diretor de Your Touch Makes Others Invisible

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra, de Francis Lawrence
Direção de Elenco: Rich Delia
Elenco: Judy Greer, Mark Hamill, Cooper Hoffman, David Jonsson, Tut Nyuot, Joshua Odjick, Charlie Plummer, Ben Wang e Garrett Wareing

Fotos: Chris Pizzello/Invision/AP/Kevin Winter/Getty Images.

Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros: conheça os vencedores do 13º MUAHS Awards

por: Cinevitor
Jacob Elordi em Frankenstein, de Guillermo del Toro: filme premiado

O Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros divulgou neste sábado, 14/02, os vencedores da 13ª edição do Make-­Up Artists and Hair Stylists Guild Awards. A cerimônia, realizada no Westin Bonaventure Hotel & Suites, em Los Angeles, e apresentada pela atriz Rachael Harris, premiou as melhores maquiagens e estilos de penteados do cinema, da TV e do teatro.

Nas categorias destinadas aos longas-metragens, foram consagrados: Uma Batalha Após a Outra, Pecadores e Frankenstein. Entre as produções televisivas, O Estúdio, Palm Royale, Stranger Things, Saturday Night Live, Dancing with the Stars, Star Wars: Skeleton Crew e o videoclipe Abracadabra, de Lady Gaga, se destacaram.

Neste ano, o Lifetime Achievement Award, que homenageia um maquiador e um cabeleireiro que possuem um conjunto extraordinário de trabalhos aclamados, contribuições excepcionais para a indústria do entretenimento e serviços notáveis ​​prestados ao seu sindicato ou à sua profissão, foram entregues para: Greg Nelson, indicado ao Oscar pela maquiagem de Meu Pai, uma Lição de Vida e vencedor do Emmy por Star Trek: Voyager e The Tracey Ullman Show; e para a cabeleireira Judy Alexander Cory, indicada ao Oscar por A Lista de Schindler e Forrest Gump: O Contador de Histórias. O maquiador Michael Johnston, indicado ao Emmy por American Horror Stories, Brilhante Victória e iCarly, foi homenageado com o Vanguard Award; e a atriz Amy Madigan, indicada ao Oscar por A Hora do Mal e Duas Vezes na Vida, recebeu o Distinguished Artisan Award

Vale lembrar que alguns filmes premiados pelo Sindicato também já levaram a estatueta dourada no Oscar, entre eles: A Substância, A Baleia, A Voz Suprema do Blues, O Escândalo, Vice, O Destino de uma Nação, Esquadrão Suicida, Mad Max: Estrada da Fúria, O Grande Hotel Budapeste e Clube de Compras Dallas.

Conheça os vencedores do MUAHS Awards 2026 nas categorias de cinema:

MELHOR MAQUIAGEM | FILME CONTEMPORÂNEO
Uma Batalha Após a Outra, por Heba Thorisdottir e Mandy Artusato

MELHOR MAQUIAGEM EM FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO
Pecadores, por Ken Diaz, Siân Richards, Ned Neidhardt, Allison laCour e Lana Mora

MELHOR MAQUIAGEM | EFEITOS ESPECIAIS | PRÓTESES
Frankenstein, por Mike Hill e Megan Many

MELHOR PENTEADO | FILME CONTEMPORÂNEO
Uma Batalha Após a Outra, por Ahou Mofid, Gina Maria DeAngelis e Sacha Quarles

MELHOR PENTEADO EM FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO
Pecadores, por Shunika Terry-Jennings, Elizabeth Robinson, Tene Wilder, Jove Edmond e Sherri B. Hamilton

Foto: Ken Woroner/Netflix.

CDG Awards 2026: conheça os vencedores do prêmio do Sindicato de Figurinistas

por: Cinevitor
Ariana Grande e Cynthia Erivo em Wicked: Parte II

Foram anunciados nesta quinta-feira, 12/02, em cerimônia apresentada pela atriz Courtney Hope, os vencedores do 28º CDG Awards, premiação anual realizada pelo Costume Designers Guild, que elege os melhores figurinos da TV e do cinema.

Entre os longas indicados, Uma Batalha Após a Outra, Frankenstein e Wicked: Parte II foram premiados; dos três, apenas Frankenstein foi indicado ao Oscar 2026. Nas categorias televisivas, as séries O Estúdio, Palm Royale e Andor também se destacaram. 

Nesta 28ª edição, nomes importantes do entretenimento foram homenageados: a figurinista Michelle Cole, indicada ao Emmy nove vezes por In Living Color e Black-ish, foi honrada com o Career Achievement Award; o consagrado cineasta James Cameron, de Titanic e da franquia Avatar, recebeu o Distinguished Collaborator Honoree; a atriz Kate Hudson, indicada ao Oscar por Quase Famosos e Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, foi honrada com o Spotlight Award; e a atriz Teyana Taylor, indicada ao Oscar por Uma Batalha Após a Outra, recebeu o Vanguard Spotlight Award

Conheça os vencedores do Costume Designers Guild Awards 2026 nas categorias de cinema:

EXCELÊNCIA EM FILME CONTEMPORÂNEO
Uma Batalha Após a Outra, por Colleen Atwood e Bryan Roberts Kopp

EXCELÊNCIA EM FILME DE ÉPOCA
Frankenstein, por Kate Hawley e Renée Fontana

EXCELÊNCIA EM FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA ou FANTASIA
Wicked: Parte II, por Paul Tazewell

Foto: Giles Keyte/Universal Pictures.

78º DGA Awards: conheça os vencedores do prêmio do Sindicato dos Diretores

por: Cinevitor
Paul Thomas Anderson: melhor direção por Uma Batalha Após a Outra

Foram anunciados neste sábado, 07/02, no Beverly Hilton, em Beverly Hills, em cerimônia apresentada pelo ator Kumail Nanjiani, os vencedores do 78º DGA Awards, prêmio organizado pelo Sindicato dos Diretores da América, Directors Guild of America, que elege a melhor direção em TV e cinema desde 1948.

O cineasta norte-americano Paul Thomas Anderson foi o grande vencedor desta 78ª edição por sua direção em Uma Batalha Após a Outra; Charlie Polinger, diretor do suspense The Plague, levou o prêmio de melhor direção estreante. Entre as produções televisivas, destacaram-se: The Pitt, O Estúdio, Morrendo por Sexo e O Lendário Martin Scorsese. A noite contou também com participações especiais de Sean Baker, Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio, Jacob Elordi, Kate Hudson, Michael B. Jordan, Michael Keaton, Steven Spielberg, Kerry Washington, entre outros.

Como de costume, nomes importantes da indústria foram homenageados: o diretor televisivo David Charles, de Jimmy Kimmel Live e America’s Next Top Model, recebeu o Franklin J Schaffner Achievement Award; e o diretor de comerciais Gregory G. McCollum foi honrado com o Frank Capra Achievement Award.

Conheça os vencedores do 78º Directors Guild of America Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DIREÇÃO | LONGA-METRAGEM
Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | LONGA-METRAGEM
Charlie Polinger, por The Plague

MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Mstyslav Chernov, por 2000 Meters to Andriivka

MELHOR DIREÇÃO | FILME PARA TV
Stephen Chbosky, por Nonnas

Foto: Kevin Winter/Getty Images. 

Festival de Roterdã 2026: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Os vencedores do IFFR 2026

Foram anunciados nesta sexta-feira, 06/02, os vencedores da 55ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR, International Film Festival Rotterdam), considerado um dos maiores do mundo e que destaca talentos cinematográficos dirigidos por novos cineastas.

O melhor filme da Tiger Competition, a principal mostra competitiva, eleito pelo júri formado por Soheila Golestani, Ariane Labed, Kristy Matheson, Jurica Pavičić e o cineasta brasileiro Marcelo Gomes, foi o drama Variations on a Theme, dirigido por Jason Jacobs e Devon Delmar. A justificativa diz: “Dotado de uma linguagem poética profunda, consideramos este um retrato comovente e reflexivo de uma comunidade que vive sob o espectro dos legados coloniais e dos laços familiares neste mundo e no além. O júri foi unânime em sua decisão e nutre grande carinho por este filme”

Na mostra Big Screen Competition, que faz a ponte entre o cinema popular, clássico e de arte, o júri, formado por Jan-Willem van Ewijk, Sara Ishaq, Loes Luca, Chris Oosterom e Mila Schlingemann, escolheu Master, de Rezwan Shahriar Sumit. A justificativa diz: “Esta é uma história universal sobre uma pessoa que luta para manter sua bússola moral, apenas para ser transformada pelas forças persuasivas e destrutivas do poder e do capitalismo. O que começa como um conto aparentemente simples de idealismo versus corrupção se desdobra em algo muito mais complexo e multifacetado. Com pinceladas vibrantes e cercado por figurantes autênticos e expressivos, o personagem principal incorpora com maestria essa ambiguidade moral por meio de uma atuação soberba, revelando como o poder, no fim das contas, prevalece”

Neste ano, o cinema brasileiro estava representado com diversos títulos no festival holandês, entre eles, Yellow Cake, dirigido por Tiago Melo, na Tiger Competition, que conta com Valmir do Côco, Rejane Faria e Tânia Maria no elenco. O novo filme do diretor de Azougue Nazaré recebeu diversos elogios da crítica internacional, mas, infelizmente, não foi premiado. 

Conheça os vencedores do International Film Festival Rotterdam 2026:

TIGER COMPETITION
Melhor Filme: Variations on a Theme (Variasies op ‘n tema), de Jason Jacobs e Devon Delmar (África do Sul/Holanda/Qatar)
Prêmio Especial do Júri: La belle année, de Angelica Ruffier (Suécia/Noruega) e Supporting Role, de Ana Urushadze (Geórgia/Estônia/Turquia/Suíça/EUA)

BIG SCREEN COMPETITION
Melhor Filme: Master, de Rezwan Shahriar Sumit (Bangladesh)

PRÊMIO FIPRESCI
Supporting Role, de Ana Urushadze (Geórgia/Estônia/Turquia/Suíça/EUA)

PRÊMIO NETPAC
I Grew an Inch When My Father Died, de P. R. Monencillo Patindol (Filipinas)
Menção Especial: The Seoul Guardians, de Kim Jong-Woo, Kim Shin-Wan e Cho Chul-Young (Coreia do Sul)

MELHOR FILME | JÚRI JOVEM
Ah Girl, de Ang Geck Geck Priscilla (Singapura)

TIGER SHORT COMPETITION
The Second Skin, de Mariia Lapidus (EUA/México)
The Apple Doesn’t Fall…, de Dean Wei (China)
Ndjimu (Deep Cobalt), de Petna Ndaliko Katondolo (Congo/EUA)

PRÊMIO KNF | CURTA-METRAGEM
The Apple Doesn’t Fall…, de Dean Wei (China)

PRÊMIO DO PÚBLICO
I Swear, de Kirk Jones (Reino Unido)

*Clique aqui e confira todas as justificativas dos júris

Foto: Anne-Reitsma.

