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Morre, aos 74 anos, o crítico de cinema Rubens Ewald Filho

por: Cinevitor

morrerubensewaldRubens no Festival do Gramado, em agosto do ano passado.

Morreu, na tarde desta quarta-feira, 19/06, o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, aos 74 anos. Ele estava internado desde o final de maio em estado grave no Hospital Samaritano, em São Paulo, depois de ter desmaiado e sofrido uma queda em uma escada rolante de um shopping.

Ao longo de sua carreira, trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, como Rede Globo, SBT, Grupo Record, RedeTV!, TV Cultura, Revista Veja, Jovem Pan, Rádio Bandeirantes, Folha de S.Paulo, HBO, Telecine, TNT e jornal A Tribuna, onde começou.

Rubens ficou muito conhecido por seus comentários durante as cerimônias do Oscar, trabalho este que começou em 1985, na TV Globo. Depois, migrou para o canal TNT, no qual comentou a premiação mais famosa do cinema até 2018. Sua cobertura durante a temporada de premiações marcou milhares de telespectadores, leitores e fãs de seu trabalho por conta de seu profundo conhecimento sobre a sétima arte.

Considerado uma das maiores referências no meio, Rubens era fã declarado da atriz Debbie Reynolds e catalogava mais de 37 mil filmes assistidos, entre longas e curtas, ao longo da vida. Desde criança, tinha o costume de escrever em um caderno os filmes que via, com todas as informações sobre a obra.

Além do cinema, Rubens também teve uma carreira marcante na TV como roteirista de telenovelas. Éramos Seis, Iaiá Garcia, Casa de Pensão e A Árvore dos Sexos foram algumas das obras assinadas por ele. Também trabalhou como ator em diversos filmes, como: Amor Estranho Amor, de Walter Hugo Khouri; Independência ou Morte, de Carlos Coimbra; As Gatinhas, de Astolfo Araújo; entre outros.

Ao longo dos anos, também trabalhou como diretor teatral e escreveu diversos livros biográficos sobre grandes nomes do cinema. Atualmente, escrevia críticas em seu blog e atuava como curador do Festival de Cinema de Gramado.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o Festival de Gramado 2015 com entrevista com Rubens Ewald Filho.

Foto: Fabio Winter/Pressphoto.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, será o filme de abertura do 47º Festival de Gramado

por: Cinevitor

bacurauaberturagramadoDepois de Cannes, Sydney e Munique, o filme será exibido em Gramado.

A 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado acaba de anunciar seu filme de abertura: Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. O longa, que será exibido na sexta-feira, 16/08, no Palácio dos Festivais, fora de competição, foi consagrado recentemente no Festival de Cannes com o Prêmio do Júri, dividido com o francês Les misérables, de Ladj Ly.

Na descrição de seus diretores, Bacurau é um filme de aventura ambientado no Brasil daqui a alguns anos. O longa foi rodado no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, exatamente um ano atrás. As locações foram encontradas depois da equipe percorrer mais de dez mil quilômetros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As filmagens duraram dois meses e três dias, com uma equipe de 150 pessoas. As cidades de Parelhas e Acari serviram de base para a produção.

Kleber Mendonça Filho retorna ao evento gaúcho depois do sucesso internacional de Aquarius, em 2016, que também teve sua estreia mundial na principal mostra do Festival de Cannes e foi o filme de abertura de Gramado naquele ano. Além disso, o diretor também exibiu O Som ao Redor, em 2012, e acabou premiado com quatro kikitos.

Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho colaboraram em curtas metragens premiados no Brasil e exterior, como: Eletrodoméstica e Recife Frio; e nos longas também aclamados internacionalmente: O Som ao Redor e Aquarius, filmes dirigidos por Kleber Mendonça Filho e com direção de arte de Juliano Dornelles. Como realizador, Juliano fez o curta Mens Sana in Corpore Sano, premiado no Festival de Locarno, em 2011, e o longa O Ateliê da Rua do Brum, que está em pós-produção. Na equipe de Bacurau a parceria estabelecida em projetos anteriores também se repete na fotografia, assinada por Pedro Sotero, no som de Nicolas Hallet e na direção de arte de Thales Junqueira.

A sinopse oficial de Bacurau diz: um western brasileiro, um filme de aventura e ficção científica. Daqui a alguns anos… Bacurau, um pequeno povoado do sertão brasileiro, dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida, falecida aos 94 anos. Dias depois, os moradores de Bacurau percebem que a comunidade não consta mais nos mapas. Sonia Braga, o alemão Udo Kier e Karine Teles fazem parte de um elenco composto por dezenas de atores, como Bárbara Colen, Silvero Pereira, Thomás Aquino, Antonio Saboia, Rubens Santos e Lia de Itamaracá.

Além de Cannes, Bacurau foi exibido recentemente no Sydney Film Festival e também fará parte da programação do Filmfest München, na Alemanha, no final de junho. O longa chega aos cinemas brasileiros no dia 29 de agosto com distribuição da Vitrine Filmes.

A 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado acontecerá entre os dias 16 e 24 de agosto.

Foto: Victor Jucá.

Democracia em Vertigem

por: Cinevitor

democraciavertigemposterDireção: Petra Costa

Elenco: Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Michel Temer, Eduardo Cunha, Petra Costa, Jair Bolsonaro, Renan Calheiros, José Eduardo Cardozo, Deltan Dallagnol, Lindbergh Farias, Romero Jucá, Paulo Maluf, Sergio Moro, Aécio Neves, Li An, Janaína Paschoal, Geoffrey Robertson, Rodrigo Rollemberg, Jean Wyllys, Chico Buarque, Jandira Feghali, William Bonner, Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Cármen Lúcia, Hamilton Mourão, Barack Obama, Geoffrey Robertson, Patrícia Poeta.

Ano: 2019

Sinopse: Uma narrativa cautelosa em tempos de crise da democracia; o estopim pessoal e político para explorar um dos mais dramáticos períodos da história do Brasil. Combinando acesso exclusivo a líderes do passado e do presente, incluindo os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, a relatos da biografia complexa de sua própria família, a diretora testemunha a ascensão e a queda de políticos e o que restou do país, tragicamente polarizado.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

MTV Movie & TV Awards 2019: conheça os vencedores

por: Cinevitor

sandramtvawards2109Sandra Bullock: premiada por sua atuação em Bird Box.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 17/06, os vencedores do MTV Movie & TV Awards, considerado o prêmio mais divertido do cinema e da TV. A cerimônia foi apresentada pelo ator Zachary Levi e o público, responsável pelos votos, consagrou Vingadores: Ultimato como o grande vencedor deste ano, premiado com a pipoca dourada em três categorias, entre elas, a de melhor filme.

A noite também foi marcada por homenagens. A atriz Jada Pinkett Smith subiu ao palco para receber o Trailblazer Award, prêmio especial dedicado aos que inspiram muitas pessoas com seu trabalho. Além disso, Dwayne Johnson recebeu o Generation Award, que celebra atores cujas diversas contribuições tanto para o cinema quanto para a televisão os transformaram em grandes nomes da indústria.

Conheça os vencedores do MTV Movie & TV Awards 2019:

MELHOR FILME:
Vingadores: Ultimato

MELHOR SÉRIE:
Big Mouth

MELHOR ATUAÇÃO | CINEMA:
Lady Gaga, por Nasce Uma Estrela

MELHOR ATUAÇÃO | SÉRIE:
Elisabeth Moss, por The Handmaid’s Tale

MELHOR HERÓI:
Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro), por Vingadores: Ultimato

MELHOR HERÓI DA VIDA REAL:
Ruth Bader Ginsburg, por RBG

MELHOR VILÃO:
Josh Brolin (Thanos), por Vingadores: Ultimato

MELHOR BEIJO:
Noah Centineo e Lana Condor, em Para Todos os Garotos que já Amei

MELHOR ATUAÇÃO ASSUSTADA:
Sandra Bullock, em Bird Box

ARTISTA REVELAÇÃO:
Noah Centineo, por Para Todos os Garotos que Já Amei

MELHOR ATUAÇÃO CÔMICA:
Daniel Levy, por Schitt’s Creek

MELHOR LUTA:
Capitã Marvel vs. Minn-Erva, em Capitã Marvel

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Surviving R. Kelly

MELHOR APRESENTADOR:
Nick Cannon, por Wild ‘n Out

REALEZA DOS REALITIES:
Love & Hip Hop: Atlanta

MOMENTO MAIS MEME-MORÁVEL:
Colton Underwood pula a cerca, em The Bachelor

PRÊMIO MTV TRAILBLAZER:
Jada Pinkett Smith

PRÊMIO MTV GENERATION:
Dwayne Johnson

Foto: Getty Images North America.

Chacrinha: O Velho Guerreiro lidera indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019

por: Cinevitor

chacrinhagrandepremioindicadosStepan Nercessian em Chacrinha: O Velho Guerreiro, de Andrucha Waddington.

A Academia Brasileira de Cinema divulgou nesta segunda-feira, 17/06, a lista com os filmes finalistas ao 18º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que este ano acontecerá no dia 14 de agosto, com transmissão ao vivo para todo o país pelo Canal Brasil.

Chacrinha: O Velho Guerreiro, dirigido por Andrucha Waddington, lidera a lista pela disputa do Troféu Otelo em 12 categorias; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, aparece na sequência com 10 indicações e Benzinho, de Gustavo Pizzi, com nove.

Escolhidos pelos sócios da Academia, os finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro concorrem ao Troféu Otelo em 33 categorias, sendo quatro inéditas: melhor filme ibero-americano lançado no Brasil e as melhores séries brasileiras de produção independente de ficção, documentário e animação exibidas na TV por assinatura e no OTT.

A disputa deste ano reuniu 74 longas de ficção, 67 longas documentários, dois longas infantis, 55 curtas nacionais, além de 43 longas estrangeiros e 11 longas ibero-americanos. Apenas um longa-metragem de animação foi inscrito: Peixonauta – O Filme, que receberá uma Menção Honrosa. Ao todo, 1986 profissionais foram inscritos na disputa e mais de 200 concorrem ao Troféu Otelo.

“O Grande Prêmio apresenta um vasto panorama da indústria audiovisual brasileira e os profissionais e filmes finalistas refletem a pluralidade do nosso cinema. O objetivo da Academia é representar todas as gerações de cineastas”, disse o presidente da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Peregrino.

Os vencedores serão escolhidos no segundo turno, a partir de sexta-feira, 21 de junho, quando além dos membros da Academia, o público vota nos seus favoritos nas categorias: melhor longa-metragem de ficção, melhor longa-metragem de documentário, melhor longa-metragem estrangeiro e melhor longa-metragem ibero-americano.

A Academia Brasileira de Cinema é presidida por Jorge Peregrino e a diretoria é composta por Paulo Mendonça (diretor vice-presidente), Bárbara Paz (diretora secretária), Alexandre Duvivier (diretor financeiro) e Iafa Britz (diretora social).

Neste ano, a atriz, cantora e ativista na luta contra o racismo Zezé Motta será a grande homenageada desta edição, que tem como tema a música no cinema. Com 50 anos de carreira, Zezé lançou 14 discos, fez mais de 40 filmes, além de 35 novelas. Nas telonas, destacam-se: Vai Trabalhar, Vagabundo!, de Hugo Carvana (1973); Xica da Silva (1976) e Quilombo (1984), ambos de Cacá Diegues; Anjos da Noite, de Wilson Barros (1987); Tieta do Agreste (1996) e Orfeu (1998), novamente sob direção de Diegues; Cronicamente Inviável, de Sérgio Bianchi (2000) e Bróder, de Jefferson De (2010).

Conheça os indicados ao 18º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:

MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO:
A Voz do Silêncio, de André Ristum
Benzinho, de Gustavo Pizzi
Chacrinha: O Velho Guerreiro, de Andrucha Waddington
O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues
O Paciente – O Caso Tancredo Neves, de Sergio Rezende

MELHOR LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
A Luta do Século, de Sérgio Machado
Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi
My Name is Now, Elza Soares, de Elizabete Martins Campos
O Processo, de Maria Augusta Ramos
Todos os Paulos do Mundo, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira

MELHOR LONGA-METRAGEM | COMÉDIA:
Minha Vida em Marte, de Susana Garcia
Mulheres Alteradas, de Luis Pinheiro
Não Se Aceitam Devoluções, de André Moraes
Os Farofeiros, de Roberto Santucci
Todas as Razões para Esquecer, de Pedro Coutinho
Uma Quase Dupla, de Marcus Baldini

MELHOR LONGA-METRAGEM | INFANTIL:
Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano, de Viviane Jundi
O Colar de Coralina, de Reginaldo Gontijo

MELHOR DIREÇÃO:
Aly Muritiba, por Ferrugem
Andrucha Waddington, por Chacrinha: O Velho Guerreiro
Carolina Jabor, por Aos Teus Olhos
Gabriela Amaral Almeida, por O Animal Cordial
Gustavo Pizzi, por Benzinho

MELHOR ATRIZ:
Adriana Esteves, por Canastra Suja
Débora Falabella, por O Beijo no Asfalto
Grace Passô, por Praça Paris
Karine Teles, por Benzinho
Marjorie Estiano, por As Boas Maneiras

MELHOR ATOR:
Daniel de Oliveira, por 10 Segundos para Vencer
Lázaro Ramos, por O Beijo no Asfalto
Murilo Benício, por O Animal Cordial
Otávio Müller, por Benzinho
Othon Bastos, por O Paciente – O Caso Tancredo Neves
Stepan Nercessian, por Chacrinha: O Velho Guerreiro

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Adriana Esteves, por Benzinho
Fernanda Montenegro, por O Beijo no Asfalto
Gilda Nomacce, por As Boas Maneiras
Laura Cardoso, por Encantados
Marjorie Estiano, por Paraíso Perdido
Sandra Corveloni, por 10 Segundos para Vencer

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Ailton Graça, por Mare Nostrum
Enrique Diaz, por Ferrugem
Matheus Nachtergaele, por O Nome da Morte
Milhem Cortaz, por Canastra Suja
Otávio Müller, por O Beijo no Asfalto
Otávio Müller, por O Paciente – O Caso Tancredo Neves

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA:
Fernando Young, por Chacrinha: O Velho Guerreiro
Gustavo Hadba, por Motorrad
Gustavo Hadba, por O Grande Circo Místico
Lula Carvalho, por 10 Segundos para Vencer
Mauro Pinheiro, por Unicórnio
Walter Carvalho, por O Beijo no Asfalto

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
A Voz do Silêncio, escrito por André Ristum
As Boas Maneiras, escrito por Juliana Rojas e Marco Dutra
Benzinho, escrito por Karine Teles e Gustavo Pizzi
Chacrinha: O Velho Guerreiro, escrito por Claudio Paiva, Julia Spadaccini e Carla Faour
Ferrugem, escrito por Aly Muritiba e Jessica Candal
O Animal Cordial, escrito por Gabriela Amaral Almeida

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
O Beijo no Asfalto, escrito por Murilo Benício
O Grande Circo Místico, escrito por Carlos Diegues e George Moura
O Paciente – O Caso Tancredo Neves, escrito por Gustavo Lipsztein
Rasga Coração, escrito por Jorge Furtado, Ana Luiza Azevedo e Vicente Moreno
Severina, escrito por Felipe Hirsch

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Benzinho, por Dina Salem Levy
Chacrinha: O Velho Guerreiro, por Rafael Targat
O Grande Circo Místico, por Artur Pinheiro
O Paciente – O Caso Tancredo Neves, por Marcos Flaksman
Unicórnio, por André Weller

MELHOR FIGURINO:
10 Segundos para Vencer, por Marcelo Pies
Benzinho, por Diana Leste
Chacrinha: O Velho Guerreiro, por Marcelo Pies
O Doutrinador, por Flávia Lhacer
O Grande Circo Místico, por Kika Lopes
O Paciente – O Caso Tancredo Neves, por Kika Lopes

MELHOR MAQUIAGEM:
10 Segundos para Vencer, por Martín Macías Trujillo
Chacrinha: O Velho Guerreiro, por Marlene Moura
O Animal Cordial, por André Anastácio
O Grande Circo Místico, por Catherine Leblanc Caraes e Emmanuelle Fèvre
O Paciente – O Caso Tancredo Neves, por Adriano Manques

MELHOR EFEITO VISUAL:
As Boas Maneiras, por Cyrille Bonjean, Guilherme Ramalho, Hugo Gurgel, Guillaume Castagné, Nicolas Herlin e Eduardo Schaal
Chacrinha: O Velho Guerreiro, por Claudio Peralta
Motorrad, por Marcelo Siqueira
O Doutrinador, Marco Padro
O Grande Circo Místico, por Marcelo Siqueira e Thierry Delobel

MELHOR MONTAGEM | FICÇÃO:
A Voz do Silêncio, por Gustavo Giani
Benzinho, por Livia Serpa
Chacrinha: O Velho Guerreiro, por Thiago Lima
Motorrad, por Lucas Gonzaga
O Animal Cordial, por Idê Lacreta
O Grande Circo Místico, por Mair Tavares e Daniel Garcia

MELHOR MONTAGEM | DOCUMENTÁRIO:
A Última Abolição, por Natara Ney
Ex-Pajé, por Ricardo Farias
Hilda Hilst Pede Contato, por Karen Harley
My Name is Now, Elza Soares, por Lorena Ortiz e Pablo Paniagua
O Processo, por Karen Akerman
Soldados do Araguaia, por Yan Motta
Todos os Paulos do Mundo, por Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira

MELHOR SOM:
As Boas Maneiras, por Gabriela Cunha, Bernardo Uzeda e Christophe Vingtrinier
Chacrinha: O Velho Guerreiro, por Jorge Saldanha, Armando Torres Jr., Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima e Renan Deodato
Legalize Já – Amizade Nunca Morre, por George Saldanha, Roberto Ferraz e Andre Tadeu
O Animal Cordial, por Gabriela Cunha, Daniel Turini e Fernando Henna
O Doutrinador, por Jorge Rezende, Eduardo Hamerschlak, Alan Zilli e Armando Torres Jr.
O Grande Circo Místico, por Christophe Penchenat, Simone Petrillo e Emmanuel Croset

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
10 Segundos para Vencer, por Berna Ceppas
Chacrinha: O Velho Guerreiro, por Antonio Pinto
My Name is Now, Elza Soares, por Elza Soares e Alexandre Martins
O Banquete, por Antonio Pinto
O Grande Circo Místico, por Edu Lobo

MELHOR TRILHA SONORA:
Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano, por Fabio Góes
Intimidade Entre Estranhos, por Frejat, Leoni e Vinicius Cantuária
O Desmonte do Monte, por Sinai Sganzerla
Paraíso Perdido, por Zeca Baleiro
Rasga Coração, por Mauricio Nader
Soldados do Araguaia, por Yan Motta
Todas as Canções de Amor, por Maria Gadú

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:
A Forma da Água, de Guillermo del Toro (EUA)
Bohemian Rhapsody, de Bryan Singer (Reino Unido/EUA)
Eu, Tonya, de Craig Gillespie (Reino Unido/EUA/Qatar)
Infiltrado na Klan, de Spike Lee (EUA)
Me Chame Pelo Seu Nome, de Luca Guadagnino (Itália/França)
Nasce uma Estrela, de Bradley Cooper (EUA)
The Square – A Arte da Discórdia, de Ruben Östlund (Suécia/Alemanha/França/Dinamarca)
Três Anúncios Para um Crime, de Martin McDonagh (Reino Unido/EUA)

MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO:
A Noiva do Deserto, de Cecilia Atán e Valeria Pivato (Argentina/Chile)
Alguém Como Eu, de Leonel Vieira (Brasil/Portugal)
As Herdeiras, de Marcelo Martinessi (Paraguai/França/Alemanha/Noruega/Brasil/Uruguai/Itália)
Cachorros, de Marcela Said (Chile)
Uma Noite de 12 Anos, de Álvaro Brechner (Argentina/Espanha/Uruguai)

