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24º Art Directors Guild Awards: conheça os vencedores

por: Cinevitor

eraumavezhollywoodADGvenceBrad Pitt e Mike Moh em Era Uma Vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino.

Foram anunciados neste sábado, 01/02, os vencedores do Annual Excellence in Production Design Awards, prêmio de excelência em design de produção no cinema, na TV e no teatro, realizado pela Art Directors Guild (ADG, IATSE Local 800), que reúne mais de 2.500 membros do mundo todo, principalmente americanos e canadenses, que trabalham como designers de produção, diretores de arte, cenógrafos, ilustradores, modeladores, assistentes de arte, entre outros.

A cerimônia, apresentada pela atriz e comediante Debra Wilson, contou também com homenagens: Chuck Lorre, que já foi indicado oito vezes ao Emmy por The Big Bang Theory e Two and a Half Men, recebeu o Cinematic Imagery Award; o designer de produção William J. Creber, indicado ao Oscar por A Maior História de Todos os Tempos, O Destino do Poseidon e Inferno na Torre, e que morreu em março do ano passado, entrou para o Hall da Fama da ADG; Syd Mead, de Blade Runner 2049 e Elysium, recebeu o William Cameron Menzies Award.

Além disso, o Lifetime Achievement Award foi entregue para quatro profissionais que se destacaram ao longo de suas carreiras: Joe Alves, da franquia Tubarão e indicado ao Oscar por Contatos Imediatos do Terceiro Grau; Denis Olsen, de Os Caça-Fantasmas; Stephen Myles Berger, de Instinto Selvagem e Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York; e Jack Johnson, de Edward Mãos de Tesoura.

Conheça os vencedores do 24º ADG Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ÉPOCA:
Era Uma Vez em… Hollywood, por Barbara Ling

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE FANTASIA:
Vingadores: Ultimato, por Charles Wood

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME CONTEMPORÂNEO:
Parasita, por Lee Ha-Jun

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO | FILME DE ANIMAÇÃO:
Toy Story 4, por Bob Pauley

Foto: Andrew Cooper.

23ª Mostra de Cinema de Tiradentes: conheça os vencedores

por: Cinevitor

vencedorestiradentes2020Equipe do filme cearense Canto dos Ossos: premiado na Mostra Aurora.

Foram anunciados neste sábado, 01/02, no Cine-Tenda, os vencedores do Troféu Barroco da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O filme cearense Canto dos Ossos, da dupla Petrus de Bairros e Jorge Polo, venceu como melhor longa-metragem da Mostra Aurora. A cerimônia consagrou a produção com o prêmio concedido pelo Júri Oficial, formado por críticos e pesquisadores do audiovisual.

Nas palavras do júri, o filme “aposta na imaginação como potência gestada coletivamente e acolhe seu caráter disjuntivo”. E completou: “Um filme pode nos dizer coisas pela metade, pode errar ou exagerar e, no entanto, pode, à sua maneira, revelar epifanias que nos oferecem o intempestivo cristal de um segmento de tempo, de gesto, de susto privilegiado”.

O Prêmio Helena Ignez 2020, oferecido pelo Júri Oficial a um destaque feminino em qualquer função nos filmes das mostras Aurora e Foco, foi entregue pelas mãos da própria atriz e diretora. A vencedora foi a diretora de fotografia Lílis Soares, que esteve em Tiradentes com três trabalhos: os curtas Ilhas de Calor e Minha História é Outra; e o longa Um dia com Jerusa.

“O que ela tem feito, articulada em coletivos, como o Coletivo de Diretoras de Fotografia do Brasil, ao qual o júri estende sua homenagem, é um cinema que assume para si a responsabilidade de enfrentar não apenas uma disputa de narrativas, mas o agenciamento de uma sensibilidade preta”, destacou o texto do Júri Oficial. No agradecimento, emocionada, Lílis desejou um cinema brasileiro com mais mulheres e mais pessoas negras na criação.

Confira a lista completa com os vencedores da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR:
A Parteira, de Catarina Doolan (RN)

MELHOR CURTA-METRAGEM | MOSTRA FOCO | JÚRI OFICIAL:
Egum, de Yuri Costa (RJ)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS:
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)

PRÊMIO CARLOS REICHENBACH | MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA OLHOS LIVRES | JÚRI JOVEM:
Yãmĩyhex – As Mulheres-espírito, de Sueli Maxakali e Isael Maxakali (MG)

MELHOR LONGA-METRAGEM | MOSTRA AURORA | JÚRI OFICIAL:
Canto dos Ossos, de Jorge Polo e Petrus de Bairros (CE/RJ)

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR:
Até o Fim, de Glenda Nicácio e Ary Rosa (BA)

PRÊMIO HELENA IGNEZ | DESTAQUE FEMININO:
Lílis Soares, diretora de fotografia

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

Conheça os vencedores do Festival de Sundance 2020

por: Cinevitor

sundance2020vencedoresA cineasta americana Heidi Ewing na cerimônia: premiada.

Foram anunciados neste sábado, 01/02, em Park City, Utah, nos Estados Unidos, os vencedores do Festival Sundance de Cinema 2020, conhecido por destacar produções independentes em sua programação. Neste ano, o evento contou com 128 longas-metragens e 74 curtas selecionados entre mais de 15.100 inscrições.

Dos 28 prêmios concedidos nesta edição, de 25 filmes, incluindo o trabalho de 29 cineastas, 48% foram dirigidos por uma ou mais mulheres; 40% foram dirigidos por uma ou mais pessoas de cor; e 8% foram dirigidos por uma pessoa que se identifica como LGBTQ +.

Os vencedores deste ano representam novas conquistas na narrativa independente global. Histórias ousadas, íntimas e humanizadoras prevaleceram em todas as categorias: “Acreditamos que a arte pode romper o ruído e a polarização. Em tempos voláteis como esses, democracia e narrativa não são separadas: elas estão indissociavelmente ligadas”, disse Keri Putnam, diretora executiva do Sundance Institute.

wagnermourasundancefinal

Entre os jurados deste ano, vale destacar a presença do ator brasileiro Wagner Moura na Competição Internacional de Drama, World Cinema Dramatic. Além disso, ele também apresentou no festival o filme Sergio, fora de competição. Dirigido por Greg Barker, o longa conta a história de Sergio Vieira de Mello, que dedicou a maior parte de sua carreira como diplomata da ONU trabalhando nas regiões mais instáveis do mundo, negociando habilmente com presidentes, revolucionários e criminosos de guerra para proteger a vida de pessoas comuns.

Outros nomes que fizeram parte dos júris foram: Rodrigo Garcia, Ethan Hawke, Dee Rees, Isabella Rossellini, Wash Westmoreland, Kimberly Reed, Rachel Rosen, Courtney Sexton, E. Chai Vasarhelyi, Noland Walker, Haifaa Al Mansour, Alba Rohrwacher, Eric Hynes, Rima Mismar, Nanfu Wang e Gregg Araki.

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O Brasil também aparece entre os premiados: o drama Nine Days, dirigido e escrito pelo brasileiro Edson Oda (foto), foi premiado na categoria de melhor roteiro da Competição Americana. O longa traz no elenco Bill Skarsgård, Winston Duke, Zazie Beetz, Tony Hale, Benedict Wong, Geraldine Hughes, entre outros.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Sundance 2020:

COMPETIÇÃO AMERICANA | DRAMA

Grande Prêmio do Júri: Minari, de Lee Isaac Chung
Melhor Direção: Radha Blank, por The 40-Year-Old Version
Prêmio Waldo Salt | Melhor Roteiro: Nine Days, escrito por Edson Oda
Prêmio Especial do Júri | Melhor Elenco: Charm City Kings
Prêmio Especial do Júri | Auteur Filmmaking: Shirley, de Josephine Decker
Prêmio Especial do Júri | Neo-Realism: Never Rarely Sometimes Always, de Eliza Hittman
Prêmio do Público: Minari, de Lee Isaac Chung

COMPETIÇÃO AMERICANA | DOCUMENTÁRIO

Grande Prêmio do Júri: Boys State, de Jesse Moss e Amanda McBaine
Melhor Direção: Garrett Bradley, por Time
Prêmio Especial do Júri | Direção Revelação: Arthur Jones, por Feels Good Man
Prêmio Especial do Júri | Inovação em narrativa não-ficcional: Dick Johnson Is Dead, de Kirsten Johnson
Prêmio Especial do Júri | Social Impact Filmmaking: The Fight, de Elyse Steinberg, Josh Kriegman e Eli Despres
Prêmio Especial do Júri | Edição: Welcome to Chechnya, por Tyler H. Walk
Prêmio do Público: Crip Camp, de Nicole Newnham e Jim LeBrecht

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DRAMA

Grande Prêmio do Júri: Yalda, a Night for Forgiveness, de Massoud Bakhshi (Irã/França/Alemanha/Suíça/Luxemburgo)
Melhor Direção: Maïmouna Doucouré, por Cuties (Mignonnes) (França)
Prêmio Especial do Júri | Visionary Filmmaking: Lemohang Jeremiah Mosese, por This Is Not a Burial, It’s a Resurrection (Lesoto)
Prêmio Especial do Júri | Melhor Roteiro: Identifying Features (Sin Señas Particulares), escrito por Fernanda Valadez e Astrid Rondero
Prêmio Especial do Júri | Atuação: Ben Whishaw, por Surge
Prêmio do Público: Identifying Features (Sin Señas Particulares), de Fernanda Valadez (México/Espanha)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DOCUMENTÁRIO

Grande Prêmio do Júri: Epicentro, de Hubert Sauper (Áustria/França)
Melhor Direção: Iryna Tsilyk, por The Earth Is Blue as an Orange (Ucrânia/Lituânia)
Prêmio Especial do Júri | Creative Storytelling: The Painter and the Thief, por Benjamin Ree
Prêmio Especial do Júri | Fotografia: Acasa, My Home, por Mircea Topoleanu e Radu Ciorniciuc
Prêmio Especial do Júri | Edição: Softie, por Mila Aung-Thwin, Sam Soko e Ryan Mullins
Prêmio do Público: The Reason I Jump, de Jerry Rothwell (EUA/Reino Unido)

CURTAS-METRAGENS

Grande Prêmio do Júri: So What If The Goats Die, de Sofia Alaoui (França/Marrocos)
Prêmio do Júri | Ficção | Competição Americana: -Ship: A Visual Poem, de Terrance Daye
Prêmio do Júri | Ficção | Competição Internacional: The Devil’s Harmony, de Dylan Holmes Williams (Reino Unido)
Prêmio do Júri | Não ficção: John Was Trying to Contact Aliens, de Matthew Killip (EUA)
Prêmio do Júri | Animação: Daughter, de Daria Kashcheeva (República Checa)
Prêmio Especial do Júri | Acting: Exam, de Sonia K. Hadad (Irã)
Prêmio Especial do Júri | Direção: Michael Arcos, por Valerio’s Day Out (Colômbia/EUA)

OUTROS PRÊMIOS

PRÊMIO DO PÚBLICO | NEXT: I Carry You With Me, de Heidi Ewing (EUA/México)
NHK AWARD: Kirsten Tan, por Higher (Singapura)
NEXT Innovator Prize: I Carry You With Me, de Heidi Ewing
PRÊMIO ALFRED P. SLOAN: Tesla, de Michael Almereyda (EUA)
AMAZON STUDIOS PRODUCERS AWARDS | DOCUMENTÁRIO: Whirlybird, de Matt Yoka
AMAZON STUDIOS PRODUCERS AWARDS | FICÇÃO: Farewell Amor, de Ekwa Msangi
ADOBE MENTORSHIP AWARD | EDIÇÃO | DOCUMENTÁRIO: Carla Guttierez
ADOBE MENTORSHIP AWARD | EDIÇÃO | FICÇÃO: Affonso Gonçalves

Fotos: Getty Images North America.

Conheça os vencedores do 40º London Critics’ Circle Film Awards

por: Cinevitor

parasitalondonvenceParasita, de Bong Joon Ho: dois prêmios.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 30/01, os vencedores do London Critics’ Circle Film Awards, prêmio realizado pela The Critics’ Circle, associação que conta com os principais críticos do Reino Unido que se dividem entre teatro, música, filme, dança, artes visuais e livros.

Nesta 40ª edição, o sul-coreano Parasita, de Bong Joon Ho, foi consagrado com dois prêmios: melhor filme e melhor direção. A cerimônia foi apresentada pela atriz Sally Phillips no May Fair Hotel, em Londres.

Além disso, a cineasta Sally Potter, de A Festa, e a figurinista Sandy Powell, vencedora do Oscar por Shakespeare Apaixonado, O Aviador e A Jovem Rainha Vitória, foram homenageadas com o Prêmio Dilys Powell.

Conheça os vencedores do 40º London Critics’ Circle Film Awards:

FILME DO ANO:
Parasita

FILME ESTRANGEIRO DO ANO:
Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma (França)

DOCUMENTÁRIO DO ANO:
For Sama, de Waad Al-Kateab e Edward Watts

FILME BRITÂNICO OU IRLANDÊS DO ANO | PRÊMIO ATTENBOROUGH:
The Souvenir, de Joanna Hogg

DIREÇÃO DO ANO:
Bong Joon Ho, por Parasita

ROTEIRISTA DO ANO:
Noah Baumbach, por História de um Casamento

ATRIZ DO ANO:
Renée Zellweger, por Judy: Muito Além do Arco-íris

ATOR DO ANO:
Joaquin Phoenix, por Coringa

ATRIZ COADJUVANTE DO ANO:
Laura Dern, por História de um Casamento

ATOR COADJUVANTE DO ANO:
Joe Pesci, por O Irlandês

ATRIZ BRITÂNICA/IRLANDESA DO ANO:
Florence Pugh, por Lutando pela Família, Midsommar: O Mal Não Espera a Noite e Adoráveis Mulheres

ATOR BRITÂNICO/IRLANDÊS DO ANO:
Robert Pattinson, por O Farol, High Life e O Rei

ATOR/ATRIZ JOVEM BRITÂNICO/IRLANDÊS DO ANO:
Honor Swinton Byrne, por The Souvenir

DIRETOR E/OU ROTEIRISTA BRITÂNICO/IRLANDÊS REVELAÇÃO DO ANO | PRÊMIO PHILIP FRENCH:
Mark Jenkin, por Bait

CURTA-METRAGEM BRITÂNICO/IRLANDÊS DO ANO:
The Devil’s Harmony, de Dylan Holmes Williams

TECHNICAL ACHIEVEMENT AWARD:
Era Uma Vez em… Hollywood, por Barbara Ling (design de produção)

PRÊMIO DILYS POWELL | EXCELÊNCIA EM FILME:
Sally Potter
Sandy Powell

40th ANNIVERSARY AWARD:
Aardman

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.

Açúcar

por: Cinevitor

acucarposterDireção: Renata Pinheiro, Sergio Oliveira.

Elenco: Maeve Jinkings, Magali Biff, Dandara de Morais, Zé Maria, Fernando Abreu, Diogo Lins, José Henrique Leite, Marcela Felipe, Henrique Braz, Márcio Filho, Jennyfer Caldas, Rebeca Gondim, Jorge Kildery, Danielle Valentim, Pedro Garske, Edno Luciano, Rasta, Fábio Freitas, Rodrigo Petty, Italo Albuquerque, Leonardo Edardna, Dona Íris, Gustavo Montenegro, Iracilda Alves.

Ano: 2017

Sinopse: Bethânia retorna a suas terras onde uma vez funcionou o antigo engenho de açúcar da sua família, o Engenho Wanderley. Entre fotos, criaturas fantásticas, contas a pagar e trabalhadores reivindicando seus direitos sobre a terra, Bethânia enfrenta a si mesma em um presente onde o passado e o futuro são ambos ameaçadores. Açúcar é ambientado num universo de realismo fantástico, que cruza a história pessoal de Bethânia com a formação da identidade de um país que é, ao mesmo tempo, moderno e arcaico, contemporâneo e ancestral, branco e muito, muito mais negro.

*Clique aqui e assista aos programas especiais com entrevistas com a protagonista Maeve Jinkings e com os diretores.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

CINEVITOR #363: Entrevista com Léa Garcia | Edição Especial | 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

leagarciatiradentesA atriz esteve em Tiradentes para a exibição de seu novo filme.

Considerada uma das maiores atrizes brasileiras, Léa Garcia começou sua carreira na década de 1950 no Teatro Experimental do Negro, fundado por Abdias do Nascimento, um dos maiores expoentes da cultura negra no Brasil.

Dos palcos, ganhou destaque nas telonas ao interpretar Serafina em Orfeu Negro, do cineasta francês Marcel Camus, uma coprodução entre Brasil, França e Itália. O longa foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e levou o Globo de Ouro e o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Sua estreia na TV aconteceu no Grande Teatro, da TV Tupi, na década de 1950. Depois, atuou na novela Acorrentados, exibida na a TV Rio. Estreou na Rede Globo em 1970, na novela Assim na Terra como no Céu, de Dias Gomes. Na emissora carioca, participou de diversas produções, como: Minha Doce Namorada, O Homem que Deve Morrer, Selva de Pedra, Os Ossos do Barão, Fogo Sobre Terra, A Moreninha, Araponga, A Viagem, Anjo Mau, Suave Veneno, O Clone, Sol Nascente, entre outras. A atriz também passou pela TV Manchete, em Xica da Silva e Tocaia Grande, e outras emissoras.

A novela Escrava Isaura, exibida em 1976 na Rede Globo, foi um fenômeno de audiência no Brasil e no exterior e é considerado um dos trabalhos mais marcantes na carreira de Léa Garcia, que interpretava a vilã Rosa.

No cinema, a atriz também ganhou reconhecimento: foi premiada no Festival de Gramado pelo longa As Filhas do Vento e pelo curta Acalanto, que também lhe rendeu prêmios no Brazilian Film Festival of Toronto e no Festival de Cuiabá; com Memórias da Chibata foi consagrada na Jornada Internacional de Cinema da Bahia; no Festival de Natal levou o prêmio de melhor atriz por Dias Amargos. Além disso, atuou em Ganga Zumba, Ladrões de Cinema, A Deusa Negra, Quilombo, Viva Sapato!, Mulheres do Brasil, O Maior Amor do Mundo, Billi Pig, Sudoeste, Boca de Ouro, entre outros.

Recentemente, a atriz passou pela 23ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes para apresentar o longa Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira, exibido no Cine-Tenda na mostra A imaginação como potência. O filme conta o encontro da sensitiva Silvia, uma jovem pesquisadora de mercado que enfrenta as agruras do subemprego enquanto aguarda o resultado de um concurso público, e da graciosa Jerusa, uma senhora de 77 anos, testemunha ocular do cotidiano vivido no bairro do Bixiga, recheado de memórias ancestrais. No dia do aniversário de Jerusa, enquanto espera sua família para comemorar, o encontro entre suas memórias e a mediunidade de Silvia lhes proporciona transitar por tempos e realidades comuns às suas ancestralidades.

No dia seguinte à emocionante exibição, conversamos com a atriz sobre o longa, cinema brasileiro, mulheres negras no audiovisual e carreira.

Aperte o play e confira:

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

Judy: Muito Além do Arco-íris

por: Cinevitor

judyfilmeposter2Judy

Direção: Rupert Goold

Elenco: Renée Zellweger, Jessie Buckley, Finn Wittrock, Rufus Sewell, Michael Gambon, Richard Cordery, Royce Pierreson, Darci Shaw, Andy Nyman, Daniel Cerqueira, Bella Ramsey, Lewin Lloyd, Tom Durant Pritchard, John Dagleish, Adrian Lukis, Gemma-Leah Devereux, Gus Barry, Jodie McNee, Gus Brown, Matt Nalton, Bentley Kalu, Martin Savage, Phil Dunster, Gaia Weiss, Lucy Russell, John Mackay, Natasha Powell, Bradley Banton, Ed Stoppard, David Shields, Tim Ahern, Peter Forbes, Arthur McBain, David Rubin, Jack Jagodka, Fenella Woolgar, Gillian Parkhouse, Pierre Bergman, Jonathan Cheetham, Emily Ferrier, Julian Ferro, Luke Fetherston, Patrick Loh, Kate Margo, Martyn Mayger, Diana Alexandra Pocol, Israel Ruiz, Robert Ryan, Philippe Spall, Stuart Whelan.

Ano: 2019

Sinopse: O filme transcorre durante o último ano de Judy Garland antes de sua morte, aos 47 anos, e traz flashes da rígida adolescência da artista. Com problemas financeiros e sofrendo com os recentes divórcios, a artista embarca em uma turnê de shows em Londres, durante o inverno de 1968. Adaptado da peça teatral End of the Rainbow, de Peter Quilter.

*Filme visto no 21º Festival do Rio.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Bad Boys Para Sempre

por: Cinevitor

badboysparasempreposterBad Boys for Life

Direção: Adil El Arbi, Bilall Fallah.

Elenco: Will Smith, Martin Lawrence, Vanessa Hudgens, Alexander Ludwig, Charles Melton, Paola Nuñez, Kate del Castillo, Nicky Jam, Joe Pantoliano, Jacob Scipio, Theresa Randle, DJ Khaled, Happy Anderson, Bianca Bethune, Dennis McDonald, Michael Bay, Gissette Valentin, Rose Bianco, Edelia Merida, Jasmin Lawrence, Shacai O’Neal, Carlos Guerrero, Massi Furlan, Chick Bernhard, Jennifer Badger, Jeff J.J. Authors, Keith Wheeler, Brandi Cohen, Jay Amor, Yessenia Hernandez, Anthony Molinari, Ivo Nandi, David Shae, Eduardo Rosario, Rory Markham, Brad Sanders, Damien Butler, Bilall Fallah, Norma Alvarez, Adil El Arbi, Sharon Pfeiffer, Davis Aguila, McDaniel Austin, Laura Ault, Maynard Bagang, Sidnei Barboza, Troy Brenna, Tom Bui, London Seabreeze.

Ano: 2020

Sinopse: Enquanto Marcus está tentando dar um passo atrás e passar mais tempo com a família, uma ameaça perigosa emergirá para colocar em risco a vida de Mike, trazendo Marcus de volta à ativa, afinal, Mike também é sua família e ele não deixará que ele vá sozinho nessa missão. Os Bad Boys Mike Lowrey e Marcus Burnett estão de volta para uma última missão.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

18º VES Awards: conheça os vencedores do prêmio que elege os melhores efeitos visuais do cinema

por: Cinevitor

alitaVESAlita: Anjo de Combate, de Robert Rodriguez: premiado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 29/01, os vencedores do VES Awards, prêmio realizado pela Visual Effects Society, que reconhece os melhores efeitos visuais e a inovação em filmes, animações, programas de TV, comerciais e videogames.

Com mais de 3.300 membros, de 30 países, a VES reúne profissionais de efeitos visuais, incluindo artistas, tecnólogos, modelistas, educadores, executivos de estúdio, supervisores, especialistas em marketing e produtores.

A cerimônia, apresentada pelo ator e comediante Patton Oswalt, contou também com homenagens: o cineasta Martin Scorsese recebeu o VES Lifetime Achievement Award; o produtor e cineasta Roland Emmerich foi contemplado com o VES Visionary Award; e Sheena Duggal, supervisora de efeitos visuais, recebeu o VES Award for Creative Excellence.

Conheça os vencedores do 18º Visual Effects Society Awards nas categorias de cinema:

MELHORES EFEITOS VISUAIS EM FILME FOTOREALISTA:
O Rei Leão, por Robert Legato, Tom Peitzman, Adam Valdez e Andrew R. Jones

MELHORES EFEITOS VISUAIS DE APOIO EM FILME FOTOREALISTA:
O Irlandês, por Pablo Helman, Mitchell Ferm, Jill Brooks, Leandro Estebecorena e Jeff Brink

MELHORES EFEITOS VISUAIS EM ANIMAÇÃO:
Link Perdido, por Brad Schiff, Travis Knight, Steve Emerson e Benoit Dubuc

MELHOR PERSONAGEM ANIMADO EM FILME FOTOREALISTA:
Alita, em Alita: Anjo de Combate

MELHOR PERSONAGEM ANIMADO EM ANIMAÇÃO:
Susan, em Link Perdido

MELHOR AMBIENTE CRIADO EM FILME FOTOREALISTA:
The Pridelands, em O Rei Leão

MELHOR AMBIENTE CRIADO EM ANIMAÇÃO:
Antiques Mall, em Toy Story 4

MELHOR FOTOGRAFIA VIRTUAL EM CG PROJECT:
O Rei Leão, por Robert Legato, Caleb Deschanel, Ben Grossmann e AJ Sciutto

MELHOR MODELO EM PROJETO FOTOREALISTA OU ANIMADO:
The Sin e The Razorcrest, em The Mandalorian

MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME FOTOREALISTA:
Star Wars: A Ascensão Skywalker

MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME DE ANIMAÇÃO:
Frozen 2

MELHOR COMPOSIÇÃO EM FILME FOTOREALISTA:
O Irlandês, por Nelson Sepulveda, Vincent Papaix, Benjamin O’Brien e Christopher Doerhoff

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS PRÁTICOS EM FILME FOTOREALISTA OU ANIMADO:
O Cristal Encantado: A Era da Resistência

MELHORES EFEITOS VISUAIS EM PROJETO ESTUDANTIL:
The Beauty, por Marc Angele, Aleksandra Todorovic, Pascal Schelbli e Noel Winzen

Foto: Divulgação/20th Century Fox.

O Oficial e o Espião, de Roman Polanski, lidera indicações ao César 2020, o Oscar francês

por: Cinevitor

oficialespiaocesarJean Dujardin e Louis Garrel em O Oficial e o Espião, de Roman Polanski.

A Academia de Artes e Técnicas do Cinema (l’Académie des Arts et Techniques du Cinéma) anunciou nesta quarta-feira, 29/01, os indicados ao prêmio César 2020, conhecido como o Oscar francês. Os nomes foram escolhidos por 4.313 membros votantes da Academia.

O drama O Oficial e o Espião, no original J’accuse, de Roman Polanski, lidera a lista com 12 indicações. A história se passa no final do século XIX e é baseada no Caso Dreyfus, um escândalo político causado por um erro judicial na França, que demorou mais de dez anos para ser resolvido.

O pôster desta 45ª edição é estampado pela atriz dinamarquesa Anna Karina, que morreu em dezembro de 2019, e ficou conhecida por diversos trabalhos ao lado do cineasta Jean-Luc Godard, tornando-se um dos maiores nomes da Nouvelle Vague.

Os vencedores serão anunciados no dia 28 de fevereiro, no Salle Pleyel, em Paris, e a cerimônia será apresentada pela atriz e comediante Florence Foresti.

Conheça os indicados ao César 2020:

MELHOR FILME:
Graças a Deus
Hors normes
La Belle Époque
O Oficial e o Espião
Os Miseráveis
Retrato de uma Jovem em Chamas
Roubaix, une lumière

MELHOR DIREÇÃO:
Arnaud Desplechin, por Roubaix, une lumière
Céline Sciamma, por Retrato de uma Jovem em Chamas
Éric Toledano e Olivier Nakache, por Hors normes
François Ozon, por Graças a Deus
Ladj Ly, por Os Miseráveis
Nicolas Bedos, por La Belle Époque
Roman Polanski, por O Oficial e o Espião

MELHOR ATRIZ:
Adèle Haenel, por Retrato de uma Jovem em Chamas
Anaïs Demoustier, por Alice et le maire
Chiara Mastroianni, por Quarto 212
Doria Tillier, por La Belle Époque
Eva Green, por Proxima
Karin Viard, por Chanson douce
Noémie Merlant, por Retrato de uma Jovem em Chamas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Fanny Ardant, por La Belle Époque
Hélène Vincent, por Hors normes
Josiane Balasko, por Graças a Deus
Laure Calamy, por Seules les bêtes
Sara Forestier, por Roubaix, une lumière

MELHOR ATOR:
Damien Bonnard, por Os Miseráveis
Daniel Auteuil, por La Belle Époque
Jean Dujardin, por O Oficial e o Espião
Melvil Poupaud, por Graças a Deus
Reda Kateb, por Hors normes
Roschdy Zem, por Roubaix, une lumière
Vincent Cassel, por Hors normes

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Benjamin Lavernhe, por Amor à Segunda Vista
Denis Ménochet, por Graças a Deus
Grégory Gadebois, por O Oficial e o Espião
Louis Garrel, por O Oficial e o Espião
Swann Arlaud, por Graças a Deus

ATRIZ REVELAÇÃO:
Céleste Brunnquell, por Les éblouis
Lyna Khoudri, por Papicha
Luàna Bajrami, por Retrato de uma Jovem em Chamas
Mama Sané, por Atlantique
Nina Meurisse, por Camille

ATOR REVELAÇÃO:
Alexis Manenti, por Os Miseráveis
Anthony Bajon, por Au nom de la terre
Benjamin Lesieur, por Hors normes
Djibril Zonga, por Os Miseráveis
Liam Pierron, por La vie scolaire

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Graças a Deus, escrito por François Ozon
Hors normes, escrito por Éric Toledano e Olivier Nakache
La Belle Époque, escrito por Nicolas Bedos
Os Miseráveis, escrito por Ladj Ly, Giordano Gederlini e Alexis Manenti
Retrato de uma Jovem em Chamas, escrito por Céline Sciamma

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Adults in the Room, escrito por Costa-Gavras
O Oficial e o Espião, escrito por Roman Polanski e Robert Harris
Perdi Meu Corpo, escrito por Jérémy Clapin e Guillaume Laurant
Roubaix, une lumière, escrito por Arnaud Desplechin e Léa Mysius
Seules les bêtes, escrito por Dominik Moll e Gilles Marchand

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
68, mon père et les clous, de Samuel Bigiaoui
La cordillère des songes, de Patricio Guzmán
Lourdes, de Thierry Demaizière e Alban Teurlai
M, de Yolande Zauberman
Wonder Boy, Olivier Rousteing, né sous X, de Anissa Bonnefont

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Coringa, de Todd Phillips (Canadá/EUA)
Dor e Glória, de Pedro Almodóvar (Espanha)
Era Uma Vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino (EUA/Reino Unido/China)
Lola vers la mer, de Laurent Micheli (Bélgica/França)
O Jovem Ahmed, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (Bélgica/França)
O Traidor, de Marco Bellocchio (Itália/França/Alemanha/Brasil)
Parasita, de Bong Joon-Ho (Coreia do Sul)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
Longa-metragem:
La fameuse invasion des ours en Sicile
Os Olhos de Cabul
Perdi Meu Corpo
Curta-metragem:
Ce magnifique gâteau!
Je sors acheter des cigarettes
La nuit des sacs plastiques
Make It Soul

MELHOR FILME DE ESTREIA:
Alerta Lobo, de Antonin Baudry
Atlantique, de Mati Diop
Au nom de la terre, de Edouard Bergeon
Os Miseráveis, de Ladj Ly
Papicha, de Mounia Meddour

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Atlantique, por Fatima Al Qadiri
O Oficial e o Espião, por Alexandre Desplat
Os Miseráveis, por Marco Casanova, Kim Chapiron (para o grupo Pink Noise)
Perdi Meu Corpo, por Dan Lévy
Roubaix, une lumière, por Grégoire Hetzel

MELHOR SOM:
Alerta Lobo
La Belle Époque
O Oficial e o Espião
Os Miseráveis
Retrato de uma Jovem em Chamas

MELHOR FOTOGRAFIA:
La Belle Époque, por Nicolas Bolduc
O Oficial e o Espião, por Paweł Edelman
Os Miseráveis, por Julien Poupard
Retrato de uma Jovem em Chamas, por Claire Mathon
Roubaix, une lumière, por Irina Lubtchansky

MELHOR EDIÇÃO:
Graças a Deus, por Laure Gardette
Hors normes, por Dorian Rigal-Ansous
La Belle Époque, por Anny Danché e Florent Vassault
O Oficial e o Espião, por Hervé de Luze
Os Miseráveis, por Flora Volpelière

MELHOR FIGURINO:
Cyrano mon amour, por Thierry Delettre
Jeanne, por Alexandra Charles
La Belle Époque, por Emmanuelle Youchnovski
O Oficial e o Espião, por Pascaline Chavanne
Retrato de uma Jovem em Chamas, por Dorothée Guiraud

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
Alerta Lobo, por Benoît Barouh
Cyrano mon amour, por Franck Schwarz
La Belle Époque, por Stéphane Rosenbaum
O Oficial e o Espião, por Jean Rabasse
Retrato de uma Jovem em Chamas, por Thomas Grézaud

MELHOR CURTA-METRAGEM:
Beautiful Loser, de Maxime Roy
Chien bleu, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh
Le chant d’Ahmed, de Foued Mansour
Nefta Football Club, de Yves Piat
Pile poil, de Lauriane Escaffre e Yvonnick Muller

Foto: Divulgação/Califórnia Filmes.

Festival de Berlim 2020: Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, está na disputa pelo Urso de Ouro

por: Cinevitor

todosmortosberlimMawusi Tulani e Agyei Augusto em Todos os Mortos.

A 70ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março, acaba de anunciar os filmes selecionados para a Competição, que disputarão o cobiçado Urso de Ouro, prêmio máximo do evento. Neste ano, o ator britânico Jeremy Irons comandará o júri e a atriz Helen Mirren será homenageada com o Urso de Ouro honorário.

Em comunicado oficial, Carlo Chatrian, diretor artístico da Berlinale, disse: “Os filmes da Competição contam histórias íntimas e impressionantes, individuais e coletivas, que têm um efeito duradouro e ganham impacto com a interação com o público. Se houver predominância de tons escuros, isso pode ser porque os filmes que selecionamos tendem a olhar para o presente sem ilusão, não para causar medo, mas porque querem abrir nossos olhos. A confiança que o cinema deposita na humanidade, esses seres manipuladores, sofridos e maltratados, é ininterrupta; tão ininterrupta que os vê consistentemente como seus protagonistas”.

Entre os dezoito filmes selecionados, vale destacar a presença do brasileiro Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra. No longa, ambientado em São Paulo entre 1899 e 1900, duas famílias, uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento, guiam a trama, que se passa onze anos após o fim do período escravista; passado recente que ainda mantém os decadentes Soares presos à ideia de superioridade e posse.

A história é conduzida pelas mulheres das famílias, interpretadas por Mawusi Tulani, Clarissa Kiste, Carolina Bianchi e Thaia Perez. O jovem Agyei Augusto é um dos protagonistas do filme, que também tem participações especiais da cantora Alaíde Costa, da atriz portuguesa Leonor Silveira, Thomás Aquino, Rogério Brito, Andrea Marquee e Gilda Nomacce. A trilha sonora é composta por Salloma Salomão, músico, historiador e educador com profunda pesquisa no cruzamento entre a música brasileira e as tradições da cultura e da música africanas. Assinam a produção: Sara Silveira e Maria Ionescu, da Dezenove Som e Imagens, e Clément Duboin e Florence Cohen, da Good Fortune Films.

A sinopse diz: na São Paulo de 1899, os fantasmas do passado ainda caminham entre os vivos. As mulheres da família Soares, antigas proprietárias de terra, tentam se agarrar ao que resta de seus privilégios. Para Iná Nascimento, que viveu muito tempo escravizada, a luta para reunir seus entes queridos em um mundo hostil a conduz a um questionamento de suas próprias vontades. Entre o passado conturbado do Brasil e seu presente fraturado, essas mulheres tentam construir um futuro próprio.

O festival também anunciou novos filmes da mostra Berlinale Special: “Esta seção fornece uma plataforma para filmes que cativam um grande público. Nós os chamamos de imagens em movimento porque movem o público com sua expressividade e seus artistas brilhantes e corajosos. As estreias de gala cumprem o desejo pelas estrelas, brilho e glamour que fazem parte de todos os grandes festivais. A Berlinale Special se apresenta como um fórum de debate e discussão e constrói pontes entre o público e o cinema”, disse Carlo Chatrian.

Confira os novos filmes selecionados para o Festival de Berlim 2020:

COMPETIÇÃO

Berlin Alexanderplatz, de Burhan Qurbani (Alemanha/Holanda)
DAU. Natasha, de Ilya Khrzhanovskiy e Jekaterina Oertel (Alemanha/Ucrânia/Reino Unido/Rússia)
Domangchin yeoja (The Woman Who Ran), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
Effacer l’historique (Delete History), de Benoît Delépine e Gustave Kervern (França/Bélgica)
El prófugo (The Intruder), de Natalia Meta (Argentina/México)
Favolacce (Bad Tales), de Damiano e Fabio D’Innocenzo (Itália/Suíça)
First Cow, de Kelly Reichardt (EUA)
Irradiés (Irradiated), de Rithy Panh (França/Camboja)
Le sel des larmes (The Salt of Tears), de Philippe Garrel (França/Suíça)
Never Rarely Sometimes Always, de Eliza Hittman (EUA)
Rizi (Days), de Tsai Ming-Liang (Taiwan)
The Roads Not Taken, de Sally Potter (Reino Unido)
Schwesterlein (My Little Sister), de Stéphanie Chuat e Véronique Reymond (Suíça)
Sheytan vojud nadarad (There Is No Evil), de Mohammad Rasoulof (Alemanha/República Checa/Irã)
Siberia, de Abel Ferrara (Itália/Alemanha/México)
Todos os Mortos (All the Dead Ones), de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)
Undine, de Christian Petzold (Alemanha/França)
Volevo nascondermi (Hidden Away), de Giorgio Diritti (Itália)

BERLINALE SPECIAL GALA

Onward, de Dan Scanlon (EUA)
Curveball, de Johannes Naber (Alemanha)
DAU. Degeneratsia (DAU. Degeneration), de Ilya Khrzhanovskiy e Ilya Permyakov (Alemanha/Ucrânia/Reino Unido/Rússia)
Speer Goes to Hollywood, de Vanessa Lapa (Israel)

Foto: Hélène Louvart.

Sindicato dos Figurinistas anuncia vencedores do 22º Costume Designers Guild Awards

por: Cinevitor

malevolaCDGADavid Gyasi e Michelle Pfeiffer em Malévola: Dona do Mal.

Foram anunciados nesta terça-feira, 28/01, os vencedores do CDG Awards, premiação anual realizada pelo Sindicato dos Figurinistas, Costume Designers Guild, que elege os melhores figurinos da TV e do cinema. A cerimônia, que aconteceu no Beverly Hilton, foi apresentada pela atriz Mindy Kaling.

Até agora, desde o início da premiação, em 1999, dez produções consagradas no CDG Awards também foram contempladas com o Oscar de melhor figurino: Pantera Negra, Mad Max: Estrada da Fúria, O Grande Hotel Budapeste, Anna Karenina, Alice no País das Maravilhas, A Jovem Rainha Vitória, A Duquesa, Memórias de uma Gueixa, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei e Chicago.

Nesta 22ª edição, além dos premiados, importantes personalidades da indústria cinematográfica e televisiva foram homenageados: o figurinista Michael Kaplan, de Blade Runner, O Caçador de Androides, Armageddon e vários filmes da saga Star Wars, recebeu o Career Achievement Award pelo conjunto da obra; a atriz Charlize Theron recebeu o Spotlight Award; o roteirista Adam McKay foi homenageado com o Distinguished Collaborator; e a figurinista Mary Ellen Fields recebeu o Distinguished Service.

Conheça os vencedores do Costume Designers Guild Awards 2020 nas categorias de cinema:

EXCELÊNCIA EM FILME CONTEMPORÂNEO:
Entre Facas e Segredos, por Jenny Eagan

EXCELÊNCIA EM FILME DE ÉPOCA:
Jojo Rabbit, por Mayes C. Rubeo

EXCELÊNCIA EM FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA OU FANTASIA:
Malévola: Dona do Mal, por Ellen Mirojnick

Foto: Divulgação/Disney Enterprises.