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Confira o trailer de Maria Madalena, com Rooney Mara e Joaquin Phoenix

por: Cinevitor

rooneymadalenaRooney Mara é a protagonista do drama épico.

A jornada de uma das figuras mais enigmáticas e incompreendidas da história chega aos cinemas em 2018. O drama Maria Madalena, no original Mary Magdalene, traz Rooney Mara no papel-título e Joaquin Phoenix como Jesus.

Dirigido por Garth Davis, de Lion – Uma Jornada Para Casa, a cinebiografia retrata a história de uma jovem em busca de uma nova maneira de viver. Contrariada pelas hierarquias, Maria Madalena desafia sua família tradicional para se juntar a Jesus de Nazaré. Ela logo encontra um lugar para si mesma dentro de um movimento que a levará para Jerusalém.

Com roteiro de Helen Edmundson e Philip Goslett, o longa conta também com Chiwetel Ejiofor, Ariane Labed, Ryan Corr, Tahar Rahim, Sarah-Sofie Boussnina e Lubna Azabal no elenco.

Confira o trailer de Maria Madalena, que estreia no dia 22 de março de 2018:

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

The Post – A Guerra Secreta, de Steven Spielberg, é eleito o melhor filme de 2017 pela National Board of Review

por: Cinevitor

thepostboard1Meryl Streep e Tom Hanks em The Post – A Guerra Secreta, de Steven Spielberg.

A National Board of Review, importante e tradicional organização de críticos de cinema dos Estados Unidos, fundada em 1909, divulga, desde 1932, uma lista com os melhores do ano da indústria cinematográfica. Em 2017, mais de 250 filmes foram analisados por um seleto grupo de cineastas, profissionais e acadêmicos da sétima arte.

Neste ano, o drama The Post – A Guerra Secreta, de Steven Spielberg, foi eleito o melhor filme de 2017. O longa, que retrata o envolvimento do Washington Post na divulgação de documentos secretos dos Estados Unidos sobre a Guerra do Vietnã, chamados Papéis do Pentágono, durante o governo Nixon, também recebeu outros dois prêmios: melhor ator para Tom Hanks e melhor atriz para Meryl Streep.

O cinema brasileiro, que este ano não apareceu na lista, já marcou presença na premiação diversas vezes. Em 1998, Central do Brasil, de Walter Salles, foi eleito o melhor filme estrangeiro do ano e ainda rendeu o prêmio de melhor atriz para Fernanda Montenegro. Além disso, outras produções nacionais garantiram uma vaga no TOP 5 Filmes Estrangeiros, como: Pixote: A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, em 1981; Abril Despedaçado, de Walter Salles, em 2001; Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, em 2002; Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, de José Padilha, em 2011; e Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, em 2015. Em 2004, Diários de Motocicleta, uma coprodução Argentina e Brasil, dirigida por Walter Salles, também apareceu na lista.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 9 de janeiro de 2018, em Nova York, e será apresentada pelo jornalista e humorista Willie Geist.

Confira a lista com os melhores do cinema em 2017 segundo a National Board of Review:

MELHOR FILME: The Post – A Guerra Secreta
MELHOR DIREÇÃO: Greta Gerwig, por Lady Bird
MELHOR ATOR: Tom Hanks, por The Post – A Guerra Secreta
MELHOR ATRIZ: Meryl Streep, por The Post – A Guerra Secreta
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Willem Dafoe, por Projeto Flórida
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Laurie Metcalf, por Lady Bird
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Trama Fantasma, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Artista do Desastre, escrito por Scott Neustadter e Michael H. Weber
MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO: Viva: A Vida é uma Festa
ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO: Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome
MELHOR DIRETOR ESTREANTE: Jordan Peele, por Corra!
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: Foxtrot, de Samuel Maoz (Israel)
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Jane, de Brett Morgen
MELHOR ELENCO: Corra!
PRÊMIO SPOTLIGHT: Patty Jenkins e Gal Gadot pela colaboração em Mulher-Maravilha
PRÊMIO NBR FREEDOM OF EXPRESSION: First They Killed My Father, de Angelina Jolie e Let It Fall: Los Angeles 1982-1992, de John Ridley

MELHORES FILMES DO ANO:
Artista do Desastre
Corra!
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Lady Bird
Logan
Me Chame Pelo Seu Nome
Pequena Grande Vida
Projeto Flórida
Trama Fantasma

TOP 5 FILMES ESTRANGEIROS:
Frantz, de François Ozon (França)
Loveless, de Andrey Zvyagintsev (Rússia)
The Square, de Ruben Östlund (Suécia)
Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Chile)
Verão 1993, de Carla Simón (Espanha)

TOP 5 DOCUMENTÁRIOS:
Abacus: Pequeno o Bastante para Condenar
Brimstone & Glory
Eric Clapton: Life in 12 Bars
Hell on Earth: The Fall of Syria and the Rise of ISIS
Visages, Villages

TOP 10 FILMES INDEPENDENTES:
A Ghost Story
Beatriz at Dinner
Brigsby Bear
Com Amor, Van Gogh
Lady Macbeth
Logan Lucky – Roubo em Família
Menashe
Norman: Confie em Mim
Patti Cake$
Terra Selvagem

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do Gotham Independent Film Awards 2017

por: Cinevitor

mechamecinevitorgothamA equipe de Me Chame Pelo Seu Nome no palco: melhor filme.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 27/11, os vencedores do 27º Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pela IFP (Independent Filmmaker Project), que dá início à temporada de premiações.

Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, Me Chame Pelo Seu Nome levou o prêmio de melhor filme; o suspense Corra!, de Jordan Peele, venceu em três categorias.

Apresentada pelo cineasta John Cameron Mitchell, a cerimônia também homenageou importantes nomes que contribuíram para a sétima arte, como: o ex-vice-presidente americano Al Gore; a atriz Nicole Kidman; o diretor de fotografia Ed Lachman; o ator Dustin Hoffman; o produtor Jason Blum; e a cineasta Sofia Coppola.

Confira a lista completa com os vencedores do Gotham Awards 2017:

MELHOR FILME:
Me Chame Pelo Seu Nome

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Strong Island

MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO | PRÊMIO BINGHAM RAY:
Jordan Peele, por Corra!

MELHOR ROTEIRO:
Corra!, escrito por Jordan Peele

MELHOR ATOR:
James Franco, por Artista do Desastre

MELHOR ATRIZ:
Saoirse Ronan, por Lady Bird

MELHOR ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO:
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Elenco de Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi

PRÊMIO DO PÚBLICO | GOTHAM AUDIENCE AWARD:
Corra!, de Jordan Peele

MELHOR SÉRIE | LONGA:
Atlanta

MELHOR SÉRIE | CURTA:
The Strange Eyes of Dr. Myes

PRÊMIO MADE IN NY:
Michael Kenneth Williams

Foto: Reprodução.

15º Festival Internacional de Cinema Infantil estreia no Rio de Janeiro e em Niterói com 120 filmes na programação

por: Cinevitor

comedoresmeiafestOs Comedores de Meia, de Galina Miklínová: dublagem exclusiva para o festival.

O Festival Internacional de Cinema Infantil, FICI, que chega em sua 15ª edição como o único festival do gênero dedicado à infância que percorre o país, já soma mais de mil filmes exibidos e um público total superior a 1,5 milhão de espectadores.

Neste ano, a programação reúne 120 filmes de 25 países, concentrando mais que o triplo de lançamentos do gênero no Brasil em um só evento, que já passou por São Paulo, Salvador, Aracaju, Natal e chega agora ao Rio de Janeiro, até o dia 3 de dezembro, com curtas, médias e longas-metragens brasileiros e internacionais, mostras especiais, além de oficinas, debates e novidades para o mercado audiovisual infantojuvenil.

“O FICI oferece a um público cada vez maior a oportunidade de assistir a produções de diferentes estilos, linguagens e épocas, assim como um número crescente de produção nacional dedicada à infância. Desde o início, em 2003, houve um aumento significativo de interesse pelo cinema infantil, não só do público como também do ponto de vista da produção”, avalia Carla Camurati, diretora do festival ao lado de Carla Esmeralda.

Para instigar o pensamento crítico dos pequenos, o FICI 2017 realiza as tradicionais sessões Pequeno Jornalista e Pequeno Cientista no Rio e em Niterói. No primeiro, as crianças terão a oportunidade de entrevistar um profissional da imprensa logo após uma sessão do filme Do Meu Tamanho. O segundo propõe que dúvidas sobre o universo dos robôs, retratado em Wall-E, sejam esclarecidas por um especialista no tema, logo após uma exibição que promete muita diversão e aprendizado aos pequenos.

wallelistaWall-E: Oscar de melhor animação, em 2009.

Ainda visando o debate e a formação de cidadãos, o FICI realiza a Mostra Novos Jovens, um encontro marcado com pré-adolescentes e adolescentes para assistir e discutir os assuntos abordados nos filmes da programação da mostra, como Filhos de Bach, de Ansgar Ahlers, uma coprodução Brasil e Alemanha, e os filmes franceses Garota Impossível e O Novato.

Para valorizar e revelar o que há de melhor na produção audiovisual brasileira direcionada ao público infantojuvenil, o FICI exibirá os curtas-metragens selecionados durante a 10ª edição do Prêmio Brasil de Cinema Infantil, que fomenta o reconhecimento de novos cineastas brasileiros e suas obras.

Para o Programa Internacional, serão apresentados títulos com dublagens exclusivas. Em destaque na programação, está a animação Os Comedores de Meia, da República Tcheca, Eslováquia e Croácia, que apresenta a história de criaturinhas que vivem ao nosso lado e, sem que ninguém perceba, comem nossas meias. Também da República Tcheca, será exibido o filme Pat & Mat, derivado da série homônima e já apresentada no Brasil com o título Zeca & Joca.

filhosbachfestCena de Filhos de Bach, de Ansgar Ahlers: uma coprodução Brasil e Alemanha.

Os curtas internacionais terão títulos como: Guerra Fria, da Noruega, destaque da sessão Pequenos que nem você; o francês O Sapateiro, destaque da sessão 8x Animação; e Eskimal, produção mexicana que faz parte de uma seleção de curtas em parceria com o Consulado do México na mostra Foco México. Destacam-se também sessões de dublagem ao vivo dos filmes: A Fantástica Fórmula do Dr. Funes, dirigido por José Buil, e Por Meus Bigodes, de Miguel Caramés, que teve dublagem exclusiva feita pelo FICI.

Na seção de pré-estreia Brasil, o público terá a chance de conferir, com exclusividade, a première do filme Peixonauta, O Filme, em 3D. A Sessão Telecine de Cinema, parceiro do FICI, traz Louis & Luca – A Corrida do Queijo, filme norueguês inédito nos cinemas brasileiros, que conta a divertida história de uma disputa inusitada entre duas cidades vizinhas e muito rivais.

linotrailerLino – Uma Aventura de Sete Vidas: dublado por Selton Mello, Dira Paes e Paolla Oliveira.

No programa Panorama Brasil, serão exibidos os melhores filmes brasileiros para crianças recentemente lançados ou em fase de lançamento, como: Historietas Assombradas – O Filme; Um Tio Quase Perfeito; D.P.A. – O Filme; Lino – Uma Aventura de Sete Vidas; A Professora de Música; A Família Dionti; e Bugigangue no Espaço.

Na categoria Clássico Internacional, o filme Mary Poppins será apresentado em sessão com áudio original e legendas em português. Animações internacionais recém-lançadas também voltam às telonas através do programa Se Você Ainda Não Viu, como: Sing – Quem Canta Seus Males Espanta; Trolls; O Poderoso Chefinho; Moana – Um Mar de Aventuras; e o belga indicado ao Oscar Minha Vida de Abobrinha.

Para mais informações sobre o Festival Internacional de Cinema Infantil 2017, clique aqui.

Fotos: Divulgação.

Conheça os vencedores do 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade

por: Cinevitor

guigomixAntonio Haddad Aguerre e Pedro Goifman em Guigo Offline: Coelho de Ouro.

A 25ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade só acaba no dia 26 de novembro, mas, seus vencedores já foram anunciados na noite desta quarta-feira, 22/11, no Centro Cultural São Paulo.

Dirigido por René Guerra, Guigo Offline recebeu o Coelho de Ouro de melhor média ou longa-metragem brasileiro; o público escolheu o documentário Luana Muniz – Filha da Lua, de Rian Córdova e Leonardo Menezes como o melhor longa brasileiro desta edição.

Confira a lista completa com os vencedores do 25º Festival Mix Brasil:

COELHOS DE OURO | Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil

Melhor longa-metragem brasileiro: Guigo Offline, de René Guerra
Melhor curta-metragem nacional: Afronte, de Bruno Victor e Marcus Azevedo

INCENTIVO: O longa e o curta premiados com o Coelho de Ouro também receberão os prêmios DOTCINE, CTAV e MISTIKA de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com apoiadores da área cinematográfica.

COELHOS DE PRATA

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens:

Melhor Direção: Vando Vulgo Vedita, por Andréia Pires e Leonardo Mouramateus
Melhor Roteiro: Stanley, escrito por Paulo Roberto
Melhor Interpretação: Gilda Nomacce, por Minha Única Terra é na Lua
Menção Honrosa: Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim

Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil para médias e longas-metragens:

Melhor Direção: Aos Teus Olhos, por Carolina Jabor
Melhor Roteiro: Alguma Coisa Assim, escrito por Esmir Filho e Mariana Bastos
Melhor Interpretação: Caroline Abras, por Alguma Coisa Assim
Menção Honrosa: Meu Nome é Jacque, de Angela Zoé e Serguei, O Último Psicodélico, de Ching Lee e Zahy Tata Pur’gte

PRÊMIO DO PÚBLICO:

Melhor curta-metragem nacional: Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim
Melhor curta-metragem internacional: Mario, Kike e David, de Miguel Lafuente (Espanha)
Melhor longa-metragem nacional: Luana Muniz – Filha da Lua, de Rian Córdova e Leonardo Menezes
Melhor longa-metragem internacional: Close-Knit (Karera ga honki de amu toki wa), de Naoko Ogigami (Japão)

PRÊMIOS ESPECIAIS:

PRÊMIO ÍCONE MIX: Gus Van Sant
PRÊMIO SUZY CAPÓ: a peça Desmesura, do Grupo Teatro Kunyn
PRÊMIO MIX HIV
: Meu Nome é Jacque, de Angela Zoé
PRÊMIO SESC TV
: Vaca Profana, de René Guerra
PRÊMIO CANAL BRASIL DE INCENTIVO AO CURTA-METRAGEM: Dandara, de Flávia Ayer e Fred Bottrel
PRÊMIO SHOW DO GONGO: Confessions, de Rafael Saparelli
PRÊMIO IDA FELDMAN: Maria Clara Spinelli

Foto: Divulgação.

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2018

por: Cinevitor

callmespiritTimothée Chalamet em Me Chame Pelo Seu Nome: seis indicações.

Foram anunciados nesta terça-feira, 21/11, os indicados ao Independent Spirit Awards 2018, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano. Nesta 33ª edição, o drama Me Chame Pelo Seu Nome, dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, lidera a lista com seis indicações.

Três filmes produzidos pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, concorrem a prêmios no Spirit Awards, sendo a única produtora no mundo a ter três longas disputando troféus na premiação. São eles: A Ciambra, de Jonas Carpignano; Patti Cake$, de Geremy Jasper; e Me Chame Pelo Seu Nome, no original Call Me by Your Name.

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2018, conhecido como o Oscar do cinema independente, que acontecerá no dia 3 de março:

MELHOR FILME:
Corra!
Lady Bird
Me Chame Pelo Seu Nome
Projeto Flórida
The Rider

MELHOR DIREÇÃO:
Benny Safdie e Josh Safdie, por Bom Comportamento
Chloé Zhao, por The Rider
Jordan Peele, por Corra!
Jonas Carpignano, por A Ciambra
Luca Guadagnino, por Me Chame Pelo Seu Nome
Sean Baker, por Projeto Flórida

MELHOR ROTEIRO:
Beatriz at Dinner, escrito por Mike White
Corra!, escrito por Jordan Peele
Lady Bird, escrito por Greta Gerwig
The Lovers, escrito por Azazel Jacobs
Três Anúncios Para um Crime, escrito por Martin McDonagh

MELHOR PRIMEIRO FILME:
Columbus
Ingrid Goes West
Menashe
Oh Lucy!
Patti Cake$

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO:
Columbus, escrito por Kogonada
Doentes de Amor, escrito por Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani
Donald Cried, escrito por Kris Avedisian, Kyle Espeleta e Jesse Wakeman
Ingrid Goes West, escrito por David Branson Smith e Matt Spicer
Women Who Kill, escrito por Ingrid Jungermann

MELHOR ATOR:
Daniel Kaluuya, por Corra!
James Franco, por Artista do Desastre
Harris Dickinson, por Beach Rats
Robert Pattinson, por Bom Comportamento
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

MELHOR ATRIZ:
Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime
Margot Robbie, por I, Tonya
Regina Williams, por Life & Nothing More
Salma Hayek, por Beatriz at Dinner
Saoirse Ronan, por Lady Bird
Shinobu Terajima, por Oh Lucy!

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Allison Janney, por I, Tonya
Holly Hunter, por Doentes de Amor
Laurie Metcalf, por Lady Bird
Lois Smith, por Marjorie Prime
Taliah Lennice Webster, por Bom Comportamento

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Armie Hammer, por Me Chame Pelo Seu Nome
Benny Safdie, por Bom Comportamento
Barry Keoghan, por O Sacrifício do Cervo Sagrado
Nnamdi Asomugha, por Crown Heights
Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Motherland
Quest
The Departure
Últimos Homens em Aleppo
Visages, Villages

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo (França)
I Am Not a Witch, de Rungano Nyoni (Zâmbia)
Lady Macbeth, de William Oldroyd (Reino Unido)
Loveless, de Andrey Zvyagintsev (Rússia)
Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Chile)

MELHOR FOTOGRAFIA:
Beach Rats, por Hélène Louvart
Columbus, por Elisha Christian
Me Chame Pelo Seu Nome, por Sayombhu Mukdeeprom
O Sacrifício do Cervo Sagrado, por Thimios Bakatakis
The Rider, por Joshua James Richards

MELHOR EDIÇÃO:
Bom Comportamento, por Benny Safdie e Ronald Bronstein
Corra!, por Gregory Plotkin
I, Tonya, por Tatiana S. Riegel
Me Chame Pelo Seu Nome, por Walter Fasano
The Rider, por Alex O’Flinn

PRÊMIO JOHN CASSAVETES:
A Ghost Story
Dayveon
Life & Nothing More
Most Beautiful Island
The Transfiguration

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO:
Mudbound

Foto: Divulgação/Sony Pictures Classics.

Conheça os indicados ao 49º NAACP Image Awards

por: Cinevitor

halleimageawardsHalle Berry em O Sequestro, de Luis Prieto: indicada.

Fundada em 12 de fevereiro de 1909, a NAACP, National Association for the Advancement of Colored People (na tradução, Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor), é a maior e mais antiga organização de direitos civis dos Estados Unidos.

O principal objetivo da NAACP é assegurar a igualdade política, educacional, social e econômica dos cidadãos dos grupos minoritários dos Estados Unidos e acabar com o preconceito racial. A NAACP procura eliminar todas as barreiras da discriminação racial através dos processos democráticos.

Desde 1970, realiza o NAACP Image Awards, premiação que destaca os afro-americanos mais influentes do cinema, da televisão e da música. Neste ano, em sua 49ª edição, que será apresentada pelo ator Anthony Anderson, além das categorias principais, prêmios especiais também serão entregues, entre eles, o President’s Award, que homenageará o ator Danny Glover.

Os vencedores do 49º NAACP Image Awards serão anunciados no dia 15 de janeiro, data que homenageia o aniversário do ativista político Martin Luther King Jr. em um feriado federal.

Conheça os indicados ao 49º NAACP Image Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME:
Corra!
Detroit em Rebelião
Marshall
Roman J. Israel, Esq.
Viagem das Garotas

MELHOR FILME INDEPENDENTE:
A Melhor Escolha
Detroit em Rebelião
Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi
Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas
Terra Selvagem

MELHOR ATOR:
Algee Smith, por Detroit em Rebelião
Chadwick Boseman, por Marshall
Daniel Kaluuya, por Corra!
Denzel Washington, por Roman J. Israel, Esq.
Idris Elba, por Depois Daquela Montanha

MELHOR ATRIZ:
Amandla Stenberg, por Tudo e Todas as Coisas
Danai Gurira, por All Eyez on Me
Halle Berry, por O Sequestro
Natalie Paul, por Crown Heights
Octavia Spencer, por Um Laço de Amor

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Idris Elba, por Thor: Ragnarok
Laurence Fishburne, por A Melhor Escolha
Lil Rel Howery, por Corra!
Nnamdi Asomugha, por Crown Heights
Sterling K. Brown, por Marshall

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Audra McDonald, por A Bela e a Fera
Keesha Sharp, por Marshall
Regina Hall, por Viagem das Garotas
Tessa Thompson, por Thor: Ragnarok
Tiffany Haddish, por Viagem das Garotas

MELHOR DIREÇÃO:
Dee Rees, por Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi
Jordan Peele, por Corra!
Malcolm D. Lee, por Viagem das Garotas
Reginald Hudlin, por Marshall
Stella Meghie, por Tudo e Todas as Coisas

MELHOR ROTEIRO:
Corra!, escrito por Jordan Peele
Detroit em Rebelião, escrito por Mark Boal
Doentes de Amor, escrito por Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani
Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi, escrito por Virgil Williams e Dee Rees
Viagem das Garotas, escrito por Kenya Barris e Tracy Oliver

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
I Called Him Morgan
Step
The Rape of Recy Taylor
Tell Them We Are Rising: The Story of Black Colleges and Universities
Whose Streets?

Foto: Peter Iovino.

Documentário Libertem Angela Davis é destaque na programação do canal Curta!

por: Cinevitor

docangelaespecialAngela Davis: na luta pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial.

Na semana em que é comemorado o Dia da Consciência Negra, estreia na Sexta da Sociedade, 24/11, às 23h, no canal Curta!, o documentário Libertem Angela Davis, um dos destaques da programação de aniversário de cinco anos do canal, que fala sobre a trajetória da ativista que virou símbolo internacional na luta pela defesa dos direitos humanos, em especial dos negros e das mulheres.

Dirigido por Shola Lynch, o filme narra a história da professora de filosofia, nascida no Alabama, um dos estados mais racistas dos Estados Unidos, e reconstitui seu período de prisão na luta pelas causas sociais.

Angela Davis foi presa nos anos 1970 enquanto defendia três prisioneiros negros. A americana foi acusada de organizar uma tentativa de fuga e sequestro, que levou à morte de um juiz e quatro detentos. Por conta do ocorrido, a filósofa se tornou a terceira mulher a integrar a Lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados do FBI. Na época, foi realizada uma grande campanha por sua libertação, que envolveu inclusive a composição de músicas em sua defesa por John Lennon e os Rolling Stones. Davis acabou sendo inocentada e, até hoje, é símbolo na luta pelos direitos civis.

Para falar mais sobre o filme e Angela Davis, convidamos Joanna Búrigo, Mestre em Gênero, Mídia e Cultura pela LSE, fundadora da Casa da Mãe Joanna e colunista da Carta Capital. Confira:

Que mulher, que raça, que classe!

Angela Davis é daquelas intelectuais que transcendem a academia, tão icônicas que são quase míticas, e que como tal são bastante citadas e reconhecidas, mas pouco lidas ou mesmo conhecidas.

O documentário Libertem Angela Davis, que veicula com exclusividade no canal Curta!, oferece a chance de saber um pouco mais sobre esta mulher extremamente inteligente, corajosa e revolucionária.

Premiada no Festival de Tribeca e dirigida por Shola Lynch, a obra salienta que tratada como mulher Angela Davis foi, mostrando que dentre as tantas acusações feitas contra ela não faltaram as construídas a partir de argumentos moralistas e do aparato retórico da irracionalidade apaixonada. Acusações que, com a especificidade certeira que o filme denota ser peculiar do raciocínio de Davis, eram por elas desarticuladas na hora.

Sua história – a de uma mulher negra, profundamente sagaz, intelectual pública desde jovem, muito bem preparada e articulada, exímia oradora e escritora potente, professora da UCLA, representante do Clube Che-Lumumba do Partido Comunista, e que nas décadas de 1960 e 1970 esteve por tudo, da lista dos dez mais procurados pelo FBI como “perigosa terrorista” aos noticiários de TV e capas de jornais e revistas – é fascinante. Assim como são a força e a lucidez que a acompanharam até nos solitários momentos de cárcere.

O documentário segue as lições de seu objeto, e trabalha tanto para desfazer mitos – como, por exemplo, o de que Davis fazia parte dos Panteras Negras – quanto para não perder o foco da luta – e é uma pena que a versão brasileira do título não siga o original, que conforme o pedido que Davis fez quando da criação do slogan da campanha por sua liberdade, sugeriu que o “Free Angela” fosse acompanhado de “and All Political Prisoners”.

Ela não é a única a compor o quadro de entrevistados, de que também participaram muitos dos que acompanharam de perto sua história de bravura e estratégias a longo prazo. E é ela mesma quem conta que estava na Alemanha quando o movimento por direitos civis eclodiu nos Estados Unidos. Ela, estudiosa de filosofia e aluna de Herbert Marcuse, decidiu que precisava de conhecimento. “O conhecimento pode mudar o mundo” ela fala no documentário. E diz ter ido atrás dele em coletividades descontentes com a supremacia branca e o papel secundário relegado às mulheres.

Lançado em 2012, pouco antes do surgimento do movimento #BlackLivesMatter, o filme mostra o contexto racial dos Estados Unidos dos anos de formação de Angela Davis, especialmente da segregação a que teve experiência na infância, e que certamente informa sua asserção de que reações violentas geralmente são isso: respostas a violências pré existentes. Angela Davis é uma pensadora constituída em contextos de racismo e machismo, cujas reflexões são tão reveladoras do poder hegemônico branco e masculino que, durante sua breve fase como fugitiva, o valor de sua captura, estipulado por homens brancos e poderosos, chegou a ser de U$100K. E no filme o que bem simboliza seu compromisso com a luta pela liberdade é o trecho que mostra que enquanto seus colegas de UCLA votavam a favor de seu afastamento, ela protestava contra os maus tratos e violências institucionais direcionados à população negra no seu país

Os registros de seu brilho como professora na UCLA são lindos, assim como são as memórias sobre as milhões de pessoas que se uniram em coro por sua liberdade, puxadas no filme por sua irmã. É também bastante emocionante o discurso sobre ela feito pelo dramaturgo francês Jean Genet que, como Angela, expressava tão bem entender muito sobre quase tudo. Felizmente Genet não é o único homem branco, neste filme, a declarar entender perfeitamente que a luta de Davis por liberdade passa pela importância de se falar abertamente sobre o fato de que alguns grupos são mais livres do que outros.

É um belíssimo documentário, feito para todas as pessoas que querem saber mais sobre o ícone Angela Davis, e também para quem se interessa por biografias de mulheres fenomenais. E fenomenal é um dos muitos adjetivos que descrevem esta mulher, bastião do pensamento feminista, antirracista e antipunitivista.

Por Joanna Búrigo.

Para saber mais sobre a programação do canal Curta!, que ao longo desses cinco anos no ar conquistou uma audiência qualificada, com espectadores que buscam conteúdo relevante e qualificado, clique aqui. Já são mais de 63 telefilmes e 639 episódios de 54 séries em diversos estágios de produção, totalizando 438 horas de conteúdos originais financiados pelo FSA, nas temáticas Música, Artes, Metacinena, Pensamento, História Política e Sociedade.

Foto: Divulgação.

25º Festival Mix Brasil: documentário Luana Muniz – Filha da Lua é destaque na programação

por: Cinevitor

luanamuniz2mixbrasilLuana Muniz: a Rainha da Lapa.

A travesti Luana Muniz era considerada um símbolo da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro. Em um casarão na Rua Mem de Sá, acolhia travestis, transexuais, prostitutas e moradores de rua, além de ter sido uma das fundadoras do Projeto Damas, que tem como objetivo recolocar profissionais trans no mercado de trabalho.

Ficou conhecida nacionalmente durante um episódio do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, onde soltou a frase “Travesti não é bagunça!”, que ecoou em milhares de mídias. Voltou aos holofotes quando postou uma foto ao lado do Padre Fábio de Melo, que gerou grande repercussão.

Luana Muniz morreu em maio deste ano, aos 59 anos, devido complicações causadas por uma forte pneumonia. Sua trajetória é contada no documentário Luana Muniz – Filha da Lua, que revela a intimidade da Rainha da Lapa, que se dividia entre a prostituição, a militância LGBT e os shows em cabarés. Além de depoimentos da grande estrela do filme, outros convidados também contam histórias sobre Luana, como: Alcione, Luis Lobianco, Padre Fábio de Melo, Felipe Suhre e Lorna Washington.

Neste sábado, 19/11, o documentário foi exibido no 25º Festival Mix Brasil na mostra Competitiva Brasil e contou com a presença de Rian Córdova, que divide a direção com Leonardo Menezes. Depois da sessão, o diretor conversou com o público presente no CineSesc. Confira os melhores momentos do bate-papo:

FESTIVAIS:

“Já tínhamos montado muita coisa e depois da morte dela tentamos pegar outros depoimentos. Finalizamos o filme em 28 dias para concorrer no Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema, que é um festival de referência no Rio. Não tem a tradição do Mix Brasil e nem seus 25 anos, mas é o maior festival da cidade que trata esse tema. Ganhamos o prêmio de melhor longa nacional e estamos começando a rodar o circuito de festivais. Estar no Mix é uma consagração, independente de ter prêmio ou não”.

O LEGADO DE LUANA:

“O casarão fica na Rua Mem de Sá, que é o berço da boêmia da Lapa. A Luana deixou um legado. A Cris, seu braço direito, que também é trans, está tomando conta da casa. Mas não sabemos qual o caminho que essa história vai tomar. Eu, que sou carioca e frequento bastante a Lapa, vejo que muitos assaltos estão acontecendo e confusões que não tinham antes, pois Luana tinha esse papel de mediadora. Eu tive a preocupação de não fazer um filme higienizado e o documentário mostra seu trabalho social, mas também mostra seu outro lado. Espero que esse legado faça jus ao que ela começou a fazer. Ela é uma referência nacional”.

luanamunizmixbrasilLuana Muniz em cena do filme.

CARREIRA DO FILME:

“O filme tem sido exibido em programas educacionais de escolas. Inclusive, o último foi em Vista Alegre, onde ela passou a infância e a adolescência. Ver um filme como esse passando aqui, onde a maioria dos espectadores não é travesti, não é trans, é uma informação a ser assimilada. E eu quero que o filme chegue a esse público também”.

“Todos precisam se unir e, para mim, é sempre bom ter essa proximidade com pessoas que sejam diferentes de mim, que pensam de formas diferentes. É um trabalho coletivo e eu não estou ganhando grana com o filme. Mas, vendo uma sala de cinema como essa é uma consagração de carreira. É bom sentir o filme ao lado dos meus amigos e continuar me emocionando, mesmo vendo depois de tantas vezes”, finalizou Rian.

Fotos: Divulgação.

Inspirado na obra do Marquês de Sade, A Filosofia na Alcova é exibido no 25º Festival Mix Brasil

por: Cinevitor

filosofialcovamix1Henrique Mello e Bel Friósi em cena.

Escrito pelo Marquês de Sade e publicado clandestinamente em 1795, A Filosofia na Alcova se transformou em um dos mais famosos romances da época ao sintetizar todas as principais ideias do universo sadeano: a busca radical do prazer egoísta, a falta de moralidade no universo natural e o sexo como o centro da pulsão humana.

A história dos libertinos mais ousados da literatura universal foi parar nos palcos da Cia. de Teatro Os Satyros, fundada por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, e fez muito sucesso. Agora, a trama chega às telonas em um longa produzido pela Satyros Cinema, que, em 2014, lançou seu primeiro filme: Hipóteses para o Amor e a Verdade, finalista ao Troféu Bandeira Paulista na 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Em A Filosofia na Alcova, Dolmancé e Juliette são os protagonistas da história em que é apresentada a educação de uma jovem virgem, Eugénie, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe de Eugénie chega à alcova de Juliette para tentar resgatá-la das mãos dos libertinos. Nesse momento, ela é controlada por Dolmancé e Juliette como uma vítima perfeita e a última aula é finalmente dada.

filosofiaalcova2mixFelipe Moretti e Stephane Sousa: aulas práticas e teóricas de libertinagem em cena.

Com estreia comercial marcada para o dia 23 de novembro, A Filosofia na Alcova, dirigido por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, conta com Henrique Mello, Stephane Sousa, Felipe Moretti, Bel Friósi, Phedra D. Córdoba, Hugo Godinho, Suzana Muniz e Eduardo Chagas no elenco, e foi exibido na programação do 25º Festival Mix Brasil na mostra Competitiva Brasil, na sexta-feira, 17/11, em uma sessão lotada.

Em uma exibição exclusiva para a imprensa, que aconteceu na mesma semana, os diretores e alguns integrantes da equipe participaram de uma coletiva, onde falaram sobre o longa, elenco, expectativa e bastidores. Confira os melhores momentos:

ORÇAMENTO:

“O filme é orçado, mais ou menos, em 200 mil reais. Ele foi financiado pelo Satyros. Nunca fizemos nenhum projeto de incentivo ou de captação porque sabíamos que esse filme jamais seria financiado por qualquer pessoa, por isso não fomos atrás de nada. Ainda estamos nos estruturando como produtora de cinema e tentando entender esse mercado. Se o filme der dinheiro, ele será distribuído igualitariamente entre todos”, disse Ivam Cabral, um dos diretores.

FESTIVAL MIX BRASIL:

“Eu não acho impossível esse filme sofrer todas as represálias possíveis. Ele foi negado em todos os festivais. E ainda bem que está no Mix Brasil, que acredito ser o seu lugar. O Mix é um festival que abre para isso, para essas experiências e que vem apostando nisso há 25 anos”, disse Ivam.

diretoresmixalcovaOs diretores do filme com João Federici, diretor artístico do Festival Mix Brasil.

RECEPÇÃO DO PÚBLICO:

“Movimentos muito conservadores, quando cismam, jogam muito baixo. E eu temo, sim. Porque são vidas e pessoas que se entregaram a esse projeto. São atores muito sérios, que tem uma história no teatro e no Satyros e que merecem muito respeito. Jogamos muito claro nesse filme. Ele é proibido para menores de 18 anos, está no Mix Brasil, um festival muito específico, não tem Lei Rouanet, não tem Spcine. Não tem dinheiro público”, revelou Ivam.

“A situação do país se radicalizou muito nos últimos tempos. Eu acho que o artista está, o tempo inteiro, trazendo e discutindo as questões da sociedade. O momento atual é bastante emblemático onde o ódio ao diferente e a intolerância estão muito presentes. Existe um motor de destruição em volta das relações sociais que está pesando muito. E  eu acho que trazer essa questão para o cinema é uma forma também de jogar na nossa cara, nós brasileiros, de como tudo pode ficar ainda mais pesado e tão difícil, mais do que já está. Eu acho que a radicalização assusta. Mas o artista tem que discutir isso. O Sade traz muitas contribuições, tanto pra arte quanto pra literatura e para a filosofia. Ele é uma referência muito importante. E trazer o Sade para esse momento nos ajuda a entender um pouco tudo que a gente tá vivendo”, completou Rodolfo, também diretor.

ORGIA:

“Um fato curioso da cena de orgia é que publicamos no Facebook que a gente ia fazer a cena, tal dia, tal hora e as pessoas foram aparecendo. 90% das pessoas que participam, não conhecemos. Foram voluntários. Muitas pessoas que estavam passando na frente, souberam da cena e entraram. Isso é o curioso da história”, finalizou Ivam.

Fotos: Divulgação.

Agnès Varda e outras personalidades do cinema recebem o Oscar honorário

por: Cinevitor

honorario17Os homenageados da noite.

O Oscar 2018 está marcado para o dia 4 de março, mas, algumas estatuetas douradas já foram entregues, começando pelos vencedores do Oscar honorário. Neste sábado, 11/11, aconteceu a cerimônia do Governors Awards, prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood destinado às pessoas de destaque na indústria do cinema.

O primeiro homenageado que subiu ao palco foi o diretor de fotografia Owen Roizman, indicado ao Oscar cinco vezes, por: Operação França (1971), O Exorcista (1973), Rede de Intrigas (1976), Tootsie (1982) e Wyatt Earp (1994). Emocionado, disse: “Sou grato por todos esses maravilhosos colaboradores que tive ao longo dos anos e que contribuíram para a composição, foco, iluminação e movimento do meu trabalho”.

Nascida na Bélgica e radicada na França, Agnès Varda ficou conhecida pelos documentários e pela maneira como aborda questões sociais relevantes, como o feminismo, em seus filmes. No palco, recebeu o Oscar honorário das mãos de Angelina Jolie, que disse: “Seus filmes possuem um toque hábil e original”. Em um discurso divertido, Varda agradeceu aos seus colegas da indústria francesa, sua família e relembrou, com alegria, quando acordava antes do amanhecer, na França, para assistir ao Oscar.

vardajolieVarda aproveitou a ocasião e dançou com Angelina Jolie no palco.

Em uma ocasião rara, um Prêmio Especial foi apresentado a uma conquista única que ajudou a transmitir a linguagem do cinema: Carne y Arena, uma instalação imersiva de realidade virtual sobre a angustiante experiência de imigração para os Estados Unidos. A ideia do diretor Alejandro González Iñárritu, do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki e da produtora Mary Parent foi aclamada pelo cineasta Gregory Nava: “É um argumento convincente para não construir paredes de ódio e de medo e, sim, para construir pontes de compaixão e compreensão”. Iñárritu subiu ao palco para receber o Oscar especial e dedicou o prêmio para os artistas e técnicos que tornaram possível este novo tipo de experiência cinematográfica.

A cineasta americana Ava DuVernay subiu ao palco para entregar o Oscar honorário para Charles Burnett, que se destacou no cinema independente ao retratar com realismo as famílias negras americanas. Em seu discurso, Burnett lembrou de quando estava na UCLA e as pessoas de cor eram muito menos visíveis, e lá, encontrou um lugar que lhe dava acesso a excelentes professores e um diálogo aberto sobre como contar histórias em filmes abordando a mudança social fora do sistema de Hollywood.

charleshonorarioCharles Burnett durante o discurso.

O último homenageado da noite a receber o prêmio honorário foi o ator Donald Sutherland, que atuou em diversas produções, entre elas: M.A.S.H (1970), O Clube dos Cafajestes (1978), Orgulho e Preconceito (2005) e quatro filmes da franquia Jogos Vorazes. Sutherland recebeu homenagens de Whoopi Goldberg, Colin Farrell, Ron Meyer e Jennifer Lawrence. No palco, discursou emocionado: “Isso é muito importante para mim. É para a minha família. É um sentimento refrescante que vai demorar muito além dessa noite mágica com uma série de pioneiros de filmes que continuarão a influenciar as próximas gerações”.

Clique aqui e saiba mais sobre os vencedores do Oscar honorário 2017, também conhecido como Governors Awards.

Fotos: Invision/AP/Divulgação.

Começam as filmagens de Abe, novo filme de Fernando Grostein Andrade, com Noah Schnapp e Seu Jorge

por: Cinevitor

abefilmagensNoah Schnapp e Seu Jorge em cena.

O cineasta Fernando Grostein Andrade, de Quebrando o Tabu, Coração Vagabundo e Na Quebrada, iniciou as filmagens de seu novo longa, Abe, no Brooklyn, em Nova York. O filme, idealizado pelo diretor brasileiro e roteirizado pelos dramaturgos Jacob Kader e Lameece Issaq, conta a história de Abe, um garoto de 12 anos, que ama cozinhar e nunca teve um jantar de família sem brigas.

Filho de um casamento misto entre uma mãe judia de origem israelense e um pai de origem muçulmana e palestino, Abe sonha em unir a família cozinhando um jantar tão bom, que seja capaz de fazer a família parar de brigar ao menos por uma noite.  Ele aprende a cozinhar com Chico Catuaba, chef brasileiro, que cozinha acarajé nas feiras gastronômicas multiculturais do Brooklyn.

O filme, uma produção da Spray Filmes e da Gullane, conta com Noah Schnapp, de Stranger Things, Seu Jorge e Mark Margolis no elenco, além de participações especiais de Gero Camilo, Ildi Silva e Victor Mendes. A direção de fotografia é do fotógrafo italiano Blasco Giurato, de Cinema Paradiso, com a câmera sendo operada por Renato Falcão, das franquias A Era do Gelo e Rio.

Foto: Divulgação.