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Festival de Berlim 2022: filme brasileiro é selecionado para a mostra Panorama

por: Cinevitor
Bárbara Colen em cena: filme brasileiro selecionado.

A 72ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 10 e 20 de fevereiro, acaba de anunciar novos filmes da mostra Panorama, que destaca o cinema internacional contemporâneo, ousado e não convencional. Aqui, os títulos concorrem ao Prêmio do Público, já tradicional do evento.

Neste anúncio final das obras, o cinema brasileiro ganha destaque com Fogaréu, primeiro longa-metragem de ficção de Flávia Neves, que assina o roteiro ao lado de Melanie Dimantas. Na fronteira entre o real e o fantástico, entre o passado colonial e a modernidade avassaladora do agronegócio, a cidade de Goiás é palco do encontro entre a jovem Fernanda e suas secretas raízes. Ela volta para a casa de seu abastado tio, após a morte de sua mãe adotiva, a fim de implodir certezas e deixar surgir a dolorosa verdade sobre sua origem.

Baseado em uma história pessoal da diretora, o longa tem produção da Bananeira Filmes, de Vania Catani, e da MyMama Entertainment. Com fotografia de Luciana Basseggio e montagem de Will Domingos, o filme traz Bárbara Colen, Nena Inoue, Eucir de Souza, Fernanda Vianna, Vilminha Chaves, Kelly Crifer, Timothy Wilson, Fernanda Pimenta, Allan Jacinto Santana e Typyire Ãwa no elenco. A produção executiva é assinada por Tarcila Jacob e Elaine Azevedo e Silva; a distribuição é da ArtHouse.

Em comunicado oficial, a cineasta falou: “Sim, o filme é inspirado em uma história real. Mas mesmo tendo nascido e vivido em Goiânia, a atual capital do Estado de Goiás, eu não conhecia essa realidade. Foi quando cheguei na UFF, em Niterói, que um professor que havia morado em Goiânia, me questionou sobre isso. Daí pesquisei e descobri que durante 100 anos, se estabeleceu na histórica Cidade de Goiás, antiga capital do Estado, um tipo de relação social com pessoas neurodiversas denominadas de “bobas” que, embora em processo de desaparecimento, ainda moram na comunidade até hoje. Essas pessoas, oriundas de regiões vizinhas ou das próprias famílias do lugar, eram adotadas e criadas para prestar toda sorte de serviços domésticos. Hoje em dia encontramos ainda reminiscências desse passado. Essa história me perturbou durante anos até decidir fazer um filme sobre ela e filmar com essas pessoas sobreviventes, muitas delas centenárias”.

E completou: “A trajetória da personagem é bastante parecida com a minha trajetória emocional durante o processo de desenvolvimento do filme. Fernanda está em busca de entender a sua verdadeira origem e identidade e o que descobre é bastante doloroso. Acreditou durante toda a vida que ocupava um lugar naquela família, quando na verdade ocupava outro. Isso ocorreu comigo também ao longo do processo”.

Atualmente, Flávia desenvolve o seu segundo longa, Tempo do Poder, com o apoio do Ibermedia. Com esse projeto, participou da residência na Cité Internacionale des Arts, em Paris, com bolsa concedida pelo Institut Français e pelo Projeto Paradiso.

Conheça os novos filmes selecionados para a mostra Panorama do Festival de Berlim 2022:

Aşk, Mark ve Ölüm (Love, Deutschmarks and Death), de Cem Kaya (Alemanha)
Baqyt (Happiness), de Askar Uzabayev (Cazaquistão)
Berdreymi (Beautiful Beings), de Guðmundur Arnar Guðmundsson (Islândia/Dinamarca/Suécia/Holanda/República Checa)
Bettina, de Lutz Pehnert (Alemanha)
Cinco lobitos (Lullaby), de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha)
Concerned Citizen, de Idan Haguel (Israel)
Una femmina (Una Femmina – The Code of Silence), de Francesco Costabile (Itália)
Fogaréu, de Flávia Neves (Brasil/França)
Grand Jeté, de Isabelle Stever (Alemanha)
Heroji radničke klase (Working Class Heroes), de Miloš Pušić (Sérvia)
Kdyby radši hořelo (Somewhere Over the Chemtrails), de Adam Koloman Rybanský (República Checa)
No Simple Way Home, de Akuol de Mabior (Quênia/Sudão do Sul/África do Sul)
No U-Turn, de Ike Nnaebue (Nigéria/África do Sul/França/Alemanha)
El norte sobre el vacío (Northern Skies Over Empty Space), de Alejandra Márquez Abella (México)
Produkty 24 (Convenience Store), de Michael Borodin (Rússia/Eslovênia/Turquia)
Viens je t’emmène (Nobody’s Hero), de Alain Guiraudie (França)

Foto: Divulgação.

Festival de Berlim 2022: filmes brasileiros são selecionados para a mostra Forum

por: Cinevitor
Nilceia Vicente em Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre.

Depois de anunciar um novo formato por conta da pandemia de Covid-19, a 72ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 10 e 20 de fevereiro, revelou a seleção completa da mostra Forum, que traz filmes que apresentam reflexões sobre o meio cinematográfico, o discurso socioartístico e um sentido particular para a estética.

A programação visa expandir a compreensão do que é o cinema, testar os limites da convenção e abrir novas perspectivas para ajudar a compreender a sétima arte e como ela se relaciona com o mundo de novas maneiras. Os programas da 52ª edição da mostra Forum podem incluir questões que sirvam a esses fins, como: contemporâneo e histórico, cinema analógico e digital, arte de instalação, performance e música.

Na seleção deste ano, cineastas do mundo inteiro não perderam nada de sua inventividade e desejo artístico, por mais que a pandemia tenha paralisado a vida em nossas sociedades. O cinema brasileiro aparece com duas obras, entre elas, a ficção com cunho documental Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, uma coprodução entre Brasil e Portugal, com Joana Darc, Léa Alves e Andreia Vieira no elenco.

A sinopse diz: no ano de 2013, a Polícia Militar do Distrito Federal desencadeou uma grande operação de combate ao tráfico de drogas em Ceilândia, periferia de Brasília, desarticulando várias pequenas redes de comércio ilegal. Dezesseis homens foram presos. Um ano depois, as companheiras destes homens assumem o negócio. Rapidamente elas estabelecem o seu próprio espaço de ação, impondo novos códigos, reorganizando modos de produção e criando novas relações de trabalho. Sua disputa por poder econômico, simbólico e territorial lentamente se transforma numa guerra. Elas clamam espaço para o corpo feminino periférico e seus próprios códigos de ação. Elas são o mapa de um novo território.

Outra produção brasileira que se destaca na seleção é Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre, que traz a pandemia de Covid-19 como tema. A trama mostra jovens queer em São Paulo desafiando tanto o vírus quanto o fracasso político de seu governo. O elenco conta com Pedro Ribeiro, Jonata Vieira e Isabella Pereira; com participações especiais de Cida Moreira, Carlos Escher, Víctor Ivanon, Julia Katharine, Gilda Nomacce, Majeca Angelucci, Nilceia Vicente, Everaldo Pontes, Gabriel Stippe, Inês Brasil, Filipe Rossato e Lizette Negreiros.

Conheça os filmes selecionados para a mostra Forum do Festival de Berlim 2022:

Afterwater, de Dane Komljen (Alemanha/Espanha/Coreia do Sul/Sérvia)
Akyn (Poet), de Darezhan Omirbayev (Cazaquistão)
Bashtaalak sa’at (Shall I Compare You to a Summer’s Day?), de Mohammad Shawky Hassan (Egito/Líbano/Alemanha)
Camuflaje (Camouflage), de Jonathan Perel (Argentina)
Cette maison (This House), de Miryam Charleswith Schelby Jean-Baptiste, Florence Blain Mbaye e Eve Duranceau (Canadá)
El veterano (The Veteran), de Jeronimo Rodriguez (Chile)
Europe, de Philip Scheffner (Alemanha/França)
Für die Vielen – Die Arbeiterkammer Wien (For the Many – The Vienna Chamber of Labour), de Constantin Wulff (Áustria)
Geographies of Solitude, de Jacquelyn Mills (Canadá)
Happer’s Comet, de Tyler Taormina (EUA)
Jet Lag, de Zheng Lu Xinyuan (Suíça/Áustria)
L’état et moi, de Max Linz (Alemanha)
La edad media (The Middle Ages), de Alejo Moguillansky e Luciana Acuña (Argentina)
Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta (Brasil/Portugal)
Miền ký ức (Memoryland), de Kim Quy Bui (Vietnã/Alemanha)
Mis dos voces (My Two Voices), de Lina Rodriguez (Canadá)
Najeneun deopgo bameneun chupgo (Hot in Day, Cold at Night), de Park Song-yeol (Coreia do Sul)
Nie zgubiliśmy drogi (We Haven’t Lost Our Way), de Anka Sasnal e Wilhelm Sasnal (Polônia)
Nuclear Family, de Erin Wilkerson e Travis Wilkerson (EUA/Singapura)
O trio em mi bemol (The Kegelstatt Trio), de Rita Azevedo Gomes (Portugal/Espanha)
Rewind and Play, de Alain Gomis (Alemanha/França)
Scala, de Ananta Thitanat (Tailândia)
Super Natural, de Jorge Jácome (Portugal)
Terra que marca (Striking Land), de Raul Domingues (Portugal)
The United States of America, de James Benning (EUA)
Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre (Brasil)
Une fleur à la bouche (A Flower in the Mouth), de Éric Baudelaire (França/Alemanha/Coreia do Sul)

Foto: Cris Lyra.

Festival de Berlim 2022 anuncia novos filmes; curta-metragem brasileiro é selecionado

por: Cinevitor
Raquel Paixão no curta brasileiro Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro.

A 72ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 10 e 20 de fevereiro, anunciou novos filmes e mudanças no formato por conta do aumento de casos de Covid-19. A organização resolveu reduzir as exibições presenciais em competição para seis dias, além de limitar a capacidade de assentos nos cinemas.

Sendo assim, a cerimônia de premiação acontecerá no dia 16 de fevereiro. Depois disso, os filmes serão reprisados em diversos cinemas da cidade. Os eventos voltados para a indústria, como o European Film Market, Berlinale Co-Production Market, Berlinale Talents e World Cinema Fund serão realizados em formato on-line.

O drama Peter von Kant, dirigido pelo cineasta francês François Ozon, será o filme de abertura desta 72ª edição. Exibido em competição, o longa, que é uma adaptação livre de As Lágrimas Amargas de Petra von Kant, de Rainer Werner Fassbinder, conta com Denis Ménochet, Isabelle Adjani e Hanna Schygulla no elenco. Em comunicado oficial, Carlo Chatrian, diretor artístico do evento, disse: “Estamos muito felizes em receber François Ozon de volta ao festival. Para a abertura deste ano, procurávamos um filme que pudesse trazer leveza e vivacidade ao nosso cotidiano sombrio”.

O cineasta, que já foi premiado na Berlinale, também falou sobre a exibição: “É um prazer e uma honra retornar ao festival, onde só tenho ótimas lembranças, 22 anos depois da estreia de Gotas d’água em Pedras Escaldantes. O Festival de Berlim é o lugar ideal para conhecer Peter von Kant, que celebra minha ligação como diretor francês à cultura alemã. Obrigado pela seleção”.

Neste novo anúncio, o cinema brasileiro também marca presença na competição Berlinale Shorts Films com o curta-metragem Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro. Na trama, Gabriela é uma jovem pianista negra que irá se apresentar em seu primeiro grande recital. No entanto, um sonho com sua falecida mãe desestabiliza a mente e o coração de Gabriela, colocando em risco a sua apresentação. A partir de uma série de encontros ao longo de um dia, Gabriela irá se jogar em uma jornada de reconciliação com suas memórias e sua mãe. O elenco conta com Raquel Paixão, Leonardo Castro, Silvana Stein, André Pacheco, Indira Nascimento e Valéria Lima.

E mais: entre os 34 projetos de longas-metragens selecionados para a 19ª edição da Berlinale Co-Production Market, o Brasil aparece com Cachalote, de Angelo Defanti, produzido por Bárbara Defanti, da Sobretudo Produção.

Neste ano, o cineasta M. Night Shyamalan presidirá o Júri Internacional e a atriz francesa Isabelle Huppert será homenageada com o Urso de Ouro honorário. O júri da Berlinale Shorts Films contará com Rosa Barba, Reinhard W. Wolf e Payal Kapadia

Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Berlim 2022:

CURTAS-METRAGENS | Berlinale Shorts Films

Agrilogistics, de Gerard Ortín Castellví (Reino Unido/Espanha)
Amintiri de pe Frontul de Est (Memories from the Eastern Front), de Radu Jude e Adrian Cioflâncă (Romênia)
Ampangabagat Nin Talakba Ha Likol (It’s Raining Frogs Outside), de Maria Estela Paiso (Filipinas)
Bird in the Peninsula, de Atsushi Wada (França/Japão)
By Flávio, de Pedro Cabeleira (Portugal/França)
Chhngai Dach Alai (Further and Further Away), de Polen Ly (Camboja)
Dirndlschuld, de Wilbirg Brainin-Donnenberg (Áustria)
El sembrador de estrellas (The Sower of Stars), de Lois Patiño (Espanha)
Four Nights, de Deepak Rauniyar (EUA/México/Nepal)
Haulout, de Evgenia Arbugaeva e Maxim Arbugaev (Reino Unido/Rússia)
Heroínas (Heroines), de Marina Herrera (Peru)
Histoire pour 2 Trompettes (A Story for 2 Trumpets), de Amandine Meyer (França)
Jon-Jae-Ui Jib (House of Existence), de Joung Yumi (Coreia do Sul)
Kicking the Clouds, de Sky Hopinka (EUA)
Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro (Brasil)
Mars Exalté (Exalted Mars), de Jean-Sébastien Chauvin (França)
Retreat, de Anabela Angelovska (Alemanha)
Soum, de Alice Brygo (França)
Starfuckers, de Antonio Marziale (EUA)
Trap, de Anastasia Veber (Rússia/Lituânia)
Will My Parents Come to See Me, de Mo Harawe (Alemanha/Áustria/Somália)

GENERATION KPLUS | LONGAS-METRAGENS

Bimileui eondeok (The Hill of Secrets), de Lee Ji-eun (Coreia do Sul)
El reino de dios (The Realm of God), de Claudia Sainte-Luce (México)
Juunt Pastaza entsari (Waters of Pastaza), de Inês T. Alves (Portugal)
Moja Vesna, de Sara Kern (Austrália/Eslovênia)
My Small Land, de Emma Kawawada (Japão)
Rooz-e sib (The Apple Day), de Mahmoud Ghaffari (Irã)
Shabu, de Shamira Raphaëla (Holanda)
Terykony (Boney Piles), de Taras Tomenko (Ucrânia)

GENERATION KPLUS | CURTAS-METRAGENS

Alma y Paz (Alma and Paz), de Cris Gris (México/EUA)
Čuči čuči (Hush Hush Little Bear), de Māra Liniņa (Letônia)
Datsun, de Mark Albiston (Nova Zelândia)
Die allerlangweiligste Oma auf der ganzen Welt (The Most Boring Granny in the Whole World), de Damaris Zielke (Alemanha)
Gong ji (Rooster), de Myo Aung (Myanmar)
La reine des renards (The Queen of the Foxes), de Marina Rosset (Suíça)
Le variabili dipendenti (The Dependent Variables), de Lorenzo Tardella (Itália)
Louis I., König der Schafe (Louis I., King of the Sheep), de Markus Wulf (Alemanha/EUA)
Luce and the Rock, de Britt Raes (Bélgica/França/Holanda)
To Vancouver, de Artemis Anastasiadou (Grécia)
Wheels on the Bus, de Surya Shahi (Nepal)
Zuza v zahradách (Suzie in the Garden), de Lucie Sunková (República Tcheca/Eslováquia)

GENERATION 14plus | LONGAS-METRAGENS

Alis, de Clare Weiskopf e Nicolas van Hemelryck (Colômbia/Chile/Romênia)
Bubble, de Tetsurō Araki (Japão)
Kalle Kosmonaut, de Günther Kurth e Tine Kugler (Alemanha)
Skhema (Scheme), de Farkhat Sharipov (Cazaquistão)
Stay Awake, de Jamie Sisley (EUA)
Strana Sascha (The Land of Sasha), de Julia Trofimova (Rússia)

GENERATION 14plus | CURTAS-METRAGENS

Aos dezasseis (At Sixteen), de Carlos Lobo (Portugal)
Born in Damascus, de Laura Wadha (Reino Unido)
La fièvre (Fever), de Matias Carlier (Suíça)
Funkele, de Nicole Jachmann (Holanda)
Lay Me by the Shore, de David Findlay (Canadá)
Memoir of a Veering Storm, de Sofia Georgovassili (Grécia)
Meneath: The Hidden Island of Ethics, de Terril Calder (Canadá)
Tinashé, de Tig Terera (Austrália)
West by God, de Scott Lazer (EUA)

Foto: Wilssa Esser.

28º SAG Awards: conheça os indicados

por: Cinevitor
Lady Gaga em Casa Gucci, de Ridley Scott: três indicações.

O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 12/01, os indicados ao 28º Screen Actors Guild Awards, também conhecido como SAG Awards. O anúncio foi realizado em uma live no Instagram pelas atrizes Rosario Dawson e Vanessa Hudgens.

A presidente do SAG-AFTRA (Screen Actors Guild‐American Federation of Television and Radio Artists), Fran Drescher, também participou do vídeo, assim como Jason George e Elizabeth McLaughlin, membros do Comitê.

O prêmio, que elege os melhores atores da TV e do cinema, é considerado uma prévia para o Oscar, já que seus vencedores quase sempre acabam levando a estatueta dourada para casa. O SAG Awards 2022 acontecerá no dia 27 de fevereiro.

Confira a lista com os indicados ao 28º SAG Awards nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO
Belfast
Casa Gucci
King Richard: Criando Campeãs
Não Olhe para Cima
No Ritmo do Coração

MELHOR ATOR
Andrew Garfield, por tick, tick… Boom!
Benedict Cumberbatch, por Ataque dos Cães
Denzel Washington, por The Tragedy of Macbeth
Javier Bardem, por Apresentando os Ricardos
Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATRIZ
Jennifer Hudson, por Respect: A História de Aretha Franklin
Jessica Chastain, por Os Olhos de Tammy Faye
Lady Gaga, por Casa Gucci
Nicole Kidman, por Apresentando os Ricardos
Olivia Colman, por A Filha Perdida

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ben Affleck, por Bar Doce Lar
Bradley Cooper, por Licorice Pizza
Jared Leto, por Casa Gucci
Kodi Smit-McPhee, por Ataque dos Cães
Troy Kotsur, por No Ritmo do Coração

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana DeBose, por Amor, Sublime Amor
Caitriona Balfe, por Belfast
Cate Blanchett, por O Beco do Pesadelo
Kirsten Dunst, por Ataque dos Cães
Ruth Negga, por Identidade

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS
007 – Sem Tempo para Morrer
Duna
Matrix Resurrections
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis
Viúva Negra

Foto: Divulgação/Metro-Goldwyn-Mayer Pictures Inc.

MUAHS Awards 2022: conheça os indicados ao prêmio do Sindicato dos Maquiadores e Cabeleireiros

por: Cinevitor
Emma Stone em Cruella: duas indicações.

O Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros, Make-­Up Artists and Hair Stylists Guild, presidido atualmente por Julie Socash, foi fundado em novembro de 1937 e hoje conta com mais de 2.400 membros da indústria do entretenimento de todo o mundo.

Como de costume, anualmente realiza o Make-­Up Artists and Hair Stylists Guild Awards, prêmio que elege as melhores maquiagens e estilos de penteados do cinema, da TV, mídias digitais e do teatro. Os vencedores da 9ª edição serão anunciados no dia 19 de fevereiro no The Beverly Hilton Hotel.

Neste ano, a maquiadora Michèle Burke, vencedora do Oscar por A Guerra do Fogo e Drácula de Bram Stoker, e a cabeleireira Joy Zapata, quatro vezes premiada no Emmy por Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, Hairspray Live! e Westworld, e que também trabalhou em Nasce Uma Estrela e Maligno, receberão o Lifetime Achievement Award em homenagem aos seus trabalhos extraordinários e aclamados de contribuições excepcionais para as artes e ciências cinematográficas, além de excelentes serviços prestados ao sindicato e à indústria do entretenimento.

Conheça os indicados ao MUAHS Awards 2022 nas categorias de cinema:

MELHOR MAQUIAGEM | FILME CONTEMPORÂNEO
007 – Sem Tempo para Morrer, por Daniel Phillips
Não Olhe para Cima, por Liz Bernstrom, Julie LeShane, Claudia Moriel e Joseph Dulude ll
O Esquadrão Suicida, por Heba Thorisdottir, Greg Funk, Sabrina Wilson e Jillian Erickson
Um Príncipe em Nova York 2, por Merc Arceneaux, Vera Steimberg, Trent Simmons e Caroline Monge
Viúva Negra, por Paul Gooch, Paula Price e Deborah LaMia Denaver

MELHOR PENTEADO | FILME CONTEMPORÂNEO
007 – Sem Tempo para Morrer, por Daniel Phillips
Em um Bairro de Nova York, por Betsy Reyes, Valerie Velez, Annemarie Bradley-Sherron e Diedre Harris
Matrix Resurrections, por Flora Moody, Shunika Terry e Kerrie Smith
O Esquadrão Suicida, por Janine Rath-Thompson, Michelle Diamantides, Melizah Wheat e Kristen Saia
Um Príncipe em Nova York 2, por Stacey Morris, Carla Farmer, Louisa Anthony e Victor Paz

MELHOR MAQUIAGEM EM FILME DE ÉPOCA E/OU CARACTERIZAÇÃO
Apresentando os Ricardos, por Ana Lozano, David Craig Forrest, Kyra Panchenko e Denise Paulson
Casa Gucci, por Jana Carboni, Sarah Tanno, Daniel Lawson Johnston e Stefania Pellegrini
Cruella, por Nadia Stacey, Naomi Donne e Guy Common
Duna, por Donald Mowat, Jo-Ann MacNeil, Rocky Faulkner e Jennifer Stanfield
Os Olhos de Tammy Faye, por Linda Dowds, Ashleigh Chavis-Wolfe e Renee Goodwin

MELHOR PENTEADO EM FILME DE ÉPOCA E/OU CARACTERIZAÇÃO
Amor, Sublime Amor, por Kay Georgiou e Jerry DeCarlo
Apresentando os Ricardos, por Teressa Hill, Yvonne De Patis-Kupka Lindy Dunn e Kim Santantonio
Casa Gucci, por Giuliano Mariano, Frederic Aspiras, Alexis Continente e Anna Carin Lock
Cruella, por Nadia Stacey, Naomi Donne e Julia Vernon
Os Olhos de Tammy Faye, por Stephanie Ingram, Betty Lou Skinner, Heather Hawkins e Bryson Conley

MELHOR MAQUIAGEM DE EFEITOS ESPECIAIS
Casa Gucci, por Göran Lundström e Federica Castelli
Duna, por Donald Mowat, Love Larson, Eva von Bahr e Rocky Faulkner
O Esquadrão Suicida, por Shane Mahan, Brian Sipe, Matt Sprunger e Greg Funk
Os Olhos de Tammy Faye, por Justin Raleigh, Kelly Golden, Chris Hampton e Thom Floutz
Um Príncipe em Nova York 2, por Mike Marino, Michael Fontaine, Yoichi Art Sakamoto e Diana Choi

Foto: Divulgação/Disney.

A Jaula, com Chay Suede e Alexandre Nero, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Chay Suede em cena: dia 17 de fevereiro nos cinemas!

Dirigido por João Wainer, o thriller psicológico A Jaula, com Chay Suede e Alexandre Nero, chega aos cinemas no dia 17 de fevereiro com distribuição da Star Distributions. O longa conta também com Mariana Lima no elenco.

Na trama, Djalma (Chay Suede) vê um veículo de luxo estacionado numa rua tranquila e resolve roubar o rádio. Ele entra com facilidade, mas ao tentar sair descobre que está preso, incomunicável e sem água ou comida. Com o passar das horas, o ladrão descobre que caiu numa armadilha arquitetada por um famoso médico (Alexandre Nero), com quem luta pela sua liberdade e sobrevivência. Vingança, justiça e banalização da violência estão entre os temas que o filme levanta, em meio a um embate de tirar o fôlego.

A Jaula é o primeiro longa de ficção dirigido pelo fotógrafo e jornalista João Wainer, diretor dos documentários Pixo e Junho – O Mês que Abalou o Brasil. Baseado no filme argentino 4×4, o longa tem roteiro original assinado por Mariano Cohn e Gastón Duprat, a partir de adaptação de João Candido Zacharias. A produção é da Tx Filmes, em coprodução com a Star Original Productions.

Confira o trailer de A Jaula:

Foto: Reprodução/YouTube.

Festival de Roterdã 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Cantos de um Livro Sagrado, de Cesar Gananian e Cassiana Der Haroutiounian.

O Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR, International Film Festival Rotterdam), que acontece na Holanda, é considerado um dos maiores do mundo e destaca obras cinematográficos dirigidas por novos cineastas. Além das seções oficiais em sua programação, há também espaço para nomes consagrados, retrospectivas e programas temáticos.

Nesta ano, por conta da pandemia de Covid-19 e a preocupante disseminação da variante Ômicron na Europa, a 51ª edição, que acontecerá entre os dias 26 de janeiro e 6 de fevereiro, será realizada em formato on-line, assim como os eventos da indústria CineMart e Rotterdam Lab.

O comunicado oficial diz: “O IFFR reconhece o impacto desta decisão crítica, que é amplamente sentida e afeta nossa comunidade cinematográfica, público e parceiros. Assumimos o compromisso de apresentar um programa on-line em condições que garantam a segurança do público, funcionários e convidados na celebração do cinema”. Os programas educacionais do festival também serão adaptados ou adiados até o final do ano para oferecer aos alunos e estudantes acesso ao cinema com a curadoria do festival.

A cerimônia de abertura contará com a exibição do curta-metragem Stranger Than Rotterdam with Sara Driver, de Lewie Kloster e Noah Kloster, e com o longa Please Baby Please, de Amanda Kramer, cineasta americana que também será destaque na mostra Focus.

O cinema brasileiro ganha destaque entre os selecionados na mostra competitiva de curtas-metragens com Cantos de um Livro Sagrado (Chants from a Holy Book), de Cesar Gananian e Cassiana Der Haroutiounian, sobre a Revolução de Veludo, que aconteceu na antiga Checoslováquia; e urban solutions, de Arne Hector, Luciana Mazeto, Vinícius Lopes e Minze Tummescheit, coprodução com a Alemanha, no qual um artista europeu escreve sobre sua experiência em retratar a vida no Brasil durante o período colonial. 

Enquanto isso, no novo programa Harbour, que apresenta a profundidade do cinema contemporâneo, duas produções brasileiras se destacam: Medusa, de Anita Rocha da Silveira; e A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo, uma coprodução entre México, Alemanha, Brasil, Argentina, Suíça e Estados Unidos.

O time de jurados da 51ª edição será formado por: Farid Tabarki, Gust Van den Berghe, a produtora brasileira Tatiana Leite, Thekla Reuten e Zsuzsi Bankuti na Tiger Competition; Louk Haffmans, Alex Spaanderman, Eva Langerak, Karen Kroese e Mylaine Roelofs na mostra Big Screen; e Nduka Mntambo, Rieke Vos e Tim Leyendekker na competitiva de curtas.

Conheça os filmes selecionados para o Festival Internacional de Cinema de Roterdã 2022:

TIGER COMPETITION

A Criança, de Marguerite de Hillerin e Félix Dutilloy-Liégeois (Portugal)
EAMI, de Paz Encina (Paraguai/Alemanha/Argentina/Holanda/França/EUA)
Excess Will Save Us, de Morgane Dziurla-Petit (Suécia)
Kafka for Kids, de Roee Rosen (Israel)
Le rêve et la radio, de Renaud Després-Larose e Ana Tapia Rousiouk (Canadá)
Malintzin 17, de Mara Polgovsky e Eugenio Polgovsky (México)
Met mes, de Sam de Jong (Holanda)
Proyecto Fantasma, de Roberto Doveris (Chile)
Silver Bird and Rainbow Fish, de Lei Lei (EUA/Holanda)
The Cloud Messenger, de Rahat Mahajan (Índia)
The Plains, de David Easteal (Austrália)
To Love Again, de Gao Linyang (China)
Yamabuki, de Yamasaki Juichiro (Japão/França)

BIG SCREEN COMPETITION

Assault, de Adilkhan Yerzhanov (Cazaquistão/Rússia)
Broadway, de Christos Massalas (Grécia/França/Romênia)
CE2, de Jacques Doillon (França)
Daryn’s Gym, de Brett Michael Innes (África do Sul)
Drifting Petals, de Clara Law (Austrália)
Kung Fu Zohra, de Mabrouk El Mechri (França)
Mi vacío y yo, de Adrián Silvestre (Espanha)
Splendid Isolation, de Urszula Antoniak (Holanda)
The Island, de Anca Damian (Romênia)

BRIGHT FUTURE

A Human Position, de Anders Emblem (Noruega)
As in Heaven, de Tea Lindeburg (Dinamarca)
Blue Island, de Chan Tze-woon (Hong Kong)
Brotherhood, de Francesco Montagner (República Checa)
Eles transportan a morte, de Helena Girón e Samuel M. Delgado (Espanha)
Freda, de Gessica Généus (França)
Hawk’s Muffin, de Krishnendu Kalesh (Índia)
Journey to the West, de Kong Dashan (China)
Kim Min-young of the Report Card, de Lee Jae-eun e Lim Jisun (Coreia do Sul)
Lucie perd son cheval, de Claude Schmitz (Bélgica)
Stand By Me, de Tamara Dondurey (Rússia)
The African Desperate, de Martine Syms (EUA)
The Cathedral, de Ricky D’Ambrose (EUA)
The Last Ride of the Wolves, de Alberto De Michele (Holanda)
Zalava, de Arsalan Amiri (Irã)

AMMODO TIGER SHORT COMPETITION

Answering the Sun, de Rainer Kohlberger (Áustria/Alemanha)
Becoming Male in the Middle Ages, de Pedro Neves Marques (Portugal)
Cantos de um Livro Sagrado, de Cesar Gananian e Cassiana Der Haroutiounian (Brasil)
Constant, de Sasha Litvintseva e Beny Wagner (Alemanha/Reino Unido)
Dawn, de Leonor Noivo (Portugal)
El nombre de las cosas, de Diego Escobar (Chile)
Glass Life, de Sara Cwynar (EUA)
Isn’t It a Beautiful World, de Joseph Wilson (Reino Unido)
Nazarbazi, de Maryam Tafakory (Irã/Reino Unido)
Nosferasta: First Bite, de Bayley Sweitzer e Adam Khalil (EUA)
Polycephaly in D, de Michael Robinson (EUA)
Punctured Sky, de Jon Rafman (EUA)
Songs for living, de Korakrit Arunanondchai e Alex Gvojic (EUA/Tailândia)
The Making of Crime Scenes, de Hsu Che-yu (França/Taiwan)
Tomorrow Is a Water Palace, de Juanita Onzaga (Bélgica)
urban solutions, de Arne Hector, Luciana Mazeto, Vinícius Lopes e Minze Tummescheit (Alemanha/Brasil)

HARBOUR

A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo (México/Alemanha/Brasil/Argentina/Suíça/EUA)
Anatomy of Time, de Jakrawal Nilthamrong (Tailândia)
Battlecry, de Yanakaya (Japão)
Clara Sola, de Nathalie Álvarez (Suécia/Costa Rica/Bélgica)
Hit the Road, de Panah Panahi (Irã)
Hold Me Tight, de Mathieu Amalric (França)
Life of Crime 1984-2020, de Jon Alpert (EUA)
Medea, de Alexander Zeldovich (Rússia)
Medusa, de Anita Rocha da Silveira (Brasil)
Mon Légionnaire, de Rachel Lang (Bélgica)
Neptune Frost, de Saul Williams e Anisia Uzeyman (Ruanda)
Quién lo impide, de Jonás Trueba (Espanha)
The Execution, de Lado Kvataniya (Rússia)
The King of Laughter, de Mario Martone (Itália)
The Mole Song: Final, de Miike Takashi (Japão)
Tralala, de Jean-Marie Larrieu e Arnaud Larrieu (França)

Foto: Divulgação.

III Curta na Serra: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Quézia Oliveira Dias no curta cearense A Beleza de Rose, de Natal Portela.

A terceira edição da mostra Curta na Serra, que acontece em Serra Negra, distrito de Bezerros, e tem como objetivo difundir a cultura do cinema no Agreste pernambucano, acontecerá entre os dias 18 e 30 de janeiro em formato híbrido

Além da exibição de 35 curtas-metragens nacionais, o evento contará com atividades formativas, culturais e ecológicas. Toda a programação on-line poderá ser acompanhada gratuitamente através do site (clique aqui). Já as atividades presenciais acontecerão de forma descentralizada.

De acordo com o cineasta Marlom Meirelles, que assina a produção executiva da mostra, uma das novidades desta edição é o recorte nacional na seleção das obras: “Nas primeiras edições, tivemos filmes voltados para Pernambuco e posteriormente para o Nordeste, tendo como intuito apresentar estes recortes da cinematografia local para um público não familiarizado com o formato de curta-metragem. Nesta terceira edição, trazemos um escopo nacional que apresenta ao público toda a pluralidade de olhares e sotaques do Brasil”.

Para a mostra, o curador Vitor Búrigo separou os curtas-metragens, que estarão disponíveis entre os dias 24 e 30 de janeiro, em três panoramas temáticos, cada um com dez obras. São eles: É Preciso Estar Atento e Forte, com importantes e urgentes pautas sociais; Fantástico Imaginário, com uma seleção com narrativas fantasiosas, mas ainda assim próximas da realidade; e O Tempo ao Redor, com histórias que atravessam estações. Cada um dos conjuntos abriga obras dos mais diversos gêneros cinematográficos, sendo possível conferir documentários, ficções, animações e filmes experimentais.

Segundo o curador: “A intenção é oferecer uma variedade de histórias e narrativas que aproximam os indivíduos da cultura do cinema e de suas identidades, sem deixar de envolver nessa relação temas sociais e políticos. A ideia é promover cultura e também debates e reflexões”, explica Vitor, que fará a mediação dos debates com os realizadores, que estarão disponíveis no canal do YouTube da mostra.

O Curta na Serra também realiza duas mostras temáticas especiais. A primeira, Mostra Homenagem Katia Mesel faz um tributo à vida e obra da cineasta pernambucana, considerada a primeira mulher a dirigir um longa-metragem em Pernambuco e a participar de um festival de cinema brasileiro. Katia é uma das homenageadas do evento ao lado de Das Neves, artista plástica natural de Bezerros. A segunda mostra especial, Mostra VerOuvindo, abriga filmes com recursos de acessibilidade comunicacional em audiodescrição: AD (legendas para surdos e ensurdecidos) e LSE (tradução para a Língua Brasileira de Sinais – Libra).

Já entre as atividades de formação, entre 18 e 21 de janeiro, o Curta na Serra promove, de forma presencial, a oficina Serra Animada, uma formação em cinema de animação com a técnica de stop motion, comandada por Paulo Leonardo. As aulas acontecerão em parceria com o Centro de Artesanato de Pernambuco, unidade Bezerros, e tem como ideia contribuir para a difusão da linguagem do stop motion. Como resultado prático, um curta-metragem animado será realizado durante as aulas.

Ainda no quesito formação, a mostra promove a masterclass Produção Audiovisual por uma Perspectiva do Interior de Pernambuco, ministrada por Caio Dornelas, idealizador da Mostra Canavial de Cinema e do Curso Engenho de Imagens. O intuito da atividade é investigar os percursos já traçados que desembocaram em realizações de projetos de filmes, festivais, cursos, laboratórios e projetos audiovisuais, mas também debater estratégias para o surgimento de ecossistemas férteis à consolidação de uma cena cinematográfica em regiões do interior do Brasil.

Ciente da importância do cinema chegar ao interior dos estados, no dia 22 de janeiro, a partir das 19h, o Curta na Serra promove, de forma presencial, uma exibição pública de curtas-metragens na Vila de Serra Negra, especialmente para os moradores da zona rural de Bezerros: “Realizar uma sessão especial ao ar livre é a forma que encontramos para difundir a cultura audiovisual para o público da região, que ainda se encontra, em sua maioria, fora das salas de cinema. Uma realidade vista aqui e em diversas outras cidades do interior”, afirma Marlom.

Também integram a programação a roda de diálogos Interiorização e audiovisual pós-pandemia, que irá reunir realizadores de mostras e festivais de cinema para falar sobre como esses eventos sobreviveram durante a pandemia e quais são as expectativas para o futuro; uma visita ao MUCAMuseu de Cinema de Animação Lula Gonzaga, em Gravatá; e ainda uma atividade de caráter ambiental: um mutirão de limpeza voluntária no Parque Ecológico da Serra Negra.

Conheça os filmes selecionados para o 3º Curta na Serra:

PANORAMA 1 | É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE

Baile, de Cíntia Domit Bittar (SC)
Canudos em Minha Pele, de Rosa Amorim (PE)
Faixa de Gaza, de Lúcio César Fernandes (PB)
Gilson, de Vitoria Di Bonesso (SP)
Neguinho, de Marçal Vianna (RJ)
Pega-se Facção, de Thaís Braga (PE)
Quando a Chuva Vem, de Jefferson Batista (PE)
Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi (RJ)
Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno (PR)
Vai Melhorar, de Pedro Fiuza (RN)

PANORAMA 2 | FANTÁSTICO IMAGINÁRIO

4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antonio Pereira (MG)
Bloco do Isolamento, de Daniel Barros (PE)
Mãtãnãg, a Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
NEO Sertão Capítulo II: Profecia, de Camilla Lapa e Pally Siqueira (PE)
Nimbus, de Marcos Buccini (PE)
O Balido Interno, de Eder Déo (PE)
O Grande Amor de um Lobo, de Adrianderson Barbosa e Kennel Rógis (RN)
O Menino que Morava no Som, de Felipe Soares (PE)
O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli (RJ)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)

PANORAMA 3 | O TEMPO AO REDOR

5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)
Extratos, de Sinai Sganzerla (SP)
Foi um Tempo de Poesia, de Petrus Cariry (CE)
Lambada Estranha, de Luisa Marques e Darks Miranda (RJ)
Noite de Seresta, de Muniz Filho e Sávio Fernandes (CE)
O Homem das Gavetas, de Duda Rodrigues (SP)
Playlist, de Pedro Melo (PE)
Tia Iracy Futebol Clube, de Layla Sah (CE)
Urubá, de Rodrigo Sena (RN)

MOSTRA HOMENAGEM KATIA MESEL

Recife de Dentro pra Fora, de Katia Mesel (1997)
Sulanca, de Katia Mesel (1986)

MOSTRA VerOuvindo

Cabocolino, de João Marcelo (PE)
Ethxô Nandudya, de Direção Coletiva (PE)
O Rio: Um Itinerário Poético, de Adelina Pontual (PE)

*O Curta na Serra é uma realização da produtora Eixo Audiovisual, com apoio da Prefeitura de Bezerros, incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

Foto: Divulgação.

Globo de Ouro 2022: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Kodi Smit-McPhee em Ataque dos Cães: melhor ator coadjuvante.

Sem tapete vermelho e sem transmissão pela TV, os vencedores da 79ª edição do Globo de Ouro foram anunciados neste domingo, 09/01, pelas redes sociais da HFPA, Hollywood Foreign Press Association.

A ausência de uma cerimônia televisionada, com a participação de diversas celebridades, de um dos prêmios mais conhecidos do cinema e da TV foi causada pelas polêmicas que a premiação enfrentou no começo do ano passado envolvendo acusações de corrupção entre os votantes. Além disso, a emissora americana NBC anunciou que não transmitiria mais a próxima cerimônia do Globo de Ouro por conta da falta de representatividade entre os membros da HFPA; o boicote também foi adotado por outros grandes nomes da indústria. Depois, os membros aprovaram um novo Código de Conduta Profissional e Ética estabelecendo os valores, expectativas e padrões da Hollywood Foreign Press Association.

Nos últimos meses, a HFPA reformulou completamente seu estatuto, implementando mudanças radicais sobre diversidade, equidade, inclusão e muito mais. Recentemente, 21 novos membros, todos eleitores pela primeira vez no Globo de Ouro, foram anunciados.

Neste ano, o drama Ataque dos Cães, dirigido por Jane Campion, que liderava a lista de indicações, se consagrou em três categorias: melhor filme dramático, direção e ator coadjuvante para Kodi Smit-McPhee. O musical Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg, se destacou com três estatuetas.

Entre as séries, Succession e Hacks foram premiadas, assim como Kate Winslet, por Mare of Easttown, e Jason Sudeikis, por Ted Lasso. Porém, o grande destaque da noite foi MJ Rodriguez, de Pose, eleita a melhor atriz em série dramática, tornando-se a primeira mulher trans a vencer o Globo de Ouro.

Com relevância questionada, o prêmio chegou a convidar algumas celebridades para a cerimônia, mas quase todas recusaram; vídeos com depoimentos de Jamie Lee Curtis e Arnold Schwarzenegger foram divulgados nas redes sociais durante o anúncio dos vencedores.

Conheça os vencedores do Globo de Ouro 2022 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME | DRAMA
Ataque dos Cães, de Jane Campion

MELHOR FILME | COMÉDIA/MUSICAL
Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg

MELHOR ATOR | DRAMA
Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATRIZ | DRAMA
Nicole Kidman, por Apresentando os Ricardos

MELHOR ATOR | COMÉDIA OU MUSICAL
Andrew Garfield, por tick, tick… Boom!

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA OU MUSICAL
Rachel Zegler, por Amor, Sublime Amor

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Kodi Smit-McPhee, por Ataque dos Cães

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana DeBose, por Amor, Sublime Amor

MELHOR DIREÇÃO
Jane Campion, por Ataque dos Cães

MELHOR ROTEIRO
Belfast, escrito por Kenneth Branagh

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi (Japão)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Encanto, de Jared Bush, Byron Howard e Charise Castro Smith

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Duna, por Hans Zimmer

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
No Time to Die, por Billie Eilish e Finneas O’Connell (007 – Sem Tempo para Morrer)

Foto: Divulgação/Netflix.

National Society of Film Critics anuncia os melhores de 2021

por: Cinevitor
Hidetoshi Nishijima e Tôko Miura em Drive My Car, de Ryûsuke Hamaguchi.

Fundada em 1966, a National Society of Film Critics é formada por importantes críticos americanos e o seu prêmio anual, que elege os melhores da sétima arte, é considerado um dos mais prestigiados da indústria cinematográfica.

Os membros da NSFC, que tem Justin Chang como presidente, trabalham nos principais jornais e veículos de Los Angeles, Boston, Nova York, Filadélfia e Chicago, incluindo: Wall Street Journal, Los Angeles Times, New Yorker, Christian Science Monitor e NPR. Vale lembrar que qualquer filme que estreou nos Estados Unidos nos cinemas ou em uma plataforma de streaming durante o ano estava qualificado para a premiação. 

O japonês Drive My Car, de Ryûsuke Hamaguchi, premiado em Cannes, foi eleito o melhor filme de 2021 pelos críticos. O segundo lugar ficou com o francês Pequena Mamãe, de Céline Sciamma; Ataque dos Cães, de Jane Campion, uma coprodução entre Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, ficou em terceiro. De acordo com as regras da NSFC, a categoria de melhor filme estrangeiro ficou de fora da premiação deste ano porque o prêmio máximo já foi entregue para uma obra internacional.

Além disso, os prêmios foram dedicados à memória de dois membros da National Society of Film Critics: Morris Dickstein e Michael Wilmington. Liz Weis, diretora executiva da NSFC, que deixa o cargo depois de 47 anos, também foi honrada por suas décadas de liderança extraordinária e serviço incansável à organização.

Confira a lista com os melhores de 2021 segundo a National Society of Film Critics Award:

MELHOR FILME
Drive My Car (Doraibu mai kâ), de Ryûsuke Hamaguchi (48 pontos)
2º: Pequena Mamãe (Petite maman), de Céline Sciamma (25 pontos)
3º: Ataque dos Cães, de Jane Campion (23 pontos)

MELHOR DIREÇÃO
Ryûsuke Hamaguchi, por Drive My Car e Roda do Destino (46 pontos)
2º: Jane Campion, por Ataque dos Cães (36 pontos)
3º: Céline Sciamma, por Pequena Mamãe (28 pontos)

MELHOR ATRIZ
Penélope Cruz, por Madres Paralelas (55 pontos)
2º: Renate Reinsve, por The Worst Person in the World (42 pontos)
3º: Alana Haim, por Licorice Pizza (32 pontos)

MELHOR ATOR
Hidetoshi Nishijima, por Drive My Car (63 pontos)
2º: Benedict Cumberbatch, por Ataque dos Cães (44 pontos)
3º: Simon Rex, por Red Rocket (30 pontos)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ruth Negga, por Identidade (46 pontos)
2º: Ariana DeBose, por Amor, Sublime Amor (22 pontos)
3º: Jessie Buckley, por A Filha Perdida (21 pontos)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Anders Danielsen Lie, por The Worst Person in the World (54 pontos)
2º: Vincent Lindon, por Titane (33 pontos)
3º: Mike Faist, por Amor, Sublime Amor e Kodi Smit-McPhee, por Ataque dos Cães (26 pontos)

MELHOR ROTEIRO
Drive My Car, escrito por Ryusuke Hamaguchi e Takamasa Oe (46 pontos)
2º: Madres Paralelas, escrito por Pedro Almodóvar (22 pontos)
3º: Licorice Pizza, escrito por Paul Thomas Anderson (20 pontos)

MELHOR FOTOGRAFIA
The Green Knight, por Andrew Droz Palermo (52 pontos)
2º: Ataque dos Cães, por Ari Wegner (40 pontos)
3º: Memoria, por Sayombhu Mukdeeprom (35 pontos)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen (41 pontos)
2º: Procession, de Robert Greene (28 pontos) e The Velvet Underground, de Todd Haynes (28 pontos)

MENÇÃO ESPECIAL (para um filme que aguarda distribuição nos Estados Unidos)
Retour à Reims (Fragments), de Jean-Gabriel Périot (França)

FILM HERITAGE AWARD
Maya Cade: pela fundação do Black Film Archive, que amplia o conhecimento e o acesso aos filmes negros realizados entre 1915 e 1979
Peter Bogdanovich e Bertrand Tavernier: que nunca perderam a paixão pelos filmes e pela história do cinema

Foto: Divulgação.

Oscar 2022: Deserto Particular está fora da disputa; Seiva Bruta, curta-metragem brasileiro, é pré-selecionado

por: Cinevitor
A atriz Samantha Castillo no curta brasileiro Seiva Bruta.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou, nesta terça-feira, 21/12, uma lista com os pré-selecionados para o Oscar 2022 em dez categorias, entre elas, melhor filme internacional, antes conhecida como melhor filme estrangeiro.

O Brasil estava representado com Deserto Particular, de Aly Muritiba, premiado na mostra Giornate degli Autori, do Festival de Veneza. Mas, infelizmente, o longa não conseguiu uma vaga entre os 15 semifinalistas. Para esta 94ª edição, 93 países foram classificados, entre eles, Somália, candidato pela primeira vez.

Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os semifinalistas na shortlist.

O mexicano A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo, premiado em San Sebastián e que recebeu Menção Especial na mostra Un Certain Regard, em Cannes, segue na disputa. O longa é uma coprodução entre Alemanha, Brasil (com a produtora Desvia), Qatar, Argentina, Suíça e Estados Unidos.

Porém, o cinema brasileiro segue na disputa por uma estatueta dourada na categoria de melhor curta-metragem de ficção com Seiva Bruta (Under the Heavens), de Gustavo Milan. Na trama, Marta, uma jovem venezuelana, está imigrando para o Brasil quando encontra um jovem casal com uma filha. Sua habilidade de amamentar faz com que seus destinos se interliguem para sempre. 

O elenco conta com Samantha Castillo, Luiz Carlos Vasconcelos, Abilio Torres e Brenda Moreno. Com fotografia de Lasse Ulvedal Tolbøll e música de Ariel Marx, o curta foi premiado no HollyShorts Film Festival e ficou entre os dez mais votados pelo público do Curta Kinoforum deste ano.

Os finalistas serão revelados no dia 8 de fevereiro de 2022 e a cerimônia acontecerá no dia 27 de março, no Dolby Theatre, em Hollywood.

Confira a lista com os quinze semifinalistas ao Oscar 2022 de melhor filme internacional:

ALEMANHA: I’m Your Man (Ich bin dein Mensch), de Maria Schrader
ÁUSTRIA: Great Freedom, de Sebastian Meise
BÉLGICA: Playground (Un monde), de Laura Wandel
BUTÃO: Lunana: A Yak in the Classroom, de Pawo Choyning Dorji
DINAMARCA: Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen
ESPANHA: El buen patrón, de Fernando León de Aranoa

FINLÂNDIA: Compartment Nº 6, de Juho Kuosmanen
ISLÂNDIA: Lamb, de Valdimar Jóhannsson
IRÃ: Um Herói (Ghahreman), de Asghar Farhadi
ITÁLIA: A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino
JAPÃO: Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi
KOSOVO: Colmeia (Zgjoi), de Blerta Basholli
MÉXICO: A Noite do Fogo (Noche de Fuego), de Tatiana Huezo
NORUEGA: The Worst Person in the World (Verdens verste menneske), de Joachim Trier
PANAMÁ: Plaza Catedral, de Abner Benaim

*Clique aqui e confira as listas completas com os pré-selecionados.

Foto: Marcel Favery.

25ª Mostra de Cinema de Tiradentes: conheça os curtas-metragens selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta pernambucano Cabocolino, de Joao Marcelo: selecionado.

A 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 21 e 29 de janeiro de 2022, exibirá 100 curtas-metragens de 18 estados brasileiros em diferentes sessões que abarcam a pluralidade da produção audiovisual nacional em um de seus formatos mais arrojados.

Seguindo todos os protocolos sanitários, a Mostra retorna com ações no formato presencial, além do ambiente on-line, que permitirá o encontro direto dos espectadores com esses filmes, sempre tão aguardados por apontarem o que de mais novo tem sido feito na produção do país.

A curadoria de curta-metragem para 2022 teve o trabalho desenvolvido pelo trio Camila Vieira, Tatiana Carvalho Costa e Felipe André Silva. Apesar da pandemia e dos impactos no cenário cultural, foram recebidas 919 inscrições, das quais definiram-se os 100 filmes, distribuídos em diversas mostras.

Os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro aparecem com a maior quantidade de trabalhos na seleção, respectivamente 30, 19 e 13. Há também filmes do Acre (2), Amazonas (2), Bahia (6), Ceará (8), Distrito Federal (4), Espírito Santo (1), Mato Grosso (1), Pará (2), Paraíba (1), Pernambuco (5), Piauí (1), Rio Grande do Norte (4), Rio Grande do Sul (4), Santa Catarina (2) e Sergipe (1).

Um levantamento, feito pelo assistente de curadoria Rubens Fabricio Anzolin, revela informações importantes sobre o cenário de curta-metragem que se apresentou à Mostra de Tiradentes. Um total de 179 dos mais de 900 curtas inscritos (ou seja, quase 20%) foram financiados com recursos da Lei Aldir Blanc (LAB), incentivo emergencial que permitiu a centenas de trabalhadores da cultura sobreviverem ou manterem-se em atividade durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19.

Para a curadora Camila Vieira, a LAB capilarizou a produção, permitindo quantidade significativa de filmes inscritos vindos não só de capitais, mas de cidades do interior dos estados: “Esse fenômeno nos fez pensar que tipo de cinema é feito fora dos centros e também percebermos, em muitos que chegaram, uma grande inexperiência com cinema, que pode ter a ver com a falta de oportunidades”, comenta.

Felipe André Silva, também curador, reforça que a LAB colocou muita gente para criar em pouco tempo e com poucos recursos, o que gerou filmes irregulares, mas também algumas potências que chamaram atenção: “Artistas de outras áreas para além do cinema se arriscaram a fazer filmes com esse fomento, o que talvez não acontecesse em outras circunstância que não fosse uma urgência como aconteceu. Se algo chama atenção nos curtas-metragens dessa edição, eu digo que é o triunfo da criatividade. Porque os cineastas precisaram se virar com o que tinham. E se, em 2020, os filmes eram feitos já com pouco dinheiro, agora eles foram feitos com quase nada”, avalia Felipe.

Para Tatiana Carvalho Costa, também curadora, há muitos curtas pré-pandemia ou feitos depois que não endereçam diretamente as questões da vivência pandêmica e trazem registros e fabulações de possibilidade de vida: “Não são necessariamente narrativas otimistas, mas de uma vida possível, imperfeita, com lampejos de alegria e beleza, com sofrimento, sobretudo uma vida em conjunto, com uma força coletiva (nas histórias e nos métodos de produção) para enfrentar um futuro incerto. Dos selecionados, me parece que poucos se fecham em questões e dramas individuais. Há alguns filmes que apresentam muito diretamente um desejo de futuro, entendendo as incertezas e a persistência de traumas que a pandemia escancarou, relacionados às desigualdades sociais ou de gênero/classe/raça”, disse Tatiana.

No total de inscrições, predominaram as ficções (42,2%), seguidas pelos documentários (28,1%), experimentais (24,4%) e animações (5,2%). Dentre os selecionados, as proporções acabaram se mantendo: respectivamente 45,8%, 29,2%, 21,9% e 3,1%.

A mistura de linguagens também chamou atenção da curadoria e dialoga com a temática da Mostra de Tiradentes em 2022, Cinema em Transição: “O audiovisual foi apropriado por criadores das artes cênicas, da performance, da música, das artes visuais, que foram investigar eles mesmos o próprio cinema”, disse Camila Vieira. O assunto vai render um debate temático, Poéticas de um cinema em transição, com a presença de alguns diretores da Mostra Temática.

Dados sobre identidade de gênero, segundo autodeclaração dos realizadores em formulário apresentado na inscrição, mostram que 47,8% dos inscritos se disseram homem cis; 27,3%, mulher cis; não-binário foram 2,8%; homem trans e mulher trans foram 0,3% cada, e travesti, 0,5%. Um total de 20,4% não declararam identidade de gênero. Felipe André Silva destaca que, entre os curtas selecionados, há quantidade significativa de filmes com direção de pessoas queer, especialmente com narrativas lésbicas: “Esses curtas de cineastas queer são alguns dos mais interessantes esse ano e nos fazem pensar se isso se deveu a políticas afirmativas que permitiram o surgimento dessas narrativas, muito necessárias, ou se foi uma circunstância desse momento. É algo ainda a ser refletido”.

Nos números de raça, também por autodeclaração, foram inscritos filmes de cineastas brancos (49,4%), negros (27%), indígenas (2,2%), amarelos (0,8%), outras (0,9%) e não-declarados (19,4%). Entre os selecionados, a proporção de etnias foi: 47,5% branca, 30,3% negra; 3% indígena; 2% amarela; 16,2% não-declarada; 1% outra. “Este é o ano com maior quantidade de curtas selecionados realizados por pessoas indígenas (3) e pessoas negras (30) na direção. Isso me parece uma tendência que vem se mostrando desde 2018, quando a Mostra começou a coletar esses dados”, pontua a curadora Tatiana Carvalho Costa.

Conheça os curtas-metragens selecionados para a 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

MOSTRA FOCO

A Morte de Lázaro, de Bertô (SP)
Bege Euforia, de Anália Alencar (RN)
Bicho Azul, de Rafael Spínola (RJ)
Eu Te Amo é no Sol, de Yasmin Guimarães (MG)
Iceberg, de Will Domingos (RJ)
Ingra!, de Nicolas Thomé Zetune (SP)
Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)
Na estrada sem fim há lampejos de esplendor, de Liv Costa e Sunny Maia (CE)
O Nascimento de Helena, de Rodrigo Almeida (RN)
Prata, de Lucas Melo (RJ)
Prosopopeia, de Andreia Pires (CE)
Rumo ao Desvio, de Linga Acácio (CE)
Uma paciência selvagem me trouxe até aqui, de Érica Sarmet (SP)

MOSTRA PRAÇA

[O Vazio Que Atravessa], de Fernando Moreira (MG)
A Represa é o Meu Quintal, de Bruna Carvalho Almeida (SP)
A Vida em meus Punhos, de Marília Hughes Guerreiro (BA)
Acesso, de Julia Leite (SP)
Ansdionte, de Gabriel Werneck (MG)
Central de Memórias, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA)
Deus me Livre, de Carlos Henrique de Oliveira e Luis Ansorena Hervés (PR)
Ibeji Ibeji, de Victor Rodrigues (RJ)
Ímã de Geladeira, de Carolen Meneses e Sidjonathas Araújo (SE)
Magnético, de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt (SC)
Margaridinha, uma Criança Antiga, de Caroline Chamusca e Karla Beck (RJ/SP)
Meus Santos Saúdam Teus Santos, de Rodrigo Antonio (PA)
Time de Dois, de André Santos (RN)

MOSTRA PANORAMA

Abominável, de Cris Lyra e Larissa Ballarotti (SP)
Alágbedé, de Safira Moreira (BA)
Angu Recheado de Senzala, de Stanley Albano (MG)
Bicho Solto, de Dayse Barreto (SP/CE)
Cabocolino, de Joao Marcelo (PE)
Colmeia, de Maurício Chades (DF)
Coração Sozinho, de Leon Reis (CE)
Curió, de Priscila Smiths e P.H.Diaz (CE)
Curupira e a Máquina do Destino, de Janaina Wagner (SP/AM)
Dois Bois, de Perseu Azul (MT)
Dois garotos que se afastaram demais do sol, de Cibele Appes de Sousa Coelho e Lucelia Sergio (SP)
JIB, de Lira Kim (SP)
Labirinto, de Henrique Zanoni (SP)
Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro (RJ)
Os Demônios Menores, de Iuri Minfroy (RS)
Possa Poder, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)
Quarentena, de Adriel Nizer e Nando Sturmer (PR)
Romance, de Karine Teles (RJ/MG)
Sad Faggots + Angry Dykes Club, de Viq Viç Vic (PE)
Sangue por Sangue, de Ian Abé e Rodolpho de Barros (PB)
Tereza Joséfa de Jesus, de Samuel Costa (SP)
Tito, uma Videópera Pop do Cerrado Mineiro em Chamas, de Fernando Barcellos (MG)
Transviar, de Maíra Tristão (ES)
Uma Escola no Marajó, de Camila Kzan (PA)
Usina-Desejo contra a Indústria do Medo, de Clarissa Ribeiro, Lorran Dias e Amanda Seraphico (RJ)
Viver distrai, de Ayla de Oliveira (PE)

MOSTRA TEMÁTICA

521 anos | Siia Ara, de Adanilo (AM)
Camboa, de Bruno Moreno (PI)
Centelha, de Renato Vallone (AC)
Indução ao Processo de Autodesconhecimento 00001, de Aoruaura (PE)
Mutirão: O Filme, de Lincoln Péricles (SP)
Qual é a grandeza?, de Marcus Curvelo (BA)
Rua Ataléia, de André Novais Oliveira (MG)
Voz na escuridão, de José Hélio Neto (SP)
Yãy Tu Nũnãhã Payexop: Encontro de Pajés, de Sueli Maxakali (MG)

MOSTRA FOCO MINAS

Ácaros, de Samuel Marotta (MG)
Azulscuro, de Evandro Caixeta e João Gilberto (MG)
Corre de marmita, de Luiz Pretti e Philippe Urvoy (MG)
Dinheiro, de Arthur B. Senra e Sávio Leite (MG)
Forrando a vastidão, de Higor Gomes (MG)
O dia em que Helena matou o presidente, de Fernanda Estevam (MG)
O Resto, de Pedro Gonçalves Ribeiro (MG)
Olho além do ouvido, de Bruna Schelb Corrêa e Luis Bocchino (MG)
Serrão, de Marcelo Lin (MG)
Trabalho é campo de guerra, de Pedro Carcereri (MG)
Vovó, de Franco Dafon (MG)

MOSTRA HOMENAGEM

Dias de Greve, de Adirley Queirós (DF)
Meu nome é Maninho, de Adirley Queirós (DF)
Rap, o canto da Ceilândia, de Adirley Queirós (DF)

MOSTRINHA

A Primeira Perda da Minha Vida, de Inês Peixoto (MG)
Nonna, de Maria Augusta V. Nunes (SC)
O Fundo dos Nossos Corações, de Letícia Leão (RJ)
Raone, de Camila Santana (SP)
Rua Dinorá, de Natália Maia e Samuel Brasileiro (CE)

MOSTRA JOVEM

A Realidade Não Tira Férias, de Coletivo Cidade Baixa (BA)
Ano 2020, de Coletivo Olhares (Im)Possíveis (MG)
Cacicus, de Bruno Cabral e Gabriela Dullius (RS)
Ladeira não é rampa, de Antônio Ribeiro e Sandro Garcia (RJ)
Luazul, de Letícia Batista e Vitoria Liz (SP)

MOSTRA REGIONAL

Alziras, de Hellt Rodrigues e Regiane Farias (MG)
Bulha, de Daniel Couto (MG)
Noites Traiçoeiras, de Felipe Quintiliano, Renato Loureiro e Wilmar Guilherme (MG)
O que eu gosto de fazer é ter nascido no mundo, de Monique Rangel (MG)
Santo Rio, de Lucas de P. Oliveira e Guilherme Nascimento (MG)
Taxa de Retorno, de Matheus Vieira (MG)

MOSTRA FORMAÇÃO

A Sentença, de Laura Coggiola (SP)
Cidade sempre nova, de Jefferson Cabral (RN)
Como respirar fora d’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros (SP)
Idioma, de Leonardo Gelio (RJ)
Interiores, de Matheus Bizarrias (RJ)
Não vim no mundo para ser pedra, de Fabio Rodrigues Filho (BA/MG)
Noêmia e Laura, de Danielle Menezes e Iago de Medeiros (MG/RJ)
Um certo mal-estar, de Tiago Calmon (PE)

MOSTRA VALORES

Um Talvez em Tiradentes, de Amaury Bassy (MG)

Foto: Marlom Meirelles.