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31º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Equipe do longa 5 Casas no palco: três prêmios.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 03/12, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, os vencedores da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que aconteceu em formato híbrido.

Além do anúncio dos premiados, o evento também prestou homenagem ao governador do Ceará, Camilo Santana, que recebeu o Troféu Eusélio Oliveira das mãos do cineasta Rosemberg Cariry, como reconhecimento por seu trabalho em prol da cultura no Estado, realizando ações que buscam mitigar o impacto da pandemia de Covid-19 na população, em especial no setor audiovisual cearense. E mais: o governador também assinou a lei que cria o programa Ceará Filmes.

Depois da premiação, foi exibido em sessão hors concours o longa-metragem Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz. Fortaleza é a cidade natal do diretor, que neste filme apresenta um diário de viagem filmado em sua primeira ida à Argélia, país em que seu pai nasceu.

Na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem, o filme 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto, foi o grande vencedor. O documentário autobiográfico ganhou o Troféu Mucuripe na categoria de melhor longa-metragem e prêmio no valor de R$ 20 mil para distribuição do filme no Brasil, conforme regulamento do festival. O filme também garantiu os prêmios de melhor roteiro e som.

Na Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem, o filme Chão de Fábrica, de Nina Kopko, ganhou o Troféu Mucuripe de melhor curta, eleito pelo júri oficial da mostra. Já o Troféu Samburá de melhor curta-metragem foi para Sideral, de Carlos Segundo. O Durião Proibido, de Txai Ferraz, venceu o Prêmio da Crítica concedido pelo Júri Abraccine; o Prêmio Canal Brasil de Curtas foi para Chão de Fábrica, de Nina Kopko, agraciado com R$ 15 mil.

O Prêmio Água e Resistência de melhor curta-metragem, no valor de R$ 3 mil, foi para Jeanstopia, de Gabriel Viggo e Murilo da Paz. A escolha foi do Júri Olhar Universitário, formado por alunos de audiovisual da Universidade Federal do Ceará, Unifor e Vila das Artes. O prêmio é uma realização do Cine Ceará em parceria com a Companhia de Água e Esgoto do CearáCagece.

O Júri deste ano foi formado por: Andrea Guzmán Urzúa, Carlos Arango de Montis e Lírio Ferreira na mostra competitiva de longas; Leyda Nápoles, Tibico Brasil e Daniela Fernandes na competitiva brasileira de curtas; Lília Moema Santana, Vicente Ferraz e Maurício Xavier na mostra Olhar do Ceará.

O júri da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, contou com: Pedro Azevedo, Robledo Milani, Vitor Búrigo, Mylena Gadelha e Daniela Dumaresq; João Gabriel Tréz, Regina Ribeiro, Cinthia Medeiros, André Bloc e Tamara Lopes no júri do Troféu Samburá; e Esther Arruda, José Jaur Ferreira e Olavo Oliveira no Júri Olhar Universitário.

Confira a lista completa com os vencedores do Cine Ceará 2021:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto (Brasil)
Melhor Direção: Alicia Cano Menoni, por Bosco
Melhor Atuação Feminina: Clébia Sousa, por Fortaleza Hotel
Melhor Atuação Masculina: Vanderlei Bernardino, por Fortaleza Hotel
Melhor Roteiro: 5 Casas, escrito por Bruno Gularte Barreto e Vicente Moreno
Melhor Fotografia: A Praia do Fim do Mundo, por Petrus Cariry
Melhor Montagem: Bosco, por Guillermo Madeiro
Melhor Trilha Sonora Original: Bosco, por Giorgio Ferrero e Rodolfo Mong
Melhor Som: 5 Casas, por Emil Klotzsh
Melhor Direção de Arte: A Praia do Fim do Mundo, por Sergio Silveira

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM
  
Melhor Filme: Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP)
Melhor Direção: Pedro Gonçalves, por O Resto
Melhor Roteiro: Sideral, escrito por Carlos Segundo

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor longa-metragem: Minas Urbanas, de Natália Gondim (Fortaleza)
Melhor curta-metragem: Sebastiana, de Cláudio Martins (Fortaleza)
Prêmio Unifor de Audiovisual: Sebastiana, de Cláudio Martins

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE

Melhor longa-metragem: A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry (CE)
Melhor curta-metragem: O Durião Proibido, de Txai Ferraz (PE)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS 
Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP)
  
TROFÉU SAMBURÁ | MELHOR CURTA-METRAGEM
Sideral, de Carlos Segundo (RN)
  
TROFÉU SAMBURÁ | MELHOR DIREÇÃO  
Júlia Fávero e Victoria Negreiros, por Como respirar fora d’água

PRÊMIO ÁGUA E RESISTÊNCIA
Jeanstopia, de Gabriel Viggo e Murilo Da Paz
  
MOSTRA PONTES CRIATIVAS
Eu sou as cores, você é a praça, de Paulo Ribeiro e Anio Tales Carin (Fortaleza)
Eu não sou daqui, de Leandro Olímpio (São Paulo)

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Chico Gadelha.

Festival do Rio 2021 anuncia programação completa, homenagens e filme de Pedro Almodóvar na abertura

por: Cinevitor
Penélope Cruz em Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar: filme de abertura.

O Festival do Rio 2021 acontecerá entre os dias 9 e 19 de dezembro com mais de 40 filmes em competição na Première Brasil, além da seleção internacional com títulos premiados, homenagem ao cineasta chinês Wong Kar-Wai e uma retrospectiva especial da conceituada revista francesa Cahiers du Cinéma.

As mostras competitivas reúnem filmes de ficção e documentários, longas e curtas de novos e consagrados cineastas. Na programação da Première Brasil também estão os filmes hors concours, a competitiva de novas linguagens, Première Brasil Novos Rumos e a Première Brasil Especial com grandes homenagens a filmes clássicos e grandes nomes do cinema. Este ano, a mostra O Estado das Coisas reúne produções que apontam e discutem questões contemporâneas de grande relevância sob diversas óticas e diferentes formas narrativas. 

Em comunicado oficial, Ilda Santiago, diretora de programação do Festival do Rio, disse: “Entre todos os impactos provocados pela pandemia, é relevante a forma como o cinema brasileiro reagiu a esses dois anos de intenso debate on-line pela falta do encontro presencial. A seleção deste ano mostra um cinema brasileiro forte, pleno de reflexão e, apesar das batalhas diárias, pronto para resgatar um lugar junto ao público. Nosso lema este ano é ganhe duas horas de vida e vá ao cinema ver o mundo”.

Esta edição do Festival do Rio marca o retorno da Prefeitura do Rio de Janeiro ao evento como apoiadora; a Firjan também renova o apoio: “Ficamos cinco anos sem o apoio da Prefeitura. Esse retorno permitiu a existência da edição deste ano, em um formato compacto mas devolvendo à cidade uma experiência presencial e convidando o público para voltar às salas. A cidade do Rio tem a vocação para a indústria criativa, especialmente a indústria do audiovisual, e precisamos desenvolver habilidades e conhecimentos para expandir essa vocação”, disse Vilma Lustosa, diretora de marketing e comunicação do Festival do Rio

O Festival do Rio deste ano será palco da primeira exibição em terras brasileiras de Madres Paralelas, novo filme do aclamado realizador espanhol Pedro Almodóvar, que será lançado pela Netflix. O longa-metragem será exibido na gala de abertura da edição 2021. Estrelado por Penélope Cruz, que foi premiada no Festival de Veneza, o drama acompanha duas mulheres que se encontram em um quarto de hospital onde vão dar à luz. Ambas são solteiras e engravidaram acidentalmente. Apesar de pertencerem a gerações distantes, criam um forte vínculo nas poucas horas que passam juntas.

É a segunda vez em dez anos que um filme de Almodóvar é escolhido para abrir o Festival do Rio. Na 13ª edição, em 2011, a honraria coube ao suspense A Pele que Habito, que foi projetado em sessão de gala no Odeon com a presença ilustre da atriz Marisa Paredes.

Além disso, o Festival do Rio terá uma seção especialmente dedicada à história da crítica e da cinefilia em 2021. A lendária revista Cahiers du Cinéma está completando 70 anos e o marco será celebrado com uma mostra de clássicos franceses e uma exposição composta por edições históricas da renomada publicação.

Fundada por André Bazin, Jacques Doniol-Valcroze e Joseph-Marie Lo Duca, a Cahiers foi publicada pela primeira vez em abril de 1951. A revista abrigou textos críticos de toda uma geração de frequentadores da Cinemateca Francesa, que posteriormente se tornariam os astros da Nouvelle Vague e grandes nomes da sétima arte francófona. Ainda hoje, em plena atividade, a Cahiers du Cinéma permanece sendo a publicação especializada mais influente do mundo.

O Festival do Rio também celebra a obra do cineasta Wong Kar-Wai apresentando nesta edição uma mostra composta por cinco de seus filmes mais aclamados. Os títulos serão exibidos em cópias restauradas, com qualidade 4K, em uma parceria do festival com a MUBI.

Conheça os filmes selecionados para o Festival do Rio 2021:

PREMIÈRE BRASIL

LONGAS-METRAGENS | FICÇÃO

A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky
Casa Vazia, de Giovani Borba
Cora, de Gustavo Rosa de Moura e Matias Mariani
Medusa, de Anita Rocha da Silveira
Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Meu Tio José, de Ducca Rios
Mundo Novo, de Alvaro Campos
O Pai da Rita, de Joel Zito Araújo
O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy
Sol, de Lô Politi

LONGAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO

BR Trans, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez
Cafí, de Lírio Ferreira e Natara Ney
Manguebit, de Jura Capela
O Melhor Lugar do Mundo é Agora, de Caco Ciocler
Rolé – Histórias de Rolezinhos, de Vladimir Seixas
Uma Baía, de Murilo Salles 

COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS

Colmeia, de Maurício Chades (GO)
Da Janela Vejo o Mundo, de Ana Catarina Lugarini (PR)
Depois Quando, de Johnny Massaro (RJ)
Fim do Dia, de Rafael Raposo (RJ)
Jamary, de Begê Muniz (AM)
Masar – Caminhos à Mesa, de Amina Nogueira e Ana Sanz (RJ)
Modelo Vídeo, de Leonardo Lacca (PE)
O Nascimento de Helena, de Rodrigo Almeida (RN)
Quando o Tempo de Lembrar Bastou, de Felipe Quadra (RJ)
Solitude, de Tami Martins e Aron Miranda (AP)
Tecido, Sigilo, de Lucílio Jota (RJ)
Tereza Joséfa de Jesus, de Samuel Costa (RJ)
VIVXS!, de Claudia Schapira, Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann (SP)

NOVOS RUMOS | COMPETIÇÃO | LONGAS

Barragem, de Eduardo Ades
Diário de Viagem, de Paula Kim
Os Grandes Vulcões, de Fernando Kinas e Thiago B. Mendonça
Os Dragões, de Gustavo Spolidoro
Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira
O Dia da Posse, de Allan Ribeiro
Rio Doce, de Fellipe Fernandes

NOVOS RUMOS | COMPETIÇÃO | CURTAS

Centelha, de Renato Vallone (RJ)
Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP)
Ibeji Ibeji, de Victor Rodrigues (RJ)
Lina, de Melise Fremiot (RJ)
O Fundo dos Nossos Corações, de Letícia Leão (RJ)
Okofá, de Daniela Caprine, Mariana Bispo, Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues e Thamires Case (SP)
Meu Coração Já Não Aguenta Mais, de Fabrício Brambatti (SP)
Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet (RJ)

HORS CONCOURS | LONGAS

Alemão 2, de José Eduardo Belmonte
A Suspeita, de Pedro Peregrino
Capitu e o Capítulo, de Júlio Bressane
Eduardo e Mônica, de René Sampaio
Ela e Eu, de Gustavo Rosa de Moura
Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz
Meu Álbum de Amores, de Rafael Gomes
O Circo Voltou, de Paulo Caldas
Papai é Pop, de Caíto Ortiz

HORS CONCOURS | CURTAS

Ato, de Bárbara Paz
Baile de Máscaras, de Iury Pinto
Romance, de Karine Teles

PREMIÈRE BRASIL ESPECIAL

Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto
Chico Mario – A Melodia da Liberdade, de Silvio Tendler
Já que Ninguém me Tira para Dançar, de Ana Maria Magalhães
Nelson Filma o Rio, de Luiz Carlos Lacerda
Tempo Ruy, de Adilson Mendes
Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas
Ziraldo, Era uma Vez um Menino, de Fabrizia Pinto

O ESTADO DAS COISAS

American Thief, de Miguel Silveira
Antígona 442 A.C, de Maurício Farias
Nuhu Mu Yõg Hãm, Essa Terra é Nossa, de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero
Pele Negra, Justiça Branca, de Cinthia Creatini da Rocha, Valeska Bittencourt e Vanessa Rosa Gasparelo
Saudade do Futuro, de Anna Azevedo
Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles
The Last Election and Other Love Stories, de Miguel Silveira
Você Não Sabia de Mim, de Alan Minas

PROGRAMAÇÃO INTERNACIONAL

PANORAMA ESPECIAL

A Chiara, de Jonas Carpignano (Itália/França)
A Fratura (La fracture), de Catherine Corsini (França)
A Mulher que Fugiu (Domangchin yeoja), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
Belfast, de Kenneth Branagh (Reino Unido)
Belle, de Mamoru Hosoda (Japão/EUA)
Benedetta, de Paul Verhoeven (França/Bélgica/Holanda)
Compartment nº 6 (Hytti nro 6), de Juho Kuosmanen (Finlândia/Rússia/Estônia/Alemanha)
Cow, de Andrea Arnold (Reino Unido)
Cyrano, de Joe Wright (Reino Unido/EUA/Canadá/Itália)
Diários de Otsoga, de Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes (Portugal/França)
Drive My Car (Doraibu mai kâ), de Ryûsuke Hamaguchi (Japão)
Encontros, de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
Lágrimas de Sal (Le sel des larmes), de Philippe Garrel (França/Suíça)
Má Sorte no Sexo ou Pornô Acidental (Babardeala cu bucluc sau porno balamuc), de Radu Jude (Romênia/Luxemburgo/República Checa/Croácia/Suíça/Reino Unido)
Matar a la Bestia, de Agustina San Martín (Argentina/Brasil/Chile)
Memoria, de Apichatpong Weerasethakul (Colômbia/Tailândia/França/Alemanha/México/Qatar/Reino Unido/China/Suíça)
Murina, de Antoneta Alamat Kusijanović (Croácia/Brasil/EUA/Eslovênia)
Nove Dias (Nine Days), de Edson Oda (EUA)
O Beco do Pesadelo (Nightmare Alley), de Guillermo del Toro (EUA/México/Canadá) (filme de encerramento)
O Festival do Amor (Rifkin’s Festival), de Woody Allen (Espanha/EUA/Itália)
O Homem Ideal (Ich bin dein Mensch), de Maria Schrader (Alemanha)
Pequena Mamãe (Petite maman), de Céline Sciamma (França)
Titane, de Julia Ducournau (França/Bélgica)
Tre Piani, de Nanni Moretti (Itália/França)
Um Herói (Ghahreman), de Asghar Farhadi (França/Irã)
Undine, de Christian Petzold (Alemanha/França)
Venice Beach, CA., de Marion Naccache (França/Brasil)

CAHIERS MON AMOUR 70 ANOS

A Marquesa d’O, de Éric Rohmer
Ascensor para o cadafalso, de Louis Malle
La Jetée, de Chris Marker
Loucuras de uma Primavera, de Louis Malle
O Demônio das Onze Horas, de Jean-Luc Godard
O Dinheiro, de Robert Bresson
O Planeta Selvagem, de René Laloux
Os Caracóis, de René Laloux
Paris nos pertence, de Jacques Rivette
Z, de Costa Gavras
Zazie no Metrô, de Louis Malle

RETROSPECTIVA WONG KAR-WAI

2046
Amor à Flor da Pele (In the mood for love)
Amores Expressos (Chungking Express)
Anjos Caídos (Fallen Angels)
Felizes Juntos (Happy Together)

Foto: Divulgação/El Deseo.

A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry, encerra a mostra competitiva do 31º Cine Ceará

por: Cinevitor
O diretor durante o debate do filme.

Nesta quinta-feira, 03/12, aconteceu, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, a última exibição das mostras competitivas da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

A programação da noite começou com a mostra Pontes Criativas e seguiu com a Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem com os filmes: O Amigo do Meu Tio, de Renato Turnes; Hawalari, de Cássio Domingos; e Ato, de Bárbara Paz.

O longa A Praia do Fim do Mundo, do cineasta cearense Petrus Cariry, encerrou a Mostra Competitiva ibero-americana de longa-metragem desta edição. Em sua primeira exibição pública, o filme, produzido pela Iluminura Filmes, foi rodado na praia de Icaraí, no litoral cearense, com imagens adicionais feitas na praia de Atafona, no Rio de Janeiro; e é ambientado na cidade fictícia de Ciarema, que está em processo de destruição devido ao avanço brutal do mar e a decadência social em seu entorno. Cariry também assina o roteiro e a montagem, ambos ao lado de Firmino Holanda, e a direção de fotografia.

No palco do Cineteatro São Luiz, Petrus discursou: “Queria agradecer a presença do público e também da equipe do filme, pois sem vocês esse trabalho não seria possível. Esse filme foi feito em maio desse ano, uma época em que a pandemia estava matando muita gente. Fizemos uma espécie de força-tarefa. Estou super feliz de exibir esse filme aqui no Ceará, que de alguma forma, é um reflexo dos tempos que a gente vive”

A trama acompanha as personagens Helena, Alice e Elisa, interpretadas respectivamente pelas atrizes Marcélia Cartaxo, Fátima Macedo e Larissa Goes. Três mulheres que lidam com vontades diversas em relação à submersão que ameaça Ciarema e as suas próprias vidas, discordando sobre permanecer nas ruínas até que não reste mais nada ou buscar uma vida melhor longe dali. Enquanto os últimos moradores fazem as malas para partir, o conflito geracional e existencial faz com que mãe e filha (Helena e Alice) revisitem questões do passado e repensem a relação de pertencimento com o lugar.

Petrus Cariry e Fátima Macedo no debate.

No dia seguinte à exibição, o diretor participou de um debate, mediado pela crítica de cinema Neusa Barbosa, ao lado da atriz Fátima Macedo. Durante o bate-papo, revelou que o interesse pela história surgiu após contato com acontecimentos por ele presenciados e reportagens que falavam sobre o efeito da erosão marinha em lugares paradisíacos: “Eu frequentava a praia de Icaraí na adolescência e o filme surgiu a partir dessa vontade de falar do estado das coisas, de como elas se encontravam. Pelo menos foi o que eu senti; o nível de degradação, não sei se moral, mas do país”.

A Praia do Fim do Mundo foi realizado durante a pandemia de Covid-19, por meio da Lei Aldir Blanc. Por isso, Cariry precisou adiar as filmagens de Mais Pesado é o Céu, que, por ser um road movie, exigia uma logística de produção inviável devido às restrições sanitárias: “Por mais que o set fosse alegre e todo mundo estava feliz pelas filmagens, foi uma época em que a vacinação estava começando e ainda morriam mais de mil pessoas por dia por conta da pandemia”, revelou no debate. 

A atriz Fátima Macedo falou sobre trabalhar ao lado de Marcélia Cartaxo e elogiou a colega de cena: “Como não falar de Marcélia, essa deusa? A personagem dela é exatamente a sintetização desse clima fantasmagórico que o filme traz. Ela carrega muito essa carga dramática. Em certos aspectos, era difícil contracenar com isso porque a minha personagem é contracorrente; ela quer sair e tem esse movimento de trazer um outro ritmo para o filme”.

Com produção executiva de Bárbara Cariry, o filme conta com Sergio Silveira na direção de arte; Lana Patrício Benigno no figurino; Moabe Filho no som direto e Érico Paiva (Sapão) na mixagem e edição de som; João Victor Barroso na trilha musical; e Teta Maia e Priscila Lima na direção de produção.

Em formato híbrido, o Cine Ceará acontece virtualmente no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube; e presencial em Fortaleza, com o limite de público determinado pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Chico Gadelha.

National Board of Review: Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson, é eleito o melhor filme de 2021

por: Cinevitor
Benny Safdie e Alana Haim em Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson: filme premiado.

A National Board of Review, importante e tradicional organização de críticos de cinema dos Estados Unidos, fundada em 1909, divulga, desde 1932, uma lista com os melhores do ano da indústria cinematográfica. Neste ano, 221 filmes foram analisados por um seleto grupo de cineastas, profissionais e acadêmicos da sétima arte.

Em comunicado oficial, Annie Schulhof, presidente da NBR, disse: “Em um momento de transição e incerteza, não há nada como Licorice Pizza para nos lembrar da alegria e esperança que um grande cinema pode inspirar. A NBR tem a honra de premiar o filme, bem como seu brilhante criador, Paul Thomas Anderson, e todos os outros vencedores”.

Além do filme de Paul Thomas Anderson, King Richard: Criando Campeãs também se destacou nas categorias de atuação com Will Smith e Aunjanue Ellis. O cineasta americano Michael Sarnoski, de Pig, foi premiado como melhor direção estreante. A cerimônia de entrega dos prêmios está marcada para 11 de janeiro de 2022.

Neste ano, o cinema brasileiro não marcou presença na lista. A última vez que uma produção nacional apareceu entre os melhores da NBR foi em 2019 com o drama A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, entre os cinco melhores longas estrangeiros.

Confira a lista com os melhores do cinema em 2021 segundo a National Board of Review:

MELHOR FILME: Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson
MELHOR DIREÇÃO: Paul Thomas Anderson, por Licorice Pizza
MELHOR ATOR: Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs
MELHOR ATRIZ: Rachel Zegler, por Amor, Sublime Amor
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Ciarán Hinds, por Belfast
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Aunjanue Ellis, por King Richard: Criando Campeãs
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Um Herói (A Hero/Ghahreman), escrito por Asghar Farhadi
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: The Tragedy of Macbeth, escrito por Joel Coen
MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO: Encanto, de Jared Bush, Byron Howard e Charise Castro Smith
ATUAÇÃO REVELAÇÃO: Alana Haim e Cooper Hoffman, por Licorice Pizza
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE: Michael Sarnoski, por Pig
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: Um Herói, de Asghar Farhadi (Irã/França)
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Summer of Soul (…ou, Quando A Revolução Não Pode Ser Televisionada), de Questlove
MELHOR ELENCO: Vingança & Castigo
PRÊMIO NBR FREEDOM OF EXPRESSION: Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen
EXCELÊNCIA EM FOTOGRAFIA: Bruno Delbonnel, por The Tragedy of Macbeth

MELHORES FILMES DO ANO
Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg
Belfast, de Kenneth Branagh
Duna, de Denis Villeneuve
King Richard: Criando Campeãs, de Reinaldo Marcus Green
Não Olhe para Cima, de Adam McKay
O Beco do Pesadelo, de Guillermo del Toro
O Último Duelo, de Ridley Scott
Red Rocket, de Sean Baker
The Tragedy of Macbeth, de Joel Coen

TOP 5 FILMES ESTRANGEIROS
Benedetta, de Paul Verhoeven (França/Bélgica/Holanda)
Lamb, de Valdimar Jóhannsson (Islândia/Suécia/Polônia)
Lingui, de Mahamat-Saleh Haroun (Chade/França/Alemanha/Bélgica)
Titane, de Julia Ducournau (França/Bélgica)
The Worst Person in the World (Verdens verste menneske), de Joachim Trier (Noruega/França/Suécia/Dinamarca)

TOP 5 DOCUMENTÁRIOS
Ascension, de Jessica Kingdon
Attica, de Traci Curry e Stanley Nelson
Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen
The Rescue, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi
Roadrunner: A Film About Anthony Bourdain, de Morgan Neville

TOP 10 FILMES INDEPENDENTES
C’mon C’mon, de Mike Mills
Holler, de Nicole Riegel
Jockey, de Clint Bentley
No Ritmo do Coração, de Sian Heder
Old Henry, de Potsy Ponciroli
Pig, de Michael Sarnoski
Shiva Baby, de Emma Seligman
The Card Counter, de Paul Schrader
The Green Knight, de David Lowery
The Souvenir: Part II, de Joanna Hogg

Foto: Divulgação.

Filmes dirigidos por mulheres se destacam na quinta noite do 31º Cine Ceará

por: Cinevitor
A cineasta Julia Naidin, do curta Mar Concreto, marcou presença no evento.

A quinta noite da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema foi marcada por filmes dirigidos por mulheres nas mostras competitivas. Produções brasileiras de curtas-metragens e um longa de Porto Rico, em coprodução com a Colômbia, foram exibidos no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, na quarta-feira, 01/12.

Dirigido por Sara Agatha, o curta A Falta de Algo Básico, na disputa pelo Prêmio Água e Resistência, abriu a programação. Já na mostra competitiva brasileira de curta-metragem, Mar Concreto, de Julia Naidin, iniciou a sessão; seguido por Como respirar fora d’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros:

Julia Naidin é pesquisadora e professora com publicações em Filosofia Contemporânea. Desde 2017, atua com produção e curadoria na residência artística brasileira CasaDuna Centro de Arte, Pesquisa e Memória de Atafona, onde desenvolve uma pesquisa de metodologia em arte contemporânea e educação ambiental. Mar Concreto é seu primeiro curta-metragem.

No palco do Cine Ceará, Julia disse: “Meu filme está iniciando sua carreira em festivais e estou muito feliz por estar aqui. Esse curta é parte de um trabalho que eu desenvolvo junto com o Fernando [Codeço] em uma praia chamada Atafona, no litoral norte do Rio de Janeiro, que vive uma crise ambiental”.

Sobre as diretoras de Como respirar fora d’água: Júlia Fávero é formada em Audiovisual pela ECA-USP; foi assistente de montagem da segunda temporada da série infantojuvenil Show da História, em exibição no Canal Futura; roteirista e diretora do curta-metragem Embaixo do Asfalto Correm Meus Rios. Victoria Negreiros, também formada em Audiovisual pela ECA-USP, atuou no departamento de comunicação do MASP, com realização audiovisual; e participou da edição 2020 do Laboratório Negras Narrativas, da FLUP + Rede Globo.

Cena do longa porto-riquenho Perfume de Gardênias.

Para apresentar Perfume de Gardênias, que integra a mostra competitiva ibero-americana de longas, a cineasta Macha Colón mandou um vídeo para o festival: “É um filme que fiz com muito carinho, com muito amor. Espero que vocês sintam e recebam isso. Para mim, é bem especial que um público brasileiro assista”.

Gisela Rosario Ramos é Macha Colón, escritora, produtora, diretora, editora, performer e produtora de eventos culturais de Porto Rico. Entre suas obras estão o curta-metragem documental El hijo de Ruby e Cartas de Amor para una ícona. Estudou no Black and Puerto Rican Studies e Film and Media Studies, no Hunter College, em Nova York, onde também trabalhou como editora de documentários e participou de shows de performance. Ao retornar para Porto Rico, trabalhou como diretora artística e programadora na Casa da Cultura Ruth Hernández, assim como na organização de eventos culturais e na edição e direção de filmes. Perfume de Gardênias é seu primeiro longa-metragem.

Protagonizado por Luz María Rondón, a trama mostra uma idosa que mora em um bairro de classe média em Porto Rico e que acaba de ficar viúva. Sua filha adulta está ficando com ela para ajudá-la no funeral. Enquanto Isabel lamenta a sua perda, não sabe como ocupar seu tempo e seguir adiante. Além do Cine Ceará, o filme também foi exibido nos festivais de Tribeca, Boston Latino, Trindade e Tobago e AFI Latin American.

Em formato híbrido, o Cine Ceará acontece virtualmente no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube; e presencial em Fortaleza, com o limite de público determinado pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Chico Gadelha.

Cine Ceará 2021: Émerson Maranhão fala sobre Transversais, documentário exibido na Mostra Olhar do Ceará

por: Cinevitor
O diretor durante o debate sobre o filme.

Primeiro longa do cineasta Émerson Maranhão, Transversais, produzido por Allan Deberton, de Pacarrete, apresenta depoimentos de quatro pessoas trans que resgatam suas histórias, seus processos de autodescoberta e de trânsitos e jornadas, além também da participação de uma mulher cisgênero, mãe de uma adolescente trans.

Depois de passar pela Mostra de São Paulo, Mix Brasil e For Rainbow, no qual ganhou dois prêmios, o longa foi exibido na Mostra Olhar do Ceará, que teve a curadoria de Desirée Langel Rondón, na 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

As quatro pessoas que participam do filme são: Samilla Marques, funcionária pública; Érikah Alcântara, professora; Caio José, enfermeiro; e o acadêmico Kaio Lemos. Eles e elas passaram por um delicado processo de autoaceitação até compreenderem sua subjetividade. Hoje, vivenciam tecnologias de gênero, como hormônios e cirurgias, que lhe asseguram uma aparência condizente com a maneira como se veem, mas ainda sofrem com a incompreensão, o estranhamento e o preconceito.

Já a jornalista Mara Beatriz, mulher cisgênero, enfrentou a transfobia de perto e refez sua vida ao tomar conhecimento que era mãe de uma adolescente transgênero. Hoje, é uma das mais ativas militantes do grupo Mães pela Diversidade no Ceará.

Na quarta-feira, 01/12, dia seguinte à exibição no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, o diretor participou de um debate mediado pelo jornalista Arthur Gadelha: “Eu entendo o Transversais como um transbordamento do Aqueles Dois [curta-metragem de Émerson Maranhão selecionado para mais de 60 festivais e mostras nacionais e internacionais, que conquistou 20 prêmios]. Ao longo da pesquisa para realizar o curta, percebi que muitas histórias ficaram de fora e que valia a pena voltar ao tema em uma próxima realização. Além disso, a ideia original seria fazer uma série de TV”, revelou.

Kaio Lemos em cena do filme.

Mesmo sofrendo censura do Governo Federal, que publicamente anunciou que “não tinha cabimento fazer um filme com este tema” e declarou que ele seria “abortado” do edital da Ancine em que era finalista, o filme ganhou ainda mais força: “Em sua primeira live que anunciou a censura para obras audiovisuais no Brasil, o primeiro projeto que o inominável citou foi o Transversais. Essa tentativa de silenciamento era do filme, das pessoas trans, da diversidade sexual, da cultura, do audiovisual. Então, eu e Allan Deberton, que é meu sócio neste projeto, decidimos fazer de qualquer maneira. Foi por isso que virou um longa. Tentamos outras formas de patrocínio e conseguimos fazer via Lei Aldir Blanc aqui no Ceará”

O cineasta também falou sobre a participação de Julia Katharine como consultora de roteiro: “Como todo processo documental, existem vários roteiros. Tem o de captação, que tentamos seguir ao máximo à risca. Mas, como foi rodado no meio da pandemia, tivemos dificuldades para executar algumas sequências e, por isso, algumas foram canceladas. Já para a montagem foram vários roteiros. Quando começamos a captação, achamos que seria muito importante ter o olhar de uma pessoa do cinema e que tivesse essa intimidade com a questão da transgenarildade. Por isso, chamamos a Julia Katharine, uma cineasta, roteirista e atriz maravilhosa, para olhar para esse tema conosco. Ela acompanhou o roteiro de captação e esteve presente em todos os cortes do filme”, finalizou.

Em formato híbrido, o Cine Ceará acontece virtualmente no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube; e presencial em Fortaleza, com o limite de público determinado pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Chico Gadelha/Divulgação.

Documentário 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto, é exibido em competição no 31º Cine Ceará

por: Cinevitor
O diretor durante o debate sobre o filme.

A quarta noite da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema exibiu, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, filmes do Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Ceará.

A programação começou com o curta JEANStopia, de Gabriel Viggo e Murilo da Paz, que disputa o Prêmio Água e Resistência. Na sequência, foram projetados na telona dois títulos da mostra competitiva brasileira de curtas: O Resto, de Pedro Gonçalves Ribeiro, premiado recentemente no Cine PE; e Sideral, de Carlos Segundo, que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano.

O longa-metragem ibero-americano da noite foi o documentário autobiográfico 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto, exibido no Queer Lisboa, IDFA e no Festival de Toulouse. Em uma cidadezinha no extremo sul do Brasil há 5 casas e 5 histórias que se confundem em uma mesma. Uma velha professora que luta para manter a sua casa e os seus 36 gatos; um jovem que sofre agressões por ser gay; uma freira que é transferida da escola que se dedicou durante décadas; um velho capataz em uma fazenda mal-assombrada; e um menino cujos pais morreram quando ainda era criança e que hoje é o realizador que retorna para resgatar suas memórias de infância e reencontrar essas pessoas.

No palco, muito emocionado, Bruno disse: “Queria agradecer minha família, que parte dela está aqui presente. Quero agradecer também toda minha equipe, entre eles, Vicente Moreno, montador e meu grande amigo. Não tenho nem palavras para agradecer, pois sem ele esse filme não seria possível. E também ao Gustavo [Gonçalves]: mais do que sua participação no filme, obrigado pela participação na minha vida”.

Equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz.

No debate, realizado no dia seguinte à exibição, o cineasta Bruno Gularte Barreto, também fotógrafo, vídeo-artista, professor e mestre em poéticas visuais, falou sobre a realização de 5 Casas: “Eu trabalho com o conceito de autoficção. O que eu penso, parece até meio clichê, é que tudo é verdade e ao mesmo tempo tudo mentira”. Vale lembrar também que Bruno realizou, em 2013, o curta-metragem Linda, uma história horrível, adaptado do conto homônimo de Caio Fernando Abreu, e que foi premiado no Festival de Gramado.

Sobre essa viagem ao seu passado, o diretor concluiu: “Mais do que um reencontro com essas memórias, foi uma recriação delas. Uma atualização, eu diria. De fato, tentei encontrar um olhar infantil nisso tudo. Parece um pouco piegas, mas existe uma certa inocência nesse olhar”.

Em formato híbrido, o Cine Ceará acontece virtualmente no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube; e presencial em Fortaleza, com o limite de público determinado pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19.

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Fotos: Chico Gadelha.

Conheça os vencedores da 8ª Mostra de Cinema de Gostoso

por: Cinevitor
Equipe do curta Sideral, de Carlos Segundo, no palco: filme premiado.

Foram anunciados na noite desta terça-feira, 30/11, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, os vencedores da 8ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso, que aconteceu na Praia do Maceió.

Além dos premiados, a noite também foi marcada pelos filmes de encerramento: o curta-metragem Mestre Marciano, de Igor Ribeiro e Rubens dos Anjos, do Coletivo Nós do Audiovisual; e pelo longa A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky. A cerimônia de encerramento contou com a presença de patrocinadores e com um belo discurso da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Neste ano, o Troféu Cascudo de melhor longa-metragem teve um empate técnico entre Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso, e Rolê – Histórias dos Rolezinhos, de Vladimir Seixas. Também foram entregues prêmios para os curtas-metragens, além do Troféu Imprensa, escolhido por jornalistas e críticos de cinema que fizeram a cobertura do evento.

Para esta edição, a Mostra recebeu um número recorde de filmes, totalizando 650 inscrições entre curtas e longas-metragens de todas as regiões do país. Os filmes da Mostra Competitiva concorreram ao Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo.

Conheça os vencedores da Mostra de Cinema de Gostoso 2021:

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso (CE), e Rolê – Histórias dos Rolezinhos, de Vladimir Seixas (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Tereza Joséfa de Jesus, de Samuel Costa (SP)

PRÊMIO IMPRENSA | MELHOR CURTA-METRAGEM
Sideral, de Carlos Segundo (RN)

PRÊMIO IMPRENSA | MELHOR LONGA-METRAGEM
A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga (MG)

Com direção geral e curadoria de Eugênio Puppo e Matheus Sundfeld, a Mostra de Cinema de Gostoso é realizado pela Heco Produções e CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania.

Foto: Rubens dos Anjos.

Filmes de Alicia Cano Menoni e Paúl Venegas são exibidos em competição no 31º Cine Ceará

por: Cinevitor
Paúl Venegas, cineasta equatoriano, marca presença no festival.

A segunda noite da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema exibiu os curtas O Durião Proibido, de Txai Ferraz; Foi um Tempo de Poesia, de Petrus Cariry; e Ausências, de Antônio Fargoni. Além disso, o longa Bosco, uma coprodução entre Uruguai e Itália, dirigida por Alicia Cano Menoni, também foi exibido em competição.

Na segunda-feira, 29/11, terceiro dia de evento, o Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, contou com os curtas Encarnado, de Otávio Almeida e Ana Clara Ribeiro, e Chão de Fábrica, de Nina Kopko. Já o longa da noite foi Vacío, de Paúl Venegas, uma coprodução entre Equador e Uruguai.

Sobre Bosco, exibido no IFDA, a diretora Alicia Cano Menoni participou virtualmente de um debate mediado pela crítica de cinema Neusa Barbosa no dia seguinte à exibição. O documentário também passou pelos festivais de Málaga e Trento, além do Cannes Docs – Marché du Film.

Bosco é uma pequena cidade italiana de apenas treze habitantes, rodeada de castanheiros que a devoram dia após dia. A origem florestal também se impõe como destino. A um oceano de distância, no Uruguai, desde sua cadeira giratória, Orlando, com cento e três anos, convida o espectador para uma viagem que se torna uma fábula: “Eu fui atrás de umas imagens do meu avô, que morava no Uruguai, e acabei encontrando esse lugar interessante. A intenção era captar o tempo daquele lugar, conhecer mais e encontrar o significado de casa naquelas pessoas”, disse a diretora.

Alicia passou treze anos filmando o avô, cujos antepassados emigraram de Bosco, e os demais habitantes do vilarejo na Itália. Com o filme finalizado, fez uma exibição especial por lá: “Muitos dos personagens, que nunca se imaginaram em uma tela de cinema, adoraram a experiência”

Debate virtual com a cineasta Alicia Cano Menoni.

Na terça-feira, 30/11, foi a vez do cineasta equatoriano Paúl Venegas participar do debate sobre Vacío, exibido na Mostra Competitiva de longas. Premiado no BAFICI, Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente, o filme foi o escolhido do Equador para representar o país no Oscar do ano passado.

Na trama, Lei e Wong chegam clandestinamente à cidade equatoriana de Guayaquil. Enquanto ela tem um objetivo, ir para Nova Iorque, ele quer trazer o filho da China. O futuro dos dois está nas mãos de Chang, um mafioso bipolar que fica obcecado por Lei, e usa seu poder para deixá-los numa encruzilhada. Juntos lutarão pela sua liberdade.

Questionado sobre o elenco, Venegas disse: “Os atores, que não eram profissionais, se entregaram muito. O fato de serem imigrantes também ajudou na preparação e na convivência no set. Eles ensaiaram intensamente durante três meses, todos os dias”. E completou: “Queríamos romper o elo cultural porque os chineses são muito reservados. A ideia era quebrar isso para liberar as emoções”.

Sobre esse entrosamento entre elenco e equipe, o diretor revelou: “Os filmes do Wong Kar-Wai foram essenciais na preparação para quebrar o gelo e a frieza nas relações”.

Em formato híbrido, o Cine Ceará acontece em formato virtual no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e  YouTube; e presencial em Fortaleza, com o limite de público determinado pelo Governo do Estado por conta da pandemia de Covid-19.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Chico Gadelha e Rômulo Santos.

Fest Aruanda 2021 anuncia longas em competição e programação completa

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo em A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry.

Foram anunciadas nesta terça-feira, 30/11, em uma coletiva de imprensa virtual, novidades da 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de dezembro em formato híbrido.

Lucio Vilar, fundador e produtor executivo do festival, comandou o anúncio da programação pelo canal oficial do evento no YouTube (clique aqui e confira na íntegra). Além de apresentar os longas em competição, também foi revelada uma homenagem aos 20 anos do filme A Canga, premiado curta de ficção de Marcus Vilar, baseado no romance do ator e escritor Waldemar José Solha, com fotografia de Walter Carvalho, que recebeu mais de 20 prêmios nacionais e internacionais e figura entre as mais icônicas produções da história do cinema paraibano.

Neste ano, o Fest Aruanda terá uma programação híbrida, com sessões presenciais de todos os filmes selecionados no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa, e on-line para quase todas as obras através da Aruanda Play, plataforma de streaming do festival criada na edição do ano passado. Já ações como oficinas, palestras, conferências e minicursos serão realizadas através do YouTube.

Entre os homenageados desta edição, estão: o maestro, compositor e regente José Siqueira, e o cineasta paraibano Ely Marques, ambos in memoriam. Também serão homenageados o diretor e roteirista W. J. Solha, o ator Othon Bastos e a consagrada montadora Cristina Amaral.

Os filmes de abertura deste ano serão: o curta-metragem A Canga, de Marcus Vilar; e o longa A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky. Já para o encerramento serão exibidos: o curta Aluísio, o Silêncio e o Mar, de Luiz Carlos Vasconcelos; e o longa Ney, À Flor da Pele, de Felipe Nepomuceno.

Além dos filmes em competição, a programação contará com sessões especiais de diversos títulos, entre eles: Deserto Particular, de Aly Muritiba, escolhido para representar o Brasil no Oscar 2022; O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, que faz parte da homenagem a W. J. Solha; A Mãe de Todas as Lutas, de Susanna Lira, em uma sessão com acessibilidade; Garotas do ABC, de Carlos Reichenbach, que faz parte da homenagem à Cristina Amaral; o curta Caramujo-Flor, de Joel Pizzini, e o longa O Paciente – O Caso Tancredo Neves, de Sergio Rezende, em homenagem a Othon Bastos; entre outros.

O júri desta 16ª edição será formado por: Sandra Corveloni, Cristina Amaral e Cesar Meneghetti na Mostra Competitiva Nacional; Paulo Vieira, Ingrid Trigueiro e Wolney Oliveira na mostra Sob o Céu Nordestino; Manuel José Damásio, Felipe Roque do Vale, João Lobo, Raquel Ferreira e Lúcio Vilar na Mostra Internacional; Ana Célia Gomes, Igor da Nóbrega Gomes e Sérgio Silveira na Mostra Universitária Independente; e Roberto Cotta, André Dib e Carine Fiúza no Júri da Crítica (Abraccine).

Conheça os novos filmes selecionados para o Fest Aruanda 2021:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS-METRAGENS

A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga (SP/MG)
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral (SP)
Capitu e o Capítulo, de Júlio Bressane (RJ)
Madalena, de Madiano Marcheti (MS)
Salamandra, de Alex Carvalho (Brasil/França/Alemanha)

MOSTRA COMPETITIVA SOB O CÉU NORDESTINO | LONGAS-METRAGENS

A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry (CE)
Fendas, de Carlos Segundo (RN)
Miami-Cuba, de Caroline Oliveira (PB)
Transversais, de Émerson Maranhão (CE)

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM

Adeus aos Livros, de Diego Quinderé de Carvalho (Hungria/Portugal/Bélgica)
Bruxa, de Faud Halwani (Portugal/Estônia/Reino Unido)
Sink Away, de Felix Cognard (Portugal/Estônia/Reino Unido)
Tomorrow Island, de Gwenn Joyaux (Portugal/Estônia/Reino Unido)
Wild Game, de Jerónimo Sarmiento (Portugal/Estônia/Reino Unido)

MOSTRA INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM | ARUANDA PLAY

Agosto de 74, de Duarte Carvalho (Portugal)
Desterro, de Lucas Rached (Portugal/Brasil)
Nós os Lentos, de Jeanne Waltz (Portugal)
O Copo, de Rodrigo Ferreira (Portugal)

*Clique aqui e conheça os curtas-metragens paraibanos selecionados para a Mostra Competitiva Sob o Céu Nordestino; e aqui para conhecer os curtas-metragens selecionados para a Mostra Competitiva Nacional.

Foto: Divulgação/Iluminura Filmes.

Fortaleza Hotel: Armando Praça e Clébia Sousa falam sobre o filme exibido no 31º Cine Ceará

por: Cinevitor
Exibição do filme no Cineteatro São Luiz: abertura.

Depois dos discursos dos homenageados, a noite de abertura da 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema contou com a exibição do primeiro filme da Mostra Competitiva de longas: Fortaleza Hotel, de Armando Praça.

Na trama, Pilar, interpretada por Clébia Sousa, é camareira em um hotel na capital do Ceará, mas em breve espera imigrar para Dublin, e, para isso, está estudando inglês. Ela foi mãe muito jovem, e, neste momento, enfrenta problemas com a filha adolescente Jamile, papel de Larissa Góes. Shin, vivida pela atriz sul-coreana Lee Young-Lan, vem ao Brasil para buscar o corpo do marido que morreu em Fortaleza e levar para ser sepultado na Coreia do Sul. Os trâmites, no entanto, se revelam mais complexos e mais caros do que o esperado.

Nessas duas mulheres, o diretor vê duas faces da globalização que explodem numa Fortaleza repleta de esperança. Com isso, investiga como a amizade improvável entre elas pode transformar a vida de ambas. Comunicando-se num inglês rudimentar, Pilar e Shin encontram uma maneira de se ajudar no momento em que as duas enfrentam dificuldades.

Armando define o longa como sendo “sobre duas mulheres de culturas distintas que se  conectam a partir de seus problemas e se comunicam do fundo de suas solidões. Almejo um filme que possa mostrar o poder feminino através da solidariedade, esse sentimento tão poderoso e conhecido da alma humana”.

O cineasta durante o debate mediado pela crítica Neusa Barbosa.

Esteticamente, Fortaleza Hotel é construído com apuro visual na fotografia assinada por Heloísa Passos. O roteiro é assinado por Isadora Rodrigues e Pedro Cândido. A produção é de Maurício Macêdo; João Vieira Jr. e Nara Aragão assinam a coprodução. O elenco conta também com Demick Lopes, Ana Marlene e Vanderlei Bernardino.

Vale lembrar que Armando Praça foi premiado na 29ª edição do Cine Ceará, em 2019, com Greta. O filme ganhou o Troféu Mucuripe em três categorias: melhor longa-metragem, direção e ator para Marco Nanini.

Para falar mais sobre Fortaleza Hotel, conversamos com o diretor e com a protagonista Clébia Sousa no dia seguinte à exibição. Nas entrevistas, falaram sobre entrosamento do elenco, exibição presencial no festival, reencontro com a equipe, preparação, desafios, entre outros assuntos.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Luiz Alves e Rômulo Santos.

Satellite Awards 2021: conheça os indicados

por: Cinevitor
Andrew Garfield em tick, tick… Boom!: indicado.

Fundada em 1996, a International Press Academy é uma associação de mídia de entretenimento com membros votantes do mundo todo que atuam em jornais, TV, rádio, blogs e novas plataformas de mais de vinte países.

Com a intenção de honrar as excelências artísticas dos filmes, seriados, rádio e novas mídias, a IPA criou o Satellite Awards, antes conhecido como The Golden Satellite Awards, prêmio que elege os melhores da indústria do entretenimento em categorias diversas.

Neste ano, em sua 26ª edição, Ataque dos Cães, de Jane Campion, e Belfast, de Kenneth Branagh, lideram a lista de indicações nas categorias de cinema. A atriz Halle Berry receberá um prêmio especial por sua estreia na direção de um longa-metragem com o filme Ferida.

Um dos principais objetivos do Satellite Awards é celebrar novos trabalhos de realizadores independentes estabelecidos e em desenvolvimento, dando-lhes acesso a um público maior no mundo todo. Os vencedores serão anunciados no dia 5 de janeiro de 2022.

Conheça os indicados nas categorias de cinema do 26º Satellite Awards:

MELHOR FILME | DRAMA
A Filha Perdida, de Maggie Gyllenhaal
Ataque dos Cães, de Jane Campion
Belfast, de Kenneth Branagh
Duna, de Denis Villeneuve
East of the Mountains, de S.J. Chiro
King Richard: Criando Campeãs, de Reinaldo Marcus Green
No Ritmo do Coração, de Sian Heder
Spencer, de Pablo Larraín

MELHOR FILME | COMÉDIA OU MUSICAL
A Crônica Francesa, de Wes Anderson
Cyrano, de Joe Wright
Em um Bairro de Nova York, de Jon M. Chu
Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson
Respect: A História de Aretha Franklin, de Liesl Tommy
tick, tick… Boom!, de Lin-Manuel Miranda

MELHOR FILME INTERNACIONAL
A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino (Itália)
A Noite do Fogo (Noche de Fuego), de Tatiana Huenzo (México)
Compartment Nº 6, de Juho Kuosmanen (Finlândia)
Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi (Japão)
El buen patrón, de Fernando León de Aranoa (Espanha)
Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca)
The Worst Person in the World, de Joachim Trier (Noruega)
Titane, de Julia Ducournau (França)
Um Herói, de Asghar Farhadi (Irã)

MELHOR ANIMAÇÃO
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, de Michael Rianda e Jeff Rowe
A Jornada de Vivo, de Kirk DeMicco e Brandon Jeffords
Encanto, de Jared Bush, Byron Howard e Charise Castro Smith
Fuga, de Jonas Poher Rasmussen
Luca, de Enrico Casarosa

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Ascension, de Jessica Kingdon
Brian Willson: Long Promised Road, de Brent Wilson
Fuga, de Jonas Poher Rasmussen
Introducing, Selma Blair, de Rachel Fleit
Julia, de Julie Cohen e Betsy West
Procession, de Robert Greene
Summer of Soul (…ou, Quando A Revolução Não Pode Ser Televisionada), de Questlove
The Rescue, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi
The Velvet Underground, de Todd Haynes
Val, de Ting Poo e Leo Scott

MELHOR DIREÇÃO
Denis Villeneuve, por Duna
Jane Campion, por Ataque dos Cães
Kenneth Branagh, por Belfast
Lin-Manuel Miranda, por tick, tick… Boom!
Paul Thomas Anderson, por Licorice Pizza
Reinaldo Marcus Green, por King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATRIZ | DRAMA
Jessica Chastain, por Os Olhos de Tammy Faye
Kristen Stewart, por Spencer
Lady Gaga, por Casa Gucci
Nicole Kidman, por Being the Ricardos
Olivia Colman, por A Filha Perdida
Penélope Cruz, por Madres Paralelas

MELHOR ATOR | DRAMA
Benedict Cumberbatch, por Ataque dos Cães
Clifton Collins Jr., por Jockey 
Denzel Washington, por The Tragedy of Macbeth
Joaquin Phoenix, por C’mon C’mon 
Tom Skerritt, por East of the Mountains
Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA OU MUSICAL
Alana Haim, por Licorice Pizza
Jennifer Hudson, por Respect: A História de Aretha Franklin
Melissa Barrera, por Em um Bairro de Nova York
Renate Reinsve, por The Worst Person in the World 

MELHOR ATOR | COMÉDIA OU MUSICAL
Andrew Garfield, por tick, tick… Boom!
Anthony Ramos, por Em um Bairro de Nova York
Peter Dinklage, por Cyrano

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Aunjanue Ellis, por King Richard: Criando Campeãs
Caitriona Balfe, por Belfast 
Judi Dench, por Belfast 
Kirsten Dunst, por Ataque dos Cães
Marlee Matlin, por No Ritmo do Coração
Ruth Negga, por Identidade

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ciarán Hinds, por Belfast 
J.K. Simmons, por Being the Ricardos
Jamie Dornan, por Belfast
Jared Leto, por Casa Gucci
Kodi Smit-McPhee, por Ataque dos Cães
Robin de Jesús, por tick, tick… Boom!

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Belfast, escrito por Kenneth Branagh
C’mon C’mon, escrito por Mike Mills
King Richard: Criando Campeãs, escrito por Zach Baylin
Licorice Pizza, escrito por Paul Thomas Anderson
Madres Paralelas, escrito por Pedro Almodóvar
Um Herói, escrito por Asghar Farhadi

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Filha Perdida, escrito por Maggie Gyllenhaal
Ataque dos Cães, escrito por Jane Campion
Duna, escrito por Denis Villeneuve, Eric Roth e Jon Spaihts
Identidade, escrito por Rebecca Hall e Nella Larsen
No Ritmo do Coração, escrito por Sian Heder
The Tragedy of Macbeth, escrito por Joel Coen

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE E DESIGN DE PRODUÇÃO
A Crônica Francesa, por Adam Stockhausen e Rena DeAngelo
Ataque dos Cães, por Grant Major e Amber Richards
Belfast, por Jim Clay e Claire Nia Richards
Duna, por Patrice Vermette, Richard Roberts e Zsuzsanna Sipos
Spencer, por Guy Hendrix Dyas e Yesim Zolan
The Tragedy of Macbeth, por Stefan Dechant

MELHOR FOTOGRAFIA
Ataque dos Cães, por Ari Wegner
Belfast, por Haris Zambarloukos
C’mon C’mon, por Robbie Ryan
Duna, por Greig Fraser
The Tragedy of Macbeth, por Bruno Delbonnel
tick, tick… Boom!, por Alice Brooks

MELHOR FIGURINO
Ataque dos Cães, por Kirsty Cameron
Belfast, por Charlotte Walter
Cyrano, por Massimo Cantini Parrini
Duna, por Jacqueline West e Robert Morgan
Spencer, por Jacqueline Durran
Um Príncipe em Nova York 2, por Ruth E. Carter

MELHOR EDIÇÃO
Ataque dos Cães, por Peter Sciberras
Belfast, por Úna Ní Dhonghaíle
Duna, por Joe Walker
King Richard: Criando Campeãs, por Pamela Martin
Licorice Pizza, por Andy Jurgensen
tick, tick… Boom!, por Myron Kerstein e Andrew Weisblum

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
A Crônica Francesa, por Alexandre Desplat
Ataque dos Cães, por Jonny Greenwood
Duna, por Hans Zimmer
Madres Paralelas, por Alberto Iglesias
O Último Duelo, por Harry Gregson-Williams
Spencer, por Jonny Greenwood
Vingança & Castigo, por Jeymes Samuel

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Be Alive, por Beyoncé Knowles-Carter e Dixson (King Richard: Criando Campeãs)
Beyond the Shore, por Nicholai Baxter, Matt Dahan, Siân Heder e Marius de Vries (No Ritmo do Coração)
Colombia, Mi Encanto, por Lin-Manuel Miranda (Encanto)
Down to Joy, por Van Morrison (Belfast)
Here I Am (Singing My Way Home), por Jamie Alexander Hartman, Jennifer Hudson e Carole King (Respect: A História de Aretha Franklin)
No Time to Die, por Billie Eilish e Finneas O’Connell (007 – Sem Tempo para Morrer)

MELHOR SOM | EDIÇÃO E MIXAGEM
Ataque dos Cães, por Robert Mackenzie, Richard Flynn, Leah Katz, Tara Webb e Dave Whitehead
Belfast, por Simon Chase, James Mather, Denise Yarde e Niv Adiri
Duna, por Mac Ruth, Mark A. Mangini, Theo Green, Doug Hemphill e Ron Bartlett
O Último Duelo, por Oliver Tarney, Paul Massey, David Giammarco, William Miller, Daniel Birch e Stéphane Bucher
tick, tick… Boom!, por Paul Hsu e Todd A. Maitland
Vingança & Castigo, por Doug Hemphill, Ron Bartlett, Clint Bennett, Anthony Ortiz e Richard King

MELHORES EFEITOS VISUAIS
A Guerra do Amanhã, por James E. Price, Randall Starr, Sheldon Stopsack, Carmelo Leggiero e JD Schwalm
Duna, por Paul Lambert, Tristan Myles, Brian Connor e Gerd Nefzer
Eternos, por Stephane Ceretti, Matt Aitken, Daniele Bigi e Neil Corbould
Godzilla vs. Kong, por Adam Wingard, Kevin Smith, Dave Clayton e Kevin Sherwood
O Esquadrão Suicida, por Kelvin McIlwain, Guy Williams, Jonathan Fawkner e Dan Sudick
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, por Christopher Townsend, Joe Farrell, Sean Walker e Dan Oliver

MELHOR ELENCO | FILME
Ataque dos Cães

MELHOR FILME DE ESTREIA
Ferida, de Halle Berry

PRÊMIO MARY PICKFORD
TBA

MELHOR PERFORMANCE DUBLÊ
O Esquadrão Suicida

PRÊMIO AUTEUR
Lin-Manuel Miranda

PRÊMIO HUMANITÁRIO
Val Kilmer

PRÊMIO TESLA
Joan Collins

Foto: Macall Polay/Netflix.