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Conheça os vencedores do 1º Festival Curta Jacarehy

por: Cinevitor
Cena do curta baiano Entre Muros, de Gleison Mota: premiado.

Foram divulgados nesta sexta-feira, 09/04, os filmes vencedores do 1º Festival de Cinema de Jacarehy, que tem como ponto principal a valorização da produção audiovisual de cidades que não são capitais. O evento, realizado na cidade paulista de Jacareí, no Vale do Paraíba, reuniu 33 produções de 11 estados do Brasil, divididos em duas mostras competitivas: curta-metragem e infantojuvenil.

O grande vencedor desta primeira edição foi a ficção O Pato, de Antônio Galdino, da cidade paraibana de Alagoa Grande, eleito o melhor curta-metragem pelo Júri Oficial. A animação Por Dentro das Árvores, de Francisco de Paula, do município paulista de Santos, garantiu o prêmio na categoria de melhor filme infantojuvenil.

O Ciclope, de Guilherme Cenzi e Pedro Achilles, levou para casa o Troféu Panvision e Curso Navega, entregue ao melhor curta-metragem pelo júri popular. A ficção Entre Muros, de Gleison Mota, garantiu o mesmo prêmio, porém na categoria de melhor filme infantojuvenil, também por júri popular.

Idealizado pela Associação Cultural Panvision, o evento reuniu mais de duas mil pessoas, entre público das sessões, apresentações musicais, participantes de palestras e oficinas. Ao todo, foram mais de 20 horas de atividades de formação, com a exibição dos 33 filmes selecionados e também do longa A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga, que encerrou a primeira edição do festival.

Com filmes exibidos em diferentes locais da cidade, entre eles a Sala Mário Lago, escolas públicas e no bairro Pagador de Andrade, o Festival de Cinema Curta Jacarehy foi marcado também pela homenagem ao Cineclube de Jacareí, como forma de respeito a quem já trabalha com o audiovisual há tanto tempo: “Vocês chegaram em um bom momento, de comemoração do aniversário da cidade, e espero que voltem sempre”, afirmou o representante do Cineclube, Tom Farmácia, ao receber a homenagem.

Produzido através da Lei de Incentivo à Cultura, o Festival Curta Jacarehy premiou também os vencedores do Júri Oficial com R$ 25 mil em produtos de empresas e instituições parceiras, como forma de incentivo a continuidade da produção audiovisual. Considerado o primeiro festival de cinema presencial de Jacareí, o evento já tem data marcada para a sua próxima edição: entre os dias 5 e 8 de abril de 2023.

Confira os vencedores do Festival Curta Jacarehy 2022:

MOSTRA INFANTOJUVENIL

MELHOR FILME INFANTOJUVENIL | JÚRI POPULAR 
Entre Muros, de Gleison Mota (Feira de Santana/BA)

MELHOR FILME INFANTOJUVENIL | JÚRI OFICIAL 
Por Dentro das Árvores, de Francisco de Paula (Santos/SP)

MOSTRA CURTA

MENÇÃO HONROSA
Tupinambás – Vozes da Caminhada, de Rodrigo Brucoli (Olivença e Ilhéus/BA)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Na Estrada Sem Fim Há Lampejos de Esplendor, de Liv Costa e Sunny Maia (Jaguaretama/CE)

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
O Ciclope, de Guilherme Cenzi e Pedro Achilles (Jacareí/SP)

MELHOR CURTA METRAGEM | JÚRI OFICIAL
O Pato, de Antonio Galdino (Alagoa Grande/PB)

Foto: Divulgação.

V Cine Paraíso: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Ingrid Trigueiro no curta Cura-me: melhor atriz.

Os vencedores da quinta edição do Cine Paraíso, realizado na cidade de Juripiranga, na Paraíba, foram anunciados neste sábado, 09/04, em uma cerimônia presencial apresentada por Milenee Soares, que foi transmitida pelo YouTube.

Neste ano, os festivais de cinema das cidades de Itabaiana (Cine das Almas, em sua primeira edição) e de Juripiranga (Cine Paraíso, em sua quinta edição), se uniram para realizar a Semana do Audiovisual Vladimir Carvalho na região do Vale do Paraíba.

Segundo os organizadores Edglês Gonçalves, responsável pelo Cine das Almas, e João Paulo Lima, responsável pelo Cine Paraíso, essas ações em conjunto foram de grande importância para a disseminação da obra de Vladimir em sua terra natal e na região do Vale como um todo. Além de envolver a comunidade escolar nas ações de formação de audiovisual, os festivais promoveram sessões gratuitas com filmes paraibanos e do panorama nacional para toda a comunidade da região.  

Nos dias 4, 5 e 6 de abril aconteceu o Cine das Almas, em Itabaiana, e logo em seguida, nos dias 7, 8 e 9 a realização do Cine Paraíso, na cidade de Juripiranga. Os festivais receberam em torno de 570 filmes, atingido praticamente todos os estados da federação; 210 títulos foram inscritos no Cine das Almas para suas quatro mostras e 360 inscritos no Cine Paraíso em suas três mostras.

O júri deste ano foi formado por Ana Célia Gomes, Carla Batista e Cris Fragoso na Mostra Panorama Nacional; Norma Goes, Priscila Urpia e André Martins na Mostra Parahyba. Além disso, a programação contou também com atividades gratuitas para a população de Itabaiana e Juripiranga, como: oficinas, debates, sessões ao ar livre e sessões destinadas ao público infantojuvenil nas escolas públicas.

Antes da cerimônia, foi exibido o curta documental Condomínio Fechado, realizado por alunos da Oficina Documentando, ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles para estudantes da rede pública de ensino pertencentes às duas cidades. Criado em 2009, o Documentando tem contribuído para o fortalecimento da produção audiovisual independente no estado de Pernambuco, iniciando novos produtores e ampliando as possibilidades de alcance de suas obras. Os participantes conhecem todo o processo de realização de um documentário e os elementos fundamentais para a construção de um roteiro, produção, captação e edição de um filme.

Conheça os vencedores do V Cine Paraíso:

MOSTRA PANORAMA NACIONAL

Melhor Filme | Ficção: Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins (PR)
Melhor Filme | Documentário: Elos Positivos, de Eduardo Oliveira (SP)
Melhor Filme | Júri Popular: Elos Positivos, de Eduardo Oliveira (SP)
Melhor Direção: Clerio Back, por Isolation
Melhor Roteiro | Ficção: Ela que Mora no Andar de Cima, escrito por Alana Rodrigues
Melhor Roteiro | Documentário: Elos Positivos, escrito por Eduardo Oliveira
Melhor Ator: Airton Guedes, por O Buraco
Melhor Atriz: Marcélia Cartaxo, por Ela que Mora no Andar de Cima
Melhor Montagem: Um Dia Depois do meu Suicídio
Melhor Fotografia: Um Dia Depois do meu Suicídio
Melhor Direção de Arte: Ela que Mora no Andar de Cima, por Rô Melink
Melhor Som: Um Dia Frio

MOSTRA PARAHYBA

Melhor Filme | Ficção: Faixa de Gaza, de Lúcio César Fernandes
Melhor Filme | Documentário: Margaridas, de Valtyennya Pires e Luana Gregório
Melhor Filme | Júri Popular: Cura-me, de Eduardo Varandas 
Melhor Direção: Lúcio César Fernandes, por Faixa de Gaza
Melhor Roteiro | Ficção: Cura-me, escrito por Eduardo Varandas 
Melhor Roteiro | Documentário: Margaridas, escrito por Valtyennya Pires e Luana Gregório
Melhor Ator: Paulo Philippe, por Faixa de Gaza
Melhor Atriz: Ingrid Trigueiro, por Cura-me
Melhor Montagem: Faixa de Gaza, por Diego Benevides e Lúcio César Fernandes
Melhor Fotografia: Remoinho, por Erik Clementino
Melhor Direção de Arte: Menino Azul, por Ingrid Marla
Melhor Som: Remoinho, por Hipólito Lucena
Menção Honrosa: DNA-M Deus Não Acredita em Máquinas, de Ely Marques

MOSTRA INFANTOJUVENIL

Melhor Filme | Ficção: Foguete, de Pedro Henrique Chaves (DF)
Melhor Filme | Júri Popular Infantil: #turismo_selvagem, de Direção Coletiva (PE)

Foto: Divulgação.

3º FestCine Itaúna: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Vivências, de Everton Amorim.

A terceira edição do FestCine Itaúna – Festival Internacional de Cinema de Itaúna acontecerá entre os dias 18 e 24 de abril em formato híbrido com mais de 80 filmes, entre curtas e longas, na programação.

Entre os destaques deste ano estão: o longa-metragem Carro Rei, dirigido por Renata Pinheiro e premiado no 49º Festival de Cinema de Gramado, que foi filmado em Caruaru, Pernambuco; e também curtas-metragens de cineastas caruaruenses.

O evento começa com sessões no Caruaru Shopping, entre os dias 18 e 19 de abril (mostras estudantis e universitárias). Nos dias 23 e 24, acontecerão as exibições presenciais em Riacho Doce, zona rural de Caruaru, com atrações culturais e muita arte na comunidade. Os selecionados disputam o Troféu Cururu de Ouro e serão avaliados por um júri especializado.

O Festival Internacional de Cinema Estudantil de Itaúna surgiu em 2019 como I Mostra de Cinema de Itaúna. Foi uma proposta do professor e realizador Paulo Conceição para promover acesso à produção audiovisual nacional, regional e local aos estudantes da rede municipal de ensino de Caruaru, além de estimular a produção cinematográfica na cidade.

Por meio de oficinas de produção cinematográfica, os estudantes de Riacho Doce e Itaúna produziram cinco curtas-metragens, destacando-se o documentário Açude Nº 50, de Wagner Ferreira, que venceu diversos prêmios nacionais e internacionais. Neste ano, aconteceu a oficina Cinema: ELAborando Documentário de Baixo Custo.

Conheça os filmes selecionados para o 3º FestCine Itaúna:

MOSTRA MOCÓ | LONGA-METRAGEM

Love Will Come Later, de Julia Furer
Unraveling Life, de Jean Jonasson
Verona, de Ane Siderman

MOSTRA ITAÚNA | FILMES ESTUDANTIS

A Loucura do Tempo, de Cauê Monteiro
Dose de Esperança, de Ícaro Railan
Era Uma Vez em Icapuí, de Alunos do projeto animação ambiental do Instituto Marlin Azul
Janelas, de Jovens Cineastas do CEPI Nova Cidade
Renovando, de João Gabriel Ribeiro Lacerda
The Class is Over, de Lucio Reis Filho
The Last Stand, de Duda Gambogi

MOSTRA CURURUÁ | CURTAS NACIONAIS

A Mulher do Tempo, de Ícaro Regina
Abjetas 288, de Júlia da Costa e Renata Mourão
Amélia em Transe, de B.N.L e Thaís Melo
Azul Piscina, de Pedro Fagim
Carro de Fuga, de Flávia Mitiko Duarte Ymamura e Bia Amorim
Cat Astrofe, de Victória Silvestre
Choro, de Luciana Malavasi
Como Respirar Fora D’água, de Victoria Negreiros e Júlia Fávero
Crescer Onde Nasce o Sol, de Xulia Doxágui
Despertar do Eclipse, de Patrícia Cristiane
Dona Dora. A Mística do Boi, de Adalberto Oliveira
Endless Love, de Duda Gambogi
Ideia Idiota, de Luiza Vienel
Inseto, de Nicolas Lobato
Laika, Tito e o Universo, de Victor Pereira Brites
Luazul, de Letícia Batista e Vitória Liz
Nós Não Somos Só Isso, de Alessandra Ribeiro, Bárbara de Souza, Bruna Araújo, Dayane Duarte, Elaine Moura, Elienai Cavalcante, Jeniffer Caroline, Jéssica Bandurra, Jéssica Santos, Margarete Sebastião, Sabrina Cristina e Sabrina Pereira
O Alfaiate, de Guilherme Brow
O Autor, de Luiz Máximo
Peixinho, de Edson Germínio
Prata, de Lucas Melo
Remoinho, de Tiago A. Neves
Sobre Olga, de Thayna Stephany Almeida Torella
Terra Rasgada, de Cristyelen Ambrozio e Jonatan BT
Tic Tac, de Luara Moraes Leão
Versão da Diretora, Estendida & Sem Censura, de Bruna Barreto Fontoura
Vivências, de Everton Amorim

MOSTRA ANU-PRETO | CURTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

A Outra, de Gary Gananian
Cinephile With a Cause, de Catarina Forbes
Dating Internet Strangers, de Eduardo Wahrhaftig
En Cada Casa Vacía, de Charlie López
From The Window I See The World, de Ana Catarina Lugarini
Gallu گالو, de Kasra Tirsahar
Holestepper, de Sergio Fernández Muñoz
Indestructible, de Guillaume Biery
Into Oneself, de Guilherme Rosa
Jaguamérica
, de Bako Machado
Lua, Mar (Água)
Non Grata, de Alba Lozano
Object of Life, de Jack James Parry
Oddity, de Germán Chazarra Moreno e Anna Juesas García
Procreare, de Alice Stamato
Radio-Lua, de Pierre Gaffié
Sob o Olhar da Lua, de Caio Do Almo
Sofia’s Original State, de Carol Fernandes e Nina Coimbra
The Bath, de Rick Gonçalves
There’s Still Time, de Leticia Justo
They Don’t Come in Peace, de Victor Silva e Pedro Oranges
Trafik, de Daniel Morawitz
When The Night Comes, de Katarzyna Sikorska

MOSTRA COMEMORATIVA XIQUE-XQUE

Caronte: Vida de Inferno
Doblez
Fucsia & Luxy
Maria
Noite em Mim, Noite lá Fora
Nós
O Outro Lado do Quarto Escuro
O Silêncio Lá de Baixo
Pente Zero
Querida

Foto: Divulgação.

Oscar 2022: Will Smith é banido da Academia por dez anos

por: Cinevitor
Mesmo fora da Academia, o ator ainda pode ser indicado ao Oscar.

Depois do ocorrido envolvendo os atores Will Smith e Chris Rock na cerimônia de premiação da 94ª edição do Oscar, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta sexta-feira, 08/04, um comunicado oficial com a resolução do caso de acordo com o código de conduta da organização.

Mesmo depois de Smith ter anunciado voluntariamente sua renúncia à Academia, os conselheiros anteciparam a reunião, que estava marcada para o dia 18 de abril, e decidiram banir o ator por dez anos; isto é, ele fica proibido de participar dos eventos organizados pela Academia, incluindo o Oscar.

Confira a carta aberta, assinada por David Rubin, presidente da Academia, e Dawn Hudson, diretora executiva:

A 94ª edição do Oscar deveria ser uma celebração dos muitos indivíduos em nossa comunidade que fizeram um trabalho incrível no ano passado; no entanto, esses momentos foram ofuscados pelo comportamento inaceitável e prejudicial que vimos o Sr. Smith exibir no palco.

Durante nossa transmissão, não abordamos adequadamente a situação na sala. Por isso, lamentamos. Esta foi uma oportunidade para darmos um exemplo para nossos convidados, espectadores e nossa família da Academia em todo o mundo, e ficamos aquém – despreparados para o inédito.

Hoje, o Conselho de Governadores convocou uma reunião para discutir a melhor forma de responder às ações de Will Smith no Oscar, além de aceitar sua renúncia. O Conselho decidiu, por um período de 10 anos, a partir de 8 de abril de 2022, que o Sr. Smith não poderá participar de nenhum evento ou programa da Academia, pessoalmente ou virtualmente, incluindo, entre outros, o Oscar.

Queremos expressar nossa profunda gratidão ao Sr. Rock por manter a compostura em circunstâncias extraordinárias. Também queremos agradecer aos nossos anfitriões, indicados, apresentadores e vencedores por sua postura e graça durante nossa transmissão.

Esta ação que estamos tomando hoje em resposta ao comportamento de Will Smith é um passo em direção a um objetivo maior de proteger a segurança de nossos artistas e convidados e restaurar a confiança na Academia. Também esperamos que isso possa iniciar um tempo de cura e restauração para todos os envolvidos e impactados.

Vale destacar que a decisão não impede que Will Smith seja indicado ao Oscar neste período e nem tira sua estatueta dourada de melhor ator, entregue nesta 94ª edição, por King Richard: Criando Campeãs.

Como tudo começou: no domingo, 27/03, ao subir no palco do Oscar 2022 para apresentar a categoria de melhor documentário, Chris Rock fez uma piada com Jada Pinkett Smith, esposa de Will, sugerindo que ela fizesse uma continuação de Até o Limite da Honra, filme no qual Demi Moore aparece de cabelo raspado. Só que Jada tem uma doença autoimune chamada alopecia, que provoca queda de cabelo. Revoltado com o comentário, Smith levantou da cadeira, foi até o palco e estapeou o comediante.

O clima tenso no Dolby Theatre seguiu quando Will voltou para seu lugar e começou a gritar com Rock: “Mantenha o nome da minha esposa fora da sua boca”. Alguns minutos depois, Smith foi eleito o melhor ator por seu trabalho em King Richard: Criando Campeãs. Visivelmente tenso e nervoso, fez um discurso falando sobre defender a família, amor e se comparou ao personagem que interpretou, Richard Williams, pai das tenistas Venus e Serena: “Virei um pai maluco, um protetor feroz da família. O amor faz você fazer coisas loucas. Estou sendo chamado em minha vida para amar as pessoas e protegê-las”.

A cena que marcou o Oscar 2022.

Ainda durante sua fala, citou o que Denzel Washington falou para ele nos bastidores depois do ocorrido: “No seu momento mais alto, tenha cuidado. É quando o diabo vem para você”. E finalizou, sorrindo: “Espero que a Academia me convide de novo”.

Por conta da polêmica, especialistas da indústria começaram a cogitar a possibilidade de Will Smith ter que devolver sua estatueta devido sua atitude no palco, já que a Academia possui diretrizes rígidas em seu código de conduta, entre elas, “promover ambientes de apoio e respeito pela dignidade humana”. Segundo informações divulgadas pela Variety, o Departamento de Polícia de Los Angeles confirmou que Chris Rock se recusou a registrar um boletim de ocorrência: “Entidades investigativas da LAPD estão cientes de um incidente entre dois indivíduos durante o programa do Oscar. O incidente envolveu um indivíduo batendo em outro. O indivíduo envolvido se recusou a registrar um boletim de ocorrência. Se a parte envolvida desejar um relatório policial em uma data posterior, a LAPD estará disponível para concluir um relatório investigativo”, disse o comunicado oficial.

Depois da confusão e do momento desconfortável causado ao vivo, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou um comunicado oficial: “A Academia não tolera violência de qualquer forma. Nesta noite temos o prazer de celebrar nossos vencedores do 94º Oscar, que merecem este momento de reconhecimento de seus colegas e amantes do cinema em todo o mundo”.

Na quarta-feira, 30/03, a Academia anunciou que tinha iniciado um processo disciplinar contra Will Smith por seu comportamento na cerimônia de premiação. A reunião virtual contou com mais de cinquenta conselheiros, entre eles, Steven Spielberg, Ava DuVernay e Rita Wilson.

Segundo o comunicado oficial, Smith foi convidado a deixar o local depois do ocorrido, mas se recusou. As ações do ator (incluindo contato físico inadequado, comportamento abusivo ou ameaçador e comprometimento da integridade da Academia) violaram o código de conduta da organização e, com isso, o vencedor do Oscar poderia enfrentar suspensão, expulsão ou outras sanções.

Por conta do ocorrido, Smith recebeu o aviso do processo disciplinar com pelo menos 15 dias de antecedência sobre suas violações e sanções. Um dia depois da premiação, o ator postou um pedido de desculpas em suas redes sociais: “A violência em todas as suas formas é venenosa e destrutiva. Meu comportamento no Oscar foi inaceitável e imperdoável”.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Will Smith teria participado de uma reunião com Rubin e Dawn Hudson, da Academia, antes mesmo de tomar sua decisão e do encontro virtual dos conselheiros. Mesmo depois da renúncia, a reunião foi confirmada para o dia 18 de abril para encerrar o caso e anunciar as medidas em relação ao ocorrido.

Membro da Academia desde 2001, Smith foi indicado pela primeira vez em 2002 por seu trabalho em Ali, cinebiografia do pugilista Muhammad Ali; em 2007 recebeu sua segunda indicação pelo drama À Procura da Felicidade.

Fotos: Al Seib/A.M.P.A.S. e Robyn Beck/Getty Images.

Marighella é o grande vencedor do 48º Festival Sesc Melhores Filmes

por: Cinevitor
Maria Marighella representou o filme Marighella, de Wagner Moura.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 06/04, no CineSesc, em São Paulo, os vencedores do 48º Festival Sesc Melhores Filmes, que elege as melhores produções nacionais e estrangeiras na opinião da crítica especializada e do público. A cerimônia de premiação, apresentada por Adriana Couto, também foi exibida virtualmente pelo YouTube.

Neste ano, 305 produções estavam elegíveis para votação, sendo 197 estrangeiras e 108 nacionais. Ao total, foram registrados mais de 55 mil votos do público, além da votação de mais de 150 críticos, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR. Dirigido por Wagner Moura e protagonizado por Seu Jorge, Marighella foi o grande vencedor desta edição com oito prêmios, entre eles, melhor filme segundo o público e a crítica.

Antes da cerimônia, os jornalistas e críticos de cinema Thiago Stivaletti e Flavia Guerra aqueceram a premiação comentando sobre os filmes mais votados de 2021. Ao final da entrega dos prêmios, o público presente no CineSesc conferiu o filme Medusa, de Anita Rocha da Silveira, exibido na Semana da Crítica, em Cannes. Já o público de casa foi contemplado com A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga, na plataforma Sesc Digital em uma sessão única e exclusiva.

O 48º Festival Sesc Melhores Filmes segue até dia 27/04 em formato híbrido oferecendo a oportunidade de ver e rever os vencedores do ano na tela do CineSesc, em uma programação com filmes nacionais e estrangeiros que foram destaque em 2021, além de encontros e atividades com realizadores e pensadores do cinema. A edição deste ano também exibirá gratuitamente ao público de todo o país uma seleção de filmes na plataforma Sesc Digital.

Criado em 1974, o Festival Sesc Melhores Filmes é o primeiro festival de cinema de São Paulo. Ele oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade. Sua programação é escolhida democraticamente pelo público e pela crítica. Os filmes que participaram da votação deste ano foram aqueles lançados comercialmente nas salas de cinema de São Paulo em 2021. Em 48 anos de realização, o festival já exibiu centenas de longas-metragens brasileiros e estrangeiros. Em 2010, inovou ao ser o primeiro evento do gênero a disponibilizar sua programação com recursos de acessibilidade, como audiodescrição e legendagem open captions, para assegurar a amplitude da ação do Sesc São Paulo na atenção aos diversos públicos.

Conheça os vencedores do 48º Festival Sesc Melhores Filmes:

FILMES BRASILEIROS | PÚBLICO

Melhor Filme: Marighella, de Wagner Moura
Melhor Documentário: Chorão: Marginal Alado, de Felipe Novaes
Melhor Ator: Seu Jorge, por Marighella
Melhor Atriz: Fernanda Montenegro, por Piedade
Melhor Direção: Wagner Moura, por Marighella
Melhor Roteiro: Marighella, escrito por Wagner Moura e Felipe Braga
Melhor Fotografia: Marighella, por Adrian Teijido

FILMES BRASILEIROS | CRÍTICA

Melhor Filme: Marighella, de Wagner Moura
Melhor Documentário: A Última Floresta, de Luiz Bolognesi
Melhor Ator: Seu Jorge, por Marighella
Melhor Atriz: Thiessa Woinbackk, por Valentina
Melhor Direção: Wagner Moura, por Marighella
Melhor Roteiro: Deserto Particular, escrito por Aly Muritiba e Henrique dos Santos
Melhor Fotografia: Deserto Particular, por Luis Armando Arteaga

FILMES ESTRANGEIROS | PÚBLICO

Melhor Filme: Não Olhe para Cima, de Adam McKay
Melhor Ator: Benedict Cumberbatch, por Ataque dos Cães
Melhor Atriz: Frances McDormand, por Nomadland
Melhor Direção: Jane Campion, por Ataque dos Cães

FILMES ESTRANGEIROS | CRÍTICA

Melhor Filme: Ataque dos Cães, de Jane Campion
Melhor Ator: Anthony Hopkins, por Meu Pai
Melhor Atriz: Frances McDormand, por Nomadland
Melhor Direção: Jane Campion, por Ataque dos Cães

Foto: Marcos Finotti.

1º Cine das Almas: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cely Farias no curta Remoinho: melhor atriz.

Os vencedores da primeira edição do Cine das Almas, realizado na cidade de Itabaiana, na Paraíba, foram anunciados nesta quarta-feira, 06/04, em uma cerimônia presencial apresentada por Milenee Soares, que foi transmitida pelo YouTube.

Neste ano, os festivais de cinema das cidades de Itabaiana (Cine das Almas, em sua primeira edição) e de Juripiranga (Cine Paraíso, em sua quinta edição), se uniram para realizar a Semana do Audiovisual Vladimir Carvalho na região do Vale do Paraíba.

Segundo os organizadores Edglês Gonçalves, responsável pelo Cine das Almas, e João Paulo Lima, responsável pelo Cine Paraíso, essas ações em conjunto foram de grande importância para a disseminação da obra de Vladimir em sua terra natal e na região do Vale como um todo. Além de envolver a comunidade escolar nas ações de formação de audiovisual, os festivais promoveram sessões gratuitas com filmes paraibanos e do panorama nacional para toda a comunidade da região.

Nos dias 4, 5 e 6 de abril aconteceu o Cine das Almas, em Itabaiana, e logo em seguida, nos dias 7, 8 e 9 a realização do Cine Paraíso, na cidade de Juripiranga. Os festivais receberam em torno de 570 filmes, atingido praticamente todos os estados da federação; 210 títulos foram inscritos no Cine das Almas para suas quatro mostras e 360 inscritos no Cine Paraíso em suas três mostras.

O júri deste ano foi formado por Ana Célia Gomes, Carla Batista e Cris Fragoso na Mostra Acunhe Nacional; Claudio Boeckel, Priscila Urpia e Norma Goes na Mostra Oxe Paraibana; e Fabi Melo e Laércio Filho na Mostra Infantojuvenil. Além disso, a programação contou também com atividades gratuitas para a população de Itabaiana e Juripiranga, como: oficinas, debates, sessões ao ar livre e sessões destinadas ao público infantojuvenil nas escolas públicas.

Antes da cerimônia, foi exibido o curta documental Jessier – Arquiteto da Poesia, sobre o artista Jessier Quirino, realizado por alunos da Oficina Documentando, ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles para estudantes da rede pública de ensino pertencentes às duas cidades. Criado em 2009, o Documentando tem contribuído para o fortalecimento da produção audiovisual independente no estado de Pernambuco, iniciando novos produtores e ampliando as possibilidades de alcance de suas obras. Os participantes conhecem todo o processo de realização de um documentário e os elementos fundamentais para a construção de um roteiro, produção, captação e edição de um filme.

Conheça os vencedores do 1º Cine das Almas:

MOSTRA ACUNHE | NACIONAL

Melhor Filme | Ficção: Sideral, de Carlos Segundo (RN)
Melhor Filme | Documentário: 107, de Pedro Ladeira (DF)
Melhor Direção: Andréia Paiva, por Nazo: Dia e Noite Maria
Melhor Ator: Rodrigo Bruggemann, por A Pizza
Melhor Atriz: Priscilla Vilela, por Sideral
Melhor Roteiro | Ficção: Sideral, escrito por Carlos Segundo
Melhor Roteiro | Documentário: O Abebé Ancestral, escrito por Paulo Ferreira
Melhor Montagem: Sideral, por Jérôme Bréau e Carlos Segundo
Melhor Fotografia: O Abebé Ancestral, por Paulo Ferreira e Vinícius Teófilo
Melhor Direção de Arte: O Autor, por Carlos Garcia
Melhor Som: Sideral, por Miguel Sampaio 
Menção Honrosa: Nazo: Dia e Noite Maria, de Andréia Paiva (AL)

MOSTRA OXE | PARAIBANA

Melhor Filme | Ficção: Remoinho, de Tiago A. Neves (Ingá)
Melhor Filme | Documentário: Um Som de Resistência, de Genilson de Coxixola (Coxixola)
Melhor Direção: Tiago A. Neves, por Remoinho
Melhor Ator: Paulo Philippe, por Mais que 1000 Palavras
Melhor Atriz: Cely Farias, por Remoinho
Melhor Roteiro | Ficção: Remoinho, de Tiago A. Neves
Melhor Montagem: O que os Machos Querem, por Joana Maia
Melhor Fotografia: Remoinho, por Erik Clementino
Melhor Direção de Arte: O que os Machos Querem, por Ana Dinniz
Melhor Som: As Palavras Estão me Olhando
Menção Honrosa: Regresso ou Alguma Coisa que Criamos Sobre Nós, de Maycon Carvalho (Sousa)

MOSTRA CURUPIRA | INFANTOJUVENIL

Melhor Filme: Meu Nome é Maalum, de Luísa Copetti (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular Infantil: Entre Muros, de Gleison Mota (BA)

Foto: Divulgação.

Terry Gilliam ganha retrospectiva no Centro Cultural Banco do Brasil

por: Cinevitor
Cena de Brazil – O Filme: um dos sucessos do cineasta.

O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo recebe a partir desta quarta-feira, 06/04, o evento Terry Gilliam – O Onírico Anarquista, uma retrospectiva das obras do cineasta, ator e animador americano conhecido principalmente pelo grupo Monty Python. O evento se estende até o dia 2 de maio na capital paulista e, também, até 17 de abril em Brasília.

Considerada a mais abrangente retrospectiva já feita no Brasil da obra de Terry Gilliam, a mostra contará com 28 produções de forma presencial; on-line serão exibidos três filmes, sendo que dois contam com recursos de acessibilidade. Além disso, haverá também a realização de atividades paralelas como palestras, debates e cursos.

Terry Gilliam – O Onírico Anarquista conta com a curadoria do diretor, produtor, roteirista, escritor e crítico de cinema Eduardo Reginato e também do cineasta e editor Christian Caselli. A mostra resgata toda a trajetória de Gilliam, que iniciou a sua carreira como animador e cartunista e conquistou destaque no cinema e televisão como diretor, roteirista e ator.

Hoje com 81 anos de idade, o cineasta acumula uma lista de mais de 30 créditos de atuação e roteiro, além de mais 20 na direção. Apesar de americano, foi na Inglaterra onde conquistou o seu primeiro papel de grande destaque junto ao icônico grupo de comédia Monty Python, com quem realizou um de seus longas mais famosos, Monty Python em Busca do Cálice Sagrado.

O objetivo da mostra é fazer um grande panorama da carreira de Gilliam, não se restringindo aos longas do qual ele atuou, dirigiu e/ou roteirizou. O evento apresentará também cinco curtas, entre eles Storytime, o primeiro projeto de direção do cineasta, assim como documentários sobre a sua obra, a exemplo de Life of Python, de Michael Redhead; e Perdido em La Mancha, de Louis Pepe.

Visto como um cineasta cult, Terry Gilliam possui uma carreira premiada e de exibições em festivais importantes. Em 1986, concorreu ao Oscar de melhor roteiro original por Brazil – O Filme. No Festival de Cannes de 1998 exibiu Medo e Delírio, que assina como roteirista; e na Berlinale, em 1996, Os 12 Macacos, longa de sua direção. Em 2005, o americano foi premiado com o Leopardo de Honra no Festival de Locarno.

Único americano do Monty Python, Gilliam teve suas obras marcadas pela inventividade e o surreal, muito presentes em Medo e Delírio e 12 Macacos, e também pelo humor ácido e crítica ao mundo contemporâneo por meio do realismo fantástico. Segundo Eduardo Reginato, o cineasta é fascinado pelo período Barroco por conta da pronunciada luta entre espiritualidade e ecletismo dicotômico. A partir disso, seu cinema combina elementos antagônicos, como o belo e o feito, o antigo e o moderno.

“Os filmes de Gilliam têm uma aparência distinta, não apenas em mise-en-scène, mas ainda na fotografia para criar uma atmosfera surreal de inquietação psicológica e um mundo fora de equilíbrio, sendo frequentemente usados ângulos incomuns de câmera. O famoso crítico americano Roger Ebert disse que o mundo de Gilliam é sempre alucinatório em sua riqueza de detalhes”, explica.

As obras de Terry Gilliam também costumam contar com um bom de distopia moderna, o pesadelo da contemporaneidade soterrada sob burocracia e opressão: “São imensos cenários, uma arquitetura abrangente, decadente e opressora, são essas as representações fílmicas de Gilliam: dos sistemas infinitos e burocráticos, das instituições que aniquilam a liberdade do indivíduo, mas onde o indivíduo ainda tem uma última possibilidade de sonhar ou lutar tentando destruir um sistema autocrático”, disse Christian Caselli.

Para Cláudio Mattos, Gerente Geral do CCBB em São Paulo, “apresentar a obra de Terry Gilliam gratuitamente ao público geral é reforçar o papel do Centro Cultural Banco do Brasil na promoção e acesso à cultura”.

Para saber mais sobre as exibições, horários e atividades paralelas, clique aqui.

Foto: Divulgação.

Inscrições abertas para o 45º Festival Guarnicê de Cinema

por: Cinevitor
O festival acontecerá em setembro.

A 45ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 23 e 30 de setembro, está com inscrições abertas que podem ser feitas até o dia 9 de maio por meio de formulários disponíveis no site oficial do evento.

O Festival Guarnicê de Cinema será realizado novamente em formato híbrido, com programação presencial em São Luís, no Maranhão e também virtual. O evento promete reunir obras de cineastas brasileiros, ibero-americanos e de países de língua portuguesa.

Produtores de todo o Brasil poderão concorrer nas mostras competitivas nacionais voltadas para longas e curtas-metragens, enquanto realizadores ibero-americanos e de países de língua portuguesa estão aptos para participar, desde que seus filmes sejam falados, dublados ou, ao menos, legendados em português.

A participação no festival é gratuita, e serão aceitas somente obras finalizadas a partir de janeiro de 2021 e que não tenham sido inscritas em edições anteriores do Guarnicê. As mostras competitivas nacionais são de filmes de longa e curta-metragem, enquanto às exclusivas para produtores maranhenses são de videoclipe, reportagem audiovisual e filme publicitário, longa e curta-metragem.

O vencedor da categoria de melhor filme de longa-metragem nacional será premiado com R$ 20 mil, enquanto o de melhor curta nacional receberá R$ 10 mil. Já os melhores filmes maranhenses receberão dez salários mínimos por parte da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA).

Tido como o quarto mais antigo festival de cinema do Brasil, o Guarnicê é realizado pela Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Para além das mostras competitivas e paralelas, serão realizadas também ações formativas como oficinas audiovisuais, palestras e workshops com especialistas em cinema.

Em 2021, o Festival Guarnicê de Cinema exibiu quase 200 filmes em 18 amostras. Os grandes vencedores da 44ª edição do evento foram Favela é Moda, na categoria de melhor longa-metragem nacional, e Portugal Pequeno, como melhor curta-metragem nacional.

Foto: Divulgação.

Oscar 2022: Will Smith renuncia à Academia

por: Cinevitor
O vencedor do Oscar renunciou à Academia.

Depois de ter sido notificado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sobre um processo disciplinar por conta de seu comportamento na cerimônia da 94ª edição do Oscar, Will Smith resolveu deixar a organização voluntariamente.

O vencedor do Oscar de melhor ator por King Richard: Criando Campeãs divulgou um comunicado oficial sobre sua renúncia à Academia: “Respondi diretamente ao aviso de audiência disciplinar da Academia e aceitarei integralmente todas e quaisquer consequências por minha conduta. Minhas ações na apresentação do 94º Oscar foram chocantes, dolorosas e imperdoáveis. A lista daqueles que machuquei é longa e inclui Chris, sua família, muitos dos meus queridos amigos e entes queridos, todos os presentes e o público em casa. Eu traí a confiança da Academia. Privei outros indicados e vencedores de sua oportunidade de celebrar e ser celebrado por seu trabalho extraordinário. Estou de coração partido. Quero colocar o foco de volta naqueles que merecem atenção por suas realizações e permitir que a Academia volte ao incrível trabalho que faz para apoiar a criatividade e a arte no cinema. Portanto, estou me demitindo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e aceitarei quaisquer outras consequências que o Conselho considerar apropriadas. A mudança leva tempo e estou empenhado em fazer o trabalho para garantir que nunca mais a violência ultrapasse a razão”.

Depois disso, a Academia também se pronunciou sobre o pedido de desligamento do ator: “Recebemos e aceitamos a renúncia imediata do Sr. Will Smith da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Continuaremos a avançar com nossos processos disciplinares contra o Sr. Smith por violações dos padrões de conduta da Academia, antes de nossa próxima reunião do conselho agendada para 18 de abril”, disse o presidente da AMPAS, David Rubin.

Como tudo começou: no domingo, 27/03, ao subir no palco do Oscar 2022 para apresentar a categoria de melhor documentário, Chris Rock fez uma piada com Jada Pinkett Smith, esposa de Will, sugerindo que ela fizesse uma continuação de Até o Limite da Honra, filme no qual Demi Moore aparece de cabelo raspado. Só que Jada tem uma doença autoimune chamada alopecia, que provoca queda de cabelo. Revoltado com o comentário, Smith levantou da cadeira, foi até o palco e estapeou o comediante.

O clima tenso no Dolby Theatre seguiu quando Will voltou para seu lugar e começou a gritar com Rock: “Mantenha o nome da minha esposa fora da sua boca”. Alguns minutos depois, Smith foi eleito o melhor ator por seu trabalho em King Richard: Criando Campeãs. Visivelmente tenso e nervoso, fez um discurso falando sobre defender a família, amor e se comparou ao personagem que interpretou, Richard Williams, pai das tenistas Venus e Serena: “Virei um pai maluco, um protetor feroz da família. O amor faz você fazer coisas loucas. Estou sendo chamado em minha vida para amar as pessoas e protegê-las”.

Ainda durante sua fala, citou o que Denzel Washington falou para ele nos bastidores depois do ocorrido: “No seu momento mais alto, tenha cuidado. É quando o diabo vem para você”. E finalizou, sorrindo: “Espero que a Academia me convide de novo”.

Por conta da polêmica, especialistas da indústria começaram a cogitar a possibilidade de Will Smith ter que devolver sua estatueta devido sua atitude no palco, já que a Academia possui diretrizes rígidas em seu código de conduta, entre elas, “promover ambientes de apoio e respeito pela dignidade humana”. Segundo informações divulgadas pela Variety, o Departamento de Polícia de Los Angeles confirmou que Chris Rock se recusou a registrar um boletim de ocorrência: “Entidades investigativas da LAPD estão cientes de um incidente entre dois indivíduos durante o programa do Oscar. O incidente envolveu um indivíduo batendo em outro. O indivíduo envolvido se recusou a registrar um boletim de ocorrência. Se a parte envolvida desejar um relatório policial em uma data posterior, a LAPD estará disponível para concluir um relatório investigativo”, disse o comunicado oficial.

O momento do tapa durante a cerimônia.

Depois da confusão e do momento desconfortável causado ao vivo, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou um comunicado oficial: “A Academia não tolera violência de qualquer forma. Nesta noite temos o prazer de celebrar nossos vencedores do 94º Oscar, que merecem este momento de reconhecimento de seus colegas e amantes do cinema em todo o mundo”.

Na quarta-feira, 30/03, a Academia anunciou que tinha iniciado um processo disciplinar contra Will Smith por seu comportamento na cerimônia de premiação. A reunião virtual contou com mais de cinquenta conselheiros, entre eles, Steven Spielberg, Ava DuVernay e Rita Wilson.

Segundo o comunicado oficial, Smith foi convidado a deixar o local depois do ocorrido, mas se recusou. As ações do ator (incluindo contato físico inadequado, comportamento abusivo ou ameaçador e comprometimento da integridade da Academia) violaram o código de conduta da organização e, com isso, o vencedor do Oscar poderá enfrentar suspensão, expulsão ou outras sanções; a decisão será tomada na próxima reunião, que acontecerá no dia 18 de abril.

Por conta do ocorrido, Smith recebeu o aviso do processo disciplinar com pelo menos 15 dias de antecedência sobre suas violações e sanções, e terá a oportunidade de ser ouvido antecipadamente por meio de uma resposta por escrito. Um dia depois da premiação, o ator postou um pedido de desculpas em suas redes sociais: “A violência em todas as suas formas é venenosa e destrutiva. Meu comportamento no Oscar foi inaceitável e imperdoável”.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Will Smith teria participado de uma reunião com Rubin e Dawn Hudson, da Academia, antes mesmo de tomar sua decisão e do encontro virtual dos conselheiros. Mesmo depois da renúncia, a reunião segue confirmada para o dia 18 de abril para encerrar o caso e anunciar as medidas em relação ao ocorrido.

Membro da Academia desde 2001, Smith foi indicado pela primeira vez em 2002 por seu trabalho em Ali, cinebiografia do pugilista Muhammad Ali; em 2007 recebeu sua segunda indicação pelo drama À Procura da Felicidade. Vale destacar que a renúncia não impede o ator de ser indicado outras vezes, mas, a partir de agora, ele não participará mais do processo de votação do Oscar e nem de outras atividades paralelas da Academia.

Fotos: Blaine Ohigashi/A.M.P.A.S. e Robyn Beck/Getty Images.

Prêmio Platino 2022: conheça os indicados; filmes brasileiros estão na disputa

por: Cinevitor
Christian Malheiros em 7 Prisioneiros: filme brasileiro indicado.

Foram revelados nesta quinta-feira, 31/03, os indicados ao 9º Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países. O anúncio foi realizado em Madri por Daniel Guzmán, Darío Yazbek, Edgar Vittorino, Luis Cobos, Rossy de Palma e Stephanie Cayo.

Em sua nona edição, que acontecerá na capital espanhola no dia 1º de maio, a comédia El buen patrón, de Fernando León de Aranoa e protagonizada por Javier Bardem, se destaca com onze indicações, seguida por Maixabel com oito e Mães Paralelas com sete.

O cinema brasileiro aparece na lista com alguns títulos, entre eles, 7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto, em quatro categorias: ator (Rodrigo Santoro), ator coadjuvante (Christian Malheiros), edição e som. O longa Deserto Particular, de Aly Muritiba, conseguiu uma vaga na categoria de melhor roteiro; Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral, disputa o prêmio de melhor animação; e A Última Floresta, de Luiz Bolognesi, aparece na categoria de melhor documentário.

A lista traz também coproduções brasileiras, como A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo, em três categorias, entre elas, melhor filme ibero-americano de ficção; o drama Karnawal, de Juan Pablo Félix, com duas indicações; e a animação Salvar el árbol (Zutik!), de Iker Alvarez e Haizea Pastor.

Além disso, diversas produções nacionais e profissionais brasileiros foram pré-selecionados entre os semifinalistas desta nona edição, porém, não foram classificados para etapa final, como: Marighella, nas categorias de direção (Wagner Moura), ator (Seu Jorge) e ator coadjuvante (Bruno Gagliasso); Carro Rei, de Renata Pinheiro, como melhor trilha sonora (DJ Dolores) e direção de arte (Karen Araújo); e Doutor Gama, de Jeferson De, como melhor atriz (Isabél Zuaa).

Nas categorias televisivas, o Brasil ficou entre os semifinalistas com Cidade Invisível, nas categorias de melhor série, ator (Marco Pigossi), atriz (Alessandra Negrini), ator coadjuvante (Wesley Guimarães) e atriz coadjuvante (Jessica Córes); Dom, como melhor série, ator (Gabriel Leone) e atriz (Raquel Villar); Filhas de Eva, nas categorias de melhor atriz (Renata Sorrah) e melhor ator coadjuvante (Dan Stulbach); e na categoria de melhor criador de minissérie ou filme para TV com Aly Muritiba (O Caso Evandro) e Carlos Saldanha (Cidade Invisível).

Coproduções brasileiras também ficaram entre os semifinalistas, como: Contactado, de Marité Ugas (Peru/Venezuela/Brasil); A Teoria dos Vidros Quebrados, de Diego Fernández (Uruguai/Argentina/Brasil); Las vacaciones de Hilda, de Agustín Banchero (Uruguai/Brasil); e El Gran Salto, de Jorge Porras (México/Brasil).

Conheça os indicados ao Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano 2022:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO
A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo (México/Brasil)
El buen patrón, de Fernando León de Aranoa (Espanha)
Mães Paralelas, de Pedro Almodóvar (Espanha)
Maixabel, de Icíar Bollaín (Espanha)

MELHOR DIREÇÃO
Fernando León de Aranoa, por El buen patrón
Icíar Bollaín, por Maixabel
Pedro Almodóvar, por Mães Paralelas
Tatiana Huezo, por A Noite do Fogo

MELHOR ROTEIRO
Deserto Particular, escrito por Aly Muritiba e Henrique dos Santos
El buen patrón, escrito por Fernando León de Aranoa
Maixabel, escrito por Iciar Bollain e Isa Campo
Plaza Catedral, escrito por Abner Benaim

MELHOR ATRIZ
Ángela Molina, por Charlotte
Blanca Portillo, por Maixabel
Ilse Salas, por Plaza Catedral
Penélope Cruz, por Mães Paralelas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Aitana Sánchez-Gijón, por Mães Paralelas
Almudena Amor, por El buen patrón
Ana Cristina Ordóñez González, por A Noite do Fogo
Milena Smit, por Mães Paralelas

MELHOR ATOR
Eduard Fernández, por Mediterráneo
Javier Bardem, por El buen patrón
Luis Tosar, por Maixabel
Rodrigo Santoro, por 7 Prisioneiros

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Alfredo Castro, por Karnawal
Christian Malheiros, por 7 Prisioneiros
Manolo Solo, por El buen patrón
Urko Olazabal, por Maixabel

MELHOR FILME DE ESTREIA IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO
Clara Sola, de Nathalie Álvarez Mesén (Costa Rica)
Karnawal, de Juan Pablo Félix (Argentina/Brasil/Chile/México/Bolívia/Noruega)
Libertad, de Clara Roquet (Espanha/Bélgica)
Sem Sinais Particulares, de Fernanda Valadez (México/Espanha)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Ainbo: A Menina da Amazônia, de Richard Claus e Jose Zelada (Peru)
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral (Brasil)
Salvar el árbol (Zutik!), de Iker Alvarez e Haizea Pastor (Espanha/Brasil/México)
Valentina, de Chelo Loureiro (Espanha/Portugal)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
100 días con la Tata, de Miguel Ángel Muñoz (Espanha)
A Última Floresta, de Luiz Bolognesi (Brasil)
Quién lo impide, de Jonás Trueba (Espanha)
Rita Moreno: Just a Girl Who Decided to Go for It, de Mariem Pérez Riera (Porto Rico/EUA)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
El buen patrón, por Zeltia Montes
Los Lobos, por Kenji Kishi Leopo
Mães Paralelas, por Alberto Iglesias
Memoria, por César López

MELHOR EDIÇÃO
7 Prisioneiros, por Germano de Oliveira
El buen patrón, por Vanessa L. Marimbert
Los Lobos, por Yordi Capó, Carlos Espinoza e Samuel Kishi
Maixabel, por Nacho Ruiz Capillas

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
El buen patrón, por César Macarrón
Mães Paralelas, por Antxón Gómez
Memoria, por Angélica Perea
O Diabo entre as Pernas, por Alejandro García e Sandra Flores

MELHOR FOTOGRAFIA
Clara Sola, por Sophie Winqvist
El buen patrón, por Pau Esteve Birba
Mediterráneo, por Kiko de la Rica
Memoria, por Sayombhu Mukdeeprom

MELHOR SOM
7 Prisioneiros, por Lia Camargo
El buen patrón, por Iván Marín, Pelayo Gutiérrez e Valeria Arcieri
Memoria, por Akritchalerm Kalayanamitr
Plaza Catedral, por Carlos García

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES
Los Lobos, de Samuel Kishi (México)
Maixabel, de Icíar Bollaín (Espanha)
Mediterráneo, de Marcel Barrena (Espanha)
Yo nena, yo princesa, de Federico Palazzo (Argentina)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Isabel (Chile) (HBO Max)
Luis Miguel: A Série (México) (Netflix)
Narcos: México (México) (Netflix)
Vosso Reino (Argentina) (Netflix)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Chino Darín, por Vosso Reino
Darío Grandinetti, por Hierro
Diego Boneta, por Luis Miguel: A Série
Javier Cámara, por Venga Juan

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Candela Peña, por Hierro
Daniela Ramírez, por Isabel
Maribel Verdú, por Ana Tramel. El juego
Mercedes Morán, por Vosso Reino

MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Alberto San Juan, por Os Reis da Noite
Enric Auquer, por Vida Perfeita
Joaquín Furriel, por Vosso Reino
Karra Elejalde, por La Fortuna

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
María Pujalte, por Venga Juan
Najwa Nimri, por La casa de papel
Nancy Dupláa, por Vosso Reino
Rosa María Bianchi, por Monarca

MELHOR CRIADOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO
Alejandro Amenábar, por La Fortuna
Juan José Campanella, por Os Enviados
Marcelo Piñeyro e Claudia Piñeiro, por Vosso Reino
Pepe Coira, por Hierro

Foto: Aline Arruda/Netflix.

Oscar 2022: Academia abre processo disciplinar contra Will Smith

por: Cinevitor
A cena que marcou o Oscar 2022.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou nesta quarta-feira, 30/03, que iniciou um processo disciplinar contra Will Smith por seu comportamento no último domingo, 27/03, durante a cerimônia da 94ª edição do Oscar.

Segundo o comunicado oficial, Smith foi convidado a deixar o local depois do ocorrido, mas se recusou. As ações do ator (incluindo contato físico inadequado, comportamento abusivo ou ameaçador e comprometimento da integridade da Academia) violaram o código de conduta da organização e, com isso, o vencedor do Oscar poderá enfrentar suspensão, expulsão ou outras sanções; a decisão será tomada na próxima reunião, que acontecerá no dia 18 de abril.

Por conta do ocorrido, Smith recebeu o aviso do processo disciplinar com pelo menos 15 dias de antecedência sobre suas violações e sanções, e terá a oportunidade de ser ouvido antecipadamente por meio de uma resposta por escrito. Um dia depois da premiação, o ator postou um pedido de desculpas em suas redes sociais: “A violência em todas as suas formas é venenosa e destrutiva. Meu comportamento no Oscar foi inaceitável e imperdoável”.

O comunicado da Academia também diz: “As ações de Smith na 94ª edição do Oscar foram um evento profundamente chocante e traumático para ser testemunhado pessoalmente e na televisão. Sr. Rock, pedimos desculpas pelo que você passou em nosso palco e agradecemos por sua resiliência naquele momento. Também pedimos desculpas aos nossos indicados, convidados e espectadores pelo que aconteceu durante o que deveria ter sido um evento comemorativo. As coisas se desenrolaram de uma maneira que não poderíamos ter previsto. Embora gostaríamos de esclarecer que o Sr. Smith foi convidado a deixar a cerimônia e recusou, também reconhecemos que poderíamos ter lidado com a situação de maneira diferente”. 

Chris Rock, que foi estapeado pelo colega, falou pela primeira vez sobre o caso nesta quarta-feira, durante um show em Boston. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ela disse que ainda estava processando o que aconteceu e que falaria em outro momento sobre o ocorrido.

O ator durante seu discurso na cerimônia.

Entenda o que aconteceu: ao subir no palco para apresentar a categoria de melhor documentário, Rock fez uma piada com Jada Pinkett Smith, esposa de Will, sugerindo que ela fizesse uma continuação de Até o Limite da Honra, filme no qual Demi Moore aparece de cabelo raspado. Só que Jada tem uma doença autoimune chamada alopecia, que provoca queda de cabelo. Revoltado com o comentário, Smith levantou da cadeira, foi até o palco e estapeou o comediante.

O clima tenso no Dolby Theatre seguiu quando Will voltou para seu lugar e começou a gritar com Rock: “Mantenha o nome da minha esposa fora da sua boca”. Alguns minutos depois, Smith foi eleito o melhor ator por seu trabalho em King Richard: Criando Campeãs. Visivelmente tenso e nervoso, fez um discurso falando sobre defender a família, amor e se comparou ao personagem que interpretou, Richard Williams, pai das tenistas Venus e Serena: “Virei um pai maluco, um protetor feroz da família. O amor faz você fazer coisas loucas. Estou sendo chamado em minha vida para amar as pessoas e protegê-las”.

Ainda durante sua fala, citou o que Denzel Washington falou para ele nos bastidores depois do ocorrido: “No seu momento mais alto, tenha cuidado. É quando o diabo vem para você”. E finalizou, sorrindo: “Espero que a Academia me convide de novo”.

Por conta da polêmica, especialistas da indústria começaram a cogitar a possibilidade de Will Smith ter que devolver sua estatueta devido sua atitude no palco, já que a Academia possui diretrizes rígidas em seu código de conduta, entre elas, “promover ambientes de apoio e respeito pela dignidade humana”. Segundo informações divulgadas pela Variety, o Departamento de Polícia de Los Angeles confirmou que Chris Rock se recusou a registrar um boletim de ocorrência: “Entidades investigativas da LAPD estão cientes de um incidente entre dois indivíduos durante o programa do Oscar. O incidente envolveu um indivíduo batendo em outro. O indivíduo envolvido se recusou a registrar um boletim de ocorrência. Se a parte envolvida desejar um relatório policial em uma data posterior, a LAPD estará disponível para concluir um relatório investigativo”, disse o comunicado oficial.

Depois da confusão e do momento desconfortável causado ao vivo, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou um comunicado oficial: “A Academia não tolera violência de qualquer forma. Nesta noite temos o prazer de celebrar nossos vencedores do 94º Oscar, que merecem este momento de reconhecimento de seus colegas e amantes do cinema em todo o mundo”.

Fotos: Blaine Ohigashi/A.M.P.A.S. e Robyn Beck/Getty Images.

Águas Selvagens, com Roberto Birindelli, Mayana Neiva e Leona Cavalli, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Protagonista: Roberto Birindelli em cena.

O longa-metragem Águas Selvagens, protagonizado por Mayana Neiva, Leona Cavalli e Roberto Birindelli, ganhou trailer oficial e data de estreia. O filme, uma coprodução entre Brasil e Argentina, está previsto para estrear no dia 12 de maio, com distribuição da Imagem Filmes.

O suspense policial conta a história de Lúcio Galiteri, um ex-policial que aceita um trabalho como investigador para solucionar um crime na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Ao mesmo tempo que lida com os seus problemas pessoais, ele descobre uma organização criminosa atuando na região e se envolve em uma trama de assassinatos, prostituição e tráfico de pessoas.

Dirigido pelo cineasta argentino Roly Santos, de Manos Unidas, Águas Selvagens traz os brasileiros Rubens Gennaro e Virgínia Moraes, da Laz Audiovisual, no roteiro, em parceria com a Cooperativa Romana Audiovisual de Buenos Aires. Além disso, conta com outras mulheres por trás das câmeras, como Kelly Bill, Elisa Ratts e Beatriz, Isabel Gennaro, Kaliupe Sachet, Ana Rodacki e Andréia Tristão. De acordo com a produtora, essa incorporação do público feminino ao projeto foi algo que surgiu naturalmente, em harmonia com a ideia.

O filme conta com um elenco composto por atores brasileiros, uruguaios e argentinos. Para além de Roberto Birindelli, de O Olho e a Faca, Mayana Neiva, de Para Minha Amada Morta, e Leona Cavalli, de Carandiru, Contra Todos e Anna K., estão presentes também Juan Manuel Tellategui, Mario Paz, Daniel Valenzuela, Mausi Martinez, Nestor Nuñez, Allana Lopes, Luiz Guilherme, Hélio Cícero e Giuly Biancato.

Confira o trailer de Águas Selvagens:

Foto: Divulgação/Imagem Filmes.