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Ligue Djá: O Lendário Walter Mercado

por: Cinevitor

waltermercadoposterMucho Mucho Amor: The Legend of Walter Mercado

Direção: Cristina Costantini, Kareem Tabsch.

Elenco: Walter Mercado, Willy Acosta, Lin-Manuel Miranda, Raul de Molina, Eugenio Derbez, Betty Benet Mercado, Ivonne Benet Mercado, Nydia Caro, Paloma Morales, Bill Bakula, Lawrence Edwin, Maria Gladys Garcia, Bobby Gilardi, Elizabeth Gomez, Evelio Gomez, Inez Gomez, Maria Gomez, Tony Hernandez, Leo Ibarra, Fallon Irizarry, Karlo Karlo, Matt Kuscher, Maria Lopez Alvarez, Mireya Lucio, Aida Benet Mercado, Carmen Mercado, Charito Mercado, Danette Benet Mercado, Jesse Mercado, Luis A. Miranda Jr., Sebastian Duke Ponce, Jorge Ramos, Enrique Rivera, Runo, Eva Luna Silva, Arylsia Tomas, Ozzie Tomas, Siena Tomas, Wilma Torres, Carlos Velasquez, Curly Velasquez, Paula Winlock, Mauricio Zeilic, Marília Gabriela.

Ano: 2020

Sinopse: Amado ou desprezado, copiado e parodiado, o porto-riquenho Walter Mercado foi o mais pop astrólogo da segunda metade do século 20. De figurino espalhafatoso e sexualidade ambígua, ele conquistou, por volta dos anos 1990, mais de 120 milhões de telespectadores latino-americanos, inclusive no Brasil. Exuberante e sensível, o lendário astrólogo desapareceu no auge da fama. Este documentário explica o que aconteceu.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

A Crônica Francesa, de Wes Anderson, ganha trailer legendado

por: Cinevitor

cronicafrancesatrailerUma carta de amor aos jornalistas e grande elenco.

Dirigido pelo premiado cineasta Wes Anderson, de O Grande Hotel Budapeste e Os Excêntricos Tenenbaums, A Crônica Francesa teve sua estreia adiada por conta da pandemia de Covid-19. O longa também faria parte da Seleção Oficial da 73ª edição do Festival de Cannes, que aconteceria em maio e ganhou um novo formato.

A comédia dramática, ainda sem previsão de estreia no Brasil, é uma carta de amor aos jornalistas. Ambientado na redação de uma revista americana em uma cidade fictícia francesa do século XX, o filme apresenta uma coleção de histórias publicadas na The French Chronicle, a revista em questão.

O elenco conta com Benicio del Toro, Frances McDormand, Jeffrey Wright, Adrien Brody, Timothée Chalamet, Léa Seydoux, Saoirse Ronan, Elisabeth Moss, Christoph Waltz, Edward Norton, Willem Dafoe, Liev Schreiber, Anjelica Huston, Guillaume Gallienne, Denis Ménochet, Jason Schwartzman, Tilda Swinton, Mathieu Amalric, Lyna Khoudri, Stephen Park, Owen Wilson e Bill Murray. Os produtores do longa são Wes Anderson, Steven Rales e Jeremy Dawson.

Confira o trailer de A Crônica Francesa:

Foto: Divulgação/The Walt Disney Studios.

Não Toque em Meu Companheiro, de Maria Augusta Ramos, será lançado nas plataformas de streaming

por: Cinevitor

naotoquecomoanheirodocO filme reconstrói a luta histórica dos funcionários da Caixa durante a greve de 91.

Dirigido por Maria Augusta Ramos, de O Processo, Não Toque em Meu Companheiro será lançado diretamente on-line no dia 15 de julho. O filme estará disponível nas plataformas Now, Oi Play, Vivo Play, FilmeFilme e Looke.

O documentário reconstrói uma luta histórica e de solidariedade do sindicalismo brasileiro, quando os trabalhadores da Caixa Econômica Federal se mobilizaram pela reintegração de 110 colegas demitidos injustamente após uma greve da categoria, pagando seus salários durante um ano até sua readmissão. Ao reencontrar esses trabalhadores hoje, o filme traça um paralelo entre o período Collor, com suas medidas severas de redução do Estado, e o atual governo, que inaugura um novo ciclo neoliberal no país. O longa propõe uma reflexão sobre as relações atuais no mundo do trabalho.

“Através de Jair Ferreira, da Fenae, fui apresentada a essa história incrível de solidariedade dos trabalhadores da Caixa em 1991. Acho que é fundamental contar essa história nesse momento pelo qual estamos passando no Brasil e no mundo, no tocante às relações de trabalho e nesse cenário de crescente redução de direitos”, afirma a diretora.

Confira o trailer de Não Toque em Meu Companheiro:

Foto: Divulgação/NOFOCO Filmes.

Morre, aos 91 anos, o compositor italiano Ennio Morricone

por: Cinevitor

enniomorriconemorreMaestro do cinema: responsável por trilhas sonoras inesquecíveis.

Morreu nesta segunda-feira, 06/07, aos 91 anos, o compositor italiano Ennio Morricone. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o maestro estava internado há alguns dias por ter sofrido uma queda e quebrado o fêmur, que gerou complicações.

Considerado um dos maiores compositores do cinema, ao longo de sua carreira Morricone foi responsável por mais de 500 trilhas sonoras de filmes e programas televisivos. Nascido em Roma, em 1928, seu trabalho se confunde com a história do cinema mundial, com arranjos que ganharam fama nos aclamados filmes de faroeste italiano, também conhecidos como spaghetti western, passando por longas policiais, dramas românticos, filmes de terror, de máfia e de época.

Sua carreira começou na década de 1960 quando assinou a trilha sonora da comédia O Fascista, de Luciano Salce. Mas, ganhou notoriedade com os longas de bang bang à italiana de Sergio Leone, amigo de infância e parceiro profissional de muitos anos. Com ele, Morricone criou trilhas que se tornaram clássicas, como: Era uma Vez na América, Por um Punhado de Dólares, Por uns Dólares a Mais, Quando Explode a Vingança, Três Homens em Conflito e Era uma Vez no Oeste.

Além disso, o maestro italiano também trabalhou com grandes nomes do cinema, como: Terrence Malick, Quentin Tarantino, Marco Bellocchio, Lina Wertmüller, Brian De Palma, Pier Paolo Pasolini, Dario Argento, John Carpenter, Giuseppe Tornatore, Franco Zeffirelli, Pedro Almodóvar e Bernardo Bertolucci.

morriconeoscar2Morricone recebe o Oscar, em 2016, das mãos de Quincy Jones.

Em 2007, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas concedeu ao italiano o Oscar honorário pelo conjunto de sua obra. Anos depois, em 2016, levou a estatueta dourada de melhor trilha sonora por Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino. Em um dos momentos mais emocionantes da premiação, Ennio discursou sob aplausos: “Não podemos ter uma trilha fabulosa sem um filme fabuloso”. Ao longo da carreira, foi indicado outras cinco vezes por: Cinzas no Paraíso, de Terrence Malick; A Missão, de Roland Joffé; Os Intocáveis, de Brian De Palma; Bugsy, de Barry Levinson; e Malena, de Giuseppe Tornatore.

No BAFTA, considerado o Oscar britânico, foi indicado e premiado seis vezes, entre eles, pelo aclamado Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore. No Globo de Ouro foram três estatuetas, entre elas, A Lenda do Pianista do Mar, também de Tornatore.

No David di Donatello, o mais importante prêmio cinematográfico da Itália, foram diversas indicações e nove prêmios, além de uma homenagem. Além de Cinema Paradiso e A Lenda do Pianista do Mar, foi premiado por: Gli occhiali d’oro, de Giuliano Montaldo; Jonah que Viveu na Baleia, de Roberto Faenza; Canone Inverso, de Ricky Tognazzi; A Desconhecida, Baarìa: A Porta do Vento e O Melhor Lance, todos de Giuseppe Tornatore.

Também foi premiado no Grammy, homenageado com uma estrela na Calçada da Fama, nos festivais de Veneza, Taormina e Locarno, pela National Board of Review e pelos críticos de Nova York, Los Angeles, Londres e Las Vegas.

Sua carreira no cinema conta também com: A Dama das Camélias, Bianco, rosso e Verdone, O Homem das Estrelas, Lembranças de um Amor Eterno, Marcas da Guerra, Django Livre, Corações Covardes, La scorta, I… como Ícaro, O Profissional, Viva a França!, Bastardos Inglórios, Lolita, Um Vulto na Escuridão, Politicamente Incorreto, Ata-me!, Ninfeta Italiana, Síndrome Mortal, Assédio Sexual, Segredos do Coração, Na Linha de Fogo, A Cidade da Esperança, Resgate Implacável, Hamlet, O Deserto dos Tártaros, A Batalha de Argel, Joe, o Pistoleiro Implacável, Teorema, O Pássaro das Plumas de Cristal, Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita, O Cérebro do Mal, 1900, O Enigma do Outro Mundo, Cão Branco, entre muitos outros.

Fotos: Jason Merritt/Getty Images/AFP.

Leonardo Villar, ator de O Pagador de Promessas, morre aos 96 anos

por: Cinevitor

leonardovillarmorreO ator em O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte.

Morreu nesta sexta-feira, 03/07, aos 96 anos, o ator Leonardo Villar. Segundo informações divulgadas por familiares, ele foi internado na UTI na quinta-feira e hoje pela manhã sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, em 1923, começou sua carreira artística no teatro. Em 1962, em seu primeiro papel nos cinemas, ganhou destaque ao viver Zé do Burro, o protagonista de O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Em 1965, recebeu o Candango de melhor ator no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro por seu trabalho em A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos. Também foi premiado pelo curta Enigma de um Dia, de Joel Pizzini, e Chega de Saudade, de Laís Bodanzky.

Nas telonas também atuou em Lampião, O Rei do Cangaço, A Madona de Cedro e O Santo Milagroso, de Carlos Coimbra; Procura-se uma Rosa, de Jece Valadão; Amor e Desamor, de Gerson Tavares; Ação Entre Amigos, de Beto Brant; Brava Gente Brasileira, de Lúcia Murat; entre outros.

leonardovillarpassioneCom Aracy Balabanian na novela Passione: último trabalho na TV.

Na TV, começou no programa Grande Teatro Tupi e sua primeira novela foi A Cor de Sua Pele, em 1965. Em 1972, estreou na Rede Globo, em O Primeiro Amor, ao lado de Tônia Carrero, Aracy Balabanian, Marco Nanini, entre outros. Na emissora carioca trabalhou em diversos sucessos, como: Estúpido Cupido, Barriga de Aluguel, Os Ossos do Barão, Laços de Família, entre outros. Sua última novela foi Passione, exibida entre 2010 e 2011.

Sua carreira no teatro também foi marcante em peças como Os Pássaros, A Dama das Camélias, A Falecida, Maria Stuart, Senhorita Júlia, O Grande Amor de Nossas Vidas, Motel Paradiso, A Moratória, entre outras. Recentemente, foi o grande homenageado da 25ª edição do Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro.

Fotos: Renato Rocha Miranda/Divulgação.

Respect: A História de Aretha Franklin, com Jennifer Hudson, ganha trailer

por: Cinevitor

trailerfilmerespectÍcone da música nas telonas!

Dirigido e escrito por Liesl Tommy, Respect: A História de Aretha Franklin traz Jennifer Hudson, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por Dreamgirls: Em Busca de um Sonho, no papel principal. A produção aborda a jornada da cantora e compositora em meio ao turbulento cenário social e político dos Estados Unidos de 1960.

O longa acompanha a ascensão da carreira de Aretha Franklin, desde criança quando cantava no coro da igreja até se tornar um ícone da música, dos direitos civis e dos movimentos em prol das mulheres; trajetória que lhe rendeu oito Grammy Awards e o título de primeira mulher a entrar no Rock & Roll Hall of Fame.

Além de Respect, outras canções de sucesso estarão presentes na trilha, incluindo (You Make Me Feel Like) A Natural Woman, Do Right Woman – Do Right Man e Think. No elenco, além de Hudson, estão Forest WhitakerAudra McDonaldMarlon WayansMary J. BligeSaycon SengblohHailey Kilgore, entre outros.

Confira o trailer de Respect: A História de Aretha Franklin, que chega aos cinemas brasileiros no dia 11 de fevereiro de 2021:

Foto: Universal Pictures/MGM.

Bacurau é consagrado no 25º Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro

por: Cinevitor

bacurauvenceguaraniThomás Aquino em Bacurau: oito prêmios.

Foram revelados nesta quarta-feira, 1º de julho, os vencedores da 25ª edição do Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro. A premiação é considerada a maior e mais ampla da crítica de cinema no Brasil. O anúncio aconteceu nas redes sociais do site Papo de Cinema e foi apresentado em uma live por Robledo Milani, criador e organizador do prêmio, ao lado da atriz Karine Teles e do ator Silvero Pereira.

Em 2019, 170 longas brasileiros foram lançados comercialmente no país. A partir disso, e também dos curtas-metragens e produções estrangeiras, 110 críticos de cinema de todo o Brasil escolheram os melhores, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR. O processo foi dividido em duas fases: na primeira, pouco menos de 50 profissionais da área se comprometeram a assistir, ao menos, metade desses filmes e apontar seus cinco favoritos em cada uma das 24 categorias da premiação. Os cinco mais votados formaram os finalistas.

A Academia Guarani de Cinema contou, em sua maioria, com a participação de associados das principais agremiações do gênero do Brasil: ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), ACCIRS (Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul), ACECCINE (Associação Cearense de Críticos de Cinema), ACCRJ (Associação dos Críticos de Cinema do Rio de Janeiro), ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará) e ACCiRN (Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte). Durante pouco mais de um mês, todos foram convidados a escolher apenas seu favorito entre os cinco indicados de cada categoria.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Bacurau foi consagrado no Prêmio Guarani deste ano em oito categorias, entre elas, melhor filme e melhor elenco. A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, aparece na sequência com seis prêmios. Marco Nanini, de Greta, e Grace Passô, de Temporada, foram contemplados nas categorias de atuação.

Além disso, o grande homenageado desta edição foi o ator Leonardo Villar, que recebeu o Guarani Honorário. Nascido em Piracicaba, interior de São Paulo, em 1923, começou sua carreira artística no teatro. Em 1962, em seu primeiro papel nos cinemas, ganhou destaque ao viver o protagonista de O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do 25º Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro.

Foto: Reprodução/YouTube.

FestCurtas Fundaj 2020: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

elamoraandarcimafundajMarcélia Cartaxo em Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins.

Foram anunciados nesta terça-feira, 30/06, os selecionados para o FestCurtas Fundaj 2020 – I Festival Nacional de Curtas do Cinema da Fundação On-line, que acontecerá entre os dias 7 e 12 de julho. Este é o primeiro festival de cinema realizado pela Fundação Joaquim Nabuco, sediada no Recife, em Pernambuco.

Entre documentário, ficção e animação, foram inscritos 520 curtas com temáticas atuais e importantes, de todas as partes do Brasil, e selecionados 44 filmes, de 14 estados. Participaram da seleção curtas de até 30 minutos e produzidos a partir de junho de 2018. Em comunicado oficial, Ana Farache, coordenadora do Cinema e da Cinemateca Pernambucana, disse: “Ficamos satisfeitos com o resultado principalmente pela qualidade técnica e relevância dos temas abordados nos curtas. O primeiro FestCurtas Fundaj chegou com tudo para ficar na nossa programação anual”.

Os vencedores serão escolhidos por um júri especial, que concederá prêmios para melhor ficção, documentário e animação, e será formado por: Camilo Cavalcante, roteirista, produtor e cineasta; Amanda Mansur, professora do Centro Acadêmico do Agreste da UFPE; e Bernardo Lessa, produtor de curtas e organizador de festivais. O FestCurtas terá ainda o prêmio do público, escolhido por votação on-line; a produção local será contemplada com o Prêmio Cinemateca Pernambucana. Vale destacar que o FestCurtas também terá sua versão presencial no Cinema da Fundação assim que o isolamento social por conta da pandemia de Covid-19 for suspenso e o cinema voltar às atividades normais.

O diretores premiados de outros estados receberão passagens aéreas e diárias para participarem da Mostra do FestCurtas Fundaj 2020, no Cinema da Fundação, no Recife. Os diretores premiados do estado participarão da mostra presencial e receberão passe livre para frequentarem as salas do Cinema da Fundação com um acompanhante, durante dois meses. Todos os vencedores receberão selos de premiação e certificados, além de serem exibidos dentro da programação semanal do Cinema da Fundação (salas no Derby e no Museu), durante uma semana cada.

Conheça os filmes selecionados para o FestCurtas Fundaj 2020 – I Festival Nacional de Curtas do Cinema da Fundação On-line:

A Barca, de Nilton Resende (AL)
A Era de Lareokotô, de Rita Carelli (SP)
A Hora Morta, de Márcio Coutinho (RJ)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)
Arte a Metro, de Thiago Magalhães (RJ)
Batom Vermelho Sangue, de R.B. Lima (PB)
Carretéis, de Eudaldo Monção Jr. (BA)
Cidade Natal, de Ana Luisa Mariquito (SP)
Cleo – A Rainha Negra das Passarelas, de Artur Ianckievicz (PR)
Corpo Monumento, de Alexandre Salomão (PE)
Ditadura Roxa, de Matheus Moura (MG)
Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins (PR)
Êles, de Roberto Burd (RS)
Em Reforma, de Diana Coelho (RN)
Eu Te Vejo Daqui, de Kawanna Sofia de Oliveira (SP)
Hotel Central, de Tiago Martins Rêgo (PE)
Joãosinho da Goméa – O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)
Julieta de Bicicleta, de Juliana Sanson (PR)
Linha de um Tempo Qualquer, de Luciana Malavasi e Bruno Lamberg (RJ)
Luis Humberto: O Olhar Possível, de Mariana Costa e Rafael Lobo (DF)
Mamãe Tem um Demônio, de Demerson Souza (SP)
Mar-celo, de Arthur Lotto (SP)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Memórias, de Andre Siqueira (PR)
Nadir, de Fábio Rogério (SE)
Nimbus, de Marcos Buccini (PE)
Num Piscar de Olhos, de Elder Gomes Barbosa (RJ)
O Afeto e a Rua, de Thiago Köche (RS)
O Homem das Gavetas, de Duda Rodrigues (PE/SP)
O Menino que Morava no Som, de Felipe Soares (PE)
O Quarto Negro, de Carlos Kamara (PE)
O Silêncio lá de Baixo, de Pamella Araújo (PE)
O Vizinho de Baixo, de Flávio Colombini (SP)
Parabéns a Você, de Andréia Kaláboa (PR)
Piu Piu, de Alexandre Figueirôa (PE)
Ruído Branco, de Gabriel Fonseca (SP)
Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi dos Santos (RJ)
Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno (PR)
Soccer Boys, de Carlos Guilherme Vogel (RJ)
Vinde como Estais, de Rafael Ribeiro e Galba Gogóia (RJ)
Volta Seca, de Roberto Veiga (PE)
1996, de Rodrigo Brandão (MG)

Curtas com versão acessível:

Em Reforma (AD + LIB + LSE)
Marie (AD + LIB + LSE)
Mar-celo (AD + LIB)
O Menino que Morava no Som (LIB + LSE)
Batom Vermelho Sangue (LSE)
Cidade Natal (LSE )
O Quarto Negro (LSE)

Foto: Isabella Lanave.

Prêmio Platino 2020 anuncia vencedores; Carol Duarte e Petra Costa são premiadas

por: Cinevitor

carolduarteplatinovenceCarol Duarte em A Vida Invisível: melhor atriz.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 29/06, os vencedores do 7º Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países.

