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27º Anima Mundi em São Paulo apresenta 335 filmes na programação

por: Cinevitor

apneiaanimamundiCena do curta paranaense Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes.

Depois de lotar as salas e oficinas do Rio de Janeiro e consagrar o curta Tio Tomas: A Contabilidade dos Dias (Oncle Thomas – La comptabilité des jours), de Regina Pessoa, o 27º Anima Mundi, um dos maiores festivais de animação do mundo, chega a São Paulo de 24 a 28 de julho. São 335 filmes de 45 países, incluindo mais de 80 produções ou coproduções do Brasil.

Nesta edição, 186 filmes participam das mostras competitivas: curtas (79 filmes), curtas-metragens documentário (6), curtas infantis (33), Galeria (19 filmes experimentais), Portfólio (26 filmes publicitários ou feitos sob encomenda), longa-metragem (4), longa-metragem infantil (4) e Realidade Virtual (15). Os filmes trazem a infinidade de técnicas que compõem o universo da animação e discutem desde questões existenciais, como o amor e a morte; sociais, como a violência, o racismo, o abuso infantil; e contemporâneas, como a conectividade e questões de gênero.

Já nas mostras não competitivas, 116 filmes serão distribuídos entre as mostras: Panorama Internacional (27 curtas internacionais que apresentam diversas tendências dentro da animação), Animação em Curso (36 trabalhos finais das melhores escolas de animação do mundo), Olho Neles! (24 curtas nacionais que merecem atenção) e Futuro Animador (29 filmes que utilizam as linguagens da animação para experiências educativas).

Na programação infantil, curtas e longas vão discutir a superação dos medos, a importância de se fazer escolhas e ser você mesmo, desenvolvimento sexual, amizade e poluição. Oficinas de massinha e zootrópio também fazem parte da programação, além da exibição especial de Playmobil: O Filme, de Lino DiSalvo, que já trabalhou em animações de sucesso como Frozen: Uma Aventura Congelante e Enrolados. Exibido no Annecy, maior festival de animação do mundo, o longa leva pela primeira vez para as telonas o universo dos famosos bonecos.

playmobilanimaPersonagens dublados por Anya Taylor-Joy e Jim Gaffigan em Playmobil: O Filme.

A programação inclui ainda as oficinas do Estúdio Aberto e o Papo Animado, que este ano conta com a presença de Fernando Miller, diretor de Calango Lengo – Morte e Vida Sem Ver Água e Furico e Fiofó, que se inspira no universo Tom e Jerry e animações da década de 1920. Quem tiver um projeto de animação original poderá participar de um laboratório intensivo de séries e concorrer a uma consultoria da Boutique Filmes.

Já o Anima Forum, que esse ano será sediado em São Paulo, apresenta uma programação voltada ao fomento, profissionalização e internacionalização do mercado de animação. O festival contará também com os painéis: Séries brasileiras e animação infantil e infantojuvenil nas plataformas digitais, A formação de um animador no Brasil, Educação e Animação, Festivais de Cinema como agentes estruturantes de mercado e Acessibilidade no Audiovisual.

“A beleza plástica que as imagens dos filmes apresentam nesta edição é impressionante. Percebemos os animadores com um total domínio dos softwares, utilizando-os como ferramenta para simular perfeitamente os mais variados materiais artísticos, ultrapassando os limites impostos pelo universo digital”, explica Aída Queiroz, uma das diretoras fundadoras do festival ao lado de Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, responsáveis pela curadoria do festival desde 1993, data de sua criação.

“Uma das categorias mais originais e significativas do festival, a meu ver, é a que se chama Futuro Animador. São programas gratuitos nos quais a gente se contagia com o frescor e o entusiasmo de crianças, jovens e educadores, independentes ou participantes de diversas iniciativas de todo o mundo, que descobrem o quanto a linguagem da animação pode ser transformadora. É uma tendência que vem crescendo em número e qualidade. Este ano temos filmes interessantíssimos feitos em escolas e oficinas não profissionalizantes do Brasil, Argentina, Bélgica e Portugal, por exemplo”, conta Marcos Magalhães.

tiotomasanimamundiGrande Prêmio Anima Mundi no Rio de Janeiro: Tio Tomas: A Contabilidade dos Dias.

“Também estamos com uma excelente competição de longas metragens de animação, refletindo o aumento da produção deste formato em todo o mundo. Vale ressaltar os longas para adultos, uma tendência de mercado cada vez mais forte. Nesta categoria teremos grandes filmes em competição, incluindo o longa brasileiro de Otto Guerra, Cidade dos Piratas. Another Day of Life tem o diferencial de ser um documentário realizado em grande parte em animação. A categoria de longas infantis também não fica atrás em termos de qualidade e também inclui um filme brasileiro na competição, Miúda e o Guarda-Chuva. Destaco o longa Away, da Letônia, animado totalmente por seu diretor, um trabalho impressionante, tratando-se de um longa de animação”, aponta Cesar Coelho.

“Entre tantas obras extraordinárias, destaco os filmes de autor, que por sua natureza são fontes de inspiração e reflexão e não possuem um objetivo de apelo comercial. São trabalhos de artistas independentes, que buscam a renovação com narrativas mais íntimas, pessoais e irreverentes, e fazem parte das sessões de Curtas. Entre estes, os filmes experimentais e/ou abstratos estão nas Sessões Galeria. E para quem busca inovação e tecnologia, a mostra de Realidade Virtual está repleta de obras de estúdios premiados, onde cada pessoa terá uma única experiência através de historias animadas em vários universos virtuais. São 15 obras de 10 países, entre eles o Brasil”, destaca Lea Zagury.

Em 2019, a união do setor por meio dos canais de exibição de animação, estúdios, produtoras, instituições de ensino e animadores independentes foi um grande diferencial para a realização do festival. “Depois da perda de importantes patrocínios, parceiros como Cartoon Network, Gloob, BandTV Escola, Birdo, Copa Estúdio, Paris Filmes, 2dLab, Turma da Mônica, Pinguim Content, Combo, Split e Boutique Filmes apresentarão conteúdos inéditos no festival. As instituições culturais, como Itaú Cultural e Centro Cultural Banco do Brasil, que irão receber o festival, foram fundamentais para levantarmos nossa produção. Com certeza sem esse movimento não estaríamos celebrando a 27ª edição do Anima Mundi, explica Fernanda Cintra, diretora executiva do festival.

memoravelanimamundiCena do curta francês Memorável (Mémorable), de Bruno Collet.

A última edição do Anima Mundi, em 2018, movimentou R$ 26,8 milhões e gerou R$ 2,6 milhões em impostos, tendo público estimado de 50 mil pessoas. Desde a criação, exibiu mais de 10 mil filmes de animação do mundo inteiro a preços populares, entre longas e curtas-metragens, além de promover oficinas abertas e gratuitas, debates, exposições, entre outras atividades.

Desde 2012, o Anima Mundi é qualificado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood e o curta-metragem vencedor do Grande Prêmio Anima Mundi é elegível a participar das seleções para a disputa do Oscar. Neste ano, Animal Behaviour, de David Fine, ganhador do Grande Prêmio de 2018, concorreu ao Oscar de melhor curta-metragem de animação.

Em São Paulo, o evento acontecerá nos seguintes locais: Itaú Cultural, Petra Belas Artes, IMS Paulista e Auditório Ibirapuera. Há atividades gratuitas e outras pagas. Mais informações e a programação completa, clique aqui.

Fotos: Divulgação.

Confira o trailer de Rafiki, de Wanuri Kahiu, que estreia em agosto

por: Cinevitor

rafikitrailerSheila Munyiva e Samantha Mugatsia em cena.

Inspirado no conto Jambula Tree, da premiada escritora ugandense Monica Arac Nyeko, Rafiki, que significa amigo em suaíli, conta uma história de amizade e amor entre duas jovens mulheres que vivem no Quênia, um país que ainda criminaliza a homossexualidade.

Segundo longa-metragem da diretora Wanuri Kahiu, o filme acompanha Kena, vivida por Samantha Mugatsia, e Ziki, interpretada por Sheila Munyiva, duas garotas que vivem em um agitado conjunto habitacional em Nairóbi e ousam desafiar o status quo. Filhas de políticos locais, a paixão das meninas é intensa, quase instantânea e proibida.

A direção do filme opta por retratar esse romance de forma delicada e sutil. Mesmo assim, o longa chegou a ter sua exibição proibida no Quênia. Por se tratar de uma temática LGBTQ+, o governo do país alegou que o filme “promovia o lesbianismo”. O Quênia tem uma legislação extremamente conservadora em relação aos direitos dos homossexuais; as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são penalizadas pelas leis quenianas e a homossexualidade é considerada ilegal.

Primeiro longa metragem queniano a ser exibido no Festival de Cannes, Rafiki integrou a programação da mostra Un Certain Regard, em 2018, e foi recebido positivamente pela imprensa internacional, além de representar um enorme avanço para a cinematografia africana. Por aqui, foi exibido no Festival do Rio e na 42ª Mostra de São Paulo.

Confira o trailer de Rafiki, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 8 de agosto:

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.

Rutger Hauer, de Blade Runner, morre aos 75 anos; ator holandês se destacou no cinema e na TV

por: Cinevitor

rutgerhauermorreRutger Hauer no lançamento da sexta temporada de True Blood, em 2013.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o ator holandês Rutger Hauer morreu, aos 75 anos, no dia 19 de julho, em sua casa, por conta de uma breve doença que não foi revelada. Porém, a informação só foi anunciada nesta quarta-feira, 24/07, dia em que aconteceu o funeral, por Steve Kenis, agente do ator.

Rutger, que ficou conhecido mundialmente ao interpretar o vilão Roy Batty em Blade Runner, o Caçador de Andróides, de Ridley Scott, nasceu em 1944 na cidade de Breukelen, província de Utrecht. Filho de dois professores de teatro, foi estudar na escola Waldorf e trabalhou em diversas áreas. Mais tarde, fez aulas de teatro na Theaterschool, em Amsterdã, mas precisou interromper os estudos para servir como paramédico no Exército Real Holandês.

Depois de alguns anos participando de uma trupe de atores amadores, foi escalado pelo cineasta Paul Verhoeven para protagonizar a série televisiva Floris, em 1969. O drama holandês medieval lhe rendeu reconhecimento e, ao longo de sua carreira, acumulou diversos trabalhos importantes. Em 1973 foi dirigido mais uma vez por Verhoeven, dessa vez no drama Louca Paixão, que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Com isso, ganhou projeção internacional e dois anos depois estrelou seu primeiro filme em língua inglesa, a aventura Conspiração Violenta, de Ralph Nelson, uma produção do Reino Unido.

Em 1981, atuou em Falcões da Noite, seu primeiro filme norte-americano, ao lado de Sylvester Stallone. No ano seguinte, se destacou em Blade Runner, o Caçador de Andróides, aclamado filme que recebeu duas indicações ao Oscar. Em 1988, ganhou o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante em série ou filme feito para TV por seu trabalho em Fuga de Sobibor. Em 1995, foi indicado novamente na premiação, só que na categoria de melhor ator pelo filme televisivo A Nação do Medo, de Christopher Menaul.

rutgerbladerunnerCena de Blade Runner, o Caçador de Andróides, de Ridley Scott: papel marcante.

Ao longo de sua carreira, Rutger Hauer atuou em diversos projetos para a TV e se destacou nas telonas em diversos filmes, entre eles: o curta-metragem Submitting (1989); A Lenda do Santo Beberrão (1988), que lhe rendeu um prêmio no Seattle International Film Festival; Mistérios (1978); Chanel – A Solidão de uma Mulher (1981); Eureka (1983); O Senhor das Águias (1984); O Feitiço de Áquila (1985), de Richard Donner, no papel de Navarre; A Morte Pede Carona (1986); Procurado Vivo ou Morto (1986); Doce Inocência (1989); Juggers – Os Gladiadores do Futuro (1989); Aliança Mortal (1991); Sombras na Noite (1991); Buffy, a Caça-Vampiros (1992); Fuga no Ártico (1993); Sobrevivendo ao Jogo (1994); Nostradamus (1994); O Anjo da Morte (1994); Linha Vermelha (1997); Pedaços da Morte (1998); Parceiros no Crime (2000); Mente Diabólica (2001); o curta The Room (2001); Confissões de uma Mente Perigosa (2002); Sin City – A Cidade do Pecado (2005); Batman Begins (2005); Hobo with a Shotgun (2011); O Ritual (2011); Borboletas Negras (2011); O Sequestro de Heineken (2011); Dracula 3D (2012); Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (2017); Um Dia para Viver (2017); Os Irmãos Sisters (2018); entre outros.

Com Paul Verhoeven, também trabalhou em: O Amante de Kathy Tippel (1975); Soldado de Laranja (1977); Sem Controle (1980) e Conquista Sangrenta (19855).

Além disso, Hauer também era ambientalista, sendo um dos patrocinadores do Greenpeace e criador de uma ONG chamada Rutger Hauer Starfish Association, dedicada a esclarecer dúvidas e quebrar tabus sobre a AIDS.

Rutger Hauer deixa alguns trabalhos inéditos, como: o drama Tonight at Noon, de Michael Almereyda, com Chiwetel Ejiofor; a aventura Viy 2, de Oleg Stepchenko, com Arnold Schwarzenegger e Jackie Chan; o suspense Emperor, de Lee Tamahori, com Adrien Brody; o drama policial Break, de Michael Elkin; e a série de TV A Christmas Carol.

Fotos: Frazer Harrison/Divulgação.

29º Cine Ceará divulga seleção de longas da Mostra Competitiva

por: Cinevitor

gretacinecearaMarco Nanini em Greta, de Armando Praça.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 24/07, os longas selecionados para a 29ª edição do Cine Ceará, que acontecerá entre os dias 30 de agosto e 6 de setembro, em Fortaleza. Sete filmes inéditos no Brasil, entre os quais dois brasileiros em première mundial, vão compor a Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem. Cinco dos filmes chegam com passagens bem-sucedidas por alguns dos mais importantes festivais do mundo, como: Cannes, Berlim, Toronto e Roterdã.

O documentário Vozes da Floresta, da carioca Betse de Paula, e Notícias do Fim do Mundo, do cearense Rosemberg Cariry, são os dois longas que terão estreia mundial no Cine Ceará. Do Brasil, também estão na Mostra: as produções Greta, primeiro longa-metragem do cearense Armando Praça, que teve sua estreia em fevereiro na mostra Panorama do Festival de Berlim; e o documentário Ressaca, com direção de Patrizia Landi e Vincent Rimbaux, exibido pela primeira vez em janeiro deste ano na principal mostra do FIPADOC Biarritz, Festival international documentaire, na França.

Completam a mostra: o peruano Canção Sem Nome, de Melina León, que estreou na Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes, o cubano A Viagem Extraordinária de Celeste García, de Arturo Infante, que teve estreia no Festival de Toronto; e Luciérnagas, do México, com direção de Bani Khoshnoudi, exibido pela primeira vez no Festival de Roterdã.

O crítico de cinema e cineasta Eduardo Valente integrou a curadoria da Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem desta edição, com Margarita Hernández e a colaboração de Wolney Oliveira. Eduardo Valente já trabalhou para vários festivais de cinema no Brasil e no exterior, tendo sido diretor artístico do Festival de Brasília entre 2016 e 2018. Desde 2017 é o delegado no Brasil para o Festival de Berlim. Como realizador ganhou, entre outros prêmios, o de melhor curta e melhor diretor de curtas no Cine Ceará e o primeiro prêmio no Festival de Cannes na mostra Cinéfondation, em 2002, com o filme Um Sol Alaranjado.

Segundo Eduardo Valente, a seleção de longas ilustra os grandes momentos vividos pelo cinema ibero-americano, assim como em especial o brasileiro e também o cearense: “São cinco filmes de ficção e dois documentários que apresentam uma gama variada de temáticas de enorme importância no mundo contemporâneo, com personagens e narrativas altamente engajantes, que vão fazer com que o público do Cineteatro São Luiz se emocione, descubra e leve consigo histórias que reforçam a potência criadora e modificadora da arte cinematográfica”, explicou o curador.

Além disso, o longa A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, premiado na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes, será o filme de abertura desta edição. Os curtas-metragens selecionados para a Mostra Competitiva Brasileira já foram anunciados: clique aqui.

Conheça os longas selecionados para o 29° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema:

A Viagem Extraordinária de Celeste García (El viaje extraordinario de Celeste García), de Arturo Infante (Cuba)
Canção Sem Nome (Canción sin nombre), de Melina León (Peru)
Greta, de Armando Praça (Brasil)
Luciérnagas, de Bani Khoshnoudi (México)
Notícias do Fim do Mundo, de Rosemberg Cariry (Brasil)
Ressaca, de Patrizia Landi e Vincent Rimbaux (Brasil)
Vozes da Floresta, de Betse de Paula (Brasil)

Foto: Aline Belfort.

Festival de Gramado 2019 anuncia longas gaúchos concorrentes

por: Cinevitor

raia4gramadogauchoBrídia Moni em Raia 4, de Emiliano Cunha.

O cinema do Rio Grande do Sul ganhará grande destaque na 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado. A mostra de longas-metragens gaúchos, já realizada em outras edições, passa a ser competitiva, com a categoria de melhor filme.

A iniciativa é uma forma de valorizar o cinema realizado no Estado, que tem uma produção em crescimento e, também, atende uma demanda das entidades de cinema do RS. O festival, que historicamente valoriza as produções locais, agora confere outro status ao espaço reservado para cineastas e profissionais do audiovisual.

Para a estreia da categoria, foram selecionados cinco títulos. Confira:

Plauto, um sopro musical, de Rodrigo Portela
Elenco: Zé Adão Barbosa, Evelyn Ligocki, Lucian Krolow, Miguel Vicente Cirone e Fabricio Vigueras.
O documentário conta a vida e a obra do músico gaúcho Plauto Cruz, considerado um dos melhores flautistas do Brasil. Este é o primeiro longa de Portela, que já dirigiu os curtas Continuidade (1997), Só Algumas para mostrar a Vocês (2001), Rango (2007) e Reflexo (2017), além de ter sido coroteirista do longa Noite de São João, de Sérgio Silva.

Os Pássaros de Massachusetts, de Bruno de Oliveira
Elenco: Sofia Nóbrega, Fernanda Detoni, Bruno de Oliveira, Michel Legrand.
O drama narra a história de Sofia, Fernanda e Bruno, que se conhecem durante um inverno em Porto Alegre. Estreante em longas-metragens, Bruno já dirigiu diversos curtas, entre eles A Antologia de Antonio, exibido na Mostra Tiradentes, e Maçãs em Fogo, exibido em Gramado.

Disforia, de Lucas Cassales
Elenco: Rafael Sieg, Isabella Lima, Vinícius Ferreira, Juliana Wolkmer, Janaina Kremer, Ida Celina Weber.
Um misto de ficção e suspense psicológico. A trama conta a história de Dário, um psicólogo que volta a atender crianças depois de um trauma pessoal. Sua primeira paciente é Sofia, uma menina de 9 anos que provoca sensações angustiantes nas pessoas que a cercam. Um turbilhão se reinicia na vida de Dário, trazendo culpas e fantasmas que ele pensava estarem enterrados. Cassales  já dirigiu os curtas Sofá Verde (2010), Sebo (2009), Abismo (2013) e O Corpo (2015), que recebeu os kikitos de melhor filme e fotografia na mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros no 43º Festival de Cinema de Gramado, e o Prêmio do Júri da Crítica no Paris Courts Devant.

Super Tinga herói de dois continentes, de Luciano Moucks e Luciana Rodrigues
Elenco: Paulo das Neves.
É sobre o Super Tinga, herói que nasceu nos quadrinhos de super heróis de um morador da periferia, virou monumento público em Porto Alegre, serie de TV, game e gerou outros heróis que também viraram monumentos públicos em diversas cidades. Super Tinga também é herói dos africanos.

Raia 4, de Emiliano Cunha
Elenco: Brídia Moni, Kethelen Guadagnini, Fernanda Chicolet, Rafael Sieg, José Henrique Ligabue, Fernanda Carvalho Leite, Arlete Cunha.
O filme também concorre na categoria de longas-metragens brasileiros. Na história, Amanda é uma atleta de natação pré-adolescente. Silenciosa e reservada encontra segurança em seu próprio mundo: debaixo da água, onde os segredos não podem ser ouvidos. Sem a atenção dos pais, aproxima-se de Priscila, uma colega de treino, que se torna sua adversária. Cunha já dirigiu os curtas O Cão (2011), Lobos (2012), Tomou café e esperou (2013) e Sob águas claras e inocentes (2015). Recentemente dirigiu quatro episódios da série A Bênção, do Canal Brasil.

Foto: Tuane Eggers.

Festival de Toronto 2019 anuncia os primeiros filmes da 44ª edição; longa de Fernando Meirelles é selecionado

por: Cinevitor

meirellestoronto2019Anthony Hopkins e Jonathan Pryce em Dois Papas, do brasileiro Fernando Meirelles.

Foi anunciada nesta terça-feira, 23/07, a primeira rodada de filmes selecionados para as mostras Special Presentations e Gala da 44ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, considerado um dos eventos mais importantes do cinema mundial e conhecido como um termômetro para o Oscar.

Nesta primeira lista, foram divulgados 56 filmes: 29 estreias mundiais, 6 estreias internacionais, 13 estreias americanas e 8 estreias canadenses; a seleção conta com 50% dos títulos dirigidos por mulheres, um número recorde. Em breve, novos filmes serão anunciados.

Vale destacar a presença do drama Dois Papas, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, de Cidade de Deus. O longa, inspirado em fatos reais, apresenta a história dos bastidores de uma das mais dramáticas transições de poder nos últimos dois mil anos. Frustrado com a direção da Igreja, o cardeal Bergoglio, interpretado por Jonathan Pryce, pede permissão ao papa Bento XVI, vivido por Anthony Hopkins, para se aposentar em 2012. Em vez disso, enfrentando escândalos e sua própria insegurança, o introspectivo papa chama seu maior crítico e futuro sucessor a Roma para revelar um segredo que abalaria os alicerces da Igreja Católica. O que se vê dentro dos muros do Vaticano, então, é a disputa entre a tradição e o progresso, a culpa e o perdão, e dois homens muito diferentes confrontando seus passados em busca de terreno comum para forjar o futuro de um bilhão de seguidores em todo o mundo. Com roteiro assinado por Anthony McCarten, de A Teoria de Tudo e O Destino de uma Nação, o filme estreia na Netflix em breve.

A seleção deste ano conta, como de costume, com produções de diversos gêneros. Na sessão Special Presentations, a cinebiografia da cantora e ativista Helen Reddy, I Am Woman, de Unjoo Moon, será o filme de abertura. Destacam-se também: a comédia dramática Bad Education, com Hugh Jackman e Allison Janney; o drama biográfico Dolemite Is My Name, com Eddie Murphy no papel de Rudy Ray Moore; o chileno Ema, de Pablo Larraín, com Mariana Di Girolamo e Gael García Bernal; o francês Frankie, de Ira Sachs, com Marisa Tomei e Isabelle Huppert; o argentino La odisea de los giles, com Ricardo Darín; o drama Honey Boy, escrito por Shia LaBeouf, que também atua ao lado de Lucas Hedges; a cinebiografia de Judy Garland, protagonizada por Renée Zellweger; a comédia dramática Marriage Story, de Noah Baumbach, com Scarlett Johansson, Laura Dern e Adam Driver; o drama policial Motherless Brooklyn, de Edward Norton, que também atua ao lado de Bruce Willis; o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, Parasite, de Bong Joon-ho; o drama The Laundromat, de Steven Soderbergh, com Meryl Streep e Gary Oldman; The Lighthouse, de Robert Eggers, com Robert Pattinson e Willem Dafoe, e produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features; entre outros.

judytorontoRenée Zellweger interpreta Judy Garland em cinebiografia.

Na sessão Gala Presentations, o documentário musical Once Were Brothers: Robbie Robertson and The Band, de Daniel Roher, será o filme de abertura. O drama biográfico Radioactive, de Marjane Satrapi, que conta a história dos cientistas Pierre e Marie Curie, interpretados por Rosamund Pike e Sam Riley, será o filme de encerramento. Destacam-se também: A Beautiful Day in the Neighborhood, sobre o famoso apresentador televisivo Fred Rogers, interpretado por Tom Hanks; Coringa, de Todd Phillips, com Joaquin Phoenix; Blackbird, de Roger Michell, remake do drama dinamarquês Coração Mudo, com Kate Winslet, Mia Wasikowska e Susan Sarandon; Ford vs Ferrari, com Christian Bale e Matt Damon; Harriet, de Kasi Lemmons, com Cynthia Erivo e Janelle Monáe, sobre a ativista americana Harriet Tubman; o drama Just Mercy, sobre o advogado Bryan Stevenson, interpretado por Michael B. Jordan, com Brie Larson e Jamie Foxx; entre outros.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Toronto 2019, que acontecerá entre os dias 5 e 15 de setembro:

SPECIAL PRESENTATIONS:

A Herdade, de Tiago Guedes (Portugal)
Bad Education, de Cory Finley (EUA)
Coming Home Again, de Wayne Wang (EUA/Coreia do Sul)
Dolemite Is My Name, de Craig Brewer (EUA)
Ema, de Pablo Larraín (Chile)
Endings, Beginnings, de Drake Doremus (EUA/Coreia do Sul)
Frankie, de Ira Sachs (França/Portugal/Bélgica)
Greed, de Michael Winterbottom (Reino Unido)
Guest of Honour, de Atom Egoyan (Canadá)
Heroic Losers (La odisea de los giles), de Sebastián Borensztein (Argentina/Espanha)
Honey Boy, de Alma Har’el (EUA)
Hope Gap, de William Nicholson (Reino Unido)
How to Build a Girl, de Coky Giedroyc (Reino Unido)
I Am Woman, de Unjoo Moon (Austrália)
Jojo Rabbit, de Taika Waititi (Alemanha/EUA)
Judy, de Rupert Goold (Reino Unido)
Knives Out, de Rian Johnson (EUA)
La Belle Époque, de Nicolas Bedos (França)
Marriage Story, de Noah Baumbach (EUA)
Military Wives, de Peter Cattaneo (Reino Unido)
Motherless Brooklyn, de Edward Norton (EUA)
No.7 Cherry Lane, de Yonfan (Hong Kong)
Dor e Glória, de Pedro Almodóvar (Espanha)
Parasite (Gisaengchung), de Bong Joon-ho (Coreia do Sul)
Pelican Blood (Pelikanblut), de Katrin Gebbe (Alemanha)
Retrato de uma Jovem em Chamas (Portrait de la jeune fille en feu), de Céline Sciamma (França)
Saturday Fiction, de Lou Ye (China)
The Friend, de Gabriela Cowperthwaite (EUA)
The Laundromat, de Steven Soderbergh (EUA)
The Lighthouse, de Robert Eggers (Canadá/EUA)
The Other Lamb, de Malgorzata Szumowska (EUA)
The Painted Bird, de Václav Marhoul (República Tcheca/Ucrânia/Eslováquia)
The Personal History of David Copperfield, de Armando Iannucci (EUA/Reino Unido)
The Report, de Scott Z. Burns (EUA)
Dois Papas (The Two Popes), de Fernando Meirelles (EUA/Reino Unido/Argentina/Itália)
Uncut Gems, de Benny Safdie e Josh Safdie (EUA)
Weathering With You, de Makoto Shinkai (Japão)
While at War (Mientras dure la guerra), de Alejandro Amenábar (Espanha/Argentina)

GALA PRESENTATIONS:

A Beautiful Day in the Neighborhood, de Marielle Heller (EUA/China)
Abominável (Abominable), de Jill Culton e Todd Wilderman (China/EUA)
American Woman, de Semi Chellas (Canadá)
Blackbird, de Roger Michell (EUA)
Clemency, de Chinonye Chukwu (EUA)
Ford vs Ferrari, de James Mangold (EUA)
Harriet, de Kasi Lemmons (EUA)
As Golpistas (Hustlers), de Lorene Scafaria (EUA)
Coringa (Joker), de Todd Phillips (EUA)
Just Mercy, de Destin Daniel Cretton (EUA)
Once Were Brothers: Robbie Robertson and The Band, de Daniel Roher (Canadá)
Ordinary Love, de Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn (Reino Unido)
Radioactive, de Marjane Satrapi (Reino Unido)
O Pintassilgo (The Goldfinch), de John Crowley (EUA)
The Sky Is Pink, de Shonali Bose (Índia)
The Song of Names, de François Girard (Canadá/Reino Unido/Alemanha/Hungria)
True History of the Kelly Gang, de Justin Kurzel (Austrália/Reino Unido)
Western Stars, de Thom Zimny e Bruce Springsteen (EUA)

Fotos: Netflix/Divulgação.

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, será o filme de abertura do 29º Cine Ceará

por: Cinevitor

vidainvisivelabrecearaProtagonista: Carol Duarte em cena do filme.

Depois de ser exibido no Festival de Cannes e premiado na mostra Un Certain Regard, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, foi escolhido para abrir a 29ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, em Fortaleza, que acontecerá entre os dias 30 de agosto e 6 de setembro.

Além da consagração em Cannes, sendo o primeiro filme brasileiro a receber o prêmio máximo na categoria, o longa foi contemplado com o CineCoPro Award no Filmfest München, na Alemanha. O filme conta a história das irmãs inseparáveis Guida, que sonha em casar e ter uma família, e Eurídice, a mais nova, pianista prodígio. Um dia, as duas são separadas para sempre e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

“É uma felicidade imensa realizar a primeira exibição nacional de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão na minha cidade natal, e no Nordeste, uma região catalisadora do cinema e da cultura brasileira, e estou ansioso para ver e ouvir as reações do público cearense. A trajetória internacional deste longa tem me emocionado muito também, com ótima receptividade dos espectadores em diversos países, que estão abraçando o filme de uma forma muito especial. A participação em alguns dos mais importantes festivais do mundo e a conquista do prêmio inédito em Cannes comprovam a sua força e universalidade”, revelou o diretor.

“Estou ansioso para acompanhar a recepção do público brasileiro e começar essa história em Fortaleza na abertura do 29º Cine Ceará é muito especial. O filme aborda um assunto urgente, sobre como o patriarcado pode ser tóxico na sociedade, e tenho certeza de que será uma sessão muito acolhedora e importante para o projeto”, afirmou o produtor Rodrigo Teixeira, da RT Features.

O longa é uma livre adaptação da obra homônima de Martha Batalha e traz Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Júlia Stockler, Gregorio Duvivier, Maria Manoella, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e Flavio Bauraqui no elenco. Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa, ambientado majoritariamente na década de 1950, foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão. A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, de As Praias de Agnès e Lazzaro Felice, que assina seu primeiro longa brasileiro, e a alemã Heike Parplies, de Toni Erdmann, assina a montagem.

Além de Cannes e Munique, o filme esteve nas seleções oficiais dos festivais de Sydney, do Midnight Sun, na Finlândia, e de Karlovy Vary, na República Tcheca, e será exibido no Transatlantyk Festival, na Polônia, e no Festival de Cinema da Nova Zelândia; e nas próximas semanas novos anúncios virão.

Em cartaz no circuito comercial a partir do dia 31 de outubro, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures Brasil, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

Foto: Bruno Machado.

8 ½ Festa do Cinema Italiano 2019: conheça os destaques da programação

por: Cinevitor

berlusconiitalia1Toni Servillo interpreta Silvio Berlusconi em filme de Paolo Sorrentino.

Depois de mais de uma década de sucesso em dezenas de cidades lusófonas e em três continentes diferentes, o festival 8 ½ Festa do Cinema Italiano firma-se como um evento de grande relevância também no Brasil. Além do número de cidades, aumentaram também o número de filmes apresentados e as sessões programadas: serão mais de 300 em duas semanas de exibição alcançando mais de 25.000 espectadores.

Nesta edição, estão confirmadas as estreias de importantes filmes que fizeram grande sucesso nos mais importantes festivais internacionais, como Lucia Cheia de Graça (Troppa Grazia), de Gianni Zanasi, premiado na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2018; e Euforia, de Valeria Golino, filme exibido na mostra Un Certain Regard, também em Cannes.

A programação segue trazendo ao Brasil o melhor da safra recente do cinema italiano, com produções inéditas e que foram destaques ao redor do mundo. O festival exibirá também as últimas obras de grandes autores, como: Noite Mágica (Notti magiche), dirigido por Paolo Virzì, de A Primeira Coisa Bela, Loucas de Alegria e Ella e John; e Silvio e os Outros (Loro), do vencedor do Oscar Paolo Sorrentino, por A Grande Beleza, sobre a vida do controverso ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi, interpretado por Toni Servillo.

euforiaitaliano Riccardo Scamarcio e Valerio Mastandrea em Euforia, de Valeria Golino.

Não falta espaço para novas descobertas com a exibição de filmes de jovens diretores que despertaram o interesse da crítica e do público, como: Entre Tempos (Ricordi?), de Valerio Mieli, premiado no Festival de Veneza e que narra uma poética reflexão sobre um amor nunca esquecido; Desafio de um Campeão (Il campione), de Leonardo D’Agostini, filme emocionante que traz o universo do futebol em uma história de amizade e companheirismo estrelada por Stefano Accorsi e Andrea Carpenzano; Dafne, de Federico Bondi, vencedor do Prêmio FIPRESCI da mostra Panorama do Festival de Berlim deste ano, que conta a comovente história de uma jovem com Síndrome de Down interpretada por Carolina Raspanti; e o divertido Bangla, de Phaim Bhuiyan, exibido em Roterdã e premiado como a melhor comédia italiana do ano pelos críticos, que narra as aventuras amorosas de um italiano filho de imigrantes de Bangladesh.

No ano em que se comemoram os 500 anos da morte de Leonardo da Vinci, o festival faz sua homenagem aos grandes mestres da arte renascentista ao trazer nas suas imagens oficiais recriações contemporâneas de algumas das obras-primas de Caravaggio, da Vinci, BotticelliRaffaelloMichelangelo Buonarroti. Esta escolha é representada também em termos de programação. Durante o festival, serão exibidos em pré-estreia: Michelangelo – Infinito, de Emanuele Imbucci, com Enrico Lo Verso; e Caravaggio – A Alma e o Sangue, de Jesus Garcés Lambert, dois dos filmes que farão parte do ciclo A Grande Arte no Cinema, uma série de documentários de grande impacto que serão exibidos nas salas brasileiras a partir de outubro.

michelangeloitalianoCena de Michelangelo – Infinito, de Emanuele Imbucci.

Para concluir, acontecerá uma homenagem a um importantíssimo filme italiano, O Melhor da Juventude (La Meglio Giovetú), de Marco Tullio Giordana, com Luigi Lo Cascio, Alessio Boni  e Adriana Asti, que narra uma epopeia familiar através de algumas das páginas mais importantes da recente história da Itália. O longa foi premiado na mostra Un Certain Regard, em Cannes, em 2003, indicado ao César Awards e ao European Film Awards, recebeu o Prêmio do Público no Festival de Roterdã, foi eleito um dos melhores filmes estrangeiros do ano pela National Board of Review e foi consagrado pelo público do Palm Springs International Film Festival. Será exibido em uma nova cópia restaurada.

Neste ano, o 8 1/2 ocorre em um novo formato e será realizado em duas semanas: de 8 a 14 de agosto o festival acontece em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Niterói, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. De 15 a 21 de agosto chega a Belém, Florianópolis, Goiânia, Salvador, Vitória, além de Fortaleza, Londrina e Natal, que acabam de entrar para o circuito do 8 ½.

Mais novidades, a programação com os filmes, horários e os convidados estarão disponíveis no site do evento. Clique aqui.

Fotos: Divulgação.

A Volta Para Casa, curta com Lima Duarte, é selecionado para o HollyShorts Film Festival

por: Cinevitor

limacurtahollywoodProtagonista: Lima Duarte no curta brasileiro A Volta Para Casa.

O HollyShorts Film Festival é conhecido por exibir curtas-metragens do mundo todo em diversas categorias. Além disso, seus vencedores são qualificados para serem examinados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para uma disputa ao Oscar nas categorias de curtas.

Neste ano, em sua 15ª edição, que acontecerá entre os dias 8 e 17 de agosto, no TCL Chinese Theatre, em Hollywood, Los Angeles, o cinema brasileiro estará representado com os curtas: O Órfão, de Carolina Markowicz, premiado em Cannes no ano passado; e A Volta Para Casa, dirigido por Diego Freitas, de O Segredo de Davi, e produzido pela Parakino Filmes. O roteiro é assinado pelo diretor ao lado de Diego Olivares, com argumento de Guilherme Rodio.

A trama de A Volta Para Casa conta a história de Plínio, interpretado por Lima Duarte, um marceneiro aposentado, que atualmente mora em uma humilde casa de repouso. Lá, ele passa boa parte do tempo relembrando seu ofício, criando objetos a partir de pedaços de madeira e encantando a todos com seu jeito dedicado e paixão pelo que faz. Anselmo, vivido por Guilherme Rodio, um dos funcionários da instituição, é um rapaz solitário responsável por cuidar do jardim e garantir um cotidiano mais agradável aos senhores e senhoras dali.

No domingo de Páscoa, os moradores esperam as visitas de suas respectivas famílias. Plínio veste sua melhor roupa, cheio de expectativa. Filhos vem buscar pais e mães para o almoço, mas ele continua lá. Até que Anselmo, ao vê-lo sozinho e entristecido, se oferece para leva-lo até a antiga casa. Durante o trajeto, Plínio repassa suas memórias sobre o bairro de Santana, onde nasceu e cresceu. A cada lugar que cruzam na região, tem um caso para contar: as regatas que chegou a participar no Rio Tietê e o Mirante de Santana, por exemplo. Sua expectativa cresce à medida que se aproximam da casa onde passou praticamente a vida inteira, a qual descreve nos mínimos detalhes. Chegando lá, porém, tem uma surpresa que coloca em xeque suas recordações. Clique aqui e assista ao trailer.

O diretor Diego Freitas, em entrevista ao CINEVITOR, comemorou: “Ser selecionado para este festival é muito especial porque estamos comemorando os 90 anos do Lima Duarte e também porque exibir nosso filme fora do Brasil é uma oportunidade para mostrar nossa cultura para um público estrangeiro. Estou muito feliz”. Recentemente, o curta também foi selecionado para o 23º Florianópolis Audiovisual Mercosul, que acontecerá em setembro.

Em O Órfão, conhecemos Jonathas, interpretado por Kauan Alvarenga, um menino que foi adotado. Mas logo é devolvido ao abrigo devido ao seu “jeito diferente”. O curta, inspirado em fatos reais, conta também com Clarisse Abujamra, Georgina Castro e Ivo Müller no elenco.

O filme de abertura do HollyShorts Film Festival 2019 será Stucco, de Janina Gavankar e Russo Schelling, protagonizado por Colton Haynes, Aisha Tyler, Janina Gavankar, Michael Ealy e Debra Messing. O júri especial desta edição será formado por Anthony Russo, Ann Russo, Jennifer Morrison e Matthew Modine; a atriz Olivia Wilde será homenageada com o Visionary Award.

Foto: Guilherme Raya.

O Homem Cordial, de Iberê Carvalho e protagonizado por Paulo Miklos, ganha teaser

por: Cinevitor

homemcordialteaserPaulo Miklos em cena: tensa e violenta jornada pelas ruas de São Paulo.

Dirigido por Iberê Carvalho, O Homem Cordial fará sua estreia nos cinemas brasileiros na 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado, no qual foi selecionado para a Mostra Competitiva de Longas Brasileiros.

O roteiro, assinado pelo diretor e pelo uruguaio Pablo Stoll, de Whisky, é um thriller psicológico, no qual o afloramento de uma onda de ódio e intolerância é visto a partir do ponto de vista de Aurélio, interpretado por Paulo Miklos, um homem de 60 anos, branco, rico e heterossexual, que de sua posição social privilegiada se vê perdido e impotente, sem saber como reagir a essa realidade que se apresenta.

A ideia inicial para o roteiro surgiu em 2015, quando Carvalho começou a se incomodar com a crescente onda de polarização no país. A partir disso, passou a pesquisar o tema e se deparou com o vídeo de um garoto de dez anos sendo linchado numa manifestação pró impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “A reação e o ódio das pessoas que o cercaram me chocaram tremendamente e me perguntei o que eu faria se estivesse ali. Foi daí que surgiu a premissa inicial do argumento de O Homem Cordial, recorda. Depois, o corroteirista Pablo Stoll se uniu ao projeto, chegando ao roteiro final do longa.

“À época, o Brasil vivia o início de uma polarização política, mas que não se expressava de forma tão violenta e extremista como hoje. Quando filmamos, em meados de 2018, na véspera da eleição, o clima já era outro e esse novo cenário foi incorporado ao universo do filme. Mesmo assim, em setembro de 2018, quando a montadora Nina Galanternick assistiu ao material bruto, ela temeu que as cenas estivessem um pouco exageradas no tom e no seu desenrolar. Três meses depois, ela me confessou que sua percepção sobre as cenas havia mudado completamente, que agora elas lhe pareciam até suaves perto dos episódios de intolerância e violência que vinham acontecendo no Brasil”, conta o diretor. “Estamos vivendo um momento tão estranho e revelador de nossa sociedade que é impossível qualquer ficção ter a pretensão de acompanhar a realidade”, completa.

Para o protagonista, Carvalho precisava de um ator que tivesse carisma e ao mesmo tempo agressividade, que tivesse quase 60 anos, mas com espírito jovem, e logo que o personagem principal, Aurélio, foi desenhado, pensou em Paulo Miklos: “Ele era perfeito para o papel. Claro que o fato de sua experiência em uma das maiores bandas de rock do Brasil era um fator excepcional, já que o roteiro previa uma cena de show, mas a escolha foi principalmente por seu trabalho em O Invasor, que é umas das referências estéticas do filme”.

O diretor conta que foi um privilégio trabalhar com Miklos, que já possui 20 anos de experiência como ator, e que o ponto principal foi buscar as divergências entre o personagem e o intérprete, já que as convergências eram nítidas e poderiam se tornar uma armadilha no processo: “O trabalho de preparação de elenco da Amanda Gabriel [de Aquarius e Bacurau] foi fundamental para encontrar uma unidade entre todo o elenco”.

Trabalhando ao lado dos produtores de elenco Guilherme Angelim e Alice Wolfenson, os demais personagens foram ganhando seus intérpretes. Thaíde foi das apostas que fiz que mais me orgulho. Uma potência incrível diante da tela. Dandara de Morais eu tinha visto em Ventos de Agosto, do Gabriel Mascaro, e quando a conheci pessoalmente surgiu uma vontade de trabalhar junto”, conta Carvalho. O filme conta, ainda, com atores e atrizes de Brasília e paulistas no elenco, como Thalles Cabral, Bruno Torres, Theo Werneck, Murilo Grossi, Fernanda Rocha, Felipe Kenji e com a participação da rapper MC Soffia.

A cidade de São Paulo, onde O Homem Cordial foi rodado, também é uma personagem do filme. A opção do diretor pela capital foi devido ao cenário urbano de uma grande metrópole que simboliza o desenvolvimento. O longa tem fotografia de Pablo Baião, vencedor do kikito de melhor fotografia no último Festival de Gramado por Simonal. Maíra Carvalho, ganhadora do kikito de melhor direção de arte, em 2015, por O Último Cine Drive-in, de Iberê Carvalho, assina a arte; o filme também levou os kikitos de melhor atriz coadjuvante para Fernanda Rocha, melhor ator para Breno Nina e melhor longa brasileiro segundo o Júri da Crítica.

Confira o teaser de O Homem Cordial:

Foto: Marcelo Vittorino.

Musical Cats, com Taylor Swift, Jennifer Hudson e Idris Elba, ganha trailer

por: Cinevitor

catstrailer1Taylor Swift interpreta Bombalurina no musical.

O musical Cats, composto por Andrew Lloyd Webber, fez sua estreia nos palcos em 1981, em Londres, e o sucesso estrondoso se repetiu ao passar pela Broadway. Dirigido por Trevor Nunn e coreografado por Gillian Lynne, ganhou diversos prêmios.

A produção londrina ficou em cartaz por 21 anos, contabilizando quase 9 mil apresentações e premiada no Laurence Olivier Award e no Evening Standard Awards, mais antiga premiação de teatro do Reino Unido, como melhor musical. A produção americana ficou em cartaz por dezoito anos e foi consagrada no Tony Award.

Na história, uma tribo de gatos chamada jellicle, cujo significado só eles conhecem, se reúne para que o líder escolha apenas um integrante para ir a um lugar melhor e ganhar uma nova vida. Cats é o quarto show de maior duração na história da Broadway e West End e foi realizado em vários países, inclusive no Brasil, e traduzido para mais de vinte idiomas.

Depois de tanto sucesso nos palcos, Cats chegará aos cinemas em dezembro. Dirigido por Tom Hooper, de Os Miseráveis, A Garota Dinamarquesa e vencedor do Oscar por O Discurso do Rei, o musical é baseado em uma série de poemas de T. S. Eliot, assim como a peça.

O elenco conta com Jennifer Hudson, Idris Elba, Rebel Wilson, Judi Dench, Ian McKellen, James Corden, Taylor Swift, Ray Winstone, Laurie Davidson, Jason Derulo, Francesca Hayward, Zizi Strallen e Robbie Fairchild.

Confira o primeiro trailer de Cats, que estreia em dezembro:

Foto: Universal Pictures.

Top Gun: Maverick, com Tom Cruise, ganha primeiro trailer; filme estreia em junho de 2020

por: Cinevitor

topgunmavericktrailer1A aguardada continuação de um dos filmes mais icônicos de sua geração chega em 2020.

Tom Cruise está de volta, 34 anos depois, em um dos papéis mais icônicos de sua carreira: o piloto Pete Maverick Mitchell, de Top Gun: Ases Indomáveis. O filme, lançado em 1986 e que ganhou milhares de fãs e se tornou um clássico da época, levou o Oscar de melhor canção original para Take My Breath Away e foi indicado em outras três categorias.

Nesta quinta-feira, 18/07, durante a San Diego Comic-Con 2019, maior feira de cultura pop dos Estados Unidos, o protagonista apareceu de surpresa para lançar o primeiro trailer de Top Gun: Maverick, distribuído pela Paramount Pictures, que traz a nostalgia do primeiro filme e muitas cenas de ação de tirar o fôlego.

Dirigido por Joseph Kosinski, de Tron: O Legado e Oblivion, o longa conta também com Jennifer Connelly, Val Kilmer (de volta como Iceman), Jon Hamm, Miles Teller, Ed Harris, Glen Powell, Peter Mark Kendall e Monica Barbaro no elenco.

Confira o primeiro trailer de Top Gun: Maverick, que estreia no dia 25 de junho de 2020:

Foto: Reprodução/YouTube.