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Luciana Paes é homenageada na abertura da Mostra Tiradentes | SP 2019

por: Cinevitor

lucianapaesrecebehomenagemLuciana Paes recebe o troféu Barroco: homenageada.

A abertura da sétima edição da Mostra Tiradentes | SP aconteceu nesta quinta-feira, 28/03, no CineSesc, com apresentação da temática Corpos Adiante. Temas urgentes e pertinentes como discriminação, resistência e liberdade cultural e dos corpos estiveram presentes em diversos momentos do primeiro dia da itinerância paulista da Mostra Tiradentes, que incluiu também performance audiovisual, homenagem à atriz Luciana Paes e exibição do filme vencedor da Mostra Aurora.

A homenagem à atriz Luciana Paes foi marcada por falas fortes e descontraídas captadas em entrevista especialmente para o evento e transmitida na tela do cinema. O troféu Barroco foi entregue por seu amigo de longa data, o ator e diretor Otávio Dantas, que relembrou a trajetória da atriz. Emocionada, a homenageada agradeceu o reconhecimento: “Eu amo o que eu faço e amo as pessoas que eu encontrei pelo caminho, nas salas de ensaio e nos sets”.

A homenagem destacou a carreira de sucesso da atriz, que atua há mais de uma década e se divide entre teatro, cinema e televisão. Como parte disso, três filmes serão exibidos no dia 29 de março, a partir das 17h: o curta A Mão Que Afaga, de Gabriela Amaral Almeida; e os longas Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas e O Animal Cordial, também dirigido por Gabriela Amaral Almeida.

Antes disso, a noite começou com a apresentação musical da mineira Josi Lopes. Na sequência, o gerente do CineSesc, Gilson Packer, reforçou a importância da Mostra Tiradentes| SP, que traz para São Paulo um panorama do cinema brasileiro contemporâneo. Outro ponto alto foi o discurso de boas vindas da coordenadora geral da Mostra Tiradentes e diretora da Universo Produção, Raquel Hallak, que destacou a temática desta edição.

A programação de abertura completou-se com a apresentação da atriz Rejane Farias, em um monólogo emocionante do diretor da performance Chico de Paula, baseado na temática Corpos Adiante. A noite se encerrou com a pré-estreia nacional do longa Vermelha, de Getúlio Ribeiro, vencedor da Mostra Aurora da 22ª Mostra Tiradentes, seguido de bate-papo com o diretor e o montador Luciano Evangelista.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da homenagem à atriz Luciana Paes:

A Mostra Tiradentes | SP 2019 segue com programação diária no CineSesc até o dia 3 de abril, quarta-feira. Clique aqui e saiba mais.

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

21º Festival de Cinema Brasileiro de Paris: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

marighellaparisbrasilSeu Jorge em Marighella, de Wagner Moura: filme de encerramento.

A 21ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, Festival du Cinéma Brésilien de Paris, será realizada entre os dias 9 e 16 de abril e contará com a exibição de 23 longas, entre ficção e documentário, no prestigioso cinema L’Arlequin, localizado no bairro Quartier Latin. A programação destaca títulos inéditos na França, a presença de vários realizadores que participarão de sessões com debate e um fórum voltado para o mercado audiovisual com o objetivo de promover o intercâmbio entre os dois países.

Na edição deste ano, o filme de abertura será O Beijo no Asfalto, de Murilo Benício, adaptação da peça de Nelson Rodrigues, que está na competição. Os filmes de encerramento serão: Marighella, de Wagner Moura, cinebiografia do baiano Carlos Marighella, interpretado por Seu Jorge, um dos principais guerrilheiros na luta contra a ditadura militar brasileira, e que foi exibido no Festival de Berlim; e o documentário Amazônia Groove, de Bruno Murtinho, que revela os artistas da região do Norte do país.

A mostra competitiva inclui filmes consagrados em festivais no Brasil e no mundo, como: Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, vencedor do prêmio Teddy no Festival de Berlim e eleito o melhor filme no Festival do Rio; Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor, premiado em quatro categorias no Festival do Rio e vencedor do prêmio de melhor longa brasileiro de ficção na Mostra de São Paulo; Deslembro, de Flavia Castro, vencedor do prêmio de melhor longa pelo voto popular e pela FIPRESCI no Festival do Rio e prêmio do Sindicato Francês dos Críticos de Cinema no Festival de Biarritz Amérique Latine.

A seleção completa-se com: Temporada, de André Novais Oliveira, vencedor dos prêmios de melhor filme, melhor atriz (Grace Passô), melhor ator (Russão), melhor fotografia (Wilsa Esser) e direção de arte (Diogo Hayashi) no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; Todas as Canções de Amor, de Joana Mariani, vencedor do Prêmio da Crítica na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo; e Sócrates, de Alex Moratto, premiado no Spirit Awards e no 26º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

8aosteus-olhosDaniel de Oliveira em Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor.

Nesta edição, foram selecionados 11 documentários de diversas temáticas, alguns abordam questões sociais e políticas como A Última Abolição, de Alice Gomes, e Torre das Donzelas, de Susanna Lira, que levou o prêmio de melhor documentário no Festival do Rio; outros são retratos culturais do Brasil como My Name is Now, Elza Soares, de Elizabeth Martins Campos, e Orlamundo, de Orlando Morais.

Como parte integrante da programação do festival, ocorrerá o 2º Forum Audiovisual França-Brasil, no dia 16 de abril, na Embaixada do Brasil, em Paris, que visa incentivar o intercâmbio entre os dois países neste setor. Serão realizadas master classes, painéis e encontros profissionais com a presença de representantes de entidades, criadores, produtores e executivos brasileiros e franceses.

“Este ano teremos duas grandes novidades fundamentais no mundo atual: pela primeira vez, 50% de filmes feitos por mulheres e a Jangada VoD, uma plataforma exclusiva de longas brasileiros na França, dando assim continuidade ao nosso trabalho em defesa do cinema nacional fora do Brasil”, explica Katia Adler, idealizadora e diretora do Festival. A Jangada VoD permitirá o aluguel de longas brasileiros em todo o território francês, ampliando o alcance do festival que há duas décadas lota o cinema com um público fiel. A seleção para assistir online inclui ficções como O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, e Elis, de Hugo Prata; além de documentários como Estamira, de Marcos Prado, e Meninas, de Sandra Werneck.

Em 20 anos, o festival permitiu que cerca de 530 filmes fossem vistos na França, diante de uma plateia de mais de 73.000 espectadores que puderam debater com quase 500 convidados.

Fotos: Divulgação.

Morre, aos 90 anos, a cineasta Agnès Varda

por: Cinevitor

morreagnesvarda1A diretora no Festival de Berlim deste ano, em fevereiro: prêmio honorário.

Morreu na madrugada desta sexta-feira, 29/03, aos 90 anos, a cineasta e fotógrafa Agnès Varda, que ficou conhecida pelos documentários e pela maneira como abordava questões sociais relevantes, como o feminismo, em seus filmes. Segundo informações divulgadas pela família, ela sofria de câncer e morreu em casa.

Agnès Varda nasceu na Bélgica, em 1928, mas foi radicada na França. Sua carreira antecede o início da Nouvelle Vague e era considerada uma voz importante do cinema moderno francês. Realizou seu primeiro filme, o drama La Pointe-Courte, aos 25 anos, e depois disso ganhou destaque ao longo dos anos também por suas fotografias e instalações. Em 1983, fez parte do júri do Festival de Veneza.

No Festival de Cannes de 2017 recebeu o prêmio L’Œil d’or (Olho de Ouro) de melhor documentário por Visages, villages, no qual divide a direção com JR. Mas, Agnès já marcou presença no festival francês outras vezes, sendo homenageada em 2012 com o prêmio Golden Coach e em 2015 com a Palma de Ouro honorária. Além disso, disputou a Palma de Ouro em 1958 com o curta-metragem documental O saisons, ô châteaux e em 1962 com a comédia dramática Cléo das 5 às 7. Em 2005, fez parte do júri da Competição Oficial.

Em novembro de 2017, Varda recebeu o Oscar honorário por sua trajetória nas telonas. Em um discurso divertido, agradeceu aos seus colegas da indústria francesa, sua família e relembrou, com alegria, quando acordava antes do amanhecer, na França, para assistir ao Oscar. No ano seguinte, disputou a estatueta dourada de melhor documentário com Visages, Villages, mas não venceu. Porém, o longa foi consagrado em diversas premiações e festivais, como: Spirit Awards, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, National Board of Review, Festival de Toronto, entre outros.

vardajolieNa cerimônia do Oscar honorário, aproveitou a ocasião e dançou com Angelina Jolie no palco.

Premiada em Berlim, Veneza, no prêmio César, Locarno, entre outros, destacam-se em seu currículo: As Duas Faces da Felicidade (1965), As Criaturas (1966), Uma Canta, a Outra Não (1977), Documenteur (1981), Os Renegados (1985), Kung-fu master! (1988), As Cento e Uma Noites (1995), Os Catadores e Eu (2000), Quelques veuves de Noirmoutier (2006), As Praias de Agnès (2008), entre outros.

Na 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em 2017, foi homenageada com o Prêmio Humanidade, entregue, a cada edição do evento, a um cineasta cuja obra reflete questões humanísticas. Seu último trabalho, o documentário Varda par Agnès – Causerie, foi exibido no Festival de Berlim deste ano, no qual recebeu o prêmio honorário Berlinale Camera.

Fotos: Invision/AP e Thomas Niedermueller/Getty Images Europe.

Começam as filmagens de Vai Que Cola – O Começo, que chega aos cinemas em setembro

por: Cinevitor

vaiquecola2filmagemParte do elenco: primeira imagem do set.

Começaram neste sábado, 23/03, no Rio de Janeiro, as filmagens da comédia Vai Que Cola – O Começo, dirigida por César Rodrigues. O filme conta como os moradores da pensão da Dona Jô, interpretada por Catarina Abdalla, e seus agregados se conheceram e foram morar juntos no Méier.

A história se passa num ponto anterior à série e ao primeiro filme, lançado em 2015 e que conquistou mais de 3 milhões de espectadores: quando Dona Jô ainda vivia em casa com a vestibulanda Jéssica, papel de Samantha Schmütz; Ferdinando, vivido por Marcus Majella, e Máicol, interpretado por Emiliano D’Ávila, não tinham chegado ao Rio; e Terezinha, papel de Cacau Protásio, morava no Morro do Cerol com Tiziu. O que une todos é uma feijoada organizada por Terezinha.

“A marca Vai Que Cola é muito poderosa junto ao público. Os espectadores são íntimos dos personagens, que são muito cativantes. Esse novo filme revela como tudo começou, antes mesmo da existência da pensão da Dona Jô. É uma oportunidade para entender como se juntaram essas pessoas tão diferentes e hilariantes”, conta o diretor César Rodrigues, que também dirigiu o primeiro filme, a série e Minha Mãe é uma Peça 2.

A série, exibida com sucesso no Multishow, é gravada em estúdio com plateia. Nos filmes, a história ganha cores de superprodução, com locações reais e cenas na rua. As filmagens acontecem agora em março e abril em locações como os bairros de Engenho de Dentro, Penha, Gamboa, Méier, Grajaú e Tavares Bastos.

Com estreia marcada para o dia 12 de setembro, o filme conta também com Fiorella Mattheis, Silvio Guindane, Marcelo Médici e Paulinho Serra no elenco.

Foto: SerendipityInc.

Dumbo

por: Cinevitor

dumboposter1Direção: Tim Burton

Elenco: Colin Farrell, Michael Keaton, Eva Green, Danny DeVito, Alan Arkin, Nico Parker, Finley Hobbins, Roshan Seth, Lars Eidinger, Deobia Oparei, Joseph Gatt, Miguel Muñoz Segura, Zenaida Alcalde, Douglas Reith, Phil Zimmerman, Sharon Rooney, Frank Bourke, Ragevan Vasan, Michael Buffer, Sandy Martin, Tom Seekings, Heather Rome, Scott Haney, Erick Hayden, Greg Canestrari, Chris Rogers, Nick Bartlett, Vincent Andriano, Angela Ashton, Philip Rosch, Joseph Macnab, Amerjit Deu, Lucy DeVito, Carol Been, Jessica Barker-Wren, Arabella Neale, Edd Osmond, Jo Osmond, Will Rowlands, Sarah Bennani.

Ano: 2019

Sinopse: O dono do circo Max Medici convoca a ex-estrela Holt Farrier e seus filhos Milly e Joe para cuidar de um elefante recém-nascido cujas orelhas enormes fazem dele motivo de piada em um circo que já está passando por dificuldades. Mas quando eles descobrem que Dumbo pode voar, o circo dá a volta por cima. Isso atrai o persuasivo empreendedor V. A. Vandevere, que recruta o peculiar animal para seu mais novo e gigantesco empreendimento de entretenimento, a Dreamland. Dumbo então alcança outros patamares ao lado de uma encantadora e incrível trapezista, Colette Marchant, até que Holt descobre que sob todo aquele glamour, Dreamland esconde vários segredos obscuros.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

António Um Dois Três

por: Cinevitor

antonio123posterDireção: Leonardo Mouramateus

Elenco: Mauro Soares, Mariana Dias, Deborah Viegas, Daniel Pizamiglio, João Fiadeiro, Sandra Hung, Hugo Pereira, Carolina Thadeu, Sofia Dinger, Miguel Nunes, Joana Cotrim, Filipe Pereira.

Ano: 2017

Sinopse: Lisboa, Portugal. António é um jovem que, após passar a noite fora de casa, é cobrado pelo pai devido a uma carta anônima que recebeu, dizendo que o filho abandonou a faculdade há cerca de um ano. Diante da situação, António foge de casa e encontra refúgio na casa de Mariana, a sua ex-namorada. Lá ele conhece Débora, uma brasileira que alugou um quarto por um único dia, com quem acaba se envolvendo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

The Cleaners

por: Cinevitor

cleanersposter2Im Schatten der Netzwelt

Direção: Hans Block, Moritz Riesewieck.

Elenco: Mark Zuckerberg, Donald Trump, Nicole Wong, Sarah T. Roberts, Illma Gore, Abdulwahab Tahhan, Khaled Barakeh, David Kaye, Mocha Uson, Ed Lingao, Antonio García Martínez, Yaman Akdeniz, Sabo, Tristan Harris, Nay San Lwin.

Ano: 2018

Sinopse: A história do filme gira em torno da vida e do trabalho secreto dos limpadores digitais, que, em 10 horas diárias de trabalho, avaliam até 25 mil imagens. Executivos  que vivem no Vale do Silício revelam como estas decisões de apagar ou manter as imagens geram impactos em todo o mundo. O documentário viajou pela Alemanha, Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Filipinas, Indonésia e Turquia  para pesquisar o lado obscuro das redes sociais que inclui a ação dos misteriosos moderadores da internet; que trabalham em uma indústria oculta do Terceiro Mundo que faz a limpeza digital. Liberdade de expressão, censura e responsabilidade corporativa são temas centrais do filme. O longa acompanha o dia a dia de cinco cleaners em Manila, capital das Filipinas, que trabalham excluindo das grandes plataformas, como Facebook, Twitter e Google, conteúdo inapropriado, o que inclui postagens consideradas ilegais ou indecentes. Por causa das imagens impactantes, também sofrem consequências psicológicas, que são consideradas equivalentes a soldados que retornam de conflitos e não recebem apoio. Em um dia normal, os moderadores observam milhares de fotos e vídeos considerados sensíveis, como assassinatos, suicídios, ataques e cenas de sexo.

*Filme assistido no 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

CINEVITOR #330: Entrevista com Rodrigo Santoro | Edição Especial + O Tradutor

por: Cinevitor

santorotradutorcinevitorpgmO ator brasileiro em cena de O Tradutor: coprodução entre Cuba e Canadá.

Premiado nos festivais de Brasília, Cartagena, Havana, Recife, Sesc Melhores Filmes, Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e vencedor do Troféu APCA, Rodrigo Santoro é um dos atores brasileiros mais aclamados de sua geração.

Realizou diversos trabalhos marcantes na TV brasileira, com papéis em novelas como Explode Coração, Suave Veneno e Mulheres Apaixonadas e na minissérie Hilda Furacão. Nos cinemas, é lembrado por suas atuações no premiado Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky; Abril Despedaçado, de Walter Salles; Carandiru, de Hector Babenco; A Dona da História, de Daniel Filho; Heleno, de José Henrique Fonseca; entre muitos outros.

O ator tem se destacado também fora do Brasil, em Hollywood e em outros países, com diversos trabalhos, como: As Panteras: Detonando, Simplesmente Amor, 300, O Golpista do AnoGolpe DuploBen-Hur. Além disso, ganhou reconhecimento com as séries Lost e Westworld e em junho deste ano aparecerá no longa Turma da Mônica: Laços.

Depois de ser homenageado no Festival de Gramado, em 2014, e no Cine PE – Festival Audiovisual, no ano passado, ele está de volta às telonas com o drama O Tradutor, filme dirigido pelos cubanos Rodrigo e Sebastián Barriuso e exibido no Festival de Sundance, que conta a história de um professor universitário de literatura russa que vê sua vida transformada ao ser designado como intérprete na ala infantil de um hospital cubano, que atende vítimas do acidente nuclear de Chernobyl.

Em entrevista ao CINEVITOR, Rodrigo Santoro falou com carinho sobre a produção cubana, que é baseada na vida do pai dos diretores, e relembrou, com emoção, alguns sucessos de sua carreira em um programa especial.

Além disso, também entrevistamos os diretores, que falaram sobre esta história familiar, a escolha do elenco e a importância dos festivais para um filme. Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Rodrigo Santoro

PARTE 2:
Entrevista com Rodrigo e Sebastián Barriuso

Foto: Divulgação/Galeria Distribuidora.

Festival de Cannes 2019: Nadine Labaki presidirá júri da mostra Un Certain Regard

por: Cinevitor

nadinejuriuncertainDepois de ser premiada, a cineasta e atriz libanesa comandará o júri da mostra paralela.

A 72ª edição do Festival de Cannes acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio e algumas novidades para esse ano já foram anunciadas. Nesta terça-feira, 26/03, foi divulgado que a cineasta libanesa Nadine Labaki presidirá o júri da mostra Un Certain Regard, paralela ao evento, que coloca em evidência filmes mais atípicos que os da Competição Oficial e dirigidos por novos cineastas que oferecem uma perspectiva única para o público.

Labaki, que também é atriz e produtora, já é presença constante na Croisette. Seu primeiro longa como diretora, Caramelo, foi exibido na Quinzena dos Realizadores, em 2007. Depois, voltou com E Agora Onde Vamos?, em 2011, na mostra Un Certain Regard, também conhecida como Um Certo Olhar, na qual recebeu Menção Especial do Júri Ecumênico e o Prêmio François Chalais. No ano passado, fez parte da Competição Oficial com o drama Cafarnaum, disputou a Palma de Ouro e foi contemplada com o Prêmio do Júri, além de receber também o Prix de la citoyenneté e o Prêmio do Júri Ecumênico. Fora isso, em 2014, participou do longa Rio, Eu Te Amo e dirigiu o segmento O Milagre, no qual também atuou ao lado de Harvey Keitel e Cauã Antunes.

Em comunicado oficial, a cineasta falou sobre o cargo, que nos anos anteriores foi ocupado por Benicio Del Toro e Uma Thurman: “Eu lembro de quando costumava frequentar Cannes como estudante de Cinema. Eu estava muito animada para conhecer o festival de maior prestígio do mundo. Naquela época, parecia tão fora de alcance para mim. Lembro de levantar cedo e das intermináveis filas para conseguir um ingresso. Parece que foi ontem, mas foi há quinze anos. Hoje, sou presidente do Júri da mostra Un Certain Regard, que comprova que, às vezes, a vida pode ser ainda melhor que seus sonhos. Mal posso esperar para ver os filmes da seleção, para debater, discutir e encontrar inspiração no trabalho de outros artistas”.

Depois de se formar em Audiovisual pela Universidade de Beirute, Nadine Labaki dirigiu anúncios e videoclipes que foram muito premiados. Em 2004, fez parte da Cinéfondation do Festival de Cannes para escrever e desenvolver Caramelo, seu primeiro longa-metragem. Ao longo de sua carreira, se destacou em diversas premiações. Recentemente, com Cafarnaum, foi indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro, ao Globo de Ouro, César Awards e BAFTA. O filme, protagonizado pelo jovem talentoso Zain Al Rafeea, também foi premiado na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e nos festivais de Roterdã, Melbourne, Montréal, Sarajevo e Estocolmo.

A mostra Un Certain Regard começa no dia 15 de maio, depois da abertura da 72ª edição do Festival de Cannes. Os vencedores serão anunciados na sexta-feira, 24/05.

Foto: Getty Images Europe.

Confira o trailer de Dora e a Cidade Perdida, com Isabela Moner, Eva Longoria e Michael Peña

por: Cinevitor

doratrailerEva Longoria, Isabela Moner e Michael Peña: muitas aventuras!

O live-action Dora e a Cidade Perdida, dirigido por James Bobin, de Os Muppets e Alice Através do Espelho, é baseado na animação Dora, a Aventureira, uma das séries mais populares da Nickelodeon. Na trama, a agora adolescente Dora, interpretada pela atriz Isabela Moner, viverá mais uma de suas aventuras, acompanhada por seu melhor amigo, o macaco Boots, e por seu primo Diego.

Lançada em 2000 e apresentada na Nickelodeon, Nick Jr. e na CBS, a série original Dora, a Aventureira acompanhava as aventuras de uma menina de origem latina, de sete anos de idade, que viaja por um mundo extravagante com a ajuda de uma mochila falante, um mapa antropomórfico e seu melhor amigo, um pequeno macaco chamado Boots.

“Na infância, eu realmente me identificava com Dora, pois ela falava inglês e espanhol como eu. Eu tinha o mesmo corte de cabelo, então todos me chamavam de Dora! Quando me enviaram o roteiro, eu pensei: ‘Eu tenho que fazer isso. Eu fui ela toda a minha vida!'”, revela Isabela Moner.

“Fiquei emocionada em fazer parte desse elenco e por ajudar a trazer a história de Dora à vida. Ela tem sido um modelo positivo para crianças ao redor do mundo. O filme é muito divertido e muito emocionante. Eu não posso esperar para que o público veja nos cinemas”, contou Eva Longoria.

Tendo passado a maior parte de sua vida explorando a floresta com seus pais, nada poderia preparar Dora para a aventura mais perigosa de todos os tempos: o Ensino Médio. A aventureira Dora rapidamente se vê liderando o macaco Boots, o primo Diego, papel de Jeff Wahlberg, um misterioso habitante da selva, vivido por Eugenio Derbez, seus pais, interpretados por Eva Longoria e Michael Peña, e um grupo de adolescentes em uma aventura para resolver um mistério impossível por trás de uma cidade perdida de ouro.

O elenco conta também com Benicio Del Toro, Danny Trejo, Madeleine Madden, Adriana Barraza, Temuera Morrison, Q’orianka Kilcher, Pia Miller, Nicholas Coombe e Christopher Kirby.

Confira o trailer de Dora e a Cidade Perdida, que estreia no dia 15 de agosto:

Foto: Vince Valitutti/Paramount Players.

Morre, aos 82 anos, o ator, dramaturgo e cineasta brasileiro Domingos Oliveira

por: Cinevitor

morredomingosoliveiraO cineasta no Festival de Gramado, em 2016.

Morreu na tarde deste sábado, 23/03, aos 82 anos, o cineasta brasileiro, ator e dramaturgo Domingos Oliveira. Segundo informações divulgadas pela família, o diretor estava em casa e se sentiu mal enquanto escrevia no computador. Ele sofria da Doença de Parkinson e a causa da morte ainda não foi divulgada.

Nascido no Rio de Janeiro, formou-se em Engenharia, mas nunca trabalhou na área. Começou no teatro amador e logo ganhou destaque com diversas peças. Foi redator da revista Manchete, produtor e roteirista na TV Globo, sendo parte da primeira equipe da emissora, diretor do Teatro do Planetário e também atuou em seus próprios trabalhos. Antes de realizar seu primeiro filme, trabalhou como assistente de direção de Joaquim Pedro de Andrade em O Poeta do Castelo e Couro de Gato.

Em 1966, dirigiu seu primeiro longa, o drama Todas as Mulheres do Mundo, protagonizado por Leila Diniz (com quem foi casado por três anos), Paulo José, Flávio Migliaccio e Joana Fomm. Depois disso, realizou diversos filmes, como: Edu, Coração de Ouro (1968), As Duas Faces da Moeda (1969), É Simonal (1970), A Culpa (1971), Amores (1998), Separações (2002), Feminices (2004), Carreiras (2005), Juventude (2008), Todo Mundo Tem Problemas Sexuais (2008), Primeiro Dia de Um Ano Qualquer (2012), Paixão e Acaso (2012), Infância (2014), entre outros.

Seu último trabalho nas telonas, lançado comercialmente, foi o longa BR 716, grande vencedor do Festival de Gramado de 2016 (clique aqui e assista nossa entrevista com o diretor no festival). O filme também foi premiado no Festin Lisboa Film Festival e indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. O documentário Os 8 Magníficos, exibido no Festival do Rio, em 2017, ainda não foi lançado.

Na TV, atuou em Vestido de NoivaBambolê, As Noivas de Copacabana, Contos de Verão, entre outros. Também foi roteirista de diversos trabalhos, como: As Duas Faces da Moeda, O Médico e o Monstro, Os Anjos do Sexo, etc. Apresentou, ao lado de sua esposa, Priscilla Rozenbaum, alguns programas no Canal Brasil. Seu último trabalho na TV, a série inédita Mulheres de 50, será exibida em breve pelo canal.

No teatro, recebeu o Prêmio Shell de melhor texto pela peça Amores. Em 1992, dirigiu Confissões de Adolescente nos palcos, com texto escrito por sua filha Maria Mariana. A peça ganhou uma adaptação televisiva na TV Cultura e Domingos dirigiu entre 1994 e 1996. Em 2010, reestreou Do Fundo do Lago Escuro, sua peça autobiográfica.

Ao longo da carreira foi premiado no Mar del Plata Film Festival e também no Paris Brazilian Film Festival. Pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte, recebeu três prêmios. Foi homenageado no Festival de Gramado e também na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Além disso, escreveu alguns livros, como a autobiografia Vida Minha.

Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Bagdá – Cenas de uma Juventude, novo filme de Caru Alves de Souza, sobre o universo do skate feminino, começa a ser rodado

por: Cinevitor

bagdafilmagensGrace Orsato: protagonista do primeiro longa nacional de ficção sobre skate feminino.

Começou a ser rodado no dia 14/03, em São Paulo, o filme Bagdá – Cenas de uma Juventude, segundo longa-metragem da cineasta Caru Alves de Souza, que fez sua estreia na direção com De Menor. Produzido por Rafaella Costa, da Manjericão Filmes, o filme é livremente inspirado no livro Bagdá, o Skatista, de Toni Brandão.

A história gira em torno de uma skatista de 17 anos chamada Bagdá, interpretada por Grace Orsato, que faz sua estreia como atriz e que é skatista na vida real. Na trama, a jovem passa boa parte do tempo com os amigos skatistas, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Aos poucos, ela vai se aproximando de Vanessa, interpretada por Nick Batista, outra skatista do bairro que encontra em Bagdá um incentivo para ocupar a pista de skate. Numa ida à Praça Roosevelt, Bagdá e Vanessa encontram outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade.

A cantora Karina Buhr, que também faz sua estreia como atriz nas telonas, é Micheline, mãe de Bagdá, uma mulher batalhadora que luta para sustentar sozinha as três filhas, mas que também gosta de curtir a vida  e frequentar bares.

Filmado na Freguesia do Ó, zona norte da cidade de São Paulo, o filme acompanha o dia a dia de Bagdá, que divide seu tempo entre a escola, onde está sempre na mira da diretora, papel de Suzy Rêgo, com sua mãe e suas duas irmãs mais novas, interpretadas por Helena Luz e Marília Fernandes, além de frequentar  o salão de beleza da transexual Gilda, vivida por Paula Sabatini, onde sua mãe trabalha como manicure, e o bar local da dona Gladys, papel de Gilda Nomacce, uma mulher que viveu os tempos áureos de politização operária dos anos 1980.

Com o elenco e equipe composto em sua maioria por mulheres, a narrativa de Bagdá se constrói a partir de episódios cotidianos que irão revelar aquilo de extraordinário na vida dessas mulheres.

Foto: Divulgação/Manjericão Filmes.