Neste ano, o anúncio foi realizado de forma virtual pelo YouTube e apresentado pelo jornalista Juan Carlos Arciniegas e pelos atores Omar Chaparro e Májida Issa. A cerimônia presencial estava marcada para o dia 3 de maio, no Teatro Gran Tlachco de Xcaret, em Riviera Maya, no México, mas foi cancelada por conta da pandemia de Covid-19.

O drama Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, foi o grande vencedor desta edição com seis prêmios, entre eles, o de melhor filme ibero-americano de ficção. O cinema brasileiro também se destacou com o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa; e A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Carol Duarte. É a segunda vez que uma brasileira é consagrada nesta categoria; a primeira foi em 2017, com Sonia Braga, por Aquarius.

Conheça os vencedores do Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano 2020:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO:
Dor e Glória (Espanha)

MELHOR DIREÇÃO:
Pedro Almodóvar, por Dor e Glória

MELHOR ROTEIRO:
Dor e Glória, escrito por Pedro Almodóvar

MELHOR ATRIZ:
Carol Duarte, por A Vida Invisível

MELHOR ATOR:
Antonio Banderas, por Dor e Glória

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Dor e Glória, por Alberto Iglesias

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
Buñuel en el laberinto de las tortugas (Espanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Democracia em Vertigem, de Petra Costa (Brasil)

MELHOR PRIMEIRO FILME IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO:
A Camareira, de Lila Avilés (México)

MELHOR EDIÇÃO:
Dor e Glória, por Teresa Font

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Mientras dure la guerra, por Juan Pedro De Gaspar

MELHOR FOTOGRAFIA:
Monos, por Jasper Wolf

MELHOR SOM:
Monos, por Lena Esquenazi

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES:
O Despertar das Formigas, de Antonella Sudasassi (Costa Rica/Espanha)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
La casa de papel (Espanha)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Álvaro Morte, por La casa de papel

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Cecilia Suárez, por A Casa das Flores

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Gerardo Romano, por El marginal III

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Alba Flores, por La casa de papel

Foto: Bruno Machado.

Vermelha

por: Cinevitor

vermelhaposterDireção: Getúlio Ribeiro

Elenco: Osvaldo Marques, Carlos Alberto Ferreira, Emerson Alves, Jonatas Borges, Maurício Cruz, Maria Divina, Débora Marques, Vasconcelos Neto, Maria Divina, André Luiz, Vanderlei Cardoso, Welber Lôvo, Ricardo Menezes.

Ano: 2019

Sinopse: A trama acompanha dois homens que viajam até a região rural em busca de uma antiga raiz atingida por um raio. Paralelamente, Gaúcho reforma o telhado de sua casa, junto com o amigo Beto, e é constantemente ameaçado por Jonas, que cobra dívidas em atraso do fornecedor de materiais de construção. As figuras de Diva, Débora e da cadelinha Vermelha perpassam esse cotidiano de trabalho dos homens.

*Filme visto na Mostra Tiradentes | SP 2019.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Suzana Amaral, diretora de A Hora da Estrela, morre aos 88 anos

por: Cinevitor

suzanaamaralmorreA cineasta no Festival de Brasília, em 2017.

Morreu, na tarde desta quinta-feira, 25/06, aos 88 anos, a cineasta e roteirista Suzana Amaral, que ficou conhecida pelo premiado longa-metragem A Hora da Estrela, baseado no romance de Clarice Lispector.

Nascida em São Paulo, em 1928, começou sua carreira artística aos 40 anos, em 1968, quando cursou Cinema na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Ao longo desse período, dirigiu três curtas-metragens: Eu sou Vocês, Nós Somos Eles; Semana de 22; e Sua Majestade, Piolin.

Após concluir o curso, em 1971, ministrou aulas de roteiro e fotografia na ECA/USP. Nessa época, filmou diversos documentários em curta-metragem para o extinto programa Câmera Aberta, da TV Cultura. Entre 1976 e 1979, fez mestrado em Direção de Cinema na NYU, em Nova York, e outros cursos na Actors Studio. Com o documentário Minha Vida, Minha Luta, trabalho de conclusão do mestrado, foi premiada no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; o filme serviu de pano de fundo e inspiração para a luta pelas creches da periferia de São Paulo.

