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Zico, o Samurai de Quintino: documentário sobre ídolo do futebol ganha trailer

por: Cinevitor
O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de abril

Em homenagem ao legado de Arthur Antunes Coimbra, o eterno Zico, ídolo rubro-negro e do futebol, a Downtown Filmes apresenta aos fãs do craque do esporte o primeiro trailer e o pôster oficial de Zico, o Samurai de Quintino, dirigido por João Wainer. O documentário, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 30 de abril, mergulha na trajetória do craque e apresenta ao público imagens raras, registros de arquivo e bastidores inéditos. A produção revisita não apenas gols antológicos e conquistas marcantes, mas também episódios pouco conhecidos da carreira, os desafios enfrentados ao decidir jogar no Japão e a construção de um legado e inspiração que ultrapassa gerações.

O filme aposta em uma abordagem sensível e inédita, combinando depoimentos exclusivos e conversas com personagens-chave, ex-parceiros e fãs que se tornaram ídolos, como Júnior Maestro, Carpegiani, Carlos Alberto Parreira, Ronaldo Fenômeno, o radialista José Carlos Araújo, entre outros. Além deles, os três filhos de Zico e sua esposa, Sandra, visitam o vasto acervo pessoal do Galinho de Quintino. Ao equilibrar emoção, contexto histórico e análise esportiva, o filme dialoga tanto com quem acompanhou de perto a trajetória do camisa 10 quanto com novas gerações que continuam a descobrir a dimensão de sua influência dentro e fora dos gramados.

“Mais do que as conquistas e glórias do Zico, venho aprendendo com ele lições que vão além do futebol, como humildade, respeito e gentileza. Posso garantir que toda a equipe trabalhou com muita dedicação e afeto para construir um filme emocionante e repleto de informação”, afirma o diretor João Wainer. O produtor André Wainer complementa e fala que a proposta do projeto é colocar Zico no lugar e na dimensão que ele merece: “Trabalhamos não apenas para trazer elementos novos, mas para usar esses elementos na construção de uma narrativa inédita sobre o Galinho. Gostamos de dizer que este é um filme de não ficção, apesar de muitas jogadas do Zico parecerem fora da realidade”, destaca o produtor.

As filmagens tiveram início em 2023, ano em que Zico completou 70 anos, e passaram por locais emblemáticos como a casa do jogador em Quintino, ruas do Rio de Janeiro e um set especialmente montado para receber convidados. O projeto também percorreu o Japão, país onde ele se tornou um pioneiro e desenvolvedor do futebol, do time operário do Sumitomo à seleção, de quem foi técnico.

A produção reúne ainda um vasto acervo pessoal, com dezenas de fitas VHS, filmes Super-8 e objetos históricos, entre eles, a camisa 10 usada na final do Mundial de 1981 e um caderno com anotações detalhadas de gols ao longo da carreira. Produzido pela Vudoo Filmes e Guará Entretenimento, Zico, o Samurai de Quintino é uma coprodução da Globo Filmes, SporTV, Pontos de Fuga e Investimage com patrocínio master do Sicoob e patrocínio da Tim e Austral. Parceiro e facilitador do projeto, o Clube de Regatas do Flamengo também esteve ao lado da produção na viabilização de conteúdos, acervos e conexões institucionais, reforçando o compromisso do clube com a preservação e valorização de sua história e de seus maiores ídolos.

A sinopse oficial diz: um olhar original sobre a vida e a carreira de Arthur Antunes Coimbra, Zico, o Samurai de Quintino investiga em diversas dimensões a personalidade única de um maiores jogadores da história do futebol. Navegando pelo arquivo pessoal do craque, até então inédito para o público, o filme costura histórias e personagens de sua trajetória de ídolo no Flamengo, na Seleção e no Japão. Com a participação de Ronaldo Fenômeno, Maestro Júnior, amigos e família, a descoberta de sua intimidade nos leva a um encontro surpreendente com o Spirit of Zico: uma identidade tão fascinante quanto paradoxal, forjada no subúrbio do Rio de Janeiro, mas com valores e uma disciplina que só os japoneses entenderiam perfeitamente no seu recomeço do outro lado do mundo.

Além de dirigir o documentário, João Wainer também assina a montagem ao lado de André Felipe Silva. Com roteiro de Thiago Iacocca, a direção de arte é de Claudio Amaral Peixoto.

Assista ao trailer de Zico, o Samurai de Quintino:

Foto: Divulgação.

Festival de Gramado 2026 abre inscrições para as mostras competitivas brasileiras

por: Cinevitor
Xamã: premiado na edição passada por Cinco Tipos de Medo

A 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de agosto, já está com inscrições abertas para as mostras competitivas brasileiras. Serão selecionados até oito longas-metragens brasileiros, até cinco longas documentais e catorze curtas-metragens brasileiros.

Os filmes para essas categorias já podem ser inscritos no site oficial (clique aqui) e as fichas devem ser enviadas até 31 de março de 2026. O regulamento completo desta edição está disponível no site do festival (clique aqui).

Serão aceitos na competição: longas-metragens de ficção, longas documentais e curtas brasileiros produzidos por empresas produtoras nacionais independentes finalizados a partir de maio de 2025. Os longas e os documentários não podem ter sido exibidos comercial ou publicamente no Brasil e os curtas devem ser inéditos no Rio Grande do Sul. As inscrições para as mostras de longas e curtas gaúchos serão anunciadas em breve, com data ainda a ser divulgada; as produções gaúchas também podem ser inscritas nas mostras brasileiras.

São 14 categorias premiadas com o kikito para longas-metragens brasileiros (LMB), 12 para curtas-metragens brasileiros (CMB) e uma, de melhor filme, para longa-metragem documental (LMD). Os vencedores da 54ª edição do mais tradicional festival de cinema do Brasil recebem ainda premiação em dinheiro, além dos troféus e prêmios do Troféu Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas, que são concedidos pelo festival e pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, e da Mostra de Longas Gaúchos, que têm regulamento próprio. O festival promove ainda mostras paralelas fora de competição, cuja programação será definida pela organização.

Foto: Cleiton Thiele/Ag.Pressphoto.

American Society of Cinematographers anuncia os vencedores do 40º ASC Awards

por: Cinevitor
Teyana Taylor em Uma Batalha Após a Outra: fotografia premiada

Foram anunciados neste domingo, 08/03, no Beverly Hilton Hotel, em cerimônia apresentada pela atriz Kerri Kenney-Silver, os vencedores do ASC Awards, prêmio organizado pela American Society of Cinematographers, que elege a melhor direção de fotografia em TV e cinema.

Entre os longas, Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson e com fotografia de Michael Bauman, foi consagrado pelos votantes desta 40ª edição. Nas categorias televisivas, as séries O Estúdio, Black Rabbit, Task: Unidade Especial e Andor também se destacaram; o mexicano Rodrigo Prieto foi premiado pelo videoclipe The Fate of Ophelia, de Taylor Swift. O brasileiro Adolpho Veloso, que estava na disputa por seu trabalho em Sonhos de Trem, infelizmente, não foi premiado. 

Como de costume, a premiação homenageou nomes importantes: o consagrado cineasta mexicano Guillermo del Toro recebeu o ASC Board of Governors Award; o diretor de fotografia Robert Yeoman, indicado ao Oscar por O Grande Hotel Budapeste, recebeu o Lifetime Achievement Award; o fotógrafo M. David Mullen, vencedor do Emmy por Maravilhosa Sra. Maisel e How Do You Get to Carnegie Hall?, foi honrado com o Career Achievement in Television Award; a diretora de fotografia Cynthia Pusheck, da série Revenge, foi homenageada com o Presidents Award; o diretor e ator Stephen Pizzello recebeu o Award of Distinction; e Tom Fletcher foi honrado com o Bud Stone Award.

Fundada em 1919, a American Society of Cinematographers é uma organização, e não um sindicato, que reúne diretores e diretoras de fotografia com a intenção de discutir técnicas e promover o cinema como uma forma de arte; desde 1986 realiza sua premiação anual.

Conheça os vencedores do ASC Awards 2026 nas categorias de cinema:

MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman 

MELHOR FOTOGRAFIA | DOCUMENTÁRIO
2000 Meters from Andriivka, por Mstyslav Chernov e Alex Babenko

MELHOR FOTOGRAFIA | FILME PARA TV ou SÉRIE LIMITADA
Black Rabbit (episódio: Isle of Joy), por Pete Konczal

PRÊMIO SPOTLIGHT
Mátyás Erdély, por Árva (Orphan)

Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures.

Motion Picture Sound Editors anuncia os vencedores do 73º MPSE Golden Reel Awards

por: Cinevitor
Sirât, de Oliver Laxe: filme espanhol premiado

Foram anunciados neste domingo, 08/03, os vencedores da 73ª edição do MPSE Golden Reel Awards, premiação realizada pela Motion Picture Sound Editors, que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV, no cinema e nos games.

Os membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.

Entre os longas-metragens deste ano, vários títulos se destacaram, entre eles, Pecadores, Frankenstein e Sirât. Nas categorias televisivas e streaming, Adolescência, Alien: Earth, Diários de um Robô-Assassino, Love, Death & Robots, Étoile: A Dança das Estrelas e Rei Lobo foram premiadas. A cerimônia, apresentada pela quarta vez pelo ator e comediante Patton Oswalt, aconteceu no Wilshire Ebell Theatre, em Los Angeles; David Barber, presidente da MPSE, também marcou presença. 

Fundada em 1953, a MPSE, Motion Picture Sound Editors, é uma organização dedicada a melhorar o reconhecimento de seus membros, que já somam mais de mil, educando o público e o resto da comunidade cinematográfica quanto ao mérito artístico da edição sonora.

Conheça os vencedores do 73º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR
Pecadores, por Benjamin A. Burtt, David V. Butler, Jason W. Freeman e David V. Butler

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY
Frankenstein, por Nathan Robitaille, Paul Germann, Scott Hitchon, Craig MacLellan, Dashen Naidoo, Chelsea Body, Goro Koyama e Sandra Fox

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO
Zootopia 2, por Jeremy Bowker, Brad Semenoff, Stephen M. Davis, Earl Ghaffari, Luke Dunn Gielmuda, Joel Raabe, Kimberly Patrick, Cameron Barker, Jacob Riehle, Angela Ang, Kendall Demarest, Jordan Myers, Ronni Brown e Sean England 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO
O Presidente Surdo, por Eilam Hoffman, Nina Hartstone, Jacob Bloomfeld-Misrach, Adam Méndez, Samir Foco, Michael Harte, Tom Sayers, Adam Armitage, Greg Francis, Rob Davidson e Oli Ferris

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME INTERNACIONAL
Sirât, por Laia Casanovas, Oriol Donat i Martos, Claudi Dosta Ivanow, Irene Rausell e Miguel Barbosa

MELHOR EDIÇÃO MUSICAL | FICÇÃO
Pecadores, por Felipe Pacheco

MELHOR EDIÇÃO MUSICAL | DOCUMENTÁRIO
Billy Joel: And So It Goes (Parte 1), por Shari Johanson e Debora Lilavois

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME | STREAMING
Entre Montanhas, por Ethan Van der Ryn, Erik Aadahl, Paul Hackner, Stephanie Brown, David V. Butler, Jonathan Klein, Roni Pillischer, David Farmer, Dane A. Davis, Bill R. Dean, Frederic Dubois, Darren Maynard, Christopher Battaglia, Javier Bennassar, Goeun Lee Everett, Jon Greasley, Jason W. Jennings, Nolan McNaughton, James Morioka, Kira Roessler, Sally Boldt, Chris White, Leslie Bloome, Shaun Brennan e Curtis Henderson

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO | STREAMING
Amor + Guerra, por Deborah Wallach, Nick Caramela, Matt Rigby, Chris White, Leslie Bloome e Shaun Brennan

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO | STREAMING
Predador: Assassino de Assassinos, por Chris Terhune, Will Files, Jessie Anne Spence, Justin Davey, Lee Gilmore, James Miller, Matt “Smokey” Cloud, Luis Galdames, Nolan McNaughton, Steve Neal, Matt Yocum, Julie Diaz, Ailene Roberts, Kailyn Jenkins, Jacob McNaughton, Samuel Munoz, Nick Neutra, Noel Vought e Adam Decoster

STUDENT FILM | VERNA FIELDS AWARD
Oneiros (National Film & Television School), por Jingman Anita Xu

Foto: Retrato Filmes/Divulgação.

Cinema Audio Society anuncia os vencedores do 62º CAS Awards

por: Cinevitor
Javier Bardem e Brad Pitt em F1: O Filme

Foram anunciados neste sábado, 07/03, em cerimônia apresentada pelo comediante Chris Hardwick, no Beverly Hilton, os vencedores da 62ª edição do CAS Awards, premiação realizada pela Cinema Audio Society, que elege a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas.

Entre os indicados deste ano, F1: O Filme, dirigido por Joseph Kosinski e protagonizado por Brad Pitt, se destacou e levou o prêmio de melhor mixagem de som em longa-metragem de ficção. Nas categorias televisivas, as séries The Pitt e O Estúdio foram premiadas. 

Neste ano, a Cinema Audio Society anunciou uma nova honraria: o Jeffrey S. Wexler Award, que reconhece os avanços em tecnologia de som. O prêmio, que leva o nome do consagrado técnico de som Jeffrey S. Wexler, que faleceu em dezembro de 2025 e foi indicado ao Oscar por Independence Day e O Último Samurai, homenageia indivíduos, empresas ou produtos cujas inovações aprimoraram significativamente os métodos existentes ou são tão inovadoras que mudaram substancialmente a forma como o som é gravado, editado, mixado ou distribuído. Foram honrados: Evan Brooks, Peter Gotcher, Glenn Sanders e Howard Stark

A Cinema Audio Society é uma organização filantrópica e sem fins lucrativos, que foi fundada em 1964 com o objetivo de compartilhar informações entre os profissionais de som da TV e do cinema.

Conheça os vencedores do 62º CAS Awards nas categorias de cinema:

MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM
F1: O Filme, por Gareth John, Gary A. Rizzo, Juan Peralta, Alan Meyerson, Michael Miller, Dennis Leonard e Elizabeth Marston

MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO
Guerreiras do K-Pop, por Howard London, Michael Babcock, Tony Lamberti, Erich Talaba e Giorgi Lekishvili

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO
Becoming Led Zeppelin, por Nigel Albermaniche e Nick Bergh

MELHOR MIXAGEM DE SOM | FILME PARA TV ou SÉRIE LIMITADA
Adolescência (1ª temporada, episódio 1), por Kiff McManus, Rob Entwistle, Jules Woods, James Drake, Mike Tehrani, Simon Diggins e Adam Mendez

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO PARA TV, VARIEDADE E SÉRIES MUSICAIS ou ESPECIAIS
Billy Joel: And So It Goes (1ª temporada, episódio 1: Part One), por Mark Mandler, David Mitlyng, Michael Stewart, Bob Chefalas, Bradshaw Leigh, Brian Ruggles e Jay Vicari

Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures.

54º Festival de Cinema de Gramado: Ana Flavia Cavalcanti é confirmada na curadoria de longas brasileiros

por: Cinevitor
A atriz se junta a Marcos Santuario e Camila Morgado no time de curadoria

O Festival de Cinema de Gramado 2026, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de agosto, anunciou uma novidade: Ana Flavia Cavalcanti passa a integrar a curadoria de longas-metragens brasileiros da 54ª edição. A premiada atriz e diretora paulista, que ganhou o troféu de melhor atriz no Festival do Rio 2025 por sua performance em Criadas, de Carol Rodrigues, se junta ao jornalista, professor e crítico de cinema Marcos Santuario e à atriz Camila Morgado para selecionar as produções que serão exibidas na principal categoria competitiva do festival.

Nascida em Diadema, na região metropolitana de São Paulo, e formada em Artes Cênicas pelo INDAC e pelo Centro de Preparação Teatral dirigido por Antunes Filho, Ana Flavia Cavalcanti transita entre as artes cênicas, a performance e a escrita. Neste mês, a atriz roda em Buenos Aires sua primeira produção internacional: o longa-metragem argentino Ofélia, dirigido por Juan Pablo Félix, de Karnawal, ao lado de Érica Rivas, de Relatos Selvagens, e Antonia Zegers, de O Segredo do Jardim. Na trama, ela interpreta Lívia, uma mulher que se envolve em um triângulo amoroso.

Ana Flavia também se destaca na direção. No teatro, atua e assina a dramaturgia e a direção do espetáculo Conforto, baseado em suas vivências acompanhando a mãe nas casas de família em que trabalhava. Dirigiu o curta-metragem , ao lado de Julia Zakia, baseado em uma memória de sua primeira infância, que teve estreia mundial no Festival de Berlim e conquistou o Candango de melhor filme no 52º Festival de Cinema de Brasília, em 2019. E, junto com Fellipe Barbosa, assina a direção do longa-metragem Bocaina, no qual também atuou, ao lado de Malu Galli. O filme retrata a vida de duas irmãs que vivem isoladas em uma casa de roça no interior de Minas Gerais.

Como atriz, integrou o elenco do premiado Baby, de Marcelo Caetano, e seu último longa-metragem, Marés de Sangue, de Marco André, está em processo de montagem e foi todo rodado na Amazônia brasileira; Ana Flavia dá vida à protagonista, Ana.

Na TV, participou da novela Garota do Momento, da Rede Globo, e das séries Os Outros, Sob Pressão, Notícias Populares e Santo Maldito. A atriz integra ainda o elenco de Emergência 53, série premiada na edição de 2026 do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que tem previsão de estreia para o segundo semestre de 2026 no Globoplay.

Nas redes sociais, Ana Flavia comentou a novidade: Que emoção! Tô muito muito feliz em fazer parte desse time lindo. Gracias!”. As inscrições para a 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado abrem na próxima semana.

Foto: Claudio Andrade. 

Festival Curta Cinema 2026: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta piauiense Boi de Salto, de Tássia Araújo

A 35ª edição do Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro acontecerá entre os dias 25 de março e 1º de abril, no Estação NET Rio, com uma programação que reúne mais de 130 filmes de realizadores de todo o mundo.

Com entrada gratuita, o evento traz produções internacionais, estreias de filmes nacionais e encontros com realizadores. A seleção deste ano reúne curtas de 33 países e 17 estados brasileiros, destacando o melhor do cinema independente e experimental produzido recentemente. A edição também marca um recorde de inscrições com 2.500 curtas nacionais inscritos, entre 5.686, mais que o dobro do número registrado no ano anterior. Entre as obras estão filmes inéditos no Brasil e títulos que passaram por alguns dos principais festivais de cinema do mundo, como Locarno, Berlim, Cannes e Veneza.

Entre os filmes brasileiros selecionados, estão produções realizadas em diferentes regiões do país, com obras vindas de estados como Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Rio de Janeiro. No panorama internacional, o festival apresenta uma enorme diversidade com curtas provenientes de países como Alemanha, Grécia, Cuba, Haiti, Irã, Chile, Colômbia, França, China e Portugal, entre outros, ampliando o diálogo entre diferentes tradições e linguagens do cinema contemporâneo.

Fundado em 1991, o Curta Cinema consolidou-se ao longo de mais de três décadas como um dos mais importantes eventos dedicados ao curta-metragem no Brasil e na América Latina. Ao longo de sua trajetória, o festival exibiu milhares de filmes e revelou novos talentos do audiovisual, acompanhando também o percurso de cineastas que hoje ocupam lugar de destaque no cinema internacional.

A programação da 35ª edição reúne filmes distribuídos entre as mostras Competição Nacional, Competição Internacional e Competição Especial Primeiros Quadros, dedicada aos primeiros trabalhos de jovens realizadores. Também integram o festival: as mostras Panorama Carioca e Panorama Latino-Americano, que apresentam um recorte da produção recente do Rio de Janeiro e da América Latina, além de programas especiais que ampliam o diálogo com diferentes vertentes do curta-metragem.

Os dois principais prêmios do festival, o Grande Prêmio da Competição Nacional e o Grande Prêmio da Competição Internacional, são qualificados para o Oscar de acordo com as regras da AMPAS, Academy of Motion Picture Arts and Sciences. Com isso, os filmes vencedores tornam-se elegíveis para consideração na categoria de curta-metragem do Oscar, reforçando o papel do Curta Cinema como uma importante vitrine internacional para novos realizadores.

A seleção foi feita pelo time de curadores do festival: Adriana Borges, Ailton Franco Junior, Alexandre Bispo, Clara Ferrer, Clara Linhart, Cristian Caselli, Duda Leite, Gustavo Duarte, Julia Couto, Luana Pascoal, Marina Pessanha, Paulo Roberto Junior, Pedro Gonçalves Ribeiro, Sérgio Alpendre e Yasmine Evaristo sob coordenação de Paulo Roberto Jr.

Conheça os filmes selecionados para o 35º Curta Cinema:

SESSÃO DE ABERTURA

Deflorada, de Luísa Reis (Brasil)
La Mar, de Jean Chapiro Uziel (México)
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Brasil/Bélgica/Suíça)
Um Certo Cinema Brasileiro, de Fábio Rogério (Brasil)
Vulto Sagrado, de Daniel Caetano (Brasil)

COMPETIÇÃO NACIONAL

A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR)
A Terra das Estrelas Distantes, de Felipe Aufiero (AM)
Arandu, de Vitoria Rocha (SP)
Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO)
Batata Frita na Chuva, de Ninah Nogino (RJ)
Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
Boiuna, de Adriana de Faria (PA)
Brincando?, de Miller Martins e Gabriel Goulart (MG)
Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias (SP)
Canto, de Danilo Daher Alvarenga (GO)
Capitã Iracema, de Dani Drumond e Marcio Martins (MG)
Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE)
Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (PR/SP)
Grão, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)
Habitar o Tempo, de Cristiana Grumbach (RJ)
Maira Porongyta: O Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi (RJ/MT)
Minhocuçu, de Lucas Campos e Leonardo Branco (MG)
Notas do Abismo, de Gabraz Sanna (RJ)
Novo Horizonte, de Tiago Vieira (GO)
O Véu, de Gabriel Motta (RS)
Oops, I died, de Lara Carmo (RJ)
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Outros Santos, de Jorge Polo e Guilherme Souza (RJ)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO)
Trapo, de João Chimendes (RS)
Um Corpo Sem Cavalo?, de Lara Fuke (RS)
Urticária Incandescente, de Augusto A. Sauandaj (SP)
Vim e Irei como uma Profecia, de Fábio Rogério (SE)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

A Emancipação de Mimi, de Marcelo Pereira (Portugal)
Ali, de Adnan Al Rajeev (Bangladesh/Filipinas)
Bad Ideas, de Jan Bujnowski (Polônia)
Betono Vaikai, de Saulius Baradinskas (Lituânia)
Borrachos Mientras Escuchamos Las Gotas Caer, de Santiago Gómez Ramírez (Colômbia)
Brute Force, de Felix Lenz e Ganaël Dumreicher (Áustria)
Cacciatori D’uranio, de Davide Palella (Itália)
Četiri, de Dea Jagic (Croácia)
Daria’s Night Flowers, de Maryam Tafakory (Irã/França/Reino Unido)
Ein Unfall, de Angelika Spangel (Áustria)
Faux Bijoux, de Jessy Moussallem (França/Líbano)
Kentucky Gaza, de Omar Rammal (Jordânia)
Klonter, de Levi Stoops (Bélgica)
Kosmogonia, de Karolina Chabier (França)
Los Peces no se Ahogan, de Lea Vidotto Labastie (Cuba)
Loynes, de Dorian Jespers (Bélgica)
Merrimundi, de Niles Atallah (Chile)
Murmurations, de Xavier Marrades (Espanha)
Ni Dieu ni Père, de Paul Kermarec (França)
Noi, de Neritan Zinxhiria (Grécia)
Noirs Matins, de David Gonseth (Suíça)
Ñuuyii (Earth), de Itandehui Jansen (México)
Paradaïz, de Matea Radic (Canadá)
Ploo, de Jon Frickey (Alemanha)
Radiant Frost, de Hannah Schierbeek (EUA/Filipinas)
SLET 1988, de Marta Popivoda (Sérvia)
UGH, de Yuan Scarlett Wang (China)
When The Tiger Roars, de Lam Can-zhao (China)
Widespread, de Paz Bernstein (Israel)
Yuragim, de Kirill Komar e Varia Garib (Áustria/Uzbequistão)

COMPETIÇÃO PRIMEIROS QUADROS

A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Acho que Vivo uma Constante Saudade, de Bruna Simões (MG)
Azul, de Luísa Pinheiro (RJ)
Cilene e o Mar, de Giulia Nunes Boccaletti (RJ)
Cinco, Seis, Sete, Oito, de Louise Willner (RJ)
De Volta à Terra, de Rafael Barreto Falcão (CE)
Entressonho, de Leandro Luiz de Abreu Pimentel (GO)
Eu Volto pra Te Buscar, de Roger Bravo (SP)
Inquietas, de Thaina Morais (RN)
Janete, de Rebecca Cerqueira (BA)
Menos de um Dia, de João Guesser e Paula Samuel (RJ)
Mundinho, de Lúcio Lima (BA)
O Ursos e Nós, de Maria Acselrad (PE)
Para Não Ser Levada por Qualquer Ventania, de Eleonora Loner (RS)
Pelo que Foi, de Julia Leite, Luís Eduardo Fanzeres Vieira, Marcela Lesniczki e Rafael Grieco Sabioni (RJ)
Pequeno B, de Lucas Borges (MG)
Seu Vazio em Mim, de Gabriel Jóia (SP)
Seus Bebês, de Letícia Bianco (SP)
Thayara, de Mila Leão (PR)
Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida (PE)
TV Entreaberta, de Mateus Compart (MG)

PANORAMA CARIOCA

Alvorada, de Igor Barradas
Angústia, de Luiz Antônio Soares
Às Compras, de Luiz Guilherme Assis
Boca, de Giuliana Zamprogno
Contracampo, de Gabriel Belchior
Fono, de Masina Pinheiro e Gal Cipreste
Gira, de Maiara Líbano
Poeira, de Mateus Lana
Versos da Rua, de Marcos Roza de Souza, Lucas Henrique Rossi e Kaue Benedito
Vigia da Noite, de David Yale Meyer

PANORAMA LATINO

Agua Fría, de Meme Cabello e Antonia Martinez Valls (Chile)
Agua y Acero, de Grethel Nuez Curbelo (Cuba)
Anba Dlo, de Luiza Calagian e Rosa Caldeira (Brasil/Cuba/Haiti)
Boi Romeiro, de Milena Andrade Rocha (Brasil)
Cagüeyro, de Manu Rosa (Cuba/Uruguai)
Caldeirão, de Bruno Fernandes (Brasil)
Coeur Bleu, de Samuel Suffren (Haiti)
Dead Tongue, de José Jiménez (Chile)
Documentos Para el Fin del Mundo, de Henrique Buzachero (Argentina/Brasil)
El Mal de Ojo, de Fernanda Arbiol Aranda (Chile)
Futura Licenciada, de Samantha Copano e Florencia Peña (Chile)
Kanekalon, de Sara J. Asprilla (Colômbia)
La Fina Sensación del Quiebre, de Dante Calissano (Argentina)
Mucambo, de Juliana Oliveira (Brasil)
Preguntas Frecuentes, de Sofía Salinas Barrera (Colômbia)
Qué se Puede Hacer Salvo Drogarse y Esperar el Fin, de Sebastián Muro (Argentina)
Rosa dos Ventos, de Laura Paro (Brasil)
Serra Pelada: A Terra Não é dos Homens, de Babi Fontana e Victor Costa (Brasil)
Te Seguimos Buscando, de Diego Andres Andres Murillo (EUA)

MOSTRA INTERZONA MIDNIGHT

Mata Gato, de André Cunha (AM)
O Novo Corpo, de Luciana Malavasi (SP)
Parla Italiano, de Rastricinha Dorneles e Caim Pacheco do Nascimento (RJ)
PQP, de Pedro Ludwig Marcial (RJ)
Tente Sua Sorte, de Guenia Lemos (PR)
Vigília Noturna, de Diego Robert (GO)

MOSTRA MEMÓRIA REVELAÇÃO

Cordões e Sinos de Além-mar, de Yuji Martins Kodato e Jeremias Brasileiro (MG)
Dança aos Orixás, de Gustavo McNair (SP)
Discoterra, de Gustavo Aquino dos Reis, Daniel Wierman e Arnaldo Robles (RJ)
Madeira Viva, de Gabriel Villas-Bôas (SP)

SESSÃO ESCOLAS

Le Petit et Le Géant, de Isabela Costa (Brasil/França)
Medo Monstro, de Andrew Gledson e Eduardo Padrão (PE)
Não é Sobre Pastéis, de Tiago Ribeiro de Carvalho (MG)
Pela água, sempre!, de Douglas de Magalhães Ferreira e Juraci Oliveira Campos Júnior (AC)
The Sky Was Candy, de Anh Tú Nguyen (Alemanha)
Zacimba Gaba: A Princesa de Cabinda, de Thiago Fernandes Coelho (MG)

Foto: Divulgação.

33º Festival de Cinema de Vitória abre inscrições para as mostras competitivas

por: Cinevitor
As inscrições estão abertas até 3 de abril de 2026

A 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 18 e 25 de julho, está com inscrições abertas para a seleção de curtas, longas-metragens e videoclipes exibidos nas mostras competitivas. O evento, realizado pelo IBCA, Instituto Brasil de Cultura e Arte, e a Galpão Produções, ocorre na capital capixaba em formato presencial.

Realizadores e realizadoras de todo o Brasil podem inscrever suas produções gratuitamente no site oficial (clique aqui) a partir do dia 2 de março até 17h59 do dia 3 de abril (horário de Brasília). O resultado com as obras selecionadas estará disponível no site do festival em maio, sendo que esse prazo pode ser prorrogado a critério da organização. 

Em comunicado oficial, Lucia Caus, diretora do Festival de Cinema de Vitória, disse: “Ser um veículo para a democratização da produção audiovisual brasileira, além de trabalhar para a formação e renovação de plateia são as missões constantes do Festival de Cinema de Vitória. Em mais de 30 anos de atividades com foco no fomento e na difusão do audiovisual produzido no Brasil, pensamos uma programação transversal que dialogue com nossas publicações, que tem o objetivo de preservar a memória artística e cultural do país, as atividades de formação e debates que aproximam o audiovisual de outras áreas como a educação”

Todo o processo de inscrições e envio de mídia acontece em formato on-line e gratuito. Serão aceitos somente os filmes enviados através de link pelo formulário oficial de inscrições. Podem se inscrever: curtas e longas-metragens realizados a partir de 1º de janeiro de 2025; produções audiovisuais de diversos gêneros, como ficção, documentário, animação, experimental e videoclipe. Os filmes devem ter duração máxima de 25 minutos (créditos inclusos) para curtas-metragens; e mínimo de 70 minutos para longas-metragens.

O responsável deverá informar, no ato de sua inscrição, em campo próprio e disponível, um link para visualização completa e download na íntegra do filme, preferencialmente no Vimeo ou YouTube, e também a senha de acesso, quando for necessário. Não serão aceitos links de transferência de arquivos, como WeTransfer, Dropbox, SendSpace, Google Drive ou qualquer outra ferramenta de alocação de dados que tenha prazo de expiração do link gerado. Não serão aceitas cópias em mídia física para a inscrição.

Só serão aceitos no máximo dois filmes por realizador (a) ou coletivo de realizadores, de forma que no caso de inscrições que ultrapassem este limite serão consideradas apenas as duas obras mais recentes. Importante: em caso de seleção, o filme obrigatoriamente deve apresentar ao festival no arquivo de exibição todos os elementos de acessibilidade, quais sejam: Legendagem Descritiva (LSE), Audiodescrição e Tradução em Libras. O regulamento completo sobre o processo de inscrição pode ser acessado no site. 

Os filmes selecionados para o Festival de Cinema de Vitória 2026 serão exibidos nas 11 mostras competitivas do evento. São elas: 30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, 16ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, 16ª Mostra Quatro Estações, 15ª Mostra Corsária, 15ª Mostra Foco Capixaba, 13ª Mostra Outros Olhares, 11ª Mostra Mulheres no Cinema, 11ª Mostra Cinema e Negritude, 10ª Mostra Nacional de Videoclipes, 9ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental e a 8ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico

Em 2025, durante seis dias de evento da sua 32ª edição, o FCV alcançou um público de aproximadamente 22 mil pessoas que assistiram 106 obras distribuídas em 11 mostras competitivas e sete sessões especiais não competitivas, além de participarem de cinco debates com realizadores, cinco bate-papos com equipes de filmes capixabas, duas homenagens e duas coletivas de imprensa com homenageados. A interação on-line também foi pujante: durante os seis dias de evento, foram 715.048 visualizações e 12.753 interações, o que comprova o interesse do público pelo cinema brasileiro

Maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, o Festival de Cinema de Vitória exibirá para o público capixaba, e de várias regiões do Brasil, uma série de produções da safra atual e inédita do cinema brasileiro em uma programação gratuita que também contará com debates, mesas redondas, homenagens e muito mais.

Foto: Melina Furlan.

The Actor Awards 2026: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Amy Madigan: premiada pelo Screen Actors Guild por A Hora do Mal

Foram anunciados neste domingo, 01/03, no Shrine Auditorium & Expo Hall, em Los Angeles, os vencedores da 32ª edição do Actor Awards, antes conhecido como SAG Awards, Screen Actors Guild Awards. O prêmio, que elege os melhores atores e atrizes da TV e do cinema, é realizado anualmente pelo Sindicato dos Atores dos Estados Unidos e é conhecido como um dos termômetros para o Oscar.

Neste ano, nas categorias de cinema, Pecadores, de Ryan Coogler, levou o prêmio de melhor elenco, que contemplou Michael B. Jordan, Miles Caton, Delroy Lindo, Wunmi Mosaku, Buddy Guy, Jayme Lawson, Omar Benson Miller, Jack O’Connell e Hailee Steinfeld. A cerimônia, apresentada pela atriz e cantora Kristen Bell, foi transmitida ao vivo pela Netflix; o presidente do SAG-AFTRA, Screen Actors Guild‐American Federation of Television and Radio Artists, Sean Astin, também marcou presença. 

Nas categorias televisivas, foram premiados: Owen Cooper, por Adolescência; Michelle Williams, por Morrendo por Sexo; Noah Wyle, por The Pitt; Keri Russell, por A Diplomata; e Seth Rogen e Catherine O’Hara, que faleceu recentemente, por O Estúdio

Além disso, o lendário ator e ativista Harrison Ford foi homenageado com o SAG-AFTRA Life Achievement Award, que reconhece uma personalidade por conquistas profissionais e humanitárias e é concedido anualmente a um ator ou atriz que promove os melhores ideais da profissão; a honraria foi entregue por Woody Harrelson. Ovacionado pelo público, Ford discursou: “Sinto-me incrivelmente grato por esta atenção, mas, para ser sincero, também me sinto bastante honrado. Estou em uma sala cheia de atores, muitos dos quais estão aqui porque foram indicados para receber um prêmio pelo seu trabalho incrível”. E ainda brincou: “Bem, eu estou aqui para receber um prêmio por estar vivo. É um pouco estranho receber um prêmio pelo conjunto da obra na metade da minha carreira. É um pouco cedo, não é? Eu ainda sou um ator em atividade”

Conheça os vencedores do 32º Actor Awards nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO
Pecadores

MELHOR ATOR
Michael B. Jordan, por Pecadores

MELHOR ATRIZ
Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Madigan, por A Hora do Mal

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS
Missão: Impossível – O Acerto Final 

Foto: Divulgação/Netflix. 

Sindicato dos Produtores: Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, é consagrado no PGA Awards 2026

por: Cinevitor
Leonardo DiCaprio em Uma Batalha Após a Outra: filme premiado

O Sindicato dos Produtores da América, Producers Guild of America, revelou na noite deste sábado, 28/02, no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles, os vencedores do PGA Awards, Producers Guild Awards, premiação que elege os melhores produtores e produtoras da TV e do cinema.

Nesta 37ª edição, o longa Uma Batalha Após a Outra, produzido por Adam Somner, Sara Murphy e Paul Thomas Anderson, foi consagrado. Com isso, o título aumenta suas chances na corrida pelo Oscar de melhor filme, já que o PGA Awards é considerado uma prévia do prêmio da Academia.

Realizado anualmente desde 1990, a premiação conta com mais de 8.200 membros. Das 36 edições realizadas até então, 26 dos vencedores também levaram a principal categoria do Oscar, como por exemplo, Anora, que foi eleito o melhor filme em ambos os eventos do ano passado. O PGA Awards 2026 ainda consagrou The Pitt, O Estúdio, Pee-wee Herman: Por Trás do Personagem, entre outros, nas categorias televisivas.

A cerimônia de premiação contou também com a presença de nomes consagrados de Hollywood, que anunciaram as categorias, entre eles, o ator brasileiro Wagner Moura, Adam Scott, Chloé Zhao, Claire Danes, Elle Fanning, Emma Stone, Greta Gerwig, Jacob Elordi, Jessie Buckley, Joachim Trier, Josh Safdie, Kate Hudson, Michael Keaton, Odessa A’zion, Paul Mescal, Paul Thomas Anderson, Regina Hall, Seth Rogen, Teyana Taylor e Timothée Chalamet.

Neste ano, a premiação homenageou grandes nomes da indústria cinematográfica: a produtora cinematográfica Amy Pascal, indicada ao Oscar por The Post: A Guerra Secreta, Adoráveis Mulheres e Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, recebeu o David O. Selznick Achievement Award; o produtor Jason Blum, fundador da Blumhouse Productions e indicado ao Oscar por Whiplash: Em Busca da Perfeição, Corra! e Infiltrado na Klan, foi honrado com o Milestone Award; e a roteirista e produtora Mara Brock Akil, indicada ao Emmy por Marcados: A História do Racismo nos EUA, foi homenageada com o Norman Lear Achievement Award.

Conheça os vencedores do PGA Awards 2026 nas categorias de cinema:

LONGA-METRAGEM | PRÊMIO DARRYL F. ZANUCK
Uma Batalha Após a Outra, por Adam Somner, Sara Murphy e Paul Thomas Anderson

LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Guerreiras do K-Pop, por Michelle L.M. Wong

LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
My Mom Jayne: A Film by Mariska Hargitay, por Mariska Hargitay e Trish Adlesic

FILME TELEVISIVO ou STREAMING
John Candy: Eu me Amo, por Colin Hanks, Sean Stuart, Glen Zipper, Ryan Reynolds e George Dewey

Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures. 

Art Directors Guild Awards 2026: conheça os filmes premiados

por: Cinevitor
Christoph Waltz em Frankenstein: filme premiado

Foram anunciados neste sábado, 28/02, os vencedores da 30ª edição do Annual Excellence in Production Design Awards, que reconhece a excelência em design de produção (ou direção de arte, como é chamada no Brasil) no cinema, televisão, comerciais e videoclipes.

A cerimônia do 30º ADG Awards, realizada no InterContinental Los Angeles Downtown e apresentada pelo comediante Ron Funches, consagrou diversos filmes, entre eles, Frankenstein, de Guillermo del Toro, com design de produção assinado por Tamara Deverell, que também foi indicada ao Oscar deste ano. Nas categorias televisivas, Palm Royale, Andor, Ruptura, Monstro: A História de Ed Gein e O Estúdio foram premiadas.

O comercial Someday, da Apple, dirigido por Spike Jonze e protagonizado por Pedro Pascal, também se destacou; o vídeo (AirPods 4 with Active Noise Cancellation) conta ainda com a música Perfect, de Sam i & Tropkillaz (feat. Bia & MC Pikachu) na trilha sonora. 

Fundada em 1937, a Art Directors Guild (ADG, IATSE Local 800) reúne mais de 3.000 membros do mundo todo, principalmente americanos e canadenses, que trabalham como designers de produção, diretores de arte, cenógrafos, ilustradores, modeladores, designers de cenários e maquetes, artistas de storyboard, assistentes de arte, entre outros. Vale lembrar que, dentro da estrutura do cinema brasileiro, o designer de produção é mais conhecido como diretor de arte.

Conheça os vencedores do 30º Annual Excellence in Production Design Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ÉPOCA
Frankenstein, por Tamara Deverell

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE FANTASIA
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, por Kasra Farahani

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME CONTEMPORÂNEO
Uma Batalha Após a Outra, por Florencia Martin

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ANIMAÇÃO
Guerreiras do K-Pop, por Mingjue Helen Chen e Dave Bleich

Foto: Ken Woroner/Netflix.

Prêmio Goya 2026: Sirât, de Oliver Laxe, é consagrado no Oscar espanhol

por: Cinevitor
Jade Oukid e Tonin Janvier em Sirât: seis prêmios

Foram anunciados neste sábado, 28/02, em Barcelona, os vencedores do Prêmio Goya, ou Premios Goya, no original, evento realizado pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol.

Dirigido por Oliver Laxe, Sirât, indicado ao Oscar 2026 em duas categorias, foi consagrado com seis prêmios, entre eles, melhor montagem; o drama Los Domingos, de Alauda Ruiz de Azúa, que liderava a lista com 13 indicações, se destacou com seis prêmios, entre eles, melhor filme e melhor direção

Nesta 40ª edição, o Brasil estava representado com Manas, de Marianna Brennand, na categoria de melhor filme ibero-americano; mas, infelizmente, perdeu para o argentino Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi

A cerimônia, apresentada pela cantora Rigoberta Bandini e pelo ator Luis Tosar, celebrou as quatro décadas da premiação. Além disso, contou também com homenagens: o escritor, roteirista e cineasta espanhol Gonzalo Suárez recebeu o Goya de Honor; e a consagrada atriz norte-americana Susan Sarandon foi honrada com o Goya Internacional, que foi entregue por Fernando Méndez-Leite, presidente da Academia de Cine. Em seu discurso, disse: “Obrigada por me convidarem para participar desta noite com contadores de histórias. Amo a arte de vocês e seus maravilhosos museus, as pessoas, a comida. Nestes tempos em que o mundo é tão dominado pela violência e pela crueldade, olho ao redor e vejo o presidente de vocês e tantos artistas do seu país se manifestando, vejo também uma clareza moral tão grande que me ajuda onde estou, em meio ao caos da repressão. Isso me ajuda a me sentir menos sozinha e a perceber que faço parte de uma comunidade maior”.

E continuou: “Ter esperança em tempos difíceis não é apenas um romantismo ingênuo. Está fundamentado no fato de que a história da humanidade não é apenas uma história de crueldade, mas também de compaixão, sacrifício, coragem e bondade. O que escolhemos enfatizar nesta história complexa moldará nossas vidas. Se enxergarmos apenas o pior, paralisamos nossa capacidade de agir. Se nos lembrarmos daqueles tempos e lugares, e há muitos, em que as pessoas agiram com grandeza, isso nos dará energia para agir e, pelo menos, a possibilidade de mudar o rumo deste mundo, que gira como um pião. E se agirmos, mesmo que de forma pequena, não precisamos esperar por um futuro grandioso e utópico. O futuro é uma sucessão infinita de presentes e, agora, viver como acreditamos que os seres humanos devem viver, desafiando todo o mal que nos cerca, já é, em si, uma vitória maravilhosa”

Conheça os vencedores do Prêmio Goya 2026:

MELHOR FILME
Los Domingos

MELHOR DIREÇÃO
Alauda Ruiz de Azúa, por Los Domingos

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE
Eva Libertad, por Sorda

MELHOR ATOR
José Ramón Soroiz, por Maspalomas

MELHOR ATRIZ
Patricia Lopez Arnaiz, por Los Domingos

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Álvaro Cervantes, por Sorda

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Nagore Aranburu, por Los Domingos

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Los Domingos, escrito por Alauda Ruiz de Azúa

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
La cena, escrito por Joaquín Oristrell, Manuel Gómez Pereira e Yolanda García Serrano

ATOR REVELAÇÃO
Antonio “Toni” Fernández Gabarre, por Ciudad sin sueño

ATRIZ REVELAÇÃO
Miriam Garlo, por Sorda

MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Sirât, por Oriol Maymó

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Sirât, por Mauro Herce

MELHOR MONTAGEM
Sirât, por Cristóbal Fernández

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Sirât, por Laia Ateca Font

MELHOR FIGURINO
La cena, por Helena Sanchis

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
O Cativo, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Sirât, por Kangding Ray

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Flores para Antonio, por Alba Flores e Sílvia Pérez Cruz (Flores para Antonio)

MELHOR SOM
Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Los Tigres, por Paula Gallifa Rubia e Ana Rubio

MELHOR ANIMAÇÃO
Decorado, de Alberto Vázquez

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Tardes de soledad, de Albert Serra

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)

MELHOR FILME EUROPEU
Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Ángulo muerto, de Cristian Beteta

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
El Santo, de Carlo D’Ursi

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Gilbert, de Alex Salu, Arturo Lacal e Jordi Jiménez

GOYA INTERNACIONAL
Susan Sarandon

GOYA HONORÁRIO
Gonzalo Suárez

Foto: Divulgação/Retrato Filmes.