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O Farol

por: Cinevitor

ofarolposter1The Lighthouse

Direção: Robert Eggers

Elenco: Willem Dafoe, Robert Pattinson, Valeriia Karaman.

Ano: 2019

Sinopse: Dois homens são responsáveis por vigiar um farol marítimo numa remota e misteriosa ilha da Inglaterra nos anos 1890. Isolados de qualquer civilização, tendo apenas contato um com o outro durante longos períodos, eles começam a compartilhar suas angústias, medos, anseios e paixões.

*Filme visto na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Oscar honorário: Geena Davis, Lina Wertmüller, David Lynch e Wes Studi são homenageados

por: Cinevitor

oscarhonorario2019Os homenageados do ano pela Academia.

O Oscar 2020 está marcado para o dia 9 de fevereiro, mas, algumas estatuetas douradas já foram entregues, começando pelos vencedores do Oscar honorário. Neste domingo, 27/10, aconteceu a cerimônia do Governors Awards, prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood destinado às pessoas de destaque na indústria do cinema.

A noite começou com uma apresentação do ator Jamie Foxx e de David Rubin, comentarista político. Em seguida, a atriz Laura Dern e o ator Kyle MacLachlan subiram ao palco para homenagear o cineasta americano David Lynch. A atriz italiana Isabella Rossellini também fez um discurso sobre o amigo, com quem trabalhou em Veludo Azul. Nascido em Missoula, no estado de Montana, em 1946, Lynch escreveu, produziu e dirigiu seu primeiro longa-metragem, Eraserhead, em 1977. O sucesso trouxe a oportunidade de dirigir O Homem Elefante, em 1980, que recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo melhor direção e roteiro adaptado para o próprio Lynch; sua carreira inclui mais duas indicações de direção: Veludo AzulCidade dos Sonhos. Além disso, levou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1990, com Coração Selvagem. Foi indicado ao Spirit Awards pelo drama Uma História Real, premiado na Mostra de São Paulo com Estrada Perdida e consagrado no Festival de Veneza com Império dos Sonhos. Seu currículo conta ainda com Duna (1984) e com o seriado Twin Peaks.

geenaoscarhonorarioGeena Davis recebeu o Jean Hersholt Humanitarian Award.

A atriz Constance Wu e o ator Tom Hanks subiram ao palco para homenagear Geena Davis, homenageada com o Prêmio Humanitário Jean Hersholt por sua luta pela igualdade de gênero no cinema. Davis, que ganhou um Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em O Turista Acidental, tem se destacado por sua defesa em relação ao equilíbrio de gênero nas telonas. Ela é fundadora e presidente do Instituto Geena Davis de Gênero na Mídia (Geena Davis Institute on Gender in Media), uma organização sem fins lucrativos dedicada a educar e influenciar os criadores de conteúdo de cinema e televisão para eliminar preconceitos e estereótipos de gênero e criar uma ampla variedade de personagens femininas em entretenimento e mídia voltadas para crianças. Em 2012, recebeu da ONU o Prêmio Mundial das Telecomunicações e Sociedade da Informação, reconhecimento da União Internacional de Telecomunicações (UIT) da ONU pela liderança e dedicação na promoção das tecnologias de informação e comunicação como meio de empoderar mulheres e meninas. Em 2015, lançou o Bentonville Film Festival para apoiar as mulheres e a diversidade na indústria do entretenimento. Como atriz, é reconhecida por interpretar personagens importantes em filmes como Thelma & Louise (1991), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar; Tootsie (1982), sua estreia nas telonas; A Mosca (1986), Os Fantasmas se Divertem (1988), Uma Equipe Muito Especial (1992), Despertar de um Pesadelo (1996), O Pequeno Stuart Little 2 (2002), entre outros. No ano passado, produziu o documentário Isso Muda Tudo (This Changes Everything), sobre desigualdade de gênero em Hollywood.

Em 1976, a cineasta italiana Lina Wertmüller tornou-se a primeira mulher a receber uma indicação ao Oscar de melhor direção por Pasqualino Sete Belezas, filme que lhe rendeu também uma indicação na categoria de melhor roteiro original. Conhecida por se concentrar em questões políticas e sociais, Wertmüller escreveu e dirigiu filmes notáveis como I basilischi (1963), premiado em Locarno, e Por um Destino Insólito (1974). Foi indicada ao Urso de Ouro, no Festival de Berlim, por Dois Perdidos numa Noite de Chuva (1978) e Camorra (1985). Mimi, o Metalúrgico (1972) e Amor e Anarquia (1973) disputaram a Palma de Ouro, em Cannes. O drama Em Noite de Lua Cheia (1989) disputou o Leão de Ouro, em Veneza. As cineastas Greta Gerwig e Jane Campion, ao lado da atriz Sophia Loren entregaram a estatueta honorária para Lina, concedida para homenagear uma distinção extraordinária nas conquistas da vida, contribuições excepcionais para o estado das Artes e Ciências Cinematográficas ou pelo excelente serviço prestado à Academia.

linahonorarioAs italianas Sophia Loren e Lina Wertmüller na cerimônia.

Wes Studi é um ator americano cherokee que já apareceu em mais de 30 filmes, tornando-se conhecido por interpretar fortes personagens nativos americanos com pungência e autenticidade. Nascido e criado em Oklahoma, Studi se envolveu profundamente com a política e o ativismo dos nativos americanos após uma visita ao serviço militar no Vietnã. Ele começou sua carreira de ator na American Indian Theatre Company e seu primeiro papel foi no filme independente Uma Estrada Sem Limites (1989), mas ganhou destaque em Dança com Lobos (1990), de Kevin Costner. Outros trabalhos marcantes foram: O Último dos Moicanos (1992), Gerônimo: Uma Lenda Americana (1993), Fogo Contra Fogo (1995), O Novo Mundo (2005) e Avatar (2009). Christian Bale, Joy Harjo e Q’orianka Kilcher subiram ao palco para homenagear o ator.

Fotos: Getty Images North America.

Amos Gitai é homenageado na 43ª Mostra de São Paulo e lança livro com cartas de sua mãe

por: Cinevitor

amosgitaimostraspHomenageado da Mostra: presença ilustre.

O cineasta israelense Amos Gitai foi um dos homenageados da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e recebeu o prêmio Leon Cakoff na quinta-feira, 24/10, no Espaço Itaú Frei Caneca, antes da sessão do seu filme Kadosh: Laços Sagrados, que estreou há duas décadas. Além deste longa, o diretor também celebrou o aniversário de lançamento de Berlim-Jerusalém, que completa 30 anos em 2019.

Ao todo, 41 filmes de Amos Gitai foram exibidos na Mostra desde 1996. Há mais de 20 anos seu olhar único sobre lugares e memória mostram ao público brasileiro os diversos matizes que existem em um conflito, assim como a necessidade de ver o outro não como diferente, mas como alguém que vive os mesmos problemas, tem os mesmos medos e a mesma esperança de um futuro melhor.

Berlim-Jerusalém, lançado em 1989, integra a trilogia Exílio, composta também pelos filmes Esther (1986) e Golem, o Espírito do Exílio (1992), todos exibidos na 28ª Mostra, que teve uma retrospectiva em homenagem ao diretor, responsável também pela arte daquela edição.

Lançado uma década depois, e também na programação desta edição da Mostra, Kadosh: Laços Sagrados (1999) se passa em Mea Shearim, bairro judeu ortodoxo de Jerusalém, e faz parte de outra trilogia de Gitai, a da Cidade, feita no retorno dele a Israel. A tríade é completada por Devarim (1995), ambientado em Tel Aviv, e Yom Yom (1998), filmado em Haifa.

Na quarta-feira, 23/10, Amos participou de um evento especial da Mostra no Teatro Unimed, onde lançou o livro Em Tempos como Estes. A obra conta com correspondências de 1929 a 1994 de Efratia Gitai, mãe de Amos, com selo de lançamento da Mostra em coedição com a editora Ubu e o Ventre Studio. Na data, houve leitura de algumas cartas, realizada pelas atrizes Bárbara Paz, Camila Márdila e Regina Braga e pelo ator Gabriel Braga Nunes.

Registramos a apresentação do diretor no evento e alguns trechos das leituras. Aperte o play e confira:

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Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto.

Andrucha Waddington fala sobre O Juízo, suspense sobrenatural exibido na 43ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

andruchamostra43O diretor marcou presença na primeira exibição do filme.

O suspense sobrenatural O Juízo, dirigido por Andrucha Waddington e escrito por Fernanda Torres, foi exibido pela primeira vez na 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na quinta-feira, 24/10, no Espaço Itaú Augusta.

O longa, estrelado por Felipe Camargo, Carol Castro, Criolo, Joaquim Torres Waddington, Lima Duarte e Fernanda Montenegro narra um acerto de contas que leva mais de duzentos anos para se concretizar.

O Juízo, que estreia no dia 5 de dezembro, conta a história de Augusto Menezes, interpretado por Felipe Camargo, que está em crise no casamento com Tereza, papel de Carol Castro. Na esperança de colocar sua vida nos eixos, depois de perder o emprego na cidade e sofrer com o alcoolismo, decide mudar-se com a mulher e o filho Marinho, vivido por Joaquim Torres Waddington em sua estreia nos cinemas, para uma fazenda herdada do avô. Mas a propriedade carrega uma história de traição e vingança que pode custar mais caro a Augusto e sua família do que ele imaginava.

No longa, Criolo e Kênia Bárbara vivem Couraça e Ana, escravos determinados a se vingar dos antepassados de Augusto, que os traíram no passado. Fernanda Montenegro interpreta a espírita Marta Amarantes e Fernando Eiras, o psiquiatra Doutor Lauro; além de Lima Duarte como o joalheiro Costa Breves.

ojuizomostra43Fernanda Montenegro e Lima Duarte na exibição do filme.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, que você confere na íntegra em breve, Fernanda Torres falou sobre a ideia do roteiro: “Quando eu comecei a escrever essa história, o mercado do cinema brasileiro estava muito forte com as comédias. Veio a intuição dessa história por causa das fazendas de Minas, que carregam um carma. Eu escrevi antes dos meus livros e esse roteiro foi a primeira vez que percebi que eu ia gostar de escrever ficção”.

A roteirista também falou sobre trabalhar em família e da escolha do filho, Joaquim Torres Waddington, para atuar: “Nós somos família, mas somos parceiros de trabalho. Eu escrevi essa história e o Andrucha se interessou em fazer. Tinha um papel que seria interessante para a mamãe [Fernanda Montemegro], pois, para a nossa sorte, ela gosta de trabalhar conosco. Precisávamos de um garoto para fazer o filme e tínhamos várias questões jurídicas e artísticas. Até que o produtor do filme, Fernando Zagallo, que é como se fosse da família, sugeriu o Joaquim. Nunca tínhamos pensado. Fizemos testes com ele e com outros atores. Quando vimos, ele foi o único que leu o papel com ironia. E tinha aquele cabelo do Joaquim, aquela cara selvagem. Ele adorou a experiência”.

Conversamos também com o diretor Andrucha Waddington, que falou sobre a ideia do projeto, filmagens e família no set.

Aperte o play e confira:

*O filme será exibido em outras sessões durante a Mostra. Clique aqui e saiba mais.

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Fotos: Natali Hernandes/agenciafoto.com.br.

Débora Nascimento e José Loreto falam sobre Pacificado, filme premiado em San Sebastián e exibido na 43ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

deboranascimentomostraA atriz Débora Nascimento na exibição do filme em São Paulo.

Dirigido pelo americano Paxton Winters, Pacificado foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián deste ano. O longa foi consagrado com a Concha de Ouro de melhor filme, sendo a primeira vez de uma produção nacional vitoriosa nessa categoria.

Além de receber o prêmio máximo do evento, também foi vencedor nas categorias de melhor ator para Bukassa Kabengele, nascido na Bélgica e naturalizado brasileiro, e melhor fotografia para Laura Merians. No elenco principal também estão os atores Débora Nascimento, José Loreto, Léa Garcia e estrelando Cássia Nascimento, que é moradora da comunidade Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro.

Produzido pelo cineasta Darren Aronofsky, a história foi coescrita com Wellington Magalhães, morador da comunidade, e Joseph Carter, que também morou lá por 12 anos, assim como o diretor Paxton Winters, que viveu oito anos na comunidade. O filme oferece um retrato íntimo de uma família tentando encontrar a paz no inconstante campo de batalha, que eles chamam de casa.

pacificado43mostraDébora Nascimento e Bukassa Kabengele em cena.

A história se passa no Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, na época dos Jogos Olímpicos, em 2016, enquanto as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) ocupam os morros para manter o controle durante o evento. Tati, uma garota introvertida de 13 anos, mantém uma relação problemática com a mãe dependente de drogas e sonha em conhecer seu pai, Jaca, ex-chefe do tráfico local, que está prestes a sair da prisão. Ao voltar para casa, Jaca sonha em começar uma nova vida, longe do tráfico. Quer encontrar um novo lugar para ele e sua família num morro agora comandado por Nelson, um jovem traficante. Mas, encontrar a paz num mundo dominado pela violência não será tarefa fácil, pois a realidade se mostra mais dura do que ele imaginava.

O primeiro documentário de Paxton, Silk Road ala Turka, foi realizado enquanto viajava pela Rota da Seda. Seu filme de estreia, Crude, é sobre dois mochileiros americanos e oportunistas que forjam o próprio sequestro, que foi filmado na Turquia e venceu diversos prêmios internacionais. Pacificado também foi produzido pela produtora brasileira Reagent Media, de São Paulo, por Paula Linhares e Marcos Tellechea.

A primeira exibição no Brasil aconteceu na quinta-feira, 24/10, na 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Petra Belas Artes. Grande parte da equipe e do elenco marcaram presença na sessão, que emocionou o público.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com a atriz Débora Nascimento, que interpreta Andrea, e com o ator José Loreto, que faz o papel do traficante Nelson.

Aperte o play e confira:

*O filme será exibido em outras sessões durante a Mostra. Clique aqui e saiba mais.

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Foto: Claudio Pedroso/Agênciafoto.

Marcélia Cartaxo apresenta Pacarrete, de Allan Deberton, na 43ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

marceliamostrapacarreteMarcélia Cartaxo: protagonista premiada.

O sucesso de Pacarrete, de Allan Deberton, começou no Shanghai International Film Festival. Depois disso, foi consagrado no Festival de Cinema de Gramado com oito kikitos, entre eles, melhor filme e melhor atriz para Marcélia Cartaxo.

Passou por Vitória, Florianópolis, Los Angeles, Índia, Itália e agora na 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, dentro da Mostra Brasil. Inspirado em fatos reais, o longa foi filmado na cidade de Russas, no Ceará, onde viveu a protagonista, e aborda questões como a loucura, a permanência do sonho e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gostava de ser chamada de Pacarrete, margarida em francês.

Zezita Matos, João Miguel, Débora Ingrid, Samya de Lavor, Edneia Tutti e Rodger Rogério completam o elenco. No filme, Pacarrete é uma bailarina incomum que vive no interior. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança, como presente, para o povo. Mas parece que ninguém se importa.

pacarretemostra43Equipe do filme durante a apresentação no Cinearte.

Ovacionado por onde passa, o filme teve sua primeira exibição em São Paulo na quinta-feira, 24/10, no Cinearte. Depois da sessão lotada, o diretor participou de um bate-papo com o público acompanhado por alguns integrantes da equipe: “É com muita felicidade que estamos nessa sessão em um dos maiores festivais do mundo. É uma grande vitrine para o filme, que fizemos de uma forma tão despretensiosa, filmado na minha cidade natal sobre uma personagem real chamada Maria Araújo Lima, que até pouco tempo era considerada uma personagem folclórica e polêmica. Trouxemos um pouco da história dela para que todos se emocionem”, disse Deberton.

“Eu só tive dois meses para me preparar. Eu dormia e acordava de sapatilha e com a roupa de balé. Foi muito difícil porque depois de velha pegar uma performance de bailarina é muito difícil. Tudo fica dolorido depois que o corpo esfria”, comentou a protagonista Marcélia Cartaxo.

“Na verdade, o nome dela, que pra mim sempre significou loucura, é margarida em francês e por isso a personagem gostava de usar tantas margaridas no chapéu de palha”, revelou o diretor. Questionada sobre a consagração em Gramado, Marcélia falou: “A recepção foi muito calorosa, desde a primeira cena e depois se estendeu para os créditos. Eu fiquei muito feliz com a reação”, finalizou.

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Fotos: Claudio Pedroso/Agência Foto.

Depois a Louca Sou Eu: Débora Falabella participa da 43ª Mostra de São Paulo com filme de Julia Rezende

por: Cinevitor

deborafalabella43mostraDébora Falabella no debate depois da sessão.

Sétimo longa-metragem da cineasta carioca Julia Rezende, a comédia dramática Depois a Louca Sou Eu teve sua primeira exibição na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na segunda-feira, 21/10, no Espaço Itaú de Cinema Augusta. Selecionado para a Mostra Brasil, o filme acompanha a história de Dani, que vive em descompasso com o mundo e tenta levar uma vida normal apesar das crises de ansiedade que a acompanham desde a infância.

Interpretada por Débora Falabella, Dani é atormentada por pensamentos que atropelam seu dia a dia e afetam seu cotidiano, assim como a relação que estabelece com tudo e com todos, inclusive com a mãe superprotetora. O elenco também conta com Yara de Novaes, Gustavo VazDuda Batista, Romulo Arantes Neto, Evandro Mesquita, Cristina Pereira, Debora LammBeatriz Oblasser.

Inspirado no livro homônimo e autobiográfico da escritora Tati Bernardi, com roteiro de Gustavo Lipstzein, o filme faz um sensível retrato da geração de 30 e poucos anos ao discutir de forma corajosa questões atuais. Com a direção de arte de Fabiana Egrejas e a fotografia de Pablo Baião, foi produzido por Mariza Leão, com coprodução da Miravista.

Depois da primeira exibição na Mostra, a equipe participou de um debate com o público presente. Registramos os melhores momentos do bate-papo e também entrevistamos a protagonista Débora Falabella.

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Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto.

Conheça os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista da 43ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

honeylandmostraspHoneyland: documentário premiado em Sundance.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 24/10, os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista da 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Durante a primeira semana, foram computados os votos do público dos filmes que participam do evento.

As obras que integram a Competição Novos Diretores e que foram mais bem votadas serão submetidas ao júri desta edição, que avaliará e escolherá os longas vencedores do Troféu Bandeira Paulista na categoria de melhor filme. Os jurados também podem premiar obras em outras categorias. Fazem parte do júri: o cineasta brasileiro Beto Brant; o diretor argentino Lisandro Alonso; a atriz portuguesa Maria de Medeiros; e a produtora cinematográfica Xénia Maingot.

Além do Prêmio Bandeira Paulista, a Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, também realiza uma premiação que escolhe o melhor filme brasileiro realizado por diretores estreantes e, nesta edição, os jornalistas e críticos Nayara Reynaud, José Geraldo Couto e Pablo Villaça formam o júri do Prêmio Abraccine. Os profissionais da área também concedem o Prêmio da Crítica.

Os diretores que tiveram filmes selecionados para a Mostra Brasil nesta edição poderiam inscrever um novo projeto para concorrer ao prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich. A bolsa, no valor de R$ 30 mil, é destinada ao roteirista do projeto em fase de desenvolvimento e inclui ainda mentoria nacional, consultoria internacional e participação no Workshop Audience Design do TorinoFilmLab no Brasil.

Os vencedores serão anunciados no dia 30 de outubro, durante a cerimônia de encerramento da 43ª Mostra, que acontecerá no Auditório Ibirapuera.

Conheça os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista 2019 da Mostra de São Paulo:

Chorão: Marginal Alado, de Felipe Novaes (Brasil)
Cicatrizes (Savovi), de Miroslav Terzic (Sérvia)
Cleo – Se Eu Pudesse Voltar no Tempo, de Erik Schmitt (Alemanha)
Corações e Ossos (Hearts and Bones), de Ben Lawrence (Austrália)
Dente de Leite (Babyteeth), de Shannon Murphy (Austrália)
Empuxo (Buoyancy), de Rodd Rathjen (Austrália)
Filhos da Dinamarca (Danmarks sønner), de Ulaa Salim (Dinamarca)
Honeyland, de Ljubomir Stefanov (Macedônia do Norte)
Meu Nome é Sara (My Name Is Sara), de Stevan Oritt (EUA)
Meu Verão Extraordinário com Tess (My Extraordinary Summer with Tess), de Steven Wouterlood (Holanda/Alemanha)
Papicha, de Mounia Meddour (França/Argélia/Bélgica/Qatar)
Partida, de Caco Ciocler (Brasil)
System Crasher (Systemsprenger), de Nora Fingscheidt (Alemanha)
Viajante da Meia-Noite (Midnight Traveler), de Hassan Fazili (EUA/Reino Unido/Qatar/Canadá)

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Foto: Divulgação.

Gotham Awards 2019: conheça os indicados; documentário brasileiro está na disputa

por: Cinevitor

democraciavertigemgothamMichel Temer, Dilma Rousseff e Lula no documentário Democracia em Vertigem.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 24/10, os indicados ao 29º Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pela IFP (Independent Filmmaker Project), que dá início à temporada de premiações.

Os candidatos são selecionados por comitês de críticos de cinema, jornalistas e curadores de festivais. Júris distintos, compostos por roteiristas, diretores, atores, produtores e editores escolhem os vencedores, que serão anunciados no dia 2 de dezembro, em Nova York.

Neste ano, vale destacar a presença do documentário brasileiro Democracia em Vertigem, de Petra Costa, entre os indicados. O longa, que foi exibido no Festival de Sundance, narra os bastidores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Além disso, também foram anunciados os homenageados desta edição: o Gotham Tributes será entregue para Ava DuVernay, Sam Rockwell e Laura Dern; o produtor cinematográfico Glen Basner receberá o Gotham Industry Tribute.

Confira a lista completa com os indicados ao Gotham Awards 2019:

MELHOR FILME:
As Golpistas, de Lorene Scafaria
História de um Casamento (Marriage Story), de Noah Baumbach
The Farewell, de Lulu Wang
Uncut Gems, de Benny Safdie e Josh Safdie
Waves, de Trey Edward Shults

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Apollo 11, de Todd Douglas Miller
Democracia em Vertigem, de Petra Costa
Indústria Americana (American Factory), de Steven Bognar e Julia Reichert
Midnight Traveler, de Hassan Fazili
One Child Nation, de Nanfu Wang e Jialing Zhang

MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO | PRÊMIO BINGHAM RAY:
Joe Talbot, por The Last Black Man in San Francisco
Kent Jones, por A Vida de Diane
Laure de Clermont-Tonnerre, por The Mustang
Olivia Wilde, por Fora de Série
Phillip Youmans, por Burning Cane

MELHOR ROTEIRO:
High Flying Bird, escrito por Tarell Alvin McCraney
História de um Casamento, escrito por Noah Baumbach
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite, escrito por Ari Aster
The Farewell, escrito por Lulu Wang
The Last Black Man in San Francisco, escrito por Jimmie Fails, Joe Talbot e Rob Richert

MELHOR ATOR:
Adam Driver, por História de um Casamento
Adam Sandler, por Uncut Gems
Aldis Hodge, por Clemency
André Holland, por High Flying Bird
Willem Dafoe, por O Farol

MELHOR ATRIZ:
Alfre Woodard, por Clemency
Awkwafina, por The Farewell
Elisabeth Moss, por Her Smell
Florence Pugh, por Midsommar: O Mal Não Espera a Noite
Mary Kay Place, por A Vida de Diane

MELHOR ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO:
Aisling Franciosi, por The Nightingale
Chris Galust, por Give Me Liberty
Jonathan Majors, por The Last Black Man in San Francisco
Julia Fox, por Uncut Gems
Noah Jupe, por Honey Boy
Taylor Russell, por Waves

MELHOR SÉRIE | LONGA:
Chernobyl (HBO)
David Makes Man (OWN: Oprah Winfrey Network)
My Brilliant Friend (HBO)
Unbelievable (Netflix)
When They See Us (Netflix)

MELHOR SÉRIE | CURTA:
PEN15 (Hulu)
Ramy (Hulu)
Boneca Russa (Netflix)
Tuca & Bertie (Netflix)
Undone (Amazon Prime Video)

Foto: Divulgação/Netflix.

Bárbara Paz exibe documentário sobre Hector Babenco na 43ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

barbarababencomostraA diretora no palco: noite de muita emoção!

A emoção tomou conta do Theatro Municipal no domingo, 20/10, com a exibição especial na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo do documentário Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, dirigido por Bárbara Paz.

Premiado no Festival de Veneza como melhor documentário da mostra Venice Classics, o filme traça um paralelo entre a arte e a doença do cineasta Hector Babenco. O longa revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações num confronto entre vigor intelectual e fragilidade física. Além da consagração em Veneza, o documentário também recebeu o prêmio Bisato D’Oro, honraria paralela ao evento entregue pela crítica independente.

Casada por seis anos com Babenco, que morreu em julho de 2016, Bárbara subiu ao palco do Municipal muito emocionada. Antes de discursar, foi surpreendida pela cineasta Laís Bodanzky, presidente da Spcine, que lhe entregou flores pelo aniversário comemorado no dia 17 de outubro. O público presente aproveitou a situação e cantou parabéns para a atriz e diretora.

Neste ano, a Mostra selecionou títulos que levaram o nome do país para o exterior em festivais estrangeiros para serem exibidos no Theatro Municipal de São Paulo em parceria com a Spcine.

barbarapaz2mostraspBárbara Paz em discurso emocionante.

Em seu discurso, agradeceu: “Obrigada aos deuses do teatro que me acolheram quando eu cheguei em São Paulo, aos 17 anos. O teatro me abraçou e me fez uma pessoa melhor. A arte me salvou. Assim como o Hector, que em determinado momento me abraçou, me salvou, me acolheu e acreditou em mim. Cá estou eu, trazendo um pedaço dele e de mim. Esse é um filme de amor ao cinema e à vida porque ele amava a vida acima de tudo. O mundo precisa de mais amor”.

Antes de chamar sua equipe no palco, Bárbara leu um pedaço de uma carta que escreveu para Babenco, que foi publicada no livro Mr. Babenco: Solilóquio a Dois Sem Um, de sua autoria. Emocionada, foi aplaudida pelo público. “Estrear esse filme no Brasil na Mostra de São Paulo tem muitos significados para mim. Primeiro, Hector estreou quase todos os filmes dele na Mostra. Era uma amigo parceiro do festival, do Leon e da Renata. Era nesse festival que ele gostaria de estrear um filme sobre ele. E para mim é muito especial porque me educou como cinéfila. Eu devo isso a esse festival, por fazer eu viajar por vários países e conhecer tanto do cinema mundial. Estrear meu primeiro longa-metragem documental na Mostra é algo muito forte e bonito”, contou.

Conversamos com a diretora antes da exibição, que falou com o CINEVITOR acompanhada pela sobrinha-neta, e também registramos os melhores momentos da apresentação do filme.

Aperte o play e confira:

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Fotos: Natali Hernandes/agenciafoto.com.br.

13º For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

primosforrainbowPaulo Sousa e Thiago Cazado no longa Primos: em competição.

O For Rainbow nasceu com a proposta de introduzir no calendário cultural do Ceará um evento com a missão permanente de difundir e valorizar a cultura LGBT+, além de promover a cidadania dessas populações, incentivar a produção audiovisual, o respeito à diversidade e à cultura de paz.

Em sua trajetória, o festival já exibiu mais de 1000 filmes, alcançou mais de 700 espaços culturais em todo o Brasil, capacitou mais de 20 mil pessoas, produziu 22 filmes e atingiu um público médio de 80 mil pessoas. Neste ano, a programação apresenta um arsenal de filmes inéditos e empoderados em sua competição para traduzir a diversidade e difundir o respeito à pluralidade.

Gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros e outras identidades da comunidade LGBT+ pautam os filmes selecionados para a Mostra Competitiva Internacional do 13º For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 8 e 14 de novembro, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.

Para a mostra Competitiva Internacional do festival foram selecionadas 36 obras, sendo 30 filmes de curta-metragem e 6 longas, de 12 países, que agora concorrem ao Troféu Elke Maravilha, pela excelência artística e técnica em 13 categorias. O 13º For Rainbow teve 1.587 inscritos, representando 104 países. A curadoria dos filmes foi realizada por três especialistas: o cineasta Ricky Mastro; o diretor de arte, cenógrafo e aderecista de filmes, José Adjafre; e Polly Di, produtora e diretora de arte.

Conheça os filmes selecionados para o For Rainbow 2019:

LONGAS-METRAGENS NACIONAIS

Madame: Camille Cabral, de André da Costa Pinto e Nathan Cirino
Primos, de Mauro Carvalho e Thiago Cazado
Que os olhos ruins não te enxerguem, de Roberto Marty

CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

A Felicidade Delas, de Carol Rodrigues (SP)
Abelha Rainha, de Thayla Fernandes (ES)
Bendita seja feita a tua vontade, de Ed Borges e Wilson Ricarte (CE)
Casulo, de Rafael Aguiar (RJ)
Cuscuz Peitinho, de Rodrigo Sena (RN)
Deusa Olímpica, de Emília Schramm, Jéssica Barbosa, Pedro Luís Viana e Rafael Brasileiro (CE)
Invasão Drag, de Rafael Ribeiro (RJ)
Julian sem A, sem O, de Mayara Caroline (PB)
LGBTs no Regime Militar, de Marcos Targino e Thales Figueiredo (SP)
Marco, de Sara Benvenuto (CE)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Megg – A margem que migra para o centro, de Larissa Nepomuceno e Eduardo Sanches (PR)
NEGRUM3, de Diego Paulino (SP)
O Arco do Medo, de Juan Rodrigues (BA)
O Bando Sagrado, de Breno Baptista (CE)
Peixe, de Yasmin Guimarães (MG)
Riscados pela Memória, de Alex Vidigal (Brasília)
Tendência, de Jonathan Costa (SP)

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS

Breve História do Planeta Verde, de Santiago Loza (Argentina)
Entre o Verão e o Outono, de Daniel Manns (Alemanha)
Um Homem Deve Ser Forte, de Elsi Perino e Ilaria Ciavattini (Itália)

CURTAS-METRAGENS ESTRANGEIROS

Camel Toe, de Alexandra Barbosa (Portugal)
Cognitivo, de Mat Hayes (EUA)
Depois Também, de Carla Simon (Espanha)
Dudillas, de Pedro Rudolphi (Espanha)
Fiert Eileen!, de Judith Westermann (Alemanha)
Hands and Wings, de Sungbig Byun (Coreia do Sul)
A Guarda Virtual, de Daniela Ema (Argentina)
Les Saints de Kiko, de Manuel Marmier (França)
Löwin, de Alexander Conrads (Alemanha)
Manicure, de Arman Fayaz (Irã)
Monsieur, de Thomas Ducastel (França)
XY, de Sofia Jaeger (Chile)

SESSÕES ESPECIAIS E OUTRAS MOSTRAS:

Alice Júnior, de Gil Baroni (PR)
Marielle e Mônica: Os Ativistas LGBT Resistindo ao Brasil de Bolsonaro, de Fábio Erdos (RJ)
Espavento, de Ana Francelino (RJ)
Tremor Iê, de Elena Meirelles e Lívia de Paiva (CE)
O Peso do Meu Som, de Lucianna Silveira (CE)
A Mulher da Luz Própria, de Sinai Sganzerla (SP)
Minha História é Outra, de Mariana Campos (RJ)
Fancha, de Izzadora Sá (BA)
Jeroky Gwasu, de Michele Perito Concianza (MG)
Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai (SP)
Rebento, de Vinicius Eliziário (BA)
Afronte, de Bruno Victor e Marcus Azevedo (DF)
Nosso Sagrado, de Gabriel Barbosa, Fernando Sousa e Jorge Santana (RJ)
Mente Aberta, de Getúlio Ribeiro (RJ)
Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)
Amor, Papel e Tesouras (Lyubov, Nozhica, Hartiya), de Plasmen Marinov (Bulgária)
Jéssika, de Galba Gogóia (RJ)
Tea for two, de Julia Katharine (SP)
Devolva-me para Marcele, de Beni Almeida, Letícia Medina, Evelyne Alves, Fabiano Nardy, Rebeca Karam, Kézya Torquato, Bia Praça e Yuri Vefago (CE)
Terra Ausente, de Noá Bonoba (CE)
Égua da Princesa, de Goretti Smarandescu, Rubens Takamine e Tyago Thompson (RJ)
Teko Haxy – Ser Imperfeita, de Patrícia Ferreira e Sophia (GO)
Tempo Circular, de Graciela Guarani Pinheiro (PE)
Uma Aldeia Chamada Viração, de Letycia Potyguara (CE)
Mulheres São como Rios, de Emilly Guilherme, Adrielle Jenipapo Kanindé, Josy Jenipapo Kanindé, Thalya Jenipapo Kanindé, Emelle Jenipapo Kanindé, Rafaela Anacé e Alana Jenipapo Kanindé (CE)

Foto: Divulgação.

Regina Casé apresenta Três Verões, de Sandra Kogut, na 43ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

reginacasetresveroesmostraRegina Casé no Theatro Municipal: sessão especial da Mostra.

Depois de ser exibido no Festival de Toronto, Três Verões, de Sandra Kogut, fez sua estreia nacional na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo no sábado, 19/10, em uma sessão especial no Theatro Municipal.

Protagonizado por Regina Casé, o longa faz um retrato do Brasil contemporâneo e das consequências da Operação Lava Jato. Através do olhar de Madá, uma caseira em um condomínio de luxo à beira mar, acompanhamos o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos que abalaram o país. A trama se passa ao longo de três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017), sempre na última semana do ano, entre o Natal e o Ano Novo, na luxuosa casa de veraneio da família. A personagem de Madá está entre dois mundos, ela é dona da casa sem ser: Madá manda nos empregados, mas é também submissa aos patrões.

O filme nasceu do desejo da diretora Sandra Kogut de falar sobre o que vem acontecendo no Brasil nestes últimos anos através de personagens que estão geralmente num canto do quadro. Além de Regina Casé, completam o elenco: Rogério Fróes, Otávio Müller, Gisele Fróes, Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano VidigalJéssica Ellen e Daniel Rangel.

tresveroes43mostra2Equipe reunida na apresentação do filme.

No palco do Theatro Municipal, a diretora subiu acompanhada pela equipe do filme: “Se eu tivesse que imaginar qual seria a sessão mais legal possível para ser a primeira exibição do filme no Brasil, eu não seria capaz de imaginar uma coisa tão linda. É uma honra estar aqui”, disse Kogut.

A protagonista Regina Casé também discursou: “O filme é muito interessante porque quase parece um documentário, apesar de ser totalmente ficcional. Eu sempre gostei de misturar ficção com realidade. Eu acho que no momento, a ficção é um ótimo lugar pra gente se encontrar. Não como um lugar de fuga. Mas as pessoas estão com tanta dificuldade de se ouvir e falar uma com a outra que eu tenho a impressão que esse é um lugar ótimo pra gente conseguir conversar e sair desse lugar terrível com tanta dificuldade de comunicação e antagonismo”, disse.

Aperte o play e confira nossas entrevistas com a diretora e com a protagonista e os melhores momentos da apresentação de Três Verões no Theatro Municipal:

*O filme será exibido em outras sessões durante a Mostra. Clique aqui e saiba mais.

*Acompanhe nossa cobertura da 43ª Mostra de São Paulo por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Natali Hernandes/agenciafoto.com.br.