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God’s Own Country

por: Cinevitor

godscountryposter1Direção: Francis Lee

Elenco: Josh O’Connor, Alec Secareanu, Gemma Jones, Ian Hart, Melanie Kilburn, Liam Thomas, Patsy Ferran, Moey Hassan, Naveed Choudhry, Sarah White, Harry Lister Smith, John McCrea, Alexander Suvandjiev, Stefan Dermendjiev.

Ano: 2017

Sinopse: Johnny tem 25 anos e cuida da fazenda de sua família em Yorkshire, Inglaterra. Ele abriu mão da universidade ou de um emprego para trabalhar para seu pai, Martin, e sua avó. À noite, ele afoga suas frustrações em bebedeiras e sexo casual com outros homens. Quando Martin decide contratar o imigrante romeno Gheorghe para ajudar o filho na fazenda, Johnny se ressente por acreditar que consegue dar conta de tudo sozinho. Mas logo seu novo companheiro irá mostrar que entende do trabalho rural e, sobretudo, de suas angústias.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Crepúsculo

por: Cinevitor

rokkurposterRökkur

Direção: Erlingur Thoroddsen

Elenco: Björn Stefánsson, Sigurður Þór Óskarsson, Guðmundur Ólafsson, Aðalbjörg Árnadóttir, Anna Eva Steindórsdóttir, Böðvar Óttar Steindórsson.

Ano: 2017

Sinopse: Meses após terminarem o relacionamento, Gunnar recebe uma ligação estranha de seu ex-namorado, Einar. Ele parece perturbado, como se estivesse prestes a fazer algo terrível contra si. Gunnar dirige até a cabana isolada sob uma geleira onde Einar está escondido e logo descobre que há mais coisas acontecendo do que ele imaginava. Enquanto os dois homens chegam a um acordo quanto ao seu relacionamento acabado, uma outra pessoa parece estar à espreita, do lado de fora da cabana, querendo entrar.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

Conversa Fiada

por: Cinevitor

conversafiadaposter1Ri Chang Dui Hua

Direção: Hui-Chen Huang

Elenco: Hui-Chen Huang, Anu.

Ano: 2016

Sinopse: Anu é uma tomboy, mulher que tem na sua expressão de gênero elementos normalmente vistos como “masculinos”. Casou-se muito jovem, como era habitual na Taiwan dos anos 1970, e teve duas filhas; logo se divorciou de seu marido violento e criou as filhas sozinha. Desde então, seus relacionamentos afetivos foram com mulheres que, como ela, ganham a vida como carpideiras em velórios. É considerado um tabu na cultura taiwanesa questionar a vida amorosa das mães, mas é exatamente neste ponto íntimo que toca sua filha Hui-Chen Huang. Mãe e filha iniciam juntas uma viagem ao passado, na qual Hui-Chen confronta Anu com questões que atormentam Hui-chen há muitos anos. Em uma série de tomadas, as duas mulheres conversam sobre solidão, confiança e abuso, porém, estas conversas acabam em doloroso silêncio. Mudando de foco para medir a profundidade de seu relacionamento com a mãe, Hui-Chen tenta entendê-la conversando também com irmãos e ex-amantes dela. Com isso, ela mostra um retrato de vidas transformadas e da condição de três gerações de mulheres em Taiwan.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Conheça os indicados ao 49º NAACP Image Awards

por: Cinevitor

halleimageawardsHalle Berry em O Sequestro, de Luis Prieto: indicada.

Fundada em 12 de fevereiro de 1909, a NAACP, National Association for the Advancement of Colored People (na tradução, Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor), é a maior e mais antiga organização de direitos civis dos Estados Unidos.

O principal objetivo da NAACP é assegurar a igualdade política, educacional, social e econômica dos cidadãos dos grupos minoritários dos Estados Unidos e acabar com o preconceito racial. A NAACP procura eliminar todas as barreiras da discriminação racial através dos processos democráticos.

Desde 1970, realiza o NAACP Image Awards, premiação que destaca os afro-americanos mais influentes do cinema, da televisão e da música. Neste ano, em sua 49ª edição, que será apresentada pelo ator Anthony Anderson, além das categorias principais, prêmios especiais também serão entregues, entre eles, o President’s Award, que homenageará o ator Danny Glover.

Os vencedores do 49º NAACP Image Awards serão anunciados no dia 15 de janeiro, data que homenageia o aniversário do ativista político Martin Luther King Jr. em um feriado federal.

Conheça os indicados ao 49º NAACP Image Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME:
Corra!
Detroit em Rebelião
Marshall
Roman J. Israel, Esq.
Viagem das Garotas

MELHOR FILME INDEPENDENTE:
A Melhor Escolha
Detroit em Rebelião
Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi
Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas
Terra Selvagem

MELHOR ATOR:
Algee Smith, por Detroit em Rebelião
Chadwick Boseman, por Marshall
Daniel Kaluuya, por Corra!
Denzel Washington, por Roman J. Israel, Esq.
Idris Elba, por Depois Daquela Montanha

MELHOR ATRIZ:
Amandla Stenberg, por Tudo e Todas as Coisas
Danai Gurira, por All Eyez on Me
Halle Berry, por O Sequestro
Natalie Paul, por Crown Heights
Octavia Spencer, por Um Laço de Amor

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Idris Elba, por Thor: Ragnarok
Laurence Fishburne, por A Melhor Escolha
Lil Rel Howery, por Corra!
Nnamdi Asomugha, por Crown Heights
Sterling K. Brown, por Marshall

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Audra McDonald, por A Bela e a Fera
Keesha Sharp, por Marshall
Regina Hall, por Viagem das Garotas
Tessa Thompson, por Thor: Ragnarok
Tiffany Haddish, por Viagem das Garotas

MELHOR DIREÇÃO:
Dee Rees, por Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi
Jordan Peele, por Corra!
Malcolm D. Lee, por Viagem das Garotas
Reginald Hudlin, por Marshall
Stella Meghie, por Tudo e Todas as Coisas

MELHOR ROTEIRO:
Corra!, escrito por Jordan Peele
Detroit em Rebelião, escrito por Mark Boal
Doentes de Amor, escrito por Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani
Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi, escrito por Virgil Williams e Dee Rees
Viagem das Garotas, escrito por Kenya Barris e Tracy Oliver

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
I Called Him Morgan
Step
The Rape of Recy Taylor
Tell Them We Are Rising: The Story of Black Colleges and Universities
Whose Streets?

Foto: Peter Iovino.

Documentário Libertem Angela Davis é destaque na programação do canal Curta!

por: Cinevitor

docangelaespecialAngela Davis: na luta pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial.

Na semana em que é comemorado o Dia da Consciência Negra, estreia na Sexta da Sociedade, 24/11, às 23h, no canal Curta!, o documentário Libertem Angela Davis, um dos destaques da programação de aniversário de cinco anos do canal, que fala sobre a trajetória da ativista que virou símbolo internacional na luta pela defesa dos direitos humanos, em especial dos negros e das mulheres.

Dirigido por Shola Lynch, o filme narra a história da professora de filosofia, nascida no Alabama, um dos estados mais racistas dos Estados Unidos, e reconstitui seu período de prisão na luta pelas causas sociais.

Angela Davis foi presa nos anos 1970 enquanto defendia três prisioneiros negros. A americana foi acusada de organizar uma tentativa de fuga e sequestro, que levou à morte de um juiz e quatro detentos. Por conta do ocorrido, a filósofa se tornou a terceira mulher a integrar a Lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados do FBI. Na época, foi realizada uma grande campanha por sua libertação, que envolveu inclusive a composição de músicas em sua defesa por John Lennon e os Rolling Stones. Davis acabou sendo inocentada e, até hoje, é símbolo na luta pelos direitos civis.

Para falar mais sobre o filme e Angela Davis, convidamos Joanna Búrigo, Mestre em Gênero, Mídia e Cultura pela LSE, fundadora da Casa da Mãe Joanna e colunista da Carta Capital. Confira:

Que mulher, que raça, que classe!

Angela Davis é daquelas intelectuais que transcendem a academia, tão icônicas que são quase míticas, e que como tal são bastante citadas e reconhecidas, mas pouco lidas ou mesmo conhecidas.

O documentário Libertem Angela Davis, que veicula com exclusividade no canal Curta!, oferece a chance de saber um pouco mais sobre esta mulher extremamente inteligente, corajosa e revolucionária.

Premiada no Festival de Tribeca e dirigida por Shola Lynch, a obra salienta que tratada como mulher Angela Davis foi, mostrando que dentre as tantas acusações feitas contra ela não faltaram as construídas a partir de argumentos moralistas e do aparato retórico da irracionalidade apaixonada. Acusações que, com a especificidade certeira que o filme denota ser peculiar do raciocínio de Davis, eram por elas desarticuladas na hora.

Sua história – a de uma mulher negra, profundamente sagaz, intelectual pública desde jovem, muito bem preparada e articulada, exímia oradora e escritora potente, professora da UCLA, representante do Clube Che-Lumumba do Partido Comunista, e que nas décadas de 1960 e 1970 esteve por tudo, da lista dos dez mais procurados pelo FBI como “perigosa terrorista” aos noticiários de TV e capas de jornais e revistas – é fascinante. Assim como são a força e a lucidez que a acompanharam até nos solitários momentos de cárcere.

O documentário segue as lições de seu objeto, e trabalha tanto para desfazer mitos – como, por exemplo, o de que Davis fazia parte dos Panteras Negras – quanto para não perder o foco da luta – e é uma pena que a versão brasileira do título não siga o original, que conforme o pedido que Davis fez quando da criação do slogan da campanha por sua liberdade, sugeriu que o “Free Angela” fosse acompanhado de “and All Political Prisoners”.

Ela não é a única a compor o quadro de entrevistados, de que também participaram muitos dos que acompanharam de perto sua história de bravura e estratégias a longo prazo. E é ela mesma quem conta que estava na Alemanha quando o movimento por direitos civis eclodiu nos Estados Unidos. Ela, estudiosa de filosofia e aluna de Herbert Marcuse, decidiu que precisava de conhecimento. “O conhecimento pode mudar o mundo” ela fala no documentário. E diz ter ido atrás dele em coletividades descontentes com a supremacia branca e o papel secundário relegado às mulheres.

Lançado em 2012, pouco antes do surgimento do movimento #BlackLivesMatter, o filme mostra o contexto racial dos Estados Unidos dos anos de formação de Angela Davis, especialmente da segregação a que teve experiência na infância, e que certamente informa sua asserção de que reações violentas geralmente são isso: respostas a violências pré existentes. Angela Davis é uma pensadora constituída em contextos de racismo e machismo, cujas reflexões são tão reveladoras do poder hegemônico branco e masculino que, durante sua breve fase como fugitiva, o valor de sua captura, estipulado por homens brancos e poderosos, chegou a ser de U$100K. E no filme o que bem simboliza seu compromisso com a luta pela liberdade é o trecho que mostra que enquanto seus colegas de UCLA votavam a favor de seu afastamento, ela protestava contra os maus tratos e violências institucionais direcionados à população negra no seu país

Os registros de seu brilho como professora na UCLA são lindos, assim como são as memórias sobre as milhões de pessoas que se uniram em coro por sua liberdade, puxadas no filme por sua irmã. É também bastante emocionante o discurso sobre ela feito pelo dramaturgo francês Jean Genet que, como Angela, expressava tão bem entender muito sobre quase tudo. Felizmente Genet não é o único homem branco, neste filme, a declarar entender perfeitamente que a luta de Davis por liberdade passa pela importância de se falar abertamente sobre o fato de que alguns grupos são mais livres do que outros.

É um belíssimo documentário, feito para todas as pessoas que querem saber mais sobre o ícone Angela Davis, e também para quem se interessa por biografias de mulheres fenomenais. E fenomenal é um dos muitos adjetivos que descrevem esta mulher, bastião do pensamento feminista, antirracista e antipunitivista.

Por Joanna Búrigo.

Para saber mais sobre a programação do canal Curta!, que ao longo desses cinco anos no ar conquistou uma audiência qualificada, com espectadores que buscam conteúdo relevante e qualificado, clique aqui. Já são mais de 63 telefilmes e 639 episódios de 54 séries em diversos estágios de produção, totalizando 438 horas de conteúdos originais financiados pelo FSA, nas temáticas Música, Artes, Metacinena, Pensamento, História Política e Sociedade.

Foto: Divulgação.

25º Festival Mix Brasil: documentário Luana Muniz – Filha da Lua é destaque na programação

por: Cinevitor

luanamuniz2mixbrasilLuana Muniz: a Rainha da Lapa.

A travesti Luana Muniz era considerada um símbolo da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro. Em um casarão na Rua Mem de Sá, acolhia travestis, transexuais, prostitutas e moradores de rua, além de ter sido uma das fundadoras do Projeto Damas, que tem como objetivo recolocar profissionais trans no mercado de trabalho.

Ficou conhecida nacionalmente durante um episódio do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, onde soltou a frase “Travesti não é bagunça!”, que ecoou em milhares de mídias. Voltou aos holofotes quando postou uma foto ao lado do Padre Fábio de Melo, que gerou grande repercussão.

Luana Muniz morreu em maio deste ano, aos 59 anos, devido complicações causadas por uma forte pneumonia. Sua trajetória é contada no documentário Luana Muniz – Filha da Lua, que revela a intimidade da Rainha da Lapa, que se dividia entre a prostituição, a militância LGBT e os shows em cabarés. Além de depoimentos da grande estrela do filme, outros convidados também contam histórias sobre Luana, como: Alcione, Luis Lobianco, Padre Fábio de Melo, Felipe Suhre e Lorna Washington.

Neste sábado, 19/11, o documentário foi exibido no 25º Festival Mix Brasil na mostra Competitiva Brasil e contou com a presença de Rian Córdova, que divide a direção com Leonardo Menezes. Depois da sessão, o diretor conversou com o público presente no CineSesc. Confira os melhores momentos do bate-papo:

FESTIVAIS:

“Já tínhamos montado muita coisa e depois da morte dela tentamos pegar outros depoimentos. Finalizamos o filme em 28 dias para concorrer no Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema, que é um festival de referência no Rio. Não tem a tradição do Mix Brasil e nem seus 25 anos, mas é o maior festival da cidade que trata esse tema. Ganhamos o prêmio de melhor longa nacional e estamos começando a rodar o circuito de festivais. Estar no Mix é uma consagração, independente de ter prêmio ou não”.

O LEGADO DE LUANA:

“O casarão fica na Rua Mem de Sá, que é o berço da boêmia da Lapa. A Luana deixou um legado. A Cris, seu braço direito, que também é trans, está tomando conta da casa. Mas não sabemos qual o caminho que essa história vai tomar. Eu, que sou carioca e frequento bastante a Lapa, vejo que muitos assaltos estão acontecendo e confusões que não tinham antes, pois Luana tinha esse papel de mediadora. Eu tive a preocupação de não fazer um filme higienizado e o documentário mostra seu trabalho social, mas também mostra seu outro lado. Espero que esse legado faça jus ao que ela começou a fazer. Ela é uma referência nacional”.

luanamunizmixbrasilLuana Muniz em cena do filme.

CARREIRA DO FILME:

“O filme tem sido exibido em programas educacionais de escolas. Inclusive, o último foi em Vista Alegre, onde ela passou a infância e a adolescência. Ver um filme como esse passando aqui, onde a maioria dos espectadores não é travesti, não é trans, é uma informação a ser assimilada. E eu quero que o filme chegue a esse público também”.

“Todos precisam se unir e, para mim, é sempre bom ter essa proximidade com pessoas que sejam diferentes de mim, que pensam de formas diferentes. É um trabalho coletivo e eu não estou ganhando grana com o filme. Mas, vendo uma sala de cinema como essa é uma consagração de carreira. É bom sentir o filme ao lado dos meus amigos e continuar me emocionando, mesmo vendo depois de tantas vezes”, finalizou Rian.

Fotos: Divulgação.

Tom of Finland

por: Cinevitor

tomfinlandposter1Direção: Dome Karukoski

Elenco: Pekka Strang, Jessica Grabowsky, Jakob Oftebro, Werner Daehn, Troy T. Scott, Lauri Tilkanen, Jimmy Shaw, Þorsteinn Bachmann, Seumas F. Sargent, Jan Böhme, Kari Hietalahti, Leif Edlund, Siim Maaten, Jan Lindwall, Taisto Oksanen, Haymon Maria Buttinger, Amelia Hoy, Martin Bergman, Janne Puustinen, Meri Nenonen, Niklas Hogner, Jesse Fryckman, Lawrence Dolkart, Eric Rusch, Alexander Rhedin, Nils-Philipp Kutzner, Annika Sucksdorff, Christian Sandström, Mattias Kindberg, Matthew Way, Paavo Pyykkönen, Martin Bahne, David Nolden, Ksenia Lelesh, Anders Sanzén, Ida Koski, Manfred Böll, Sten Sture Olander, Pekka Immonen, Alexi Carpentieri.

Ano: 2017

Sinopse: Depois do trauma do serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial, Touko não teve mais paz, mesmo ao voltar para casa, onde vivia com a angústia de esconder sua homossexualidade. À medida que seus segredos pessoais e violência policial comprometem sua vida, Touko, inspirado pelas mesmas fardas que o oprimem, cria desenhos explícitos de homens musculosos em situações sexualmente desinibidas. Baseado na história real de Touko Laaksonen, mais conhecido como Tom of Finland, um dos artistas gays mais icônicos do século XX.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Luana Muniz – Filha da Lua

por: Cinevitor

luanamunizposterDireção: Rian Córdova, Leonardo Menezes.

Elenco: Luana Muniz, Alcione, Luis Lobianco, Padre Fábio de Melo, Felipe Suhre, Lorna Washington.

Ano: 2017

Sinopse: Luana Muniz é autora da frase “Travesti não é bagunça!”, que ecoou em milhares de televisores durante o programa Profissão Repórter, da TV Globo. O documentário revela a intimidade da Rainha da Lapa, que se divide entre a prostituição, a militância LGBT e os shows em cabarés.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Inspirado na obra do Marquês de Sade, A Filosofia na Alcova é exibido no 25º Festival Mix Brasil

por: Cinevitor

filosofialcovamix1Henrique Mello e Bel Friósi em cena.

Escrito pelo Marquês de Sade e publicado clandestinamente em 1795, A Filosofia na Alcova se transformou em um dos mais famosos romances da época ao sintetizar todas as principais ideias do universo sadeano: a busca radical do prazer egoísta, a falta de moralidade no universo natural e o sexo como o centro da pulsão humana.

A história dos libertinos mais ousados da literatura universal foi parar nos palcos da Cia. de Teatro Os Satyros, fundada por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, e fez muito sucesso. Agora, a trama chega às telonas em um longa produzido pela Satyros Cinema, que, em 2014, lançou seu primeiro filme: Hipóteses para o Amor e a Verdade, finalista ao Troféu Bandeira Paulista na 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Em A Filosofia na Alcova, Dolmancé e Juliette são os protagonistas da história em que é apresentada a educação de uma jovem virgem, Eugénie, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe de Eugénie chega à alcova de Juliette para tentar resgatá-la das mãos dos libertinos. Nesse momento, ela é controlada por Dolmancé e Juliette como uma vítima perfeita e a última aula é finalmente dada.

filosofiaalcova2mixFelipe Moretti e Stephane Sousa: aulas práticas e teóricas de libertinagem em cena.

Com estreia comercial marcada para o dia 23 de novembro, A Filosofia na Alcova, dirigido por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, conta com Henrique Mello, Stephane Sousa, Felipe Moretti, Bel Friósi, Phedra D. Córdoba, Hugo Godinho, Suzana Muniz e Eduardo Chagas no elenco, e foi exibido na programação do 25º Festival Mix Brasil na mostra Competitiva Brasil, na sexta-feira, 17/11, em uma sessão lotada.

Em uma exibição exclusiva para a imprensa, que aconteceu na mesma semana, os diretores e alguns integrantes da equipe participaram de uma coletiva, onde falaram sobre o longa, elenco, expectativa e bastidores. Confira os melhores momentos:

ORÇAMENTO:

“O filme é orçado, mais ou menos, em 200 mil reais. Ele foi financiado pelo Satyros. Nunca fizemos nenhum projeto de incentivo ou de captação porque sabíamos que esse filme jamais seria financiado por qualquer pessoa, por isso não fomos atrás de nada. Ainda estamos nos estruturando como produtora de cinema e tentando entender esse mercado. Se o filme der dinheiro, ele será distribuído igualitariamente entre todos”, disse Ivam Cabral, um dos diretores.

FESTIVAL MIX BRASIL:

“Eu não acho impossível esse filme sofrer todas as represálias possíveis. Ele foi negado em todos os festivais. E ainda bem que está no Mix Brasil, que acredito ser o seu lugar. O Mix é um festival que abre para isso, para essas experiências e que vem apostando nisso há 25 anos”, disse Ivam.

diretoresmixalcovaOs diretores do filme com João Federici, diretor artístico do Festival Mix Brasil.

RECEPÇÃO DO PÚBLICO:

“Movimentos muito conservadores, quando cismam, jogam muito baixo. E eu temo, sim. Porque são vidas e pessoas que se entregaram a esse projeto. São atores muito sérios, que tem uma história no teatro e no Satyros e que merecem muito respeito. Jogamos muito claro nesse filme. Ele é proibido para menores de 18 anos, está no Mix Brasil, um festival muito específico, não tem Lei Rouanet, não tem Spcine. Não tem dinheiro público”, revelou Ivam.

“A situação do país se radicalizou muito nos últimos tempos. Eu acho que o artista está, o tempo inteiro, trazendo e discutindo as questões da sociedade. O momento atual é bastante emblemático onde o ódio ao diferente e a intolerância estão muito presentes. Existe um motor de destruição em volta das relações sociais que está pesando muito. E  eu acho que trazer essa questão para o cinema é uma forma também de jogar na nossa cara, nós brasileiros, de como tudo pode ficar ainda mais pesado e tão difícil, mais do que já está. Eu acho que a radicalização assusta. Mas o artista tem que discutir isso. O Sade traz muitas contribuições, tanto pra arte quanto pra literatura e para a filosofia. Ele é uma referência muito importante. E trazer o Sade para esse momento nos ajuda a entender um pouco tudo que a gente tá vivendo”, completou Rodolfo, também diretor.

ORGIA:

“Um fato curioso da cena de orgia é que publicamos no Facebook que a gente ia fazer a cena, tal dia, tal hora e as pessoas foram aparecendo. 90% das pessoas que participam, não conhecemos. Foram voluntários. Muitas pessoas que estavam passando na frente, souberam da cena e entraram. Isso é o curioso da história”, finalizou Ivam.

Fotos: Divulgação.

CINEVITOR #259: Entrevistas com Daniela Thomas, Sandra Corveloni e Jai Baptista | Vazante

por: Cinevitor

pgmcinevitorvazanteA diretora e as atrizes durante a coletiva de imprensa, em São Paulo.

Vazante, primeiro longa-metragem solo de Daniela Thomas, que codirigiu Linha de PasseTerra Estrangeira ao lado de Walter Salles, já está em cartaz nos cinemas e se passa nas serras pedregosas das Minas Gerais, depois da economia local, que era baseada na extração de diamantes, ter entrado em colapso. O longa fala sobre escravidão, casamento forçado, mestiçagem fruto do assédio, exploração sexual das negras e hierarquias de poder.

A primeira exibição aconteceu no Festival de Berlim deste ano, na noite de abertura da mostra Panorama, e passou também pela 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e pelo 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde saiu premiado em duas categorias: melhor atriz coadjuvante para Jai Baptista e melhor direção de arte.

Para falar mais sobre Vazante, conversamos com a diretora Daniela Thomas e com as atrizes Sandra Corveloni e Jai Baptista. Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

Discreet

por: Cinevitor

discreetposterDireção: Travis Mathews

Elenco: Jonny Mars, Joy Cunningham, Atsuko Okatsuka, Jordan Elsass, João Federici, Ed Hattaway, Bill Johnson, Bob Swaffar, Maria Moya, Jason Neulander, Buddy Brown, Bjorn Taylor, Tatiana M. Panovich, Juan Pablo Gonzales, Ariana Guerra, Don Swaynos, John Merriman, Jennymarie Jemison.

Ano: 2017

Sinopse: Depois de passar anos escondido e lutando contra seus demônios, um excêntrico andarilho retorna a casa onde cresceu e descobre que o homem que o abusou durante a infância, o responsável por todos os seus conflitos, angústias e dor, ainda está vivo. Fortalecido pelo tempo, experiências e reflexões vividas durante sua jornada, ele trama sua vingança. Enquanto isso, no rádio, um fluxo constante de slogans de direita brada contra tudo o que não é branco e heterossexual através do árido interior texano, escancarando a perigosa fragilidade masculina na América moderna.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

After Louie

por: Cinevitor

afterlouieposter1Direção: Vincent Gagliostro

Elenco: Alan Cumming, Zachary Booth, Sarita Choudhury, Patrick Breen, Wilson Cruz, Everett Quinton, Anthony Johnston, David Drake, Justin Bond, Joseph Arias, Lucas Caleb Rooney, John Thomas Waite, Eric Berryman, Samira Benkhallouk, Natalie Woolams-Torres, Jessie Komitor, Pedro Morillo Jr., Jason Michael Butler.

Ano: 2017

Sinopse: O filme explora as contradições da vida gay moderna e da história através de Sam, um homem desesperado para entender como ele e sua comunidade chegaram onde estão hoje. Como um ativista da Aids e membro da ACT UP nos anos 1980 e 1990, Sam testemunhou as mortes de muitos amigos e de namorados. Arrasado e sentindo-se culpado por ter sobrevivido, Sam agora se ressente da complacência de seus ex-companheiros e ridiculariza o que vê como a indiferença da geração mais jovem às políticas de sexo e de morte. A convivência inesperada com um homem bem mais jovem desafia sua compreensão da vida gay contemporânea. Através deste romance não convencional, ele é forçado a lidar com o trauma que tanto diz de seu passado, seu presente e de um futuro desconhecido.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido no 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas