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Festival de Cannes 2026: curta-metragem Laser-Gato, do diretor brasileiro Lucas Acher, é premiado na mostra La Cinef

por: Cinevitor
Premier Prix: diretor brasileiro premiado em Cannes

Criada em 1998 por Gilles Jacob e dedicada à busca de novos talentos, a mostra La Cinef, chamada anteriormente de Cinéfondation, paralela ao Festival de Cannes, surgiu para inspirar e apoiar a próxima geração de cineastas.

Neste ano, na 29ª edição, 19 filmes foram selecionados entre os 2.750 inscritos por 662 escolas e universidades de cinema do mundo todo. As obras foram analisadas por um júri formado por Carla Simón (presidente), Ali Asgari, Salim Kechiouche, Ji-Min Park e Magnus von Horn

Os títulos consagrados foram anunciados nesta quinta-feira, 21/05, no Buñuel Theatre, e o curta-metragem Laser-Gato, dirigido pelo cineasta paulistano Lucas Acher, foi o grande vencedor desta edição. Vale destacar que o filme aparece como uma produção norte-americana pela New York University

Laser-Gato se constrói a partir de uma deriva noturna por São Paulo, acompanhando um adolescente que se vê obrigado a atravessar os bairros do centro em uma sucessão de encontros que alteram (e ampliam) irreversivelmente sua compreensão sobre a cidade. A narrativa evita progressões clássicas e aposta em uma estrutura fragmentada, em que o percurso importa mais do que qualquer resolução. Mesmo assim, a urgência e ironia do conflito principal carregam a tensão necessária para enquadrar o filme como um suspense cômico (ou uma comédia tensa, dependendo da perspectiva).

Produzido pela Balcão Filmes e Bruto Films, o elenco conta com Gabriel Brennecke, Gilda Nomacce, Renan Vilela, Fabi Pifer, Matheus Prestes, Helena Santana, Paula Mares Ruy, Adelino Costa, Jacqueline Rocha, Bárbaro Xavier, Rafael Furtado, Bruno Bianco e Mattias Erìsson

Filmado em São Paulo, com orçamento enxuto, o curta aposta em soluções formais precisas, em que limitações de produção se convertem em escolhas estéticas. O uso de locações reais, a valorização do tempo morto e a construção de cenas abertas contribuem para um cinema que privilegia a experiência sobre a explicação. Com trânsito entre Brasil e Estados Unidos, onde se formou, Acher passa a desenvolver projetos com coprodução internacional, sem abandonar São Paulo como palco de seus filmes. Seus próximos trabalhos devem continuar ancorados na capital paulista, mas com perspectiva de circulação global.

O Festival de Cannes concede um prêmio de 15 mil euros para o Primeiro Prêmio, 11 mil para o segundo lugar e 7.500 euros ao terceiro; os filmes premiados serão exibidos no Cinéma du Panthéon, na próxima semana, em Paris

Vale lembrar que o cinema brasileiro já foi premiado três vezes nesta mostra: em 2002, Um Sol Alaranjado, de Eduardo Valente, recebeu o primeiro prêmio; em 2005, Buy It Now, de Antonio Campos, uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos, também ficou em primeiro lugar; e em 2021, Cantareira, de Rodrigo Ribeyro, ficou em terceiro lugar

Conheça os vencedores da mostra La Cinef 2026

1º PRÊMIO
Laser-Gato, de Lucas Acher (EUA) (NYU)

2º PRÊMIO
Silent Voices, de Nadine Misong Jin (EUA) (Columbia University)

3º PRÊMIO
Aldrig nok, de Julius Lagoutte Larsen (França) (La Fémis)
Growing Stones, Flying Papers, de Roozbeh Gezerseh e Soraya Shamsi (Alemanha) (Filmuniversität Babelsberg Konrad Wolf)

Foto: Jean-Louis Hupe/FDC.

Cannes 2026: conheça os vencedores da 65ª Semana da Crítica

por: Cinevitor
Colas Quignard em La Gradiva, de Marine Atlan: filme premiado

Foram anunciados nesta quarta-feira, 20/05, os vencedores da Semana da Crítica, mostra paralela ao Festival de Cannes, que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar cineastas inovadores do mundo todo.

Neste ano, em sua 65ª edição, a Semaine de la Critique teve a cineasta indiana Payal Kapadia como presidente do júri; Ama Ampadu, Donsaron Kovitvanitcha, Théodore Pellerin e Oklou (Marylou Mayniel) completavam o time de jurados.

O cinema brasileiro marcou presença na seleção com Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, do diretor mexicano Bruno Santamaría Razo, uma coprodução entre México (Ojos de Vaca), Brasil (Desvia) e Dinamarca (Snowglobe). O longa conta com uma significativa participação brasileira liderada pelas produtoras Rachel Daisy Ellis e Camille Reis. Além de um papel como coadjuvante para o ator brasileiro Demick Lopes, grande parte da pós-produção do filme foi feita no Brasil. O filme conta com participação dos editores Eduardo Serrano e Marília Moraes; a desenhista de som Miriam Biderman; o compositor musical Leo Chermont; o estúdio de efeitos especiais Aberração Kromatica Filmes; a produtora executiva Amanda Luna; e as pós-produtoras Bia Baggio e Ivich. A produtora mexicana do filme, Bruna Haddad, também tem nacionalidade brasileira. No Brasil, a distribuição ficará a cargo da Fistaile. No cenário global, as vendas internacionais serão representadas pela Luxbox.