Prêmio Abraccine 2025: Associação Brasileira de Críticos de Cinema elege os melhores do ano

por: Cinevitor
Luiz Carlos Vasconcelos e Ingrid Trigueiro em A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero

Foram anunciados nesta quinta-feira, 05/02, os vencedores do Prêmio Abraccine 2025. O resultado foi revelado em uma transmissão ao vivo no canal da entidade no YouTube com a participação de membros da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, que votaram, definiram e elegeram seus lançamentos favoritos.

Dirigido pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto, indicado ao Oscar 2026 em quatro categorias, foi escolhido o melhor longa-metragem brasileiro de 2025 pela Abraccine. Durante a live, também foram anunciados Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, na categoria de melhor longa-metragem internacional, e o paraibano A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, dirigido por Rodolpho de Barros, como melhor curta-metragem brasileiro

Em sua 15ª edição, marca que acompanha a existência da entidade, o Prêmio Abraccine: Melhores do Ano vem se juntar a uma bem-sucedida trajetória comercial e de premiações dos títulos escolhidos. O Agente Secreto, visto no Brasil por mais de dois milhões de espectadores, largou no Festival de Cannes do ano passado com os troféus de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura; o longa de Paul Thomas Anderson, Uma Batalha Após a Outra, segue também como um dos favoritos da temporada. Já o curta vencedor, que é protagonizado por Ingrid Trigueiro e Luiz Carlos Vasconcelos, levou o Prêmio Abraccine no Fest Aruanda 2025, em João Pessoa, entre outros reconhecimentos no mesmo festival.

Além dos três títulos vencedores, a Associação também elegeu o Top 10 de cada categoria. O processo de eleição ocorreu durante a última quinzena de janeiro com a participação dos associados e associadas, em quadro composto atualmente por cerca de 180 nomes estabelecidos em todas as regiões do país, entre jornalistas, críticos, acadêmicos, estudiosos, curadores e programadores da área de cinema. 

Conheça os vencedores do Prêmio Abraccine 2025

LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

VENCEDOR
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (PE)

COMPLETAM O TOP 10 (em ordem alfabética):

A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)
Baby, de Marcelo Caetano (SP)
Homem com H, de Esmir Filho (SP)
Kasa Branca, de Luciano Vidigal (RJ)
Manas, de Marianna Brennand (RJ)
O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende (SP)
O Último Azul, de Gabriel Mascaro (PE)
Oeste Outra Vez, de Erico Rassi (GO)
Os Enforcados, de Fernando Coimbra (SP)

CURTA-METRAGEM BRASILEIRO

VENCEDOR
A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, de Rodolpho de Barros (PB)

COMPLETAM O TOP 10 (em ordem alfabética):

Boiuna, de Adriana de Faria (PA)
Casulo, de Aline Flores (SP)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE/SP)
O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL)
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Brasil/Bélgica/Suíça)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)

LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL

VENCEDOR
Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (EUA)

COMPLETAM O TOP 10 (em ordem alfabética):

A Semente do Fruto Sagrado, de Mohammad Rasoulof (França/Alemanha/Irã)
Dreams, de Dag Johan Haugerud (Noruega)
Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo/EUA)
Levados pelas Marés, de Jia Zhang-ke (China/França/Japão)
Misericórdia, de Alain Guiraudie (França/Espanha/Portugal)
Pecadores, de Ryan Coogler (EUA/Austrália/Canadá)
Sorry, Baby, de Eva Victor (EUA/Espanha/França)
The Mastermind, de Kelly Reichardt (EUA/Reino Unido)
Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)

Foto: Sebastián Cantillo. 

Conheça os vencedores do 46º London Critics’ Circle Film Awards

por: Cinevitor
Teyana Taylor em Uma Batalha Após a Outra: filme consagrado

Foram anunciados neste domingo, 01/02, em cerimônia apresentada pelo crítico de cinema Mark Kermode, no May Fair Hotel, em Londres, os vencedores do London Critics’ Circle Film Awards, prêmio realizado pela The Critics’ Circle, associação que conta com mais de 450 críticos do Reino Unido que se dividem entre teatro, música, filme, dança, artes visuais e livros.

Nesta 46ª edição, Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que liderava a lista com nove indicações, se destacou com quatro prêmios, entre eles, filme do ano e direção. Vale lembrar que os títulos são automaticamente elegíveis se forem lançados nos cinemas do Reino Unido ou em serviços de streaming de estreia entre meados de fevereiro de 2025 e meados de fevereiro de 2026.

Neste ano, o cinema brasileiro estava na disputa com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, em duas categorias (melhor filme estrangeiro e melhor ator para Wagner Moura), mas, infelizmente, não foi premiado. Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso concorria com a fotografia de Sonhos de Trem na categoria Technical Achievement Award, mas também não venceu. 

