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Um Dia com Jerusa: diretora Viviane Ferreira e equipe falam sobre o filme exibido na 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

jerusatiradentes2Mulheres do audiovisual participam de debate.

Depois de dirigir o curta-metragem O Dia de Jerusa, a cineasta Viviane Ferreira resolveu expandir a história e realizar o longa Um Dia com Jerusa, que foi exibido no domingo, 26/01, na 23ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes dentro da programação da mostra A imaginação como potência.

O filme conta o encontro da sensitiva Silvia, interpretada por Débora Marçal, uma jovem pesquisadora de mercado que enfrenta as agruras do subemprego enquanto aguarda o resultado de um concurso público, e da graciosa Jerusa, papel de Léa Garcia, uma senhora de 77 anos, testemunha ocular do cotidiano vivido no bairro do Bixiga, recheado de memórias ancestrais. No dia do aniversário de Jerusa, enquanto espera sua família para comemorar, o encontro entre suas memórias e a mediunidade de Silvia lhes proporciona transitar por tempos e realidades comuns às suas ancestralidades.

No dia seguinte à exibição do longa, a diretora Viviane Ferreira participou do seminário Encontro com os filmes ao lado das atrizes Léa Garcia e Débora Marçal e da diretora de fotografia Lílis Soares. O bate-papo foi mediado por Lila Foster, curadora, com a participação de Letícia Bispo, crítica convidada.

Confira os melhores momentos da conversa e clique aqui para assistir ao programa especial com entrevista com a atriz Léa Garcia:

O FILME

“Um Dia com Jerusa é um processo que nasceu expandido e é importante que a gente possa expandir a direção dos olhares. Eu preciso ser muito honesta com vocês e talvez até correndo o risco de ser pretensiosa, e se for peço desculpas antecipadas: não é um filme para todo mundo. Não é um filme para ser compreendido por todo mundo. Não é um filme para agradar gregos e troianos. Quiçá, não é nem um filme para festivais. Porque a nossa preocupação em propor essa narrativa, dessa forma, é outra. É um filme para conectar pessoas no mundo que trazem em um corpo uma memória coletiva. Às vezes, a gente não consegue explicar a origem dessas memórias e o motivo de se reconhecer na existência do outro, no olhar do outro, no toque. Mas, os marcadores históricos de nossas memórias coletivas ancoram esse sentir”, comentou a diretora.

“O roteiro não está preocupado com as regras da narrativa clássica do audiovisual e não é por não ter estudado ou por não saber. É exatamente por permitir que a gente pudesse, em grupo, experimentar e romper com uma fórmula de fazer, que a gente também não teve a possibilidade de aprender porque não tivemos acesso aos recursos necessários. De certa forma, é um filme que se alicerça na generosidade de Jerusa em compartilhar toda a sua memória e toda a sua vivência com Silvia. Ele se alicerça na generosidade de uma equipe que saiu de diversos lugares do Brasil para morar em São Paulo e garantir que o filme acontecesse”, completou.

“Nunca tivemos tanta oportunidade de criar e pensar imagens. Estamos em um período da humanidade em que nunca se consumiu tanta imagem. Então, nunca foi tão necessário falar sobre estética, sobre representação, e sobretudo, sobre repercussão de estética branca, que o crime nos desvaloriza, que nos subjuga. Como criadora de imagens, eu sempre penso em todos esses fatores e, principalmente, no processo fílmico como uma oportunidade de estabelecer relações não tão hierárquicas e opressoras”, disse a diretora de fotografia Lílis Soares.

E completou: “No Brasil é sempre tudo muito complicado e incerto. De 2016 pra cá houve uma abertura que propiciou que pessoas com o meu perfil pudessem ter um pouco mais de oportunidade. A Vivi [diretora] me deu essa oportunidade de construir algo que é o meio de um processo longo de estudo, de ver filmes, de se sentir incomodada, mas também de pensar em novas estéticas, cores, texturas”.

jerusatiradentes1A diretora Viviane Ferreira durante o bate-papo.

REALIZAÇÃO

“O que eu senti fazendo esse filme é que não só o desenvolvimento da subjetividade das personagens, mas da gente enquanto mulher preta no lugar que estamos hoje. Eu fiquei pensando sobre precisar criar uma outra forma de fazer porque a forma que existe é pensada e construída a partir de homens brancos”, disse a atriz Débora Marçal.

“Quando a gente se vê na TV ou no cinema, e eu falo muito de TV porque fui criada em frente à televisão, as referências que tenho são essas personagens que vocês também tem. São só as mesmas e são repetições: mulheres escravizadas, em situações subalternizadas marginalizadas, sexualizadas. E quando a gente cresce, a gente entende que só pode ocupar esses lugares. Nossa construção imagética passa por aí. E quem constrói isso? Quem constrói isso, constrói a partir dessas ferramentas que já existem. Então, estar em um set, com 90% da equipe de mulheres negras é bem revolucionário. Chega um momento que parece que você não está naquele lugar. Parece um sonho, mas não é. A forma que foi construída e como as escolhas foram executadas caminham para um lugar de reinvenção. A ferramenta está ali e precisa ser reorganizada e reinventada a partir da gente. Eu entendi esse filme com uma sutileza que sei que vou ser respeitada como artista, como produtora de conhecimento, de estética e de poética negra”, completou.

“Nós, mulheres negras, somos extremamente diferentes, variadas, plurais. Eu estou pensando numa assinatura que é minha, mas eu não posso falar que é de todas. No entanto, eu sei que eu posso impulsionar outras a estarem naquele lugar e como é importante estar nesse lugar. E como é importante respeitar as pessoas que estão conosco e ver o potencial de cada uma. Fotografar a Léa é uma honra de um tamanho inimaginável na minha trajetória. Eu estou muito feliz. Esse filme representa tudo isso, é tudo misturado, é tudo junto. Pra mim, não é o processo que silencia e nem termina nele, é o meio mesmo. Pra gente debater, contar e direcionar coisas”, comentou Lílis Soares.

“O trabalho da Vivi com esse filme é pegar essa realidade que a gente sonha e colocar isso na tela. É um choque muito grande. É como se fosse um depoimento. Fui criada vendo televisão com Xuxa, Mara, Angélica e todas essas atrizes globais, maravilhosas e brancas, e de repente você tá numa tela de cinema, vendo sua cara em um tamanho que você nem consegue imaginar. É surreal. É muito importante, é um presente. Eu agradeço por ter feito parte de tudo isso. Foi um processo incrível de viver outras possibilidades”, revelou Débora.

jerusatiradentes3A atriz Léa Garcia em cena.

O PROCESSO

“Tomamos decisões bem arriscadas ao longo do processo. E decisões orientadas pela ancestralidade. Eu conversei muito com uma galera branca, que é amiga, generosa e troca experiência. Pedi conselhos de como eu poderia conduzir o processo, afinal de contas, seria meu primeiro longa-metragem de ficção. E quem nunca teve medo da primeira vez? Teve um conselho que eu recebi, de quase todo mundo, que já estava ali no seu terceiro, quarto longa; estou falando das amigas brancas que tiveram mais acesso ao recurso. A galera me dizia que eu tinha uma oportunidade única na mão, uma atriz fabulosa e que eu precisava de um diretor de fotografia foda, um diretor de arte e de produção fodão, pessoas que trabalharam em doze longas. Primeiro, eram todas indicações masculinas e brancas. E todas elas me diziam que no final eu me sentiria muito segura porque essas pessoas têm muita experiência e vão garantir um set fantástico pra você. Eu agradecia, voltava pra casa desesperada e pensava: ‘Se eu chamar essa galera, que horas eu vou dirigir? Se todo mundo sabe tanto, já fez tanto, qual vai ser o meu momento de experimentar?’. E aí virou a chave de tudo que eu ouvi. Acolhi muitos dos conselhos que recebi, esse eu não precisava. Esse eu escolhi não usar”, revelou a diretora.

“Decidimos compor uma equipe recheada de primeiras vezes. Temos muitas mulheres negras na chefia de equipes, assumindo seus lugares em um longa-metragem de ficção pela primeira vez, inclusive eu. Isso pra gente foi importante durante o processo porque todo o tempo a gente relembrava do nosso direito de errar”, completou.

“Era um filme que tínhamos consciência que a descrença era muito maior do que a crença, inclusive da nossa possibilidade de fazer. Eu sempre dizia que não podíamos assumir a responsabilidade de entregar uma obra-prima porque é o nosso primeiro e não existe gênio na cinematografia que não tenha tido a possibilidade de experimentar. A gente se exigiu experimentar e respeitar o nosso direito de errar. A partir daí, acertamos bastante. Eu sou muito feliz com a família que se constituiu em torno do filme e com o resultado que a gente conseguiu chegar. E aí a gente só pode agradecer ao orixá”, finalizou Viviane.

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Netun Lima, Universo Produção/Divulgação.

Bruno Safadi fala sobre Sofá, filme exibido na 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

safaditiradentesO cineasta durante o bate-papo com o público.

Em 2008, o cineasta Bruno Safadi foi premiado na Mostra de Cinema de Tiradentes com o filme Meu Nome é Dindi, seu primeiro longa-metragem, que foi exibido na mostra Aurora. Protagonizado por Djin Sganzerla, o filme foi contemplado com o prêmio do Júri da Crítica.

Neste ano, na 23ª edição, Safadi exibiu Sofá na mostra A imaginação como potência. Com Ingrid Guimarães e Chay Suede, o filme é denominado como uma paródia tropical. Na trama, Joana D’Arc, ex-professora da rede pública de ensino do Rio de Janeiro, tenta recuperar a ex-casa, perdida para a prefeitura. A trajetória é compartilhada pelo pirata Pharaó, da Baía de Guanabara. Nizo Neto, Laura Neiva, João Pedro Zappa, Guilherme Piva, Bruce Gomlevsky, Gustavo Novaes e Luli Carvalho completam o elenco.

No dia seguinte à exibição no Cine-Tenda, que aconteceu no sábado, 25/01, o cineasta participou ao lado de Bruno Keusen, diretor assistente, do seminário Encontro com os filmes, mediado pelo crítico Pedro Butcher e com a presença de Daniel Schenker, crítico convidado.

Confira os melhores momentos do bate-papo:

O FILME

“Eu banquei esse filme com uma parte de uma rescisão contratual, então não tinha compromisso com nada, a não ser comigo mesmo. Era a hora de se jogar em um abismo. E se der certo, deu; se não der, sem problemas. A questão está na realização, principalmente na pessoal, sobre o que você aprende com isso, de como foi esse processo imenso de aprendizado através desse uso das cores ou das dificuldades de relacionamento e emoções que isso traz. Aqui está a beleza do negócio e eu fui atrás da incongruência. Você começa a achar que talvez o filme não passe em lugar nenhum, mas agora está aqui em Tiradentes e passou lá fora [no Festival de Torino]. Saíram textos lindos”, disse o diretor.

PARCERIA COM JULIO BRESSANE

“Como o próprio Bressane diz, temos uma longa conversa que já dura vinte anos. Em junho de 2000 eu fui fazer Dias de Nietzsche em Turim com ele e nunca mais nos distanciamos. Eu estou no meio de uma filmagem [do longa Lilith] e ontem ele foi no set, junto com o Rodrigo Lima. Temos um coletivo que não é uma empresa, é afetivo. Até temos a TB Produções, mas a nossa conversa é diária, de amigo, de vontade de estar junto e fazer coisas juntos. Nesse filme [Sofá], ele nem teve um trabalho direto. Mas eles [Bressane e Rodrigo] são as pessoas com quem eu falo todos os dias. Temos uma troca diária”, comentou Safadi.

“A herança dele [Bressane] é gigantesca. Se você pegar a história do cinema brasileiro, o que mais influencia os jovens de hoje é esse cinema. Não vejo ninguém aqui falando de cineastas do Cinema Novo, por exemplo. Não vejo falando de Paulo César Saraceni, Walter Lima Jr., Leon Hirszman. É uma pena. Mas eu vejo sempre as pessoas falando de Bressane, Rogério Sganzerla, Andrea Tonacci, Ozualdo Candeias. Tem um interesse muito grade na cinefilia internacional e brasileira sobre o trabalho desses diretores. É natural que estimule qualquer jovem; é a possibilidade de pegar uma câmera, fazer e potencializar. O Bressane diz que o cinema é uma produção de forma simbólica. Continua sendo estimulante pra mim. Quando eu o conheci fiquei fascinado”, completou.

sofafilmetiradentesChay Suede e Ingrid Guimarães em cena.

ELENCO

“É um pouco isso: juntar as pessoas e fazer. E também deslocar. O Sganzerla fazia muito isso. Pegava figuras como o Zé Bonitinho [personagem do ator Jorge Loredo] e deslocava para um outro lugar. Eu me identifico muito com isso, até mais com o Rogério [Sganzerla]. O Prefeito [lançado em 2015] já teve isso de pegar uma figura da Escolinha do Professor Raimundo [o ator Nizo Neto, que interpretava o personagem Seu Ptolomeu no programa] e botar nesse filme. E agora também no Sofá, como pegar uma Ingrid Guimarães e colocá-la num outro lugar”, revelou Safadi.

CORES

“Eu nunca tinha pensado em Pop Art, mas é interessante porque tem essa relação do que é arte e do que é vida; e você consegue mudar a escala, mudar a cor e criar um novo sentindo. Repensar elementos tão básicos. A questão da percepção da cor tem muito a ver. Uma referência pra mim foi o Paul Schrader na questão de como uma cor afeta a outra”, disse Bruno Keusen sobre o uso de diversas cores em cenas aleatórias, experimento realizado na pós-produção. “O cinema nasce experimental e vai ser sempre um experimento”, completou Safadi.

Captura de Tela 2020-01-31 às 03.16.48Os participantes no bate-papo realizado no SESI Centro Cultural Yves Alves.

EQUIPE

“É muito familiar e a gente tem o gosto de ser caseiro. Nesse meu próximo filme [Lilith] eu fiz questão de fazer a produção na minha casa até onde deu; com o filho tocando o terror na sala e com ensaios lá também. Tudo pra ter essa marca do caseiro, do íntimo, das pessoas realizando várias funções com o gosto de botar a mão na massa. E, com isso, você adquire um conhecimento que ninguém tem. Esse envolvimento é um exemplo para cada um aqui”, disse o diretor.

“Eu estou trabalhando com eles há pouco tempo, mas é uma aula de cinema pra mim essa ideia de filmar em quatro ou cinco dias ou levar uma tarde inteira pra fazer um só plano. É necessário ter um certo cuidado e ao mesmo tempo ter um carinho de família. Sempre que eu participei de set com eles era essa sensação de família”, revelou Bruno Keusen.

“Não dependemos de um milhão de reais da Ancine pra sobreviver, que é ótimo quando tem, mas se não tiver a gente continua fazendo. Essa não é a natureza do negócio”, finalizou Safadi.

*O CINEVITOR está em Tiradentes a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Netun Lima, Universo Produção/Divulgação.

Antonio Pitanga e Camila Pitanga são homenageados na abertura da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor

pitangastiradentes2020Emoção: trajetórias celebradas.

A abertura da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes aconteceu nesta sexta-feira, 24/01, no Cine-Tenda, com a apresentação da temática do evento: A imaginação como potência, pautada na valorização da cultura como setor estratégico da economia e da identidade de um país. A cerimônia contou com uma performance audiovisual com a presença da atriz Camila Morena e das cantoras Josi Lopes, Júlia Ribas e Lira Ribas.

Depois do discurso de Raquel Hallak, diretora da Universo Produção, que destacou a importância do evento, que, anualmente, contrata 250 empresas mineiras e gera mais de 2,5 mil empregos diretos e indiretos, além de injetar cerca de R$ 10 milhões na economia local e beneficiar mais de 35 mil pessoas, o público se emocionou com a entrega do Troféu Barroco aos homenageados deste ano: os atores Antonio e Camila Pitanga.

Pai e filha, homem e mulher, negro e negra, 80 e 42 anos. Ícones de seus próprios tempos, por motivos e trajetórias distintas, Antonio e Camila emulam em seus corpos e suas posturas a brasilidade mais original e singular, o talento e a presença de quem vivencia as contradições do país por dentro. Entre a centralidade de Antonio Pitanga na revolução do Cinema Novo, entre o final dos anos 1950 e meados dos anos 1970, e a constância de Camila Pitanga no imaginário da TV e do cinema nas últimas duas décadas, estão a diversidade e a força de duas formas de trabalhar e mapear uma história do audiovisual brasileiro que atravessa ambos.

No palco, os homenageados foram ovacionados pelo público e receberam os troféus das mãos de familiares, como Benedita da Silva, esposa de Antonio Pitanga. Em seu discurso, Camila disse: “Eu escrevi um texto, mas deixa o coração dizer aqui e agora. Esse coração que está transbordando de alegria. Quero agradecer minha família aqui presente: Benedita da Silva, mulher que eu amo; minhas filhas, minhas sobrinhas, minha namorada. Quero agradecer também à ela que não tá aqui, mas está muito aqui, Vera Manhães, minha mãe. Que honra, Tiradentes!”.

E continuou: “O mundo não está bonito, ele está escuro, mas cada um de nós é a luz e temos a urgência de olhar para a frente, de resistir como vem resistindo a ancestralidade preta há tantos séculos. Precisamos mirar no que queremos construir: um Brasil democrático, anti-racista e feminista”.

Emocionado, Antonio Pitanga frisou que o Brasil passa por tempos difíceis e falou: “A cultura é o instrumento de todas as civilizações”. Além disso, em seu discurso, o ator relembrou a geração do Cinema Novo com a qual trabalhou, citando nomes como Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman e Carlos Diegues: “Foram os fundadores da originalidade brasileira no audiovisual”.

A cerimônia se concluiu com a exibição do longa-metragem, em pré-estreia mundial, Os Escravos de Jó, do diretor cearense Rosemberg Cariry. Filmado na cidade de Ouro Preto, o filme tem Antonio Pitanga como um livreiro sobrevivente de campos de concentração da Alemanha nazista.

Aperte o play e assista aos melhores momentos da homenagem:

Foto: Netun Lima/Universo Produção.

Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, é o grande vencedor do Prêmio Goya 2020, o Oscar espanhol

por: Cinevitor

almodovarvencegoya2020Pedro Almodóvar: grande vencedor da noite.

A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha realiza, desde 1987, o Prêmio Goya (ou Premios Goya), evento que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol. Neste sábado, 25/01, foram revelados os vencedores da 34ª edição, que aconteceu em Málaga, no sul da Espanha, em cerimônia apresentada pelo humorista Andreu Buenafuente e pela atriz Sílvia Abri.

O drama Mientras dure la guerra, de Alejandro Amenábar, que liderava a lista com 17 indicações, levou cinco prêmios. Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, se consagrou como o grande vencedor da noite em sete categorias, entre elas, a de melhor filme.

Neste ano, a atriz e cantora Pepa Flores recebeu o Goya honorário por suas performances inesquecíveis e por ser uma das atrizes mais queridas e lembradas pelo público. Fenômeno dos anos 1960 e 1970, a artista conhecida como Marisol fez cantar, dançar e sorrir nas comédias musicais de sucesso e populares em que atuou.

Conheça os vencedores do Prêmio Goya 2020:

MELHOR FILME:
Dor e Glória

MELHOR DIREÇÃO:
Pedro Almodóvar, por Dor e Glória

MELHOR ATOR:
Antonio Banderas, por Dor e Glória

MELHOR ATRIZ:
Belén Cuesta, por La trinchera infinita

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Eduard Fernández, por Mientras dure la guerra

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Julieta Serrano, por Dor e Glória

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE:
Belén Funes, por La hija de un ladrón

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Dor e Glória, escrito por Pedro Almodóvar

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Intemperie, escrito por Benito Zambrano, Daniel Remón e Pablo Remón

ATOR REVELAÇÃO:
Enric Auquer, por Quien a hierro mata

ATRIZ REVELAÇÃO:
Benedicta Sánchez, por O que Arde

MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO:
Mientras dure la guerra, por Carla Pérez de Albéniz

MELHOR FOTOGRAFIA:
O que Arde, por Mauro Herce

MELHOR MONTAGEM:
Dor e Glória, por Teresa Font

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Mientras dure la guerra, por Juan Pedro de Gaspar

MELHOR FIGURINO:
Mientras dure la guerra, por Sonia Grande

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO:
Mientras dure la guerra, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Dor e Glória, por Alberto Iglesias

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
Intemperie, de Javier Ruibal (Intemperie)

MELHOR SOM:
La trinchera infinita, por Iñaki Díez, Alazne Ameztoy, Xanti Salvador e Nacho Royo-Villanova

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS:
El hoyo, por Mario Campoy e Iñaki Madariaga

MELHOR ANIMAÇÃO:
Buñuel en el laberinto de las tortugas

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Ara Malikian, una vida entre las cuerdas, de Nata Moreno

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO:
A Odisseia dos Tontos, de Sebastián Borensztein (Argentina/Espanha)

MELHOR FILME EUROPEU:
Os Miseráveis, de Ladj Ly (França)

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO:
Suc de Síndria, de Irene Moray

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Nuestra vida como niños refugiados en Europa, de Silvia Venegas Venegas

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Madrid 2120, de José Luís Quirós e Paco Sáez

Foto: Juan Naharro Gimenez/Getty Images Europe.

Conheça os vencedores do 72º DGA Awards, prêmio do Sindicato dos Diretores

por: Cinevitor

sammendesDGAO cineasta já tinha sido premiado pelo Sindicato com Beleza Americana.

Foram anunciados neste sábado, 25/01, no Ritz Carlton, em Los Angeles, os vencedores do 72º DGA Awards, prêmio organizado pelo Sindicato dos Diretores da América, Directors Guild of America, que elege os melhores diretores da TV e do cinema desde 1948.

A cerimônia, que consagrou o cineasta Sam Mendes, de 1917, foi apresentada pelo comediante Judd Apatow e contou também com as participações de Alfonso Cuarón, Leonardo DiCaprio, Al Pacino, Joe Pesci, Sam Rockwell, Katheryn Winnick, Constance Zimmer, entre outros. Vale lembrar que nos últimos seis anos, os vencedores do DGA Awards também foram premiados no Oscar.

Nesta edição, o produtor cinematográfico Duncan Henderson, indicado ao Oscar de melhor filme por Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do Mundo, recebeu o Frank Capra Achievement Award. Arthur E. Lewis, produtor televisivo, foi homenageado com o Franklin J. Schaffner Achievement Award.

Conheça os vencedores do 72º Directors Guild of America Awards nas categorias de cinema:

MELHOR DIREÇÃO | LONGA-METRAGEM:
Sam Mendes, por 1917

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | LONGA-METRAGEM:
Alma Har’el, por Honey Boy

MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO:
Steven Bognar e Julia Reichert, por Indústria Americana

Foto: Kevork Djansezian/Getty Images North America.

Klaus é o grande vencedor do 47º Annie Awards, o Oscar da animação

por: Cinevitor

klausannieawardsKlaus: consagrado no Oscar da animação.

Foram anunciados neste sábado, 25/01, os vencedores da 47ª edição do Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação, organizado pela ASIFA-Hollywood, International Animated Film Society.

Neste ano, a Disney liderava a lista com Frozen 2, que aparecia com oito indicações, e levou os prêmios de melhores efeitos animados e melhor dublagem. O grande vencedor deste ano foi Klaus, da Netflix, premiado em sete categorias.

Os homenageados desta edição foram: Jeanette Bonds, designer de produção, que recebeu o June Foray Award; os cineastas Satoshi Kon, Henry Selick, Ron Clements e John Musker receberam o Winsor McCay Award; e o cientista em computação Jim Blinn levou o Ub Iwerks Award for Technical Achievement.

Conheça os vencedores nas categorias de cinema do Annie Awards 2020:

MELHOR ANIMAÇÃO:
Klaus (Netflix)

MELHOR DIREÇÃO EM ANIMAÇÃO:
Sergio Pablos, por Klaus

MELHOR ANIMAÇÃO INDEPENDENTE:
Perdi Meu Corpo

MELHOR ROTEIRO EM ANIMAÇÃO:
Perdi Meu Corpo, escrito por Jérémy Clapin e Guillaume Laurant

MELHOR ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM:
Tio Tomas: A Contabilidade dos Dias, de Regina Pessoa

MELHOR ANIMAÇÃO ESTUDANTIL:
The Fox & The Pigeon

MELHORES EFEITOS ANIMADOS EM ANIMAÇÃO:
Frozen 2

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGENS EM ANIMAÇÃO:
Klaus, por Sergio Martins

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGENS EM LIVE-ACTION:
Vingadores: Ultimato

MELHOR DESIGN DE PERSONAGENS EM ANIMAÇÃO:
Klaus, por Torsten Schrank

MELHOR MÚSICA EM ANIMAÇÃO:
Perdi Meu Corpo, por Dan Levy

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO EM ANIMAÇÃO:
Klaus, por Szymon Biernacki e Marcin Jakubowski

MELHOR STORYBOARDING EM ANIMAÇÃO:
Klaus, por Sergio Pablos

MELHOR DUBLAGEM EM ANIMAÇÃO:
Josh Gad, por Frozen 2

MELHOR EDIÇÃO EM ANIMAÇÃO:
Klaus, por Pablo García Revert

MELHOR PRODUÇÃO EM REALIDADE VIRTUAL:
Bonfire

Foto: Divulgação/Netflix.

American Society of Cinematographers anuncia os vencedores do 34º ASC Awards

por: Cinevitor

ascvencedores2020Roger Deakins recebe o prêmio ao lado da esposa, Isabella James Purefoy Ellis.

Fundada em 1919, a American Society of Cinematographers é uma organização, e não um sindicato, que reúne diretores de fotografia com a intenção de discutir técnicas e promover o cinema como uma forma de arte. Desde 1986 realiza um prêmio anual, o American Society of Cinematographers Awards, que elege a melhor direção de fotografia em TV e cinema.

Os vencedores desta 34ª edição foram anunciados no sábado, 25/01, em Hollywood. Roger Deakins foi premiado por seu trabalho em 1917, de Sam Mendes. Vale lembrar que o fotógrafo já foi consagrado diversas vezes pela ASC, como: em 1995, por Um Sonho de Liberdade; O Homem que Não Estava Lá, em 2002; em 2013, por 007 – Operação Skyfall; em 2018, por Blade Runner 2049; e em 2011 recebeu o Lifetime Achievement Award.

A noite contou também com homenagens: o diretor de fotografia Frederick Elmes, dos filmes Tempestade de Gelo, Uma Noite Sobre a Terra, Coração Selvagem e Veludo Azul, e premiado no Emmy Awards pela série The Night Of, recebeu o Lifetime Achievement Award pelo conjunto da obra; Donald A. Morgan foi homenageado com o Career Achievement in Television Award; o francês Bruno Delbonnel, indicado ao Oscar por O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, Eterno Amor, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum e O Destino de uma Nação, recebeu o International Award; e Don McCuaig foi agraciado com o Presidents Award.

Além disso, há também o Prêmio Spotlight, criado para reconhecer a excepcional fotografia em longas-metragens que foram exibidos em poucos cinemas ou em festivais internacionais.

Conheça os vencedores do 34º ASC Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FOTOGRAFIA EM LONGA-METRAGEM:
1917, por Roger Deakins

MELHOR FOTOGRAFIA EM LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Honeyland, por Fejmi Daut e Samir Ljuma

PRÊMIO SPOTLIGHT:
O Farol, por Jarin Blaschke

Foto: Divulgação/ASC.

Cinema Audio Society anuncia os vencedores do 56º CAS Awards

por: Cinevitor

fordferrariCASChristian Bale em Ford vs Ferrari, de James Mangold.

A Cinema Audio Society é uma organização filantrópica e sem fins lucrativos, que foi fundada em 1964 com o objetivo de compartilhar informações entre os profissionais de som da TV e do cinema. Como de costume, todos os anos realiza uma premiação para eleger a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas.

Os vencedores desta 56ª edição foram anunciados no sábado, 25/01, em Los Angeles, em cerimônia apresentada pela atriz Kirsten Vangsness. Além dos premiados, a noite contou também com homenagens: o engenheiro de som Tom Fleischman, vencedor do Oscar por A Invenção de Hugo Cabret, recebeu o CAS Career Achievement Award; o diretor e roteirista James Mangold foi homenageado com o CAS Filmmaker Award; e Bo Pang, aluno da Chapman University, recebeu o CAS Student Recognition Award.

Conheça os vencedores do 56º CAS Awards nas categorias de cinema:

MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM:
Ford vs Ferrari, por Steven A. Morrow, Paul Massey, David Giammarco, Tyson Lozensky, David Betancourt  e Richard Duarte

MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO:
Toy Story 4, por Doc Kane, Vince Caro, Michael Semanick, Nathan Nance, David Boucher e Scott Curtis

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO:
Making Waves: The Art of Cinematic Sound, por David J. Turner, Tom Myers, Dan Blanck e Frank Rinella

Foto: Merrick Morton/20th Century Fox.