Conheça os vencedores da Semana da Crítica 2026:

GRANDE PRÊMIO
La Gradiva, de Marine Atlan (França/Itália)

PRÊMIO LOUIS ROEDERER FOUNDATION | REVELAÇÃO
Aina Clotet, por Viva

MELHOR CURTA-METRAGEM | PRÊMIO DISCOVERY SONY
Skinny Bottines, de Romain F. Dubois (Canadá)

PRÊMIO GAN FOUNDATION DE DISTRIBUIÇÃO
Wu ming nü hai, de Jing Zou (China/França) (Pyramide Distribution)

PRÊMIO SACD (Society of Dramatic Authors and Composer)
Blerta Basholli e Nicole Borgeat, roteiristas de Dua

PRÊMIO CANAL+ | CURTA-METRAGEM
„Vaterland“ oder Ein Bule Namens Yanto, de Berthold Wahjudi (Alemanha/Indonésia)

Foto: Divulgação.

Sábado Morto, com Jesuíta Barbosa: começam as filmagens do novo longa de Leonardo Lacca

por: Cinevitor
Jesuita Barbosa e Leonardo Lacca nos bastidores

Estrelado por Jesuita Barbosa, de Tatuagem e Homem com H, e Malu Falangola, Sábado Morto, dirigido e escrito por Leonardo Lacca, é o terceiro longa-metragem produzido pela Cinemascópio e Trincheira Filmes, depois dos premiados Permanência e Seu Cavalcanti.

O novo filme será rodado entre Recife e a região de Arcoverde, no interior de Pernambuco, ao longo de cinco semanas. Emilie Lesclaux, produtora de longas reconhecidos no circuito cinematográfico nacional e internacional, assina a produção ao lado de Leonardo Lacca, com quem trabalhou em O Agente Secreto, longa indicado ao Oscar em quatro categorias

Lacca, que atuou como preparador de elenco, diretor assistente e um dos roteiristas do filme de Kleber Mendonça Filho, apresenta a trama que acompanha Diogo, médico residente no Recife, que precisa retornar ao sertão pernambucano após anos distante por conta de um acontecimento inesperado na família. Ao lado da esposa, Aline, ele reencontra sua mãe, Terezinha, determinada a exigir respostas sobre fatos recentes, e talvez algo mais. Entre lembranças e desconfortos, segredos começam a emergir.

O diretor Leonardo Lacca e a atriz potiguar Tânia Maria

O elenco de Sábado Morto conta também com Tânia Maria, Igor Fortunato e Matteus Cardoso. A direção de fotografia é de Luciana Baseggio e Dayse Barreto assina a direção de arte; o figurino é de Rita Azevedo e a direção de produção é de Mariana Jacob.

Leonardo Lacca nasceu no Recife e trabalha como diretor, roteirista e preparador de elenco há 20 anos. Fundou a Trincheira Filmes com Marcelo Lordello e Tião. Seu primeiro longa, Permanência, foi exibido e premiado em festivais no Brasil e no mundo. Estreou seu segundo longa-metragem, a docuficção Seu Cavalcanti, em setembro de 2025. Foi diretor assistente de Bacurau, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, e O Agente Secreto, premiado no Globo de Ouro e representante brasileiro no Oscar 2026, os dois de Kleber Mendonça Filho. Foi também preparador de elenco em Aquarius, O Som ao Redor, Paterno, A Salamandra e Dormir de Olhos Abertos.

Fotos: Hannah Carvalho. 

Mambembe

por: Cinevitor

Direção: Fabio Meira

Elenco: Índia Morena, Madona Show, Murilo Grossi, Dandara Ohana, Jéssica Alves, Birrinho, Ceci, Claudeci, Darismar, Francielly, Gledma Pereira, Glendha, Innayara Alves, Joana D’Arc, Maria (Circo América), Maviael Ribeiro de Barros, Meire Silva, Negão, Neguinho, Rogério, Sassarico, Werblet, Alex, Ana Paula, Anderson, Benegilma, Carlos, Cavaquinho, Daiane, Deise, Dom Bambo, Ednaldo, Eleide Gomes, Erivânia, Jacobina, Joana e Mozart, Jonnata, Jordani, Kaysla, Luane, Marcelo, Netinha, Palhaço Catatau, Palhaço Furão, Patrícia, Pedro Henrique, Priscila, Rui Raiol, Tainá, Tamires, Washington, Wellington, Wilma, Zinho e Neuza.

Ano: 2024

Sinopse: Três mulheres de um circo itinerante, Índia Morena, Madona Show e Jéssica, cruzam o caminho de um misterioso topógrafo. A partir de suas histórias, se desenha uma trama que mistura ficção e realidade ao longo de 15 anos. Mambembe é uma jornada sobre o tempo, a arte circense e o cinema.

*Clique aqui e assista ao nosso programa especial com entrevistas com o diretor e com o elenco: Índia Morena, Madona Show, Murilo Grossi e Dandara Ohana

*Filme visto no Festival do Rio 2024

Nota do CINEVITOR:

CINEVITOR #494: Mambembe | Entrevista com Fabio Meira, Índia Morena, Madona Show, Dandara Ohana e Murilo Grossi

por: Cinevitor
Índia Morena em cena do longa Mambembe, dirigido por Fabio Meira: em cartaz

Mambembe, novo longa-metragem do premiado diretor Fabio Meira, de As Duas Irenes e Tia Virgínia, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 14/05, e retrata a resistência e a potência dos pequenos circos do Norte e do Nordeste do país em uma homenagem ao circo itinerante brasileiro.

No elenco estão: Índia Morena, uma das maiores referências da arte circense no Brasil e Patrimônio Vivo de Pernambuco; a artista circense potiguar Madona Show; e a atriz e assistente de direção carioca Dandara Ohana, que interpreta Jéssica, ex-artista circense de Belém. O filme acompanha um topógrafo nômade, vivido pelo ator brasiliense Murilo Grossi, que cruza o caminho dessas três mulheres.

O projeto nasceu há 16 anos, quando Fabio Meira ainda finalizava seu curso de cinema em Cuba, e foi retomado ao longo do tempo incorporando ao processo criativo a passagem dos anos e as transformações vividas por personagens e realizadores. Ao trazer para a narrativa o próprio gesto de filmar, Mambembe transforma o processo cinematográfico em parte da história. O diretor constrói um filme sobre arte, desejo, memória e encontros, em uma mistura entre documentário e ficção.

Mambembe estreou na Première Brasil do Festival do Rio, em 2024, e foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Forumdoc.BH e no Cine PE. No Festival de Cinema de Vitória, conquistou os troféus de melhor filme, melhor interpretação para Índia Morena e Menção Honrosa para Madona Show, além do Prêmio Sesc Glória. Também venceu nas categorias de melhor filme e melhor montagem no Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e levou os troféus de melhor filme, direção e montagem no FICA.

No Festival Guarnicê de Cinema, no Maranhão, o longa foi consagrado como melhor filme (júris técnico e popular) e conquistou os troféus de melhor atuação para Dandara Ohana, Madona Show e Índia Morena, além dos prêmios de melhor ator para Murilo Grossi e melhor fotografia. No circuito internacional, Meira venceu na categoria de melhor direção no Bravo Film Festival, em Los Angeles. O longa também passou pelo Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata e recebeu o troféu do Prêmio do Júri no Festival Internacional de Cinema Brasileiro em Milão.

Produzido pela Roseira Filmes, Mambembe tem roteiro assinado por Fabio Meira e Susana Barriga; a fotografia é de Daniela Cajías e a montagem de Affonso Uchoa, Fabio Meira e Juliano Castro. A produção é de Fabio Meira, Maya Da-Rin e Paula Pripas.

Para falar mais sobre o premiado filme, conversamos com o diretor e com o elenco: Índia Morena, Madona Show, Dandara Ohana e Murilo Grossi.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Roseira Filmes.

Prêmio Platino 2026: O Agente Secreto, Beleza Fatal, documentário de Petra Costa e Wagner Moura são premiados

por: Cinevitor
Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho: O Agente Secreto consagrado 

Foram revelados neste sábado, 09/05, os vencedores do XIII Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine y el Audiovisual Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países.

Nesta 13ª edição, a cerimônia, transmitida pelo Canal Brasil e que aconteceu no Teatro Gran Tlachco, no Parque Xcaret, em Riviera Maya, no México, foi comandada por Carlos Torres e Cayetana Guillén-Cuervo, e contou também com apresentações musicais de Camilo, Manuel Carrasco e María Becerra

O cinema brasileiro se destacou e foi consagrado com oito prêmios para o longa O Agente Secreto, dirigido pelo cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho e produzido por Emilie Lesclaux, entre eles, melhor filme ibero-americano de ficção e melhor ator para Wagner Moura (pelos votantes e pelo público). 

Com a ausência de Wagner Moura na cerimônia, Kleber Mendonça Filho recebeu a estatueta pelo ator: “Meu grande amigo Wagner Moura, grande ator, está na Espanha trabalhando em um novo filme”. Na sequência, leu uma mensagem enviada pelo brasileiro premiado: “Amo o Prêmio Platino. Ver nossa cinematografia ser celebrada, encontrar amigos, descobrir talentos, filmes, artistas, trabalhadores do cinema falado em espanhol e em português. Amo cada vez que percebo o Brasil integrado a uma cultura mais abrangente e que também é nossa. Amo ver-nos todos juntos. Quero dedicar esse prêmio ao porta-voz dessa mensagem. Esse diretor gênio, grande amigo, grande artista. Esse hombre guapo e sensual. Te amo, Kleber Mendonça! Obrigado”

Em outro momento no palco, ao subir para receber o prêmio de melhor direção, Kleber discursou: “Muito obrigado! Eu gostaria de compartilhar esse prêmio com Emilie Lesclaux, minha companheira de vida e minha produtora. Ela é a primeira leitora dos meus roteiros. Esse prêmio vai também para Wagner Moura, que é um grande amigo, um grande colaborador e um grande ator. Que prazer trabalhar com Wagner! Quero fazer o próximo filme também com ele. E queria compartilhar com todos os meus amigos que estão aqui e com toda a equipe de mais de 300 pessoas que fizeram O Agente Secreto. São muitos nomes e foi uma grande aventura!”

No anúncio de melhor filme ibero-americano de ficção, que consagrou O Agente Secreto, a produtora Emilie Lesclaux subiu ao palco: “Estou muito emocionada! Obrigada, Prêmio Platino! É uma grande honra e uma grande alegria que quero compartilhar com nossa equipe técnica que está aqui. Agradecer ao nosso elenco maravilhoso, todos os colaboradores e ao público. É um orgulho fazer parte dessa comunidade audiovisual ibero-americana! Quero cumprimentar também todas as produtoras e produtores dos outros filmes desta categoria. Muito obrigada! E agradecer também, o mais importante, Kleber: muito obrigada por este presente e este caminho que fazemos juntos há mais de vinte anos. Estou muito feliz! Viva o cinema brasileiro!”. E Kleber finalizou: “É um grande prazer estar no México. Viva, México, que país incrível! E para nossas crianças, Martin e Tomás, um beijo, que estão vendo em casa”

O Brasil, que estava indicado com diversas produções, ainda se destacou com o longa Apocalipse nos Trópicos, dirigido por Petra Costa, como melhor documentário, que foi representado por Brunno Pacini no palco. E também com a novela Beleza Fatal, de Raphael Montes, que levou o prêmio de melhor série de longa duração (categoria nova, que foi criada nesta edição); a diretora Maria de Médicis, ao lado de Luciano Patrick, da produtora Coração da Selva, e de Anouk Aaron, da HBO Max, discursou: “Queria oferecer esse prêmio para o cara que inventou como se faz novela no Brasil, Dennis Carvalho, meu mestre, que nos deixou esse ano. Obrigada!”

Neste ano, o Prêmio Platino acrescentou doze novas categorias em cinema e televisão e, por isso, 21 prêmios foram anunciados anteriormente no dia 16 de abril: O Agente Secreto se destacou com as estatuetas de melhor montagem (Eduardo Serrano e Matheus Farias), direção de arte (Thales Junqueira) e trilha sonora original (Tomaz Alves Souza e Mateus Alves). 

Além disso, personalidades brasileiras marcaram presença na cerimônia e apresentaram algumas categorias, como: os atores André Lamoglia e Christian Malheiros; e o recordista olímpico Giba, ex- jogador de voleibol. E mais: o consagrado ator argentino Guillermo Francella, da série Meu Querido Zelador e dos filmes O Clã e O Segredo dos Seus Olhos, foi homenageado com o Platino de Honor.

Conheça os vencedores do 13º Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Alemanha/Holanda)

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | PRÊMIO DO PÚBLICO
Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha)

MELHOR COMÉDIA IBERO-AMERICANA DE FICÇÃO
La cena, de Manuel Gómez Pereira (Espanha/França)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Olivia & Las Nubes, de Tomás Pichardo-Espaillat (República Dominicana)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa (Brasil)

MELHOR FILME DE ESTREIA
Surda, de Eva Libertad (Espanha)

MELHOR DIREÇÃO
Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto

MELHOR ROTEIRO
O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho

MELHOR ATRIZ
Blanca Soroa, por Los domingos

MELHOR ATRIZ | PRÊMIO DO PÚBLICO
Patricia López Arnaiz, por Los domingos

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Camila Pláate, por Belén: Uma História de Injustiça

MELHOR ATOR
Wagner Moura, por O Agente Secreto

MELHOR ATOR | PRÊMIO DO PÚBLICO
Wagner Moura, por O Agente Secreto

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Álvaro Cervantes, por Surda

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Sirât, por Mauro Herce

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
O Agente Secreto, por Thales Junqueira

MELHOR FIGURINO
La cena, por Helena Sanchís

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
O Cativo, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz

MELHOR MONTAGEM
O Agente Secreto, por Eduardo Serrano e Matheus Farias

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
O Agente Secreto, por Tomaz Alves Souza e Mateus Alves

MELHOR SOM
Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Sirât, por Pep Claret

PRÊMIO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES
Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)

MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA | FICÇÃO ou DOCUMENTÁRIO
O Eternauta (Argentina)

MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA | PRÊMIO DO PÚBLICO
Chespirito: Sem Querer Querendo (México)

MELHOR SÉRIE LONGA
Beleza Fatal (Brasil)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Ricardo Darín, por O Eternauta

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE | PRÊMIO DO PÚBLICO
Álvaro Morte, por Anatomía de un instante

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Paulina Gaitán, por As Mortas

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE ou SÉRIE | PRÊMIO DO PÚBLICO
Candela Peña, por Estado de Fúria

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE
César Troncoso, por O Eternauta

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Andrea Pietra, por O Eternauta

MELHOR CRIADOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Bruno Stagnaro, por O Eternauta (Argentina)

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Álex Catalán

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Pepe Domínguez del Olmo

MELHOR FIGURINO | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Fernando García

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Menem: El Show del Presidente, por Marcos Cáceres e Dolores Giménez

MELHOR MÚSICA ORIGINAL | MINISSÉRIE ou SÉRIE
O Eternauta, por Federico Jusid

MELHOR SOM | MINISSÉRIE ou SÉRIE
Anatomía de un instante, por Daniel de Zayas

MELHOR MONTAGEM | MINISSÉRIE ou SÉRIE
O Eternauta, por Alejandro Broderson e Alejandro Parysow

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS | MINISSÉRIE ou SÉRIE
O Eternauta, por Ezequiel Rossi, Pablo Accame e Ignacio Pol

Foto: José Alberto Puertas/Premios Platino.

20º For Rainbow: inscrições abertas para o Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
Verónica Valenttino na edição do ano passado

A 20ª edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 7 e 14 de agosto, em Fortaleza, no Ceará, está com inscrições abertas até o dia 5 de junho de 2026.

Evento com reconhecimento internacional e um dos mais importantes palcos do país para debates com temática LGBTI+, o festival reúne anualmente filmes de diversas partes do mundo e atividades culturais com foco na diversidade.

Podem ser inscritos, nas mostras competitivas, filmes de qualquer duração e gênero cinematográfico (ficção, documentário, animação ou experimental), contanto que finalizados após 1º de janeiro de 2024, e cujas temáticas abordem o universo LGBTIQA+. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através da plataforma FilmFreway (clique aqui). 

Não há limitação de filmes inscritos por diretor/a/e ou produtor/a/e e são aceitos títulos de qualquer nacionalidade. Os títulos selecionados concorrerão nas mostras competitivas internacionais de longas-metragens e de curtas-metragens aos troféus Elke Maravilha nas categorias de melhor filme, direção, roteiro, atriz, ator, fotografia, direção de arte, direção de som, trilha sonora e edição. O melhor filme receberá um prêmio de R$ 10 mil reais.

Além disso, haverá também premiação para o melhor filme da Mostra Cearense e do Júri da Crítica para o melhor longa e o melhor curta-metragem do For Rainbow 2026.

Foto: Vitória Hellen e Arthie.

15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Veronica Cavalcanti e Luciana Souza no longa Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha

Foram anunciados nesta terça-feira, 05/05, em uma coletiva de imprensa, os filmes selecionados para a 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 4 e 13 de junho, com mais de 70 títulos na programação. 

Considerado um dos principais eventos dedicados à sétima arte no Brasil, o festival contará com sessões em espaços culturais importantes da capital paranaense, sendo o MON: Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca e o Teatro da Vila.

“Esta edição marca o amadurecimento e a concretização do Olhar de Cinema como um dos principais eventos voltados ao segmento do Brasil e com um crescimento de público constante. São 15 anos de programações pensadas por meio de um olhar aguçado e que busca fugir do comum, com títulos vindos de todo o mundo e que mostram a importância das especificidades das variadas artes de como fazer cinema, com produções apresentadas anos antes de sua circulação nacional e uma grade voltada a diferentes idades”, comenta Gabriel Borges, codiretor artístico do Olhar de Cinema.

“O Olhar promove diferentes olhares sobre determinado segmento, pauta, idade, direção ou estilo de produção”, completa Antonio Gonçalves Jr, diretor geral do festival. 

Para este ano, o evento anuncia mais de 70 filmes em sua programação, entre curtas, médias e longas-metragens, que estão divididos nas mostras Competitiva Brasileira, Competitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense Sanepar, Exibições Especiais, Olhares Clássicos Cine Passeio, Olhar Retrospectivo, Pequenos Olhares, filme de abertura e encerramento

O longa-metragem que abrirá a edição de 2026 do Festival Internacional de Curitiba será Yellow Cake, filme de Tiago Melo, que retrata as consequências de um experimento conduzido por cientistas estrangeiros que tentam erradicar o mosquito Aedes aegypti com o uso de urânio. Quando o experimento falha, uma pesquisadora brasileira precisa, com a ajuda de garimpeiros locais, conter o desastre antes que seja tarde demais. A produção, que foi exibida no Festival de Roterdã, conta com Rejane Faria, Tânia Maria, Valmir do Côco, Spencer Callahan, Wolfgang Pannek, Alli Willow, Rosa Malagueta, Galeguinho Zé Matias e Severino Dadá no elenco. A exibição ocorrerá na Ópera de Arame em uma tela especial com mais de 400 polegadas montada especialmente para a sessão e para um público de cerca de 1.500 pessoas. 

As produções selecionadas para as Mostras Competitivas, tanto a Internacional quanto a Brasileira, concorrem aos prêmios de melhor filme, direção, roteiro, atuação, entre outros, concedidos pelo júri, além das premiações do público, responsável por eleger o melhor longa e o melhor curta nas duas mostras.

A programação segue com a mostra Novos Olhares, que é voltada para produções ousadas, que flertam com o risco, a invenção e caminhos desconhecidos em seu uso da linguagem cinematográfica optando pela radicalidade e desprendimento das convenções do cinema; mostra Pequenos Olhares, que reúne uma seleção de produções voltada às crianças, entre longas e curtas-metragens, com o intuito de promover aos pequenos uma experiência única dentro do festival; Mirada Paranaense Sanepar, que promove um panorama da produção audiovisual do Paraná, com um olhar dedicado a filmes de todo o estado; mostra Exibições Especiais, espaço dedicado a obras inéditas no Brasil de grandes nomes do cinema mundial, assim como filmes brasileiros incontornáveis da última temporada que estrearam em outros eventos, mas chegam para Curitiba no Olhar de Cinema; e Olhares Clássicos Cine Passeio, que reúne uma seleção diversa de filmes de todo o mundo que marcaram a história da sétima arte, integrando a mostra como uma homenagem a seus realizadores, assim como por seus posicionamentos inovadores em relação às produções contemporâneas da edição.

O longa selecionado para encerrar o Olhar de Cinema 2026 será Salvação (Kurtulos), dirigido por Emin Alper, que levou o Urso de Prata pelo Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim deste ano. O filme se passa em uma aldeia remota no alto das montanhas turcas, em que o regresso de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras. Ressentimentos adormecidos ressurgem e Mesut, irmão do líder local, é acometido por visões perturbadoras que acredita serem avisos divinos. À medida que as convicções religiosas, as lutas pelo poder e as tensões aumentam na comunidade, eles seguirão para a tragédia ou para a salvação?

Depois do sucesso no último ano, o Olhar de Cinema apresenta em sua programação o 2º MECI: Mercado do Cinema Independente, com o objetivo de fortalecer o cinema independente em um espaço dedicado à conexão entre realizadores, distribuidores, exibidores, plataformas de streaming, canais e profissionais do setor audiovisual. A nova edição do MECI acontecerá entre os dias 9 e 11 de junho no MON, Museu Oscar Niemeyer. O evento foi a primeira iniciativa no Brasil a oferecer um encontro de mercado audiovisual focado em longas-metragens independentes com foco na ampliação de oportunidades, fomento de parcerias estratégicas e impulsionamento de negócios que movimentam e fortalecem o cinema.

A arte desta 15ª edição foi criada pelo artista Rafael Silveira e foi inspirada no conceito de coming of age. A imagem reflete as transformações do Olhar ao longo do tempo em um processo contínuo de amadurecimento e descoberta. Em um retrato que se desdobra em paisagem, elementos como araucárias, Serra do Mar e manacá-da-serra atravessam o interior e o exterior da figura, revelando camadas de memória, experiência e imaginação.

Conheça os filmes selecionados para o 15º Olhar de Cinema:

COMPETITIVA BRASILEIRA | LONGAS

A Noite e os Dias de Miguel Burnier, de João Dumans
Adulto/Homem, de Pedro Diogenes
Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques
Maxita, de Mariana Machado e Ana Maria Machado
Olhe para Mim, de Rafhael Barbosa
Quase Inverno, de Rodrigo Grota
Reparação, de Marcus Curvelo
Telúrica, a íntima utopia, de Mariana Lacerda

COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTAS

Cerimônia, de Fabio Ramalho, André Antonio e Chico Lacerda
Disciplina, de Affonso Uchoa
Duwid Tuminkiz: Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapichana
Marimbã está acontecendo, de Maryn Marynho
O Segredo Sagrado, de Everlane Moraes
Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitória Miotto Tahan
Pirexia, de Nico da Costa
Um Filme para Lembrar da Utopia, de Reinaldo Cardenuto

COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS

A Noite Já Está Partindo (La noche está marchándose ya), de Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas (Argentina)
Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani (Itália/Marrocos/EUA)
Cartas a Meus Pais Mortos (Cartas a Mis Padres Muertos), de Ignacio Aguero (Chile)
Não Me Deixe Morrer (Nu mă lăsa să mor), de Andrei Epure (Romênia/Bulgária/França)
O Profeta, de Ique Langa (Moçambique/África do Sul)
Se Pombos Virasse Ouro (If Pigeons Turned to Gold), de Pepa Lubojacki (República Tcheca/Eslováquia)
Um Calendário Incompleto (An Incomplete Calendar), de Sanaz Sohrabi (Canadá/Irã/Turquia/Vanuatu/Venezuela)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS

Cada Época Sonha com a Próxima (Every Epoch Dreams the Next), de Johannes Gierlinger (Áustria/Albânia)
Desencaixar (Detach), de Danielle Kaganov (França)
Dragão (Dragón), de Yashira Jordán (Bolívia/México)
Má Sorte (Bad Luck), de Jan Eilhardt (Alemanha)
Nan Ginen, de Feguenson Hermogène (Cuba)
O Inimigo (Il nemico), de Andrej Chinappi (Itália)
Outra Terra (Another Earth), de Ben Russell (França)
Sussuros de um Perfume Ardente (Whispers of a Burning Scent), de Mo Harawe (Somália/Áustria/Alemanha)

NOVOS OLHARES

A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto (Brasil)
Como Todo Mortal, de Maria Molina Peiro (Países Baixos/Espanha)
Gato na Cabeça (Es domāju par kaķi), de Laila Pakalnina (Letônia)
Joy Boy: Um Tributo a Julius Eastman (Joy Boy: a tribute to Julius Eastman), de Walking Backwards Collective (Bélgica/República Democrática do Congo/França)
O Mez da Gripe, de William Biagioli (Brasil)
Passado Futuro Contínuo (Past Future Continuous), de Firouzeh Khosrovani e Morteza Ahmadvand (Irã/Noruega/Itália)
Segunda Pele, de Dea Ferraz (Brasil)

PEQUENOS OLHARES | LONGA

Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil)

PEQUENOS OLHARES | CURTAS

A Menina que Queria ser Pedra, de Jackson Abacatu (Brasil)
Aterro Zeitgeist, de Kapel Furman (Brasil)
Canção de Peixes e Pássaros (Balada de peces y pájaros), de Anny Uribe e Juan José Arévalo (Espanha)
Ecos do Amanhã, de Antônio Eder (Brasil)
Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (Brasil)
Nosso Tempero, de Alunos e alunas da Escola Municipal João Victor (Lagoa Nova/RN) e Equipe Animazul (Vitória/ES) (Brasil)
O Jardim Mágico, de Carlon Hardt e Naira Carneiro (Brasil)
Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv (Brasil)

MIRADA PARANAENSE SANEPAR | LONGA

A Holandesinha, de João Gabriel Kowalski e Luisa Godoi

MIRADA PARANAENSE SANEPAR | CURTAS

Enluarada, de Pedro Nascimento
Estrelas Terrestres, de Rafael Neri M. Ferreira
Imunidade, de Milla Jung e Candida Monte
Las Vegas, Cuba, de Felipe Eugênio Lovo
O Caçador, de Lucas Mancini
Reza para Baobabs: Um Ebó de Palavras para Ayami e Zola, de Bea Gerolin
Tornar-se Ciborgue no Interior, de Louisa Savignon
Yvyra’ijá há Jate’í Reheguá: Os Quatro Guerreiros e o Jatei, de Coletivo Ava Guarani de Cinema

EXIBIÇÕES ESPECIAIS

Anistia 79, de Anita Leandro (Brasil)
Barbara para Sempre (Barbara Forever), de Brydie O’Connor (EUA)
Flora & Airto: O Som Revolucionário, de Jom Tob Azulay (Brasil)
Futuro Futuro, de Davi Pretto (Brasil)
Histórias de um Bom Vale (Histoires de la bonne vallée), de José Luis Guerin (Espanha/França)
Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape, de Sérgio Santos Barroso (Brasil)

OLHARES CLÁSSICOS CINE PASSEIO

Aqui e em Qualquer Lugar (Ici et ailleurs), de Jean-Luc Godard e Anne-Marie Miéville (1976) (França)
As Aventuras do Príncipe Achmed (Die Abenteuer des Prinzen Achmed), de Lotte Reiniger (1926) (Alemanha)
As Harmonias de Werckmeister (Werckmeister harmóniák), de Béla Tarr e Ágnes Hranitzky (2000) (Hungria)
Beirute Fantasma (Ashbah Beyrouth), de Ghassan Salhab (1998) (Líbano/França)
Corações Desertos (Desert Hearts), de Donna Deitch (1986) (EUA)
Eles Não Existem (Lays lahum wujud), de Mustafa Abu Ali (1974) (Palestina)
High School, de Frederick Wiseman (1968) (EUA)
Hollywood Studios, de Arthur Rogge (1930) (Brasil)
Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch (1986) (EUA)
Vento Norte, de Salomão Scliar (1951) (Brasil)

FILME DE ABERTURA
Yellow Cake, de Tiago Melo (Brasil)

FILME DE ENCERRAMENTO
Salvação (Kurtulos), de Emin Alper (Turquia/França/Países Baixos/Grécia/Suécia)

Foto: Divulgação/Moçambique Audiovisual/Delírio Filmes. 

Festival de Cannes 2026: conheça os integrantes do júri

por: Cinevitor
Demi Moore: confirmada no júri de 2026

Presidido pelo diretor, roteirista e produtor sul-coreano Park Chan-wook, o júri da 79ª edição do Festival de Cannes agora está completo. Foram anunciados nesta segunda-feira, 04/05, os nomes das personalidades da sétima arte que terão a missão de avaliar e premiar os longas-metragens em competição.

O time que escolherá o grande vencedor da Palma de Ouro, entre 22 filmes selecionados, conta com: a consagrada atriz e produtora americana Demi Moore, que passou recentemente pelo festival com A Substância, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar; a atriz e produtora etíope-irlandesa Ruth Negga, que se destacou com Loving, exibido em Cannes em 2016; a cineasta belga Laura Wandel, que exibiu, em 2014, o curta-metragem Les corps étrangers e também dirigiu o longa Un monde, que recebeu o Prêmio FIPRESCI na mostra Un Certain Regard, em 2021; a diretora e roteirista chinesa Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland e indicada por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, que passou por Cannes com Songs My Brothers Taught Me, em 2015, e Domando o Destino, em 2017, premiado na Quinzena de Cineastas

E mais: o cineasta chileno Diego Céspedes, vencedor do prêmio principal da mostra Un Certain Regard do ano passado com O Olhar Misterioso do Flamingo, seu primeiro longa-metragem, e que também exibiu o curta Las criaturas que se derriten bajo el sol na Semana da Crítica, em 2022, e foi premiado com o curta-metragem El verano del léon eléctrico na mostra La Cinef, em 2018; o ator costa-marfinense Isaach de Bankolé, que passou pelo Festival de Cannes com Chocolat, de Claire Denis, e se destacou em filmes como O Brutalista, Pantera Negra: Wakanda para Sempre, 007: Cassino Royale e o inédito Duna: Parte 3; o roteirista escocês Paul Laverty, grande parceiro de Ken Loach e da produtora Rebecca O’Brien, que já foi premiado em Cannes pelo roteiro de Felizes Dezesseis e também assinou os roteiros de Ventos da Liberdade e Eu, Daniel Blake, vencedores da Palma de Ouro; e o consagrado ator sueco Stellan Skarsgård, recentemente indicado ao Oscar por Valor Sentimental, que foi premiado em Cannes no ano passado. 

Além disso, o Festival de Cannes 2026, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de maio, também anunciou os integrantes do júri das mostras de curtas-metragens (Competição e La Cinef), que será presidido pela cineasta e roteirista catalã Carla Simón e contará com: Park Ji-min, atriz e artista visual francesa; Ali Asgari, diretor iraniano; Salim Kechiouche, ator e diretor francês; e Magnus von Horn, cineasta e roteirista sueco. 

Foto: Gareth Cattermole. 

O Diabo Veste Prada 2

por: Cinevitor

The Devil Wears Prada 2

Direção: David Frankel

Elenco: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Justin Theroux, Simone Ashley, Kenneth Branagh, Lucy Liu, Tracie Thoms, Pauline Chalamet, Caleb Hearon, B.J. Novak, Patrick Brammall, Lady Gaga, Donatella Versace, Rachel Bloom, Helen J Shen, Amanda Morrow, Jenna Bush Hager, Conrad Ricamora, Karolina Kurkova, Kiara Gomez Glad Bak, Tibor Feldman, Maria Bata, Swanmy Sampaio, Bria Condon, Holden Goodman, Ciara, Emily Hunt, Kara Swisher, Naomi Campbell, Law Roach, Jon Batiste, Tom Johnson, Vincent De Paul, Geneva Meredith, Larry Mitchell, Daniel Congleton, Abbie Van Lee, Colin Foley, Daniel Liu, Eloise Ro, Walter Belenky, Wes McGee, Dirk Higgins, Candice Lam, Craig Castaldo, Matthew Heister, Sarah Hamrick, Jonathan Noah Esposito, Amanda L. Miller, Jonathan Bender, Elizabeth Holder, Kim Exum, Sabrina Cappellino, Attila Abuk, Ver Best, Rob Guglielmo, Bridget Winder, Ken Parrish, Nyajuok Kueth, John Fiduccia, Veronica Universo, Michael Sabanos, Marc Jacobs, Veronica Otto, Leonardo Algozzino, Brunello Cucinelli, Tina Brown, Kevin D. Benton, Eric Patrick Cameron, Linda Glisson Clarkson, John DiGiorgio, Ken Holmes, Brendan Manning, Daniel Jeffrey May, Talya L Moore, Karie O’Donnell, Edward Olaie, Leroy Phillips Jr., Greg Rubenacker, Mako San, Sebastian Torrente.

Ano: 2026

Sinopse: Duas décadas após a trama original, O Diabo Veste Prada 2 acompanha o retorno de Andy Sachs à revista Runway, que passa por um momento delicado mesmo sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly. Para trazer a publicação de volta a seus dias de glória, elas precisam se reconectar com Emily Charlton, ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa.

Nota do CINEVITOR:

Mãe e Filho

por: Cinevitor

Zan va bache
Woman and Child

Direção: Saeed Roustayi

Elenco: Parinaz Izadyar, Payman Maadi, Soha Niasti, Sinan Mohebi, Hassan Pourshirazi, Fereshteh Sadre Orafaiy, Rojin Shams, Maziar Seyedi, Sahar Goldoost, Arshida Dorostkar, Javad Pourheidari, Mansour Nasiri, Farzad Raha.

Ano: 2025

Sinopse: Mahnaz, uma enfermeira viúva de 40 anos, tenta equilibrar uma rotina marcada por tensões crescentes, desde um filho rebelde até um relacionamento controverso. A situação se agrava quando um trágico acidente leva Mahnaz a confrontar limites emocionais e escolhas que podem transformar seu destino para sempre.

Nota do CINEVITOR:

Cine PE 2026: conheça os filmes selecionados; Cláudia Abreu será homenageada

por: Cinevitor
Cláudia Abreu no filme O Silêncio da Chuva, de Daniel Filho: homenageada

Com três décadas de história, o Cine PE – Festival do Audiovisual chega à sua 30ª edição entre os dias e 7 de junho, no Recife, com todas as sessões gratuitas. As exibições competitivas acontecem no Cine Teatro do Parque, com a tradicional programação noturna; enquanto as sessões da Mostra Matinê, fora da competição, serão realizadas no Cinema São Luiz, reunindo 12 filmes em uma programação paralela voltada a novos olhares e experimentações. 

Em 2026, o festival dá um passo importante rumo ao reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial. O Cine PE já está com projetos em tramitação nas comissões responsáveis pela concessão do título, tanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco quanto na Câmara de Vereadores do Recife. As propostas são, respectivamente, de autoria do deputado Jarbas Vasconcelos Filho e do vereador Samuel Salazar.

Para o produtor Alfredo Bertini, esse avanço representa o reconhecimento de uma história construída ao longo de décadas: “O Cine PE sempre foi mais do que um festival, é um espaço de encontro, de formação de público e de valorização do nosso cinema. Ver esse movimento em direção ao reconhecimento como patrimônio é muito significativo, porque reafirma a importância do audiovisual na identidade cultural de Pernambuco”, afirma. 

A abertura do festival, no dia 1º de junho, será marcada pela exibição do longa Doutor Monstro, dirigido por Marcos Jorge, de Estômago. O filme acompanha Cláudia Ferreira, vivida por Taís Araujo, uma promotora obstinada que enfrenta um dos casos mais brutais de sua carreira. Diante da tentativa de sustentar uma tese de legítima defesa para livrar um médico feminicida, interpretado por Marat Descartes, ela precisa recorrer a todos os meios possíveis para evitar que o crime fique impune. Inspirado na história real de Farah Jorge Farah, o filme mergulha em uma narrativa intensa onde verdade e mentira se misturam em uma tragédia que expõe as falhas e tensões do sistema de justiça.

Marcos Jorge e Taís Araujo nos bastidores de Doutor Monstro: filme selecionado

A grande homenageada desta edição será a atriz Cláudia Abreu, um dos nomes mais consagrados da dramaturgia brasileira. Com uma trajetória que começou ainda jovem nos palcos do Tablado, construiu uma carreira sólida no teatro, na televisão e no cinema, marcada pela versatilidade e pela intensidade de suas interpretações. Ao longo dos anos, protagonizou trabalhos marcantes em novelas, séries e filmes, além de se destacar também como roteirista e produtora. Reconhecida pela crítica e pelo público, acumula importantes premiações e indicações, consolidando seu lugar entre as grandes artistas do país. “Celebrar os 30 anos do Cine PE com uma homenagem para Cláudia Abreu é reconhecer uma artista que atravessa gerações com talento e consistência”, afirma a diretora do festival, Sandra Bertini.

A programação inclui também, como já é tradição, entrevistas e debates, além do lançamento do livro comemorativo Cine PE: Uma grande história feita de muitas, obra de autoria coletiva que celebra a trajetória do festival. A curadoria do Cine PE 2026 é assinada por Diego Edu Fernandes e Carissa Vieira

Ao final, os premiados recebem o Troféu Calunga, símbolo máximo do festival, que será entregue aos vencedores das mostras competitivas de curtas e longas-metragens. Criado pela artista plástica Juliana Notari, o troféu homenageia a Calunga, boneca carregada pela sacerdotisa dos cultos afro-brasileiros durante o maracatu. Representando uma divindade e símbolo de proteção e força, a Calunga reforça a conexão do festival com a ancestralidade e a cultura popular. Os filmes premiados receberão a Calunga de Prata, enquanto os homenageados da edição serão contemplados com a Calunga de Ouro

Conheça os filmes selecionados para o Cine PE – Festival do Audiovisual 2026:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS

A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (RJ)
Buenosaires, de Tuca Siqueira (PE)
Doutor Monstro, de Marcos Jorge (PR/SP)
Mapas, de Rafael Lobo (DF)
Onde Estamos Seguros, de Thais Scabio (SP)
Resta Um, de Fernando Ceylão (RJ)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

A Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO)
Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO)
João-de-Barro, de Daniel Jaber e Lu Damasceno (MG)
Mercado Central, de Tássia Dhur (MA)
O Véu, de Gabriel Motta (RS)
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Punhal, de Clementino Júnior (RJ)
TV Entreaberta, de Mateus Compart (MG)
Um Certo Cinema Brasileiro, de Fábio Rogério (SE)
Via Sacra, de João Campos (DF)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

A Física dos Invisíveis, de Camilo Soares
Magritte, de Tom Nogueira
Medo Monstro, de Andrew Gledson e Eduardo Padrão
Os Ursos e Nós, de Maria Acselrad
Salam, de Bruna Tavares
Velha Roupa Colorida, de Pedro Fillipe

MOSTRA HORS CONCOURS

Guardiões da Floresta, de Estudantes da Rede Pública de Ensino do Jaboatão dos Guararapes (PE)
O Cobrador de Fraque, de Tomás Portella (SP)

MOSTRA INFANTIL DE CINEMA

Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo (SP)
D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima (SP)

MOSTRA PARALELA | SESSÃO MATINÊ

MOSTRA OFÍCIO: ARTÍSTICA

Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI)
Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP)
José Bezerra, Artista, de Karen Black e Lucas Van de Beuque (RJ)
Normalidade, de Lico Cardoso (SP)
O Pintor, de Victor Castilhos (RS)
Roteiro para uma Fuga, de Priscila Nascimento (PE)

MOSTRA SONORIDADE PERNAMBUCANA

Carnaval de Corpo e Alma, de PC Pereira (PE)
Festa Infinita, de Ander Beça (PE)
Presente de Aniversário, de Uilma Queiroz (PE)
Roda Gigante, de Leonardo Macena e Jefferson Ribeiro (PE)

MOSTRA PERFORMANCE DO OCULTO

Arrenego, de Fernando Weller e Alan Oliveira (PE)
Teia, de Claudia Castro (RJ)

Fotos: Reprodução/Natasha Durski.