Jane Crowther, presidente da London Critics’ Circle Film, a organização de críticos mais antiga e prestigiada do Reino Unido, disse: “Os vencedores demonstram a paixão de nossos membros votantes por histórias originais e intrigantes, atuações comprometidas e técnica exemplar. Parabéns a todos eles”. Nas categorias cinematográficas, 207 membros votaram entre os melhores do ano

A atriz e cantora britânica Cynthia Erivo foi homenageada com o Derek Malcolm Award for Innovation em reconhecimento à sua carreira, que inclui sucessos como As Viúvas, Harriet, Maus Momentos no Hotel Royale e a franquia Wicked. O cineasta mexicano Guillermo del Toro, que dirigiu recentemente Frankenstein, recebeu o Dilys Powell Award.

Conheça os vencedores do 46º London Critics’ Circle Film Awards:

FILME DO ANO
Uma Batalha Após a Outra

FILME ESTRANGEIRO DO ANO
Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)

DOCUMENTÁRIO DO ANO
A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir

ANIMAÇÃO DO ANO
Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang

FILME BRITÂNICO OU IRLANDÊS DO ANO
Pillion, de Harry Lighton

DIREÇÃO DO ANO
Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra

ROTEIRISTA DO ANO
Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra

ATRIZ DO ANO
Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

ATOR DO ANO
Timothée Chalamet, por Marty Supreme

ATRIZ COADJUVANTE DO ANO
Amy Madigan, por A Hora do Mal

ATOR COADJUVANTE DO ANO
Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra

REVELAÇÃO DO ANO
Robert Aramayo, por I Swear e Palestine 36

INTERPRETAÇÃO DO ANO | ATOR ou ATRIZ BRITÂNICO/IRLANDÊS
Josh O’Connor, por The Mastermind, A História do Som e Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out

ATOR/ATRIZ JOVEM BRITÂNICO ou IRLANDÊS DO ANO
Alfie Williams, por Extermínio: A Evolução

REVELAÇÃO DO ANO | CINEASTA BRITÂNICO ou IRLANDÊS
Harry Lighton, por Pillion

CURTA-METRAGEM BRITÂNICO ou IRLANDÊS DO ANO
Neil Armstrong and the Langholmites, de Duncan Cowles

TECHNICAL ACHIEVEMENT AWARD
Pecadores, por Ludwig Göransson (trilha sonora)

DILYS POWELL AWARD FOR EXCELLENCE IN FILM
Guillermo del Toro

DEREK MALCOLM AWARD FOR INNOVATION
Cynthia Erivo

Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures. 

O Diabo Veste Prada 2, com Meryl Streep e Anne Hathaway, ganha trailer oficial

por: Cinevitor
Elas estão de volta: Meryl Streep e Anne Hathaway em cena

Com estreia marcada para o dia 30 de abril, O Diabo Veste Prada 2, a aguardada sequência de um dos filmes mais amados dos anos 2000, chega com a equipe criativa do original. A nova produção tem a missão de falar sobre o mundo atual e mostrar como as icônicas personagens de Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt se encaixam nele.

Duas décadas após a trama original, o longa acompanha o retorno de Andy Sachs, interpretada por Anne Hathaway, à revista Runway, que passa por um momento delicado mesmo sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly, vivida pela consagrada Meryl Streep. Para trazer a publicação de volta a seus dias de glória, elas precisam se reconectar com Emily Charlton, papel de Emily Blunt, ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa.

Um dos elementos mais marcantes do primeiro filme é o elenco, que retorna em O Diabo Veste Prada 2. A continuação traz de volta, além do trio, Stanley Tucci como Nigel Kipling, o diretor de arte da revista Runway. O elenco veterano recebe o reforço de outras grandes estrelas do cinema, como: Kenneth Branagh, Justin Theroux, Lucy Liu, B.J. Novak, Simone Ashley, Tracie Thoms, Tibor Feldman, Patrick Brammall, Caleb Hearon e Helen J. Shen.

A produção tem direção de David Frankel e roteiro de Aline Brosh McKenna, ambos do primeiro filme, com base nos personagens criados pela escritora Lauren Weisberger. O figurino e a trilha sonora são assinados por Molly Rogers e Theodore Shapiro, respectivamente. Florian Ballhaus assume a direção de fotografia e Jess Gonchor volta como designer de produção.

O primeiro filme de O Diabo Veste Prada, lançado em 2006, é uma adaptação do livro homônimo de Lauren Weisberger, que escreveu uma continuação em 2013 chamada A Vingança veste Prada. Porém, O Diabo Veste Prada 2 não adapta o segundo romance e, em vez disso, conta uma história original: “As personagens principais ainda são as criações de Lauren, mas esse é um mundo novo com novas circunstâncias, dilemas, dificuldades e uma evolução no relacionamento delas”, explicou a roteirista Aline Brosh McKenna.

Assista ao trailer de O Diabo Veste Prada 2, no original The Devil Wears Prada 2:

Foto: Divulgação/20th Century Studios.

29ª Mostra de Cinema de Tiradentes: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena: melhor curta pelo Júri Popular

Foram anunciados neste sábado, 31/01, os vencedores do Troféu Barroco da 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, em cerimônia realizada no Cine-Tenda e apresentada por David Maurity.

O documentário Anistia 79, de Anita Leandro, do Rio de Janeiro, foi o grande vencedor da Mostra Olhos Livres; o filme levou o Prêmio Carlos Reichenbach, concedido pelo Júri Oficial. Na justificativa, os jurados ressaltaram a apropriação criativa de um registro amador que “multiplica no filme as possibilidades de cada fotograma”. O júri enfatizou ainda a potência política da obra ao revelar “dois homens negros, um líder camponês e o cinegrafista, imagens pouco acessadas pelo imaginário coletivo sobre aqueles que lutaram pelo fim da ditadura civil-militar”, afirmando o cinema como “construção da memória”. O filme também conquistou o prêmio de melhor longa pelo Júri Popular.

No palco, a diretora Anita Leandro disse ter tido a mais intensa experiência de recepção de um filme em sua vida: “As pessoas em silêncio assistindo a esse filme, um filme difícil, sobre um assunto difícil, e parecia uma liturgia”. Anita exaltou o reconhecimento e disse esperar que a premiação ajude o filme a ser distribuído nas sala comerciais de exibição.

Na Mostra Foco, voltada a curtas-metragens, o prêmio de melhor curta pelo Júri Oficial foi entregue para Entrevista com Fantasmas, de LK. O júri ressaltou a capacidade do filme de articular cinema, memória e cidade, defendendo que a obra “fala de cinema, preservação, gentrificação das cidades e precarização do trabalho com pitadas de absurdo e uma poética gigante” e destacou a simplicidade de “apenas uma pequena câmera digital, um flerte cinematográfico e o desejo de cinema”

Ainda pelo Júri Oficial, o Prêmio Helena Ignez Destaque Feminino ficou para para Gabriela Mureb, pela direção do curta-metragem Crash. Segundo a justificativa, trata-se de um trabalho que “nos faz repensar o uso do som e o modo de ver uma imagem”, propondo uma experiência estética e política que “opera uma síntese entre o estético e o político em um único objeto”

Por sua vez, o Prêmio Canal Brasil de Curtas foi para o gaúcho Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa, reconhecido por “desconstruir estereótipos” e por retratar “uma juventude emparedada numa melancolia invisível, atolada num deserto de oportunidades”, abrindo espaço para que “uma juventude made in favela possa ousar sentir”, segundo justificativa dos jornalistas votantes.

O prêmio do Júri Jovem, escolhido por estudantes dentro dos longas da Mostra Aurora, foi dado a Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha, definido como um filme que “imagina outros caminhos para a realidade” e aposta no experimental como desvio frente à literalidade dominante das imagens.

O Prêmio Abraccine de melhor longa da Mostra Autorias, entregue por integrantes da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, foi para Atravessa Minha Carne, de Marcela Borela, elogiado pelo “rigor formal na montagem e no desenho sonoro” em diálogo com uma escrita fotográfica livre e sensorial.

Pelo Júri Popular, o prêmio de curta-metragem foi para o filme potiguar Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena, o mais votado pelo público entre 53 títulos. Na Mostra Formação, o júri concedeu Menção Honrosa para Diálogo Bulbul, dirigido por Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos, por “abrir caminhos na história do cinema brasileiro” ao deslocar o arquivo para uma dimensão crítica e experimental. O melhor filme da Mostra Formação foi De Barriga para Cima, realizado pela equipe do Instituto Marlin Azul em conjunto com moradores da Comunidade Quilombola de Monte Alegre, reconhecido por “costurar relações e sonhos no ato fílmico” e abrir “espaços de invenção e fabulação impulsionados pelos afetos”

No Conexão Brasil CineMundi, segmento dedicado ao mercado e ao cinema brasileiro do futuro, as premiações são oferecidas por parceiros da mostra a projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo os trabalhos WIP (work in progress).

Os Prêmios Cinecolor e O2 Pós foram concedidos a Pedra de Raio, de Lucas Parente e Pedro Lessa, descrito como um filme que “recusa fixar-se em gêneros e códigos exteriores”, inventando “um universo de grande fôlego estético e poético” a partir de um mergulho radical nas possibilidades do cinema. Os Prêmios CTAv e The End foram para Bate e Volta Copacabana, de Juliana Antunes e Camila Matos, cuja narrativa é atravessada por “uma força vital que impulsiona a narrativa” e organiza seus atos a partir do desejo das protagonistas.

O Prêmio Málaga WIP foi para Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, reconhecido por abordar “o exílio forçado das dissidências” e transformar o “humor queer em ato de resistência”. Já o Prêmio Sesc em Minas – Work in Progress foi atribuído a Paisagem de Inverno, de Marco Antonio Pereira, por apresentar “um olhar atento e deslocado sobre Minas Gerais” e afirmar “a imaginação e a esperança como elementos vivos no cotidiano”

Nesta 29ª edição da Mostra Tiradentes, o Júri Oficial foi formado por Álvaro Arroba, Daniela Giovana Siqueira, Darks Miranda, Hermano Callou e Renato Novaes. Já o Júri Formação contou com Anne Santos, Estevão Garcia e Gustavo Jardim. O Júri Jovem foi formado por Breno Silva, Esdras Ananias, Juno Lima, Manu Couto e Nayara Aguiar. O Júri da Crítica contou com Bruno Carmelo, Juliana Gusman e Luiz Joaquim. Enquanto isso, o Prêmio Canal Brasil de Curtas teve Cecilia Barroso, Luiz Joaquim e Viviane Pistache no júri

Confira a lista completa com os vencedores da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

MELHOR FILME | PRÊMIO CARLOS REICHENBACH | MOSTRA OLHOS LIVRES | JÚRI OFICIAL
Anistia 79, de Anita Leandro (RJ)

MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA OLHOS LIVRES | JÚRI POPULAR
Anistia 79, de Anita Leandro (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | MOSTRA FOCO | JÚRI OFICIAL
Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (LK) (RS/SP)

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN)

MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA AURORA | JÚRI JOVEM
Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha (MG)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS | MOSTRA FOCO
Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS)

PRÊMIO ABRACCINE | MELHOR LONGA | MOSTRA AUTORIAS
Atravessa Minha Carne, de Marcela Aguiar Borela (GO/DF)

PRÊMIO HELENA IGNEZ | DESTAQUE FEMININO
Gabriela Mureb, por Crash

MELHOR FILME | MOSTRA FORMAÇÃO
De Barriga pra Cima, de Equipe IMA (Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima) e Moradores da Comunidade Quilombola de Monte Alegre (Cachoeiro do Itapemirim) (Projeto Cine Quilombola/Instituto Marlin Azul) (ES)

MENÇÃO HONROSA | MOSTRA FORMAÇÃO
Diálogo Bulbul, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (SP/RJ/ES/BA)

CONEXÃO BRASIL CINEMUNDI | MOSTRA WIP | CORTE FINAL
Prêmio Cinecolor e O2 Pós: Pedra de Raio, de Lucas Parente e Pedro Lessa (CE/RJ)
Prêmio CTAv e The End: Bate e Volta Copacabana, de Juliana Antunes e Camila Matos (MG)
Prêmio Festival de Málaga: Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (GO)
Prêmio Sesc em Minas: Paisagem de Inverno, de Marco Antonio Pereira (MG)

*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

Festival de Sundance 2026: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena de Josephine, de Beth de Araújo: dois prêmios 

Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/01, no The Ray Theatre, os vencedores do Festival Sundance de Cinema 2026, conhecido por destacar em sua programação produções independentes que representam novas conquistas narrativas.

A 42ª edição do festival exibiu, em formato presencial em Park City e Salt Lake City, em Utah, nos Estados Unidos, e também virtualmente, 97 longas-metragens e séries, além de 54 curtas-metragens, que foram selecionados entre 16.201 inscritos. Eugene Hernandez, diretor do festival, discursou na cerimônia de encerramento: “Saudamos e agradecemos aos cinéfilos de Utah que abraçaram este festival e a visão do nosso fundador, Robert Redford. Ao encerrarmos esta edição de 2026, recordamos todos os momentos que passamos juntos”. Kim Yutani, diretora de programação do Sundance Film Festival, completou: “Como equipe de programação, somos gratos por fazer parte da jornada de tantos cineastas talentosos, este e todos os anos. Promover trabalhos que sejam singulares, relevantes e impactantes é nossa prioridade. E este evento é uma celebração das conquistas desses contadores de histórias”

Entre os vencedores deste ano, vale destacar o longa Josephine, protagonizado por Mason Reeves e dirigido por Beth de Araújo, na Competição Americana de Drama; o título foi consagrado com o Grande Prêmio do Júri e também com o Prêmio do Público. A diretora, que é filha de mãe sino-americana e pai brasileiro, nasceu e foi criada em São Francisco, porém tem dupla cidadania. A sinopse do filme diz: após Josephine, de 8 anos, testemunhar acidentalmente um crime no Golden Gate Park, ela reage em busca de uma maneira de recuperar o controle de sua segurança, enquanto os adultos se mostram impotentes para consolá-la.

O júri deste ano contou com: Janicza Bravo, Nisha Ganatra e Azazel Jacobs na U.S. Dramatic Competition; Natalia Almada, Justin Chang e Jennie Livingston na U.S. Documentary Competition; Ana Katz, So Yong Kim e Tatiana Maslany na World Cinema Dramatic Competition; Toni Kamau, Bao Nguyen e Kirsten Schaffer na World Cinema Documentary Competition; A.V. Rockwell, Liv Constable-Maxwell e Martin Starr na Short Film Program Competition; e John Cooper e Trevor Groth na mostra competitiva NEXT.

Em uma premiação paralela, patrocinada pela Adobe, a montadora brasileira Flavia de Souza recebeu o Sundance Institute Adobe Mentorship Award de Documentário. O prêmio foi criado para destacar editores (de ficção e documentário) que demonstraram uma contribuição extraordinária na montagem de longas-metragens, além de apoiar o desenvolvimento criativo e a trajetória profissional de editores emergentes que buscam uma carreira editando obras cinematográficas independentes.

Confira a lista completa com os vencedores do 42º Festival de Sundance:

COMPETIÇÃO AMERICANA | DRAMA

Grande Prêmio do Júri: Josephine, de Beth de Araújo
Melhor Direção: Josef Kubota Wladyka, por Ha-Chan, Shake Your Booty!
Prêmio Waldo Salt | Melhor Roteiro: Take Me Home, escrito por Liz Sargent
Prêmio Especial do Júri | Filme de Estreia: Bedford Park, de Stephanie Ahn
Prêmio Especial do Júri | Elenco: The Friend’s House is Here, de Hossein Keshavarz e Maryam Ataei
Prêmio do Público: Josephine, de Beth de Araújo

COMPETIÇÃO AMERICANA | DOCUMENTÁRIO

Grande Prêmio do Júri: Nuisance Bear, de Gabriela Osio Vanden
Melhor Direção: J.M. Harper, por Soul Patrol
Prêmio Jonathan Oppenheim | Edição: Barbara Forever, por Matt Hixon
Prêmio Especial do Júri | Journalistic Excellence: Who Killed Alex Odeh?, de Jason Osder e William Lafi Youmans
Prêmio Especial do Júri | Impact for Change: The Lake, de Abby Ellis
Prêmio do Público: American Pachuco: The Legend of Luis Valdez, de David Alvarado

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DRAMA

Grande Prêmio do Júri: Shame and Money, de Visar Morina (Alemanha/Kosovo/Eslovênia/Albânia/Macedônia do Norte/Bélgica)
Melhor Direção: Andrius Blaževičius, por How to Divorce During the War
Prêmio Especial do Júri | Elenco: LADY, de Olive Nwosu
Prêmio Especial do Júri | Creative Vision: Filipiñana, de Rafael Manuel (Singapura/Reino Unido/Filipinas/França/Holanda)
Prêmio do Público: HOLD ONTO ME (Κράτα Με), de Myrsini Aristidou (Chipre/Dinamarca/Grécia)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DOCUMENTÁRIO

Grande Prêmio do Júri: To Hold a Mountain, de Biljana Tutorov e Petar Glomazić (Sérvia/França/Montenegro/Eslovênia/Croácia)
Melhor Direção: Itab Azzam e Jack MacInnes, por One In A Million
Prêmio Especial do Júri | Civil Resistance: Everybody To Kenmure Street, de Felipe Bustos Sierra (Reino Unido)
Prêmio Especial do Júri | Journalistic Impact: Birds of War, de Janay Boulos e Abd Alkader Habak (Reino Unido/Síria/Líbano)
Prêmio do Público: One In A Million, de Itab Azzam e Jack MacInnes (Reino Unido)

CURTAS-METRAGENS

Grande Prêmio do Júri: The Baddest Speechwriter of All, de Ben Proudfoot e Stephen Curry (EUA)
Prêmio do Júri | Ficção | Competição Americana: Crisis Actor, de Lily Platt
Prêmio do Júri | Ficção | Competição Internacional: Jazz Infernal, de Will Niava (Canadá)
Prêmio do Júri | Documentário: The Boys and the Bees, de Arielle C. Knight (EUA)
Prêmio do Júri | Animação: Living with a Visionary, de Stephen P. Neary (EUA)
Prêmio Especial do Júri | Creative Vision: Paper Trail, de Don Hertzfeldt (EUA)
Prêmio Especial do Júri | Atuação: Noah Roja e Filippo Carrozza, por The Liars

NEXT

NEXT Innovator Award: The Incomer, de Louis Paxton (Reino Unido)
Prêmio Especial do Júri | Creative Expression: TheyDream, de William David Caballero (EUA)
Prêmio do Público: Aanikoobijigan [ancestor/great-grandparent/great-grandchild], de Adam Khalil e Zack Khalil (EUA/Dinamarca)

OUTROS PRÊMIOS

Alfred P. Sloan Feature Film Prize: In The Blink of An Eye, de Andrew Stanton (EUA)
Sundance Institute Producers Award | Documentário: Dawne Langford, por Who Killed Alex Odeh?
Sundance Institute Producers Award | Ficção: Apoorva Guru Charan, por Take Me Home
Sundance Institute | Adobe Mentorship Award | Documentário: Flavia de Souza
Sundance Institute | Adobe Mentorship Award | Ficção: Mollie Goldstein
Sundance Institute | NHK Award: Leo Aguirre, por Verano

*Clique aqui e confira todas as justificativas dos júris

Foto: Divulgação.

Gilda Nomacce exibe filmes na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes e fala sobre filmes de terror, meme e trajetória artística

por: Cinevitor
Gilda Nomacce: sucesso no cinema brasileiro

A programação da 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes segue com diversos filmes e atividades paralelas, entre elas, uma roda de conversa com Gilda Nomacce, atriz que mais impactou o cinema brasileiro independente e autoral nos últimos quinze anos.

Ao longo de sua trajetória, Gilda construiu uma galeria impressionante de personagens: mulheres sensuais, bruxas terríveis, figuras misteriosas, personagens extremadas, donas de casa contidas, além de citações vivas a Gena Rowlands e Marília Pêra. Com mais de cem filmes no currículo, entre curtas, médias e longas, Gilda também se destaca na TV e nos palcos. Nascida em Ituverava, interior de São Paulo, descobriu ainda na infância sua vocação para atuar.

Entre participações especiais na TV e apresentações como cover da personagem Gilda, interpretada por Rita Hayworth no filme homônimo lançado em 1946, Nomacce fez parte do CPT, Centro de Pesquisa Teatral, coordenado por Antunes Filho, fundou a Companhia da Mentira e atuou na Cia. de Teatro Os Satyros.

Seu primeiro trabalho no cinema aconteceu em 2007 no curta Um Ramo, dirigido por Marco Dutra e Juliana Rojas. De lá pra cá, Gilda passou a marcar presença constantemente em diversas produções brasileiras. Talentosa e carismática, tornou-se um nome indispensável para diversos cineastas.

Na quarta-feira, 28/01, conversou com o público da Mostra Tiradentes 2026 no Cine-Lounge em um bate-papo mediado pelo professor e pesquisador Pedro Guimarães. Entre tantos assuntos, relembrou o início de sua carreira, destacou trabalhos e parcerias marcantes, refletiu sobre o cinema brasileiro e brincou com a ideia de ter virado meme depois de uma entrevista na TV.

Durante a conversa, Gilda falou com carinho de sua parceria com o coletivo paulista Filmes do Caixote, que foi fundado por Caetano Gotardo, João Marcos de Almeida, Juliana Rojas, Marco Dutra e Sergio Silva: “Apesar de serem muito mais jovens do que eu, sou da mesma turma porque quando eu era muito jovem como eles, não existia tanta possibilidade. Era outra realidade e eu não não estava sonhando em fazer filmes. Mas eu sou dessa turma! O meu fazer cinema brotou com o pessoal do Filmes do Caixote”.

Entre tantos filmes de terror que marcaram sua carreira, entre eles, Prédio Vazio, de Rodrigo Aragão, que foi exibido em Tiradentes no ano passado e lhe rendeu, recentemente, uma indicação ao Prêmio APCA de melhor atriz, Gilda comentou sobre a importância do gênero cinematográfico em sua trajetória: “O terror me ama. E eu nem preciso pedir porque ele vem. Isso eu não posso negar porque quando chega um fã de terror perto de mim, eu já sei que ele é fã de terror. Mas eu gosto de todas as estéticas, todas as linguagens. Eu gosto de experimentar. Eu fiz duas óperas, por exemplo, e não canto. A gente como ator, às vezes, é muito mais cidadão do que ator”.

A atriz na Mostra de Cinema de Tiradentes 2026

Gilda também falou sobre fama e desafios da profissão: “Eu nunca consegui ficar famosa. Eu entrei no Antunes Filho e nessa época eu ainda estava muito envolvida em ser famosa. E depois que eu entrei lá, continuei, claro, querendo a fama, só que aí eu entrei num grupo de pesquisa e aquilo me fascinou. Na verdade, eu sou da pesquisa. Eu gosto de grupo, eu gosto de criar e gosto de me arriscar. Apesar de já ter uma carreira, eu me arrisco muito”.

Com um currículo diverso, Gilda ganhou ainda mais notoriedade nacional depois de participar de uma entrevista no JMTV da TV Mirante, afiliada da Globo no Maranhão, e logo viralizar nas redes sociais ao gritar ao final de sua participação: “Eu estava no Maranhão representando o Enterre Seus Mortos, que é o filme do Marco Dutra. Eu faço os filmes dele desde de 2006 e amo trabalhar com ele. Enfim, tinha feito esse filme e tava representando em um festival. Tinha acabado de fazer uma mesa, uma fala e acabei com o grito que eu sempre faço. Eu sou contorcionista, eu grito. Aí eu fiz meu grito e me levaram para a televisão. Lá, eu perguntei se poderia gritar e disseram que sim. Eu vi que o tempo do jornal estava acabando e fiz de uma hora para outra, por isso que eu pareci tão louca”, brincou Gilda.

E continuou sobre o meme: “Essa foi a minha grande salvação, gente! Eu estou gostando tanto de ser meme! Eu acho que o meme dialoga com todas as idades e as pessoas jovens gostam do meu trabalho. Eu tenho muita gente que gosta de mim. Tanto que eu não paro nunca de fazer curtas porque eu adoro quem me adora. Mas, essa coisa de virar meme mudou completamente a minha vida e eu sempre soube que ia gostar desse lugar”.

Ovacionada pelo público presente, Gilda ainda exibirá na Mostra o longa Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, e o curta-metragem Romance, dirigido por Karine Teles, homenageada desta edição. Ao final da roda de conversa, a atriz falou com exclusividade para o CINEVITOR: “Eu tô muito feliz e honrada de estar aqui em Tiradentes. Eu estou sempre por aqui e acho que tenho a cara de Tiradentes. Fiquei emocionada com essa roda de conversa. Estava muito alegre, me sentindo uma criança! Fazer cinema há tanto tempo e agora ter essa visibilidade… me deixa muito feliz. Eu tenho um espaço que foi conquistado”.

Além das telonas, Gilda Nomacce segue em cartaz nos palcos com A Palma, estreia do diretor Mariano Mattos Martins, que traz também Verónica Valenttino, que exibirá o longa As Florestas da Noite, de Priscyla Bettim e Renato Coelho, em Tiradentes, e Donizeti Mazonas no elenco.

*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Leo Lara/Universo Produção.

A Voz de Hind Rajab

por: Cinevitor

Sawt Hind Rajab
The Voice of Hind Rajab

Direção: Kaouther Ben Hania

Elenco: Saja Kilani, Motaz Malhees, Amer Hlehel, Clara Khoury, Nesbat Serhan, Ramy Brahem, Firas Khoury, Ali Talel Yacoub, Heba Bader, Oday Ayoyda, Mostfa Ben Abdallah, Ghassen Bel Haj, Hbiba El Baatout, Mariem El Draoui, Hedia Khayati, Jaweher Saad, Nour El Houda Rhimi, Jaweher Al Mahmoudi, Mariem Toumi, Safa Ouertani, Amal Laaribi, Obada Dwikat, Ahmed Yomok, Aysam Abotaleb, Mahmoud Abukmeil, Mohamed Balass, Nejem Majdi, Wasim Albittar, Youssef Emad.

Ano: 2025

Sinopse: Baseado em fatos reais, o longa acompanha uma noite de angústia e terror na sede do Crescente Vermelho quando uma chamada de emergência se transforma na luta desesperada para salvar a vida de Hind Rajab, uma criança de apenas seis anos, que está presa dentro de um carro sob fogo cruzado. Enquanto tentam mantê-la na linha, eles fazem de tudo para levar uma ambulância até ela em um resgate em meio à violência implacável da guerra em Gaza.

Nota do CINEVITOR: