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Mauricio de Sousa será homenageado no 47º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

mauriciodesousagramado19O homenageado: seis décadas de sucesso e criatividade.

A 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 16 e 24 de agosto, vai homenagear com o Troféu Cidade de Gramado o desenhista, cartunista, criador, roteirista, produtor, diretor e, sobretudo, o pai da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa. A honraria destaca nomes que têm ligação com Gramado e o festival, contribuindo para o crescimento e a divulgação da cidade e do evento.

Mônica, a menina dentuça, baixinha, gorducha, forte e briguenta, nascida há 56 anos, é uma das mais queridos do público até hoje. Porém, são inúmeros os personagens que conquistaram a admiração de pelo menos duas gerações, mas o astro de 2019 é o Bidu, o primeiro deles. A tirinha precursora do cãozinho azul, e também de Mauricio, foi publicada em julho de 1959, mais precisamente no dia 18, no jornal Folha de São Paulo, e completará 60 anos.

Raros são os nomes que mantêm uma carreira por seis décadas, com o vigor e a criatividade dos primeiros dias. O Festival de Cinema de Gramado vai enaltecer essa trajetória e homenagear o profissional que elevou as histórias em quadrinhos e a animação brasileira a patamares internacionais.

Para marcar esse momento, o Troféu Cidade de Gramado será entregue na noite do dia 21 de agosto, no Palácio dos Festivais. A homenagem também contará com a exibição do filme Turma da Mônica: Laços, que estreia no dia 27 de junho. A sessão especial acontecerá no Palácio dos Festivais, às 9h, também dia 21. A apresentação será seguida por um aguardado bate-papo com Mauricio.

O menino de seis anos que achou no lixo o primeiro gibi desbeiçado, velho e lido, mas com historinhas e páginas coloridas, como descreve, se transformou em um dos mais importantes nomes da animação no Brasil. Os personagens da Turma da Mônica foram apresentados na televisão a partir da década de 1960 e as histórias completas passaram a ser produzidas 16 anos depois.

A partir de 1980, surgem os filmes e vídeos, e a Turma da Mônica ganha o status de primeira série de animação brasileira. Foram muitos sucessos, como A Princesa e o Robô, Mônica e a Sereia do Rio, As Aventuras da Turma da Mônica, Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo, décimo filme baseado nos personagens das revistas em quadrinhos, com receita superior a R$ 60 milhões, além da série Cinegibi e da série de animação Mônica Toy, no canal do YouTube, que supera a marca de 6 bilhões de visualizações em todo o mundo.

Foto: Divulgação/Maurício de Sousa Produções.

Frozen 2 ganha novo trailer; animação estreia em janeiro de 2020

por: Cinevitor

frozen2novotrailer2Com música dos compositores vencedores do Oscar, o filme estreia em janeiro de 2020.

Lançado no começo de 2014 no Brasil, Frozen: Uma Aventura Congelante bateu recordes de bilheteria e foi premiado com duas estatuetas douradas no Oscar: melhor animação e melhor canção original para Let It Go. O longa se tornou uma das maiores bilheterias da história do cinema e segue como a animação de maior bilheteria de todos os tempos.

O sucesso gerou uma franquia com livros, jogos, quadrinhos, um show na Broadway, um curta-metragem chamado Olaf: Em Uma Nova Aventura Congelante de Frozen e agora uma sequência do longa, que chega aos cinemas brasileiros no dia 2 de janeiro de 2020.

Em Frozen 2, os carismáticos personagens Elsa, Anna, Olaf e Kristoff se afastam do reino de Arendelle e partem para a floresta com a missão de desvendar um antigo mistério. Dirigida por Chris Buck e Jennifer Lee, a sequência conta com as vozes de Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad, Jonathan Groff, Evan Rachel Wood e Sterling K. Brown.

Confira o novo trailer de Frozen 2, que revela um vislumbre da dramática jornada que Elsa e Anna seguem rumo ao desconhecido:

Foto: Divulgação/Disney.

Helena Ignez apresenta A Mulher da Luz Própria, de Sinai Sganzerla, e fala sobre Júlio Bressane no 8º Olhar de Cinema

por: Cinevitor

helenaignezolhar2019Helena Ignez: um dos maiores nomes do cinema brasileiro.

Considerada um ícone do Cinema Marginal, Helena Ignez, que começou sua carreira como atriz no final da década de 1950, marcou presença na oitava edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba ao lado da filha Sinai Sganzerla, diretora do documentário A Mulher da Luz Própria, filme que faz parte da mostra Exibições Especiais.

