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15º Cinefantasy: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do longa Augúrio, de Baloji: premiado

Foram anunciados neste sábado, 09/12, no MIS, Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, os vencedores da 15ª edição do Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico, considerado um dos principais festivais de vanguarda do cinema fantástico no continente e membro fundador da FANTLATAM – Aliança de Festivais de Cinema Fantástico da América Latina.

Neste ano, Augúrio, longa de estreia do jovem diretor congolês Baloji, foi o grande vencedor e recebeu o Troféu José Mojica Marins. O filme, que também foi premiado na mostra Un Certain Regard, em Cannes, é o representante da Bélgica no Oscar 2024.

Além disso, o produtor Rodrigo Teixeira foi o grande homenageado desta 15ª edição. Ele desempenha um papel crucial na elevação do cinema brasileiro a um patamar global. Sua carreira é marcada por uma série de sucessos que não apenas conquistaram prêmios, mas também capturaram a imaginação do público e da crítica.

Nascido no Rio de Janeiro e radicado em São Paulo, Teixeira iniciou sua carreira no mundo do cinema de forma humilde, mas com uma paixão que o impulsionou a alturas inimagináveis. Ele é o fundador da RT Features, produtora que tem sido a força motriz por trás de filmes aclamados como Frances Ha, Me Chame pelo seu Nome e A Vida Invisível, além de novas parcerias como com a produtora Filmes de Plástico e o diretor Gabriel Martins em Vicentina Pede Desculpas, projeto que promete ser mais um marco em sua já ilustre carreira.

O produtor não se limita a trabalhar apenas em projetos nacionais. Ele colabora com grandes nomes de Hollywood, como Martin Scorsese e Brad Pitt, provando que o talento brasileiro tem espaço na indústria cinematográfica global. Seus filmes são candidatos aos mais prestigiados festivais do mundo, como: Armageddon Time, dirigido por James Gray e estrelado por Anthony Hopkins e Anne Hathaway, e A Ilha de Bergman, de Mia Hansen-Løve e estrelado por Tim Roth e Vicky Krieps.

Rodrigo não apenas produz filmes, mas também atua como mentor para jovens cineastas, ajudando-os a concretizar suas visões criativas. Prova disso é a parceria desde o projeto de primeiro longa-metragem com Robert Eggers, que gerou grandes sucessos ao lado da distribuidora e produtora de renome mundial A24, como A Bruxa e O Farol.

Nesta edição, o Cinefantasy contou ainda com a primeira premiação da aliança entre as federações Méliès International Festivals Federation (MIFF) e a FANTLATAM – Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantastico, intercâmbio inédito entre o cinema fantástico europeu e o latino-americano, firmado no painel Blood Window, do Ventana Sur 2022. A entrega dos troféus para os melhores filmes de curta-metragem do universo fantástico foi feito pela presidente da FantLatam, Monica Trigo, pelo presidente da Méliès, Chris Oosterom, e por Javier Fernandez Cuarto, diretor do programa Blood Window, do Ventana Sur. 

Conheça os vencedores do 15º Cinefantasy:

LONGAS-METRAGENS
*Júri: Chris Oosterom, Jill Gillespie e Rocio Moreno

Melhor Filme: Augúrio, de Baloji (Bélgica/Holanda/República Democrática do Congo)
Melhor Direção: Agustín Carbonere, por O Santo
Melhor Roteiro: Departamento Editorial de Exploração Espacial, escrito por Dashan Kong e Roy Wang
Melhor Atriz: Belén Rueda, por A Capela
Melhor Ator: Roberto Suárez, por O Santo

CURTAS-METRAGENS

MOSTRA AMADOR
*Júri: Marciel Consani, Patty Fang e Tuna Dwek

Melhor Filme: Lobo, de Giovani Beloto (Brasil, SP)
Menção Honrosa: Emaranhamento & Dissolução, de Rafael Clemente (Brasil, SP)

MOSTRA ANIMAÇÃO
*Júri: Beatriz Saldanha, Francisco Gaspar e Michelle Gabriel

Melhor Filme: Ashkasha, de Lara Maltz (Espanha)
Menção Honrosa: O Cacto, de Ricardo Kump (Brasil, SP)

MOSTRA BRASIL FANTÁSTICO
*Júri: Ailton Krenak, Jandira Feghali e Tainá de Paula

Melhor Filme: Ibirapitanga, de Olinda Wanderley (BA)
Menção Honrosa: Colheita Maldita, de Denilson Baniwa (MT)

MOSTRA ESPANHA FANTÁSTICA
*Júri: Cristian Jaramillo, Lina Durán e Sandra Becerril

Melhor Filme: Caraoscura, de Germán Sancho e Raúl Cerezo (Espanha)
Menção Honrosa: Matador de Sereia, de Joel Codina e Israel González (Espanha)

MOSTRA ESTUDANTE
*Júri: Clara Bastos, Diaulas Ullysses e Sabrina Paixão

Melhor Filme: Noites em Claro, de Elvis Alves (Brasil, CE)
Menção Honrosa: Seresta, de Duba Rodrigues (Brasil, BA)

MOSTRA FANTASIA
*Júri: Alexandre Barillari, Antonio Silva e Gabriel Muglia

Melhor Filme: Quando os Santos Voltam Marchando, de Gerardo Tassan (Argentina)
Menção Honrosa: Paloquemao: O Mercado dos Vampiros, de Jeferson Cardoza Herrera (Colômbia)
Indicação Fantlatam: Paloquemao: O Mercado dos Vampiros

MOSTRA FANTASTEEN
*Júri: Duarte Dias, Kátia Coelho e Marcos DeBrito

Melhor Filme: A Melodia Torrencial, de José Luis Saturno (México)

MOSTRA FANTASTIC BLACK POWER
*Júri: Danilo do Carmo, Natara Ney e Priscila Machado

Melhor Filme: Única Saída, de Sérgio Malheiros (Brasil, RJ)
Menção Honrosa: Paraguaçu, de Isabella de Oliveira Suplino (Brasil, RJ)

MOSTRA FANTÁSTICA DIVERSIDADE
*Júri: André Fischer, Cristiano Sousa e Stig de Lavor

Melhor Filme: Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem, de Anderson Bardot (Brasil, ES)

MOSTRA FICÇÃO CIENTÍFICA
*Júri: Alfredo Suppia, Luan Filippo e Luiza Lusvarghi

Melhor Filme: Aurora, 2068, de Gustavo S.D. Brandão e Javier A. Contreras (Brasil, SP)

MOSTRA HORROR
*Júri: Javier Del Cid, Laura Canepa e Matheus Maltempi

Melhor Filme: Apenas um Ensaio, de Hugo Sanz (Espanha)
Menção Honrosa: Bar Encruzilhada, de Johann Jean (Brasil, RN)

MOSTRA MULHERES FANTÁSTICAS
*Júri: Maria Shu, Maura Ferreira e Samantha Brasil

Melhor Filme: Tricotar Um, Furar Dois, de Alison Peirse (Reino Unido)
Menção Honrosa: Sabbat, de Alexandra Mignien (França)

MOSTRA PEQUENOS FANTÁSTICOS
*Júri: Euller Felix, Queops Negronski e Yasmine Evaristo

Melhor Filme: Kwat e Jaí: Os Bebês Heróis do Xingu, de Clarice Cardell (Brasil, DF)

REPRESENTANTE FANTLATAM CINEFANTASY | CURTA-METRAGEM 
Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem, de Anderson Bardot (Brasil, ES)

REPRESENTANTE FANTLATAM CINEFANTASY | LONGA-METRAGEM
A Casa da Árvore, de Flávio Ermínio (Brasil, SP)

Foto: Divulgação/WRONGMEN.

Oscar 2024: 88 países disputam o prêmio de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho: representante brasileiro

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta quinta-feira, 07/12, a lista oficial com os títulos elegíveis que estão na disputa pela estatueta dourada de melhor filme internacional no Oscar 2024, categoria antes chamada de melhor filme estrangeiro.

Para esta 96ª edição, 88 países foram classificados, entre eles, Namíbia, candidato pela primeira vez; Burkina Faso, que não enviava um filme desde 1989, está de volta. A Rússia, por questões políticas, não inscreveu um longa-metragem; Camboja, Cazaquistão, Kosovo, Malawi, Malta e Uganda também decidiram não enviar um representante.

Os membros da Academia, de todos os ramos, são convidados a participar da rodada preliminar de votação e devem atender a um requisito mínimo de visualização para serem elegíveis para votar na categoria. A lista com os 15 filmes escolhidos será anunciada no dia 21 de dezembro. Desse grupo saem os cinco finalistas, que serão revelados no dia 23 de janeiro de 2024.

Vale lembrar que um longa-metragem internacional é definido como um longa-metragem (mais de 40 minutos) produzido fora dos Estados Unidos com uma faixa de diálogo predominantemente (mais de 50%) não falada em inglês.

A cerimônia acontecerá no dia 10 de março, no Dolby Theatre, em Hollywood. O Brasil está na disputa com Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, segundo documentário do cineasta, fruto de sete anos de trabalho e pesquisa, filmagens e montagem. O longa, que também está elegível na categoria de melhor documentário da Academia, tem como personagem principal o centro da cidade do Recife como local histórico e humano, revisitado através dos grandes cinemas que atravessaram o século 20 como espaços de convívio. Foram lugares de sonho e de indústria; e a relação das pessoas com esse universo é um marcador de tempo para as mudanças dos costumes em sociedade.

Cerca de 60% de Retratos Fantasmas é composto por material de arquivo, com fotografias e imagens em movimento encontradas em acervos pessoais, na produção pernambucana de cinema, televisão e de instituições como a Cinemateca Brasileira, o CTAv, Centro Técnico do Audiovisual, e a Fundação Joaquim Nabuco. O trabalho de montagem, ao lado de Matheus Farias, reúne imagens dos mais variados formatos.

Com produção de Emilie Lesclaux para a CinemaScópio, Retratos Fantasmas, distribuído pela Vitrine Filmes, foi exibido no Festival de Cannes deste ano fora de competição. Recentemente, abriu a 51ª edição do Festival de Gramado e foi selecionado para o Festival de Toronto, Nova York, Sydney, Munich Film Festival, Santiago Festival Internacional de Cine, New Zealand International Film Festival, Melbourne International Film Festival, Lima International Film Festival, entre outros.

Na última edição do Oscar, o Brasil esteve na disputa com Marte Um, de Gabriel Martins, mas não conseguiu uma vaga na premiação. Vale lembrar que a última vez que o país concorreu na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os nove semifinalistas.

Confira a lista completa com os 88 filmes internacionais candidatos ao Oscar 2024:

ÁFRICA DO SUL: Music Is My Life: Dr. Joseph Shabalala and Ladysmith Black Mambazo, de Mpumi Mbele
ALBÂNIA
: Alexander, de Ardit Sadiku
ALEMANHA: Das Lehrerzimmer (The Teachers’ Lounge), de İlker Çatak
ARÁBIA SAUDITA: Alhamour H.A., de Abdulelah Alqurashi
ARGENTINA: Os Delinquentes (Los delincuentes), de Rodrigo Moreno
ARMÊNIA: Amerikatsi, de Michael A. Goorjian
AUSTRÁLIA: Shayda, de Noora Niasari 
ÁUSTRIA: Vera, de Tizza Covi e Rainer Frimmel
BANGLADESH: Payer tolay mati nai (No Ground Beneath the Feet), de Mohammad Rabby Mridha
BÉLGICA: Omen, de Baloji
BOLÍVIA: El visitante, de Martín Boulocq
BÓSNIA E HERZEGOVINA: Ekskurzija (Excursion), de Una Gunjak
BRASIL: Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho
BULGÁRIA: Blaga’s Lessons, de Stephan Komandarev
BURKINA FASO
: Sira, de Apolline Traoré
BUTÃO: The Monk and the Gun, de Pawo Choyning Dorji
CAMARÕES: Half Heaven, de Enah Johnscott
CANADÁ: Rojek, de Zaynê Akyol
CHILE: Los colonos, de Felipe Gálvez Haberle
CHINA: The Wandering Earth II, de Frant Gwo
COLÔMBIA: Un Varón, de Fabián Hernández Alvarado
COREIA DO SUL: Concrete Utopia, de Um Tae-hwa
COSTA RICA: Tenho Sonhos Elétricos (Tengo sueños eléctricos), de Valentina Maurel
CROÁCIA: Tragovi (Traces), de Dubravka Turic
DINAMARCA: Bastarden (The Promised Land), de Nikolaj Arcel
EGITO
: Voy! Voy! Voy!, de Omar Hilal
ESLOVÁQUIA: Photophobia, de Ivan Ostrochovský e Pavol Pekarčík 
ESLOVÊNIA: Jezdeca (Riders), de Dominik Mencej
ESPANHA: La sociedad de la nieve, de J.A. Bayona
ESTÔNIA: Savvusanna sõsarad (Smoke Sauna Sisterhood), de Anna Hints 
FILIPINAS: Iti Mapukpukaw (The Missing), de Carl Joseph Papa
FINLÂNDIA: Folhas de Outono (Kuolleet lehdet), de Aki Kaurismäki
FRANÇA: O Sabor da Vida (La passion de Dodin Bouffant), de Trần Anh Hùng
GEÓRGIA: Citizen Saint, de Tinatin Kajrishvili 
GRÉCIA: Behind the Haystacks, de Asimina Proedrou
HOLANDA: Sweet Dreams, de Ena Sendijarević
HUNGRIA: Kojot négy lelke (Four Souls of Coyote), de Áron Gauder
IÊMEN
: The Burdened, de Amr Gamal
ÍNDIA: 2018: Everyone Is a Hero, de Jude Anthany Joseph
INDONÉSIA: Autobiography, de Makbul Mubarak
IRÃ: The Night Guardian, de Reza Mirkarimi
IRAQUE: Hanging Gardens, de Ahmed Yassin Al Daradji 
IRLANDA: In the Shadow of Beirut, de Stephen Gerard Kelly e Garry Keane 
ISLÂNDIA: Terra de Deus (Volaða land), de Hlynur Pálmason
ISRAEL: Seven Blessings, de Ayelet Menahemi
ITÁLIA: Io Capitano, de Matteo Garrone
JAPÃO: Perfect Days, de Wim Wenders
JORDÂNIA: Inshallah a Boy, de Amjad Al-Rasheed
LETÔNIA: Mana Brīvība (My Freedom), de Ilze Kunga-Melgaile
LITUÂNIA: Tu man nieko neprimeni (Slow), de Marija Kavtaradzė
LUXEMBURGO: Läif a Séil (The Last Ashes), de Loïc Tanson
MACEDÔNIA DO NORTE: Housekeeping for Beginners, de Goran Stolevski
MALÁSIA: Tiger Stripes, de Amanda Nell Eu
MARROCOS: Kadib Abyad (The Mother of All Lies), de Asmae El Moudir
MÉXICO: Tótem, de Lila Avilés
MOLDÁVIA: Tunete (Thunders), de Ioane Bobeica
MONGÓLIA: City of Wind, de Lkhagvadulam Purev-Ochir
MONTENEGRO: Sirin, de Senad Šahmanović
NAMÍBIA
: Under the Hanging Tree, de Perivi Katjavivi
NEPAL: Halkara, de Bikram Sapkota
NIGÉRIA
: Mami Wata, de C.J. Obasi
NORUEGA: Fedrelandet (Songs of Earth), de Margreth Olin
PALESTINA: Bye Bye Tiberias, de Lina Soualem
PANAMÁ: Tito, Margot y Yo, de Mercedes Arias e Delfina Vidal 
PAQUISTÃO: In Flames, de Zarrar Kahn
PARAGUAI: Leal 2, Comando Yaguareté, de Armando Aquino e Mauricio Rial 
PERU: La erección de Toribio Bardelli, de Adrián Saba
POLÔNIA: Chłopi (The Peasants), de DK Welchman e Hugh Welchman
PORTUGAL: Mal Viver, de João Canijo
QUÊNIA: Mvera, de Daudi Anguka
REINO UNIDO: Zona de Interesse (The Zone of Interest), de Jonathan Glazer
REPÚBLICA CHECA: Bratři (Brothers), de Tomáš Mašín
REPÚBLICA DOMINICANA: Cuarencena, de David Maler
ROMÊNIA: Do Not Expect Too Much from the End of the World, de Radu Jude
SENEGAL: Banel & Adama, de Ramata-Toulaye Sy
SÉRVIA: The Duke and the Poet, de Milorad Milinković
SINGAPURA: The Breaking Ice, de Anthony Chen
SUDÃO
: Goodbye Julia, de Mohamed Kordofani
SUÉCIA: Motståndaren (Opponent), de Milad Alami
SUÍÇA: Foudre (Thunder), de Carmen Jaquier
TAILÂNDIA
: Not Friends, de Atta Hemwadee 
TAIWAN: Um Romance do Além (Marry My Dead Body), de Wei-Hao Cheng
TUNÍSIA: As 4 Filhas de Olfa (Les Filles d’Olfa), de Kaouther Ben Hania
TURQUIA: Ervas Secas (Kuru Otlar Üstüne), de Nuri Bilge Ceylan
UCRÂNIA: 20 Days in Mariupol, de Mstyslav Chernov
URUGUAI: Temas propios, de Guillermo Rocamora
VENEZUELA: La sombra del sol, de Miguel Ángel Ferrer
VIETNÃ: Glorious Ashes, de Bùi Thạc Chuyên

Foto: Divulgação/CinemaScópio.

Conheça os vencedores do 18º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

por: Cinevitor
Troféu Aruanda: os premiados de 2023

Foram anunciados nesta quarta-feira, 06/12, em cerimônia apresentada por Jãmarrí Nogueira, no Cinépolis Manaíra Shopping, em João Pessoa, na Paraíba, os vencedores da 18ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro.

Neste ano, os longas Levante, de Lillah Halla, Sem Coração, de Nara Normande e Tião, e Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges, se destacaram. O curta paraibano Céu, de Valtyennya Pires, levou o Troféu Aruanda de melhor filme e mais três prêmios; Pulmão de Pedra, de Torquato Joel, foi consagrado em cinco categorias.

O júri desta edição foi formado por: Beto Brant, Rafael Conde e Soia Lira na Mostra Nacional; Norma Góes, Kristal Bivona e Simone Zuccolotto na mostra Sob o Céu Nordestino; Neusa Barbosa, Bertrand Lira e Fabricio Duque no Prêmio Abraccine; Clara Câmara, Rosélis Barbosa Câmara e Adilson Luiz Silva na Mostra Universitária e Independente; e Bruna Alves Lobo, João Lobo e Lúcio Vilar na Mostra Lusófona.

Além da premiação, a noite contou com a exibição do filme Vandré no Exílio, documentário de 26 minutos do ano de 1970, com a presença de Geraldo Vandré na sessão; e do longa-metragem Black Rio! Black Power!, de Emílio Domingos, que contou também com a presença de Dom Filó.

Confira a lista completa com os vencedores do Fest Aruanda 2023:

MOSTRA NACIONAL | LONGAS

Melhor Filme: Levante, de Lillah Halla (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Peréio, Eu Te Odeio, de Tasso Dourado e Allan Sieber (RJ/SP)
Melhor Direção: Pedro Serrano, por Saudosa Maloca
Melhor Roteiro: Levante, escrito por Maria Elena Morán e Lillah Halla
Melhor Atriz: Ayomi Domenica, por Levante
Melhor Atriz Coadjuvante: Loro Bardot, por Levante
Melhor Ator: Paulo Miklos, por Saudosa Maloca
Melhor Ator Coadjuvante: Gustavo Luz, por Ana
Melhor Fotografia: Citrotoxic, por Julia Zakia e Dafb
Melhor Direção de Arte: Saudosa Maloca, por Claudia Terçarolli
Melhor Figurino: Levante, por Nicole Dravieux e Nina Maria
Melhor Montagem: Othelo, o Grande, por Willem Dias e Lucas H. Rossi dos Santos
Melhor Som: Levante, por Waldir Xavier
Melhor Trilha Sonora: Saudosa Maloca, por Pedro Serrano, André Nammur e Mariano Alvarez
Prêmio Especial do Júri: Ana, de Marcus Faustini (RJ)
Menção Honrosa: pela homenagem a um dos maiores atores do Brasil, Grande Otelo, em Othelo, o Grande

MOSTRA NACIONAL | CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: Pulmão de Pedra, de Torquato Joel (PB)
Melhor Filme | Júri Popular: Pulmão de Pedra, de Torquato Joel
Melhor Direção: Fernando Abreu, por Alvará
Melhor Roteiro: Alvará, escrito por Fernando Abreu
Melhor Atriz: Helena Varvaki, por O Presente
Melhor Ator: Joãozinho, por Pulmão de Pedra
Melhor Fotografia: Pulmão de Pedra, por Rodolpho de Barros
Melhor Direção de Arte: O Brilho Cega, por Carlos Mosca
Melhor Figurino: Feira da Ladra, por Anita Blumenschein
Melhor Montagem: Alvará, por Erê Morais Teixeira
Melhor Som: Pulmão de Pedra, por Bruno Alves e Ester Rosendo
Melhor Trilha Sonora: Alvará, por Paulo Ró e Ronald Claver
Prêmio Especial do Júri: Vão das Almas, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape (DF)
Menção Honrosa: Vera Valdez pela presença em cena em Feira da Ladra, de Diego Migliorini

MOSTRA SOB O CÉU NORDESTINO | LONGAS

Melhor Filme: Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges (BA)
Melhor Filme | Júri Popular: Memórias da Chuva, de Wolney Oliveira (CE)
Melhor Direção: Nara Normande e Tião, por Sem Coração
Melhor Roteiro: Saudade Fez Morada Aqui Dentro, escrito por Haroldo Borges e Paula Gomes
Melhor Atriz: Edna Maria, por Cervejas no Escuro
Melhor Atriz Coadjuvante: Wilma Macedo, por Saudade Fez Morada Aqui Dentro
Melhor Ator: Bruno Jefferson, por Saudade Fez Morada Aqui Dentro
Melhor Ator Coadjuvante: Ronnaldy Gomes, por Saudade Fez Morada Aqui Dentro
Melhor Fotografia: Sem Coração, por Evgenia Alexandrova
Melhor Direção de Arte: Sem Coração, por Thales Junqueira
Melhor Figurino: Sem Coração, por Preta Marques
Melhor Montagem: Memórias da Chuva, por Tiago Therrien e Wolney Oliveira
Melhor Som: Sem Coração, por Lucas Caminha, Riccardo Spagnol e Gianluca Gasparrini
Melhor Trilha Sonora: Sem Coração, por Tratenwald

MOSTRA SOB O CÉU NORDESTINO | CURTAS

Melhor Filme: Céu, de Valtyennya Pires (Santa Luzia)
Melhor Filme | Júri Popular: Pantera dos Olhos Dormentes, de Cristall Hannah e Ingsson Vasconcelos (João Pessoa)
Melhor Direção: Jaime Guimarães, por Abrição de Portas
Melhor Roteiro: Céu, escrito por Valtyennya Pires
Melhor Atriz: Agatha Gabriella, por O Orgulho Não é Junino
Melhor Ator: Alex Castro (Xuxa), por O Orgulho Não é Junino
Melhor Fotografia: O Orgulho Não é Junino, por Óscar Araújo
Melhor Direção de Arte: Pantera dos Olhos Dormentes, por Cristall Hannah e Ingsson Vasconcelos
Melhor Figurino: Abrição de Portas, por Jaime Guimarães
Melhor Montagem: Céu, por Gabriel Heitor Alves
Melhor Som: O Orgulho Não é Junino, por Jonas Tadeu
Melhor Trilha Sonora: O Orgulho Não é Junino, por Dimas Carvalho

PRÊMIO ABRACCINE | Associação Brasileira de Críticos de Cinema

Melhor longa: Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges (BA)
Melhor curta: Céu, de Valtyennya Pires (PB)

MOSTRA UNIVERSITÁRIA E INDEPENDENTE

TV Universitária
Documentário: O Marco do Cariri, de Niutildes Batista Pereira
Reportagem: Licenciatura em Física: Caraúbas, de Passos Júnior
Programas de TV: Singular, de Charlotte Cruz, Dinorá Melo e João Paulo Magalhães
TCC: Auto dos Orixás, de Cleyton Ferrer
Menção Honrosa: Parahyba Vanguarda, de Matheus Melo, pela relevância do tema; e Negro Espírito, de Andryelle Araújo, pela qualidade técnica

MOSTRA CALEIDOSCÓPIO

Curta Universitário: Afro da Pele, de Andrews Lucena e Will Rocha
Menção Honrosa: Arlinda, de Jonny Herbert, pela qualidade técnica e importância do tema

MOSTRA LUSÓFONA

Melhor Filme: Cliché, de Rodrigo Pedras
Melhor Direção: Diogo Bento, por Esqueci-me que tinha medo
Melhor Roteiro: Strawberry Shake, escrito por Kelton Smith
Melhor Ator: Ursel Tilk, por Strawberry Shake
Melhor Atriz: Isabél Zuaa, por Rumo ao Nada
Melhor Fotografia: Filhas da Pátria, por Rodrigo Pedras
Melhor Trilha Sonora: Esqueci-me que tinha medo, por Rodrigo Bórgia e Ivan Bértolo
Prêmio Especial: Filhas da Pátria, de Catarina Almeida

PRÊMIO LABORATÓRIO ARUANDA ENERGISA
Estratégias narrativas para construção de um cinema pessoal (autoficção), com Susanna Lira

Bença, de Vanessa Passos
Do Outro Lado da Porta, de Aleksander Aragão
Menção Honrosa: Rô, de Rodrigo Vaz, e Comadrio, de Rayssa Medeiros

*O CINEVITOR está em João Pessoa e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Vitor Búrigo.

Festival Sundance de Cinema 2024: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Yara de Novaes no longa brasileiro Malu, de Pedro Freire

A edição de 2024 do Festival Sundance de Cinema, um dos eventos mais importantes do cinema independente, que acontecerá entre os dias 18 e 28 de janeiro, em Park City e Salt Lake City, anunciou nesta quarta-feira, 06/12, sua seleção oficial.

Neste ano, foram inscritos 17.435 títulos, entre eles, 4.410 longas-metragens (1.679 dos Estados Unidos e 2.741 internacionais). Dos 82 longas selecionados, de 24 países, 40% são de cineastas estreantes.

A noite de abertura da 40ª edição homenageará a atriz e diretora Kristen Stewart com o Visionary Award em reconhecimento ao seu trabalho como uma artista intransigente e às contribuições ao campo do cinema independente. Além disso, também foi anunciado que a ficção científica Love Me, de Sam Zuchero e Andy Zuchero, receberá o Alfred P. Sloan Feature Film Prize, um prêmio anual concedido a um artista com a representação mais notável de ciência e tecnologia em um longa-metragem.

O cinema brasileiro marca presença com Malu, de Pedro Freire, na Competição Internacional de Drama. Yara de Novaes, Juliana Carneiro da Cunha, Carol Duarte e Átila Bee compõe o elenco do longa, que traz no título o nome da protagonista, Malu, uma atriz instável e desempregada, que vive com sua mãe conservadora em uma casa humilde de uma favela do Rio de Janeiro, próxima ao mar. Malu tenta lidar com o relacionamento tenso com sua própria filha adulta, enquanto sobrevive com as lembranças de seu glorioso passado artístico.

O diretor e roteirista Pedro Freire conta que teve a ideia do filme há mais de dez anos, após a morte de sua mãe, Malu Rocha: “Malu é um drama familiar, um filme intimista, centrado no roteiro e na atuação. É uma adaptação da história da minha mãe, a atriz paulista Malu Rocha (1947-2013). Venho de uma família de atores, e desde cedo decidi que queria escrever para atores e dirigir atores. Escolhi o cinema para exercer essa paixão. Depois de 25 anos trabalhando para diversos diretores, e tendo dirigido oito curtas que passaram por diversos festivais, é uma alegria imensa estrear meu primeiro longa-metragem como diretor no Festival de Sundance, um dos maiores festivais do mundo que sempre privilegiou filmes independentes como o nosso”.

Para o produtor Roberto Berliner, da TvZero, a seleção para o festival é resultado de uma soma de esforços entre todos os envolvidos: “Malu é um filme íntimo, delicado e pessoal, de um diretor que promete muito e de uma parceria entre a TvZero e a Bubbles que leva nosso segundo filme a Sundance”.

Bebé Salvego no curta Boi de Conchas: uma coprodução entre Estados Unidos e Brasil

Malu é produzido pela Bubbles Project e pela TvZero, que estiveram em Sundance em 2018, com Benzinho, de Gustavo Pizzi, e coproduzido pela RioFilme, pelo Telecine e pelo Canal Brasil, e conta com a distribuição da Filmes do Estação: “Voltar a Sundance, apresentando mais um longa-metragem é muito emocionante. Em uma larga escala, afirma a qualidade e a diversidade do cinema brasileiro no mundo e pessoalmente confirma para mim o quanto é importante investir em novos talentos; o Pedro tem de sobra. Trabalhar cuidadosamente no desenvolvimento dos projetos, estabelecer grandes parcerias e nunca desistir. Malu representa bem em todos os aspectos tudo isso”, comenta a produtora Tatiana Leite.

Tatiana lembra que as filmagens de Malu ocorreram no fim de novembro de 2022, “em uma espécie de estilo de guerrilha, durante três semanas” e continua: “Foi um grande desafio para todos, mas foi incrível. Começamos a montagem em março de 2023 e hoje temos esse filme lindo e forte. Estamos muito felizes com a seleção para um festival tão importante. Esperamos que o filme seja visto por diferentes públicos em todo o mundo”.

“O filme se passa no Rio de Janeiro nos anos 90, e retrata Malu, uma atriz de 55 anos que teve um passado glorioso no teatro mas foi atropelada pela ditadura e hoje se vê desempregada, forçada a viver em uma casa precária com sua mãe, uma senhora conservadora, e tentando salvar uma relação desastrosa com sua própria filha. Um filme sobre uma mulher forte que tenta fazer tudo dar certo, apesar de suas emoções fortes demais, por vezes violentas.” conta o diretor. De acordo com Freire, Malu é um filme sobre as diferenças entre três gerações de mulheres bastante distintas entre si: “Uma atriz de meia-idade, traumatizada, que sonha com um teatro agora no passado; uma mulher idosa, que sente saudades do regime militar e não entende os novos tempos; e uma jovem que não se interessa por política, mas anseia por um futuro estável. Três mulheres lutando cada uma com sua própria realidade sombria”.

Além disso, o cinema brasileiro também marca presença com dois curtas-metragens: Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta, na Animation Short Films; e Boi de Conchas, de Daniel Barosa, uma coprodução com Estados Unidos, que será exibida na Competição Americana de Drama. O filme traz Bebé Salvego, Daniela Dams, Walter Balthazar, Bianca Melo, Giulia Sposito, Kaique Martins De Paula, Kyuja Ohanna, Maitê Dias, Tainara Corrêa e Thiago Klein no elenco.

Em comunicado oficial, Robert Redford, fundador e presidente do Sundance Institute, disse: “Desde a primeira edição, em 1985, o Festival de Cinema de Sundance tem como objetivo fornecer um espaço para reunir, celebrar e interagir com artistas que assumem riscos e que estão comprometidos em levar suas visões independentes ao público; o festival permanece fiel a esse objetivo até hoje. Ele continua evoluindo, mas seu legado de apresentar um trabalho ousado que inicia as conversas necessárias continua com o programa de 2024”.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Sundance 2024:

COMPETIÇÃO AMERICANA | DRAMA

A Real Pain, de Jesse Eisenberg
Between the Temples, de Nathan Silver
Dìdi (弟弟), de Sean Wang
Exhibiting Forgiveness, de Titus Kaphar
Good One, de India Donaldson
In The Summers, de Alessandra Lacorazza
Love Me, de Sam Zuchero e Andy Zuchero
Ponyboi, de Esteban Arango
Stress Positions, de Theda Hammel
Suncoast, de Laura Chinn

COMPETIÇÃO AMERICANA | DOCUMENTÁRIO

As We Speak, de J.M. Harper (EUA)
Daughters, de Angela Patton e Natalie Rae (EUA)
Every Little Thing, de Sally Aitken (Austrália)
Frida, de Carla Gutiérrez (EUA/México)
Gaucho Gaucho, de Michael Dweck e Gregory Kershaw (EUA/Argentina)
Love Machina, de Peter Sillen (EUA)
Porcelain War, de Brendan Bellomo e Slava Leontyev (EUA/Ucrânia)
Skywalkers: A Love Story, de Jeff Zimbalist (EUA)
Sugarcane, de Julian Brave NoiseCat e Emily Kassie (EUA)
Union, de Stephen Maing e Brett Story (EUA)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DRAMA

Brief History of a Family, de Jianjie Lin (China/França/Dinamarca/Qatar)
Girls Will Be Girls, de Shuchi Talati (Índia/França/Noruega)
Handling the Undead, de Thea Hvistendahl (Noruega)
In the Land of Brothers, de Raha Amirfazli e Alireza Ghasemi (Irã/França/Holanda)
Layla, de Amrou Al-Kadhi (Reino Unido)
Malu, de Pedro Freire (Brasil)
Reinas, de Klaudia Reynicke (Suíça/Peru/Espanha)
Sebastian, de Mikko Mäkelä (Reino Unido/Finlândia/Bélgica)
Sujo, de Astrid Rondero e Fernanda Valadez (México/EUA/França)
Veni Vidi Vici, de Daniel Hoesl e Julia Niemann (Áustria)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DOCUMENTÁRIO

A New Kind of Wilderness, de Silje Evensmo Jacobsen (Noruega)
Agent of Happiness, de Arun Bhattarai e Dorottya Zurbó (Butão/Hungria)
Black Box Diaries, de Shiori Ito (Japão/EUA/Reino Unido)
Eternal You, de Hans Block e Moritz Riesewieck (Alemanha/EUA)
Ibelin, de Benjamin Ree (Noruega)
Igualada, de Juan Mejía Botero (Colômbia/EUA/México)
Never Look Away, de Lucy Lawless (Nova Zelândia)
Nocturnes, de Anirban Dutta e Anupama Srinivasan (Índia/EUA)
Soundtrack to a Coup d’Etat, de Johan Grimonprez (Bélgica/França/Holanda)
The Battle for Laikipia, de Daphne Matziaraki e Peter Murimi (Quênia/EUA)

NEXT

Desire Lines, de Jules Rosskam (EUA)
Kneecap, de Rich Peppiatt (Irlanda/Reino Unido)
Little Death, de Jack Begert (EUA)
Realm of Satan, de Scott Cummings (EUA)
Seeking Mavis Beacon, de Jazmin Renée Jones (EUA)
Tendaberry, de Haley Elizabeth Anderson (EUA)

PREMIERES

A Different Man, de Aaron Schimberg (EUA)
And So It Begins, de Ramona S. Diaz (EUA/Filipinas)
Devo, de Chris Smith (Reino Unido/EUA)
Freaky Tales, de Ryan Fleck e Anna Boden (EUA)
Ghostlight, de Kelly O’Sullivan e Alex Thompson (EUA)
Girls State, de Amanda McBaine e Jesse Moss (EUA)
Look Into My Eyes, de Lana Wilson (EUA)
Luther: Never Too Much, de Dawn Porter (EUA)
My Old Ass, de Megan Park (EUA)
Power, de Yance Ford (EUA)
Presence, de Steven Soderbergh (EUA)
Rob Peace, de Chiwetel Ejiofor (EUA)
Sasquatch Sunset, de David Zellner e Nathan Zellner (EUA)
Sue Bird: In The Clutch, de Sarah Dowland (EUA)
Super/Man: The Christopher Reeve Story, de Ian Bonhôte e Peter Ettedgui (Reino Unido/EUA)
The American Society of Magical Negroes, de Kobi Libii (EUA)
The Outrun, de Nora Fingscheidt (Reino Unido/Alemanha)
Thelma, de Josh Margolin (EUA)
Will & Harper, de Josh Greenbaum (EUA)
Winner, de Susanna Fogel (EUA/Canadá)

MIDNIGHT

I Saw the TV Glow, de Jane Schoenbrun (EUA)
In A Violent Nature, de Chris Nash (Canadá)
It’s What’s Inside, de Greg Jardin (EUA)
Kidnapping Inc., de Bruno Mourral (Haiti/França/Canadá)
Krazy House, de Steffen Haars e Flip van der Kuil (Holanda)
Love Lies Bleeding, de Rose Glass (EUA/Reino Unido)
The Moogai, de Jon Bell (Austrália)
Your Monster, de Caroline Lindy (EUA)

SPOTLIGHT

Àma Gloria, de Marie Amachoukeli (França)
Hit Man, de Richard Linklater (EUA)
How to Have Sex, de Molly Manning Walker (Reino Unido)
The Mother of All Lies, de Asmae El Moudir (Marrocos/Egito/Arábia Saudita/Qatar)

Foto: Divulgação.

National Board of Review: Assassinos da Lua das Flores é eleito o melhor filme de 2023

por: Cinevitor
Leonardo DiCaprio e Jesse Plemons em Assassinos da Lua das Flores

A National Board of Review, importante e tradicional organização de críticos de cinema dos Estados Unidos, fundada em 1909, divulga, desde 1932, uma lista anual com os melhores da indústria cinematográfica. Neste ano, 245 filmes foram analisados por um seleto grupo de cineastas, cinéfilos, profissionais e acadêmicos da sétima arte.

Em comunicado oficial, Annie Schulhof, presidente da NBR, falou sobre o grande vencedor deste ano: “Assassinos da Lua das Flores é a impressionante obra-prima de um dos nossos maiores cineastas, Martin Scorsese. A NBR tem orgulho de premiar este épico complexo, importante e profundamente ressonante como nosso melhor filme e Scorese como nosso melhor diretor”. E continuou sobre outro premiado: “Também estamos entusiasmados em homenagear Bradley Cooper com nosso Prêmio Ícone 2024; um ator, escritor, produtor e diretor igualmente impressionante, que traz sua paixão, talento artístico e dedicação a tudo o que faz, incluindo seu último filme lindamente sublime, Maestro”.

Neste ano, o prêmio da National Board of Review estabeleceu uma nova categoria: melhor equipe de dublês. O cinema brasileiro, infelizmente, não marcou presença nesta edição. A última vez que uma produção nacional apareceu entre os melhores da organização foi em 2019 com o drama A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, entre os cinco melhores longas internacionais. A NBR Awards Gala, cerimônia de entrega dos prêmios, está marcada para o dia 11 de janeiro de 2024 em Nova York, com apresentação de Willie Geist.

Confira os melhores do cinema em 2023 segundo a National Board of Review:

MELHOR FILME
Assassinos da Lua das Flores, de Martin Scorsese

MELHOR DIREÇÃO
Martin Scorsese, por Assassinos da Lua das Flores

MELHOR ATOR
Paul Giamatti, por Os Rejeitados

MELHOR ATRIZ
Lily Gladstone, por Assassinos da Lua das Flores

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mark Ruffalo, por Pobres Criaturas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Da’Vine Joy Randolph, por Os Rejeitados

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Os Rejeitados, escrito por David Hemingson

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Pobres Criaturas, escrito por Tony McNamara

ATUAÇÃO REVELAÇÃO
Teyana Taylor, por A Thousand and One

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE
Celine Song, por Vidas Passadas

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Anatomia de uma Queda, de Justine Triet (França)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Still: Ainda Sou Michael J. Fox, de Davis Guggenheim

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, de Joaquim Dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson

MELHOR ELENCO
Garra de Ferro

NBR ICON AWARD
Bradley Cooper

EXCELÊNCIA EM FOTOGRAFIA
Rodrigo Prieto, por Assassinos da Lua das Flores e Barbie

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊ
John Wick 4: Baba Yaga, por Chad Stahelski, Stephen Dunlevy, Scott Rogers e Jeremy Marinas

MELHORES FILMES DO ANO
Barbie, de Greta Gerwig
Ferrari, de Michael Mann
Garra de Ferro, de Sean Durkin
Maestro, de Bradley Cooper
O Menino e a Garça, de Hayao Miyazaki
Oppenheimer, de Christopher Nolan
Os Rejeitados, de Alexander Payne
Pobres Criaturas, de Yorgos Lanthimos
Vidas Passadas, de Celine Song

TOP 5 FILMES INTERNACIONAIS
Folhas de Outono, de Aki Kaurismäki (Finlândia/Alemanha)
La Chimera, de Alice Rohrwacher (Itália/França/Suíça)
The Teachers’ Lounge (Das Lehrerzimmer), de Ilker Çatak (Alemanha)
Tótem, de Lila Avilés (México/França/Dinamarca/Holanda)
Zona de Interesse, de Jonathan Glazer (Reino Unido/EUA/Polônia)

TOP 5 DOCUMENTÁRIOS
20 Days in Mariupol, de Mstyslav Chernov
32 Sounds, de Sam Green
A Memória Infinita, de Maite Alberdi
A Still Small Voice, de Luke Lorentzen
O Túnel de Pombos, de Errol Morris

TOP 10 FILMES INDEPENDENTES
A Thousand and One, de A.V. Rockwell
All Dirt Roads Taste of Salt, de Raven Jackson
BlackBerry, de Matt Johnson
Earth Mama, de Savanah Leaf
Flora e Filho: Música em Família, de John Carney
Scrapper, de Charlotte Regan
Showing Up, de Kelly Reichardt
The Persian Version, de Maryam Keshavarz
Theater Camp: Um Verão Alucinante, de Molly Gordon e Nick Lieberman
Todos Nós Desconhecidos, de Andrew Haigh

Foto: Divulgação/Paramount Brasil.

Soia Lira é homenageada no 18º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

por: Cinevitor
Atriz consagrada: homenagem pelo conjunto da obra

Neste domingo, 03/12, a emoção tomou conta da 18ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro com a homenagem para a atriz paraibana Soia Lira no Cinépolis Manaíra Shopping, em João Pessoa, na Paraíba, que foi acompanhada pela exibição do longa Pacarrete, de Allan Deberton.

Natural da cidade de Cajazeiras, Soia iniciou sua carreira ainda criança, em 1973, ao lado dos irmãos Nanego e Bertrand Lira, em produções teatrais amadoras na cidade. Foi nessa época que criaram o Grupo Mickey, que posteriormente mudou o nome para Grupo Terra.

Em 1976, depois de conhecer o ator Luiz Carlos Vasconcelos, paraibano de Umbuzeiro, integrou o elenco da montagem de Os Pirralhos, já no Grupo Piollin. Em 1984, participou do Projeto Mambembão, dirigido por Eliézer Rolim. Após alguns anos afastada, retorna ao teatro em Vau da Sarapalha, no ano de 1992, baseado na obra de Guimarães Rosa e dirigido por Luiz Carlos Vasconcelos; e por sua atuação recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de São José do Rio Preto. Sucesso de público, o grupo viajou por diferentes locais do Brasil e da Europa.

Em 1994, à convite de Luiz Fernando Carvalho, estreou na televisão em uma participação em um episódio do programa Terça Livre; depois participou de A Pedra do Reino e Alice. Também apareceu no cinema pela primeira vez no mesmo ano no filme A Árvore de Marcação, de Jussara Queiroz.

Em 1998, ganhou destaque nacional ao participar de Central do Brasil, premiado longa-metragem de Walter Salles. Depois disso, apareceu em diversas obras, como: A Árvore da Miséria, Abril Despedaçado, O Quinze, que foi premiada no Cine Ceará, Doce de Coco, O Hóspede, Tatuagem, Moído, Ambiente Familiar e Pacarrete, que lhe rendeu o kikito de melhor atriz coadjuvante. Recentemente, filmou Cavalo Marinho, novo curta-metragem de Leo Tabosa.

Para celebrar sua trajetória, Soia recebeu o Troféu Aruanda e foi ovacionada pelo público do festival. No palco, recebeu tal honraria das mãos da amiga e atriz Marcélia Cartaxo. Ao lado de familiares, agradeceu e fez um discurso emocionada: “São tantos anos de carreira! Me sinto muito feliz e honrada com essa homenagem. Sou muito grata a todos que contribuíram para que eu me tornasse a atriz que sou hoje”.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem:

Foto: Mano de Carvalho.

Independent Spirit Awards 2024: conheça os indicados

por: Cinevitor
Natalie Portman e Julianne Moore em Segredos de um Escândalo

Foram revelados nesta terça-feira, 05/12, os indicados ao Independent Spirit Awards 2024, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano. O anúncio foi apresentado pelos atores Joel Kim Booster e Natalie Morales ao lado de Josh Welsh, presidente da Film Independent.

Nesta 39ª edição, American Fiction, Segredos de um Escândalo (May December) e Vidas Passadas (Past Lives) lideram a lista com cinco indicações cada. Nas categorias televisivas, The Last of Us e Sou de Virgem (I’m a Virgo) se destacam. Os vencedores serão anunciados no dia 25 de fevereiro de 2024 em cerimônia apresentada por Aidy Bryant.

Os comitês de indicações do Spirit Awards, conhecido como o Oscar do cinema independente, selecionaram indicados de diversos países. Os membros contam com roteiristas, diretores, produtores, diretores de fotografia, editores, atores, críticos, diretores de elenco, programadores de festivais e outros profissionais da sétima arte.

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2024 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
American Fiction, produzido por Cord Jefferson, Jermaine Johnson, Nikos Karamigios e Ben LeClair 
Passagens, produzido por Michel Merkt e Saïd Ben Saïd 
Segredos de um Escândalo, produzido por Jessica Elbaum, Will Ferrell, Grant S. Johnson, Pamela Koffler, Tyler W. Konney, Sophie Mas, Natalie Portman e Christine Vachon 
Todos Nós Desconhecidos, produzido por Graham Broadbent, Pete Czernin e Sarah Harvey
Vidas Passadas, produzido por David Hinojosa, Pamela Koffler e Christine Vachon 
We Grown Now, produzido por Minhal Baig e Joe Pirro

MELHOR FILME DE ESTREIA
A Thousand and One, de A.V. Rockwell 
All Dirt Roads Taste of Salt, de Raven Jackson 
Chronicles of a Wandering Saint, de Tomás Gómez Bustillo 
Earth Mama, de Savanah Leaf 
Upon Entry, de Alejandro Rojas e Juan Sebastián Vásquez 

MELHOR DIREÇÃO
Andrew Haigh, por Todos Nós Desconhecidos
Celine Song, por Vidas Passadas
Ira Sachs, por Passagens
Todd Haynes, por Segredos de um Escândalo
William Oldroyd, por Eileen 

MELHOR ROTEIRO
American Fiction, escrito por Cord Jefferson 
Birth/Rebirth, escrito por Laura Moss e Brendan J. O’Brien
Clube da Luta para Meninas, escrito por Emma Seligman e Rachel Sennott 
Os Rejeitados, escrito por David Hemingson
Vidas Passadas, escrito por Celine Song 

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
Chronicles of a Wandering Saint, escrito por Tomás Gómez Bustillo
Segredos de um Escândalo, escrito por Samy Burch e Alex Mechanik 
The Starling Girl, escrito por Laurel Parmet 
Theater Camp: Um Verão Alucinante, escrito por Noah Galvin, Molly Gordon, Nick Lieberman e Ben Platt 
Upon Entry, escrito por Alejandro Rojas e Juan Sebastián Vásquez 

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Andrew Scott, por Todos Nós Desconhecidos
Franz Rogowski, por Passagens
Greta Lee, por Vidas Passadas
Jeffrey Wright, por American Fiction
Jessica Chastain, por Memory
Judy Reyes, por Birth/Rebirth
Natalie Portman, por Segredos de um Escândalo
Teo Yoo, por Vidas Passadas
Teyana Taylor, por A Thousand and One
Trace Lysette, por Monica

MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE
Anne Hathaway, por Eileen 
Ben Whishaw, por Passagens
Catalina Saavedra, por Rotting in the Sun
Charles Melton, por Segredos de um Escândalo
Da’Vine Joy Randolph, por Os Rejeitados
Erika Alexander, por American Fiction
Glenn Howerton, por BlackBerry
Marin Ireland, por Eileen 
Noah Galvin, por Theater Camp: Um Verão Alucinante
Sterling K. Brown, por American Fiction

MELHOR INTERPRETAÇÃO REVELAÇÃO
Anaita Wali Zada, por Fremont
Atibon Nazaire, por Mountains
Dominic Sessa, por Os Rejeitados
Marshawn Lynch, por Clube da Luta para Meninas
Tia Nomore, por Earth Mama

MELHOR DOCUMENTÁRIO
As 4 Filhas de Olfa, de Kaouther Ben Hania
Bye Bye Tiberias, de Lina Soualem
Going to Mars: The Nikki Giovanni Project, de Joe Brewster e Michèle Stephenson
Kokomo City, de D. Smith
The Mother of All Lies, de Asmae El Moudir

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Anatomia de uma Queda, de Justine Triet (França)
Mami Wata, de C.J. ‘Fiery’ Obasi (Nigéria)
Terra de Deus, de Hlynur Pálmason (Dinamarca/Islândia)
Tótem, de Lila Avilés (México)
Zona de Interesse, de Jonathan Glazer (Reino Unido/EUA/Polônia)

MELHOR FOTOGRAFIA
All Dirt Roads Taste of Salt, por Jomo Fray
Chronicles of a Wandering Saint, por Pablo Lozano
Monica, por Katelin Arizmendi
Os Rejeitados, por Eigil Bryld
We Grown Now, por Pat Scota

MELHOR EDIÇÃO
How to Blow Up a Pipeline, por Daniel Garber
Rotting in the Sun, por Santiago Cendejas, Gabriel Díaz e Sofía Subercaseaux
Theater Camp: Um Verão Alucinante, por Jon Philpot
Upon Entry, por Emanuele Tiziani
We Grown Now, por Stephanie Filo

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
A Garota Artificial, de Franklin Ritch 
Cadejo Blanco, de Justin Lerner 
Fremont, de Babak Jalali 
Rotting in the Sun, de Sebastián Silva 
The Unknown Country, de Morrisa Maltz 

PRODUCERS AWARD
Graham Swon
Monique Walton
Rachael Fung

SOMEONE TO WATCH AWARD
Joanna Arnow, diretora de The Feeling That The Time for Doing Something Has Passed
Laura Moss, diretora de Birth/Rebirth
Monica Sorelle, diretora de Mountains

TRUER THAN FICTION AWARD
Jesse Short Bull e Laura Tomaselli, diretores de Lakota Nation vs. United States
Set Hernandez, diretor de Olhar Alheio
Sierra Urich, diretora de Joonam

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO
Showing Up, de Kelly Reichardt; direção de elenco: Gayle Keller 
Elenco: André Benjamin, Hong Chau, Judd Hirsch, Heather Lawless, James Le Gros, John Magaro, Matt Malloy, Amanda Plummer, Maryann Plunkett, Denzel Rodriguez e Michelle Williams 

Foto: Divulgação/Netflix.

FABULOSA – Festival de Cinema Queer Especulativo do Recife anuncia vencedoras

por: Cinevitor
Luty Barteix no curta Casa de Bonecas, de George Pedrosa

A primeira edição de FABULOSA – Festival de Cinema Queer Especulativo do Recife terminou neste sábado, 02/12, no Cinema do Porto, no Cais da Apolo, depois de exibir um recorte das mais instigantes produções queers especulativas nacionais e internacionais dos últimos anos.

O júri, composto pela diretora de fotografia Sylara Silvério, pelo ator, diretor e produtor cultural Domingos Jr. e pelo roteirista, diretor e produtor executivo Vinicius Gouveia, elegeu Lamento de Força Travesti, de Renna Costa, como a obra vencedora da Mostra Maracatrônica. A justificativa diz: “Pelo profundo trabalho de pesquisa estética e narrativa subversiva muito bem apresentado, trazendo fortes elementos da cultura popular, da cultura sertaneja, em que ressignifica os símbolos com protagonismo de corpos trans no território rural. Pelo domínio da linguagem fotográfica e de elementos cenográficos, estabelecendo uma estética coerente e transgressora”. A vencedora recebe o Grande Prêmio Mistilka no valor de R$ 5 mil em serviços de pós-produção pela Mistika Post, uma das maiores empresas finalizadoras de imagem do país.

A cerimônia de premiação também foi marcada por surpresas, entre elas, a criação do Troféu Sharlene Esse de Melhor Performance. Muito emocionada, a própria Sharlene Esse surpreendeu a plateia com uma super performance de Divino Maravilhoso, e logo em seguida concedeu o troféu que leva o seu nome à Luty Barteix, por sua performance no curta-metragem maranhense Casa de Bonecas, de George Pedrosa.

“O Troféu Sharlene Esse de Melhor Performance objetiva premiar a performer que se destaca dentre tantas primorosas exibidas no festival. Diante da consistência e desenvolvimento da personagem, tanto na fala quanto nas expressões corporais, o júri concede o prêmio para a atriz Luty Barteix do filme A Casa das Bonecas”, disse a justificativa do júri.

Além disso, Christiane Falcão, a rainha do glamour recifense, foi escolhida pela equipe do festival como a primeira personalidade a receber o troféu de Suprema Fabulosa. Com quase 40 anos de carreira, é uma das pioneiras da cena artística noturna recifense, tendo em seu currículo mais de 30 títulos de beleza, participações nos principais espetáculos da era de ouro do Teatro de Revista pernambucano, e ainda uma inesquecível passagem pelos principais cabarés europeus, entre a década de 1990 e começo dos anos 2000.

Com direção artística do cineasta Henrique Arruda, o festival também levou para dentro do cinema a valorização da arte Drag através das fabulosas da edição, Britnney Hill e Ruby Nox, que além de apresentar as sessões também fizeram performances exclusivas dentro da sala de cinema diariamente.

Foto: Divulgação.

33º Cine Ceará: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Alan González e Lola Amores do filme La mujer salvaje: premiados

Foram anunciados nesta sexta-feira, 01/12, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, os vencedores da 33ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que aconteceu ao longo de sete dias de programação.

O cubano A Mulher Selvagem (La mujer salvaje), de Alan González, foi o grande vencedor deste ano com três prêmios, entre eles, o Troféu Mucuripe na categoria de melhor longa-metragem; além do prêmio no valor de R$ 20 mil para distribuição do filme no Brasil, conforme regulamento do festival.

O júri deste ano foi formado por: Ángel Díez, Luis Abramo, María Campaña, Sérgio Tréfaut e Susana Molina na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem; Andrei Linhares, Danny Barbosa, Denise Miller, Emerson Maranhão e Indaiá Freire na Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem; e Fabio Rodrigues Filho, Layla Braz e Wanderlei Silva na Mostra Olhar do Ceará.

Além da noite de premiação, o encerramento da 33ª edição também foi marcado pela homenagem para Verônica Guedes, que recebeu o Troféu Eusélio Oliveira. Cineasta, jornalista, produtora, consultora de comunicação e cultura, é também diretora executiva de três festivais: For Rainbow, Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero; Festival Samburá de Cinema e Cultura do Mar; e da Mostra No Balanço do Coco. Depois disso, houve a exibição especial do longa cearense Estranho Caminho, de Guto Parente, que foi o grande vencedor do Festival de Tribeca.

Confira a lista completa com os vencedores do Cine Ceará 2023:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: La mujer salvaje, de Alan González (Cuba)
Melhor Direção: María Zanetti, por Alemania
Melhor Atuação Principal: Lola Amores, por La mujer salvaje
Melhor Atuação: Coletivo de atores do filme Sou Amor
Melhor Roteiro: Alemania, escrito por María Zanetti
Melhor Fotografia: El castigo, por Gabriel Díaz
Melhor Montagem: Ahora a luz cae vertical, por Tin Dirdamal
Melhor Trilha Sonora: Cielo Abierto, por Nantu Studio
Melhor Som: La mujer salvaje, por Michel Caballero e Angie Hernández
Melhor Direção de Arte: Alemania, por Michaela Saiegh

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM

Melhor Filme: Os Finais de Domingos, de Olavo Junior (CE)
Melhor Direção: Leo Tabosa, por Dinho
Melhor Roteiro: Pulmão de Pedra, escrito por Rodolpho de Barros e Torquato Joel

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor longa-metragem: Represa, de Diego Hoefel
Melhor Direção | Longa-metragem: Tarcísio Rocha Filho, Victor Costa Lopes e Wislan Esmeraldo, por Um Pedaço do Mundo
Melhor curta-metragem: Urubu Aterrado, de Cris Sousa e Weslley Oliveira
Melhor Direção | Curta-metragem: Grenda Costa, por O Primeiro Movimento é Explosão

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE

Melhor longa-metragem: El castigo, de Matías Bize (Chile)
Melhor curta-metragem: Pulmão de Pedra, de Torquato Joel (PB)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Pulmão de Pedra, de Torquato Joel (PB)

TROFÉU SAMBURÁ | MELHOR FILME
Circuito, de Alan Sousa e Leão Neto (CE)

TROFÉU SAMBURÁ | MELHOR DIREÇÃO
Adriana de Faria, por Cabana

Foto: Luiz Alves.

Cine Terreiro 2023: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta amazonense Festa de Pajés, de Iberé Perissé

O Cine Terreiro é um festival que procura enaltecer e prestigiar o patrimônio imaterial de matriz afro-brasileira e indígena, abraçando também vertentes como o neoxamanismo, e realiza exibição de filmes relacionados a esses temas como motor para enriquecer o respeito e pertencimento dessas culturas.

Com isso, o evento potiguar pretende formar um público interessado em assistir e discutir filmes sobre esses assuntos, que envolvem mito, religiosidade e cultura de terreiros; e, com isso, contribuir para a diminuição da segregação e preconceito contra esses grupos. 

Para esta terceira edição, o Festival Cine Terreiro – Filmes que ligam ao Sagrado recebeu 163 títulos inscritos; 59 de cidades do Nordeste, 68 de cidades do Sudeste, 16 de cidades do Centro-Oeste, 14 de cidades do Sul, 3 de cidades do Norte e 3 de países estrangeiros.

O festival começou com uma Mostra Retrospectiva em outubro. Depois disso, os selecionados para as principais mostras, Grão e Mar, de curtas-metragens, e também para a Mostra Especial, com longas, médias e curtas, serão exibidos presencialmente em três casas religiosas do Rio Grande do Norte entre os dias 8 e 10 de dezembro: estátua de Iemanjá, na Praia do Meio, em Natal; Casa Candomblé Ilé Àse Ògun Bíolà, em Nísia Floresta, aos cuidados do zelador Bàbá Adolfo Ramos; e Casa de Xamanismo Acauã, em Parnamirim. Vale lembrar que os filmes também estarão disponíveis virtualmente no site oficial até 17 de dezembro.

O festival, idealizado por Rodrigo Sena, trata-se de uma grande reunião de obras e linguagens artísticas que possuem alguma relação em seu enredo com a espiritualidade exercida em terreiros de herança afro-indígena no Brasil. Os filmes abordados no 3º Cine Terreiro enfatizam a ligação humana com o Sagrado. A proposta é proporcionar aos espectadores um ambiente de entretenimento e cultura, oferecendo um lugar acolhedor.

Neste ano, o 3º Cine Terreiro traz como homenageado uma grande liderança das causas indígenas: José Luiz Soares, o Cacique Luiz Katu. Professor da primeira escola indígena do Rio Grande do Norte, também atua como pedagogo e pesquisador. É coordenador da APIRN, Articulação dos Povos Indígenas no RN, e da microrregional da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME). Além disso, coordena o coletivo Etnokatu e os Guardiões Potiguaras Katu. Ele tem também extensa participação em produções audiovisuais locais, como os filmes: Lendas do Catu, Nova Amsteradã, A Tradicional Família Brasileira Katu e Antes do Livro Didático, o Cocar.

O Cine Terreiro 2023 é realizado pela Ori Audiovisual, Cruzeiro Filmes, Cirandas Coletivo de Assessorias, em parceria com a Bobox Produções, de Arlindo Bezerra, e apoio da Prefeitura Municipal do Natal; conta também com apoio do Acarajé da Jari e Tets Studio. Na edição deste ano, o festival é realizado de forma independente por meio de recursos próprios de seus colaboradores.

Conheça os filmes selecionados para o Cine Terreiro 2023:

MOSTRA GRÃO

Dona Taquariana, uma Cabocla Brasileira, de Abimaelson Santos (MA)
Estela, a Menina Maraguá, de Sofy Mazaro (SP)
Festa de Pajés, de Iberé Perissé (AM)
Mané, de Arlindo Cardoso, Karina de Magalhães, Lucas Cardoso e Paula Fernandes (AL)
Meu Lugar no Mundo, de Coletivo Erê Sankofa (PE)
O Brilho da Herança, de Junior Machado (SP)
Terreiro, de Beatriz Barros (PE)
Ytwã, de Kian Shaikhzadeh (BA)

MOSTRA MAR

Amaná, de Antonio Fargoni (CE)
Aracati, de Veruza Guedes (PB)
Camorim, de Renan Barbosa Brandão (RJ)
Dia de Preto, de Beto Oliveira (SP)
Dorme Pretinho, de Lia Leticia (PE)
João de Una Tem um Boi, de Pablo Monteiro (MA)
Nhãndê kuery mã hi’ãn rivê hê’yn: Não Somos Apenas Sombras, de Dino Menezes (SP)
Pedro e Inácio, de Caio Dornelas (PE)

MOSTRA ESPECIAL

Àkàrà, no Fogo da Intolerância, de Claudia Chavez (BA)
Alaroke: Uma História de Culto aos Orixás em Sergipe, de Lucas Cachalote (SE)
Benção, de Felipe Pedrosa (MG)
Curai-vos, de Clementino Junior (RJ)
Encruzilhada, de Silvio Guedes (RN)
Lá na Cigana, de Nilce Braga (MA)
Lá nas Matas Tem, de Pedro Aspahan e César Guimarães (MG)
Nengua Guanguacesse, de Carla Nogueira e George Teixeira (BA)
Patuá, de Renaya Dorea (RJ)
Respeita Nosso Sagrado, de Fernando Sousa, Gabriel Barbosa e Jorge Santana (RJ)
Tambu, de Leandro César (MG)

Foto: Divulgação.

Prêmio Goya 2024: conheça os indicados ao Oscar espanhol

por: Cinevitor
A Sociedade da Neve, de J.A. Bayona: treze indicações

A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha realiza, desde 1987, o Prêmio Goya, ou Premios Goya no original, evento que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol.

Nesta quinta-feira, 30/11, a atriz Anna Castillo e o ator Luis Tosar anunciaram os indicados da 38ª edição da premiação, que acontecerá no dia 10 de fevereiro de 2024, em Valladolid, em cerimônia que será apresentada por Ana Belén, Javier Ambrossi e Javier Calvo. 

O drama 20.000 Espécies de Abelhas, dirigido por Estibaliz Urresola Solaguren, lidera a lista com 15 indicações, entre elas, a de melhor filme; A Sociedade da Neve, de J.A. Bayona, aparece na sequência com treze indicações, entre elas, melhor direção. Neste ano, 201 longas-metragens estavam habilitados.

O Brasil estava na disputa por uma vaga entre os cinco finalistas da categoria de melhor filme ibero-americano com Carvão, dirigido por Carolina Markowicz, mas ficou de fora da competição. Porém, o argentino Puan, de María Alché e Benjamín Naishtat, uma coprodução entre Brasil, Itália, Alemanha e França, garantiu uma vaga. 

Nesta 38ª edição, o consagrado diretor de fotografia Juan Mariné, de Los guardiamarinas, será homenageado com o Goya de Honor: “Por sua dedicação ao cinema durante mais de oito anos de trajetória que transitam pela história do cinema espanhol, por seus esforços no trabalho de conservação e restauração cinematográfica, e por representar vivamente, através de seu ofício, a importância da luz na história do novo cinema”, diz o comunicado.

Conheça os indicados ao Prêmio Goya 2024:

MELHOR FILME
20.000 Espécies de Abelhas
A Sociedade da Neve
Cerrar los ojos
Saben aquell
Un amor

MELHOR DIREÇÃO
David Trueba, por Saben aquell
Elena Martín, por Creatura
Isabel Coixet, por Un amor
J.A. Bayona, por A Sociedade da Neve
Víctor Erice, por Cerrar los ojos

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE
Alejandro Marín, por Te estoy amando locamente
Alejandro Rojas e Juan Sebastián Vásquez, por Upon Entry (La llegada)
Álvaro Gago, por Matria
Estibaliz Urresola Solaguren, por 20.000 Espécies de Abelhas
Itsaso Arana, por Las chicas están bien

MELHOR ATOR
Alberto Ammann, por Upon Entry (La llegada)
David Verdaguer, por Saben aquell
Enric Auquer, por El maestro que prometió el mar
Hovik Keuchkerian, por Un amor
Manolo Solo, por Cerrar los ojos

MELHOR ATRIZ
Carolina Yuste, por Saben aquell
Laia Costa, por Un amor
Malena Alterio, por Que nadie duerma
María Vázquez, por Matria
Patricia Lopez Arnaiz, por 20.000 Espécies de Abelhas

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Álex Brendemühl, por Creatura
Hugo Silva, por Un amor
Jose Coronado, por Cerrar los ojos
Juan Carlos Vellido, por Bajo terapia
Martxelo Rubio, por 20.000 Espécies de Abelhas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ana Torrent, por Cerrar los ojos
Ane Gabarain, por 20.000 Espécies de Abelhas
Clara Segura, por Creatura
Itziar Lazkano, por 20.000 Espécies de Abelhas
Luisa Gavasa, por El maestro que prometió el mar

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
20.000 Espécies de Abelhas, escrito por Estibaliz Urresola Solaguren 
Cerrar los ojos, escrito por Michel Gaztambide e Víctor Erice 
Te estoy amando locamente, escrito por Alejandro Marín e Carmen Garrido
Una vida no tan simple, escrito por Félix Viscarret 
Upon Entry (La llegada), escrito por Alejandro Rojas e Juan Sebastián Vásquez 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Sociedade da Neve, escrito por Bernat Vilaplana, J.A. Bayona, Jaime Marques-Olarreaga e Nicolás Casariego
El maestro que prometió el mar, escrito por Albert Val 
Meu Amigo Robô, escrito por Pablo Berger
Saben aquell, escrito por Albert Espinosa e David Trueba
Un amor, escrito por Isabel Coixet e Laura Ferrero

ATOR REVELAÇÃO
Brianeitor, por Campeonex
Julio Hu Chen, por Chinas
La Dani, por Te estoy amando locamente
Matías Recalt, por A Sociedade da Neve
Omar Banana, por Te estoy amando locamente

ATRIZ REVELAÇÃO
Clàudia Malagelada, por Creatura
Janet Novás, por O corno
Sara Becker, por A Contadora de Filmes
Xinyi Ye, por Chinas
Yeju Ji, por Chinas

MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
20.000 Espécies de Abelhas, por Pablo Vidal 
A Sociedade da Neve, por Margarita Huguet 
Cerrar los ojos, por María José Díez 
Saben aquell, por Eduard Vallès 
Valle de sombras, por Leire Aurrekoetxea e Luis Gutiérrez 

MELHOR FOTOGRAFIA
20.000 Espécies de Abelhas, por Gina Ferrer García 
A Sociedade da Neve, por Pedro Luque 
Cerrar los ojos, por Valentín Álvarez
Un amor, por Bet Rourich 
Una noche con Adela, por Diego Trenas 

MELHOR MONTAGEM
20.000 Espécies de Abelhas, por Raúl Barreras
A Sociedade da Neve, por Andrés Gil e Jaume Martí
Cerrar los ojos, por Ascen Marchena
Mamacruz, por Fátima de los Santos
Meu Amigo Robô, por Fernando Franco 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
20.000 Espécies de Abelhas, por Izaskun Urkijo
A Contadora de Filmes, por Carlos Conti 
A Sociedade da Neve, por Alain Bainée
Cerrar los ojos, por Curru Garabal
Saben aquell, por Marc Pou 

MELHOR FIGURINO
20.000 Espécies de Abelhas, por Nerea Torrijos 
A Contadora de Filmes, por Mercè Paloma 
A Sociedade da Neve, por Julio Suárez 
El maestro que prometió el mar, por Maria Armengol 
Saben aquell, por Lala Huete 

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
20.000 Espécies de Abelhas, por Ainhoa Eskisabel e Jone Gabarain 
A Sociedade da Neve, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Montse Ribé 
La ternura, por Eli Adánez e Juan Begara 
Saben aquell, por Caitlin Acheson, Benjamín Pérez e Nacho Díaz 
Valle de sombras, por Sarai Rodríguez, Noé Montes e Óscar del Monte 

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
A Sociedade da Neve, por Michael Giacchino 
El maestro que prometió el mar, por Natasha Arizu 
La paradoja de Antares, por Arnau Bataller 
Meu Amigo Robô, por Alfonso de Vilallonga
Saben aquell, por Andrea Motis 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Chinas, por Marina Herlop (Chinas)
Eco, por Xoel López (Amigos Até a Morrer)
El amor de Andrea, por Álvaro Benito Baglietto, David El Indio, Guille Galván, Jorge González, Juanma Latorre y Pucho (Vetusta Morla) e Valeria Castro (El amor de Andrea)
La gallinita, por Fernando Moresi Haberman e Sergio Bertran (La imatge permanent)
Yo solo quiero amor, por Rigoberta Bandini (Te estoy amando locamente)

MELHOR SOM
20.000 Espécies de Abelhas, por Eva Valiño, Koldo Corella e Xanti Salvador
A Sociedade da Neve, por Jorge Adrados, Oriol Tarragó e Marc Orts 
Campeonex, por Tamara Arévalo, Fabiola Ordoyo e Yasmina Praderas 
Cerrar los ojos, por Iván Marín, Juan Ferro e Candela Palencia 
Saben aquell, por Xavi Mas, Eduardo Castro e Yasmina Praderas 

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
20.000 Espécies de Abelhas, por Mariano García Marty, Jon Serrano, David Heras, Fran Belda e Indira Martín 
A Sociedade da Neve, por Pau Costa, Félix Bergés e Laura Pedro
La ermita, por Eneritz Zapiain e Iñaki Gil Ketxu
Tin & Tina, por Mariano García Marty, Jon Serrano, Juan Ventura e Amparo Martínez 
Valle de sombras, por Raúl Romanillos e Míriam Piquer 

MELHOR ANIMAÇÃO
As Múmias e o Anel Perdido, de Juan Jesus Garcia Galocha
Atiraram no Pianista, de Fernando Trueba e Javier Mariscal
El sueño de la Sultana, de Isabel Herguera
Hanna y los monstruos, de Lorena Ares
Meu Amigo Robô, de Pablo Berger

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Caleta Palace, de José Antonio Hergueta
Contigo, contigo y sin mí, de Amaya Villar Navascués
Esta ambición desmedida, de Santos Bacana, Rogelio González e Cristina Trenas
Iberia, naturaleza infinita, de Arturo Menor
Mientras seas tú, el aquí y ahora de Carme Elias, de Claudia Pinto

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
A Memória Infinita, de Maite Alberdi (Chile)
Alma Viva, de Cristèle Alves Meira (Portugal)
La pecera, de Glorimar Marrero (Porto Rico)
Puan, de María Alché e Benjamín Naishtat (Argentina)
Simón, de Diego Vicentini (Venezuela)

MELHOR FILME EUROPEU
Aftersun, de Charlotte Wells (Reino Unido)
Anatomia de uma Queda, de Justine Triet (França)
As Oito Montanhas, de Felix Van Groeningen e Charlotte Vandermeersch (Itália)
Das Lehrerzimmer (The Teachers’ Lounge), de İlker Çatak (Alemanha)
Safe Place, de Juraj Lerotić (Croácia)

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Aunque es de noche, de Guillermo García López
Carta a mi madre para mi hijo, de Carla Simón
Cuentas divinas, de Eulàlia Ramon
La loca y el feminista, de Sandra Gallego
Paris 70, de Dani Feixas

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Ava, de Mabel Lozano
BLOW!, de Neus Ballús
El bus, de Sandra Reina
Herederas, de Silvia Venegas Venegas
Una terapia de mierda, de Javier Polo

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Becarias, de Marina Cortón, Marina Donderis e Núria Poveda
To bird or not to bird, de Martín Romero
Todo bien, de Diana Acién Manzorro
Todo está perdido, de Carla Pereira e Juanfran Jacinto
Txotxongiloa, de Sonia Estévez

Foto: Divulgação/Netflix.

44º Festival de Havana: filmes brasileiros se destacam na programação

por: Cinevitor
Kauan Alvarenga em Pedágio, de Carolina Markowicz

Foram anunciados nesta quarta-feira, 29/11, no Hotel Nacional de Cuba, em Havana, os títulos selecionados para a 44ª edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, que acontecerá entre os dias 8 e 17 de dezembro.

Em comunicado oficial, a diretora do evento, Tania Delgado Fernández, disse: “A programação inclui, além do que há de melhor e mais novo do cinema latino-americano e caribenho, uma ampla e representativa amostra do cinema contemporâneo do resto do mundo”.

Neste ano, 90 títulos concorrem ao Prêmio Coral e foram divididos em diversas categorias: longa-metragem de ficção, primeiro filme, longa-metragem documental, curta-metragem e animação; além das seções roteiro inédito, pôster e pós-produção. Para esta edição, 1.922 filmes, de 19 países latino-americanos, foram inscritos; Argentina, Brasil, Colômbia, México e Chile se destacaram.

Como de costume, o cinema brasileiro marca presença com diversas produções nacionais e também coproduções. As exibições serão realizadas nos cinemas La Rampa, Yara, Chaplin, 23 y 12 e Acapulco, além da sala Glauber Rocha da Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano e da ISA, Universidad de las Artes.

Durante todos esses anos, o Festival de Havana se propôs a reconhecer e divulgar obras cinematográficas que contribuam, a partir de seu significado e valores artísticos, para o enriquecimento e a reafirmação da identidade cultural latino-americana e caribenha. Além dos filmes, também acontecem encontros e seminários sobre diversos temas de interesse cultural e, principalmente, cinematográfico. Da mesma forma, a programação do festival acolhe uma ampla e representativa amostra do cinema contemporâneo do resto do mundo.

A primeira edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano foi realizada em dezembro de 1979, em Cuba, pelo ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos), com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para a 44ª edição do Festival de Havana:

COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
El auge del humano 3, de Eduardo Williams (Argentina/Portugal/Brasil/Holanda/Taiwan/Hong Kong/Sri Lanka/Peru)
Estranho Caminho, de Guto Parente (Brasil)
Los Delicuentes, de Rodrigo Moreno (Argentina/Luxemburgo/Chile/Brasil)
O Estranho, de Flora Dias e Juruna Mallon (Brasil/França)
Pedágio, de Carolina Markowicz (Brasil/Portugal)

COMPETIÇÃO | MÉDIA ou CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Deixa, de Mariana Jaspe (Brasil)
Los sonidos del tiempo, de Jey Trompiz (Itália/Cuba/Brasil)
Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo, de Renato Sircilli (Brasil)
Paraíso Europa, de Leandro Goddinho e Paulo Menezes (Brasil/Alemanha)

COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)

COMPETIÇÃO | ANIMAÇÃO
A Menina Atrás do Espelho, de Iuri Moreno (Brasil)
Bizarros Peixes das Fossas Abissais, de Marcelo Marão (Brasil)
Brichos 3: Megavírus, de Paulo Munhoz (Brasil)
Ciranda Feiticeira, de Lula Gonzaga e Tiago Delácio (Brasil)
Curacanga, de Mateus Di Mambro (Brasil)
O Caçador e a Mula Sem Cabeça, de Silas Marciano (Brasil)
Placa-mãe, de Igor Bastos (Brasil)
Reunião Ministerial da Tchutchuca Canibal, de Wlisses Alves (Brasil)
Teca e Tuti: Uma Noite na Biblioteca, de Eduardo Perdido, Tiago Mal e Diego Doimo (Brasil)
Tromba Trem: O Filme, de Zé Brandão (Brasil)

COMPETIÇÃO | PRIMEIRO FILME
Las Preñadas, de Pedro Wallace (Argentina/Brasil)
Levante, de Lillah Halla (Brasil/Uruguai/França)

COMPETIÇÃO | MELHOR PÔSTER
A Estação, por Bruno Crepaldi
Descarrego, por Joana Claude e Gabriela Amorim
Luz nos Trópicos, por Thiago Lacaz
Rio, Negro, por Antônio Gonzaga
VII Cine Jardim, por Catapreta

PERSPECTIVA LATINO-AMERICANA | VANGUARDIA
Corpo Presente, de Leonardo Barcelos (Brasil/Alemanha)
Peixe Abissal, de Rafael Saar da Costa (Brasil)

PERSPECTIVA LATINO-AMERICANA | LONGA-METRAGEM
A Batalha da Rua Maria Antônia, de Vera Egito
A Portas Fechadas, de João Pedro Bim
Angela, de Hugo Prata
Mais Pesado é o Céu, de Petrus Cariry
Memórias da Chuva, de Wolney Oliveira
Nas Ondas de Dorival Caymmi, de Locca Faria
O Contato, de Vicente Ferraz

PERSPECTIVA LATINO-AMERICANA | CURTA-METRAGEM
Mas Eu Não Sou Alguém?, de Daniel Eduardo de Souza e Gabriel Duarte (Brasil)
Queima Minha Pele, de Leonardo Amorim (Brasil)
Solos, de Pedro Vargas (Brasil)
Travessias, de Ana Graziela Aguiar (Cuba/Brasil)

ROTEIRO INÉDITO | COMPETIÇÃO
Sem Raízes, escrito por Joana Oliveira

ENTORNOS
Meu Nome é Gal, de Dandara Ferreira e Lô Politi
Não é a Primeira Vez que Lutamos pelo Nosso Amor, de Luis Carlos de Alencar (Brasil/Argentina/EUA)
Razões Africanas, de Jefferson Mello (Brasil/EUA/Cuba/Angola/República do Congo)
Utopia Tropical, de João Amorim

Foto: Divulgação/Paris Filmes.