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Narciso em Férias

por: Cinevitor

narcisoemferiasposterDireção: Renato Terra, Ricardo Calil.

Elenco: Caetano Veloso.

Ano: 2020

Sinopse: No dia 27 de dezembro de 1968, Caetano Veloso foi retirado de sua casa em São Paulo, confinado em uma solitária por uma semana no Rio de Janeiro e depois transferido para outras celas. Ao todo, ficou 54 dias na prisão. Cinquenta e dois anos depois, o compositor traz memórias e reflexões sobre o período mais duro de sua vida. O artista faz um relato íntimo e detalhado sobre os dias na solitária, relembra e interpreta canções que marcaram o período de confinamento e revisita episódios dolorosos vividos com outros presos, como seu amigo Gilberto Gil, preso no mesmo dia.

Crítica: É sempre um deleite ouvir Caetano Veloso. Seja em suas canções potentes ou em uma entrevista na TV. Seja em uma apresentação musical ou em um vídeo que viraliza na internet. Seja em um videoclipe ou em um show. Tê-lo por perto é sempre prazeroso; seja nas redes sociais, em um livro ou no fone de ouvido. Ou em um filme. Em meio a uma pandemia, onde recomenda-se evitar aglomeração, o documentário Narciso em Férias, exibido no Festival de Veneza deste ano, chega para o grande público direto em streaming; no conforto do lar do espectador. Os aplausos ao final da sessão serão mais comedidos, pelo menos por aqui, já que a plateia estará diante de uma TV ou da tela de um celular ou computador. A poltrona será o sofá de casa, ou talvez um travesseiro encostado na cabeceira da cama, e a pipoca será feita no micro-ondas. Mas, ainda assim, quando aperta-se o play, as luzes se apagam e Caetano, que logo aparece em cena, toma conta do nosso cinema particular. Como se fosse o começo de um show, os holofotes estão desligados e uma música marca a introdução do espetáculo. Logo, o artista aparece no palco, para a alegria de seus admiradores. Diante de uma parede de concreto, o cantor está sentado em uma cadeira, de pernas cruzadas. Parece o cenário de um show. Porém, a partir deste momento, a voz deste artista reverberará de maneira diferente. Dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, Narciso em Férias relembra a prisão de Caetano Veloso durante a ditadura militar depois do decreto do AI-5. Não há imagens de arquivo ou outros entrevistados que passaram pela traumática situação, como Gilberto Gil, Paulo Francis ou Ferreira Gullar. É apenas Caetano Veloso em cena, falando ao longo de 84 minutos. Com uma riqueza de detalhes, o artista relata os 54 dias que passou encarcerado. Começa com a noite anterior, onde relembra as músicas que escutava entre amigos sem nem imaginar o que aconteceria horas depois. Fala da solitária, do jornal velho no chão e da falta de se olhar no espelho; que fosse pelo simples fato de arrumar o cabelo diante de seu reflexo, mas muito mais pelo fato de voltar a se reconhecer e se enxergar fora daquele lugar. No resgate dessa memória perturbadora, entre devaneios, Caetano faz uma comparação entre a lágrima e o gozo, da maneira mais sublime que um artista do seu nível intelectual e poético poderia fazer; como se sentir vivo mesmo com um bloqueio para expelir suas angústias ou prazeres em uma situação que não lhe permitia tais feitos? O protagonista também relata uma certa euforia em ver gente, conta que ouvia gritos de tortura e fala sobre a reafirmação da escravidão. Quando relembra um episódio em que leu uma matéria na revista Manchete, se emociona e pede uma pausa na filmagem. Até então, Caetano seguia firme, ainda que visivelmente emocionado em muitos momentos; mas quando revive tal situação que, na época, o colocou mais perto daquela realidade que sentia falta, não consegue conter as lágrimas. Um dos momentos mais bonitos e sensíveis do filme, mesmo envolto em uma melancolia carregada por um turbilhão de sentimentos; dores e feridas, quem diria, causadas por imagens inéditas da Terra vista do espaço em um exemplar de uma revista semanal foram transformadas em música anos depois. Com Caetano Veloso em cena o tempo todo, preenchendo aquele espaço com sua presença possante e gesticular, o longa é filmado de maneira intimista e sem muitas variações de enquadramento para não desfocar do tema proposto (e isso basta quando se tem um personagem tão interessante que prende a atenção por si só). Ainda que se estabeleça como um registro audiovisual importante e necessário sobre o artista e seu país, o documentário se expande, em breves momentos do depoimento (notórios mais no início), causando uma leve oscilação entre ritmo, dinamismo e a força das palavras de seu entrevistado, que se sobressaem à tela. Porém, após a pausa sugerida pelo próprio, como se fosse um intervalo de seu show, Caetano volta ao som de Hey Jude. Ainda com as pernas cruzadas e no mesmo cenário, conta agora com seu violão. O espetáculo se prepara para os momentos finais, mas, antes disso, ainda relembra a risada da irmã mais nova e começa a ler um documento com o seu interrogatório, momento esse que engrandece a narrativa. Ri em diversos momentos, principalmente quando o acusam de subversivo e desvirilizante, fala de autores liberais, socialismo, do amigo Rogério Duarte e esclarece o motivo de sua prisão. Narciso em Férias não só escancara fantasmas do passado de um dos períodos mais violentos do Brasil, mas também mostra o quão é assustador o fato de que podemos reviver tudo isso a qualquer momento. Fala-se de memória, mas também do futuro. Hoje, cinquenta e dois anos depois do ocorrido com Caetano, e com tantos outros brasileiros, é possível enxergar ainda mais que a censura se reaproxima de vozes que não optam pelo silêncio e pela impotência. Atualmente, mesmo com lutas diárias e com um amplo engajamento de resistência, vivemos um momento nebuloso tomado por fake news, que propagam em redes sociais ou grupos de WhatsApp com uma força descomunal capaz de eleger governantes fascistas. Se olharmos para trás, é nítido reconhecer que essas tais notícias falsas não surgiram apenas nessa era tecnológica de julgamentos incoerentes e cancelamentos virtuais. Elas existem, afetam e delegam poderes desde sempre. Desde Caetano, como visto no filme. Por isso, é sempre um deleite ouvi-lo. Seja para se emocionar com suas canções ou com suas histórias que o moldaram como ser pensante e necessário para os dias atuais; um artista que se expressa, que transforma vivências em música e que presenteia o público com sua arte. Narciso em Férias amplifica a memória e o silêncio do seu protagonista. É sobre ontem, mas também sobre hoje. É preciso estar atento e forte. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Helen

por: Cinevitor

helenfilmeposterDireção: André Meirelles Collazzo

Elenco: Marcélia Cartaxo, Thalita Machado, Tony Tornado, Roberto Rezende, Ana Paula Lopez, Wellington Coelho, Lauryn Badu Feliciano Alexandre de Oliveira Pereira, Victor Phelipe Vasconcelos Silveira, Paulo Américo, Wallie Ruy, Andréia Paiva, Luiza Braga, Elzio Vieira, José Juvêncio Alexandre Ramos, Eduardo Acaiabe, Maria Rosa Fortunato Meirelles, Caroline Souza Ferreira, Aline Vitória Paiva do Nascimento, Angela Ribeiro, Daniel Morozzetti, Júlia Keunecke, Daniel Keunecke, Ana Beatriz Pina, Illgner Lucas, André Carlos, Ivy de Souza, Che Moais, Bernardo Damásio da Conceição, Lucas Luciano dos Santos, Rodrigo Pessin, Leda Marotti, Wellington Gomes, Ygor Fiori, Luiz Vaz, Al Danúzio, Rafael Losso, Cassius Getúlio Teixeira de Souza (Xuru), Ilú Oba de Min, Haullinna Beijamin, Nayara Letícia Teixeira de Oliveira, Maria Veriane da Silva, Ana Lívia Gonçalves de Sousa, Valter Araújo Borges, Edilaine Maria Bispo, Eduardo Kazuo Oshio, Said Mkidadi Simba, Letícia Bispo Fernandes Nascimento, Maria de Fátima Souza, Luana de Sousa Freitas, Claudio Mitsuo Ochi.

