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Mostra Sumé de Cinema 2026: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Osani recebe prêmios pelo curta potiguar Pupá

Foram anunciados neste sábado, 12/09, em cerimônia apresentada por Dudha Moreira e Ana Célia Gomes, os vencedores da sexta edição da Mostra Sumé de Cinema, realizada no Cariri paraibano. 

Com exibições de mais de vinte títulos, além de diversas atividades paralelas, entre elas, lançamentos de livros, a Mostra homenageou a atriz e diretora potiguar Titina Medeiros, que faleceu em janeiro deste ano. As sessões foram realizadas na Praça Adolfo Mayer e no Museu Miguel Guilherme; além do Hospital e Maternidade Alice de Almeida, do Abrigo de Idosos Rosália Paulino e do CDSA/UFCG Campus Sumé. A programação contou também com a Mostra Itinerante Luiz Custódio de Cinema. 

O júri desta sexta edição foi formado por: Buda Lira, Fábio Campos e Zezita Matos na Mostra Brasil; Devyd Santos, Priscila Urpia e Tiago Morais na Mostra Paraíba; e Ana Isaura e João Carlos Beltrão na Mostra Cariri Céu de Poesia. 

Além da premiação, a noite de encerramento contou com a exibição do curta-metragem realizado por alunos da Oficina de Formação Audiovisual, que foi ministrada por André da Costa Pinto, e do filme Memórias: Histórias do Cine Teatro Municipal de Sumé, de Ana Célia Gomes. A noite finalizou com um show de Titá Moura.

Conheça os vencedores da VI Mostra Sumé de Cinema: 

MOSTRA BRASIL

Melhor Filme | Júri Oficial: O Carnaval é de Pelé, de Daniele Leite e Lucas Santos (PE)
Melhor Filme | Júri Popular: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Melhor Direção: Douglas Henrique, por Os Arcos Dourados de Olinda
Melhor Roteiro: O Carnaval é de Pelé, escrito por Lucas Santos
Melhor Ator: José Araújo, por Memórias com Vista pro Mar
Melhor Atriz: Andrea Rodrigues, por Memórias com Vista pro Mar
Melhor Fotografia: Pupá, por Osani
Melhor Direção de Arte: Pupá, por Osani e Pupá
Melhor Montagem: O Carnaval é de Pelé, por Cesar Caos e Lucas Santos
Melhor Trilha Sonora: Esperança, por Adilson Júnior
Melhor Desenho de Som: Esperança, por Marcelo Cyro, Fernando Ianni e Rodrigo Funai Costa
Menção Honrosa: Edna Maria da Silva, por Pupá; pela força e sensibilidade desta grande mulher, personagem tão cativante no filme e na vida real

MOSTRA PARAÍBA

Melhor Filme | Júri Oficial: Cantilena, de Dhiones do Congo (Congo)
Melhor Filme | Júri Popular: Areia, Memória e Cinema, de Letícia Damasceno Barreto (Areia)
Melhor Direção: Dhiones do Congo, por Cantilena
Melhor Roteiro: Kanhema, escrito por Iasmin Soares
Melhor Atriz: Laura Moreno, por Areia, Memória e Cinema
Melhor Ator: Guilherme Hélio, por Cantilena
Melhor Fotografia: Cantilena, por Diego Pontes
Melhor Direção de Arte: Cantilena, por Carlos Mosca
Prêmio Ely Marques de Montagem: Areia, Memória e Cinema, por Edson Lemos Akatoy e Guilherme Schimitt
Melhor Desenho de Som: Cantilena, por Breno Felipe
Melhor Trilha Sonora: Kanhema, por Topázio Kariri
Menção Honrosa: Teatro em Jampa Vive, de Kelly Freire Moreira (João Pessoa); por apresentar uma pesquisa densa, sensibilidade, memória e a resistência do teatro pessoense e se destacar pela relevância cultural, diversidade de vozes reunidas e contribuição à preservação da identidade artística de João Pessoa

MOSTRA CARIRI CÉU DE POESIA

Melhor Filme | Júri Oficial | Prêmio Vladimir Carvalho: Babau: O Sanfoneiro Sonhador, de Carlos Mosca (PB)
Melhor Filme | Júri Popular: Babau: O Sanfoneiro Sonhador, de Carlos Mosca (PB)

MOSTRA CONEXÃO TERRA | CINEMA NA ESCOLA

Melhor Filme | Júri Popular: Vozes do Cocal, de Josué Castilho França (PA)

Foto: Maria Ruana.

Festival de Cinema de Veneza 2026: conheça os vencedores; produções brasileiras são premiadas

por: Cinevitor
May el-Toukhy, diretora de Woman Unknown: Leão de Ouro

Foram anunciados neste sábado, 12/09, os vencedores da 83ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. O júri, presidido pela diretora, atriz, roteirista e produtora estadunidense Maggie Gyllenhaal, concedeu o Leão de Ouro de melhor filme, prêmio máximo do evento, para Kvinde Ukendt (Woman Unknown), dirigido pela cineasta dinamarquesa May el-Toukhy. 

Completavam o time de jurados da Competição Internacional deste ano: a cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania; o compositor britânico Daniel Blumberg; o italiano Francesco Casetti, teórico de cinema e televisão; o cineasta e roteirista francês Xavier Giannoli; a diretora afegã Shahrbanoo Sadat; e o cineasta e produtor Johnnie To, de Hong Kong.

Para escolher o vencedor do Prêmio Luigi De Laurentiis, que entrega o Leão do Futuro para o melhor filme de estreia da seleção, o júri foi presidido pela cineasta italiana Carolina Cavalli. O time completou-se com Akinola Davies Jr. e Ted Hope. Já na mostra Orizzonti, o júri foi presidido por Valérie Donzelli e contou com Peter Becker, Elizabeth Lo, David Pablos e Barbara Ronchi. 

Em premiações paralelas, o cinema brasileiro se destacou com London, dirigido pelos gaúchos Victor Di Marco e Márcio Picoli, que recebeu a Queer Lion, prêmio independente que destaca obras que abordam a temática LGBT+; o filme foi exibido na Semana Internacional da Crítica, Settimana Internazionale della Critica. A justificativa do júri diz: “Victor Di Marco e Márcio Picoli são dois cineastas capazes de elevar o corpo queer a uma esfera de autodeterminação, desejo e poder, resgatando-o de qualquer tentativa de diminuí-lo. Os jovens protagonistas, em um cenário apenas aparentemente confinado, personificam uma sexualidade explícita e orgulhosa, na qual o fetiche é brincadeira, a dominação é liberdade em vez de violência, e a identidade é forjada por meio do prazer, da amizade e da resistência”.

E continuou: “Hoje, Di Marco e Picoli dão continuidade, de forma simbólica, a essa ousadia, coragem e gentileza audaciosa, levando às telas a vida e a identidade queer em todas as suas formas multifacetadas, incluindo aspectos raramente explorados no cinema contemporâneo, provando que o novo cinema queer continua a evoluir, crescer e dialogar com as transformações de uma sociedade que ele busca retratar”. London dividiu o prêmio com o documentário Queer Edward II, dirigido por Theo Rollason: “Duas obras de estreia extraordinárias que celebram o passado, retratam o presente e apontam o caminho para o futuro”, finalizou o júri, que foi formado por Daniel N. Casagrande, Marco Busato, Jani Kuštrin e Adriano Virone. 

Já o longa Retorno a Buenos Aires (Ritorno a Buenos Aires), coprodução entre Itália e Brasil, dirigida por Marco Bechis, se destacou no Award Francesco Pasinetti, realizado pelo Sindacato Nazionale Giornalisti Cinematografici Italiani, e levou os prêmios de melhor filme e melhor ator para Adriano Giannini segundo os jornalistas italianos: “O filme é uma prova excelente de equilíbrio perfeito entre passado e presente, emoção e reflexão. Uma atuação excelente, que transmite o tormento da dúvida, o drama do confronto e o horror e a dor de uma tragédia coletiva e ao mesmo tempo pessoal”, disse a justificativa. O filme reúne ainda os brasileiros Paula Cohen e Eduardo Hoy em papéis de destaque, além das atrizes argentinas Ana Celentano, Vero Gerez e Olivia Nuss. 

Com três meses de pré-produção e quatro semanas de filmagens no Brasil, realizadas em Porto Alegre, e mais três semanas em Turim, no norte da Itália, Retorno a Buenos Aires também consolida a atuação internacional da produtora brasiliense 34 Filmes e a parceria com André Ristum, que já colaborou em diversos projetos anteriores. O filme teve participação destacada de técnicos brasileiros, entre os quais: a direção de arte de Eduardo Antunes; a produção de elenco de Alessandra Tosi; o figurino de Coca Serpa; a produção executiva de André Ristum e Patrick de Jongh; e o line producer Beto Rodrigues. A coprodução entre Brasil e Itália reúne a 34 Filmes e as italianas Fandango, 39Films, Karta Film e Rai Cinema.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cinema de Veneza 2026:

COMPETIÇÃO | VENEZIA 83

MELHOR FILME | LEÃO DE OURO
Kvinde Ukendt (Woman Unknown), de May el-Toukhy (Dinamarca/Suécia/Letônia)

GRANDE PRÊMIO DO JÚRI | LEÃO DE PRATA
Ga-neung-han sa-rang (Possible love), de Lee Chang-dong (Coreia do Sul)

MELHOR DIREÇÃO | LEÃO DE PRATA
Ilya Khrzhanovsky, por Dau

PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATRIZ
Mathilde Arcel, por Kvinde Ukendt (Woman Unknown)

PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATOR
John Malkovich, por Wild Horse Nine

MELHOR ROTEIRO
Un bon petit soldat, escrito por Stéphane Brizé, Coralie Amédéo e Olivier Gorce

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Naza, de Yuval Abraham e Rachel Szor (Reino Unido)

PRÊMIO MARCELLO MASTROIANNI | ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO
Malou Khebizi, por 15/18 A Place To Heal

MOSTRA ORIZZONTI

MELHOR FILME
Un détour par Diane, de Ann Sirot e Raphaël Balboni (Bélgica/França)

MELHOR DIREÇÃO
Jacqueline Lentzou, por Mia mera sti zoi tis tzo: kefalaio Faidra (A day in the life of Jo: Chapter Phaedra)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
La maison du vent (House of the wind), de Auguste Bernard Kouemo Yanghu (Camarões/França/Bélgica/Benin/Arábia Saudita/Qatar)

MELHOR ATRIZ
Laleh Marzban, por Moragheb (Falling House)

MELHOR ATOR
Riccardo Scamarcio, por I figli della scimmia (The Children of the Monkey)

MELHOR ROTEIRO
I figli della scimmia, escrito por Tommaso Landucci e Damiano Femfert

MELHOR CURTA-METRAGEM
Quelques instants de bonheur, de Shaden Safieddine Tazi (França/Reino Unido)

VENICE IMMERSIVE

GRANDE PRÊMIO
The Pigeon Ring, de Shixin Tao e Yuqi Zhang (China)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Out of the Ashes, de Rory Mitchell e Nonny De La Peña (EUA)

PRÊMIO DE REALIZAÇÃO
Empire At Sea, de Peter Flaherty (EUA)

OUTROS PRÊMIOS

LEÃO DO FUTURO | MELHOR FILME DE ESTREIA
La maison du vent (House of the wind), de Auguste Bernard Kouemo Yanghu (Camarões/França/Bélgica/Benin/Arábia Saudita/Qatar)

VENEZIA SPOTLIGHT | PRÊMIO DO PÚBLICO
Eu contez (I matter), de Alina Şerban (Romênia/Alemanha/Bélgica)

VENICE CLASSICS | MELHOR FILME RESTAURADO
A Noite do Massacre (La lunga notte del ’43), de Florestano Vancini (1960) (Itália)

PREMIAÇÕES PARALELAS

PRÊMIO FIPRESCI | COMPETIÇÃO: Ga-neung-han sa-rang (Possible love), de Lee Chang-dong (Coreia do Sul)
PRÊMIO FIPRESCI | ORIZZONTI: The Color of the Sun, de Xavier Tera (Canadá/Itália/Japão)
QUEER LION AWARD: London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Brasil)
AWARD FRANCESCO PASINETTI | Sindacato Nazionale Giornalisti Cinematografici Italiani: Ritorno a Buenos Aires, de Marco Bechis (Itália/Brasil)
AWARD FRANCESCO PASINETTI | Melhor Ator: Adriano Giannini, por Ritorno a Buenos Aires

*Clique aqui e confira a lista completa com os prêmios paralelos, eleitos de forma independente por associações de críticos de cinema, cineclubes e associações culturais e profissionais do cinema

Foto: Vittorio Zunino Celotto/Getty Images.

CineFest Votorantim 2026: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta-metragem Onde Eu Começo?, de Mayana Neiva

A 12ª edição do CineFest Votorantim acontecerá entre os dias 30 de outubro e 7 de novembro reafirmando o compromisso com a produção audiovisual brasileira. A seleção traz curtas-metragens de diferentes regiões do país em três mostras competitivas que evidenciam a pluralidade de temas, linguagens e perspectivas.

A cada edição, o CineFest fortalece Votorantim, em São Paulo, como um polo cultural em expansão no interior paulista, ampliando a circulação de obras, a formação de público e o diálogo entre realizadores. Marcelo Domingues, diretor e coordenador geral do CineFest, destaca o papel do evento como articulador cultural: “O CineFest se tornou um ponto de encontro essencial para quem faz cinema no Brasil. Ver tantos realizadores reunidos em Votorantim, compartilhando processos e experiências, cria uma energia que impulsiona toda a cadeia audiovisual”. 

A curadora Clarissa Kuschnir comenta sobre a seleção desta edição: “Buscamos filmes que dialogam com o presente, que ampliam o olhar e que provocam reflexão. A diversidade das obras revela um Brasil múltiplo, inquieto e profundamente criativo”. A produtora executiva Renata Rocha reforça o impacto social do festival: “O CineFest transforma a cidade. As sessões gratuitas, oficinas e atividades formativas aproximam a comunidade do audiovisual e fazem com que Votorantim viva intensamente o cinema durante toda a programação”. 

A Mostra Pindorama reúne produções de diversos estados e apresenta um recorte da criação contemporânea brasileira. São obras que transitam entre ficção, documentário, animação e experimental, revelando novas vozes e reafirmando trajetórias já reconhecidas. A seleção deste ano destaca a força das narrativas intimistas, a inventividade estética e o olhar atento para questões sociais e afetivas que atravessam o país.

Voltada para realizadores da Região Metropolitana de Sorocaba, a Mostra Cachoeira evidencia o vigor da produção local, que cresce em qualidade técnica e diversidade temática. Os filmes revelam personagens, paisagens e histórias que compõem o imaginário da região, além de demonstrar a maturidade de cineastas que têm encontrado no festival um espaço contínuo de difusão e reconhecimento. Os filmes da Mostra Cachoeira Regional são exclusivamente da Região Metropolitana de Sorocaba, e não de todo o interior paulista.

A Mostra Raízes reúne obras dedicadas ao meio ambiente, à memória ecológica e às relações entre comunidades e seus territórios. A seleção deste ano reforça a urgência de debates sobre preservação, sustentabilidade e impacto humano, trazendo narrativas sensíveis e potentes que conectam diferentes biomas brasileiros.

Criado em 2004, o festival nasceu como Curta Vídeo e evoluiu para o formato atual em 2009, ampliando sua abrangência e tornando-se competitivo. Ao longo dos anos, consolidou-se como um dos principais eventos de audiovisual do interior paulista, reunindo centenas de filmes inscritos e milhares de espectadores. A missão do CineFest é estimular a produção regional e nacional, promover formação por meio de oficinas e debates e democratizar o acesso ao cinema com sessões gratuitas e ações educativas.

Conheça os filmes selecionados para o CineFest Votorantim 2026:

MOSTRA PINDORAMA | PANORAMA NACIONAL

A Caverna, de Louise Fiedler (PR)
À Espera, de Gustavo Campos (RJ)
A Sinaleira Amarela, de Guilherme Carravetta De Carli (RS)
Anastácia, de Lilih Curi (BA)
As Gêmeas, de Vanessa Aguiar (RJ)
Casulo, de Aline Flores (SP)
Cinema Sem Teto, de Denise Szabo (SP)
Desfem, de Manoella Fernandes e Polyana Santos (SP)
Destinação, de Wagno Godez (AL)
Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (SP/RS)
Esperança, de Amora Moreira e Marcelo Pereira (RJ)
Eu Sempre Estive Aqui, de William Costa Lima (SP)
Eu Só Queria Comer, de Elder Fraga (SP)
FrutaFizz, de Kauan Okuma Bueno (SP)
Habitar, de Antonio Fargoni (SP)
João-de-Barro, de Daniel Jaber e Lu Damasceno (MG)
Mães, Esposas e Donas de Casa Marcham em Defesa da Família com Deus pela Liberdade, de José Carlos Faria (RJ)
Manhã Vazia, de Fabi Penna (SC)
Meu Superman, de Alexandre Vinícius Estevanato (SP)
O Sonho do Menino Benjamim, de Rodolpho Pinotti (SP)
O Vampiro e a Gazela, de Rose Panet (MA)
Onde Eu Começo?, de Mayana Neiva (PB)
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Pupá, de Osani (RN)
Ressonância, de Anna Zêpa (RN)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
Sopro, de Fernanda Beling (BA)
Um Certo Cinema Brasileiro, de Fábio Rogério (SE)
Uraricoera Makunaimã Aracoara, de Paulo Delfini (SP)
Zebra, de Victor Nascimento (SP)

MOSTRA CACHOEIRA | PRODUÇÃO REGIONAL

A Menor Máscara do Mundo, de Rafael Moraes (Tatuí)
A Noite Mais Longa da Minha Vida, de Julio Cesar Mello (Votorantim/Sorocaba/São Paulo)
Aborto, de Malko de Souza (Sorocaba)
Amazônia Biodivertida: A Guerra, de Rodrigo Ayres de Araujo (Piedade)
Anicca, de Arthur Rodrigues (Salto)
Em Construção, de Jorge Teivelis Neto (Sorocaba)
Erva Daninha, de Fabio Salvador (Sorocaba/Valinhos/São Paulo)
Festa para Vivos, de Leandro Souza (Votorantim)
Gato Preto, de Igor Caires (Salto)
Hudi Fedegoso, de Guilherme Telli (Votorantim)
Maria de Oliveira: O Cinema Brasileiro Passou por Itu, de Paulo Aranha (Itu)
Microdanças: Ato 1, de Douglas Emilio (Votorantim)
Nho Juca: A Rota do Trem Caipira, de Celso Fontão Jr. (Sorocaba)
Os Rios da Minha Infância, de Fernanda Ikedo e Jorge Teivelis Neto (Sorocaba)
Para Não Morrer de Solidão, de Maria Helena Barbosa (Sorocaba)
Robofoot, de André Fidalgo (Sorocaba)
Saudosa Floresta, de Marcia Mah (Sorocaba)
Sente-se, de Esther Lourenço (Sorocaba)
Vivos que Vimos, de Fernanda Fontolan (Sorocaba/São Paulo/Peruíbe)

MOSTRA RAÍZES | AMBIENTAL

A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Amazônia Biodivertida: A Guerra, de Rodrigo Ayres de Araujo (SP)
Correnteza, de Diego Müller e Pablo Müller (RS)
Minhocuçu, de Leonardo Branco e Lucas Campos (MG)
Saudosa Floresta, de Marcia Mah (SP)
Um Rio de Histórias, de Eva Pereira (AM/MA)
Umassuma, Lascas de Memória, de Guaracy Britto Jr. e Andrei Miralha (PA)

Foto: Kennel Rogis.

Mostra Cinema Conquista 2026: conheça os vencedores da 17ª edição

por: Cinevitor
Cartas para…, de Vânia Lima: prêmio de melhor longa-metragem

Foram revelados nesta sexta-feira, 11/09, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, na Bahia, os vencedores da primeira mostra competitiva da 17ª edição da Mostra Cinema Conquista – Um Olhar para o Novo Cinema.

Os nomes foram anunciados durante a última sessão do evento, que também exibiu o curta-metragem A Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama, e o premiado longa-metragem Nosso Segredo, de Grace Passô. A sessão encerrou uma edição que, pela primeira vez, incorporou uma competição oficial ao festival. 

A cerimônia começou com uma homenagem a Jorge Melquisedeque, ativista cultural, escritor, poeta, músico e roteirista de Conquista, reconhecido por idealizar o projeto Janela Indiscreta na UESB, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. O projeto se tornou uma referência na formação de público e na circulação cinematográfica na cidade e dá nome ao troféu entregue aos vencedores da competição. A peça foi criada e reestilizada pelo artista plástico Edmilson Santana, especialmente para esta edição.

Ao longo da cerimônia, foram anunciados os vencedores das categorias avaliadas pelo Júri Oficial, formado pela jornalista e cineasta Camila de Moraes, pelo jornalista, curador e crítico de cinema Vitor Búrigo e pela cineasta Clara Campos; e também pelo Júri Popular, além dos prêmios concedidas pela SASB, Associação do Setor Audiovisual do Sudoeste Baiano.

Entre os destaques, Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique, recebeu o prêmio de melhor filme de curta-metragem pelo Júri Oficial. A justificativa diz: “Pela originalidade na construção de sua narrativa, que traz uma comicidade perspicaz, pelo trabalho impecável de pesquisa e montagem, e pelo registro sagaz de momentos históricos e políticos e também de uma hilária lenda urbana olindense, o prêmio de melhor curta-metragem da Mostra Cinema Conquista 2026 vai para o filme pernambucano Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique”. O filme também foi contemplado com os prêmios de melhor montagem e melhor roteiro, além do reconhecimento como melhor filme pelo júri da SASB.

Patrícia Moreira: premiada pelo curta-metragem baiano Corre um Rio em Mim

Já Cartas para…, de Vânia Lima, foi escolhido como o melhor filme de longa-metragem pelo Júri Oficial. A justificativa diz: “Por desafiar em sua própria forma, três corpos-escritas existem, resistem e projetam o futuro da nossa língua. Ao fazer a travessia por Brasil, Moçambique e Portugal, a língua portuguesa se torna um lugar de cura e invenção. Um filme necessário, íntimo e atlântico”. No Júri Popular, os vencedores foram: Corre um Rio em Mim, de Patrícia Moreira, na categoria de curta-metragem; e Itacoatiaras, de Sérgio Andrade e Patrícia Goùvea, entre os longas.

Para Rafael Carvalho, curador da Mostra Competitiva, a realização da primeira competição também representa o reconhecimento alcançado pelo festival junto ao setor audiovisual brasileiro e a responsabilidade de promover o encontro entre os filmes selecionados e o público: “Todo festival funciona como uma vitrine. A seleção das obras não se baseia necessariamente em uma hierarquia de qualidade, mas sim na proposta que desejamos destacar e oferecer ao público. Nosso objetivo é convidar o espectador a contemplar essas obras e despertar seu interesse. Ainda que a competição tenha seus resultados, o propósito central é revelar esses filmes e fomentar o hábito de consumir o cinema brasileiro. Queremos que, ao final desta mostra, o público saia motivado a buscar novas produções em plataformas digitais e outros canais”, afirmou o jornalista e crítico de cinema. 

A importância dessa primeira edição competitiva também se expressou no volume de trabalhos recebidos pelo evento. Foram 682 inscrições, sendo mais de 80% de curtas-metragens. Diante desse universo, a equipe de curadoria precisou estabelecer um recorte para chegar às obras exibidas na competição: “A importância da Mostra reflete o reconhecimento que conquistamos junto aos realizadores e produtoras, que nos confiam seus trabalhos. Infelizmente, devido às limitações de espaço, foi preciso realizar uma curadoria rigorosa, mas ficamos muito satisfeitos com o recorte final apresentado”, destacou Rafael Carvalho.

Conheça os vencedores da 17ª Mostra Cinema Conquista: 

JÚRI OFICIAL

Melhor Filme | Longa-metragem: Cartas para…, de Vânia Lima (BA)
Melhor Filme | Curta-metragem: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Melhor Direção: Gabriel Faccini, por Banho Maria
Melhor Roteiro: Os Arcos Dourados de Olinda, por Arnon Hochman e Douglas Henrique
Melhor Interpretação: Heraldo de Deus, por Bijupirá
Melhor Fotografia: Bijupirá, por Renan Benedito
Melhor Direção de Arte: Corre um Rio em Mim, por Patrícia Moreira
Melhor Montagem: Os Arcos Dourados de Olinda, por Douglas Henrique
Melhor Som: Samba Infinito, por Victor Tigrones e Fabio Carnèiro
Menção Honrosa: para a atuação de Silvana Rodrigues em Banho Maria

JÚRI POPULAR
Melhor longa-metragem: Itacoatiaras, de Sérgio Andrade e Patrícia Goùvea (AM/RJ)
Melhor curta-metragem: Corre um Rio em Mim, de Patrícia Moreira (BA)

JÚRI SASB
Melhor Filme: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Menção Honrosa: Estrelas Mal Cruzadas, de Ana Clara Medeiros (BA)

*O CINEVITOR está em Vitória da Conquista e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Ana Júlia Ribas/Nagual Pardo.

Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor

por: Cinevitor

Practical Magic 2

Direção: Susanne Bier

Elenco: Sandra Bullock, Nicole Kidman, Dianne Wiest, Stockard Channing, Joey King, Maisie Williams, Xolo Maridueña, Lee Pace, Solly McLeod, Amy Bowden, Aimée Cassettari, Ema Cavolli, Scarlett Nasrat, Harriett Scott, Logan Truter, Naledi Percival, Roman Anderson, Riley Chung, Teddy Russell, Emma Bown, Rachel Handshaw, Cassie Bradley, Liz Kingsman, Caitlin Mcewan, Nathan Foad, Katy Wix, Mariah Baillie, Richard Rycroft, Diana Quick, Anise Senat, Ava Galindez, Tammy Appenzellar, Matthew Charlery-Smith, Stuart Cooke, R.A. Donnelly, Daniel Eghan, Nigel Finnissy, Christopher Moore, John Polivka.

Ano: 2026

Sinopse: Entre truques à luz da lua e uma poderosa magia ancestral, as irmãs Owens seguem sendo atormentadas pela terrível maldição sombria que dita que todos os homens que amam acabam mortos. Agora, três gerações de Owens terão que enfrentar esse feitiço antes que ele acabe com a família de uma vez por todas.

Nota do CINEVITOR:

Mostra Cinema Conquista 2026: Pola Ribeiro fala sobre a Bahia Filmes e futuro do audiovisual baiano

por: Cinevitor
Pola Ribeiro: diretor-presidente da Bahia Filmes

Além das exibições dos filmes, a 17ª edição da Mostra Cinema Conquista oferece uma programação formativa que estende-se à comunidade, a partir de oficinas que reúnem temas destinados tanto à capacitação e aperfeiçoamento profissional de iniciantes no setor audiovisual quanto de agentes já em atividade, além das mesas, conferências e encontros de cinema que promovem o acesso a discussões atuais e imprescindíveis para a compreensão do audiovisual e políticas públicas atuais, na relação direta com as demandas e urgências do território.

Na terça-feira, 08/09, a programação no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, na Bahia, começou com a conferência Bahia Filmes, uma política pública para além da baía, com a presença de Pola Ribeiro, diretor-presidente da Bahia Filmes; a conversa foi mediada pela Profa. Dra. Milene Gusmão, do curso de Cinema e Audiovisual da UESB, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

A ementa diz: a conferência possibilita discutir os desafios e as possibilidades de construção de uma política audiovisual que ultrapasse os limites da capital e alcance, de forma efetiva e descentralizada, os diferentes territórios da Bahia. Como pensar políticas de fomento, formação, produção, circulação e difusão que reconheçam a diversidade das experiências audiovisuais existentes no estado? De que maneira a Bahia Filmes pode contribuir para a criação de oportunidades em outros territórios?

A Bahia Filmes abre, como parte da política audiovisual para o estado da Bahia, uma série de oportunidades para o desenvolvimento do setor. São políticas e investimentos diretos em toda a cadeia criativa e produtiva do audiovisual. Foi inaugurada oficialmente no dia 28 de junho de 2026, em Salvador, como a primeira empresa pública estadual dedicada ao setor audiovisual no Brasil.

Confira os melhores momentos da conversa com Pola Ribeiro:

CRIAÇÃO DA BAHIA FILMES

“Tem um pouco do pensamento de quando Gil assumiu o Ministério da Cultura, que ele falava que o Ministério da Cultura não era para atender os artistas, assim como o Ministério da Saúde não era para atender os médicos. É com médico que a gente vai fazer a saúde, mas o Ministério está para atender o país. Então, o que nós vendemos ao governo foi que a capacidade estava nas produtoras que existiam na Bahia, nas 700 empresas que são cadastradas na ANCINE [Agência Nacional do Cinema]”. 

“Durante os oito anos que a gente pesquisou o mercado audiovisual para constituir o projeto, essas empresas tinham trazido para a Bahia, por iniciativa própria, 180 milhões de reais nesses oito anos. E esses 180 milhões de reais tinham vindo de uma única fonte, que era o Fundo Setorial do Audiovisual, que é uma fonte muito óbvia, digamos assim, uma fonte do próprio audiovisual. Por mil motivos, que a gente vem tentando esclarecer no projeto e hoje tentando entender mais, outras fontes possíveis não eram tocadas. Por falta de previsibilidade, por falta de estrutura das empresas: ‘vamos montar uma empresa de cinema, tem uma câmera, tem uma ilha de edição, monta a empresa’. Só que para conquistar outros espaços, a gente precisa de empresas mais estruturadas, que tenham contabilidade, que tenham jurídico, que tenham gestão, que tenham planejamento, que tenham outras estruturas, que tenham comunicação”.

CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL

“A gente não usa muito a palavra lucro porque essa é uma ideia ainda muito distante. Quando a gente pensa em empresa, empresa tem que dar lucro. Mas o lucro está muito distante. Então, nós estamos, inclusive, discutindo essa questão junto à Procuradoria Geral do Estado: o que é a nossa perspectiva de lucro? Ou seja, primeiro passar por uma sustentabilidade da empresa. O projeto da empresa, que foi apresentado ao governo, era um projeto para ser sustentável em oito anos, o que nem a gente acreditava que seria. A Secretaria da Fazenda cortou para quatro anos e a gente não acredita mesmo que em quatro anos a gente seja sustentável. Mas você vai andando, né? Aí você assina e vai sabendo que em quatro anos nós não seremos sustentáveis. Mas o que é que nós sabemos para não ser um ato irresponsável simplesmente? A RioFilme não é sustentável. A Spcine também não é sustentável”.

“Mas nenhum governo, nem de Tarcísio [de Freitas, governador do Estado de São Paulo], nem do evangélico da RioFilme, acabaram com essas empresas porque elas têm uma capacidade muito grande de atrair e mobilizar a economia local. Então, a RioFilme mobiliza demais a economia do Rio de Janeiro a partir do audiovisual. A pessoa olha e diz: ‘Não, a gente tá botando esse dinheiro lá, mas esse dinheiro tá se transformando em muito mais economia, não tem porquê acabar. Vamos continuar mantendo o investimento e o custeio da empresa’. Nós temos certeza absoluta que a operação da Bahia Filmes feita de uma forma dinâmica como a gente imagina, usando a ferramenta no extremo das suas possibilidades, será bem avaliada dentro do governo, que continuará mantendo. Nenhum governo pode criar uma empresa dependente do Estado. Você tem que criar uma empresa não dependente”.

Milene Gusmão e Pola Ribeiro na conferência 

CINEMA NEGOCIAL

“A nossa busca é diminuir o custeio a cada ano que passe e que a gente possa cumprir esse papel de ter um espaço, uma plataforma negocial para o cinema brasileiro e para o cinema baiano. No texto aqui fala para além da baía, Bahia sem H, né? [refere-se ao nome da conferência intitulada Bahia Filmes, uma política pública para além da baía]. Porque justamente tem uma uma perspectiva de interior, né? Justamente para além da Baía de Todos os Santos. Tem um amigo poeta que fala: ‘Interior é interior, capital é capital’. E quando a gente pensa, mesmo na capital, o cinema não é negocial. O cinema não gera lucro. E a gente vai continuar assinando documentos para filmes e para eventos que devem gerar lucro, mesmo a gente sabendo que não gera lucro. Então, estamos negociando outras formas de retorno que não são exatamente o financeiro, mas que são as marcas, as presenças, as ações de cidadania, as ações sociais, as ações que interfiram realmente em um retorno para o nosso sócio majoritário, que é o Estado da Bahia”.

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

“A gente tem no Brasil uma coisa muito louca: a gente ama os artistas que são sucesso, mas a gente não suporta o sucesso próximo da gente. Todos os atores que a gente gosta são os que estão bombando, todos os filmes que a gente gosta são os que extrapolaram as fronteiras de seus países, que chegaram aqui ou os nossos mesmos que extrapolaram, mas a gente tem uma certa dificuldade com o sucesso. E talvez seja pela própria compreensão do que é esse meio, né? Eu tava falando ali fora, conversando com o pessoal, que eu tive numa mesa promovida pelo SESI, que juntou algumas linguagens da cultura e a pergunta era: ‘Você tem fome de quê? O setor tem fome do quê?’. E aí me perguntaram: ‘O audiovisual tem fome do quê?’. Eu falei: ‘Tem fome de público’. E aí perguntaram também para o Ricardo Castro, que é conquistense, criador da NEOJIBA [Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia], e ele respondeu: ‘Tem fome de silêncio’. Eu pedi a palavra de volta pra esclarecer que são coisas diferentes. A música foi criada para falar com os deuses. São os artistas para falar poesias”.

“O cinema não é isso, não. O cinema, às vezes… tem colega meu que não gosta quando eu falo isso, mas nós somos uma coisa mais vagabunda. Nós somos uma coisa que vem da ciência, que vem da química, da física, que usa muito dinheiro para fazer. E dinheiro que sempre nunca é nosso, né? Ou ele é um dinheiro privado que tá buscando um retorno, ou ele é um dinheiro público que também está buscando algum retorno. Então, eu vejo muito o cinema como comunicação. Processo de comunicação que envolve muitos processos artísticos e que às vezes é arte. E quando é arte, arrebata, a gente não esquece, fica na cabeça com o filme. Mas a maioria dos filmes são processos de comunicação, são narrativas que envolvem outras linguagens, como dança, música, artes visuais, teatro. E a gente constrói processos de comunicação que vão para o mercado e que precisam ter retorno”.

O CINEMA E O LUCRO

“Eu falei que custa muito, mas eu tenho uma tese de que cinema é uma coisa muito barata. Barato porque ele pega o recurso e distribui com muitas pessoas. Ele registra, ele documenta, ele trabalha com a memória, ele dá escala. Muitas pessoas podem ver um produto audiovisual. Ele tem escala no tempo: Glauber está morto e a gente continua a ver Glauber. As atrizes e atores estão mortos e a gente continua a ver eles na tela. Então, o que torna o cinema barato é o público. Quanto mais público tiver, quanto mais pessoas acessarem e verem, ele vai barateando. Ele vai barateando até que ele começa a dar lucro social, lucro cultural, lucro de memória. E chega no ponto onde eu gostaria de chegar. Para pensar numa empresa, para pensar num cinema forte e potente, a gente tem que conquistar o mercado nacional para o filme brasileiro. Então assim, não existe cinematografia forte que não tenha conquistado seu mercado nacional. E a gente não conquistou”.

POLÍTICA PÚBLICA

“Estamos falando aqui de uma política que vem de muitos anos. Mas em 23 anos, desde que Lula ganhou a primeira eleição, Gilberto Gil no Ministério, Orlando Senna na Secretaria do Audiovisual, começa-se a constituir uma política muito estruturada, a mais estruturada das políticas da cultura. E aí entra Manoel Rangel com um Fundo Setorial com recursos da própria atividade do cinema… olha o grau de sustentabilidade disso! É uma política estruturada muito fortemente, com uma forte musculatura de política pública, associada a um fundo de recursos… com recursos que vem da própria atividade. Cada propaganda, cada filme que é feito paga uma taxa e essa taxa vai para um fundo, que é o Fundo Setorial do Audiovisual”.

Conversa com o público sobre a Bahia Filmes

RENOVAÇÃO E CONSTRUÇÃO

“Tem a política, tem o fundo e essa política foi estruturada e mantém o cinema brasileiro. Na Bahia, ficamos 20 anos sem fazer um longa-metragem, por exemplo, e esse ano acho que foram realizados 40 ou 45 filmes. Só que tudo envelhece. Festival de Conquista envelhece, eu envelheço, a política audiovisual que eu ajudei a construir lá atrás… hoje temos a obrigação de olhar para ela e ver aonde que ela envelheceu, aonde que ela não deu continuidade, porque não deu continuidade, aonde que ela gerou distorções. E a gente tem isso de novo para trazer para a política audiovisual, ou seja, a Bahia Filmes, com seus dois meses, traz consigo uma obrigação que é rever as políticas, rever a ANCINE, rever a RioFilme, rever a Spcine”.

“Temos que rever com a Rio Filme e com a Spcine as políticas com o Ministério da Cultura. E essa expectativa também está neles. Para vocês terem uma ideia, a gente fez dois meses agora dia 29 e os dois diretores principais da RioFilme pegaram um avião e passaram o dia em Salvador discutindo com a gente. Porque eles também estão nessa expectativa. Eles trouxeram muitas coisas que estão dando certo e que a gente vai só copiar e colar e tocar para fazer. Mas eles vieram também com o olho de o que é que vocês estão vendo? O que é que vocês de fora estão olhando? E por isso eu chamo o setor para não sentir que preparou um projeto e entregou para que o governo toque. Ou seja, o o setor construiu o projeto e o projeto continua em construção. Então, o setor precisa continuar construindo o projeto”.

TÁ BOM, MAS TÁ RUIM

“A gente tem um copo bem cheio de coisas que eu vou falar aqui e tem um copo bem vazio também de coisas que precisam ser feitas para poder fazer a ferramenta rodar. Vemos os eventos como aquele local de escuta, de discutir a política pública e aquele local de comunicação. Nós vemos tudo como um local de comunicação. A gente não tem condições, hoje, de abrir mão de nenhum espaço de comunicação porque a comunicação está muito ruim e a gente não tem nem como acusar ninguém. ‘Ah, os filmes não são vistos porque o exibidor é escroto! Os filmes não são vistos porque o sistema de distribuição não presta. Os filmes não são vistos porque o diretor não tá nem aí para isso’. Estamos chamando a responsabilidade de todo mundo para dizer: ‘Olha, os filmes não são vistos’. E filme que não é visto e que ninguém sabe que existe, não existe de fato. Então assim, tá bom, mas tá ruim, né? Tem, mas tá faltando”.

“A gente tá no tapete vermelho, a gente foi para Berlim, o cinema brasileiro foi para Veneza, foi para o Globo de Ouro, foi para o Oscar e as empresas estão no vermelho. E tem muito empresário que abriu uma empresa para fazer um filme e depois não sabe o que fazer com a empresa. Então tem muitas distorções. E o pior, o cidadão não sabe que os filmes existem”.

A Bahia Filmes atua no fortalecimento do audiovisual baiano promovendo todos os elos da cadeia criativa e produtiva, valorizando a cultura local e contribuindo para o desenvolvimento da economia criativa da Bahia e do Brasil.

*O CINEVITOR está em Vitória da Conquista e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Ana Júlia Ribas. 

Oscar 2027: seis longas disputam indicação brasileira ao prêmio de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Yuri Gomes no longa cearense Feito Pipa, de Allan Deberton

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira, 09/09, a shortlist com os seis longas-metragens pré-selecionados que seguem na disputa por uma vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2027.

Ao todo, foram 15 longas-metragens inscritos e habilitados. No dia 16 de setembro, próxima quarta-feira, será escolhido, entre os seis pré-selecionados, o filme que representará o Brasil na disputa por uma vaga na 99ª edição da premiação realizada pela AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences, que acontecerá no dia 14 de março de 2027, em Los Angeles. Os nomes que compõem a Comissão de Seleção deste ano não podem ser divulgados antes do anúncio do filme escolhido.

Vale destacar que na última edição do prêmio da Academia, o Brasil se destacou com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi indicado em quatro categorias. Em 2025, Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, levou o primeiro Oscar para o país.

Conheça os seis filmes pré-selecionados:

100 Dias, de Carlos Saldanha
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo
Feito Pipa, de Allan Deberton
Nosso Segredo, de Grace Passô
Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins

Foto: Jamille Queiroz.

Mostra Cinema Conquista 2026: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Enzo Gois no curta baiano Bijupirá, de Eduardo Boccaletti

A 17ª edição da Mostra Cinema Conquista – Um Olhar para o Novo Cinema será realizada entre os dias 6 e 11 de setembro em Vitória da Conquista, na Bahia, com uma novidade neste ano: a estreia da mostra competitiva. Pela primeira vez, filmes selecionados serão avaliados por um Júri Oficial e também pelo público.

A sessão de abertura acontecerá no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, após solenidade e um recital sinfônico especialmente preparado para a ocasião, com as slammers Lívia Ellen e SoulBrisa e participação do maestro João Omar. A primeira sessão competitiva reúne os curtas-metragens Corre um Rio em Mim, de Patrícia Moreira, e Já Não Temos Nem Vontade de Brigar, de Brunno Bimbati.

Além disso, também será exibido o longa-metragem Querido Mundo, dirigido por Miguel Falabella e Hsu Chien. Adaptação para o cinema da peça homônima dos anos 1990, o filme teve sua estreia nacional na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado e rendeu o kikito de melhor atriz para Malu Galli.  

A partir da abertura, a competição se estende ao longo da semana. Além da avaliação pelo Júri Oficial, que será formado por Camila de Moraes, Clara Campos e Vitor Búrigo, o público também participará da escolha dos destaques desta edição por meio do voto popular, ampliando a experiência de quem acompanha as sessões.

“A mostra competitiva representa um passo importante para o evento e para a relação que construímos com o público nesses anos. Queremos que Conquista seja não apenas um lugar de exibição, mas também de encontro, debate e reconhecimento do cinema brasileiro contemporâneo”, afirma Esmon Primo, coordenador geral da Mostra Cinema Conquista. A curadoria deste ano é assinada por Erica Daniella, Rafael Carvalho e Rafael Oliveira. 

A programação também reúne uma seleção de filmes de peso na mostra não competitiva. São títulos que vêm ganhando destaque no cinema brasileiro contemporâneo, entre eles Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar; Morte e Vida Madalena, de Guto Parente; A Vida Secreta de Meus Três Homens, de Letícia Simões; e os baianos As Travessias de Letieres Leite, de Íris de Oliveira e Day Sena, e Anti-Heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas. 

O evento também reserva para o encerramento um dos filmes brasileiros de repercussão recente: Nosso Segredo, primeiro longa-metragem dirigido por Grace Passô, grande vencedor do Festival de Gramado e que também foi exibido em Berlim. Atualmente em cartaz nos cinemas, a obra chega à Mostra Cinema Conquista entre os 15 longas selecionados pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2027.

Além das sessões de cinema, a programação da 17ª edição inclui oficinas, mesas temáticas e conferências, ampliando o espaço de formação, reflexão e debate sobre o audiovisual. O cronograma completo, com filmes, horários, sessões e classificação indicativa, estará disponível em breve no site oficial do evento.

Ao longo de mais de duas décadas de história, a Mostra Cinema Conquista consolidou sua atuação nos campos da circulação e difusão do cinema brasileiro contemporâneo. Desde 2004, mais de 700 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, já foram exibidos no evento. Nesse percurso, a mostra se tornou uma importante janela de acesso a obras que muitas vezes não chegam ao circuito comercial ou encontram pouca circulação fora dos grandes centros.

Conheça os filmes selecionados para a 17ª Mostra Cinema Conquista:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS 

Cartas para…, de Vânia Lima (BA)
Itacoatiaras, de Sérgio Andrade e Patrícia Goùvea (AM/RJ)
Querido Mundo, de Miguel Falabella e Hsu Chien (RJ)
Sechiisland: A Vida como Obra de Arte, de Cláudia do Canto e João Paulo Miranda Maria (SP)
Só Não Posso Dizer o Nome, de Helvécio Ratton (MG)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS

Banho Maria, de Gabriel Faccini (RS)
Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (BA)
Corre um Rio em Mim, de Patrícia Moreira (BA)
Estrelas Mal Cruzadas, de Ana Clara Medeiros (BA)
Já Não Temos nem Vontade de Brigar, de Brunno Bimbati (SP)
Kakxop Pahok: As Crianças Cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Mapago, de Marcus Teles (MS)
O Avesso da Atriz: Sônia Robatto, de Héwelin Fernandes (BA)
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)

MOSTRAS PARALELAS | LONGAS | FORA DE COMPETIÇÃO

A Batalha da Rua Maria Antônia, de Vera Egito (SP)
A Vida Secreta de Meus Três Homens, de Letícia Simões (PE)
Anistia 79, de Anita Leandro (RJ)
Anti-Heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas (BA)
Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar (RJ)
Arquivo Vivo, de Ana Carvalho e Vincent Carelli (PE)
As Travessias de Letieres Leite, de Íris de Oliveira e Day Sena (BA)
Bruscky: Um Autorretrato, de Eryk Rocha (PE)
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Nosso Segredo, de Grace Passô (MG)
Timidez, de Thiago Gomes Rosa e Susan Kalik (BA)

MOSTRAS PARALELAS | CURTAS | FORA DE COMPETIÇÃO

A Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA)
A Estrela Guia de Evandro Correia, de Duba Rodrigues e Edinei Santos (BA)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Árvore Genealógica, de Camila de Moraes (RS)
Besta do Ventre, de Pedro Tavares Filho (RS)
Cine-Memória no Tropeirismo, de Eduardo Rodrigues (BA)
Defloradas, de Luísa Reis (RJ)
FArDADO, de Dan Biurrum (BA)
Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS)
Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele Dourado (DF)
Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho (BA)
O Brasil é Tri, de Edmundo Lacerda (PB/BA)
Omô Inã, os Filhos do Fogo, de Afonso Silvestre (BA)
Outros Santos, de Jorge Polo e Guilherme Souza (RJ)
Se Já é Tarde, Então me Parto, de Túlio Rodrigues (BA)

MOSTRAS PARALELAS | CINE-PRAÇA | FORA DE COMPETIÇÃO

A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (RJ/PI)
A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)
Black Maria, de Nick Sanches (CE)
Dias de Tempestade, de Vítor Rocha (BA)
Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Plano Secreto de Alie, de Lux Farr (CE)
Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida (PE)

Foto: Divulgação.

O Sorveteiro

por: Cinevitor

Ice Cream Man

Direção: Eli Roth

Elenco: Ari Millen, Charlie Zeltzer, Dylan Hawco, Benjamin Byron Davis, Ryan Allen, Darrin Baker, Sarah Abbott, Karen Cliche, Carina Battrick, Rodrigo Fernandez-Stoll, Lynne Griffin, Alex Armbruster, Charlie Storey, Kiori Mirza Waldman, Ken Hall, Luke Dietz, Ric Reid, Neil Adams, Steffi DiDomenicantonio, Jordan Poole, Kiera Laidman, Hailey Kittle, Lorenzo Antonucci, Amanda Barker, Brittany Rae Robinson, Shiloh O’Reilly, Baeyen Hoffman, Kole Parks, Michèle Kaye, Justin Mader, Ewan Wood, Ivano DiCaro, Addison Bell, Breeze Dango, Valentina Capetola, Joseph La Marca, Evelyn Chen, Eli Massillon, Lerato Tafa, Sonam Kalsang, Genevieve Duncan-Reid, Matias Tafilica, Betty Volpe, Mackenzie Karner, Andriah Bryan, Eliot Dahan, Jake Gosden, Lochlan Miller, Tyler Ronald, Sophia Wilson, Eli Roth.

Ano: 2026

Sinopse: Apenas três crianças não foram afetadas pela onda de violência que tomou conta dos habitantes de uma pequena cidade. Por diferentes motivos, os três não comeram o sorvete responsável por colocar as crianças num estado de transe que só tem como objetivo matar, das formas mais criativas e nojentas possíveis, todos os adultos por perto. Agora, eles terão que descobrir a verdade por trás do sorveteiro e pará-lo antes que seja tarde demais.

Nota do CINEVITOR:

Queer Lisboa 2026: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli: em competição 

O Queer Lisboa tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas. Nesta edição especial de aniversário de 30 anos, o evento celebra a força do cinema e da identidade queer.

Nesta 30ª edição, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, a programação contará com 94 títulos; a seleção apresenta 51% de filmes assinados por homens cisgêneros, 36% por mulheres cisgêneros, 13% pessoas trans ou não-binárias e 25% são cineastas BIPOC. 

Como de costume, o cinema brasileiro ganha destaque na seleção. Na mostra competitiva de longas-metragens de ficção, o Brasil aparece com London, dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, que recentemente também foi selecionado para a Semana Internacional da Crítica, em Veneza. Na mostra competitiva de curtas-metragens, destaque para Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira. 

Na Queer Art, mostra competitiva que explora os limites das linguagens e gêneros cinematográficos com destaque aos pontos de vista mais transgressivos da cultura queer, o cinema brasileiro estará representado por A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto, que conta com Igor Mo, Vinícius Couto, Rodrigo Campos, Luciano Falcão, Christiane Tricerri e Jessé Jorge no elenco. 

Na mostra Queer Family, criada este ano, a seleção traz filmes dedicados aos mais novos e aos seus familiares propondo uma experiência intergeracional e afetiva através do cinema independente que apresenta tópicos de inclusão e identidade. Aqui, dois longas-metragens brasileiros serão exibidos: Feito Pipa, de Allan Deberton, premiado nos festivais de Berlim e Gramado; e o longa de animação Papaya, de Priscilla Kellen, também exibido na Berlinale. 

Já na mostra Resistência Queer, que sempre destacou histórias de resiliência e luta coletiva em territórios politicamente e socialmente conturbados, a seleção deste ano traz quatro documentários com retratos mais pessoais e de engajamento comunitário e associativo, entre eles, o brasileiro Desejo de Viver (mutatis mutandis), de Giorgia Narciso. 

A retrospectiva Resgatar Futuros: o cinema queer vê-se ao espelho, que é apresentada em parceria com a Cinemateca Portuguesa e desenhada para celebrar os 30 anos do Queer Lisboa, contará com um conjunto de filmes que, no seu tempo, procuraram construir utopias e que foram referências em termos de uma ideia de comunidade. A programação contará com obras dos maiores cineastas queers do mundo, como: Cheryl Dunye, James Bidgood, John Greyson, Kenneth Anger, Kim Longinotto, Marlon T. Riggs, Lana e Lilly Wachowski, Lisa Cholodenko, Sally Potter, Su Friedrich, Ventura Pons e Yonfan. Ao todo, serão 19 títulos, muitos deles inéditos no festival e recentemente restaurados. 

Conheça os filmes selecionados para o 30º Queer Lisboa:

COMPETIÇÃO | LONGAS-METRAGENS

Black Burns Fast, de Sandulela Asanda (África do Sul)
En el Camino, de David Pablos (México)
Estrany Riu, de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha)
Iván & Hadoum, de Ian de la Rosa (Espanha/Alemanha/Bélgica)
Julian, de Cato Kusters (Bélgica/Países Baixos)
La Gradiva, de Marine Atlan (França/Itália)
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Brasil)
Raging, de Ryan Machado (Filipinas)

COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIOS

Baby Jackfruit Baby Guava, de Nông Nhật Quang (Vietnã/Coreia do Sul)
Corren las Liebres, de Lorena Ros (Espanha)
La belle année, de Angelica Ruffier (Suécia/Noruega)
La Carn, de Joan Porcel (Espanha)
La face cachée de la terre, de Arnaud Alain (França)
Public Access, de David Shadrack Smith (EUA)
Two Mountains Weighing Down My Chest, de Viv Li (Alemanha/Países Baixos)
Virages, de Céline Carridroit e Aline Suter (Suíça/França)

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS

A Hora da Estrela, de Rita Barbosa (Portugal)
As I Belong to My Life, de Sarah Bliss (EUA)
Cairo Streets, de Abdellah Taïa (França)
Cosmonauts, de Leo Černic (Eslovênia/Itália)
Daria’s Night Flowers, de Maryam Tafakory (Irã/Reino Unido)
Delay, de Wang Han-Xuan (China/EUA)
El Hielo Quema tanto como el Fuego, de Miguel Ariza (Espanha)
Fiji, de Andrea Lamedica (Itália)
Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (Brasil/Paraguai)
Je veux qu’on se souvienne de nous, de Hélène Giannecchini (França)
La Hora de Irse, de Renzo Cozza (Argentina)
La Sentinelle, de Ali Cherri (França)
My Structuralist Film, de Angelo Madsen (EUA)
Obi Is a Boy, de Dika Ofoma (Nigéria)
Precious Fantasy, de Nino Bouhnik (França)
Sanctuary, de Sam Ashby (Reino Unido)
Seek No Favor, de Elle Clay e Leilah Weinraub (EUA)
The Jezebels, de Thanasis Tsimpinis (Bélgica)
TMWYH, de Helen Esther Aschauer (Áustria)
Victim of Circumstance, de Kalil Haddad (Canadá)
Xylella Fastidiosa, de Thomas Colineau (França)
Your City, de Ting Su (EUA/China/França)

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS | ESCOLA EUROPEIA IN MY SHORTS

À la recherche de la queue perdue de l’humanité, de Sofia Cecere (Bélgica)
Ãsheghetam, de Filmsaaz (França/Suíça/Irã)
Cruising Lesbiana, de Joyce Victoria Newrzella (Espanha)
Destroy Me, Please, de Flora Woudstra Hablé (Bélgica/Países Baixos/Líbano)
For Those Who Love, Leave, and Love Again, de Paolo Laganà (Alemanha)
kiss kiss bang bang, de Ollie Launspach (Países Baixos)
Larmes Crocodile, de Mathilde Sauvère, Jonathan Leggett e Achiraf Djakpa (Suíça)
Red Elephant, de Iqran Rasheed (Paquistão/Bélgica/Hungria/Portugal)
Sister of Mine, de André Vaara (Suécia)
Sunday Lunch, de Lyndon Henley Hanrahan (Reino Unido)

COMPETIÇÃO QUEER ART

A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto (Brasil)
A Sweetness from Nowhere, de Ester Bergsmark (Suécia)
Desire Lines, de Dane Komljen (Sérvia/Bósnia e Herzegovina/Países Baixos/Croácia/Alemanha)
Joy Boy: a Tribute to Julius Eastman, de Mawena Yehouessi, Fallon Mayanja, Rob Jacobs, Victoire Karera Kampire, Paul Shemisi e Anne Reijniers (Bélgica/República Democrática do Congo/França)
Life Is about Losing Everything, de Benjamin Ramírez Pérez e Stefan Ramírez Pérez (Alemanha/Países Baixos)
Não Resta Nada, de André Godinho (Portugal)
Nuestro Cuerpo Es una Estrella que Se Expande, de Semillites Hernández Velasco e Tania Hernández Velasco (México)
Uchronia: Parallel Histories of Queer Revolt, de Fil Ieropoulos (Grécia/Países Baixos)

PANORAMA

Barbara Forever, de Brydie O’Connor (EUA)
Blue Film, de Elliot Tuttle (EUA)
Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicolas Athané (França)
Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi (Espanha)
Outerlands, de Elena Oxman (EUA)
Prosecution, de Faraz Shariat (Alemanha)
Stop! That! Train!, de Adam Shankman (EUA)
Un jeune homme de bonne famille, de Sébastien Lifshitz (França)

RESISTÊNCIA QUEER

Cooking Up Democracy, de Monika Treut (Alemanha)
Desejo de Viver (mutatis mutandis), de Giorgia Narciso (Brasil)
Hélène trésore transnationale, de Judith Abitbol (França)
Pédale rurale, de Antoine Vazquez (França)

QUEER FAMILY

Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil)
Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil)

SESSÃO E CONVERSA
La conscience politique, de Léolo Victor-Pujebet (França)
*conversa com Geoffroy de Lagasnerie e Léolo Victor-Pujebet, com mediação de António Guerreiro

SESSÕES ESPECIAIS
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun (EUA/Canadá)
Natal Amargo, de Pedro Almodóvar (Espanha)

FILME DE ABERTURA
The Man I Love, de Ira Sachs (EUA/França)

FILME DE ENCERRAMENTO
Tangles, de Leah Nelson (EUA)

Foto: Bruno Polidoro.

50ª Mostra de São Paulo anuncia os primeiros títulos e filme de abertura

por: Cinevitor
Scarlett Johansson em Tigre de Papel, de James Gray: filme de abertura

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou os primeiros títulos confirmados e novidades de sua 50ª edição, que acontecerá entre os dias 15 e 29 de outubro e contará com títulos premiados e aclamados em diversos festivais. 

Neste ano, Tigre de Papel (Paper Tiger), drama criminal dirigido por James Gray, que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, será o filme de abertura da 50ª Mostra de São Paulo. Com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller no elenco, o longa tem distribuição no Brasil pela Diamond Films e é uma produção da brasileira RT Features, em parceria com Leone Film Group e Keep Head Productions. 

A obra acompanha dois irmãos que, em busca do sonho americano, envolvem-se em uma operação altamente perigosa e são arrastados para um submundo de corrupção e violência. À medida que se tornam alvos da máfia russa, o vínculo entre eles começa a se desgastar, tornando uma traição, antes impensável, em uma ameaça real. Além da sessão de abertura na Sala São Paulo, no dia 14 de outubro, Tigre de Papel terá exibições comerciais durante a Mostra. 

O diretor-geral da Diamond Films Brasil, Vinicius Pagin, comentou: “É uma honra para a Diamond Films abrir a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo pela quarta vez nos últimos cinco anos, especialmente nesta edição histórica, que celebra os 50 anos do festival. Paper Tiger, novo filme de James Gray apresentado no Festival de Cannes, tem uma conexão direta com o Brasil: é uma produção da RT Features, produtora nacional responsável pelo projeto. Abrir a Mostra com um filme de alcance internacional e assinatura brasileira reforça o compromisso da Diamond Films de levar ao público grandes obras do cinema independente e valorizar o talento do país”.

Rodrigo Teixeira, produtor e fundador da RT Features, também comentou: “Esta será a primeira exibição oficial de Paper Tiger em território brasileiro, e é uma grande satisfação apresentar um filme tão importante para a história da RT, dirigido por um grande parceiro, James Gray, com quem construí uma relação ao longo da minha trajetória. Observar James, Miles e Scarlett entregarem as performances de suas carreiras foi maravilhoso e estou muito animado para que o público possa conferir essa obra na abertura da Mostra, que molda a cinefilia de tantas pessoas”. 

Além disso, o cineasta James Gray assina o pôster desta edição histórica com um desenho exclusivo. O diretor de Tigre de Papel, que estará na noite de abertura, também receberá o Prêmio Leon Cakoff e participará de sessão dupla do filme e de uma masterclass mediada pelo cineasta brasileiro Walter Salles no dia 15 de outubro, na Sala Petrobras, no Solar Fábio Prado, administrado pela Fundação Padre Anchieta. O evento será aberto ao público, mediante compra de ingresso. A 50ª Mostra também promoverá uma retrospectiva com as obras de James Gray com títulos a serem confirmados em breve.

Diretor de Os Donos da Noite, Z: A Cidade Perdida, Era Uma Vez em Nova York, Ad Astra: Rumo às Estrelas e Armageddon Time, exibido na 46ª Mostra, Gray é um dos maiores cineastas norte-americanos contemporâneos. Em seus filmes, quase todos passados em sua cidade natal, Nova York, ele trata de temas como relacionamentos familiares complexos, o senso de dever, as repercussões da história e a imigração de forma muito pessoal; seus avós eram judeus russos. Admirado por cineastas como Martin Scorsese e Francis Ford Coppola, com quem é constantemente comparado, faz obras que descreve como operísticas; elas são realistas, mas sem medo da emoção genuína. 

Outro título confirmado na Mostra de São Paulo 2026 é A Terra do Meu Pai (Fatherland), do cineasta polonês Paweł Pawlikowski, de Ida e Guerra Fria, que venceu o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes deste ano. Com fotografia em preto e branco, o longa retrata a relação entre o escritor e Prêmio Nobel alemão Thomas Mann, interpretado por Hanns Zischler, e a filha Erika, papel de Sandra Hüller, atriz, escritora e pilota de rali. No auge da Guerra Fria, os dois embarcam em uma viagem de carro, a bordo de um Buick preto, por uma Alemanha em ruínas, de Frankfurt, sob domínio norte-americano, até Weimar, controlada pelos soviéticos.

Tao Okamoto e Virginie Efira em All of a Sudden

Ainda do Festival de Cannes, a seleção da 50ª Mostra contará com: All of a Sudden (Soudain), de Ryûsuke Hamaguchi, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Virginie Efira e Tao Okamoto; Minotaur, de Andrey Zvyagintsev, vencedor do Grande Prêmio do Júri, com Dmitriy Mazurov e Iris Lebedeva no elenco; Kokurôjô: The Samurai and the Prisoner, do cineasta japonês Kiyoshi Kurosawa, que foi exibido fora de competição; Everytime, da diretora austríaca Sandra Wollner, grande vencedor da mostra Un Certain Regard e que também será exibido no Festival de Toronto; Rehearsals for a Revolution, de Pegah Ahangarani, que levou o L’Œil d’or (Olho de Ouro) de melhor documentário; e Clarissa, dos nigerianos Arie Esiri e Chuko Esiri, exibido na Quinzena de Cineastas. 

As obras de Artavazd Peleshian, referência do documentário experimental, serão apresentadas em versões restauradas na 50ª Mostra. O diretor soviético é conhecido pelos filmes poéticos, que provocam o público com a substituição dos diálogos por músicas, narrativas alegóricas e um forte contraste em preto e branco. A programação contará com: Mountain Patrol (Lernayin parek, 1964); Land of the People (Zemlya lyudey, 1966); The Beginning (Skizbe, 1967); We (Menq, 1969); The Seasons (Vremena goda, 1975); Our Century (Mer dare, 1983); The End (Verj, 1992); e Life (Kyanq, 1993). 

Outro destaque desta edição: uma versão restaurada da clássica minissérie La Maison des Bois, de Maurice Pialat, será apresentada pela primeira vez no Brasil durante a 50ª Mostra de São Paulo. Lançada em 1971, a obra é um dos trabalhos mais marcantes da filmografia do diretor e integra a seção Mostra em Série. Uma oportunidade única de conferir a icônica obra francesa em uma nova cópia, recuperada para as telas atuais.

E mais: o pôster da 3ª Mostrinha também foi divulgado. A arte traz as figuras centrais do livro Meu Amigo, o Canguru, do cartunista e escritor Ziraldo. Na obra, o autor relembra uma história da própria infância: ao folhear uma enciclopédia, encontrou a imagem de um canguru e, imediatamente, se afeiçoou a ela. Batizado por Ziraldo de Gugu, o animal virou seu amigo imaginário e parceiro de aventuras, sonhos e fantasias. A publicação também aborda, de forma lúdica, explicações sobre o mundo e a criação das coisas, assim como os títulos exibidos na Mostrinha, que se dedica a aproximar as crianças das salas de cinema (clique aqui e confira).

A 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciará novos títulos e mais novidades deste ano em breve. 

Fotos: Divulgação/Diamond Films/Cinéfrance Studios.

Festival do Rio 2026: A Bola Preta, de Javier Calvo e Javier Ambrossi, será o filme de abertura

por: Cinevitor
A Bola Preta: filme premiado em Cannes abrirá o Festival do Rio 

O Festival do Rio 2026, que acontecerá entre os dias 1º e 11 de outubro, revelou que o longa-metragem A Bola Preta (La Bola Negra), dirigido pela premiada dupla espanhola Javier Calvo e Javier Ambrossi, abrirá a 28ª edição. A estreia brasileira do filme acontecerá no histórico Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, tradicional palco da Gala de Abertura do Festival, marcando o início da maratona cinéfila na cidade. 

Produzido pela Netflix e com distribuição no Brasil pela Paris Filmes, o filme chega respaldado por sua vitoriosa passagem pelo Festival de Cannes, onde conquistou o prêmio de melhor direção para a dupla de cineastas. Selecionado também para importantes mostras internacionais, como San Sebastián e Sydney, a obra vem sendo apontada pela crítica mundial como um dos momentos mais potentes do cinema contemporâneo neste ano e certo na shortlist do Oscar de melhor filme internacional.

A escolha celebra a chegada dos Javis (Los Javis) ao Festival do Rio com seu trabalho mais ambicioso até hoje, renovando a tradição do evento de trazer as produções autorais mais instigantes e celebradas do circuito internacional de festivais para o público brasileiro. 

Ilda Santiago, diretora-executiva e de programação do Festival do Rio, comemora a escolha: “Javier Calvo e Javier Ambrossi são cineastas extraordinários com um olhar único para a complexidade humana e as questões do nosso tempo. A Bola Preta é uma obra arrebatadora, de enorme sensibilidade e força estética. É uma honra para o Festival do Rio receber a estreia nacional deste filme tão marcante e necessário no palco do Cine Odeon”. 

Inspirado na obra inacabada homônima de Federico García Lorca e na peça La piedra oscura, de Alberto Conejero, o longa é uma epopeia emocionante que cruza as trajetórias de três homens gays em três épocas marcantes da história espanhola: 1932, 1937 e 2017. As narrativas conectam-se de forma profunda e visceral através de temas como desejo, dor, memória, identidade e legado social. O filme estreia em circuito comercial no Brasil no dia 21 de janeiro de 2027.

Filmado em película 35mm, o projeto conta com um elenco de peso encabeçado pelo músico e ator Guitarricadelafuente, Miguel Bernardeau, Carlos González e Milo Quifes, além das participações especiais de Penélope Cruz e Glenn Close, e de nomes como Lola Dueñas, Antonio de la Torre e Natalia de Molina. 

O Festival do Rio é o maior festival de cinema da América Latina e a maior vitrine do cinema brasileiro. Desde sua criação, em 1999, exibiu mais de 7 mil longas-metragens nacionais e internacionais, incluindo obras premiadas nos principais festivais do mundo, como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto. Com uma programação que reúne mostras competitivas, seleções temáticas, sessões especiais e atividades formativas, o evento contribui de forma contínua para a formação de público e para a qualificação de profissionais do setor. O RioMarket, área de negócios do festival, acontece simultaneamente à programação de filmes e reúne profissionais, empresários e estudantes do audiovisual do Brasil e do exterior.

Foto: Divulgação.