Notícias

Fique por dentro de tudo o que acontece no universo do cinema!

Confira o trailer de O Pintassilgo, de John Crowley, com Nicole Kidman e Ansel Elgort

por: Cinevitor

pintassilgotrailerNicole Kidman e Ansel Elgort em cena.

Um filme da Warner Bros. Pictures e da Amazon Studios, O Pintassilgo, no original The Goldfinch, é uma adaptação cinematográfica do romance homônimo best-seller e mundialmente aclamado, de Donna Tartt, vencedora do Prêmio Pulitzer de ficção em 2014 e da Medalha Andrew Carnegie de Excelência em Ficção.

Dirigido por John Crowley, de Brooklyn, o longe apresenta um elenco com várias gerações liderado por Ansel Elgort como Theo Decker e Nicole Kidman como a Sra. Barbour. Na trama, Theodore Decker tinha 13 anos quando sua mãe foi morta em um ataque a bomba no Metropolitan Museum of Art. A tragédia muda o curso de sua vida, enviando-lhe para uma emocionante odisseia de tristeza e culpa, reinvenção e redenção, e até mesmo amor. Apesar de tudo, ele segura um pedaço de esperança tangível desse dia terrível; uma pintura de um pequeno pássaro acorrentado a seu poleiro: O Pintassilgo.

O drama é produzido por Nina Jacobson, da trilogia Jogos Vorazes e da série American Crime Story, com roteiro de Peter Straughan, de O Espião Que Sabia Demais e Frank, baseado no romance de Donna Tartt, que passou 30 semanas na lista dos best-sellers do jornal The New York Times.

O elenco conta também com Oakes Fegley como Theo jovem; Aneurin Barnard como Boris; Finn Wolfhard como Boris jovem; Sarah Paulson como Xandra; Luke Wilson como Larry; Jeffrey Wright como Hobie; Ashleigh Cummings como Pippa; Willa Fitzgerald como Kitsey Barbour; Aimee Laurence como Pippa jovem; Denis O’Hare como Lucius Reeve; Boyd Gaines como Mr. Barbour; Peter Jacobson como o Sr. Silver; Luke Kleintank como Platt Barbour; Robert Joy como Welty; e o estreante Ryan Foust como Andy.

Confira o trailer de O Pintassilgo, que tem estreia prevista para o dia 10 de outubro:

Foto: Divulgação.

Cinebiografia de Wilson Simonal, com Fabrício Boliveira e Isis Valverde, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor

simonaltrailer1Isis Valverde e Fabrício Boliveira em cena: casal na ficção.

Com direção de Leonardo Domingues, Simonal, cinebiografia do artista dono de sucessos como Meu Limão, Meu Limoeiro, País Tropical e Nem Vem Que Não Tem, chega aos cinemas no dia 8 de agosto. O longa traz Fabrício Boliveira como responsável por dar corpo à malemolência e irreverência de Simona, como era conhecido no cenário musical das décadas de 1960 e 1970. Completam o elenco: Isis Valverde, como a esposa Tereza, e Leandro Hassum, que interpreta Carlos Imperial, primeiro a reconhecer o talento de Simonal.

A produção acompanha Simonal a partir de seu sucesso meteórico quando conquistou espaço na cena musical com o balanço de suas composições e a originalidade de suas performances. O músico virou sucesso de público e crítica e ganhou espaço na TV com um programa próprio, quebrando paradigmas da sociedade. O “Rei da Pilantragem” passou a ostentar riqueza e popularidade, sempre ao lado de sua fiel e inseparável Tereza. Responsáveis por assinar a trilha sonora do longa, seus filhos Simoninha e Max Castro também são retratados na produção. Além do auge da carreira, a cinebiografia mostra a queda de Simonal, depois de ser considerado como informante do Dops, durante o período da ditadura.

O longa foi exibido na 42ª Mostra de São Paulo, no Festival do Rio e no Festival de Cinema de Gramado no ano passado, onde saiu premiado com três kikitos: melhor trilha musical (Max de Castro e Wilson Simoninha); melhor direção de arte (Yurika Yamazaki) e melhor fotografia (Pablo Baião). Clique aqui e assista aos melhores momentos da coletiva de imprensa do filme em Gramado e aqui para assistir ao programa especial sobre o festival com entrevistas com Fabrício Boliveira e Isis Valverde.

Como forma de contextualizar a época, outros importantes nomes do período ganham espaço na produção, como: Erasmo Carlos, Ronaldo Bôscoli, Luiz Carlos Miele e Elis Regina. O elenco conta também com Mariana Lima, Silvio Guindane, Claudio Mendes, Caco Ciocler, Bruce Gomlevsky, Fabricio Santiago, Letícia Isnard, João Velho e Dani Ornellas.

Antes de virar cinebiografia, a vida do cantor foi tema do documentário Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, de 2009, dirigido por Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. Simonal, inclusive, traz referências do filme, além das biografias Nem Vem Que Não Tem – A Vida E O Veneno de Wilson Simonal, de Ricardo Alexandre, e Simonal: Quem Não Tem Swing Morre Com A Boca Cheia De Formiga, de Gustavo Alonso. O diretor Leonardo Domingues também participou do processo de pós-produção do documentário.

Confira o trailer de Simonal, que estreia em agosto:

Foto: Paprica Fotografia.

2º Fest Cine Pedra Azul: atriz Tuna Dwek é homenageada

por: Cinevitor

tunadweksegredodaviTuna Dwek na pré-estreia de O Segredo de Davi, em novembro do ano passado.

A segunda edição do Fest Cine Pedra Azul – Festival Internacional de Cinema aconteceu entre os dias 22 e 25 de maio no município de Domingos Martins, no Espírito Santo, no Parque Estadual da Pedra Azul. Entre os vencedores do troféu Rota do Lagarto, que leva esse nome em homenagem à rodovia que cerca de ponta a ponta a imponente Pedra Azul, destacam-se: o longa Eduardo Galeano Vagamundo, de Felipe Nepomuceno; Rebento, de André Morais; o ator Tutty Mendes, de A Quarta Parede; entre outros.

Neste ano, a atriz paulistana Tuna Dwek, conhecida por trabalhos na TV, teatro, cinema e publicidade, foi a homenageada especial. Formada pela Escola de Arte Dramática – ECA/USP, em Ciências Sociais pela PUC-SP e na Universidade Pantheon-Sorbonne, em Paris, também atua como jornalista, tradutora e crítica de cinema.

Foi condecorada com a Ordem das Artes e das Letras pelo Ministério da Cultura da França e indicada ao Troféu Mambembe de melhor atriz coadjuvante pela peça Vidros Partidos, dirigida por Iacov Hillel. No LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, foi premiada como melhor atriz coadjuvante pelo filme A Grande Vitória, de Stefano Capuzzi Lapietra. Além disso, também recebeu prêmios no Pink City International Short Film Festival e no Delhi Shorts Int. Film Festival, na Índia.

Com o curta-metragem Escolhas, de Ivan Willig, recebeu diversos prêmios de melhor atriz em festivais, como: Cine Paraíso, FESTICINI – Festival Internacional de Cinema Independente, Cine Tamoio e Curta Canedo. Além disso, em 2017, foi consagrada com o Life Achievement por sua carreira no LABRFF. Nos palcos, foi indicada e finalista pelo voto popular para o prêmio Aplauso Brasil como melhor atriz coadjuvante pela peça A Noite de 16 de Janeiro, dirigida por Jô Soares.

tunacarolinaescolhasTuna Dwek e Carolina Kasting no curta Escolhas, de Ivan Willig.

Ao longo de sua carreira, Tuna Dwek foi repórter colaboradora da Folha de São Paulo, crítica no blog de Rubens Ewald Filho e na Revista da Cultura. Em eventos internacionais, trabalhou como locutora, tradutora e intérprete de grandes nomes, como: Luciano Pavarotti, Vanessa Redgrave, Isabelle Huppert, Catherine Deneuve, Roman Polanski, Peter Brook, Brillante Mendoza, Dominique Blanc, entre outros. No teatro, foi dirigida por Jorge Takla, Ruy Cortez, Marcio Aurelio, Yara de Novaes, Celso Frateschi, Mika Lins, Chiquinho Medeiros, Marco Antônio Pâmio, Neyde Veneziano, entre outros.

Sua trajetória nas telonas conta com trabalhos em diversas produções, como: Anjos da Noite, de Wilson Barros; A Primeira Missa, de Ana Carolina; Meu Amigo Hindu, de Hector Babenco; Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra; Guida, de Rosana Urbes; Solteira Quase Surtando, de Caco Souza; O Segredo de Davi, de Diego Freitas; Todos os Mortos, de Marco Dutra e Caetano Gotardo; entre outros.

Também se dedicou a trabalhos televisivos na Rede Globo, como as novelas: Cortina de Vidro, Ti Ti Ti e Sangue Bom, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari; Ciranda de Pedra, de Alcides Nogueira; Da Cor do Pecado e A Favorita, de João Emanuel Carneiro; Tempos Modernos, de Bosco Brasil; O Astro, de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro; e I Love Paraisópolis, de Alcides Nogueira e Mário Teixeira. E as minisséries: Um Só Coração, JK, Queridos Amigos, Minha Nada Mole Vida, A Diarista e Mothern, na GNT.

tunapremioNa noite de premiação do Fest Cine Pedra Azul, com Ivan Willig e a atriz Kassandra Brandão.

Entre tantos trabalhos marcantes, escreveu três livros pela Coleção Aplauso: Alma de Cetim, biografia de Alcides Nogueira; A Emoção Libertária, biografia de Maria Adelaide Amaral; e Memórias da Lua, biografia de Denise Del Vecchio. Nos palcos também se destacou em As Meninas, de Lygia Fagundes Telles; Volpone, direção de Neyde Veneziano; Mulheres do Espelho, direção de Marcos  Loureiro; Tróilo e Créssida, direção de Jô Soares; A Tartaruga de Darwin, direção de Mika Lins, entre outras.

Vale lembrar que Tuna Dwek já apareceu aqui no CINEVITOR algumas vezes, entre elas, no Especial Oscar 2018, ao lado do crítico Chico Fireman, para falar do filme O Destino de uma Nação; e em uma entrevista exclusiva durante a 38ª Mostra de São Paulo.

Em breve poderá ser vista nas telonas em Divino Amor, de Gabriel Mascaro, e Marighella, de Wagner Moura. No dia 28 de junho estreia em O Escolhido, série original Netflix, dirigida por Michel Tikhomiroff e Max Calligaris, com Paloma Bernardi, Pedro Caetano e Francisco Gaspar. Também filmará com Cristiano Burlan e Fabiana Penna em breve.

Fotos: Divulgação.

Conheça os vencedores do Festival de Cannes 2019; Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é premiado

por: Cinevitor

julianoklebercannesbacurauOs brasileiros Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho no palco.

Foram anunciados neste sábado, 25/05, os vencedores da 72ª edição do Festival de Cannes, que este ano contou com o cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu na presidência do júri. Elle Fanning, Maimouna N’Diaye, Robin Campillo, Kelly Reichardt, Enki Bilal, Alice Rohrwacher, Yorgos Lanthimos e Paweł Pawlikowski completavam o time responsável por avaliar e premiar os filmes da Competição Oficial.

Neste ano, o drama sul-coreano Gisaengchung (Parasite), de Bong Joon-ho, recebeu a Palma de Ouro, prêmio máximo do festival. O brasileiro Bacurau, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles levou o Prêmio do Júri, que empatou com o francês Les misérables, de Ladj Ly. Vale lembrar que Kleber Mendonça Filho passou pela Competição Oficial de Cannes em 2016, com Aquarius, protagonizado por Sonia Braga. No ano seguinte, foi presidente do júri da Semana da Crítica.

O filme Nuestras Madres (Our Mothers), de César Díaz, e exibido na Semana da Crítica, recebeu o prêmio Câmera de Ouro, dedicado a diretores estreantes. Neste ano, o ator francês Alain Delon recebeu a Palma de Ouro honorária. Sylvester Stallone também foi homenageado e exibiu um material inédito de Rambo V: Last Blood.

Além disso, antes da premiação também foram divulgados os vencedores dos três prêmios concedidos pela FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, que elege as melhores produções da Competição Oficial, da mostra Un Certain Regard e da Semana da Crítica ou Quinzena dos Realizadores.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cannes 2019:

COMPETIÇÃO OFICIAL:

Palma de Ouro: Gisaengchung (Parasite), de Bong Joon-ho (Coreia do Sul)
Grand Prix: Atlantique, de Mati Diop (França)
Melhor Direção: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, por Le jeune Ahmed (Young Ahmed) (Bélgica)
Prêmio do Júri: Les misérables, de Ladj Ly (França) e Bacurau, de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho (Brasil)
Melhor Ator: Antonio Banderas, por Dor e Glória
Melhor Atriz: Emily Beecham, por Little Joe
Melhor Roteiro: Portrait de la jeune fille en feu, escrito por Céline Sciamma (França)
Menção Especial: It Must Be Heaven, de Elia Suleiman (França/Canadá)
Palma de Ouro | Curta-metragem: The Distance Between Us and the Sky, de Vasilis Kekatos (Grécia/França)
Menção Especial do Júri | Curta-metragem: Monstruo Dios, de Agustina San Martín (Argentina)

CÂMERA DE OURO | Caméra d’Or: Nuestras Madres (Our Mothers), de César Díaz (Guatemala/Bélgica/França)

MOSTRA UN CERTAIN REGARD | UM CERTO OLHAR:

Prêmio Un Certain Regard: A Vida Invisível de Eurídece Gusmão, de Karim Aïnouz (Brasil)
Melhor Interpretação: Chiara Mastroianni, por Chambre 212
Prêmio Especial do Júri: Liberté, de Albert Serra (Espanha)
Melhor Direção: Kantemir Balagov, por Dylda (Beanpole)
Prêmio do Júri: O que Arde (Viendra le feu), de Olivier Laxe (Espanha/França/Luxemburgo)
Menção Especial do Júri: Jeanne (Joan of Arc), de Bruno Dumont (França)
Coup de Coeur (empate): The Climb, de Michael Angelo Covino (EUA) e La femme de mon frère (A Brother’s Love), de Monia Chokri (Canadá)

QUINZENA DOS REALIZADORES:

Prêmio SACD (Society of Dramatic Authors and Composers): Une fille facile (An Easy Girl), de Rebecca Zlotowski (França)
Label Cinema Europa: Alice et le Maire (Alice and the Mayor), de Nicolas Pariser (França)
Prêmio illy | Melhor curta-metragem: HãY TỉNH THứC Và SẵN SàNG (Stay Awake, Be Ready), de An Pham Thien (Vietnã/Coreia do Sul/EUA)

SEMANA DA CRÍTICA:

Grande Prêmio Nespresso: J’ai perdu mon corps (I Lost My Body), de Jérémy Clapin (França)
Prêmio SACD (Society of Dramatic Authors and Composers): Nuestras Madres (Our Mothers), escrito por César Díaz (Guatemala/Bélgica/França)
Prêmio Gan Foundation de Distribuição: Vivarium, de Lorcan Finnegan (Irlanda/Bélgica/Dinamarca)
Prêmio Canal+ | Curta-metragem: Ikki illa meint (Sans mauvaise intention), de Andrias Høgenni (Dinamarca/Ilhas Faroé)
Prêmio Louis Roederer Foundation | Revelação: Ingvar E. Sigurðsson, por Hvítur, Hvítur Dagur (A White, White Day)
Prêmio Leica Cine Discovery | Curta-metragem: She Runs, de Qiu Yang (China/França)

PRÊMIOS FIPRESCI | Federação Internacional de Críticos de Cinema:

Competição Oficial: It Must Be Heaven, de Elia Suleiman (França/Canadá)
Un Certain Regard: Dylda (Beanpole), de Kantemir Balagov (Rússia)
Semana da Crítica/Quinzena dos Realizadores: The Lighthouse, de Robert Eggers (Canadá/EUA)

JÚRI ECUMÊNICO:
Melhor Filme: A Hidden Life, de Terrence Malick (EUA/Alemanha)

L’Œil d’or (Olho de Ouro) | MELHOR DOCUMENTÁRIO:
For Sama, de Waad Al-Khateab e Edward Watts (Reino Unido) e La Cordillère des songes, de Patricio Guzmán (França/Chile)

CINÉFONDATION:

Primeiro Prêmio: Mano a Mano, de Louise Courvoisier (CinéFabrique/França)
Segundo Prêmio: Hieu, de Richard Van (CalArts/EUA)
Terceiro Prêmio (empate): Ambience, de Wisam Al-Jafari (Dar al-Kalima University College of Arts & Culture/Palestina) e Duszyczka (The Little Soul), de Barbara Rupik (PWSFTviT/Polônia)

QUEER PALM:

Melhor longa-metragem: Portrait de la jeune fille en feu, de Céline Sciamma (França)
Melhor curta-metragem: The Distance Between Us and the Sky, de Vasilis Kekatos (Grécia/França)

PALM DOG: Brandy, o pit bull de Era Uma Vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino

Foto: Getty Images Europe.

Conheça os vencedores da Quinzena dos Realizadores 2019, mostra paralela ao Festival de Cannes

por: Cinevitor

quinzenavencedores2019Zahia Dehar e Mina Farid em Une fille facile, de Rebecca Zlotowski.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 24/05, os vencedores da Quinzena dos Realizadores 2019, (La Quinzaine des Réalisateurs), mostra paralela ao Festival de Cannes, organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF) desde 1969 e que destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular, com diretores talentosos e originais.

Neste ano, em sua 51ª edição, o cinema brasileiro marcou presença com Sem Seu Sangue, de Alice Furtado. O longa conta a história de Silvia, interpretada por Luiza Kosovski, uma adolescente introspectiva e desinteressada pela rotina, que acredita ter encontrado em Artur, papel de Juan Paiva, algo que a faça se sentir mais viva. Ele surge inesperadamente em sua turma depois de ter sido expulso de várias escolas. Silvia vê-se fascinada pela vitalidade do garoto, que no entanto é hemofílico. Os dois mergulham em uma convivência intensa, interrompida por um grave acidente. O elenco conta também com Digão Ribeiro, Silvia Buarque, Lourenço Mutarelli, Ismar Tirelli Neto, Valentina Luz e Nahuel Pérez Biscayart.

Conheça os vencedores da Quinzena dos Realizadores 2019:

PRÊMIO SACD (Society of Dramatic Authors and Composers):
Une fille facile (An Easy Girl), de Rebecca Zlotowski (França)

LABEL CINEMA EUROPA:
Alice et le Maire (Alice and the Mayor), de Nicolas Pariser (França)

PRÊMIO ILLY | MELHOR CURTA-METRAGEM:
HãY TỉNH THứC Và SẵN SàNG (Stay Awake, Be Ready), de An Pham Thien (Vietnã/Coreia do Sul/EUA)

PRÊMIO FIPRESCI:
The Lighthouse, de Robert Eggers (Canadá/EUA)

Foto: Divulgação.

Cannes 2019: A Vida Invisível de Eurídece Gusmão, de Karim Aïnouz, é o grande vencedor da mostra Un Certain Regard

por: Cinevitor

vidainvisivelvencecannesCarol Duarte e Júlia Stockler no filme de Karim Aïnouz.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 24/05, os vencedores da mostra Un Certain Regard, também conhecida como Um Certo Olhar, que coloca em evidência filmes dirigidos por novos cineastas, porém mais atípicos aos da Competição Oficial do Festival de Cannes.

Neste ano, a cineasta libanesa Nadine Labaki presidiu o júri, que contou também com a atriz francesa Marina Foïs, a produtora cinematográfica alemã Nurhan Sekerci-Porst, o diretor argentino Lisandro Alonso e e o cineasta belga Lukas Dhont.

O grande vencedor desta edição foi o brasileiro A Vida Invisível de Eurídece Gusmão, de Karim Aïnouz e produzido por Rodrigo Teixeira. O longa é uma livre adaptação da obra homônima de Martha Batalha e traz Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Júlia Stockler, Gregorio Duvivier e Maria Manoella no elenco. No palco, o diretor fez seu agradecimento: “Tenho muito orgulho de representar o Brasil. Estamos passando por algo muito difícil no país que tem a ver com intolerância”.

“É um importante prêmio do cinema mundial e também um prêmio muito importante para o cinema brasileiro em um ano que tivemos uma representação maravilhosa com Bacurau, do Kleber Mendonça Filho e do Juliano Dornelles, com o filme da Alice Furtado, com o filme produzido pelos irmãos Gullane. Então, acho que é maravilhoso que a gente tenha vencido nesse ano. Mas, antes de qualquer coisa, é importante que esse prêmio de fato possa servir como uma maneira de incentivar o futuro do cinema brasileiro, a diversidade da cultura brasileira e que tenhamos um Brasil melhor do que estamos vivendo agora. Queria dedicar especialmente para minha amada Fernanda Montenegro e para todas as mulheres do mundo”, disse Karim Aïnouz em áudio enviado pela assessoria logo após a cerimônia de encerramento.

O filme se passa no Rio de Janeiro dos anos 1950 e as irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda: duas irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sem namorado, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas para sempre e passam suas vidas tentando encontrar uma a outra, como se só juntas fossem capazes de seguirem suas vidas.

Conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard 2019:

PRÊMIO UN CERTAIN REGARD:
A Vida Invisível de Eurídece Gusmão, de Karim Aïnouz (Brasil)

PRÊMIO DO JÚRI:
O que Arde (Viendra le feu), de Olivier Laxe (Espanha/França/Luxemburgo)

MELHOR INTERPRETAÇÃO:
Chiara Mastroianni, por Chambre 212

MELHOR DIREÇÃO:
Kantemir Balagov, por Dylda (Beanpole)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Liberté, de Albert Serra (Espanha)

MENÇÃO ESPECIAL DO JÚRI:
Jeanne (Joan of Arc), de Bruno Dumont (França)

COUP DE COEUR (empate):
The Climb, de Michael Angelo Covino (EUA)
La femme de mon frère (A Brother’s Love), de Monia Chokri (Canadá)

Foto: Bruno Machado.

Confira o trailer de ¿Eres tú, papá?, dirigido por Rudy Riverón Sánchez, que será exibido no Fantaspoa

por: Cinevitor

erestupapafantaspoaA atriz Gabriela Ramos em cena.

Dirigido pelo cubano Rudy Riverón Sánchez, o filme É Você, Papai?, no original ¿Eres tú, papá?, é um dos destaques da programação da 15ª edição do Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, que começou em 2005 com a ideia de promover um evento dedicado ao gênero fantástico (ficção científica, fantasia e horror), até então inédito no Brasil.

O longa, que fará sua estreia latino-americana no evento, faz parte da Competição Ibero-Americana. Na trama, Lili vive com sua família, compartilhando com sua mãe uma atmosfera de controle e terror gerada por seu pai, Eduardo. Um dia, ele desaparece e seu sumiço leva Lili ao desespero, resultado de anos de dependência. Ela realiza um ritual de magia negra para trazê-lo de volta, gerando consequências desastrosas.

Com Gabriela Ramos, Jorge Enrique Caballero, Lynn Cruz, Osvaldo Doimeadiós e Eslinda Núñez no elenco, o filme já foi exibido em outros festivais, como: Miami Film Festival; Internationales Filmfest Oldenburg, na Alemanha, que rendeu um prêmio para a atriz Gabriela Ramos; Richmond International Film Festival, vencedor do Grande Prêmio do Júri; e TOHorror Film Fest, na Itália, onde também foi consagrado.

Para realizar seu primeiro longa-metragem, Rudy queria garantir que fosse um filme diferente: “Decidi que a história se passaria em Cuba e usei elementos de horror psicológico, por ser um subgênero do horror que ainda não tinha sido explorado no país. Tudo isso me ajudou no desenvolvimento do roteiro e trouxe nuances para a história. Baseado em minhas experiências em Cuba, assistindo filmes cubanos que retratavam os benefícios da revolução cubana ou criticavam o sistema político, sabia que queria algo diferente. Queria levar essa história de uma família do meu país para um público mais amplo”, revelou.

erestupapa2fantaspoaA cubana Eslinda Núñez também está no elenco.

Quando se mudou para o Reino Unido, Rudy adquiriu experiências em diversos trabalhos e se formou na York St John University, onde recebeu um prêmio que o ajudou a realizar seu primeiro curta-metragem, Beyond Reach, indicado ao Royal Television Society Student Award. Depois disso, abriu a AlmostFilm Production, em Londres, e realizou diversos videoclipes.

Sobre influências cinematográficas, o diretor revelou ser fã de Psicose, de Alfred Hitchcock; A Mosca, de David Cronenberg; e O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter: “Eu nunca me vi fazendo um filme de terror. Tudo mudou quando comecei a estudar no Reino Unido. Como parte do meu curso, passei um semestre no Canadá, onde participei de um workshop e tive que escrever um roteiro que era uma história assustadora para crianças. Isso me deu confiança e motivação. Quando voltei para a Inglaterra, continuei minha pesquisa sobre o gênero de terror. Depois, comecei a desenvolver uma ideia para um filme de terror, o que viria a se tornar ¿Eres tú, papá?. Um dia, estava folheando um livro sobre a história do cinema cubano na casa de um amigo e foi então que decidi que o filme se passaria em Cuba por ser um gênero novo no país. Também senti que o contexto sociocultural de Cuba e seu isolamento geográfico e político proporcionariam um cenário atmosférico perfeito para um filme de terror”.

É Você, Papai? será exibido nesta sexta-feira, 24/05, às 15h, na Cinemateca Capitólio Petrobras, em Porto Alegre, no Fantaspoa. Confira o trailer:

Foto: Divulgação.

Filmes brasileiros são premiados no FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa

por: Cinevitor

cancoesdeamorlisboaMarina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso em Todas as Canções de Amor: melhor filme.

O FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa tem como missão a difusão e o desenvolvimento do cinema nos países de língua portuguesa, reconhecendo o estado assimétrico desta arte em cada um deles, porém valorizando as origens históricas e culturais dos países.

O evento discute o futuro do cinema e a sua contribuição como linguagem artística para a compreensão e a prática dos direitos humanos, da cidadania e da inclusão social. O FESTin procura promover e estimular o audiovisual através do intercâmbio cultural, de modo que sejam celebrados encontros entre as diferentes expressões dos países lusófonos.

Neste ano, em sua 10ª edição, que aconteceu entre os dias 15 e 22 de maio, em Lisboa, o cinema brasileiro se destacou na programação e levou diversos prêmios, entre eles, o de melhor filme para Todas as Canções de Amor, dirigido por Joana Mariani.

Conheça os vencedores do FESTin Lisboa 2019:

MELHOR FILME:
Todas as Canções de Amor, de Joana Mariani (Brasil)

MELHOR DIREÇÃO:
Aly Muritiba, por Ferrugem (Brasil)

MELHOR ATOR:
Daniel de Oliveira, por Aos Teus Olhos

MELHOR ATRIZ:
Tifanny Dopke, por Ferrugem

JÚRI DA CRÍTICA:
Ferrugem, de Aly Muritiba

JÚRI DA CRÍTICA | MENÇÃO HONROSA:
Boni Bonita, de Daniel Barosa (Brasil/Argentina)

PRÊMIO DO PÚBLICO:
Unicórnio, de Eduardo Nunes (Brasil)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Lusófonas, de Carolina Paiva (Brasil)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | MENÇÃO HONROSA:
Início do Fim, de Francisco Júnior Gonçalves (Angola)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | JÚRI POPULAR:
O Pequeno Escritor, de Júlio Silva (Moçambique)

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Viagem de Ícaro, de Kaco Olimpio e Larissa Fernandes (Brasil)

MELHOR CURTA-METRAGEM | MENÇÃO HONROSA:
Grito, de Luiz Cassol (Brasil)

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR:
O Mambo, de Nuno Barreto (Angola)

PRÊMIO FESTINHA | MELHOR FILME INFANTIL:
A Zeropeia, de Rodrigo Guimarães (Brasil)

Foto: Divulgação.

Cannes 2019: conheça os vencedores da Semana da Crítica

por: Cinevitor

semanacritica58vencedoresOs premiados deste ano com o júri.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 22/05, os vencedores da Semana da Crítica (Semaine de la Critique), mostra paralela ao Festival de Cannes, que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar novos cineastas inovadores do mundo todo.

Neste ano, em sua 58ª edição, a Semana da Crítica teve o cineasta colombiano Ciro Guerra como presidente do júri. A atriz britânica Amira Casar, a produtora dinamarquesa Marianne Slot, a jornalista e crítica de cinema Djia Mambu e o cineasta americano Jonas Carpignano completavam o júri.

A animação francesa J’ai perdu mon corps, do cineasta Jérémy Clapin, venceu o prêmio principal da competição. O longa conta a história de Naoufel, um jovem apaixonado por Gabrielle. Enquanto isso, em outra parte da cidade, uma mão decepada escapa de um laboratório de dissecação, determinada a encontrar seu corpo novamente.

Conheça os vencedores da Semana da Crítica 2019:

GRANDE PRÊMIO NESPRESSO:
J’ai perdu mon corps (I Lost My Body), de Jérémy Clapin (França)

PRÊMIO LEICA CINE DISCOVERY | CURTA-METRAGEM:
She Runs, de Qiu Yang (China/França)

PRÊMIO LOUIS ROEDERER FOUNDATION | REVELAÇÃO:
Ingvar E. Sigurðsson, por Hvítur, Hvítur Dagur (A White, White Day)

PRÊMIO GAN FOUNDATION DE DISTRIBUIÇÃO:
Vivarium, de Lorcan Finnegan (Irlanda/Bélgica/Dinamarca)

PRÊMIO SACD (Society of Dramatic Authors and Composer):
Nuestras Madres (Our Mothers), escrito por César Díaz (Guatemala/Bélgica/França)

PRÊMIO CANAL+ | CURTA-METRAGEM:
Ikki illa meint (Sans mauvaise intention), de Andrias Høgenni (Dinamarca/Ilhas Faroé)

Foto: Divulgação.

Com Maggie Smith, Downton Abbey ganha trailer; filme dá sequência ao último episódio da série

por: Cinevitor

downtonabbeytrailer1Maggie Smith interpreta Violet Crawley nas telonas.

A grandiosidade e o requinte da família Crawley poderão ser conferidos em breve nos cinemas em Downton Abbey, longa dirigido por Michael Engler a partir da bem-sucedida série homônima de TV, ganhadora de mais de 20 prêmios, como Emmy e Globo de Ouro.

Com roteiro de Julian Fellowes, que também era responsável pela série, o filme dá sequência ao último episódio exibido na TV, preservando o glamour e a identidade da trama ambientada no início do século XX, no interior da Inglaterra.

O elenco mantém boa parte dos atores vistos na TV, como Laura Carmichael, Hugh Bonneville, Michelle Dockery, Elizabeth McGovern, Maggie Smith, Penelope Wilton e Allen Leech.

Confira o primeiro trailer de Downton Abbey, que tem estreia prevista para o dia 21 de novembro:

Foto: Reprodução/YouTube.

Confira o trailer de Midsommar – O Mal Não Espera a Noite, de Ari Aster, com Florence Pugh

por: Cinevitor

midsommartrailer1Protagonista: Florence Pugh em cena.

Depois do sucesso de Hereditário, o diretor Ari Aster apresenta seu mais novo trabalho cinematográfico: Midsommar – O Mal Não Espera a Noite, com estreia nacional agendada para o dia 19 de setembro. Conhecido como o maestro do terror, o diretor, que também assina o roteiro da nova produção, dá pistas de um novo filme enigmático no primeiro trailer legendado.

Produzido pelo estúdio A24 e estrelado por Florence Pugh, Jack Reynor, William Jackson Harper e Will Poulter, o vídeo revela antigas celebrações de colheita e apresenta um grupo de jovens em uma viagem de verão onde as coisas rapidamente dão errado.

Na trama, Dani e Christian formam um jovem casal americano com um relacionamento prestes a desmoronar. Mas depois que uma tragédia familiar os mantém juntos, Dani, que está de luto, convida-se para se juntar a Christian e seus amigos em uma viagem para um festival de verão único em uma remota vila sueca. O que começa como férias despreocupadas de verão, em uma terra de luz eterna, toma um rumo sinistro quando os moradores do vilarejo convidam o grupo a participar de festividades que tornam o paraíso pastoral cada vez mais preocupante e visceralmente perturbador.

Da mente visionária de Ari Aster surge um conto de fadas cinematográfico encharcado de pavor onde um mundo de escuridão se desdobra em plena luz do dia.

Confira o trailer legendado de Midsommar – O Mal Não Espera a Noite:

Foto: Divulgação/Paris Filmes.

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, ganha trailer

por: Cinevitor

vidainvisivelkarimtrailer1Julia Stockler e Carol Duarte em cena.

Sétimo longa-metragem de Karim Aïnouz, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão terá estreia mundial nesta segunda-feira, 20/05, no Festival de Cannes, na mostra Un Certain Regard, mesma divisão na qual o diretor lançou, em 2002, Madame Satã, primeiro longa de sua carreira.

Definido pelo cineasta como um melodrama tropical, a obra traz nos papéis principais duas jovens estreantes no cinema. Tanto Carol Duarte, reconhecida por seu trabalho na TV, como Julia Stockler, experiente atriz de teatro, foram escolhidas após participarem de um concorrido teste com mais de 300 candidatas. O elenco traz ainda Fernanda Montenegro, como atriz convidada, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavio Bauraqui e Maria Manoella.

“Eu trabalhei com um maravilhoso grupo de atrizes e atores. Eles são todos muito diferentes, de diferentes gerações, diferentes registros de atuação; e o desafio foi alcançar o mesmo tom, a mesma vibração”, conta o diretor.

Livre adaptação do romance homônimo de Martha Batalha, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, que tem previsão de lançamento no circuito comercial em novembro deste ano, é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã The Match Factory e com a Sony Pictures Brasil, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual).

“Eu fiquei profundamente tocado quando eu li o livro. Disparou memórias intensas da minha vida. Eu fui criado no nordeste dos anos 1960, numa sociedade machista e conservadora, dentro de uma família matriarcal. Os homens ou haviam indo embora ou eram ausentes. Numa cultura patriarcal, eu tive a oportunidade de crescer numa família onde as mulheres comandavam o espetáculo, elas eram as protagonistas”, recorda Aïnouz. “O que me levou a adaptar A Vida Invisível de Eurídice Gusmão foi o desejo de dar visibilidade a tantas vidas invisíveis, como as da minha mãe, minha avó, das minhas tias e de tantas outras mulheres dessa época. As histórias dessas personagens não foram contadas o suficiente, seja em romances, livros de história ou no cinema”, completa.

Rodrigo Teixeira foi o responsável por amarrar o projeto com o diretor. Ao receber o manuscrito de Martha Batalha, o produtor acreditou que Aïnouz seria a melhor pessoa a contar a história, não apenas pelo estilo de sua filmografia, mas também pela interseção entre o livro e a história familiar do diretor, onde observou a invisibilidade das mulheres conduzidas por uma geração machista. “Quando eu li o livro pensei muito no Karim, tanto pela narrativa ter relação com a história pessoal de vida dele, especificamente com o momento que ele estava vivendo naquela época, e também porque o universo me remetia muito a dois filmes dele: O Céu de Suely e Seams, o primeiro de sua carreira, ambos projetos que falam de mulheres fortes, que lutam para sobreviver na nossa sociedade”, explica Teixeira.

Na trama, as irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda: irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sozinha, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas para sempre e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa, ambientado majoritariamente na década de 1950, foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão. A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, de As Praias de Agnès e Lazzaro Felice, que assina seu primeiro longa brasileiro, e a alemã Heike Parplies, de Toni Erdmann, assina a montagem.

Confira o trailer de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão:

Foto: Bruno Machado.