Ano: 2020

Sinopse: Helen é uma menina de nove anos moradora de um cortiço no centro de São Paulo. Nascida numa família humilde e desestruturada, a menina vive com a avó, Dona Graça, que também cumpre o papel mãe e pai e sustenta a família a partir de trabalhos informais. Entre uma brincadeira de rua, as aulas na escola e as tarefas para ajudar a avó no trabalho, Helen vive intensamente o cotidiano do bairro, transitando livremente pelas redondezas. Ainda muito ingênua, ela passa os dias alheia à dureza de sua realidade e sua principal preocupação no momento é juntar dinheiro para comprar um presente de aniversário para a avó: um kit completo de maquiagem.

*Filme visto na 15ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Professor Polvo

por: Cinevitor

professorpolvoposterMy Octopus Teacher

Direção: Pippa Ehrlich e James Reed.

Elenco: Craig Foster, Tom Foster.

Ano: 2020

Sinopse: Em uma floresta subaquática na África do Sul, um cineasta desenvolve uma amizade improvável com um polvo e descobre mais sobre os mistérios do mundo submarino.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

IndieLisboa 2020: conheça os vencedores; filmes brasileiros são premiados

por: Cinevitor

afebreindielisboa2020Regis Myrupu e Rosa Peixoto em A Febre, de Maya Da-Rin: vencedor.

Foram anunciados neste sábado, 05/09, os vencedores da 17ª edição do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema, conhecido por promover filmes independentes e apoiar a divulgação destes títulos na capital portuguesa, sendo considerado o maior festival português de cinema.

O cinema brasileiro, que marcou presença com diversas produções, foi consagrado nesta edição. A Febre, de Maya Da-Rin, venceu o principal prêmio da Competição Internacional. O júri, formado por Caroline Maleville, Cristina Nord e Mamadou Ba declarou: “O filme acompanha Justino, um homem de quase quarenta anos que trabalha como guarda no porto de Manaus, às margens do rio Amazonas. Justino é de uma comunidade indígena em algum lugar na floresta, que ele abandonou há décadas. A filha adulta está prestes a partir para Brasília para estudar medicina. Uma estranha febre se abate sobre Justino ao ouvir a notícia e, ao mesmo tempo, uma fera não identificada começa a assombrar o bairro em que ele mora. Maya Da-Rin observa o cotidiano dos personagens com paciência e gentileza. Seu filme mostra uma grande sensibilidade pela mistura particular de paisagem urbana, rio e floresta tão característica de Manaus. Também se apega à percepção de mundo dos personagens e adota uma perspectiva que excede a racionalidade ocidental, no entanto, o filme nunca corre o risco de criar um contraste simplista de modernidade versus tradição. A mise en scène de Maya Da-Rin pode parecer discreta, mas na verdade, é extremamente bem trabalhada. O resultado é um filme rico e cheio de nuances e uma exploração altamente realizada da situação difícil que os indígenas enfrentam no Brasil contemporâneo”.

Os longas Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha, e Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, foram premiados na mostra Silvestre, que apresenta obras de jovens cineastas e autores consagrados, que despertam novas linguagens. O júri, formado por Paulo Cunha, Marta Lança, Pedro Borges, Alexandra Ramires e Filipe Raposo, declarou: “Celebrando a vitalidade do cinema brasileiro, num momento em que se encontra gravemente ameaçado, premiamos dois filmes que se destacam pela abordagem às complexidades históricas, sociais e raciais do Brasil. Elogiamos ainda o caráter reflexivo e a pertinência destes filmes, contra uma tendência atual de asfixiar e reduzir o cinema a uma cultura de entretenimento e de alienação”.

Dirigido por Felipe Bragança, que foi júri da mostra Novíssimos, o longa Um Animal Amarelo, uma coprodução entre Brasil, Portugal e Moçambique, foi o filme de encerramento desta edição. Vale lembrar que os prêmios do público (longa, curta e IndieJúnior) serão revelados ao final do festival, que segue com exibições até o dia 11 de setembro.

Conheça os vencedores do IndieLisboa 2020:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA-METRAGEM

Grande Prêmio Cidade de Lisboa: A Febre, de Maya Da-Rin (Brasil/França/Alemanha)
Prêmio Especial do Júri: Victoria, de Isabelle Tollenaere, Liesbeth De Ceulaer e Sofie Benoot (Bélgica)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM

Grande Prêmio: Tendre, de Isabel Pagliai (França)
Melhor Curta de Animação: This Means More, de Nicolas Gourault (França)
Melhor Curta Documentário: Douma Underground, de Tim Alsiofi (Líbano)
Melhor Curta Ficção: Shānzhài Screens, de Paul Heintz (França/China)

COMPETIÇÃO NACIONAL

Melhor Filme Português: O Fim do Mundo, de Basil da Cunha
Melhor Direção: A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos
Melhor curta-metragem português: Meine Liebe, de Clara Jost
Prêmio Novo Talento: Corte, de Bernardo Rapazote e Afonso Rapazote

COMPETIÇÃO NOVÍSSIMOS

Prêmio Novíssimos The Yellow Color + Portugal Film: Contrafogo, de Carolina Vieira
Menção Especial: Nestor, de João Gonzalez

MOSTRA SILVESTRE

Melhor longa-metragem (empate): Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha (Brasil/França/Argentina) e Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)
Melhor curta-metragem: Apparition, de Ismaïl Bahri (Tunísia/França)

MOSTRA INDIEMUSIC

Prêmio IndieMusic (empate): White Riot, de Rubika Shah (Reino Unido) e Keyboard Fantasies: The Beverly Glenn-Copeland Story, de Posy Dixon (Reino Unido)

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio Árvore da Vida | Melhor Filme Português: O Fim do Mundo, de Basil da Cunha
Prêmio Amnistia Internacional: Douma Underground, de Tim Alsiofi (Líbano)

Foto: Divulgação.

Los Angeles Brazilian Film Festival 2020: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

desviofilmelabrff2020Daniel Porpino em Desvio, de Arthur Lins: selecionado.

A 13ª edição do LABRFF, Los Angeles Brazilian Film Festival, anunciou sua Seleção Oficial nesta sexta-feira, 04/09, em um evento on-line na Filmocracy, plataforma onde todo o festival será realizado entre os dias 21 e 25 de outubro. Também foram divulgados os selecionados do 2º Los Angeles International Music Video Festival, competição de videoclipes lançada no LABRFF do ano passado.

O público que acompanhou o anúncio dos selecionados pôde conhecer um pouco do funcionamento da Filmocracy, que traz uma experiência quase que presencial de um festival de cinema, permitindo interação entre os participantes, por meio de vídeo e áudio. Entre as surpresas da noite, foi lançada a música oficial do LABRFF: Believe, uma composição do músico Pedro André Bahia. Outra novidade foi o anúncio de exibições especiais do documentário Child Of Nature, de Marcos Negrão, que abriu a edição passada; e do longa Pacarrete, de Allan Deberton, grande vencedor do LABRFF 2019.

Também foram explicadas as possibilidades de distribuição de filmes por meio da Filmocracy, já que o LABRFF passa a ter um canal fixo dentro da plataforma, o LABRFF On Demand. Atualmente, mais de dois mil filmes fazem parte do catálogo e a distribuição funciona por meio de revenue share (participação nos lucros). A curadoria deste ano foi assinada por Sandro Alves, jornalista e crítico de cinema; Nikki Bohm, atriz e cineasta; e Alexandre Taquary, produtor.

A venda de ingressos para a #StayHomeEdition do LABRFF já começou. Mas além da compra pelo próprio site do festival, é possível garantir o acesso a todo evento com a doação de uma cota específica na campanha de financiamento coletivo no site Benfeitoria. Após 12 edições já realizadas, projetando os talentos brasileiros para a indústria americana e conectando pessoas e gerando negócios, o festival também se viu atingido pela situação que passa o setor cultural brasileiro, agravada ainda mais pela pandemia do novo coronavírus.

O objetivo da campanha é custear equipe e divulgação, para que os resultados sejam otimizados para todos que participarem do evento: “Nós criamos uma forma de solicitar o apoio de todos que sabem da importância do nosso festival para o cinema brasileiro, e ao mesmo tempo garantir a participação dessas pessoas no LABRFF 2020. Há uma cota de patrocínio que dá ao benfeitor o acesso aos cinco dias do evento em outubro. Ou seja, a participação das pessoas no LABRFF este ano é tudo que precisamos para que possamos seguir fazendo mais pelo cinema brasileiro”, explica a fundadora do LABRFF, Meire Fernandes.

Conheça os filmes selecionados para o LABRFF 2020 e para o 2º LAMV:

LONGA-METRAGEM | COMPETIÇÃO
3 Refeições, de Maria Maia
A Batalha de Shangri-lá, de Severino Neto e Rafael de Carvalho
A Queda, de Diego Rocha
Acqua Movie, de Lírio Ferreira
Desvio, de Arthur Lins
Esquadrão EAS – Anti Sequestro, de Marcos Dartagnan
Eu Menti pra Você, de José Eduardo Belmonte
King Kong em Assuncion, de Camilo Cavalcante
Lima Barreto, de Luiz Antonio Pilar
Loop, de Bruno Bini
O Homem Cordial, de Iberê Carvalho
O Mar a Dentro
, de Dainara Toffoli
Piedade, de Claudio Assis

LONGA-METRAGEM | MOSTRA PARALELA
Cova Rasa, de Marcelo Bendotti
Incursão, de Eduardo Moreira
Maria do Caritó, de João Paulo Jabur
Nas Mãos de Quem Me Leva, de João Côrtes
Recife Assombrado, de Adriano Portela
Taís e Taiane, de Augusto Sevá
Todo Carnaval tem sem Fim
, de Victor Baumgratz

FILMES CONVIDADOS | LABRFF 2019
Pacarrete, de Allan Deberton
Child of Nature, de Marcos Negrão

DOCUMENTÁRIO | COMPETIÇÃO
Alípio, de Caco Souza
Candango – Memórias de um Festival, de Lino Meirelles
Cavalo, de Raphael Barbosa e Werner Salles
Cracolândia, de Eduardo Felistoque
Ivan, o Terrível, de Mario Abbade
Lorna Washington – Sobrevivendo a Supostas Perdas, de Leonardo Menezes e Rian Córdova
Mangueira em 2 tempos, de Ana Maria Magalhães
O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes
Partida, de Caco Ciocler
Pedra de Guaratiba, de Luiz Eduardo Ozório
Ziraldo – Uma obra que pede Socorro, de Guga Dannemann

DOCUMENTÁRIO | MOSTRA PARALELA
Bernardo na Vida, BMO na Batalha, de Danilo Belchior
Flores do Cárcere, de Paulo Caldas e Bárbara Cunha
O Homem do Saco, de Carolina Wachokier, Felipe Khouri e Rafael Halpern
Terra de Nazaré, de Shaynna Pidori

CURTA-METRAGEM | MOSTRA COMPETITIVA
5 Estrelas, de Fernando Sanches
A Ética das Hienas, de Rodolpho Barros
A Volta para Casa, de Diego Freitas
Agorafobia, de Doug Martins
Andean Condor, de William Mazzola
Antes que eu Esqueça, de Tomires Ribeiro
Augusta & Antonico, de Cesar Felipe Pereira
Cinco Fitas, de Vilma Martins e Heraldo de Deus
Cineclube Darcy Ribeiro, de Conrado Krainer
Clausura, de Márcio Momó de Abreu e Lula Oliveira
Endless Love, de Duda Gambogi
Entre Olhares, de Ivann Willig
Entre, de Bruno Gissoni
Esmalte Verde Sangue, de Gabriela Altaf
Faixa de Gaza, de Lúcio César Fernandes Murilo
Flush, de Diego Freitas
Linhas Tênues – Histórias que nos vestem, de Isadora Canela e Hugo Haddad
O Menino que Morava no Som, de Felipe Soares
, de Patrick Hanser
Protesys, de Afonso Poyart
Quero ir para Los Angeles, de Juh Ballego
Quitéria, de Tiago A. Neves

CURTA-METRAGEM | MOSTRA PARALELA
Acts of Crisis, de Yera Dahora
Antes do Azul, de Romy Pocztaruk
Bochincho – O Filme, de Guilherme Suman
Conte sua História ou Entregue sua Alma, de Andrea Avancini
Copacabana Madureira, de Leonardo Martinelli
Dance Film, de Eduardo Hunter Moura
Dias Felizes, de André Santos
Ditadura Roxa, de Matheus Moura
Doce Veneno, de Waleska Santiago
E o que a Gente Faz Agora, de Marina Pontes
Ela Acorda Cedo, de Elisa Aleva
Em Cima do Muro, de Hilda Lopes Pontes
Foguete, de Pedro Henrique Chaves
Fragmentos ao Vento: 1945, de Ulisses da Motta
Gopi, de Viviane D’ávila
Ladrão Adora Menta, de João Rubio Rubinato
Legítima Defesa, de Vic Kings
Luna Quer Sair, de Luci Savassa e Marias Lovro
Memórias, de André Siqueira
Não me Esqueças, me Ame para Sempre, de Guilherme Andrade
O Grande Poeta, de André Mattos
O Quarto Negro, de Carlos Kamara
Para Ela, de Fran Lipinski
Resistindo ao Genocídio, de Lucca Messer
Sob o Olhar da Chuva, de Nalú Souza e Walklenguer Oliveira
Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes
Sonhos Concretos, de Hugo Haddad
Sujeito, de Fernanda Barban
Tempos de Caça, de Diego Amorim

ANIMAÇÃO | COMPETIÇÃO
Cup of Coffee, de Maju Cancella
Liga da Mata, de Sergio Kalilli
Lua, de Isaias Elpes
Napo, de Gustavo Ribeiro
Pinguinics em o Ataque vem do Polo, de Sergio Martinelli
Sapo Xulé, de Paulo José
The Red Scroll, de Nelson Botter Jr.

CURTAS INTERNACIONAIS | COMPETITIVA
1805 A rue de Papillons, de Renée Beaulieu
Adult Night, de Kevin e Leslie Alejandro
City of Dreams, de Manish Aka Malang
Dame, de Foster Wilson
Familia, de Germano Kuerten
Frank, de Gabriel Alencar
Los Homenajaedores, de Rodrigo Orozco
Lowrider Brasil, de Stephane Benini
Memoirs, de Guilherme Bonini
Nahjum, de Manuel Del Valle e Sebastian Torres
Piece of Me, de Bruna Cabral
The Games Masters, de Ross Campbell e Eduardo Ferro
Wander, de Dimitri Luedmann
White and Colors, de Maju Cancella

CURTAS INTERNACIONAIS | MOSTRA PARALELA
Edward, de Victor Cardoso
Nothing Happened, de Evan Meszaros
Signs, de Jason Satterlund
The Midnight Trip, de Joshn Brandão e Nicolai Kornum

DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL | COMPETITIVA
My Blood is Red, de Brian Mitchell, Jeremy Sams, Marcelo Vogellar e Brenden Hubbard
Passages, de Lúcia Nagib e Samuel Paiva
Seeding Change: The Power of Concious Commerce, de Richard Yelland
The Man of the Monkey, de David Romberg

LABRFF EXPERINCINE
Brazzy Jazzy, de Steve Becker
Meu Ódio, Minha Herança, de Thiago Grecco
O Jogo, de Felipe Bretas e Ronan Horta

MOSTRA COMPETITIVA BWIE
A Mulher no Fim do Mundo, de Ana do Carmo
Boderline, de Solange Pizzatto
Broken Hills, de Edmilson Filho
O Mundo Aqui Dentro, de Luisa Novo
O Samba Daqui, de Melina Anson
Rosa das Aroeiras, de Monica Mac Dowell
Stand Clear of the Closing, de Laila Garroni
Windows to the World – AM to PM, de Bia Oliveira

MOSTRA PARALELA BWIE
A Sete Tragos do Chão, de Claudia Sater e Ariel L. Dibernaci
Blueberry Cupcake, de Melina Anson
Cartaxo, de Barbara Marques
Compliance, de Gabriela Lima
E Agora o que Faremos, de Marina Pontes
Flying Whispers, de Rafaela Rocha
Hamburger, de Deyse Reis
Iara, de Gui Agustini
Luiza
, de Pedro Foss
Noite Fria, de Priscila Nascimento
Pega-se Facção, de Thais Braga
QuaranTeam, de Bianca Nin McMahan e Ayu Logan
The Bony Lady, de Adriana Barbosa e Thiago Zanato

MOSTRA 60 SEGUNDOS
A Quarta Vez, de Renan Amaral
Bart’s Revenge, de Gus Kearns
Chamamento, de Ian Iordanu
Crazy Horse, de Giulia Marcolini e Gus Kearns
Favela, de Levi Lima
Fiction Return, de Mostafa Gholami
Forest League, de Sergio Kalili
Imaginacéu, de Calleb Jan Grossi
New Jorney, de Lucas Hive
Penhead, de Hyuri Constâncio
Penso Logo Falo, de Bia Oliveira
Por Trás das Tintas, de Alek Lean
Speedy Spider, de Paula Alvala e Margreet Nuijten
Stay Home, Stay Safe, Stay Sane?, de Nick Hale
Stonely Language, de Reza Saveys
The World is Thirsty, de Isabel De La Torre
Todas as Vidas Importam, de Susana Sampaio
Under The Walnut Tree, de Mohammad Khalili

2º LOS ANGELES INTERNATIONAL MUSIC VIDEO FESTIVAL – LAMV:

BRAZIL COMPETITION
A Cada Passo, da banda Trema (Direção: Rafael Terpins)
Alumiou, de Alan Rocha (Direção: Heraldo de Deus e Adriele Regine)
Amigo da Onça & Beija Flor, da banda Amigos da Onça (Direção: Filipe Tomasini, Micael Hocherman e Marianna Ladeira)
Casmurro, de Alex Albino (Direção: Gabriel Novis)
Limbo, da banda Mad Sneak (Direção: Agno Dissan)
My Girl, de Vintage Culture (Direção: Thiago Eva)
O Amor te Dá, de Amanda Magalhães (Direção: Arthur Xavier e Caio Carvalho)
Pedrinho, de Tulipa Ruiz (Direção: Fabio Lamounier, Pedro França e Rodrigo Ladeira)
Puro Disfarce, de Letrux (Direção: Pedro Colombo)
Simplesmente Juliana, de Kinho Callou (Direção: Maria Callou)
Vai Ouvir, de Amanda Magalhães (Direção: Caio Carvalho e Arthur Luiz)
Vamo Aí, de Gabriel O Pensador (Direção: Ph Stelzer e Gabriel O Pensador)
Vivência, de Ramonzin e BK (Direção: Isabelle Lopes)

INTERNATIONAL COMPETITION
2 in a Million, de Sting, Steve Aoki e Shaed (Direção: J.A Moreno)
Akudama, de Alpha Wolf (Direção: Third Eye Visuals)
Andaluz, de Lia Paris (Direção: Lia Paris)
Angela, de FNTN (Direção: Brit Bucklee)
Bitter Parts, de Joya Mooi (Direção: Michael Middlekoop)
Carro de Boy, de Edgar O Novissimo (Direção: Tulio Cipó)
De Ontem, de Liniker e os Caramelows (Direção: Pedro França)
Desce pro Play (Pa Pa Pa), de Mc Zaac, Anitta e Tyga (Direção: Thiago Eva)
Echo, de Anjali Asha (Direção: Marco Ferreira)
El Amor (Remix), de Daniel Alejandro (Direção: Nicole Alexander)
Free Bird, de Gabe Furtado (Direção: Gabe Furtado)
Goofy, de MishCatt (Direção: Carla Dauden)
Guerreiro da Floresta, de Kunumi Mc (Direção: Gabe Maru e Bruninho)
Hot Tea, de Conscious Trap (Direção: Philipos Haile e Chandler Evans)
I Have No Home, de Odyn V Kanoe (Direção: Volodymyr Vlasenko)
In Front, de Las Abejas (Direção: Oswaldo Colon)
La Camita, de Young Cister (Direção: Camila Grandi)
Le Cannibale, de Vito Meirelles (Direção: Dimitri Luedmann)
Lovemaking, de Lucie Vondrackova (Direção: Teresa Hirsch)
Nobody, de Kwame (Direção: Zain Ayub e Kwame)
Pra Você Meu Amigo, de Seu Jorge e Rogê (Direção: Mariana Jorge)
Saiba, de Amanda Magalhães e Seu Jorge (Direção: Kill The Buddha)
Sonny Jim, de Izakariah (Direção: Isaac Lee)
Table For 2, de Alok e Iro (Direção: Thiago Eva)
Te Prometo, de Dennis e Mc Don Juan (Direção: Isabelle Lopes)
Teleapàtic, de Minova (Direção: Sito Ruiz e Esteve Pulg)
Texas, de Diablo Angelo (Direção: Felipe Soares)
Una de Cada Tres, de Angela (Direção: Luis Domingo)
Undo, de Searmanas (Direção: Dimitri Luedmann)
Unseen, de Naima Pohler (Direção: Naima Pohler)
You’re the Kinda Guy, de Michelle Rose (Direção: Joshua McGrane)

ANIMATION COMPETITION
Canção de Partida, de GA Setubal (Direção: Deco Farkas)
Dinheiro, de 50 tons de Preta (Direção: Matheus Heinz)
Don’t Die, de Nobro (Direção: Greg Doble)
Klub Kid, de Leopold Nunna (Direção: Aaron Kartley)
Mulato, de Wister (Direção: Wister)
Pé de Paaz, de Simone Malafaia (Direção: Simone Malafaia)
SOS Save Our Souls, de Segnali (Direção: Roberto Turati)
The Trouble with Angels, de Jakko Jakysky (Direção: Sam Chegini)

SPECIAL SCREENINGS | OUT OF COMPETITION
Azul, de Ana Gazzola (Direção: Ana Gazzola)
Children’s Peace Mantra, de Artwork Music Academy Mumbai (Direção: Marcos Negrão)
Come Back Home, de Piera Van de Wiel (Direção: Piera Van De Wiel)
Diamond Jockey, de Joe Romersa (Direção: Bonnie Foster)
God Loves Me Too, de Brian Falduto (Direção: Rachel Borders)
Heaven in Flames, de Rodrigo Pinheiro (Direção: Carole Queiroz)
In Flight Therapy, de Devin Cyph (Direção: Casey Shaw)
Meant to Be, de Will Hyde (Direção: Jarred Osborn)
No Fear Now, de Miles Megaciph (Direção: Miles Megaciph)
Nosso Trato, de Lia Paris (Direção: Manoel Neto)
Open for Business, de The North Country (Direção: Theodore Lee Jones)
The Camp, de Wonderful World (Direção: Ryosuke Sato)

Foto: Divulgação.

Festival Biarritz Amérique Latine 2020: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

matarinsetosbiarritzCena do curta O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli.

O Festival Biarritz Amérique Latine é um evento realizado desde 1979 com o objetivo de promover o cinema latino-americano na França, além de oferecer oportunidades de distribuição e coprodução para os realizadores.

A seleção conta com três mostras competitivas, de longas de ficção, curtas e documentários, além de sessões especiais fora de competição. O festival também se propõe a descobrir a cultura latino-americana de outras formas, com exposições de fotografia, concertos, encontros literários e universitários em parceria com o IHEAL, Instituto de Estudos Avançados da América Latina, entre outras atividades.

Nesta 29ª edição, que acontecerá entre os dias 28 de setembro e 4 de outubro, o cinema brasileiro ganha destaque com diversas produções, como: Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança; o curta Menarca, de Lillah Halla, selecionado para a Semana da Crítica em Cannes; o documentário O Índio cor de rosa contra a fera invisível: a peleja de Noel Nutels, de Tiago Carvalho; entre outros.

Conheça os selecionados para o Festival Biarritz Amérique Latine 2020:

FICÇÃO:

Chico ventana también quisiera tener un submarino, de Alex Piperno (Uruguai/Argentina/Brasil/Holanda/Filipinas)
La Fortaleza, de Jorge Thielen Armand (Venezuela/Colômbia/França/Holanda)
La Veronica, de Leonardo Medel (Chile)
Los Fantasmas, de Sebastián Lojo (Gutemala/Argentina)
Lina de Lima, de María Paz González (Chile/Peru/Argentina)
Ofrenda, de Juan Mónaco Cagni (Argentina)
Se escuchan aullidos, de Julio Hernández Cordón (México)
Selva trágica, de Yulene Olaizola (México/França/Colômbia)
Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança (Brasil/Portugal/Moçambique)

DOCUMENTÁRIO:

A media voz, de Heidi Hassan e Patricia Pérez Fernández (Cuba/Espanha/França/Suíça)
Cosas que no hacemos, de Bruno Santamaría (México)
El Campeón del mundo, de Federico Borgia e Guillermo Madeiro (Uruguai)
El Otro, de Francisco Bermejo (Chile)
La Niebla de la paz, de Joel Stängle (Colômbia)
Las Razones del lobo, de Marta Hincapié Uribe (Colômbia)
Mirador, de Antón Terni (Uruguai)
O Índio cor de rosa contra a fera invisível: a peleja de Noel Nutels, de Tiago Carvalho (Brasil)
Responsabilidad Empresarial, de Jonathan Perel (Argentina)
Suspensión, de Simón Uribe (Colômbia)

CURTA-METRAGEM:

Chakero, de Alejandro Ángel Torres (Colômbia)
El Silencio del río, de Francesca Canepa (Peru)
Gardeliana, de Patricio Toscano (Argentina)
La enorme presencia de los muertos, de José María Avilés (Argentina)
Los Niños lobo, de Otavio Almeida (Cuba)
Menarca, de Lillah Halla (Brasil)
Mundo, de Ana Edwards (Chile)
O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli (Brasil)
Permanencia, de Camilo Palacios (Colômbia)
Teoría social numérica, de Paola Michaels (Colômbia)
Volando bajo, de Elkin Calderón e Diego Piñeros (Colômbia)

FORA DE COMPETIÇÃO | AVANT-PREMIÈRES:

Vers la bataille, de Aurélien Vernhes-Lermusiaux (França/Colômbia)
Estou me guardando para quando o carnaval chegar, de Marcelo Gomes (Brasil)
Gaucho Basko, de Carlos Portella Nunes (França)
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)
El Father Plays Himself, de Mo Scarpelli (Venezuela)

FORA DE COMPETIÇÃO | SESSÃO ESPECIAL:

Serial Kelly, de René Guerra (Brasil) (exibido em work in progress)

FOCUS LATINOS IN THE USA:

El Viaje de Monalisa, de Nicole Costa (Chile)
Hermia y Helena, de Matías Piñeiro (Argentina)
I’m Leaving Now, de Lindsey Cordero e Armando Croda (EUA/México)
Los Lobos, de Samuel Kishi Leopo (México)
Memorias del desarrollo, de Miguel Coyula (EUA/Cuba)
Ninguém Está Olhando (Nadie nos mira), de Julia Solomonoff (Argentina/Espanha/Colômbia/Brasil/EUA)
Rastreador de estatuas, de Jerónimo Rodríguez (Chile/EUA)
The Infiltrators, de Cristina Ibarra e Alex Rivera (EUA)
We Like It Like That, de Mathew Ramírez Warren (EUA)

Foto: Divulgação.

007 – Sem Tempo Para Morrer, com Daniel Craig, ganha novo trailer

por: Cinevitor

007semtempotrailer2Daniel Craig: último filme como James Bond.

Programado para estrear no dia 9 de abril, 007 – Sem Tempo Para Morrer teve seu lançamento adiado por conta da pandemia de Covid-19 depois de uma avaliação do mercado de cinema global realizada pela Universal Pictures.

O vigésimo quinto longa da franquia, e o último de Daniel Craig como o agente James Bond, acaba de ganhar um novo trailer. A prévia, além de trazer mais ação, posiciona o filme como uma experiência cinematográfica e apresenta mais detalhes sobre o vilão de Rami Malek, a agente vivida por Lashana Lynch e a aliada de Bond, Ana de Armas. O trailer ainda reforça a importância desta última missão, que poderá mudar o rumo de tudo.

Na trama, o personagem criado pelo escritor britânico Ian Fleming deixou o serviço ativo e está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica. Sua paz é interrompida quando seu velho amigo Felix Leiter, da CIA, aparece com um pedido de ajuda. A missão de resgatar um cientista sequestrado acaba sendo muito mais difícil do que o esperado, deixando Bond no caminho de um vilão misterioso e armado com uma nova tecnologia perigosa.

Dirigido por Cary Joji Fukunaga, de Beasts of No Nation, o longa traz de volta Ralph Fiennes, Naomie Harris, Rory Kinnear, Léa Seydoux, Ben Whishaw e Jeffrey Wright ao elenco, que conta ainda com Dali Benssalah, David Dencik e Billy Magnussen. O roteiro é assinado pela premiada Phoebe Waller-Bridge, em parceira com Neal Purvis, Robert Wade, Scott Z. Burns e o próprio Fukunaga.

Confira o novo trailer de 007 – Sem Tempo Para Morrer, que chega aos cinemas brasileiros no dia 19 de novembro:

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Inffinito Film Festival 2020: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

piedadeinffinitofestival2020Irandhir Santos e Fernanda Montenegro em Piedade, de Claudio Assis.

O Inffinito Film Festival, que acontecerá entre os dias 26 de setembro e 23 de outubro, exibirá mais de 100 produções brasileiras nos Estados Unidos, em todo o território americano, de Porto Rico ao Alasca. A programação on-line reunirá longas de ficção e documentários (produzidos e lançados em 2019/2020), curtas-metragens, mostras de filmes de realizadores indígenas, vencedores dos festivais passados e de diretores negros ou que tenham relevância em sua temática para potencializar a presença do negro no cinema brasileiro.

Pioneiro na promoção e difusão do cinema brasileiro no mercado internacional, o Circuito Inffinito de Festivais é realizado há 24 anos consecutivos, em cidades como Miami, Nova Iorque, Londres, Vancouver, Roma, Milão, Frascati, Madri, Barcelona, Montevidéu, Buenos Aires e Bogotá. Em 84 edições dos festivais, o circuito soma mais de 1000 filmes exibidos, criando assim uma forte relação com o consumidor do produto audiovisual brasileiro no exterior.

Este ano, por conta da pandemia de Covid-19, a Inffinito vai inovar apresentando on-line todas as suas mostras, através da plataforma de streaming (clique aqui). Criada exclusivamente pela produtora, a Inff.online disponibilizará a partir de novembro, depois do festival, um catálogo de filmes brasileiros via VoD (vídeo sob demanda), além de outros mostras temáticas e uma curadoria diversificada.

Os únicos eventos presenciais do 24th Inffinito Film Festival acontecerão em Miami, com um cine drive-in, e em Nova York, com exibições ao ar livre no Central Park. A partir de 28 de setembro, mais de 100 filmes selecionados para as mostras competitivas e hors-concours do Inffinito Film Festival estarão disponíveis para o território americano. No Brasil, o público poderá assistir, gratuitamente, uma seleção especial de filmes, incluindo as mostras de cinema negro, de cinema indígena e de produções do homenageado do festival, Daniel Filho.

“Desta maneira, estamos contribuindo para a segurança de nosso público, de profissionais do setor, de toda equipe do festival, além de criarmos uma nova oportunidade de difusão de nossas produções em todo os Estados Unidos”, diz Adriana L. Dutra, sócia da Inffinito, ao lado de Claudia Dutra e Viviane Spinelli.

A 24ª edição do Inffinito Film Festival será realizada em 11 salas virtuais com 8 salas de mostras, 1 sala para debates com realizadores das mostras, 1 sala de master class, 1 sala de lives, além de festas e noite de premiação nas redes sociais.

A curadoria das mostras Competitivas e Panorama de longas-metragens de ficção e documentário foi realizada por Camila Morgado, Eloisa Lopez, Jal Guerreiro, Laura Fernandes e Liliana Kawase. A mostra Panorama de curta-metragem tem curadoria assinada por Zita Carvalhosa, diretora do Curta Kinoforum. A mostra Filmes Indígenas tem curadoria de Graci Guarani.

O júri de longas-metragens de ficção será formado por: Carol Marra, atriz; Joelzito Araújo, diretor e roteirista; Maria Sanchez, diretora artística de aquisições e coprodução na Amazon; e Tizuka Yamasaki, cineasta. O júri de longas documentais contará com: Fabrício Boliveira, ator; Graci Guarani, cineasta; e Malu de Martino, cineasta.

Conheça os filmes selecionados para o Inffinito Film Festival 2020:

MOSTRA COMPETITIVA | FICÇÃO

A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó
Aos Nossos Filhos, de Maria de Medeiros
Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo
Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha
Fendas, de Carlos Segundo
O Homem Cordial, de Iberê Carvalho
O Juízo, de Andrucha Waddington
Piedade, de Claudio Assis
Pureza, de Renato Barbieri
Rodantes, de Leandro HBL
Três Verões, de Sandra Kogut
Vou Nadar Até Você, de Klaus Mitteldorf

MOSTRA COMPETITIVA | DOCUMENTÁRIO

A Jangada de Welles, de Firmino Holanda e Petrus Cariry
A Última Gravação, de Célia Freitas e Isabel Cavalcanti
Adoniran: Meu Nome é João Rubinato, de Pedro Soffer Serrano
De Olhos Abertos, de Charlotte Dafol
Diga Meu Nome, de Juliana Chagas Gouveia
Diz a Ela que Me Viu Chorar, de Maíra Bühler
Dorivando Saravá, O Preto que Virou Mar, de Henrique Dantas
Fico te Devendo Uma Carta Sobre o Brasil, de Carol Benjamim
Jair Rodrigues: Deixa que Digam, de Rubens Rewald
Lugar de Fala, de Felipe Nepomuceno
Partida, de Caco Ciocler
O Samba é Primo do Jazz, de Angela Zoé

MOSTRA PANORAMA | FICÇÃO

A Batalha de Shangri-lá, de Severino Neto e Rafael de Carvalho
A Colmeia, de Gilson Vargas
A Espera de Liz, de Bruno Torres
A Sombra do Pai, de Gabriela Amaral Almeida
Boni Bonita, de Daniel Barosa
Carlinhos & Carlão, de Pedro Amorim
Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camurati
Divaldo: O Mensageiro da Paz, de Clovis Mello
Domingo, de Fellipe Barbosa e Clara Linhart
Fado Tropical, de Cavi Borges
Lamento, de Claudio Bitencourt e Diego Lopes
Minha Mãe é uma Peça 3, de Susana Garcia
Nóis por Nóis, de Aly Muritiba e Jandir Santin
O Banquete, de Daniela Thomas
Segundo Tempo, de Rubens Rewald

MOSTRA PANORAMA | DOCUMENTÁRIO

Adoráveis Paspalhas, de Ricardo Chreem
Amazônia Groove, de Bruno Murtinho
Amazônia: Sociedade Anônima, de Estevão Ciavatta
Chão, de Camila Freitas
DNA Abdelmassih, de Luis Claudio Latgé
Família de Axé, de Tetê Moraes
O Segundo Encontro, de Viviane Soares Louise
Semente da Música Brasileira, de Patricia Terra
Soldado Estrangeiro, de José Joffily e Pedro Rossi

MOSTRA PANORAMA | CURTA-METRAGEM

A Era de Lareokotô, de Rita Carelli
Alma Bandida, de Ariane Rocha
Amnestia, de Susanna Lira
Amor aos Vinte Anos, de Toti Loureiro e Felipe Poroger
Angela, de Marília Nogueira
Baile, de Cíntia Dommit Bittar
Borá, de Angelo Defanti
Caçador, de Leonardo Sette
Caranguejo Rei, de Matheus Faria e Enock Carvalho
Carvão, de Miguel Góes
Copacabana – Auschwitz, de Jaiê Saavedra
Dela, de Bernard Attal
Dobras, de Cristian Borges, Pedro Nishi e Francisco Miguez
Eu, Minha Mãe e Wallace, de Eduardo Carvalho e Marcos Carvalho
Lispector & Eu, de Ricardo Chreem
Mãe Não Chora, de Carol Rodrigues e Vaneza Oliveira
O Véu de Amani, de Renata Diniz
Sangro, de Bruno H Castro, Guto BR e Tiago Minamisawa

MOSTRA CINEMA NEGRO

Meu Amigo Fela, de Joel Zito Araújo
Bixa Travesty, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla
A Última Abolição, de Alice Gomes
Servidão, de Renato Barbieri
Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio
Sem Descanso, de Bernard Attal

MOSTRA INFFINITO

Bufo & Spallanzani, de Flavio R. Tambellini
Cássia, de Paulo Henrique Fontenelle
Coleção Invisível, de Bernard Attal
Colegas, de Marcelo Galvão
Como Ser Solteiro, de Rosane Svartman
De Pernas Pro Ar, de Roberto Santucci
Desenrola, de Rosane Svartman
Loki – Arnaldo Baptista, de Paulo Henrique Fontenelle
Minha Mãe é uma Peça, de André Pellenz
Nise: O Coração da Loucura, de Roberto Berliner
O Paciente: O Caso Tancredo Neves, de Sergio Rezende
Pequeno Segredo, de David Schurmann
Proibido Proibir, de Jorge Duran
S.O.S. Mulheres ao Mar, de Cris D’Amato
Um Namorado Para Minha Mulher, de Julia Rezende

MOSTRA HOMENAGEM DANIEL FILHO

A Dona da História, de Daniel Filho
Cazuza – O Tempo Não Pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho
Chico Xavier, de Daniel Filho
O Casal, de Daniel Filho
Primo Basílio, de Daniel Filho
Tempos de Paz, de Daniel Filho
Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho
O Beijo no Asfalto, de Bruno Barreto
Romance da Empregada, de Bruno Barreto
Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho

MOSTRA INDÍGENA | LONGA-METRAGEM

ARA PYAU – Primavera Guarani, de Carlos Eduardo Magalhães
My Bloond is Red, de Guilherme Bolliger e Graciela Guarani

MOSTRA INDÍGENA | CURTA-METRAGEM

ÃJÃÍ: O Jogo de Cabeça dos Myky e Manoki, de André Lopes e Typju Myky
Até o Fim do Mundo, de Juma Gitirana Tapuya Marruá
Mensagens da Terra, de Maria Pankararu e Sebastián Gerlic
Nossa Alma Não Tem Cor, de Alexandre Pankararu
O Verbo se Fez Carne, de Ziel Karapotó
Os Espíritos Só Entendem o Nosso Idioma, de Cileuza Jemjusi
Tecendo Nossos Caminhos, de Joana Brandão
Teko Haxy, de Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Sophia Pinheiro

MOSTRA OUTDOOR

Abe, de Fernando Grostein Andrade
Quero Botar Meu Bloco na Rua, de Adriana L. Dutra

Foto: Divulgação.

Circuito Penedo de Cinema 2020: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

5estrelaspenedo2020Luciana Paes e Gilda Nomacce no curta 5 Estrelas, de Fernando Sanches.

Da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano nasceu o Circuito Penedo de Cinema, que em 2020 chega à 10ª edição já consolidado no calendário brasileiro do audiovisual. Durante sete dias, o Circuito promove uma extensa e diversificada programação, totalmente gratuita, às margens do Rio São Francisco, na cidade histórica de Penedo, em Alagoas, palco de um dos mais importantes festivais de cinema do país entre as décadas de 1970 e 1980.

De 23 a 29 de novembro, a cidade sediará o 10º Festival de Cinema Universitário de Alagoas, o 10º Encontro de Cinema Alagoano, a 7ª Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, a 10ª Mostra de Cinema Infantil e o 11º Festival do Cinema Brasileiro, que fortalecem a cultura cinematográfica e movimentam a produção audiovisual independente alagoana e nacional.

Neste ano, o evento bateu recorde de inscrições: foram 746 curtas de mais de 20 estados inscritos. Em função de um eventual quadro de agravamento da pandemia mundial de Covid-19 e da necessidade do recrudescimento das restrições impostas à mobilidade social, a Comissão Organizadora se reserva o direito de transferir o festival para o formato on-line.

Conheça os filmes selecionados para o 10º Circuito Penedo de Cinema:

FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO

5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
A Profundidade da Areia, de Hugo Reis (ES)
Ana Terra, de Direção Coletiva (AL)
Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)
Auto Falo, de Caio Dornellas (PE)
À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (BA)
Caranguejo Rei, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva (PE)
Egum, de Yuri Costa (RJ)
Enraizadas, de Juliana Nascimento e Gabriela Roza (RJ)
Manaus Hot City, de Rafael Ramos (AM)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Sthefanny Fernanda e Vita Pereira (SP)
Tempos de Caça, de Diego Amorim (RJ)
Trincheira, de Paulo Silver (AL)

FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO

A Barca, de Nilton Resende (AL)
A Três Andares, de Bruca Teixeira (AL)
Cão Maior, de Filipe Alves (DF)
Colapsar, de Direção Coletiva (AL)
Correntes, de Charles dos Santos (SP)
Diz que é Verdade, de Pedro Estrada e Claryssa Almeida (MG)
Era Pra Ser o Nosso Road Movie, de Carolina Timoteo, Lucas Menezes, Clécia Borges e Júlia da Costa (SE)
Goma, de Igor Vasco (SP)
Limbo, de Anna Gabriela Alves (RN)
Paloma, de Alex Reis (SP)
Para Todes, de Victor Hugo e equipe (RJ)
Pente Zero, de Tiago Felipe (PR)
Reduto, de Michel Santos (BA)
Rock no Fim do Touring, de Beatriz Vilela (AL)
Ruído Branco, de Gabriel Fonseca (SP)
Segue o Baile, de Iury Santos e Gabriel Ribeiro (RJ)
Traçados, de Rudyeri Ribeiro (PA)
Vida dentro de um Melão, de Helena Frade (MG)

MOSTRA VELHO CHICO DE CINEMA AMBIENTAL

2019: O ano que a impunidade virou regra, de Tiago Galan Mazurkevic (RJ)
70% O Filme, de Zefel Coff (DF)
A Menina da Ilha, de Coletivo Cinema no Interior (PE)
A Tradicional Família Brasileira KATU, de Rodrigo Sena (RN)
Arapucas, de Danilo Kamenach (GO)
Castanhal, de Marques Casara e Rodrigo Simões Chagas (SP)
(Des)matamento, de Gunga Guerra (RJ)
Dôniara, de Kaco Olimpio (GO)
Guardaram por nós, de Catharina Bergo (SP)
Lulu vai de bicicleta, de Edson Fogaça (DF)
Mangue, Herança Natural, de Thales Pereira (AL)
Medo das Árvores, de Édier William (RO)
O Menino que Tinha Medo do Rio, de Marcos Carvalho (PE)
Onde tem índio, tem floresta, de Fausto Junior (BA)
Porto do Madeiro, de Lucila Meirelles e Augusto Calçada (RN)
Quando a chuva vem?, de Jefferson Batista de Andrade (PE)
Rio Mar, de Coletiva (PE)
O Riso da Mata, de Priscila Jácomo e Melquior Brito (SP)
Sinfonia da Destruição, de Rodney Gonzaga Barbosa (SP)
Supremacia da Fumaça, de Marcelo Mendes Gomes (ES)
Tupinambás – Vozes da Caminhada, de Rodrigo Brucoli (SP)
Xepa, de Thanya Ponce Nava e Roberto Kanella (SP)

MOSTRA DE CINEMA INFANTIL

Ainda Existe Amor, de Gustavo Rayner (RJ)
Antes que Vire Pó, de Danilo Custódio (PR)
Briga de Galo, de Leonardo José Mancini (AM)
Cadê o Amor que Estava Aqui?, de Adriano Gomes
Fome, de Felipe Fré (SP)
Fucsia & Luxy, de Jeremias Adrian Bustingorri (SC)
Maratonista de Quarentena, de Eduardo Tosta e Karol Azevedo (BA)
ME, de Adriana do Prado Lisboa Siqueira
Nana e Nilo em Dia Ensolarado e Chuvoso, de Sandro Lopes (RJ)
Penhead, de Hyuri Constâncio
Pila, Pilão, de Giuliana Danza (MG)
Planta, de Pedro Vieira e Rafael R. Fontcuberta
Quarks & Leptons, de Maurício Squarisi (SP)
Seu Bôlas encontrando os Nôuras, de Bruno de Castro (RJ)
Smartphamily, de Vinicius Augusto Bozzo (CE)
Sonhos da Isah: O Baú do Papai, de João Ricardo Costa (SC)

Foto: Divulgação.

Alice Júnior, de Gil Baroni, ganha trailer e nova data de estreia

por: Cinevitor

alicejuniortrailer1Anne Celestino Mota e Matheus Moura em cena.

Dirigido por Gil Baroni, o longa Alice Júnior teve sua estreia comercial adiada por conta da pandemia de Covid-19. Com isso, o filme ganha nova data de lançamento: a partir do dia 11 de setembro nas plataformas de VoD, como Vivo Play, Oi Play, Google Play, iTunes, Now, YouTube Play e Looke.

O premiado longa fala sobre a adolescência, suas inquietações, seus sonhos e retrata a escola como um ambiente de ensino indispensável, mas que muitas vezes pode ser opressor. O diretor Gil Baroni, o roteirista e criador da ideia original Luiz Bertazzo e o corroteirista Adriel Nizer Silva, desenvolveram a história ao longo de um ano e meio: “O primeiro beijo é algo tão bonito e simples, uma conquista de todo ser humano quando passa pela jornada de maturação e começa a compreender sua independência e importância no mundo. Parece fácil contar a história do primeiro beijo na adolescência. No entanto, a complexidade nasce quando esse primeiro beijo acontece com um corpo trans. Isso porque o Brasil carrega uma vergonhosa estatística: é o país que mais mata transexuais no mundo e a expectativa de vida de uma pessoa trans é 35 anos. Alice é trans e sua existência é sinônimo de resistência”, explica Baroni.

A protagonista é interpretada pela atriz trans Anne Celestino Mota. A produção fez uma chamada de casting em uma rede social e várias pessoas se candidataram: “Na primeira conversa com Anne percebemos que ela preenchia o perfil físico, além de ser uma jovem militante consciente e contestadora. Marcamos uma conversa por Skype com ela e com a mãe [Somália Celestino] e ficamos surpresos: havíamos encontrado uma forte candidata ao papel de Alice Júnior”, complementa Baroni.

A atriz, natural do Recife, visitou a equipe em Curitiba e após várias conversas não só ganhou o papel de Alice como contribuiu com várias mudanças na escrita do roteiro, pois a equipe entendeu que a história deveria ser contada a partir do seu olhar, da sua militância, suas experiências e que seu lugar de fala deveria ser respeitado: “O filme traz uma personagem trans para o protagonismo da história. Como contar essa história sendo coerente com a realidade de um país transfóbico, mas ao mesmo tempo como fazer com que essa personagem tivesse força para representar a coragem, a superação e a vitória? Esse foi o maior desafio. Fazer um filme que falasse sobre todas essas questões com verossimilhança. E para isso eu estava sempre ouvindo e antenado com a Anne, que nos ensinava muitas questões sobre o universo trans”, conta o diretor.

Ser trans no Brasil é um ato de resistência. Alice é uma mulher trans e portanto seu corpo é político e questiona o padrão imposto. Ela não se esconde, se expõe através da internet, do seu vlog, não teme a câmera e diz o que pensa sobre o mundo. Selfies, vlogs, lives são meios de expressão e resistência. Alice é mulher trans que resiste através da construção de sua imagem.

“Gostaríamos que a história de Alice Júnior tocasse os corações do mundo e sensibilizasse as pessoas que ainda não compreenderam a beleza da diversidade de cada ser humano. Desejamos que o filme seja um estímulo para as pessoas que estão descobrindo a relevância de seus corpos tal como são (e não como querem que sejam: corpos dóceis). E queremos que o filme seja inspiração para os que continuam resistindo e quebrando paradigmas tóxicos à humanidade”, conclui Baroni.

Alice Júnior integrou a seleção da mostra Generation no Festival de Berlim deste ano; no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro recebeu os prêmios de melhor atriz para Anne Mota, melhor montagem, trilha sonora e atriz coadjuvante para Thaís Schier; no Festival do Rio, foi eleito o melhor filme da Mostra Geração segundo o público; na 27ª edição do Festival Mix Brasil foi consagrado com três estatuetas: melhor interpretação, Menção Honrosa e melhor longa nacional segundo o público.

Além disso, o filme tem circulado com sucesso em festivais internacionais e recebeu o Prêmio do Júri no aGLIFF, Austin Gay and Lesbian International Film Festival, e integra a seleção do Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, considerado o maior festival com temática LGBTQIA+ do mundo.

Confira o trailer de Alice Júnior:

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.

Breve Miragem de Sol

por: Cinevitor

brevemiragemsolposterDireção: Eryk Rocha

Elenco: Fabricio Boliveira, Bárbara Colen, Cadu N. Jay, Mathias Wunder, Daniel Kristensen, Yuri Ribeiro, Diogo Fujimura, Inês Estévez, Luis Ziembrowski, Nelson Baskeville, Maeve Jinkings, Fábio Andrade, Bruno Barboza, Márcio Vito, Xando Graça, Manu Menandro, Danny Santos, Geandra Nobre, Luan Pessoa, Renato Novaes, Sara Hannah, Gabriela Carneiro da Cunha.

Ano: 2019

Sinopse: Paulo, de 40 anos, é um homem desempregado e recém divorciado que começa a dirigir um táxi pelas noites do Rio de Janeiro. Carregando uma dívida com seu filho, Mateus, ele encontra no novo trabalho a chance de um recomeço. Conforme Paulo aprende a coreografia da nova profissão, a solução aparentemente provisória se solidifica como momento presente, e noite após noite, conversas com os passageiros misturam-se às de sua vida. Karina, enfermeira de um hospital público, surge na vida de Paulo como um respiro de amor e luta. Assim como ela, cada passageiro possui um destino diferente, mas ao fim é sempre Paulo que está no comando do volante, tecendo uma grande narrativa sobre um país em convulsão política, econômica e social.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Filmes brasileiros são premiados no Festival de Málaga 2020

por: Cinevitor

reginacasemalaga2020Regina Casé, em Três Verões, de Sandra Kogut: melhor atriz.

O Festival de Málaga começou em 1998 com o objetivo de favorecer a divulgação da cinematografia espanhola, tornando-se uma referência nacional e internacional com intenção de contribuir para o desenvolvimento de Málaga, que fica no sul da Espanha, como uma cidade aberta e cultural. A programação conta também com produções de outros países e promove um panorama amplo da cultura cinematográfica.

Neste ano, em sua 23ª edição, que aconteceu entre os dias 21 e 30 de agosto, o cinema brasileiro marcou presença com diversos filmes, como: Três Verões, de Sandra Kogut, na Competição Oficial; Filho de Boi, de Haroldo Borges e Ernesto Molinero, e La botera, de Sabrina Blanco, coprodução entre Argentina e Brasil, na mostra Largometrajes Zonazine; Diz a ela que me viu chorar, de Maíra Bühler, e Partida, de Caco Ciocler, na seleção oficial de Largometrajes Documentales; e Carne, de Camila Kater, entre os curtas documentais.

A Biznaga de Oro, prêmio máximo do festival, foi entregue para Las niñas, de Pilar Palomero; o júri da Seleção Oficial de longas-metragens foi formado por: Álvaro Brechner, Adelfa Calvo, Álvaro Cervantes, Chus Gutiérrez e Pablo Remón. Arturo Ripstein recebeu a Biznaga de Plata pela direção de El diablo entre las piernas.

Entre as atuações, Regina Casé, de Três Verões, dividiu a Biznaga de Plata de melhor atriz com Kiti Mánver, por El inconveniente. Além disso, o Júri da Crítica, formado por Adela Mac Swiney, Berna González Harbour e Pepa Blanes, entregou um Prêmio Especial para o filme de Sandra Kogut: “O júri destaca a grande qualidade e diversidade do cinema latino-americano aqui representado em uma oferta geralmente surpreendente e de alto nível. Três Verões proporciona um olhar cheio de força e vitalidade num cenário de corrupção e situações dramáticas que se observam do ponto de vista de uma mulher humilde que extrai a energia necessária para enfrentar os contratempos. Ela e os outros criados, assim como o pai idoso do chefe da casa, aprendem a sobreviver da melhor maneira possível no meio da pior situação. Um filme de alegria e otimismo, mesmo que a vida se volte contra. A narrativa foi trabalhada com sucesso por três natais consecutivos, mostrando uma evolução crível e cheia de nuances para todos os seus personagens”.

A Biznaga de Plata de melhor documentário foi entregue para Partida, de Caco Ciocler, que também recebeu oito mil euros. Segundo o júri, formado por Andrea Guzmán, Eva Vila e Garbiñe Ortega, é um filme cheio de força que cria um espaço coletivo de reflexão em uma viagem à utopia. O longa baiano Filho de Boi, de Haroldo Borges e Ernesto Molinero, recebeu a Biznaga de Plata do Prêmio do Público da mostra ZonaZine.

O júri da Seleção Oficial de Curtas Documentais premiou Carne, de Camila Kater, com a Biznaga de Plata de melhor curta-metragem documentário, que recebeu três mil euros.

Além disso, os homenageados deste ano foram: Arturo Ripstein, cineasta mexicano; a figurinista Tatiana Hernández; a atriz espanhola Kiti Mánver; o ator argentino Oscar Martínez; e o montador Carlos Marques-Marcet.

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.