Concluindo os trabalhos da quarta edição do Fórum de Tiradentes, dentro da programação da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, aconteceu na tarde desta quarta-feira, 28/01, no Centro Cultural SESIMINAS Yves Alves, a leitura da Carta de Tiradentes 2026. O documento, redigido pelos Grupos de Trabalho, surge como um chamado público à articulação permanente do setor audiovisual diante dos desafios políticos, institucionais e econômicos nos próximos meses.
A leitura foi conduzida pela coordenadora geral do Fórum, Raquel Hallak, que destacou o caráter processual e coletivo do texto: “A efetividade da Carta de Tiradentes 2026 dependerá do compromisso contínuo de todos nós, profissionais, instituições, redes e territórios representados aqui, em difundir, incorporar e transformar essas proposições em práticas concretas”, afirmou.
A coordenadora ressaltou que o encerramento do Fórum não representa um ponto final, mas o início de uma agenda de trabalho compartilhada: “O Fórum termina hoje, mas o trabalho que ele propõe começa agora”. Ela defendeu a manutenção do diálogo, o fortalecimento das articulações e a ampliação dos espaços de construção coletiva e apontou que os desafios colocados ao audiovisual brasileiro exigem cooperação, inovação, vontade política e coragem para sustentar políticas públicas estruturantes em um cenário de instabilidade e disputas institucionais.
A Carta de Tiradentes 2026 parte do reconhecimento dos avanços recentes obtidos com a reconstrução do Ministério da Cultura e da Secretaria do Audiovisual e reconhece a projeção internacional alcançada por filmes brasileiros nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o documento alerta para riscos à continuidade dessas políticas, especialmente em ano eleitoral.
O texto lido reafirma a necessidade de convergência entre União, estados e municípios para superar assimetrias regionais e garantir um Sistema Nacional do Audiovisual baseado no equilíbrio federativo, na descentralização e no planejamento de longo prazo.
Entre os eixos centrais destacados pela Carta estão o audiovisual como estratégia de Estado, a convergência na gestão do fomento, a regulação das plataformas de vídeo sob demanda (VoD) e a internacionalização do audiovisual brasileiro. O texto defende a aprovação urgente da regulação do streaming, com fortalecimento do Fundo Setorial do Audiovisual, garantia de cotas e visibilidade para obras brasileiras independentes. Aponta ainda a necessidade da ampliação de públicos por meio de políticas de comunicação, formação e valorização da experiência coletiva nas salas de cinema e nos circuitos não comerciais.
O documento também enumera prioridades relacionadas à governança e participação social, à aprovação de marcos legais no Congresso, ao aprimoramento das políticas de fomento direto, à inserção da exibição na política pública e à proteção da cadeia de direitos autorais e trabalhistas. Outros pontos são chamados à formação audiovisual, preservação da memória, qualificação de dados e ampliação do depósito legal obrigatório.
Raquel Hallak: coordenadora geral do Fórum
A coordenação geral do 4º Fórum de Tiradentes foi assinada por Debora Ivanov, Mário Borgneth e Raquel Hallak d’Angelo; Alessandra Meleiro e Tatiana Carvalho Costa foram responsáveis pela coordenação executiva. A coordenação dos GTs (Grupos de Trabalho) ficou sob responsabilidade de: Adriana Fresquet (GT Formação), Alessandra Meleiro (GT Observatórios), Ana Paula Sousa (GT Exibição), Cintia Domit Bittar (GT Produção), José Quental (GT Preservação) e Lia Bahia (GT Distribuição).
O início da Carta diz: “O tema central do Fórum de Tiradentes em 2026 foi Convergências de Políticas Públicas, que dialoga com o da 29ª Mostra: Soberania Imaginativa. Compreende-se ser urgente o aprimoramento da integração e a articulação federativa entre União, estados e municípios. Só a convergência pode garantir a complementaridade de ações e investimentos, além do fortalecimento do setor em todas as regiões. As profundas assimetrias na gestão pública entre os entes federativos precisam ser superadas. Almejamos a construção de um Sistema Nacional do Audiovisual baseado no equilíbrio federativo, na descentralização administrativa e na autonomia dos entes, sustentado por mecanismos de cooperação, coordenação e planejamento de longo prazo. A continuidade dessas políticas é essencial para que o Estado brasileiro possa garantir, de maneira cada vez mais efetiva, o direito constitucional à cultura, reconhecendo o audiovisual como instrumento estratégico de cidadania, diversidade, memória, soberania e desenvolvimento”.
Na sequência da leitura da Carta de Tiradentes, Raquel Hallak participou de uma coletiva de imprensa ao lado de Alessandra Meleiro, Debora Ivanov e Tatiana Carvalho Costa: “Que a Carta continue sendo um documento que venha somar com a construção dessas políticas públicas e com a continuidade das que já existem visando a formação desse Sistema Nacional do Audiovisual”, disse.
E finalizou: “Em 2023, a ideia era reunir o setor audiovisual e profissionais que pudessem colaborar com a construção de políticas públicas. Começamos com o propósito da sociedade civil sendo profissionais do audiovisual. Não é o Congresso Brasileiro, não é a entidade. São mais de 70 profissionais que se reuniram em 2023 e agora, em 2026, nesta quarta edição, como uma ação colaborativa de construção coletiva, de recomendações, diretrizes, reflexões e escuta”.
O documento final será encaminhado ao Ministério da Cultura, à Ancine e a outras instâncias federativas. Clique aqui e leia a íntegra da Carta de Tiradentes.
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Joálisson Cunha e Wagner Moura em O Agente Secreto: filme brasileiro na disputa
A Academia de Artes e Técnicas do Cinema, Académie des Arts et Techniques du Cinéma, que conta com 4.955 membros, anunciou nesta quarta-feira, 28/01, os indicados ao prêmio César 2026, conhecido como o Oscar francês.
Neste ano, o cinema brasileiro ganha destaque com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, indicado na categoria de melhor filme estrangeiro. O longa é um thriller ambientado no Brasil de 1977 e na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de 1,9 milhão de espectadores nos cinemas.
Os vencedores da 51ª edição serão anunciados no dia 26 de fevereiro, no Olympia, em Paris, em cerimônia comandada pela atriz e comediante francesa Camille Cottin, com participação de Benjamin Lavernhe. O consagrado ator Jim Carrey será homenageado com o César Honorário e Nouvelle Vague, dirigido por Richard Linklater, lidera a lista com dez indicações.
Conheça os indicados ao César 2026:
MELHOR FILME A Irmã Mais Nova Dossier 137 Foi Apenas um Acidente L’attachement Nouvelle Vague
MELHOR DIREÇÃO Carine Tardieu, por L’attachement Dominik Moll, por Dossier 137 Hafsia Herzi, por A Irmã Mais Nova Richard Linklater, por Nouvelle Vague Stéphane Demoustier, por L’inconnu de la Grande Arche
MELHOR ATRIZ Isabelle Huppert, por La femme la plus riche du monde Léa Drucker, por Dossier 137 Leïla Bekhti, por Era Uma Vez Minha Mãe Mélanie Thierry, por La chambre de Mariana Valeria Bruni Tedeschi, por L’attachement
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Dominique Blanc, por O Segredo da Chef Jeanne Balibar, por Nino de Sexta a Segunda Ji-Min Park, por A Irmã Mais Nova Marina Foïs, por La femme la plus riche du monde Vimala Pons, por L’attachement
MELHOR ATOR Bastien Bouillon, por O Segredo da Chef Benjamin Voisin, por O Estrangeiro Claes Bang, por L’inconnu de la Grande Arche Laurent Lafitte, por La femme la plus riche du monde Pio Marmaï, por L’attachement
MELHOR ATOR COADJUVANTE Michel Fau, por L’inconnu de la Grande Arche Pierre Lottin, por O Estrangeiro Raphaël Personnaz, por La femme la plus riche du monde Swann Arlaud, por L’inconnu de la Grande Arche Xavier Dolan, por L’inconnu de la Grande Arche
REVELAÇÃO FEMININA Anja Verderosa, por L’épreuve du feu Camille Rutherford, por Jane Austen Arruinou a Minha Vida Manon Clavel, por Kika Nadia Melliti, por A Irmã Mais Nova Suzanne Lindon, por La venue de l’avenir
REVELAÇÃO MASCULINA Félix Lefebvre, por L’épreuve du feu Guillaume Marbeck, por Nouvelle Vague Idir Azougli, por Météors Sayyid El Alami, por La Pampa Théodore Pellerin, por Nino de Sexta a Segunda
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Dossier 137, escrito por Dominik Moll e Gilles Marchand Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi Nino de Sexta a Segunda, escrito por Pauline Loquès Nouvelle Vague, escrito por Holly Gent, Vincent Palmo, Michèle Halberstadt e Laetitia Masson Un ours dans le Jura, escrito por Franck Dubosc e Sarah Kaminsky
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO A Irmã Mais Nova, escrito por Hafsia Herzi L’attachement, escrito por Carine Tardieu, Raphaële Moussafir e Agnès Feuvre L’inconnu de la Grande Arche, escrito por Stéphane Demoustier
MELHOR DOCUMENTÁRIO À bicyclette!, de Mathias Mlekuz Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe, de Sepideh Farsi Le chant des forêts, de Vincent Munier Le cinquième plan de La Jetée, de Dominique Cabrera Personne n’y comprend rien, de Yannick Kergoat
MELHOR FILME ESTRANGEIRO Gouzhen (Black Dog), de Guan Hu (China) O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil) Sirât, de Oliver Laxe (Espanha) Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (EUA) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO A Pequena Amélie, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han Jin Kuang Arco, de Ugo Bienvenu La vie de château, mon enfance à Versailles, de Nathaniel Hlimi e Clémence Madeleine-Perdrillat
MELHOR FILME DE ESTREIA Arco, de Ugo Bienvenu L’épreuve du feu, de Aurélien Peyre La Pampa, de Antoine Chevrollier Nino de Sexta a Segunda, de Pauline Loquès O Segredo da Chef, de Amélie Bonnin
MELHOR FOTOGRAFIA Dossier 137, por Patrick Ghiringhelli L’attachement, por Elin Kirschfink L’engloutie, por Marine Atlan Nouvelle Vague, por David Chambille O Estrangeiro, por Manuel Dacosse
MELHOR MONTAGEM 13 Dias, 13 Noites, por Stan Collet A Irmã Mais Nova, por Géraldine Mangenot Dossier 137, por Laurent Rouan L’attachement, por Christel Dewynter Nouvelle Vague, por Catherine Schwartz
MELHOR FIGURINO Drácula: Uma História de Amor Eterno, por Corinne Bruand La condition, por Céline Guignard La femme la plus riche du monde, por Jürgen Doering La venue de l’avenir, por Pierre-Yves Gayraud Nouvelle Vague, por Pascaline Chavanne
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Chien 51, por Jean-Philippe Moreaux Era Uma Vez Minha Mãe, por Riton Dupire-Clément L’inconnu de la Grande Arche, por Catherine Cosme La venue de l’avenir, por Marie Cheminal Nouvelle Vague, por Katia Wyszkop
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL A Irmã Mais Nova, por Amine Bouhafa Arco, por Arnaud Toulon Dossier 137, por Olivier Marguerit La femme la plus riche du monde, por Alex Beaupain O Estrangeiro, por Fatima Al Qadiri
MELHOR SOM Arco, por Nicolas Becker, Andrea Ferrara, Jon Goc e Damien Lazzerini Dossier 137, por François Maurel, Rym Debbarh-Mounir e Nathalie Vidal Le chant des forêts, por Romain Cadilhac, Marc Namblard, Olivier Touche e Olivier Goinard Nouvelle Vague, por Jean Minondo, Serge Rouquairol e Christophe Vingtrinier O Segredo da Chef, por Rémi Chanaud, Jeanne Delplancq, Fanny Martin e Niels Barletta
MELHORES EFEITOS VISUAIS Chien 51, por Cédric Fayolle L’homme qui rétrécit, por Rodolphe Chabrier e Benoit De Longlée L’inconnu de la Grande Arche, por Lise Fischer Nouvelle Vague, por Alain Carsoux
MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO Big Boys Don’t Cry, de Arnaud Delmarle Deux personnes échangeant de la salive, de Natalie Musteata e Alexandre Singh Mort d’un acteur, de Ambroise Rateau Wonderwall, de Róisín Burns
MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO Au bain des dames, de Margaux Fournier Car Wash, de Laïs Decaster Ni Dieu ni père, de Paul Kermarec
MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO Dieu est timide, de Jocelyn Charles Fille de l’eau, de Sandra Desmazières Les belles cicatrices, de Raphaël Jouzeau
Karen Akerman na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes
Além dos filmes, a programação da 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes segue com diversas atividades paralelas, entre elas, as rodas de conversa, que promovem debates sobre os processos criativos e os modos de fazer do cinema brasileiro contemporâneo.
Em um encontro com o público, no Cine-Lounge, diversos profissionais compartilham experiências, reflexões e desafios de suas práticas. Na segunda-feira, 26/01, a prestigiada montadora Karen Akerman participou da conversa O Trabalho de Montadora no Cinema Comercial e Independente, que foi mediada pelo professor e pesquisador Pedro Guimarães. O trabalho de montagem no cinema vai muito além de organizar as imagens filmadas em ordem cronológica; a montagem pode dar novas vidas às imagens, ressignificá-las e transformar seus sentidos e percepções.
Como montadora, Karen atuou em mais de cinquenta filmes, entre longas e curtas-metragens, como: Simonal: Ninguém Sabe o Duro que Dei, O Lobo Atrás da Porta e A Febre, nos quais foi consagrada no Prêmio Grande Otelo; A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida, que lhe rendeu o Candango de melhor montagem no Festival de Brasília. E mais: O Processo, Tia Virgínia, Mulher Oceano, Aqui Deste Lugar, Futuro Junho, Nona: Se Me Molham, Eu os Queimo, Chico Ventana Também Queria Ter um Submarino, Greice, O Riso e a Faca, a série Boca a Boca, entre muitos outros.
Além da montagem, Akerman também dirigiu, ao lado de Miguel Seabra Lopes, cinco curtas-metragens (Incêndio, Outubro Acabou, Confidente, Num País Estrangeiro e Enxofre) e um longa-metragem (o documentário Talvez Deserto, Talvez Universo).
No bate-papo com o público, relembrou sua trajetória, que passa por filmes e séries que vão do cinema comercial ao cinema independente e experimental, e falou sobre o ofício da montagem e suas implicações formais e narrativas.
Roda de conversa com Karen Akerman em Tiradentes
Sobre a série Cidade de Deus: A Luta Não Para, um de seus trabalhos mais recentes, contou: “Até uns três anos atrás, eu nunca tinha montado ação. Eu comecei a ficar um pouco instigada e curiosa para fazer esse tipo de gênero. De repente, foi um ano em que eu montei duas séries de ação. Além de Cidade de Deus [dirigida por Aly Muritiba, com quem também trabalhou no curta América], também montei um episódio da série Dom”.
Para a TV Mostra, Karen falou: “No meio de rodas de conversas com atrizes famosas e diretores incríveis, fiquei muito honrada e muito feliz de ver o interesse das pessoas e a presença de todos. Achei muito bom!”, finalizou.
Ainda na segunda-feira, 26/01, Amanda Gabriel, preparadora de elenco de filmes como Amor, Plástico e Barulho (de Renata Pinheiro), Tatuagem (de Hilton Lacerda), Bacurau (de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles) e Ainda Estou Aqui (de Walter Salles), participou da roda de conversaA Preparação de Elenco: Os Atores como Superfícies Sensíveis, que também foi mediada pelo professor e pesquisador Pedro Guimarães.
Com uma trajetória marcada pela pesquisa sobre atuação e direção de atores, Amanda Gabriel também desenvolve e ministra oficinas sobre preparação de elenco, explorando processos criativos e promovendo um pensamento crítico sobre o trabalho do ator no cinema. Um dos pontos nevrálgicos do cinema brasileiro contemporâneo, a preparação de elenco é também um dos temas que mais despertam paixões e debates.
Amanda Gabriel fala sobre preparação de elenco em Tiradentes
Na Mostra de Cinema de Tiradentes 2026, falou sobre os fundamentos dessa prática que busca afinar a relação entre direção e atores: “Acho que o universo da preparação de elenco e da atuação gera sempre muito curiosidade. Espero que consiga iluminar um pouquinho essa área ou pelo menos a partir do meu ponto de vista dos trabalhos que eu fiz”, disse para a TV Mostra.
Já com o público presente, foi questionada sobre a preparação de uma das cenas de Ainda Estou Aqui, na qual os personagens de Fernanda Torres e Selton Mello se divertem com familiares e amigos ao som da música Take Me Back To Piauí: “Teve uma pesquisa muito grande. Cada música é narrativa. E essa já estava no roteiro e era muito importante. Aliás, essa cena é meio que o coração do filme. Ela é um ponto muito central ali e foi construída a muitas mãos. A coreógrafa Dani Lima nos ajudou a construir esses corpos que deveriam dançar dentro de um código de época, mas com liberdade. Não é uma coreografia, é um repertório de movimentos”.
Amanda Gabriel, que também ministrou a oficina O Lugar do Ator no Cinema na Mostra Tiradentes, trabalhou em outros diversos filmes, como: Ainda Não é Amanhã, O Mensageiro, Coiote, O Homem Cordial, A Febre, Praça Paris, Gabriel e a Montanha, O Filho Eterno, Aquarius, O Delírio é a Redenção dos Aflitos, A Cidade Onde Envelheço, Para Minha Amada Morta, O Último Cine Drive-in, Casa Grande, O Som ao Redor, a série Aruanas, entre muitos outros.
A programação das rodas de conversa da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes segue com Gilda Nomacce, Sara Silveira, Elisa Lucinda e com a equipe de O Agente Secreto, entre eles, Leonardo Lacca.
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Rose Byrne em Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria: roteiro indicado
O Sindicato de Roteiristas da América, Writers Guild of America, divulgou nesta terça-feira, 27/01, os indicados ao Writers Guild Awards 2026, premiação anual que elege os melhores roteiros de cinema, TV, novas mídias e rádio desde 1948.
Ao longo dos anos, diversos filmes foram consagrados pelo Sindicato e pela Academia, como: Spotlight: Segredos Revelados, O Segredo de Brokeback Mountain, A Malvada, Crepúsculo dos Deuses, Me Chame Pelo Seu Nome, Parasita, Bela Vingança, Ficção Americana, Anora, entre outros; porém, Conclave, escrito por Peter Straughan, que ficou com a estatueta dourada de melhor roteiro adaptado, não foi indicado pelo Sindicato.
Como de costume, o WGA Awards frequentemente exclui vários filmes importantes da temporada de premiações por conta das regras de elegibilidade; uma delas é que se o roteiro for escrito por um não membro do Sindicato ou que não tenha vínculos com parceiros da organização, ele não é elegível ao prêmio. Neste ano, diversos longas ficaram de fora, como: o brasileiro O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho; Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi; Valor Sentimental, de Eskil Vogt e Joachim Trier; entre muitos outros.
Os vencedores da 78ª edição serão anunciados no dia 8 de março em cerimônias simultâneas em Los Angeles e Nova York.
Conheça os indicados ao 78º WGA Awards nas categorias de cinema:
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL A Hora do Mal, escrito por Zach Cregger Código Preto, escrito por David Koepp Marty Supreme, escrito por Ronald Bronstein e Josh Safdie Pecadores, escrito por Ryan Coogler Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, escrito por Mary Bronstein
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Bugonia, escrito por Will Tracy; baseado no filme Save the Green Planet!, escrito por Jang Joon-hwan Frankenstein, escrito por Guillermo del Toro; baseado no livro Frankenstein; or The Modern Prometheus, de Mary Shelley Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, escrito por Chloé Zhao e Maggie O’Farrell; baseado no romance homônimo escrito por Maggie O’Farrell Sonhos de Trem, escrito por Clint Bentley e Greg Kwedar; baseado no livro homônimo escrito por Denis Johnson Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson; baseado no livro Vineland, escrito por Thomas Pynchon
MELHOR ROTEIRO | DOCUMENTÁRIO 2000 Meters to Andriivka, escrito por Mstyslav Chernov Becoming Led Zeppelin, escrito por Bernard MacMahon e Allison McGourty White with Fear, escrito por Andrew Goldberg
MELHOR ROTEIRO | FILME PARA TV e STREAMING A Lista da Minha Vida, escrito por Adam Brooks Deu Match: A Rainha de Apps de Namoro, escrito por Bill Parker, Rachel Lee Goldenberg e Kim Caramele Improvisação Perigosa, escrito por Derek Connolly e Colin Trevorrow O Melhor de Nós Dois, escrito por Michael J. Weithorn
Com o objetivo de discutir e promover a arte criativa do trabalho dos editores, em 1951 foi criada a American Cinema Editors, sociedade formada por diversos nomes renomados da área, que hoje conta com mais de 800 membros.
Inicialmente, era realizado um jantar de gala para celebrar os profissionais indicados na categoria de melhor edição do Oscar. Em 1962, os integrantes da ACE decidiram criar o Eddie Awards, prêmio que elege, em votação realizada pelos membros da sociedade, os melhores editores da indústria televisiva e cinematográfica. Em sua primeira edição, Philip W. Anderson foi premiado por seu trabalho na comédia O Grande Amor de Nossas Vidas, de David Swift. Neste ano, uma nova categoria foi criada para a premiação: melhor edição em curta-metragem.
Entre os indicados, vale destacar a presença do brasileiroAffonso Gonçalves, ao lado de Chloé Zhao, na categoria de melhor edição em drama por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet. Nascido em São Paulo, e radicado nos Estados Unidos desde 1994, Affonso foi premiado no Eddie Awards em 2015 por seu trabalho na série True Detective e indicado por Mildred Pierce e The Velvet Underground. Seu currículo conta também com os longas Ainda Estou Aqui, Pai Mãe Irmã Irmão, Segredos de um Escândalo, Cassandro, Não Se Preocupe, Querida, A Filha Perdida, Carol, A Chiara, Pacificado, Os Mortos Não Morrem, Paterson, O Amor é Estranho, Sem Fôlego, Deixe a Luz Acesa, Amantes Eternos, Indomável Sonhadora, Inverno da Alma, entre muitos outros.
Nesta 76ª edição, como de costume, nomes relevantes da indústria serão homenageados: o consagrado cineasta Ang Lee, de O Tigre e o Dragão, O Segredo de Brokeback Mountain e As Aventuras de Pi, receberá o ACE Golden Eddie Filmmaker of the Year Award; o editor Arthur Forney, vencedor do Emmy por Law & Order, e o montador Robert Leighton, indicado ao Oscar por Questão de Honra, serão honrados com o Career Achievement Honoree; e Kim Larson, diretora executiva e chefe da equipe de criadores e jogos do YouTube, receberá o ACE Visionary Award pelo YouTube durante o evento.
Os vencedores do Eddie Awards 2026 serão anunciados no dia 27 de fevereiro em cerimônia que acontecerá no Royce Hall da UCLA, em Westwood.
Conheça os indicados ao 76º ACE Eddie Awards nas categorias de cinema:
MELHOR EDIÇÃO | DRAMA A Hora do Mal, por Joe Murphy F1: O Filme, por Stephen Mirrione Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Affonso Gonçalves e Chloé Zhao Pecadores, por Michael P. Shawver Valor Sentimental, por Olivier Bugge Coutté
MELHOR EDIÇÃO | COMÉDIA Bugonia, por Yorgos Mavropsaridis Marty Supreme, por Ronald Bronstein e Josh Safdie Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out, por Bob Ducsay Wicked: Parte II, por Myron Kerstein
MELHOR EDIÇÃO | ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, por Nathan Schauf Os Caras Malvados 2, por Jesse Averna Zootopia 2, por Jeremy Milton
MELHOR EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO A Vizinha Perfeita, por Viridiana Lieberman Becoming Led Zeppelin, por Dan Gitlin It’s Never Over, Jeff Buckley, por Brian A. Kates e Stacy Goldate John Candy: Eu Me Amo, por Shane Reid e Darrin Roberts Senhoras e Senhores… 50 anos de Música do SNL, por James Lester e Oz Rodríguez
MELHOR EDIÇÃO | FILME PARA STREAMING A Winter’s Song, por Yvette M. Amirian Entre Montanhas, por Frederic Thoraval Mountainhead, por Bill Henry e Mark Davies O Clube do Crime das Quintas-Feiras, por Dan Zimmerman
MELHOR EDIÇÃO | CURTA-METRAGEM Gyopo, por Mengyao Mia Zhang Quartos Vazios, por Erin Casper, Stephen Maing e Jeremy Medoff Technicians, por Lindsay Armstrong The Final Copy of Ilon Specht, por Tim Johnson e Mónica Salazar The Second, por Tony Zhou
Kaiony Venâncio em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho: duas indicações
A Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão, British Academy of Film and Television Arts, anunciou nesta terça-feira, 27/01, em Londres, os indicados ao BAFTA 2026, British Academy Film Awards, que foram revelados por Aimee Lou Wood e David Jonsson.
Neste ano, em sua 79ª edição, 46 títulos ganharam destaque, entre eles, o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, indicado em duas categorias: melhor roteiro original e melhor filme em língua não inglesa. O longa é um thriller ambientado no Brasil de 1977 e na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de 1,7 milhão de espectadores nos cinemas.
Entre os documentários, destaque para o brasileiroApocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, que também foi indicado. O filme, que investiga a crescente influência exercida por líderes religiosos na política no Brasil, entrelaça passado e presente, mergulhando nas contradições de uma jovem democracia, e, ao fazê-lo, oferece um reflexo para o resto do mundo.
O longa, premiado recentemente no IDA Documentary Awards e disponível na Netflix, oferece um acesso inédito aos bastidores do poder, acompanhando figuras centrais da política brasileira, como o presidente Lula, o ex-presidente Bolsonaro e o televangelista Silas Malafaia, que exerce enorme influência no cenário. Ao expor o papel crucial do movimento evangélico na recente turbulência política do Brasil, Petra também revela a ideologia apocalíptica que motiva esses líderes. O documentário captura ainda as consequências dessa guerra ideológica, deixando claro que o fundamentalismo religioso não será facilmente suprimido, e ignorá-lo pode ter consequências ainda mais drásticas.
O brasileiro Adolpho Veloso também se destaca nesta 79ª edição do BAFTA ao ser indicado pela direção de fotografia de Sonhos de Trem, da Netflix. Natural de São Paulo, Veloso já foi indicado ao prêmio da American Society of Cinematographers por seu trabalho em Jockey e conta com diversas obras em seu currículo, como: Mosquito, On Yoga: Arquitetura da Paz, Tungstênio, Rodantes, Becoming Elizabeth, entre outros. O fotógrafo, que também é membro da Associação Brasileira de Cinematografia, já está confirmado na equipe de Remain, novo filme de M. Night Shyamalan, e Queen at Sea, de Lance Hammer, que disputará o Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano.
Além disso, Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson, lidera a lista com 14 indicações; Pecadores, de Ryan Coogler, aparece na sequência com treze indicações. Hamnet: A Vida Antes de Hamlet e Marty Supreme também se destacaram.
Em comunicado oficial, Jane Millichip, CEO do BAFTA, disse: “Meus sinceros parabéns às equipes dos 46 filmes magníficos indicados hoje. Eles demonstram o melhor da narrativa e sua capacidade de envolver, entreter e provocar debates. Os filmes indicados deste ano são repletos de narrativas ousadas e técnicas primorosas. E a amplitude de narrativas, gêneros e estilos é fascinante. Sejam novatos ou veteranos, espero que nossos indicados pela primeira vez desfrutem deste merecido destaque. Estou ansiosa para recebê-los, assim como todos os nossos indicados que retornam, em Londres”.
Sara Putt, presidente da British Academy of Film and Television Arts, acrescentou: “É emocionante ver filmes independentes britânicos e estreias concorrendo ao lado de sucessos de bilheteria que conquistaram o mundo. Este é um ano excepcional para narrativas ousadas e originais. Por trás desses filmes, há milhares de equipes dedicadas que trabalharam incansavelmente para dar vida a eles; a qualidade e o profissionalismo demonstrados representam o melhor do cinema. Esperamos que o público goste de assistir a esses filmes tanto quanto nossos 8.300 votantes”.
A cerimônia de premiação do EE BAFTA Film Awards 2026, o Oscar britânico, acontecerá no dia 22 de fevereiro, no Royal Festival Hall, em Londres, e será apresentada pelo ator Alan Cumming.
Confira a lista completa com os indicados ao BAFTA 2026:
MELHOR FILME Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Marty Supreme Pecadores Uma Batalha Após a Outra Valor Sentimental
MELHOR FILME BRITÂNICO Bridget Jones: Louca pelo Garoto Extermínio: A Evolução H is for Hawk Hamnet: A Vida Antes de Hamlet I Swear Morra, Amor Mr. Burton Pillion Steve The Ballad of Wallis Island
MELHOR DIREÇÃO Chloé Zhao, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Joachim Trier, por Valor Sentimental Josh Safdie, por Marty Supreme Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra Ryan Coogler, por Pecadores Yorgos Lanthimos, por Bugonia
MELHOR ATRIZ Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra Emma Stone, por Bugonia Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Kate Hudson, por Song Sung Blue: Um Sonho a Dois Renate Reinsve, por Valor Sentimental Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Carey Mulligan, por The Ballad of Wallis Island Emily Watson, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental Odessa A’zion, por Marty Supreme Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra Wunmi Mosaku, por Pecadores
MELHOR ATOR Ethan Hawke, por Blue Moon Jesse Plemons, por Bugonia Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra Michael B. Jordan, por Pecadores Robert Aramayo, por I Swear Timothée Chalamet, por Marty Supreme
MELHOR ATOR COADJUVANTE Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra Jacob Elordi, por Frankenstein Paul Mescal, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Peter Mullan, por I Swear Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
MELHOR ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO | VOTO POPULAR Archie Madekwe Chase Infiniti Miles Caton Posy Sterling Robert Aramayo
MELHOR DIREÇÃO DE ELENCO I Swear, por Lauren Evans Marty Supreme, por Jennifer Venditti Pecadores, por Francine Maisler Uma Batalha Após a Outra, por Cassandra Kulukundis Valor Sentimental, por Yngvill Kolset Haga e Avy Kaufman
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL I Swear, escrito por Kirk Jones Marty Supreme, escrito por Josh Safdie e Ronald Bronstein O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho Pecadores, escrito por Ryan Coogler Valor Sentimental, escrito por Joachim Trier e Eskil Vogt
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Bugonia, escrito por Will Tracy Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, escrito por Maggie O’Farrell e Chloé Zhao Pillion, escrito por Harry Lighton The Ballad of Wallis Island, escrito por Tom Basden e Tim Key Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia) Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (França) O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil) Sirât, de Oliver Laxe (Espanha) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR DOCUMENTÁRIO 2000 Meters to Andriivka, de Mstyslav Chernov A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin Seymour Hersh: Em Busca da Verdade, de Mark Obenhaus e Laura Poitras
MELHOR ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes, de Liane-Cho Han Jin Kuang e Maïlys Vallade Elio, de Adrian Molina, Madeline Sharafian e Domee Shi Zootopia 2, de Jared Bush e Byron Howard
ROTEIRISTA, DIRETOR(A) OU PRODUTOR(A) BRITÂNICO REVELAÇÃO Akinola Davies Jr. (diretor e roteirista) e Wale Davies (roteirista), por A Sombra do Meu Pai Cal McMau (diretor), Hunter Andrews (roteirista e produtor) e Eoin Doran (roteirista), por Wasteman Harry Lighton (diretor e roteirista), por Pillion Jack King (diretor e roteirista), Hollie Bryan (produtora) e Lucy Meer (produtora), por The Ceremony Myrid Carten (diretora e roteirista), por A Want in Her
MELHOR FOTOGRAFIA Frankenstein, por Dan Laustsen Marty Supreme, por Darius Khondji Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman
MELHOR EDIÇÃO Casa de Dinamite, por Kirk Baxter F1: O Filme, por Stephen Mirrione Marty Supreme, por Ronald Bronstein e Josh Safdie Pecadores, por Michael P. Shawver Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Frankenstein, por Tamara Deverell e Shane Vieau Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Fiona Crombie e Alice Felton Marty Supreme, por Jack Fisk e Adam Willis Pecadores, por Hannah Beachler e Monique Champagne Uma Batalha Após a Outra, por Florencia Martin e Anthony Carlino
MELHOR FIGURINO Frankenstein, por Kate Hawley Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Malgosia Turzanska Marty Supreme, por Miyako Bellizzi Pecadores, por Ruth E. Carter Wicked: Parte II, por Paul Tazewell
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO Frankenstein, por Mike Hill, Jordan Samuel, Cliona Furey e Megan Many Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Nicole Stafford Marty Supreme, por Kyra Panchenko, Kay Georgiou e Mike Fontaine Pecadores, por Ken Diaz, Mike Fontaine, Shunika Terry e Siân Richards Wicked: Parte II, por Frances Hannon, Laura Blount, Mark Coulier e Sarah Nuth
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Bugonia, por Jerskin Fendrix Frankenstein, por Alexandre Desplat Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Max Richter Pecadores, por Ludwig Göransson Uma Batalha Após a Outra, por Jonny Greenwood
MELHOR SOM F1: O Filme, por Gareth John, Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A. Rizzo e Juan Peralta Frankenstein, por Greg Chapman, Nathan Robitaille, Nelson Ferreira, Christian Cooke e Brad Zoern Pecadores, por Chris Welcker, Benjamin A. Burtt, Felipe Pacheco, Brandon Proctor e Steve Boeddeker Tempo de Guerra, por Mitch Low, Ben Barker, Howard Bargroff e Richard Spooner Uma Batalha Após a Outra, por José Antonio García, Christopher Scarabosio e Tony Villaflor
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: Fogo e Cinzas, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett Como Treinar o Seu Dragão, por Christian Mänz, Francois Lambert, Glen McIntosh e Terry Palmer F1: O Filme, por Ryan Tudhope, Nicolas Chevallier, Robert Harrington e Keith Dawson Frankenstein, por Dennis Berardi, Ayo Burgess, Ivan Busquets e José Granell O Ônibus Perdido, por Charlie Noble, David Zaretti e Brandon K. McLaughlin
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO Magid/Zafar, de Luís Hindman Nostalgie, de Kathryn Ferguson Terence, de Edem Kelman This Is Endometriosis, de Matt Houghton e George Wileman Welcome Home Freckles, de Huiju Park
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO | ANIMAÇÃO Cardboard, de Jean-Philippe Vine Solstice, de Yuwei Zhang Two Black Boys in Paradise, de Baz Sells
MELHOR FILME INFANTIL E FAMILIAR Arco Boong Lilo & Stitch Zootopia 2
MELHOR CONTRIBUIÇÃO BRITÂNICA PARA O CINEMA Clare Binns
Tânia Maria: Prêmio Especial do Júri por O Agente Secreto
A Associação Paulista de Críticos de Artes anunciou os vencedores do Prêmio APCA 2025, que conta com os melhores do ano nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantojuvenil e Televisão.
Na categoria Cinema, os jornalistas e críticos André Rossi, Cecilia Barroso, Chico Fireman, Flavia Guerra, Francisco Carbone, Luiz Carlos Merten, Natália Bocanera, Orlando Margarido e Viviane Pistache escolheram o aclamado longa O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, como o melhor filme do ano que passou. O título, premiado no Festival de Cannes, e que foi consagrado no Globo de Ouro nas categorias de melhor ator em drama para Wagner Moura e melhor filme em língua não inglesa, é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Recentemente, o longa recebeuquatro indicações ao Oscar 2026, entre elas, melhor filme.
Além disso, em outras áreas do Prêmio APCA, como Música Popular, Luedji Luna foi escolhida a Artista do Ano e Ney Matogrosso recebeu o Grande Prêmio da Crítica; Rock Doido, de Gaby Amarantos, levou o prêmio de Disco do Ano. Já em Televisão, Guerreiros do Sol, do Globoplay e criada por George Moura e Sergio Goldenberg, foi eleita a melhor novela e também rendeu o prêmio de melhor ator para Irandhir Santos; Suely Franco foi premiada pela novela Dona de Mim, da TV Globo, e Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente foi escolhida como a melhor série. Além disso, Lima Duarte recebeu o Troféu Especial 75 Anos da TV Brasileira. No Teatro, Marcelo Médici se destacou com Dona Lola e Paula Cohen por Finlândia.
Em comunicado oficial, Celso Curi, presidente da APCA, disse: “A APCA celebra 70 anos de atuação ininterrupta na defesa, reflexão e valorização das artes no Brasil. Sete décadas marcadas pela independência crítica, pelo reconhecimento da excelência artística e pelo diálogo permanente com a cena cultural. Uma história que reafirma o papel da crítica como memória, pensamento e impulso para o futuro da arte brasileira”.
Em Assembleia Geral realizada no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, os associados se reuniram e definiram os vencedores nesta segunda-feira, 26/01. A cerimônia de entrega dos troféus da 70ª edição aos artistas contemplados acontecerá em maio, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, em uma parceria viabilizada pela Associação Paulista Amigos da Arte e Secretaria de Estado da Cultura.
Conheça os vencedores do Prêmio APCA 2025 nas categorias de Cinema:
MELHOR FILME | FICÇÃO O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
MELHOR DOCUMENTÁRIO A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
MELHOR DIREÇÃO Erico Rassi, por Oeste Outra Vez
MELHOR ROTEIRO A Natureza das Coisas Invisíveis, escrito por Rafaela Camelo
MELHOR ATRIZ Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
MELHOR ATOR Wagner Moura, por O Agente Secreto
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI Tânia Maria, por O Agente Secreto
Leticia Sabatella na Mostra de Cinema de Tiradentes 2026
Com mais de 130 filmes na programação, entre curtas e longas-metragens, a 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes segue como uma das principais plataformas de lançamento, reflexão e difusão do cinema brasileiro contemporâneo.
A Mostra Praça, com exibições ao ar livre, convida o público a um passeio vibrante pelos gêneros da ficção brasileira, celebrando o cinema como experiência coletiva no espaço público e aproximando espectadores, artistas e realizadores de obras que dialogam com o grande público sem abrir mão da complexidade estética.
No domingo, 25/01, foi exibido o longa Pequenas Criaturas, dirigido por Anne Pinheiro Guimarães, que foi o grande vencedor do Festival do Rio do ano passado. Com Carolina Dieckmmann, Théo Medon, Lorenzo Mello, Leticia Sabatella, Caco Ciocler, Fernando Eiras e Michel Melamed no elenco, o filme se passa em Brasília, no ano de 1986.
Na trama, Helena mal se instalou com a família na capital futurista do Brasil quando o marido parte em viagem de negócios. Abandonada em uma cidade desconhecida, ela questiona suas escolhas se sentindo frustrada e perdida. O filho adolescente se rebela e descobre o primeiro amor; o filho de sete anos encontra magia em amizades improváveis e possibilidades invisíveis. Em uma democracia com menos de um ano de idade, todos vivem em um limbo presos entre o que foi e o que poderia ser.
Para falar mais sobre o filme, marcaram presença em Tiradentes: a produtora Vania Catani, da Bananeira Filmes; a atriz Leticia Sabatella; e os atores Théo Medon e Lorenzo Mello, que participaram de uma coletiva de imprensa no Centro Cultural SESIMINAS Yves Alves.
Os atores Théo Medon e Lorenzo Mello com Leticia Sabatella na coletiva de imprensa
No bate-papo, Leticia falou sobre sua personagem: “Você vai entrando na intimidade e nos sentimentos dos personagens. A minha personagem, por exemplo, entra interrompendo alguns silêncios. É um filme que fala dessa família que está se entrosando”. O ator mirim Lorenzo Mello estava radiante com sua participação: “Não tenho palavras de tão bom que foi! Recomendo para todos porque o filme é ótimo, incrível. Meu personagem é o Dudu e ele adora Planeta dos Macacos”.
Théo Medon, que fez sucesso nas novelas As Aventuras de Poliana e Poliana Moça, do SBT, refletiu sobre seu futuro artístico: “Essa nova geração que tá chegando, que é a minha geração também, está muito interessada em trabalhar, estudar e conhecer as pessoas. As barreiras estão sendo cada vez mais quebradas, né? Então, eu vejo isso de maneira muito positiva. Tem uma coisa que faz esse projeto ser tão especial: a confiança que deram para mim e para o Lorenzo. Eu acho que julgar os jovens como seres menos criativos e menos capazes é muito prejudicial. Até porque nós somos a nova geração, nós que vamos ocupar o lugar do Wagner Moura, né? Daqui uns 40 ou 30 anos, será um de mim. Vai ser um amigo meu. Não vai ser mais só o Wagner”.
E continuou: “Eu me orgulho muito de tudo que eu fiz no SBT, mas acho que a gente tem que dar esse novo passo. Todos da equipe de Pequenas Criaturas e da Bananeira Filmes me ajudaram muito a dar esse novo passo. Meu personagem foi muito desafiador para mim. Ele me colocou no lugar que eu acho que é a coisa mais difícil para fazer, que é interpretar tudo no mínimo”.
A produtora Vania Catani, da Bananeira Filmes, que possui uma trajetória consolidada no audiovisual brasileiro, refletiu sobre o atual momento do nosso cinema e as dificuldades enfrentadas mesmo para quem já possui muita bagagem: “A esperança é quase que um combustível essencial para quem se mete nesse mundo, nessa vida. Esses altos e baixos são desgastantes porque você não sabe como é que vai ser o seu dia seguinte. Você não sabe como vai ser o seu ano seguinte. Você não sabe o que vai conseguir, entendeu? Uma hora você está com vinte funcionários na sua produtora, outra hora você está com quatro”.
A produtora Vania Catani na coletiva de imprensa
Além disso, Catani, que faz parte da Academia e é votante do Oscar desde 2018, também comentou o sucesso internacional do cinema brasileiro: “É um ano de filmes muito bons, né? Chegar onde o O Agente Secreto chegou é uma maratona. Os concorrentes são muito fortes”.
Leticia Sabatella também refletiu sobre sua carreira e escolhas: “Para uma mulher com 54 anos, você tem que escrever as personagens que você vai fazer. Você começa a ter que construir mais a sua narrativa e não esperar que te convidem o tempo todo. Então, eu não quero esperar muito para ser chamada. Eu quero construir minhas personagens. O mercado não é bonzinho e a gente não pode se iludir. Ele é feroz e exige que você esteja se reinventando. É uma forma também de você sair de zonas de conforto, descobrir novas potencialidades e encontrar novas manifestações de trabalho”.
Depois da conversa com a imprensa, Sabatella falou com exclusividade com o CINEVITOR (clique aqui e assista): “Tiradentes é um lugar incrível e esse festival é lindo. Eu acho que o filme vai tocar o público em muitas sensibilidades”. E continuou: “Eu fico muito feliz de nós brasileiros não torcermos só para Fórmula 1 e para o futebol e torcermos para o cinema. Isso é torcida, né? A gente tá vendo torcida. Isso é muito legal também. Eu nunca dei muita importância para prêmios. Eu dou importância para festivais, para mostras, para encontros e para trocas. Mas eu acho que prêmios nunca conseguem abarcar todos. Eles são restritos, não que sejam injustos, mas são restritos”.
A atriz e ativista também comentou o sucesso de O Agente Secreto, que recebeuquatro indicações ao Oscar 2026: “Estou muito esperançosa com essa conquista. Eu fico extremamente feliz pelas pessoas que estão conquistando porque eu gosto da trajetória delas. Isso mostra que a gente é capaz de fazer a ponto de ser bem recebido e fazer muito bonito mediante outras produções”. E finalizou: “Não acho que a gente precise da validação do Oscar ou do Globo de Ouro para saber que a gente faz coisa boa”.
*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Karine Teles recebeu o Troféu Barroco nesta 29ª edição da Mostra Tiradentes
Entre performance audiovisual e discursos potentes, a cerimônia de abertura da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes também foi marcada por um momento emocionante: a homenagem para a atriz, diretora e roteirista fluminense Karine Teles, uma das figuras centrais do cinema brasileiro contemporâneo.
Com trajetória marcada pelo trânsito entre o cinema independente e o audiovisual de grande alcance, Karine construiu uma carreira que dialoga diretamente com os valores defendidos pela temática desta edição. Para Francis Vogner, coordenador de curadoria da Mostra de Tiradentes, a escolha da atriz evidencia um ponto de intersecção fundamental de hoje: “A Karine é uma atriz que se formou na relação entre um cinema independente, de fatura autoral e inventiva, e as incursões no mainstream, em filmes e novelas voltados a um público mais amplo”. A versatilidade fez dela um rosto amplamente reconhecido, sem que isso a afastasse do núcleo mais experimental e criativo da produção nacional, defende o curador.
A homenagem destaca ainda como sua carreira traduz a pluralidade do próprio campo audiovisual autônomo: “O cinema brasileiro nunca foi uma coisa só. Ele é múltiplo, diverso e a trajetória da Karine prova isso”, observa Francis. A atriz, assim, sintetiza o desejo da Mostra de aproximar inventividade estética e diálogo com o público: “Ela é uma figura reconhecida pelo grande público e, ao mesmo tempo, profundamente respeitada no cinema independente. É um caso muito expressivo desse nosso desejo”. Inclusive, a atriz teve seu primeiro grande papel num filme exibido na Mostra Aurora, Riscado, de Gustavo Pizzi, em 2010, no Cine-Tenda, em Tiradentes.
Em sua trajetória, a atriz de 47 anos fez diversos trabalhos com a produtora mineira Filmes de Plástico, como os curtas-metragens Quinze, de Maurílio Martins (2014) e Nada, de Gabriel Martins (2017) e o longa-metragem No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins (2019); esteve em sucessos de repercussão internacional, como Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (2015), Benzinho, de Gustavo Pizzi (2018) e Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (2019); e participou de séries e telenovelas, entre elas, o remake de Vale Tudo, na Rede Globo.
Ovacionada pelo público presente no Cine-Tenda, a homenageada subiu ao palco ao lado dos filhos, Arthur e Francisco, e do amigo Camilo Pellegrini, que entregaram o Troféu Barroco: “É estranho receber um prêmio sabendo que você vai receber. Eu acho que a única coisa que eu consigo elaborar mesmo é agradecer”.
E seguiu seu discurso: “Eu estive aqui pela primeira vez em 2007. Entrei nesse espaço e fiquei assistindo ao filme sonhando em ter um trabalho meu projetado nessa tela. Agora, quase 20 anos depois, ter o meu trabalho reconhecido e homenageado me dá uma nova força para não desistir. Quem trabalha com cultura, com educação e com arte no nosso país sabe que a gente tá o tempo todo recomeçando. São carreiras instáveis, imprevisíveis, uma montanha-russa frequente de emoções. Uma hora você tá tendo que dizer não para um trabalho porque você já tem outro, outra hora você está meses sem nenhum trabalho. Uma hora a gente tem Ministério da Cultura, outra hora a gente não tem. Uma hora tá todo mundo comemorando Oscar, outra hora somos os inimigos do país”.
A homenageada no palco com os filhos e um grande amigo
Sob aplausos, Karine continuou: “É preciso persistir. É muito difícil. Não é nada glamoroso, não é nada romântico, é muito duro. Então eu agradeço demais pelo carinho do festival com o meu trabalho e espero que a Mostra siga existindo, siga crescendo, siga promovendo o encontro, outros debates, gerando novos olhares, novas perspectivas e futuros cinemas que vamos ver daqui para frente. Espero encontrar vocês por aí nos trabalhos, nas salas de cinema, nas comemorações, nas batalhas pelos nossos direitos, por um cinema cada vez mais plural e uma indústria cada vez mais consistente. Obrigada!”.
No dia seguinte à homenagem, Karine Teles participou de uma coletiva de imprensa no Centro Cultural SESIMINAS Yves Alves e debateu sobre diversos assuntos. Primeiramente, elogiou a performance audiovisual realizada na cerimônia de abertura: “Foi bonito demais aquilo, foi muito emocionante. E eu ainda estou entendendo o que isso significa. Está sendo muito emocionante viver isso aqui na Mostra, que é esse lugar de discussão, de pensamento artístico, que estimula a criatividade e que traz a juventude”.
Sobre sua trajetória artística, Karine voltou ao passado e relembrou, com carinho, o longa Riscado, dirigido por Gustavo Pizzi: “De todas as coisas que eu fiz até hoje, dos maiores aos menores projetos, eu só trabalhei com gente apaixonada e interessada. Mas, o Riscado definitivamente é um marco. Porque ele nasce de uma angústia profunda minha. E o filme aconteceu, foi super bem recebido e a gente ganhou um monte de prêmio. Eu acho que independente do que eu venha fazer no futuro, esse é o filme mais importante da minha vida. E ainda chegou junto com os meus filhos. Eu engravidei no processo de montagem e finalização”.
Sobre suas escolhas profissionais, a atriz respondeu com sinceridade: “Eu queria responder que eu escolho o que eu quero, mas é mentira. Às vezes eu aceito o trabalho que se apresenta porque eu sou uma profissional, eu vivo disso e eu preciso pagar minhas contas. Então, quando eu tenho o privilégio de escolher o que eu vou fazer, eu escolho sempre o que me inspira mais criativamente, artisticamente e tenha os profissionais com quem eu tenho vontade de trabalhar. Já aceitei trabalho porque tinha uma fotógrafa maravilhosa, por exemplo. Então, assim, quando eu posso, eu escolho”.
Karine também falou dos gêneros em que gostaria de atuar: “Eu adoraria fazer um filme de terror, um suspense, uma coisa que eu não fiz ainda. Tenho vontade de fazer comédia no cinema porque eu fiz pequenas participações. Isso é uma coisa que eu tenho muita vontade de fazer porque é um gênero que me interessa. Nossa, é muita coisa! Filme de época… Fiz uma pequena participação no Madame Satã [de Karim Aïnouz], que foi minha primeira vez num num set de cinema. Foi muito emocionante, mas eu fiz quatro ou cinco diárias. Tenho vontade de fazer muita coisa. Acho que isso, inclusive, era uma coisa que eu falava: ‘Caramba, meu trabalho tá sendo homenageado, mas eu me sinto ainda muito começando, eu acho que eu ainda tenho muita coisa para fazer”.
Ainda na conversa com a imprensa, a artista revelou detalhes de seu próximo projeto como diretora: “Eu já dirigi dois curtas metragens: Otimismo e Romance. Já o Princesa é um projeto que eu comecei a desenvolver no núcleo criativo da Filmes de Plástico, que é essa produtora maravilhosa aqui de Minas. Temos uma parceria há muitos anos e tem um tempo que eu tô nessa luta para fazer meu primeiro longa. Todo mundo que já fez o primeiro filme, sabe que é difícil para caramba, demora muito. Tô tentando. É um filme que brinca com a ideia da comédia romântica, que a minha geração cresceu assistindo, que brinca com os contos de fada, que a gente cresceu lendo e aprendendo que o auge da felicidade de uma mulher seria ela se tornar uma princesa. E eu questiono muito isso. E essa é a brincadeira do filme”.
Karine Teles na coletiva de imprensa
O papo também rendeu um conselho muito especial da homenageada da Mostra Tiradentes para aqueles que estão começando: “As pessoas que estão começando agora estão chegando em um momento em que as formas de fazer arte estão muito mais acessíveis. A gente está longe de ter um cenário ideal no nosso país, de apoio, de incentivo, mas existem muitas iniciativas e eu acho que quem está querendo começar tem que sair assistindo tudo que pode. Não só cinema. Tem que ver teatro, tem que assistir show, tem que ir a museu. Tem que ler pra caramba e tem que olhar para o mundo, tem que ver sobre o que quer falar. Mesmo que seja falar sobre si mesmo, mesmo que seja querer ser uma celebridade ou influencer de moda, entendeu? Para tudo e para qualquer coisa que você decida fazer na sua vida, você tem que consumir o que já foi feito antes”.
Sobre o sucesso de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, que recebeuquatro indicações ao Oscar 2026, Karine Teles comentou: “Já assisti duas vezes e assistiria cinco. Eu moraria naquele filme. Eu sou muito apaixonada pelo Kleber. Eu conheço o trabalho dele desde os curtas-metragens. Acho que é um cinema corajoso, ousado, questionador e ele usa as referências sempre de maneira interessante e provocativa. Acho lindo que esse filme, com essa narrativa cheia de espaço, cheia de buraco, seja o filme que tá concorrendo a tantas categorias no Oscar, que é uma grande vitrine do cinema comercial, né? O Oscar é a festa do dinheiro. Muitas vezes o Oscar é eleição, é quem fez a melhor campanha, quem teve mais dinheiro para divulgar o filme”.
E continuou o assunto: “Eu acho lindo que o Kleber tenha conquistado esse lugar de permanecer com o cinema autoral e provocativo dele e tenha conseguido apoio, distribuição e verba para fazer campanha porque a gente fica feliz quando ganha a Copa do Mundo, a gente fica feliz quando ganha medalha de ouro na ginástica. A gente tem que ficar feliz quando ganha indicação ao Oscar, quando ganha o Oscar porque é a nossa indústria. É uma coisa que tá sendo feita por nós dentro do nosso país e tendo reconhecimento internacional. Eu acho isso maravilhoso. Uma pessoa que talvez nunca tenha ido ao cinema na vida, vai lá assistir O Agente Secreto e ver aquela maravilha. E vai consumir cinema dali para frente. Acho muito válido, tô feliz para caramba!”.
Depois de muita conversa e trocas interessantes, Karine finalizou: “Eu sou privilegiada em muitos aspectos no nosso país. Então, não me sinto no direito de reclamar muito, não. Eu me sinto no dever de reclamar como alguém que acha que a gente precisa melhorar as nossas políticas públicas, como alguém que acha que a gente precisa melhorar o acesso à arte, à cultura e à educação no nosso país. Então, nesse lugar, eu reclamo. E de peito aberto”. Clique aqui e assista nossa entrevista especial com a homenageada.
A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes segue até 31 de janeiro com 136 filmes brasileiros: 43 longas e 93 curtas-metragens, vindos de 21 estados. Os títulos serão exibidos, com programação gratuita, em 21 mostras ou sessões especiais, além de debates, rodas de conversa, lançamentos, shows musicais e discussões de políticas públicas.
*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
O cineasta Julio Bressane na abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes 2026
A abertura da 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes aconteceu nesta sexta-feira, 23/01, no Cine-Tenda, no Centro Histórico, com uma performance audiovisual dirigida por Chico de Paula e Lira Ribas que traduziu a temática Soberania Imaginativa por meio da recriação poética da Folia de Reis.
A encenação propôs um percurso coletivo de cantos, gestos, imagens e deslocamentos, articulando o sagrado e o profano como campos de potência criativa, com personagens e rituais que simbolizam a imaginação, o pertencimento e a reinvenção cultural. Ao transpor para o espaço da Mostra os giros, visitas e rituais da Folia de Reis, personagens como o palhaço, a pastorinha, o mestre de folia e os cantadores assumiram, na performance, o papel de portadores das boas-novas e visionários da estrela, simbolizando a soberania como capacidade de criação, subversão e reinvenção cultural.
A apresentação reuniu artistas como Sitaram Custódio, Júlia Medeiros, Nath Rodrigues e Glaw Nader na parte instrumental e vocal, além da DJ Fê Linz, do multi instrumentista Camilo Gan, da folclorista Dadá Diniz, do videomaker Gabriel Fix e da atriz Julia Bertolino, compondo uma celebração artística que inaugura o festival como espaço de movimento, encontro e criação coletiva. A cerimônia marcou não apenas a abertura da programação de filmes, mas também o início de uma semana de debates sobre cultura, políticas públicas e o papel estratégico do audiovisual no país.
A noite ainda contou com o discurso da coordenadora geral da Mostra, Raquel Hallak, que subiu ao palco ao lado de Quintino Vargas: “A força de um país está na capacidade de produzir sentidos, nos lembra Milton Santos. É inspirada nesta mensagem que começamos hoje a dar asas à nossa imaginação. Vamos viajar pelo cinema brasileiro. Esse gesto coletivo de olhar, sentir e imaginar outros mundos possíveis. Estar aqui na Mostra de Tiradentes é reafirmar que ver um filme é compartilhar o tempo e o espaço. É construir sentidos em comum. É reconhecer que o cinema não é apenas entretenimento. O cinema é uma maneira de existir. É cultura, é economia criativa, é trabalho, é formação de pensamento crítico, influencia a maneira como nos vemos e como somos vistos no mundo”.
E continuou: “Começa aqui, hoje, mais do que uma mostra de cinema. Começa um gesto, um posicionamento, uma travessia coletiva. O cinema brasileiro que vamos ver aqui é plural, é diverso, é inquieto. Não se trata de artistas individuais ou de filmes especiais. Nos últimos anos, a palavra soberania voltou ao centro do debate público. Falamos de independência política, econômica, tecnológica, mas é preciso dizer com clareza que não há soberania sem imaginação. Não há autonomia real se não formos capazes de criar imagens próprias, narrativas próprias e futuros pensados a partir de nós mesmos”. Ao lado de parceiros institucionais, Raquel também lançou oficialmente as atividades de 2026 do programa Cinema sem Fronteiras anunciando as datas da CineOP e da CineBH.
A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, também esteve presente e abriu oficialmente o calendário audiovisual brasileiro: “Nós estamos com dez filmes em Berlim. Estamos com 137 filmes aqui. E isso não é por acaso, gente. Quando um filme brasileiro entra em cartaz, o Brasil entra em cartaz. E o Brasil está em cartaz no mundo todo e isso não é por acaso. Isso é fruto de política pública”. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, também marcou presença na abertura e discursou: “Vivemos um momento importantíssimo de projeção do cinema brasileiro no mundo. E isso significa algo mais profundo: somos um povo que sabe transformar memória, dor, alegria e luta em narrativa”.
Folia de Reis na abertura da Mostra Tiradentes
Depois disso, o público se emocionou com a entrega do Troféu Barroco para a grande homenageada desta 29ª edição: a atriz, diretora e roteirista Karine Teles, que recebeu a honraria das mãos dos filhos, Arthur e Francisco, e do amigo Camilo Pellegrini (clique aqui e saiba mais). Além disso, a Mostra também prestou homenagem a dois grandes artistas mineiros que faleceram recentemente: a atriz Teuda Bara e o cantor Lô Borges.
Fechando a noite de abertura, foi exibido, em pré-estreia mundial, o novo filme de Julio Bressane, codirigido por Rodrigo Lima: O Fantasma da Ópera, que foi construído a partir de imagens captadas durante os intervalos de filmagem do longa-metragem inédito Pitico, estrelado por Paulo Betti. Embora dialogue com a tradição do making of, o curta (com duração de 25 minutos) se desloca para uma reflexão especulativa sobre a própria construção da imagem cinematográfica, traço central da estética de Bressane e de seu fascínio pela metalinguagem do processo de criação. A escolha do filme para a abertura ganha significado adicional por coincidir com a celebração dos 80 anos do cineasta, a serem completados em fevereiro.
Longe de um documentário convencional, o filme de abertura desta edição se constrói como um making of especulativo, em que imagem e pensamento se encontram de forma sensível, autorreflexiva e livre de amarras narrativas. Ao evocar a história do Brasil como fabulação e a imagem como território incapturável pelo poder, Bressane reafirma um cinema experimental que pensa por si e reinventa o mundo. Sua estreia na abertura da Mostra reafirma o desejo de um cinema movido pelo mistério, pelo prazer e pela liberdade absoluta das imagens. O filme é produzido por Rosa Dias, Tande Bressane, Noa Bressane, Bruno Safadi e Julio Bressane; a fotografia é de Pablo Baião com direção de arte de Moa Batsow, Lina Serra e Bela Azevedo. O som é assinado por Antônio Grosso e Damião Lopes; a distribuição é da TB Produções.
Ovacionado pelo público presente, Bressane subiu ao palco e discursou: “Vou dizer a vocês o seguinte: esse é um filme hospitaleiro, tem apenas 25 minutos e vamos dizer que vocês poderão beber um pouco de uma água cristalina. Peço paciência a vocês e agradeço. É um susto ver aqui tanta gente assim. Eu espero que não seja alguma coisa que vá perturbar a beleza dessa noite, viu?”.
E finalizou: “O cinema é feito com muitas mãos. Não é feito por uma pessoa, isso não existe. O cinema é feito com muitas mãos. E essa é a dificuldade do cinema. Essa é a dificuldade da imagem. É você ter paciência para perceber uma coisa que não te agrada. O que interessa é o que não agrada. Então, essa é a dificuldade. 23 de janeiro de 2026: nunca vou esquecer dessa noite”.
A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes segue até 31 de janeiro com 137 filmes brasileiros: 43 longas e 93 curtas-metragens, vindos de 21 estados. Os títulos serão exibidos, com programação gratuita, em 21 mostras ou sessões especiais, além de debates, rodas de conversa, lançamentos, shows musicais e discussões de políticas públicas.
*O CINEVITOR está em Tiradentes e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Wagner Moura: indicado a melhor ator por O Agente Secreto
Foram divulgados na manhã desta quinta-feira, 22/01, os indicados ao Oscar 2026. O anúncio, transmitido ao vivo, foi apresentado pela atriz Danielle Brooks e pelo ator Lewis Pullman no Samuel Goldwyn Theater; e contou também com a participação de Lynette Howell Taylor, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Dirigido por Ryan Coogler, Pecadores lidera a lista com 16 indicações e bate recorde na história da premiação sendo o filme mais indicado nestas 98 edições. Na sequência, Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, aparece com treze indicações.
Neste ano, o cinema brasileiro se destaca com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, com quatro indicações: melhor filme (indicação para a produtora Emilie Lesclaux), melhor ator para Wagner Moura (primeiro brasileiro indicado nesta categoria), melhor filme internacional e melhor direção de elenco para Gabriel Domingues (nova categoria criada pela Academia).
O filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977 e na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de 1,5 milhão de espectadores nos cinemas.
O brasileiro Adolpho Veloso também se destaca nesta 98ª edição do Oscar ao ser indicado pela direção de fotografia de Sonhos de Trem, da Netflix. Natural de São Paulo, Veloso já foi indicado ao prêmio da American Society of Cinematographers por seu trabalho em Jockey e conta com diversas obras em seu currículo, como: Mosquito, On Yoga: Arquitetura da Paz, Tungstênio, Rodantes, Becoming Elizabeth, entre outros. O fotógrafo, que também é membro da Associação Brasileira de Cinematografia, já está confirmado na equipe de Remain, novo filme de M. Night Shyamalan, e Queen at Sea, de Lance Hammer, que disputará o Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano.
Na shortlistdivulgada em dezembro de 2025, o Brasil também disputava indicações com o curta-metragem Amarela, de André Hayato Saito e com os documentários Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, e Yanuni, de Richard Ladkani (coprodução); mas infelizmente ficou de fora. Vale lembrar que no ano passado o cinema brasileiro saiu vitorioso com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional; o longa também foi indicado a melhor atriz com Fernanda Torres e melhor filme.
A 98ª edição do Oscar acontecerá no dia 15 de março no Dolby Theatre, em Hollywood. O apresentador da cerimônia será Conan O’Brien, que assume a função pela segunda vez.
Confira a lista completa com os indicados ao Oscar 2026:
MELHOR FILME Bugonia F1: O Filme Frankenstein Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Marty Supreme O Agente Secreto Pecadores Sonhos de Trem Uma Batalha Após a Outra Valor Sentimental
MELHOR DIREÇÃO Chloé Zhao, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Joachim Trier, por Valor Sentimental Josh Safdie, por Marty Supreme Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra Ryan Coogler, por Pecadores
MELHOR ATRIZ Emma Stone, por Bugonia Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Kate Hudson, por Song Sung Blue: Um Sonho a Dois Renate Reinsve, por Valor Sentimental Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Amy Madigan, por A Hora do Mal Elle Fanning, por Valor Sentimental Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra Wunmi Mosaku, por Pecadores
MELHOR ATOR Ethan Hawke, por Blue Moon Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra Michael B. Jordan, por Pecadores Timothée Chalamet, por Marty Supreme Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATOR COADJUVANTE Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra Delroy Lindo, por Pecadores Jacob Elordi, por Frankenstein Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Blue Moon, escrito por Robert Kaplow Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi Marty Supreme, escrito por Josh Safdie e Ronald Bronstein Pecadores, escrito por Ryan Coogler Valor Sentimental, escrito por Joachim Trier e Eskil Vogt
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Bugonia, escrito por Will Tracy Frankenstein, escrito por Guillermo del Toro Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, escrito por Maggie O’Farrell e Chloé Zhao Sonhos de Trem, escrito por Clint Bentley e Greg Kwedar Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR FILME INTERNACIONAL A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia) Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (França) O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil) Sirât, de Oliver Laxe (Espanha) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes, de Liane-Cho Han Jin Kuang e Maïlys Vallade Arco, de Ugo Bienvenu e Gilles Cazaux Elio, de Adrian Molina, Madeline Sharafian e Domee Shi Guerreiras do K-Pop, de Maggie Kang e Chris Appelhans Zootopia 2, de Jared Bush e Byron Howard
MELHOR DOCUMENTÁRIO A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir Alabama: Presos do Sistema, de Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman Cutting Through Rocks, de Mohammadreza Eyni e Sara Khaki Embaixo da Luz de Neon, de Ryan White Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin
MELHOR DIREÇÃO DE ELENCO Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Nina Gold Marty Supreme, por Jennifer Venditti O Agente Secreto, por Gabriel Domingues Pecadores, por Francine Maisler Uma Batalha Após a Outra, por Cassandra Kulukundis
MELHOR FOTOGRAFIA Frankenstein, por Dan Laustsen Marty Supreme, por Darius Khondji Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Frankenstein, por Tamara Deverell e Shane Vieau Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Fiona Crombie e Alice Felton Marty Supreme, por Jack Fisk e Adam Willis Pecadores, por Hannah Beachler e Monique Champagne Uma Batalha Após a Outra, por Florencia Martin e Anthony Carlino
MELHOR FIGURINO Avatar: Fogo e Cinzas, por Deborah L. Scott Frankenstein, por Kate Hawley Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Malgosia Turzanska Marty Supreme, por Miyako Bellizzi Pecadores, por Ruth E. Carter
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO A Meia-Irmã Feia, por Thomas Foldberg e Anne Cathrine Sauerberg Coração de Lutador: The Smashing Machine, por Kazu Hiro, Glen Griffin e Bjoern Rehbein Frankenstein, por Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey Kokuho: O Preço da Perfeição, por Kyoko Toyokawa, Naomi Hibino e Tadashi Nishimatsu Pecadores, por Ken Diaz, Mike Fontaine e Shunika Terry
MELHOR EDIÇÃO F1: O Filme, por Stephen Mirrione Marty Supreme, por Ronald Bronstein e Josh Safdie Pecadores, por Michael P. Shawver Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen Valor Sentimental, por Olivier Bugge Coutté
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Bugonia, por Jerskin Fendrix Frankenstein, por Alexandre Desplat Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Max Richter Pecadores, por Ludwig Göransson Uma Batalha Após a Outra, por Jonny Greenwood
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL Dear Me, por Diane Warren (Diane Warren: Relentless) Golden, por EJAE, Mark Sonnenblick, Joong Gyu Kwak, Yu Han Lee, Hee Dong Nam, Jeong Hoon Seon e Teddy Park (Guerreiras do K-Pop) I Lied to You, por Raphael Saadiq e Ludwig Goransson (Pecadores) Sweet Dreams Of Joy, por Nicholas Pike (Viva Verdi!) Train Dreams, por Nick Cave e Bryce Dessner (Sonhos de Trem)
MELHOR SOM F1: O Filme, por Gareth John, Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A. Rizzo e Juan Peralta Frankenstein, por Greg Chapman, Nathan Robitaille, Nelson Ferreira, Christian Cooke e Brad Zoern Pecadores, por Chris Welcker, Benjamin A. Burtt, Felipe Pacheco, Brandon Proctor e Steve Boeddeker Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas Uma Batalha Após a Outra, por José Antonio García, Christopher Scarabosio e Tony Villaflor
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: Fogo e Cinzas, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett F1: O Filme, por Ryan Tudhope, Nicolas Chevallier, Robert Harrington e Keith Dawson Jurassic World: Recomeço, por David Vickery, Stephen Aplin, Charmaine Chan e Neil Corbould O Ônibus Perdido, por Charlie Noble, David Zaretti, Russell Bowen e Brandon K. McLaughlin Pecadores, por Michael Ralla, Espen Nordahl, Guido Wolter e Donnie Dean
MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO A Friend of Dorothy, de Lee Knight Butcher’s Stain, de Meyer Levinson-Blount Deux personnes échangeant de la salive, de Natalie Musteata e Alexandre Singh Jane Austen’s Period Drama, de Julia Aks e Steve Pinder The Singers, de Sam A. Davis
MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO Armado com uma Câmera: Vida e Morte de Brent Renaud, de Brent Renaud e Craig Renaud Children No More: “Were and Are Gone”, de Hilla Medalia O Diabo Não Tem Descanso (The Devil Is Busy), de Geeta Gandbhir e Christalyn Hampton Perfectly a Strangeness, de Alison McAlpine Quartos Vazios (All the Empty Rooms), de Joshua Seftel
MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO Butterfly, de Claryn Scott Forevergreen, de Nathan Engelhardt e Jeremy Spears Retirement Plan, de John Kelly The Girl Who Cried Pearls, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski The Three Sisters, de Konstantin Bronzit
Elenco: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Kevin O’Leary, Tyler Okonma, Abel Ferrara, Fran Drescher, Larry Ratso Sloman, Mariann Tepedino, Ralph Colucci, George Gervin, Sandra Bernhard, Emory Cohen, Luke Manley, Devorah Shubowitz, Géza Röhrig, John Catsimatidis, Koto Kawaguchi, Marinel Tinnirello, Nick Waplington, Nikhil Gowda, Keith Kirkwood, Joshua Bennett, Timo Boll, Mahadeo Shivraj, Pico Iyer, John Keating, Ed Malone, Roddy O’Hehir, Harvey Shield, Sho Miyazaki, Andy Kai Nagashima, Dennis Creaghan, Francis Dumaurier, Tracy McGrady, Kemba Walker, Musto Pelinkovicci, Marius Tanase, Philippe Petit, Donato P. Daddario, Frankie Carbone, Lucas Z. Heinrich, Johnny Zito, Brian Marks, Kevin Eccleston, Isaac Simon, Cody Kostro, George J. Katsiavos, Levon Hawke, Spenser Granese, Hailey Gates, Ted Williams, Alison Bartlett, Fred Hechinger, David Mamet, Bill Buell, Naomi Fry, Penn Jillette, Linda Malamy, Mitchell Wenig, Ronald Bronstein, Hector Diaz, Isaac Mizrahi, Kevin Loreque, Joris Stuyck, Eric Rampulla, Mia Humberd-Hilf, Yasu Suzuki, Tatsuo Ichikawa, Mark Okita, Joe Matsumura, Rei Ogaki, Anna Melody, Charles Glover, Rae Maddren, Carolyn Gershenson, Batuhan Attila, Alexander Brinitzer, Zachary Christopher, Acacio da Silva Ferreira, Matthew Heister, Joél Isaac, Artem Kovalev, Angela Wong Carbone, Ammo.
Ano: 2025
Sinopse: Marty Mauser é um prodígio do tênis de mesa que arrisca tudo em uma jornada eletrizante, que coloca seu talento e ambição à prova.