Dirigiu também a série Pensamento e Linguagem, em parceria com a Fundação holandesa Bernard Van Leer, e A Casa de Bernarda Alba, adaptação da obra do escritor espanhol Federico García Lorca.

O grande reconhecimento aconteceu em 1985 com o longa-metragem A Hora da Estrela, que recebeu seis prêmios no Festival de Brasília, entre eles, melhor filme e melhor direção. No ano seguinte, o longa foi consagrado no Festival de Berlim e rendeu o Urso de Prata de melhor atriz para Marcélia Cartaxo, no papel da inesquecível Macabéa. O drama, baseado no romance de Clarice Lispector, também foi premiado no Festival de Havana e no Sesc Melhores Filmes. Por conta desse sucesso todo, anos depois, em 1990, Suzana recebeu uma condecoração com a Ordem do Rio Branco pela contribuição do filme à divulgação do Brasil no exterior.

ahoradaestrela1A diretora nos bastidores de A Hora da Estrela, com Marcélia Cartaxo.

Em entrevista ao CINEVITOR, a atriz Marcélia Cartaxo, muito emocionada, relembrou o último encontro com a amiga, em janeiro desse ano e falou, com carinho, sobre Suzana: “Estou muito triste. Só tenho que agradecer por ela ter entrado na minha vida e ter feito uma proposta tão linda que mudou minha trajetória. Suzana fica pra história e será inesquecível pra mim”.

Ao longo da carreira, foi júri de festivais internacionais, dirigiu uma série chamada Procura-se para a RTP, em Portugal, dirigiu filmes institucionais e comerciais, foi professora universitária, atuou como crítica de cinema no jornal Folha de São Paulo e dirigiu seu segundo filme em 2001, o drama Uma Vida em Segredo, com Sabrina Greve e Eliane Giardini. O longa foi premiado no Cine Ceará, Festival de Brasília, Cartagena, APCA, entre outros. Neste mesmo ano, escreveu e dirigiu o documentário Demarcando o Cacique Fontoura, sobre a questão das terras dos índios Carajás.

Em 2009, dirigiu seu terceiro longa, o drama Hotel Atlântico, com Mariana Ximenes, João Miguel e Julio Andrade. O filme, premiado no Festival de Lima e no Prêmio Guarani, rendeu alguns prêmios para o ator Gero Camilo, como Troféu APCA e Redentor, no Festival do Rio. Nesse mesmo ano, Suzana foi homenageada no Festival de Toronto.

Suzana Amaral, que teve nove filhos e mais de vinte netos, estava internada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para realizar alguns exames e a causa da morte não foi revelada. A notícia foi divulgada por amigos próximos nas redes sociais.

Foto: Humberto Araujo/Divulgação.

Indianara

por: Cinevitor

indianaraposternovo2Direção: Aude Chevalier-Beaumel, Marcelo Barbosa.

Elenco: Indianara Siqueira, Wescla Vasconcelos, Biancka Fernandes, Marielle Franco.

Ano: 2019

Sinopse: Prestes a completar 50 anos, e às vésperas de se casar, a revolucionária Indianara luta pela sobrevivência das pessoas trans no Brasil e vislumbra abandonar a luta política das ruas. Mas, frente aos ataques do seu próprio partido político e diante da perda da companheira de luta, Marielle Franco, e do avanço do totalitarismo no Brasil, ela busca forças para embrenhar-se em um último ato de resistência. Vegana, anticapitalista e puta, como se define, Indianara milita também pelos oprimidos da sociedade em geral. Um retrato da matriarca e fundadora da Casa Nem, abrigo no centro histórico do Rio de Janeiro voltado para pessoas LGBTIs em situação de vulnerabilidade.

Crítica do CINEVITOR: Exibido na mostra da ACID, Association du cinéma indépendant pour sa diffusion, evento paralelo ao Festival de Cannes, o documentário Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, já manda seu recado logo na primeira cena. Ao lado de amigos, a protagonista participa de um enterro simples, em um cemitério precário, e se despede de um ente querido. Ao olhar em volta, entre diversas covas sem nome, em que provavelmente pessoas foram sepultadas como indigentes, ela aponta o dedo e reflete: “E agora? Quem é hétero? Quem é lésbica? Quem é travesti? Quem é transexual? Quem é homem? Quem é mulher? Quem é preto? Quem é branco? Olha aí… onde tudo termina. O que te importa aqui?”. Com essa reflexão precisa e impactante, em uma das cenas mais emocionantes do filme, entende-se o que será mostrado daqui pra frente ao longo da projeção. Indianara Alves Siqueira, ativista transexual, foi candidata a vereadora na cidade do Rio de Janeiro e, entre tantas ações, ficou conhecida por seu trabalho na Casa Nem, um abrigo no bairro da Lapa para pessoas LGBTIs, que foram expulsas de casa ou que estavam vivendo nas ruas. No filme, acompanhamos o cotidiano desse centro de acolhimento, que também oferece consultas psicológicas e cursos técnicos e preparatórios para o vestibular, e a relação de Indianara, idealizadora do projeto, com os que convivem por lá. Porém, o documentário vai além disso e retrata a luta diária de sua protagonista em diversas situações. Há momentos de intimidade com o marido e cenas de protesto contra o governo (na época liderado por Michel Temer). Fala-se também sobre HIV, prostituição, resistência, homofobia, desigualdade e militância. Aqui, vida pública, política e pessoal não se distanciam, e sem colocar a poeira debaixo do tapete, são escancaradas para o espectador. Por conta disso, Indianara torna-se um registro necessário e fundamental sobre momentos importantes, recentes e questionáveis que o Brasil enfrenta, como por exemplo, o assassinato da vereadora Marielle Franco. A constante luta contra uma sociedade heteronormativa permeia toda a narrativa, que mostra como as consequências de regras incabíveis criadas por governantes oprimem e afetam a liberdade de expressão das minorias. O filme também discute, com relevância, a questão do corpo como resistência e como forma de combate ao preconceito. Tudo se encaixa perfeitamente neste documentário, inclusive os momentos em que questiona o preconceito dentro da própria comunidade LGBT, na política, com aqueles que se aproveitam da causa para ganhar votos, e das atitudes dos cidadãos que se dizem a favor dessa luta. Até onde vão essas pessoas que afirmam combater o preconceito por compaixão? Será que pretendem ganhar algo com isso? Até que ponto são verdadeiras? É interessante destacar a maneira como os diretores apresentam sua protagonista: não há uma necessidade de endeusar Indianara, pelo contrário, entre seus erros e acertos conseguem destacar a importância de sua representatividade e de como seu ativismo pelos direitos humanos tornou-se peça fundamental para contar uma história potente de dedicação, que possa servir de inspiração. Foram dois anos acompanhando o cotidiano da personagem-título e daqueles que a rodeiam, e por isso, coube ao montador Quentin Delaroche o trabalho árduo e eficaz de encaixar cada peça desse interessante quebra-cabeça que se atualizava a todo momento. Indianara é um documentário necessário nesses tempos tão sombrios, que por meio de sua protagonista consegue contar um pouco da história de todos que enfrentam uma luta diária de resistência, contra o preconceito e em busca de liberdade. É também um tapa na cara da sociedade, pois mostra o lado mais difícil desse combate, ainda que seja liderado por pessoas que desejam ampliar o amor. É surpreendente, político, potente, tocante e humano. Dá voz a quem realmente tem o que dizer e que sente na pele a dor da discriminação. É o registro de uma luta contra a violência e da necessidade de direitos iguais para todos. Por isso, vale reforçar o lembrete: independente de orientação sexual ou identidade de gênero, é preciso respeitar o outro. De preferência, com amor. (Vitor Búrigo)

*Filme visto no 8º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevista com Indianara Siqueira no Olhar de Cinema.

*Clique aqui e assista aos melhores momentos da apresentação do filme no 14º Fest Aruanda.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas