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Festival de Veneza 2020: conheça os vencedores

por: Cinevitor

vanessakirbyveneza2020Vanessa Kirby: prêmio de melhor atriz por Pieces of a Woman.

Foram anunciados neste sábado, 12/09, os vencedores da 77ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. O júri, presidido pela atriz australiana Cate Blanchett, concedeu o Leão de Ouro de melhor filme, prêmio máximo do evento, para Nomadland, de Chloé Zhao.

Completavam o time de jurados da Competição Internacional deste ano: Veronika Franz, cineasta e roteirista austríaca; Joanna Hogg, cineasta britânica; Nicola Lagioia, escritor italiano; Christian Petzold, diretor alemão; Cristi Puiu, cineasta romeno; e Ludivine Sagnier, atriz francesa.

O júri da mostra Orizzonti foi presidido pela cineasta francesa Claire Denis e contou também com Oskar Alegria, Francesca Comencini, Katriel Schory e Christine Vachon. A mostra de Realidade Virtual foi avaliada por Celine Tricart (presidente do júri), Asif Kapadia e Hideo Kojima. O júri do Prêmio Leão do Futuro Luigi De Laurentiis de melhor filme de estreia foi presidido por Claudio Giovannesi e contou com Remi Bonhomme e Dora Bouchoucha.

A cerimônia de encerramento, apresentada pela atriz Anna Foglietta, direto do Palazzo del Cinema do Lido, começou com um vídeo gravado especialmente para a ocasião com Mariangela Gualtieri recitando um poema que comoveu os italianos no início da pandemia, em março. Depois disso, o cantor Diodato fez uma apresentação ao vivo. Nesta edição, o cinema brasileiro estava representado com o documentário Narciso em Férias, de Renato Terra e Ricardo Calil, que foi exibido fora de competição.

Por conta da pandemia de Covid-19, o evento apresentou algumas mudanças necessárias de acordo com os protocolos de segurança. Para respeitar o distanciamento social, o número total de filmes diminuiu e as exibições aconteceram nos tradicionais cinemas com todas as medidas estabelecidas pelas autoridades. A mostra de Realidade Virtual foi realizada on-line; já a seção Venice Classics foi apresentada no programa Il Cinema Ritrovato, uma mostra de filmes restaurados promovida pela Cineteca di Bologna, que aconteceu em agosto.

As homenageadas desta 77ª edição, que receberam o Leão de Ouro honorário foram: Ann Hui, diretora, produtora, roteirista e atriz de Hong Kong, premiada em Veneza pelo filme Tou ze; e a atriz britânica Tilda Swinton, que recebeu o prêmio Volpi Cup de melhor atriz por Eduardo II, em 1991, e este ano apresentou o curta-metragem The Human Voice, de Pedro Almodóvar.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cinema de Veneza 2020:

COMPETIÇÃO OFICIAL

MELHOR FILME | LEÃO DE OURO: Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)
GRANDE PRÊMIO DO JÚRI: Nuevo orden, de Michel Franco (México/França)
MELHOR DIREÇÃO | LEÃO DE PRATA: Kiyoshi Kurosawa, por Spy no Tsuma (Wife of a Spy)
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATRIZ: Vanessa Kirby, por Pieces of a Woman
PRÊMIO COPPA VOLPI | MELHOR ATOR: Pierfrancesco Favino, por Padrenostro
MELHOR ROTEIRO: The Disciple, escrito por Chaitanya Tamhane (Índia)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Dorogie Tovarischi (Dear Comrades), de Andrei Konchalovsky (Rússia)
PRÊMIO MARCELLO MASTROIANNI | ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO: Rouhollah Zamani, por Khorshid (Sun Children)

MOSTRA ORIZZONTI

MELHOR FILME: Dashte Khamoush (The Wasteland), de Ahmad Bahrami (Irã)
MELHOR DIREÇÃO: Lav Diaz, por Lahi, Hayop (Genus Pan)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Listen, de Ana Rocha de Sousa (Reino Unido/Portugal)
MELHOR ATOR: Yahya Mahayni, por The Man Who Sold His Skin
MELHOR ATRIZ: Khansa Batma, por Zanka Contact
MELHOR ROTEIRO: I predatori, escrito por Pietro Castellitto
MELHOR CURTA-METRAGEM: Entre tú y milagros, de Mariana Saffon (Colômbia)

VENICE VIRTUAL REALITY

Grande Prêmio do Júri: The Hangman at Home. An immersive single user experience, de Michelle Kranot e Uri Kranot (Dinamarca/França/Canadá)
Melhor História: Sha si da ming xing (Killing a Superstar), de Fan Fan (China)
Melhor Experiência Interativa em Realidade Virtual: Finding Pandora X, de Kiira Benzing (EUA)

OUTROS PRÊMIOS

LEÃO DO FUTURO | MELHOR FILME DE ESTREIA: Listen, de Ana Rocha de Sousa (Reino Unido/Portugal)
PRÊMIO FIPRESCI | COMPETIÇÃO: The Disciple, de Chaitanya Tamhane (Índia)
PRÊMIO FIPRESCI | ORIZZONTI E MOSTRAS PARALELAS: Dashte Khamoush (The Wasteland), de Ahmad Bahrami (Irã)
QUEER LION AWARD: The World To Come, de Mona Fastvold (EUA)
GRANDE PRÊMIO | Settimana Internazionale della Critica: Hayaletler (Ghosts), de Azra Deniz Okyay (Turquia/França/Qatar)
PRÊMIO EUROPA CINEMAS LABEL | Giornate degli Autori: Oaza (Oasis), de Ivan Ikić (Sérvia/Eslovênia/Holanda/França/Bósnia e Herzegovina)
MELHOR CURTA-METRAGEM | SIC | Venice International Film Critics Week: J’ador, de Simone Bozzelli (Itália)
PRÊMIO SIGNIS | SIGNIS International (World Catholic Association for Communication): Quo vadis, Aida?, de Jasmila Zbanic (Bósnia e Herzegovina/Áustria/Romênia/Holanda/Alemanha/Polônia/França/Noruega)
PRÊMIO SIGNIS | Menção Especial: Nomadland, de Chloé Zhao (EUA)

Clique aqui e confira a lista completa com os prêmios paralelos, eleitos de forma independente por associações de críticos de cinema, cineclubes e associações culturais e profissionais do cinema.

Foto: Divulgação.

Selecionado para o É Tudo Verdade, Atravessa a Vida, de João Jardim, ganha trailer

por: Cinevitor

atravessaavidatrailerFilme acompanha os desafios de alunos no último ano do Ensino Médio.

Dirigido por João Jardim, de Getúlio e Janela da Alma, o documentário Atravessa a Vida acompanha o cotidiano de uma turma do 3º ano do Ensino Médio no interior do Sergipe. O longa foi selecionado para a competição brasileira do 25º É Tudo Verdade, que começa no dia 23 de setembro.

O documentário mergulha no universo escolar e adolescente dos jovens de Simão Dias, cidade de 40 mil habitantes no interior sergipano. O Centro de Excelência Dr. Milton Dortas, escola com cerca de mil alunos, representa um recorte das dificuldades na educação brasileira. Enquanto buscam o sonho de garantir um ensino superior gratuito, os alunos refletem temas urgentes, dentro e fora de sala de aula, como futuro, depressão, aborto, pena de morte e Ditadura Militar.

“Atravessa a Vida é um desejo forte de revisitar a vida no ensino médio, momento tão importante. Ao mesmo tempo uma vontade de expor o Brasil emocionalmente. O recorte que me interessou foi aquele de partida e início, quando vamos sair do colégio que tanto nos protege, mesmo com suas precariedades. Na forma, queria fazer um filme só com cinema direto, quase consegui, restaram três entrevistas. No interior de Sergipe, fui à procura de um grupo, não de um ou dois personagens, e encontrei jovens firmes na ideia de que têm potência, que discutem suas vidas e seu país com uma clareza inesperada e forte. Pessoas, na sua maioria, criadas somente por suas mães. São situações com professores e alunos que nos fazem pensar quem somos, para onde estamos indo?”, explica o diretor e roteirista João Jardim.

O filme traz referências ao longa High School, de Frederick Wiseman. Este é o segundo trabalho de João Jardim a abordar o tema. Pro Dia Nascer Feliz, de 2006, trazia histórias de estudantes de Estados e classes sociais distintas sobre medos e anseios da vida escolar. O filme alcançou mais de 50 mil espectadores nos cinemas e conquistou diversos prêmios, incluindo melhor documentário na Mostra de São Paulo. Jardim também é codiretor de Lixo Extraordinário, documentário indicado ao Oscar.

Assista ao trailer de Atravessa a Vida:

Foto: Divulgação/Copacabana Filmes.

Novo filme da franquia Pânico terá Neve Campbell no elenco

por: Cinevitor

nevecampbellconfirmapanicoA atriz no primeiro filme da franquia: sucesso de bilheteria.

Dirigido por Wes Craven e lançado em dezembro de 1996, Pânico arrecadou mais de 600 milhões de dólares no mundo todo. Sucesso de público e de crítica, o terror foi eleito pela conceituada Cahiers du Cinéma como um dos dez melhores filmes do ano.

Depois disso, Pânico 2 foi lançado em 1997, seguido por Pânico 3, que chegou aos cinemas em fevereiro de 2000. O quarto filme da franquia estreou onze anos depois, em abril de 2011. A trama principal segue em torno da personagem Sidney Prescott, interpretada por Neve Campbell, uma jovem que se torna vítima de uma sucessão de assassinos que adotam o disfarce de Ghostface para perseguir e atormentar suas vítimas.

Desde o anúncio de um quinto filme da franquia, muito se especulou sobre o retorno do elenco original. O novo longa, que será dirigido por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, já tinha nomes conhecidos confirmados, como Courteney Cox no papel da repórter Gale Weathers e David Arquette como o delgado Dewey Riley.

Porém, nesta quinta-feira, 10/09, os fãs de Pânico tiveram uma surpresa: a atriz Neve Campbell, que estava cotada para retornar ao papel de Sidney Prescott, confirmou sua participação no filme com uma postagem em sua conta no Instagram, que dizia: “Hello again, Sidney… #ImBack”, na tradução, “Oi de novo, Sidney… Voltei”.

Depois de nove anos, a atriz canadense se junta novamente aos colegas, no papel que a consagrou, para mais um capítulo de uma das franquias de terror mais aclamadas do mundo. Segundo informações divulgadas pela Paramount Pictures, Scream 5 (título provisório) deverá se chamar apenas Pânico, assim como o primeiro filme.

O novo Pânico, que tem estreia prevista para 13 de janeiro de 2022, também traz uma nova geração de atores promissores de Hollywood como: Jack Quaid, Jenna Ortega e Melissa Barrera, que já estão confirmados no elenco.

Foto: Divulgação.

Alice Júnior

por: Cinevitor

alicejuniorposterDireção: Gil Baroni

Elenco: Anne Celestino Mota, Emmanuel Rosset, Matheus Moura, Surya Amitrano, Thais Schier, Igor Augustho, Gustavo Piaskoski, Katia Horn, Cida Rolim, Marcel Szymanski, Antonia Montemezzo, Melissa Locatelli, Amanda Leal, Paolla Torrilhas, Altamar Cezar, Simone Klein, Verônica Rodrigues, Angélica Garcino, Leonarda Glück, Megg Rayara Gomes de Oliveira, Bruno Previdi, Micael Bueno, Rafael Bonacin, Felipe Veiga, Vinícius Marcello, Bettina Martinelli, Otto, Regina Bastos, Simone Hidalgo, Karina da Cunha, Ed Canedo, Gretchen.

Ano: 2019

Sinopse: Alice Júnior é uma youtuber trans cercada de liberdades e mimos. Depois de se mudar com o pai para uma pequena cidade onde a escola parece ter parado no tempo, a jovem precisa sobreviver ao ensino médio e ao preconceito para conquistar seu maior desejo: dar o primeiro beijo.

*Filme visto no 26º Festival de Cinema de Vitória.

*Clique aqui e confira nossa matéria especial sobre o filme com entrevistas com Anne Celestino Mota e Gil Baroni no Festival de Vitória.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Freaky: No Corpo de um Assassino, com Kathryn Newton e Vince Vaughn, ganha trailer

por: Cinevitor

freakcorpotrailer1Tom sarcástico: serial killer troca de corpo com uma adolescente.

O novo longa da Blumhouse Productions, Freaky: No Corpo de um Assassino, dirigido por Christopher Landon, da franquia A Morte Te Dá Parabéns, acaba de divulgar seu primeiro trailer. A prévia apresenta os personagens de Vince Vaughn e Kathryn Newton: ele, um assassino em série; ela, uma estudante nada popular que terá o desprazer de se encontrar com ele.

O filme mescla terror com tom de comédia e acompanha 24 horas da vida da adolescente Millie, que além de tentar sobreviver ao último ano de colégio, agora se tornará alvo de um carniceiro. Após um ataque, Millie descobre que ela e o maníaco trocaram de corpos e ela tem apenas um dia para recuperá-lo. O único problema é que agora ela parece fisicamente com o assassino, que é alvo de uma caçada em toda a cidade, enquanto ele se parece com uma adolescente de 17 anos, prestes a ir à um baile de formatura.

Produzido por Jason Blum, da Blumhouse, o thriller tem roteiro de Christopher Landon e Michael Kennedy, e traz ainda Alan Ruck e Katie Finneran no elenco. A estreia está prevista para 10 de dezembro no Brasil.

Assista ao trailer de Freaky: No Corpo de um Assassino:

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Com Timothée Chalamet, Duna, de Denis Villeneuve, ganha trailer

por: Cinevitor

dunatrailer1Timothée Chalamet e Rebecca Ferguson em cena.

Dirigido por Denis Villeneuve, de A Chegada, Blade Runner 2049 e Incêndios, Duna é a adaptação cinematográfica do best-seller homônimo escrito por Frank Herbert. O roteiro, baseado no romance, foi escrito por Villeneuve ao lado de Eric Roth e Jon Spaihts.

A trama, uma jornada de herói mítica e emocional, conta a história de Paul Atreides, interpretado por Timothée Chalamet, um jovem brilhante e talentoso nascido para ter um grande destino além de sua imaginação e que deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua família e seu povo. À medida que forças malévolas iniciam um conflito sobre a oferta exclusiva do recurso mais precioso existente no planeta, uma mercadoria capaz de desbloquear o maior potencial da humanidade, somente aqueles que podem conquistar seu medo sobreviverão.

O elenco conta também com Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Stellan Skarsgård, Dave Bautista, Zendaya, David Dastmalchian, Stephen Henderson, Charlotte Rampling, Jason Momoa, Javier Bardem, Stephen McKinley Henderson, Chen Chang, Sharon Duncan-Brewster, entre outros.

Filmado em locações em Budapeste, Hungria e na Jordânia, o filme tem estreia prevista para o dia 17 de dezembro.

Assista ao trailer de Duna:

Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures.

Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues, será o filme de encerramento do 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

byebyebrasilgramado2020Betty Faria em Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues.

A programação da 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que este ano acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro, será multi plataforma. As mostras competitivas serão transmitidas pelo Canal Brasil e por streaming, no Canal Brasil Play. Pela TV, os espectadores poderão acompanhar os longas-metragens brasileiros e estrangeiros e os curtas brasileiros.

A noite dedicada às homenagens, o filme de encerramento e a cerimônia de premiação, que será ao vivo direto do Palácio dos Festivais, também poderão ser acompanhados pela TV para os assinantes do canal. Já na plataforma de streaming, o Canal Brasil Play, serão transmitidos os longas e os curtas-metragens gaúchos em competição. A plataforma disponibiliza por 24 horas os curtas brasileiros e transmite, também, a cerimônia de premiação ao vivo.

Os tradicionais debates, o Educavídeo e o Gramado Film Market serão transmitidos pelas redes sociais e alguns conteúdos contam com a parceria da TVE, TV Educativa de Porto Alegre, e TV Assembleia, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. O longa-metragem estrangeiro Tu me manques não faz mais parte da mostra competitiva. A programação completa está disponível no site (clique aqui).

O filme de encerramento desta 48ª edição é uma reverência ao cinema nacional. Bye Bye Brasil, de 1979, reúne uma equipe ímpar. Dirigido por Cacá Diegues e produzido pelo casal Luiz Carlos Barreto e Lucy Barreto, o título conta com interpretações memoráveis de José Wilker, como Lorde Cigano; Betty Faria, como Salomé; Joffre Soares, como Zé da Luz; e do jovem ator Fábio Jr. A música que dá título ao filme e compõe a trilha é de Chico Buarque e Roberto Menescal. Salomé, Lorde Cigano e Andorinha são três artistas mambembes que cruzam o país com a Caravana Rolidei para curtir o icônico Bye Bye Brasil. O longa será exibido na sexta-feira, dia 25, a partir das 20h, no Canal Brasil.

animalamareloteaserIsabél Zuaa em Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança: em competição.

Este ano, o espaço do Festival de Cinema de Gramado dedicado ao mercado também ocorrerá de maneira virtual. A quarta edição do Conexões Gramado Film Market mantém a Mostra Universitária que, este ano, também será transmitida pela TVE-RS e as tradicionais rodadas de negócios, com representantes da Disney Brasil, Telecine, Globosat/Globoplay e da uruguaia Circular Media.

Entre os convidados, Laís Bodanzky, homenageada com o troféu Eduardo Abelin, abordará os desafios vividos pelo setor audiovisual. O futuro dos festivais de cinema, igualdade de gênero na indústria e distribuição digital também são temas que serão tratados no evento, que ocorre entre os dias 19 e 26 de setembro, sempre das 13h às 14h. As inscrições são gratuitas e já estão disponíveis no site (clique aqui); a programação completa pode ser conferida aqui.

Em 48 anos, o Festival de Cinema de Gramado nunca esteve tão conectado. Além dos canais oficiais do evento no Twitter, Instagram, Facebook e YouTube, agora o festival também tem seu próprio podcast. Entrevistas com homenageados, realizadores, diretores, comissão de júri, atores e atrizes, repercussão da seleção e programação do evento são alguns dos conteúdos abordados a cada novo episódio, que vai ao ar todas as sextas-feiras.

Já são cinco episódios disponíveis em diferentes plataformas digitais. Durante o evento, os conteúdos serão diários, produzidos e gravados diretamente de Gramado. Esta é mais uma plataforma de conexão com o público para deixar o evento mais próximo de seus espectadores. O podcast fica disponível no Spotify, Anchor, Breaker, Overcast, PCA e Radiopublic.

Com o objetivo de marcar a data e também de receber e presentear os visitantes que circulam pela cidade, o projeto cenográfico do festival vai garantir a tematização de algumas áreas. A Rua Coberta vai receber o tapete vermelho e o kikito, símbolo maior da festa; o Palácio dos Festivais estará preparado para as transmissões. As praças Major Nicoletti e das Etnias também recebem elementos alusivos ao festival.

A arquiteta Daniela Corso, da Nowhere, responsável pela cenografia, comenta sobre o conceito, que incluiu características do momento: “A mensagem que queremos passar é que tudo vai ficar bem. Essa frase está presente no Palácio dos Festivais e em outros pontos da cidade. Trabalhei com peças transparentes para que as pessoas possam se enxergar e interagir, ainda que uma de cada lado e separadas por essa barreira. A ideia é que possam se fotografar, se ver e se ‘tocar’. São elementos urbanos voltados para a interatividade, ainda que através de telas ou janelas. Também trabalhei com elementos vazados, por onde é possível ver o outro lado”, comentou.

Clique aqui e relembre os filmes selecionados desta edição: longas e homenageados; curtas brasileiros; longas gaúchos; e curtas gaúchos.

Confira abaixo as datas e horários de exibições:

Longas brasileiros: Canal Brasil e streaming (exibição única a partir das 20h)
Curtas-metragens brasileiros: na TV e disponíveis por 24 horas através do serviço de streaming; das 23h59 do dia em que foi exibido na TV até às 23h59 do dia seguinte
Longas-metragens gaúchos: disponíveis da 0h de sábado, 19 de setembro, até as 23h59 de quarta-feira, 23 de setembro

Fotos: Divulgação.

É Tudo Verdade 2020 – 25º Festival Internacional de Documentários anuncia seleção da segunda fase

por: Cinevitor

cidmoreiraetudoverdade2Aos 91 anos, Cid Moreira narra a sua própria história em Boa Noite, de Clarice Saliby.

A programação da segunda fase do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários 2020 foi apresentada nesta quarta-feira, 09/09, em uma coletiva on-line comandada por Amir Labaki, diretor-fundador do evento. A 25ª edição, que acontecerá entre os dias 23 de setembro e 4 de outubro, exibirá um total de 60 longas e curtas-metragens em competição e hors-concours, de forma gratuita, em plataformas de streaming.

No total, a 25ª edição do É Tudo Verdade apresenta em sua seleção 91 títulos não-ficcionais. Em sua fase inicial, realizada entre 25 de março e 15 de abril passado, o festival apresentou 30 títulos não-ficcionais, entre filmes e séries.

As produções premiadas pelos júris do É Tudo Verdade 2020, nas competições brasileiras e internacionais de longas/médias-metragens e de curtas, estarão automaticamente classificadas para apreciação à disputa pelo Oscar do ano que vem.

““Circunstâncias emergenciais exigem soluções excepcionais. A pandemia de Covid-19 inviabilizou nossa 25ª edição em salas, mas vamos celebrar esta marca histórica com uma segunda etapa também digital, reafirmando em sintonia com nossos patrocinadores e parceiros a tradição de excelência de nossas competições, sessões especiais, palestras e debates”. Comemoro, em especial, a retomada da Conferência Internacional do Documentário, realizando online sua 17ª edição ao lado do Itaú Cultural””, afirma Amir Labaki.

Um dos vencedores do Olho de Ouro de melhor documentário no Festival de Cannes no ano passado, “A Cordilheira dos Sonhos”, dirigido por Patricio Guzmán, será o filme de abertura da fase competitiva da 25ª edição do É Tudo Verdade, em sessão especial para convidados no Drive-in Belas Artes, em São Paulo, dia 23 de setembro. No mesmo dia, às 20h30, o filme será exibido também via streaming, dentro da programação on-line do festival. Pela primeira vez, o É Tudo Verdade terá uma sessão especial de encerramento, logo após a cerimônia de premiação. O filme para esta sessão será anunciado nas próximas semanas.

Dez longas-metragens brasileiros em competição serão exibidos virtualmente ao público da 25ª edição do É Tudo Verdade, em sessões diárias, às 21h. Os links das exibições estarão disponíveis no site. Sempre às 17h do dia seguinte de cada estreia em streaming, os diretores dos longas participarão de um debate virtual, na plataforma do festival.

Os longas internacionais, curtas brasileiros e internacionais em competição serão exibidos em sessões diárias às 18h. Em data a ser confirmada, o Ciclo Sesc/É Tudo Verdade/Premiados apresentará 6 longas-metragens brasileiros premiados na Competição Brasileira do festival na última década.

Conheça os filme selecionados para a segunda etapa do É Tudo Verdade 2020:

LONGAS E MÉDIAS-METRAGENS BRASILEIROS | COMPETIÇÃO

A Ponte de Bambu, de Marcelo Machado (SP)
Atravessa a Vida, de João Jardim (RJ)
Boa Noite, de Clarice Saliby (RJ)
Fico te Devendo uma Carta sobre o Brasil, de Carol Benjamin (RJ)
Jair Rodrigues – Deixa que Digam, de Rubens Rewald (SP)
Libelu – Abaixo a Ditadura, de Diógenes Muniz (SP)
Meu Querido Supermercado, de Tali Yankelevich (SP)
Não Nasci para Deixar meus Olhos Perderem Tempo, de Claudio Moraes (DF)
Os Quatro Paralamas, de Roberto Berliner e Paschoal Samora (RJ)
Segredos do Putumay, de Aurélio Michiles (SP)

LONGAS E MÉDIAS-METRAGENS INTERNACIONAIS | COMPETIÇÃO

1982, de Lucas Gallo (Argentina)
Cidade dos Sonhos (City Dream/Cheng Shi Meng), de Weijun Chen (China)
Colectiv (Collective), de Alexander Nanau (Romênia/Luxemburgo)
O Espião (The Mole Agent), de Maite Alberdi (Chile/EUA/Alemanha/Holanda/Espanha)
Ficção Privada (Private Fiction/Ficción Privada), de Andrés Di Tella (Argentina)
Forman vs. Forman, de Jakub Hejna e Helena Trestíková (República Checa/França)
Golpe 53 (Coup 53), de Taghi Amirani (Reino Unido/Irã/EUA)
Influência (Influence), de Richard Poplak e Diana Neille (África do Sul/Canadá)
Pão Amargo (Bitter Bread), de Abbas Fahdel (Líbano)
O Rei Nu (The Naked King/Der Nackte König 18 Fragmente Über Revolution), de Andreas Hoessli (Alemanha/Polônia/Suíça)
O Rolo Proibido (The Forbidden Reel), de Ariel Nasr (Canadá)
Silêncio de Rádio (Radio Silence), de Juliana Fanjul (Suíça/México)

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS | COMPETIÇÃO

ChoVer, de Guga Millet (RJ)
Filhas de Lavadeiras, de Edileuza Penha de Souza (DF)
Lora, de Mari Moraga (SP)
Metroréquiem, de Adalberto Oliveira (PE)
Movimento, de Lucas Tomaz Neves (SP)
Ouro para o Bem do Brasil, de Gregory Baltz (RJ)
Recoding Art, de Bruno Moreschi e Gabriel Pereira (SP)
Sem Título # 6: o Inquietanto, de Carlos Adriano (SP)
Ver a China, de Amanda Carvalho (Brasil, SP/China)

CURTAS-METRAGENS INTERNACIONAIS | COMPETIÇÃO

3 Saídas Lógicas (3 Logical Exits), de Mahdi Fleifel (Dinamarca/Reino Unido/Líbano)
Algo Mais (This Means More), de Nicolas Gourault (França)
Asho, de Jafar Najafi (Irã)
Meu País Tão Lindo (Moj Kraj Taki Piekny/My Country So Beautiful), de Grzegorz Paprzycki (Polônia)
Notícias da Capital do Antimônio (Nouvelles de la Capitale d’Antimoine/Antimony Capital News), de Guangli Liu (França)
Saudade, de Denize Galiao (Alemanha)
Sem Choro na Mesa de Jantar (No Crying at the Dinner Table), de Carol Nguyen (Canadá)
Seu Canto (Her Song), de Laura Taillefer Viñas (Portugal)
Uma Longa Distância (Long Distance/Larga Distância), de Juan Manuel Calisto (Peru)

SESSÕES ESPECIAIS

Eu Caminho (I Walk), de Jørgen Leth (Dinamarca)
Garoto – Vivo Sonhando, de Rafael Veríssimo (Brasil)

O ESTADO DAS COISAS
*Mostra informativa de documentários brasileiros e internacionais.

Filmfarsi, de Ehsan Khoshbakht (Irã/Reino Unido)
Gyuri, de Mariana Lacerda (Brasil)
O Segundo Encontro, de Veronique Ballot (Brasil/França)

FOCO LATINO-AMERICANO

Brouwer, a Origem da Sombra (Brouwer, the Origin of the Shadow), de Katherine Gavilan e Lisandra Lopez Fabe (Cuba)
Suspensão (Suspensión), de Simón Uribe (Colômbia)

É TUDO VERDADE 25
*Exibições especiais em comemoração aos 25 anos do festival na plataforma Itaú Cultural

Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo, de Silvio Tendler (Brasil)
Volkswagen – Operários na Alemanha e no Brasil, de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer (Brasil/Alemanha)

17ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO DOCUMENTÁRIO
*exibição na plataforma Itaú Cultural

40 dias para aprender Cinema (40 days to learn film), de Mark Cousins (Reino Unido)
A Televisão e Eu (La Televisión y Yo), de Andrés Di Tella (Argentina)
Gyuri, de Mariana Lacerda (Brasil)
O Segundo Encontro, de Veronique Ballot (Brasil/França)
Santos Dumont: Pré-Cineasta?, de Carlos Adriano e Bernardo Vorobow (Brasil)

Para conferir a programação completa com seminários, debates, entre outros, clique aqui.

Foto: Divulgação/TvZERO.

Cinematógrafo Cineclube comemora cinco anos com sessão on-line

por: Cinevitor

cinematografopassofundoO ator gaúcho Julio Andrade em Entrando Numa Roubada, de André Moraes.

O Cinematógrafo Cineclube tem levado para Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, desde setembro de 2015, uma programação diferenciada de filmes brasileiros e latino-americanos que dificilmente ganham destaque no circuito comercial de exibição. Nessa trajetória de exatos cinco anos, democratizando o acesso à cultura, já foram realizadas mais de 30 sessões seguidas de bate-papos com os realizadores dos filmes exibidos. Agora, é a vez do Cinematógrafo inaugurar um novo momento com a sua primeira sessão inteiramente on-line e gratuita para todo o Brasil, através de uma iniciativa financiada pelo edital Viva Passo Fundo.

O filme escolhido para marcar a sessão comemorativa de cinco anos do projeto é Entrando Numa Roubada, dirigido por André Moraes e estrelado, entre outros atores, por Bruno Torres, Deborah Secco, Julio Andrade, Lúcio Mauro Filho e Tonico Pereira. O longa será disponibilizado por link no dia 10 de setembro, a partir das 19h, nas redes sociais do cineclube. Durante 24 horas, o público poderá assistir ao filme e, no dia seguinte, 11 de setembro, acompanhar o bate-papo com a equipe a partir das 21h, diretamente na página oficial do Cinematógrafo no Facebook.

Lançado em 2015, Entrando Numa Roubada conta a história de Vitor, ator que, ao ganhar um prêmio de cem mil reais em um concurso de roteiros, decide contatar seus antigos e fracassados amigos para produzir um filme de estrada com direito a assaltos a postos de gasolina, tiros e perseguições. Para conversar sobre Entrando Numa Roubada, já estão confirmados no bate-papo nomes como André Moraes (diretor), Tonico Pereira e Aramis Trindade (atores), Willem Dias (montador), Adriano Nascimento (sound designer) e Marcelo Torres (produtor).

Depois de já ter levado o Cinematógrafo para diferentes espaços de Passo Fundo e ter aproximado o público do fazer cinematográfico e de grandes profissionais do cinema brasileiro e latino-americano, a programadora Rafaela Pavin comemora a iniciativa inédita na história do projeto: “Nossas sessões sempre foram híbridas, com o público presencial e os realizadores presentes de forma virtual. Fazer uma sessão 100% virtual, mais do que uma tendência desses tempos, é, acima de tudo, uma forma potente de democratizar o acesso à cultura”.

cinematografopassofundo2Elenco de Entrando Numa Roubada em cena.

A ideia de criar o Cinematógrafo surgiu na Serra Gaúcha, quando Rafaela Pavin, trabalhando nos bastidores do Festival de Cinema de Gramado, conheceu o Prêmio Dom Quixote, distinção itinerante concedida por cineclubistas aos melhores filmes exibidos em diferentes festivais da América Latina. Percebendo que os filmes não estreavam no circuito de Passo Fundo ou, então, chegavam às locadoras da cidade muitos anos depois, ela tomou a decisão de formar o Cinematógrafo, sob o conceito de cineclube.

Com o apoio de colegas e amigos, como o saudoso ator Leonardo Machado, que viabilizou para o cineclube uma cópia de Em Teu Nome (o primeiro longa cedido para exibição), e o cineasta e também cineclubista Luiz Alberto Cassol, que orientou todos os processos de funcionamento e criação de um projeto nesse formato, o Cinematógrafo se tornou realidade e passou a marcar seu espaço no cenário cultural de Passo Fundo, ocupando diversos espaços da cidade até 2018, ano em que as sessões passaram a acontecer no SESC Passo Fundo.

Além das tradicionais sessões presenciais realizadas periodicamente na cidade desde a sua criação, hoje temporariamente suspensas, o Cineclube passou a firmar importantes parcerias, inclusive em nível nacional. Uma delas foi com a Academia Brasileira de Cinema, em 2019, exibindo a Mostra dos Filmes Finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro daquele ano. Localmente, o Cinematógrafo também participou da 1ª Semana Passo Fundo de Cinema.

Entre os filmes já exibidos, estão trabalhos de diferentes gêneros, produzidos em diferentes pontos do Brasil e da América Latina, e dirigidos por cineastas consolidados e principiantes. As últimas sessões trouxeram para Passo Fundo os seguintes títulos: O Último Cine Drive-In, de Iberê Carvalho; Mussum, Um Filme do Cacildis, de Susanna Lira; Esteros, de Papu Curotto; A Via Láctea, de Lina Chamie; As Duas Irenes, de Fábio Meira; A Oeste do Fim do Mundo, de Paulo Nascimento; Divinas Divas, de Leandra Leal; e Riscado, de Gustavo Pizzi.

Para mais informações sobre a sessão comemorativa de cinco anos do Cinematógrafo Cineclube, acesse a página do projeto no Facebook ou no Instagram.

Fotos: Vans Bumbeers.

9º Olhar de Cinema anuncia selecionados para a Mostra Competitiva; cineasta Daniel Nolasco ganha destaque na Mostra Foco

por: Cinevitor

luznostropicosolhardecinemaBegê Muniz em Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán.

Por conta da pandemia de Covid-19, a 9ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba será completamente on-line e realizada entre os dias 7 e 15 de outubro. Criado em 2012, o festival vem se destacando no cenário dos eventos nacionais por uma curadoria apurada e arriscada, sempre em busca de novos olhares e narrativas e atenta a temas pessoais e sociais relevantes.

A Mostra Competitiva tradicionalmente apresenta uma seleção composta por filmes recém-lançados e ainda inéditos no Brasil; um conjunto de apostas e descobertas que busca o equilíbrio entre inventividade, abordagem de temas contemporâneos e potencial de comunicação com o público. Nesta edição, serão nove longas-metragens formando um recorte original da cinematografia mundial.

O cinema brasileiro vem representado pelo ainda inédito Entre Nós Talvez Estejam Multidões, dirigido por Pedro Maia de Brito e Aiano Bemfica, filmado na Ocupação Eliana Silva. Da seleção da mostra Forum do último Festival de Berlim, faz parte da programação Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán. O evento traz ainda outros títulos exibidos na Berlinale, IndieLisboa, Roterdã, Havana, entre outros.

A seleção de curtas-metragens segue a mesma diversidade de narrativas e locais, com representantes brasileiros, espanhóis, franceses e peruanos, entre outros. Do Brasil, são dois títulos: Chão de Rua, de Tomás von der Osten, exibido em Locarno, e, em pré-estreia mundial, Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho.

Nesta 9ª edição, o nome destacado na Mostra Foco é o do diretor Daniel Nolasco. Nascido em Catalão, Goiás, o realizador escreveu e dirigiu mais de nove curtas-metragens e dois documentários; todos os filmes participaram e foram premiados em diversos festivais. Seu primeiro longa de ficção, Vento Seco, recentemente exibido em Berlim e no Festival de Guadalajara é um dos filmes que serão exibidos.

O Olhar de Cinema é um festival que busca destacar e celebrar o cinema independente produzido no mundo. São propostas estéticas inventivas, envolventes e com comprometimento temático, que abrange desde a abordagem de inquietações contemporâneas acerca do micro universo cotidiano de relacionamentos, até interpretações e posicionamentos sobre política e economia mundial.

A seleção apresenta ao público filmes que se arriscam em novas formas de linguagem cinematográfica, que estão abertos ao experimentalismo e que, ainda assim, possuem um grande potencial de comunicação com o público. Nesta edição, serão sete mostras: Mostra Competitiva, Mostra Foco, Novos Olhares, Outros Olhares, Olhares Brasil, Exibições Especiais e Mirada Paranaense.

Conheça os filmes selecionados para as mostras Competitiva e Foco do 9º Olhar de Cinema:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS

Nasir, de Arun Karthick (Índia/Países Baixos/Singapura)
Na Cabine de Exibição (The Viewing Booth), de Ra’anan Alexandrowicz (Israel/EUA)
A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos (Portugal)
Los Lobos, de Samuel Kishi (México)
Longa Noite, de Eloy Enciso (Espanha)
Victoria, de Sofie Benoot, Liesbeth De Ceulaer e Isabelle Tollenaere (Bélgica)
Entre Nós Talvez Estejam Multidões, de Pedro Maia de Brito e Aiano Bemfica (Brasil)
Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán (Brasil)
Um Filme Dramático (Un film dramatique), de Eric Baudelaire (França)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS

Chão de Rua, de Tomás von der Osten (Brasil)
O Mártir (El Màrtir), de Fernando Pomares (Espanha)
Panteras (Panteres), de Erika Sanchez (Espanha)
Noite Perpétua, de Pedro Peralta (Portugal/França)
Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho (Brasil)
O Silêncio do Rio (El Silencio del rio), de Francesca Canepa (Peru)
Telas de Shanzhai (Shānzhài Screens), de Paul Heintz (França)
Algo-Rhythm, de Manu Luksch (Áustria/Senegal/Reino Unido)

MOSTRA FOCO

Vento Seco (2020)
Mr. Leather (2019)
Paulistas (2017)

Foto: Divulgação/Aruac Filmes.

Academia anuncia novas regras de representatividade e inclusão na categoria de melhor filme do Oscar

por: Cinevitor

novidadesoscarBong Joon-Ho e a tradutora Sharon Choi na cerimônia deste ano.

Nesta terça-feira, 08/09, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas fez um anúncio muito importante: novas regras de representação e inclusão para elegibilidade na categoria de melhor filme do Oscar.

A novidade faz parte de uma iniciativa chamada Academy Aperture 2025, uma força-tarefa de líderes da indústria para desenvolver e implementar, em cinco anos, novos padrões de representação e inclusão para elegibilidade ao prêmio mais importante do cinema, com a intenção de incentivar práticas de contratação equitativas e garantir uma representação mais diversificada dentro e fora da tela.

Com a ideia de refletir a diversidade do público que vai ao cinema e projetar essa representação equitativa, os diretores da Academia formaram uma comissão, que também contou com a participação dos produtores DeVon Franklin, Jim Gianopulos e apoio da Producers Guild of America, baseada no modelo da British Film Institute, que realiza o BAFTA, para o desenvolvimento desses novas normas.

O comunicado oficial, assinado por David Rubin, presidente da Academia, e Dawn Hudson, CEO, diz: “A abertura deve ser ampliada para refletir nossa população global diversificada, tanto na criação de filmes quanto no público que se conecta a eles. A Academia está empenhada em desempenhar um papel vital em ajudar a tornar isso uma realidade. Acreditamos que esses padrões de inclusão serão um catalisador para uma mudança essencial e duradoura em nosso setor”.

Para as edições do Oscar em 2022 e 2023, as normas de inclusão ainda não serão exigidas, porém, um formulário confidencial com os padrões de inclusão da Academia será necessário para a categoria de melhor filme. As novas regras começam a valer a partir da 96ª edição do Oscar, em 2024, na qual um longa deve atender a dois dos quatro novos padrões para ser considerável elegível na categoria principal de melhor filme.

Conheça as novas regras:

PADRÃO A: REPRESENTAÇÃO NA TELA, TEMAS E NARRATIVAS
*para atingir o Padrão A, o filme deve atender a UM dos seguintes critérios:

A1. Principais atores coadjuvantes

Pelo menos um dos atores principais ou atores coadjuvantes significativos tem que fazer parte de um grupo racial ou étnico sub-representado:
• asiática
• hispânico/latino
• negro/afro-americano
• indígena/nativo americano/nativo do Alasca
• Oriente Médio/Norte da África
• havaiano nativo ou outro ilhéu do Pacífico
• Outra raça ou etnia sub-representada

A2. Elenco geral

Pelo menos 30% de todos os atores em papeis secundários e mais secundários serão de pelo menos dois dos seguintes grupos sub-representados:
• mulheres
• grupo racial ou étnico
• LGBTQIA+
• pessoas com deficiências cognitivas ou físicas, ou surdas ou com deficiência auditiva

A3. Enredo principal/assunto

O enredo principal, tema ou narrativa do filme são centrados em um(s) grupo(s) sub-representado.
• mulheres
• grupo racial ou étnico
• LGBTQIA+
• pessoas com deficiências cognitivas ou físicas, ou surdas ou com deficiência auditiva

PADRÃO B: LIDERANÇA CRIATIVA E EQUIPE DE PROJETO
*para atingir o Padrão B, o filme deve atender a UM dos critérios abaixo:

B1. Liderança criativa e chefes de departamento

Pelo menos dois dos seguintes cargos de liderança criativa e chefes de departamento (diretor de elenco, fotografia, compositor, figurinista, diretor, editor, cabeleireiro, maquiador, produtor, desenhista de produção, decorador de cenário, som, supervisor de efeitos visuais, escritor) são do seguintes grupos sub-representados:
• mulheres
• grupo racial ou étnico
• LGBTQIA+
• pessoas com deficiências cognitivas ou físicas, ou surdas ou com deficiência auditiva

Pelo menos uma dessas posições deve pertencer ao seguinte grupo racial ou étnico sub-representado:
• asiática
• hispânico/latino
• negro/afro-americano
• indígena/nativo americano/nativo do Alasca
• Oriente Médio/Norte da África
• havaiano nativo ou outro ilhéu do Pacífico
• outra raça ou etnia sub-representada

B2. Outras funções importantes

Pelo menos seis outras equipes e cargos técnicos (excluindo assistentes de produção) são de um grupo racial ou étnico sub-representado. Essas posições incluem, mas não estão limitadas somente a primeiro assistente de direção, gaffer, supervisor de roteiro, etc.

B3. Composição geral da equipe

Pelo menos 30% da equipe do filme é dos seguintes grupos sub-representados:
• mulheres
• grupo racial ou étnico
• LGBTQIA+
• pessoas com deficiências cognitivas ou físicas, ou surdas ou com deficiência auditiva

PADRÃO C: ACESSO E OPORTUNIDADES DA INDÚSTRIA
*para atingir o Padrão C, o filme deve atender AMBOS os critérios abaixo:

C1. Aprendizagem remunerada e oportunidades de estágio

A distribuidora ou financiadora do filme pagou aprendizes ou estágios que são dos seguintes grupos sub-representados e atendem aos critérios abaixo:
• mulheres
• grupo racial ou étnico
• LGBTQIA+
• pessoas com deficiências cognitivas ou físicas, ou surdas ou com deficiência auditiva

Os principais estúdios/distribuidores são obrigados a ter estagiários remunerados e contínuos, incluindo grupos sub-representados (também deve incluir grupos raciais ou étnicos) na maioria dos seguintes departamentos: produção/desenvolvimento, produção física, pós-produção, música, efeitos visuais, aquisições, negócios, distribuição, marketing e publicidade.

Os mini grandes estúdios/distribuidores independentes devem ter um mínimo de dois estagiários dos grupos sub-representados acima (pelo menos um de um grupo racial ou étnico sub-representado) em pelo menos um dos seguintes departamentos: produção/desenvolvimento, produção física, pós-produção, música, VFX, aquisições, negócios, distribuição, marketing e publicidade.

C2. Oportunidades de treinamento e desenvolvimento de habilidades (equipe)

A empresa de produção, distribuição e/ou financiamento do filme oferece oportunidades de treinamento e/ou trabalho para o desenvolvimento de habilidades abaixo da linha para pessoas dos seguintes grupos sub-representados:
• mulheres
• grupo racial ou étnico
• LGBTQIA+
• pessoas com deficiências cognitivas ou físicas, ou surdas ou com deficiência auditiva

PADRÃO D: DESENVOLVIMENTO DE PÚBLICO
*Para atingir o Padrão D, o filme deve atender aos critérios abaixo:

D1. Representação em marketing, publicidade e distribuição

O estúdio e/ou empresa de cinema tem vários executivos seniores internos dentre os seguintes grupos sub-representados (deve incluir indivíduos de grupos raciais ou étnicos sub-representados) em suas equipes de marketing, publicidade e/ou distribuição.
• Mulheres
• Grupo racial ou étnico

  • Asiática
  • Hispânico/latino
  • negro/afro-americano
  • indígena/nativa americana/nativa do Alasca
  • Oriente Médio/Norte da África
  • havaiano nativo ou outro ilhéu do Pacífico
  • outra raça ou etnia sub-representada

• LGBTQIA+
• pessoas com deficiências cognitivas ou físicas, ou surdas ou com deficiência auditiva

Todas as categorias, exceto melhor filme, serão mantidas de acordo com seus requisitos de elegibilidade atuais. Os filmes nas categorias de longa-metragem de especialidade (longa-metragem de animação, documentário, longa-metragem internacional) inscritos para melhor filme/inscrição geral serão tratados separadamente.

Foto: Getty Images North America.

15ª CineOP registra alcance de mais de 100 mil acessos com programação gratuita e diversificada

por: Cinevitor

cineop2020balancofinal1Cinco dias de evento, em ambiente digital, e programação diversificada.

Pioneira desde sua criação, em 2006, a enfocar a preservação audiovisual, memória, história e a tratar o cinema como patrimônio, a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto em sua 15ª edição, que aconteceu entre os dias 3 e 7 de setembro, foi realizada em formato digital por conta da pandemia de Covid-19. O evento virtual ofereceu uma programação intensa, diversificada e gratuita, que registrou alcance de mais de 100 mil acessos no site vindos de 54 países em apenas cinco dias.

Com exceção dos filmes e oficinas, os demais conteúdos discutidos e produzidos durante o evento permanecem disponíveis para consulta do público no canal do YouTube da Universo Produção, o que amplia as possibilidades de acesso e benefício da ação cultural; a principal vantagem de se realizar o evento no formato on-line.

“A Universo Produção conseguiu realizar todas as atividades previstas para a edição presencial. Assim, tanto o público que já conhecia a CineOP, quanto aqueles que nunca puderam ir à mostra estão tendo a oportunidade de desfrutar de uma programação diferenciada e conceituada, já que é a única Mostra de Cinema dedicado à preservação, história e educação realizada no país e no mundo. Em 2020, a CineOP continua forte, convicta de seu propósito de tratar cinema como patrimônio e ser um empreendimento de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo”, destaca a coordenadora geral da CineOP e diretora da Universo Produção, Raquel Hallak.

A programação foi estruturada em três eixos centrais: Preservação, História e Educação. O tema central desta edição foi Cinema de Todas as Telas e propôs refletir o momento atual mundial, em que a revolução da tecnologia da informação, a transformação dos hábitos culturais, a multiplicação de canais, plataformas, redes e serviços interativos dão o tom da complexidade dos desafios do mundo contemporâneo e globalizado.

Na programação foram exibidas 103 produções (15 longas, 12 médias e 76 curtas), de 15 estados brasileiros e dois países (Brasil e Argentina), distribuídos em mostras temáticas: Homenagem, Contemporânea, Preservação, Histórica, Educação, Mostrinha, Mostra Valores e Cine-Escola.

cineop2020balanco2Show da banda Lamparina e a Primavera no evento.

Além de filmes, o evento promoveu o tradicional Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros, o Encontro da Educação: XII Fórum da Rede Kino, diálogos audiovisuais e rodas de conversa com a participação de 80 profissionais no centro de 28 debates; profissionais do audiovisual, da educação, preservacionistas, técnicos, acadêmicos, críticos de cinema, pesquisadores e especialistas. Foram oferecidas também quatro oficinas que certificaram 140 alunos, quatro masterclasses internacionais, sessões cine-escola, Mostrinha de Cinema, Mostra Valores, Exposição CineOP 15 anos, performance audiovisual, cinco live shows e uma publicação alusiva ao evento.

Para a realização da 15ª edição da CineOP, em ambiente digital, a Universo Produção, responsável pela idealização e realização do evento, montou uma infraestrutura especial para dar suporte ao evento em duas sedes. Da Casa da Mostra, localizada no Bairro Serra, foram transmitidos 28 debates com os profissionais do audiovisual, da educação e da preservação. O outro cenário foi instalado no Grande Teatro do Sesc Palladium, o palco Sesc Cine Live Show, que sediou as transmissões das cinco live shows com apresentações de artistas e bandas mineiras.

Foram contratadas 69 empresas que atuaram na prestação de serviço para o evento. Estima-se que foram gerados mais de 500 empregos diretos e indiretos, mostrando que a cultura é um bom negócio; 38 profissionais integraram a equipe de trabalho nas etapas de pré-produção e produção.

Mais uma vez, a CineOP se apresenta como um importante empreendimento cultural que integra a indústria do entretenimento e da economia criativa, a que mais cresce no mundo. E que se revelou ainda mais essencial neste momento em que o afastamento social é de extrema importância para garantir a saúde da população, devido a pandemia de Covid-19.

Para saber mais sobre a 15ª edição, clique aqui.

Fotos: Leo Lara e Jackson Romanelli/Universo Produção.