Camilla Damião e Ana Hilário em Marte Um, de Gabriel Martins: filme premiado.
Foram anunciados neste domingo, 24/07, os vencedores da 40ª edição do Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, um dos eventos mais consagrados do mundo que aborda temáticas LGBTQIA+ e promove a igualdade por meio de narrativas criativas.
Dirigido por Gabriel Martins, o brasileiro Marte Um foi consagrado com o Grande Prêmio do Júri de melhor filme internacional de ficção. O longa traz o cotidiano de uma família periférica, nos últimos meses de 2018, pouco depois das eleições presidenciais. O garoto Deivid, interpretado por Cícero Lucas, o caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar o planeta vermelho. Morando na periferia de um grande centro urbano, não há muitas chances para isso, mas mesmo assim, ele não desiste. Passa horas assistindo vídeos e palestras sobre astronomia na internet.
O pai, Wellington, papel de Carlos Francisco, é porteiro em um prédio de elite, e há um bom tempo está sem beber, uma informação que compartilha com orgulho em sessões do AA. Tércia, vivida por Rejane Faria, é a matriarca que, depois de um incidente envolvendo uma pegadinha de televisão, acredita que está sofrendo de uma maldição. Por fim, a filha mais velha é Eunice, interpretada por Camilla Damião, que pretende se mudar para um apartamento com sua namorada, interpretada por Ana Hilário, mas não tem coragem de contar aos pais.
Produzido pela Filmes de Plástico, em coprodução com o Canal Brasil, o filme conta também com Russo APR, Dircinha Macedo, Tokinho e Juan Pablo Sorrin no elenco. Sua première nacional acontecerá no Festival de Gramado e depois será lançado nos cinemas pela Embaúba Filmes no dia 25 de agosto.
O júri da Competição Internacional de filmes de ficção foi formado por: Brighid Wheeler, diretora de programação do Tampa Bay International Gay & Lesbian Film Festival; Dalila Ali Rajah, atriz e produtora; e Patricia Vidal Delgado, cineasta. Sobre Marte Um, o júri justificou o prêmio: “Por suas nuances e pelo retrato em camadas e comovente da vida familiar que permanecerá em nossos corações”.
Além disso, o documentário Uýra – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi, uma coprodução com Estados Unidos, e que foi exibido na mostra Documentary Features, recebeu o Prêmio Especial Freedom. Nesta odisseia poética e visualmente hipnótica pela floresta amazônica, o artista indígena Uýra aproveita o poder de interconexão de suas identidades nativas, queer e trans para abrir um caminho de ativismo ecológico e orgulho LGBTQ+ em grandes cidades e pequenas aldeias.
Nesta edição, o cinema brasileiro também marcou presença com outros filmes, entre eles, os longas Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira, e Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre; e os curtas Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima, e Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet.
Uma novidade marcou esta 40ª edição do festival: a lista inaugural do Architects of Outfest 2022, anunciada no The Theatre at Ace Hotel. A lista, que conta com nomes como Gus Van Sant e Roland Emmerich, é o início de um movimento para celebrar e reconhecer o número crescente de pessoas que contribuíram significativamente para as origens e o crescimento da Outfest e seus programas desde 1982.
A Outfest é uma organização LGBTQIA+ global de artes, mídia e entretenimento com programas que capacitam artistas, comunidades e cineastas que transformam o mundo com suas histórias. Com a missão de dar visibilidade aos profissionais LGBTQIA+, também abre caminhos que destacam trabalhos destes artistas.
Conheça os vencedores do 40º Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival:
JÚRI OFICIAL
DOCUMENTÁRIO Grande Prêmio do Júri: Sirens, de Rita Baghdadi (EUA/Líbano) Menção Honrosa: Jeannette, de Maris Curran (EUA)
FICÇÃO | FILME AMERICANO Grande Prêmio do Júri: Please Baby Please, de Amanda Kramer Menção Honrosa: Youtopia, de Scout Durwood Melhor Interpretação: Matthew Jeffers, por Unidentified Objects Melhor Roteiro: Dos Estaciones, escrito por Juan Pablo González, Ana Isabel Fernández e Ilana Coleman
FICÇÃO | FILME INTERNACIONAL Grande Prêmio do Júri: Marte Um, de Gabriel Martins (Brasil) Melhor Roteiro: Sublime, escrito por Mariano Biasin Menção Honrosa | Roteiro: Attachment, escrito por Gabriel Bier Gislason Melhor Interpretação: Aamu Milonoff, por Girl Picture Menção Honrosa | Interpretação: Raphaëlle Perez, por Mi Vacio y Yo (My Emptiness and I)
CURTA-METRAGEM | INTERNACIONAL | FICÇÃO Grande Prêmio do Júri: Warsha, de Dania Bdeir (França/Líbano) Menção Honrosa: Tank Fairy, de Erich Rettstadt (Taiwan/EUA)
CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO Grande Prêmio do Júri: Love, Barbara, de Brydie O’Connor (EUA)
CURTA-METRAGEM | AMERICANO | FICÇÃO Grande Prêmio do Júri: Work, de April Maxey Menção Honrosa: Ele of the Dark, de Yace Sula e Lollygag, de Tij D’oyen
PRÊMIO DO PÚBLICO
Melhor Documentário (curta-metragem): CANS Can’t Stand, de Matt Nadel e Megan Plotka (EUA) Melhor Documentário (longa-metragem): Stay on Board: The Leo Baker Story, de Nicola Marsh e Giovanni Reda (EUA) Melhor Filme de Ficção (longa-metragem): Unidentified Objects, de Juan Felipe Zuleta (EUA) Melhor Filme de Ficção (curta-metragem): Troy, de Mike Donahue (EUA) Melhor curta-metragem | Mostra Platinum: Remnants, de Primo Justice Schiappa (EUA) Melhor Filme | Mostra Episodic: Sleep with Me, de Samantha Lee (Filipinas)
OUTROS PRÊMIOS
Emerging Talent: Yusuf Shadeed Nasir pelo curta Regret To Inform You Freedom: Uýra – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi (Brasil/EUA) Artistic Achievement: Mohammad Shawky Hassan por Shall I Compare You to a Summer’s Day?
Neste ano, a Comissão de Seleção é composta por 25 membros titulares, sendo 21 eleitos em votação entre os sócios (as) da Academia e outros quatro membros indicados pela diretoria; todos profissionais do ambiente cinematográfico brasileiro, mas não necessariamente associados à Academia, como Cavi Borges, José Geraldo Couto, Petra Costa e Renata de Almeida.
A data prevista para a escolha do representante brasileiro no Oscar 2023 pela comissão é de 9 de setembro. A presidência da comissão será definida na semana que vem.
Na última edição do prêmio da Academia, o Brasil estava representado por Deserto Particular, de Aly Muritiba, mas, infelizmente, o longa não conseguiu uma vaga entre os 15 semifinalistas. Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os semifinalistas na shortlist.
Confira a relação completa dos membros da Comissão de Seleção:
Aly Muritiba, cineasta e roteirista André Pellenz, diretor e autor de cinema e TV Ariadne Mazzetti, produtora audiovisual e pós produtora Bárbara Cariry, cineasta e produtora executiva Cavi Borges, diretor, produtor e distribuidor de cinema Cibele Amaral, cineasta e psicóloga David França Mendes, roteirista, diretor e showrunner Eduardo Ades, diretor, roteirista e produtor de cinema Guilherme Fiuza Zenha, diretor e produtor cinematográfico Hsu Chien Hsin, diretor e professor Irina Neves, produtora de cinema e TV Jeferson De, cineasta e roteirista João Daniel Tikhomiroff, diretor e produtor João Federici, programador de cinema, curador e produtor de filmes e teatro José Geraldo Couto, jornalista, crítico, professor e tradutor Juliana Sakae, documentarista Marcelo Serrado, ator Marcio Fraccaroli, produtor de filmes Maria Ceiça, atriz, cantora e apresentadora Patricia Pillar, atriz e diretora Petra Costa, cineasta e produtora Renata de Almeida, produtora de cinema, cineasta e curadora Talize Sayegh, produtora e curadora Waldemar Dalenogare Neto, professor, pesquisador e crítico Zelito Viana, cineasta
Elenco: Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, E. Roger Mitchell, Troy Rudeseal, James Ransone, Miguel Cazarez Mora, Rebecca Clarke, J. Gaven Wilde, Spencer Fitzgerald, Jordan Isaiah White, Brady M. Ryan, Tristan Pravong, Jacob Moran, Brady Hepner, Banks Repeta, Parrish Stikeleather, Kristina Arjona, Sheila O’Rear, Rocco Poveromo, Kellan Rhude, Nina Repeta, Reagan Shumate, Bay Allebach, Dashiell Derrickson, Braxton Alexander Defosse, Lukas Colagross, Mark Riccardi, Andrew Farmer, Megan Petersen, Rob Fortunato, Christy Connell, Mike Bailey, Ron Blake, Liza Francini.
Ano: 2021
Sinopse: Finney Shaw, um menino tímido, mas inteligente, de 13 anos, é sequestrado por um assassino sádico e preso em um porão à prova de som, onde gritar é de pouca utilidade. Quando um telefone desconectado na parede começa a tocar, Finney descobre que pode ouvir as vozes das vítimas anteriores do assassino. E eles estão determinados a garantir que o que aconteceu com eles não aconteça com Finney.
Elenco: Andrea Beltrão, Eduardo Moscovis, Mariana Lima, Lara Tremouroux, Karine Teles, Jéssica Ellen, Diego Francisco, Flávio Bauraqui, Thiago Amaral, Felipe Lins, Cristina Moura, Teresa Cristina, Marina Person, Bella Camero.
Ano: 2022
Sinopse: Há 20 anos, a roqueira Bia entrou em coma no momento do nascimento de sua filha. Mas isso não impediu que por todo esse tempo ela tenha feito parte do dia a dia da família, mesmo que desacordada. Um dia, no entanto, Bia subitamente acorda. E, enquanto reaprende a enxergar, a falar, a andar e a se relacionar, sua filha adulta, seu ex-marido e a atual mulher dele tentam absorver o impacto da presença viva daquela pessoa tão adorável quanto desajustada.
*Clique aqui e confira nossa entrevista com o diretor e com os atores Eduardo Moscovis, Andrea Beltrão e Mariana Lima.
Elenco: Lola Belli, Nicolas Cruz, Fabiula Nascimento, Juliano Cazarré, Arthur Aguiar, Lucas Salles, Hugo Germano, José Lavigne, Daniela Cecato Barbyeri, Gregório Duvivier, Orã Figueiredo, Simone Mazzer, Ariane Souza, Thaís Belchior, Ricardo Kosovski, Cleber Salgado.
Ano: 2022
Sinopse: A menina Maribel é sequestrada pelo pirata Perna-de-Pau, que quer usá-la para achar o tesouro deixado pelo seu avô, o falecido Capitão Bonança Arco-íris. Na casa abandonada onde o capitão morou, Maribel espera pela ajuda dos marinheiros Sebastião, João e Juliano, muito amigos do velho capitão, que saem em uma atrapalhada busca pela garota. Eles não chegam nunca e ela acaba conhecendo o fantasminha Pluft, que morre de medo de gente, Mãe Fantasma e Tio Gerúndio. Ao conhecer Maribel, o fantasminha dá seu primeiro passo para enfrentar seu medo. Uma grande amizade surge desse encontro e também planos para enfrentar o Perna-de-Pau e assim libertar a garota. Adaptação da clássica peça teatral homônima escrita por Maria Clara Machado.
*Clique aqui e confira nosso programa especial sobre o filme com entrevistas com o elenco: Fabiula Nascimento, Juliano Cazarré, Nicolas Cruz e Lola Belli.
Em 2022, o 8 ½ Festa do Cinema Italiano acontecerá entre os dias 28 de julho e 10 de agosto e volta ao formato presencial. Esta edição amplia mais uma vez seu circuito e traz uma seleção com os melhores filmes italianos dos últimos anos, todos inéditos nas salas de cinema do Brasil.
O evento estará presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Porto Alegre. Na sequência, entre os dias 4 e 10 de agosto, será a vez de Vitória, Fortaleza, Natal, Belém, Curitiba, Florianópolis, Londrina, Santos, Campinas, Goiânia, Niterói e Maringá.
Como parte da programação contemporânea, que conta com pré-estreias exclusivas em território brasileiro, o festival este ano homenageia Ennio Morricone, que morreu em 2020, e traz a exibição especial de Ennio, o Maestro, documentário que Giuseppe Tornatore, de Cinema Paradiso e Malena, realizou sobre a vida e obra do grande maestro.
Exibido na 78ª edição do Festival de Veneza, Ennio, o Maestro revela o compositor e maestro por meio de uma longa entrevista conduzida por Tornatore, além de depoimentos de realizadores e músicos, incluindo alguns muito conhecidos do grande público como Bernardo Bertolucci, Marco Bellocchio, Dario Argento, Quentin Tarantino, Wong Kar Wai (um dos produtores e distribuidor do filme), Bruce Springsteen, Joan Baez, Lina Wertmüller, John Williams e Hans Zimmer. A esta longa lista de admiradores e colaboradores, juntam-se fragmentos da vida privada de Morricone, gravações dos espetáculos, excertos dos filmes e imagens inéditas dos arquivos pessoais.
A programação da homenagem conta com a colaboração especial de Marco Morricone, filho de Ennio Morricone, que participará de um debate on-line com o público: “Papai pode ser considerado um compositor versátil, que em mais de meio século, escreveu tanto música absoluta [concebida como um ato criativo livre e não condicionado] quanto música aplicada [a serviço de outra arte: cinema, teatro, televisão]“, comentou Marco.
Ennio Morricone compôs mais de 500 trilhas sonoras para o cinema e TV.
Sempre de olho no que de melhor a produção italiana contemporânea tem produzido tanto no cinema clássico quanto no de vanguarda, o Festa do Cinema Italiano traz uma programação que une jovens talentos com veteranos, experimentações e filmes de linguagem clássica.
Na lista dos veteranos, Paolo Taviani chega com Leonora, Adeus (Leonora addio), seu primeiro longa-metragem depois da morte de seu irmão e parceiro de toda a vida, Vittorio Taviani, para quem dedica o filme. Exibido no Festival de Berlim deste ano, o longa levou o Prêmio Fipresci, da Federação Internacional de Críticos de Cinema. O filme parte da história real do escritor Luigi Pirandello e cria uma fábula ousada, que traz cenas de clássicos do neorrealismo italiano mescladas com cenas filmadas por Taviani, que conta a história das cinzas do autor.
Já Il Buco traz ao festival a vanguarda e a experimentação do cineasta Michelangelo Frammartino, que recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza do ano passado. O cineasta milanês une o cinema de observação documental à fabulação para criar narrativas inovadoras, que mergulham fundo no cotidiano de seus personagens.
Experimentação, ousadia, vanguarda e também um clássico: tudo isso se aplica ao longa Mamma Roma, do mestre Pier Paolo Pasolini, que ganha homenagem em memória de seus 100 anos, completados em 5 de março último. Interpretada magistralmente por Anna Magnani, Mamma Roma é uma prostituta de meia-idade que sonha em mudar de classe social para poder voltar a viver com seu filho adolescente, Ettore. Ela faz de tudo para dar uma vida melhor a ele, mas o jovem não quer saber de estudar ou trabalhar e vive na rua com os amigos arruaceiros. Quando o passado de Mamma volta a atormentá-la, ela vai perceber que o recomeço é incerto e, talvez, inalcançável.
Cena de Freaks Out, de Gabriele Mainetti.
Ousadia e vanguarda também marcam o moderno Freaks Out, de Gabriele Mainetti, vencedor de seis prêmios no David di Donatello e consagrado nos festivais de Roterdã e Veneza. A história se passa na Roma da Segunda Guerra Mundial, mais precisamente 1943, quando Matilde, Cencio, Fulvio e Mario vivem como irmãos no circo dirigido por Israel. Os heróis desta vez descobrem o valor de seus poderes quando Israel desaparece misteriosamente, talvez em fuga ou talvez capturado pelos nazistas. Eles, então, são deixados sozinhos na cidade ocupada, mas os seus poderes sobrenaturais vão despertar a atenção de alguém, com um plano que poderá mudar o curso da História.
Sobre cinema autoral, Guia Romântico para Lugares Perdidos (Guida romantica a posti perduti), de Giorgia Farina, ganha destaque na programação com Clive Owen, Jasmine Trinca e Irène Jacob no elenco. E mais: o consagrado ator Toni Servillo, de A Grande Beleza, marca presença em O Rei do Riso (Qui rido io), de Mario Martone, no papel do lendário Eduardo Scarpetta, mestre da comédia italiana; o longa foi premiado no Festival de Veneza e no David di Donatello.
A programação traz também: Eu, Leonardo (Io, Leonardo), de Jesus Garces Lambert, com Luca Argentero no papel de Leonardo da Vinci; Tintoretto: Um Rebelde em Veneza (Tintoretto. A Rebel in Venice), de Giuseppe Domingo Romano, documentário narrado por Helena Bonham Carter, que celebra os 500 anos do nascimento do último grande artista do Renascimento Italiano; o drama Laços (Lacci), de Daniele Luchetti, premiado no Festival de Veneza; Mulheres Rebeldes (Una Femmina), de Francesco Costabile, exibido no Festival de Berlim deste ano; e a comédia dramática Tempos Super Modernos (E noi come stronzi rimanemmo a guardare), dirigido por Pif.
O 8 ½ Festa do Cinema Italiano é um evento organizado no Brasil pela Associação Il Sorpasso e Risi Film Brasil e com apoios e promoção dos Institutos Italianos de Cultura do Rio de Janeiro e de São Paulo, com o suporte institucional da rede diplomático-consular italiana no Brasil, além da organização logística da Bonfilm.
Segundo longa-metragem de ficção de Gustavo Rosa de Moura, de Canção da Volta, Ela e Eu, protagonizado por Andrea Beltrão, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 21/07.
O filme conta a história de Bia, interpretada por Andrea Beltrão, ex-roqueira que desperta após 20 anos em coma. Esse acontecimento extraordinário provoca uma mudança radical não só na vida dela, mas na de toda sua família. Sua filha, Carol, papel de Lara Tremouroux, já é adulta, e seu ex-marido, Carlos, vivido por Eduardo Moscovis, está casado com Renata, interpretada por Mariana Lima. Acostumados com a rotina de cuidados com Bia em home care, todos terão de reaprender a conviver.
A condição física de Bia é apenas o ponto de partida para falar sobre as relações afetivas, os sentidos humanos e o sentido das coisas. Com uma visão poética, o longa explora temas como a dificuldade de estar no mundo, de se relacionar, e a necessidade que temos de nos reinventar ao longo da vida.
“Achei o argumento muito interessante, a história de uma bela adormecida nos tempos de hoje. Como seria essa pessoa surgir depois de 20 anos, do nada? Como é o mundo dessa pessoa, como é essa pessoa no mundo? Me interessei em falar dos nossos limites, das nossas dificuldades extremas, de nossas deficiências físicas, mentais ou afetivas”, disse Andrea Beltrão.
O filme teve um processo colaborativo intenso para elaboração do roteiro, que contou com engajamento do quarteto principal de atores: Andrea Beltrão, Du Moscovis, Mariana Lima e Luisa Arraes, que depois, por questão de agenda, não pôde participar do filme; o papel da Carol ficou com Lara Tremouroux. Diretor e atores se encontraram diversas vezes para debater cenas, personagens e o rumo da história, até chegarem ao roteiro final. E mesmo durante as filmagens ajustaram algumas cenas na hora de rodar. O elenco também reúne Karine Teles, que interpreta Sandra, a cuidadora de Bia, e Jéssica Ellen, no papel de Giovanna, namorada de Carol.
A trilha sonora, que ficou a cargo do compositor Lucas Santanna, também foi pensada antecipadamente e é um dos aspectos mais importantes da trama. Bia é uma ex-roqueira e sua filha toca teclado para povoar de música o longo coma de sua mãe. Não por acaso, a música homônima de Caetano Veloso dá título ao filme. As letras das duas canções de Bia que aparecem no filme foram escritas pela compositora Ava Rocha. Além das composições originais feitas para o filme, canções de Chico Buarque, Caetano Veloso, Tincoãs, Doces Bárbaros e Patti Smith ajudam a ditar o ritmo e a atmosfera de determinadas cenas.
Premiado na 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro nas categorias de melhor ator para Eduardo Moscovis, melhor atriz para Andrea Beltrão e melhor roteiro para Gustavo Rosa de Moura, Andrea Beltrão e Leonardo Levis, o longa também foi exibido no Festival do Rio e no 1º Festival de Vassouras, onde ganhou cinco prêmios: melhor som, melhor ator, melhor atriz coadjuvante (Mariana Lima), melhor roteiro e melhor filme.
Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Gustavo Rosa de Moura e com alguns integrantes do elenco, como: Andrea Beltrão, Du Moscovis e Mariana Lima.
Patricia Saravy em A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga.
O Cabíria Festival Audiovisual, dedicado à representatividade feminina e à diversidade nas telas, com patrocínio da Spcine, será realizado em formato híbrido com atrações entre os dias 27 e 30 de julho no CCSP, Centro Cultural São Paulo, se estendendo on-line até 3 de agosto, para todo o Brasil no streaming Cardume e nas redes sociais; toda a programação é gratuita.
Esta quarta edição traz 23 filmes, entre longas, curtas e microfilmes, workshop, palestra e estudos de caso. Destacam-se este ano: a pré-estreia nacional de Faya Dayi, documentário de Jessica Beshir, que foi premiado no Hot Docs e no Spirit Awards; a sessão seguida de debate do longa A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga, roteiro vencedor do Cabíria Prêmio de Roteiro 2017; e a Mostra Foco Alemanha.
Em sua sessão de abertura, no dia 27 de julho, o festival exibirá o filme homenageado Feminino Plural, de Vera de Figueiredo, carioca de 88 anos, que além de cineasta, é arquiteta e artista plástica. Lançado em 1976 e considerado um dos primeiros filmes feministas do cinema brasileiro, a obra foi filmada no contexto da ditadura militar brasileira e questiona temas ainda atuais como os papéis das mulheres na sociedade e liberdade feminina.
Na mesma noite, acontecem também as premiações do 7º Cabíria Prêmio de Roteiro, para roteiros de longa-metragem de ficção, cujo 1º lugar passa a integrar a cobiçada Rede de Talentos do Projeto Paradiso, instituição de promoção do audiovisual brasileiro; o anúncio do Prêmio Selo Elas Cabíria Telecine, cujo projeto vencedor receberá uma consultoria com especialistas das equipes Elo Company e Telecine; o Prêmio Cardume Cabíria, em conjunto com a plataforma de streaming Cardume, que premiará três roteiristas para o desenvolvimento de roteiros de curtas-metragens; e o Prêmio Parafernalha Cabíria, dedicado a roteiros de esquete de humor com objetivo de firmar um contrato de produção e veiculação da obra vencedora no Canal Parafernalha.
“São sete anos premiando histórias escritas e protagonizadas por mulheres. Não somente os números de roteiros recebidos e filmes realizados cresceram, como também a qualidade dos projetos. Isso é reflexo de uma mudança importante no mercado que está mais receptivo a essas narrativas”, disse Marília Nogueira, diretora do festival.
A programação oferece ao público de todo o Brasil uma mostra de filmes e encontros com cineastas nacionais e internacionais, além das atividades de formação e trocas de experiências. Já para as/es 15 roteiristas/es selecionadas/es para o Cabíria LAB, laboratório de desenvolvimento de roteiros e talentos, soma-se a programação intensa de consultorias.
Joséphine Sanz e Gabrielle Sanz em Pequena Mamãe, de Céline Sciamma.
Pelo terceiro ano, em parceria com o Goethe-Institut Rio de Janeiro, o evento realiza a Mostra Foco Alemanha, um intercâmbio entre o Cabíria Festival e o IFFF, International Frauen Film Festival; e promove o encontro on-line Conversa Sobre Curadoria Feminista, com a diretora artística do IFFF, Maxa Zoller.
O também tradicional intercâmbio com a cinematografia francófona, em parceria com a Embaixada da França, traz uma sessão especial do filme Pequena Mamãe, obra mais recente de Céline Sciamma, que foi exibida no Festival de Berlim. Depois da exibição, o público será contemplado com uma entrevista exclusiva com a cineasta.
“Celebramos, nesta edição, o cuidadoso retorno ao presencial e reforçamos o diálogo com a audiência de todo o Brasil, através do online. A curadoria, desenhada em colaboração com Mariana Queen Nwabasili e Lorenna Montenegro, desvendou o tema Feiticismo, um limiar entre o feitiço e o feitiche das narrativas audiovisuais, propondo fricções aos processos históricos e frescor à contação de histórias. Que seja convidativo e transformador a todes”, disse Vânia Matos, diretora do festival.
PROGRAMAÇÃO PRESENCIAL
O Centro Cultural São Paulo recebe a programação presencial do Cabíria Festival Audiovisual, entre os dias 27 e 30 de julho. A sessão de abertura apresenta o filme homenageado do ano: Feminino Plural, de Vera de Figueiredo.
O dia 28 começa com a autora e roteirista Cleissa Regina Martins, que apresentará o estudo de caso do projeto original de Juntos a Magia Acontece, realizado em parceria com a TV Globo, às 14h. As sessões de curtas e longas ocorrem diariamente e começam às 16h com o premiado curta Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet, e o longa documental Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa. Para encerrar o primeiro dia, o festival em parceria com a MUBI, promove, às 19h, a pré-estreia nacional em sessão única do longa-metragem Faya Dayi, da diretora mexicana-etíope Jessica Beshir.
Abrindo a programação do dia 29, o workshop de Produção e Distribuição, realizado em parceria com a Elo Company e o Telecine, acontece das 14h às 17h, com foco em criadores e roteiristas. Trata-se de uma imersão em todo o funcionamento do mercado audiovisual brasileiro de produção de filmes. Na sequência, às 19h, será a vez do curta pernambucano Per Capita, de Lia Letícia, e do longa A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga, que estará presente para um bate-papo após a sessão.
No dia 30, último dia de festival presencial, ocorre o estudo de caso sobre a série original Manhãs de Setembro, da Amazon, ministrado pela roteirista Alice Marcone, às 14h. Logo mais, às 16h, serão exibidos o curta Curupira e a Máquina do Destino, de Janaína Wagner, e o longa Pequena Mamãe, de Céline Sciamma.
Cena do premiado curta Chão de Fábrica, de Nina Kopko.
Também no dia 30, o festival contará com a Sessão de Curtas, às 18h15, com exibições de: Uma Noite Sem Lua, de Castiel Vitorino Brasileiro; Boa Sorte e Até Breve, de Bruna Schelb Corrêa; Chão de Fábrica, de Nina Kopko; e Transviar, de Maíra Tristão. Na mesma noite, às 20h, ocorre a Sessão de Encerramento com o curta Quando a Noite Chegar, Pise Devagar, de Gabriela Alcântara, e o longa Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: A Terra é Nossa, de Isael e Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero. Após a sessão, será exibida uma entrevista exclusiva com os cineastas indígenas e codiretores do filme.
PROGRAMAÇÃO ON-LINE
A programação virtual do Cabíria Festival Audiovisual estará disponível entre os dias 27 de julho e 3 de agosto, e será dividida em quatro atrações principais: a Mostra Foco Alemanha e a Mostra Cabíria, ambas na plataforma Cardume; a Mostra Imaginários Possíveis, no Tik Tok da Parafernalha, no Instagram da Hysteria e no YouTube do Cabíria; e os Encontros com Cineastas no YouTube do Cabíria.
A Mostra Foco Alemanha é composta por cinco curtas-metragens, de diferentes gêneros disponíveis durante todo o período do festival. As obras selecionadas são: PAC 9000, de Minu Park; As Moscas, de Susann Maria Hempel; Um, Dois, Três, de Dagie Brundert; Mulheres de Uma (da Minha) Família, de Alissa Sophie Larkamp e Vai Chover Sapatos, de Mariola Brillowska. A ideia é apresentar diferentes olhares das cineastas contemporâneas alemãs ao público brasileiro.
A Mostra Cabíria leva para o streaming os curtas e os longas da edição presencial, com exceção de Faya Dayi. Já a Mostra Imaginários Possíveis, uma parceria entre o festival e as plataformas digitais Hysteria e Parafernalha, traz quatro microfilmes de humor com duração até 3 minutos: Contato, de Lorrana Flores; Dia D’Eliete, de Jéssica Maria Araújo; Perseguida, de Camila Silva; e Violãozin? Não!!, de Juliana Tillmann. No YouTube do Cabíria terá uma série de encontros com cineastas, sempre às 19h.
PROGRAMAÇÃO PARALELA EM PLATAFORMAS PARCEIRAS
O Telecine é parceiro do 4º Cabíria Festival Audiovisual e terá especiais dedicados ao evento. No canal Telecine Cult, o Especial Cabíria Festival vai ao ar em 27 de julho a partir das 16h, com a exibição dos filmes: A Nuvem Rosa, de Iuli Gerbase; Rafiki, de Wanuri Kahiu; Ana. Sem Título, de Lúcia Murat; Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma; e Transtorno Explosivo, de Nora Fingscheidt. Já o streaming do Telecine disponibilizará a Cinelist Cabíria Festival durante todos os dias de evento. A seleção conta com os filmes: Alvorada, de Lô Politi e Anna Muylaert; Três Verões, de Sandra Kogut; Papicha, de Mounia Meddour; Bela Vingança, de Emerald Fennell; Filhas do Sol, de Eva Husson; Kiki, de Sara Jordenö; O Corpo é Nosso!, de Theresa Jessouroun; entre outros.
O Curta!On, também parceiro do evento, disponibiliza a série Segundo Take, de 13 episódios, para quem se cadastrar na plataforma e utilizar o cupom CABIRIA, válido até 30 de setembro. O MUBI, distribuidora global e serviço de streaming com curadoria, oferecerá 30 dias grátis para novos usuários que se cadastrarem na plataforma.
Paulina García em Gloria: a atriz acumula mais de 70 trabalhos entre teatro, TV e cinema.
Depois de anunciar os homenageados com os troféus Eduardo Abelin, Joel Zito Araújo, Cidade de Gramado, Araci Esteves, e Oscarito, Marcos Palmeira, o Festival de Cinema de Gramado completa a lista de personalidades homenageadas de sua 50ª edição com o Kikito de Cristal à atriz chilena Paulina García.
Grande dama chilena do cinema, da televisão e do teatro, Paulina é formada em atuação teatral pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e pós-graduada em direção teatral e em dramaturgia. Suas atuações renderam reconhecimento nos principais festivais de cinema do mundo, recebendo quatro indicações para o Prêmio Altazor de las Artes Nacionales, três para os Prêmios APES, além de ter sido consagrada com o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim pela comédia dramática Gloria.
Paulina estreou no cinema com o longa Tres Noches de un Sábado (2002), de Joaquín Eyzaguirre, destaque no Festival de Cartagena e Viña del Mar. Atuou em filmes como Cachimba (2004), de Silvio Caiozzi; Casa de Remolienda (2007), de Joaquín Eyzaguirre; A Noiva do Deserto (2017), de Cecilia Atán e Valeria Pivato, exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes; Segredos em Família (2019), de Jorge Riquelme Serrano; Os 33 (2015), de Patricia Riggen; A Cordilheira (2017), de Santiago Mitre; entre outros. Também se destacou na série Narcos, da Netflix, no papel de Hermilda Gaviria.
Dirigido por Sebastián Lelio, Gloria foi seu mais célebre trabalho de acordo com a crítica especializada, rendendo seu reconhecimento internacional. Além do Urso de Prata, foi consagrada também no Prêmio Platino e no Festival de Lima. Em Gramado, recebeu o kikito de melhor atriz por sua atuação no longa Las analfabetas, de Moisés Sepúlveda, durante a 42ª edição, em 2014.
O Troféu Kikito de Cristal é dedicado a grandes expoentes do cinema latino-americano. A honraria, que completa 15 anos em 2022, foi entregue pela primeira vez em 2007 ao cineasta Eduardo Coutinho. O cineasta Ruy Guerra, os atores Jean Pierre Noher, César Troncoso e Leonardo Sbaraglia e as atrizes Cecilia Roth, Soledad Villamil e Natalia Oreiro foram outros nomes homenageados.
Marcélia Cartaxo no longa A Mãe, de Cristiano Burlan.
Foram anunciados nesta terça-feira, 19/07, os filmes selecionados para a 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, que acontecerá entre os dias 19 e 24 de setembro no Centro Cultural Sesc Glória.
Os 76 filmes, entre longas e curtas-metragens, escolhidos pela Comissão de Seleção, serão exibidos, ao longo de seis dias de programação, nas onze mostras competitivas que compõem o evento. As produções, que apresentam um recorte potente da produção audiovisual brasileira contemporânea, concorrem ao Troféu Vitória em 34 categorias. A escolha dos vencedores é feita pelo Júri Técnico do festival, composto por especialistas e profissionais do cinema, além da votação pelo Júri Popular.
Para Lucia Caus, diretora do Festival de Cinema de Vitória, os filmes escolhidos pela Comissão de Seleção trazem um recorte apurado sobre a produção audiovisual brasileira produzida na atualidade: “A curadoria tem um olhar cuidadoso sobre os diversos gêneros da produção cinematográfica brasileira contemporânea, com filmes que apresentam o potencial criativo dos nossos realizadores. É sempre um desafio e, ao mesmo tempo, um imenso prazer, dar visibilidade para tantos curtas e longas-metragens”.
O trabalho dos curadores foi realizado com base nas 897 produções inscritas entre os dias 29 de março e 29 de abril de 2022 e vindas de 25 estados brasileiros, além do Distrito Federal: “Os filmes conversam com pautas nacionais, a gente percebe que as questões da violência, questões sociais, as crises que acometem famílias vulneráveis, as questões indígenas e de gênero aparecem com muita força nessas narrativas”, disse Gilberto Alexandre Sobrinho, um dos curadores da 12ª Mostra Competitiva Nacional de Longas e da 7ª Mostra Cinema e Negritude.
Gilberto explica que o olhar da curadoria sempre tenta equilibrar produções que tenham inovação artística e apuro técnico, além de uma proposta estética arrojada: “A gente sempre parte do critério artístico, olhando para como o filme, independente do gênero, traz alguma inovação, algo diferenciado, alguma proposta estética não muito comum, tendo no horizonte o próprio campo do cinema. Tem sempre essa perspectiva comparativa, como o filme tecnicamente e esteticamente está conduzindo essa história de uma maneira inovadora”.
Entre os trabalhos selecionados, estão 24 filmes dirigidos por negros e negras, 31 filmes dirigidos por mulheres e dois filmes dirigidos por pessoas com deficiência, além de 10 produções dirigidas por estudantes de cinema e audiovisual: “A gente acha importante expandir o público, trazer filmes mais narrativos, pensando na abrangência do Brasil, não só do eixo Rio-São Paulo, e trazer filmes do Nordeste, do Norte, dirigidos por mulheres, por comunidade LGBTQIA+”, pontua Flavia Candida, uma das responsáveis pela curadoria da 26ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, da 12ª Mostra Quatro Estações, da 11ª Mostra Foco Capixaba, da 11ª Mostra Corsária, 9ª Mostra Outros Olhares e da 7ª Mostra Cinema e Negritude.
Flavia Candida também acredita que o processo de curadoria funciona como uma ponte, que aproxima as novidades e a tradição da produção audiovisual do público cinéfilo: “É um equilíbrio bem delicado, entre tentar descobrir novos realizadores que não tenham circulado muito, com realizadores que o festival já acompanha há um tempo, porque o público do FCV é bem exigente, já se acostumou com um cinema mais autoral”.
A Comissão de Seleção do 29º Festival de Cinema de Vitória é formada por profissionais de reconhecida trajetória no meio audiovisual. São eles: a curadora, cineasta e produtora oriunda do curso de Cinema da UFF, Flavia Candida, o cineasta, escritor, pesquisador e professor do curso de cinema da Ufes, Erly Vieira Jr, e o produtor audiovisual e curador Waldir Segundo (26ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, 12ª Mostra Quatro Estações, 11ª Mostra Foco Capixaba, 11ª Mostra Corsária e 9ª Mostra Outros Olhares); a produtora cultural e jornalista Leila Bourdoukan e o professor no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Gilberto Alexandre Sobrinho (12ª Mostra Competitiva Nacional de Longas).
E mais: a escritora, ilustradora, diretora e roteirista Saskia Sá e a produtora cultural e realizadora, Hegli Lotério (7ª Mostra Mulheres no Cinema); a curadora, cineasta e produtora oriunda do curso de Cinema da UFF, Flavia Candida, e o professor no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Gilberto Alexandre Sobrinho (7ª Mostra Cinema e Negritude); o jornalista, publicitário e produtor cultural, Luiz Eduardo Neves, e a mestre em educação pela UERJ e professora dos cursos técnicos em Rádio e TV, Suellen Vasconcelos (6ª Mostra Nacional de Videoclipes).
Completam o time de curadores: a cineclubista, roteirista, produtora e realizadora de audiovisual Margarete Taqueti, e o cineasta e ambientalista Jefferson de Albuquerque Junior (5ª Mostra de Cinema Ambiental); a escritora, pesquisadora e curadora, Bernadette Lyra (5ª Mostra Cinema de Bordas), que conta com a parceria da jornalista cultural e escritora, Livia Corbellari, como assistente de curadoria; e o produtor audiovisual e curador, Waldir Segundo (4ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico).
As onze mostras competitivas do Festival de Cinema de Vitória refletem a proposta do evento, que busca estar em diálogo com as transformações, tanto do cinema quanto na sociedade, que impactam na produção audiovisual contemporânea.
Os filmes selecionados serão exibidos nas seguintes mostras: 26ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, com uma seleção de títulos da safra recente do cinema brasileiro; a 12ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, que contará com a exibição de cinco filmes na competitiva; a 12ª Mostra Quatro Estações, com produções que abordam a temática da diversidade sexual; a 11ª Mostra Foco Capixaba, janela exclusiva para realizadores do Espírito Santo; a 11ª Mostra Corsária, com filmes que apresentam pesquisas de linguagem da estética cinematográfica; a 9ª Mostra Outros Olhares, que propõe a observação da construção de novos mundos a partir de experiências particulares.
A 7ª Mostra Mulheres no Cinema exibe filmes dirigidos exclusivamente por realizadoras e aborda as questões de gênero, valorizando a atuação feminina por trás das câmeras; e a 7ª Mostra Cinema e Negritude traz produções de realizadores negros que tratam das mais diversas narrativas que atravessam a população negra no Brasil. A 6ª Mostra Nacional de Videoclipes apresenta produções de gênero experimental por excelência e que fundem música e audiovisual; a 5ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental abre espaço para o debate sobre sustentabilidade e questões ambientais; já a 4ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico traz o terror para o evento.
Conheça os filmes selecionados para o 29º Festival de Cinema de Vitória:
26ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS
Andrômeda, de Lucas Gesser (DF) Calunga Maior, de Thiago Costa (PB) Como Respirar Fora D’Água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros (SP) Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ) Hospital de Brinquedos, de Georgina Castro (CE) Infantaria, de Laís Santos Araújo (AL) Lua de Sangue, de Mirela Morgante e Gustavo Senna (ES) Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS) Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro (RJ) O Dendê do Mestre Didi, de Beth Formaggini (RJ) Orixás Center, de Mayara Ferrão (BA) Sem Título #8: Vai Sobreviver, de Carlos Adriano (SP) Sideral, de Carlos Segundo (RN) SOLMATALUA, de Rodrigo Ribeiro-Andrade (SP) Transviar, de Maíra Tristão (ES) Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Érica Sarmet (RJ)
12ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS
A Mãe, de Cristiano Burlan (SP) A Mãe de Todas as Lutas, de Susanna Lira (MG/PA) Capitão Astúcia, de Filipe Gontijo (DF) Germino Pétalas no Asfalto, de Coraci Ruiz e Júlio Matos (SP) Ursa, de William de Oliveira (PR)
12ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES
Filhos da Noite, de Henrique Arruda (PE) Hortelã, de Thiago Furtado (PI) Na Estrada Sem Fim Há Lampejos de Esplendor, de Liv Costa e Sunny Maia (CE) Não Somos Mais o Que Éramos, de Patrícia Sá (SP) Tenho Receio de Teorias que não Dançam, de Gau Saraiva (BA)
11ª MOSTRA FOCO CAPIXABA
Kikazaru, de Matheus Cabral (ES) Latasha, de Alex Buck (ES) Makumba, de Emerson Evêncio (ES) Marés, de Thais Helena Leite (ES) Noites em Pandemia, de Ricardo Sá (ES)
11ª MOSTRA CORSÁRIA
Boa Sorte e Até Breve, de Bruna Schelb Corrêa (MG) Espaços Perecíveis de Liberdade (Boituva), de Castiel Vitorino Brasileiro (SP) Fragmentos Pandêmicos, de Aline Dias, Marcus Neves e GEXS (ES) Nunca Pare na Pista, de Thamires Vieira (BA) Sonho de Pedra ou Corpos que se Desprendem da Terra, de Thabata Ewara e Nay Mendl (SP) Tekoha, de Carlos Adriano (SP)
9ª MOSTRA OUTROS OLHARES
Angu Recheado de Senzala, de Stanley Albano (MG) Apocalíptico Futuro Poeticamente Primitivo, de Leandro Lopes (MG) Casa Torácica, de Caio Curvello (ES) Elusão, de Taís Augusto (CE) Imã de Geladeira, de Carolen Menses e Sidjonathas Araújo (SE) O Plantonista do Dia, de Allan Ribeiro (RJ) Possa Poder, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS) Quando as Paredes Falam, de Edson Ferreira (ES) Queda, de Lia Leticia (PE) Tudo que Eu Podia Fazer Era Chorar, de Dandara de Morais (PE)
7ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA
Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP) Medusa in.ConSerto, de Bruna Lessa (SP) Mórula, de Cristal Obelar e Gabriela Cunha (RS) Namidá, de Renata Jesion (SP) Two Girls With a Movie Camera (Slumber Party), de Victoria Brasil e Thamyris Escardoa (ES)
7ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE
Kung Fu Allef, de Gabriel Pinheiro (DF) Nunca Pensei que Seria Assim, de Meibe Rodrigues (MG) O Ovo, de Rayane Teles (BA) Serrão, de Marcelo Lin (MG) Sethico, de Wagner Montenegro (PE)
6ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES
A Dona do Fuxico, de Thais Lima (Artista: Alexandra Nícolas) (MA) Arritmia, de Aksa Lima (Artista: Capela) (SP) Chorar, de Juliana Segóvia (Artista: Karola Nunes feat. Pacha Ana e Curumin) (MT) Flecha, de Marcelo Engster (Artista: Laialex) (SP) Kolapso, de Lazaro e Jessica Lauane (Artista: Monkey Jhayam, Enme, Terra Treme) (SP) Maya, de Fabrício Koltermann (Artista: Tagore) (RS) Oyá Ê, de Anderson Barbosa (Artista: Naná Martins) (AL) Sou Negro, de Cintia Braga (Artista: Monique Rocha) (ES) The End, de Helena Lima (Artista: Electro Womangroove) (PB) Tudo Eu, de Elirone Rosa, Fernando Sá e Ione Maria (Artista: Amiri) (SP) Vestida Ou Nua, de Gabriela Moura (Artista: Clara x Sofia) (SP)
5ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL
Cavalo Marinho, de Gustavo Serrate Maia (DF) Futuros Amantes, de Jessika Goulart (RJ) Quanto Vale a Vida no Mangue?, de Lucas Oliveira (SP)
4ª MOSTRA DO OUTRO LADO – CINEMA FANTÁSTICO
AzulScuro, de Evandro Caixeta e João Gilberto Lara (MG) Colares, Talvez, de Sandro Vilanova (DF) Cósmico, de Kapel Furman (SP) O que os Machos Querem, de Ana Dinniz (PB) Yubitsume, de Raphael Araújo (ES)
Com direção de Rosane Svartman, de Tainá: A Origem e Mais Uma Vez Amor, e produzido por Clélia Bessa, Pluft, o Fantasminha, adaptação para o cinema da famosa peça de teatro de Maria Clara Machado, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 21/07.
O primeiro longa-metragem brasileiro infantojuvenil em 3D teve filmagens subaquáticas e, por conta das experimentações técnicas, marca um grande avanço em termos tecnológicos e de pós-produção na história do audiovisual brasileiro.
Na história, a menina Maribel, interpretada por Lola Belli, é sequestrada pelo pirata Perna-de-Pau, papel de Juliano Cazarré, que quer usá-la para achar o tesouro deixado pelo seu avô, o falecido Capitão Bonança Arco-íris. Na casa abandonada onde o velho morou, Maribel espera pela ajuda dos marinheiros Sebastião (Arthur Aguiar), João (Lucas Salles) e Juliano (Hugo Germano), muito amigos do velho capitão, que saem em uma atrapalhada busca pela garota. Eles não chegam nunca e ela acaba conhecendo o fantasminha Pluft, interpretado por Nicolas Cruz, que morre de medo de gente, Mãe Fantasma, papel de Fabiula Nascimento, e sua família.
Com produção da Raccord Filmes, coprodução da Globo Filmes e do Gloob, e distribuição da Downtown Filmes, o longa conta também com José Lavigne, Daniela Cecato Barbyeri, Gregório Duvivier, Orã Figueiredo e Simone Mazzer no elenco.
A trilha sonora original do filme é de Tim Rescala e vai contar com interpretações de Roberto Frejat, Simone Mazzer e do coro infantil da UFRJ, acompanhados de piano, violinos, flautas, contrabaixos, percussão, bateria e trompete. O roteiro é assinado por Cacá Mourthé e José Lavigne; a fotografia é de Dudu Miranda.
Para falar mais sobre o filme, gravamos dois programas especiais e conversamos com alguns integrantes do elenco, como Fabiula Nascimento, Nicolas Cruz, Juliano Cazarré e Lola Belli.
Aperte o play e confira:
PARTE 1: Entrevista com Fabiula Nascimento e Nicolas Cruz
PARTE 2: Entrevista com Juliano Cazarré e Lola Belli
Marcélia Cartaxo e Fátima Macedo em A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry.
A 11ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema acontecerá em formato híbrido, entre os dias 27 de julho e 17 de agosto, em mais de 30 cinemas e espaços culturais de São Paulo e on-line com programação totalmente gratuita.
A seleção do mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais conta com 107 filmes, de 35 países, entre eles: os indicados ao Oscar 2022, na categoria de melhor documentário, Ascensão (Ascension), de Jessica Kingdon, e Escrevendo com Fogo (Writing with Fire), de Sushmit Ghosh e Rintu Thomas; além de Mil Incêndios (A Thousand Fires), de Saeed Taji Farouky, premiado no Festival de Locarno; Birds of America, de Jacques Loeuille, selecionado para o Festival de Roterdã; entre outros.
A Mostra abre no dia 27/07, quarta-feira, com o inédito Animal, a mais recente obra do diretor e escritor francês Cyril Dion, que foi exibida no Festival de Cannes e indicada ao César 2022. O longa mostra como dois jovens ativistas fazem parte de uma geração convencida de que seu futuro está em perigo. Entre a emergência climática e a sexta extinção em massa, seu mundo pode ser inabitável daqui 50 anos.
Presente na Mostra Ecofalante desde 2014, a Competição Latino-Americana premia os melhores filmes de temática socioambiental da América Latina. Para esta edição, foram selecionados 35 títulos, entre longas e curtas-metragens, produzidos na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba e México. O júri será formado por: Amaranta Cesar, professora e programadora do festival CachoeiraDoc; Ceci Alves, cineasta e jornalista; e Tetê Mattos, curadora, professora e documentarista.
Produções de alunos de ensino superior, ensino médio, cursos técnicos e cursos livres de cinema participam do Concurso Curta Ecofalante. As temáticas dos filmes devem estar relacionadas a pelo menos um dos 17Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para tornar as cidades mais inclusivas e sustentáveis. As quinze obras selecionadas concorrem a um prêmio no valor de R$ 4 mil e ao Prêmio do Público. Nesta 11ª edição do evento, o júri será formado pela pesquisadora e professora da UFMGCláudia Mesquita, por Joyce Cursino, jornalista e diretora do festival Telas em Movimento, e pelo cineasta Gabriel Martins.
Reunindo em 2022 um total de 45 produções, representando 29 países, o Panorama Internacional Contemporâneo está organizado nos seguintes eixos temáticos: Ativismo, Biodiversidade, Economia, Emergência Climática, Povos & Lugares e Trabalho.
Escrevendo com Fogo, de Sushmit Ghosh e Rintu Thomas: indicado ao Oscar.
Destacam-se na programação: Demônios Invisíveis, exibido no Festival de Cannes, que trata dos efeitos do aquecimento global em Delhi, capital da Índia; é o segundo longa-metragem dirigido por Rahul Jain, cuja estreia, Máquinas, foi premiada no Festival de Sundance, em 2017. No eixo Economia, A Rota do Mármore (A Marble Travelogue), de Sean Wang, que passou em festivais como IDFA, Visions du Réel, CPH:DOX e Hot Docs; o curta Drama Telúrico (Tellurian Drama), de Riar Rizaldi, no eixo Povos & Lugares, que foi premiado no Festival de Singapura; Jobs For All! (Arbete åt alla!), de Axel Danielson e Maximilien Van Aertryck, consagrado no Festival de Clermont-Ferrand; Regresso a Reims (Fragmentos), de Jean-Gabriel Périot, exibido na Quinzena dos Realizadores, em Cannes; entre outros.
O festival exibirá também a série aclamada e inédita no Brasil, Uprising, de Steve McQueen e James Rogan. Com exibição de seus três episódios, a trama examina eventos passados no Reino Unido em 1981: o fogo de New Cross, que vitimou 13 jovens negros; o primeiro protesto de massas organizado por cidadãos britânicos negros, no seguimento desse fogo, que ficou conhecido como Black People’s Day of Action e que juntou 20 mil pessoas; e os motins de Brixton, uma série de confrontos entre jovens negros e a polícia metropolitana de Londres.
Além disso, a programação conta com uma homenagem a Jacques Perrin com quatro de seus sucessos; uma retrospectiva da obra de Sarah Maldoror, que se dá no marco dos 50 anos de Sambizanga, premiado no Festival de Berlim; a exibição do clássico contemporâneo e marco do cinema socioambiental, o longa Koyaanisqatsi, de Godfrey Reggio, que celebra 40 anos de sua realização; e uma sessão especial de Adeus, Capitão, o mais recente longa do cineasta Vincent Carelli.
A 11ª Mostra Ecofalante apresenta também debates que reúnem ativistas, especialistas e outros convidados especiais para discutir as seis temáticas do Panorama Internacional Contemporâneo, além da obra da cineasta Sarah Maldoror e da sessão especial Sociedade e Redes; e também uma série de entrevistas exclusivas com realizadores e protagonistas dos filmes.
O evento exibirá parte de sua programação em cidades do interior paulista como Piracicaba, entre os dias 2 e 20 de agosto, e Lorena, entre 16 e 26 agosto; e também em Belo Horizonte, entre 10 e 31 de agosto, e Porto Alegre, entre 25 de agosto e 7 de setembro.
Conheça os filmes selecionados para a 11ª Mostra Ecofalante de Cinema:
COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | LONGAS
A Mãe de Todas as Lutas, de Susanna Lira (Brasil, RJ) A Opção Zero, de Marcel Beltrán (Cuba/Colômbia) A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry (Brasil, CE) Borom Taxi, de Andrés Guerberoff (Argentina) Cruz, de Teresa Camou Guerrero (México) Esqui, de Manque La Banca (Argentina/Brasil) Husek, de Daniela Seggiaro (Argentina) Lavra, de Lucas Bambozzi (Brasil, MG) Muribeca, de Alcione Ferreira e Camilo Soares (Brasil, PE) Ninho, de Josefina Pérez-García e Felipe Sigala (Chile) O Bem Virá, de Uilma Queiroz (Brasil, PE) Panorama, de Alexandre Leco Wahrhaftig (Brasil, SP) Pobo ‘Tzu’ – Noite Branca, de Tania Ximena e Yollotl Alvarado (México) Rolê – Histórias dos Rolezinhos, de Vladimir Seixas (Brasil, RJ) Vai Acabar, de David Blaustein e Andrés Cedrón (Argentina)
COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | CURTAS
0,2 Miligramas de Ouro, de Diego Quindere de Carvalho (Brasil, RJ) A Felicidade do Motociclista Não Cabe em Seu Traje, de Gabriel Herrera (México) A Montanha Lembra, de Delfina Carlota Vazquez (Argentina/México) Aurora – A Rua Que Queria Ser um Rio, de Radhi Meron (Brasil, SP) Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci (Brasil, SP) Chichiales, de José López Arámburo (México) Curupira e a Máquina do Destino, de Janaina Wagner (Brasil, AM) Flores da Planície, de Mariana Xochiquétzal Rivera (México) Kaapora – O Chamado das Matas, de Olinda Muniz Silva Wanderley (Brasil, BA) LOOP, de Pablo Polledri (Argentina/Espanha) Mar Concreto, de Julia Naidin (Brasil, RJ) Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku usam Drone e Celular para Resistir às Invasões, de Joana Moncau, Elpida Nikou e Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi (Brasil, PA) Montanha Dourada, de Cassandra Oliveira (Brasil, AP) Natureza Moderna, de Maia Gattás Vargas (Argentina/Colômbia) O Elemento Tinta, de Luiz Maudonnet e Iuri Salles (Brasil, SP) Ocupagem, de Joel Pizzini (Brasil, SP) Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha (Brasil, RJ) Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi dos Santos (Brasil, RJ) Terra Nova, de Diego Bauer (Brasil, AM) Two-Spirit, de Mónica Taboada-Tapia (Colômbia)
CONCURSO CURTA ECOFALANTE
[O Vazio que Atravessa], de Fernando Moreira (SP) Como Respirar Fora d’Água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros (SP) Crescer Onde Nasce o Sol, de Xulia Doxágui (PE) Elos Positivos, de Eduardo Oliveira (SP) Lua, Mar, de Agua (SP) Meu Arado, Feminino, de Marina Polidoro Marques (MG) Não Me Chame Assim, de Diego Migliorini (SP) Neguinho, de Marçal Vianna (RJ) O Abebé Ancestral, de Paulo Ferreira (BA) O Andar de Cima, de Tomás Fernandes da Silva (SP) Okofá, de Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues, Daniela Caprine, Mariana Bispo e Thamires Case (SP) Papa-Jerimum, de Harcan Costa e Clara Leal (RN) Quem Saiu para Entrega?, de Evaldo Cevinscki Neto, Leonardo Roque Machado e Paula Roberta de Souza (SC) Tá Foda, de Aline Golart, Denis Souza, Fernanda Maciel, Icaro Castello, Ligia Torres e Victoria Sugar (RS) Yãy Tu Nunãhã Payexop: Encontro de Pajés, de Sueli Maxakali (MG)
SESSÕES ESPECIAIS
Adeus, Capitão, de Vincent Carelli e Tita (Brasil) Koyaanisqatsi, de Godfrey Reggio (EUA) Lixo Mutante, de Dani Minussi e Adriano Caron (Brasil) Uprising, de Steve McQueen e James Rogan (série) (Reino Unido) Zarafa, de Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie (França)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | ATIVISMO
As Formigas e o Gafanhoto (The Ants and the Grasshopper), de Raj Patel e Zak Piper (Malawi) As Sementes de Vandana Shiva (The Seeds of Vandana Shiva), de Camilla Becket e James Becket (EUA/Austrália) Até o Fim (To the End), de Rachel Lears (EUA) Escrevendo com Fogo (Writing With Fire), de Rintu Thomas e Sushmit Ghosh (Índia) O Território (The Territory), de Alex Pritz (Brasil/Dinamarca/EUA)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | BIODIVERSIDADE
Animal, de Cyril Dion (França) Birds of America, de Jacques Lœuille (França) Do Mar Selvagem (From the Wild Sea), de Robin Petré (Dinamarca) Gritos de Nossos Ancestrais (Cries of Our Ancestors), de Rebecca Kormos e Kalyanee Mam (EUA/México) Naya: A Floresta Tem Olhos (Naya: The Forest Has a Thousand Eyes), de Sebastian Mulder (Holanda) Nosso Planeta, Nosso Legado (Legacy), de Yann Arthus-Bertrand (França) O Leopardo das Neves (La panthère des neiges), de Marie Amiguet e Vincent Munier (França) Tengefu Tengefu, de Jessey Dearing (EUA/Quênia)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | ECONOMIA
A Rota do Mármore (A Marble Travelogue), de Sean Wang (Holanda/Hong Kong/França/Grécia) Ascensão (Ascension), de Jessica Kingdon (EUA) Desperdício Vol. 1 (Waste Vol. 1), de Jan Ijäs (Finlândia) O Grande Vazio (The Great Void), de Sebastian Mez (Alemanha) Olho de Peixe (Fish Eye), de Amin Behroozzadeh (Irã) Ostrov: A Ilha Perdida (Ostrov: Lost Island), de Svetlana Rodina e Laurent Stoop (Suíça) Se Você a Vir, Mande Lembranças (If You See Her, Say Hello), de Jiajun Oscar Zhang e Hee Young Pyun (China) Um Céu Tão Nublado (So Foul a Sky), de Alvaro Fernandez-Pulpeiro (Colômbia/Espanha/Reino Unido/Venezuela)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | EMERGÊNCIA CLIMÁTICA
Aasivissuit, de Jasper Coppes (Holanda) Caminhando sobre as Águas (Marcher sur l’eau), de Aïssa Maïga (França/Bélgica) Demônios Invisíveis (Invisible Demons – Tuhon merkit), de Rahul Jain (Índia/Finlândia/Alemanha) Escola da Esperança (School of Hope), de Mohamed El Aboudi (Finlândia/França/Marrocos) Holgut: O Primeiro Mamute, de Liesbeth De Ceulaer (Bélgica) Por Dentro do Gelo (Rejsen til isens indre), de Lars Henrik Ostenfeld (Dinamarca/Alemanha) Primeiros Habitantes: Uma Perspectiva Indígena (Inhabitants: An Indigenous Perspective), de Costa Boutsikaris e Anna Palmer (EUA) Sam e a Usina Nuclear (Sam & the Plant Next Door), de Ömer Sami (Dinamarca/Reino Unido) Uma Vez que Você Sabe (Une fois que tu sais), de Emmanuel Cappellin (França)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | POVOS E LUGARES
Apenas um Movimento (Juste un mouvement), de Vincent Meessen (Bélgica/França) Domando o Jardim (Taming the Garden), de Salomé Jashi (Suíça/Alemanha/Geórgia) Drama Telúrico (Tellurian Drama), de Riar Rizaldi (Indonésia) Landfall: Depois do Furacão, de Cecilia Aldarondo (EUA) Mar Sem Lei (The Outlaw Ocean: Trouble in West Africa), de Ryan Ffrench (EUA) Mil Incêndios (A Thousand Fires), de Saeed Taji Farouky (França/Suíça/Holanda/Palestina) Ouça a Batida das Nossas Imagens (Écoutez le battement de nos images), de Audrey Jean-Baptiste e Maxime Jean-Baptiste (Guiana Francesa/França)
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO | TRABALHO
A Fábrica dos Trabalhadores (Factory to the Workers), de Srđan Kovačević (Croácia) Cold Stack: Um Mundo à Deriva, de Frank Eli Martin (Reino Unido) Jobs for All!, de Axel Danielson e Maximilien Van Aertryck (Suécia) Quarto de Empregada (Room Without a View), de Roser Corella (Áustria/Alemanha) Regresso a Reims (Fragmentos) (Retour à Reims (Fragments)), de Jean-Gabriel Périot (França) The Gig is Up: O Mundo é uma Plataforma, de Shannon Walsh (Canadá/França)
PROGRAMA ESPECIAL: SOCIEDADE E REDES
Geração Z (I Am Generation Z), de Liz Smith (Reino Unido/EUA) Searchers: O Amor Está nas Redes, de Pacho Velez (EUA)
RETROSPECTIVA SARAH MALDOROR
Aimé Césaire, A Máscara das Palavras (Aimé Césaire, The Mask of Words) (1987) (Martinica/EUA) Monangambé (1968) (Argélia) Retrato de uma Mulher Africana (Portrait de Madame Diop) (1985) (França) Sambizanga (1972) (Angola/França) Uma Sobremesa para Constance (Un dessert pour Constance) (1980) (França)
HOMENAGEM A JACQUES PERRIN
As Estações (Les saisons), de Jacques Perrin, Alexandre Poulichot e Jacques Cluzaud (França/Alemanha) (2015) Microcosmos (Microcosmos: Le peuple de l’herbe), de Claude Nuridsany e Marie Pérennou (França/Suíça/Itália) (1996) Migração Alada (Le peuple migrateur), de Jacques Perrin, Jacques Cluzaud e Michel Debats (França) (2001) Oceanos (Océans), de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud (França/EUA) (2009)
PROGRAMA ECOFALANTE UNIVERSIDADES
A Grande Ceia Quilombola, de Ana Stela Cunha e Rodrigo Sena (Brasil) (2017) Água Mole Pedra Dura, de James Robert Lloyd e Flavia Angelico (Brasil) (2017) Amazônia Sociedade Anônima, de Estêvão Ciavatta (Brasil) (2019) Auto-Fitness (Automatic Fitness), de Alejandra Tomei e Alberto Couceiro (Alemanha) (2015) BR Acima de Tudo, de Fred Rahal Mauro (Brasil) (2021) Cidade de Quem Corre, de Fernando Martins (Brasil) (2019) Cor de Pele, de Larissa Barbosa (Brasil) (2019) Descarte, de Leonardo Brant (Brasil) (2021) Desculpe Interromper o Silêncio de Sua Viagem, de Maiara Astarte (Brasil) (2018) GIG: A Uberização do Trabalho, de Carlos Juliano Barros, Caue Angeli e Maurício Monteiro Filho (Brasil) (2019) Krenak, de Rogério Corrêa (Brasil) (2017) Mãe do Mangue, de Isabella Cruvinel Santiago e Jonas Torralba Batista (Brasil) (2018) Mata, de Fábio Nascimento e Ingrid Fadnes (Brasil) (2020) Mesmo com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (Brasil) (2018) O Fio da Meada, de Sílvio Tendler (Brasil) (2019) Osiba Kangamuke – Vamos Lá, Criançada, de Haja Kalapalo, Tawana Kalapalo, Thomaz Pedro e Veronica Monachini (Brasil) (2016) Pajeú, de Pedro Diogenes (Brasil) (2020) Sob a Pata do Boi, de Márcio IsenseeeSá (Brasil) (2018) Substantivo Feminino, de Daniela Sallet e Juan Zapata (Brasil) (2016) Tapajós Ameaçado, de Thomaz Pedro (Brasil) (2021) Yaõkwa: Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli (Brasil) (2020)