O longa é um retrato documental de uma figura vibrante de resistência, Helena Ignez, renomada artista teatral e cineasta que, há mais de meio século, é também celebrada como uma das maiores atrizes do cinema mundial. Na primeira exibição, que aconteceu na quarta-feira, 06/06, no Cine Passeio, Sinai afirmou: “O meu interesse maior era contar uma história que não tinha sido contada. É um filme sobre a atriz, roteirista, diretora e produtora Helena Ignez. Apesar de ser filha dela, não é sobre a nossa relação. Ele traz a trajetória dessa mulher e sua importância para o cinema, para as artes e fala de uma mulher guerreira, que vai se transformando através de várias vidas e histórias e que vai em busca da própria luz”.

Helena Ignez é uma das principais personalidades femininas do cinema brasileiro. Inaugurou um novo estilo de interpretação e hoje dirige filmes independentes. Seu trabalho mais recente como diretora, A Moça do Calendário, foi lançado no ano passado, e conta com a filha Djin Sganzerla no elenco. Além disso, em 2013, fez parte do júri da Competição Internacional da terceira edição do Olhar de Cinema.

No dia seguinte à primeira exibição, Helena e Sinai participaram de um debate com o público no Shopping Novo Batel. “Quando a Sinai me falou dessa ideia, eu não interferi em nada. Ela me falou do projeto, disse que não era um filme sobre a mãe dela e me assegurou que era um filme sobre uma mulher, como todas as outras, que teve sua vida muito ligada ao cinema, ao teatro e a todo esse movimento da cultura feminista, desde o começo. Pois, ser feminista nos anos 1960 era dar o corpo à tiros”, disse Helena.

helenasinaiolhar2019Sinai Sganzerla e Helena Ignez no debate.

Questionada sobre o título de musa, falou: “Eu comecei muito cedo e fui denominada como musa do Cinema Novo. Isso era quase trágico pra mim. Por exemplo, no filme O Padre e a Moça [de Joaquim Pedro de Andrade, lançado em 1966] eu fiquei três meses numa locação, cercada por homens e era a única mulher da equipe. Existia essa força masculina e machista muito grande e o filme foi muito doloroso pra mim. Depois disso, tive uma necessidade orgânica de mudança, de afirmação, de criar uma nova vida pra mim. As musas são trágicas. Elas são simplesmente inspiração, não possuem vida própria. E não tem nada menos eu do que ser isso. Ao contrário, eu tenho uma personalidade viril, masculina e estou muito longe desse feminino tradicional da mãe. Esse lugar do macho, do homem, tem que ser desmanchado. Ser mulher é se reinventar o tempo todo”.

Na conversa, Sinai falou sobre as dificuldades em trabalhar com o audiovisual: “Já é difícil fazer cinema. Sendo mulher é ainda mais. Posso dizer que é bem complexo, bastante machista, não muito diferente de outras posições. Também como diretora é complexo, todo o processo. Tem que ter muita força de vontade, paciência e perseverança. Seu conhecimento é testado a todo momento. Foi por isso que me interessei em fazer esse filme para falar um pouco sobre a dificuldade de ser mulher em vários aspectos”.

Sobre a atual situação política do Brasil, Helena comentou: “Esse momento em que a gente vive, esse caos e essa ignorância que governa o país é pior do que a ditadura, que era mais óbvia. Hoje, somos tranquilamente mortos sem ninguém saber. É um momento horroroso em que vivemos”. Questionada sobre suas inspirações, revelou: “Angela Davis talvez tenha sido minha primeira inspiração. As lésbicas, as trans, as pretas, as fora do normal: são essas mulheres que mais inspiram”.

helenaignezbressaneHelena Ignez em cena de A Família do Barulho, de Júlio Bressane.

Além do documentário A Mulher da Luz Própria, Helena Ignez também apresentou a primeira sessão de Memórias de um Estrangulador de Loiras, de Júlio Bressane, exibido na mostra Olhar Retrospectivo na sexta-feira, 07/06.

Ao lado de Aaron Cutler, um dos curadores do Olhar de Cinema, relembrou o filme: “Júlio Bressane é o maior cineasta brasileiro vivo, com quem tive o maior prazer de fazer sete filmes, participando com ele da Bel-Air Filmes [produtora], que, de certa maneira, criamos juntos. Memórias de um Estrangulador de Loiras é exatamente o próximo filme após esse trabalho da Bel-Air, que saímos do Brasil com os filmes embaixo do braço, literalmente, saindo dessa ditadura militar, em 1970. Enquanto Júlio filmava o Estrangulador em Londres, eu viajei com o Rogério Sganzerla, companheiro dele e meu companheiro de 35 anos, para Marrocos, fugindo um pouco da civilização, dando um adeus à cultura e entrando no Deserto do Saara. Mas, de alguma maneira, o Júlio me trouxe para o filme, com imagens de A Família do Barulho [lançado em 1970]. Sentíamos muita saudade do Brasil e aquele frio de Londres nos atormentava bastante. Desejo uma boa sessão, que vocês aproveitem bem esse filme melancólico de Júlio Bressane, esse grande criador e meu amigo pessoal até hoje”.

*Para assistir ao vídeo de Helena Ignez falando de Memórias de Um Estrangulador de Loiras, clique aqui, e acompanhe os destaques no Instagram do CINEVITOR.

*O CINEVITOR está em Curitiba a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram e YouTube.

Fotos: Giorgia Prates e Isabella Lanave.

Entrevista: Letícia Simões fala sobre Casa, filme exibido no 8º Olhar de Cinema

por: Cinevitor

leticiasimoescasaolharCineasta: Letícia Simões apresentou seu novo filme no 8º Olhar de Cinema.

A cineasta baiana Letícia Simões passou pelo Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba pela primeira vez no ano passado com O Chalé é Uma Ilha Batida de Vento e Chuva. O longa recebeu o Prêmio Looke de Distribuição e também foi escolhido como o melhor longa-metragem brasileiro da mostra Outros Olhares.

Nesta oitava edição, Letícia volta ao evento com o documentário Casa, só que na mostra Competitiva. A trama acompanha o retorno de uma filha ausente (a diretora) à cidade onde nasceu por medo de uma crise de sua mãe bipolar, que serve de gatilho para uma reaproximação familiar. O filme elabora com sensibilidade uma árvore genealógica fílmica pautada pela relação entre elas (e também com a avó) e se permite cruzar histórias, formas de escrita de si – cartas, testemunhos, entrevistas – e arquivos imagéticos, entendendo a complexidade da incidência do tempo sobre as memória, os corpos e as relações pessoais, que são também dotadas de tensões. Além disso, Casa convoca relatos sobre uma cidade e uma geração de modo a extrapolar o caráter pretensamente íntimo de uma narrativa pessoal.

Letícia Simões é poeta, documentarista e roteirista brasileira. Também dirigiu os documentários Bruta Aventura em Versos e Tudo vai ficar da cor que você quiser, que, juntos com O Chalé é Uma Ilha Batida de Vento e Chuva formam uma trilogia sobre poetas brasileiros. É mestre em Filme-ensaio pela EICTV, em Cuba, e em Estudos Contemporâneos da Arte pela UFF, no Rio de Janeiro. Seus poemas foram traduzidos para o inglês, espanhol e alemão.

A diretora marcou presença nesta edição do Olhar de Cinema e falou com o CINEVITOR sobre o processo de criação de Casa, filmagens, a relação com as personagens do filme, entre outros assuntos.

Aperte o play e confira:

Foto: Isabella Lanave.

Chão, documentário sobre o MST, de Camila Freitas, é exibido no 8º Olhar de Cinema

por: Cinevitor

chaoolhardecinemaEquipe reunida antes da exibição do filme em Curitiba.

Depois de ser exibido na mostra Forum do Festival de Berlim deste ano, o documentário Chão, de Camila Freitas, fez sua estreia brasileira na mostra Competitiva do 8º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba neste domingo, 09/06.

Registrado por quatro anos, o documentário acompanha o cotidiano de um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em Goiás. Com a iminente criminalização do movimento e suas lideranças, o longa mostra a luta do MST por um pedaço de chão com momentos que retratam a agricultura familiar entre as paisagens monocromáticas do agronegócio.

O Movimento Sem Terra está organizado em 24 estados nas cinco regiões do país. No total, são cerca de 350 mil famílias que conquistaram a terra por meio da luta e da organização dos trabalhadores rurais. Mesmo depois de assentadas, estas famílias permanecem organizadas no MST, pois a conquista da terra é apenas o primeiro passo para a realização da Reforma Agrária. As famílias também se organizam por setores para encaminharem tarefas específicas, que são organizados desde o nível local até nacionalmente, de acordo com a necessidade e a demanda de cada assentamento, acampamento ou estado.

Em uma sessão emocionante, que contou com a presença da diretora, equipe e integrantes do MST, o público aplaudiu e ovacionou o filme enquanto subiam os créditos finais, entre gritos de “MST, essa luta é pra valer!”, “Luta, construir a Reforma Agrária Popular” e “Pátria livre, venceremos!”.

Em seu discurso, a diretora falou: “É muita emoção. Estou acompanhada por pessoas que foram muito importantes nesta caminhada: parceiros, amigos, companheiros, personagens, pessoas da equipe. Nesse momento em que estamos vivendo, é muito importante poder ocupar esses espaços. Por isso, agradeço muito ao festival pelo convite e pela atenção. Pra mim, é um momento de celebração desse movimento que é um dos mais importantes do mundo”.

Além das exibições no Olhar de Cinema, Chão terá uma sessão especial no Vigília Lula Livre, acampamento de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fica em frente ao prédio da Polícia Federal do Paraná, onde Lula está preso.

Aperte o play e confira os melhores momentos da apresentação do filme e trechos do debate que aconteceu ao final da sessão:

Foto: Isabella Lanave.

8º Olhar de Cinema: curadores falam sobre a seleção de filmes, mostras e eventos

por: Cinevitor

curadoresolharcinema2019Equipe de programação: conversa com o público sobre a curadoria.

A 8ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba começou nesta quarta-feira, 05/06, com a exibição do filme de abertura, o documentário Banquete Coutinho, de Josafá Veloso, que propõe um olhar para a obra de Eduardo Coutinho como um grande todo.

Antes da exibição, Antonio Junior, diretor geral e artístico do festival, falou sobre a edição deste ano: “Nesse cenário completamente adverso, fizemos o contrário de tudo e resolvemos realizar a nossa maior edição”. Além disso, comentou sobre as outras novidades da edição, como o 1º Encontros de Cinema de Curitiba, atividade de mercado voltada para as pessoas que já são profissionais da área. Neste ano, a programação conta com 131 filmes que trazem o cinema do passado, presente e que buscam apontar caminhos futuros.

No dia seguinte, no hall do shopping Novo Batel, a equipe de programação do 8º Olhar de Cinema realizou uma conversa aberta com público, na qual os curadores falaram sobre a seleção deste ano, filmes e eventos. Marcaram presença: Carol Almeida, Aaron Cutler, Carla Italiano, Antonio Junior, Camila Macedo, Kariny Martins, Marisa Merlo e Eduardo Valente.

Sobre os curtas-metragens selecionados, Carol Almeida falou: “Uma questão que permeou a curadoria das mostras de curtas foi analisar o papel da ficção e do documentário nesse momento em que vivemos uma suspensão do real”. Camila Macedo falou sobre a homenagem à cineasta americana falecida recentemente, Barbara Hammer, dentro de um programa de seis curtas-metragens coletivamente chamados de Diálogos Barbara Hammer: “Quisemos trazer diretoras que atualizam, expandem e dialogam com o trabalho dela. Barbara foi uma das primeiras diretoras declaradamente lésbica. Além de abordar essa questão, experimenta muito com a linguagem em seus filmes”.

Sobre a mostra Olhar Retrospectivo Raúl Ruiz e Diálogos no Exílio, Eduardo Valente comentou: “Fizemos um recorte de filmes do Raúl Ruiz e diretores brasileiros que foram realizados em exílio. Mesmo que algumas dessas obras não estejam em estado perfeito de exibição, é muito necessário fazer esse resgate e exibi-las nesse momento histórico”.

Uma das novidades deste ano é a mostra Olhares Brasil, que faz um apanhado da recente produção do país, com filmes muito diversos na linguagem, mas extremamente relevantes. “É uma mostra para reforçar a importância do cinema brasileiro e celebrar esse cinema que está tão vasto, tão diverso, tão potente”, disse Antonio Junior. “Foi muito difícil escolher estes filmes. Ficamos muito tempo conversando sobre essas obras tão interessantes”, completou Carla Italiano.

Para falar mais sobre o processo de seleção dos filmes, conversamos com o curador Eduardo Valente, que revelou detalhes deste trabalho. Aperte o play e confira:

Foto: Giorgia Prates.

Com Brad Pitt e Liv Tyler, Ad Astra, de James Gray, ganha trailer

por: Cinevitor

adastrabradpittrailer1Protagonista: Brad Pitt em cena.

Com roteiro e direção de James Gray, de Z: A Cidade Perdida e Era Uma Vez em Nova York, Ad Astra conta a história de Roy McBride, interpretado por Brad Pitt, em uma missão em busca de seu pai, vivido por Tommy Lee Jones.

Com produção do brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, o longa tem ainda no elenco Liv Tyler, Donald Sutherland, Ruth Negga, Greg Bryk, John Ortiz, Loren Dean e Kimberly Elise. A previsão de estreia no Brasil é 19 de setembro.

Na trama, Roy McBride viaja para os limites do sistema solar para encontrar seu pai desaparecido e desvendar um mistério que ameaça a sobrevivência do nosso planeta. Sua jornada revelará segredos que desafiam a natureza da existência humana e nosso lugar no cosmos.

Confira o trailer de Ad Astra:

Foto: Divulgação/Fox Film.

Festival Varilux de Cinema Francês 2019: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

quemvocepensaquesouvariluxJuliette Binoche e François Civil em Quem Você Pensa que Sou.

A diversidade da cinematografia francesa chega mais uma vez ao Brasil com o Festival Varilux de Cinema Francês, que acontecerá entre os dias 6 e 19 de junho. Consolidado como o maior festival de filmes franceses fora da França, em sua décima edição e no ano em que ultrapassa a marca de um milhão de espectadores no país, o Varilux traz para o público uma programação composta por 16 longas-metragens recentes, um clássico e um filme de ação com uma sessão aberta ao público apenas no Rio de Janeiro.

Comédia, animação, drama, ação e filmes históricos são algumas opções desta edição. O público terá a oportunidade de assistir aos mais novos trabalhos de cineastas, astros e estrelas consagradas e também de premiados jovens talentos que imprimem diversidade e originalidade ao cinema francês.

Uma das mais populares atrizes francesas, Juliette Binoche está no filme Quem Você Pensa que Sou, no original Celle que vous croyez, dirigido por Safy Nebbou. A obra retrata o caso de catfishing de uma mulher que, para espionar seu marido, cria um perfil falso nas redes sociais forjando ser muito mais nova do que realmente é. Ela atua ao lado de François Civil, ator em ascensão que prestigiará o Festival e representará ainda a comédia romântica Amor à Segunda Vista, no original Mon Inconnue, onde divide a cena com Joséphine Japy, também presente esse ano.

Em Finalmente Livres (En Liberté), de Pierre Salvadori, que foi premiado na Quinzena dos Realizadores, em Cannes, e indicado ao César Awards, Pio Marmaï e Damien Bonnard dividem a cena com Adèle Haenel. Pierre Niney, conhecido pelo público brasileiro por sua atuação em Yves Saint Laurent e Frantz, está em Através do Fogo (Sauver ou périr), de Frédéric Tellier. Já a prestigiada Camille Cottin participa de O Mistério de Henri Pick (Le mystère Henri Pick) ao lado do consagrado Fabrice Luchini.

atravesdofogovariluxPierre Niney no drama Através do Fogo, de Frédéric Tellier.

O cinema francês, mais do que qualquer outro no mundo, faz questão de abordar questões sociais. Assim, dois filmes encenam o tema escaldante do abuso sexual este ano. O premiado Graças a Deus (Grâce à Dieu), de François Ozon, retrata a história real do padre acusado de molestar dezenas de meninos entre os anos 1980 e 1990. A produção foi vencedora do Urso de Prata, Grande Prêmio do Júri, no Festival de Berlim deste ano. O ator Swann Arlaud, vencedor do Prêmio César, interpreta um dos três personagens principais desse filme e estará presente no festival.

Exibido em Cannes, Inocência Roubada (Les Chatouilles), de Andréa Bescond e Eric Métayer, é baseado na história real vivida pela diretora e mostra a dança como um importante meio de superar traumas sofridos a partir de abusos sexuais na infância. O longa, que passou na mostra Un Certain Regard no ano passado, garantiu dois prêmios César nas categorias de melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Karin Viard.

A história da luta dos franceses por seus direitos também será uma das temáticas apresentadas pelo festival. Em julho deste ano comemora-se 230 anos da Tomada da Bastilha e o longa A Revolução em Paris (Un peuple et son roi), de Pierre Schoeller, revisita parte desta história. Na ocasião, o povo francês uniu-se contra a monarquia de Luís XVI exigindo uma transformação na sociedade. Sob os ideais de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, o movimento derrubou o Antigo Regime. O elenco conta com Gaspard Ulliel, Adèle Haenel e Louis Garrel.

revolucaoparisvariluxCena de A Revolução em Paris: duas indicações ao César Awards.

Outro aniversário é o de 30 anos do clássico Cyrano de Bergerac, de Jean-Paul Rappeneau, com o consagrado Gérard Depardieu, baseado na comédia heroica de Edmond Rostand, cuja criação em 1897 é objeto de outro filme da seleção, a cinebiografia Cyrano Mon Amour, de Alexis Michalik, que virá ao festival. Esse filme mostra o processo criativo do dramaturgo francês ao escrever a aclamada peça Cyrano de Bergerac, sua obra de sucesso traduzida em mais de 40 línguas e tendo seu personagem considerado arquétipo humano como Hamlet e Don Quixote. Cyrano de Bergerac acumulou diversos prêmios pelos festivais onde passou. Ganhou o Oscar de melhor figurino, em 1991, além das indicações para melhor ator (Depardieu), filme estrangeiro, direção de arte e maquiagem. No Festival de Cannes, o protagonista levou o troféu de melhor ator, em 1990. No Globo de Ouro, a produção venceu na categoria de melhor filme estrangeiro. Além disso, recebeu dez estatuetas no César, considerado o Oscar francês, entre elas, melhor filme, melhor ator e melhor direção.

Rebelde e tipicamente francês, um dos personagens mais icônicos do país, marca presença no festival: o invencível Asterix. Na programação, seu mais novo filme e, como os outros, dedicado a toda a família: Asterix e o Segredo da Poção Mágica (Astérix – Le Secret de la Potion Magique), de Louis Clichy e Alexandre Astier. A animação tem roteiro original e a trama conta a aventura da dupla Asterix e Obelix na busca de um novo guardião para a poção mágica da Gália e na tentativa de impedir que a receita caia nas mãos erradas. O filme levou mais de quatro milhões de pessoas aos cinemas na França e também será projetado no âmbito das várias sessões educativas organizadas por todo país.

Estrelado por Omar Sy e por François Civil, o thriller de ação O Chamado do Lobo (Le chant du loup), de Antonin Baudry, terá sessão ao ar livre no Rio de Janeiro. A superprodução poderá ser vista no dia 9, domingo, às 18h30m, na Capitania dos Portos.

cyranovariluxGérard Depardieu e Vincent Perez em Cyrano de Bergerac.

Completam a programação: a comédia dramática Boas Intenções (Les bonnes intentions), de Gilles Legrand; Os Dois Filhos de Joseph (Deux fils), com Vincent Lacoste e Benoît Poelvoorde; o drama de guerra Filhas do Sol (Les filles du soleil), de Eva Husson, com Golshifteh Farahani e Emmanuelle Bercot; Um Homem Fiel (L’homme fidèle), dirigido por Louis Garrel, com Laetitia Casta e Lily-Rose Depp; O Professor Substituto (L’heure de la sortie), de Sébastien Marnier; e a comédia dramática Meu Bebê, com Sandrine Kiberlain e Arnaud Valois.

A delegação francesa formada por nove pessoas, entre atores e diretores, desembarca em São Paulo no dia 5 de junho. Além dos eventos de abertura, apresentam seus filmes em sessões com debate com o público. Para apresentar o filme Amor à Segunda Vista, de Hugo Gélin, estarão no país a atriz Joséphine Japy e o ator François Civil. A produção foi assistida por cerca de 340 mil espectadores na França e Civil recebeu o Prêmio de Interpretação Masculina no Festival International du Film de Comédie de l’Alpe d’Huez.

Para representar a comédia Meu Bebê (Mon Bébé), que traz a terna relação de uma mãe com sua filha caçula que está prestes a sair de casa para estudar no Canadá, virão a diretora Lisa Azuelos e a jovem atriz Thaïs Alessandrin. Mãe e filha na vida real, a história do longa é inspirada nas experiências e sensações vividas por elas. Assistido por quase 600 mil pessoas na França, o longa recebeu o Grand Prix de direção e de melhor atriz para Sandrine Kiberlain no Festival International du Film de Comédie de l’Alpe d’Huez.

Outra dupla presente nesta edição é o casal de diretores Éric Métayer e Andréa Bescond, que está no comando de Inocência Roubada. O roteiro foi escrito originalmente para o teatro e venceu o Prêmio Molière de melhor monólogo, em 2016. Além disso, o diretor, autor e roteirista Alexis Michalik estará no Brasil para falar sobre Cyrano Mon Amour. Outro diretor integrante da delegação é Pierre Scholler, de A Revolução em Paris, que levou 219 mil pessoas aos cinemas franceses.

filhasdosolvariluxEmmanuelle Bercot, Golshifteh Farahani e Mehdi Taleghani em Filhas do Sol.

Mais de 80 cidades brasileiras, nas quais também estão 20 unidades do SESC, exibirão a programação do Festival Varilux. São Paulo, no dia 5 de junho, e o Rio de Janeiro, nos dias 6, 7 e 8 de junho, recebem ainda a delegação artística formada por atores e diretores. Além da exibição dos longas-metragens, o festival realiza também atividades paralelas como sessões com debates com participação de integrantes da delegação, ações e sessões educativas e o 3º Laboratório Franco-Brasileiro de Roteiros sob a coordenação de François Sauvagnargues, especialista de ficção e diretor geral do FIPA, Festival Internacional de Programação Audiovisual. Com inscrições prévias, o Laboratório acontece entre 3 e 7 de junho no Rio de Janeiro.

“Queremos dedicar essa décima edição à formidável criatividade da sétima arte francesa, aos exibidores e distribuidores brasileiros que resistem; ao entusiasmo e à curiosidade do público; a todos aqueles e aquelas que nos apoiam e a todos os que defendem a diversidade cultural e cinematográfica no Brasil”, enfatiza Christian Boudier, diretor e curador do festival.

“Em 2010, o Festival era apresentado em nove cidades para 22 mil espectadores. No ano passado, desembarcou em 88 cidades e conquistou 180 mil espectadores, provando que o público para um cinema diferente é sempre mais numeroso. Tivemos mais de 600 projeções gratuitas através da parceria com o SESC, uma rede preciosa para a democratização da cultura no Brasil, e mostramos que o Festival também se dedica a formar novos públicos”, conclui Emmanuelle Boudier, diretora e curadora do Varilux.

Para mais informações, clique aqui.

Fotos: Divulgação.

Petra Belas Artes da Diversidade: filmes com temática LGBTQ+ serão exibidos em programação especial

por: Cinevitor

45diassemvocepetrabelasartesÍcaro Silva e Rafael de Bona em cena de 45 Dias Sem Você.

Em maio deste ano, o Cine Belas Artes, um dos mais tradicionais de São Paulo, anunciou um novo patrocínio e ganhou um novo nome: Petra Belas Artes. A cerveja Petra, do Grupo Petrópolis, assinou um contrato de cinco anos com o cinema, maior do que o patrocinador anterior.

Agora, mais uma novidade na programação: o projeto Petra Belas Artes da Diversidade, ação em parceria com a distribuidora O2 Play e que marca o Mês do Orgulho LGBT celebrado em todo o mundo. As sessões especiais começam nesta quarta-feira, 5 de maio, e serão realizadas todas as quartas-feiras, às 20h. Serão longas-metragens ainda inéditos e até premiados em festivais internacionais.

Conheça os filmes que serão exibidos e as datas:

SÓCRATES, de Alex Moratto
05.06 – 20h

O filme conta a poderosa história de um jovem negro, homossexual e morador da periferia de Santos que precisa sobreviver por conta própria após a morte de sua mãe. Ainda inédito nos cinemas brasileiros, foi indicado em três categorias no Independent Spirit Awards 2019, o Oscar do cinema independente: melhor ator para Christian Malheiros e Prêmio John Cassavetes, nas quais não saiu premiado, mas venceu o prêmio Someone to Watch Award, que faz parte do Filmmaker Award. Também foi consagrado no Festival do Rio, Mix Brasil, na Mostra de São Paulo, no Miami Film Festival, na Mostra de Cinema de Gostoso, entre outros.

45 DIAS SEM VOCÊ, de Rafael Gomes
12.06 – 20h

Na trama, conhecemos Rafael, que espera 45 dias por um amor que não retorna. Para curar seu coração partido, decide exilar-se de si mesmo e parte rumo a três diferentes destinos. Em três capítulos, vemos o protagonista conviver com amigos que, por motivos diversos, abandonaram o mundo em que viviam: Júlia na Inglaterra, Fábio em Portugal e Mayara na Argentina. Protagonizado por Ícaro Silva, foi selecionado para diversos festivais, entre eles: Cinema Diverse: The Palm Springs LGBTQ Film Festival, OUTShine Film Festival, San Antonio QFest-LGBT International Film Festival e Mix Brasil.

COPA 181, de Dannon Lacerda
19.06 – 20h

Ainda inédito nos cinemas, Copa 181 conta a história de Taná que vive com a esposa Eros em Copacabana, no Rio de Janeiro. Enquanto ele trabalha numa pequena loja de materiais de construção, dedica-se à carreira de cantora de ópera. Aparentemente, a rotina segue seu curso sem grandes novidades até que um espaço, a sauna gay Copa 181, e os seus garotos de programa e frequentadores afetam a vida do casal.

INTIMIDADE PÚBLICA, de Luciana Canton
26.06 – 20h

Também inédito nos cinemas, o filme apresenta quatro histórias durante as quatro estações do ano: um menino que se descobre gay e precisa lidar com sua própria homofobia, uma prostituta que tenta viver em um casamento ao passo em que mantém sua profissão, uma professora transexual que se envolve com dois alunos e uma mulher que se relaciona com alguém que já morreu. O longa recebeu prêmios na Toronto Film Week, no Manhattan Independent Film Festival, no Dona i Cinema International Film Festival, no Queer Hippo International LGBT Film Festival, no Manchester Film Festival e ainda no Los Angeles Diversity Film Festival.

Para informações sobre o preço dos ingressos, clique aqui.

Foto: Divulgação.

Confira o trailer de Banquete Coutinho, documentário sobre o cineasta Eduardo Coutinho, que será o filme de abertura do 8º Olhar de Cinema

por: Cinevitor

banquetecoutinhotrailerEduardo Coutinho: um dos maiores documentaristas do Brasil.

Dirigido por Josafá Veloso e produzido por Eugenio Puppo, o documentário Banquete Coutinho, que será o filme de abertura da 8ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, propõe olhar para a obra de Eduardo Coutinho como um grande todo.

Teria um dos mestres do cinema brasileiro feito sempre o mesmo filme? A partir de um encontro filmado com o diretor em 2012 e vasto material de arquivo, o longa mantém acesas as inquietações do cineasta, falecido dois anos após a entrevista. Obra e pensamento de Coutinho resistem ao tempo, que a tudo apagará.

Eduardo Coutinho, que morreu em abril de 2014, é considerado um dos maiores documentaristas do cinema brasileiro. Suas obras ficaram marcadas pela maneira como contava histórias de pessoas comuns. Em 1985, foi premiado no Festival de Berlim com Cabra Marcado Para Morrer. Ao longo da carreira, se destacou com diversos filmes, como: Santo Forte, Babilônia 2000, Edifício Master, Peões, Jogo de Cena, As Canções, Últimas Conversas, O Fim e o Princípio, Boca de Lixo, entre outros.

Banquete Coutinho é produzido pela Heco Produções, que, neste ano, completa 25 anos de existência. Para celebrar essa data, foi criado um novo site com informações completas de todos os projetos já realizados pela produtora. Trata-se de um vasto conteúdo, que inclui vídeos e informações de longas-metragens, curtas, séries para TV e a disponibilização integral dos catálogos de retrospectivas como Jean-Luc Cinema Godard, Cinema Marginal Brasileiro e Nelson Rodrigues e o Cinema. Além disso, há uma seção especialmente dedicada à Mostra de Cinema de Gostoso, que é realizada anualmente na cidade de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte.

Além disso, a Heco Produções está em fase de filmagem do próximo longa-metragem dirigido por Eugenio Puppo, chamado O Bom Cinema, documentário sobre a Escola Superior de Cinema da Faculdade São Luís, que foi fundada por um padre jesuíta e funcionou entre 1965 e 1972. O documentário, realizado em parceria com o Canal Curta!, irá abordar a cinefilia da época, o projeto de unificação do país pela ditadura, a relação da Igreja Católica com o cinema, bem como a trajetória de outras escolas de cinema fundadas na época. Alguns dos entrevistados para o documentário incluem Rodolfo Nanni, Jean-Claude Bernardet, Ismail Xavier, Ana Carolina, César Charlone e João Callegaro.

Confira o trailer de Banquete Coutinho:

Foto: Divulgação/Heco Produções.

Cézanne e Eu, com Guillaume Gallienne e Émile Zola, ganha trailer

por: Cinevitor

cezanneeutrailerFilme francês conta a história de amizade e rivalidade entre o pintor e o escritor.

Com estreia marcada para o dia 4 de julho no Brasil, o drama Cézanne e Eu, no original Cézanne et moi, levou 600 mil espectadores aos cinemas no seu lançamento, na França. O longa conta a história de amizade e companheirismo entre o pintor Paul Cézanne, interpretado por Guillaume Gallienne, e o escritor Émile Zola, vivido por Guillaume Canet.

Amigos desde a infância, a relação entre os dois artistas atravessa o tempo e tenta sobreviver aos altos e baixos da vida adulta e, principalmente, aos caminhos opostos tomados por eles. Eles se amavam com o ardor de garotos de treze anos de idade e seguiram unidos desde sua saída de Aix-en-Provence até suas chegadas a Paris, onde, rapidamente, se tornaram parte da cena de arte em Montmartre e Les Batignolles.

Dirigido por Danièle Thompson, o filme, passado no século 19, destaca as rusgas que começaram a surgir quando suas vidas tomaram caminhos diferentes e suas posições políticas também começaram a divergir. Deste desencontro, inclusive, nasceu uma das obras de Zola, L’Œuvre, na qual Cézanne se viu retratado negativamente.

“Quando falamos de Cézanne, Hugo ou Renoir, hoje em dia, imaginamos velhos notáveis de cabelos brancos. Mas eu descobri jovens no caminho para se tornar algo. O filme é sobre dois amigos que, ao longo de suas vidas, tentam permanecer os mesmos amigos de infância que foram, mas não são mais. É tão forte quanto uma história de amor.  Após a adolescência, eles começam a compartilhar dinheiro, mulheres, obsessões, ambição, a dificuldade de querer ser um. Como realizar seus destinos como escritor e pintor e continuarem amigos? Como é quando um consegue e o outro não? Quando se pode admirar o outro, mas não vice-versa?”, resume a diretora, que também assina o roteiro.

Confira o trailer de Cézanne e Eu:

Foto: Divulgação/Media Bridge/Bretz Filmes.

Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes, ganha trailer

por: Cinevitor

carnavalchegartrailerDocumentário será o primeiro lançamento da retomada da Sessão Vitrine.

Depois de ser exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim e ter sido premiado na 24ª edição do É Tudo Verdade com Menção Honrosa pelo Júri Oficial e ABD/SP e como melhor filme pela Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, o documentário Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes, acaba de ganhar seu primeiro trailer, que mostra depoimentos de moradores da pequena Toritama, cidade do interior de Pernambuco responsável pela produção de 20% do jeans nacional. Por meio da análise do trabalho dos toritamenses, o diretor apresenta as contradições do capitalismo.

Produzido pela Carnaval Filmes, Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar estreia no dia 11 de julho. O filme é o primeiro lançamento da retomada da Sessão Vitrine, projeto de distribuição coletiva da Vitrine Filmes, que lança um título por mês, com sessões diárias e ingressos de valor reduzido, promovendo debates e maior acessibilidade aos filmes.

No documentário conhecemos a cidade de Toritama, um microcosmo do capitalismo implacável. A cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal. Os locais trabalham sem parar e os moradores são orgulhosos de serem os donos do seu próprio tempo. Durante o Carnaval, o único momento de lazer do ano, eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences sem arrependimentos e fogem para as praias em busca de uma felicidade efêmera. Quando chega a Quarta-feira de Cinzas, um novo ciclo de trabalho começa.

Confira o trailer de Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar:

Foto: Divulgação/Carnaval Filmes.