A Divisão

por: Cinevitor

adivisaoposterDireção: Vicente Amorim

Elenco: Erom Cordeiro, Silvio Guindane, Natália Lage, Thelmo Fernandes, Marcos Palmeira, Dalton Vigh, Vanessa Gerbelli, Bruce Gomlevsky, Paulo Reis, Osvaldo Mil, Marcello Gonçalves, Hanna Romanazzi, Helena Fernandes, Rafaela Mandelli, Cinara Leal, Val Perré, Beatriz Saramago, Paulo Roque, Iziane Mascarenhas, Nill Marcondes, Amaurih Oliveira, Dério Chagas, Ethienne Estevam, Gabriel Moreira, Andre Cowds, Arthur Bispo, Lucio Andrey, Augusto Madeira, Erika Riba, Karina Marthin, Wanderson Brasil, Andre Dread, Sandro Barros, Fabio Araujo, Marcio Oliveira, Samir Abujamra, Eduardo Salles, Giovanna Estefânio, Rafael Spinola, Gustavo Ottoni, Jefferson Schoroeder, Billy Blanco Jr., Guilherme Dellorto, Carlos Fofinho, Lecão Magalona, Adriano de Jesus, Caio Santos, Bruno Lourenço, Claudia Stock, Romulo Medeiros, Wanderson Petão, José Roberto Monteiros, Joyce Alves, Daniel Baruch, Léo Xavier, Fabricio Victorino, Raphael Teixeira, Arthur Monteiro, Alan Pellegrino, Eduardo Machado, Ronieli Barbosa, Clovis Jr, Marcos Vinicius Oliveira, Cassiano de Sena, Lucas Bispo, Alessandro Rocha, Paulo Mileno, Rodrigo Gomes, Takacio dos Santos, Graça Otoni, Ulisses Ferraz, Élane Gonçalo, Jorge Jeronymo, Diogo Nunes, Munike Namour, Rodrigo Santos, José Varela, Dax Gomes, José Luiz Magalhães, Gisele Andrade, Danilo Lemos, Thiago Nunes.

Ano: 2020

Sinopse: No fim dos anos 1990, uma onda de sequestros abala o Rio de Janeiro. Um grupo de policiais assume a DAAS, Divisão de Antissequestro, e a missão de desmontar as quadrilhas que transformaram o crime em indústria. Nos bastidores das investigações, a disputa de poder separa de um lado: Mendonça, policial incorruptível porém extremamente violento; e do outro, Santiago, Ramos e Roberta, eficientes porém corruptos. O resultado: em poucos anos, zero ocorrências.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Modo Avião

por: Cinevitor

modoaviaoposterDireção: César Rodrigues

Elenco: Larissa Manoela, Erasmo Carlos, André Luiz Frambach, Katiuscia Canoro, Michel Bercovitch, Sílvia Lourenço, Mariana Amâncio, Dani Ornellas, Nayobe Nzainab, Phellyx Moura, Eike Duarte, Amanda Orestes, Antônio Destro, Adriano Fanti, Helga Nemeczyk, Victória Maranho, César Cantão, Jackie Obrigon, Melina Barreto Fonseca, Claudio Marcelo Cerqueira Carvalho, Silvana Aparecida Pimpinato, Tony Salomão.

Ano: 2020

Sinopse: Viciada em celular, Ana, uma jovem influenciadora digital, é do tipo que coleciona incidentes de trânsito porque não desgruda do aparelho nem enquanto dirige. Um dia, sofre um acidente de carro, vai parar no hospital e, como punição, é enviada para a fazenda de seu avô Germano: sem telefone, nem redes sociais. Isso mesmo, detox total de internet. Será que Ana vai pirar?

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Adoniran – Meu Nome é João Rubinato

por: Cinevitor

adoniranposterDireção: Pedro Serrano

Ano: 2018

Sinopse: Adoniran Barbosa, autor de sucessos como Trem das Onze e Saudosa Maloca, carrega o título de maior sambista paulista de todos os tempos. A cidade de São Paulo era a personagem principal de suas canções e radionovelas. Através de imagens de arquivos raras e nunca vistas antes, o compositor e cantor paulistano, que faleceu em 1982, é redescoberto pelo público.

*Filme visto no 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

*Clique aqui e leia nossa entrevista com o diretor Pedro Serrano.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

O Melhor Verão das Nossas Vidas

por: Cinevitor

omelhorveraovidasposterDireção: Adolpho Knauth

Elenco: Bia Torres, Laura Castro, Giulia Nassa, Enrico Lima, Maurício Meirelles, Bela Fernandes, Giovana Chaves, Marvio Lúcio “Carioca”, Rafael Zulu, Murilo Bispo, João Quirino, Giselle De Prattes, Carlos Bonow, Fernando Haro, Laura Proença, Daniel Erthal, Micheli Machado.

Ano: 2020

Sinopse: Bia, Giulia e Laura conseguem uma grande chance de participar de um Festival de Música muito famoso no Guarujá. Só que todos os planos dessas três amigas vão por água abaixo quando elas descobrem que ficaram de recuperação na escola. Assim elas terão uma missão arriscadíssima pela frente: ir ao festival sem que seus pais fiquem sabendo.

*Clique aqui e assista aos programas especiais com entrevistas com o elenco: Giulia Nassa, Laura Castro, Bia Torres, Bela Fernandes e Murilo Bispo.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas