Foram anunciados neste domingo, 15/03, os vencedores da 98ª edição do Oscar. A cerimônia de premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, realizada no Dolby Theatre, em Hollywood, foi apresentada por Conan O’Brien, que assumiu a função pela segunda vez.
Dirigido por Paul Thomas Anderson, Uma Batalha Após a Outra, que recebeu treze indicações, foi consagrado com seis estatuetas douradas, entre elas, a de melhor filme; Pecadores, de Ryan Coogler, que liderava a lista com 16 indicações, levou quatro prêmios.
O cinema brasileiro, que estava representado por O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, em quatro categorias, infelizmente, não foi premiado. Porém, Wagner Moura, que disputava como melhor ator, subiu ao palco, ao lado de outros nomes de Hollywood, como Gwyneth Paltrow, para apresentar a nova categoria da premiação: melhor direção de elenco.
No palco, cada apresentador falou sobre o diretor de elenco de seu filme. Sendo assim, Wagner destacou o trabalho do brasileiro Gabriel Domingues, que estava indicado, mas, infelizmente, perdeu para Cassandra Kulukundis, de Uma Batalha Após a Outra: “O Agente Secreto se passa no Brasil no final dos anos 1970. Gabriel Domingues teve que povoar este filme com pessoas que tinham rostos que pareciam pertencer àquela época. Gabriel, você alcançou esse objetivo. Você encontrou esses rostos e você fez isso tomando tanto cuidado e atenção com as menores partes quanto você teve com as maiores partes. E a vida que isso deu ao nosso filme é imensurável. Você, Gabriel, usou sua técnica para moldar um mundo inteiro em O Agente Secreto”, disse, sendo ovacionado. E finalizou em português: “E por isso eu digo: parabéns!”.
O pernambucano O Agente Secreto também concorria como melhor filme internacional e melhor filme. No ano passado, o Brasil foi premiado com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles.
Wagner Moura no palco do Oscar
Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso, que disputava o prêmio de melhor direção de fotografia por Sonhos de Trem, infelizmente, perdeu para Autumn Durald Arkapaw, de Pecadores, que tornou-se a primeira mulher nos 98 anos de premiação a vencer nesta categoria (e a quarta a ser indicada). Aplaudida pelo público, disse: “Eu quero que todas as mulheres se levantem, pois só cheguei até aqui por causa de vocês”.
A noite também foi marcada por outros discursos emocionantes. Amy Madigan levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu trabalho em A Hora do Mal. Ovacionada pelo público, discursou: “Eu faço isso há muito, muito tempo. E esse é o meu primeiro Oscar. Nunca imaginei que ganharia por interpretar uma tia assustadora em um filme de terror”. Vale lembrar que Madigan foi indicada nesta mesma categoria em 1986 por Duas Vezes na Vida, mas perdeu para Anjelica Huston em A Honra do Poderoso Prizzi.
Michael B. Jordan, que levou o prêmio de melhor ator por Pecadores, desbancando o brasileiro Wagner Moura, emocionou no palco: “Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim: Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker e Will Smith. Estar entre esses gigantes, esses grandes, meus ancestrais, meus ídolos.Obrigado a todos nesta sala e a todos em casa por me apoiarem ao longo da minha carreira.Eu sinto isso.Sei que vocês querem que eu me saia bem e eu quero fazer isso porque vocês apostaram em mim”. Jessie Buckley, eleita a melhor atriz por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, também emocionou: “Gostaria de dedicar esse Oscar à beleza do caos do coração de uma mãe”.
Pela sétima vez na história do Oscar, uma categoria empatou e contemplou dois vencedores: o prêmio de melhor curta-metragem de ficção foi para o francês Deux personnes échangeant de la salive, dirigido por Natalie Musteata e Alexandre Singh, e Os Cantores, de Sam A. Davis. O apresentador Kumail Nanjiani brincou com a situação e disse: “É um empate. Não estou brincando. É realmente um empate. Então, pessoal, mantenham a calma e vamos resolver isso”.
Confira a lista completa com os vencedores do Oscar 2026:
MELHOR FILME Uma Batalha Após a Outra
MELHOR DIREÇÃO Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR ATRIZ Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Amy Madigan, por A Hora do Mal
MELHOR ATOR Michael B. Jordan, por Pecadores
MELHOR ATOR COADJUVANTE Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Pecadores, escrito por Ryan Coogler
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR FILME INTERNACIONAL Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, de Maggie Kang e Chris Appelhans
MELHOR DOCUMENTÁRIO Um Zé Ninguém Contra Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin
MELHOR DIREÇÃO DE ELENCO Uma Batalha Após a Outra, por Cassandra Kulukundis
MELHOR FOTOGRAFIA Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Frankenstein, por Tamara Deverell e Shane Vieau
MELHOR FIGURINO Frankenstein, por Kate Hawley
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO Frankenstein, por Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey
MELHOR EDIÇÃO Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Pecadores, por Ludwig Göransson
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL Golden, por EJAE, Mark Sonnenblick, Joong Gyu Kwak, Yu Han Lee, Hee Dong Nam, Jeong Hoon Seon e Teddy Park (Guerreiras do K-Pop)
MELHOR SOM F1: O Filme, por Gareth John, Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A. Rizzo e Juan Peralta
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: Fogo e Cinzas, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett
MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO (empate) Deux personnes échangeant de la salive, de Natalie Musteata e Alexandre Singh Os Cantores, de Sam A. Davis
MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO Quartos Vazios, de Joshua Seftel
MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO The Girl Who Cried Pearls, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski
Vitória Bianco e Norma Goes no longa paraibano Malaika, de André Morais
A 21ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema acontecerá entre os dias 25 de março e 1º de abril em Salvador, no Cine Glauber Rocha e na Sala Walter da Silveira, e entre os dias 25 e 29 de março em Cachoeira, no Cine Theatro Cachoeirano. Sempre comprometido com a difusão e valorização da produção cinematográfica brasileira e mundial, o festival exibirá mais de 130 filmes entre longas e curtas-metragens.
Os 72 filmes selecionados para as competitivasNacional, Baiana e Internacional refletem uma curadoria atenta à diversidade de linguagens, territórios e perspectivas da produção audiovisual atual. As obras foram escolhidas entre os quase dois mil títulos inscritos e compõem um panorama que reúne ficção, documentário, animação e experimentação. A curadoria foi realizada por Cláudio Marques, Marília Hughes, Adolfo Gomes, Gênesis Nascimento, Rafael Saraiva, Rafael Carvalho, João Paulo Barreto e Juh Almeida.
A Competitiva Nacional traz apenas filmes inéditos na Bahia com propostas que incluem investigação histórica, formatos híbridos e narrativas centradas em memória, identidade e transformação social. Além disso, oito longas e 20 curtas realizados em Salvador e outras cidades baianas compõem a Competitiva Baiana. A mostra será exibida na capital do estado e em Cachoeira, onde também haverá um júri popular com votação do público. A mostra oferece diferentes propostas estéticas e narrativas, criando um recorte importante da produção estadual mais recente, com obras de ficção, documentários, animações e filmes experimentais.
Desde a 19ª edição do Panorama, os filmes da Competitiva Baiana também concorrem ao Prêmio Flávia Abubakir, oferecido pelo instituto homônimo: R$ 50 mil para o melhor longa e R$ 10 mil para o melhor curta. Vale destacar que nas mostras competitivasBaiana e Nacional, diretores e representantes dos filmes participam de debates com o público após as sessões, promovendo trocas entre realizadores e espectadores.
A Competitiva Internacional amplia o diálogo com obras de diferentes regiões do mundo reunindo 6 longas e 12 curtas produzidos em vários contextos culturais. A seleção traz produções e coproduções de 28 países, incluindo cinematografias com pouca circulação no Brasil, como a do Sudão, Estônia, Albânia, Singapura, África do Sul e Indonésia. A seleção do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema contará ainda com a mostra Panorama Brasil com longas e curtas.
