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Com Maria Fernanda Cândido, O Traidor, de Marco Bellocchio, ganha data de estreia

por: Cinevitor
O filme, que tem coprodução brasileira, foi exibido em Cannes.

Estrelado por Maria Fernanda Cândido e Pierfrancesco Favino, O Traidor já tem data para estrear no Brasil. O longa-metragem exibido no Festival de Cannes, em 2019, está programado para chegar aos cinemas no dia 14 de abril, com distribuição da Pandora Filmes.

Dirigido pelo cineasta italiano Marco Bellocchio, de Belos Sonhos, De Punhos Cerrados e Bom Dia, Noite, o longa conta a história real do mafioso Tommaso Buscetta, membro da máfia italiana Cosa Nostra, que se tornou um colaborador da justiça na Itália ao delatar seus companheiros. Depois disso, ele se escondeu no Rio de Janeiro, construindo uma vida no Brasil e deixando parte de sua família sofrendo com as consequências em seu país de origem.

O Traidor é resultado de uma longa pesquisa do cineasta italiano, que assina o roteiro juntamente com Valia Santella, Ludovica Rampoldi e Francesco Piccolo, e que também contou com colaboração do roteirista brasileiro Felipe Sholl, de Fala Comigo.

“[Tommaso] é um personagem fascinante, não apenas por sua ambiguidade, mas todo mundo que o conheceu dizia que tinha um caráter forte, mas também não tinha muita cultura. E incorporamos isso ao filme. É o único ponto em que Buscetta revela um tipo de fragilidade. Nos outros momentos, ele é um homem muito orgulhoso; É um personagem que tem uma teatralidade e uma personalidade muito bem construída”, destaca Bellochio.

Falecido em abril de 2000 nos Estados Unidos, Tommaso é uma figura controversa que, ao mesmo tempo que é chamada de herói por uns, também é desprezada por outros. Para o desenvolvimento do filme, Bellochio assistiu a vídeos do mafioso e leu livros escritos por ele em conjunto com jornalistas, explorando o aspecto pessoal, político e criminoso do personagem.

O filme foi exibido no Brasil durante o 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e acumula 34 indicações em diversas premiações, das quais levou 21. Entre os prêmios, destacam-se: o David di Donatello Awards, da Academia Italiana de Cinema, de melhor filme, direção, roteiro original e ator.

Além de Pierfrancesco Favino e da brasileira Maria Fernanda Cândido, que interpreta Maria Cristina de Almeida Guimarães, o longa também traz no elenco Fabrizio Ferracane, de Almas Negras, Fausto Russo Alesi, de A Hora Dupla, e Luigi Lo Cascio, de O Melhor da Juventude. Produzido por Beppe Caschetto, conta também com coprodução dos brasileiros Caio e Fabiano Gullane.

Confira o trailer de O Traidor:

Foto: Fabio Lovino.

Flee: Nenhum Lugar para Chamar de Lar divulga cartaz oficial e data de estreia no Brasil

por: Cinevitor
Animação indicada ao Oscar chega ao Brasil em breve.

A premiada animação documental Flee: Nenhum Lugar para Chamar de Lar, que foi indicada em três categorias no Oscar deste ano e ganhou mais de 80 prêmios ao redor do mundo, chega aos cinemas brasileiros no dia 21 de abril com distribuição da Diamond Films.

O longa é dirigido pelo dinamarquês Jonas Poher Rasmussen, conhecido também pelo seu trabalho no documentário Searching for Bill. Além disso, conta com produção executiva dos premiados atores Riz Ahmed, de O Som do Silêncio, e Nikolaj Coster-Waldau, de Game of Thrones.

O filme traz uma história de resistência e coragem protagonizada por um homem cujo nome não pode ser revelado, para sua própria segurança e a de sua família. No longa, ele é chamado de Amin Nawabi (o qual também é creditado como roteirista da produção), um bem-sucedido acadêmico de 36 anos que planeja se casar com seu companheiro, Casper, mas que enfrenta algo pessoal que sempre o impede de concretizar a união.

Jonas, que conhece Amin desde que este chegou à Dinamarca, ainda adolescente, desconhece o seu passado e desconfia que essa possa ser a chave para explicar o comportamento do amigo, que tem dificuldades em se comprometer emocionalmente com as pessoas. É então que ele se abre para o colega e conta como sua família fugiu do Afeganistão e dos Mujahidin, conhecidos como “guerreiros santos”.

O longa acompanha a difícil trajetória da família de Amin, que ainda se manifesta como um trauma do passado que atrapalha a sua vida no presente. Flee: Nenhum Lugar para Chamar de Lar mostra desde a fuga do jovem e de seus familiares a Moscou, na Rússia, até a jornada pela Europa em busca de abrigo e de um refúgio para uma vida digna, ainda durante a adolescência.

“Ele queria compartilhar sua história para mostrar para o mundo o que é viver em constante fuga. A animação fez Amin se sentir seguro para falar sobre sua trajetória. Podíamos usar a voz real dele, e ainda assim ele estaria anônimo, o que é importante, pois sua família voltou para o Afeganistão”, destaca o diretor.

A produção foi a primeira da história a ser indicada ao Oscar de melhor animação e melhor documentário ao mesmo tempo, marcando presença também na categoria de melhor filme internacional. Além disso, foi premiada em diversos outros festivais ao redor do mundo, como o Festival Internacional de Animação de Annecy, e também no Annie Awards. No Brasil, o longa já havia sido exibido, em 2021, no 26º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

Confira o trailer de Flee: Nenhum Lugar para Chamar de Lar:

Foto: Divulgação/Diamond Films.

IndieLisboa 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Sergio Laurentino e Cauã Reymond em A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky.

A 19ª edição do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema acontecerá entre os dias 28 de abril e 8 de maio. O festival surgiu, em 2004, com o objetivo de promover filmes independentes e apoiar a divulgação destes títulos na capital portuguesa, sendo considerado o maior festival português de cinema.

Em formato presencial, com sessões no Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa, entre outros lugares, a programação conta com mais de 250 filmes e uma retrospectiva sobre a cineasta americana Doris Wishman.

Neste ano, o cinema brasileiro ganha destaque com diversas produções, entre elas, o longa-metragem A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky, que será exibido fora de competição. Protagonizado por Cauã Reymond, o filme é o primeiro longa histórico da diretora. A produção, exibida na Mostra de São Paulo e no Fest Aruanda, aborda a vida privada de Dom Pedro I, responsável por escrever em 1824 a primeira Constituição do Brasil imperial, considerada liberal e progressista para a época. O filme compreende o momento em que o ex-imperador retorna para Portugal, em 1831, fugindo de ser apedrejado pela população brasileira, nove anos depois de proclamar a Independência do país.

A seleção traz também títulos brasileiros premiados em diversos festivais, como o longa Medusa, de Anita Rocha da Silveira; os curtas Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli, Sideral, de Carlos Segundo; entre outros.

O júri desta edição será formado por: Patrícia Portela, Marcin Pieńkowski e Ada Solomon na Competição Internacional de longas; Cláudia Galhós, Jérémy van der Haegen e Laura Walde na Competição Internacional de curtas; Garbiñe Ortega, Massimo Causo e Uli Ziemons na Competição Nacional; Marta Sousa Ribeiro, João Nunes Monteiro e Gonçalo Lamas no Prêmio Novíssimos Portugal Film + Betclic; André Príncipe, Mariana Liz e Vanja Milena na mostra Silvestre de longas; Julian Ross, Morgan Quaintance e Théodora Barat na mostra Silvestre de curtas; e Ricardo Mariano, Diana Policarpo e Francisca Salema na mostra IndieMusic.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para a 19ª edição do IndieLisboa:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA-METRAGEM
Seção composta por primeiras, segundas e terceiras obras nunca antes mostradas publicamente em Portugal. Foram finalizadas no ano em que decorre o festival ou no ano anterior. Nesta seção concorrem longas e curtas metragens (em programas separados).

Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta (Brasil/Portugal)
Medusa, de Anita Rocha da Silveira (Brasil)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM

Escasso, de Gabriela Meirelles e Clara Anastácia (Brasil)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (Brasil)
Urban Solutions, de Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tummescheit e Vinícius Lopes (Alemanha/Brasil)

SILVESTRE| CURTA-METRAGEM

Sideral, de Carlos Segundo (Brasil/França)

SESSÕES ESPECIAIS

A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky (Brasil/Portugal)

Foto: Fabio Braga.

Inscrições abertas para o 29º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor
A 29ª edição será em formato presencial.

A 29ª edição do Festival de Cinema de Vitória está com inscrições abertas para a seleção de curtas e longas-metragens exibidos nas mostras competitivas. O evento está marcado para acontecer entre os dias 20 e 25 de setembro, na capital capixaba em formato presencial, depois de duas edições virtuais.

Realizadores e realizadoras de todo o Brasil poderão enviar filmes produzidos entre os anos de 2021 e 2022 até o dia 29 de abril, às 23h59 (horário de Brasília). Neste ano, o festival terá como principal foco a democratização e visibilidade da produção audiovisual contemporânea.

Ao todo, serão 11 janelas de exibição para os filmes escolhidos pela curadoria: 26ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas; 12ª Mostra Competitiva Nacional de Longas; 12ª Mostra Quatro Estações, voltada para produções que abordam a temática da diversidade sexual; 11ª Mostra Corsária, com filmes que apresentam pesquisas de linguagem da estética cinematográfica; 11ª Mostra Foco Capixaba, exclusiva para produtores do Espírito Santo; e a 9ª Mostra Outros Olhares, proposta de observação da construção de novos mundos a partir de experiências particulares.

O festival contará ainda com a 6ª Mostra Nacional de Videoclipes, voltada para a fusão de música e audiovisual; 5ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental, que aborda questões ambientais e de sustentabilidade; 7ª Mostra Mulheres no Cinema, voltada para filmes dirigidos exclusivamente por mulheres; 7ª Mostra Cinema e Negritude, com filmes produzidos exclusivamente por cineastas negros e que exploram a pluralidade da população negra brasileira; e a 4ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico, que traz o universo fantástico e de horror para o evento.

O processo de inscrições e envio de mídia ocorre em formato completamente digitalizado e gratuito, sendo aceito somente os filmes enviados através de link pelo formulário oficial de inscrições, que pode ser acessado no site do evento (clique aqui). Além disso, serão exibidas apenas as produções que possuam cópia em formato MOV ou MP4, codec H264.

Poderão ser inscritos filmes de diversos gêneros, como ficção, documentário, animação, experimental e videoclipe. Os curtas-metragens deverão ter duração máxima de 25 minutos, incluindo os créditos, e os longas-metragens tempo mínimo de 70 minutos. Filmes anteriormente inscritos que não foram exibidos não estarão aptos para participar novamente da seleção. Além disso, serão aceitos no máximo dois filmes por realizador ou coletivo; no caso de inscrições além do limite, serão consideradas as duas mais recentes.

O Festival de Cinema de Vitória é produzido e dirigido pelo Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA) e pela Galpão Produções Artísticas e Culturais. A 29ª edição conta com o patrocínio do Ministério do Turismo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e do Instituto Cultural Vale.

Foto: Levi Mori.

3ª Orocine – Mostra Orobó de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Nazaré: do Verde ao Barro, de Juraci Júnior.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 28/03, os filmes selecionados para a terceira edição da Orocine – Mostra Orobó de Cinema, que acontecerá entre os dias 4 e 10 de abril em formato híbrido: exibições virtuais e atividades paralelas presenciais.

Neste ano, foram inscritos 349 títulos e 44 obras estarão disponíveis gratuitamente no site oficial. Os curtas foram distribuídos em seis mostras competitivas e concorrem ao prêmio de melhor filme pelo Júri Popular, votando entre uma das produções da mostra Força Interior.

A equipe de curadoria contou com Alexandre Soares, Mery Lemos, Yanara Galvão e Rafael Buda (este último participou apenas da mostra Serra Verde). Para Yanara Galvão, o processo de seleção foi um desafio: “Os curtas-metragens selecionados tocaram-nos através dos gestos políticos inscritos em suas imagens, suas potências estéticas e seus diferentes modos de produção. Uma produção expressiva, atravessada por pautas contemporâneas urgentes e marcada por imaginários sensíveis, com respeito às diferenças e à diversidade, por detrás e à frente das câmeras. Em tempos difíceis para o cinema e a cultura em geral, a força documental predominou, tensionada pelo real”, explicou a curadora.

Cada uma das seis mostras competitivas da Orocine aborda um tema específico: a mostra Força Interior terá filmes pernambucanos com temáticas livres, preferencialmente que expressem as culturas locais das regiões da Zona da Mata, Agreste e Sertão; a mostra Luar do Sertão vai reunir filmes que foram produzidos nos estados da região Nordeste do Brasil, com exceção de Pernambuco; já na mostra Na Contramão, serão filmes com temáticas urbanas dos grandes centros e das capitais brasileiras, mas que tragam mensagens e diálogos com o interior pernambucano ou com a zona rural; a mostra Serra Verde traz trabalhos brasileiros abordando questões ambientais e de sustentabilidade. 

E mais: o público infantojuvenil será contemplado com a mostra Brincadeiras de Roda; e a Acessibilidade vai reunir obras que contenham recursos para serem exibidos para pessoas surdas e ensurdecidas, como também para pessoas com deficiência visual.

Nesta edição, três oficinas completam a programação: Orobanima – Oficina de Animação Stop Motion com smartphones, ministrada por Renata Claus; Oficina Cinema e Educação – Um audiovisual com e para as crianças: reflexões e práticas que articulam o cinema e a educação básica, com Yanara Galvão; e a Oficina videoclipe e novos formatos de interação entre música e vídeo, com Marco Bonachela.

Conheça os filmes selecionados para a 3ª Orocine:

MOSTRA FORÇA INTERIOR

A Botija, o Beato e a Besta Fera, de Tulio Beat (PE)
Açude nº 50, de Wagner Ferreira e Paulo Conceição (PE)
Adeus, Carnaval de Olinda, de Igor Pimentel e Rosielle Machado (PE)
Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio (PE)
Feira, de Severino Ramos (PE)
Jaguamérica, de Bako Machado (PE)
Madeira de Lei, de Kalor Pacheco (PE)
Quintal Verde, de Felipe dos Santos (PE)

MOSTRA LUAR DO SERTÃO

A Tradicional Família Brasileira Katu, de Rodrigo Sena (RN)
Áurea, de Hewelin Fernandes (BA)
Canários e Canalhas, de Leonardo Gonçalves da Silva (PB)
Coleção Preciosa, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA)
Joelhos, de Yasmin Gomes (CE)
Voyá, de Fanny Oliveira (BA)

MOSTRA NA CONTRAMÃO

Abjetas 288, de Júlia da Costa e Renata Mourão (SE)
Augusta e Antonico, de Cesar Felipe Pereira (PR)
Colares, talvez, de Sandro Vilanova (DF)
Correria, de Liliana Mont Serrat (RJ)
Entre Muros, de Gleison Mota (BA)
Nazaré: do Verde ao Barro, de Juraci Júnior (RO)
Time de Dois, de André Santos (RN)

MOSTRA BRINCADEIRAS DE RODA

5 Fitas, de Heraldo de Deus e Vilma Carla Martins (BA)
Assum Preto, de Bako Machado (PE)
Capitão Tocha, de Matheus Amorim (GO)
Jamary, de Begê Muniz (AM)
O Papagaio e a Pipa, de Tiago Mal (SP)
O Templo do Rei, de Verônica Cabral (SP)
Olho Além do Ouvido, de Bruna Schelb (MG)
Primeiro Carnaval, de Alan Medina (SP)

MOSTRA ACESSIBILIDADE

A Busca de Eu e do Silêncio, de Giuliano Robert (PR)
A Diferença entre Mongol e Mongolóide, de Joantas Rubert (SC)
Curva Sinuosa, de Andréia Moreira Pires (CE)
Fôlego Vivo, de direção coletiva Associação dos Índios Cariris do Poço Dantas (CE)
Kikazaru, de Matheus Cabral (ES)
Magnético, de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt (SC)

MOSTRA SERRA VERDE

Dois Riachões: Cacau e Liberdade, de Fellipe Abreu e Patrícia Moll (BA)
Ewé de Òsányín: o segredo das folhas, de Pâmela Peregrino (BA)
Fragmentos de Gondwana, de Adalberto Oliveira (PE)
Meu Arado, Feminino, de Marina Polidoro (ES/MG)
Miragem, de Bruna Guido (PB)
Quando te Avisto, de Neli Monbelli e Denise Copetti (RS)
S.A.C, de Rodrigo Passolargo (CE)
Serra da Inveja, de Bruna Macedo Leite, Dina Ioanna Pappou e Antônio Henrique Lapa (PE)
Tapajós: uma Breve História da Transformação de um Rio, de Alan Schvarsberg e Cícero Fraga (AP)

Foto: Divulgação.

Oscar 2022: os vencedores, polêmicas e homenagens

por: Cinevitor
Troy Kotsur recebe o Oscar de melhor ator coadjuvante por No Ritmo do Coração.

Foram anunciados neste domingo, 27/03, os vencedores da 94ª edição do Oscar. Depois de três anos sem um anfitrião, a cerimônia de premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas contou com a apresentação de Amy Schumer, Regina Hall e Wanda Sykes.

Dirigido por Denis Villeneuve, Duna foi o grande vencedor da noite com seis estatuetas, entre elas, melhor fotografia para Greig Fraser. Ataque dos Cães, de Jane Campion, que liderava a lista com doze indicações, recebeu o prêmio de melhor direção. Com isso, a cineasta neozelandesa torna-se a terceira mulher na história da premiação a vencer nesta categoria; as outras foram: Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror, em 2010; e Chloé Zhao, por Nomadland, no ano passado.

O principal prêmio da noite, o Oscar de melhor filme, foi entregue para No Ritmo do Coração, dirigido por Siân Heder, que recebeu outras duas estatuetas, entre elas, a de melhor ator coadjuvante para Troy Kotsur, tornando-se o primeiro ator surdo a vencer este prêmio. Vale lembrar que Marlee Matlin levou o Oscar de melhor atriz, em 1987, por Filhos do Silêncio, tornando-se a primeira atriz surda (e até agora única) a ganhar uma estatueta dourada; ela também está no elenco de No Ritmo do Coração, que consagrou Kotsur.

Ao receber o prêmio das mãos de Yuh-Jung Youn, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante no ano passado por Minari: Em Busca da Felicidade, Troy se emocionou: “Quero agradecer a todos os maravilhosos palcos de teatro para surdos, onde tive a oportunidade e a oportunidade de desenvolver meu ofício como ator. Siân Heder, você é a melhor comunicadora pela maneira que você uniu o mundo surdo e o mundo ouvinte. Você é nossa ponte”, disse.

Além disso, No Ritmo do Coração, que é uma adaptação do francês A Família Bélier, de Éric Lartigau, é o primeiro filme distribuído por um serviço de streaming (Apple TV+) a ganhar o prêmio principal. E mais: desde 1932, com a vitória de Grande Hotel, de Edmund Goulding, é o primeiro filme a ser consagrado sem ter sido indicado nas categorias de melhor direção e edição.

Um dos momentos mais bonitos da noite foi quando Ariana DeBose subiu ao palco para receber o Oscar de melhor atriz coadjuvante por Amor, Sublime Amor: “Para qualquer um que já tenha questionado a sua identidade ou que se encontra em um espaço cinzento, eu te prometo uma coisa: há um lugar para nós”, disse em seu discurso. Ariana é a primeira atriz assumidamente queer e afro-latina a ganhar a estatueta dourada. E mais: em 1962, Rita Moreno ganhou esse mesmo prêmio por esse mesmo papel.

Ariana DeBose no palco.

Vale lembrar que o cineasta brasileiro Pedro Kos, nascido no Rio de Janeiro e radicado em Los Angeles, estava indicado na categoria de melhor curta-metragem documental com Onde Eu Moro, no qual divide a direção com Jon Shenk. Porém, infelizmente, não foi premiado.

A edição deste ano contou com uma novidade: uma votação popular nas redes sociais. A corrida começou no Twitter em fevereiro com a hashtag #OscarsFanFavorite; os usuários votaram em seus filmes preferidos que foram lançados em 2021, independente se o título foi indicado ou não ao Oscar. O mais votado pelos fãs foi Army of the Dead: Invasão em Las Vegas, de Zack Snyder. E mais: além da escolha do melhor filme por voto popular, os usuários também votaram em uma cena favorita com a hashtag #OscarsCheerMoment. As cenas vencedoras foram de filmes como Matrix, Dreamgirls: Em Busca de um Sonho, Vingadores: Ultimato, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e Liga da Justiça de Zack Snyder.

A premiação contou também com convidados especiais, como Liza Minnelli, em comemoração aos 50 anos do filme Cabaret, de Bob Fosse, premiado em 1973 com oito estatuetas, entre elas, melhor atriz. Ao lado de Lady Gaga, Minnelli anunciou o vencedor do prêmio de melhor filme. A noite também se destacou com apresentações de Beyoncé e Billie Eilish, homenagens aos 60 anos da franquia 007, de James Bond, e aos 50 anos de O Poderoso Chefão (com a presença de Al Pacino, Francis Ford Coppola e Robert De Niro no palco), um novo formato no segmento in memoriam, a participação de Uma Thurman, Samuel L. Jackson e John Travolta, de Pulp Fiction: Tempo de Violência, no palco, entre outras atrações.

Porém, entre tantas novidades, a cerimônia foi marcada por um momento muito constrangedor e inesperado envolvendo os atores Chris Rock e Will Smith. Ao subir no palco para apresentar a categoria de melhor documentário, Rock fez uma piada com Jada Pinkett Smith, esposa de Will, sugerindo que ela fizesse uma continuação de Até o Limite da Honra, filme no qual Demi Moore aparece de cabelo raspado. Só que Jada tem uma doença autoimune chamada alopecia, que provoca queda de cabelo. Revoltado com o comentário, Smith levantou da cadeira, foi até o palco e estapeou o comediante.

O clima tenso no Dolby Theatre seguiu quando Will voltou para seu lugar e começou a gritar com Rock: “Mantenha o nome da minha esposa fora da sua boca”. Alguns minutos depois, Smith foi eleito o melhor ator por seu trabalho em King Richard: Criando Campeãs. Visivelmente tenso e nervoso, fez um discurso falando sobre defender a família, amor e se comparou ao personagem que interpretou, Richard Williams, pai das tenistas Venus e Serena: “Virei um pai maluco, um protetor feroz da família. O amor faz você fazer coisas loucas. Estou sendo chamado em minha vida para amar as pessoas e protegê-las”.

O momento mais tenso da cerimônia: o tapa de Will Smith em Chris Rock.

Ainda durante sua fala, citou o que Denzel Washington falou para ele nos bastidores depois do ocorrido: “No seu momento mais alto, tenha cuidado. É quando o diabo vem para você”. E finalizou, sorrindo: “Espero que a Academia me convide de novo”.

Por conta da polêmica, especialistas da indústria começaram a cogitar a possibilidade de Will Smith ter que devolver sua estatueta devido sua atitude no palco, já que a Academia possui diretrizes rígidas em seu código de conduta, entre elas, “promover ambientes de apoio e respeito pela dignidade humana”. Mas, pelo visto, isso não acontecerá.

Segundo informações divulgadas pela Variety, o Departamento de Polícia de Los Angeles confirmou que Chris Rock se recusou a registrar um boletim de ocorrência: “Entidades investigativas da LAPD estão cientes de um incidente entre dois indivíduos durante o programa do Oscar. O incidente envolveu um indivíduo batendo em outro. O indivíduo envolvido se recusou a registrar um boletim de ocorrência. Se a parte envolvida desejar um relatório policial em uma data posterior, a LAPD estará disponível para concluir um relatório investigativo”, disse o comunicado oficial.

Depois da confusão e do momento desconfortável causado ao vivo, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou um comunicado oficial: “A Academia não tolera violência de qualquer forma. Nesta noite temos o prazer de celebrar nossos vencedores do 94º Oscar, que merecem este momento de reconhecimento de seus colegas e amantes do cinema em todo o mundo”.

Outra polêmica marcou esta 94ª edição: os produtores da cerimônia anunciaram em fevereiro que oito categorias não seriam transmitidas ao vivo: montagem, maquiagem e penteado, trilha sonora original, curta documental, curta animado, curta de ficção, som e design de produção; o motivo seria deixar a transmissão mais dinâmica para segurar a audiência. Os prêmios foram gravados, apresentados por Jason Momoa e Josh Brolin e transmitidos ao longo da cerimônia.

Conheça os vencedores do Oscar 2022:

MELHOR FILME
No Ritmo do Coração

MELHOR DIREÇÃO
Jane Campion, por Ataque dos Cães

MELHOR ATRIZ
Jessica Chastain, por Os Olhos de Tammy Faye

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana DeBose, por Amor, Sublime Amor

MELHOR ATOR
Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Troy Kotsur, por No Ritmo do Coração

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Belfast, escrito por Kenneth Branagh

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
No Ritmo do Coração, escrito por Siân Heder

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Drive My Car, de Ryûsuke Hamaguchi (Japão)

MELHOR ANIMAÇÃO
Encanto, de Byron Howard e Jared Bush

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Summer of Soul (…ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada), de Ahmir “Questlove” Thompson

MELHOR FOTOGRAFIA
Duna, por Greig Fraser

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Duna, por Patrice Vermette e Zsuzsanna Sipos

MELHOR FIGURINO
Cruella, por Jenny Beavan

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
Os Olhos de Tammy Faye, por Linda Dowds, Stephanie Ingram e Justin Raleigh

MELHOR EDIÇÃO
Duna, por Joe Walker

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Duna, por Hans Zimmer

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
No Time to Die, por Billie Eilish e Finneas O’Connell (007 – Sem Tempo para Morrer)

MELHOR SOM
Duna, por Mac Ruth, Mark Mangini, Theo Green, Doug Hemphill e Ron Bartlett

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Duna, por Paul Lambert, Tristan Myles, Brian Connor e Gerd Nefzer

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
The Long Goodbye, de Aneil Karia

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
The Queen of Basketball, de Ben Proudfoot

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
The Windshield Wiper, de Alberto Mielgo e Leo Sanchez

Fotos: Blaine Ohigashi/A.M.P.A.S. e Robyn Beck/Getty Images.

Cine Paraíso e Cine das Almas realizam oficinas de documentário

por: Cinevitor
Bastidores do documentário com Jessier Quirino.

Os festivais de cinema das cidades de Itabaiana (Cine das Almas, em sua primeira edição) e de Juripiranga (Cine Paraíso, em sua quinta edição), se uniram para realizar a Semana do Audiovisual Vladimir Carvalho na região do Vale do Paraíba.

Segundo os organizadores Edglês Gonçalves, responsável pelo Cine das Almas, e João Paulo Lima, responsável pelo Cine Paraíso, essas ações em conjunto serão de grande importância para a disseminação da obra de Vladimir em sua terra natal e na região do Vale como um todo. Além de envolver a comunidade escolar nas ações de formação de audiovisual, os festivais irão promover sessões gratuitas com filmes paraibanos e do panorama nacional para toda a comunidade da região.  

Nos dias 4, 5 e 6 de abril acontecerá o Cine das Almas, em Itabaiana, e logo em seguida, nos dias 7, 8 e 9 a realização do Cine Paraíso, na cidade de Juripiranga. Os festivais receberam em torno de 570 filmes, atingido praticamente todos os estados da federação; 210 títulos foram inscritos no Cine das Almas para suas quatro mostras e 360 inscritos no Cine Paraíso em suas três mostras.

Porém, algumas atividades paralelas já começaram, entre elas, a Oficina Documentando, ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles, entre os dias 21 e 24 de março, para estudantes da rede pública de ensino pertencentes as duas cidades. Criado em 2009, o Documentando tem contribuído para o fortalecimento da produção audiovisual independente no Nordeste, iniciando novos produtores e ampliando as possibilidades de alcance de suas obras. Os participantes conhecem todo o processo de realização de um documentário e os elementos fundamentais para a construção de um roteiro, produção, captação e edição de um filme.

Além de ampliar o repertório no campo do audiovisual e o acesso a conceitos e vanguardas da história do cinema, os estudantes são provocados a refletir sobre suas vivências e pensar narrativas que contemplem questões sociais, de gênero, raça, territorialidade, identidade, entre outras. Ao final de cada oficina é produzido um documentário com temática livre e escolhido por meio de exercícios coletivos, que serão exibidos na programação dos festivais.

Os alunos nos bastidores das filmagens no cemitério.

Para o Cine Paraíso, os alunos realizaram um curta documental sobre dois coveiros da região. As entrevistas foram realizadas no Cemitério São José e no Cemitério São Sebastião. Os próprios estudantes, coordenados por Marlom Meirelles, assumiram diversas funções durante a realização do filme Condomínio Fechado, como operador de som, claquete, entrevistador, entre outras.

Já para o Cine das Almas, os encontros aconteceram na Taberna Cultural, em Itabaiana. Ao longo dos dias, os alunos tiveram aulas teóricas e práticas, assistiram filmes, conheceram os equipamentos e decidiram o tema do curta, que será sobre o artista musical paraibano Jessier Quirino. As filmagens aconteceram no estúdio do poeta, que contou sua trajetória para os estudantes.

O Documentando, que consiste em oficinas de iniciação audiovisual através do documentário, já realizou mais de 70 filmes ao longo dos mais de dez anos de atividade do projeto, contabilizando mais de dois mil estudantes beneficiados. Agora, a sexta temporada já está sendo preparada e será uma expedição pelo sertão de Pernambuco: “Acredito que o audiovisual é uma importante ferramenta em prol da produção do conhecimento. O Documentando une a linguagem do documentário com uma didática acessível, utilizando conceitos de alfabetização audiovisual”, disse Marlom.

Bastidores do curta Condomínio Fechado.

Sobre os processos em Itabaiana e Juripiranga, Marlom comentou: “Fizemos dois filmes incríveis com muito aprendizado para as turmas. Nunca há um direcionamento de tema. Os estudantes ficam livres para trazerem reflexão sobre o universo deles. Eu sempre provoco para que eles pensem e repensem o mundo ao redor. São temas que provocam reflexões, que geram interesse em outros lugares”.

Ainda sobre o Documentando, diversos filmes realizados nas oficinas já passaram por alguns festivais, entre eles: Desyrrê, premiado no Festival de Cinema de Triunfo; Mata, vencedor do prêmio de melhor fotografia no Cine PE 2020; e o mais recente, Marécife, premiado em três categorias no 15º Curta Taquary, entre elas, melhor filme.

Além das oficinas, a programação dos festivais segue com diversas atividades. Entre os dias 28/03 e 01/04 serão exibidos filmes do documentarista Vladimir Carvalho em escolas da rede pública e em comunidades pertencentes aos municípios, que terão a oportunidade de conhecer um pouco de sua importante obra cinematográfica.

*O CINEVITOR esteve em Itabaiana e Juripiranga durante as oficinas e você acompanha a cobertura por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Marlom Meirelles e Vitor Búrigo.

42º Framboesa de Ouro: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Jared Leto em Casa Gucci: pior ator coadjuvante.

Foram anunciados neste sábado, 26/03, em uma cerimônia virtual, os vencedores do 42º Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson, que elege os piores da sétima arte e ficou conhecido como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, Diana: O Musical, a versão filmada da Broadway e disponível na Netflix, que liderava a lista, se destacou e venceu em cinco categorias, entre elas, pior filme. Além disso, o ator Bruce Willis ganhou uma categoria especial por suas piores atuações em oito filmes lançados em 2021.

O Prêmio Redenção, entregue para alguém que conseguiu dar a volta por cima depois de marcar presença constante entre os piores, foi para o ator Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs. Jamie Dornan, de Belfast, e Nicolas Cage, de Pig: A Vingança, também estavam na disputa.

Conheça os vencedores do 42º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME
Diana: O Musical

PIOR DIREÇÃO
Christopher Ashley, por Diana: O Musical

PIOR ATOR
LeBron James, por Space Jam: Um Novo Legado

PIOR ATOR COADJUVANTE
Jared Leto, por Casa Gucci

PIOR ATRIZ
Jeanna de Waal, por Diana: O Musical

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Judy Kaye, por Diana: O Musical

PIOR ATUAÇÃO DO BRUCE WILLIS EM 2021 | CATEGORIA ESPECIAL
Invasão Cósmica

PIOR ROTEIRO
Diana: O Musical, escrito por Joe DiPietro e músicas de David Bryan

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA
Space Jam: Um Novo Legado

PIOR CASAL EM CENA
LeBron James e qualquer personagem animado que ele tenta driblar, em Space Jam: Um Novo Legado

PRÊMIO REDENÇÃO
Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Incompatível, comédia romântica com Nathalia Dill e Gabriel Louchard, ganha data de estreia

por: Cinevitor
Nathalia Dill e Gabriel Louchard em cena: em breve nos cinemas.

Depois de ter o trailer lançado em outubro de 2020, a comédia romântica Incompatível, estrelada por Nathalia Dill e Gabriel Louchard, já tem data para chegar aos cinemas brasileiros: 28 de abril.

Na trama, acompanhamos o dilema de Fábio, interpretado por Gabriel Louchard, que está prestes a se casar com Taís, personagem de Giovanna Lancellotti. No entanto, após assistir aos vídeos de conselhos amorosos de Patrícia Bacchi, interpretada por Nathalia Dill, a garota chega à conclusão de que a sua alma gêmea é, na verdade, incompatível com ela mesma, cancelando o casamento. Indignado, Fábio decide acabar com a popularidade da youtuber que indiretamente enterrou o seu casamento. Mas, o que era para ser uma vingança aos poucos vai se transformando em uma nova relação.

Incompatível é dirigido por Johnny Araujo, dos filmes Legalize Já: Amizade Nunca Morre, Chocante e O Magnata. O roteiro é uma adaptação de Incompatible, de Scott Benson, escrita por Paulo Cursino, do filme De Pernas pro Ar, Léo Luz, da série Vai que Cola, e Gabriel Louchard. O longa é uma coprodução da Gullane, Fox Networks Group Brasil e Fox Film do Brasil, que também é a distribuidora.

Confira o trailer de Incompatível, que conta também com Gabriel Godoy, Pablo Sanábio e Patricya Travassos no elenco:

Foto: Divulgação.

Nunca Fomos Tão Modernos, com Leticia Spiller e Dudu Azevedo, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Dudu Azevedo e Leticia Spiller em cena: em breve nos cinemas.

A comédia romântica Nunca Fomos Tão Modernos, estrelada por Leticia Spiller, Dudu Azevedo e Guga Coelho, será lançado nos cinemas brasileiros no dia 21 de abril.

A trama gira em torno de Santiago, interpretado por Guga Coelho, um cara azarado que é casado com Marina, personagem de Leticia Spiller, uma talentosa restauradora que trabalha em um museu de peças antigas. A crise financeira, no entanto, faz com que o casamento dos dois não vá tão bem. A situação de uma crise conjugal, então, faz com que Marina passe a se aproveitar da proximidade com o seu melhor amigo, Argeu, personagem de Dudu Azevedo, para provocar ciúmes em seu marido. A empreitada acaba sendo atrapalhada por um pequeno detalhe, que faz com que todo o planejamento se transforme em uma grande bagunça, resultando em diversas situações inusitadas para os três.

Distribuído pela Pipa Filmes, Nunca Fomos Tão Modernos é dirigido pelo próprio Guga Coelho, em parceria com Alexandre Moretzsohn. O filme conta com diversas participações especiais como: Luiza Tomé, Igor Paiva, Tiago Justino, Mônica Bittencourt, Ney Sant’Anna, Lucinha Lins, Cláudio Tovar, Álamo Facó, Rafa de Martins, Manuela Duarte, Ricardo Pavão, Marcelo Ferrarini e Tiago Defotol.

Confira o trailer de Nunca Fomos Tão Modernos:

Foto: Reprodução/YouTube.

15º Curta Taquary: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do filme Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio: premiado.

Foram anunciados nesta terça-feira, 22/03, em uma cerimônia virtual, os vencedores da 15ª edição do Curta Taquary, que, mais uma vez, fortaleceu as contribuições do festival para a cidade de Taquaritinga do Norte e a região do agreste pernambucano.

Ao longo de sete dias, foram exibidos filmes de forma presencial, para alunos e moradores da região, e também on-line, com a disponibilização de produções nacionais e internacionais, através do site oficial. Reforçando seu compromisso com a educação e a defesa do meio ambiente, foram realizadas oficinas e o plantio de mudas com o intuito de reflorestar áreas que sofreram depredação. Ao total, o festival reuniu 113 obras audiovisuais.

Para o Curta Taquary, promover um festival é não só exibir filmes, mas formar plateias e reconectar as pessoas com a arte, consigo e com seus pares. É expor os indivíduos ao divergente, estimulando o respeito e a sensibilidade. Por isso, a curadoria apostou em trabalhos instigantes, com mostras que revelaram a pluralidade de visões e da criação artística no Brasil e no mundo. De nomes consagrados a novos realizadores, o projeto estimulou as percepções diversas sobre o contemporâneo, seja através da ficção ou do documentário.

No âmbito da formação, oficina de roteiros, de animação, grafite, atuação e de criação audiovisual tendo como base a poesia, mobilizaram pessoas já envolvidas com o cinema, mas também aqueles que iniciavam sua trajetória junto à sétima arte. Também foram realizados vários debates com realizadores de todo o país. Para além de ações pontuais, o Curta Taquary busca envolver esses alunos no processo de autodescoberta para que a arte seja, também, uma forma de libertação.

Além da cidade de Taquaritinga do Norte, onde o Cine Teatro Santo Amaro foi reativado após anos sem receber o público, também foram realizadas sessões em outras cidades e distritos, como Gravatá do Ibiapina, Toritama e Caruaru: “Entendemos o Curta Taquary como um projeto que só se completa nessa troca com as pessoas. O cinema é uma ferramenta de transformação pessoal e social e acreditamos que as temáticas do nosso tempo, como a conscientização ambiental e a defesa dos direitos humanos, foram abraçadas pelo público do festival. Esperamos ter plantado mais sementes (literais e metafóricas) naqueles que puderam ser tocados pelos filmes, oficinas e trocas durante esta edição”, refletiu Alexandre Soares, coordenador do Curta Taquary.

Conheça os vencedores do Curta Taquary 2022:

MOSTRA BRASIL
*Júri: Giselle Geney, Gustavo Vinagre e Leonardo Martinelli

Melhor Filme: Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio (PE)
Melhor Direção: Nina Kopko, por Chão de Fábrica
Melhor Roteiro: Sideral, escrito por Carlos Segundo
Melhor Atriz: Danny Barbosa, por Adão, Eva e o Fruto Proibido
Melhor Ator: Enio Cavalcante, por Sideral
Melhor Fotografia: Chão de Fábrica, por Anna Júlia Santos
Melhor Direção de Arte: Sideral, por Ana Paola Ottoni
Melhor Figurino: Chão de Fábrica, por Gabriella Marra
Melhor Edição: Da Boca da Noite à Barra do Dia, por Adalberto Oliveira
Melhor Trilha Sonora: Wherá Tupã e o Fogo Sagrado, por Alcindo Wherá Tupã e Ney Platt
Melhor Som: Sideral, por Miguel Sampaio
Melhor Cartaz: Da Boca da Noite à Barra do Dia, por Cavani Rosas
Menção Honrosa: Patativa do Assaré (poeta), de Foi um Tempo de Poesia

MOSTRA INTERNACIONAL
*Júri: Giselle Geney, Gustavo Vinagre e Leonardo Martinelli

Melhor Filme: Bestia, de Hugo Covarrubias (Chile)
Melhor Direção: Hugo Covarrubias, por Bestia
Melhor Roteiro: Bestia, escrito por Martín Erazo e Hugo Covarrubias
Melhor Atriz: Honorata Vilca Mamani, por Mamapara
Melhor Ator: Elenco de 13 Grados Sur
Melhor Fotografia: Mamapara, por Alberto Flores Vilca
Melhor Direção de Arte: La Creación Segun La Madre Tierra
Melhor Figurino: Bestia
Melhor Edição: Bosquecito, por Facundo Corsini
Melhor Trilha Sonora: Choyün, Brotes de La Tierra
Melhor Som: La Creación Segun La Madre Tierra
Melhor Cartaz: Bosquecito

MOSTRA CRIANCINE
*Júri: Flávia Lopes, Mónica Baeza e Bete Mendes

Melhor Filme: Entre Muros, de Gleison Mota (BA) e Meu Nome é Maalum, de Luísa Copetti (RJ)
Melhor Direção: Luísa Copetti, por Meu Nome é Maalum
Melhor Roteiro: Entre Muros, escrito por Gleison Mota, Vitor Tavares e Tiago Rocha
Melhor Ator: Pedro Samuel Nascimento, por Entre Muros
Melhor Fotografia: Nazaré: do Verde ao Barro, por Rafael Oliveira
Melhor Direção de Arte: Piruetas
Melhor Figurino: Piruetas
Melhor Edição: Traços, por Carol Moraes
Melhor Trilha Sonora: Piruetas
Melhor Som: Traços, por Carol Moraes
Melhor Cartaz: Meu Nome é Maalum, por Luísa Copetti

MOSTRA POR UM MUNDO MELHOR
*Júri: Mayana Neiva, Beth Formaginni e Renato Nogueira

Melhor Filme: Ewé de Òsányìn: O Segredo das Folhas, de Pâmela Peregrino (AL)
Melhor Direção: Tiago Carvalho, por Vazanteiros
Melhor Roteiro: Ewé de Òsányìn: O Segredo das Folhas, escrito por Pâmela Peregrino
Melhor Atriz: Dona Rosa Cariri, por Fôlego Vivo
Melhor Ator: Vandécio Santana, por Fragmentos de Gondwana
Melhor Fotografia: Vazanteiros, por Paulo Castiglioni
Melhor Direção de Arte: Aurora – A Rua que Queria Ser um Rio, por Eryk Souza
Melhor Edição: Fragmentos de Gondwana, por Adalberto Oliveira
Melhor Trilha Sonora: Fôlego Vivo, por Gurcius Gwedner
Melhor Som: Vazanteiros, por Marcos Cantanhede
Melhor Cartaz: Nonna, por Cíntia Domit Bittar 

MOSTRA UNIVERSITÁRIA
*Júri: Julia Katherine, César Melo e Ziel Karapotó

Melhor Filme: Tempo de Derruba, de Gabriela Daldegan (DF)
Melhor Direção: Gabriela Daldegan, por Tempo de Derruba
Melhor Roteiro: Estas Lápides Onde Habitamos, escrito por Daniel Honegger e Thiago Winter
Melhor Atriz: Virna Oliveira, Luara Oliveira e Lucileide Ferreira, por Praia dos Tempos
Melhor Ator: Emerson Rodriguez, por Quando eu Soltar a Minha Voz
Melhor Fotografia: Estas Lápides onde Habitamos, por Daniel Honegger e Thiago Winter
Melhor Direção de Arte: Praia dos Tempos, por Lia da França
Melhor Figurino: Praia dos Tempos, por Lia da França
Melhor Trilha Sonora: Praia dos Tempos, por Miguel Caligari
Melhor Som: Estas Lápides onde Habitamos, por Ricardo Giocondo
Melhor Cartaz: Tempo de Derruba, por Gabriela Daldegan e João Vasconcelos

MOSTRA DIVERSIDADE
*Júri: Amandine Goisbault, Cristiano Sousa e Larissa Fernandes

Melhor Filme: O Fundo dos Nossos Corações, de Letícia Leão (RJ)
Melhor Direção: Camila de Moraes, por Mãe Solo
Melhor Roteiro: O Fundo dos Nossos Corações, por Letícia Leão
Melhor Atriz: Edite Rosa, por Hortelã
Melhor Fotografia: O Fundo dos Nossos Corações, por Bel Corção e Bel Scorza
Melhor Direção de Arte: O Fundo dos Nossos Corações, por Alice Cruz
Melhor Edição: Meu Arado, Feminino, por Ana Paula Romero
Melhor Trilha Sonora: Sangoma, por Ayrton Paul, Aline Fernandes e Talita Lima
Melhor Som: Lebara, por Bruno Alves
Melhor Cartaz: Meu Arado, Feminino, por Matth Lopz
Menção Especial: história de vida de dos personagens de Pokett Nery – Rainha do Samba Junino e Nazo Dia e Noite Maria

MOSTRA CURTAS FANTÁSTICOS
*Júri: Amandine Goisbault, Cristiano Sousa e Larissa Fernandes

Melhor Filme: Eu Não Sou um Robô, de Gabriela Lamas (RS)
Melhor Direção: Begê Muniz, por Jamary
Melhor Roteiro: Castelo da Xelita, escrito por Lara Ovídio
Melhor Atriz: Jari Nass, por Yabá
Melhor Ator: Enio Cavalcante, por Yabá
Melhor Fotografia: Eu Não Sou um Robô, por Lívia Pasqual 
Melhor Direção de Arte: Jamary, por Eliana Andrade
Melhor Figurino: Solum, por Mackenzie Starr
Melhor Edição: Castelo da Xelita, por Acácia Lima
Melhor Trilha Sonora: Yabá, por Nitorê Akadã, Lucas Maciel e Gabriel Rosário
Melhor Som: Os Demônios Menores, por Guilherme Cássio
Melhor Cartaz: Jamary

MOSTRA DÁLIA DA SERRA
*Júri: Flávia Lopes, Mónica Baeza e Bete Mendes

Melhor Filme: Marécife, de Direção Coletiva (Oficina Documentando) (PE)
Melhor Direção: Coletiva (Oficina Documentando), por Marécife
Melhor Roteiro: Tatá e os Amigos do Cerrado, escrito por Alunos do Curso de Formação em Animação do Projeto Ilha da Imaginação (2ª edição)
Melhor Atriz: Sandy Andrade, por Fuligem de Cubatão
Melhor Fotografia: Marécife, por Marlom Meirelles
Melhor Direção de Arte: Tatá e os Amigos do Cerrado, por Julio Quinan e Ricardo Gonçalves 
Melhor Edição: Fuligem de Cubatão, por Sander Newton
Melhor Trilha Sonora: Tatá e os Amigos do Cerrado, por Claudio Girardi
Melhor Som: Mitomania, por Danubia Serena
Melhor Cartaz: A Espera de Ludy, por Santiago Lemos

MOSTRA PERNAMBUCANA
*Júri: Mayana Neiva, Beth Formaginni e Renato Nogueira

Melhor Filme: Angustura, de Caio Sales
Melhor Direção: Everton Amorim, por Vivências
Melhor Roteiro: Angustura, escrito por Caio Sales
Melhor Atriz: Dona Glorinha do Coco, por Eu Faço a Minha Sambada
Melhor Ator: Alyson Nosyla, por Insurreição
Melhor Fotografia: Per Capita, por Pablo Nóbrega
Melhor Direção de Arte: Eu Sou Raiz
Melhor Figurino: Dona Dora. A Mística do Boi
Melhor Edição: Angustura, por Caio Sales
Melhor Trilha Sonora: Angustura
Melhor Som: Angustura, por Caio Sales
Melhor Cartaz: Insurreição, por Natália Corrêa

MOSTRA PRIMEIROS PASSOS
*Júri: Julia Katherine, César Melo e Ziel Karapotó

Melhor Filme: Aluísio, o Silêncio e o Mar, de Luiz Carlos Vasconcelos (PB)
Melhor Direção: Luiz Carlos Vasconcelos, por Aluísio, o Silêncio e o Mar
Melhor Roteiro: [O Vazio Que Atravessa], escrito por Fernando Moreira 
Melhor Atriz: Lina Agifu, por Penélope
Melhor Ator: João Paulo Soares, por Aluísio, o Silêncio e o Mar
Melhor Fotografia: Aluísio, o Silêncio e o Mar, por Vitor Bossa
Melhor Direção de Arte: Debaixo do Arvoredo, por Luzia Gomide
Melhor Figurino: Aluísio, o Silêncio e o Mar, por Ana Dinniz
Melhor Edição: [O Vazio Que Atravessa], por Sonia Cristina
Melhor Trilha Sonora: Antes de Falar de Amor, por Vitor Santana e Bruno Mesquita
Melhor Som: Planta Baixa, por Julia Teles
Melhor Cartaz: Planta Baixa, por Larissa Delfim

Foto: Divulgação.

2º FIC RIO: Léa Garcia será homenageada; festival acontecerá em formato on-line

por: Cinevitor
Léa Garcia: grande atriz brasileira.

A segunda edição do FIC RIO, Festival Internacional de Curtas no Rio de Janeiro, já tem data para acontecer: o evento será realizado entre os dias 25 e 30 de abril, ainda em formato on-line, de maneira completamente gratuita, com transmissão ao vivo pelo YouTube.

Ao todo, serão exibidos 92 curtas-metragens brasileiros e internacionais, divididos entre ficções, documentários, animações e videoclipes; o festival retorna com a proposta de ressaltar a excelência do cinema independente.

A grande homenageada deste ano será a atriz Léa Garcia, que aos 89 anos segue atuante no audiovisual brasileiro. Sua trajetória nas telonas ficou marcada por diversas obras, entre elas: Acalanto, As Filhas do Vento, Memórias da Chibata, Dias Amargos, Ganga Zumba, Ladrões de Cinema, A Deusa Negra, Quilombo, Viva Sapato!, Mulheres do Brasil, O Maior Amor do Mundo, Billi Pig, Sudoeste, Boca de Ouro, Um Dia com Jerusa, entre tantos outros.

Os indicados deste ano concorrem à premiação em 27 categorias, entre as quais se destacam melhor filme, melhor filme internacional, melhor direção e melhor direção internacional. A segunda edição do evento marca também a estreia de três novas categorias: melhor filme LGBTQIA+, melhor filme curtíssimo (de 1 a 5 minutos) e melhor videoclipe.

Entre os principais indicados do 2º FIC RIO estão os curtas Entre, de Ana C. Marinho e Bárbara Santos; O Sobrevivente, de Sílvia Rocha Campos; e Guida, de Rosana Urbes. After Party, da Grécia; A Godless Country, da Austrália; e Bless me, Father, da França, são alguns dos presentes na categoria de melhor filme internacional. A lista completa pode ser conferida no site do festival.

Os diretores e curadores, Ivann Willig e Zeca Teixeira, escolheram A Diversidade no Cinema como tema da edição deste ano do FIC RIO. O objetivo é justamente contribuir para o debate sobre a importância da representatividade de grupos, gêneros e corpos nas telas e em narrativas que dialoguem com a realidade.

O festival, realizado pela Midori Produções Artísticas, contará ainda como curta-metragista convidada a roteirista e diretora Julia Katharine, primeira cineasta transexual do Brasil a entrar no circuito comercial enquanto diretora de um filme, o curta Tea for Two, de 2019.

Foto: Leo Lara/Universo Produção.