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Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade 2020 abre inscrições para sua 28ª edição

por: Cinevitor

mixbrasil2020inscricoesPor conta da pandemia, o evento deve acontecer de forma virtual.

Já estão abertas as inscrições para a 28ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, considerado o maior evento cultural da América Latina com foco em filmes relacionados à sexualidade em suas diversas formas de expressão. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de agosto através do site; clique aqui.

Em 2020, o Mix Brasil acontecerá entre os dias 11 e 22 de novembro. Por conta da pandemia de Covid-19, o evento será on-line em uma plataforma segura e com número limitado de espectadores em cada exibição. Vale destacar que o festival também poderá acontecer em salas de cinema se as orientações dos órgãos públicos locais permitirem tais atividades no período do evento.

No ano passado, o público do festival foi de quase 35 mil pessoas que participaram das exibições, festas, teatro, música, conferência e debates. O documentário Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, se consagrou com o Coelho de Ouro de melhor longa-metragem brasileiro. Dirigido por Gil Baroni, Alice Júnior também se destacou e levou três prêmios, entre eles, o de melhor filme brasileiro segundo o público.

O Festival Mix Brasil é realizado pela Associação Cultural Mix Brasil, uma organização sem fins lucrativos que visa promover a liberdade de expressão da diversidade sexual em diferentes formatos.

Foto: Divulgação.

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2020, que aconteceria em outubro, é cancelado

por: Cinevitor

brasilia2020festivalVladimir Carvalho no palco do Cine Brasília no ano passado.

Criado em 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é considerado o mais antigo evento do gênero no país. Inicialmente, em suas duas primeiras edições, surgiu como Semana do Cinema Brasileiro. A ideia foi organizada por Jean Claude Bernardet, Vladimir Carvalho e Paulo Sales Gomes. Ao longo de sua trajetória, foi cancelado três vezes, por conta da censura na época da ditadura militar: 1972, 1973 e 1974.

Prestes a realizar sua 53ª edição, em outubro, o tradicional Festival de Brasília não acontecerá em 2020. A notícia foi publicada no jornal Correio Braziliense, neste domingo, 07/06, em matéria escrita pela jornalista Ana Maria Campos. Segundo a publicação, Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, a decisão em relação ao cancelamento foi tomada por falta de verba.

Até então, um orçamento de 3 milhões de reais da Secretaria de Cultura estava confirmado para a realização do festival, porém, tal recurso foi destinado à Secretaria de Economia por conta da pandemia de Covid-19, que gerou uma forte crise financeira. A notícia pegou de surpresa o setor audiovisual brasileiro e alguns cineastas se posicionaram em relação ao cancelamento, como Iberê Carvalho, Adirley Queirós e Dacia Ibiapina, em matéria publicada no site Metrópoles neste domingo. Clique aqui para ler.

Em anos de história, o Festival de Brasília registrou momentos inesquecíveis, debates importantes e entregou o Troféu Candango para obras que marcaram a história do cinema brasileiro, como: A Hora e a Vez de Augusto Matraga, Todas as Mulheres do Mundo, O Bandido da Luz Vermelha, Xica da Silva, A Hora da Estrela, Alma Corsária, Baile Perfumado, Santo Forte, Bicho de Sete Cabeças, Lavoura Arcaica, Amarelo Manga, Arábia, entre outros.

No ano passado, A Febre, de Maya Da-Rin, foi o grande vencedor e recebeu, no Cine Brasília, cinco prêmios, entre eles, o de melhor filme. Dirigido por Gil Baroni, Alice Júnior foi o segundo maior premiado da 52ª edição com quatro Candangos, entre eles, o de melhor atriz para Anne Celestino Mota. Na categoria curta-metragem, , de Ana Flávia Cavalcanti e Julia Zakia, foi consagrado.

Foto: Mayangdi Inzaulgarat.

Cannes 2020: Semana da Crítica anuncia novo formato; filme brasileiro é selecionado

por: Cinevitor

menarcacannes2020O ator Aldo Bueno em cena do curta brasileiro Menarca, de Lillah Halla.

A 59ª edição da Semana da Crítica, mostra paralela ao Festival de Cannes, estava programada para acontecer em maio deste ano, porém, por conta da pandemia de Covid-19 foi cancelada. Para manter seu compromisso em divulgar o trabalho de realizadores emergentes, o evento decidiu destacar as produções que fariam parte da programação em 2020, caso tivesse acontecido presencialmente.

Para isso, criou um programa de apoio especial para os filmes que foram escolhidos por Charles Tesson, diretor artístico do evento, e seu comitê de seleção. Sendo assim, cinco longas-metragens e dez curtas receberão o selo 2020 Semaine de la Critique. Tal solução também foi tomada pelo Festival de Cannes.

A Semana da Crítica vai administrar os recursos dos selecionados ao longo de suas visualizações e lançamentos nos cinemas da França. Os filmes produzidos no país serão apresentados durante a La Semaine de la Critique carte blanche, no Festival du Film Francophone d’Angoulême, que ocorrerá entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro. Além disso, a La Fondation Gan pour le Cinéma, fiel parceira, confirmou o apoio aos jovens cineastas e entregará seu tradicional prêmio de distribuição, o Gan Foundation Award for Distribution, no valor de 20 mil euros.

Os dez curtas-metragens dessa programação especial serão exibidos de forma on-line no Festival Scope Pro entre os dias 19 e 25 de outubro para profissionais da indústria; e no Festival Scope entre os dias 22 e 25 de outubro para o público em geral. Também foram confirmadas exibições na Cinemateca Francesa, na Cinemateca Tcheca e na cidade de Nova York em colaboração com a Kinoscope.

Neste ano, vale destacar a presença do curta brasileiro Menarca, dirigido pela cineasta paulista Lillah Halla. O filme se passa em uma vila infestada de piranhas, onde as adolescentes Nanã e Mel sonham com novas maneiras de proteção contra uma violência aparentemente inescapável. Quando um corpo misterioso aparece em uma rede de pescador, elas aprendem sobre uma possível proteção definitiva. O roteiro é assinado por Lillah ao lado de Libia Pérez; a trilha sonora é de Karina Buhr e Zé Nigro; Wilssa Esser assina a fotografia e Eva Randolph a montagem. O elenco conta com Aldo Bueno, Amanda Dourado, Amanda Yamamoto, Dinho Lima Flor, Micheline Lemos e Nathally Fonseca.

Sobre o Prêmio Next Step, uma espécie de laboratório de projetos com pesquisas e discussões, que ajuda cineastas na realização de seus longas-metragens, a Semana da Crítica já anunciou seu vencedor deste ano: o francês Sphinix, de Camille Degeye. Além do prêmio em dinheiro, a cineasta será convidada para participar do Festival de Cannes em 2021 para apresentar seu projeto. O júri desta edição foi formado por Michèle Halberstadt, distribuidora da ARP; Bérénice Vincent, cofundadora da empresa de vendas internacional Totem Films; e Mathieu Robinet, distribuidor.

Conheça os filmes selecionados para a Semana da Crítica 2020:

LONGAS

After Love, de Aleem Khan (Reino Unido)
De l’or pour les chiens (Gold for Dogs), de Anna Cazenave Cambet (França)
La Nuée (The Swarm), de Just Philippot (França)
Sous le ciel d’Alice (Skies of Lebanon), de Chloé Mazlo (França)
La Terre des hommes (Beasts), de Naël Marandin (França)

CURTAS

August 22, This Year, de Graham Foy (Canadá)
Axşama doğru (Towards Evening), de Teymur Hajiyev (Azerbaijão)
Dustin, de Naïla Guiguet (França)
Forastera, de Lucía Aleñar Iglesias (Espanha)
Good Thanks, You?, de Molly Manning Walker (Reino Unido)
とてつもなく大きな (Humongous!), de Aya Kawazoe (Japão)
Maalbeek, de Ismaël Joffroy Chandoutis (França)
Marlon Brando, de Vincent Tilanus (Holanda)
Menarca (Menarche), de Lillah Halla (Brasil)
White Goldfish, de Jan Roosens e Raf Roosens (Bélgica)

Foto: Divulgação/Ana Zero Produções.

Programada para agosto, 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado ganha nova data

por: Cinevitor

gramadonovadatasetembroEvento foi transferido por conta da pandemia do novo coronavírus.

A organização do Festival de Cinema de Gramado acaba de comunicar a transferência do evento, inicialmente programado para agosto, para o período de 18 a 26 setembro. A nova data foi fixada a partir da análise do cenário nacional em função da pandemia de Covid-19.

Dia a dia a organização e as equipes de conteúdo e produção observam e avaliam as alterações no cenário enquanto constroem a edição 2020: “O Festival de Gramado reúne, aproxima equipes de produção, elencos, diretores e realizadores. São nove dias de celebração ao cinema, de reconhecimento às produções concorrentes, mas também de fomento e incentivo às novas produções. Os festivais mantêm o cinema vivo e Gramado tem muita honra de contribuir com o fortalecimento da indústria do audiovisual. Esse é o nosso compromisso e será mantido ainda que não sejam descartadas alterações ou adequações no formato”, avalia Diego Scariot, gerente de projetos da Gramadotur.

Para sua 48ª edição, Gramado também anunciou um balanço dos filmes inscritos. Ao total, foram 667 títulos: 146 longas-metragens brasileiros, 93 longas estrangeiros e 428 curtas-metragens brasileiros. Produções de 23 estados e do Distrito Federal marcaram presença. São Paulo com 46 longas e 136 curtas; Rio de Janeiro com 30 longas e 67 curtas; Rio Grande do Sul com 13 longas e 55 curtas; e Minas Gerais com nove longas e 31 curtas. Estes foram os estados que concentram o maior número de produções inscritas.

Entre os estrangeiros, 49 filmes são argentinos, 10 espanhóis, seis uruguaios e cinco mexicanos, mas também há produções da Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Portugal e Venezuela. No atual cronograma, a seleção dos filmes para as mostras competitivas de curtas gaúchos e nacionais, longas brasileiros e estrangeiros, deve ser concluída até final de julho.

Segundo informações de 2019, no Brasil, a indústria do audiovisual emprega cerca de 300 mil pessoas. Dados da Ancine, Agência Nacional do Cinema, apontam que o país conta com 12,7 mil empresas de todos os elos da cadeia. A arrecadação anual do setor em impostos diretos e indiretos chega a R$ 3,4 bilhões. “A produção audiovisual tem uma importância social, cultural e econômica inestimável”, conclui Diego.

Foto: Diego Vara/Pressphoto.

Los Angeles Brazilian Film Festival 2020 será on-line e inscrições para a 13ª edição estão abertas

por: Cinevitor

LABRFF2020onlinePor conta da pandemia de Covid-19, o evento será de forma virtual.

A 13ª edição do Los Angeles Brazilian Film Festival, considerado um dos mais importantes festivais de cinema brasileiro no exterior, será on-line. A decisão foi tomada pela fundadora e diretora do LABRFF, Meire Fernandes. “Estamos acompanhando o desenrolar da pandemia do novo coronavírus, colaborando ao máximo com o setor cultural e não poderíamos deixar de realizar o LABRFF, que é uma vitrine para o nosso cinema, responsável por conectar pessoas e gerar negócios. Mais do que nunca precisamos dessas conexões para que o audiovisual brasileiro possa superar a crise atual”, disse Meire em comunicado oficial.

Para a realização do LABRFF 2020, a direção do festival firmou parceria com uma plataforma inovadora no mercado, desenvolvida exclusivamente para dar suporte aos festivais de cinema em todo o mundo: “A plataforma é incrível e permitirá uma vivência do festival quase que presencial. Ela funciona como um serviço de streaming avançado, com catálogo de filmes, teatros virtuais com as salas de cinema, além das salas de reuniões e palestras, onde os participantes poderão acompanhar discussões e debates por meio de videoconferências. A capacidade chega a 10.000 pessoas on-line ao mesmo tempo. Além disso, há uma proposta lúdica que torna a vivência on-line mais interessante. Nossos teatros virtuais, por exemplo, receberão nomes de pessoas que são especiais para o cinema brasileiro”, adianta Meire.

O evento também vai abrigar mais uma edição do festival de videoclipes fundado no ano passado dentro do LABRFF. “Criamos mais uma janela para diretores e diretoras de cinema e artistas da música mostrarem seus trabalhos em Hollywood. O 1º LAMV, Los Angeles Latin Music Video Festival, foi um grande sucesso, e nós já percebemos a necessidade de ampliar para videoclipes feitos em qualquer parte do mundo. Em breve vamos detalhar essa mudança e ampliação do festival”, afirma Manoel Neto, diretor executivo do LABRFF e fundador do LAMV.

As inscrições para o LABRFF e para o LAMV começam nesta quinta-feira, 4 de junho, no FilmFreeway. Podem participar da Seleção Oficial 2020 filmes produzidos a partir de 2018 e que não tenham estreado nos Estados Unidos. Além das produções feitas no Brasil, o LABRFF também aceita filmes realizados por brasileiros que residem no exterior ou filmes que tenham talentos brasileiros envolvidos na produção. Este ano, o festival também terá uma competição internacional de curtas, abrindo espaço para filmes produzidos em qualquer lugar do planeta.

O evento acontecerá entre os dias 21 e 25 de outubro e outras novidades sobre a 13ª edição do Los Angeles Brazilian Film Festival serão anunciadas em breve: “Vamos acompanhando o controle da pandemia e definindo o que mais pode ser realizado para agregar ao nosso festival. Um evento de abertura presencial não está descartado, caso as autoridades de saúde já considerem seguro até a data do LABRFF”, finaliza a fundadora, Meire Fernandes.

Fundado em 2008, o LABRFF preencheu uma lacuna na terra do cinema, se tornando uma vitrine para as produções brasileiras em Hollywood. O festival já exibiu mais de 800 títulos, premiou mais de 300 profissionais do cinema e contribuiu para a realização de longas-metragens no Brasil em parceria com os Estados Unidos, além de ter colaborado para o licenciamento de diversos títulos brasileiros para majors de distribuição americana. O LABRFF se tornou o festival de cinema brasileiro de maior prestígio no exterior.

No ano passado, o longa cearense Pacarrete, dirigido por Allan Deberton, foi o grande vencedor com cinco prêmios, entre eles, o de melhor filme e melhor atriz para Marcélia Cartaxo, que foi homenageada na edição. Clique aqui e relembre a cobertura do CINEVITOR.

Foto: Ruth de Souza.

Festival de Cannes 2020 anuncia Seleção Oficial, novo formato e filme de João Paulo Miranda Maria

por: Cinevitor

antoniopitangacannes2020Antonio Pitanga em Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria.

Entre tantas incertezas por conta da pandemia de Covid-19, a 73ª edição do Festival de Cannes, que aconteceria em maio, finalmente tomou uma decisão. Nesta quarta-feira, 03/06, Thierry Frémaux, diretor geral do evento, e Pierre Lescure, presidente do festival, anunciaram, em Paris, as mudanças na programação, um novo formato e a Seleção Oficial com filmes que receberão o selo de Cannes.

Desde o início, Frémaux sempre deixou claro que o cancelamento nunca foi uma opção. Vale lembrar que Cannes só foi cancelado apenas uma vez, em 1939, e em 1968 sua edição não foi concluída. “A edição de 2020 não poderia simplesmente desaparecer. Também foi por causa do trabalho árduo dos cineastas que não queríamos desistir. Não foi possível deixar todas as obras para 2021. Por isso, continuamos nossa seleção. E foi a decisão certa”, disse Thierry.

“Embora as salas de cinema fiquem fechadas por três meses, fato que acontece pela primeira vez desde a invenção da exibição de filmes pelos irmãos Lumière, em 28 de dezembro de 1895, essa seleção reflete que o cinema está mais vivo do que nunca. Permanece único, insubstituível. Vivemos em um mundo em que as imagens em movimento estão em constante evolução. O cinema faz a diferença graças a quem o faz, a quem lhe dá vida e a quem a recebe e a glorifica. O cinema não está morto, nem está doente”, completou.

Em comunicado oficial, Frémaux adiantou que a comissão de seleção se deparou com muitos nomes de cineastas já consagrados que estariam com seus filmes prontos para este ano. Porém, outros títulos, também esperados para esta edição, ficarão de fora porque seus realizadores resolveram adiar o lançamento para 2021: “A ausência deles na Seleção Oficial deste ano não será uma surpresa. Nos encontraremos novamente em 2021”, confirmando que esses trabalhos poderão se inscrever no ano que vem.

wescannes2020The French Dispatch, de Wes Anderson: selecionado.

Neste ano, o número de inscritos bateu recorde: foram 2.067 longas-metragens. No ano passado, foram 1.845. Outro número crescente é a constante expansão geográfica dos países de origem dos filmes. Em 2020, os filmes vieram de 147 países, em comparação com 138 em 2019, um aumento de 6,5%. Ao final, foram escolhidos 56 filmes. Entre os selecionados, 15 são de cineastas estreantes. Há também um número crescente entre as mulheres: 532 diretoras inscreveram seus filmes; 16 foram selecionadas, representando 28,5% da seleção, superior ao ano passado.

Sem as tradicionais exibições na Croisette, a programação foi montada em uma única lista sem registrar os filmes em categorias específicas, como Exibições Especiais, Fora de Competição ou Sessão da Meia-Noite, por exemplo. “Essa seleção foi construída com a perspectiva de ver o Festival de Cannes assumir, mais do que nunca, sua principal missão: promover filmes, artistas e profissionais mostrando seu trabalho, sendo a ponte entre a tela e o público”, disse Thierry.

Sobre a importância de uma exibição no Palácio dos Festivais, Frémaux falou: “Teremos que encontrar outra maneira de apoiar esses filmes. Agora que a estreia mundial no Palácio não acontecerá, terá que ser em cinemas e festivais ao redor do mundo. Muitos outros festivais expressaram o desejo de receber os filmes selecionados para Cannes 2020”.

Festivais importantes já se ofereceram para as exibições especiais de Cannes, como: Locarno, Telluride, Toronto, Deauville, San Sebastián, Pusan, Morelia, Angoulême, Nova York, Roma, Rio, Tóquio, Mumbai, Mar del Plata e Sundance. Os títulos que receberam o selo de Cannes podem competir nesses outros festivais, já que este ano não será escolhido o grande vencedor da Palma de Ouro.

A ACID, Association du Cinéma Indépendant pour diffusion, uma das mostras paralelas ao festival, também anunciará uma seleção, assim como a Semana da Crítica. A seleção de curtas-metragens e da Cinéfondation serão reveladas nos próximos dias. A lista completa do programa Cannes Classics também será anunciada em breve, encabeçada pela obra-prima de Wong Kar-Wai, Amor à Flor da Pele. Além disso, o Marché du Film terá uma edição on-line este ano, organizada por seu diretor Jérôme Paillard.

“Uma última coisa: 2020 é o centenário de Federico Fellini. Durante esses doze dias, todos teríamos abraçado as três palavras do Maestro que Quentin Tarantino nunca deixa de repetir e que, mais do que nunca, fluem pelas veias de todos os amantes de cinema: Viva il cinema!”, finalizou Thierry.

Entre os selecionados, vale destacar a presença do brasileiro Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, que já recebeu Menção Especial em Cannes, em 2016, com o curta A Moça que Dançou com o Diabo. Ao anunciar a produção, Thierry Frémaux falou sobre a crítica situação da Cinemateca Brasileira.

No longa, Antonio Pitanga dá vida a Cristovam, um homem simples do interior que precisa mudar de cidade em busca de melhores condições de vida e trabalho. Porém, ele precisa se adaptar a uma realidade diferente daquela que estava acostumado, sofrendo com a solidão e o preconceito dos moradores locais. O diretor João Paulo fala mais sobre o personagem: “O filme tem o protagonismo de Antonio Pitanga, com seus mais de 80 anos, interpretando um homem que veio do interior de Goiás e que enfrentará violentamente um grupo ultra conservador no sul do Brasil. Isso o guiará num buraco negro profundo e complexo; que espelha um Brasil que está perdido no tempo, com cara dos anos 1970”.

A sinopse diz: Cristovam é um caipira do interior do Brasil que busca em outras terras melhores condições de trabalho. Mas, o contraste cultural e étnico da nova morada em relação à sua terra natal provoca no vaqueiro um processo de solidão e perda de identidade. Boatos e maldades dos habitantes locais o levam ao desespero e a decisões equivocadas, fazendo-o perder a razão e a lucidez. Sem saída, ele passa a reviver o passado para suportar o presente.

“Infelizmente não haverá o glamour do tapete vermelho nem as sessões de photocall. O que de fato não significam em si o que é o Cinema. O mais importante é o impacto que estes filmes darão. Esta seleção é um anúncio do cinema de amanhã, que precisa encarar toda esta crise que vivemos”, disse o diretor. O elenco conta também com Ana Flavia Cavalcanti, Aline Marta Maia, Gilda Nomacce e Sam Louwyck. A direção de fotografia é de Benjamín Echazarreta, de Uma Mulher Fantástica; a montagem é de Benjamin Mirguet, de Batalla En El Cielo; e a composição sonora musical é de Nicolas Becker, de Gravidade.

Confira a lista completa com os filmes selecionados para o Festival de Cannes 2020:

LES FIDÈLES (ou pelo menos selecionados anteriormente)

The French Dispatch, de Wes Anderson (Alemanha/EUA)
Été 85 (Summer of 85), de François Ozon (França)
Asa ga Kuru (True Mothers), de Naomi Kawase (Japão)
Lover’s Rock, de Steve McQueen (Reino Unido)
Mangrove, de Steve McQueen (Reino Unido)
Druk (Another Round), de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
ADN (DNA), de Maïwenn (França/Argélia)
Last Words, de Jonathan Nossiter (EUA)
Heaven: To the Land of Happiness, de Im Sang-soo (Coreia do Sul)
El olvido que seremos (Forgotten we’ll be), de Fernando Trueba (Espanha)
Peninsula, de Yeon Sang-ho (Coreia do Sul)
In the Dusk (Au crépuscule), de Šarūnas Bartas (Lituânia)
Des Hommes (Home Front), de Lucas Belvaux (Bélgica)
The Real Thing, de Kôji Fukada (Japão)

LES NOUVEAUX VENUS

Passion Simple, de Danielle Arbid (Líbano)
A Good Man, de Marie Castille Mention-Schaar (França)
Les Choses Qu’on Dit, Les Choses Qu’on Fait, de Emmanuel Mouret (França)
Souad, de Ayten Amin (Egito)
Limbo, de Ben Sharrock (Reino Unido)
Rouge (Red Soil), de Farid Bentoumi (França)
Sweat, de Magnus von Horn (Suécia)
Teddy, de Ludovic e Zoran Boukherma (França)
February (Février), de Kamen Kalev (Bulgária)
Ammonite, de Francis Lee (Reino Unido)
Un médecin de nuit, de Elie Wajeman (França)
Enfant Terrible, de Oskar Roehler (Alemanha)
Nadia, Butterfly, de Pascal Plante (Canadá)
Here We Are, de Nir Bergman (Israel)

UN FILM À SKETCHES

Septet: The Story Of Hong Kong, de Ann Hui, Johnnie TO, Tsui Hark, Sammo Hung, Yuen Woo-Ping e Patrick Tam (Hong Kong)

LES PREMIERS FILMS

Falling, de Viggo Mortensen (EUA)
Pleasure, de Ninja Thyberg (Suécia)
Slalom, de Charlène Favier (França)
Casa de Antiguidades (Memory House), de João Paulo Miranda Maria (Brasil)
Broken Keys (Fausse note), de Jimmy Keyrouz (Líbano)
Ibrahim, de Samuel Gueismi (França)
Beginning (Au commencement), de Déa Kulumbegashvili (Geórgia)
Gagarine, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh (França)
16 Printemps, de Suzanne Lindon (França)
Vaurien, de Peter Dourountzis (França)
Garçon chiffon, de Nicolas Maury (França)
Si Le Vent Tombe (Should the Wind Fall), de Nora Martirosyan (Armênia)
John and the Hole, de Pascual Sisto (EUA)
Striding Into the Wind (Courir au gré du vent), de Wei Shujun (China)
The Death of Cinema and My Father Too (La Mort du cinéma et de mon père aussi), de Dani Rosenberg (Israel)

DOCUMENTÁRIOS

En route pour le milliard (The Billion Road), de Dieudo Hamadi (República Democrática do Congo)
The Truffle Hunters, de Gregory Kershaw e Michael Dweck (EUA)
9 Jours a Raqqa, de Xavier de Lauzanne (França)

COMÉDIAS

Antoinette dans les Cévènnes, de Caroline Vignal (França)
Les deux Alfred, de Bruno Podalydès (França)
Un Triomphe (The big hit), de Emmanuel Courcol (França)
L’Origine du Monde, de Laurent Lafitte (França)
Le Discours, de Laurent Tirard (França)

ANIMAÇÕES

Aya to majo (Earwig and the Witch), de Gorô Miyazaki (Japão)
Flee, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca)
Josep, de Aurel (França)
Soul, de Pete Docter (EUA)

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.

Cinema #EmCasaComSesc: plataforma exibirá filmes em alta qualidade com acesso gratuito

por: Cinevitor

horadolobosescLiv Ullmann em A Hora do Lobo, de Ingmar Bergman.

A partir da próxima quinta-feira, 4 de junho, o Sesc São Paulo dá início a uma série dedicada ao cinema, com exibição de filmes em streaming (no formato FVOD, Free Video On Demand), na recém-lançada plataforma Sesc Digital, que passa a reservar um espaço exclusivo para as sessões; basta acessar Cinema Em Casa: clique aqui. Toda semana serão disponibilizados quatro novos títulos, entre longas e documentários, sempre a partir de quinta-feira, com acesso gratuito a qualquer hora do dia e sem necessidade de cadastro.

Na estreia do novo serviço de streaming do Sesc São Paulo, a série Cinema #EmCasaComSesc exibe a cópia restaurada de Mamma Roma, de Pier Paolo Pasolini, cineasta cujas provocações se fazem ainda hoje mais necessárias. Além dele, o filme O Homem da Cabine, de Cristiano Burlan, inicia a programação de cinema nacional, dando ênfase a documentários, com a história deste profissional que silenciosamente projeta sonhos.

Tem também O Pacto de Adriana, documentário chileno de Lissette Orozco, premiado na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que nos leva a um impactante encontro com a verdade histórica da ditadura e seus efeitos na atualidade e a animação brasileira Historietas Assombradas – O Filme, de Victor-Hugo Borges, que dá início à programação voltada ao público infantojuvenil. Os filmes estarão disponíveis a partir de 4 de junho, quinta-feira.

A programação contemplará quatro eixos principais neste primeiro momento. Uma curadoria de clássicos do cinema, em sua maioria cópias restauradas e exclusivas na plataforma; uma seleção contemporânea internacional, com filmes que tiveram uma trajetória relevante em festivais no mundo todo e que merecem uma nova oportunidade de exibição ao público; uma janela dedicada ao cinema nacional, com produções de grande alcance de público e filmes independentes que merecem maior espaço de exibição, além de um destaque aos documentários, ponto forte na produção cinematográfica brasileira; e por fim, uma seleção de filmes infantojuvenis, visando a formação de público, desde os primeiros anos de vida, para a diversidade do cinema e ampliação do lastro de narrativas.

platinobragaatrizProtagonista: Sonia Braga em Aquarius.

A iniciativa de oferecer filmes em streaming em sua nova plataforma digital reforça os aspectos que ancoram a ação institucional do Sesc São Paulo, garantindo o acesso a conteúdos da cultura a variados públicos. Com maior presença no ambiente on-line, o Sesc amplia sua ação de difusão cultural, de maneira acessível e permanente. O público ganha assim mais um espaço para contemplar, descobrir e redescobrir o cinema, a partir de grandes obras selecionadas, disponibilizadas online e gratuitamente.

Os filmes ficarão disponíveis por um período determinado, com alterações e novas estreias semanais a cada quinta-feira (considerando a semana de cinema de quinta à quarta-feira). Haverá ainda possibilidade de prorrogação da exibição, conforme a demanda do público, além de sessões especiais por períodos menores (como 24h, por exemplo). A curadoria do Cinema #EmCasaComSesc conta com a experiência do CineSesc, que segue fechado desde o mês de março, por conta da crise causada pelo novo coronavírus.

Já na próxima semana, o #EmCasaComSesc exibirá um clássico do cinema de 1967, o terror surrealista A Hora do Lobo, do sueco Ingmar Bergman. Outra opção será o poético Coração de Cachorro, dirigido pela musicista e multiartista Laurie Anderson, que através do filme faz uma reflexão sobre a morte de seu companheiro, o cantor e guitarrista Lou Reed.

Completam a programação dois filmes nacionais: o aclamado Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, uma produção conjunta com a França com Sonia Braga no papel principal, da jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos; e o delicado Jonas e o Circo sem Lona, um documentário com ficção dirigido por Paula Gomes que aborda a importância de sonhar através do circo.

Um dos cinemas de rua mais queridos da cidade, o CineSesc iniciou seu funcionamento em 21 de setembro de 1979, no número 2075 da rua Augusta, na cidade de São Paulo, e se dedica à missão de fomentar a difusão do cinema de qualidade, exibindo obras que muitas vezes ficam fora do circuito comercial nas salas de cinema e plataformas online. Sua programação inclui grandes e pequenas produções do mundo todo. Atualmente, encontra-se fechado por conta da pandemia de Covid-19.

Além de integrar o corpo de curadores em mostras especiais, o CineSesc também recebe festivais importantes do calendário cinematográfico paulistano, como a Mostra de São Paulo, Festival Mix Brasil e o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, entre outros. O cuidado com a programação tem reconhecimento do público e da crítica, que o elegeu, por diversas vezes, a melhor sala especial de cinema na cidade de São Paulo.

Fotos: Divulgação.

Lupin III: O Primeiro, de Takashi Yamazaki, chega às plataformas de streaming em junho

por: Cinevitor

lupinstreamingKan’ichi Kurita é o dublador do protagonista: filme novo da franquia de sucesso.

Indicado ao prêmio de melhor longa-metragem no Festival de Cinema de Animação de Annecy, Lupin III: O Primeiro, de Takashi Yamazaki, é a mais nova aventura do maior ladrão da cultura pop de todos os tempos. O filme estreia no dia 3 de junho diretamente em plataformas de streaming nas versões legendada e dublada, sendo mantida a maior parte do elenco de dublagem dos filmes anteriores da franquia.

Distribuído no Brasil pela Sato Company, a animação em CGI estreou no Japão em dezembro do ano passado com um enorme sucesso de bilheteria, crítica e público. Abrindo em segundo lugar e permanecendo no Top 10 de bilheteria japonesa por semanas, o filme estava previsto para ser lançado nos cinemas brasileiros, porém, por conta da pandemia de Covid-19, a estratégia de lançamento foi alterada.

O mais novo filme de Lupin é a primeira animação em CGI de uma das franquias mais conhecidas no Japão. Criada por Monkey Punch, pseudônimo de Kazuhiko Kato, em 1967, e originalmente serializada na revista Manga Action, desde seu primeiro spin-off da primeira série de anime de TV em 1971, Lupin III gerou uma franquia de sucesso que inclui vários filmes, jogos e outros spin-offs com enorme popularidade entre jovens e adultos, por mais de meio século. O Castelo de Cagliostro, de 1979, é o mais bem sucedido longa-metragem da franquia. O filme tornou-se um clássico da cultura pop mundial e constantemente é lembrado por ser um dos grandes trabalhos do icônico diretor japonês Hayao Miyazaki antes de fundar o Studio Ghibli.

Escrito e dirigido por Takashi Yamazaki, de Stand by Me Doraemon, Eien no 0 e Always san-chôme no yûhi, um dos principais cineastas japoneses de efeitos visuais, a animação é repleta de ação, comédia e romance e gira em torno de Lupin III, neto do ladrão mestre Arsene Lupin, e seus parceiros no crime: o especialista em armas Jigen; o mestre espadachim Goemon; a femme fatale Fujiko; e o eterno rival de Lupin, ICPO Inspetor Zenigata.

Na história, Arsene Lupin III se une a uma garota chamada Laetitia para roubar o Diário de Bresson, um misterioso tesouro que nem mesmo a primeira geração de Arsene Lupin conseguiu roubar. Lupin descobre o poderoso segredo guardado no diário que poderá mudar o destino do planeta e precisará da ajuda de seus amigos, Jigen, Goemon, sua eterna rival Fujiko Mine e até do incansável Inspetor Zenigata para impedir que esse segredo caia nas mãos da maior organização criminosa de todos os tempos.

Em outubro de 2018, Monkey Punch estava ansioso para o lançamento e comentou: “Eu dei uma olhada nos personagens e na história e parece que Lupin virá repleto de novas sensações. Estou ficando empolgado só de pensar em como será o filme”. Infelizmente, Monkey Punch faleceu em abril de 2019.

Após negociações com os produtores, o Brasil será o primeiro país do mundo a lançar Lupin III: O Primeiro direto nas plataformas digitais. A animação estará disponível para locação e venda nas plataformas Now, Vivo Play, SKY Play e Looke. Em seguida, nas plataformas: iTunes, Microsoft, YouTube e Google Play.

Confira o trailer de Lupin III: O Primeiro, que estreia no dia 3 de junho:

Foto: Divulgação.

Programação especial do Canal Brasil celebra mês do Orgulho LGBTQI+

por: Cinevitor

tatuagemcanalbrasil2020Tatuagem, de Hilton Lacerda: destaque na programação.

Diversidade, empoderamento e respeito acima de tudo. No Canal Brasil tem conteúdo LGBTQI+ o ano inteiro. Em junho, no entanto, é ainda mais especial: para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTQI+, comemorado em 28 de junho, o mês contará com estreias e programações em forma de homenagem.

A programação especial começa com a volta do talk show TransMissão. No dia 1º, à meia-noite, Linn da Quebrada e Jup do Bairro invadem as telas com episódios inéditos e repletos de bate-papos sobre questões de gênero, sexo, raça e temas variados do cotidiano. Defensoras da igualdade e da liberdade, as apresentadoras recebem convidados tão engajados quanto elas: Pedro Bial, Liniker, Criolo, Amara Moira, Xico Sá, Matheus Nachtergaele, Rennan da Penha, entre outros. Na estreia, a dupla conversa com a atriz Dira Paes, que fala sobre carreira e feminilidade. Na antevéspera da estreia, os dois primeiros episódios estarão liberados no Canal Brasil Play, também para não assinantes. Clique aqui e relembre nossa entrevista com as apresentadoras nos bastidores do programa.

A comemoração também rolará às sextas, sábados e domingos, de 5 a 28 de junho, sempre às 23h10, com o Especial Orgulho LGBTQI+. O Canal Brasil preparou uma seleção com 12 produções, entre ficções e documentários, que exaltam orgulho e amor em toda a sua diversidade a partir das lentes do cinema. Entre os destaques, os inéditos e exclusivos Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto, de Pedro Gui, e Mr. Leather, de Daniel Nolasco. O primeiro inicia a mostra e mergulha na vida e trajetória artística da homenageada, figura irreverente do cenário artístico brasileiro. A produção revisita sua história desde a infância até a versatilidade nos palcos como cantora, atriz, maquiadora e transformista.

juplinntransmissaoJup do Bairro e Linn da Quebrada: nova temporada de TransMissão.

Já na sexta, dia 26, é a vez da produção de Daniel Nolasco, que acompanha a segunda edição do concurso Mr. Leather Brasil, competição realizada por homens gays fetichistas, em especial nas roupas de couro e na prática de BDSM. O campeão recebe o prêmio pelas mãos de Dom Barbudo, o primeiro Mr. Leather do país, e terá como tarefa divulgar a cultura do couro durante o próximo ano.

A lista do Especial Orgulho LGBTQI+ também conta com: Praia do Futuro, de Karim Aïnouz (dia 7); Bixa Travesty, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla (dia 13); Tangerina, de Sean Baker (dia 19); Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (dia 20); Tatuagem, de Hilton Lacerda (dia 21); Divinas Divas, de Leandra Leal (dia 28); As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra (dia 14); Flores Raras, de Bruno Barreto (dia 12); Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro (dia 27); e Como Você É, de Miles Joris-Peyrafitte (dia 6).

Tem mais programação especial com a chegada de dois documentários inéditos ao Canal Brasil. Como Somos vai ao ar no dia 1º, às 18h50, e propõe uma reflexão sobre diversos assuntos, como identidade de gênero, transexualidade, saúde, religião e psicologia. Na produção, o cineasta Rafael Botta retrata o cotidiano de gays, lésbicas, trans e travestis a partir da década de 1980 e a escalada de violência e homofobia, além de traçar uma cronologia de relevantes conquistas da população LGBTQI+.

praiafuturoapcaWagner Moura em Praia do Futuro, de Karim Aïnouz: filme premiado.

Na quarta, dia 3, às 20h, o destaque é para Carta Para Além dos Muros, de André Canto. O documentário remonta os caminhos do vírus causador da AIDS no Brasil ao longo das quatro últimas décadas, desde o seu surgimento e sua fase epidêmica, nos anos 1980 e 1990, até os dias atuais. A produção relembra casos conhecidos como os de Cazuza e Betinho e reúne depoimentos de quem convive de perto com a doença, como médicos, especialistas, autoridades e personalidades, para explicar os efeitos da doença na população brasileira e o avanço das possibilidades de tratamento.

A programação temática fica completa com a maratona de todos os episódios de Toda Forma de Amor, série original Canal Brasil, no domingo, dia 28, a partir de 0h45. Com direção de Bruno Barreto e roteiro de Marcelo Pedreira, a produção aborda de forma corajosa e direta o universo LGBTQI+, explorando as múltiplas possibilidades de afeto entre personagens de sexualidade fluida. Como pano de fundo, a história traz ainda uma sequência de assassinatos misteriosos. O elenco é formado por Gabrielle Joie, Wallie Ruy, Guta Ruiz, Romulo Arantes Neto, Juan Alba, Eucir de Souza, entre outros.

O mês de homenagens ainda ganha uma chamada emocionante e inspiradora, que mescla cenas de alguns filmes e documentários do Especial Orgulho LGBTQI+, como Bixa Travesty, Flores Raras e Praia do Futuro. Linn da Quebrada e Jup do Bairro dão voz ao texto de fundo, que afirma todos os motivos pelos quais continuam na luta por seus direitos na sociedade.

Assista e prepare-se para um mês especial:

Fotos: Divulgação.

Olhar de Cinema lança edição especial on-line com filmes consagrados no festival

por: Cinevitor

solalegriaolharcinemaonlineTavinho Teixeira e Mariah Teixeira em Sol Alegria: edição especial do festival.

A nona edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba estava programada para acontecer entres os dias 3 e 11 de junho, porém, por conta da pandemia de Covid-19 e seguindo as orientações das autoridades sanitárias, a data foi adiada para outubro, entre os dias 7 e 15.

Para garantir a segurança da equipe e do público, a partir do dia 3 de junho, o Olhar de Cinema disponibilizará em seu site e na MUBI filmes das oito edições anteriores. Essa seleção especial on-line traz títulos que se destacaram no festival, que é marcado por sua programação repleta de obras interessantes e instigantes.

O público poderá acessar os filmes no site do festival (clique aqui) e a renda com o aluguel será destinada à organizações que atuam no combate ao novo coronavírus. Ainda cultivando a parceria iniciada em 2019 com a MUBI, foi criada uma seleção especial com outros oito filmes que estarão disponíveis na plataforma de streaming. A partir do dia 3 de junho, será lançado um filme por dia, que ficará disponível pelo período de 30 dias.

No site do evento, o aluguel de cada filme custará R$ 5 e toda renda arrecadada será doado para duas frentes de combate ao Covid-19: metade para a ONG Usina das Ideias, que nasceu em 2015 na favela do Parolin, em Curitiba, com o objetivo de levar ações e atividades sociais e culturais para crianças, jovens, adultos e idosos moradores ou não da favela; e a outra metade será destinada a uma vaquinha criada por um grupo de profissionais do audiovisual do Paraná para arrecadar fundos e ajudar os profissionais da área mais vulneráveis e afetados pela paralisação do mercado em decorrência da pandemia. O intuito é dar suporte alimentar e financeiro aos profissionais do mercado de Curitiba, enquanto se define um protocolo e todos possam voltar de forma segura aos sets de filmagem. São produtores, técnicos, equipe de câmera, som, efeitos e tantas outras funções que fazem o mercado se movimentar, levar informação, entretenimento e divulgar produtos e serviços.

Conheça os filmes selecionados para a versão on-line do 9º Olhar de Cinema:

SITE DO FESTIVAL

74 (The Reconstruction of a Struggle), de Raed Rafei e Rania Rafei (Líbano, 2012)
*Selecionado para a 2ª edição, em 2013, e vencedor do Prêmio Olhar na Mostra Competitiva Internacional de longa-metragem.

O Tempo Passa como um Leão que Ruge, de Philipp Hartmann (Alemanha, 2013)
*Selecionado para a mostra Novos Olhares da 3ª edição, em 2014, e vencedor de uma Menção Honrosa.

João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que eu Amei, de Manuel Mozos (Portugal, 2014)
*Selecionado para a mostra Exibições Especiais da 4ª edição, em 2015.

Ming of Harlem: Twenty One Storeys in the Air, de Phillip Warnell (Reino Unido/EUA/Bélgica, 2014)
*Selecionado para a mostra Novos Olhares da 4ª edição, em 2015.

Eu Sou o Povo (Je suis le peuple), de Anna Roussillon (França, 2014)
*Selecionado para a mostra Competitiva da 4ª edição, em 2015, e vencedor do Prêmio do Público.

Irmãos da Noite (Brüder der Nacht), de Patric Chiha (Áustria, 2016)
*Selecionado para a mostra Competitiva da 5ª edição, em 2016, e vencedor do Prêmio Especial do Júri.

Ama-San, de Cláudia Varejão (Portugal/Suíça, 2016)
*Selecionado para a mostra Novos Olhares da 5ª edição, em 2016.

Homens que Jogam (Playing Men), de Matjaž Ivanišin (Eslovênia/Croácia, 2017)
*Selecionado para a mostra Competitiva da 7ª edição do Olhar, em 2018, e vencedor do Prêmio Olhar de Melhor Filme.

No Salão Jolie (Chez jolie coiffure), de Rosine Mbakam (Bélgica, 2018)
*Selecionado para a 8ª edição, em 2019, e vencedor do prêmio de melhor filme na mostra Outros Olhares.

MUBI:

Girimunho, de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina (Brasil/Espanha, 2011)
*Selecionado para a 1ª edição, em 2012, e vencedor do Prêmio Especial do Júri.

A Vizinhança do Tigre, de Affonso Uchôa (Brasil, 2014)
*Selecionado para a 3ª edição, em 2014, e vencedor do Prêmio da Crítica.

Um Conto de Inverno Proletariado (Ein proletarisches Wintermärchen), de Julian Radlmaier (Alemanha, 2014)
*Selecionado para a 4ª edição, em 2015, e vencedor do Prêmio de Contribuição Artística.

As Hiper Mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takuma Kuikuro (Brasil, 2011)
*Selecionado para a 1ª edição, em 2012, e vencedor do Prêmio Olhar de melhor filme da mostra Olhares Brasil, Prêmio da Crítica e Prêmio do Público.

Sol Alegria, de Tavinho Teixeira (Brasil, 2018)
*Selecionado para a Mostra Competitiva da 7ª edição, em 2018, e vencedor do Prêmio Especial do Júri.

Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai (Brasil, 2019)
*Selecionado para a 8ª edição, em 2019, e vencedor do prêmio de melhor longa-metragem brasileiro.

El mar la mar, de Joshua Bonnetta e J.P. Sniadecki (EUA, 2017)
*Selecionado para a Mostra Competitiva da 6ª edição, em 2017, e vencedor do Prêmio Olhar de Melhor Filme.

E Agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto (Portugal, 2013)
*Selecionado para a 3ª edição, em 2014, e vencedor do Prêmio Olhar de Melhor Filme.

E mais: para quem ainda não assina a MUBI, acesse esse link e aproveite 30 dias de assinatura grátis!

Foto: Divulgação.

Conheça os filmes selecionados para o 15º Festival Taguatinga de Cinema

por: Cinevitor

emreformacurtaRosane Santana no curta Em Reforma, de Diana Coelho.

O Festival Taguatinga de Cinema celebra em 2020 sua 15ª edição e com perspectiva curatorial periférica, acolhe, ano a ano, por vocação e missão, filmes engajados no combate às injustiças sociais, às violências estruturais, ao racismo e ao machismo fundantes da sociedade brasileira.

A edição deste ano será totalmente on-line por conta da pandemia de Covid-19 que assola o país. Sendo assim, o FesTaguá chegará ao público de todos os cantos do Brasil. De casa, todos e todas poderão assistir às mostras de filmes (competitiva, paralelas e infantil) e participar das oficinas que serão oferecidas gratuitamente.

Ao tomar essa decisão, a organização decidiu ampliar esse debate através de uma programação variada que estará no ar durante dois meses. De 4 de julho a 30 de agosto será lançado no site, todos os sábados, às 20h, sessões inéditas com três dos 24 filmes de curta-metragem que compõem a Mostra Competitiva deste ano. Cada sessão será seguida de debate com os realizadores, com transmissão às 21h pela Tarape TV, o canal do Festival Taguatinga de Cinema no YouTube, e pelo perfil no Facebook.

Depois do lançamento de cada sessão da Mostra Competitiva, o público terá até 24 horas para votar em seus filmes favoritos. O prazo de votação se encerra, portanto, às 20h do domingo, mas os filmes de cada sessão estarão disponíveis no site até o lançamento da próxima sessão, no sábado seguinte. O FesTaguá vai premiar o curta-metragem mais votado pelo público.

Além da Competitiva, o festival contará com uma Mostra Paralela e uma Mostra Infantil. A Paralela terá três sessões com lançamento aos domingos (5, 12 e 19 de julho), às 20h. Assim como a Mostra Competitiva, os filmes da Paralela estarão disponíveis durante uma semana após a sessão de lançamento e haverá debate com os realizadores ao fim de cada sessão.

Ao lado dos filmes selecionados pela curadoria do festival para as mostras Competitiva, Paralela e Infantil, o evento terá também a Mostra Seleção Popular com mais de 400 filmes inscritos. Todos os anos, o Festival Taguatinga de Cinema realiza uma mostra on-line com curadoria popular, permitindo que o público tenha acesso à grande parte da produção brasileira de curta-metragem. Este ano, ela acontecerá simultaneamente ao restante da programação e premiará os três filmes mais curtidos.

Para esta 15ª edição, foram inscritos 601 filmes de quase todos os estados do Brasil. Realizadores do Nordeste atenderam em peso à chamada do FesTaguá, sendo Pernambuco o estado com maior número de filmes inscritos, um total de 40.

A Comissão de Seleção do Festival Taguatinga de Cinema foi formada pelas curadoras Adriana Gomes, Nina Rodrigues e Thay Limeira e selecionou 24 filmes de curta-metragem para a Mostra Competitiva, que contará com filmes das cinco regiões do Brasil, sendo o Nordeste aquela com o maior número de selecionados, um total de dez filmes. As mulheres estão na direção de nove dos 24 filmes selecionados, sendo que dois deles foram codirigidos por duplas femininas. Homens e mulheres trans estão na direção de dois filmes da mostra; um deles é dirigido coletivamente. No total, três filmes selecionados têm direção coletiva. Diretores homens assinam a direção de dez curtas.

Conheça os curtas selecionados para o 15º Festival Taguatinga de Cinema:

MOSTRA COMPETITIVA

À Beira do Planeta Mainha Soprou a gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (BA)
Abraço, de Matheus Murucci (RJ)
Cão Maior, de Filipe Alves (DF)
Cartas para Ana, de Carla Caroline (BA)
Colapsar, com direção coletiva (AL)
Copacabana Madureira, de Leonardo Martinelli (RJ)
De domingo a domingo, de Marcus Vinícius de Oliveira (AP)
Do peito da pele, de Keythe Tavares e Rudolfo Auffinger (PR)
E o que a gente faz agora?, de Marina Pontes (BA)
Em Reforma, de Diana Coelho (RN)
Inspirações, de Ariany e equipe (RJ)
Invasão Espacial, de Thiago Foresti (DF)
Minha história é outra, de Mariana Campos (RJ)
O verbo se fez carne, de Ziel dos Santos Mendes (PE)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)
Preciso dizer que te amo, de Ariel Nobre (SP)
Reduto, de Michel Santos (BA)
Rio das Almas e Negras Memórias, de Taize Inácia e Thaynara Rezende (GO)
Rua Augusta, 1029, de Mirrah Ianez Silva (SP)
Sem Asas, de Renata Martins (SP)
Trindade, de Rodrigo R. Meireles (MG)
Tudo que é apertado rasga, de Fábio Rodrigues Filho (BA)
Tupinambás – Vozes da Caminhada, de Rodrigo Brucoli (BA)
Uma Força Extraordinária, de Amandine Goisbault (PE)

MOSTRA PARALELA

Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar (RJ)
Ruído Branco, de Gabriel Fonseca Silva e Souza (SP)
Ruth, de Igor Dalbone (SP)
Filhas de Lavadeiras, de Edileuza Penha de Souza (DF)
Pega-se Facção, de Thais Braga (PE)
Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno (PR)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Por Trás da Pele, de Cristian Cancino (SP)
Vida Dentro de um Melão, de Helena Frade (MG)
Linhas Tortas, de Flora Suzuki e Grazi Labrazca (PR)
Escola Sem Sentido, de Thiago Foresti (DF)
TECNOGÊNESE, de Coletivo Sem Nome (DF)

MOSTRA INFANTIL

O Véu de Amani, de Renata Diniz (DF)
História Simples, de Geliel Soares Carvalho e Jhon Erick de Andrade (AM)

*Clique aqui e confira a programação completa com datas e horários.

Foto: Caboré Audiovisual/Divulgação.

Programa Judaico: nova plataforma de streaming promove cinema judaico e debates

por: Cinevitor

elultimotrajefestivalÁngela Molina e Miguel Ángel Solá em El último traje.

A plataforma Programa Judaico já está em atividade oferecendo sessões de filmes independentes e encontros sobre temas variados, judaicos e afins. O primeiro evento foi realizado em abril deste ano, em conjunto com a CIP, Congregação Israelita Paulista, e promoveu um debate com o cineasta israelense Yair Lev, diretor do documentário You Only Die Twice, também exibido na ocasião.

O próximo encontro será nos dias 6 e 7 de junho, com exibição do filme Golda’s Balcony, de Scott Schwartz, premiado em vários festivais judaicos em 2019. Depois da sessão, no dia 7, às 17h30, será realizado um bate-papo on-line com a atriz e produtora cultural Mônica Guimarães e com a curadora do Festival de Cinema Judaico, Daniela Wasserstein.

O filme é um monólogo encenado em Nova York sobre Golda Meir, importante figura na história de Israel. Além de primeira embaixadora israelense, na extinta União Soviética, em 1948, ela foi Ministra do Interior, Ministra das Relações Exteriores, Ministra do Trabalho e secretária-geral do Mapai. Também esteve à frente do Estado de Israel em seu momento mais dramático: a Guerra do Yom Kipur. Morreu, aos 80 anos, em 1978.

goldasbalconyfilmeTovah Feldshuh em Golda’s Balcony.

Em tempos de pandemia de Covid-19, a ideia é conversar sobre a força das mulheres nas crises e sobre como ficará o teatro e o cinema de agora em diante. Golda estará sempre ligada à política no Oriente Médio, mas o filme mostra não só a primeira-ministra, como também a mulher por trás da sua imagem pública. Golda’s Balcony ficará disponível na plataforma gratuitamente durante os dois dias para um número limitado de 400 acessos. O espectador precisa apenas informar seu nome e e-mail para assistir ao filme.

Ainda em junho, já estão confirmados mais dois filmes seguidos de debate em parceria com a Congregação Israelita Paulista: o drama israelense Cadarços (Laces), de Jacob Goldwasser, premiado no Seattle Jewish Film Festival, entre outros; e o filme argentino El último traje, de Pablo Solarz, exibido na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e premiado em diversos festivais, como Seattle, Miami e Atlanta Jewish Film Festival.

A ideia é oferecer ao público interessado em cinema e em cultura uma alternativa para assistir em casa produções selecionadas de qualidade que não estão disponíveis nas grandes plataformas de streaming: “Para um público ainda não muito familiarizado com essa tecnologia, a Datatix está oferecendo mecanismos bem acessíveis e amigáveis, assim como suporte técnico durante a sessão”, disse Jair Szapiro, da Datatix.

Para participar, clique aqui e acompanhe a programação no site.

Fotos: Divulgação.