O júri deste ano será formado por: Leticia Santinon, Nathan Machado e Renato Novaes na Competitiva Baiana; Alvaro Inostroza Bidart, Lyara Oliveira e Murilo Salles na Competitiva Nacional; e Carolina Canguçu, Clara Paixão e Giovanni Venturini na Competitiva Internacional.
Outro destaque da programação é a mostra A Onda de Filmes Queer em Super-8 na Paraíba. Entre o final dos anos 1970 e o início dos 80, durante a ditadura militar, o cenário cultural de João Pessoa foi impactado por um grupo de cineastas queer, em um movimento que teve como base o NUDOC, Núcleo de Documentação Cinematográfica da UFPB. O Movimento era equipado com câmeras Super-8 e materiais técnicos por meio da oficina de documentário Ateliers Varan, fundada pelo cineasta francês Jean Rouch. A formação desse grupo de cineastas dividiu-se em Cinema Direto (Cinéma Vérité), onde parte do grupo especializou-se nesta técnica no NUDOC, chegando inclusive a estudar na sede da Ateliers Varan, na França, através de intercâmbios. A outra parte do grupo, através do Experimentalismo Local, rejeitava o formalismo de Rouch e buscava inspiração no filme Gadanho (1979), de João de Lima Gomes e Pedro Nunes, que demonstrou o potencial social e estético do formato Super-8 na produção regional.
Unidos pelo ativismo gay e pela amizade, esses artistas passaram a colaborar em obras que utilizavam o documentário experimental para abordar a temática queer no estado. O XXI Panorama, em parceria com a Cinelimite, resgata cinco dessas produções, que compõem aquele que é, possivelmente, o único movimento cinematográfico assumidamente queer do século XX no Brasil.
Cena do curta paraibano Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui
Em sua 21ª edição, o Festival Panorama enfatiza a relevância da preservação e do restauro no audiovisual brasileiro. A mostra Filmes Restaurados não apenas revela a diversidade do cinema brasileiro, mas também convida o público a refletir sobre a importância do restauro e a riqueza da nossa cinematografia, homenageando o empenho na salvaguarda do patrimônio cultural.
Além disso, a programação do Panorama Internacional Coisa de Cinema 2026 apresentará como uma de suas principais novidades a exibição de duas pré-estreias internacionais. A seleção destaca obras que exploram figuras históricas e processos artísticos sob o olhar de grandes nomes do cinema contemporâneo: Fernão de Magalhães, de Lav Diaz, com Gael García Bernal; e In-I in Motion, documentário dirigido por Juliette Binoche, que mostra o processo criativo e a parceria da atriz e dançarina com o artista Khan a partir de um espetáculo que criaram juntos em 2007.
Outra novidade do XXI Panorama: a Sessão Especial contará com três episódios da série Ayô, de Yasmin Thayná. A sinopse diz: Ayô é um jovem ator negro gay baiano vivendo em São Paulo e insatisfeito com sua vida amorosa. Após alguns desentendimentos emocionais com Manu, Ayô se joga nos aplicativos de relacionamento onde conhece João, com quem cria uma conexão instantânea. Profissionalmente, Ayô também se mostra reflexivo depois que Carla, sua agente, o faz perceber a dura realidade de ser um artista negro em uma sociedade intrinsecamente racista.
Ao longo de mais de duas décadas, o Panorama Internacional Coisa de Cinema consolidou-se como um dos principais festivais do país trazendo a produção recente do Brasil e do mundo sem deixar de valorizar a história do cinema. Esse olhar é revelado em mostras de retrospectiva e homenagem, como as dedicadas às cineastas Agnès Varda (1928-2019) e Sara Gómez (1942-1974), que produziram em países e contextos diferentes, mas tiveram trajetórias marcadas pela ousadia e inovação.
O festival exibirá seis filmes da belga Agnès Varda, incluindo seu longa de estreia A Ponte Curta (1955), que antecipa características da Nouvelle Vague, movimento do qual se tornou um nome central. Já a mostra de Sara Gómez será composta por 14 curtas e pelo primeiro longa de ficção dirigido por uma mulher em Cuba: De Certa Maneira (1977). Na obra, ela discute relações afetivas e mudanças sociais a partir das vivências de moradores de um bairro popular de Havana.
O incentivo à reflexão sobre a arte cinematográfica vai além dos debates ao final das sessões, incluindo atividades formativas como a tradicional oficina de crítica com Adolfo Gomes. A partir desta oficina será formado o Júri Jovem, que elege os melhores longas e curtas das competitivasNacional e Baiana. Há ainda a Oficina Introdutória à Restauração Digital de Filmes: Estudos de Caso em Múltiplos Formatos com o arquivista audiovisual William Plotnick. Para os PanLabs de Montagem e de Roteiro, as obras já foram selecionadas.
Pelo segundo ano consecutivo, o Seminário de Exibição reunirá dezenas de exibidores de diferentes estados brasileiros para debater os desafios para a atração de público para os filmes nacionais e a sustentabilidade econômica do setor. O evento acontecerá entre os dias 25 e 29 de março com acesso restrito a inscritos.
Atento à importância da formação de público, o festival realiza o projeto A escola vai ao cinema, que já teve mais de 4 mil participantes desde sua criação, em 2015. A iniciativa leva estudantes de escolas públicas e integrantes de entidades para sessões do Panorama gratuitamente, acompanhados de professores e coordenadores.
Conheça os filmes selecionados para o 21º Panorama Internacional Coisa de Cinema:
COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS
Até Onde a Vista Alcança, de Alice Villela e Hidalgo Romero (SP) Cais, de Safira Moreira (BA) Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar (SP) Espelho Cigano, de João Borges (MG) Malaika, de André Morais (PB) Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE) Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley (RJ) Uma Baleia Pode ser Dilacerada como uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança (RJ)
COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS
Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (PB/AL) Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui (PE) Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI) Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI) Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA) Deyse Ex Machina, de Jasmelino de Paiva (AL) Eunice Gutman Tem Histórias, de Lucas Vasconcellos (RJ) Irmã, de Anderson Bardot (ES) Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ) Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP) Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT/PR/SP) Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira (RJ) Restauro, de Josi Varjão e Lilih Curi (BA) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ) Sermão, de Rauany (SP) Zizi (ou Oração da Jaca Fabulosa), de Felipe M. Bragança (RJ)
COMPETITIVA BAIANA | LONGAS
Afrolatinas: Mulheres Negras em Movimentos, de Viviane Ferreira (BA/DF) Anti-heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas (BA) Cartas para…, de Vânia Lima (BA) Feiraguay, de Francisco Gabriel Rêgo (BA) Sambadores, de Pola Ribeiro (BA) Terra Batida, de Jon Lewis (BA) Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa (BA/RJ) Xingu à Margem, de Wallace Nogueira e Arlete Juruna (BA/PE/PA)
COMPETITIVA BAIANA | CURTAS
A Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA) A Campina, de Cadu Reis e Iure Conceição (BA) A Cor da Patroa, de Milena Anjos (BA) A Praga do Resíduo Verde, de Ramon Coutinho (BA) Agulha, de Luisa Maciel (BA) Ancestral, de Marise Urbano (BA) Bregueragem, de Daniel Arcades (BA) Cajuína, de Mapa Macedo (BA) Curva Acentuada, de Leon Sampaio (BA) Dias de Tempestade, de Vítor Rocha (BA) Espinho Remoso, de Heraldo de Deus (BA) Eu Não Sei Sobre Muita Coisa, de Rebecca Moreno (BA/MA) Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho (BA) Nada Será Como Era Antes, de Luan Santos (BA) O Brasil é Tri, de Edmundo Lacerda (PB/BA) O que Você é Sai por Todos os Lados, de Larissa Lacerda (BA) Rambutan, de Erika Fromm (BA/SP) Recessão Econômica, de Antônio Victor Simas (BA) Sopro, de Fernanda Beling (BA) Supernova, de Leon Sampaio (BA)
COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS
Aisha Não Pode Voar, de Morad Mostafa (Egito/Sudão/Tunísia/Arábia Saudita/Catar/França/Alemanha) Coração Impaciente, de Lauro Cress (Alemanha) Deus Não Vai Ajudar, de Hana Jušić (Croácia/Itália/Romênia/Grécia/França/Eslovênia) Frutos do Cacto, de Rohan Parashuram Kanawade (Índia/Reino Unido/Canadá) Linha Verde, de Sylvie Ballyot (França/Catar/Líbano) Militantropos, de Yelizaveta Smith, Alina Gorlova e Simon Mozgovyi (Ucrânia/Áustria/França)
COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS
400 Fitas Cassetes, de Thelyia Petraki (Grécia) A Mãe é uma Pecadora Natural, de Hoda Taheri e Boris Hadžija (Alemanha) Apostador, de Jason Adam Maselle (África do Sul/EUA) Através dos Seus Olhos, de Nelson Yeo (Singapura) Dia de Sauna, de Anna Hints e Tushar Prakash (Estônia) Maionese, de Giulia Grandinetti (Itália/Albânia) Murmúrios, de Xavier Marrades (Espanha) O Cânone, de Martín Seeger (Chile) Porque Hoje é Sábado, de Alice Eça Guimarães (Portugal/França/Espanha) Sammi, que consegue separar as partes do seu corpo, de Rein Maychaelson (Indonésia) Um Dia Bom, de Tiago Rosa-Rosso (Portugal) Vox Humana, de Don Josephus Raphael Eblahan (Filipinas/EUA/Singapura)
PANORAMA BRASIL | LONGAS
Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ) Flor do Sertão, de Thais Laila e Bruno Masi (BA) Kaabok: O Candomblé de Caboclo no Sertão de Jequié, de Zaire Ominira e Adriana Fernandes Carajá (Korã) (BA) Nimuendajú, de Tania Anaya (MG) Papaya, de Priscilla Kellen (SP) Um Carnaval em Cada Esquina, de Vânia Lima (BA)
PANORAMA BRASIL | CURTAS
Anastácia, de Lilih Curi (BA) As Joias de Oxum, de Urânia Munzanzu (BA) Baú, de Matheus Seabra e Vini Romadel (RJ) Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (BA) Buzu, o Curta, de Lindiwe Aguiar (BA) Camilly Quer Ser Cantora de Ópera, de Camila C. Bastos (RJ) Guardião, de Eduardo Tosta (BA) Memórias Reclusas, de Flávia Santana (BA) Moça, de Nahara Faissú (SP) Mukondo, da vida após a morte, Maria de Silú, de Fernanda Souza (BA) Mundinho, de Lúcio Lima (BA) Patrícia, de Marco V. Rocha (BA) Quando as Ondas do Mar Desligam, de Assaggi Piá e Yasoda Nanda (BA) Talvez Meu Pai Seja Negro, de Flávia Santana (BA)
MOSTRA A ONDA DE FILMES QUEER EM SUPER-8 NA PARAÍBA
Baltazar da Lomba, de Nós Também Closes, de Pedro Nunes Era Vermelho Seu Batom, de Henrique Magalhães Miserere Nobis, de Lauro Nascimento Perequeté, de Bertrand Lira
MOSTRA RESTAURADOS
A Lenda de Ubirajara, de André Luiz Oliveira (1975) A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla (1969) Eles Não Usam Black-Tie, de Leon Hirszman (1981) Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor (1981) Garota de Ipanema, de Leon Hirszman (1967) Máscara da Traição, de Roberto Pires (1969) Meteorango Kid: Herói Intergalático, de André Luiz Oliveira (1969) Quilombo, de Cacá Diegues (1984) Um é Pouco, Dois é Bom, de Odilon Lopes (1970) Xica da Silva, de Cacá Diegues (1976)
14° LABORATÓRIO DE ROTEIRO DO PANORAMA | LONGAS
A Carne da Alma: direção e roteiro de Caio Resende Conhecereis a Verdade…: direção de Natan Fox; roteiro de Natan Fox e Pedro Reinato Martins Essa Tristeza que Não Vai Embora: direção e roteiro de Leo Tabosa Vermelho Cereja: direção e roteiro de Maria Clara Almeida
14° LABORATÓRIO DE ROTEIRO DO PANORAMA | CURTAS
Águas Claras: direção e roteiro de Feliphe Alencar Alzira Guarda um Silêncio: direção e roteiro de Aninha Torres Estrada Motor: direção e roteiro de João Fontenele Ouriço: direção e roteiro de Nina Silva Neves
9° LABORATÓRIO DE MONTAGEM DO PANORAMA | LONGAS
Cavalcanti, de Jairo Neto e Graubi Garcia; montagem de Graubi Garcia Negras Medicinas, Jalecos Brancos, de Henrique Gilberto Mendes Dantas; montagem de Henrique Gilberto Mendes Dantas e Marcelo Abreu Góis
9° LABORATÓRIO DE MONTAGEM DO PANORAMA | CURTAS
Corpus-Água, de Sidjonathas dos Santos Araújo; montagem de Júlia da Costa Feito Tatu, de Larissa Barbosa; montagem de Ana Clara Martins e Larissa Barbosa Represa, de Lucas Uchôa; montagem de Yasmin Guimarães
Thomás Aquino e Wagner Moura em O Agente Secreto: cinema brasileiro premiado
Foram anunciados nesta terça-feira, 10/03, os vencedores do Satellite Awards, prêmio realizado pela International Press Academy, que elege os melhores da indústria do entretenimento em diversas categorias.
Neste ano, em sua 30ª edição, o Brasil se destacou com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi premiado nas categorias de melhor filme internacional e melhor ator em drama para Wagner Moura. Além disso, o brasileiroAdolpho Veloso também foi consagrado e venceu pela direção de fotografia de Sonhos de Trem; outro brasileiro que estava na disputa era Affonso Gonçalves, indicado pela edição de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, ao lado de Chloé Zhao, mas, infelizmente, não foi premiado. Vale lembrar que no ano passado, Fernanda Torres venceu como melhor atriz em drama nesta mesma premiação por Ainda Estou Aqui.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, dirigido por Chloé Zhao, e Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, se destacaram com três prêmios cada. Nas categorias televisivas e de streaming, Adolescência, A Namorada, O Caminho Estreito para os Confins do Norte, The White Lotus, Pluribus, Andor, Amor Platônico, Ninguém Quer e O Estúdio foram premiadas.
Fundada em 1996, a International Press Academy é uma associação de mídia de entretenimento com membros votantes do mundo todo que atuam em jornais, TV, rádio, blogs e novas plataformas de mais de vinte países. Com a intenção de honrar as excelências artísticas dos filmes, seriados, rádio e novas mídias, a IPA criou o Satellite Awards, antes conhecido como The Golden Satellite Awards. As indicações são derivadas de exibições antecipadas em festivais de cinema em todo o mundo, bem como triagens de considerações enviadas a jornalistas.
Atualmente, um dos principais objetivos da premiação é celebrar novos trabalhos de realizadores independentes estabelecidos e em desenvolvimento, dando-lhes acesso a um público maior no mundo todo. Em comunicado oficial, a IPA falou sobre a realização da cerimônia de premiação: “Devido à atual conjuntura global e à guerra em curso com o Irã, decidimos adiar a cerimônia da 30ª edição. Continuaremos a orar pela paz e pedimos desculpas por qualquer inconveniente“. Os homenageados deste ano também serão revelados posteriormente.
Conheça os vencedores nas categorias de cinema do 30º Satellite Awards:
MELHOR FILME | DRAMA Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, de Chloé Zhao
MELHOR FILME | COMÉDIA ou MUSICAL Marty Supreme, de Josh Safdie
MELHOR FILME INTERNACIONAL O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
MELHOR ANIMAÇÃO Elio, de Adrian Molina, Madeline Sharafian e Domee Shi
MELHOR DOCUMENTÁRIO Becoming Led Zeppelin, de Bernard MacMahon
MELHOR DIREÇÃO Chloé Zhao, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR ATRIZ | DRAMA Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR ATOR | DRAMA Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATRIZ | COMÉDIA ou MUSICAL Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
MELHOR ATOR | COMÉDIA ou MUSICAL Timothée Chalamet, por Marty Supreme
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR ATOR COADJUVANTE Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Pecadores, escrito por Ryan Coogler
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Frankenstein, por Tamara Deverell e Shane Vieau
MELHOR FOTOGRAFIA Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso
MELHOR FIGURINO Frankenstein, por Kate Hawley
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO Tron: Ares, por Donald Mowat
MELHOR EDIÇÃO Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Pecadores, por Ludwig Göransson
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL Dreams as One, por Miley Cyrus, Andrew Wyatt, Mark Ronson e Simon Franglen (Avatar: Fogo e Cinzas)
MELHOR SOM | EDIÇÃO E MIXAGEM F1: O Filme, por Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A. Rizzo, Juan Peralta e Gareth John
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: Fogo e Cinzas, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett
MELHOR ELENCO | FILME Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
Leandro Gomes no curta gaúcho Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa
A 14ª edição da Mostra Tiradentes | SP acontecerá entre os dias 12 e 18 de março graças à parceria entre o Sesc SP e a Universo Produção, que realizam uma edição personalizada e antecipam para o público paulista os destaques do cinema brasileiro contemporâneo para 2026. Esta iniciativa representa um diálogo a favor do cinema nacional, uma realização que possibilita vislumbrar novos horizontes do qual possam emergir formas de articulação, visibilidade e exibição do que é produzido no Brasil.
O CineSesc será palco de lançamentos do cinema brasileiro contemporâneo: a programação reúne 28 filmes em pré-estreias inéditas em São Paulo, sendo 14 longas e 14 curtas-metragens, distribuídos em 17 sessões. Integram a seleção títulos das mostras competitivas da edição mineira de 2026, com destaque para realizadores brasileiros e paulistas em evidência na cena atual, que participam da Mostra Aurora, Mostra Olhos Livres, Mostra Foco, além de uma sessão especial de encerramento concebida exclusivamente para o evento.
Em 2026, a 14ª Mostra Tiradentes | SP é norteada pelo tema Soberania Imaginativa, proposta que amplia o debate sobre os caminhos criativos do audiovisual brasileiro iniciado em janeiro durante a Mostra Tiradentes e ganha novas vozes, reflexões e perspectivas na capital paulista.
“A força e a diversidade do cinema brasileiro contemporâneo podem ser percebidas nas edições anuais da Mostra Tiradentes | SP, que em 2026 celebra 14 anos em São Paulo com o propósito de ampliar olhares, valorizar novas vozes e apresentar um panorama plural da produção audiovisual do país. As sessões contam com debates após as exibições, com a presença dos realizadores, estimulando reflexões sobre as imagens e narrativas do cinema como expressão de seu tempo histórico. Graças à parceria com o Sesc São Paulo, o cinema brasileiro conquista ainda mais espaço na capital paulista, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer filmes que muitas vezes não chegam ao circuito comercial”, destaca Raquel Hallak, diretora da Universo Produção e coordenadora geral da Mostra Tiradentes | SP.
Com 14 longas e 14 curtas, a 14ª Mostra Tiradentes | SP apresenta um recorte da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que exibiu 137 produções, e levou um público estimado de 38 mil pessoas para a cidade mineira, número sete vezes maior que a população do município.
Cena do filme O Fantasma da Ópera, de Julio Bressane e Rodrigo Lima
Entre os destaques da edição paulistana estão quatro filmes premiados da edição mineira: Anistia 79 (RJ), de Anita Leandro, que foi o vencedor do Prêmio Carlos Reichenbach concedido pelo Júri Oficial da Mostra Olhos Livres, e também levou o Troféu Barroco de melhor longa da 29ª Mostra Tiradentes eleito pelo Júri Popular. O documentário será exibido na abertura do evento, no dia 12, às 20h, com entrada gratuita (retirada de ingressos 1h30 antes da sessão). O Júri Jovem escolheu como melhor longa da Mostra Aurora o mineiro Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha. Pela Mostra Foco, o Júri Oficial premiou o curta Entrevista com Fantasmas (SP), de Lincoln Péricles (LK). Já o Prêmio Canal Brasil de Curtas foi para o gaúcho Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa. O Prêmio Helena Ignez, dedicado ao destaque feminino da Mostra e dado pelo Júri Oficial, foi entregue à diretora Gabriela Mureb, por Crash (RJ).
Avaliadas pelo Júri Oficial, as mostras Olhos Livres (longas) e Foco (curtas) serão exibidas integralmente na programação da itinerância paulista, sendo 7 longas da Olhos Livres e 13 curtas da Mostra Foco, bem como os seis filmes que integram a Mostra Aurora, de cineastas que estão estreando na carreira de longas, avaliados pelo Júri Jovem. Além dos vencedores, destaca-se a sessão de encerramento pensada especialmente para fechar a Mostra Tiradentes | SP, composta pelo curta O Fantasma da Ópera (RJ), de Julio Bressane e Rodrigo Lima; e Palco Cama (RJ), de Jura Capela. Os filmes inéditos na capital apresentam em suas narrativas figuras emblemáticas da cultura brasileira: o cineasta Julio Bressane e o teatrólogo José Celso Martinez Corrêa.
Somando à exibição de curtas e longas, a Mostra conta também com debate conceitual e 13 bate-papos com a presença de diretores, equipes e curadoria após as sessões, garantindo maior interatividade com o público e ampliação da experiência cinematográfica. Com o tema Soberania Imaginativa: Questões para um Debate, a mesa dá continuidade às discussões iniciadas na Mostra de Tiradentes, realizada em janeiro, agora ampliadas por novas vozes e diferentes olhares. A proposta é refletir sobre os sentidos da soberania no campo econômico e simbólico, especialmente diante do cenário contemporâneo em que as Big Techs concentram a infraestrutura digital e influenciam as dinâmicas da indústria audiovisual.
Em pauta, o papel do cinema brasileiro na construção de uma soberania imaginativa, entendida como a capacidade de conceber o improvável e criar novas imagens do que podemos ser e pensar. Participam do debate: o cineasta Lincoln Péricles e o produtor Rodrigo Teixeira, com mediação do curador Francis Vogner dos Reis. Com apoio da FAAP, o encontro será segunda-feira (16/3), às 17h, no Cine FAAP com entrada gratuita.
Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha: longa mineiro premiado
A 29ª Mostra Tiradentes realizou a 4ª edição do Fórum de Tiradentes: Encontros pelo Audiovisual Brasileiro, oferecendo um espaço de reflexões e buscando revisitar a complexidade atual do audiovisual, com a participação de mais de 70 profissionais de diversos segmentos do audiovisual do país. O trabalho coletivo e as colaborações dos GTs resultaram num conjunto de diretrizes e recomendações que a Universo Produção reuniu numa publicação que será apresentada em primeira mão em São Paulo, em um encontro com participação de profissionais do setor audiovisual e entidades de classe no dia 17 de março, terça-feira, às 10h30, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, no Sesc 14 Bis, juntamente com a Carta de Tiradentes 2026.
Esta publicação será entregue também aos órgãos competentes dos poderes judiciário, legislativo e executivo nas esferas federal, estadual e municipal, entidades de classe, instituições de ensino, de guarda, financeiras, empresas, imprensa e profissionais do setor.
A Mostra de Cinema de Tiradentes nasceu para ser a grande aliada do cinema brasileiro e acontece em edições anuais, desde 1998, em janeiro, na cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, e, desde 2012, realiza um recorte da programação em São Paulo. Consolidou-se como o maior evento dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em mais de 120 filmes em pré-estreias e mostras temáticas de longas e curtas.
Além da exibição de filmes, presta homenagens a personalidades do audiovisual, realiza programa de formação (oficinas, labs e masterclasses), promove seminário, debates, a série Encontros com os Filmes, diálogos audiovisuais, Mostrinha de Cinema, lançamento de livros, exposições, cortejo, performances e atrações artísticas.
O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de abril
Em homenagem ao legado de Arthur Antunes Coimbra, o eterno Zico, ídolo rubro-negro e do futebol, a Downtown Filmes apresenta aos fãs do craque do esporte o primeiro trailer e o pôster oficial de Zico, o Samurai de Quintino, dirigido por João Wainer. O documentário, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 30 de abril, mergulha na trajetória do craque e apresenta ao público imagens raras, registros de arquivo e bastidores inéditos. A produção revisita não apenas gols antológicos e conquistas marcantes, mas também episódios pouco conhecidos da carreira, os desafios enfrentados ao decidir jogar no Japão e a construção de um legado e inspiração que ultrapassa gerações.
O filme aposta em uma abordagem sensível e inédita, combinando depoimentos exclusivos e conversas com personagens-chave, ex-parceiros e fãs que se tornaram ídolos, como Júnior Maestro, Carpegiani, Carlos Alberto Parreira, Ronaldo Fenômeno, o radialista José Carlos Araújo, entre outros. Além deles, os três filhos de Zico e sua esposa, Sandra, visitam o vasto acervo pessoal do Galinho de Quintino. Ao equilibrar emoção, contexto histórico e análise esportiva, o filme dialoga tanto com quem acompanhou de perto a trajetória do camisa 10 quanto com novas gerações que continuam a descobrir a dimensão de sua influência dentro e fora dos gramados.
“Mais do que as conquistas e glórias do Zico, venho aprendendo com ele lições que vão além do futebol, como humildade, respeito e gentileza. Posso garantir que toda a equipe trabalhou com muita dedicação e afeto para construir um filme emocionante e repleto de informação”, afirma o diretor João Wainer. O produtor André Wainer complementa e fala que a proposta do projeto é colocar Zico no lugar e na dimensão que ele merece: “Trabalhamos não apenas para trazer elementos novos, mas para usar esses elementos na construção de uma narrativa inédita sobre o Galinho. Gostamos de dizer que este é um filme de não ficção, apesar de muitas jogadas do Zico parecerem fora da realidade”, destaca o produtor.
As filmagens tiveram início em 2023, ano em que Zico completou 70 anos, e passaram por locais emblemáticos como a casa do jogador em Quintino, ruas do Rio de Janeiro e um set especialmente montado para receber convidados. O projeto também percorreu o Japão, país onde ele se tornou um pioneiro e desenvolvedor do futebol, do time operário do Sumitomo à seleção, de quem foi técnico.
A produção reúne ainda um vasto acervo pessoal, com dezenas de fitas VHS, filmes Super-8 e objetos históricos, entre eles, a camisa 10 usada na final do Mundial de 1981 e um caderno com anotações detalhadas de gols ao longo da carreira. Produzido pela Vudoo Filmes e Guará Entretenimento, Zico, o Samurai de Quintino é uma coprodução da Globo Filmes, SporTV, Pontos de Fuga e Investimage com patrocínio master do Sicoob e patrocínio da Tim e Austral. Parceiro e facilitador do projeto, o Clube de Regatas do Flamengo também esteve ao lado da produção na viabilização de conteúdos, acervos e conexões institucionais, reforçando o compromisso do clube com a preservação e valorização de sua história e de seus maiores ídolos.
A sinopse oficial diz: um olhar original sobre a vida e a carreira de Arthur Antunes Coimbra, Zico, o Samurai de Quintino investiga em diversas dimensões a personalidade única de um maiores jogadores da história do futebol. Navegando pelo arquivo pessoal do craque, até então inédito para o público, o filme costura histórias e personagens de sua trajetória de ídolo no Flamengo, na Seleção e no Japão. Com a participação de Ronaldo Fenômeno, Maestro Júnior, amigos e família, a descoberta de sua intimidade nos leva a um encontro surpreendente com o Spirit of Zico: uma identidade tão fascinante quanto paradoxal, forjada no subúrbio do Rio de Janeiro, mas com valores e uma disciplina que só os japoneses entenderiam perfeitamente no seu recomeço do outro lado do mundo.
Além de dirigir o documentário, João Wainer também assina a montagem ao lado de André Felipe Silva. Com roteiro de Thiago Iacocca, a direção de arte é de Claudio Amaral Peixoto.
Assista ao trailer de Zico, o Samurai de Quintino:
Xamã: premiado na edição passada por Cinco Tipos de Medo
A 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de agosto, já está com inscrições abertas para as mostras competitivas brasileiras. Serão selecionados até oitolongas-metragens brasileiros, até cincolongas documentais e catorzecurtas-metragens brasileiros.
Os filmes para essas categorias já podem ser inscritos no site oficial (clique aqui) e as fichas devem ser enviadas até 31 de março de 2026. O regulamento completo desta edição está disponível no site do festival (clique aqui).
Serão aceitos na competição: longas-metragens de ficção, longas documentais e curtas brasileiros produzidos por empresas produtoras nacionais independentes finalizados a partir de maio de 2025. Os longas e os documentários não podem ter sido exibidos comercial ou publicamente no Brasil e os curtas devem ser inéditos no Rio Grande do Sul. As inscrições para as mostras de longas e curtas gaúchos serão anunciadas em breve, com data ainda a ser divulgada; as produções gaúchas também podem ser inscritas nas mostras brasileiras.
São 14 categorias premiadas com o kikito para longas-metragens brasileiros (LMB), 12 para curtas-metragens brasileiros (CMB) e uma, de melhor filme, para longa-metragem documental (LMD). Os vencedores da 54ª edição do mais tradicional festival de cinema do Brasil recebem ainda premiação em dinheiro, além dos troféus e prêmios do Troféu Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas, que são concedidos pelo festival e pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, e da Mostra de Longas Gaúchos, que têm regulamento próprio. O festival promove ainda mostras paralelas fora de competição, cuja programação será definida pela organização.
Teyana Taylor em Uma Batalha Após a Outra: fotografia premiada
Foram anunciados neste domingo, 08/03, no Beverly Hilton Hotel, em cerimônia apresentada pela atriz Kerri Kenney-Silver, os vencedores do ASC Awards, prêmio organizado pela American Society of Cinematographers, que elege a melhor direção de fotografia em TV e cinema.
Entre os longas, Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson e com fotografia de Michael Bauman, foi consagrado pelos votantes desta 40ª edição. Nas categorias televisivas, as séries O Estúdio, Black Rabbit, Task: Unidade Especial e Andor também se destacaram; o mexicano Rodrigo Prieto foi premiado pelo videoclipe The Fate of Ophelia, de Taylor Swift. O brasileiro Adolpho Veloso, que estava na disputa por seu trabalho em Sonhos de Trem, infelizmente, não foi premiado.
Como de costume, a premiação homenageou nomes importantes: o consagrado cineasta mexicano Guillermo del Toro recebeu o ASC Board of Governors Award; o diretor de fotografia Robert Yeoman, indicado ao Oscar por O Grande Hotel Budapeste, recebeu o Lifetime Achievement Award; o fotógrafo M. David Mullen, vencedor do Emmy por Maravilhosa Sra. Maisel e How Do You Get to Carnegie Hall?, foi honrado com o Career Achievement in Television Award; a diretora de fotografia Cynthia Pusheck, da série Revenge, foi homenageada com o Presidents Award; o diretor e ator Stephen Pizzello recebeu o Award of Distinction; e Tom Fletcher foi honrado com o Bud Stone Award.
Fundada em 1919, a American Society of Cinematographers é uma organização, e não um sindicato, que reúne diretores e diretoras de fotografia com a intenção de discutir técnicas e promover o cinema como uma forma de arte; desde 1986 realiza sua premiação anual.
Conheça os vencedores do ASC Awards 2026 nas categorias de cinema:
MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman
MELHOR FOTOGRAFIA | DOCUMENTÁRIO 2000 Meters from Andriivka, por Mstyslav Chernov e Alex Babenko
MELHOR FOTOGRAFIA | FILME PARA TV ou SÉRIE LIMITADA Black Rabbit (episódio: Isle of Joy), por Pete Konczal
Foram anunciados neste domingo, 08/03, os vencedores da 73ª edição do MPSE Golden Reel Awards, premiação realizada pela Motion Picture Sound Editors, que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV, no cinema e nos games.
