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Roma, de Alfonso Cuarón, é eleito o melhor filme de 2018 pelos críticos de Chicago

por: Cinevitor

romacriticoschicagoMarina de Tavira, Marco Graf, Yalitza Aparicio e Fernando Grediaga em cena de Roma.

A Chicago Film Critics Association é uma organização sem fins lucrativos, que foi fundada em 1990 pela crítica de cinema Sue Kiner depois do sucesso da primeira edição do Chicago Film Critics Awards, realizada em 1989.

Além da premiação, a organização, que atualmente conta com mais de 70 membros, também realiza o Chicago International Film Festival, rodas de críticas e discute questões importantes sobre a indústria cinematográfica e os direitos dos artistas.

Neste ano, o drama mexicano Roma, de Alfonso Cuarón, liderava a lista com nove indicações e se consagrou como o grande campeão em cinco categorias, entre elas, a de melhor filme.

Conheça os vencedores do Chicago Film Critics Association Awards 2018:

MELHOR FILME:
Roma, de Alfonso Cuarón

MELHOR DIREÇÃO:
Alfonso Cuarón, por Roma

MELHOR ATOR:
Ethan Hawke, por First Reformed

MELHOR ATRIZ:
Toni Collette, por Hereditário

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Richard E. Grant, por Poderia Me Perdoar?

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Olivia Colman, por A Favorita

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
First Reformed, escrito por Paul Schrader

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Se a Rua Beale Falasse, escrito por Barry Jenkins

MELHOR ANIMAÇÃO:
Homem-Aranha no Aranhaverso, de Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Minding the Gap, de Bing Liu

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
Roma, de Alfonso Cuarón (México)

DIREÇÃO MAIS PROMISSORA:
Bing Liu, por Minding the Gap

ATUAÇÃO MAIS PROMISSORA:
Elsie Fisher, por Oitava Série

MELHOR EDIÇÃO:
Roma, por Alfonso Cuarón e Adam Gough

MELHOR FOTOGRAFIA:
Roma, por Alfonso Cuarón

MELHOR TRILHA SONORA:
Se a Rua Beale Falasse, por Nicholas Britell

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE/DESIGN DE PRODUÇÃO:
A Favorita

MELHORES EFEITOS VISUAIS:
Aniquilação

Foto: Carlos Somonte.

Women Film Critics Circle Awards 2018: conheça as vencedoras

por: Cinevitor

afavoritawomenOlivia Colman em A Favorita: premiada.

A Women Film Critics Circle é a primeira organização americana de críticas de cinema que se dedica pelo reconhecimento das mulheres na sétima arte. Todo ano, desde 2004, elas anunciam uma lista com os melhores trabalhos no cinema, premiando atrizes, filmes, diretoras e roteiristas.

Nesta edição, a comédia dramática A Favorita, dirigida por Yorgos Lanthimos, se consagrou como a grande campeã em três categorias; o drama mexicano Roma, de Alfonso Cuarón, também se destacou e ganhou dois prêmios, entre eles, o de melhor filme estrangeiro.

Confira a lista completa com os vencedores do Women Film Critics Circle Awards 2018:

MELHOR FILME SOBRE MULHERES:
A Favorita, de Yorgos Lanthimos
2º lugar: Roma, de Alfonso Cuarón

MELHOR FILME FEITO POR UMA MULHER:
Poderia Me Perdoar?, de Marielle Heller
2º lugar: Leave No Trace, de Debra Granik

MELHOR ROTEIRISTA MULHER:
Audrey Wells, por O Ódio que Você Semeia
2º lugar: Debra Granik, por Leave No Trace

MELHOR ATRIZ:
Olivia Colman, por A Favorita
2º lugar: Toni Collette, por Hereditário

MELHOR ATOR:
Ethan Hawke, por First Reformed
2º lugar: Viggo Mortensen, por Green Book: O Guia

MELHOR ATRIZ JOVEM:
Elsie Fisher, por Oitava Série
2º lugar: Thomasin McKenzie, por Leave No Trace 

MELHOR ATRIZ DE COMÉDIA:
Olivia Colman, por A Favorita
2º lugar: Melissa McCarthy, por Poderia Me Perdoar?

MELHOR FILME ESTRANGEIRO REALIZADO POR OU SOBRE MULHERES:
Roma, de Alfonso Cuarón (México)
2º lugar: Cafarnaum, de Nadine Labaki (Líbano)

MELHOR DOCUMENTÁRIO REALIZADO POR OU SOBRE MULHERES:
RBG, de Julie Cohen e Betsy West
2º lugar: Shirkers, de Sandi Tan

MELHOR CASAL EM CENA:
Se a Rua Beale Falasse

MELHOR IGUALDADE DE SEXOS:
Pantera Negra

MELHORES SUPER-HEROÍNAS DE AÇÃO:
Pantera Negra

PRÊMIO MULHER INVISÍVEL (performance de uma mulher cujo impacto sobre um filme tem sido ignorado):
Glenn Close, por A Esposa

MELHOR ANIMAÇÃO FEMININA:
Os Incríveis 2

MELHOR FILME PARA A FAMÍLIA:
Oitava Série, de Bo Burnham

MELHOR ELENCO FEMININO:
As Viúvas
2º lugar: A Favorita

DIREÇÃO MAIS CORAJOSA:
Jennifer Fox, por O Conto
2º lugar: Haifaa Al-Mansour, por Mary Shelley

ATUAÇÃO MAIS CORAJOSA (papéis não convencionais que redefinem a imagem da mulher no cinema):
Nicole Kidman, por O Peso do Passado
2º lugar: Viola Davis, por As Viúvas

PRÊMIO ADRIENNE SHELLY (filme que se opõe à violência contra a mulher):
Say Her Name: The Life and Death of Sandra Bland, de Kate Davis e David Heilbroner

PRÊMIO JOSEPHINE BAKER (filme que melhor expressa a mulher negra nos Estados Unidos):
Se a Rua Beale Falasse, de Barry Jenkins

PRÊMIO KAREN MORLEY (filme que exemplifica o lugar da mulher na história ou na sociedade e sua corajosa busca pela identidade):
Roma, de Alfonso Cuarón

PRÊMIO AÇÃO E ATIVISMO:
Viola Davis

PRÊMIO PELO CONJUNTO DA OBRA:
Ellen Burstyn

MAMÃEZINHA QUERIDA/PRÊMIO DE PIOR MÃE DO ANO EM UM FILME:
Jacki Weaver, por As Viúvas

PIONEERS: FIRST WOMEN FILMMAKERS:
Edição de colecionador da Kino Lorber

WFCC HALL OF SHAME:
Bryan Singer

Foto: Divulgação.

40º Festival de Havana: conheça os vencedores; filmes brasileiros são premiados

por: Cinevitor

orfaohavanaKauan Alvarenga no curta O Órfão, de Carolina Markowicz: premiado.

A primeira edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, foi realizada em dezembro de 1979, em Cuba, pelo ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos), com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.

Os filmes em competição, que concorrem ao Prêmio Coral, ou Premios Coral no original, são divididos em categorias: ficção, documentário e animação. O cinema brasileiro, representado com diversas obras, saiu vitorioso com o curta-metragem O Órfão, de Carolina Markowicz, que recebeu Menção Especial; com o drama Los Silencios, de Beatriz Seigner; com o documentário O Processo, de Maria Augusta Ramos; e com a animação Tito e os Pássaros, de Gabriel Bitar, André Catoto e Gustavo Steinberg.

Outras produções nacionais também foram selecionadas, como os longas de ficção: Albatroz, de Daniel Augusto; Benzinho, de Gustavo Pizzi; Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messora; Deslembro, de Flavia Castro; Domingo, de Clara Isabelle Linhart e Fellipe Gamarano Barbosa; Ferrugem, de Aly Muritiba; Mormaço, de Marina Meliande; Morto Não Fala, de Dennison Ramalho; O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; O Olho e a Faca, de Paulo Sacramento; Sequestro Relâmpago, de Tata Amaral; Sócrates, de Alex Moratto; Tinta Bruta, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher; e Todas as Canções de Amor, de Joana Mariani. Além das coproduções: As Herdeiras (Las herederas), de Marcelo Martinessi (Paraguai); Rojo, de Benjamín Naishtat (Argentina); e Tarde para morir joven, de Dominga Sotomayor (Chile). O longa Pixote: A Lei do Mais Fraco (1981), de Hector Babenco, foi exibido em sessão especial.

Os curtas-metragens brasileiros também marcaram forte presença com: 1×1, de Ramon Abreu; A Pedra, de Iuli Gerbase; Anjos das Marquises, de Paulo Miranda; Ao final da conversa eles se despedem com um abraço, de Renan Brandão; Coração é terra que ninguém vê, de Isabela Vitório; Eu sou o Super-Homem, de Rodrigo Batista; Kamiokande, de Fernanda Vogas; Mehr Licht!, de Mariana Kaufman; e Perdeu, de Pedro Formigoni.

Na categoria curta-metragem documentário, destacaram-se: Afronte, de Bruno Victor e Marcus Azevedo; Coppelia, de Juliana Lobo (coprodução com Cuba); De longe, ninguém vê o presidente, de Rená Tardin Barros; La Flaca, de Adriana Barbosa e Thiago Zanato (coprodução com EUA e México); e Lauri e a subversão, de Marco Antonio Visconte Escrivão e Pedro Fernandes Russo. Entre os curtas de animação: Almofada de penas, de Joseph Specker Nys (coprodução com Uruguai); Garoto transcodificado a partir de fosfeno, de Rodrigo Faustini; Guaxuma, de Nara Normande (coprodução com França); O Evangelho segundo Tauba e Primal, de Márcia Deretti e Márcio Júnior; e O Malabarista, de Iuri Moreno.

Os documentários brasileiros também ganharam destaque, como: América Armada, de Pedro Asbeg e Alice Lanari; Bixa Travesty, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla; Che, Memórias de um Ano Secreto, de Margarita Hernández; Construindo Pontes, de Heloísa Passos; Erlon Chaves: o Maestro do Veneno!, de Alessandro Gamo; Espera, de Cao Guimarães; Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi; Humberto Mauro, de André Felippe Di Mauro; Idade da Água, de Orlando Senna; Inaudito, de Gregorio Gananian Neto; Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre; Operações de garantia da lei e da ordem, de Júlia Murat; SLAM: Voz de Levante, de Tatiana Lohmann e Roberta Marques do Nascimento; Soldados do Araguaia, de Belisario Franca; Torquato Neto – Todas as Horas do Fim, de Eduardo Ades e Marcus Fernando; Torre das Donzelas, de Susanna Lira; Um dia para Susana, de Giovanna Patane Giovanini e Rodrigo Esteves Boecker; e Aeroporto Central, de Karim Aïnouz (coprodução com Alemanha).

Conheça os vencedores da 40ª edição do Festival de Havana:

FICÇÃO

Melhor Filme: Pájaros de Verano, de Cristina Gallego e Ciro Guerra (Colômbia/Dinamarca/México/França)
Prêmio Especial do Júri: Inocencia, de Alejandro Gil Álvarez (Cuba), Nido de Mantis, de Arturo Sotto Díaz (Cuba/México/República Dominicana) e Insumisas, de Fernando Pérez Valdés e Laura Cazador (Cuba/Suíça)
Melhor Atriz: Ilse Salas, por Las niñas bien
Melhor Ator: Lorenzo Ferro, por O Anjo
Melhor Direção: Carlos Reygadas, por Nuestro Tiempo
Melhor Roteiro: Joel, escrito por Carlos Sorin
Melhor Fotografia: Nuestro Tiempo, por Diego García e Adrian Durazo
Melhor Edição: Uma Noite de 12 anos, por Irene Blecua e Nacho Ruiz Capillas
Melhor Som: Uma Noite de 12 anos, por Nacho Royo-Villanova, Martín Touron e Eduardo Esquide
Melhor Trilha Sonora Original: Pájaros de Verano, por Leonardo Heiblum
Melhor Direção de Arte: Sangre Blanca, por Mariela Ripodas
Melhor Curta-metragem: Arcángel, de Ángeles Cruz (México)
Menção Especial | Curta-metragem: O Órfão, de Carolina Markowicz (Brasil) e Cerdo, de Yunior García Aguilera (Cuba)

PRIMEIRO FILME

Melhor Primeiro Filme: Retablo, de Alvaro Delgado Aparicio (Peru/Alemanha/Noruega)
Prêmio Especial do Júri: La Camarista, de Lila Avilés (México/EUA)
Prêmio Contribuição Artística: Los Silencios, de Beatriz Seigner (Brasil/França/Colômbia)

DOCUMENTÁRIO

Melhor Filme: Ciro y yo, de Miguel Salazar (Colômbia)
Melhor curta-metragem: Los viejos heraldos, de Luis Alejandro Yero Monteagudo (Cuba)
Prêmio Especial do Júri: El camino de Santiago. Desaparición y muerte de Santiago Maldonado, de Tristán Bauer (Argentina) e O Processo, de Maria Augusta Ramos (Brasil)

ANIMAÇÃO

Melhor Filme: Tito e os Pássaros, de Gabriel Bitar, André Catoto e Gustavo Steinberg (Brasil)
Melhor curta-metragem: Un oscuro día de injusticia, de Julio Azamor e Daniela Fiore (Argentina)
Prêmio Especial do Júri: A Casa Lobo (La Casa Lobo), de Cristóbal León e Joaquín Cociña (Chile)

OUTROS PRÊMIOS

PRÊMIO SIGNIS | Melhor Filme: Inocencia, de Alejandro Gil Álvarez (Cuba)
PRÊMIO DO PÚBLICO: Inocencia, de Alejandro Gil Álvarez (Cuba)
PRÊMIO CARTEL: Últimos días de una casa (Cuba)
PRÊMIO CARTEL | Roteiro: Panamá Al Brown, escrito por Delfina Vidal
PRÊMIO FIPRESCI: Nuestro Tiempo, de Carlos Reygadas (México/França/Alemanha/Dinamarca/Suécia)

Foto: Divulgação.

Dirigido por Pedro Amorim, Eu Sou Mais Eu, com Kéfera Buchmann, ganha trailer

por: Cinevitor

keferatrailersoumaiseuDireto do túnel do tempo!

Em seu novo filme dedicado ao público jovem, depois do sucesso de É Fada!, que levou 1,7 milhões de espectadores aos cinemas, em Eu Sou Mais Eu, dirigido por Pedro Amorim, Kéfera Buchmann vive Camilla Mendes, uma estrela da música pop. Dona dos maiores hits do momento, ela não tem tempo para pensar em nada que não seja sua fama e seus milhões de seguidores. Sem paciência para a concorrência, tudo que importa é que a sua nova música seja a número um nas paradas.

Com milhares de compromissos na agenda, voltar no tempo, com certeza não estava nos seus planos. Mas quando misteriosamente acorda em 2004, Camilla terá que lidar com os dramas da adolescência, o bullying da inimiga Drica, interpretada por Giovanna Lancellotti, as provas e trabalhos da escola; tudo de novo! Vai ser até moleza se readaptar à vida antes da selfie, o complicado mesmo vai ser conseguir convencer seu melhor amigo, Cabeça, papel de João Côrtes, que ela veio do futuro e agora precisa da sua ajuda para voltar.

Para encarar o papel da popstar Camilla, Kéfera passou por uma longa preparação, com ensaios, aulas de canto, aulas de dança e mudanças no visual. Além de reviver músicas clássicas dos anos 2000 que embalaram o discman de todos os adolescentes da época, Eu Sou Mais Eu também conta com uma faixa inédita na voz da própria Kéfera, a gravação de um videoclipe e um show com a presença de seus fãs na plateia em que canta o sucesso Máscara, da cantora Pitty.

O elenco conta ainda com Flávia Garrafa, Arthur Kohl, Marcella Rica, André Lamoglia e a participação especial de Felipe Titto.

Confira o trailer de Eu Sou Mais Eu, que chega aos cinemas no dia 24 de janeiro de 2019:

Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

Roma

por: Cinevitor

romaposter1Direção: Alfonso Cuarón

Elenco: Yalitza Aparicio, Marina de Tavira, Diego Cortina Autrey, Carlos Peralta, Marco Graf, Daniela Demesa, Nancy García García, Verónica García, Andy Cortés, Fernando Grediaga, Jorge Antonio Guerrero, José Manuel Guerrero Mendoza, Latin Lover, Zarela Lizbeth Chinolla Arellano, José Luis López Gómez, Edwin Mendoza Ramírez, Clementina Guadarrama, Enoc Leaño, Nicolás Peréz Taylor Félix, Kjartan Halvorsen, Felix Gomez.

Ano: 2018

Sinopse: O filme se passa no início dos anos 1970, na Cidade do México, e acompanha uma família de classe média. Cleo é uma doméstica que trabalha na casa de Sofia, mãe de quatro filhos e que sofre com a ausência do marido. Ela faz de tudo para ajudar a patroa a cuidar das crianças, a quem ama como se fossem seus próprios filhos, ao mesmo tempo em que precisa lidar com o término de seu relacionamento. As duas mulheres lutam com as mudanças no lar e na cidade, que é tomada por milícias do governo e por passeatas de estudantes.

Crítica do CINEVITOR: Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, Roma, de  Alfonso Cuarón, se passa no início dos anos 1970, na Cidade do México, e acompanha uma família de classe média. Cleo trabalha na casa de Sofia, mãe de quatro filhos que sofre com a ausência do marido. A doméstica faz de tudo para ajudar a patroa a cuidar das crianças, ao mesmo tempo em que precisa lidar com questões pessoais. As duas mulheres lutam com as mudanças no lar e na cidade, tomada por milícias do governo e por passeatas estudantis. O cineasta mexicano volta a impactar com uma história comovente, com cunho social e emoldurada por belíssimos enquadramentos que revelam uma agilidade ainda mais vibrante do diretor, que também assina o roteiro, a montagem, a fotografia e a produção. Roma mergulha na emoção de seus protagonistas e apresenta uma obra pessoal, filmada em preto e branco e falada em espanhol, com a mais pura essência do cinema. (Vitor Búrigo)

*Crítica publicada na edição 110 (novembro e dezembro/2018) da Revista Preview.

*Filme visto na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Conheça os primeiros filmes selecionados para o Festival de Berlim 2019

por: Cinevitor

fatihakinberlimselecaoJonas Dassler em Der goldene Handschuh, de Fatih Akin: selecionado.

A 69ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 7 e 17 de fevereiro de 2019, já começou a anunciar as novidades. Neste ano, a atriz francesa Juliette Binoche será a presidente do júri; em 1993, ela recebeu o prêmio Berlinale Camera e em 1997, o Urso de Prata de melhor atriz pelo seu trabalho em O Paciente Inglês, de Anthony Minghella.

O drama The Kindness of Strangers, da cineasta dinamarquesa Lone Scherfig, já premiada com um Urso de Ouro, em 2001, por Italiano Para Principiantes, será o filme de abertura. O longa é um drama contemporâneo que acompanha diferentes personagens, todos à sua maneira, lutando para sobreviver em um inverno de Nova York. O elenco conta com Zoe Kazan, Bill Nighy, Andrea Riseborough, Caleb Landry Jones, Jay Baruchel, Tahar Rahim e David Dencik.

Além disso, também foram divulgados os primeiros longas da Competição Oficial, que disputarão o tão cobiçado Urso de Ouro, prêmio máximo do festival, e das mostras Berlinale ClassicsBerlinale Special GalaBerlinale Special. Nos próximos dias, novas produções serão anunciadas.

Conheça os primeiros filmes selecionados para o Festival de Berlim 2019:

COMEPTIÇÃO:
Der Boden unter den Füßen (The Ground beneath My Feet), de Marie Kreutzer (Áustria)
Der Goldene Handschuh (The Golden Glove), de Fatih Akin (Alemanha/França)
Grâce à Dieu (By the Grace of God), de François Ozon (França)
Ich war zuhause, aber (I Was at Home, but), de Angela Schanelec (Alemanha/Sérvia)
Kız Kardeşler (A Tale of Three Sisters), de Emin Alper (Turquia/Alemanha/Holanda/Grécia)
Répertoire des villes disparues (Ghost Town Anthology), de Denis Côté (Canadá)
The Kindness of Strangers, de Lone Scherfig (Dinamarca/Canadá/Suécia/França/Alemanha)

BERLINALE SPECIAL GALA:
Gully Boy, de Zoya Akhtar (Índia)

BERLINALE SPECIAL:
Brecht, de Heinrich Breloer (Alemanha/Áustria)
Watergate, de Charles Ferguson (EUA)

BERLINALE CLASSICS:
Ordet (The Word), de Carl Theodor Dreyer (1955) (Dinamarca)
Örökbefogadás (Adoption), de Márta Mészáros (1975) (Hungria)
Die Sieger (The Invincibles) (Director’s Cut), de Dominik Graf (1994) (Alemaha)

Foto: Divulgação.

Aquaman

por: Cinevitor

aquamanposterDireção: James Wan

Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Nicole Kidman, Dolph Lundgren, Yahya Abdul-Mateen II, Temuera Morrison, Ludi Lin, Michael Beach, Randall Park, Graham McTavish, Leigh Whannell, Tainui Kirkwood, Tamor Kirkwood, Denzel Quirke, Kaan Guldur, Otis Dhanji, Kekoa Kekumano, Julie Andrews, John Rhys-Davies, Djimon Hounsou, Andrew Crawford, Sophia Forrest, Natalia Safran, Micah Ohlman, Jack Andrew, Frankie Creagh-Leslie, Hank Amos, Patrick Cox, Robert Longstreet, Devika Parikh, Alice Lanesbury.

Ano: 2018

Sinopse: Em um mundo subaquático dos sete mares, o filme revela a origem de Arthur Curry, meio homem, meio atlante, que embarca em uma jornada para descobrir quem ele realmente é e se ele é digno de seu destino: ser rei.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

Colette

por: Cinevitor

coletteposterDireção: Wash Westmoreland

Elenco: Keira Knightley, Dominic West, Fiona Shaw, Robert Pugh, Sloan Thompson, Arabella Weir, Máté Haumann, Ray Panthaki, Al Weaver, Virág Bárány, Dickie Beau, Kylie Watt, Janine Harouni, Jake Graf, Joe Geary, Rebecca Root, Julian Wadham, Eleanor Tomlinson, Polina Litvak, István Gyurity, Karen Gagnon, Alexandra Szucs, Aiysha Hart, Katinka Egres, Denise Gough, Johnny K. Palmer, Shannon Tarbet, Dorcas Coppin, Roderick Hill, Attila C. Arpa, Peter Schueller, Caroline Boulton.

Ano: 2018

Sinopse: A jovem do interior Sidonie-Gabrielle Colette casou-se com o carismático e egocêntrico escritor Willy, 14 anos mais velho. Rapidamente, foi introduzida ao mundo artístico de Paris, onde teve sua criatividade estimulada e capitalizada pelo marido, que a colocou para escrever livros em seu nome. O sucesso da série de livros Claudine transformou Willy num famoso escritor e a ambos em um célebre casal moderno. Mas, a falta de reconhecimento pelo seu trabalho, no entanto, começou a incomodar Colette. O casamento entrou em declínio, alimentado pelas infidelidades do marido e pelo crescente interesse da esposa pelas mulheres. Num momento de desespero para pagar suas dívidas, Willy decidiu sabotar sua esposa, mas ela já havia desenvolvido sua autoconfiança e recursos próprios.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Chá com as Damas

por: Cinevitor

chadamasposterTea with the Dames

Direção: Roger Michell

Elenco: Judi Dench, Maggie Smith, Eileen Atkins e Joan Plowright.

Ano: 2018

Sinopse: De tempos em tempos, quatro amigas de longa data, se encontram para uma tarde de chá no interior da Inglaterra para conversar, relembrar e rir. Chá com as Damas convida você para passar um tempo com as divertidas e extraordinárias atrizes, as Dames: Judi Dench, Maggie Smith, Eileen Atkins e Joan Plowright.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Intimidade Entre Estranhos

por: Cinevitor

intimidadeestranhosposterDireção: José Alvarenga Jr.

Elenco: Rafaela Mandelli, Gabriel Contente, Milhem Cortaz, José Dumont, Giovanna Lancellotti, Brenda Sabryna, Jayme Periard, Regina Sampaio.

Ano: 2018

Sinopse: Maria muda-se temporariamente para o Rio para estar perto de Pedro, seu marido, que está atuando numa série para TV. Longe dos amigos e do trabalho, Maria sente-se distante também de Pedro, que passa o dia nas gravações. Sua solidão tem um observador fiel: Horácio, um jovem introspectivo, síndico e dono de praticamente todo o prédio onde mora o casal. A relação entre Maria e Horácio começa cheia de atritos, mas, aos poucos, as divergências entre os dois são substituídas por uma aproximação que traz um mundo completamente novo aos dois, do qual Pedro não faz parte.

*Clique aqui e confira nosso programa especial com entrevistas com o diretor e com os atores Gabriel Contente  e Rafaela Mandelli.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

22ª Mostra de Cinema de Tiradentes anuncia filmes selecionados para a Mostra Aurora

por: Cinevitor

rainhanzingatiradentesselecaoCena do filme A Rainha Nzinga Chegou, de Junia Torres e Isabel Casimira Gasparino.

A Mostra Aurora que integra a programação da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de janeiro, na histórica cidade mineira, exibirá de sete longas-metragens em pré-estreia nacional, realizados por cineastas com no máximo três filmes no currículo. Os títulos, que serão apresentados no Cine-Tenda, se caracterizam por visões estéticas singulares, sempre em consonância com a vanguarda do audiovisual brasileiro e desafiando as formas tradicionais de linguagem.

Os sete longas-metragens inéditos, vindos de seis estados brasileiros, competem ao Troféu Barroco e pela primeira vez o Júri da Crítica terá nomes internacionais, com as presenças de Roger Koza, da Argentina, e Claire Allouche, da França. O time se completa com as presenças de Kênia Freitas, Juliano Gomes e Izabel de Fátima Cruz Melo. O Júri da Crítica também será responsável por escolher o melhor curta-metragem da Mostra Foco e o destaque feminino (das Mostras Foco e Aurora) para receber o Prêmio Helena Ignez.

A Aurora mantém o olhar para a produção independente das mais variadas regiões do país. Dos 72 inscritos este ano e avaliados pela dupla Lila Foster e Victor Guimarães, com coordenação de Cleber Eduardo, a variedade de proposições estéticas segue como marca da produção contemporânea brasileira.

A Aurora 2019 traz filmes que forjam encontros, intensificam experiências e tensionam o lugar dos corpos e da imagem no mundo. A afirmação de identidades, culturas e histórias permeia a seleção, ao mesmo tempo em que cada trabalho inventa uma língua própria para expressar com liberdade os múltiplos conflitos que os atravessam.

Conheça os sete filmes selecionados para a Mostra Aurora da 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro (SP)
A Rainha Nzinga Chegou, de Junia Torres e Isabel Casimira Gasparino (MG)
Tremor Iê, de Elena Meirelles e Lívia de Paiva (CE)
Seus Ossos e Seus Olhos, de Caetano Gotardo (SP)
Vermelha, de Getúlio Ribeiro (GO)
Desvio, de Arthur Lins (PB)
Um Filme de Verão, de Jô Serfaty (RJ)

Foto: Divulgação.

Prêmio APCA: Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans, é eleito o melhor filme de 2018

por: Cinevitor

arabiaapca2018Protagonista de Arábia: o ator Aristides de Sousa.

A Associação Paulista de Críticos de Artes anunciou nesta quarta-feira, 12/12, os vencedores do Prêmio APCA 2018, que conta com os melhores do ano nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão.

Em assembleia que reuniu os críticos no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo, Celso Curi, presidente da APCA, reitera a importância do fortalecimento das associações culturais em momentos em que há fragilidades nas políticas públicas para as Artes e para a Cultura.

Na categoria Cinema, os críticos Luiz Carlos Merten, Flavia Guerra, Orlando Margarido e Walter Cezar Addeo escolheram Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans, como o melhor filme do ano. A cerimônia de entrega dos prêmios aos artistas contemplados acontecerá em data a ser marcada no primeiro semestre de 2019.

Conheça os vencedores do Prêmio APCA 2018 na categoria de cinema:

MELHOR FILME:
Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans

MELHOR DIREÇÃO:
Caroline Leone, por Pela Janela

MELHOR ROTEIRO:
Benzinho, escrito por Gustavo Pizzi e Karine Teles

MELHOR ELENCO | INTERPRETAÇÃO COLETIVA:
Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg

MELHOR FOTOGRAFIA:
Tinta Bruta, por Glauco Firpo

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Piripkura, de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Antes do Fim, de Cristiano Burlan

Foto: Divulgação.