Nesta sexta-feira, 10/12, o filme abriu a mostra competitiva nacional de longas-metragens da 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa. No palco do evento, Thais disse: “É um prazer imenso estar aqui hoje. É a quarta sessão presencial do filme. É uma honra mesmo participar deste festival que tem uma parceria com uma universidade pública. Acho que todo evento cultural, nos tempos de hoje, é um ato de resistência. Essa parceria é sobre continuar pensando em um futuro melhor”.
Na trama, Paula, de 40 anos, está esperando o terceiro filho enquanto passa o tempo entre uma praia feia e uma recém-adquirida e modesta casa de veraneio, no litoral paulista, onde pretende construir uma piscina para os filhos. Quando seus planos se desfazem por conta de problemas financeiros, ela se torna cada vez mais sufocada pelo peso das responsabilidades. Deixada sozinha pelo marido e lidando com as constantes demandas do filho adolescente, que está conhecendo um novo mundo, Paula precisa confrontar suas próprias expectativas e frustrações, o que nos revela uma associação profunda entre amor e perda.
Produzido pela Filmes de Plástico, com distribuição da Embaúba Filmes, o elenco conta com Patricia Saravy, Magali Biff, Messias Barros Góis e Lavínia Castelari. A fotografia é assinada por André Luiz de Luiz e a montagem por Alexandre Taira. Rubén Valdés, Vitor Moraes e Gustavo Nascimento assinam o desenho de som; a música é de Dudinha Lima e o design de produção de Dicezar Leandro.
Para falar mais sobre A Felicidade das Coisas, conversamos com a diretora no dia seguinte à exibição. No bate-papo, ela falou sobre a trajetória do filme em festivais, exibição presencial, preparação e entrosamento do elenco, bastidores, montagem e expectativa para o lançamento.
Aperte o play e confira:
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Foram anunciados nesta sexta-feira, 10/12, os vencedores da 42ª edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, realizado pelo ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos).
O festival, que acontece desde 1979, surgiu com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.
Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, o evento foi realizado em duas etapas: no ano passado com filmes exibidos fora de competição; e em dezembro deste ano com as produções selecionadas para as mostras competitivas em sessões presenciais em Havana, Cuba.
Os filmes em competição, que concorrem ao Prêmio Coral, ou Premios Coral no original, são divididos em categorias: ficção, documentário e animação. O cinema brasileiro, que marcou presença com diversos títulos, ganhou destaque na premiação. Pacificado, dirigido por Paxton Winters e produzido por Darren Aronofsky, Paula Linhares, Lisa Muskat e Marcos Tellechea, foi consagrado em três categorias, entre elas, melhor longa-metragem de ficção. A história se passa no Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, na época dos Jogos Olímpicos, em 2016, enquanto as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) ocupam os morros para manter o controle durante o evento.
Tati, interpretada por Cassia Gil, é uma garota introvertida de 13 anos, que mantém uma relação problemática com a mãe dependente de drogas, papel de Débora Nascimento, e sonha em conhecer seu pai, Jaca, ex-chefe do tráfico local, vivido por Bukassa Kabengele, que está prestes a sair da prisão. Ao voltar para casa, Jaca sonha em começar uma nova vida, longe do tráfico. Quer encontrar um novo lugar para ele e sua família num morro agora comandado por Nelson, papel de José Loreto, um jovem traficante. Mas, encontrar a paz num mundo dominado pela violência não será tarefa fácil, pois a realidade se mostra mais dura do que ele imaginava.
O júri deste ano foi formado por: Gonzalo Maza, Carla Guimarães, Arturo Arango, Franco Lolli e Enrique Gabriel na mostra de ficção; Sofía Carrillo, Ivette Ávila e Tomás Pichardo na mostra de animação; Iana Cossoy Paro, Carlos Alberto Abbate e Joel del Río Fuentes para os filmes de estreia; Alvaro Buela, Belkis Vega e Lina C. Echeverri nos documentários; e Javier Corcuera, Inti Cordera e Magda González na mostra de curtas.
Conheça os vencedores da 42ª edição do Festival de Havana:
FICÇÃO | PRÊMIO CORAL
Melhor Filme: Pacificado, de Paxton Winters (Brasil/EUA) Prêmio Especial do Júri: Nova Ordem, de Michel Franco (México/França) Melhor Atriz: Cassia Gil, por Pacificado Melhor Ator: Fabrício Boliveira, por Breve Miragem de Sol Melhor Direção: Paxton Winters, por Pacificado Melhor Roteiro: Nova Ordem, escrito por Michel Franco Melhor Fotografia: Selva Trágica, por Sofía Oggioni Melhor Edição: Nova Ordem, por Oscar Figueroa Jara e Michel Franco Melhor Som: Breve Miragem de Sol, por Edson Secco Melhor Trilha Sonora Original: Selva Trágica, por Alejandro Otaola Melhor Direção de Arte: Nova Ordem, por Claudio Ramírez Castelli
DOCUMENTÁRIO | PRÊMIO CORAL
Melhor Filme: Antena da Raça, de Paloma Rocha e Luís Abramo (Brasil) Prêmio Especial do Júri: Once Upon a Time in Venezuela (Érase una vez en Venezuela, Congo Mirador), de Anabel Rodríguez (Venezuela/Reino Unido/Áustria/Brasil)
CURTAS-METRAGENS | PRÊMIO CORAL
Melhor Curta-metragem | Ficção: El triste, de Manuel del Valle (México/EUA) Prêmio Especial do Júri | Ficção: Las polacas, de Carlos Barba (EUA/Cuba) Melhor Curta-metragem | Documentário: Los puros, de Carla Valdés León (Cuba) Prêmio Especial do Júri | Documentário: Carbón, de Davide Tisato (Suíça/França/Cuba)
PRIMEIRO FILME | PRÊMIO CORAL
Melhor Primeiro Filme: Sin señas particulares, de Fernanda Valadez (México/Espanha) Prêmio Especial do Júri: Los conductos, de Camilo Restrepo (Colômbia/França/Brasil) Prêmio Contribuição Artística: Cidade Pássaro, de Matias Mariani (Brasil/França)
ANIMAÇÃO | PRÊMIO CORAL
Melhor longa: Homeless, de Jorge Campusano, José Ignacio Navarro e Santiago O´Ryan (Chile/Argentina) Melhor curta: El Intronauta, de José Arboleda (Colômbia) Prêmio Especial do Júri: Cucaracha, de Agustín Touriño (Argentina)
OUTROS PRÊMIOS
Prêmio Coral de pós-produção: La Caravana, de Núria Clavero e Aitor Palacios (Espanha/México) Prêmio SIGNIS: La Verónica, de Leonardo Medel (Chile) Prêmio FIPRESCI: La Verónica, de Leonardo Medel (Chile) Júri da Universidad de Habana: Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria (Brasil/França) Prêmio Caminos | Júri Centro Memorial Dr. Martin Luther King Jr.: Ana. Sem Título, de Lucia Murat (Brasil)
Rita Wainer e Laís Bodanzky na abertura do festival.
A 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro começou nesta quinta-feira, 09/12, em João Pessoa, no Cinépolis do Manaíra Shopping. Em formato híbrido, o evento conta com sessões presenciais e exibições virtuais na plataforma Aruanda Play.
Além da presença de autoridades, a cerimônia de abertura foi marcada por diversas homenagens. O primeiro nome destacado foi o do maestro, regente e compositor paraibano José Siqueira (in memorian). Na sequência, o ator e escritor W. J. Solha, uma referência do cinema paraibano, também foi honrado.
Em comemoração aos 20 anos do premiado curta-metragem A Canga, dirigido por Marcus Vilar e protagonizado por W.J. Solha, a produção ganhou uma sessão especial na abertura com a presença do diretor e alguns integrantes da equipe, entre eles, a atriz Zezita Matos: “Eu estou com a sensação de estar exibindo o curta pela primeira vez. Ainda tenho uma força muito grande quando eu revejo esse filme. Aproveito para lançar aqui, em primeira mão, a ideia de fazer um longa-metragem de A Canga com o romance todo”, disse Vilar.
Depois do curta, foi a vez do longa de abertura: A Viagem de Pedro, da cineasta Laís Bodanzky, que apresentou o filme ao lado da atriz e artista plástica Rita Wainer: “É a primeira vez que estou no festival e é uma honra. Dezesseis anos depois que ele começou, fiquei fazendo a conta de como que eu não estive aqui antes. Que bom que agora deu certo e tenho um filme para justificar minha presença”, disse a diretora.
Ainda no palco, Laís comentou: “Estamos vivendo a retomada do presencial e a tomada de consciência que a cultura nos pertence; quem faz somos nós. O que é público, é nosso. Então, vamos cuidar, pois a cultura está sobrevivendo e o audiovisual também. É uma indústria que não pode parar. Eu fiquei muito feliz de ouvir que a produção da Paraíba está viajando o mundo. Eu acredito nisso. Nosso país é grande, até um pouco por conta desse personagem que vamos ver daqui a pouco, esse tal de Dom Pedro I e sua mania de grandeza. Se tem uma vantagem nisso é porque somos muitos com muitas histórias e nomes. Essa diversidade é a nossa grande beleza e nossa grande força. O audiovisual precisa colocar essa diversidade na tela”.
Protagonizado por Cauã Reymond, A Viagem de Pedro é o primeiro longa histórico da diretora dos premiados Bicho de Sete Cabeças e Como Nossos Pais. A produção, exibida na Mostra de São Paulo, aborda a vida privada de Dom Pedro I, responsável por escrever em 1824 a primeira Constituição do Brasil imperial, considerada liberal e progressista para a época. O filme compreende o momento em que o ex-imperador retorna para Portugal, em 1831, fugindo de ser apedrejado pela população brasileira, nove anos depois de proclamar a Independência do país.
Em cena: Cauã Reymond vive Dom Pedro I.
O elenco conta também com Luise Heyer, Francis Magee, Welket Bungué, Victória Guerra, Luísa Cruz, João Lagarto, Isac Graça, Isabél Zuaa, Celso Frateschi, Gustavo Machado, Luisa Gattai, Dirce Thomas, Marcial Mancome e Sergio Laurentino. O diretor de arte inglês Adrian Cooper e o diretor de fotografia espanhol Pedro J. Márquez foram os responsáveis pelo trabalho de reconstrução de época.
No dia seguinte à exibição, realizadores participaram de um debate que foi transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do festival. Sobre A Viagem de Pedro, Laís Bodanzky comentou: “Eu tinha a intenção de fazer uma viagem no tempo, como se a gente caísse naquele barco de repente, naquela noite. O que será que enxergaríamos? O filme não tinha a pretensão de contar todos os fatos históricos, mas simplesmente mergulhar em um recorte específico. Para isso, eu tinha que falar dos escravizados porque eram pessoas que viviam onde o próprio D. Pedro gostaria de estar. Mas de que forma ele gostava? Até onde?”.
A artista plástica Rita Wainer, que fez sua estreia como atriz no filme, falou sobre o convite: “Eu estava na dúvida se aceitava e logo me apaixonei pela Laís e pelo jeito que ela convence as pessoas. Depois disso, eu quis muito fazer. Quando eu aceitei eu já era a Domitila e queria fazer a Domitila que estava na cabeça dela”.
A historiadora Mary Del Priore também participou do debate e falou sobre o longa de abertura: “O que eu acho interessante no filme da Laís é que ela mostra essa diversidade de negros; livres e escravos. Ela mostra uma questão muito importante que é o letramento dessas pessoas. Eu achei o filme maravilhoso”.
A cineasta finalizou: “Estamos construindo e revisando nossa história. Escrevendo as próximas linhas dos livros ao vivo. De quatro anos para cá, o Brasil mudou em vários aspectos. E mudou em algo muito interessante, que é a tomada de consciência das pessoas pretas. O audiovisual talvez antecipe essa postura, esse questionamento, essa forma indignada. E não começou agora. Eu não sou uma pessoa preta, então, como falar e, ao mesmo tempo, sem impor o que é o meu imaginário? Para ter a consciência de como contar essa história, esse pé atrás foi importante. Como avançar? Com leituras, tanto contemporâneas ou históricas, buscando também registros da época”.
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Fotos: Mano de Carvalho (festival) e Fabio Braga (filme).
Zélia Duncan e Bruna Linzmeyer no curta Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui.
A 44ª edição do Festival Sundance de Cinema, um dos eventos mais importantes do cinema independente, que acontecerá entre os dias 20 e 30 de janeiro de 2022, anunciou nesta quinta-feira, 09/12, sua seleção oficial. Por conta da pandemia de Covid-19, o festival será em formato híbrido: presencial e on-line.
Neste ano, foram inscritos 14.849 títulos, entre eles, 3.762 longas-metragens (1.652 dos Estados Unidos e 2.110 internacionais). Dos 82 longas selecionados, de 28 países, 42% são de cineastas estreantes.
O cinema brasileiro marca presença nesta edição com três títulos, entre eles: Marte Um, de Gabriel Martins, na Competição Internacional Drama de ficção. O filme retrata uma família negra de classe média baixa, que vive às margens de uma grande cidade brasileira após a decepcionante posse de um presidente de extrema direita. O elenco conta com Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião e Cícero Lucas.
Outro destaque brasileiro é o curta-metragem Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet, com Zélia Duncan, Bruna Linzmeyer, Camila Rocha, Clarissa Ribeiro e Lorre Motta no elenco. Na trama, cansada da solidão, uma motoqueira de meia-idade decide participar de uma festa lésbica pela primeira vez. Lá, ela conhece quatro jovens queers que compartilham sua casa e afeto.
Na Competição Internacional de Documentário, destaque para The Territory, de Alex Pritz, uma coprodução entre Brasil, Dinamarca e Estados Unidos. O filme mostra o povo indígena Uru-eu-wau-wau, que viu sua população diminuir e sua cultura ser ameaçada desde que entrou em contato com não-índios brasileiros. Apesar da promessa de domínio sobre seu próprio território de floresta tropical, eles enfrentaram incursões ilegais de extração e mineração ambientalmente destrutivas e, mais recentemente, invasões de grilagem de terras estimuladas por políticos de direita como o presidente Jair Bolsonaro. Sem o apoio do governo em parar tal invasão descarada, o povo Uru-eu-wau-wau montou sua própria equipe de mídia, usando a tecnologia para expor a verdade e lutar.
Em comunicado oficial, Robert Redford, presidente do Sundance Institute, disse: “Este ano, esperamos comemorar os contadores de histórias mais inovadores desta geração, à medida que compartilham seu trabalho em uma ampla gama de gêneros e formas. Esses artistas forneceram uma luz durante os tempos mais sombrios e estamos ansiosos para dar as boas-vindas para suas visões únicas do mundo e vivenciá-las juntos”.
Conheça os filmes selecionados para o Festival de Sundance 2022:
COMPETIÇÃO AMERICANA | DRAMA
892, de Abi Damaris Corbin Alice, de Krystin Ver Linden Blood, de Bradley Rust Gray Cha Cha Real Smooth, de Cooper Raiff Dual, de Riley Stearns Emergency, de Carey Williams Master, de Mariama Diallo Nanny, de Nikyatu Jusu Palm Trees and Power Lines, de Jamie Dack Watcher, de Chloe Okuno
COMPETIÇÃO AMERICANA | DOCUMENTÁRIO
Aftershock, de Paula Eiselt Descendant, de Margaret Brown Fire of Love, de Sara Dosa Free Chol Soo Lee, de Julie Ha I Didn’t See You There, de Reid Davenport Jihad Rehab, de Meg Smaker The Exiles, de Ben Klein e Violet Columbus The Janes, de Tia Lessin e Emma Pildes TikTok, Boom., de Shalini Kantayya
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DRAMA
Brian and Charles, de Jim Archer (Reino Unido) Dos Estaciones, de Juan Pablo González (México) Gentle, de Anna Eszter Nemes e László Csuja (Hungria) Girl Picture, de Alli Haapasalo (Finlândia) KLONDIKE, de Maryna Er Gorbach (Ucrânia/Turquia) Leonor Will Never Die, de Martika Ramirez Escobar (Filipinas) Marte Um (Mars One), de Gabriel Martins (Brasil) The Cow Who Sang a Song Into The Future, de Francisca Alegría (Chile/França/EUA/Alemanha) Utama, de Alejandro Loayza Grisi (Bolívia/Uruguai/França) You Won’t Be Alone, de Goran Stolevski (Austrália)
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DOCUMENTÁRIO
A House Made of Splinters, de Simon Lereng Wilmont (Dinamarca) All That Breathes, de Shaunak Sen (Índia/Reino Unido) Calendar Girls, de Maria Loohufvud e Love Martinsen (Suécia) Midwives, de Snow Hnin Ei Hlaing (Myanmar) Nothing Compares, de Kathryn Ferguson (Irlanda/Reino Unido) Sirens, de Rita Baghdadi (EUA/Líbano) Tantura, de Alon Schwarz (Israel) The Mission, de Tania Anderson (Finlândia) The Territory, de Alex Pritz (Brasil/Dinamarca/EUA) We Met in Virtual Reality, de Joe Hunting (Reino Unido)
CURTAS-METRAGENS | FICÇÃO | INTERNACIONAL
Au revoir Jérôme! (Goodbye Jerome!), de Gabrielle Selnet, Adam Sillard e Chloé Farr (França) Bump, de Maziyar Khatam (Canadá) Egúngún (Masquerade), de Olive Nwosu (Nigéria) Love Stories on the Move, de Carina Gabriela Dașoveanu (Romênia) Maidenhood, de Xóchitl Enríquez Mendoza (México) Makassar is a City for Football Fans, de Khozy Rizal (Indonésia/França) Motorcyclist’s Happiness Won’t Fit Into His Suit, de Gabriel Herrera (México) Orthodontics, de Mohammadreza Mayghani (Irã) Precious Hair & Beauty, de John Ogunmuyiwa (Reino Unido) Reckless, de Pella Kågerman (Suécia) Sandstorm/Mulaqat, de Seemab Gul (Paquistão) Shark, de Nash Edgerton (Austrália) Sweet Nothing, de Joana Fischer e Marie-Christine Kenov (Suíça) The Headhunter’s Daughter, de Don Josephus Raphael Eblahan (Filipinas) THE RIGHT WORDS, de Adrian Moyse Dullin (França) Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet (Brasil) Warsha, de Dania Bdeir (França/Líbano)
CURTAS-METRAGENS | FICÇÃO
Champ, de Hannah Peterson (EUA) Close Ties to Home Country, de Akanksha Cruczynski (EUA) Daddy’s Girl, de Lena Hudson (EUA) F^¢K ’€M R!GHT B@¢K, de Harris Doran (EUA) Hallelujah, de Victor Gabriel (EUA) Huella, de Gabriela Ortega (EUA) IF I GO WILL THEY MISS ME, de Walter Thompson-Hernández (EUA) Starfuckers, de Antonio Marziale (EUA) Stranger Than Rotterdam with Sara Driver, de Lewie Kloster e Noah Kloster (EUA) Training Wheels, de Alison Rich (EUA) Work, de April Maxey (EUA) You Go Girl!, de Shariffa Ali (EUA) ᎤᏕᏲᏅ (Udeyonv) (What They’ve Been Taught), de Brit Hensel (EUA)
CURTAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO
$75,000, de Moïse Togo (França/Mali) Chilly and Milly, de William David Caballero (EUA) Deerwoods Deathtrap, de James P Gannon (EUA) Displaced, de Samir Karahoda (Kosovo) Kicking the Clouds, de Sky Hopinka (EUA) Listen To the Beat of Our Images, de Audrey Jean-Baptiste (Guiana Francesa/França) Long Line of Ladies, de Rayka Zehtabchi e Shaandiin Tome (EUA) Prayers for Sweet Waters, de Elijah Ndoumbe (África do Sul/Reino Unido) Sub Eleven Seconds, de Bafic (EUA) The Martha Mitchell Effect, de Anne Alvergue e Debra McClutchy (EUA) The Panola Project, de Rachael DeCruz e Jeremy S. Levine (EUA) What Travelers Are Saying About Jornada del Muerto, de Hope Tucker (EUA) You’ve Never Been Completely Honest, de Joey Izzo (EUA)
CURTAS-METRAGENS | ANIMAÇÃO
Bestia, de Hugo Covarrubias (Chile) Meal on the Plate, de Chenglin Xie (EUA/China) Night Bus, de Joe Hsieh (Taiwan) Soft Animals, de Renee Zhan (EUA/Reino Unido) Swallow the Universe, de Nieto (França) THE FOURTH WALL, de Mahboobeh Kalaee (Irã) the HORK, de Nicole Elizabeth Stafford (EUA) We Are Here, de Doménica Castro e Constanza Castro (EUA) Zoon, de Jonatan Schwenk (Alemanha)
CURTAS-METRAGENS | MIDNIGHT
Appendage, de Anna Zlokovic (EUA) Breathe, de Stephen Kang (Nova Zelândia) Chaperone, de Sam Max (EUA) Rendang of Death, de Percolate Galactic e Andri “Yujin Sick” (Indonésia) Socrates’ Adventures in the Under Ground, de Aria Covamonas (México) Tundra, de José Luis Aparicio (Cuba) While Mortals Sleep, de Alex Fofonoff (EUA)
NEXT
A Love Song, de Max Walker-Silverman (EUA) Every Day In Kaimukī, de Alika Tengan (EUA) Framing Agnes, de Chase Joynt (Canadá/EUA) Mija, de Isabel Castro (EUA) RIOTSVILLE, USA, de Sierra Pettengill (EUA) Something In The Dirt, de Justin Benson e Aaron Moorhead (EUA) The Cathedral, de Ricky D’Ambrose (EUA)
PREMIERES
2nd Chance, de Ramin Bahrani (EUA) AM I OK?, de Stephanie Allynne e Tig Notaro (EUA) Brainwashed: Sex-Camera-Power, de Nina Menkes (EUA) Call Jane, de Phyllis Nagy (EUA) DOWNFALL: The Case Against Boeing, de Rory Kennedy (EUA) Emily the Criminal, de John Patton Ford (EUA) Final Cut, de Michel Hazanavicius (França) God’s Country, de Julian Higgins (EUA) Good Luck to You, Leo Grande, de Sophie Hyde (Reino Unido) Honk For Jesus. Save Your Soul., de Adamma Ebo (EUA) jeen-yuhs: A Kanye Trilogy, de Clarence “Coodie” Simmons e Chike Ozah (EUA) La Guerra Civil, de Eva Longoria Bastón (Reino Unido) Living, de Oliver Hermanus (Reino Unido) Lucy and Desi, de Amy Poehler (EUA) My Old School, de Jono McLeod (Reino Unido) Resurrection, de Andrew Semans (EUA) Sharp Stick, de Lena Dunham (EUA) The Princess, de Ed Perkins (Reino Unido) To the End, de Rachel Lears (EUA) We Need To Talk About Cosby, de W. Kamau Bell (EUA) When You Finish Saving the World, de Jesse Eisenberg (EUA)
SPOTLIGHT
After Yang, de Kogonada (EUA) Happening, de Audrey Diwan (França) Neptune Frost, de Anisia Uzeyman e Saul Williams (EUA/Ruanda) The Worst Person in the World, de Joachim Trier (Noruega) Three Minutes – A Lengthening, de Bianca Stigter (Holanda)
MIDNIGHT
Babysitter, de Monia Chokri (Canadá/França) FRESH, de Mimi Cave (EUA) Hatching, de Hanna Bergholm (Finlândia) Meet Me in The Bathroom, de Dylan Southern e Will Lovelace (Reino Unido) PIGGY, de Carlota Pereda (Espanha) Speak No Evil, de Christian Tafdrup (Dinamarca)
KIDS
Maika, de Ham Tran (Vietnã) Summering, de James Ponsoldt (EUA)
SPECIAL SCREENINGS
Last Flight Home, de Ondi Timoner (EUA)
NEW FRONTIER PERFORMANCES
32 Sounds, de Sam Green (EUA) Cosmogony, de Gilles Jobin, Susana Panadés Diaz, Camilo de Martino e Tristan Siodlak (Suíça)
Lina Wertmüller foi a primeira mulher indicada ao Oscar de melhor direção.
Morreu nesta quinta-feira, 09/12, aos 93 anos, a cineasta italiana Lina Wertmüller, que foi a primeira mulher indicada ao Oscar de melhor direção. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, ela faleceu pacificamente em sua casa, próxima a entes queridos; a causa da morte ainda não foi revelada.
Nascida Arcangela Felice Assunta Wertmüller von Elgg Spanol von Braucich, em 14 de agosto de 1928, em Roma, na Itália, Lina começou a se interessar por cinema na década de 1950 quando se inscreveu no curso de direção da Accademia Pietro Scharoff. Depois disso, foi trabalhar em teatro e assumiu sua primeira função em um set ao lado de Giorgio De Lullo como assistente de direção.
Entre trabalhos no rádio e na TV, Lina também colaborou com diversos nomes da sétima arte, entre eles, Federico Fellini no filme 8½, no qual assinou a função de assistente de direção. Sua estreia como diretora aconteceu em 1963 com o longa-metragem I basilischi, que lhe rendeu um prêmio no Festival de Locarno.
Em 1972, disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes com a comédia dramática Mimi, o Metalúrgico. No ano seguinte, voltou ao festival com Amor e Anarquia, que rendeu o prêmio de melhor ator para Giancarlo Giannini. Com o drama Dois Perdidos numa Noite de Chuva, Lina disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Ainda na Berlinale, em 1986 exibiu Camorra, protagonizado por Ángela Molina; o filme recebeu dois prêmios especiais.
A consagração mundial aconteceu em 1977 com a comédia dramática Pasqualino Sete Belezas, indicada em quatro categorias no Oscar: melhor filme estrangeiro, melhor ator para Giancarlo Giannini, melhor roteiro e melhor direção, tornando-se a primeira mulher indicada nesta categoria. O filme também ganhou destaque em outras diversas premiações, como Directors Guild of America e Globo de Ouro.
Entre tantos trabalhos, destacam-se também: Sábado, Domingo e Segunda (1990), exibido no Chicago International Film Festival; Ferdinando e Carolina (1999), indicado ao prêmio David di Donatello; Scherzo del destino in agguato dietro l’angolo come un brigante da strada (1983), exibido no Festival de Moscou; Por um Destino Insólito (1975), que foi um dos destaques da lista da National Board of Review; Em Noite de Lua Cheia (1989), que disputou o Leão de Ouro no Festival de Veneza; entre outros.
Seu último trabalho como diretora foi o curta-metragem documental Roma, Napoli, Venezia… in un crescendo rossiniano, lançado em 2014. Em 2019, a cineasta ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Los Angeles. No ano seguinte, Lina Wertmüllerrecebeu o Oscar honorário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, destinado às pessoas de destaque na indústria do cinema.
Foram anunciados nesta quarta-feira, 08/12, no Cine Metha-Glauber Rocha, em Salvador, os vencedores do XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema. Edna, de Eryk Rocha, foi o longa-metragem premiado na Competitiva Nacional. O documentário apresenta a personagem homônima, uma testemunha do arruinamento das terras em torno da rodovia Transbrasiliana, na Amazônia brasileira.
O Júri Oficial elegeu Terra Nova, de Diego Bauer, como o melhor curta, também escolhido pelo Júri Jovem. Na Competitiva Baiana, Açucena, de Isaac Donato e Marília Vin, foi o longa premiado pelos júris oficial e APC, Associação de Produtores e Cineastas. Já o prêmio de melhor curta do Júri Oficial ficou com Um transe de dez milésimos de segundos, de Jamile Cazumbá.
Com uma edição em formato híbrido, o festival novamente convidou o público das sessões on-line para votar nos seus filmes preferidos. O Júri Popular elegeu a produção baiana Receba!, de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna como melhor longa nacional; e o também baiano Memórias Perdidas, de Sabrina Andrade, como melhor curta.
O tradicional Júri Jovem, formado por participantes da oficina de Crítica oferecida pelo festival, premiou Genocídio e Movimentos, de Andreia Beatriz, Hamilton Borges dos Santos e Luis Carlos de Alencar como melhor longa da Competitiva Baiana. A produção também foi a escolhida do Júri Popular e recebeu Menção Honrosa do júri APC.
Os escolhidos pelo Júri Oficial nas competitivas Baiana e Nacional e o curta nacional contemplado pelo Júri Jovem receberam prêmios em serviços da Mistika, Naymar CiaRio, Griot, Ateliê Bucareste, Marcelo Benedicts e Napoleão Cunha.
Conheça os vencedores do XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema:
JÚRI OFICIAL | COMPETITIVA NACIONAL | LONGA-METRAGEM
Melhor Filme: Edna, de Eryk Rocha Menção Especial: Mata, de Fábio Nascimento e Ingrid Fadnes
JÚRI OFICIAL | COMPETITIVA NACIONAL | CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: Terra Nova, de Diego Bauer Menção Especial: Sideral, de Carlos Segundo
JÚRI OFICIAL | COMPETITIVA BAIANA
Melhor Longa: Açucena, de Isaac Donato e Marília Vin Melhor Curta: Um Transe de Dez Milésimos de Segundo, de Jamile Cazumbá Menção Honrosa: Via Láctea, de Thiago Almasy
JÚRI OFICIAL | COMPETITIVA INTERNACIONAL
Melhor Longa: O Outro Lado do Rio, de Antonia Kilian (Alemanha) Menção Honrosa: Creche Noturna, de Moumouni Sanou (Burquina Fasso/França/Alemanha)
Melhor Curta: Ensaio, de Michael Omonua (Nigéria) Menção Honrosa: Fera, de Hugo Covarrubias (Chile) Destaque: Nomawonga Khumalo, pela direção de Five Tiger (África do Sul)
JÚRI JOVEM | COMPETITIVA NACIONAL
Melhor Longa: 5 Casas, de Bruno Gularte Barreto Melhor Curta: Terra Nova, de Diego Bauer Prêmio Especial: Edvana Carvalho, pela atuação em Receba!
JÚRI JOVEM | COMPETITIVA BAIANA
Melhor Longa: Genocídio e Movimentos, de Andreia Beatriz, Hamilton Borges dos Santos e Luis Carlos de Alencar Melhor Curta: In-passe, de Claudio Machado e Henrique Filho
JÚRI APC | COMPETITIVA NACIONAL
Melhor Longa: A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga Menção Honrosa: Mata, de Fábio Nascimento e Ingrid Fadnes
Melhor Curta: Memórias Perdidas, de Sabrina Andrade Menção Honrosa: Matança Popular Brasileira, de Bianca Rêgo
JÚRI APC | COMPETITIVA BAIANA
Melhor Longa: Açucena, de Isaac Donato e Marília Vin Menções Honrosas: Genocídio e Movimentos, de Andreia Beatriz, Hamilton Borges dos Santos e Luis Carlos de Alencar; e Àkàrà no fogo da intolerância, de Claudia Chávez
Melhor Curta: Mamãe, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter Menções Honrosas: Mãe Solo, de Camila de Moraes; e Quantos mais?, de Lucas de Jesus
JÚRI INDIE LISBOA
Melhor Filme: Sideral, de Carlos Segundo
JÚRI BRADA DE DIREÇÃO DE ARTE | COMPETITIVA NACIONAL
Longa: A Felicidade das Coisas, por Dicezar Leandro Curta: Estio_rito em Lapso, por Alana Falcão
JÚRI BRADA DE DIREÇÃO DE ARTE | COMPETITIVA BAIANA
Longa: Àkàrà no fogo da intolerância, por Bruno Biano Curta: Iauaraete, por Xan Marçall
JÚRI POPULAR | COMPETITIVA NACIONAL
Melhor Longa: Receba!, de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna Melhor Curta: Memórias Perdidas, de Sabrina Andrade
JÚRI POPULAR | COMPETITIVA BAIANA
Melhor Longa: Genocídio e Movimentos, de Andreia Beatriz, Hamilton Borges dos Santos e Luis Carlos de Alencar Melhor Curta: Voyá, de Fanny Oliveira
JÚRI POPULAR | COMPETITIVA INTERNACIONAL
Melhor Longa: Libório, de Nino Martínez Sosa (República Dominicana/Porto Rico/Qatar) Melhor Curta: Tenho Medo de Esquecer Seu Rosto, de Sameh Alaa (Egito/ França/Qatar/Bélgica)
A 16ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo acontecerá entre os dias 10 e 17 de dezembro, em formato híbrido e gratuito com parte da programação disponibilizada on-line e outra parte presencialmente no Circuito Spcine em São Paulo.
Com um total de 38 filmes, entre longas e curtas de 12 países, o festival se firma como uma das mais importantes vitrines destas cinematografias junto ao público brasileiro. Este ano, o evento celebra o protagonismo feminino na indústria cinematográfica da América Latina e Caribe, em suas mais diversas vertentes: direção, atuação, produção, fotografia, com filmes inéditos, debates, masterclass e uma homenagem à diretora argentina Liliana Romero.
A tradicional mostra Contemporâneos reúne as mais recentes produções cinematográficas latino-americanas e caribenhas, sendo a maioria inéditas no circuito comercial. A cinematografia emergente, mais uma vez, está presente no festival com várias pré-estreias de longas-metragens também com foco no protagonismo feminino. Os filmes brasileiros trazem um olhar diferente que visibilizam a pluralidade do cinema nacional.
A diretora argentina Liliana Romero é a grande homenageada desta edição e ganha uma programação especial voltada ao reconhecimento de suas obras, entre longas e curtas premiados em importantes festivais internacionais, incluindo o seu mais recente trabalho, o longa de animação, O Gigante Egoísta. A diretora, que trabalha em cinema de animação desde os anos 1990 e transita por diversas técnicas em cada um dos seus trabalhos, participa do encontro virtual A Arte da Animação, Técnicas e Adaptações, na plataforma do Sesc Digital e no YouTube do festival.
A sessão Contemporâneas no Curta lança um olhar para a realização nos últimos anos de cineastas brasileiras com obras potentes, ousadas e questionadoras. A programação traz uma novidade: o Foco Cinema Afro-Colombiano, com 4 títulos produzidos, realizados e protagonizados por pessoas afrocolombianas trazendo histórias que propõem vias de acesso a outras realidades sócio-históricas e culturais como as dos afrodescendentes na América Latina.
Para finalizar, o festival preparou a Coleção Marcelo Sampaio com uma seleção de 7 títulos entre longas e curtas assinados pelo diretor. Além disso, a 16ª edição promove uma série de encontros virtuais com nomes expressivos ligados à realização, produção e circulação de produtos audiovisuais latino-americanos.
Conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo 2021:
MOSTRA CONTEMPORÂNEOS
A Grande Viagem ao País Pequeno, de Mariana Viñoles (Uruguai) A Opção Zero, de Marcel Beltrán (Cuba/Brasil/Colômbia) Abajures, de Paz Encina (Paraguai) Alianças Profanas, de Wellington Darwin (Brasil) Anos Curtos, Dias Eternos, de Silvina Estevez (Argentina) As Almas que Dançam no Escuro, de Marcos DeBrito (Brasil) Carro Rei, de Renata Pinheiro (Brasil) Clarice Lispector – A Descoberta do Mundo, de Taciana Oliveira (Brasil) Desterro, de Maria Clara Escobar (Brasil) Distopia, de Michel La Torre (Equador) Êxtase, de Moara Passoni (Brasil) Hope, Soledad, de Yolanda Cruz (México) LXI (61), de Rodrigo Moreno del Valle (Peru) Matar a la Bestia, de Agustina San Martín (Argentina/Brasil/Chile) Ninho, de Josefina Pérez-García e Felipe Sigala (Chile) O Sonho da Montanha, de Ailén Herradón (Argentina) Ossos da Saudade, de Marcos Pimentel (Brasil) Porto Escondido, de Gabriela Paz Ybarnegaray (Bolívia) Um Lampejo Interior, de Luis Rodríguez e Andrés Rodríguez (Venezuela)
FOCO CINEMA AFRO-COLOMBIANO
Fullhd, de Catalina Navas e Carolina Torres Marímbula (Marimbula), de Diana Kuéllar O Homem Universal, de Andrés Morales O Mal dos Sete Dias, de Alfonso González Urrutía
HOMENAGEM LILIANA ROMERO
Anida e o Circo Flutuante, de Liliana Romero Contos da Floresta, de Liliana Romero Martín Fierro O Filme, de Liliana Romero O Gigante Egoísta, de Liliana Romero
CONTEMPORÂNEAS NO CURTA
Barbie & Bob, de Raissa Gregori Carne, de Camila Kater Igual/Diferente/Ambas/Nenhuma, de Adriana Barbosa e Fernanda Pessoa Menarca, de Lillah Halla Rã, de Ana Flávia Cavalcanti e Julia Zakia
COLEÇÃO MARCELO SAMPAIO | LONGAS-METRAGENS
Eldorado – Mengele Vivo ou Morto?, de Marcelo Sampaio La Plata Yvyguy – Enterros e Guardados, de Marcelo Sampaio e Paulo Alvarenga Trilha dos Ratos – A Fuga de Nazistas para América, de Marcelo Sampaio
COLEÇÃO MARCELO SAMPAIO | CURTAS-METRAGENS
A Menina da Estrada, de Marcelo Sampaio O Escritor das Ruas, de Marcelo Sampaio e Tote Sutino O Guardado, de Marcelo Sampaio Pixote 30 Anos Depois, de Marcelo Sampaio
A direção do 16º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo é assinada por João Batista de Andrade, Jurandir Müller, Maria Tereza Urias e Vicky Romano.
O Festival Curta Brasília, consolidado como um dos principais festivais brasileiros de curta-metragem, comemora, neste ano, uma década. Para iniciar a celebração, preparou uma programação on-line e totalmente gratuita, entre os dias 8 e 12 de dezembro, com mostras em realidade virtual com curtas nacionais e internacionais, em sua maioria inéditos no Brasil até o momento.
Assim como em 2020, a edição será virtual e acontecerá no próprio metaverso do festival, que permite não apenas o acesso aos filmes em 360º e 2D gratuitamente pelo computador, como também a criação e interação entre avatares escolhidos pelo público com passeio imersivo em ambiente com estética retrofuturista, criada pela VP Events.
“Esse será nosso segundo ano com este modelo de festival, com uma plataforma de realidade virtual, onde recebemos um público de 11 países, somando mais de 5.400 visualizações durante quatro dias em 2020. Enxergamos que esta nova forma de interação social após o contexto da pandemia é de grande valia e nos possibilita alcançar um grande público sem as barreiras que o ambiente físico nos limita. A programação traz esse conceito de retrofuturismo, mas de uma forma que coloca em destaque os direitos humanos, as mudanças climáticas e as desigualdades sociais que avançam mesmo com tecnologias mais presentes a cada dia”, explica Ana Arruda, diretora do festival.
Desde 2016, e sendo o primeiro festival da América Latina com programação de cinema de 360˚, o Curta Brasília apresenta uma área exclusiva de cinema de realidade virtual. Com um histórico de parcerias internacionais, workshops e laboratórios voltados para as narrativas imersivas, criando uma ponte entre o público e as novas tecnologias.
Em 2021, o Curta Brasília retornou com suas atividades presenciais no Festival Hors Pistes do Centre Pompidou de Paris, realizado pela Aliança Francesa de Brasília, com a CVR, mostra de realidade virtual, no contexto do Novembre Numérique, em parceria com a Embaixada da França: “O intuito é seguir em 2022 com essas atividades que realizamos neste ano, para comemorar os 10 anos do nosso Festival e expandir para todos os públicos, tanto para os brasileiros quanto para os estrangeiros”, antecipa Ana.
A Holanda, referência em políticas em prol da economia criativa, direitos humanos e inovação, segue parceria com o festival, trazendo reflexões ao grande público por meio do cinema e da realidade virtual. A programação dos curtas holandeses vai abordar a diversidade, explorando narrativas tradicionais e imersivas para falar sobre identidade.
O festival, desde sua segunda edição, conta com a parceria da Embaixada da França que, neste ano, vai promover um debate sobre metaverso, realidade virtual e especulações do futuro. Com os especialistas franceses Damien Gires e Guillaume Lucas da Hervé de Paris, grupo que é referência em realidade virtual, com histórico de atuação com o Brasil. A mediação será feita por Mariana Brecht, roteirista e narrative designer de experiências imersivas premiadas, como A Linha e YUKI.
O destaque brasileiro da programação fica por conta do filme Na Pele, de João Inada, exibido em festivais como IDFA – Competition for Digital Storytelling 2020, South by Southwest (SXSW) e Luxembourg City Film Festival.
Conheça os filmes selecionados para o Festival Curta Brasília 2021:
Bacchus, de Rikke Alma Krogshave Planeta (Dinamarca) I Gotta Look Good for the Apocalypse, de Ayce Kartal (França) Jacco’s film, de Daan Bakker (Holanda) Jordy in Transitland, de Willem Timmers (Holanda) Less than Human, de Steffen Bang Lindholm (Dinamarca) M.O.M, de Patrícia Huguet (Espanha) Meet the Soldier, de Teddy Cherim (Holanda/Uganda) Munya in mij, de Mascha Halberstad (Holanda) Na Pele, de João Inada (Brasil/Luxemburgo/China/Alemanha) Odyssey 1.4.9, de François Vautier (França) Symphony, de Igor Cortadellas (Espanha) The Real Thing, de Benoit Felici e Mathias Chelebourg (França)
Pedro Fasanaro em Deserto Particular: representante brasileiro.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta segunda-feira, 06/12, a lista oficial com os filmes elegíveis que estão na disputa pela estatueta dourada de melhor filme internacional no Oscar 2022, categoria antes chamada de melhor filme estrangeiro.
Para esta 94ª edição, 93 países foram classificados, entre eles, Somália, candidato pela primeira vez. Alguns dos filmes ainda não tiveram seu lançamento de qualificação exigido, por isso, devem cumprir esse requisito e cumprir todas as outras regras de qualificação da categoria para avançar no processo de votação.
Os membros da Academia, de todos os ramos, são convidados a participar da rodada preliminar de votação e devem atender a um requisito mínimo de visualização para serem elegíveis para votar na categoria. A lista com os 15 filmes escolhidos será anunciada no dia 21 de dezembro. Desse grupo saem os cinco finalistas, que serão revelados no dia 8 de fevereiro de 2022.
A cerimônia acontecerá no dia 27 de março, no Dolby Theatre, em Hollywood. O Brasil está na disputa com Deserto Particular, de Aly Muritiba. O filme é protagonizado por Antonio Saboia, que interpreta Daniel, um policial afastado do trabalho depois de cometer um erro. Ele mora em Curitiba, com um pai doente, de quem cuida com devoção. Taciturno, Daniel fala pouco e sorri menos ainda. Seu único motivo de alegria é a misteriosa Sara, uma moça que mora no sertão da Bahia, e com quem se corresponde por aplicativo de celular. O desaparecimento súbito de Sara faz com que Daniel resolva cruzar o país em busca de seu amor.
Recentemente, o longa recebeu o Prêmio do Público na Giornate degli Autori, mostra paralela ao Festival Internacional de Cinema de Veneza, além de ter ficado entre os três finalistas segundo o Júri Oficial. Com Pedro Fasanaro, Zezita Matos, Thomás Aquino, Laila Garin e Cynthia Senek no elenco, o roteiro é assinado por Henrique dos Santos e pelo diretor Aly Muritiba, que se consagrou com obras como Para Minha Amada Morta e Ferrugem, e a série documental O caso Evandro.
Vale lembrar que um longa-metragem internacional é definido como um longa-metragem (mais de 40 minutos) produzido fora dos Estados Unidos com uma faixa de diálogo predominantemente (mais de 50%) não falada em inglês.
Confira a lista completa com os 93 filmes internacionais candidatos ao Oscar 2022:
ÁFRICA DO SUL: Barakat, de Amy Jephta ALBÂNIA: Two Lions to Venice, de Jonid Jorgji ALEMANHA: I’m Your Man (Ich bin dein Mensch), de Maria Schrader ARGÉLIA: Héliopolis, de Djaffar Gacem ARÁBIA SAUDITA: The Tambour of Retribution (Had Al Tar), de Abdulaziz Alshlahei ARGENTINA: El Prófugo, de Natalia Meta ARMÊNIA: Si le vent tombe (Should the Wind Drop), de Nora Martirosyan AUSTRÁLIA: O Uivo das Romãs (When Pomegranates Howl), de Granaz Moussavi ÁUSTRIA: Great Freedom, de Sebastian Meise AZERBAIJÃO: The Island Within (Daxildäki Ada), de Ru Hasanov BANGLADESH: Rehana Maryam Noor, de Abdullah Mohammad Saad BÉLGICA: Playground (Un monde), de Laura Wandel BOLÍVIA: El Gran Movimiento, de Kiro Russo BÓSNIA E HERZEGOVINA: Tabija (The White Fortress), de Igor Drljaca BRASIL: Deserto Particular, de Aly Muritiba BULGÁRIA: Medo (Strah), de Ivaylo Hristov BUTÃO: Lunana: A Yak in the Classroom, de Pawo Choyning Dorji CAMARÕES: Hidden Dreams, de Ngang Romanus CAMBOJA: White Building (Bodeng sar), de Kavich Neang CANADÁ: Les oiseaux ivres (Drunken Birds), de Ivan Grbovic CAZAQUISTÃO: Yellow Cat (Sary mysyq), de Adilkhan Yerzhanov CHADE: Lingui, de Mahamat-Saleh Haroun CHILE: Branco no Branco (Blanco en blanco), de Theo Court CHINA: Cliff Walkers (Xuan ya zhi shang), de Yimou Zhang COLÔMBIA: Memoria, de Apichatpong Weerasethakul COREIA DO SUL: Escape from Mogadishu, de Ryoo Seung-wan COSTA RICA: Clara Sola, de Nathalie Álvarez Mesén CROÁCIA: Tereza37, de Danilo Šerbedžija DINAMARCA: Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen EQUADOR: Sumergible, de Alfredo León León EGITO: Souad, de Ayten Amin ESLOVÁQUIA: Cenzorka (107 Mothers), de Péter Kerekes ESLOVÊNIA: Sanremo, de Miroslav Mandić ESPANHA: El buen patrón, de Fernando León de Aranoa ESTÔNIA: On the Water (Vee peal), de Peeter Simm FINLÂNDIA: Compartment Nº 6, de Juho Kuosmanen FRANÇA: Titane, de Julia Ducournau GEÓRGIA: Brighton 4th, de Levan Koguashvili GRÉCIA: Digger, de Georgis Grigorakis HAITI: Freda, de Gessica Geneus HONG KONG: Retrato de um Campeão (Zero to Hero), de Jimmy Wan HOLANDA: Do Not Hesitate, de Shariff Korver HUNGRIA: Post Mortem, de Péter Bergendy ÍNDIA: Pedregulhos (Koozhangal), de P.S. Vinothraj INDONÉSIA: Yuni, de Kamila Andini IRÃ: Um Herói (Ghahreman), de Asghar Farhadi IRAQUE: Europa, de Haider Rashid IRLANDA: Foscadh (Shelter), de Seán Breathnach ISLÂNDIA: Lamb, de Valdimar Jóhannsson ISRAEL: Deixe Amanhecer (Vayehi Boker), de Eran Kolirin ITÁLIA: A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino JAPÃO: Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi JORDÂNIA: Amira, de Mohamed Diab KOSOVO: Colmeia (Zgjoi), de Blerta Basholli LETÔNIA: Bedre (The Pit), de Dace Pūce LÍBANO: Costa Brava, Lebanon, de Mounia Akl LITUÂNIA: Izaokas, de Jurgis Matulevicius LUXEMBURGO: Io sto bene, de Donato Rotunno MACEDÔNIA DO NORTE: Irmandade (Sestra), de Dina Duma MALÁSIA: Prebet Sapu (Hail, Driver!), de Muzzamer Rahman MALAWI: Fatsani: A Tale of Survival, de Gift Sukez Sukali MALTA: Entre Águas (Luzzu), de Alex Camilleri MARROCOS: Casablanca Beats, de Nabil Ayouch MÉXICO: A Noite do Fogo (Noche de Fuego), de Tatiana Huenzo MONTENEGRO: After the Winter (Poslije zime), de Ivan Bakrac NORUEGA: The Worst Person in the World (Verdens verste menneske), de Joachim Trier PALESTINA: The Stranger (Al Garib), de Ameer Fakher Eldin PANAMÁ: Plaza Catedral, de Abner Benaim PARAGUAI: Apenas o Sol (Apenas el Sol), de Arami Ullón PERU: Manco Cápac (Powerful Chief), de Henry Vallejo POLÔNIA: Sem Deixar Rastros (Żeby Nie Było śladów), de Jan P. Matuszyński PORTUGAL: A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos QUÊNIA: Mission to Rescue, de Gilbert Lukalia QUIRGUISTÃO: Shambala, de Artykpai Suyundukov REINO UNIDO: Dying to Divorce, de Chloe Fairweather REPÚBLICA CHECA: Zátopek, de David Ondříček REPÚBLICA DOMINICANA: Holy Beasts, de Israel Cárdenas e Laura Amelia Guzmán ROMÊNIA: Má Sorte no Sexo ou Pornô Acidental (Babardeală Cu Bucluc Sau Porno Balamuc), de Radu Jude RÚSSIA: Unclenching the Fists (Razzhimaya kulaki), de Kira Kovalenko SÉRVIA: Oasis, de Ivan Ikić SINGAPURA: Precious is the Night, de Wayne Peng SOMÁLIA: The Gravedigger’s Wife, de Khadar Ayderus Ahmed SUÉCIA: Tigers (Tigrar), de Ronnie Sandahl SUÍÇA: Olga, de Elie Grappe TAIWAN: The Falls, de Chung Mong-hong TAILÂNDIA: The Medium (Rang Song), de Banjong Pisanthanakun TUNÍSIA: Golden Butterfly (Papillon d’Or), de Abdelhamid Bouchnak TURQUIA: O Compromisso de Hasan (Baglilik Hasan), de Semih Kaplanoğlu UCRÂNIA: Bad Roads, de Nataliia Vorozhbyt URUGUAI: A Teoria dos Vidros Quebrados (La teoría de los vidrios rotos), de Diego Fernández UZBEQUISTÃO: 2000 Songs of Farida, de Yalkin Tuychiev VENEZUELA: Un destello interior, de Andrés Eduardo Rodríguez e Luis Alejandro Rodríguez VIETNÃ: Dad, I’m Sorry, de Tran Thanh e Vu Ngoc Dang
Cena do curta amazonense O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader: premiado.
Foram anunciados neste domingo, 05/12, no MAPP, Museu de Arte Popular da Paraíba, da Universidade Estadual da Paraíba, UEPB, os vencedores da 16ª edição do Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB.
Com a temática Inventar a vida, viver a arte, a programação exibiu, em formato híbrido, 103 filmes distribuídos em diversas mostras. Com coordenação geral do jornalista Hipolito Lucena, a curadoria do festival foi realizada por Amilton Pinheiro, Hipolito Lucena e Francisco Haniel, além da direção artística de Rebeca Souza. A novidade desta 16ª edição foi a mostra de videoarteTerritório Liberdade, que presta homenagem ao artista contemporâneo Antônio Dias, autor da obra Território Liberdade, Faça Você Mesmo.
O festival contou também com atividades paralelas, como oficinas, palestras, workshops, debates e o Fórum do Audiovisual Paraibano, espaço para discussão de políticas públicas voltadas para o incentivo de produções audiovisuais no estado. O júri da mostra de longas nacionais foi formado por Arly Arnaud, João de Lima Gomes e Rômulo Azevedo.
Conheça os vencedores do 16º Comunicurtas – Festival Audiovisual:
LONGAS NACIONAIS
Melhor Filme: Jesus Kid, de Aly Muritiba (PR) Melhor Roteiro: Álbum em Família, escrito por Daniel Belmonte Melhor Direção: Rubens Rewald e Jean-Claude Bernardet, por #eagoraoque Melhor Fotografia: Jesus Kid, por Rodrigo Carvalho Melhor Direção de Arte: Achados Não Procurados Melhor Montagem: Álbum em Família Melhor Atriz: Maureen Miranda, por Jesus Kid Melhor Ator: Paulo Miklos, por Jesus Kid Melhor Som: #eagoraoque, por Sérgio Abdalla e Marcelo Grell Melhor Trilha Sonora: #eagoraoque
MOSTRA BRASIL DE CURTAS METRAGENS
Melhor Filme: O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM) Melhor Direção: Bernardo Ale Abinader, por O Barco e o Rio Melhor Fotografia: A Morte do Funcionário Melhor Direção de Arte: A Morte do Funcionário Melhor Montagem: 3 é 5, por Pedro Castelo Branco Melhor Ator: César Ferrario, por Enquanto o Sol se Põe Melhor Atriz: Caroline Nunes, por O Barco e o Rio Melhor Som: O Barco e o Rio, por Heverson Batista e Lucas Coelho de Carvalho Melhor Trilha Sonora: Enquanto o Sol se Põe Menção Honrosa: Taumaturgo Ferreira, por A Morte do Funcionário Menção Honrosa: Cine Aurélio, de Kennel Rógis (PE)
MOSTRA TROPEIROS DA BORBOREMA | CURTAS PARAIBANOS
Melhor Filme: O que os machos querem, de Ana Isaura Diniz (João Pessoa) Melhor Roteiro: Boyzin, escrito por R. B. Lima Melhor Direção: Ana Isaura Diniz, por O que os machos querem Melhor Fotografia: Terra Vermelha Melhor Direção de Arte: O que os machos querem Melhor Montagem: Essa Saudade Melhor Atriz: Ana Marinho, por O que os machos querem Melhor Som: Boyzin Melhor Trilha Sonora: Boyzin, por Vitor Galmarini
MOSTRA TROPIQUEER
Melhor Filme: Nazo, dia e noite Maria, de Andréa Paiva (AL) Melhor Roteiro: Nazo, dia e noite Maria Melhor Direção: Andréa Paiva, por Nazo, dia e noite Maria Melhor Fotografia: Não Me Chame Assim, por Pedro Barros e Martina Quezado Melhor Direção de Arte: Não Me Chame Assim, por Joana Leonzini Melhor Montagem: Não Me Chame Assim, por Fernanda Dias Melhor Ator: Marcos Suchara, por Não Me Chame Assim Melhor Atriz: Leona Jhovs, por Não Me Chame Assim Melhor Som: Não Me Chame Assim, por Talissa Gracio e Ricardo Zollner Melhor Trilha Sonora: Não Me Chame Assim, por Linn da Quebrada e Fabio Smeili
LONGAS METRAGENS INTERNACIONAIS
Melhor Filme: Eunice ou Carta a uma Jovem Atriz, de Tiago Durão (Portugal) Menção Honrosa: Uma Desconhecida, de Fabrizio Guarducci (Itália)
MOSTRA FILMES DO MUNDO | CURTAS-METRAGENS INTERNACIONAIS
Melhor Filme: Mamapara, de Alberto Flores Vilca (Peru) Melhor Direção: Anastasia Raykova, por Ela Melhor Roteiro: Suspirar, escrito por Vlad Bolgarin Melhor Fotografia: Mamapara, por Alberto Flores Vilca Melhor Direção de Arte: A Charneca Escura, por Camilo Niño Melhor Montagem: Mamapara, por Mario Manríquez e Alberto Flores Vilca Melhor Ator/Atriz: Julian Fuentes, por A Charneca Escura Melhor Som: Suspirar, por Radu Zariciuc Melhor Trilha Sonora: Suspirar, por Shawn James Seymour
MOSTRA TERRITÓRIO LIBERDADE Melhor Filme: Pagar para Respirar, de Potira Maia (Portugal), e The Note, de Siavash Eydani (Irã)
MOSTRA SOM DA SERRA Melhor Videoclipe: Fridolin, de Jonatan Gentil
MOSTRA A IDEIA É… Melhor Filme Publicitário: Baterias Moura e a Paixão Antiga, de Gabriella Ferreira (PB)
MOSTRA TELEJORNALISMO
Melhor Reportagem: Série Paraíba na Mesa, de Hebert Araújo Melhor Repórter Cinematográfico: Paulo Ítalo, por Parque do Poeta Prêmio Luiz Custódio de Folkcomunicação: Série Paraíba na Mesa, de Hebert Araújo, e Dia Mundial do Cuscuz, por Hermano Junior e Emanuelly Nogueira
Wolney Oliveira, diretor executivo do Cine Ceará, no palco do Cineteatro São Luiz.
A 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema terminou nesta sexta-feira, 03/12, em Fortaleza, depois de diversas exibições de curtas e longas, atividades paralelas, debates e encontros ao longo da semana.
Neste ano, 19 longas e curtas-metragens fizeram parte das mostras competitivas ibero-americana e nacional; já na Mostra Olhar do Ceará, foram 20 produções selecionados. A curadoria da competitiva de longas do festival ficou a cargo de Margarita Hernandez, diretora de programação do evento; a dos curtas foi feita pelo documentarista Vicente Ferraz Gonçalves; e a Olhar do Ceará por Desirée Langel Rondón.
As exibições presenciais aconteceram no Cineteatro São Luiz e no Centro Dragão do Mar. O formato virtual foi exibido no Canal Brasil (tanto na grade linear, quanto nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo), TV Ceará e YouTube.
Para concluir nossa cobertura desta 31ª edição, conversamos, no último dia do evento, com o cineasta Wolney Oliveira, diretor executivo do Cine Ceará desde 1993. No bate-papo, ele fez um balanço geral deste ano, falou sobre a próxima edição, cinema cearense e revelou detalhes de seus próximos filmes.
Confira os melhores momentos:
FESTIVAL E PANDEMIA
“No ano passado, estávamos todos com muito medo. Tanto que a lotação de 1.050 lugares no São Luiz baixou para 150. E ninguém subiu ao palco. Gravamos o cerimonial e exibimos na telona. Esse ano já foi diferente. Um lance que eu acho muito legal no Cine Ceará é que você consegue ver todos os filmes da programação. Além disso, temos conseguido uma qualidade técnica muito boa com grandes filmes que escolheram ser lançados no festival, como por exemplo, A Vida Invisível, de Karim Aïnouz; O Clube, de Pablo Larraín; Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio; Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes; entre outros”.
CINEMA CEARENSE
“Neste ano, até por uma questão financeira, escolhemos apenas seis longas, dos quais dois são do Ceará. Mas, são do Ceará não por bairrismo, mas porque são dois grandes filmes de jovens cineastas cearenses que já levaram o prêmio principal no festival com Greta [de Armando Praça] e Mãe e Filha [de Petrus Cariry]. Foram dois longas cearenses na competitiva ibero-americana, três longas e 17 curtas cearenses na Olhar do Ceará. Isso tem muito a ver porque somos uma cidade universitária do cinema”.
“Na próxima edição teremos, com certeza, mais filmes da Lei Aldir Blanc na programação. Quanto mais filme cearense de qualidade, melhor. O fato de termos dois cearenses entre os seis longas da competição é porque são bons filmes. É competência e talento. Hoje, na realidade, o Ceará é um celeiro de exportação de talentos de várias gerações. Tivemos, há pouco tempo, o Allan Deberton ganhando oito prêmios no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro com Pacarrete, por exemplo. Eu acabei de ganhar o Margarida de Prata, da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil], com Soldados da Borracha, que na realidade é o prêmio mais importante do cinema documental brasileiro e que surgiu na década de 1960 quando Paulo Gil Soares ganhou com Proezas de Satanás na Vila do Leva-e-Traz; Leon Hirszman, Silvio Tendler, entre outros grandes nomes, também já ganharam”.
Wolney Oliveira com os homenageados deste ano: Marta Aurélia e Halder Gomes.
CEARÁ FILMES
“Eu sou da primeira turma da EICTV [Escuela Internacional de Cine y Televisión]. Tive o prazer de inaugurar a escola de cinema de Cuba e de encontrar nos corredores Gabriel García Márquez, Fidel, Coppola cozinhando nhoque pra gente e dando curso de como escrever um roteiro em quinze dias, e por aí vai. Mas, naquela época, você tinha apenas três cursos superiores de cinema no Brasil: ECA-USP, em São Paulo; UnB, em Brasília; e a federal fluminense. Hoje, por exemplo, se o meu filho quiser estudar cinema ele pode fazer aqui em Fortaleza”.
“Atualmente, somos um polo efervescente, não só da formação e da produção, mas da difusão. E tudo isso, quer queira ou não, 90% foi o Cine Ceará que puxou. Inclusive, ontem, no seminário da FIEC, foi anunciada a criação da Film Commission de Fortaleza, que é algo que a gente vinha cobrando há muito tempo. Com isso, o governador do Ceará [Camilo Santana] vai lançar o decreto da criação do programa Ceará Filmes, uma Lei Estadual do Audiovisual. Então, os festivais de cinema servem também para isso, para esses encontros importantes”.
KARIM AÏNOUZ
“É incrível fechar o festival com Marinheiro das Montanhas, do Karim Aïnouz, que foi muito aplaudido em Cannes. Eu quero muito ver porque o meu irmão [Eusélio Gadelha Oliveira] está fazendo um filme sobre o nosso pai [Eusélio Oliveira], que vai se chamar Saravá! Eusélio. Meu pai foi ator do segundo curta do Karim, que se chama O Preso, e era amigo da mãe dele. É um peso imenso você encerrar o festival com um filme do Karim”.
HOMENAGEADOS
“Na abertura tivemos também dois cearenses homenageados, o Halder Gomes e a Marta Aurélia. O Halder, que está filmando uma série para a Netflix aqui no Ceará, de doze capítulos, se tornou uma grife. Aliás, eu já fiz o convite para ele lançar Vermelho Monet, seu primeiro drama, no Cine Caerá, que foi filmado em Portugal. De repente, ele consegue exibir no próximo ano”.
O cineasta em frente ao Cineteatro São Luiz durante o festival.
FORMATO HÍBRIDO E CINE CEARÁ 2022
“Eu gostei muito das exibições virtuais. Por exemplo, o Canal Brasil tem quase 15 milhões de assinantes e um cara lá do Acre consegue ver o Cine Ceará. Além da visibilidade, da potencialização exponencial da visibilidade do festival. Por mim, e acredito que pelo Canal Brasil, a ideia é continuar com essas exibições. É uma coisa a se pensar com calma porque ano que vem será um ano totalmente atípico, pois o país vai pegar fogo. É um ano político e com Copa do Mundo, que acontecerá em novembro. Então, estamos trazendo o Cine Ceará para junho, entre os dias 24 e 30. Vai ser um desafio porque será daqui sete meses e o tempo de captação é bem menor”.
“Essa experiência virtual foi muito boa. Eu acho que isso democratiza, do Oiapoque ao Chuí. Agora, teremos que avaliar se as distribuidoras vão topar. No ano passado, por exemplo, perdemos vários filmes interessantes porque não quiseram exibir virtualmente. E outra coisa: eu sinto muita falta dos shows musicais na Praça do Ferreira depois das exibições, com 2 mil pessoas dançando, e dos food trucks. Chego a me arrepiar só de lembrar. Como diria Cacá Diegues: dias melhores virão!”.
WOLNEY CINEASTA
“Memórias da Chuva [que está em processo de edição] será meu próximo longa, que é resultado de um prêmio da Lei Aldir Blanc com a Secretaria da Cultura do Ceará. Esse filme tem que estar pronto em janeiro do ano que vem. E, por conta desse prêmio, estão sendo produzidos 17 longas e 13 curtas aqui”.
“Além disso, estou com um corte praticamente final do Vozão: Coração do Meu Povão, que é um filme que será lançado no dia 2 de junho lá no Cineteatro São Luiz nos 108 anos do Ceará Sporting Club, que eu espero que vá para a Libertadores. Em março eu retomo na edição do Lampião, o Governador do Sertão, que tem que estar pronto até final de junho. E no segundo semestre eu lanço o documentário Soldados da Borracha nos cinemas. Então, ano que vem será lindo. Três longas finalizados, lançando outro e trabalhando no 32º Cine Ceará”.
“Recentemente, e finalmente, a Ancine lançou um edital de 670 milhões de várias linhas. Em conversas com entidades, Alex Braga [diretor-presidente da Ancine] já adiantou que até março vai lançar outro de 500 milhões. Se a Lei Paulo Gustavo passar, seria a glória. E vai ser”.
*O CINEVITOR esteve em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 31º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Biografia de Ney Matogrosso é um dos destaques da programação.
Além dos filmes, as obras literárias são um dos pontos fortes desta 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de dezembro, em formato híbrido, se consagrando como um dos principais eventos da sétima arte no Brasil.
Neste ano, três obras serão lançadas durante a programação do evento: sempre às 19h, no foyer da área VIP do Cinépolis, no Manaíra Shopping, em João Pessoa. O primeiro lançamento acontece na sexta-feira, 10/12. Trata-se do livro Utopia da Autossutentabilidade – Impasses, desafios e conquistas da Ancine, de autoria de Marcelo Ikeda. A obra narra a trajetória da Agência Nacional do Cinema, que neste ano completou 30 anos de existência e resistência, sendo responsável pela retomada do audiovisual brasileiro.
Já no sábado, 11/12, a programação de lançamento tem o olhar voltado para a Paraíba, com o livro Paulo Pontes: A Arte das Coisas Sabidas. Escrito pelo dramaturgo, ator e diretor Paulo Vieira, a obra foi reeditada neste ano de 2021 pela editora A União.
O ciclo de lançamentos se encerra na quarta-feira, 15/12, com a biografia de um dos maiores ícones da música brasileira. Intitulada Ney Matogrosso, a biografia, a obra foi escrita por Júlio Maria e mergulha no universo do intérprete, revelando sua trajetória até chegar ao símbolo performático em que se tornou; o cantor já confirmou presença no evento. Além disso, o documentário Ney, À Flor da Pele, de Felipe Nepomuceno, será o filme de encerramento desta edição.
Com mostra de filmes, longas e curtas, debates, oficinas, homenagens, o 16º Fest Aruanda terá uma programação híbrida, com sessões presenciais de todos os filmes selecionados no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa, e on-line para quase todas as obras através da Aruanda Play, plataforma de streaming do festival criada na edição do ano passado. Já ações como oficinas, palestras, conferências e minicursos serão realizadas através do YouTube.