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Guaxuma e Outras Histórias: programa de curtas de Nara Normande será exibido no Espaço Itaú de Cinema

por: Cinevitor

guaxumaitauCena de Guaxuma, curta premiado em diversos festivais.

A Distribuidora Arteplex Filmes vai exibir três curtas-metragens da diretora alagoana Nara Normande, em um único programa, no circuito Itaú Cinemas. A proposta é abrir espaço permanente ao curta, reconhecendo a importância que este formato tem para o cinema brasileiro. “Exibir curtas-metragens com tratamento de longa permite que um novo público possa apreciar a qualidade dos filmes curtos produzidos no Brasil”, diz o diretor de programação dos cinemas Itaú, Adhemar Oliveira.

Guaxuma teve sua estreia internacional em Annecy em 2018, foi premiado no Anima Mundi e no Festival de Gramado; no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro recebeu o prêmio de melhor direção e no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, o Prêmio do Público. Também foi escolhido como melhor filme narrativo no Festival de Animação de Ottawa e no Festival de Hamptons, que qualifica para o Oscar, ganhou o prêmio de melhor curta documentário. Na 5ª Mostra de Cinema de Gostoso, levou o prêmio de melhor curta segundo o Júri Popular e, recentemente, foi eleito pela Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, o melhor curta-metragem de 2018. O filme também foi selecionado para o Festival de Documentários de Amsterdã (IDFA) e para Festival de Toronto, ambos em 2018.

O filme foi realizado com três técnicas de animação: animação em areia 2D, escultura em areia e stop motion de bonecos. Guaxuma é fruto de encontros entre o Brasil e a Europa, de animadoras e animadores com um ponto em comum: a paixão e a dedicação à profissão.

diaestreladoitauCena do curta Dia Estrelado.

O segundo curta que Nara Normande codirigiu com Tião, Sem Coração, é uma ficção vencedora do Prêmio Illy de melhor curta-metragem na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, em 2014, e do Prêmio Coral de melhor curta de ficção no Festival de Havana. Também foi premiado pelo público em Bilbao, na Espanha e em Dresden, na Alemanha. No Brasil, recebeu os prêmios principais nos festivais: Brasília, Internacional de Curtas, Goiânia, Curta Cinema, no Rio, Diálogo, em Porto Alegre, além de ter sido selecionado para Clermont Ferrand (França), Roterdã (Holanda) e New Directors/New Films (EUA).

Já Dia Estrelado, o primeiro curta de animação dirigido por Nara, foi premiado em diversos festivais brasileiros como o Janela Internacional de Cinema do Recife, Cine Ceará (Prêmio Abraccine), Festival Internacional de Curtas, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental – FICA, além de ter sido selecionado para o Festival de Havana e Bogotá.

Saiba mais:

GUAXUMA E OUTRAS HISTÓRIAS
Estreia nos cinemas: 31 de janeiro, permanecendo em cartaz durante quatro semanas
Local: Espaço Itaú de Cinema
Unidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Salvador
Ingressos: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia)

FILMES
Guaxuma (Animação/Ficção/17 min/2017)
Sinopse: Eu e a Tayra crescemos juntas na praia de Guaxuma. A gente era inseparável. O sopro do mar me traz boas lembranças.

Sem Coração, codirigido com Tião (Live-action/Ficção/25 min/2014)
Elenco: Eduarda Samara, Rafael Nicácio, Ricardo Lavenère
Sinopse: Léo vai passar férias na casa de seu primo, em uma vila pesqueira. Lá, ele conhece uma menina apelidada de Sem Coração.

Dia Estrelado (Animação/Ficção/17 min/2011)
Sinopse: Em um lugar inóspito, um menino e sua família lutam pela sobrevivência.

Fotos: Divulgação.

Conheça os integrantes do júri do Festival de Berlim 2019

por: Cinevitor

sandrahullerberlimjuriSandra Hüller se destacou recentemente em Toni Erdmann, de Maren Ade.

A 69ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 7 e 17 de fevereiro, terá a atriz francesa Juliette Binoche como presidente do júri; em 1993, ela recebeu o prêmio Berlinale Camera e em 1997, o Urso de Prata de melhor atriz pelo seu trabalho em O Paciente Inglês, de Anthony Minghella.

Nesta terça-feira, 29/01, foram anunciados os nomes dos integrantes que completam o júri oficial. Juntos, terão a missão de escolher os grandes vencedores do Urso de Prata e do Urso de Ouro, considerados os prêmios mais importantes do evento.

Os membros do júri são: o crítico americano Justin Chang; a atriz alemã Sandra Hüller, vencedora do Urso de Prata, em 2006, por sua atuação em Requiem; o cineasta chileno Sebastián Lelio, premiado na Berlinale com Gloria, em 2013, e com Uma Mulher Fantástica, em 2017; Rajendra Roy, curador do Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York; e a atriz e diretora britânica Trudie Styler, que passou por Berlim em 2017 com o filme Freak Show.

Foto: Andreas Rentz/Getty Images Europe.

Pantera Negra é o grande vencedor do 25º SAG Awards

por: Cinevitor

panteranegrasagawardsElenco de Pantera Negra reunido no palco.

O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos anunciou neste domingo, 27/01, os vencedores do 25º Screen Actors Guild Awards, também conhecido como SAG Awards, prêmio que elege os melhores atores da TV e do cinema e é considerado uma prévia para o Oscar. A cerimônia foi apresentada pela atriz Megan Mullally.

O grande vencedor desta 25ª edição foi Pantera Negra, do Universo Cinematográfico Marvel, que narra a história do super-herói que precisa derrotar seus inimigos e garantir a segurança do povo de Wakanda, antes governado por seu pai e agora comandado por ele. O filme levou os prêmios de melhor elenco e melhor equipe de dublê. O protagonista Chadwick Boseman, que interpreta o jovem rei, fez um discurso emocionante: “Nós sabemos o que é não ter espaço. Mas sabíamos que tínhamos algo de especial pra trazer para o mundo, que tínhamos algo para passar para as pessoas. E se você tiver essa oportunidade, você vai se sentir um artista realizado. É um prazer ser reconhecido e amado por vocês”, finalizou.

Neste ano, Tom Hanks subiu ao palco para homenagear o ator Alan Alda com o prêmio Life Achievement pelo conjunto da obra. Com mais de 60 trabalhos no currículo, Alda foi indicado ao Oscar, em 2005, na categoria de melhor ator coadjuvante pelo filme O Aviador. Por seu trabalho na série M*A*S*H foi premiado diversas vezes, inclusive no Globo de Ouro. No SAG, recebeu três indicações ao longo da carreira.

Conheça os vencedores do 25º SAG Awards nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO:
Pantera Negra

MELHOR ATOR:
Rami Malek, por Bohemian Rhapsody

MELHOR ATRIZ:
Glenn Close, por A Esposa

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Mahershala Ali, por Green Book: O Guia

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Emily Blunt, por Um Lugar Silencioso

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS:
Pantera Negra

Foto: Divulgação/Getty Images.

Conheça os vencedores da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

vencedorestiradentes2019Os vencedores de 2019 no palco.

Foram anunciados neste sábado, 26/01, no Cine-Tenda, os vencedores do Troféu Barroco da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Os premiados nas mostras Aurora e Foco foram escolhidos pelo Júri da Crítica; da mostra Olhos Livres foram avaliados pelo Júri Jovem; além do longa e curta eleitos pelo Júri Popular.

Neste ano, o evento beneficiou mais de 37 mil pessoas. Ao longo de nove dias de programação gratuita, apresentou a pluralidade de conteúdos audiovisuais em 108 filmes brasileiros, 49 sessões de cinema e 36 debates.

Confira a lista completa com os vencedores da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR:
NEGRUM3, de Diego Paulino (SP)

MELHOR CURTA-METRAGEM | MOSTRA FOCO | JÚRI DA CRÍTICA:
Caetana, de Caio Bernardo (PB)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS:
NEGRUM3, de Diego Paulino (SP)

PRÊMIO CARLOS REICHENBACH | MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA OLHOS LIVRES:
Parque Oeste, de Fabiana Assis (GO)

MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA AURORA | JÚRI DA CRÍTICA:
Vermelha, de Getúlio Ribeiro (GO)

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR:
Meu Nome é Daniel, dirigido por Daniel Gonçalves (RJ)

PRÊMIO HELENA IGNEZ | DESTAQUE FEMININO:
Cristina Amaral, pela montagem de Um Filme de Verão

Foto: Beto Staino/Universo Produção.

A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, é exibido na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

azulnovalistiradentesCine-Tenda lotado durante a exibição do longa.

Depois de ser exibido no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na seção work in progress, e selecionado para a Mostra Forum do Festival de Berlim deste ano, A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, foi exibido nesta sexta-feira, 25/01, no Cine-Tenda na mostra Aurora da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

O longa apresenta Marcelo, interpretado por Marcelo Diorio, um homem que vive relembrando o passado, inclusive de outras encarnações. Numa delas, ela foi o poeta alemão Novalis, que perseguia uma rosa azul. A partir de Marcelo, seus dilemas e suas buscas, os diretores pretendem chamar atenção para o ânus, tornando esse buraco, considerado obscuro, o ponto de partida para a compreensão do personagem.

A proposta dos realizadores foi fazer um filme com um personagem e não sobre um personagem, abordando todos os aspectos deste, não apenas o seu lado bonito. Vinagre e Carneiro comentam o processo criativo: “Nosso trabalho parte sempre de uma realidade, para recriá-la, transformá-la em algo que de alguma forma possa colocar o espectador em xeque sobre algumas questões geralmente consideradas tabu, e ao mesmo tempo muitas coisas são também colocadas em xeque para o personagem que atua como si mesmo, e para nós, que dirigimos. Há sempre uma jornada de autoconhecimento. Não à toa, todos os nossos filmes tematizam traumas, e são extremamente falados, como numa sessão de psicanálise. Este não foge disso”.

O elenco conta também com Majeca Angelucci, Marcos Hermanson Pomar, Thais de Almeida Prado, Estela Lapponi, Beatriz Pomar, Rafael Rudolf e Christian Sedemaka.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Gustavo Vinagre antes da exibição do longa em Tiradentes. Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Jackson Romanelli/Universo Produção.

Seus Ossos e Seus Olhos: Malu Galli e Caetano Gotardo falam sobre o filme na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

gotardomalutiradentes1Diretor e atriz no Cine-Tenda antes da exibição do filme.

Dirigido e protagonizado por Caetano Gotardo, Seus Ossos e Seus Olhos abriu a Mostra Aurora, na segunda-feira, 21/01, no Cine-Tenda da 22ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. A tradicional sessão competitiva do evento mantém o olhar para a produção independente das mais variadas regiões do país. Neste ano, a afirmação de identidades, culturas e histórias permeiam a seleção, ao mesmo tempo em que cada trabalho inventa uma língua própria para expressar com liberdade os múltiplos conflitos que os atravessam.

Na história, Antônio é um cineasta de classe média, que passa por uma série de encontros com pessoas como Irene, sua amiga de longa data; Álvaro, seu namorado; Matias, um rapaz que vê no metrô e com quem se envolve sexualmente, entre outros conhecidos e desconhecidos. Esses encontros o afetam e revelam aos poucos um jogo de tempos que mistura vida e processo de criação, presente e memória.

No dia seguinte à exibição, o diretor participou do seminário Encontro com os Filmes, no Cine Teatro Sesi, ao lado de vários integrantes da equipe, entre eles, a atriz Malu Galli. O debate foi mediado pelo crítico de cinema e jornalista Marcelo Miranda e contou com a presença de Pablo Gonçalo, crítico convidado: “É uma obra sobre a escuridão do mundo contemporâneo“, afirmou Gonçalo sobre o filme.

Seus Ossos e Seus Olhos foi selecionado para a mostra Bright Future do Festival Internacional de Cinema de Roterdã 2019. O elenco conta também com Vinicius Meloni, Marina Tranjan, Carlota Joaquina, Larissa Siqueira, Carlos Escher e Wandré Gouveia.

Para falar mais sobre o longa, conversamos com a atriz Malu Galli e com o diretor Caetano Gotardo. Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Jackson Romanelli/Universo Produção.

Inferninho na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Guto Parente fala sobre o filme, elenco e festivais

por: Cinevitor

inferninhotiradentes1Equipe de Inferninho no palco antes da exibição.

Dirigido por Guto Parente e Pedro Diogenes, o longa Inferninho foi exibido no domingo, 20/01, no Cine-Tenda da 22ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. O filme faz parte da Mostra Corpos Adiante, que traz uma programação com produções que dialogam com a tradição, inventam um futuro e inspiram outras dissidências.

Na história, Deusimar, é dona do Inferninho, um bar escuro e degradado que é refúgio de sonhos e fantasias. Seu sonho é deixar tudo para trás e ir embora para qualquer lugar distante, o mais longe possível daquele lugar. Apaixonar-se por Jarbas, o marinheiro bonito que chega ao bar, sonhando em encontrar um lar, vai mudar completamente sua vida e a vida dos empregados do bar: Luizianne, a cantora; Coelho, o garçom; e Caixa-Preta, a faxineira. O elenco conta com Yuri Yamamoto, Demick Lopes, Samya de Lavor, Rafael Martins, Tatiana Amorim, Paulo Ess, Galba Nogueira, Pedro Domingues e Gustavo Lopes.

No dia seguinte à exibição, Guto Parente, um dos diretores do longa, participou do seminário Encontros com os Filmes ao lado do ator Rafael Martins, que interpreta o Coelho, e da produtora executiva Caroline Louise. O crítico convidado João Dumans, também diretor do filme Arábia, elogiou o uso do melodrama como catalisador de emoções no filme de Parente e Diogenes. No debate, mediado por Lila Foster, Guto contou que o filme partiu de um convite feito pelos integrantes do Grupo Bagaceira de Teatro, de Fortaleza, cujos atores e atrizes aparecem no elenco do longa e colaboraram diretamente na realização do projeto.

inferninhoqueerlisboaRafael Martins em cena.

Inferninho foi exibido na seção Bright Future do Festival Internacional de Cinema de Roterdã do ano passado, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no BAFICI, em Buenos Aires, e também no 26º Festival Mix Brasil. Recebeu o Prêmio Especial do Júri da mostra Première Brasil Novos Rumos no Festival do Rio e foi premiado no Queer Lisboa 2018. Além disso, foi eleito o melhor filme do XI Janela Internacional de Cinema do Recife e foi agraciado com o Prêmio Imprensa de melhor longa-metragem da 5ª Mostra de Cinema de Gostoso.

Para falar mais sobre o filme, batemos um papo com Guto Parente, que falou sobre o processo de criação, o encontro com o Grupo Bagaceira de Teatro, a importância dos festivais e relembrou edições anteriores da Mostra de Cinema de Tiradentes, na qual foi premiado em 2010 com Estrada para Ythaca. Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Jackson Romanelli/Universo Produção.

Custódia, de Xavier Legrand, lidera indicações ao César 2019, o Oscar francês

por: Cinevitor

custodiacesar2019Léa Drucker e Denis Ménochet em Custódia, de Xavier Legrand.

A Academia de Artes e Técnicas do Cinema (l’Académie des Arts et Techniques du Cinéma) anunciou nesta quarta-feira, 23/01, os indicados ao prêmio César 2019, conhecido como o Oscar francês; o drama Custódia, de Xavier Legrand, premiado no Festival de Veneza, lidera a lista com 10 indicações ao lado da comédia dramática Le grand bain, de Gilles Lellouche.

O pôster desta 44ª edição é estampado pela atriz francesa Isabelle Huppert, que já foi premiada duas vezes no César: em 1996, por Mulheres Diabólicas e em 2017, por Elle. Além disso, foi indicada outras quatorze vezes.

Os vencedores serão anunciados no dia 22 de fevereiro, em Paris, e a cerimônia será apresentada pelo ator Kad Merad.

Conheça os indicados ao César 2019:

MELHOR FILME:
Custódia
En liberté!
Guy
Le grand bain
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters
Pupille

MELHOR DIREÇÃO:
Alex Lutz, por Guy
Emmanuel Finkiel, por Memórias da Dor
Gilles Lellouche, por Le grand bain
Jacques Audiard, por Os Irmãos Sisters
Jeanne Herry, por Pupille
Pierre Salvadori, por En liberté!
Xavier Legrand, por Custódia

MELHOR ATRIZ:
Adèle Haenel, por En liberté!
Cécile de France, por Mademoiselle de Joncquières
Élodie Bouchez, por Pupille
Léa Drucker, por Custódia
Mélanie Thierry, por Memórias da Dor
Sandrine Kiberlain, por Pupille
Virginie Efira, por Um Amor Impossível

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Audrey Tautou, por En liberté!
Isabelle Adjani, por Le monde est à toi
Karin Viard, por Les chatouilles
Leïla Bekhti, por Le grand bain
Virginie Efira, por Le grand bain

MELHOR ATOR:
Alex Lutz, por Guy
Denis Ménochet, por Custódia
Edouard Baer, por Mademoiselle de Joncquières
Gilles Lellouche, por Pupille
Pio Marmaï, por En liberté!
Romain Duris, por A Nossa Espera
Vincent Lacoste, por Amanda

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Clovis Cornillac, por Les chatouilles
Damien Bonnard, por En liberté!
Denis Podalydès, por Conquistar, Amar e Viver Intensamente
Jean-Hugues Anglade, por Le grand bain
Philippe Katerine, por Le grand bain

ATRIZ REVELAÇÃO:
Galatéa Bellugi, por A Aparição
Jehnny Beth, por Um Amor Impossível
Kenza Fortas, por Shéhérazade
Lily-Rose Depp, por L’homme fidèle
Ophélie Bau, por Mektoub, My Love: Canto Uno

ATOR REVELAÇÃO:
Anthony Bajon, por A Prece
Dylan Robert, por Shéhérazade
Karim Leklou, por Le monde est à toi
Thomas Gioria, por Custódia
William Lebghil, por Première année

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Custódia
En liberté!
Guy
Le grand bain
Pupille

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Les chatouilles
Mademoiselle de Joncquières
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters
Um Amor Impossível

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
America, de Claus Drexel
De chaque instant, de Nicolas Philibert
Le grand bal, de Laetitia Carton
Ni juge, ni soumise, de Yves Hinant e Jean Libon
O Estado Contra Mandela e os Outros, de Nicolas Champeaux e Gilles Porte

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
A Nossa Espera, de Guillaume Senez (Bélgica/França)
Assunto de Família, de Hirokazu Kore-eda (Japão)
Cafarnaum, de Nadine Labaki (Líbano)
Guerra Fria, de Pawel Pawlikowski (Polônia)
Girl, de Lukas Dhont (Bélgica/Holanda)
Hannah, de Andrea Pallaoro (Itália/França/Bélgica)
Três Anúncios Para um Crime, de Martin McDonagh (EUA/Reino Unido)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
Longa-metragem:
Astérix e o Segredo da Poção Mágica
Dilili à Paris
Pachamama
Curta-metragem:
Entre Sombras (Au Cœur des Ombres)
La Mort, Père & Fils
Raymonde ou l’évasion verticale
Vilaine Fille

MELHOR FILME DE ESTREIA:
Custódia, de Xavier Legrand
L’amour flou, de Romane Bohringer e Philippe Rebbot
Les chatouilles, de Andréa Bescond e Eric Métayer
Selvagem, de Camille Vidal-Naquet
Shéhérazade, de Jean-Bernard Marlin

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Amanda
En liberté!
Guy
Os Irmãos Sisters
Pupille
Um Amor Impossível

MELHOR SOM:
Custódia
Guy
Le grand bain
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters

MELHOR FOTOGRAFIA:
Custódia
Le grand bain
Mademoiselle de Joncquières
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters

MELHOR EDIÇÃO:
Custódia
En liberté!
Le grand bain
Les chatouilles
Os Irmãos Sisters

MELHOR FIGURINO:
L’Empereur de Paris
Mademoiselle de Joncquières
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters
Un peuple et son roi

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
L’Empereur de Paris
Mademoiselle de Joncquières
Memórias da Dor
Os Irmãos Sisters
Un peuple et son roi

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Braguino
Kapitalistis
Laissez-Moi Danser
Les Indes galantes
Les petites mains

Foto: Divulgação.

Ary Rosa fala sobre Ilha, longa exibido na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

ilhatiradentesAldri Anunciação e Renan Motta em cena.

Dirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio, o longa baiano Ilha foi exibido no sábado, 19/01, no Cine-Tenda da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O filme faz parte da Mostra Corpos Adiante, que traz uma programação com produções que dialogam com a tradição, inventam um futuro e inspiram outras dissidências.

Na trama, Emerson, um jovem da periferia, quer fazer um filme sobre a sua história na ilha, lugar onde quem nasce nunca consegue sair. Pra isso, ele sequestra Henrique, um premiado cineasta. Juntos, eles reencenam a própria vida, com algumas licenças poéticas. O plano começa e a partir de então não há mais limites, afinal, cinema também é jogo.

No ano passado, Ilha foi premiado no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro nas categorias de melhor roteiro, melhor ator para Aldri Anunciação e recebeu também o Prêmio Zózimo Bulbul de melhor longa-metragem. No Festival do Rio foi eleito o melhor filme da mostra Première Brasil Novos Rumos. Já no 26º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade ganhou o Coelho de Prata de melhor roteiro. Além disso, o longa será exibido na 48ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdã na mostra Soul in the Eye, que homenageará o cinema negro brasileiro.

arydiretorilhaO diretor Ary Rosa durante o debate.

No dia seguinte à exibição, o diretor participou da série Encontros com os Filmes, na qual questões urgentes e fundamentais sobre representatividade, estética e pontos de vista foram destacadas. Participaram também do bate-papo: o diretor de fotografia Thacle de Souza, a crítica Soraya Martins e o mediador Victor Guimarães.

Depois de estrearem em longa-metragem com Café com Canela, exibido na Mostra de Tiradentes em 2018 e mais focado em personagens mulheres, Glenda e Ary decidiram por abordar dois homens em Ilha: “Buscamos um tipo de sensibilidade desvalorizada no homem, em especial no homem negro”, revelou Ary. O elenco conta com Aldri Anunciação, Renan Motta, Thacle de Souza, Valdinéia Soriano, Arlete Dias, Aline Brune, Sérgio Laurentino e Ridson Reis.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Ary Rosa, que falou sobre o processo de criação, bastidores e a importância dos festivais para a carreira de um filme. Além disso, registramos alguns momentos do debate sobre o longa.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Divulgação e Beto Staino/Universo Produção.

Conheça os indicados ao Oscar 2019; Roma e A Favorita lideram a lista

por: Cinevitor

romaoscar2019Yalitza Aparicio em Roma, de Alfonso Cuarón: indicada na categoria de melhor atriz.

Foram divulgados na manhã desta terça-feira, 22/01, em Los Angeles, os indicados ao Oscar 2019. O anúncio foi apresentado pelos atores Kumail Nanjiani e Tracee Ellis Ross.

O mexicano Roma, de Alfonso Cuarón, e a comédia dramática A Favorita, dirigida pelo cineasta grego Yorgos Lanthimos lideram a lista com dez indicações cada. Pantera Negra aparece com sete indicações, entre elas, a de melhor filme, sendo o primeiro longa de super-herói a concorrer nesta categoria.

A 91ª edição do Oscar acontecerá no dia 24 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Hollywood.

Confira a lista completa com os indicados ao Oscar 2019:

MELHOR FILME:
A Favorita
Bohemian Rhapsody
Green Book: O Guia
Infiltrado na Klan
Nasce uma Estrela
Pantera Negra
Roma
Vice

MELHOR DIREÇÃO:
Adam McKay, por Vice
Alfonso Cuarón, por Roma
Pawel Pawlikowski, por Guerra Fria
Spike Lee, por Infiltrado na Klan
Yorgos Lanthimos, por A Favorita

MELHOR ATRIZ:
Glenn Close, por A Esposa
Lady Gaga, por Nasce uma Estrela
Melissa McCarthy, por Poderia Me Perdoar?
Olivia Colman, por A Favorita
Yalitza Aparicio, por Roma

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Amy Adams, por Vice
Emma Stone, por A Favorita
Marina de Tavira, por Roma
Rachel Weisz, por A Favorita
Regina King, por Se a Rua Beale Falasse

MELHOR ATOR:
Bradley Cooper, por Nasce uma Estrela
Christian Bale, por Vice
Rami Malek, por Bohemian Rhapsody
Viggo Mortensen, por Green Book: O Guia
Willem Dafoe, por No Portal da Eternidade

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Adam Driver, por Infiltrado na Klan
Mahershala Ali, por Green Book: O Guia
Richard E. Grant, por Poderia Me Perdoar?
Sam Elliott, por Nasce uma Estrela
Sam Rockwell, por Vice

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
A Favorita, escrito por Deborah Davis e Tony McNamara
First Reformed, escrito por Paul Schrader
Green Book: O Guia, escrito por Nick Vallelonga, Brian Hayes Currie e Peter Farrelly
Roma, escrito por Alfonso Cuarón
Vice, escrito por Adam McKay

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
A Balada de Buster Scruggs, escrito por Ethan Coen e Joel Coen
Infiltrado na Klan, escrito por Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e Spike Lee
Nasce uma Estrela, escrito por Eric Roth, Bradley Cooper e Will Fetters
Poderia Me Perdoar?, escrito por Nicole Holofcener e Jeff Whitty
Se a Rua Beale Falasse, escrito por Barry Jenkins

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Assunto de Família, de Hirokazu Kore-eda (Japão)
Cafarnaum, de Nadine Labaki (Líbano)
Guerra Fria, de Pawel Pawlikowski (Polônia)
Never Look Away (Werk ohne Autor), de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha)
Roma, de Alfonso Cuarón (México)

MELHOR ANIMAÇÃO:
Homem-Aranha no Aranhaverso
Ilha dos Cachorros
Mirai
Os Incríveis 2
WiFi Ralph: Quebrando a Internet

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Free Solo, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi
Hale County This Morning, This Evening, de RaMell Ross
Minding the Gap, de Bing Liu
Of Fathers and Sons (Kinder des Kalifats), de Talal Derki
RBG, de Julie Cohen e Betsy West

MELHOR FOTOGRAFIA:
A Favorita, por Robbie Ryan
Guerra Fria
, por Lukasz Zal
Nasce uma Estrela, por Matthew Libatique
Never Look Away
, por Caleb Deschanel
Roma, por Alfonso Cuarón

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
A Favorita
O Primeiro Homem
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra
Roma

MELHOR FIGURINO:
A Balada de Buster Scruggs
A Favorita
Duas Rainhas
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO:
Border
Duas Rainhas
Vice

MELHOR EDIÇÃO:
A Favorita
Bohemian Rhapsody
Green Book: O Guia
Infiltrado na Klan

Vice

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Ilha dos Cachorros
Infiltrado na Klan
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra
Se a Rua Beale Falasse

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
All The Stars, de Pantera Negra
I’ll Fight, de RBG
Shallow, de Nasce uma Estrela
The Place Where Lost Things Go, de O Retorno de Mary Poppins
When A Cowboy Trades His Spurs For Wings, de A Balada de Buster Scruggs

MELHOR EDIÇÃO DE SOM:
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Pantera Negra
Roma
Um Lugar Silencioso

MELHOR MIXAGEM DE SOM:
Bohemian Rhapsody
Nasce uma Estrela
O Primeiro Homem
Pantera Negra
Roma

MELHORES EFEITOS VISUAIS:
Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível
Han Solo: Uma História Star Wars
Jogador N°1
O Primeiro Homem
Vingadores: Guerra Infinita

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Detainment
Fauve
Marguerite
Mother
Skin

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Black Sheep
End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period. End of Sentence.

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Animal Behaviour
Bao
Late Afternoon
One Small Step
Weekends

Foto: Divulgação/Netflix.

Entrevista: Raquel Hallak d’Angelo, coordenadora da Mostra de Cinema de Tiradentes, fala sobre o evento, cinema brasileiro e mercado audiovisual

por: Cinevitor

raquelmostratiradentesRaquel Hallak d’Angelo com Fernanda Hallak d’Angelo e Quintino Vargas Neto.

A 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes segue até o dia 26 de janeiro com uma diversidade da produção cinematográfica brasileira na programação. Neste ano, 108 filmes, em pré-estreias mundiais e nacionais, de 14 estados, foram selecionados.

O tema desta edição, Corpos Adiante, apresenta o corpo como potência, pendor político e social, presença, infinitude. A celebração do corpo, em todas as suas possibilidades de expressão e enunciação, se destaca na programação.

Para falar mais sobre o evento, que abre o calendário audiovisual brasileiro, conversamos com Raquel Hallak d’Angelo, uma das diretoras da Universo Produção e também coordenadora da Mostra de Cinema de Tiradentes. Em entrevista ao CINEVITOR, Raquel falou sobre a homenageada deste ano, Grace Passô, processo de seleção dos filmes, a atual situação do cinema brasileiro, o mercado audiovisual e a relação do festival com público e realizadores.

Confira os melhores momentos do bate-papo:

PROCESSO DE SELEÇÃO

“Muitas vezes saímos daqui com uma ideia do que vai ser a próxima edição pelo processo de reflexão que é gerado no festival: de encontros e de pessoas que já adiantam sobre seus próximos filmes. A proposta do evento é focar no cinema brasileiro contemporâneo e estamos o tempo todo atentos sobre o que os filmes estão nos dizendo, quem está na cena, quem está produzindo, como que a produção está se configurando nos estados. Ficamos o ano inteiro trabalhando nisso. Quando começa o processo de seleção, vamos confirmando se a temática que foi inicialmente pensada vai realmente ser configurada. No processo de seleção ela vai amadurecendo e ganhando corpo”.

“Distribuímos os filmes em mostras temáticas, como a Aurora, que são produções inéditas, sendo um diferencial do evento, que aposta nesses filmes e nos realizadores que estão em início de carreira; não por idade, mas que já fizeram até seu terceiro longa. Isso já dá um norte pra quem está no evento, para escolher o que vai ver. Tem também, por exemplo, a mostra Olhos Livres, que traz uma liberdade de expressão de diretores consolidados com uma carreira consistente e que permaneceram numa coerência de produção desde o início. Já a mostra Praça traz assuntos de interesse mais popular, para toda a família e que atinge todas as idades. Além disso, tem a Mostrinha, para o público infantil. Isso tudo cria um referencial de discussão”.

A HOMENAGEADA: GRACE PASSÔ

“Quando eu fiz o convite, ela levou um susto, pois não imaginava ser homenageada num festival de cinema. Até porque ela ainda está em início de carreira no cinema. Mas foi exatamente por isso. Ela está no começo, mas já tem uma carreira consolidada no teatro e queríamos mostrar esse talento para o segmento audiovisual. Essa homenagem aproxima muito as outras artes do cinema, que é também uma proposta dessa edição; essa quebra de paradigmas. A integração das artes não tem mais fronteira e é fundamental que aconteça”.

gracetiradentesrecebehomenagemGrace Passô com o Troféu Barroco.

VAGA CARNE

“É a primeira produção que a Universo Produção assina nesta área de produção de um filme. Foi um convite com ousadia e loucura. Fizemos esse filme em dezembro e ficou pronta agora, na véspera do evento [para ser exibido na noite de abertura]. Foi feito especificamente para a Mostra, mas já estamos pensando na trajetória do filme em outros eventos”.

O filme, exibido logo depois da homenagem, é uma recriação audiovisual do espetáculo Vaga Carne. Grace Passô convidou o diretor de cinema e de teatro Ricardo Alves Jr. para assinar a direção com ela. Os dois já estiveram juntos em outros trabalhos, como a peça teatral Sarabanda, onde dividiram a direção do espetáculo criado a partir do último longa de Ingmar Bergman.

equipevagacarneEquipe de Vaga Carne no palco antes da exibição.

CINEMA BRASILEIRO: CULTURA E NEGÓCIO

“A Mostra de Tiradentes nasce em 1998 para ser a grande aliada do cinema brasileiro e mantém a coerência até hoje. Quando começamos, também estavam começando as Leis de Incentivo. A mesma pergunta que eu escuto hoje eu ouvi há 22 anos, o que é uma pena, né? O festival acompanha essa retomada do cinema brasileiro e só vimos avanços e uma mudança muito grande, favorável, positiva e o quanto queremos andar pra frente. Eu sou muito positiva nesse aspecto. Não estamos vivendo só da arte pela arte e por isso temos que pensar também na cultura como um bom negócio. Esse entendimento é necessário e temos a missão de fortalecer. Mas é preciso pensar e mostrar o que a gente quer. Porque muitas vezes ficamos no embate e na discussão nesse plano mais imaginário do desejo ao invés de mostrar que já somos, já existimos e o que queremos daqui pra frente”.

“Vejo a Mostra de Cinema de Tiradentes como um instrumento propositivo para mostrar a nossa força, a força do cinema, a força da cultura. Esse é o recado que estamos passando nessa edição”

GERAÇÃO DE CONTEÚDO

“Estamos em um outro governo e isso é um pouco assustador porque o primeiro decreto é acabar com o Ministério da Cultura. Mas eu acho que temos um instrumento muito favorável porque representamos o segmento que produz conteúdo; com as redes sociais e com um canal difusor como o YouTube, que é o maior do mundo, por exemplo. Fazendo esse circuito de festivais e de telas alternativas é preciso estarmos muito unidos e fortes nesse propósito sobre o que a gente quer mostrar e acontecer. Lógico que dependemos diretamente de patrocínio. A Mostra de Tiradentes é um evento que não tem receita, não tem bilheteria. Então, é essencialmente patrocinado. Quando temos governos que ainda representam um cenário complexo de incertezas, temos que partir para a iniciativa privada. Sendo assim, temos que procurar os empresários”.

CINEMA BRASILEIRO: INDÚSTRIA

“A Fundação Getúlio Vargas acabou de lançar dados importantes sobre a ANCINE [Agência Nacional do Cinema]. Precisamos mostrar a questão dos bilhões que são movimentados. Sair desse lugar confortável e pensar: que segmento eu represento? O da indústria que mais cresce no mundo, que é o entretenimento. Precisamos mudar um pouco o foco do discurso, do posicionamento. Temos que ser mais proativos, mais unidos. Mostrar esse lado que a gente nunca teve a preocupação em explorar, que é o lado da economia criativa. Você passa um filme sem precisar sair do seu país para o mundo inteiro. É o cinema que molda o nosso olhar. Esse instrumento de transformação também social e educacional é o que temos a nosso favor”.

“O audiovisual dentro da economia é a indústria mais poderosa”

Os dados revelados pela Fundação Getúlio Vargas sobre os 27 anos de história da Lei Rouanet mostram que a Lei é benéfica à sociedade e seu impacto reverbera em 68 atividades econômicas diferentes, do transporte ao turismo, do setor alimentício às finanças. Ela representa apenas 0,3% da renúncia fiscal da União e oferece 400% de retorno e incremento para a cadeia produtiva. Em quase três décadas de Lei, cada real captado e executado via Lei Rouanet, ou seja, R$ 1,00 de renúncia em imposto, gerou em média R$ 1,59 na economia local. Ou seja, a economia criativa incentivada pela Lei Rouanet gerou, na ponta final, recurso 59% maior em relação ao que foi investido.

abertura1tiradentes2019Os dados foram exibidos no telão na noite de abertura.

“Todo mundo é um cidadão ativo do audiovisual, estamos produzindo o tempo todo. Se somos a indústria que mais cresce, mais até que a automobilística, fica a pergunta: para quem estamos dialogando? Onde estamos mostrando isso? A proposta dessa Mostra é para que sejamos um pouco mais empreendedores. Fazer um filme é empreender. O papel do produtor cinematográfico, do artista e do diretor é de empreendedor. Quando você tem essas funções muito bem definidas em uma produção, que gera renda e emprego, é preciso mostrar isso. Logo não teremos mais o circuito convencional do cinema. Vamos continuar querendo que nossos filmes ocupem as salas, mas queremos também outras coisas. Queremos que os filmes circulem em festivais internacionais, que ganhem o mundo, que ganhem às telas do VOD e todas essas plataformas digitais. Isso não tem mais volta. Agora, cabe a cada um esse entendimento”.

O setor audiovisual é um dos que mais cresce na economia do país. Cresceu a uma taxa média anual de 9,3% nos últimos anos, média muito acima do crescimento geral da economia. As atividades culturais e criativas já representam 2,6% do PIB brasileiro.

abertura2tiradentes2019O incentivo à cultura gerou riquezas à sociedade, não custos.

O MERCADO AUDIOVISUAL BRASILEIRO

“Precisamos entender essa configuração de mercado. Não é todo filme que vai para uma sala de cinema. Às vezes ele faz um circuito internacional maravilhoso. O Baronesa [dirigido por Juliana Antunes] é um exemplo disso [o longa foi o grande vencedor da mostra Aurora em 2017]: uma produção que custou 25 mil reais e rodou 14 festivais internacionais. Roger Koza foi o grande responsável por essa circulação internacional e enquanto o filme ganhava esse espaço, acabou entrando em circuito comercial. Coisa que nem se pensava quando foi exibido aqui. Ou seja, temos que estar atentos com o que chamamos de transmídia. Temos que amadurecer sobre essa questão de mercado. Você tem aquele filme de arte que vai ser filme de arte. Ele foi feito pra isso. Mas se você perguntar para qualquer realizador tudo que ele quer é que as pessoas vejam seu filme, seja em museus ou festivais”.

“Um filme não é feito para ficar na prateleira. Ele também não é feito para não ter acesso. Ele só se completa quando chega ao público”

“Se temos pessoas que estão cobrando do audiovisual e da cultura um posicionamento mais empresarial no sentido da atividade em si, não vamos ficar só no discurso da arte, não. Vamos mostrar o que aconteceu nesses últimos vinte anos”.

baronesafilmeFIMAndreia Pereira de Souza, protagonista de Baronesa.

A MOSTRA E O PÚBLICO

“Para o público, o evento é uma caixinha de surpresas. Os filmes, pelo menos a maioria, são exibidos como pré-estreias. Ou seja, as pessoas não conhecem, não sabem. E esse é o clima do festival: proporcionar que você consuma algo novo, por mais que você tenha suas amarras, suas dificuldades. Aqui você está em um cenário onde todos estão abertos para o que assistirão na tela mesmo que tenham dificuldades. Eu acho que esse desconforto é necessário para você criar um senso crítico, para mudar sua forma de ver, para ter uma tolerância com a diversidade. Para você ver, antes de mais nada, as pessoas como seres humanos e não pela cor, pela opção do gênero. Estamos todos no mesmo barco navegando. Eu acho muito bacana quando as pessoas se incomodam [com algum filme] porque mostra o poder que o cinema tem de tocar, de emocionar. Além disso, aqui, o debate também é fundamental. A partir do posicionamento no debate você começa a entender como que o filme foi pensado e o que ele quer dizer”.

“Você tem a oportunidade de discutir com quem realizou e de ter uma outra visão das cenas que viu. O papel do festival é esse. E do cinema também: se propor a ir além da exibição”

“O cinema está presente na nossa vida e na maneira como lidamos com as imagens. Exibe, forma, discute, difunde: assim se complementa nossa função no festival”, finalizou Raquel.

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Divulgação, Beto Staino e Leo Lara/Universo Produção e Vitor Búrigo.

66º MPSE Golden Reel Awards: conheça os indicados ao prêmio que elege os melhores editores de som

por: Cinevitor

falloutindicadompseTom Cruise em Missão: Impossível – Efeito Fallout.

Fundada em 1953, a MPSE, Motion Picture Sound Editors, é uma organização dedicada a melhorar o reconhecimento de seus membros, educando o público e o resto da comunidade cinematográfica quanto ao mérito artístico da edição sonora.

Os membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.

Anualmente, a Motion Picture Sound Editors realiza o Golden Reel Awards, premiação que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV e no cinema. Neste ano, os vencedores serão anunciados no dia 18 de fevereiro, em Los Angeles.

Conheça os indicados ao 66º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR:
A Favorita
Bohemian Rhapsody
Green Book: O Guia
Missão: Impossível – Efeito Fallout
Nasce uma Estrela
O Primeiro Homem
O Retorno de Mary Poppins
Um Lugar Silencioso

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY:
A Favorita
Deadpool 2
Jogador N°1
Missão: Impossível – Efeito Fallout
O Primeiro Homem
Pantera Negra
Um Lugar Silencioso
Vingadores: Guerra Infinita

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO:
Homem-Aranha no Aranhaverso
Ilha dos Cachorros
O Grinch
Os Incríveis 2
Pedro Coelho
PéPequeno
WiFi Ralph: Quebrando a Internet

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO:
Free Solo
Generation Wealth
McQueen
Quincy
Serei Amado Quando Morrer
Shirkers: O Filme Roubado
Três Estranhos Idênticos
They Shall Not Grow Old
Won’t You Be My Neighbor

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME ESTRANGEIRO:
2.0 (Índia)
Cafarnaum (Líbano)
Culpa (Dinamarca)
Guerra Fria (Polônia)
Irmãos do Inverno (Dinamarca/Islândia)
Never Look Away (Alemanha)
O Príncipe Feliz (Reino Unido)
Redbad (Holanda)
Roma (México)

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | TRILHA SONORA:
A Balada de Buster Scruggs
Aquaman
Homem-Aranha no Aranhaverso
Ilha dos Cachorros
Missão: Impossível – Efeito Fallout
O Primeiro Homem
Pantera Negra
Roma
Um Lugar Silencioso

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MUSICAL:
Bohemian Rhapsody
Nasce uma Estrela
O Retorno de Mary Poppins

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME NÃO LANÇADO NO CINEMA:
Crônicas de Natal
Extinção
Meu Jantar com Hervé
Perda Total
Tau

MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO NÃO LANÇADO NO CINEMA:
All or Nothing: The Michigan Wolverines, episódio Be the Game Changer (Amazon Studios)
Bobby Kennedy for President, episódio I’d Like to Serve (Netflix)
Medal of Honor (Netflix)
Operation Odessa (Showtime)
Searching for Sound: Islandman and VeYasin (Red Bull TV)
The Gymkhana Files, episódio Where It All Began (Amazon Studios)
The Zen Diaries of Garry Shandling (HBO)
Watergate (Representational Pictures)

Foto: Divulgação/Paramount Pictures.