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56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Helena Ignez e Cauã Reymond no curta Helena de Guaratiba, de Karen Black

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, em parceria com a organização da sociedade civil Amigos do Futuro, anunciou, nesta quarta-feira, 29/11, a programação oficial da 56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Referência nacional, o mais longevo festival de cinema do país ocupará mais uma vez o Cine Brasília, entre os dias 9 e 16 de dezembro, exibindo produções realizadas em todas as cinco regiões do Brasil marcadas pela diversidade de vozes, de narrativas e de estéticas, desde o cinema indígena à produção urbana periférica e dos interiores do Brasil.

Neste ano, o veterano ator Antonio Pitanga será o grande homenageado da 56ª edição e receberá, na noite de abertura, o Troféu Candango pelo conjunto de sua obra. A trajetória do artista, assim como a do Festival de Brasília, remete a uma linha do tempo de resistência na produção audiovisual, dos anos 1960 até os dias de hoje. Antonio e o festival permanecem fundamentais para o imaginário artístico do país.

Após bater recorde de filmes inscritos (1.269 títulos, sendo 984 curtas e 285 longas), o 56º Festival de Brasília apresenta seis longas-metragens e 12 curtas na Mostra Competitiva Nacional; quatro longas e oito curtas do 25º Troféu Câmara Legislativa – Mostra Brasília, voltado para as produções do Distrito Federal; e mais de 20 títulos nas mostras paralelas (Outros Olhares, Coproduções e Festivalzinho).

Sob a direção artística da cineasta, curadora e atriz Anna Karina de Carvalho, o Festival de Brasília 2023 reúne uma programação vasta com filmes que refletem a diversidade narrativa e estética de expressões brasileiras. Os selecionados para as mostras competitivas nacionais serão remunerados com cachê de seleção nos valores de R$ 30 mil para longas-metragens e R$ 10 mil para curtas. Na Mostra Brasília, o audiovisual candango concorre a R$ 240 mil reais em prêmios concedidos pelo 25º Troféu Câmara Legislativa. “A programação fecha o ano de 2023 com um suco narrativo de ‘Brasis’, que pouco foram exibidos nas telas do país e que dão um panorama real da produção atual”, atesta a diretora artística.

A grande novidade desta edição é a incorporação de tecnologia 4K para todas as exibições, iniciativa da organização da sociedade civil Amigos do Futuro, que aproxima a projeção das maiores tendências do mercado exibidor audiovisual mundo afora. Além da alta definição em tela, outro investimento técnico incorpora o uso de processadores de áudio e servidores Dolby, o que garantirá qualidade nunca antes vista para o público frequentador do evento.

De acordo com o presidente da 56ª edição, Fernando Borges, “o investimento na atualização tecnológica do festival foi prioritário para este momento pulsante que o cinema brasileiro vive. O Festival de Brasília sempre impulsionou tendências do mercado nacional, e os investimentos em tecnologia de ponta em 2023 colocam mais uma vez o evento no rol dos mais importantes festivais no país”.

Cena do documentário No Céu da Pátria Nesse Instante, de Sandra Kogut

A programação do festival também será composta por oficinas on-line, seminários e encontros setoriais, masterclass e atividades de aceleração de projetos para o mercado. As cinco oficinas formativas serão conduzidas de maneira virtualmente, por meio da plataforma Zoom. Já as atividades do Ambiente de Mercado, como a Clínica de Projetos, os encontros com players, os pitchings e as Rodadas de Negócios ocorrem de forma presencial. A programação contará também com Seminários e Encontros Setoriais, assim como uma masterclass com o realizador mineiro Gabriel Martins, diretor do premiado Marte Um.

Nesta edição, Brasília aposta também em acessibilidade 360. Além da tradução para Libras nas cerimônias de abertura e encerramento, o festival disponibilizará um receptivo especializado para atender e guiar as pessoas com deficiência que chegarem para assistir aos filmes. As sessões das mostras Competitiva Nacional e Brasília terão legendagem descritiva para pessoas surdas e audiodescrição para pessoas cegas, acessíveis por aplicativo de celular; o festival investe ainda em sessões exclusivas com acessibilidade no Festivalzinho.

A seleção oficial da Mostra Competitiva Nacional do 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro terá na programação longas-metragens de cineastas estreantes e consagrados, além de importantes representações do cinema produzido por mulheres, indígenas, LGBTQIA+ e pessoas pretas. Deste modo, a programação foi pensada para representar a diversidade brasileira em tela.

Entre os longas-metragens selecionados, A Transformação de Canuto, produção pernambucana e paulista dirigida pelo cineasta indígena Ariel Kauray Ortega e por Ernesto de Carvalho, aborda a comunidade Mbyá-Guarani na divisa brasileira com a Argentina por meio de uma reconstituição cinematográfica sobre a lenda de um homem que se transformou em onça.

Do Distrito Federal, Cartório de Almas é a estreia do diretor brasiliense Leo Bello na Mostra Competitiva Nacional. Premiado por obras anteriores no gênero do cinema fantástico, este seu segundo longa-metragem de ficção narra a história da mais nova funcionária contratada pelo tal cartório do além. Aos 126 anos, ela tem como função protocolar as motivações de quem renunciou à eternidade. Em Nós Somos o Amanhã, ficção de São Paulo, Lufe Steffen, referência do cinema LGBTQIA+, mergulha numa viagem no tempo que leva uma professora de música de volta aos anos 1980 para ensinar as pessoas a lutarem contra o bullying, a perseguição e a intolerância racial, de gênero e de sexualidade na sociedade da época.

Carlos Jordão, Silvero Pereira e Cicero Andrade em Nós Somos o Amanhã, de Lufe Steffen

A seleção de longas traz de volta à capital nomes já consagrados no festival. A cineasta carioca Sandra Kogut, jurada na 54ª edição do evento, conhecida pelos longas Mutum (2007), Campo Grande (2015) e Três Verões (2019); o premiado diretor carioca Allan Ribeiro, vencedor do Candango de melhor direção de arte e edição por Esse Amor que Nos Consome, em 2012; e o diretor mineiro André Novais Oliveira, que participa pela quarta vez do festival, após sagrar-se grande vencedor da 51ª edição com o longa Temporada (2018).

Nesta edição, Sandra Kogut apresenta o documentário No Céu da Pátria Nesse Instante, um olhar sobre os turbulentos meses do período eleitoral de 2022, que culminaram na invasão dos Três Poderes em 8 de janeiro deste ano. Allan Ribeiro mais uma vez recorre à linguagem poética para refletir sobre o cotidiano em Mais um Dia, Zona Norte, no qual mostra as transformações na rotina de trabalhadores da periferia do Rio. E André Novais Oliveira traz sua nova ficção ambientada em Contagem, Minas Gerais, O Dia que Te Conheci, sobre a vida do bibliotecário Zeca, cuja rotina é interrompida após conhecer uma moça chamada Luisa.

Na seleção de curtas-metragens, o 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro reforça sua vocação para trazer questões urgentes da sociedade, sob as mais diversas perspectivas geográficas, de gênero e de raça. Dois curtas do Distrito Federal documentam comunidades autóctones: A Fumaça e o Diamante, de Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida é uma coprodução entre Amazonas e DF que acompanha o reencontro de uma família Yanomami; e Vão das Almas, dirigido por Edileuza Penha e Santiago Dellape, mergulha no imaginário do Quilombo Kalunga na região de Cavalcante, em Goiás.

Do Espírito Santo, vem o premiado Remendo, de Roger Ghil (GG Fákọ̀làdé), que evoca a espiritualidade anticolonial; de Alagoas, a ficção Queima Minha Pele, de Leonardo Amorim, que aborda a estética queer ambientada no litoral do estado; e do Rio Grande do Sul, Pastrana, de Gabriel Motta e da skatista Melissa Brogni, que documenta uma homenagem ao amigo e parceiro de rampas que dá nome ao filme, revivendo suas memórias a partir de amigos e familiares. A temática da espiritualidade ainda aparece em outros dois curtas: Axé Meu Amor, produção paraibana dirigida por Thiago Costa, ficção sobre uma mãe de santo em busca do sagrado, e Dona Beatriz Ñsîmba Vita, dirigido pelo artista mineiro Catapreta, em que uma mulher singular tenta cumprir uma missão divina, inspirada no legado da heroína congolesa Kimpa Vita.

Três produções mergulham nas idiossincrasias da vida urbana para contar histórias de ficção das mais distintas. Erguida, dirigido e estrelado pela atriz e diretora Jhonnã Bao, do Coletivo Contraplano, acompanha a resistência de uma jovem poeta da periferia de São Paulo; enquanto Cidade By Motoboy, outra produção paulista, mostra as intempéries de um motoboy do interior do estado. Cáustico, curta brasiliense de Wesley Gondim, por sua vez, se divide entre realidade e fantasia para narrar a história de mãe e filha em busca de cura para uma misteriosa doença.

Lucas Carvalho e Luciano Pedro Jr. no curta Queima Minha Pele, de Leonardo Amorim

Completam a lista de postulantes aos troféus Candangos de curta-metragem os curtas cariocas O Nada, do poeta e dramaturgo André Ladeia, que adapta um conto do autor russo Leonid Andreiev; e Helena de Guaratiba, de Karen Black, estrelado pela diretora, produtora e atriz Helena Ignez, no papel de uma senhora que encontra o amor em um bairro pesqueiro do Rio.

Na Mostra Brasília, a seleção reúne desde diretores estreantes do Distrito Federal a cineastas veteranos e premiados. Os quatro longas que concorrem nesta categoria são: Ecos do Silêncio, o retorno de André Luiz Oliveira, consagrado diretor baiano radicado em Brasília, ao cinema de ficção; Não Existe Almoço Grátis, documentário de estreia de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, que acompanha uma das cozinhas solidárias do MTST durante a posse de Lula em 2023; O Sonho de Clarice, animação surrealista dirigida por Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho; e Rodas de Gigante, o aguardado documentário afetivo da atriz e diretora Catarina Accioly sobre um dos maiores personagens da cultura brasiliense, o diretor teatral e multiartista uruguaio Hugo Rodas.

Na seleção de curtas, a Mostra Brasília repete a diversidade de linguagens e temas. São quatro documentários: A Chuva do Caju, do premiado Alan Schvasberg, de Ninguém Nasce no Paraíso; Estrela da Tarde, uma espécie de autobiografia de Francisco Rio; Glitter Carnavalesco: A História do Bloco das Montadas, registro de Marla Galdino sobre o primeiro bloco de drag queens do DF; e Só Quem Tem Raiz, ambientado no Gama e dirigido por Josianne Diniz. Os outros quatro curtas selecionados para a Mostra Brasília são de ficção: Instante, da diretora Paola Veiga; a animação A Menina Corina em: Quantos Mundos Cabem em um Mundo Só?, de Luciellen Castro; Malu e a Máquina, de Ana Luíza Meneses, voltado ao público infantojuvenil; e Nada se Perde, uma distopia ambientada em Águas Claras, de Renan Montenegro.

Além das mostras competitivas, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresenta três mostras paralelas que complementam o panorama de filmes exibidos nesta edição. São elas: Mostra Outros Olhares, Mostra Coproduções e Festivalzinho, tradicional programação infantil, cuja curadoria foi realizada em parceria com a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.

Cena do longa Sem Coração, de Nara Normande e Tião

Na Mostra Outros Olhares, quatro títulos apontam para um panorama da produção nacional. Entre os longas: A Batalha da Rua Maria Antônia, vencedor do prêmio de melhor filme no Festival do Rio. A obra, dirigida pela cineasta paulista Vera Egito, propõe uma reimaginação da resistência do movimento estudantil aos ataques dos militares à USP, em 1968. Outra produção que compõe a mostra, Uma Carta para Papai Noel sagra o retorno do cineasta gaúcho Gustavo Spolidoro ao Festival de Brasília, no qual estreou como diretor em 1998. Do Rio de Janeiro, integra a mostra paralela Crônicas de uma Jovem Família Preta, de Davidson D. Candanda, produção que estreou no Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul. E completa a seleção o novo filme da cineasta e produtora cultural indígena Graciela Guarani, com codireção de Alice Gouveia, Sekhdese.

Com objetivo de estimular e sensibilizar novos públicos, as crianças poderão assistir uma sessão com onze curtas-metragens. Destaques para Brincando de Imaginar, documentário paranaense sobre uma escola em meio a uma floresta; e as animações: Os Pelúcias, sobre dois bichinhos de pelúcia que ganham vida; Pipas Coloridas, sobre as férias dos materiais escolares; e Tom Tamborim, história de um garoto inquieto e cheio de suingue que só quer saber de batucar.

Além das mostras paralelas, o público poderá assistir a outras duas sessões hors concours. No dia 10 de dezembro, às 18h, será apresentado Utopia Tropical, documentário de João Amorim, que traz conversas entre o diplomata Celso Amorim e o escritor, filósofo e ativista norte-americano Noam Chomsky. E, na sessão de encerramento, antes da premiação, o público poderá assistir ao documentário Raoni: Uma Amizade Improvável, dirigido pelo cineasta belga Jean-Pierre Dutilleux, mostrando sua história de amizade com o cacique Kaiapó Raoni ao longo de 50 anos, após as filmagens de Raoni (1978), longa com Marlon Brando indicado ao Oscar, que projetou o cacique como a mais importante liderança indígena brasileira para o mundo.

Sob a direção artística de Anna Karina de Carvalho, a equipe de curadoria foi composta por três comissões com profissionais renomados do audiovisual brasileiro. A seleção da Mostra Brasília contou com: a professora de Audiovisual Denise Moraes, a atriz e produtora cultural Wol Nunnes, a atriz e arte-educadora Kika Sena, o fotógrafo André Macedo e o professor e cineasta Érico Monnerat. Na comissão de curtas da Mostra Competitiva Nacional estão: o artista e realizador Antonio Balbino, a produtora Bella Medeiros, a crítica de cinema Cecilia Barroso, o cineasta e jornalista Marcio de Andrade, o cineasta, jornalista e ativista indígena Marcelo Cuhexê e a produtora Anamaria Mühlenberg.

Para os longas da Mostra Competitiva Nacional formaram a comissão de seleção: o cineasta e presidente da ABCV Péterson Paim, a diretora e produtora executiva Camila de Moraes e as críticas de cinema Flavia Guerra e Lorenna Montenegro. A seleção privilegiou obras inéditas, finalizadas entre 2022 e 2023, excluindo filmes que já se inscreveram em edições anteriores.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2023:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

A Transformação de Canuto, de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho (PE/SP)
Cartório das Almas, de Leo Bello (DF)
Mais um Dia, Zona Norte, de Allan Ribeiro (RJ)
No Céu da Pátria Nesse Instante, de Sandra Kogut (DF/RJ/SC/SP)
Nós Somos o Amanhã, de Lufe Steffen (SP)
O Dia que te Conheci, de André Novais Oliveira (MG)

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS

A Fumaça e o Diamante, de Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida (AM/DF)
Axé Meu Amor, de Thiago Costa (PB)
Cáustico, de Wesley Gondim (DF)
Cidade By Motoboy, de Mariana Vita (SP)
Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG)
Erguida, de Jhonnã Bao (SP)
Helena de Guaratiba, de Karen Black (RJ)
O Nada, de André Ladeia (RJ)
Pastrana, de Gabriel Motta e Melissa Brogni (RS)
Queima Minha Pele, de Leonardo Amorim (AL)
Remendo, de Roger Ghil (GG Fákọ̀làdé) (ES)
Vão das Almas, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape (DF/GO)

MOSTRA BRASÍLIA | LONGAS-METRAGENS

Ecos do Silêncio, de André Luiz Oliveira
Não Existe Almoço Grátis, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel
O Sonho de Clarice, de Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho
Rodas de Gigante, de Catarina Accioly

MOSTRA BRASÍLIA | CURTAS-METRAGENS

A Chuva do Caju, de Alan Schvarsberg
A Menina Corina em: Quantos Mundos Cabem em um Mundo Só?, de Luciellen Castro
Estrela da Tarde, de Francisco Rio
Glitter Carnavalesco: A História do Bloco das Montadas, de Marla Galdino
Instante, de Paola Veiga
Malu e a Máquina, de Ana Luíza Meneses
Nada se Perde, de Renan Montenegro
Só Quem Tem Raiz, de Josianne Diniz

MOSTRA PARALELA | OUTROS OLHARES

A Batalha da Rua Maria Antônia, de Vera Egito (SP)
Crônicas de uma Jovem Família Preta, de Davidson D. Candanda (RJ)
Sekhdese, de Graciela Guarani e Alice Gouveia (PE)
Uma Carta Para Papai Noel, de Gustavo Spolidoro (RS)

MOSTRA COPRODUÇÕES

Levante, de Lillah Halla (RJ/SP)
O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy (RJ/SP)
Puan, de María Alché e Benjamín Naishtat (Argentina/Alemanha/Brasil/França/Itália)
Sem Coração, de Nara Normande e Tião (PE)

FESTIVALZINHO

A Baleia Mágica, de Douglas Alves Ferreira (SP)
Agosto dos Ventos, de Paulo Antunes (MG)
Anacleto, O Balão, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)
Brincando de Imaginar, de Otavio Zucon e Nélio Spréa (PR)
Contos Mirabolantes: O Olho do Mapinguari, de Andrei Miralha (PA)
Cora e os Corais, de Levi Luz e Bia Hetzel (BA)
Os Pelúcias, de Vivian Altman e Sergio Pizza (SP)
Palavras Mágicas, de Carlon Hardt (PR)
Pipas Coloridas, de Alunos do 2º Ano da Escola Carlitos, Fábio Yamaji e Patrícia Sá (SP)
Tom Tamborim, de Maria Carolina e Igor Souza (BA)
Vovô Joel, de Douglas Gomes (RJ)

FILME DE ABERTURA
Ninguém Sai Vivo Daqui, de André Ristum (SP)

SESSÃO ESPECIAL HORS CONCOURS | ENCERRAMENTO
Raoni: Uma Amizade Improvável, de Jean-Pierre Dutilleux (RJ)

SESSÃO BENEFICENTE
Utopia Tropical, de João Amorim (DF)

Fotos: Divulgação/Amanda Môa.

Homem com H: cinebiografia de Ney Matogrosso será protagonizada por Jesuíta Barbosa

por: Cinevitor
O ator interpretará o artista icônico no longa

Com início das filmagens marcado para janeiro de 2024, a cinebiografia Homem com H contará com o ator Jesuíta Barbosa, de Tatuagem, Praia do Futuro e A Filha do Palhaço, na pele de um dos artistas mais revolucionários da música brasileira: Ney Matogrosso. Acompanhada de perto por Ney, que participa do desenvolvimento do projeto e das decisões referentes ao roteiro, a obra conta com produção da Paris Entretenimento e distribuição da Paris Filmes.

Esmir Filho, de Os Famosos e os Duendes da Morte, Alguma Coisa Assim e Verlust, assina a direção do longa: “O processo de seleção foi concorrido. A pesquisa de elenco contou com uma grande lista de possibilidades, entre novos talentos e alguns nomes conhecidos do público. Jesuíta foi o grande destaque e nos pareceu a escolha certa, não só pelo ator maravilhoso que é, mas também por ser um artista performático como Ney”, disse.

Subversivo e livre, o cantor coleciona fãs, sucessos e polêmicas desde a década de 1970 quando surgiu como vocalista do grupo musical Secos e Molhados. Sua influência vai além do cenário musical misturando-se com a cultura brasileira por ser quem é: uma figura naturalmente política.

Para Jesuíta Barbosa, interpretar um artista tão icônico quanto Ney Matogrosso nos cinemas é um presente: “Ney é o ícone maior da cena transgressora artística brasileira, uma grande voz na música mundial. Minha felicidade não tem tamanho, é uma alegria quase sacra quando penso que vou olhar e poder experienciar as vivências deste homem incrivelmente delicado, tão importante para este país”, disse o ator.

Homem com H transitará entre diferentes fases da carreira do cantor passando por sua infância, adolescência, vida adulta e maturidade. O longa é uma jornada através do tempo e acompanha um rapaz de origem humilde apaixonado pela natureza, que se liberta das opressões e figuras de autoridade, quebra preconceitos e se torna um dos artistas mais influentes de sua geração.

Foto: Luiz Alves.

V Transforma: conheça os vencedores do Festival de Cinema da Diversidade de Santa Catarina

por: Cinevitor
Sharlene Esse no curta pernambucano Amor By Night: premiada

Foram anunciados nesta terça-feira, 28/11, os vencedores da V Transforma – Festival de Cinema da Diversidade de Santa Catarina, reconhecida como a principal vitrine audiovisual LGBTQIAPN+ do sul do Brasil.

A cerimônia, realizada na Sala Gilberto Gerlach, no CIC, Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis, foi apresentada por Suzaninha e por Drica D’arc Meirelles. O encerramento do festival contou também com show de Jesus Lumma.

Neste ano, o curta-metragem pernambucano Amor by Night, de Henrique Arruda, se destacou e recebeu três prêmios Unicórnio de Ouro, entre eles, o de melhor filme pelo júri técnico; a produção catarinense O Prazer é Todo Meu, da diretora Vanessa Sandre, levou o prêmio de melhor filme de ficção pelo voto popular. O júri foi formado por Alessandra Brandão, Rita Vênus e Wallie Ruy.

Conheça os filmes premiados na quinta edição do Transforma:

MELHOR FILME | JÚRI TÉCNICO
Amor by Night, de Henrique Arruda (PE)

MELHOR FILME | VOTO POPULAR
O Prazer é Todo Meu, de Vanessa Sandre (SC)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | JÚRI TÉCNICO
Consuella, de Alexandre Figueirôa (PE)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | VOTO POPULAR
Delas para Nós, de Luisa Vilas Boas (SP)

MENÇÃO HONROSA DO JÚRI
O Prazer é Todo Meu, de Vanessa Sandre (SC)

ATUAÇÃO FEMININA
Sharlene Esse, por Amor By Night

ATUAÇÃO MASCULINA
Paulo Goya, por Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo

MELHOR DIREÇÃO
Solana Llanes, por Nós Habíamos Amado Tanto y Detestado Sin Pudor

MELHOR ROTEIRO
Arapuca, escrito por Joel Caetano (SP)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Amor by Night, por Henrique Arruda

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Ave Maria, por Danilo do Carmo

MELHOR DESENHO DE SOM
Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo, por Nicolau Domingues

MELHOR TRILHA SONORA
Orixás Center, por Filipe Mimoso

MELHOR MONTAGEM
Travessias, por Maruxa Ruiz del Árbol

VOTO POPULAR
Animaqueer: A Cabeça e o Corpo, de Mirian Miranda e Val Dobler (SC)
Queerança: Sereia, de Estevan de la Fuente (PR)
Transforma 50+: Entreaberta, de Bruna Amorim (RJ)
Tela Trans: (sub)urbana, de Vini Poffo (SC)
Mostra Sapatão: Quando Eu Cheguei, de Romy Huber (SC)

OUTROS PRÊMIOS
Prêmio Olhar Transformador | Ficção: Casa de Bonecas, de George Pedrosa (MA)
Prêmio Olhar Transformador | Documentário: Quando Eu Cheguei, de Romy Huber (SC)
Prêmio Afronte: Ebó de Xuxú, de Myra Gomes (SP)
Prêmio BAPHO Cultural: (sub)urbana, de Vini Poffo (SC)
Prêmio ADEH: Mães pela Diversidade

Foto: Divulgação/Filmes de Marte.

Conheça os vencedores da 10ª Mostra de Cinema de Gostoso

por: Cinevitor
Equipe do curta-metragem A Edição do Nordeste, de Pedro Fiuza: filme premiado

Foram anunciados na noite desta terça-feira, 28/11, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, os vencedores da 10ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso. A cerimônia de encerramento aconteceu na sala de cinema montada ao ar livre nas areias da Praia do Maceió.

Ao todo foram cinco dias de exibições, além da realização de seminários, debates e palestras. A edição comemorativa dos dez anos contou com convidados nacionais e internacionais, além de maior participação do público popular. O anúncio das premiações foi feito pelos diretores da Mostra, Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, para uma plateia formada por atores, cineastas, diretores, jornalistas, estudantes, turistas, convidados e comunidade.

O filme O Dia que Te Conheci, de André Novais Oliveira, foi escolhido o melhor longa-metragem pelo júri popular; As Marias, de Dannon Lacerda, levou o prêmio de melhor curta-metragem. Os vencedores recebem o Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo. 

O Troféu da Crítica foi para o baiano Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges, na categoria de longa-metragem; o filme potiguar A Edição do Nordeste, de Pedro Fiuza, foi premiado na categoria de curtas. A Menção Honrosa, entregue pela organização do evento, foi para o cearense Estranho Caminho, de Guto Parente.

No Work in Progress BrLab Gostoso, o Prêmio Mistika ofertou 35 mil reais em serviços de finalização de imagem para o filme O Deserto de Akin, de Bernard Lessa, além de mais 25 horas de estúdio de pós-produção de som ao filme e também para A Voz de Deus, de Miguel Antunes Ramos. Já o Prêmio DOT, com 35 mil reais de serviços de finalização de imagem, foi entregue ao filme A Voz de Deus.

A programação da décima edição contou com nove longas-metragens e 17 curtas-metragens de 11 estados brasileiros, distribuídos entre as mostras Competitiva, Panorama, Coletivo Nós do Audiovisual e Sessão Especial. Neste ano, a parceria com a Petrobras viabilizou a inauguração de um novo espaço de exibição para a Mostra Panorama, batizado de Sala Petrobras. Localizada na Praia do Maceió, em uma tenda climatizada em formato geodésico, a sala recebeu quatro longas e sete curtas-metragens.

“Chegarmos na décima edição é sem dúvida memorável e gratificante. Em uma década foram muitas as transformações que a Mostra passou, sempre para melhor e com muito trabalho e desafio. Encerrar essa edição, com as presenças de tantas pessoas, como realizadores, atores, diretores, jornalistas, críticos, público em geral, sendo muitos de vários estados brasileiros, e que elogiaram muito a programação, é sensacional”, comemora Eugenio Puppo.

De acordo com Matheus Sundfeld, a Mostra de Cinema de Gostoso é uma das últimas mostras que acontecem no final do ano: “Nosso maior desafio é manter o olhar para a produção independente, não só para os filmes inscritos, mas os que são exibidos em outros festivais e principais produtoras, de modo que essa é uma curadoria sempre mais complexa de se fazer por conta disso, por conta desse olhar para toda a produção do cinema independente brasileiro do ano”.

Para encerrar a noite, foram exibidos, em sessão especial, o curta-metragem Mãri hi: A Árvore do Sonho, de Morzaniel Ɨramari, e o longa Samuel e a Luz, de Vinícius Girnys.

Conheça os vencedores da Mostra de Cinema de Gostoso 2023:

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
O Dia que Te Conheci, de André Novais Oliveira (MG)

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
As Marias, de Dannon Lacerda (MS)

MENÇÃO HONROSA
Estranho Caminho, de Guto Parente (CE)

TROFÉU DA CRÍTICA | LONGA-METRAGEM
Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges (BA)

TROFÉU DA CRÍTICA | CURTA-METRAGEM
A Edição do Nordeste, de Pedro Fiuza (RN)

*O CINEVITOR está em São Miguel do Gostoso e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Rogério Vital.

Gotham Awards 2023: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Teo Yoo e Greta Lee em Vidas Passadas: melhor filme

Foram anunciados nesta segunda-feira, 27/11, no Cipriani Wall Street, em Nova York, os vencedores da 33ª edição do Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pela IFP, Independent Filmmaker Project, que dá início à temporada de premiações.

Neste ano, o drama Vidas Passadas, dirigido por Celine Song, foi consagrado com o prêmio de melhor filme; o francês Anatomia de uma Queda, de Justine Triet, venceu em duas categorias: melhor filme internacional e melhor roteiro.

Além disso, a noite contou também com homenagens: Bradley Cooper, diretor e protagonista de Maestro, recebeu o Cultural Icon and Creator; Barbie, de Greta Gerwig, foi honrado com o Global Icon and Creator; Martin Scorsese e Lily Gladstone, de Assassinos da Lua das Flores, receberam o Historical Icon and Creator; Michael Mann, diretor de Ferrari, foi homenageado com o Icon and Creator Tribute for Innovation; e Ben Affleck, diretor de Air: A História Por Trás do Logo, foi honrado com o Visionary Icon and Creator.

Como a primeira grande cerimônia de premiação da temporada, o Gotham Awards reconhece e destaca filmes e séries assim como seus roteiristas, diretores, produtores e atores. Os candidatos são selecionados por comitês de críticos de cinema, jornalistas e curadores de festivais. Júris distintos, compostos por roteiristas, diretores, atores, produtores e editores escolhem os premiados.

Conheça os vencedores do 33º Gotham Awards:

MELHOR FILME
Vidas Passadas, de Celine Song

MELHOR DOCUMENTÁRIO
As 4 Filhas de Olfa, de Kaouther Ben Hania

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Anatomia de uma Queda, de Justine Triet (França)

MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO
A.V. Rockwell, por A Thousand and One

MELHOR ROTEIRO
Anatomia de uma Queda, escrito por Justine Triet e Arthur Harari

MELHOR ATUAÇÃO
Lily Gladstone, por The Unknown Country

MELHOR ATUAÇÃO COADJUVANTE
Charles Melton, por Segredos de um Escândalo

MELHOR SÉRIE | LONGA
A Small Light (National Geographic)

MELHOR SÉRIE | CURTA
Treta (Netflix)

MELHOR ATUAÇÃO EM SÉRIE NOVA
Ali Wong e Steven Yeun, por Treta

Foto: Divulgação/California Filmes.

17º For Rainbow: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Guilherme Théo e Harry Lins no curta O Cavalo de Pedro, de Daniel Nolasco

A 17ª edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero acontecerá entre os dias 7 e 14 de dezembro no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. Neste ano, foram inscritos 1.585 títulos, de 104 países.

Ao longo de sete dias de programação, serão exibidos, em competição, 7 longas e 29 curtas, de 15 países, que concorrem ao Troféu Elke Maravilha e ao Prêmio da Crítica. A curadoria desta edição foi assinada por Ana Carneiro, Carol Almeida e Kênia Freitas. 

A seleção traz também mostras paralelas, como: a Mostra Feminino Plural, uma celebração da pluralidade feminina na sétima arte e das vozes de mulheres trans, cis e travestis que ecoam através da lente cinematográfica; e a Mostra de Cinema Cearense, que destaca narrativas, criatividade e a riqueza das produções do Ceará e que refletem a diversidade e a autenticidade da região.

O júri do 17º For Rainbow é formado por: Paula Sacchetta, Mariana Souza, Sunny Maia, Linga Acácio e João Paulo na Mostra Competitiva Internacional; e Yasmin Gomes, Lília Moema e Gisele Gabriel na Mostra Feminino Plural.

Conheça os filmes selecionados para o For Rainbow 2023:

LONGAS-METRAGENS

A Busca (Chase), de Guto Barra e Tatiana Issa (EUA)
A Outra Mulher (The Other Woman), de Stéphane Ducandas (Nova Caledônia)
Assexybilidade, de Daniel Gonçalves (Brasil, RJ)
M de Mães, de Livia Perez (SP)
ORFEAS2021, de Fil Ieropoulos (Grécia)
Sob a Terra do Encoberto, de Xan Marçall e Id Libra (Brasil, PA)
Toda Noite Estarei Lá, de Tati Franklin e Suellen Vasconcelos (Brasil, ES)

CURTA-METRAGEM

2020, de Oziel Herbert de Araújo Pereira (Brasil, CE)
Alba, de Juana Gonzalez Posse e Carmen Lanzi Giannoni (Argentina)
Bixas Pretas: entre o amor e os afetos, de Diego Roberto Silva Cavalcante (Brasil, MT)
Bloco dos Corações Valentes, de Loli Menezes (Brasil, SC)
Bolero, de Nans Laborde-Jourdàa (França)
Casa de Bonecas, de George Pedrosa (Brasil, MA)
Chica, de Juan Yactayo Sono (Peru)
Curta História de Amor (A short story about love), de Miguel Machetti (Espanha)
Dança para Sempre (El dance off), de Nicolás Keller Sarmiento (Argentina)
Flores Masculines (Les Fleurs Du Male), de Hadi Moussally (Espanha)
Gozar (Fruicion), de Anto Reyes Arévalo (Chile)
Jaci, de Bruno Lobo La Loba (Brasil, CE)
Lalabis, de Noá Bonoba (Brasil, CE)
Lugar de Mergulho (A place to dive), de Jonatan Villar (Colômbia)
Lugar Nenhum, de Camille Silva (Brasil, RN)
Marginais (Hors-Jeu), de Hannah Cauhépé (França)
Meu Olhar (My Side Of Eyes), de Andries Pangestu (Indonésia)
Migranta, de Manauara Clandestina e Luiz Felipe Lucas (Brasil/Espanha)
Minha Amiga (My Girl Friend), de Kawthar Younis (Egito)
Mixadxs, de Rose Alves (Brasil, CE)
O Cavalo de Pedro, de Daniel Nolasco (Brasil, RJ/GO)
Olhe para Mim (Will You Look At Me), de Shuli Huang (China)
Peculiar (Sui Generis), de Luisa Mancilla Barrera (Colômbia)
Pirenopolynda, de Izzi Vitório, Tita Maravilha e Bruno Victor (Brasil, GO)
Por que Não Ensinaram Bixas Pretas a Amar?, de Juan Rodrigues (Brasil, BA)
Quando Eu Cheguei, de Romy Huber (Brasil, SC)
The Magnificentit, de Tetta Marie Carangi (Brasil, PE)
Último Filme Antes do Fim do Mundo (The Last Film Before The End of The World), de Agnieszka Kalińska (Polônia)
Verão (Verano), de Rafael Ruiz Espejo e Luis Pacheco (México)

MOSTRA FEMININO PLURAL

A Parte que Falta, de Nicole Nasser (Brasil)
As Velas do Monte Castelo, de Lanna Carvalho (Brasil)
O Primeiro Movimento é Explosão, de Grenda Costa (Brasil)
Onde Está Mymye Mastroiagnne?, de Biarritzzz (Brasil)
Transverbo, de Oliê Cárdenas (Brasil)

MOSTRA DE CINEMA CEARENSE

A Humanidade que Me Resta, de Kieza Fran Nascimento
Circuito, de Leão Neto e Alan Sousa
Corpo Território, Nuances da Invisibilidade, de Clesley Maria Tavares
Queer AI Has No Imagination, de Caio Victor Brito
Quem é Teu Baby?, de Lucas Paz
Quentinha, de Rwanyto Oscar Santos

FILMES CONVIDADOS
Nós Somos o Amanhã, de Lufe Steffen (SP)
O Estranho, de Flora Dias e Juruna Mallo (SP)
Os Finais de Domingos, de Olavo Junior (CE)
Represa, de Diego Hoefel (CE)

Foto: Divulgação/Rensga Filmes.

Fest Aruanda 2023 anuncia longas em competição e homenageados

por: Cinevitor
Bruno Jefferson no longa baiano Saudade Fez Morada Aqui Dentro

A 18ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 30 de novembro e 6 de dezembro, em João Pessoa, na Paraíba, anunciou a lista completa de filmes selecionados para este ano. As exibições serão realizadas na rede Cinépolis do Manaíra Shopping com entrada gratuita para o público.

Neste ano, o júri da Mostra Nacional será formado por: Beto Brant, cineasta; Rafael Conde, ator e diretor; e Soia Lira, atriz. Na mostra Sob o Céu Nordestino, o júri contará com: Kristal Bivona, doutora em Línguas e Literaturas Hispânicas e mestra em português pela UCLA; Marília Franco, mestre e doutora em Artes pela ECA/USP; e Simone Zuccolotto, jornalista e apresentadora do Canal Brasil. Enquanto isso, o júri da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, será formado por Neusa Barbosa, Bertrand Lira e Fabricio Duque.

Para esta 18ª edição, os homenageados serão: os atores naturais do filme Aruanda, de Linduarte Noronha (Antônia Carneiro dos Santos e Erico Paulino Carneiro, o Eric); a atriz Soia Lira, de Central do Brasil e Pacarrete; e Inácio Araújo, crítico de cinema.

Além disso, no dia 6 de dezembro, estudantes da UFPB exibirão seus filmes na programação oficial. Foram selecionados 13 curtas para a Mostra Caleidoscópio da UFPB. Na ocasião, será comemorado os 20 anos do Prêmio Rodrigo Rocha de Vídeo Universitário com produções audiovisuais dos estudantes de Decom-UFPB, fundada pelo professor Lúcio Vilar em 2003. 

Haverá também exibição de Pastor de Ondas, documentário dirigido por Lúcio Vilar, fundador do Fest Aruanda, em memória a Rodrigo Rocha, um jovem cineasta e jornalista que morreu aos 26 anos, literalmente com uma ideia na cabeça e uma câmera na mão.

Conheça os filmes selecionados para o Fest Aruanda 2023:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

Ana, de Marcus Faustini (RJ)
Citroloxix, de Julia Zakia (SP)
Levante, de Lillah Halla (SP)
Othelo, o Grande, de Lucas H. Rossi dos Santos (RJ)
Peréio, Eu Te Odeio, de Tasso Dourado e Allan Sieber (RJ/SP)
Saudosa Maloca, de Pedro Serrano (SP)

MOSTRA SOB O CÉU NORDESTINO | LONGAS

Cervejas no Escuro, de Tiago A. Neves (PB)
Memórias da Chuva, de Wolney Oliveira (CE)
Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges (BA)
Sem Coração, de Nara Normande e Tião (PE)

SESSÕES ESPECIAIS

A Planta, de Beto Brant (2023) (SP)
Amazonas, o Maior Rio do Mundo, de Silvino Santos (1919) (AM)
Nada Sobre Meu Pai, de Susanna Lira (2023) (RJ)
O Cineasta da Selva, de Aurélio Michiles (1997) (SP)
Pacarrete, de Allan Deberton (2019) (CE)
Super 8 Mostras: Anos 1980 e Anos 2022
Zé, de Rafael Conde (2023) (MG)

MOSTRA ARUANDA-LUSÓFONA
*Competitiva de Curtas-Metragens da União Europeia

Cliché, de Rodrigo Pedras
Esqueci-me que tinha medo, de Diogo Bento
Filhas da Pátria, de Catarina Almeida
Rumo ao Nada, de Pedro Blu
Strawberry Shake, de Lou-Andréa Fière
Todas as Ondas, de Felix Cognard
Vanette, de Maria Beatriz Castelo

FILMES DE ABERTURA
Aruanda, de Linduarte Noronha (1959) (PB)
Nada Será Como Antes: A Música do Clube da Esquina, de Ana Rieper (RJ)

FILME DE ENCERRAMENTO
Black Rio! Black Power!, de Emílio Domingos (RJ)

*Clique aqui e conheça os curtas paraibanos selecionados
*Clique aqui e conheça os curtas nacionais selecionados

Foto: Divulgação/Cajuína Filmes.

31º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Ayomi Domenica no longa Levante

Os vencedores da 31ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade foram anunciados na noite deste domingo, 19/11, no MIS, Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. Com o tema A Gente Nunca Foi Tão Mix, o evento celebrou diferentes identidades de gênero, orientações sexuais, bem como formatos e linguagens que fizeram parte de sua programação como cinema, teatro, performance, música, games e experiências XR.

Dirigido por Lillah Halla, Levante foi o grande vencedor desta edição com dois prêmios, entre eles, o Coelho de Ouro de melhor filme. O elenco, formado por Ayomi Domenica, Loro Bardot, Onna Silva, Lorre Motta, Isabella Pinheiro, Heloísa Pires, Helô Campello, Karina Rie Ishida e Lorena Costa, também foi premiado.

O Júri Oficial deste ano foi formado por: Heloisa Passos, Pedro Guimarães e Viviane Pistache na Competitiva Brasil de Longas; e Cris Lyra, Éri Sarmet e Kelner Macêdo na Competitiva Brasil de Curtas. Vale lembrar que os filmes nacionais premiados também recebem prêmios de incentivo à realização de seus novos projetos audiovisuais através da parceria do Festival Mix Brasil com a DOT Cine, Mistika e CTAv.

Além disso, o MixBrasil realizará mais uma vez uma repescagem: diversos títulos estarão em cartaz a partir de segunda-feira, 20/11, até quarta-feira, 22/11, no CineSesc. Para o público de casa, a programação on-line segue até 26 de novembro e poderá ser assistida gratuitamente pelas plataformas do Sesc Digital, Spcine Play e Itaú Cultural Play.

Confira a lista completa com os vencedores do 31º Festival Mix Brasil:

COELHO DE OURO
Prêmios dos Júris da Mostra Competitiva Brasil

Melhor longa-metragem: Levante, de Lillah Halla (SP/RJ)
Melhor curta-metragem: Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo, de Renato Sircilli (SP)

COELHO DE PRATA | CURTA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para curtas-metragens

Melhor Direção: Aline A. Assis, Fernanda Elias, Nayla Guerra e Rita Quadros, por Ferro’s Bar
Melhor Roteiro: O Cavalo de Pedro, escrito por Daniel Nolasco
Melhor Interpretação: Paulo Goya, por Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo

COELHO DE PRATA | LONGA e MÉDIA-METRAGEM
Prêmios do Júri da Mostra Competitiva Brasil para longas e médias

Melhor Direção: Carolina Markowicz, por Pedágio
Melhor Roteiro: Neirud, escrito por Fernanda Roth Faya
Melhor Interpretação: Elenco de Levante
Menção Honrosa: Denise Weinberg e Cacá Amaral, por A Metade de Nós

MIX LITERÁRIO

Prêmio Mix Literário: Sodomita, de Alexandre Vidal Porto (Companhia das Letras)
Menção Honrosa: Não Nasci Sabendo, de Aline Zouvi e Santíssimo, de Rafael Amorim
Prêmio Caio Fernando Abreu de Literatura: Dois Preto Apaixonado na Cama, de Jordan

PRÊMIO DO PÚBLICO

Melhor curta-metragem nacional: Ferro’s Bar, de Aline A. Assis, Fernanda Elias, Nayla Guerra e Rita Quadros (SP)
Melhor curta-metragem internacional: Aceso (Light Up), de Elissa de Brito (Hungria/Alemanha/Brasil)
Melhor longa-metragem nacional: Tudo o que Você Podia Ser, de Ricardo Alves Jr. (MG)
Melhor longa-metragem internacional: Orlando, Minha Biografia Política (Orlando, Ma Biographie Politique), de Paul B. Preciado (França)
MIX.XR | Coelho de Prata: Queer Utopia, produção da Mundivagante Studio

PRÊMIOS ESPECIAIS

PRÊMIO ÍCONE MIX: Renata Carvalho
PRÊMIO SUZY CAPÓ: Ayomi Domenica Dias, por Levante
PRÊMIO SESC TV: Ave Maria, de Pê Moreira (RJ)
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS: Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo, de Renato Sircilli (SP)
PRÊMIO IDA FELDMAN: Bob Yang e Frederico Evaristo, coprodutores do espetáculo Intimidade Virtual e diretores dos curtas Peixe Vivo e Peixes Vivos
SHOW DO GONGO: Leitinho Doce, de Ada Anjos

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

Circuito Penedo de Cinema 2023: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Os premiados recebem o Troféu Canoa de Tolda

Foram anunciados neste domingo, 19/11, os vencedores da 13ª edição do Circuito Penedo de Cinema, que nasceu da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano. O festival promoveu uma extensa e diversificada programação, totalmente gratuita, às margens do Rio São Francisco, na cidade histórica de Penedo, em Alagoas.

Na cerimônia de encerramento, que aconteceu no Cine Penedo, cinema histórico da cidade que foi reinaugurado depois de 40 anos, foram entregues os troféus Canoa de Tolda para os vencedores das três mostras competitivas: 16º Festival do Cinema Brasileiro, 13º Festival de Cinema Universitário e 10º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental.

Com uma programação intensa ao longo de sete dias, com curtas e longas na seleção, o júri deste ano foi formado por: Camila Morgado, Lucia Caus e Marcos Santuario na mostra Festival do Cinema Brasileiro; Cláudio Costa Val, Gabriela Gastal e Marlom Meirelles na mostra Festival de Cinema Universitário de Alagoas; e Alexandre Taquary, Guilherme Demetrio e Taciana Kramer na mostra Festival Velho Chico de Cinema Ambiental.

A atriz e jurada Camila Morgado comentou sobre o peso de escolher os ganhadores: “Nós, do júri, tivemos um papel muito difícil, pois todos os filmes selecionados já são vencedores. Todo o material estava muito lindo. Esse festival é muito importante por incentivar a cultura e esse encontro para dialogar sobre cinema em todas suas dimensões”.

Conheça os vencedores do 13º Circuito Penedo de Cinema:

FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO

Melhor Filme | Júri Popular: Ave Maria, de Pê Moreira (RJ)
Melhor Filme | Júri Oficial: Ramal, de Higor Gomes (MG)
Menção Honrosa: Romão, de Clementino Junior (RJ) e Benedita Silveira por sua atuação estreante em A Velhice Ilumina o Vento, de Juliana Segóvia (MT)

FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO

Melhor Filme | Júri Popular: Caronte, de Pedro Gargioni (SC)
Melhor Filme | Júri Oficial: Cida Tem Duas Sílabas, de Giovanna Castellari (SP)
Menção Honrosa: Por Trás dos Prédios, de João Mendonça (AL) e Baseado em Fatos, de Amanda Rezer (RS)

MOSTRA VELHO CHICO DE CINEMA AMBIENTAL

Melhor Filme | Júri Popular: Águas que Me Tocam, de Juraci Júnior (RO)
Melhor Filme | Júri Oficial: Ava Kuña, Aty Kuña; Mulher Indígena, Mulher Política, de Fabiane Medina, Julia Zulian e Guilherme Sai (SP/MS)
Menção Honrosa: Águas que Me Tocam, de Juraci Júnior (RO), Do Quilombo pra Favela: Alimento para Resistência Negra, de Manoela Meyer e Roberto Almeida (SP) e The Speech of Txai Surui, de Alunos da Oficina de Multimídia da Escola Parque (RJ)

*O CINEVITOR está em Penedo e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Vitor Búrigo.

FABULOSA – Festival de Cinema Queer Especulativo do Recife: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta cearense Lalabis, de Noá Bonoba

Fabular novos mundos, especular novos caminhos e construir novos futuros. Essa é a premissa de FABULOSA – Festival de Cinema Queer Especulativo do Recife, que, em sua edição de estreia, desembarca no Cinema do Porto, no Cais da Apolo, entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro, com um recorte das mais instigantes produções queers especulativas nacionais e internacionais dos últimos anos.

Ao todo, o festival traz para a tela do Cinema da Fundação, no Recife, 25 obras entre curtas, médias, e longas-metragens, que juntas compõem seis mostras. Entre os destaques, a sessão As Malignas comentam: A Seita, que exibe o longa-metragem de estreia do coletivo Surto & Deslumbramento, originalmente lançado em 2015, mas pela primeira vez, com comentários ao vivo do próprio diretor e roteirista da obra, André Antônio, ao lado das Malignas da edição, a drag queen Britnney Hill e o multi-artista Fato.

Já os curtas-metragens pernambucanos participam todos da única mostra competitiva da edição, a Maracatrônica, que concederá ao filme vencedor o Grande Prêmio Mistilka no valor de R$ 5 mil em serviços de pós-produção pela Mistika Post, uma das maiores empresas finalizadoras de imagem do país. O júri desta primeira edição será formado por Domingos Jr., Sylara Silvério e Vinícius Gouveia.

Além da programação na tela, o festival também leva para dentro do cinema a valorização da arte Drag através das fabulosas da edição, Britnney Hill e Ruby Nox, que além de apresentar as sessões também farão performances exclusivas dentro da sala de cinema diariamente. 

De acordo com o diretor artístico e curador da Fabulosa, o cineasta pernambucano Henrique Arruda, a primeira edição do festival surge para preencher uma lacuna entre as atuais janelas de exibição do estado: “É preciso valorizar o cinema queer brasileiro que vem criando novos mundos a partir de nossas dores e vivências. Não é fácil fazer cinema de gênero no Brasil, principalmente com pouquíssimos recursos como sempre fazemos, então é muito necessário que, cada vez mais, os festivais abram espaços dentro de suas programações para esse cinema inventivo de guerrilha, e é para isso que a Fabulosa surge, para todo esse cinema fora da caixa”.

Conheça os filmes selecionados para o 1º FABULOSA:

CURTAS-METRAGENS

A Sua Voz, de Toya Teicher (RJ)
As Inesquecíveis, de Rafaelly, La Conga Rosa (DF)
Cabiluda, de aColleto e Dera Santos (PE)
Casa de Bonecas, de George Pedrosa (MA)
Cinema para os Mortos, de Bruno Moreno e Renato Sircilli (PI/SP)
Coaxo, de Cecilia Silva Martinez (RS)
Earthy Arcada, de Everton Melo (PE)
Elisa, de Letícia Reis (BA)
Exodus, de Sara Não Tem Nome (MG)
Expurgo, de Henrique Canazart (MG)
Fitoterapia, de Eduardo Piotroski (RS)
Lalabis, de Noá Bonoba (CE)
Lamento de Força Travesti, de Renna Costa (PE)
Me Explique como em um Delírio, de Clara Lucena e Ruan Pablo (PE)
Midríase, de Eduardo Monteiro (PR)
Quando a Noite Ainda Não Existia, de Gabriel Coelho (PE)
Who’s This?, de Johnny Victor (MG)

PANORAMA INTERNACIONAL

Blaue Augen, de Alexander Weber (Áustria)
FUDLIAKS! Tear The Sexes Apart, de Jasmin Hagendorfer (Áustria)
Itsy Bitsy Spider, de Brodi-Jo Scalise (Canadá)
Our Bed Is Green, de Maggie Brennan (EUA)
Pillow Talk, de James Elinski (EUA)
Sinvergüenzilla in “First Kiss”, de Anita Abbasi (Canadá)

LONGA-METRAGEM
A Seita, de André Antônio (PE)

SESSÃO ESPECIAL
Photophobia, de Sanni Est (PE)

Foto: Divulgação.

1º Bonito CineSur: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Premiadas na primeira edição do festival

Foram anunciados neste sábado, 11/11, os vencedores da primeira edição do Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano de Bonito. A cerimônia de encerramento, apresentada por Andréa Freire, coordenadora do evento, aconteceu no palco do Auditório Kadiwéu no Centro de Convenções de Bonito.

As escolhas foram divididas entre os júris oficiais e popular, além de incluir a participação dos jornalistas convidados para cobrir o festival em uma Menção Honrosa. O júri internacional foi formado pelo diretor Walter Lima Jr., que também exibiu na programação Inocência e foi laureado com o Troféu Memória, a atriz Ana Ivanova e a roteirista Josefina Trotta.

A cineasta Jade Rainho, o professor e crítico de cinema Sérgio Moriconi, a professora de comunicação Márcia Gomes e o crítico de cinema Marcos Pierry integraram o júri sul-mato-grossense. Por fim, os jornalistas Bruno Carmelo, Lilianna Bernartt, Marcos Pierry, Renata Boldrini, Robledo Milani e Sérgio Moriconi deliberaram na escolha pelo melhor longa-metragem sul-Americano como representantes da imprensa.

Os vencedores foram anunciados pelo diretor e roteirista Paulo Maia, também representante da Green Light e Zoom Publicidade; Bruno Sampaio, representante da DAFIEMS/SESI; Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura e atual assessor do BNDES; o prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues; o Deputado Federal Vander Loubet, autor da emenda parlamentar que viabilizou a existência do evento; e o diretor do festival, Nilson Rodrigues.

A cerimônia também estabeleceu um espaço para tratar a respeito do manifesto assinado por vários convidados em oposição ao fechamento do INCAA, Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais, agência do Governo da Argentina, e em defesa ao cinema sul-americano, lido por Josefina Trotta. Após o anúncio das escolhas, o evento foi concluído com um show gratuito da artista argentina Charo Bogarín acompanhada pelo músico Juan Sardi.

Conheça os vencedores do 1º Bonito CineSur:

JÚRI OFICIAL INTERNACIONAL
Melhor longa-metragem sul-americano: El visitante, de Martin Boulocq (Bolívia/Uruguai)
Melhor curta-metragem sul-americano: Estrellas del Desierto, de Katherina Harder (Chile)

JÚRI OFICIAL SUL-MATO-GROSSENSE
Melhor filme sul-mato-grossense: Cordilheira de Amora II, de Jamille Fortunato

JÚRI POPULAR
Melhor longa-metragem sul-americano: La pampa, de Dorian Fernández Moris (Peru/Chile/Espanha)
Melhor curta-metragem sul-americano: Yigayo Yuwuerane, de Ross Dayana López (Colômbia)
Melhor filme sul-mato-grossense: A Dama do Rasqueado, de Marinete Pinheiro (Campo Grande)

MENÇÕES HONROSAS
Júri Oficial sul-mato-grossense: A Dama do Rasqueado, de Marinete Pinheiro
Júri Oficial Internacional
: Fernando Bacilio por sua atuação em La pampa
Imprensa | Melhor longa-metragem sul-americano: Mais Pesado é o Céu, de Petrus Cariry (Brasil)

TROFÉU MEMÓRIA
Walter Lima Jr.

Foto: Alex Gonçalves.

Renata Carvalho é homenageada no Festival Mix Brasil 2023

por: Cinevitor
Renata Carvalho: Ícone Mix 2023

A 31ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade começou nesta quarta-feira, 08/11, em São Paulo, no Espaço Itaú de Cinema Augusta, celebrando as diferentes identidades de gênero, orientações sexuais, bem como formatos e linguagens que compõem a programação do evento.

A noite de abertura começou com um trecho da performance teatral do grupo francês Sine Qua Non Art, chamada O Futuro e considerada uma exposição em movimento que traz a mensagem humana queer do ritual Shibari e é uma ode à necessidade de desaceleração do nosso mundo. Depois disso, foi exibido o longa-metragem Levante, de Lillah Halla, que foi selecionado para a Semana da Crítica no Festival de Cannes.

Em 2017, foi criado o Prêmio Ícone Mix, para homenagear trajetórias importantes de pessoas que mudaram os rumos da história e a representação LGBT+, e que tem uma relação com o Mix Brasil. Foram recipientes do prêmio até hoje: o cineasta Gus Van Sant; o escritor e ativista trans João Nery; Marina Lima, celebrando os 40 anos de carreira; a criadora do bate-cabelo Marcia Pantera; Ney Matogrosso, ao completar 80 anos de juventude; e, no ano passado, Linn da Quebrada.


Neste ano, a homenageada foi a atriz, diretora, dramaturga, transpóloga e uma figura icônica que transcende os limites do palco e da tela: Renata Carvalho. Ao longo das edições do Mix Brasil, ela se apresentou nos palcos do Dramática com dois espetáculos referenciais da dramaturgia LGBT+ brasileira: O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, em 2016, e Manifesto Transpofágico, em 2020, mesmo ano em que, nas telas, viveu a operária Paula Astorga no longa Vento Seco. Nesta 31ª edição, marca presença na programação com dois curtas: Dinho e O Cavalo de Pedro.

Defensora ativa dos direitos LGBT+ e uma voz poderosa na luta contra a discriminação e o preconceito, Renata é ativista pela representatividade trans no teatro e no cinema. Seu trabalho destemido tem contribuído para aumentar a visibilidade e a compreensão de questões de gênero, sendo uma presença poderosa na luta pela igualdade e diversidade, que usa seu talento para abrir caminhos e inspirar.

Trajetória de sucesso reconhecida no Mix Brasil

Apresentada por Pedro Fasanaro, foi ovacionada pelo público presente na noite de abertura e recebeu o troféu das mãos de André Fischer, diretor artístico do festival. Sob aplausos, Renata Carvalho discursou: “A travesti que tá nascendo hoje nem sabe que é travesti. Que ela tenha um mundo mais seguro, com mais afeto, com mais representatividade. Que ela possa enxergar e conhecer muitas Renatas Carvalho. Porque hoje tem eu, tem Renata Peron, Marina Mathey, Leona Jhovs, Liniker, Onna, Mel, Linn, Ayô Tupinambá… temos diversas”. 

E continuou: “A representatividade trans mudou o mercado brasileiro. Então, eu gostaria de pedir para todos os realizadores que olhassem agora a responsabilidade ética para o assunto. Gostaria de pedir a vocês, que, pelos próximos trinta anos, parem de representar personagens trans e travestis chamando atores cisgênero para os papéis. Nós estamos falando de permanência, de profissionalização, de vida”.

A homenageada seguiu seu discurso: “Hoje, como artista, quero falar sobre sucesso, sobre vida, sobre afeto e dizer que ser trans é duradouro, que não se morre cedo. Nós, como artistas, tomamos essa responsabilidade para nós, na nossa época, que possamos olhar de forma ética ao mesmo tempo reconstruindo esse imaginário social tão perverso que permeia alguns corpos”. 

E, emocionada, finalizou: “A representatividade precisa ser coletiva. A representatividade faz com que a gente conviva com esses corpos diariamente. E é só com convívio que podemos ter a nítida percepção para a igualdade. Representatividade muda vidas. Mudou a minha. Diga sim ao talento trans!”. Clique aqui e assista ao discurso na íntegra.

O Festival Mix Brasil 2023 segue até 19 de novembro com espetáculos teatrais, 119 filmes de 35 países e de 13 estados brasileiros, experiências XR com a temática queer, literatura, performances sobre temas relevantes para a comunidade LGBT+ e o tradicional Show do Gongo, com Marisa Orth.

Fotos: Divulgação/Mix Brasil.