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Argentina, 1985

por: Cinevitor

Direção: Santiago Mitre

Elenco: Ricardo Darín, Peter Lanzani, Santiago Armas Estevarena, Alejandra Flechner, Gina Mastronicola, Paula Ransenberg, Gabriel Fernández, Ricardo Truppel, Ignacio Francavilla, Walter Jakob, Carlos Portaluppi, Alejo García Pintos, Pablo Moseinco, Pablo Caramelo, Mariano Speratti, Norman Briski, Guillermo Jacubowicz, Martin Gallo, Claudio Da Passano, Francisco Bertín, Héctor Díaz, Fernando Ritucci, Pablo Burzstyn, Ricardo Cepeda, Héctor Ricardo González, Carlos del Rio, Rubén Casela, Ricardo Carranza, Jorge Gerschman, Pietro Gian, Alejo Goyberg, Luis Lezcano, Marcelo Pozzi, Joselo Bella, Jorge Gregorio, Sergio Sanchez, Marcelo López, Jorge Luis Couto, Carlos Ihler, Héctor Balcone, Jorge Varas, Manuel Caponi, Brian Sichel, Almudena González, Santiago Rovito, Félix Rodríguez Santamaría, Leyla Bechara, Antonia Bengoechea, Rosana Vezzoni, Anahí Martella, Ana Carolina García, Facundo Aquinos, Gastón Chamorro, Mariela Acosta, Débora Nacarate, Augusto Ghirardelli, Agustín Gagliardi, Marco Somigliana, Sofia Lanaro, Roberto Mauri, Susana Pampín, Andrés Zurita, Javier Kussrow, Matías Broglia, Nacho Miguens, Gustavo Vieyra, Laura Paredes, Julian Levi, Guido D’Albo, Felipe Villanueva, Fernando Contingiani, Fernando Gonet, Natalia Olabe, Pepe Arias, Fito Yanelli, Adrián Mampel, Frank Gerrish, Kennedy Martin, César Córdoba, Justina Ovejero.

Ano: 2022

Sinopse: Inspirado na história real dos promotores Julio César Strassera e Luis Moreno Ocampo, que ousaram investigar e processar a ditadura militar mais sangrenta da Argentina, no ano de 1985. Sem se deixar intimidar pela influência ainda considerável dos militares em sua frágil nova democracia, Strassera e Moreno Ocampo reuniram uma jovem equipe jurídica de heróis improváveis para esta batalha de Davi contra Golias. Sob constante ameaça a si mesmos e suas famílias, eles correram contra o tempo para trazer justiça às vítimas da junta militar.

Nota do CINEVITOR:

IDFA 2022: filmes brasileiros são selecionados para o maior festival de documentários do mundo

por: Cinevitor
Cena do curta-metragem brasileiro Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade

Considerado o maior festival de documentários do mundo, realizado anualmente desde 1988, o IDFA, International Documentary Film Festival Amsterdam, confirmou que sua 35ª edição acontecerá entre os dias 9 e 20 de novembro em Amsterdã, na Holanda.

O festival tem como objetivo fortalecer o clima documental internacional, concentrando-se mais do que nunca no documentário como forma de arte. Esse foco inclui filmes com linguagem ou estrutura visual original, obras que mostram culturas menos conhecidas ou são filmadas de uma perspectiva não ocidental; e documentários interativos ou imersivos que inovam o gênero.

Como de costume, a seleção do IDFA acredita no poder do documentário como uma forma artística de informação e reflexão de alta qualidade, com filmes que ajudam o espectador a entender o mundo e a determinar seu próprio lugar; em filmes que fazem pensar, ver e experimentar, com a missão de construir sociedades melhores com mais democracia, abertura e humanidade.

Para este ano, a programação na capital holandesa contará com um programa inovador de filmes de vários países, além de palestras, ambiente de mercado, performances e projetos interativos e imersivos.

O cinema brasileiro marca presença nesta 35ª edição com diversos títulos, entre eles, Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade, na IDFA Competition for Short Documentary, mostra competitiva de curtas-metragens. Descrito como uma onírica odisseia afro-diaspórica, o filme propõe a construção de novas poéticas ao resgatar a luta e resistência do povo negro na diáspora africana a partir de uma extensa pesquisa de materiais de arquivo, percorrendo um vertiginoso itinerário por territórios ancestrais e contemporâneos.

Cena do filme Adeus, Capitão, de Vincent Carelli e Tita

Outro destaque nacional é o longa Sinfonia de um Homem Comum, dirigido por José Joffily, na mostra Frontlight, que traz títulos com uma abordagem mais artística e que exploram questões urgentes do nosso tempo; o filme narra a história do diplomata José Mauricio Bustani, primeiro diretor-geral da OPAQ, Organização para a Proibição de Armas Químicas, entre 1997 e 2002, que tentou impedir a invasão ao Iraque pelos Estados Unidos, durante o governo de George W. Bush, e acabou demitido por pressão dos americanos. 

Na mostra Masters, que apresenta um cinema de autor, cujos nomes e carreiras de renome nunca decepcionam, o Brasil aparece com: Mato Seco em Chamas, coprodução com Portugal, com direção de Adirley Queirós e Joana Pimenta; e Adeus, Capitão, de Vincent Carelli e Tita, sobre Krohokrenhum, líder do povo indígena Gavião.

O documentário Miúcha, a Voz da Bossa Nova, de Daniel Zarvos e Liliane Mutti, aparece na mostra Best of Fests do 35º IDFA, que traz títulos exibidos em prestigiados festivais internacionais. Apesar de sua posição no epicentro da cena bossa nova brasileira, a cantora Heloísa Maria Buarque de Hollanda, conhecida como Miúcha, tem sido amplamente subestimada. Este documentário, selecionado para o Festival de Toronto e que mergulha em sua carreira e vida pessoal através de um rico acervo, pretende mudar isso.

Ainda na mesma mostra, Pornomelancolía, de Manuel Abramovich, uma coprodução entre Argentina, França, Brasil e México, também se destaca; o filme recebeu o prêmio de melhor fotografia no Festival de San Sebastián deste ano.

Na mostra Paradocs, considerada uma vitrine da melhor arte documental experimental do ano, o cinema brasileiro marca presença com Filme Particular, de Janaína Nagata. Enquanto isso, Sessão Bruta, de As Talavistas e ela.ltda, grande vencedor da Mostra de Cinema de Tiradentes, aparece na mostra Envision Competition, que traz filmes com integridade estilística e coragem e que atravessam a realidade atual. O documentário Moscou, de Eduardo Coutinho, lançado em 2009, ganha destaque na mostra Focus: Playing Reality.

Com 277 títulos na programação, o IDFA 2022 terá como filme de abertura o longa All You See, dirigido por Niki Padidar. Além disso, a cineasta Laura Poitras, vencedora do Oscar por Cidadãoquatro e indicada por My Country, My Country, será a grande homenageada desta 35ª edição.

Fotos: Divulgação.

Adão Negro

por: Cinevitor

Black Adam

Direção: Jaume Collet-Serra

Elenco: Dwayne Johnson, Aldis Hodge, Pierce Brosnan, Noah Centineo, Sarah Shahi, Quintessa Swindell, Marwan Kenzari, Bodhi Sabongui, Mohammed Amer, James Cusati-Moyer, Jalon Christian, Benjamin Patterson, Odelya Halevi, Uli Latukefu, Jennifer Holland, Henry Winkler, Chaim Jeraffi, Sharon Gee, Stephan Jones, A. Manuel Miranda, Djimon Hounsou, Raj Kala, Kiara Rashawn, Onye Eme-Akwari, Sanna Erica, Vince Canlas, Tonea Stewart, Meghna Nagarajan, Patrick Sabongui, Alex Parkinson, Joseph Gatt, Kamen Casey, Dennis Dawson, Mike Senior, Jermaine Rivers, Regina Ting Chen, Sekou Laidlow, Cameron Moir, Donny Carrington, Boone Platt, Philip Fornah, Derek Russo, Angel Rosario Jr., Tang Nguyen, Christopher Matthew Cook, Natasha Ellie, Daniel Danca, Yssa Mei Panganiban, Ben Jenkin, Natalie Burn, Henry Cavill, Viola Davis.

Ano: 2022

Sinopse: Quase 5.000 anos após ter sido agraciado com os poderes onipotentes dos deuses antigos, e aprisionado logo depois, Adão Negro é libertado de sua tumba terrena, pronto para levar ao mundo moderno sua forma singular de justiça.

Nota do CINEVITOR:

CINEVITOR #427: Entrevista com Camila Pitanga | Edição Especial + Homenagem 32º Cine Ceará

por: Cinevitor
Homenageada: Camila Pitanga recebe o Troféu Eusélio Oliveira

A noite de abertura da 32ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema foi marcada pela emocionante homenagem, realizada no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, para a atriz, diretora e embaixadora da ONU Mulheres no Brasil, Camila Pitanga.

Porta-voz de diferentes causas do país e um dos nomes mais celebrados das artes brasileiras, Camila foi ovacionada pelo público ao receber o Troféu Eusélio Oliveira, mesmo prêmio recebido pelo seu pai, o também ator Antonio Pitanga, em 2018.

Formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro com habilitação em Teoria Teatral, consagrou-se vencedora do prêmio de melhor atriz pelo Festival do Rio com o longa Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, filme que marca o início de sua parceria com Beto Brant, cineasta com quem dirigiu o documentário sobre seu pai, Pitanga, elogiado pelo público e pela crítica que lhe concedeu o prêmio de melhor filme brasileiro na 40ª edição da Mostra de São Paulo.

A longa carreira da atriz no audiovisual começa aos cinco anos de idade no filme Quilombo (1986), de Cacá Diegues. Em 1991, ela começou os estudos no Tablado e, em seguida, debutou na televisão com a minissérie Sex Appeal, em 1993, da Rede Globo, que lhe abriu portas para diversas novelas de sucesso, como Fera Ferida, A Próxima Vítima, Porto dos Milagres, Mulheres Apaixonadas, Lado a Lado, Velho Chico, e o grande sucesso Paraíso Tropical.

Seu primeiro grande papel é visto em Caramuru – A Invenção do Brasil, de 2001, que expõe o talento da atriz para a comédia. De maneira seletiva, Camila escolhe principalmente os pequenos filmes e as produções ousadas, como Redentor, de Claudio Torres; O Signo do Caos, de Rogério Sganzerla; e Sal de Prata, de Carlos Gerbase. Vale destacar também sua participação na comédia popular Saneamento Básico, O Filme, produção de Jorge Furtado na qual divide a cena com Wagner Moura, Fernanda Torres, Lázaro Ramos e Paulo José.

Recentemente, no fim de 2021, após quase 20 anos de contrato com a Rede Globo, ela assinou com a plataforma de streaming HBO Max, onde, além de atuar em novas produções, abraça projetos como produtora executiva e criadora. Para as telonas, acaba de filmar a primeira etapa de Malês, filme dirigido por seu pai, Antonio Pitanga, ainda sem data de estreia definida; bem como é produtora executiva de Iemanjá, longa em fase de produção do diretor Carlos Saldanha, que transportará o universo dos orixás para o de super-heróis. 

Para falar sobre a homenagem, conversamos com Camila Pitanga algumas horas antes da cerimônia. No bate-papo, a atriz falou da emoção de receber o Troféu Eusélio Oliveira e do orgulho de fazer parte de uma família de artistas. Além disso, relembrou alguns trabalhos marcantes de sua carreira, entre eles, o sucesso de sua personagem Bebel, na novela Paraíso Tropical, e as parcerias no cinema. 

Aperte o play e confira nossa entrevista com a homenageada do 32ª Cine Ceará e também os melhores momentos de seu discurso no palco:

*O CINEVITOR esteve em Fortaleza e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Rogerio Resende.

Festival do Rio 2022: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Equipe do longa pernambucano Paloma, de Marcelo Gomes: três prêmios

Foram anunciados neste domingo, 16/10, no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, os vencedores do Festival do Rio 2022. A atriz e cantora Samantha Schmütz e o ator Ícaro Silva apresentaram a cerimônia e também cantaram uma seleção de canções brasileiras de trilhas de filmes exibidos no festival.

O filme pernambucano Paloma, de Marcelo Gomes, foi o grande vencedor da noite e recebeu três prêmios, entre eles, o de melhor longa-metragem de ficção. Na trama, Kika Sena interpreta uma mulher trans que trabalha como agricultora no sertão de Pernambuco. Seu maior sonho é se casar na igreja, com seu namorado Zé, interpretado por Ridson Reis. Eles já vivem juntos, e criam uma filha de 7 anos chamada Jenifer, papel de Anita de Souza Macedo. O padre, porém, recusa o pedido, mas nem por isso Paloma desistirá de realizar seu sonho.

Na edição deste ano, a competição ficou ainda maior com a criação de duas novas categorias: direção de arte na competição oficial e melhor direção na mostra Novos Rumos; ampliando ainda mais o espaço em reconhecimento à diversidade de temas, estilos e pessoas que formam o cinema brasileiro.

A diretora de programação do Festival do Rio, Ilda Santiago, comemorou a presença de tantos realizadores, falou da importância da reconexão do público com o cinema, e finalizou: “que o festival continue sendo um lugar da inclusão, do acolhimento e onde todos são vistos na tela e respeitados pelo que são”. A diretora Walkiria Barbosa completou falando sobre a riqueza dos debates no Rio Market e o sucesso das rodadas de negócios.

A cerimônia foi aberta com a entrega do Troféu Redentor para os vencedores da Mostra Novos Rumos. Como parte do Prêmio Felix, o ator Paulo Gustavo foi homenageado com o Prêmio Suzy Capó, que será entregue à sua mãe, Dona Déa. Os discursos foram marcados por emoção e falas políticas, não só dos premiados mas também do jurados. A palavra resistência foi repetida várias vezes ao longo da noite, ao lado de termos como diversidade, corpos, representatividade, vozes, gênero, ancestralidade.

Neste ano, o júri foi formado por: Antonio Pitanga (presidente), Clélia Bessa, Andréia Horta, João Jardim, Bernard Payen e Eleonora Granata-Jenkinson na Première Brasil; Sara Silveira (presidente), Alice Marcone, Dina Salem Levy e Eduardo Ades na mostra Première Brasil Novos Rumos; e Ailton Franco Jr (presidente), Marcio Debellian, Mayara Aguiar e Luiza Shelling Tubaldini no Prêmio Felix, que elege o melhor filme com temática LGBTQ.

Conheça os vencedores do Festival do Rio 2022:

PREMIÈRE BRASIL

Melhor longa-metragem | Ficção: Paloma, de Marcelo Gomes (PE)
Melhor longa-metragem | Documentário: Exu e o Universo, de Thiago Zanato (SP)
Melhor curta-metragem: Escasso, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles (RJ)
Menção Honrosa: 7 Cortes de Cabelo no Congo, de Luciana Bezerra, Gustavo Melo e Pedro Rossi (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta (DF)
Melhor Direção | Ficção: Julia Murat, por Regra 34 
Melhor Direção | Documentário: Juliana Vicente, por Diálogos com Ruth de Souza
Melhor Roteiro: Carvão, escrito por Carolina Markowicz
Melhor Ator: Darío Grandinetti, por Bem-vinda, Violeta!
Melhor Atriz: Kika Sena, por Paloma
Melhor Ator Coadjuvante: Timothy Wilson, por Fogaréu
Melhor Atriz Coadjuvante: Aline Marta, por Carvão
Melhor Fotografia: Mato Seco em Chamas, por Joana Pimenta
Melhor Direção de Arte: Carvão, por Marines Mencio
Melhor Montagem: Propriedade, por Matheus Farias

PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS

Melhor longa-metragem: Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre (SP)
Melhor curta-metragem: Curupira e a Máquina do Destino, de Janaína Wagner (SP)
Melhor Direção: Leonardo Martinelli, por Fantasma Neon
Prêmio Especial do Júri: Maputo Nakuzandza, de Ariadine Zaumpaulo (SP)

PRÊMIO FELIX

Melhor Filme Brasileiro: Paloma, de Marcelo Gomes (PE)
Melhor Documentário: Corpolítica, de Pedro Henrique França (SP)
Menção Honrosa: Não é a Primeira Vez que Lutamos pelo Nosso Amor, de Luis Carlos de Alencar (RJ)
Melhor Filme Estrangeiro: Meu Lugar no Mundo (Mi vacío y yo), de Adrián Silvestre (Espanha)
Prêmio Especial do Júri: Fogo-Fátuo, de João Pedro Rodrigues (Portugal/França)

Foto: Rogerio Resende.

46ª Mostra de São Paulo: conheça os filmes selecionados e destaques da programação

por: Cinevitor
Cena de Bardo: Falsa Crônica de Algumas Verdades, de Alejandro G. Iñárritu

A 46ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontecerá entre os dias 20 de outubro e 2 de novembro e, este ano, terá formato majoritariamente presencial. Durante duas semanas, as seções Perspectiva Internacional, Competição Novos Diretores e Mostra Brasil vão apresentar 223 títulos, de 60 países, em circuito de salas de cinemas e espaços abertos da cidade de São Paulo. As plataformas Sesc Digital e Spcine Play disponibilizarão acesso gratuito a alguns títulos selecionados pela curadoria do evento.

O vencedor da Palma de Ouro deste ano no Festival de Cannes, Triângulo da Tristeza, no original Triangle of Sadness, dirigido pelo sueco Ruben Östlund, será o filme de abertura da 46ª edição e será exibido em uma sessão especial na Cinemateca Brasileira. A cerimônia, marcada para quarta-feira, 19/10, será apresentada por Renata de Almeida e Serginho Groisman.

Como de costume, a Mostra de São Paulo traz títulos de cineastas consagrados e exibidos recentemente em importantes festivais internacionais, como: Bardo: Falsa Crônica de Algumas Verdades, de Alejandro G. Iñárritu, que disputou o Leão de Ouro em Veneza; Pacifiction, de Albert Serra, exibido na Competição Oficial de Cannes e em San Sebastián; Un beau matin (One Fine Morning), de Mia Hansen-Løve, premiado na Quinzena dos Realizadores, em Cannes; Sem Ursos, do cineasta iraniano Jafar Panahi, que recebeu o Prêmio Especial do Júri em Veneza; Conto de Fadas (Fairtyle), de Alexander Sokurov, que disputou o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno; Nada de Novo no Front, de Edward Berger, exibido no Festival de Toronto; Os Anos Super 8, de David Ernaux-BriotAnnie Ernaux (ganhadora do Nobel de Literatura), exibido na Quinzena dos Realizadores, em Cannes.

E mais: as séries The Kingdom Exodus, de Lars von Trier (dois episódios), e Noite Exterior (Esterno Notte), de Marco Bellocchio; além do especial Cinema Almanac: Seis Curtas de Radu Jude com a exibição de Caricaturana (2021), Os Potemkinistas (2022), Memórias do Front Oriental (2022), As Duas Execuções do Marechal (2018), Punir e Disciplinar (2019) e Plástico Semiótico (2021).

Do Festival de Veneza, além dos já citados, a seleção traz também: o iraniano Além das Paredes, de Vahid Jalilvand, que disputou o Leão de Ouro; Terceira Guerra Mundial, de Houman Seyyedi, que levou os prêmios de melhor filme e melhor ator para Mohsen Tanabandeh na mostra Orizzonti; o drama português Lobo e Cão, de Cláudia Varejão, vencedor do prêmio de melhor filme da mostra paralela Giornate degli Autori; Nezouh, da diretora síria Soudade Kaadan, vencedor do Prêmio do Público da seção Orizzonti Extra; o documentário Marcha Sobre Roma, de Mark Cousins, destaque da Giornate degli Autori; e A Garota Voou, de Wilma Labate, exibido na mostra Orizzonti Extra do ano passado.

Ainda em Veneza, da mostra Orizzonti, destacam-se: Peregrinos, do cineasta lituano Laurynas Bareiša, vencedor do prêmio de melhor filme; Blanquita, de Fernando Guzzoni, eleito o melhor roteiro; A Noiva, de Sérgio Tréfaut, cineasta brasileiro radico em Portugal; a comédia Luxemburgo, Luxemburgo, de Antonio Lukich; Vera, de Tizza Covi e Rainer Frimmel, que recebeu os prêmios de melhor direção e melhor atriz para Vera Gemma; entre outros.

Cena do filme Vera, de Tizza Covi e Rainer Frimmel: premiado em Veneza

Enquanto isso, do Festival de Cannes, além do grande vencedor da Palma de Ouro, a Mostra de São Paulo traz outros títulos que foram exibidos na Competição Oficial, como: As Oito Montanhas, de Felix van Groeningen e Charlotte Vandermeersch, vencedor do Prêmio do Júri; Boy from Heaven (Walad Min Al Janna), de Tarik Saleh, eleito o melhor roteiro; Os Irmãos de Leila, de Saeed Roustaee, vencedor do Prêmio FIPRESCI; A Esposa de Tchaikovsky, de Kirill Serebrennikov; e Armageddon Time, de James Gray, com Anne Hathaway, Jeremy Strong e Anthony Hopkins no elenco, que conta com produção executiva dos brasileiros Lourenço Sant’Anna e Rodrigo Teixeira, da RT Features.

Da mostra Un Certain Regard, de Cannes, também conhecida como Um Certo Olhar, a programação apresenta: o paquistanês Joyland, de Saim Sadiq, que recebeu o Prêmio do Júri e conta com a brasileira Jasmin Tenucci na equipe de montagem; Febre do Mediterrâneo, de Maha Haj, eleito o melhor roteiro; o drama Mais que Nunca, de Emily Atef, com Gaspard Ulliel em seu penúltimo projeto antes de sua morte; Dias Ardentes, de Emin Alper, que disputou a Queer Palm; o drama costa-riquenho Domingo e a Neblina, de Ariel Escalante Meza; Harka, de Lotfy Nathan, que rendeu o prêmio de melhor atuação para Adam Bessa; e Rodeio Urbano, de Lola Quivoron, vencedor do Prêmio Coup De Cœur.

A Semana da Crítica, mostra paralela do Festival de Cannes, também ganha destaque na 46ª edição da Mostra de São Paulo com: La Jauría, de Andrés Ramírez Pulido, vencedor do Grande Prêmio; o drama iraniano Imagine, de Ali Behrad; A História de um Lenhador, de Mikko Myllylahti, vencedor do Prêmio Gan Foundation de Distribuição; Dalva, de Emmanuelle Nicot, que recebeu o Prêmio FIPRESCI; Aftersun, de Charlotte Wells, vencedor do Prêmio do Júri e também exibido em Toronto e premiado no Festival de Bucareste; o português Alma Viva, de Cristèle Alves Meira; Visões de Ramses, de Clément Cogitore, exibido fora de competição; e Bem Vindos a Bordo, de Julie Lecoustre e Emmanuel Marre, protagonizado por Adèle Exarchopoulos, e vencedor do Prêmio Gan Foundation de Distribuição do ano passado.

A Quinzena dos Realizadores, outra mostra paralela do Festival de Cannes, marca presença com: o ucraniano Pamfir, de Dmytro Sukholytkyy-Sobchuk; A Barragem, de Ali Cherri; A Montanha, de Thomas Salvador, vencedor do Prêmio SACD; o colombiano Um Homem, de Fabian Hernández, que disputou a Queer Palm e também foi exibido em San Sebastián, além de ter sido consagrado no Festival de Cine de Lima com quatro prêmios; o documentário De humani corporis fabrica, de Lucien Castaing-Taylor e Verena Paravel, também exibido na mostra Wavelengths em Toronto; e Deriva Continental, de Lionel Baier, que disputou a Queer Palm.

Cena do filme paquistanês Joyland, de Saim Sadiq: premiado em Cannes

Da programação da ACID, Association du cinéma indépendant pour sa diffusion, evento paralelo ao Festival de Cannes, a Mostra traz: 99 Moons, de Jan Gassmann; Aya, de Simon Gillard; Magdala, de Damien Manivel; e O Estranho Caso de Jacky Caillou, de Lucas Delangle.

Completam a seleção de Cannes na Mostra de São Paulo: Plano 75, de Chie Hayakawa, que recebeu Menção Especial do prêmio Camera d’Or e foi exibido também nos festivais de Toronto e Karlovy Vary; o português Restos do Vento, de Tiago Guedes, exibido fora de competição; o documentário As Tempestades de Jeremy Thomas, de Mark Cousins; Marcel!, de Jasmine Trinca, exibido na seção Apresentações Especiais; Chronique d’une liaison passagère, de Emmanuel Mouret, exibido fora de competição e que disputou a Queer Palm, e foi exibido também no FIDMarseille; a comédia musical Don Juan, de Serge Bozon, com Virginie Efira e Tahar Rahim, exibida fora de competição; e a comédia Fumar Causa Tosse, de Quentin Dupieux, exibida na Sessão da Meia-Noite e no Sitges Film Festival.

Outro evento importante que ganha destaque na 46ª edição da Mostra de São Paulo é o Festival de Berlim. Dos premiados, estão confirmados: Alcarrás, longa franco-italiano de Carla Simón, que foi consagrado com o Urso de Ouro de melhor filme; o coreano O Filme da Escritora (So-seol-ga-ui Yeong-hwa), de Hong Sang-so, vencedor do Urso de Prata pelo Grande Prêmio do Júri; Manto de Joias, primeiro longa da boliviana Natalia López Gallardo, que recebeu o Urso de Prata do Prêmio do Júri; Com Amor e Fúria, de Claire Denis, vencedor do Urso de Prata de melhor direção; Um Pedaço do Céu, de Michael Koch, que recebeu Menção Especial do júri e foi premiado no Festival de Karlovy Vary; além do austríaco Mutzenbacher, documentário de Ruth Beckermann, que levou o principal prêmio da seção Encounters.

A seleção da Berlinale segue com A Linha, de Ursula Meier, e Un été comme ça (That Kind of Summer), de Denis Côté, que disputaram o Urso de Ouro; o iraniano Até Amanhã, de Ali Asgari, exibido na mostra Panorama; Sonne, de Kurdwin Ayub, que recebeu o GWFF Best First Feature Award; Agitação, de Cyril Schäublin, vencedor do prêmio de melhor direção da mostra Encounters e também exibido nos festivais de Toronto, San Sebastián, New York e IndieLisboa; Esquema, de Farkhad Sharipov, vencedor do Grande Prêmio da seção Generation 14Plus; O Falsificador, de Maggie Peren, exibido na mostra Berlinale Special Gala; Corações Gentis, de Gerard-Jan Claes e Olivia Rochette, vencedor do Grande Prêmio do Júri Internacional da seção Generation 14plus; e Belas Criaturas, de Guðmundur Arnar Guðmundsson, exibido na mostra Panorama e vencedor do Prêmio Label Europa Cinemas.

Ainda do Festival de Berlim, mais títulos da mostra Encounters: À vendredi, Robinson, de Mitra Farahani, vencedor do Prêmio Especial do Júri; Axiom, de Jöns Jönsson, que rendeu o prêmio de melhor ator para Moritz von Treuenfels no Festival de Hong Kong; Flux Gourmet, de Peter Strickland, também exibido no Sitges Film Festival; e o documentário Diário Americano, de Arnaud des Pallières.

Cena de Alcarràs, de Carla Simón: Urso de Ouro em Berlim

Do Festival de San Sebastián, serão exibidos: Los reyes del mundo, de Laura Mora, que recebeu a Concha de Ouro de melhor filme; Quem os Impede, de Jonás Trueba, vencedor do Prêmio da Crítica e de melhor atuação para o elenco, além de melhor atriz para Candela Recio no Festival de Mar del Plata e premiado na categoria de melhor documentário no Goya, o Oscar espanhol; o documentário O Teto Amarelo, de Isabel Coixet, que recebeu Menção Especial no Prêmio Dunia Ayaso; e Terra de Deus, de Hlynur Pálmason, vencedor do prêmio de melhor filme da mostra Zabaltegi-Tabakalera e também exibido na mostra Un Certain Regard, em Cannes.

E mais: As Paredes Falam, documentário de Carlos Saura, exibido em sessão especial; O Suplente, de Diego Lerman, que rendeu o prêmio de melhor interpretação coadjuvante para Renata Lerman; Benediction, de Terence Davies, eleito o melhor roteiro da edição do ano passado; e Inventário, de Darko Sinko, exibido na mostra New Directors e premiado no Slovene Film Festival.

O Festival de Locarno também ganha destaque na programação da 46ª Mostra. Além do brasileiro Regra 34, de Julia Murat, grande vencedor do Leopardo de Ouro, a lista traz também: Tenho Sonhos Elétricos, de Valentina Maurel, vencedor dos prêmios de melhor direção, melhor atriz para Daniela Marín Navarro e melhor ator para Reinaldo Amien Gutiérrez, além de ter sido premiado como melhor filme da mostra Horizonte em San Sebastián; o português Nação Valente, de Carlos Conceição, vencedor do prêmio de melhor filme europeu e do Prêmio do Júri Jovem; o documentário Noite Obscura – Folhas Selvagens, de Sylvain George, exibido fora de competição; Boliche Saturno, de Patricia Mazuy, que disputou o Leopardo de Ouro; o suspense Medusa Deluxe, de Thomas Hardiman, exibido na mostra Piazza Grande e também nos festivais de Londres e Sitges.

E mais: o ucraniano Como Está Katia?, de Christina Tynkevych, vencedor do Prêmio Especial do Júri e melhor atriz para Anastasia Karpenko na seção Cineastas do Presente; a fantasia De noche los gatos son pardos, de Valentin Merz, que recebeu Menção Honrosa por filme de estreia; É Noite na América, de Ana Vaz, uma coprodução entre Itália, França e Brasil, que recebeu Menção Especial no Pardo Verde WWF; Gigi a Lei, de Alessandro Comodin, vencedor do Prêmio Especial do Júri e exibido no Festival de Nova York; o documentário português Objetos de Luz, de Marie Carré e Acácio de Almeida, exibido fora de competição; e a fantasia Piaffe, de Ann Oren, vencedor do Prêmio do Júri Jovem e também exibido em San Sebastián.

A Mostra de São Paulo traz também títulos do Festival de Roterdã, como: O Excesso Nos Salvará, de Morgane Dziurla-Petit, vencedor do Prêmio Especial do Júri; Broadway, de Christos Massalas, e Isolamento Esplêndido, de Urszula Antoniak, exibidos na mostra Big Screen. Da Tiger Competition, a lista conta com: A Criança, de Marguerite de Hillerin e Félix Dutilloy-Liégeois; O Mensageiro das Nuvens, de Rahat Mahajan, também exibido no Cinéma du Réel; e As Planícies, de David Easteal.

De noche los gatos son pardos, de Valentin Merz: exibido em Locarno

Outro destaque da 46ª edição da Mostra de São Paulo é o Festival de Sundance com diversos títulos, entre eles: Leonor Jamais Morrerá, de Martika Ramirez Escobar, vencedor do Prêmio Especial do Júri na seção World Cinema Dramatic; Palmeiras e Linhas Elétricas, de Jamie Dack, que recebeu o prêmio de melhor direção da competição americana; o mexicano Dos Estaciones, de Juan Pablo González, que rendeu o prêmio de melhor atriz para Teresa Sánchez, além de ter sido consagrado no L.A. Outfest e exibido em San Sebastián; o documentário Fire of Love, de Sara Dosa, vencedor do prêmio de melhor montagem, além do Prêmio do Público no Visions du Réel e consagrado no Festival de Seattle; e o drama Gentil, de László Csuja e Anna Nemes, exibido na competição internacional e premiado nos festivais de Bruxelas e Cleveland.

Ainda sobre festivais internacionais, também se destacam: O Visitante, de Martín Boulocq, vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Tribeca; A Donzela, de Graham Foy, exibido na mostra Contemporary World Cinema em Toronto e na Giornate degli Autori em Veneza; o documentário Boicote, de Julia Bacha, exibido nos festivais SXSW, South by Southwest, e Hot Docs; o drama A Água, da cineasta espanhola Elena López Riera, que foi exibido na Quinzena dos Realizadores, em Cannes, e também nos festivais de Toronto e San Sebastián; A Catedral, de Ricky D’Ambrose, que recebeu o Prêmio Especial HFPA em Veneza, além de ter sido exibido em Sundance e na mostra Bright Future em Roterdã; Uma Mulher do Mundo, de Cécile Ducrocq, que foi indicado ao César, o Oscar francês, na categoria de melhor atriz por Laure Calamy; o drama O Massacre da Salsinha, de José María Cabral, vencedor do Prêmio do Público no Festival de Miami e do Prêmio Especial do Júri no Costa Rica International Film Festival; a comédia dramática Você Tem Que Vir e Ver, de Jonás Trueba, vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Karlovy Vary.

E mais: o documentário Louis Armstrong’s Black & Blues, de Sacha Jenkins, exibido na mostra TIFF Docs em Toronto; o drama Segredos de Guerra, de Peeter Rebane, grande vencedor do Austin Gay & Lesbian International Film Festival e do FilmOut San Diego; o documentário A Pequena Ilha, de Tizian Büchi, vencedor do Grande Prêmio do Júri no festival Visions du Réel e também exibido no Festival de Karlovy Vary; o drama canadense Brother, de Clement Virgo, exibido na mostra Special Presentations no Festival de Toronto; o documentário As Hostilidades, de M. Sebastian Molina, exibido no IDFA, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã; a animação Salgueiros Cegos, Mulher Dormindo, de Pierre Földes, que recebeu Menção Honrosa do júri do Festival de Annecy; o documentário Distopia, de Tiago Afonso, exibido no Doclisboa; e a comédia dramática O Gafanhoto, da cineasta iraniana Faezeh Azizkhani, exibida no South by Southwest.

Cena de Leonor Jamais Morrerá, de Martika Ramirez Escobar: premiado em Sundance

Entre os títulos internacionais, a Mostra de São Paulo traz também o português Campo de Sangue, de João Mário Grilo e protagonizado por Carloto Cotta, baseado no livro homônimo de Dulce Maria Cardoso; o japonês O Deus do Cinema, de Yôji Yamada, destaque no Summer International Film Festival Hong Kong e no Beijing International Film Festival; a comédia policial romena Homens de Atos, de Paul Negoescu, exibido no Festival de Sarajevo; o suspense Roost, de Amy Redford, com Grace Van Dien, exibido em Toronto; o português Kinorama – Cinema Fora de Órbita, de Edgar Pêra, exibido no Festival de Roterdã; e o documentário Meu Nome é Alfred Hitchcock, de Mark Cousins, que celebra, em 2022, o aniversário de cem anos do primeiro longa-metragem do consagrado cineasta.

Como de costume, a seleção da Mostra traz títulos já indicados por seus respectivos países que disputarão uma vaga na categoria de melhor filme internacional do Oscar. Até agora já estão confirmados: Domingo e a Neblina, de Ariel Escalante, representante da Costa Rica; Nada De Novo no Front, de Edward Berger, da Alemanha; o islandês Belas Criaturas, de Guðmundur Arnar Guðmundsson; Terceira Guerra Mundial, de Houman Seyyedi, representante do Irã; o japonês Plano 75, de Chie Hayakawa; Peregrinos, de Laurynas Bareiša, da Lituânia; Joyland, de Saim Sadiq, representante do Paquistão; da Palestina, Febre do Mediterrâneo, de Maha Haj; o português Alma Viva, de Cristèle Alves Meira; Alcarràs, de Carla Simón, representante da Espanha; Boy from Heaven, de Tarik Saleh, da Suécia; o suíço Um Pedaço do Céu, de Michael Koch; e Bardo: Falsa Crônica de Algumas Verdades, de Alejandro G. Iñárritu, representante do México.

A 46ª edição da Mostra de São Paulo, como de costume, fortalece o olhar para o cinema brasileiro. Neste ano, cerca de 61 títulos nacionais integram a seleção da Mostra Brasil. Os longas estão divididos nas seções Apresentação Especial, Competição Novos Diretores e Perspectiva Internacional. As produções e coproduções brasileiras são inéditas no circuito comercial, finalizadas entre 2021 e 2022, com exceção dos títulos restaurados.

Destacam-se na programação: o premiado A Mãe, de Cristiano Burlan e protagonizado por Marcélia Cartaxo; Exu e o Universo, documentário de Thiago Zanato; o drama A Filha do Palhaço, de Pedro Diógenes, recentemente premiado no 32º Cine Ceará; o documentário Corpolítica, de Pedro Henrique França, consagrado no Queer Lisboa; Fogaréu, de Flávia Neves, premiado pelo público no Festival de Berlim; A Cozinha, que marca a estreia de Johnny Massaro na direção de um longa de ficção; Lilith, de Bruno Safadi, com Isabél Zuaa, Renato Góes e Nash Laila; Bem-Vinda, Violeta!, de Fernando Fraiha, com Débora Falabella; o documentário Diálogos com Ruth de Souza, de Juliana Vicente; O Skate me Levou, de Lecuk Ishida; Carvão, de Carolina Markowicz, exibido nos festivais de Toronto e San Sebastián; Aldeotas, de Gero Camilo; Nossa Pátria Está Onde Somos Amados, documentário dirigido por Felipe Hirsch; Raquel 1:1, de Mariana Bastos, exibido no SXSW e no Festival de Guadalajara; Bocaina, de Fellipe Barbosa e Ana Flávia Cavalcanti; Uýra – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi, premiado no Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival.

Cena do documentário brasileiro Uýra – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi

E mais: Paloma, de Marcelo Gomes, exibido no Festival de Cinema de Munique; Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho, o grande vencedor do 50º Festival de Cinema de Gramado; Ciclo, de Ian SBF, com Felipe Abib, Daniel Furlan, Dani Ornellas, Flávio Bauraqui, Stephanie Lourenço e Rafael Saraiva no elenco; o documentário Amazônia, a Nova Minamata?, de Jorge Bodanzky; Derrapada, de Pedro Amorim, com Nanda Costa no elenco; O Clube dos Anjos, de Angelo Defanti, também exibido em Gramado; Andança: Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho, documentário de Pedro Bronz; O Rio do Desejo, de Sérgio Machado, com Sophie Charlotte e Daniel de Oliveira; o pernambucano Paterno, de Marcelo Lordello, com Marco Ricca e Gustavo Patriota; a animação Perlimps, de Alê Abreu, exibida no Festival de Annecy; o documentário Elis & Tom, Só Tinha de Ser com Você, de Roberto de Oliveira; Transe, de Carolina Jabor e Anne Pinheiro Guimarães; Fausto Fawcett na Cabeça, de Victor Lopes; o documentário Um Outro Francisco, de Margarita Hernández; entre outros.

A programação da Mostra de São Paulo completa-se com títulos da mostra Apresentação Especial, que exibirá os clássicos restaurados: Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, A Rainha Diaba, de Antonio Carlos Fontoura, A Mãe e a Puta (La Maman e la putain) e Meus Pequenos Amores (Mes petites amoureuses), ambos de Jean Eustache, e Bratan, de Bakhtyar Khudojnazarov. Outros filmes, como os curtas de Lucrecia Martel, A Camareira, e Le Pupille, de Alice Rohrwacher, também serão exibidos.

O jornalista, escritor e diretor Arnaldo Jabor, que morreu no início do ano, ganha homenagem póstuma do evento com a exibição do longa Eu Te Amo. O filme será antecedido por um curta de Carolina Jabor, extraído do depoimento que o diretor deu ao projeto da Mostra, Filmes da Minha Vida, na 30ª edição do evento.

Concedido a personalidades que demonstram questões humanistas, sociais e políticas pertinentes ao seu tempo de forma corajosa e sensível, o Prêmio Humanidade desta edição será entregue à diretora Ana Carolina. A cerimônia acontecerá durante a apresentação especial de seus filmes Mar de Rosas, Das Tripas Coração, Sonho de Valsa e Paixões Recorrentes. Enquanto isso, o Prêmio Leon Cakoff deste ano será entregue à cantora e atriz Doris Monteiro, protagonista de Agulha no Palheiro, de Alex Vianny; o filme, de 1953, foi restaurado em 1977 pela Cinemateca Brasileira.

O fim da vida de um artista do porte de Jean-Luc Godard, que morreu recentemente, não significa a conclusão de sua obra. Além da abundante produção audiovisual que continuará a circular, fertilizando ideias e reinvenções, há um tesouro a emergir do imenso arquivo do cineasta franco-suíço, agora sob o controle do produtor Vincent Maraval. Até Sexta, Robinson é o primeiro fragmento inédito do planeta Godard que a 46ª Mostra traz ao Brasil em homenagem ao cineasta franco-suíço. O filme, dirigido pela cineasta e produtora iraniana Mitra Farahani, condensa um diálogo, por meio de correspondências, entre Godard e o menos conhecido Ebrahim Golestan, diretor e escritor iraniano, autor também de uma obra revolucionária.

A programação da 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo traz o programa Olhares Sobre a Amazônia este ano. A gravidade da crise climática e a insuficiência das decisões políticas, agravadas pelas omissões, colocaram a Amazônia no centro das preocupações do mundo. Há muito, a proteção da floresta e das reservas habitadas pelos povos originários deixou de chamar a atenção apenas de ambientalistas e indigenistas. Enquanto os governos e os poderes disputam, os cineastas põem os pés na terra, adentram a região para ver e exibir a concretude da Amazônia. Bela e feia, rica e pobre, rural e urbanizada, selvagem e integrada são contradições que convivem nos filmes reunidos na Olhares Sobre a Amazônia.

Milton Gonçalves em A Rainha Diaba: filme restaurado

Outro destaque deste ano são as produções em realidade virtual, que voltam a integrar a programação do evento pelo quarto ano consecutivo; elas fazem parte de exibições especiais que ocorrem na Cinemateca Brasileira. Além disso, entre os dias 26 e 29 de outubro, a Mostra Internacional de Cinema vai realizar o II Encontro de Ideias para receber realizadores, produtores, gestores culturais e profissionais do audiovisial reconhecidos pelo engajamento em fazer e pensar o conteúdo audiovisual. A programação incorpora o ciclo de debates sobre cinema do VI Fórum Mostra, mesas de discussão sobre o panorama do Mercado Audiovisual, Rodadas de Negócios para apresentar projetos em desenvolvimento a parceiros e a seção Da Palavra à Imagem, com painéis sobre adaptação de obras literárias e reunião de autores e editores de livros com produtores do audiovisual.

Todos os anos, a Mostra Internacional de Cinema convida um artista ou cineasta para fazer a arte do pôster do ano. Nomes como Ai Weiwei, Andrei Tarkóvski, Tomie Ohtake, Aleksandr Sokúrov, Angeli, Federico Fellini, Isabella Rossellini, Amos Gitai, Os Gêmeos, Ziraldo, assinaram o cartaz do evento em diferentes edições. A arte do pôster desta edição é assinada pelo muralista brasileiro Kobra. O artista deu o título Volte a Sonhar à arte do poster da 46ª Mostra Internacional de Cinema. A imagem da garota tendo a cidade de São Paulo no horizonte e em conexão com a imagem do filme A Viagem à lua, de Georges Méliès, realizado há 120 anos, simboliza que o cinema pode abrir horizontes em lugares inimagináveis e nos levar ao universo dos sonhos, onde diferentes perspectivas se abrem para a fantasia e a criatividade.

Nascido em 1975 no Jardim Martinica, bairro pobre da zona sul paulistana, Eduardo Kobra tornou-se um dos mais reconhecidos muralistas da atualidade, com obras em cinco continentes. Além disso, o artista é personagem do documentário Kobra Auto Retrato, de Lina Chamie, que está na seleção deste ano.

Após serem exibidos na 46ª Mostra, os filmes da seção Competição Novos Diretores mais votados pelo público serão submetidos ao júri, que escolherá os vencedores do Troféu Bandeira Paulista (uma criação da artista plástica Tomie Ohtake) nas categorias de melhor filme de ficção, melhor documentário e outras categorias que o júri desejar.

Neste ano, o diretor, produtor e roteirista português Rodrigo Areias, a diretora Lina Chamie e o diretor e produtor André Novais Oliveira formam o júri da Competição Novos Diretores. O público também vota em seus preferidos estrangeiros e brasileiros, escolhendo o melhor filme de ficção e o melhor documentário da Perspectiva Internacional e da Mostra Brasil.

A 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo conta com uma grande variedade de produções de diversos lugares do mundo. Até o momento, 60 países estão envolvidos em filmes selecionados.

Fotos: Divulgação.

Ednardo, cantor e compositor, é homenageado no 32º Cine Ceará

por: Cinevitor
Homenagem: reconhecimento pela carreira de sucesso.

Além da premiação, a noite de encerramento da 32ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema também foi marcada pela homenagem ao cantor e compositor cearense Ednardo, autor de grandes sucessos como Pavão Mysteriozo, Enquanto Engomo a Calça, A Manga Rosa, entre outros, como reconhecimento pela valiosa obra, em especial por ter marcado sua carreira também no audiovisual, como autor de várias trilhas sonoras de cinema e televisão.

No palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, o homenageado recebeu o Troféu Eusélio Oliveira das mãos de seu amigo Rodger Rogério, ator e cantor. Ovacionado pelo público, discursou: “Eu tenho a honra de ser parceiro e amigo de Rodger Rogério desde quando nasceu o chamado Pessoal do Ceará na década de 1960. De lá pra cá, só fortalecemos essa amizade com música, poesia e muita luta para respeitar o povo brasileiro, o povo nordestino, nossa cultura e nossa arte”. E finalizou: “Precisamos tirar o país desse abismo onde ele está mergulhado. Tem que vir alguém que faça brilhar de novo o sol do progresso, da liberdade e do bem-estar do nosso povo”.

Ednardo é um dos grandes nomes da música brasileira, tendo despontado na mesma época de seus conterrâneos Amelinha, Belchior e Raimundo Fagner. É autor de várias trilhas sonoras de cinema e televisão. No cinema, assina as trilhas de Luzia Homem, de Fábio Barreto; e Tigipió e O Calor da Pele, de Pedro Jorge de Castro. O longa Luzia Homem, em que participou também como ator, teve bilheteria recorde no Brasil, sucesso na Europa nos festivais de Huelva e Cannes e em TV nos Estados Unidos. Tigipió teve a trilha premiada nos festivais de Karlov Vary e de Verona.

Ednardo foi produtor, roteirista, diretor e autor da trilha do filme Cauim, onde evidencia sua proximidade com o universo do maracatu cearense e do cinema; o filme foi projetado em shows do disco homônimo, realizado em 1978 pelas principais capitais brasileiras. Em televisão, destaque para as novelas Saramandaia (1976), na Rede Globo, sendo de sua autoria o tema de abertura, Pavão Mysteriozo, e Tocaia Grande (1995/1996), na TV Manchete, baseada na obra homônima de Jorge Amado, interpretando a música Cordel Tocaia Grande, de sua autoria, no encerramento do último capítulo.

No dia da homenagem, Ednardo participou de uma coletiva de imprensa no Hotel Sonata de Iracema e relembrou momentos marcantes de sua trajetória. No bate-papo, falou sobre o chamado Pessoal do Ceará, política, ditadura, Pavão Mysteriozo, seu trabalho no cinema, na TV e no teatro, projetos futuros, aulas de piano na adolescência, governo atual, entre outros assuntos.

Além disso, relembrou os cinemas de rua de Fortaleza, revelou que o clássico Anastacia: A Princesa Esquecida foi o primeiro filme que assistiu no São Luiz, destacou atrizes como Norma Bengell e Brigitte Bardot e ressaltou a força do cinema em sua vida.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem e da coletiva:

*O CINEVITOR esteve em Fortaleza e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Rogerio Resende.

13º Festival de Cinema de Triunfo: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do documentário pernambucano Normandia, de Marlom Meirelles.

A 13ª edição do Festival de Cinema de Triunfo, que acontecerá entre os dias 5 e 10 de dezembro, no Theatro Cinema Guarany, no Sertão do Pajeú, em Pernambuco, contará com 38 filmes em competição, representando 13 estados brasileiros em suas mostras competitivas.

Ao todo, a Secretaria de Cultura de Pernambuco recebeu 193 inscrições; os selecionados concorrem a R$ 24 mil em prêmios. A programação completa, com mostras especiais e ações de formação, será divulgada nas próximas semanas.

Este ano, o festival contará com uma novidade: a Secult-PE prepara uma programação artística especial para compor o evento, que é um dos mais importantes de Pernambuco no segmento do  audiovisual: “O Festival de Cinema de Triunfo joga luzes sobre o cinema e o audiovisual de Pernambuco, que é uma referência para o Brasil e para o mundo. Neste ano, além das mostras, oficinas e conversas, o Governo de Pernambuco, por meio da Secult-PE, está incrementando o festival com uma  programação artística que tem como objetivo agregar potencial turístico ao evento, atraindo visitantes de todas as partes do estado, e também do país”, disse o secretário de Cultura, Oscar Barreto.

“Apesar da pandemia, que nos forçou a dar uma pausa nas produções audiovisuais, poderemos assistir, em Triunfo, filmes que foram feitos/finalizados bravamente nestes dois últimos anos. Isso demonstra a força da cadeia audiovisual brasileira e também dos nossos profissionais de cinema”, disse Luciana Poncioni, coordenadora de Audiovisual da Secult-PE.

Além dos valores distribuídos entre os vencedores de cada categoria, as produções vão concorrer a diversos prêmios, incluindo o Troféu Caretas, concedido aos filmes escolhidos pelo Júri Oficial (formado por professores, produtores audiovisuais e curadores) e popular. O troféu faz referência às tradicionais figuras dos caretas, personagens do carnaval pernambucano que andam pelas ruas da cidade com chicotes, chocalhos, figurinos típicos e mensagens satíricas. Também será concedido o Troféu Fernando Spencer para o melhor personagem da categoria longa-metragem; já o Troféu Cineclubista, criado pela FEPEC, Federação Pernambucana de Cineclubes, vai para o melhor filme para reflexão.

A programação deste ano contará também com exibições especiais na Mostra Sesc Pernambuco voltadas para o público infantil das escolas da rede pública de ensino da região e encontros sobre políticas culturais, na Fábrica de Criação Popular do Sesc PE, promovidos pela Secult-PE. Haverá também o lançamento do filme documental sobre o FIG, Festival de Inverno de Garanhuns, produzido pela TV Pernambuco; além disso, será realizada uma visita guiada no Theatro Cinema Guarany com exibição do documentário Theatro Cinema Guarany: Uma Longa História, produzido pelo Cineclube Caretas, de Triunfo.

Comemorando seu centenário em 2022, o Theatro Cinema Guarany segue fechado para visitação enquanto recebe novas  poltronas e passa por serviços de requalificação e manutenção da edificação: “Com a série de reforma que estamos empreendendo em nossos equipamentos culturais, o público voltará a frequentar esses espaços e  conferir novamente a excelente programação que eles oferecem, como é o caso do Festival de Cinema de Triunfo, que é uma grande vitrine não só para as produções pernambucanas, como de todo o país”, reforça Oscar Barreto

Conheça os filmes selecionados para o 13º Festival de Cinema de Triunfo:

LONGA-METRAGEM NACIONAL

Carro Rei, de Renata Pinheiro (PE)
Delicadeza, de Ciça Castello (RJ)
Germino Pétalas no Asfalto, de Coraci Ruiz e Julio Matos (SP)
O Bem Virá, de Uilma Maíra Queiroz Silva (PE)
O Povo Pode?, de Max Alvim (DF)

CURTA-METRAGEM NACIONAL

Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima (PB)
Andrômeda, de Lucas Gesser (DF)
Ausências, de Antonio Fargoni (SP)
Cem Pilum – A História do Dilúvio, de Thiago Morais (AM)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Luazul, de Letícia Batista e Vitória Liz (SP)
Mamãe!, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter (BA)
Poder Falar: Uma Autoficção, de Evandro Manchini (RJ)
Time de Dois, de André Santos (RN)
Todos os Rostos que Amo se Parecem, de Davi Mello e Deborah Perrotta (MG)
Vai Melhorar, de Pedro Fiuza (RN)
Vale do Vento Eterno, de Pedro Medeiros (RN)
Você Tem Olhos Tristes, de Diogo Leite (SP)

CURTA-METRAGEM PERNAMBUCANO

Cabocolino, de João Marcello (Surubim)
Cine Aurélio, de Kennel Rogis (Toritama)
Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio (Condado) 
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (Recife)
Madeira de Lei, de Kalor (Camaragibe)
Memórias Submersas, de William Tenório (Afogados da Ingazeira)
Normandia, de Marlom Meirelles (Caruaru)
Nossas Mãos São Sagradas, de Júlia Morim (Território Indígena Pankararu e Recife)
Obaobarco, de André Martins (Recife)
Um Filme com Celso Marconi, de Helder Lopes e Paulo de Sá Vieira (Recife)
Xixiá Mestre dos Cânticos Fulni-ô, de Hugo Fulni-ô (Águas Belas)

CURTA-METRAGEM DOS SERTÕES 

A Menina da Ilha, de Coletivo Cinema no Interior (PE)
Dentra, de Bruna Florie (PE)
Lamento de Força Travesti, de Renna Costa (PE)
Vaudeville!, de Élcio Verçosa Filho (AL)
Voz do Relho: Um filme sobre Joaneide Alencar, de Leonardo Soares e Raquel Medeiros (PE)

CURTA- METRAGEM INFANTOJUVENIL 

Capitão Tocha, de Matheus Amorim (GO)
Îebyra, de Eduardo Souza Lima (RJ)
Nonna, de Maria Augusta V. Nunes (SC)
Rua Dinorá, de Natália Maia e Samuel Brasileiro (CE)

Foto: Divulgação/Eixo Audiovisual.

32º Cine Ceará: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Os vencedores da 32ª edição no palco.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 13/10, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, os vencedores da 32ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que aconteceu ao longo de sete dias de programação.

O argentino Las Cercanas (Inseparáveis), de María Alvarez, foi o grande vencedor deste ano e recebeu o Troféu Mucuripe na categoria de melhor longa-metragem e o prêmio no valor de R$ 20 mil para distribuição do filme no Brasil, conforme regulamento do festival. Além disso, também foi premiado nas categorias de melhor montagem e Prêmio da Crítica, concedido pelo Júri Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, que contou com Joice Scavone, Neusa Barbosa e Raiane Ferreira. Já o Júri Oficial foi formado por Bruno Carmelo, Pablo Arellano e Renée Castelo Branco.

Na Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem, o filme Big Bang, de Carlos Segundo, foi agraciado com o Troféu Mucuripe de melhor filme, eleito pelo Júri Oficial da mostra, que foi formado por Amilton Pinheiro, Ives Albuquerque e Mariá Velazquez. O filme também foi vencedor do Prêmio Canal Brasil de Curtas, que tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas, contemplando os vencedores na categoria de curta-metragem dos mais representativos festivais de cinema do país. O vencedor recebe o Troféu Canal Brasil e um prêmio no valor de R$ 15 mil

Na Mostra Olhar do Ceará, Escuridão na Terra da Luz, de Popy Ribeiro, foi o vencedor do Troféu Mucuripe de melhor longa-metragem eleito pelo Júri Oficial, que foi formado por Kênia Freitas, Marilena Lima e Paulo Philippe. Ópera sem Ingresso, de Andreia Pires, foi eleito o melhor curta-metragem e ganhou, além do Troféu Mucuripe, o Prêmio Unifor de Cinema no valor de R$ 5 mil.  

Além da noite de premiação, o encerramento da 32ª edição também foi marcado pela homenagem ao cantor e compositor Ednardo, que recebeu o Troféu Eusélio Oliveira como reconhecimento pela valiosa obra, em especial por ter marcado sua carreira também no audiovisual, como autor de várias trilhas sonoras de cinema e televisão.

Depois disso, houve a exibição especial de Saravá, meu avô, longa-metragem que marca a estreia de Gabriela Oliveira como diretora, tendo na codireção o seu pai, Eusélio G. Oliveira (Xuxu). Juntos, revisitam a biografia de um dos mais relevantes nomes da história da cultura cearense, Eusélio Oliveira.

Vale lembrar que a plataforma de streaming Itaú Cultural Play segue até dia 20/10 com a exibição de oito dos dez curtas da Mostra Olhar do Ceará. Nos dias 20, 21 e 22 deste mês, o Cine Ceará realiza, na Praça do MIS, sempre às 17h30, três masterclasses de atividades relacionadas ao cinema e o audiovisual.  

Confira a lista completa com os vencedores do Cine Ceará 2022:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Las Cercanas (Inseparáveis), de María Alvarez (Argentina)
Melhor Direção: Carlos Lechuga, por Vicenta B.
Melhor Atuação Feminina: Linnett Hernández Valdés, por Vicenta B.
Melhor Atuação Masculina: Démick Lopes, por A Filha do Palhaço
Melhor Roteiro: La Piedad (A Piedade), escrito por Eduardo Casanova
Melhor Fotografia: Green Grass, por Victor Silva
Melhor Montagem: Las Cercanas (Inseparáveis), por María Álvarez
Melhor Trilha Sonora Original: La Piedad (A Piedade), por Pedro Onetto
Melhor Som: La Piedad (A Piedade), por Mar González, Mercedes Tennina e Sebastián Gonzáles
Melhor Direção de Arte: La Piedad (A Piedade), por Melanie Antón

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM

Melhor Filme: Big Bang, de Carlos Segundo (MG)
Melhor Direção: Laís Santos Araújo, por Infantaria
Melhor Roteiro: Último Domingo, escrito por Joana Claude e Renan Barbosa Brandão

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor longa-metragem: Escuridão na Terra da Luz, de Popy Ribeiro
Melhor curta-metragem: Ópera Sem Ingresso, de Andreia Pires
Prêmio Unifor de Audiovisual: Ópera Sem Ingresso, de Andreia Pires

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE

Melhor longa-metragem: Las Cercanas (Inseparáveis), de María Alvarez (Argentina)
Melhor curta-metragem: Infantaria, de Laís Santos Araújo (AL)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Big Bang, de Carlos Segundo (MG)

TROFÉU SAMBURÁ | MELHOR CURTA-METRAGEM
Infantaria, de Laís Santos Araújo (AL)

TROFÉU SAMBURÁ | MELHOR DIREÇÃO  
Breno Alvarenga, por Camaco

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Foto: Vitor Búrigo.

XVIII Panorama Internacional Coisa de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Arlete Dias e Fabrício Boliveira no longa Mugunzá, de Ary Rosa e Glenda Nicácio

A 18ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontecerá entre os dias 3 e 9 de novembro, marca o retorno à programação totalmente presencial com filmes da Bahia, Pernambuco, Ceará, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Paraná.

Para este ano, o Panorama segue com mostras competitivas, atividades paralelas e convidados de todo o país. Além disso, homenageará nomes como: o cineasta baiano Geraldo Sarno, Jean-Luc Godard e o centenário de Pier Paolo Pasolini, que terão mostras especiais com seus filmes; Milton Gonçalves, com uma cópia restaurada de A Rainha Diaba; e uma exibição especial de Amarelo Manga, de Cláudio Assis, longa que marca o cinema pernambucano no início dos anos 2000.

A curadoria desta edição foi formada por: Cláudio Marques nos longas das competitivas Baiana e Nacional; Marília Hughes Guerreiro nos longas e curtas das competitivas Baiana, Nacional e Internacional; Adolfo Gomes nos longas da competitiva Internacional; Camila Gregório, Ceci Alves, João Paulo Barreto e Rafael Carvalho nos curtas das competitivas Baiana e Nacional; e Rafael Saraiva nos curtas da competitiva Internacional.

Na mostra Competitiva Nacional, a seleção apresenta oito longas-metragens e 17 curtas, que serão exibidos no Cine Metha – Glauber Rocha. Cada sessão contará com debate com realizadores e/ou equipe das obras. Os dias e horários serão divulgados em breve, assim como o preço dos ingressos em Salvador. Em Cachoeira, para onde o festival retorna este ano, o acesso à programação no Cine Theatro Cachoeirano será gratuito.

A Competitiva Baiana do XVIII Panorama Internacional Coisa de Cinema apresenta uma curadoria com diferentes gêneros cinematográficos. Entre os 21 curtas e quatro longas-metragens que participam da competição há documentários, ficções, produções experimentais, videodança e animação, que revelam a diversidade de obras audiovisuais produzidas na Bahia.

A seleção traz também filmes com uma grande pluralidade de técnicas e gêneros na mostra de Animação. De desenhos tradicionais a stop-motion com marionetes, com estética variando da explosão de cores aos tons de cinza, a programação oferece curtas-metragens produzidos em dez países, incluindo o Brasil. Além disso, há também a Competitiva Internacional com títulos de 22 países das Américas, Europa, Ásia e África.

O Júri Oficial deste ano será formado por: Marcello Maia, Edvana Carvalho e Luiz Joaquim na Competitiva Nacional; Karliane Nunes, Aleksei Abib e Andreia Beatriz na Competitiva Baiana; Clara Lua, Karina Paz e Paulo Alcântara na Competitiva Internacional; e Taylon Protásio, Álex Antonio e Everlane Moraes na Competitiva Cachoeira.

O Júri APC, Associação de Produtores e Cineastas da Bahia, contará com: Priscilla Andreata, Carollini Assis e Paulo Hermida na Competitiva Nacional; e Fabíola Aquino, Luciana Queiroz e Eduardo Ayrosa na Competitiva Baiana. O Júri BRADA, Coletivo de Diretoras de Arte do Brasil, será formado por: Camila Tarifa, Laura Carvalho e Clarissa Ribeiro na Competitiva Nacional; e Dayse Barreto, Mariana Falvo e Tatiana Curto na Competitiva Baiana. Enquanto isso, o Júri AMAAV, Associação de Maquiadores e Assistentes de Audiovisual, que entrega o Prêmio Destaque de Melhor Maquiagem, contará com Nayara Homem, Patrícia Martinelli e Tayce Vale na competitiva Nacional.

Conheça os filmes selecionados para o XVIII Panorama Internacional Coisa de Cinema:

COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS-METRAGENS

Cidade Porto, de Bernard Attal (BA)
Eneida, de Heloisa Passos (PR)
Maputo Nakuzandza, de Ariadine Zampaulo (SP)
Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta (DF)
Mugunzá, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA)
Pele, de Marcos Pimentel (MG)
Regra 34, de Julia Murat (RJ)
Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre (SP)

COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS-METRAGENS

A Morte de Lázaro, de Bertô (SP)
Andrômeda, de Lucas Gesser (DF)
Assentamento, de Shai Andrade (BA)
Até a Luz Voltar, de Alana Ferreira (GO)
Banzo, de Rafael Luan (CE)
Big Bang, de Carlos Segundo (MG)
Deus me livre, de Carlos Henrique de Oliveira e Luis Ansorena Hervés (PR)
e nada mais disse., de Julia Menna Barreto (RJ)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro (RJ)
Mutirão: O filme, de Lincoln Péricles (LKT) (SP)
Não vim no mundo para ser pedra, de Fabio Rodrigues Filho (BA)
Nossos Espíritos Seguem Chegando [Nhe’ẽ kuery jogueru teri], de Ariel Ortega (Kuaray Poty) e Bruno Huyer (RS)
O Ovo, de Rayane Teles (BA)
Patuá, de Renaya Dorea (RJ)
Quebra Panela, de Rafael Anaroli (PE)
Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade (SP)

COMPETITIVA BAIANA | LONGAS-METRAGENS

Alan, de Diego Lisboa e Daniel Lisboa
Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida
Oceano, de Bruno Masi
Saberes Quilombolas, de Plínio Gomes e Bruno Saphira

COMPETITIVA BAIANA | CURTAS-METRAGENS

Amaro, de Otávio Conceição
Central de Memórias, de Rayssa Coelho e Filipe Gama
Claudio, de Calebe Lopes
Contragolpe, de Victor Uchôa
Elisa, de Leticia Reis
Entre o ninho e as andorinhas, de Daniel Leite Almeida
Eu, Negra, de Juh Almeida
Garotos Ingleses, de Marcus Curvelo
Heroica Dreams, de Marvin Pereira
Ícone, de Edson Bastos e Henrique Filho
Jaqueline, de Júlia Balista
Mesa Posta, de Thaís Bandeira
Muxima, de Juca Badaró
Ocupação Carlos Marighella, de Marcela Magalhães e Matheus Rocha
Pelas ondas lambem-se as margens, de Hyndra
Preciso falar sobre ELA, de Lilih Curi
Procura-se Bixas Pretas, de Vinicius Eliziario
Quando a pátria bate forte, de Jamille Fortunato
Raízes Mapas, de Helen Salomão
Tá Fazendo Sabão, de Ianca Oliveira
Ytwã, de Kian Shaikhzadeh

COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS-METRAGENS

A Távola de Rocha, de Samuel Barbosa (Portugal/Japão)
A Visita e um Jardim Secreto (La Visita y un Jardín Secreto), de Irene M. Borrego (Espanha/Portugal)
Carrero (Carretero), de Germán Basso e Fiona Lena Brown (Argentina)
Minsk, de Boris Guts (Estônia/Rússia)
Nós, estudantes! (Nous, Étudiants!), de Rafiki Fariala (República Centro-Africana/França/Arábia Saudita/República Democrática do Congo)
O Grande Movimento (El Gran Movimiento), de Kiro Russo (Bolívia/França/Catar/Suíça)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS-METRAGENS

A Felicidade do Motociclista Não Cabe em Seu Traje (Al Motociclista no le Cabe la Felicidad en el Traje), de Gabriel Herrera (México)
Amor de Verão (Amor de Verano), de Eline Marx (Argentina)
Armadilha (Trap), de Anastasia Veber (Rússia/Lituânia)
Mistida, de Falcão Nhaga (Portugal)
Moune Ô, de Maxime Jean-Baptiste (Bélgica/Guiana Francesa/França)
No Fluxo das Palavras (In Flow of Words), de Eliane Esther Bots (Holanda)
No Trono de Xerxes (On Xerxes’ Throne), de Evi Kalogiropoulou (Grécia)
Oficina (Warsha), de Dania Bdeir (França/Líbano)
O Jogo de Olhares (Nazarbazi), de Maryam Tafakory (Irã)
O Rei que Contemplava o Mar (Le Roi Qui Contemplait La Mer), de Jean-Sébastien Chauvin (França)
Por Flávio (By Flávio), de Pedro Cabeleira (Portugal/França)
Tsutsué, de Amartei Armar (França/Gana)

PANORAMA BRASIL | LONGAS-METRAGENS

A Filha do Palhaço, de Pedro Diógenes (CE)
A Praga, de José Mojica Marins (SP)
Benjamim Zambraia e o Autopanóptico, de Felipe Cataldo (RJ)
Fogaréu, de Flavia Neves (GO)
Medusa, de Anita Rocha da Silveira (RJ)
Miúcha, a Voz da Bossa Nova, de Daniel Zarvos e Liliane Mutti (RJ)
Môa, Raiz Afromãe, de Gustavo McNair (SP)
Quando Falta o Ar, de Ana Petta e Helena Petta (SP)
Um Pedaço do Mundo, de Tarcísio Rocha Filho, Victor Costa Lopes e Wislan Esmeraldo (CE)

PANORAMA BRASIL | CURTAS-METRAGENS

A Menina Atrás do Espelho, de Iuri Moreno (GO)
A Última Praga de Mojica, de Cédric Fanti, Eugenio Puppo, Matheus Sundfeld e Pedro Junqueira (SP)
Cadim, de Luiza Pugliesi Villaça (SP)
De Mãe, de Rafaela Barreto (RJ)
Flores Vermelhas, de Érica Sansil (RJ)
Nem Todas as Manhãs são Iguais, de Fabi Melo (PB)
O Destino da Senhora Adelaide, de Breno Alvarenga e Luiza Garcia (MG)
Time de Dois, de André Santos (RN)

PANORAMA DE ANIMAÇÃO

Apague Quando Sair, de Lucas Miranda Gonçalves e Allan Reis (Brasil)
Boa Noite Sr. Urso (Good Night Mr. Ted), de Nicolás Sole Allignani (Espanha)
Chovia (Llovía), de Ignacio Lillini (Argentina)
Cosmose (em 4 tempos), de Rodrigo Amim (Brasil)
Elena, de Birutė Sodeikaitė (Lituânia/França/Croácia)
Persona (Gakjil), de Sujin Moon (Coreia do Sul)
Refeição no Prato (Meal on the Plate), de Chenglin Xie (China/EUA)
Sierra, de Sander Joon (Estônia)
Sweet Nothing, de Marie Kenov e Joana Fischer (Suíça)

SESSÕES ESPECIAIS

Amarelo Manga, de Cláudio Assis
Cainã, o curta, de José Araripe Jr.
Carrego nas Mãos o meu Saber, de Marcelo Pinheiro
O Anjo Negro, de José Umberto Dias
RUMPILEZZ – Entre Atabaques e All Stars, de Vanessa Aragão

PANORAMA CONVIDA

Da Alegria, do Mar e de Outras Coisas, de Ceci Alves
Won’t You Come Out To Play?, de Julia Katharine

CICLO: O CINEMA SEGUNDO PASOLINI

Accattone – Desajuste Social (1961)
Comícios de Amor (Comizi D’amore) (1964)
Gaviões e Passarinhos (Uccellacci e Uccellini) (1966)
Mamma Roma (1962)
O Evangelho Segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo) (1964)
Rei Édipo (Edipo RE) (1967)

HOMENAGEM GERALDO SARNO

Coronel Delmiro Gouveia (1978)
Iaô: a Iniciação num Terreiro Gege Nagô (1976)
Sertânia (2020)
Viramundo (1964/1965)

FILMES DE ABERTURA

A Rainha Diaba, de Antonio Carlos da Fontoura
Acossado, de Jean-Luc Godard
Paloma, de Marcelo Gomes

FILME DE ENCERRAMENTO

A Mãe, de Cristiano Burlan

Foto: Divulgação.

17º Fest Aruanda anuncia seleção de curtas-metragens nacionais

por: Cinevitor
Johnny Massaro no curta Tiro de Misericórdia, de Augusto Barros.

A 17ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro acontecerá entre os dias e 7 de dezembro em João Pessoa, na Paraíba. O evento, que terá entrada franca em todas as sessões, será realizado na rede Cinépolis do Manaíra Shopping.

Nesta quinta-feira, 13/10, a organização do festival divulgou a seleção oficial dos 12 curtas-metragens que farão parte da Competição Nacional. O Comitê de Seleção foi formado pelos jornalistas e críticos de cinema Amilton Pinheiro e Marcus Mello (ambos da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema), e a diretora e curadora Camila de Moraes.

“Para a seleção deste ano de 2022, encontramos filmes potentes, bem construídos em termos narrativos com debates pulsantes. Entre ficção, documentário e animação, as obras abordam questões como pandemia, temáticas raciais e povos originários. São filmes que nos provocam e fazem pensar sobre uma concepção de sociedade”, afirma Camila de Moraes.

Sobre a curadoria, Marcus Mello acrescentou: “Este ano, foram mais de 500 filmes vistos com inscritos de todos os cantos do país, tornando mais árdua a tarefa de escolhermos apenas 12 títulos para a mostra competitiva nacional. Mas foi uma tarefa prazerosa, marcada por muitas discussões e tendo como foco um único objetivo: entregar ao público uma seleção forte, marcada pela diversidade e pela qualidade estética”.

Amilton Pinheiro, presidente da Comissão de Seleção, disse: “Como destacaram meus dois colegas de comitê, Marcus e Camila, foram avaliados 544 filmes de todo país, com propostas estéticas diversas e temáticas que procuraram dar conta e aprofundar a complexidade da sociedade brasileira hoje, com olhares mais agudos e críticos sobre assuntos que estão na pauta do dia, ainda mais nos duros tempos em que vivemos”.

E completou: “Quero frisar aqui algumas estatísticas dos 12 filmes selecionados: seis deles foram dirigidos por homens, dois por mulheres, enquanto quatro produções tiveram duplas de homens por trás das câmeras. Das regiões brasileiras, três vêm do Nordeste, oito do sudeste e um do sul. Em se tratando de gênero, três são documentários, uma é animação e oito são ficções. Dos 12 curtas, dez foram produzidos na capital e dois no interior. E por último, três filmes são da Paraíba, cinco de São Paulo, dois do Rio de Janeiro, um do Paraná e um de Minas Gerais”.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Competitiva Nacional de curtas-metragens do Fest Aruanda 2022:

Carta para Glauber, de Gregory Baltz (RJ)
Déjà Vu, de Carlos Mosca (PB)
Desejo e Necessidade, de Milso Roberto (PB)
Eles Não Vêm em Paz, de Pedro Oranges e Victor Silva (SP)
Filme de Quarto, de Raffaella Rosset (SP)
Mergulho, de Marton Olympio e Anderson Jesus (SP)
Quarentena, de Adriel Nizer e Nando Sturmer (PR)
Saindo com Estranhos da Internet, de Eduardo Wahrhaftig (SP)
Sangue por Sangue, de Ian Abé e Rodolpho de Barros (PB)
Socorro, de Susanna Lira (RJ)
Tekoha, de Carlos Adriano (SP)
Tiro de Misericórdia, de Augusto Barros (MG)

Foto: Divulgação.

Bem-vinda a Quixeramobim

por: Cinevitor

Direção: Halder Gomes

Elenco: Monique Alfradique, Edmilson Filho, Max Petterson, Valéria Vitoriano, Chandelly Braz, Haroldo Guimarães, Falcão, Paulo Sérgio Bolachinha, Araci Breckenfeld, Carri Costa, Mateus Honori, Amadeu Maya, Luis Miranda, Silvero Pereira, Roberta Wermont, Arthur Kohl, João Guilherme Cavalcante, Titela, Fei que Dói, Victor Alen, Adaildo Neres, LC Galetto, Kira Gomes, Sara Almeida, Maria Nivea.

Ano: 2022

Sinopse: Herdeira de um empresário envolvido num esquema de corrupção, Aimée muda sua realidade quando foge para Quixeramobim, onde fica a última propriedade de sua família.

Nota do CINEVITOR: