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Conheça os filmes selecionados para o Los Angeles Brazilian Film Festival 2019

por: Cinevitor

pacarretelosangelesMarcélia Cartaxo em cena de Pacarrete, de Allan Deberton: selecionado.

Foram revelados neste sábado, 07/09, os filmes selecionados para a 12ª edição do Los Angeles Brazilian Film Festival, LABRFF, reconhecido como um dos mais importantes festivais de cinema brasileiro fora do Brasil. O anúncio foi realizado pela fundadora do evento, Meire Fernandes, durante uma live no perfil oficial do festival no Instagram.

Neste ano, 48 filmes serão exibidos ao longo da programação do LABRFF, entre curtas e longas, que acontecerá entre os dias 13 e 17 de outubro. Além disso, foi divulgada a Seleção Oficial do 1º Los Angeles Latin Music Video Festival, competição de videoclipes lançada pelo festival.

A noite de abertura será no Harmony Gold Theater, em Hollywood, com a estreia do documentário Child of Nature, de Marcos Negrão e Miguel Krigsner. Uma produção brasileira filmada em 15 países ao longo de três anos, o documentário traz histórias de coragem, esperança e generosidade com uma mensagem global importante para o momento atual da humanidade.

A noite de encerramento acontecerá no Laemmle Theater, localizado no coração de Santa Mônica, onde acontecem todas as exibições após noite de abertura. O filme selecionado para encerrar o LABRFF 2019 foi Veneza, de Miguel Falabella.

Conheça os filmes selecionados para o LABRFF 2019:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS:
Veneza, de Miguel Falabella
Pacarrete, de Allan Deberton
Deslembro, de Flavia Castro
Boca de Ouro, de Daniel Filho
Foi no Carnaval que Passou, de Leo Leite

MOSTRA PARALELA DE LONGAS:
Solteira Quase Surtando, de Caco Souza
Minha Vida em Marte, de Susana Garcia

DOCUMENTÁRIOS | COMPETIÇÃO:
Child of Nature, de Marcos Negrão e Miguel Krigsner
Meu Nome é Daniel, de Daniel Gonçalves
Tá Rindo de Quê?, de Alê Braga, Alvaro Campos e Claudio Manoel
O Incerto Lugar do Desejo, de Paula Trabulsi
Alceu Valença na Embolada do Tempo, de Paola Vieira
Som, Sol & Surf Saquarema, de Helio Pitanga
Expedition 21, de Alex Duarte

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS | BRASIL:
Teoria Sobre um Planeta Estranho, de Marco Antônio Pereira
Aquarela, de Al Danuzio
The Rio Dancer, de Joe Ferreira
Até 10, de Gabriel Coelho
Cadeia Alimentar, de Raphael Medeiros
A Guitarra e o Plebeu, de Breno Soares
Realidade Frenética, de Ronan Horta
O Menino na Terra do Sol, de Michel Marchetti
O Grande Amor de um Lobo, de Kennel Rógis e Adrianderson Barbosa
Signal, de Diogo Morgado
Sure Belle, de Samy Waitzberg
Rosas, de Ivann Willig
Sonhos, de Douglas Ferreira

SPOTLIGHT ON YOUNG FILMMAKERS | COMPETIÇÃO | BRASIL:
Mata, de Marlom Meirelles
O Véu de Amani, de Renata Diniz
Só Sei Que Foi Assim, de Giovanna Muzel
Ana, de Sofia Brayner

SPOTLIGHT ON YOUNG FILMMAKERS | COMPETIÇÃO | EUA:
Road Kill, de Tyrone Trullinger
Siren, de Jared Armijo
Roses Are Blind, de Gui Agostini
Mariposa, de Dimitri Luedemann

SPOTLIGHT ON PARAÍBA | Mostra de Cinema Walfredo Rodriguez:
Rebento, de André Morais
Bodas de Aruanda, de Chico Sales
Crua, de Diego Lima
Deus não acredita em Máquinas, de Ely Marques

SPOTLIGHT ON INTERNATIONAL SHORTS:
Fly Away in LA, de Vitor Cardoso
Double Blind, de Ana Silvani
Tyler, de Joel Junior
God’s Gracie, de Chateubriand Bezerra
2119 Acabou-se Foi Tudo, de Edmilson Filho
No Strings Attached, de Victor Soares
Don’t Look Back, de Humberto Rosa
Deserter, de Rodrigo Tavares

LABRFF CASE:
Essência, de Lael Arruda e Lúcio César Fernandes

1º Los Angeles Latin Music Video Festival | LAMV IN COMPETITION:
Thin Line, de Pedro Burgerbrau
Coração Cigano, de Lia Paris
Eyes on Eyes, de Mess Santos
Sound of Nature, de Rodrigo Seccon, Ivan Tracz, Rafael Zipperer Ribas e Fábio Júlio Nogara
Saci, de Rafael Kent
Pray, de Mess Santos
Banzé, de Leopold Nunan
Body on Fire, de Sâmia Emerenciano
Print, de Gabriel Novis
Flood, de Leco Petersen
Dirty Cup, de Passarinho
My place, de Pedro Burgerbrau
One last time, de Claudio Macedo
Front of Us, de Gabriel Novis
Tem Quem Gosta, de Gabriel Zerra
Remexendo, de Kaique Alves
Vida Longa aos Bons de Coração, de Tico Fernandes

FORA DE COMPETIÇÃO:
Love is all we need, de Claudio Macedo
O Barco Distante, de Julio Cezar Fonseca dos Santos e Vicente Gallo
Fazendo Assim, de Mariana Jorge
The Survivor, de Marcio Lugó

NEW RELEASES:
One World Family, de Marcos Negrão
We Are One, de Marcos Negrão
The First Hour, de Cesar Raphael
Naturalmente Cai, de Gabriel Novis
AA Song, de Gabriel Novis

Foto: Luiz Alves.

Conheça os vencedores do Festival de Veneza 2019; produções brasileiras são premiadas

por: Cinevitor

barbarapazvenezapremioBárbara Paz: premiada com filme sobre Hector Babenco.

Foram anunciados neste sábado, 07/09, os vencedores da 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. O júri, presidido pela cineasta argentina Lucrecia Martel, concedeu o Leão de Ouro de melhor filme, prêmio máximo do evento, para Coringa, de Todd Phillips. O longa, protagonizado por Joaquin Phoenix, é centrado no icônico arqui-inimigo e traz uma história original e independente nunca antes vista nos cinemas.

Completavam o time de jurados deste ano: o historiador canadense e crítico de cinema, Piers Handling; a atriz Stacy Martin; o diretor de fotografia mexicano Rodrigo Prieto; a cineasta canadense Mary Harron; o cineasta japonês Tsukamoto Shinya; e o diretor italiano Paolo Virzì.

O brasileiro Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz, conquistou o prêmio de melhor documentário da mostra Venice Classics. Além disso, no dia anterior à cerimônia oficial, o longa também foi consagrado com o Bisato d’Oro, Prêmio da Crítica Independente. O filme traça um paralelo entre a arte e a doença de Babenco e revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações num confronto entre vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida.

Outra produção brasileira que se destacou foi A Linha, de Ricardo Laganaro, com o prêmio de Melhor Experiência Interativa da mostra de Realidade Virtual. Com a voz do ator Rodrigo Santoro, a experiência narrativa e interativa convida o público para uma imersão na São Paulo da década de 1940, onde apresenta a história de Rosa e Pedro, dois bonecos de maquete que devem lidar com a rotina e o medo da mudança. Através da movimentação do corpo, a história conduz o usuário aos altos e baixos da história de amor dos dois personagens

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cinema de Veneza 2019:

COMPETIÇÃO OFICIAL

MELHOR FILME | LEÃO DE OURO: Coringa (Joker), de Todd Phillips (EUA)
MELHOR DIREÇÃO | LEÃO DE PRATA: Roy Andersson, por Om det oändliga (About Endlessness)
GRANDE PRÊMIO DO JÚRI: J’accuse, de Roman Polanski (França/Itália)
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATRIZ: Ariane Ascaride, por Gloria Mundi
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATOR: Luca Marinelli, por Martin Eden
MELHOR ROTEIRO: Ji Yuan Tai Qi Hao (No. 7 Cherry Lane), escrito por Yonfan (Hong Kong)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: La mafia non è più quella di una volta, de Franco Maresco (Itália)
PRÊMIO MARCELLO MASTROIANNI | ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO: Toby Wallace, por Babyteeth

MOSTRA ORIZZONTI

MELHOR FILME: Atlantis, de Valentyn Vasyanovych (Ucrânia)
MELHOR DIREÇÃO: Theo Court, por Blanco en Blanco
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Verdict, de Raymund Ribay Gutierrez (Filipinas)
MELHOR ATOR: Sami Bouajila, por Bik eneich – Un fils
MELHOR ATRIZ: Marta Nieto, por Madre
MELHOR ROTEIRO: Revenir, escrito por Jessica Palud, Philippe Lioret e Diastème
MELHOR CURTA-METRAGEM: Darling, de Saim Sadiq (Paquistão/EUA)
VENICE SHORT FILM | Indicação ao European Film Awards: Cães que ladram aos pássaros (Dogs Barking at Birds), de Leonor Teles (Portugal)

VENICE VIRTUAL REALITY

Melhor História: Daughters of Chibok, de Joel Kachi Benson (Nigéria)
Melhor Experiência Interativa em Realidade Virtual: A Linha (The Line), de Ricardo Laganaro (Brasil)
Grande Prêmio do Júri: The Key, de Celine Tricart (EUA)

VENICE CLASSICS

Melhor Documentário: Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz (Brasil)
Melhor Filme Restaurado: Êxtase (Ekstase), de Gustav Machatý (Checoslováquia/Áustria, 1932)

OUTROS PRÊMIOS:

LEÃO DO FUTURO | MELHOR FILME DE ESTREIA: You Will Die at 20, de Amjad Abu Alala (Sudão/França/Egito/Alemanha/Noruega/Qatar)
PRÊMIO FIPRESCI: J’accuse, de Roman Polanski
LEÃO DE OURO | Lifetime Achievement: Pedro Almodóvar

Foto: Divulgação.

29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema: conheça os vencedores

por: Cinevitor

cineceara2019vencedoresOs vencedores de 2019 no palco.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 06/09, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, os vencedores da 29ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. O brasileiro Greta, de Armando Praça, ganhou o Troféu Mucuripe em três categorias, entre elas, a de melhor longa-metragem. O júri da Mostra Competitiva ibero-americana de longas foi formado por Paulo Mendonça, Patricia Martín, Marco Muhletarler, Ricardo Acosta e Maria Paula Lorgia.

Na Competitiva Brasileira de curta-metragem, Marie, de Leo Tabosa, de Pernambuco, ganhou o Troféu Mucuripe de melhor curta eleito pelo júri oficial da mostra. Na cerimônia, também foi concedido o Prêmio Canal Brasil de curta-metragem no valor de 15 mil reais. O Grande Amor de um Lobo, de Kennel Rógis e Adrianderson Barbosa, foi escolhido pelo júri formado por Neusa Barbosa, Luiz Zanin, Maria do Rosário Caetano, Daniel Herculano e Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR.

A Mostra Olhar do Ceará premiou dois filmes em cinco categorias. Além disso, o festival, em parceria com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), lançou este ano o Prêmio Água e Futuro, voltado para filmes captados por celulares. Depois da premiação, Pacarrete, de Allan Deberton e protagonizado por Marcélia Cartaxo, recentemente premiado em Gramado, foi exibido como filme de encerramento, fora de competição

Conheça os vencedores do 29º Cine Ceará:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Greta, de Armando Praça
Melhor Direção: Armando Praça, por Greta
Melhor Roteiro: A Viagem Extraordinária de Celeste García, escrito por Arturo Infante
Melhor Atriz: María Isabel Díaz Lago, por A Viagem Extraordinária de Celeste García
Melhor Ator: Marco Nanini, por Greta
Melhor Fotografia: Canção sem Nome, por Inti Briones
Melhor Montagem: A Viagem Extraordinária de Celeste García, por Joanna Montero
Melhor Som: Ressaca, por Romain Huonnic
Melhor Trilha Sonora Original: Canção sem Nome, por Pauchi Sasaki
Melhor Direção de Arte: Notícias do Fim do Mundo, por Sérgio Silveira
Prêmio da Crítica: Canção sem Nome, de Melina León (Peru)
Olhar Universitário: Canção sem Nome, de Melina León

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM

JÚRI OFICIAL:

Melhor Produção Cearense: Pop Ritual, de Mozart Freire
Melhor Roteiro: O Grande Amor de um Lobo, escrito por Kennel Rógis e Adrianderson Barbosa
Melhor Direção: Giu Nishiyama e Pedro Nishi, por Livro e Meio
Melhor curta-metragem: Marie, de Leo Tabosa

TROFÉU SAMBURÁ | Vida & Arte – Fundação Demócrito Rocha:

Melhor Direção: Mirrah Iañez, por Rua Augusta, 1029
Melhor curta-metragem: Ilhas de Calor, de Ulisses Arthur

PRÊMIOS ESPECIAIS:

Olhar Universitário: Pop Ritual, de Mozart Freire
Prêmio Canal Brasil: O Grande Amor de um Lobo, de Kennel Rógis e Adrianderson Barbosa
Prêmio da Crítica | Júri Abraccine: Livro e Meio, de Giu Nishiyama e Pedro Nishi

Prêmio Mistika
Melhor filme da Competitiva Brasileira de Curta-metragemMarie, de Leo Tabosa
Prêmio CTAV – Centro Técnico Audiovisual
Melhor Produção Cearense de Curta-MetragemPop Ritual, de Mozart Freire
Prêmio Link Digital
Melhor Produção Cearense de Curta-MetragemPop Ritual, de Mozart Freire

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor longa-metragem: Currais, de David Aguiar e Sabina Colares
Melhor curta-metragem: Aqueles Dois, de Émerson Maranhão

Prêmio Unifor de Cinema
Melhor curta-metragemAqueles Dois, de Émerson Maranhão
Prêmio Mistika
Melhor Filme da Mostra Olhar do CearáAqueles Dois, de Émerson Maranhão
Prêmio CTAV – Centro Técnico Audiovisual
Melhor Curta-metragem da Mostra Olhar do CearáAqueles Dois, de Émerson Maranhão

MOSTRA ÁGUA FUTURO | Júri Olhar Universitário

Melhor FilmeOlho D´água, de Anália Alencar

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 29º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Rogerio Resende.

Matheus Nachtergaele é homenageado no 29º Cine Ceará com o Troféu Eusélio Oliveira

por: Cinevitor

matheushomenagemcearaLuiz Fernando Guimarães durante o discurso do amigo Matheus Nachtergaele.

Na última noite do 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, antes da premiação, o Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, foi tomado por momentos de emoção por conta da homenagem ao ator Matheus Nachtergaele, que recebeu o Troféu Eusélio Oliveira.

O ator ingressou na carreira artística aos 20 anos no teatro quando fez um teste para a companhia do diretor Antunes Filho e foi aprovado, em 1989. Ganhou notoriedade em 1992 com a companhia Teatro da Vertigem, sob a direção de Antônio Araújo, e teve seu trabalho reconhecido por sua atuação no premiado espetáculo da companhia, Livro de Jó. Seu sucesso o levou à televisão e estreou em A Comédia da Vida Privada, em uma participação especial. Na minissérie Hilda Furacão, da Rede Globo, ganhou ainda mais destaque no papel de Cintura Fina.

Nas telonas, começou em 1997, no longa O Que é Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto, que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Depois disso, atuou em diversas produções, como: Central do Brasil, Anahy de las Misiones, Gêmeas, O Auto da Compadecida, Cidade de Deus, Amarelo Manga, Narradores de Javé, Nina, Árido Movie, A Concepção, Baixio das Bestas, Febre do Rato, Serra Pelada, Sangue Azul, Trinta, Mãe Só Há Uma, Big Jato, O Nome da Morte, entre muitos outros.

luizfernandomatheuscearaCarinho entre amigos no Cine Ceará.

Em 2008, estreou na direção de longa-metragem e lançou A Festa da Menina Morta, com Daniel de Oliveira, Juliano Cazarré, Dira Paes e Cássia Kis. O filme foi exibido na mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes, e premiado nos festivais do Rio, Chicago, Gramado, Lima e Uruguai. Também foi premiado pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte.

Por sua atuação em Big Jato, de Cláudio Assis, foi premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Em 2003, no Cine Ceará, levou o prêmio de melhor ator por Amarelo Manga, de Cláudio Assis. No Grande Prêmio do Cinema Brasileiro foi consagrado em três edições por seu trabalho em: O Auto da Compadecida, a série exibida na Globo, e O Primeiro Dia, em 2000; no ano seguinte pelo filme O Auto da Compadecida, de Guel Arraes; e este ano pelo filme O Nome da Morte, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante. Também foi premiado no Cine PE, por Tapete Vermelho; no Festival de Havana, e três vezes pela APCA.

No palco do Cineteatro São Luiz, recebeu o troféu das mãos do amigo Luiz Fernando Guimarães, que relembrou histórias de trabalho e brincou com o colega. Em seu discurso, Matheus, que foi ovacionado pela plateia, disse: “Às vezes fico constrangido com homenagens porque não me sinto merecedor. Acho que meu caminho na vida é aprender. Tive muitas oportunidades e aprendi a amar e a conhecer meu país desse jeito especial, fazendo cinema”.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da homenagem:

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Fotos: Rogerio Resende.

Com Marco Nanini, Greta, de Armando Praça, é exibido no 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

gretacinecearaEquipe reunida no debate.

Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim deste ano, Greta, dirigido por Armando Praça, encerrou a Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem do 29º Cine Ceará, na quinta-feira, 05/09, no Cineteatro São Luiz.

O filme é livremente inspirado na peça Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá, do dramaturgo Fernando Melo, lançada no início dos anos 1970. À época, as personagens retratadas eram abordadas por meio da caricatura e do estereótipo. Partindo do material original, Praça abandonou o tom cômico do texto, abraçando o drama, mas mantendo o humor.

Na trama, Pedro, interpretado por Marco Nanini, precisa liberar uma vaga no hospital onde trabalha para internar sua melhor amiga, a travesti Daniela, papel de Denise Weinberg. Para isso, ele resolve ajudar Jean, vivido por Demick Lopes, um jovem criminoso hospitalizado, a fugir do hospital e assim liberar um leito para a internação da amiga, que sofre de insuficiência renal grave. Pedro, então, esconde Jean em sua casa até que ele se recupere, mas os dois acabam tendo um envolvimento romântico.

No palco do São Luiz, o diretor subiu acompanhado por diversos integrantes da equipe, entre eles, o produtor João Vieira Jr., que pediu para que todos se apresentassem e falassem suas funções no filme. Depois disso, Armando discursou: “Quando comecei a pensar em fazer esse filme, há dez anos, eu jamais imaginei que estaria lançando nesse contexto. Mas eu acredito que não tenha sido um mero acaso. O que eu faço, como diretor e roteirista nesse filme, é olhar e compartilhar com o público meu ponto de vista sobre personagens marginalizados”.

No dia seguinte à exibição, participaram de um debate com o público e com a imprensa. O protagonista Marco Nanini falou sobre sua experiência: “Para o ator, o que importa é um personagem forte, um personagem rico. E foi isso que eu encontrei aqui”. As atrizes Denise Weinberg e Gretta Sttar, o ator Demick Lopes, o diretor de fotografia Ivo Lopes Araújo e outros integrantes da equipe também participaram do bate-papo.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da apresentação de Greta e do debate:

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Foto: Rogerio Resende.

Entrevista: Wolney Oliveira fala sobre Soldados da Borracha, documentário exibido no 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

soldadosborrachacearaO diretor e a equipe no palco.

A programação noturna do 29º Cine Ceará, na quarta-feira, 04/09, começou com os curtas-metragens no Cineteatro São Luiz. Depois disso, Wolney Oliveira, que assina a direção executiva do evento, subiu ao palco para apresentar, em Exibição Especial, seu filme Soldados da Borracha.

O documentário resgata a saga de cerca de 60 mil brasileiros, enviados para a região amazônica pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos durante a segunda Guerra Mundial, em mirabolante plano para extrair látex, material estratégico imprescindível para a vitória dos Aliados. As promessas da voltar para casa como heróis da pátria e de aposentadoria equivalente à dos militares, nunca se cumpriram. Hoje centenas deles, já com idade avançada e em situação de pobreza, esperam o dia do reconhecimento oficial.

O filme, exibido fora de competição no Cine Ceará, estreou mundialmente no 24º Festival É Tudo Verdade e conquistou o prêmio de melhor longa-metragem brasileiro pelo júri da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas, ABD-SP.

Antes da exibição, Wolney apresentou alguns integrantes da equipe no palco, como: a produtora executiva Margarita Hernández; o diretor de fotografia Rogério Resende; DJ Dolores, responsável pela música original e trilha sonora; entre outros. No dia seguinte, participaram de um debate com o público e imprensa.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, Wolney falou sobre a ideia do projeto, a emoção de apresentar o filme no Ceará e relembrou algumas história de seus personagens. Aperte o play e assista aos melhores momentos da apresentação de Soldados da Borracha e também ao bate-papo com o diretor:

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Foto: Arlindo Barreto.

O Corpo é Nosso!

por: Cinevitor

corponossoposterDireção: Theresa Jessouroun

Elenco: Renato Góes, Roberta Rodrigues, Oscar Magrini, Heitor Martinez, Jennifer Gomes, Paloma Gomes, Diego Cruz, Marlon Diniz.

Ano: 2019

Sinopse: Um documentário sobre a trajetória da liberação do corpo da mulher brasileira ressaltando as diferenças desta trajetória para as mulheres brancas e negras. O filme apresenta entrevistas, imagens de arquivo que ilustram alguns dos fatores que contribuíram para esta liberação no Brasil, como a música, a dança, a moda e a pílula anticoncepcional, e propõe uma discussão sobre o feminismo através da desconstrução do masculino. O filme incorpora cenas ficcionais onde os homens não se dão conta de seus comportamentos machistas e racistas e plenos de preconceitos de classe, enraizados e aceitos pela sociedade.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme visto no 23º Cine PE – Festival do Audiovisual.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Betse de Paula apresenta o documentário Vozes da Floresta no 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

vozesflorestaceara19Filme fala sobre a preservação do meio ambiente e dos direitos das mulheres.

Na segunda-feira, 02/09, a Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem do 29º Cine Ceará começou com a exibição do documentário Vozes da Floresta, dirigido por Betse de Paula. O filme fala sobre lideranças femininas que estão à frente na luta pela preservação do meio ambiente e dos direitos das mulheres. Quilombolas, indígenas, ribeirinhas, quebradeiras de coco, extrativistas, que lutam pela manutenção dos seus modos de vida tradicionais, pela vida da floresta e de todo o planeta.

Com roteiro de Tyrell Spencer, que também assina a montagem, o filme foi exibido pela primeira vez no Brasil no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. A diretora subiu ao palco para apresentar o longa ao lado de três personagens do documentário: Rosenilde Gregória dos Santos CostaDorninete Serejo Morais e Maria Nice Machado Aires. O elenco conta também com Joênia Wapishana, Telma Marques Taurepang, Sonia Bone Guajajara, Maria Santana, Maria de Jesus Ferreira Bringelo, Marilene Rodrigues Rocha, Odila Duarte Godinho, Ivete Bastos e Antonia Melo.

No dia seguinte à exibição, elas participaram de um debate com o público: “Eu espero exibi-lo outras vezes, em outros lugares, em vários espaços. Não tenho ilusão de sala de cinema, não. Quero mostrar em festival, comunidades, na televisão. Os indígenas têm essa questão da invisibilidade e o [presidente] Bolsonaro quer que eles não existam mais, dizendo que não existe índio no Brasil. Mas aí temos a Sonia Guajajara, que afirma a existência de 305 tribos e o filme tem essa questão de mostrar o cotidiano dessas pessoas, os conflitos dentro da própria aldeia”, disse Betse.

Rosenilde Costa, uma das entrevistadas do filme, falou: “O filme é pra quem nunca nem foi numa roça, num babaçual, nos nosso campos. É pra saber que a gente existe, que estamos lutando e cuidando de um espaço que serve para todos nós. Isso é fundamental e muito importante, pois vai dialogar com pessoas que não tem outro caminho pra chegar até ali e levar nossa voz. É fundamental pra levar e divulgar a nossa história”.

betsepalco2Diretora e elenco no palco.

A questão sobre a Base de Alcântara, abordada no filme, foi comentada por Dorinete Morais: “O filme acontece num momento muito oportuno, sobretudo nessa questão política que o Brasil vive hoje, mas também pelo acordo. Vou sempre bater nessa questão do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas [AST], que o Brasil assinou com os Estados Unidos em março. Alcântara teve seu território doado: foram 62 mil hectares para fins de utilidade pública no Centro de Lançamento de Alcântara [CLA]. O território geral de Alcântara é de 114 mil hectares e mais da metade foi doado. Na década de 1980, 312 famílias foram tiradas de suas comunidades que beiravam o litoral, assim como a minha. Com esses novos acordos, existe a possibilidade de aumentarem o espaço que já usam para mais de 20 mil hectares. Hoje eles ocupam 8.500 e pretendem pegar mais 12 mil e com isso tirar entre 700 e 800 famílias de suas comunidades”.

Dorinete finalizou: “É um acordo com outro país. O Brasil todo está envolvido. Nós poderemos ser alvo dos inimigos dos Estados Unidos porque não teremos controle do material que vai ser trazido para Alcântara, pois o Brasil não pode inspecionar a carga americana, o que eles vão trazer. Ficaremos à mercê de outros países nos quais os Estados Unidos compra briga. O filme foi feito há alguns anos, mas o assunto continua atual e mais agravado”.

Para encerrar o debate, Nice Machado comentou sobre a relevância da obra: “Existem três questões importantes sobre o filme: a riqueza de conhecimento natural, que muita gente não sabia e passa a conhecer; outro é a transparência, pois não vai ser divulgado só para nós, mas para o mundo; e o outro é desmascarar as grandes empresas que dizem que não existem quilombolas. Quando você divulga o filme dá pra perceber que esse povo existe. Isso nos fortalece. Quando estamos isolados é uma coisa. Mas, quando é divulgado é diferente. O filme não veio fora da hora. Tudo tem seu tempo. O filme é muito importante para mostrar quem somos, onde vivemos”.

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Fotos: Rogerio Resende.

Notícias do Fim do Mundo: Rosemberg Cariry e elenco falam sobre o filme exibido no 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

rosembergceara19O cineasta Rosemberg Cariry no palco do Cineteatro São Luiz.

Na sessão de domingo, 01/09, da Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem do 29º Cine Ceará, foi exibido o filme Notícias do Fim do Mundo, de Rosemberg Cariry. O argumento nasceu de um conto, escrito pelo próprio diretor em 1996, que ganhou novas camadas a partir do olhar atencioso às mudanças que afetaram o mundo nos últimos anos.

Imerso nos questionamentos sobre as diversidades culturais, hibridismos e trânsitos identitários, na chamada sociedade da violência e do espetáculo, Cariry traz para o seu novo longa-metragem uma experiência concebida a partir da leitura de alguns pensadores latino-americanos sobre o sentido conceitual do transbarroco, que o leva a explorar as sinuosidades e os contrastes dos símbolos e da violência em um país periférico e dependente.

A trama se passa na cidade de Kibuna, onde vive Alexandre Taylor, interpretado por Everaldo Pontes, um ator que, no final da vida, decide ganhar o seu sustento dando cursos nas favelas das periferias e é um dos organizadores de um grupo de folguedo popular. Quando surge o convite para se apresentar no palácio do governador, o ator enxerga nesse gesto uma das últimas chances de fazer uma ousada e perigosa performance pública. Durante a apresentação, o grupo resolve sequestrar um embaixador, papel de João Paulo Soares, dando início a uma perseguição policial descontrolada do governo e à transformação de Alexandre Taylor em Mestre Jacaúna.

Com produção executiva de Bárbara Cariry e fotografia de Petrus Cariry, Notícias do Fim do Mundo também aborda a construção e o consumo desenfreados de imagens, de fake news, das manipulações políticas e de consciências, das construções identitárias, das fronteiras móveis, do papel polêmico dos veículos de comunicação e das redes sociais em um mundo globalizado, além de explorar as contradições de seus personagens.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, o diretor e os atores Everaldo Pontes, João Paulo Soares e Majô de Castro falaram sobre o filme, bastidores, distribuição, entrosamento do elenco e cinema brasileiro.

Aperte o play e confira:

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Foto: Arlindo Barreto.

A Viagem Extraordinária de Celeste García

por: Cinevitor

viagemcelestegarciaposter1El viaje extraordinario de Celeste García

Direção: Arturo Infante

Elenco: María Isabel Díaz Lago, Omar Franco, Néstor Jiménez, Yerlín Pérez, Tamara Castellanos, Veronica Diaz, Roberto Espinosa, Reinier Díaz, Andrea Doimeadiós, Beatriz Viña.

Ano: 2018

Sinopse: Celeste García, uma ex-professora e guia do Planetário de Havana, procura, aos 60 anos, uma mudança em sua vida. Quando um grupo de alienígenas aterrissa em Cuba oferecendo aos terrestres a oportunidade de visitar seu planeta, Celeste se inscreve para a viagem na esperança de uma vida melhor e mais gratificante.

*Filme visto no 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Lilia Cabral é homenageada com o Troféu Eusélio Oliveira no 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

liliahomenagemcearaCarreira consagrada e talento reconhecido.

A programação de sábado, 31/08, do 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema começou com a entrega do Troféu Eusélio Oliveira para a atriz Lilia Cabral. A homenagem foi apresentada pelo amigo e colega de trabalho, o ator José Loreto, com quem atuou recentemente na novela O Sétimo Guardião.

Além de tantas personagens marcantes na TV, Lilia Cabral também se destacou nas telonas. Seu maior sucesso, Divã, de José Alvarenga Jr., levou mais de um milhão de espectadores aos cinemas. A comédia dramática lhe rendeu vários prêmios por sua atuação, entre eles, Miami Brazilian Film Festival e Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Em seu currículo constam também: Dias Melhores Virão (1989), Stelinha (1990), Como Ser Solteiro (1998), A Partilha (2001), Julio Sumiu (2014), entre outros.

Na TV, com sua personagem Marta, da novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, foi aclamada pelo público e pela crítica. Por essa atuação, foi indicada ao Emmy Internacional e premiada pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte.

No palco do Cineteatro São Luiz, relembrou sua trajetória: “Acho que eu gostaria de ter feito mais filmes. E se eu não fiz, não foi porque não quisesse, mas porque eu tinha outros trabalhos que me impediram de fazer”.

Durante a homenagem também relembrou sua paixão pela sétima arte: “Quando criança, tinha um cinema no bairro que eu morava, o Cine Nacional. Foi através desse cinema que eu quis ser atriz. Na verdade, foi com o cinema que eu me encontrei e achei que era aquilo que eu queria”. E completou: “Lá passavam todos os filmes do Marcello Mastroianni, Fellini, Mazzaropi, todos os filmes da Atlântida [companhia cinematográfica], da Dercy Gonçalves e os desenhos do Walt Disney. Quando a gente olha pra trás, vemos nossas referências”, finalizou.

Depois da receber a honraria do Cine Ceará, Lilia apresentou, ao lado da equipe, o filme Maria do Caritó, exibido fora de competição. No longa, dirigido por João Paulo Jabur, interpreta uma solteirona em busca do amor verdadeiro. O filme é baseado em uma peça homônima, “escrita especialmente para o retorno da atriz Lilia Cabral ao teatro”, como conta o escritor Newton Moreno. A comédia dramática ficou cinco anos em cartaz antes de ganhar as telas dos cinemas e foi um verdadeiro sucesso de público. Indicada a seis categorias no Prêmio Shell, em 2010, a peça Maria do Caritó contou ainda com a vitória de Lilia na categoria de melhor atriz no Prêmio Contigo!, em 2011.

O elenco conta ainda com Kelzy Ecard, Leopoldo Pacheco, Gustavo Vaz, Sylvio Zilber, Juliana Carneiro da Cunha, Fernando Sampaio, Alice Assef, Larissa Bracher, Priscila Steinman e Fernando Neves.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da homenagem:

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 29º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Arlindo Barreto.

A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, é exibido na noite de abertura do 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

aberturacinecearakarim1Equipe do filme reunida no palco.

Depois de receber uma emocionante homenagem na primeira noite do 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, o cineasta cearense Karim Aïnouz continuou no palco para apresentar A Vida Invisível, o filme de abertura deste ano.

Escolhido recentemente para ser o representante brasileiro na disputa por uma vaga entre os finalistas da categoria de melhor filme internacional no Oscar 2020, o longa foi premiado como melhor filme da mostra Un Certain Regard, paralela ao Festival de Cannes. Além da consagração no festival francês, sendo o primeiro filme brasileiro a receber o prêmio máximo na categoria, também foi contemplado com o CineCoPro Award no Filmfest München, na Alemanha, e consagrado no Festival de Cine de Lima.

O filme conta a história das irmãs inseparáveis Guida, que sonha em casar e ter uma família, e Eurídice, a mais nova, pianista prodígio. Um dia, as duas são separadas para sempre e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

O longa é uma livre adaptação da obra homônima de Martha Batalha e traz Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Júlia Stockler, Gregorio Duvivier, Maria Manoella, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e Flavio Bauraqui no elenco. Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa, ambientado majoritariamente na década de 1950, foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão. A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, de As Praias de Agnès e Lazzaro Felice, que assina seu primeiro longa brasileiro, e a alemã Heike Parplies, de Toni Erdmann, assina a montagem.

No palco, ainda emocionado com as palavras de Fernanda Montenegro em sua homenagem, Karim apoiou o protesto dos estudantes da Universidade Federal do Ceará, UFC, contra a intervenção na instituição em relação ao reitor. Depois, chamou outros integrantes de sua equipe, como as protagonistas Carol Duarte e Júlia Stockler e o ator Flavio Bauraqui.

“O Cineteatro São Luiz foi o lugar que eu vi meu primeiro filme numa tela de cinema. Estar aqui com vocês é uma alegria gigante. A Vida Invisível tem me dado muitas razões para eu estar feliz hoje; o prêmio em Cannes e agora a indicação para representar o Brasil numa possível corrida no Oscar”, disse. E completou: “É importante que esse país defenda seus artistas, defenda seu cinema. É importante a defesa da Agência Nacional do Cinema [Ancine], que virou alvo do obscurantismo. Um país que não protege sua cultura é um país sem nome e sem história”, discursou.

Entre aplausos, finalizou seu discurso: “Esse filme tem o DNA cearense porque é muito pessoal. Fala da vida de tantas mulheres que abdicaram seus sonhos por conta do regime patriarcal. Um filme que fala da minha mãe, da minha avó, das minhas tias”.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da apresentação do filme no Cine Ceará 2019:

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 29º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Rogerio Resende.