Os membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.
Entre os longas-metragens deste ano, vários títulos se destacaram, entre eles, Pecadores, Frankenstein e Sirât. Nas categorias televisivas e streaming, Adolescência, Alien: Earth, Diários de um Robô-Assassino, Love, Death & Robots, Étoile: A Dança das Estrelas e Rei Lobo foram premiadas. A cerimônia, apresentada pela quarta vez pelo ator e comediante Patton Oswalt, aconteceu no Wilshire Ebell Theatre, em Los Angeles; David Barber, presidente da MPSE, também marcou presença.
Fundada em 1953, a MPSE, Motion Picture Sound Editors, é uma organização dedicada a melhorar o reconhecimento de seus membros, que já somam mais de mil, educando o público e o resto da comunidade cinematográfica quanto ao mérito artístico da edição sonora.
Conheça os vencedores do 73º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR Pecadores, por Benjamin A. Burtt, David V. Butler, Jason W. Freeman e David V. Butler
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY Frankenstein, por Nathan Robitaille, Paul Germann, Scott Hitchon, Craig MacLellan, Dashen Naidoo, Chelsea Body, Goro Koyama e Sandra Fox
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO Zootopia 2, por Jeremy Bowker, Brad Semenoff, Stephen M. Davis, Earl Ghaffari, Luke Dunn Gielmuda, Joel Raabe, Kimberly Patrick, Cameron Barker, Jacob Riehle, Angela Ang, Kendall Demarest, Jordan Myers, Ronni Brown e Sean England
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO O Presidente Surdo, por Eilam Hoffman, Nina Hartstone, Jacob Bloomfeld-Misrach, Adam Méndez, Samir Foco, Michael Harte, Tom Sayers, Adam Armitage, Greg Francis, Rob Davidson e Oli Ferris
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME INTERNACIONAL Sirât, por Laia Casanovas, Oriol Donat i Martos, Claudi Dosta Ivanow, Irene Rausell e Miguel Barbosa
MELHOR EDIÇÃO MUSICAL | FICÇÃO Pecadores, por Felipe Pacheco
MELHOR EDIÇÃO MUSICAL | DOCUMENTÁRIO Billy Joel: And So It Goes (Parte 1), por Shari Johanson e Debora Lilavois
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME | STREAMING Entre Montanhas, por Ethan Van der Ryn, Erik Aadahl, Paul Hackner, Stephanie Brown, David V. Butler, Jonathan Klein, Roni Pillischer, David Farmer, Dane A. Davis, Bill R. Dean, Frederic Dubois, Darren Maynard, Christopher Battaglia, Javier Bennassar, Goeun Lee Everett, Jon Greasley, Jason W. Jennings, Nolan McNaughton, James Morioka, Kira Roessler, Sally Boldt, Chris White, Leslie Bloome, Shaun Brennan e Curtis Henderson
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO | STREAMING Amor + Guerra, por Deborah Wallach, Nick Caramela, Matt Rigby, Chris White, Leslie Bloome e Shaun Brennan
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO | STREAMING Predador: Assassino de Assassinos, por Chris Terhune, Will Files, Jessie Anne Spence, Justin Davey, Lee Gilmore, James Miller, Matt “Smokey” Cloud, Luis Galdames, Nolan McNaughton, Steve Neal, Matt Yocum, Julie Diaz, Ailene Roberts, Kailyn Jenkins, Jacob McNaughton, Samuel Munoz, Nick Neutra, Noel Vought e Adam Decoster
STUDENT FILM | VERNA FIELDS AWARD Oneiros (National Film & Television School), por Jingman Anita Xu
Foram anunciados neste sábado, 07/03, em cerimônia apresentada pelo comediante Chris Hardwick, no Beverly Hilton, os vencedores da 62ª edição do CAS Awards, premiação realizada pela Cinema Audio Society, que elege a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas.
Entre os indicados deste ano, F1: O Filme, dirigido por Joseph Kosinski e protagonizado por Brad Pitt, se destacou e levou o prêmio de melhor mixagem de som em longa-metragem de ficção. Nas categorias televisivas, as séries The Pitt e O Estúdio foram premiadas.
Neste ano, a Cinema Audio Society anunciou uma nova honraria: o Jeffrey S. Wexler Award, que reconhece os avanços em tecnologia de som. O prêmio, que leva o nome do consagrado técnico de som Jeffrey S. Wexler, que faleceu em dezembro de 2025 e foi indicado ao Oscar por Independence Day e O Último Samurai, homenageia indivíduos, empresas ou produtos cujas inovações aprimoraram significativamente os métodos existentes ou são tão inovadoras que mudaram substancialmente a forma como o som é gravado, editado, mixado ou distribuído. Foram honrados: Evan Brooks, Peter Gotcher, Glenn Sanders e Howard Stark.
A Cinema Audio Society é uma organização filantrópica e sem fins lucrativos, que foi fundada em 1964 com o objetivo de compartilhar informações entre os profissionais de som da TV e do cinema.
Conheça os vencedores do 62º CAS Awards nas categorias de cinema:
MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM F1: O Filme, por Gareth John, Gary A. Rizzo, Juan Peralta, Alan Meyerson, Michael Miller, Dennis Leonard e Elizabeth Marston
MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Howard London, Michael Babcock, Tony Lamberti, Erich Talaba e Giorgi Lekishvili
MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO Becoming Led Zeppelin, por Nigel Albermaniche e Nick Bergh
MELHOR MIXAGEM DE SOM | FILME PARA TV ou SÉRIE LIMITADA Adolescência (1ª temporada, episódio 1), por Kiff McManus, Rob Entwistle, Jules Woods, James Drake, Mike Tehrani, Simon Diggins e Adam Mendez
MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO PARA TV, VARIEDADE E SÉRIES MUSICAIS ou ESPECIAIS Billy Joel: And So It Goes (1ª temporada, episódio 1: Part One), por Mark Mandler, David Mitlyng, Michael Stewart, Bob Chefalas, Bradshaw Leigh, Brian Ruggles e Jay Vicari
A atriz se junta a Marcos Santuario e Camila Morgado no time de curadoria
O Festival de Cinema de Gramado 2026, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de agosto, anunciou uma novidade: Ana Flavia Cavalcanti passa a integrar a curadoria de longas-metragens brasileiros da 54ª edição. A premiada atriz e diretora paulista, que ganhou o troféu de melhor atriz no Festival do Rio 2025 por sua performance em Criadas, de Carol Rodrigues, se junta ao jornalista, professor e crítico de cinema Marcos Santuario e à atriz Camila Morgado para selecionar as produções que serão exibidas na principal categoria competitiva do festival.
Nascida em Diadema, na região metropolitana de São Paulo, e formada em Artes Cênicas pelo INDAC e pelo Centro de Preparação Teatral dirigido por Antunes Filho, Ana Flavia Cavalcanti transita entre as artes cênicas, a performance e a escrita. Neste mês, a atriz roda em Buenos Aires sua primeira produção internacional: o longa-metragem argentino Ofélia, dirigido por Juan Pablo Félix, de Karnawal, ao lado de Érica Rivas, de Relatos Selvagens, e Antonia Zegers, de O Segredo do Jardim. Na trama, ela interpreta Lívia, uma mulher que se envolve em um triângulo amoroso.
Ana Flavia também se destaca na direção. No teatro, atua e assina a dramaturgia e a direção do espetáculo Conforto, baseado em suas vivências acompanhando a mãe nas casas de família em que trabalhava. Dirigiu o curta-metragem Rã, ao lado de Julia Zakia, baseado em uma memória de sua primeira infância, que teve estreia mundial no Festival de Berlim e conquistou o Candango de melhor filme no 52º Festival de Cinema de Brasília, em 2019. E, junto com Fellipe Barbosa, assina a direção do longa-metragem Bocaina, no qual também atuou, ao lado de Malu Galli. O filme retrata a vida de duas irmãs que vivem isoladas em uma casa de roça no interior de Minas Gerais.
Como atriz, integrou o elenco do premiado Baby, de Marcelo Caetano, e seu último longa-metragem, Marés de Sangue, de Marco André, está em processo de montagem e foi todo rodado na Amazônia brasileira; Ana Flavia dá vida à protagonista, Ana.
Na TV, participou da novela Garota do Momento, da Rede Globo, e das séries Os Outros, Sob Pressão, Notícias Populares e Santo Maldito. A atriz integra ainda o elenco de Emergência 53, série premiada na edição de 2026 do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que tem previsão de estreia para o segundo semestre de 2026 no Globoplay.
Nas redes sociais, Ana Flavia comentou a novidade: “Que emoção! Tô muito muito feliz em fazer parte desse time lindo. Gracias!”. As inscrições para a 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado abrem na próxima semana.
Com entrada gratuita, o evento traz produções internacionais, estreias de filmes nacionais e encontros com realizadores. A seleção deste ano reúne curtas de 33 países e 17 estados brasileiros, destacando o melhor do cinema independente e experimental produzido recentemente. A edição também marca um recorde de inscrições com 2.500 curtas nacionais inscritos, entre 5.686, mais que o dobro do número registrado no ano anterior. Entre as obras estão filmes inéditos no Brasil e títulos que passaram por alguns dos principais festivais de cinema do mundo, como Locarno, Berlim, Cannes e Veneza.
Entre os filmes brasileiros selecionados, estão produções realizadas em diferentes regiões do país, com obras vindas de estados como Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Rio de Janeiro. No panorama internacional, o festival apresenta uma enorme diversidade com curtas provenientes de países como Alemanha, Grécia, Cuba, Haiti, Irã, Chile, Colômbia, França, China e Portugal, entre outros, ampliando o diálogo entre diferentes tradições e linguagens do cinema contemporâneo.
Fundado em 1991, o Curta Cinema consolidou-se ao longo de mais de três décadas como um dos mais importantes eventos dedicados ao curta-metragem no Brasil e na América Latina. Ao longo de sua trajetória, o festival exibiu milhares de filmes e revelou novos talentos do audiovisual, acompanhando também o percurso de cineastas que hoje ocupam lugar de destaque no cinema internacional.
A programação da 35ª edição reúne filmes distribuídos entre as mostras Competição Nacional, Competição Internacional e Competição Especial Primeiros Quadros, dedicada aos primeiros trabalhos de jovens realizadores. Também integram o festival: as mostras Panorama Carioca e Panorama Latino-Americano, que apresentam um recorte da produção recente do Rio de Janeiro e da América Latina, além de programas especiais que ampliam o diálogo com diferentes vertentes do curta-metragem.
Os dois principais prêmios do festival, o Grande Prêmio da Competição Nacional e o Grande Prêmio da Competição Internacional, são qualificados para o Oscar de acordo com as regras da AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences. Com isso, os filmes vencedores tornam-se elegíveis para consideração na categoria de curta-metragem do Oscar, reforçando o papel do Curta Cinema como uma importante vitrine internacional para novos realizadores.
A seleção foi feita pelo time de curadores do festival: Adriana Borges, Ailton Franco Junior, Alexandre Bispo, Clara Ferrer, Clara Linhart, Cristian Caselli, Duda Leite, Gustavo Duarte, Julia Couto, Luana Pascoal, Marina Pessanha, Paulo Roberto Junior, Pedro Gonçalves Ribeiro, Sérgio Alpendre e Yasmine Evaristo sob coordenação de Paulo Roberto Jr.
Conheça os filmes selecionados para o 35º Curta Cinema:
SESSÃO DE ABERTURA
Deflorada, de Luísa Reis (Brasil) La Mar, de Jean Chapiro Uziel (México) O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Brasil/Bélgica/Suíça) Um Certo Cinema Brasileiro, de Fábio Rogério (Brasil) Vulto Sagrado, de Daniel Caetano (Brasil)
COMPETIÇÃO NACIONAL
A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR) A Terra das Estrelas Distantes, de Felipe Aufiero (AM) Arandu, de Vitoria Rocha (SP) Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO) Batata Frita na Chuva, de Ninah Nogino (RJ) Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI) Boiuna, de Adriana de Faria (PA) Brincando?, de Miller Martins e Gabriel Goulart (MG) Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias (SP) Canto, de Danilo Daher Alvarenga (GO) Capitã Iracema, de Dani Drumond e Marcio Martins (MG) Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE) Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (PR/SP) Grão, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS) Habitar o Tempo, de Cristiana Grumbach (RJ) Maira Porongyta: O Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi (RJ/MT) Minhocuçu, de Lucas Campos e Leonardo Branco (MG) Notas do Abismo, de Gabraz Sanna (RJ) Novo Horizonte, de Tiago Vieira (GO) O Véu, de Gabriel Motta (RS) Oops, I died, de Lara Carmo (RJ) Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE) Outros Santos, de Jorge Polo e Guilherme Souza (RJ) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ) Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO) Trapo, de João Chimendes (RS) Um Corpo Sem Cavalo?, de Lara Fuke (RS) Urticária Incandescente, de Augusto A. Sauandaj (SP) Vim e Irei como uma Profecia, de Fábio Rogério (SE)
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
A Emancipação de Mimi, de Marcelo Pereira (Portugal) Ali, de Adnan Al Rajeev (Bangladesh/Filipinas) Bad Ideas, de Jan Bujnowski (Polônia) Betono Vaikai, de Saulius Baradinskas (Lituânia) Borrachos Mientras Escuchamos Las Gotas Caer, de Santiago Gómez Ramírez (Colômbia) Brute Force, de Felix Lenz e Ganaël Dumreicher (Áustria) Cacciatori D’uranio, de Davide Palella (Itália) Četiri, de Dea Jagic (Croácia) Daria’s Night Flowers, de Maryam Tafakory (Irã/França/Reino Unido) Ein Unfall, de Angelika Spangel (Áustria) Faux Bijoux, de Jessy Moussallem (França/Líbano) Kentucky Gaza, de Omar Rammal (Jordânia) Klonter, de Levi Stoops (Bélgica) Kosmogonia, de Karolina Chabier (França) Los Peces no se Ahogan, de Lea Vidotto Labastie (Cuba) Loynes, de Dorian Jespers (Bélgica) Merrimundi, de Niles Atallah (Chile) Murmurations, de Xavier Marrades (Espanha) Ni Dieu ni Père, de Paul Kermarec (França) Noi, de Neritan Zinxhiria (Grécia) Noirs Matins, de David Gonseth (Suíça) Ñuuyii (Earth), de Itandehui Jansen (México) Paradaïz, de Matea Radic (Canadá) Ploo, de Jon Frickey (Alemanha) Radiant Frost, de Hannah Schierbeek (EUA/Filipinas) SLET 1988, de Marta Popivoda (Sérvia) UGH, de Yuan Scarlett Wang (China) When The Tiger Roars, de Lam Can-zhao (China) Widespread, de Paz Bernstein (Israel) Yuragim, de Kirill Komar e Varia Garib (Áustria/Uzbequistão)
COMPETIÇÃO PRIMEIROS QUADROS
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) Acho que Vivo uma Constante Saudade, de Bruna Simões (MG) Azul, de Luísa Pinheiro (RJ) Cilene e o Mar, de Giulia Nunes Boccaletti (RJ) Cinco, Seis, Sete, Oito, de Louise Willner (RJ) De Volta à Terra, de Rafael Barreto Falcão (CE) Entressonho, de Leandro Luiz de Abreu Pimentel (GO) Eu Volto pra Te Buscar, de Roger Bravo (SP) Inquietas, de Thaina Morais (RN) Janete, de Rebecca Cerqueira (BA) Menos de um Dia, de João Guesser e Paula Samuel (RJ) Mundinho, de Lúcio Lima (BA) O Ursos e Nós, de Maria Acselrad (PE) Para Não Ser Levada por Qualquer Ventania, de Eleonora Loner (RS) Pelo que Foi, de Julia Leite, Luís Eduardo Fanzeres Vieira, Marcela Lesniczki e Rafael Grieco Sabioni (RJ) Pequeno B, de Lucas Borges (MG) Seu Vazio em Mim, de Gabriel Jóia (SP) Seus Bebês, de Letícia Bianco (SP) Thayara, de Mila Leão (PR) Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida (PE) TV Entreaberta, de Mateus Compart (MG)
PANORAMA CARIOCA
Alvorada, de Igor Barradas Angústia, de Luiz Antônio Soares Às Compras, de Luiz Guilherme Assis Boca, de Giuliana Zamprogno Contracampo, de Gabriel Belchior Fono, de Masina Pinheiro e Gal Cipreste Gira, de Maiara Líbano Poeira, de Mateus Lana Versos da Rua, de Marcos Roza de Souza, Lucas Henrique Rossi e Kaue Benedito Vigia da Noite, de David Yale Meyer
PANORAMA LATINO
Agua Fría, de Meme Cabello e Antonia Martinez Valls (Chile) Agua y Acero, de Grethel Nuez Curbelo (Cuba) Anba Dlo, de Luiza Calagian e Rosa Caldeira (Brasil/Cuba/Haiti) Boi Romeiro, de Milena Andrade Rocha (Brasil) Cagüeyro, de Manu Rosa (Cuba/Uruguai) Caldeirão, de Bruno Fernandes (Brasil) Coeur Bleu, de Samuel Suffren (Haiti) Dead Tongue, de José Jiménez (Chile) Documentos Para el Fin del Mundo, de Henrique Buzachero (Argentina/Brasil) El Mal de Ojo, de Fernanda Arbiol Aranda (Chile) Futura Licenciada, de Samantha Copano e Florencia Peña (Chile) Kanekalon, de Sara J. Asprilla (Colômbia) La Fina Sensación del Quiebre, de Dante Calissano (Argentina) Mucambo, de Juliana Oliveira (Brasil) Preguntas Frecuentes, de Sofía Salinas Barrera (Colômbia) Qué se Puede Hacer Salvo Drogarse y Esperar el Fin, de Sebastián Muro (Argentina) Rosa dos Ventos, de Laura Paro (Brasil) Serra Pelada: A Terra Não é dos Homens, de Babi Fontana e Victor Costa (Brasil) Te Seguimos Buscando, de Diego Andres Andres Murillo (EUA)
MOSTRA INTERZONA MIDNIGHT
Mata Gato, de André Cunha (AM) O Novo Corpo, de Luciana Malavasi (SP) Parla Italiano, de Rastricinha Dorneles e Caim Pacheco do Nascimento (RJ) PQP, de Pedro Ludwig Marcial (RJ) Tente Sua Sorte, de Guenia Lemos (PR) Vigília Noturna, de Diego Robert (GO)
MOSTRA MEMÓRIA REVELAÇÃO
Cordões e Sinos de Além-mar, de Yuji Martins Kodato e Jeremias Brasileiro (MG) Dança aos Orixás, de Gustavo McNair (SP) Discoterra, de Gustavo Aquino dos Reis, Daniel Wierman e Arnaldo Robles (RJ) Madeira Viva, de Gabriel Villas-Bôas (SP)
SESSÃO ESCOLAS
Le Petit et Le Géant, de Isabela Costa (Brasil/França) Medo Monstro, de Andrew Gledson e Eduardo Padrão (PE) Não é Sobre Pastéis, de Tiago Ribeiro de Carvalho (MG) Pela água, sempre!, de Douglas de Magalhães Ferreira e Juraci Oliveira Campos Júnior (AC) The Sky Was Candy, de Anh Tú Nguyen (Alemanha) Zacimba Gaba: A Princesa de Cabinda, de Thiago Fernandes Coelho (MG)
As inscrições estão abertas até 3 de abril de 2026
A 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 18 e 25 de julho, está com inscrições abertas para a seleção de curtas, longas-metragens e videoclipes exibidos nas mostras competitivas. O evento, realizado pelo IBCA, Instituto Brasil de Cultura e Arte, e a Galpão Produções, ocorre na capital capixaba em formato presencial.
Realizadores e realizadoras de todo o Brasil podem inscrever suas produções gratuitamente no site oficial (clique aqui) a partir do dia 2 de março até 17h59 do dia 3 de abril (horário de Brasília). O resultado com as obras selecionadas estará disponível no site do festival em maio, sendo que esse prazo pode ser prorrogado a critério da organização.
Em comunicado oficial, Lucia Caus, diretora do Festival de Cinema de Vitória, disse: “Ser um veículo para a democratização da produção audiovisual brasileira, além de trabalhar para a formação e renovação de plateia são as missões constantes do Festival de Cinema de Vitória. Em mais de 30 anos de atividades com foco no fomento e na difusão do audiovisual produzido no Brasil, pensamos uma programação transversal que dialogue com nossas publicações, que tem o objetivo de preservar a memória artística e cultural do país, as atividades de formação e debates que aproximam o audiovisual de outras áreas como a educação”.
Todo o processo de inscrições e envio de mídia acontece em formato on-line e gratuito. Serão aceitos somente os filmes enviados através de link pelo formulário oficial de inscrições. Podem se inscrever: curtas e longas-metragens realizados a partir de 1º de janeiro de 2025; produções audiovisuais de diversos gêneros, como ficção, documentário, animação, experimental e videoclipe. Os filmes devem ter duração máxima de 25 minutos (créditos inclusos) para curtas-metragens; e mínimo de 70 minutos para longas-metragens.
O responsável deverá informar, no ato de sua inscrição, em campo próprio e disponível, um link para visualização completa e download na íntegra do filme, preferencialmente no Vimeo ou YouTube, e também a senha de acesso, quando for necessário. Não serão aceitos links de transferência de arquivos, como WeTransfer, Dropbox, SendSpace, Google Drive ou qualquer outra ferramenta de alocação de dados que tenha prazo de expiração do link gerado. Não serão aceitas cópias em mídia física para a inscrição.
Só serão aceitos no máximo dois filmes por realizador (a) ou coletivo de realizadores, de forma que no caso de inscrições que ultrapassem este limite serão consideradas apenas as duas obras mais recentes. Importante: em caso de seleção, o filme obrigatoriamente deve apresentar ao festival no arquivo de exibição todos os elementos de acessibilidade, quais sejam: Legendagem Descritiva (LSE), Audiodescrição e Tradução em Libras. O regulamento completo sobre o processo de inscrição pode ser acessado no site.
Os filmes selecionados para o Festival de Cinema de Vitória 2026 serão exibidos nas 11 mostras competitivas do evento. São elas: 30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, 16ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, 16ª Mostra Quatro Estações, 15ª Mostra Corsária, 15ª Mostra Foco Capixaba, 13ª Mostra Outros Olhares, 11ª Mostra Mulheres no Cinema, 11ª Mostra Cinema e Negritude, 10ª Mostra Nacional de Videoclipes, 9ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental e a 8ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico.
Em 2025, durante seis dias de evento da sua 32ª edição, o FCV alcançou um público de aproximadamente 22 mil pessoas que assistiram 106 obras distribuídas em 11 mostras competitivas e sete sessões especiais não competitivas, além de participarem de cinco debates com realizadores, cinco bate-papos com equipes de filmes capixabas, duas homenagens e duas coletivas de imprensa com homenageados. A interação on-line também foi pujante: durante os seis dias de evento, foram 715.048 visualizações e 12.753 interações, o que comprova o interesse do público pelo cinema brasileiro.
Maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, o Festival de Cinema de Vitória exibirá para o público capixaba, e de várias regiões do Brasil, uma série de produções da safra atual e inédita do cinema brasileiro em uma programação gratuita que também contará com debates, mesas redondas, homenagens e muito mais.