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Conheça os vencedores do Queer Lisboa 2022; documentário brasileiro é premiado

por: Cinevitor
Erika Hilton no documentário Corpolítica, de Pedro Henrique França.

Foram anunciados neste sábado, 24/09, os vencedores da 26ª edição do Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, que tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas.

O cinema brasileiro, que marcou presença com diversas produções, se destacou na premiação com Corpolítica, de Pedro Henrique França, eleito o melhor documentário pelo público. O filme acompanha a candidatura de quatro pessoas LGBTQIA+ nas eleições de 2020: Andreá Bak, Erika Hilton, Monica Benicio e William de Lucca; o ator Marco Pigossi assina a produção. Em um cenário global de ascensão da extrema-direita ao poder, e diante de um recorde de candidaturas LGBTQIA+ nas eleições de 2020, vários candidatos políticos do Brasil relatam no longa suas experiências e violências na afirmação e luta por direitos no âmbito da política institucional do país.

O júri desta 26ª edição foi formado por: Cláudia Lucas Chéu, Nuno Nolasco e Rita Azevedo Gomes na mostra competitiva de longas; Joana Frazão, Nathalie Mansoux e Rui Madruga nos documentários; Rodrigo Díaz, Rui Palma e Sandra de Almeida na competição de curtas-metragens e na mostra In My Shorts; e Jesse James, Luciana Fina e Vasco Araújo na competição Queer Art.

A cerimônia de encerramento aconteceu na Sala Manoel de Oliveira, do Cinema São Jorge, em Lisboa. Neste ano, mais de 6.500 espectadores ocuparam as várias salas do festival, o que significa um acréscimo de 30% em relação à sua edição anterior.

Conheça os vencedores do 26º Queer Lisboa:

LONGA-METRAGEM | COMPETIÇÃO | FICÇÃO

Melhor Filme: Wet Sand, de Elene Naveriani (Suíça/Geórgia)
Menção Especial: Joyland, de Saim Sadiq (Paquistão)
Prêmio do Público: Joyland, de Saim Sadiq (Paquistão)

DOCUMENTÁRIO | COMPETIÇÃO

Melhor Filme: Nuestros Cuerpos Son Sus Campos de Batalla, de Isabelle Solas (Argentina/França)
Prêmio do Público: Corpolítica, de Pedro Henrique França (Brasil)

QUEER ART | COMPETIÇÃO

Melhor Filme: Neptune Frost, de Anisia Uzeyman e Saul Williams (EUA/Ruanda)
Menção Especial: Ultraviolette et le gang des cracheuses de sang, de Robin Hunzinger (França/Suíça)

CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO

Melhor Filme: Uma Rapariga Imaterial, de André Godinho (Portugal)
Menção Especial: Billy Boy, de Sacha Amaral (Argentina)
Prêmio do Público: Uma Rapariga Imaterial, de André Godinho (Portugal)

ESCOLA EUROPEIA IN MY SHORTS | COMPETIÇÃO

Melhor Filme: Le Variabili Dipendenti, de Lorenzo Tardella (Itália)
Menção Especial: The Greatest Sin, de Gabriel B. Arrahnio (Alemanha)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores da 70ª edição do Festival de San Sebastián

por: Cinevitor
Equipe de Los reyes del mundo, de Laura Mora: melhor filme.

Foram anunciados neste sábado, 24/09, os vencedores da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. A produção colombiana Los reyes del mundo, de Laura Mora, recebeu a Concha de Ouro de melhor filme; é o terceiro ano consecutivo que um filme dirigido por uma mulher ganha o prêmio máximo da Seleção Oficial.

Neste ano, o Júri Oficial foi presidido pelo produtor argentino Matías Mosteirín e contou também com: a francesa Antoinette Boulat, diretora de elenco; Tea Lindeburg, cineasta dinamarquesa; Rosa Montero, escritora espanhola; Lemohang Jeremiah Mosese, artista visual e cineasta de Lesoto; e Hlynur Pálmason, cineasta e roteirista islandês.

Nesta 70ª edição, o cinema brasileiro se destacou na mostra Horizontes Latinos com Carvão, de Carolina Markowicz, mas, infelizmente, não foi premiado. Enquanto isso, Pornomelancolía, de Manuel Abramovich, uma coprodução entre Argentina, França, Brasil (representado por Rachel Daisy Ellis, da Desvia Filmes) e México, recebeu o prêmio de melhor fotografia.

O Brasil também marcou presença na mostra WIP LATAM, que apresentou seis filmes latino-americanos em fase de pós-produção, que foram exibidos para um público de profissionais especializados. Todos os títulos concorreram ao WIP Latam Industry e ao EGEDA Platino Industria Awards, e também estavam elegíveis ao Prêmio Projeto Paradiso, que contemplou Estranho Caminho, de Guto Parente, e em segundo lugar Casa no Campo, de Davi Pretto. Outro título brasileiro se destacou na premiação paralela: Bandeira, de João Paulo Miranda Maria, que recebeu o Prêmio Ikusmira Berriak, que consiste na realização da pós-produção do filme.

Neste ano, o cineasta canadense David Cronenberg e a atriz francesa Juliette Binoche, que estampou o pôster do festival, foram homenageados com o Donostia Award. O filme de encerramento desta edição foi Marlowe, de Neil Jordan, com Liam Neeson, Diane Kruger e Jessica Lange no elenco.

Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 2022:

CONCHA DE OURO | MELHOR FILME
Los reyes del mundo, de Laura Mora (Colômbia/Luxemburgo/França/México/Noruega)

CONCHA DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO
Genki Kawamura, por Hyakka (A Hundred Flowers)

CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO
Paul Kircher, por Le Lycéen, e Carla Quílez, por La Maternal

CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE
Renata Lerman, por El suplente

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Runner, de Marian Mathias (EUA/Alemanha/França)

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR ROTEIRO
Kong Xiu, escrito por Chao Wang e Dong Yun Zhou

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR FOTOGRAFIA
Pornomelancolía, por Manuel Abramovich

PRÊMIO NEW DIRECTORS
Melhor Filme: Fifi, de Jeanne Aslan e Paul Saintillan (França)
Menção Especial: Pokhar ke dunu paar (On Either Sides of the Pond), de Parth Saurabh (Índia)

PRÊMIO HORIZONTES LATINOS
Melhor Filme: Tengo sueños eléctricos, de Valentina Maurel (Bélgica/França/Costa Rica)

PRÊMIO  ZABALTEGI-TABAKALERA
Melhor Filme: Vanskabte land (Godland), de Hlynur Pálmason (Dinamarca/Islândia/França/Suécia)

PRÊMIO NEST
Melhor Filme: Montaña azul, de Sofía Salinas e Juan David Bohórquez (Colômbia)
Menção Especial: Anabase, de Benjamin Goubet (Suíça)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME | CITY OF DONOSTIA
Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina/EUA)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME EUROPEU | CITY OF DONOSTIA
As Bestas, de Rodrigo Sorogoyen (Espanha/França)

PRÊMIO FIPRESCI
Suro, de Mikel Gurrea (Espanha)

SIGNIS AWARD
Melhor Filme: Los reyes del mundo, de Laura Mora (Colômbia/Luxemburgo/França/México/Noruega)
Menção Especial: Runner, de Marian Mathias (EUA/Alemanha/França)

*Clique aqui e confira a lista completa com os premiados em outras categorias paralelas.

Foto: Alex Abril.

Conheça os vencedores do 29º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo e Cristiano Burlan do filme A Mãe: destaque na premiação.

Foram anunciados neste sábado, 24/09, em cerimônia apresentada por Johnny Massaro e Higor Campagnaro no Teatro Glória, os vencedores da 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo

Neste ano, na competição nacional de longas, o drama A Mãe, de Cristiano Burlan, foi o grande vencedor da noite. Com lançamento marcado para o dia 10 de novembro nos cinemas brasileiros, a produção foi premiada com o Troféu Vitória nas categorias de melhor filme (júri oficial, júri popular e Prêmio da Crítica), melhor interpretação para Marcélia Cartaxo, entre outras.

Roteirizado por Burlan e Ana Carolina Marino, A Mãe conta a história de Maria, uma mulher que procura seu filho adolescente, que pode ter sido assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde moram, na periferia. Maria embarca, então, numa jornada em busca desse filho, e precisa enfrentar a burocracia opressora das grandes metrópoles para poder vê-lo uma última vez.

Na competição nacional de curtas-metragens, Sideral, de Carlos Segundo, foi premiado como melhor filme pelo júri oficial; Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli, foi escolhido pelo júri popular. O 29º Festival de Cinema de Vitória foi realizado entre os dias 19 e 24 de setembro de 2022, no Centro Cultural Sesc Glória, e exibiu 83 filmes. A escolha dos vencedores foi feita pelas comissões de júri do festival, compostas por especialistas e profissionais do cinema.

O júri oficial desta edição foi composto por Alexandre Soares Taquary, Viviane Pistache e Leandra Moreira na 26ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas; e Cavi Borges, Sabrina Fidalgo e André Felix na 12ª Mostra Competitiva Nacional de Longas. O júri da crítica, realizado pela primeira vez, contou com Maria do Rosário Caetano, Luiz Carlos Merten, Luiz Zanin, Victor Hugo Furtado e Vitor Búrigo.

O time de jurados completa-se com: Andy Malafaia, Geovanni Lima e Izah Candido na Mostra Quatro Estações; Soia Lira, André Dib e Anderson Bardot na 11ª Mostra Corsária; Bertrand Lira, André Dib e Daniela Zanetti na 9ª Mostra Outros Olhares; Liz Donovan, Paula Alves de Almeida e Tamyres Batista na 7ª Mostra Mulheres no Cinema; Ana Paula Alves Ribeiro, Marina Rodrigues e Adriano Monteiro na 7ª Mostra Cinema e Negritude; Tati Rabelo, Alexandre Soares Taquary e Silvana Ramalhete na 6ª Mostra Nacional de Videoclipes; Bertrand Lira, Claudino de Jesus e Marina Abranches na 5ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental; e Mônica Trigo, Yasmine Evaristo e Amanda Luvizotto na 4ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico.

Conheça os vencedores do 29º Festival de Cinema de Vitória:

26ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

Melhor Filme: Sideral, de Carlos Segundo (RN)
Melhor Filme | Júri Popular: Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Melhor Direção: Júlia Fávero e Victoria Negreiros, por Como respirar fora d’água
Melhor Roteiro: Manhã de Domingo, escrito por Bruno Ribeiro e Tuanny Medeiros
Melhor Fotografia: Madrugada, por Rebeca Francoff
Melhor Contribuição Artística: Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Érica Sarmet
Melhor Interpretação: Elenco de Hospital de Brinquedos, de Georgina Castro
Menção Honrosa: Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade (SP) e Orixás Center, de Mayara Ferrão (BA)

12ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS

Melhor Filme: A Mãe, de Cristiano Burlan (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: A Mãe, de Cristiano Burlan (SP)
Melhor Direção: Cristiano Burlan, por A Mãe
Melhor Roteiro: Ursa, escrito por William de Oliveira
Melhor Fotografia: A Mãe, por André S. Brandão
Melhor Contribuição Artística: A Mãe de Todas as Lutas, de Susanna Lira
Melhor Interpretação: Marcélia Cartaxo, por A Mãe
Menção Honrosa | Direção: Coraci Ruiz e Júlio Matos, por Germino Pétalas no Asfalto
Menção Honrosa | Interpretação: Fernando Teixeira, de Capitão Astúcia, e Adriana Sottomaior, de Ursa

22º FESTIVALZINHO DE CINEMA DE VITÓRIA
Melhor Filme | Júri Popular: A Aventura da Primeira Bicicleta, de Carlos Henrique da Costa (SP)

12ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES
Melhor Filme: Filhos da Noite, de Henrique Arruda (PE)
Melhor Filme | Júri Popular: Tenho Receio de Teorias que não Dançam, de Gau Saraiva (BA)

11ª MOSTRA FOCO CAPIXABA
Melhor Filme: Makumba, de Emerson Evêncio
Melhor Filme | Júri Popular: Makumba, de Emerson Evêncio
Menção Honrosa: Latasha, de Alex Buck

11ª MOSTRA CORSÁRIA
Melhor Filme: Sonho de Pedra ou Corpos que se Desprendem da Terra, de Thabata Ewara e Nay Mendl (SP) e Fragmentos Pandêmicos, de Aline Dias, Marcus Neves e GEXS (ES)
Melhor Filme | Júri Popular: Fragmentos Pandêmicos, de Aline Dias, Marcus Neves e GEXS

9ª MOSTRA OUTROS OLHARES
Melhor Filme: Possa Poder, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)
Melhor Filme | Júri Popular: Angu Recheado de Senzala, de Stanley Albano (MG)

7ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA
Melhor Filme: Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Two Girls With a Movie Camera (Slumber Party), de Victoria Brasil e Thamyris Escardoa (ES)

7ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE
Melhor Filme: Sethico, de Wagner Montenegro (PE)
Melhor Filme | Júri Popular: O Ovo, de Rayane Teles (BA)

6ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES
Melhor Filme: Chorar, de Juliana Segóvia (Artista: Karola Nunes feat. Pacha Ana e Curumin) (MT)
Melhor Filme | Júri Popular: Tudo Eu, de Elirone Rosa, Fernando Sá e Ione Maria (Artista: Amiri) (SP)
Menção Honrosa: Sou Negro, de Cintia Braga (Artista: Monique Rocha) (ES)

5ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL
Melhor Filme: Quanto Vale a Vida no Mangue?, de Lucas Oliveira (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Cavalo Marinho, de Gustavo Serrate Maia (DF)

4ª MOSTRA DO OUTRO LADO – CINEMA FANTÁSTICO
Melhor Filme: O que os Machos Querem, de Ana Dinniz (PB)
Melhor Filme | Júri Popular: AzulScuro, de Evandro Caixeta e João Gilberto Lara (MG)
Menção Honrosa: Colares, Talvez, de Sandro Vilanova (DF)

PRÊMIO ABD CAPIXABA
Infantaria, de Laís Santos Araújo (AL)
Menção Honrosa: Transviar, de Maíra Tristão (ES)

PRÊMIO DA CRÍTICA
Melhor longa-metragem: A Mãe, de Cristiano Burlan (SP)
Melhor curta-metragem: Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)

Depois da premiação, conversamos com a atriz Marcélia Cartaxo, do filme A Mãe; Leonardo Martinelli, diretor do curta Fantasma Neon; e Carlos Segundo, realizador do curta-metragem Sideral. Além disso, registramos alguns momentos da cerimônia.

Aperte o play e confira:

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Foto: Andie Freitas.

Com Giulia Be e Henrique Zaga, Depois do Universo, de Diego Freitas, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
O filme estreia no dia 27 de outubro.

A Netflix divulgou neste sábado, 24/09, durante o Tudum, evento global que divulga novidades da plataforma, o trailer oficial do longa Depois do Universo, protagonizado por Giulia Be e Henrique Zaga, que será lançado mundialmente no dia 27 de outubro.

Dirigido por Diego Freitas, de O Segredo de Davi e A Volta para Casa, o filme narra uma emocionante história de amor e música sobre um casal que se forma em um delicado momento de perda de esperança, mas também de perseverança no futuro.

Na trama, Nina, interpretada por Giulia Be, é uma jovem e talentosa pianista que vê seus sonhos se perderem entre sessões de hemodiálise e a espera por um transplante de rim. Mas o romance com o jovem médico Gabriel, papel de Henrique Zaga, a ajuda a superar suas inseguranças e lutar por seu objetivo de tocar nos palcos junto à Orquestra Sinfônica de São Paulo.

Depois do Universo ainda conta com João Miguel, Othon Bastos, Rita Assemany, Leo Bahia, Viviane Araújo, Isabel Fillardis e Denise Del Vecchio no elenco. O filme é uma produção da Camisa Listrada, com roteiro de Diego Freitas e Ana Reber, e tem como produtores André Carreira e Luciano Reck.

Confira o trailer de Depois do Universo:

Foto: Nat Odenbreit/Netflix.

29º Festival de Cinema de Vitória: filmes de William de Oliveira e Filipe Gontijo são exibidos em competição

por: Cinevitor
William de Oliveira, diretor do longa Ursa, no palco.

Com apresentação de Bryce Caniçali e MiQ, a quarta-feira, 21/09, terceira noite da 29ª edição do Festival de Vitória começou com a exibição dos curtas-metragens nacionais em competição: Andrômeda, de Lucas Gesser; Lua de Sangue, de Mirela Morgante e Gustavo Senna; Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza; e Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade.

Na sequência, Ursa, longa-metragem paranaense dirigido por William de Oliveira, do curta Aquele Casal, foi exibido no Teatro Glória na mostra competitiva nacional. A ficção, protagonizada por Adriana Sottomaior, relata um ataque de pitbull em um bairro periférico e seus trágicos desdobramentos.

No palco, William discursou: “Ursa é o meu primeiro longa e estou muito feliz por estar aqui. É minha primeira vez no Festival de Vitória e é também a primeira vez que vou assistir ao filme em uma tela grande. Estou muito emocionado. Até agora, tinha sido exibido em festivais on-line ou em festivais que eu não consegui participar. Então, é a primeira vez que vou ver o público reagindo ao filme”.

Exibido no Olhar de Cinema do ano passado, o longa conta também com Diego Perin, Pedro Gabriel da Rocha, João Vitor da Silva, Cinara Vitor, José Castro, Mila Girassol, Paulo Matos, Patrícia Cipriano, Cassia Damasceno e Luiz Bertazzo no elenco.

Filipe Gontijo, diretor de Capitão Astúcia, no palco.

Outra ficção que marcou presença na 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória foi Capitão Astúcia, de Filipe Gontijo, do Distrito Federal, que encerrou a mostra competitiva nacional de longas na sexta-feira, 23/09, no Teatro Glória.

Na trama, Santiago, interpretado por Paulo Verlings, é um ex-astro mirim frustrado com a carreira de pianista. Para escapar de um revival na TV, o rapaz se refugia com o avô, papel de Fernando Teixeira, mas encontra o velho decidido a se tornar super-herói. A parceria improvável vai se transformando em uma bela amizade conforme o neto é cativado pelo amor que o avô tem pela vida. À sua forma, Santiago se tornará um ajudante de super-herói para que o avô enfrente a velhice com a mesma valentia que encarna o herói Capitão Astúcia.

O diretor subiu ao palco e fez seu discurso: “Esse filme é resultado de um trabalho de mais de dez anos. Muitas idas e vindas, muitas turbulências até sair do papel. Muita coisa deu errado, mas os problemas que aconteciam resultavam em alguma coisa boa depois”. Com roteiro de Gontijo e Eduardo Gomes, o longa conta também com Nívea Maria, André Amaro, André Deca, Yudi Tamashiro, Lauro Montana, Cássia Gentile e Gleide Firmino no elenco.

Além de Capitão Astúcia, a programação de sexta-feira contou com os curtas-metragens nacionais em competição: Transviar, de Maíra Tristão; Sem Título #8: Vai Sobreviver, de Carlos Adriano; Calunga Maior, de Thiago Costa; e Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Érica Sarmet.

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Fotos: Andie Freitas.

Mostra Falsos Documentários: Cinemateca Brasileira exibe filmes de Federico Fellini, Luis Buñel e Orson Welles

por: Cinevitor
Cena do filme Os Palhaços, de Federico Fellini.

Entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, em parceria com a Cinémathèque Française e com a Olho de Boi, a Cinemateca Brasileira realiza a Mostra Falsos Documentários – Como Contar uma Mentira; serão exibidos quatro longas-metragens, dois médias e um curta.

Entre os destaques da programação, estão: Os Palhaços, de Federico Fellini, em cópia 35mm com projeção na área externa; o brasileiro Procura-se, em sessão apresentada pelo diretor Rica Saito e pelo roteirista Marcos Kurtinaitis; e F for Fake: Verdades e Mentiras, de Orson Welles, em cópia restaurada a partir do negativo original.

As fronteiras entre filmes de ficção e documentários sempre foram tênues. Desde um dos primeiros documentários da história Nanook, o Esquimó (1922), de Robert Flaherty, o cinema documental utiliza ferramentas como a encenação e até a roteirização para retratar a realidade. Já a ficção sempre contou com improvisos e acidentes para tornar suas narrativas mais envolventes.

Em 1933, quando o cineasta surrealista Luis Buñel filmou o curta Terra Sem Pão, a linguagem documental foi usada para retratar situações e personagens inventados a fim de expor a miséria no extremo norte da província de Cáceres, na Espanha. Nasce o primeiro pseudodocumentário, ou falso documentário. A partir daí, usar a forma, as técnicas de câmera e o estilo do documentário para contar histórias ficcionais se expande para todos os gêneros, do terror à comédia.

Mockumentaries, found footage, teorias da conspiração, bastidores do rock e manuais de como ser um assassino em série. Todas essas mentiras contadas de maneira convincente se destacam na seleção da mostra com filmes que desafiam as concepções do verdadeiro e do falso. Vale lembrar que a entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos uma hora antes das sessões; clique aqui e confira as datas e horários.

Conheça os filmes da Mostra Falsos Documentários – Como Contar uma Mentira:

Aconteceu Perto da sua Casa (C’est arrivé près de chez vous), de Rémy Belvaux, André Bonzel e Benoît Poelvoorde (1992) (Bélgica)
F for Fake: Verdades e Mentiras, de Orson Welles (1973) (França/Irã/Alemanha)
Isto é Spinal Tap (This Is Spinal Tap), de Rob Reiner (1984) (EUA)
O Jogo da Guerra (The War Game), de Peter Watkins (1966) (Reino Unido)
Os Palhaços (I clowns), de Federico Fellini (1970) (Itália/França/Alemanha)
Procura-se, de Rica Saito (2013) (Brasil)
Terra sem Pão (Las Hurdes), de Luis Buñuel (1933) (Espanha)

Foto: Divulgação.

Documentários de Susanna Lira, Coraci Ruiz e Julio Matos são exibidos no 29º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
A cineasta Susanna Lira no palco do festival.

Na terça-feira, 20/09, segundo dia da 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória, a programação contou com a exibição de curtas-metragens das mostras Festivalzinho, Outros Olhares e Corsária no período vespertino, além de diversas atividades paralelas.

Depois, no Centro Cultural Sesc Glória, foi a vez da Mostra Competitiva Nacional de Curtas com O Dendê do Mestre Didi, de Beth Formaggini; Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro; Sideral, de Carlos Segundo; e Infantaria, de Laís Santos Araújo.

A noite encerrou com a exibição do longa em competição A Mãe de Todas as Lutas, da diretora Susanna Lira, de Torre das Donzelas, Mussum, um filme do Cacildis, Adriano Imperador, entre outros. O filme apresenta uma narrativa que recorre à memória para vislumbrar um futuro de mudanças sob a ótica feminina. O documentário acompanha a trajetória de Shirley Krenak e Maria Zelzuita, mulheres que estão na frente da luta pela terra no Brasil. Shirley traz a missão de honrar as mulheres e a sabedoria das Guerreiras Krenak, da região de Minas Gerais. Maria Zelzuita é uma das sobreviventes do Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, e suas trajetórias nos ligam ao conceito da violência e apropriação do corpo feminino.

No palco do Teatro Glória, Susanna discursou: “É muito raro que um documentário esteja na mostra competitiva de longas junto com outras ficções. Fico muito feliz e agradeço demais à curadoria. Esse filme eu fiz durante a pandemia e é um filme muito difícil porque é sobre a luta pela terra no Brasil pelo olhar de duas mulheres: uma indígena e uma negra, que são as pessoas que estão no front dessa luta. Espero que vocês aprendam com essas duas mulheres, porque elas me ensinaram muito”.

A diretora também aproveitou para saudar Bete Mendes, a homenageada nacional deste ano: “Estou muito feliz que o filme será exibido em um festival que está homenageando Bete Mendes, uma atriz que tem um histórico político importantíssimo. Obrigada por tudo que você fez e faz por nós. Fazer cinema com cunho político e social é muito difícil, mas a gente resiste”.

Julio Matos e Coraci Ruiz no festival.

Outro documentário que marcou a programação da 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória foi Germino Pétalas no Asfalto, de Coraci Ruiz e Julio Matos, exibido na quinta-feira, 22/09, no Teatro Glória.

A trama acompanha Jack, que inicia seu processo de transição de gênero quando o Brasil mergulha em uma onda de extremo conservadorismo. O filme mostra as transformações em sua vida e no país, atravessados por um governo de extrema direita e por uma pandemia devastadora. Através de um relato íntimo do cotidiano de Jack e seus amigos, vemos florescer uma rede de afeto e solidariedade que se constitui em meio a um contexto adverso.

“Esse filme é parte de um processo que vivenciamos na nossa casa, na nossa família, durante a transição de gênero do nosso filho mais velho. Fizemos um outro filme sobre esse processo, que é o Limiar, que participou do festival no último ano. E esse novo filme continua um pouco desse nosso processo, dessa nossa busca e investigação desse momento de misturar nossa vivência familiar com nosso trabalho como documentaristas”, disse Coraci no palco durante a apresentação do filme.

A noite de quinta-feira também foi marcada pela emocionante homenagem para a atriz Bete Mendes, que foi recebida no palco por Lucia Caus, diretora do festival, e Fabrício Noronha, Secretário da Cultura do Espírito Santo. Ovacionada pelo público, Bete discursou: “Muito obrigada! Eu estou muito emocionada! A gente é gente. Gente que sente, é gente que quer ser feliz. E vocês estão me dando uma das maiores felicidades da minha vida. Eu queria dizer que essa homenagem me deixa mais que emocionada, me deixa grata. Nós que lutamos pela arte, pela liberdade, pelo fazer cultural, lutamos pela democracia”.

A programação contou também com exibições de curtas-metragens em competição: Hospital de Brinquedos, de Georgina Castro; Como Respirar Fora D’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros; Orixás Center, de Mayara Ferrão; e Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli.

*O CINEVITOR está em Vitória e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Thais Gobbo.

Com Dave Bautista, Batem à Porta, de M. Night Shyamalan, ganha trailer oficial

por: Cinevitor
O filme ainda não tem data de estreia no Brasil.

O aclamado e visionário diretor M. Night Shyamalan, de O Sexto Sentido, A Vila, Fragmentado, entre outros, voltará aos cinemas em breve com Batem à Porta, no original, Knock at the Cabin.

De férias em um chalé distante, uma jovem e seus pais são feitos reféns por quatro estranhos armados que exigem uma escolha inimaginável da família para evitar o apocalipse. Com acesso limitado ao mundo exterior, a família deve decidir no que realmente acredita antes que tudo esteja perdido.

O elenco conta com Dave Bautista, Jonathan Groff, Ben Aldridge, Nikki Amuka-Bird, Kristen Cui, Abby Quinn e Rupert Grint. O roteiro, baseado no best-seller O Chalé no Fim do Mundo, de Paul Tremblay, é assinado por Shyamalan ao lado de Steve Desmond e Michael Sherman.

Confira o trailer de Batem à Porta, que ainda não tem data de estreia definida:

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Cine Ceará 2022: Camila Pitanga será homenageada na 32ª edição

por: Cinevitor
A atriz receberá o Troféu Eusélio Oliveira pelo conjunto da obra.

A 32ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 7 e 13 de outubro, acaba de anunciar que Camila Pitanga, atriz, diretora e embaixadora da ONU Mulheres no Brasil, será uma das personalidades homenageadas deste ano.

Porta-voz de diferentes causas do país, a escolha de Camila vai ao encontro da edição do evento neste ano: mostrar os diferentes Brasis que cabem dentro do Brasil. A atriz será agraciada com o Troféu Eusélio Oliveira no sábado, dia 8 de outubro, mesmo prêmio recebido pelo seu pai, o também ator Antonio Pitanga, em 2018.

Camila Pitanga é um dos nomes mais celebrados das artes brasileiras. Formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro com habilitação em Teoria Teatral, consagrou-se vencedora do prêmio de melhor atriz pelo Festival do Rio com o longa Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, filme que marca o início de sua parceria com Beto Brant, cineasta com quem dirigiu o documentário sobre seu pai, Pitanga, elogiado pelo público e pela crítica que lhe concedeu o prêmio de melhor filme brasileiro na 40ª edição da Mostra de São Paulo.

A longa carreira da atriz no audiovisual começa aos cinco anos de idade no filme Quilombo (1986), de Cacá Diegues. Em 1991, ela começou os estudos no Tablado e, em seguida, debutou na televisão com a minissérie Sex Appeal, em 1993, da Rede Globo, que lhe abriu portas para diversas novelas de sucesso, como Fera Ferida, A Próxima Vítima, Porto dos Milagres, Mulheres Apaixonadas, Lado a Lado, Velho Chico, e o grande sucesso Paraíso Tropical.

Seu primeiro grande papel é visto em Caramuru – A Invenção do Brasil, de 2001, que expõe o talento da atriz para a comédia. De maneira seletiva, Camila escolhe principalmente os pequenos filmes e as produções ousadas, como Redentor, de Claudio Torres; O Signo do Caos, de Rogério Sganzerla; e Sal de Prata, de Carlos Gerbase. Vale destacar também sua participação na comédia popular Saneamento Básico, O Filme, produção de Jorge Furtado na qual divide a cena com Wagner Moura, Fernanda Torres, Lázaro Ramos e Paulo José.

Recentemente, no fim de 2021, após quase 20 anos de contrato com a Rede Globo, ela assinou com a plataforma de streaming HBO Max, onde, além de atuar em novas produções, abraça projetos como produtora executiva e criadora. Para as telonas, acaba de filmar a primeira etapa de Malês, filme dirigido por seu pai, Antonio Pitanga, ainda sem data de estreia definida; bem como é produtora executiva de Iemanjá, longa em fase de produção do diretor Carlos Saldanha, que transportará o universo dos orixás para o de super-heróis. 

Anunciado anteriormente, a atriz e produtora Teta Maia e o músico Ednardo também serão homenageados nesta edição com o Troféu Eusélio Oliveira.

Foto: Netun Lima/Universo Produção.

Dirigido por Cristiano Burlan, A Mãe, com Marcélia Cartaxo, abre o 29º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
Cristiano Burlan e Marcélia Cartaxo na noite de abertura.

Maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo e um dos principais do Brasil, o 29º Festival de Cinema de Vitória começou nesta segunda-feira, 19/09. Com apresentação de Johnny Massaro e Bryce Caniçali, a cerimônia de abertura aconteceu no Centro Cultural Sesc Glória.

Neste ano, a programação conta com mostras competitivas e exibição de 83 filmes ao longo do evento, debates com os realizadores, homenagens e atividades de formação. No palco, Larissa Caus Delbone Vieira, coordenadora executiva do festival, disse: “Estou emocionada com esse reencontro presencial com filmes inéditos”.

Na noite de abertura, as exibições começaram com a Mostra Foco Capixaba e cinco curtas-metragens: Marés, de Thais Helena Leite; Kikazaru, de Matheus Cabral; Latasha, de Alex Buck; Noites em Pandemia, de Ricardo Sá; e Makumba, de Emerson Evêncio. Na sequência, foi a vez da Mostra Competitiva Nacional de Longas com A Mãe, de Cristiano Burlan.

Roteirizado por Burlan e Ana Carolina Marino, o longa tem ao centro Maria, interpretada por Marcélia Cartaxo, uma mulher que procura seu filho que pode ter sido assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde moram. Maria embarca, então, numa jornada em busca desse filho, e precisa enfrentar a burocracia opressora das grandes metrópoles para poder vê-lo uma última vez. Assim, A Mãe coloca o foco em outro elemento afetado pelo genocídio sistemático nas periferias brasileiras: como ficam as matriarcas que perdem seus filhos e filhas?

O longa abriu a 29ª edição do festival.

O filme, que fez sua estreia no Festival de Málaga e rendeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Debora Silva Maria, dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo diretor com documentários e ficções que visam trazer humanidade para as populações periféricas. A produção é assinada pela Bela Filmes, e tem coprodução da Filmes da Garoa e Cup Filmes.

Além de Cartaxo, que foi premiada recentemente no Festival de Gramado por sua atuação no longa, que também levou os kikitos de melhor direção e melhor desenho de som, o elenco conta com Dunstin Farias, Helena Ignez, Rubinho, Carlos Meceni, Hélio Cícero, Henrique Zanoni, Ana Carolina Marinho, Dinho Lima Flor, Mawusi Tulani, Gabriela Rabelo, Che Moais, André Luis Patrício, Walter Figueiredo, Eduardo Acaiabe, Kiko Marques, Gustavo Canovas, Tuna Dwek, Anna Zêpa, Badu Morais, Rodrigo Sanches, Esther Hwuang, Jordan Brigadeirão, entre outros.

No palco, Burlan e Marcélia apresentaram o filme: “Queria agradecer ao festival pela seleção e por estar aqui pela primeira vez e também ao lado dessa companheira de luta e de trabalho; essa força incrível da natureza que é Marcélia Cartaxo”, disse o diretor.

A atriz, que foi premiada no festival em 2019 por Pacarrete e O Seu Amor de Volta (Mesmo que Ele Não Queira) e homenageada no ano passado, também discursou: “Estou muito feliz de estar aqui mais uma vez! Estou contente também pelo fato de estarmos nessa luta, nessa resistência e fazendo o que a gente gosta. É muito importante mostrar a evolução do cinema brasileiro com todos esses artistas que temos. Sou uma representante das mulheres nesse universo tão diverso que proporciona espaços incríveis para nós. Nunca abandonem a arte. Precisamos sonhar grande. Amo essa vida”, finalizou sendo ovacionada pelo público.

*O CINEVITOR está em Vitória e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Andie Freitas.

14º CINEFANTASY: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Natalia Solián no longa Huesera, de Michelle Garza Cervera.

Foram anunciados neste domingo, 18/09, os vencedores da 14ª edição do CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico, considerado um dos principais festivais de vanguarda do cinema fantástico no continente e membro fundador da FANTLATAM – Aliança de Festivais de Cinema Fantástico da América Latina, com direção de Monica Trigo, Eduardo Santana e Filippo Pitanga.

A programação deste ano contou com mais de cem filmes, entre eles, 14 longas, 92 curtas-metragens e cinco filmes convidados da mostra Final Girls Berlin. As exibições aconteceram em diversos locais da cidade de São Paulo, como Reserva Cultural e Cine Satyros Bijou.

Conheça os vencedores do 14º CINEFANTASY:

LONGAS-METRAGENS
*Júri: Claudia Ruiz, Francisco Cesar Filho, Javier Fernandez e Sérgio Alpendre

Melhor Filme: Huesera, de Michelle Garza Cervera (Peru/México)
Melhor Direção: Michelle Garza Cervera, por Huesera
Melhor Roteiro: Bipolar, escrito por Queena Li
Melhor Atriz: Natalia Solián, por Huesera
Melhor Ator: Fabrício Boliveira, por Mungunzá
Menção Honrosa: Mundo Proibido, de Alê Camargo e Camila Carrossine (Brasil)

Justificativa de melhor filme: longa de estreia da mexicana Michelle Garza Cervera, Huesera impressiona pela maneira como somos assombrados pelo fantástico, numa trama envolvente e bem filmada sobre os medos da maternidade, sem deixar de lado questões que seguem atuais como mansplaining e gaslighting.

Justificativa da Menção Honrosa: Mundo Proibido, de Alê Camargo e Camila Carrossine cumpre o desafio de fazer uma aventura espacial inteiramente feita em 3D e produzida de forma independente. Esta menção propõe dar visibilidade ao cinema de animação latino-americano e também incentivar o apoio institucional estatal e privado, para estimular a criação de novas produções do cinema de animação brasileiro.

JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem: Mundo Proibido, de Alê Camargo e Camila Carrossine (Brasil)
Melhor curta-metragem: Selo, de Alessandro Corrêa (Brasil)

INDICAÇÃO GRANDE PRÊMIO FANTLATAM 2023
Longa-metragem: O Olho e a Parede (The Eye And The Wall), de Javier del Cid (Guatemala)
Curta-metragem: Blackout, de Rodrigo Grota (Brasil)

CURTA BRASIL FANTÁSTICO
*Júri: Kátia Nascimento, Kiko Mollica e Pablo Ferreira

Melhor Filme: O Peixe, de Natasha Jascalevich

Justificativa: pela capacidade de criar o fantástico a partir de elementos cotidianos e investigando o prazer feminino.

CURTA HORROR
*Júri: Laura Cánepa, Marcos DeBrito e Matheus Maltempi

Melhor filme: Cruzeiro (Cruise), de Sam Rudykoff (Canadá)
Menção Honrosa: Amara, de Danielle Amaral e Fernando Pompeu Neto (Brasil)

Justificativa de melhor filme: pelo bom engajamento com o público, excelente direção de atores e ótimo valor de produção. A discussão do mundo do trabalho foi aliada ao gênero horror, trazendo desorientação e suspense com uma importante crítica social.

Justificativa da Menção Honrosa: pela sofisticação do desenho de produção e ousadia da linguagem cinematográfica.

CURTA FANTÁSTICO BLACK POWER
*Júri: Maria Shu, Natara Ney e Raul Perez

Melhor Filme: Mil Vinny’s – Suíte Cachoeirana, de Luan Santos (Brasil)

Justificativa: pela inventividade na linguagem, por trazer a cidade como elemento central na narrativa, por utilizar a trilha sonora como fio condutor fugindo da reiteração de signos e por escolher uma montagem inteligente que brinca com a linguagem cinematográfica.

CURTA FICÇÃO CIENTÍFICA
*Júri: Alfredo Suppia, Celso Sabadin e Sabrina Paixão

Melhor Filme: O Pulverizador (The Sprayer), de Farnoosh Abedi (Irã)
Menção Honrosa: Alcançar o Vórtex (Alcanzar El Vortice), de Pedro Poveda (Espanha)

Justificativa de melhor filme: consideramos o apuro estético das técnicas de animação aliado à atualidade e emergência de sua denúncia política, bem como uma sensibilidade fina em sua composição visual poética que transmite diversas camadas de significados narrativos sem ser demagógico ou superficial.

Justificativa da Menção Honrosa: gostaríamos de registrar menção honrosa pelo despojamento, utilização adequada e criativa da linguagem do curta-metragem e perspicácia no uso do humor sarcástico como crítica social.

CURTA MULHERES FANTÁSTICAS
*Júri: Flavia Guerra, Sabrina Greve e Vanessa Prietro

Melhor Filme: Futuros Amantes, de Jessika Goulart (Reino Unido)
Menção Honrosa: Triskelion, de Jessica Raes (Bélgica)

Justificativa de melhor filme: nosso prêmio principal vai para um filme que une diversas dimensões do fantástico para falar, acima de tudo, de afeto. Com produção enxuta, roteiro e direção bem construídos, o filme nos apresenta uma ficção científica em um Brasil futurista e distópico, mas em que ainda há espaço para, o que de fato vai nos salvar, o amor.

Justificativa da Menção Honrosa: a curadoria nos revelou um olhar plural e instigante sobre o universo fantástico construído por mulheres de diversos países. Nossa menção honrosa vai para um filme que nos conta uma história com encantamento e poesia, com domínio da técnica de animação para narrar, de forma original, a origem de um símbolo já tão propagado mas, na verdade, pouco compreendido.

CURTA FANTASIA
*Júri: Danilo do Carmo, Euller Felix e Helena Vieira

Melhor Filme: Lã Quente (Hot Wool), de Tony Olsen (Nova Zelândia)
Menção Honrosa: Valentina Versus, de E. M. Z. Camargo e Anne Lise Ale (Brasil)

Justificativa de melhor filme: o premiado volta à uma das fontes primordiais do fantástico, o universo das fábulas. A montagem do filme traz a precisão da contação de histórias aprimoradas ao longo de gerações dessa tradição para a forma cinematográfica. Personagens arquetípicos e uma estética de época tornam atemporal uma narrativa nova e original.

Justificativa da Menção Honrosa: por trazer às telas a discussão do machismo e comportamento tóxico do universo dos games utilizando os recursos narrativos e estéticos desse mesmo universo. Temas tão caros a sociedade contemporânea são tratados em linguagem jovem através de uma narrativa que submerge junto com seus protagonistas no universo fantástico dos games e jogos de RPG.

CURTA AMADOR/ESTUDANTE
*Júri: Diaulas Ulysses, Marciel Consani e Priscila Machado

Melhor Filme: A Botija, o Beato e a Besta-fera, de Túlio Beat (Brasil)
Menção Honrosa: O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli (Brasil)

Justificativa de melhor filme: pela direção bem conduzida do elenco dentro da proposta, além dos destaques para a primorosa direção de arte e os belos planos e enquadramentos da direção de fotografia. Merece destaque o trabalho de áudio e, particularmente da trilha sonora, que emprega elementos da identidade nordestina como o timbre da Rabeca e a escala modo mixolídio.

Justificativa da Menção Honrosa: chamou atenção principalmente pela forma que a narrativa foi construída, pela escolha dos elementos de arte e a bela atuação do elenco.

CURTA ANIMAÇÃO
*Júri: Duarte Dias, Gabrielle Schauerhuber e Victor-Hugo Borges

Melhor Filme: Lágrimas do Sena (Les Larmes De La Seine), de Alice Letailleur (França)
Menção Honrosa: Mesa, de João Fazenda (Portugal)

Justificativa de melhor filme: o filme tem impacto narrativo e técnico inquestionável, nos faz refletir sobre a banalidade da violência pelo ponto de vista da personagem e leva à tona o massacre, que até há pouco tempo, havia sido esquecido pelo povo francês.

Justificativa da Menção Honrosa: o curta é um exemplo de carisma, construção, design e criatividade. Do início até o fim ele representa bem o fluxo social/vida; foi um dos filmes mais divertidos de assistir.

CURTA ESPANHA FANTÁSTICA
*Júri: Daniel Peñaloza, Gustavo Valdivia, Hassler Salgar e Lina Duran

Melhor Filme: A Luz (La Luz), de Iago Soto

Justificativa: o curta mais original da categoria e conta uma história sombria que cativa o espectador; colocando como protagonistas: a luz e a escuridão, e conseguindo com isso uma fotografia precisa que se complementa com uma arte da época, rústica, rural, sinistra.

CURTA FANTASTEEN/PEQUENOS FANTÁSTICOS
*Júri: Alan Medina, Ariel Nobre e Carol Ballan

Melhor Filme: O Peixe Vermelho (The Red Fish), de Bassem Ben Brahim (Tunísia)

Justificativa: pela linguagem poética e acessível, e o uso de diferentes técnicas de animação que constroem uma narrativa original.

CURTA FANTÁSTICA DIVERSIDADE
*Júri: Celso Duvecchi, Gabriel Lodi e Maura Ferreira

Melhor Filme: Eu, Sereia (I, Mermaid), de Augusto Almoguera (Espanha)
Menção Honrosa: Ausência, de Alexia Araujo (Brasil)

Justificativa de melhor filme: com direção de Augusto Almoguera, que com sutileza e profundidade, escancara a estrutura transfóbica dos afetos nessa obra. Destacamos o excelente trabalho de fotografia e direção de arte, bem como a maravilhosa trilha sonora.

Justificativa da Menção Honrosa: por um trabalho interessante em uma animação comovente que dialoga bem com a proposta da mostra.

Prêmio CTAv:
O Peixe, de Natasha Jascalevich (Brasil)

Prêmio AIC DE CINEMA
Estática, de Gabriela Queiroz (Brasil)

Prêmio DOT CINE
Don Javier, de Cadu Rosenfeld (Brasil)

Foto: Machete/Disruptiva Films.

The Fabelmans, de Steven Spielberg, é o grande vencedor do Festival de Toronto 2022

por: Cinevitor
Paul Dano, Mateo Zoryon Francis-DeFord e Michelle Williams em The Fabelmans.

Foram anunciados neste domingo, 18/09, os vencedores da 47ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Conhecido como um termômetro para o Oscar, o festival, um dos mais importantes do mundo, entrega o prêmio de melhor filme para o longa mais votado pelo público. Neste ano, o drama The Fabelmans, de Steven Spielberg, se consagrou como o grande campeão.

Com Michelle Williams, Paul Dano, Seth Rogen, Gabriel LaBelle, Jeannie Berlin, Julia Butters, Robin Bartlett, Keeley Karsten, Judd Hirsch e Mateo Zoryon Francis-DeFord no elenco, The Fabelmans é considerado o filme mais pessoal de Steven Spielberg até agora por ser baseado na sua paixão de infância e na dinâmica familiar que encontrou seu caminho em seu trabalho. Na trama, crescendo no Arizona da era pós Segunda Guerra Mundial, um jovem chamado Sammy Fabelman descobre um segredo de família e explora como o poder dos filmes pode ajudá-lo a enxergar a verdade.

Apresentado pela Shawn Mendes Foundation, o Prêmio Changemaker é concedido a um cineasta emergente cujo filme aborda questões de mudança social; o vencedor é escolhido por um grupo de jovens cinéfilos. Enquanto isso, a Canada Goose abraça a diversidade em todas as suas formas e definições, incluindo técnica e paixão que transporta a narrativa para a tela, e apresenta o Prêmio Amplify Voices aos três melhores filmes de cineastas sub-representados.

Entre os filmes desta edição, o cinema brasileiro marcou presença com alguns títulos, entre eles: Miúcha, a Voz da Bossa Nova, de Daniel Zarvos e Liliane Mutti, na mostra TIFF Docs; Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, uma coprodução entre Brasil e Portugal, na mostra Wavelengths; e Carvão, primeiro longa-metragem de Carolina Markowicz, na mostra Platform. Além disso, no júri do Prêmio FIPRESCI, formado por membros da Federação Internacional de Críticos de Cinema, o Brasil foi representado pelo crítico Márcio Sallem, do Cinema com Crítica.

Entre os documentários, Maya and the Wave, dirigido por Stephanie Johnes, ficou em segundo lugar no voto do público. O filme acompanha a surfista brasileira campeã mundial Maya Gabeira, que luta contra ondas monstruosas e contra o chauvinismo no campo do surf competitivo. Além disso, a trama segue a atleta em busca de quebrar um recorde mundial na cidade portuguesa de Nazaré, conhecida por suas ondas grandes. A cineasta acompanha Maya ao longo de vários anos enquanto ela persevera em meio a contratempos, lesões e uma experiência de quase morte para perseguir seu objetivo. O filme ganha uma intimidade com Maya e sua família: a força de sua mãe, a estilista Yamê Reis, e seu pai, Fernando Gabeira.

Neste ano, nomes importantes foram homenageados no Festival de Toronto: o ator Brendan Fraser recebeu o TIFF Tribute Award for Performance por seu trabalho em The Whale, de Darren Aronofsky; o cineasta Sam Mendes recebeu o TIFF Ebert Director Award; o elenco de My Policeman, filme dirigido por Michael Grandage, foi consagrado com o TIFF Tribute Award for Performance; a compositora islandesa Hildur Guðnadóttir foi homenageada com o TIFF Variety Artisan Award; a cineasta Sally El Hosaini foi honrada com o TIFF Emerging Talent Award; a atriz Michelle Yeoh recebeu o TIFF Share Her Journey Groundbreaker Award; e a cantora canadense Buffy Sainte-Marie foi honrada com o Jeff Skoll Award in Impact Media.

Em comunicado oficial, Cameron Bailey, CEO do TIFF, disse: “2022 trouxe uma seleção excepcional de filmes que animaram o público do festival em todo o mundo. Nossa programação apresentou autores amados ao lado de novas vozes no cinema, incluindo várias mulheres poderosas. O TIFF recebeu convidados, imprensa, indústria, estrelas internacionais e diretores de volta à cidade e aos cinemas. A ampla gama de narrativas cinematográficas de todo o mundo é uma prova da singularidade dos filmes que estão sendo feitos. Estamos muito gratos e orgulhosos do festival deste ano”.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Toronto 2022:

MELHOR FILME | People’s Choice Award
The Fabelmans, de Steven Spielberg (EUA)
2º lugar: Women Talking, de Sarah Polley (EUA)
3º lugar: Glass Onion: Um Mistério Knives Out, de Rian Johnson (EUA)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | People’s Choice Documentary Award
Black Ice, de Hubert Davis (Canadá)
2º lugar: Maya and the Wave, de Stephanie Johnes (EUA)
3º lugar: 752 Is Not A Number, de Babak Payami (Canadá)

PRÊMIO MOSTRA MIDNIGHT MADNESS | People’s Choice Award
Weird: The Al Yankovic Story, de Eric Appel (EUA)
2º lugar: Pearl, de Ti West (EUA)
3º lugar: The Blackening, de Tim Story (EUA)

PRÊMIO MOSTRA PLATFORM
Júri: Patricia Rozema, Iram Haq e Chaitanya Tamhane
Melhor Filme: Riceboy Sleeps, de Anthony Shim (Canadá)

PRÊMIO CHANGEMAKER | Shawn Mendes Foundation
Something You Said Last Night, de Luis De Filippis (Canadá/Suíça)

PRÊMIO AMPLIFY VOICES
Júri Canadense: Ann Marie Fleming, Anne Émond e Nathan Morlando
Melhor Filme Canadense: To Kill a Tiger, de Nisha Pahuja
Menção Especial
: Viking, de Stéphane Lafleur
Júri BIPOC: Albert Shin, Jennifer Holness e Luisa Alvarez Restrepo
Melhor Filme: Leonor Will Never Die, de Martika Ramirez Escobar (Filipinas) e While We Watched, de Vinay Shukla (Reino Unido)
Menção Especial: Buffy Sainte-Marie: Carry It On, de Madison Thomas (Canadá)

PRÊMIO IMDbPro | CURTA-METRAGEM
Júri: Lisa Haller, Sally Lee e Thyrone Tommy
Melhor Filme: Snow in September (9-р Сарын Цас), de Lkhagvadulam (Dulmaa) Purev-Ochir (Mongólia/França)
Menção Honrosa: Airhostess-737, de Thanasis Neofotistos (Grécia)
Melhor Filme Canadense: Simo (سيمو), de Aziz Zoromba
Menção Honrosa: Same Old, de Lloyd Lee Choi
IMDbPro Short Cuts Share Her Journey Award: Nanitic, de Carol Nguyen (Canadá)

PRÊMIO FIPRESCI
Júri: Andrea Crozzoli, Andrew Kendall, Márcio Sallem (Brasil), Marriska Fernandes e Max Borg
A Gaza Weekend, de Basil Khalil (Reino Unido/Palestina)

PRÊMIO NETPAC
Júri: Dr. Ida Yoshinaga e Diana Ashimova
Sweet As, de Jub Clerc (Austrália)

*Clique aqui e confira a lista com as justificativas dos júris.

Foto: Universal Studios/Amblin Entertainment.