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Conheça os vencedores da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

vencedorestiradentes2019Os vencedores de 2019 no palco.

Foram anunciados neste sábado, 26/01, no Cine-Tenda, os vencedores do Troféu Barroco da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Os premiados nas mostras Aurora e Foco foram escolhidos pelo Júri da Crítica; da mostra Olhos Livres foram avaliados pelo Júri Jovem; além do longa e curta eleitos pelo Júri Popular.

Neste ano, o evento beneficiou mais de 37 mil pessoas. Ao longo de nove dias de programação gratuita, apresentou a pluralidade de conteúdos audiovisuais em 108 filmes brasileiros, 49 sessões de cinema e 36 debates.

Confira a lista completa com os vencedores da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR:
NEGRUM3, de Diego Paulino (SP)

MELHOR CURTA-METRAGEM | MOSTRA FOCO | JÚRI DA CRÍTICA:
Caetana, de Caio Bernardo (PB)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS:
NEGRUM3, de Diego Paulino (SP)

PRÊMIO CARLOS REICHENBACH | MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA OLHOS LIVRES:
Parque Oeste, de Fabiana Assis (GO)

MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA AURORA | JÚRI DA CRÍTICA:
Vermelha, de Getúlio Ribeiro (GO)

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR:
Meu Nome é Daniel, dirigido por Daniel Gonçalves (RJ)

PRÊMIO HELENA IGNEZ | DESTAQUE FEMININO:
Cristina Amaral, pela montagem de Um Filme de Verão

Foto: Beto Staino/Universo Produção.

A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, é exibido na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

azulnovalistiradentesCine-Tenda lotado durante a exibição do longa.

Depois de ser exibido no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na seção work in progress, e selecionado para a Mostra Forum do Festival de Berlim deste ano, A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, foi exibido nesta sexta-feira, 25/01, no Cine-Tenda na mostra Aurora da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

O longa apresenta Marcelo, interpretado por Marcelo Diorio, um homem que vive relembrando o passado, inclusive de outras encarnações. Numa delas, ela foi o poeta alemão Novalis, que perseguia uma rosa azul. A partir de Marcelo, seus dilemas e suas buscas, os diretores pretendem chamar atenção para o ânus, tornando esse buraco, considerado obscuro, o ponto de partida para a compreensão do personagem.

A proposta dos realizadores foi fazer um filme com um personagem e não sobre um personagem, abordando todos os aspectos deste, não apenas o seu lado bonito. Vinagre e Carneiro comentam o processo criativo: “Nosso trabalho parte sempre de uma realidade, para recriá-la, transformá-la em algo que de alguma forma possa colocar o espectador em xeque sobre algumas questões geralmente consideradas tabu, e ao mesmo tempo muitas coisas são também colocadas em xeque para o personagem que atua como si mesmo, e para nós, que dirigimos. Há sempre uma jornada de autoconhecimento. Não à toa, todos os nossos filmes tematizam traumas, e são extremamente falados, como numa sessão de psicanálise. Este não foge disso”.

O elenco conta também com Majeca Angelucci, Marcos Hermanson Pomar, Thais de Almeida Prado, Estela Lapponi, Beatriz Pomar, Rafael Rudolf e Christian Sedemaka.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Gustavo Vinagre antes da exibição do longa em Tiradentes. Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Jackson Romanelli/Universo Produção.

Eu Sou Mais Eu

por: Cinevitor

soumaiseuposter1Direção: Pedro Amorim

Elenco: Kéfera Buchmann, João Côrtes, Giovanna Lancellotti, Flávia Garrafa, Arthur Kohl, Estrela Straus, André Lamoglia, Marcella Rica, Felipe Titto.

Ano: 2019

Sinopse: Já imaginou acordar em 2004? É o que aconteceu com Camilla, uma estrela da música pop que vê todo o sucesso que conquistou desaparecer misteriosamente ao voltar no tempo. Agora ela vai precisar lidar com os dramas da adolescência, o bullying da inimiga Drica, as provas e trabalhos da escola; tudo de novo! Difícil mesmo vai ser convencer o seu melhor amigo, Cabeça, que ela veio do futuro e precisa da sua ajuda para descobrir como voltar.

*Clique aqui e assista aos programas especiais sobre o filme com entrevistas com o diretor e elenco.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

A Favorita

por: Cinevitor

afavoritaposternovoThe Favourite

Direção: Yorgos Lanthimos

Elenco: Olivia Colman, Rachel Weisz, Emma Stone, Nicholas Hoult, James Smith, Mark Gatiss, Willem Dalby, Carolyn Saint-Pé, Emma Delves, Faye Daveney, Paul Swaine, Jennifer White, LillyRose Stevens, Denise Mack, Horatio, Edward Aczel, John Locke, Everal Walsh, Basil Eidenbenz, Declan Wyer, Anthony Dougall, James Melville, Timothy Innes, Joe Alwyn, Ben English, Wilson Radjou-Pujalte, Jenny Rainsford, Liam Fleming, Peter Brookes, Gavin Henderson, Angela Hicks.

Ano: 2018

Sinopse: No início do século 18, a Inglaterra está em guerra com a França. A frágil rainha Anne ocupa o trono, mas é sua amiga lady Sarah que governa o país. É quando chega à corte uma nova e ambiciosa serva, Abigail. A novata acaba se aproximando da monarca e a amizade crescente entre as duas desperta a ira de Sarah, mas Abigail não vai deixar ninguém atrapalhar seus objetivos.

*Filme visto na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Green Book: O Guia

por: Cinevitor

greenbookposter1Direção: Peter Farrelly

Elenco: Viggo Mortensen, Mahershala Ali, Linda Cardellini, Sebastian Maniscalco, Dimiter D. Marinov, Mike Hatton, P.J. Byrne, Joe Cortese, Maggie Nixon, Von Lewis, Jon Sortland, Don Stark, Anthony Mangano, Paul Sloan, Quinn Duffy, Seth Hurwitz, Hudson Galloway, Gavin Lyle Foley, Rodolfo Vallelonga, Louis Venere, Frank Vallelonga, Don DiPetta, Jenna Laurenzo, Suehyla El-Attar, Johnny Williams, Randal Gonzalez, Iqbal Theba, David An, Nick Vallelonga, Gertrud Sigle, Floyd Miles, Lindsay Brice, Shane Partlow, Craig DiFrancia, Dennis W. Hall.

Ano: 2018

Sinopse: Quando Tony Lip, um segurança ítalo-americano, é contratado como motorista do Dr. Don Shirley, um famoso pianista negro, durante uma turnê pelo sul dos Estados Unidos, eles devem seguir um guia para levá-los aos poucos estabelecimentos que eram seguros para os afro-americanos. Confrontados com o racismo, em meio a momentos de humanidade e humor inesperados, eles são forçados a deixar de lado as diferenças e passar por profundas transformações, para avançar nessa jornada.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

A Rainha Nzinga Chegou

por: Cinevitor

arainhanzingaposterDireção: Júnia Torres e Isabel Casimira Gasparino.

Elenco: Isabel Cassimira, Antônio Cassimiro, Bellinha Cassimira, Ricardo Cassimiro, Margarida Cassimiro, Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário.

Ano: 2019

Sinopse: Três gerações de rainhas e uma travessia de volta aos domínios da mítica Nzinga, às terras dos reis do Congo, aos cantos de Angola, pelos descendentes da rainha da Guarda de Moçambique Treze de Maio, Isabel Cassimira, personagem central dessa história.

*Filme visto na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Seus Ossos e Seus Olhos: Malu Galli e Caetano Gotardo falam sobre o filme na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

gotardomalutiradentes1Diretor e atriz no Cine-Tenda antes da exibição do filme.

Dirigido e protagonizado por Caetano Gotardo, Seus Ossos e Seus Olhos abriu a Mostra Aurora, na segunda-feira, 21/01, no Cine-Tenda da 22ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. A tradicional sessão competitiva do evento mantém o olhar para a produção independente das mais variadas regiões do país. Neste ano, a afirmação de identidades, culturas e histórias permeiam a seleção, ao mesmo tempo em que cada trabalho inventa uma língua própria para expressar com liberdade os múltiplos conflitos que os atravessam.

Na história, Antônio é um cineasta de classe média, que passa por uma série de encontros com pessoas como Irene, sua amiga de longa data; Álvaro, seu namorado; Matias, um rapaz que vê no metrô e com quem se envolve sexualmente, entre outros conhecidos e desconhecidos. Esses encontros o afetam e revelam aos poucos um jogo de tempos que mistura vida e processo de criação, presente e memória.

No dia seguinte à exibição, o diretor participou do seminário Encontro com os Filmes, no Cine Teatro Sesi, ao lado de vários integrantes da equipe, entre eles, a atriz Malu Galli. O debate foi mediado pelo crítico de cinema e jornalista Marcelo Miranda e contou com a presença de Pablo Gonçalo, crítico convidado: “É uma obra sobre a escuridão do mundo contemporâneo“, afirmou Gonçalo sobre o filme.

Seus Ossos e Seus Olhos foi selecionado para a mostra Bright Future do Festival Internacional de Cinema de Roterdã 2019. O elenco conta também com Vinicius Meloni, Marina Tranjan, Carlota Joaquina, Larissa Siqueira, Carlos Escher e Wandré Gouveia.

Para falar mais sobre o longa, conversamos com a atriz Malu Galli e com o diretor Caetano Gotardo. Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Jackson Romanelli/Universo Produção.

Inferninho na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Guto Parente fala sobre o filme, elenco e festivais

por: Cinevitor

inferninhotiradentes1Equipe de Inferninho no palco antes da exibição.

Dirigido por Guto Parente e Pedro Diogenes, o longa Inferninho foi exibido no domingo, 20/01, no Cine-Tenda da 22ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. O filme faz parte da Mostra Corpos Adiante, que traz uma programação com produções que dialogam com a tradição, inventam um futuro e inspiram outras dissidências.

Na história, Deusimar, é dona do Inferninho, um bar escuro e degradado que é refúgio de sonhos e fantasias. Seu sonho é deixar tudo para trás e ir embora para qualquer lugar distante, o mais longe possível daquele lugar. Apaixonar-se por Jarbas, o marinheiro bonito que chega ao bar, sonhando em encontrar um lar, vai mudar completamente sua vida e a vida dos empregados do bar: Luizianne, a cantora; Coelho, o garçom; e Caixa-Preta, a faxineira. O elenco conta com Yuri Yamamoto, Demick Lopes, Samya de Lavor, Rafael Martins, Tatiana Amorim, Paulo Ess, Galba Nogueira, Pedro Domingues e Gustavo Lopes.

No dia seguinte à exibição, Guto Parente, um dos diretores do longa, participou do seminário Encontros com os Filmes ao lado do ator Rafael Martins, que interpreta o Coelho, e da produtora executiva Caroline Louise. O crítico convidado João Dumans, também diretor do filme Arábia, elogiou o uso do melodrama como catalisador de emoções no filme de Parente e Diogenes. No debate, mediado por Lila Foster, Guto contou que o filme partiu de um convite feito pelos integrantes do Grupo Bagaceira de Teatro, de Fortaleza, cujos atores e atrizes aparecem no elenco do longa e colaboraram diretamente na realização do projeto.

inferninhoqueerlisboaRafael Martins em cena.

Inferninho foi exibido na seção Bright Future do Festival Internacional de Cinema de Roterdã do ano passado, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no BAFICI, em Buenos Aires, e também no 26º Festival Mix Brasil. Recebeu o Prêmio Especial do Júri da mostra Première Brasil Novos Rumos no Festival do Rio e foi premiado no Queer Lisboa 2018. Além disso, foi eleito o melhor filme do XI Janela Internacional de Cinema do Recife e foi agraciado com o Prêmio Imprensa de melhor longa-metragem da 5ª Mostra de Cinema de Gostoso.

Para falar mais sobre o filme, batemos um papo com Guto Parente, que falou sobre o processo de criação, o encontro com o Grupo Bagaceira de Teatro, a importância dos festivais e relembrou edições anteriores da Mostra de Cinema de Tiradentes, na qual foi premiado em 2010 com Estrada para Ythaca. Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Jackson Romanelli/Universo Produção.

Custódia, de Xavier Legrand, lidera indicações ao César 2019, o Oscar francês

por: Cinevitor

custodiacesar2019Léa Drucker e Denis Ménochet em Custódia, de Xavier Legrand.

A Academia de Artes e Técnicas do Cinema (l’Académie des Arts et Techniques du Cinéma) anunciou nesta quarta-feira, 23/01, os indicados ao prêmio César 2019, conhecido como o Oscar francês; o drama Custódia, de Xavier Legrand, premiado no Festival de Veneza, lidera a lista com 10 indicações ao lado da comédia dramática Le grand bain, de Gilles Lellouche.

O pôster desta 44ª edição é estampado pela atriz francesa Isabelle Huppert, que já foi premiada duas vezes no César: em 1996, por Mulheres Diabólicas e em 2017, por Elle. Além disso, foi indicada outras quatorze vezes.

Os vencedores serão anunciados no dia 22 de fevereiro, em Paris, e a cerimônia será apresentada pelo ator Kad Merad.

Conheça os indicados ao César 2019:

MELHOR FILME:
Custódia
En liberté!
Guy
Le grand bain
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters
Pupille

MELHOR DIREÇÃO:
Alex Lutz, por Guy
Emmanuel Finkiel, por Memórias da Dor
Gilles Lellouche, por Le grand bain
Jacques Audiard, por Os Irmãos Sisters
Jeanne Herry, por Pupille
Pierre Salvadori, por En liberté!
Xavier Legrand, por Custódia

MELHOR ATRIZ:
Adèle Haenel, por En liberté!
Cécile de France, por Mademoiselle de Joncquières
Élodie Bouchez, por Pupille
Léa Drucker, por Custódia
Mélanie Thierry, por Memórias da Dor
Sandrine Kiberlain, por Pupille
Virginie Efira, por Um Amor Impossível

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Audrey Tautou, por En liberté!
Isabelle Adjani, por Le monde est à toi
Karin Viard, por Les chatouilles
Leïla Bekhti, por Le grand bain
Virginie Efira, por Le grand bain

MELHOR ATOR:
Alex Lutz, por Guy
Denis Ménochet, por Custódia
Edouard Baer, por Mademoiselle de Joncquières
Gilles Lellouche, por Pupille
Pio Marmaï, por En liberté!
Romain Duris, por A Nossa Espera
Vincent Lacoste, por Amanda

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Clovis Cornillac, por Les chatouilles
Damien Bonnard, por En liberté!
Denis Podalydès, por Conquistar, Amar e Viver Intensamente
Jean-Hugues Anglade, por Le grand bain
Philippe Katerine, por Le grand bain

ATRIZ REVELAÇÃO:
Galatéa Bellugi, por A Aparição
Jehnny Beth, por Um Amor Impossível
Kenza Fortas, por Shéhérazade
Lily-Rose Depp, por L’homme fidèle
Ophélie Bau, por Mektoub, My Love: Canto Uno

ATOR REVELAÇÃO:
Anthony Bajon, por A Prece
Dylan Robert, por Shéhérazade
Karim Leklou, por Le monde est à toi
Thomas Gioria, por Custódia
William Lebghil, por Première année

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Custódia
En liberté!
Guy
Le grand bain
Pupille

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Les chatouilles
Mademoiselle de Joncquières
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters
Um Amor Impossível

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
America, de Claus Drexel
De chaque instant, de Nicolas Philibert
Le grand bal, de Laetitia Carton
Ni juge, ni soumise, de Yves Hinant e Jean Libon
O Estado Contra Mandela e os Outros, de Nicolas Champeaux e Gilles Porte

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
A Nossa Espera, de Guillaume Senez (Bélgica/França)
Assunto de Família, de Hirokazu Kore-eda (Japão)
Cafarnaum, de Nadine Labaki (Líbano)
Guerra Fria, de Pawel Pawlikowski (Polônia)
Girl, de Lukas Dhont (Bélgica/Holanda)
Hannah, de Andrea Pallaoro (Itália/França/Bélgica)
Três Anúncios Para um Crime, de Martin McDonagh (EUA/Reino Unido)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
Longa-metragem:
Astérix e o Segredo da Poção Mágica
Dilili à Paris
Pachamama
Curta-metragem:
Entre Sombras (Au Cœur des Ombres)
La Mort, Père & Fils
Raymonde ou l’évasion verticale
Vilaine Fille

MELHOR FILME DE ESTREIA:
Custódia, de Xavier Legrand
L’amour flou, de Romane Bohringer e Philippe Rebbot
Les chatouilles, de Andréa Bescond e Eric Métayer
Selvagem, de Camille Vidal-Naquet
Shéhérazade, de Jean-Bernard Marlin

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Amanda
En liberté!
Guy
Os Irmãos Sisters
Pupille
Um Amor Impossível

MELHOR SOM:
Custódia
Guy
Le grand bain
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters

MELHOR FOTOGRAFIA:
Custódia
Le grand bain
Mademoiselle de Joncquières
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters

MELHOR EDIÇÃO:
Custódia
En liberté!
Le grand bain
Les chatouilles
Os Irmãos Sisters

MELHOR FIGURINO:
L’Empereur de Paris
Mademoiselle de Joncquières
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters
Un peuple et son roi

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
L’Empereur de Paris
Mademoiselle de Joncquières
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters
Un peuple et son roi

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Braguino
Kapitalistis
Laissez-Moi Danser
Les Indes galantes
Les petites mains

Foto: Divulgação.

Ary Rosa fala sobre Ilha, longa exibido na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

ilhatiradentesAldri Anunciação e Renan Motta em cena.

Dirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio, o longa baiano Ilha foi exibido no sábado, 19/01, no Cine-Tenda da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O filme faz parte da Mostra Corpos Adiante, que traz uma programação com produções que dialogam com a tradição, inventam um futuro e inspiram outras dissidências.

Na trama, Emerson, um jovem da periferia, quer fazer um filme sobre a sua história na ilha, lugar onde quem nasce nunca consegue sair. Pra isso, ele sequestra Henrique, um premiado cineasta. Juntos, eles reencenam a própria vida, com algumas licenças poéticas. O plano começa e a partir de então não há mais limites, afinal, cinema também é jogo.

No ano passado, Ilha foi premiado no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro nas categorias de melhor roteiro, melhor ator para Aldri Anunciação e recebeu também o Prêmio Zózimo Bulbul de melhor longa-metragem. No Festival do Rio foi eleito o melhor filme da mostra Première Brasil Novos Rumos. Já no 26º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade ganhou o Coelho de Prata de melhor roteiro. Além disso, o longa será exibido na 48ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdã na mostra Soul in the Eye, que homenageará o cinema negro brasileiro.

arydiretorilhaO diretor Ary Rosa durante o debate.

No dia seguinte à exibição, o diretor participou da série Encontros com os Filmes, na qual questões urgentes e fundamentais sobre representatividade, estética e pontos de vista foram destacadas. Participaram também do bate-papo: o diretor de fotografia Thacle de Souza, a crítica Soraya Martins e o mediador Victor Guimarães.

Depois de estrearem em longa-metragem com Café com Canela, exibido na Mostra de Tiradentes em 2018 e mais focado em personagens mulheres, Glenda e Ary decidiram por abordar dois homens em Ilha: “Buscamos um tipo de sensibilidade desvalorizada no homem, em especial no homem negro”, revelou Ary. O elenco conta com Aldri Anunciação, Renan Motta, Thacle de Souza, Valdinéia Soriano, Arlete Dias, Aline Brune, Sérgio Laurentino e Ridson Reis.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Ary Rosa, que falou sobre o processo de criação, bastidores e a importância dos festivais para a carreira de um filme. Além disso, registramos alguns momentos do debate sobre o longa.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Divulgação e Beto Staino/Universo Produção.

Conheça os indicados ao Oscar 2019; Roma e A Favorita lideram a lista

por: Cinevitor

romaoscar2019Yalitza Aparicio em Roma, de Alfonso Cuarón: indicada na categoria de melhor atriz.

Foram divulgados na manhã desta terça-feira, 22/01, em Los Angeles, os indicados ao Oscar 2019. O anúncio foi apresentado pelos atores Kumail Nanjiani e Tracee Ellis Ross.

O mexicano Roma, de Alfonso Cuarón, e a comédia dramática A Favorita, dirigida pelo cineasta grego Yorgos Lanthimos lideram a lista com dez indicações cada. Pantera Negra aparece com sete indicações, entre elas, a de melhor filme, sendo o primeiro longa de super-herói a concorrer nesta categoria.

A 91ª edição do Oscar acontecerá no dia 24 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Hollywood.

Confira a lista completa com os indicados ao Oscar 2019:

MELHOR FILME:
A Favorita
Bohemian Rhapsody
Green Book: O Guia
Infiltrado na Klan
Nasce uma Estrela
Pantera Negra
Roma
Vice

MELHOR DIREÇÃO:
Adam McKay, por Vice
Alfonso Cuarón, por Roma
Pawel Pawlikowski, por Guerra Fria
Spike Lee, por Infiltrado na Klan
Yorgos Lanthimos, por A Favorita

MELHOR ATRIZ:
Glenn Close, por A Esposa
Lady Gaga, por Nasce uma Estrela
Melissa McCarthy, por Poderia Me Perdoar?
Olivia Colman, por A Favorita
Yalitza Aparicio, por Roma

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Amy Adams, por Vice
Emma Stone, por A Favorita
Marina de Tavira, por Roma
Rachel Weisz, por A Favorita
Regina King, por Se a Rua Beale Falasse

MELHOR ATOR:
Bradley Cooper, por Nasce uma Estrela
Christian Bale, por Vice
Rami Malek, por Bohemian Rhapsody
Viggo Mortensen, por Green Book: O Guia
Willem Dafoe, por No Portal da Eternidade

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Adam Driver, por Infiltrado na Klan
Mahershala Ali, por Green Book: O Guia
Richard E. Grant, por Poderia Me Perdoar?
Sam Elliott, por Nasce uma Estrela
Sam Rockwell, por Vice

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
A Favorita, escrito por Deborah Davis e Tony McNamara
First Reformed, escrito por Paul Schrader
Green Book: O Guia, escrito por Nick Vallelonga, Brian Hayes Currie e Peter Farrelly
Roma, escrito por Alfonso Cuarón
Vice, escrito por Adam McKay

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
A Balada de Buster Scruggs, escrito por Ethan Coen e Joel Coen
Infiltrado na Klan, escrito por Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e Spike Lee
Nasce uma Estrela, escrito por Eric Roth, Bradley Cooper e Will Fetters
Poderia Me Perdoar?, escrito por Nicole Holofcener e Jeff Whitty
Se a Rua Beale Falasse, escrito por Barry Jenkins

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Assunto de Família, de Hirokazu Kore-eda (Japão)
Cafarnaum, de Nadine Labaki (Líbano)
Guerra Fria, de Pawel Pawlikowski (Polônia)
Never Look Away (Werk ohne Autor), de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha)
Roma, de Alfonso Cuarón (México)

MELHOR ANIMAÇÃO:
Homem-Aranha no Aranhaverso
Ilha dos Cachorros
Mirai
Os Incríveis 2
WiFi Ralph: Quebrando a Internet

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Free Solo, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi
Hale County This Morning, This Evening, de RaMell Ross
Minding the Gap, de Bing Liu
Of Fathers and Sons (Kinder des Kalifats), de Talal Derki
RBG, de Julie Cohen e Betsy West

MELHOR FOTOGRAFIA:
A Favorita, por Robbie Ryan
Guerra Fria
, por Lukasz Zal
Nasce uma Estrela, por Matthew Libatique
Never Look Away
, por Caleb Deschanel
Roma, por Alfonso Cuarón

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
A Favorita
O Primeiro Homem
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra
Roma

MELHOR FIGURINO:
A Balada de Buster Scruggs
A Favorita
Duas Rainhas
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO:
Border
Duas Rainhas
Vice

MELHOR EDIÇÃO:
A Favorita
Bohemian Rhapsody
Green Book: O Guia
Infiltrado na Klan

Vice

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Ilha dos Cachorros
Infiltrado na Klan
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra
Se a Rua Beale Falasse

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
All The Stars, de Pantera Negra
I’ll Fight, de RBG
Shallow, de Nasce uma Estrela
The Place Where Lost Things Go, de O Retorno de Mary Poppins
When A Cowboy Trades His Spurs For Wings, de A Balada de Buster Scruggs

MELHOR EDIÇÃO DE SOM:
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Pantera Negra
Roma
Um Lugar Silencioso

MELHOR MIXAGEM DE SOM:
Bohemian Rhapsody
Nasce uma Estrela
O Primeiro Homem
Pantera Negra
Roma

MELHORES EFEITOS VISUAIS:
Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível
Han Solo: Uma História Star Wars
Jogador N°1
O Primeiro Homem
Vingadores: Guerra Infinita

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Detainment
Fauve
Marguerite
Mother
Skin

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Black Sheep
End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period. End of Sentence.

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Animal Behaviour
Bao
Late Afternoon
One Small Step
Weekends

Foto: Divulgação/Netflix.

Entrevista: Raquel Hallak d’Angelo, coordenadora da Mostra de Cinema de Tiradentes, fala sobre o evento, cinema brasileiro e mercado audiovisual

por: Cinevitor

raquelmostratiradentesRaquel Hallak d’Angelo com Fernanda Hallak d’Angelo e Quintino Vargas Neto.

A 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes segue até o dia 26 de janeiro com uma diversidade da produção cinematográfica brasileira na programação. Neste ano, 108 filmes, em pré-estreias mundiais e nacionais, de 14 estados, foram selecionados.

O tema desta edição, Corpos Adiante, apresenta o corpo como potência, pendor político e social, presença, infinitude. A celebração do corpo, em todas as suas possibilidades de expressão e enunciação, se destaca na programação.

Para falar mais sobre o evento, que abre o calendário audiovisual brasileiro, conversamos com Raquel Hallak d’Angelo, uma das diretoras da Universo Produção e também coordenadora da Mostra de Cinema de Tiradentes. Em entrevista ao CINEVITOR, Raquel falou sobre a homenageada deste ano, Grace Passô, processo de seleção dos filmes, a atual situação do cinema brasileiro, o mercado audiovisual e a relação do festival com público e realizadores.

Confira os melhores momentos do bate-papo:

PROCESSO DE SELEÇÃO

“Muitas vezes saímos daqui com uma ideia do que vai ser a próxima edição pelo processo de reflexão que é gerado no festival: de encontros e de pessoas que já adiantam sobre seus próximos filmes. A proposta do evento é focar no cinema brasileiro contemporâneo e estamos o tempo todo atentos sobre o que os filmes estão nos dizendo, quem está na cena, quem está produzindo, como que a produção está se configurando nos estados. Ficamos o ano inteiro trabalhando nisso. Quando começa o processo de seleção, vamos confirmando se a temática que foi inicialmente pensada vai realmente ser configurada. No processo de seleção ela vai amadurecendo e ganhando corpo”.

“Distribuímos os filmes em mostras temáticas, como a Aurora, que são produções inéditas, sendo um diferencial do evento, que aposta nesses filmes e nos realizadores que estão em início de carreira; não por idade, mas que já fizeram até seu terceiro longa. Isso já dá um norte pra quem está no evento, para escolher o que vai ver. Tem também, por exemplo, a mostra Olhos Livres, que traz uma liberdade de expressão de diretores consolidados com uma carreira consistente e que permaneceram numa coerência de produção desde o início. Já a mostra Praça traz assuntos de interesse mais popular, para toda a família e que atinge todas as idades. Além disso, tem a Mostrinha, para o público infantil. Isso tudo cria um referencial de discussão”.

A HOMENAGEADA: GRACE PASSÔ

“Quando eu fiz o convite, ela levou um susto, pois não imaginava ser homenageada num festival de cinema. Até porque ela ainda está em início de carreira no cinema. Mas foi exatamente por isso. Ela está no começo, mas já tem uma carreira consolidada no teatro e queríamos mostrar esse talento para o segmento audiovisual. Essa homenagem aproxima muito as outras artes do cinema, que é também uma proposta dessa edição; essa quebra de paradigmas. A integração das artes não tem mais fronteira e é fundamental que aconteça”.

gracetiradentesrecebehomenagemGrace Passô com o Troféu Barroco.

VAGA CARNE

“É a primeira produção que a Universo Produção assina nesta área de produção de um filme. Foi um convite com ousadia e loucura. Fizemos esse filme em dezembro e ficou pronta agora, na véspera do evento [para ser exibido na noite de abertura]. Foi feito especificamente para a Mostra, mas já estamos pensando na trajetória do filme em outros eventos”.

O filme, exibido logo depois da homenagem, é uma recriação audiovisual do espetáculo Vaga Carne. Grace Passô convidou o diretor de cinema e de teatro Ricardo Alves Jr. para assinar a direção com ela. Os dois já estiveram juntos em outros trabalhos, como a peça teatral Sarabanda, onde dividiram a direção do espetáculo criado a partir do último longa de Ingmar Bergman.

equipevagacarneEquipe de Vaga Carne no palco antes da exibição.

CINEMA BRASILEIRO: CULTURA E NEGÓCIO

“A Mostra de Tiradentes nasce em 1998 para ser a grande aliada do cinema brasileiro e mantém a coerência até hoje. Quando começamos, também estavam começando as Leis de Incentivo. A mesma pergunta que eu escuto hoje eu ouvi há 22 anos, o que é uma pena, né? O festival acompanha essa retomada do cinema brasileiro e só vimos avanços e uma mudança muito grande, favorável, positiva e o quanto queremos andar pra frente. Eu sou muito positiva nesse aspecto. Não estamos vivendo só da arte pela arte e por isso temos que pensar também na cultura como um bom negócio. Esse entendimento é necessário e temos a missão de fortalecer. Mas é preciso pensar e mostrar o que a gente quer. Porque muitas vezes ficamos no embate e na discussão nesse plano mais imaginário do desejo ao invés de mostrar que já somos, já existimos e o que queremos daqui pra frente”.

“Vejo a Mostra de Cinema de Tiradentes como um instrumento propositivo para mostrar a nossa força, a força do cinema, a força da cultura. Esse é o recado que estamos passando nessa edição”

GERAÇÃO DE CONTEÚDO

“Estamos em um outro governo e isso é um pouco assustador porque o primeiro decreto é acabar com o Ministério da Cultura. Mas eu acho que temos um instrumento muito favorável porque representamos o segmento que produz conteúdo; com as redes sociais e com um canal difusor como o YouTube, que é o maior do mundo, por exemplo. Fazendo esse circuito de festivais e de telas alternativas é preciso estarmos muito unidos e fortes nesse propósito sobre o que a gente quer mostrar e acontecer. Lógico que dependemos diretamente de patrocínio. A Mostra de Tiradentes é um evento que não tem receita, não tem bilheteria. Então, é essencialmente patrocinado. Quando temos governos que ainda representam um cenário complexo de incertezas, temos que partir para a iniciativa privada. Sendo assim, temos que procurar os empresários”.

CINEMA BRASILEIRO: INDÚSTRIA

“A Fundação Getúlio Vargas acabou de lançar dados importantes sobre a ANCINE [Agência Nacional do Cinema]. Precisamos mostrar a questão dos bilhões que são movimentados. Sair desse lugar confortável e pensar: que segmento eu represento? O da indústria que mais cresce no mundo, que é o entretenimento. Precisamos mudar um pouco o foco do discurso, do posicionamento. Temos que ser mais proativos, mais unidos. Mostrar esse lado que a gente nunca teve a preocupação em explorar, que é o lado da economia criativa. Você passa um filme sem precisar sair do seu país para o mundo inteiro. É o cinema que molda o nosso olhar. Esse instrumento de transformação também social e educacional é o que temos a nosso favor”.

“O audiovisual dentro da economia é a indústria mais poderosa”

Os dados revelados pela Fundação Getúlio Vargas sobre os 27 anos de história da Lei Rouanet mostram que a Lei é benéfica à sociedade e seu impacto reverbera em 68 atividades econômicas diferentes, do transporte ao turismo, do setor alimentício às finanças. Ela representa apenas 0,3% da renúncia fiscal da União e oferece 400% de retorno e incremento para a cadeia produtiva. Em quase três décadas de Lei, cada real captado e executado via Lei Rouanet, ou seja, R$ 1,00 de renúncia em imposto, gerou em média R$ 1,59 na economia local. Ou seja, a economia criativa incentivada pela Lei Rouanet gerou, na ponta final, recurso 59% maior em relação ao que foi investido.

abertura1tiradentes2019Os dados foram exibidos no telão na noite de abertura.

“Todo mundo é um cidadão ativo do audiovisual, estamos produzindo o tempo todo. Se somos a indústria que mais cresce, mais até que a automobilística, fica a pergunta: para quem estamos dialogando? Onde estamos mostrando isso? A proposta dessa Mostra é para que sejamos um pouco mais empreendedores. Fazer um filme é empreender. O papel do produtor cinematográfico, do artista e do diretor é de empreendedor. Quando você tem essas funções muito bem definidas em uma produção, que gera renda e emprego, é preciso mostrar isso. Logo não teremos mais o circuito convencional do cinema. Vamos continuar querendo que nossos filmes ocupem as salas, mas queremos também outras coisas. Queremos que os filmes circulem em festivais internacionais, que ganhem o mundo, que ganhem às telas do VOD e todas essas plataformas digitais. Isso não tem mais volta. Agora, cabe a cada um esse entendimento”.

O setor audiovisual é um dos que mais cresce na economia do país. Cresceu a uma taxa média anual de 9,3% nos últimos anos, média muito acima do crescimento geral da economia. As atividades culturais e criativas já representam 2,6% do PIB brasileiro.

abertura2tiradentes2019O incentivo à cultura gerou riquezas à sociedade, não custos.

O MERCADO AUDIOVISUAL BRASILEIRO

“Precisamos entender essa configuração de mercado. Não é todo filme que vai para uma sala de cinema. Às vezes ele faz um circuito internacional maravilhoso. O Baronesa [dirigido por Juliana Antunes] é um exemplo disso [o longa foi o grande vencedor da mostra Aurora em 2017]: uma produção que custou 25 mil reais e rodou 14 festivais internacionais. Roger Koza foi o grande responsável por essa circulação internacional e enquanto o filme ganhava esse espaço, acabou entrando em circuito comercial. Coisa que nem se pensava quando foi exibido aqui. Ou seja, temos que estar atentos com o que chamamos de transmídia. Temos que amadurecer sobre essa questão de mercado. Você tem aquele filme de arte que vai ser filme de arte. Ele foi feito pra isso. Mas se você perguntar para qualquer realizador tudo que ele quer é que as pessoas vejam seu filme, seja em museus ou festivais”.

“Um filme não é feito para ficar na prateleira. Ele também não é feito para não ter acesso. Ele só se completa quando chega ao público”

“Se temos pessoas que estão cobrando do audiovisual e da cultura um posicionamento mais empresarial no sentido da atividade em si, não vamos ficar só no discurso da arte, não. Vamos mostrar o que aconteceu nesses últimos vinte anos”.

baronesafilmeFIMAndreia Pereira de Souza, protagonista de Baronesa.

A MOSTRA E O PÚBLICO

“Para o público, o evento é uma caixinha de surpresas. Os filmes, pelo menos a maioria, são exibidos como pré-estreias. Ou seja, as pessoas não conhecem, não sabem. E esse é o clima do festival: proporcionar que você consuma algo novo, por mais que você tenha suas amarras, suas dificuldades. Aqui você está em um cenário onde todos estão abertos para o que assistirão na tela mesmo que tenham dificuldades. Eu acho que esse desconforto é necessário para você criar um senso crítico, para mudar sua forma de ver, para ter uma tolerância com a diversidade. Para você ver, antes de mais nada, as pessoas como seres humanos e não pela cor, pela opção do gênero. Estamos todos no mesmo barco navegando. Eu acho muito bacana quando as pessoas se incomodam [com algum filme] porque mostra o poder que o cinema tem de tocar, de emocionar. Além disso, aqui, o debate também é fundamental. A partir do posicionamento no debate você começa a entender como que o filme foi pensado e o que ele quer dizer”.

“Você tem a oportunidade de discutir com quem realizou e de ter uma outra visão das cenas que viu. O papel do festival é esse. E do cinema também: se propor a ir além da exibição”

“O cinema está presente na nossa vida e na maneira como lidamos com as imagens. Exibe, forma, discute, difunde: assim se complementa nossa função no festival”, finalizou Raquel.

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Divulgação, Beto Staino e Leo Lara/Universo Produção e Vitor Búrigo.