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Aquário, de Alice Andreoli Hirata
Guaxuma, de Nara Normande
Lé Com Cré, de Cassandra Reis
O Malabarista, de Iuri Moreno
Sobre a Gente, de Alunos do Projeto Animação

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Azul Vazante, de Júlia Alquéres
Copacabana – Auschwitz, de Jaiê Saavedra
Cor de Pele, de Livia Perini
Maré, de Amaranta Cesar
Um Corpo Feminino, de Thais Fernandes

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO:
Adeus à Carne, de Julia Anquier
Nova Iorque, de Leo Tabosa
O Menino Pássaro, de Diogo Leite
O Órfão, de Carolina Markowicz
Peripatético, de Jessica Queiroz

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE ANIMAÇÃO DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE, PARA TV FECHADA OU PLATAFORMA OTT:
Boris e Rufus
Cupcake & Dino: Serviços Gerais
Irmão do Jorel
Vivi Viravento
O Show da Luna (4ª temporada)

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE DOCUMENTÁRIO DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE, PARA TV FECHADA OU PLATAFORMA OTT:
Aeroporto – Área Restrita (2ª temporada)
Arquitetos
De Carona com os Óvnis
Inhotim Arte Presente
Mil Dias: A Saga da Construção de Brasília

MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE FICÇÃO DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE, PARA TV FECHADA OU PLATAFORMA OTT:
A Lei do Riso – Crimes Bizarros
Escola de Gênios (1ª temporada)
Mostra tua Cara!
Natália (2ª temporada)
Z4

Foto: Suzanna Tierrie.

6ª Mostra de Cinema de Gostoso: inscrições abertas até o final de agosto

por: Cinevitor

inscricoesgostoso2019O evento acontecerá entre os dias 8 e 12 de novembro.

As inscrições para a 6ª Mostra de Cinema de Gostoso já estão abertas e devem ser feitas no novo site do festival (clique aqui), até o dia 23 de agosto. O evento é realizado pela Heco Produções e pelo CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania, com direção geral e curadoria de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld.

O festival pretende mais uma vez agitar culturalmente a cidade de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. O palco principal da mostra é a sala ao ar livre montada na Praia do Maceió, onde acontecem as sessões da Mostra Competitiva. Com 600 cadeiras espreguiçadeiras, tela de 12m x 6,5m, projeção com resolução 2K e som 5.1, a sala propicia uma experiência imersiva como a de uma sala de cinema de alta tecnologia. Com mais de duas mil pessoas por noite, todas as cadeiras e parte da faixa de areia ficam ocupadas pelo público. Uma área de convivência é montada antes do acesso à sala, com praça de alimentação e espaço para comerciantes locais.

Ao longo de cinco dias, o público poderá assistir aos mais recentes lançamentos cinematográficos brasileiros. Serão exibidos mais de 60 filmes de todo o país, entre as mostras Competitiva, Panorama, Infantil e Sessões Especiais. Os filmes da Competitiva concorrem ao Troféu Luís da Câmara Cascudo, concedido pelo voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Também será concedido o Prêmio da Crítica, a partir da votação de jornalistas e críticos de cinema presentes à Mostra. Além disso, serão realizados debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos e um seminário sobre o mercado audiovisual. Toda a programação é gratuita.

A Mostra de Cinema de Gostoso mobiliza os moradores da cidade, que participam ativamente do evento. A curadoria da mostra leva em conta a realidade local e a eficácia dos filmes em dialogar com a população. A soma destes fatores faz com que as sessões estejam sempre lotadas por um público que até então mantinha um contato distante com a produção cultural de outras regiões do país. Com esse conjunto de ações, a Mostra de Cinema de Gostoso conquistou um espaço significativo no calendário cultural do Nordeste como uma importante referência de difusão audiovisual.

gostosoinscricoesOs críticos no palco para a entrega do Prêmio Imprensa, no ano passado.

Meses antes do início da Mostra, são oferecidos cursos de formação técnica e audiovisual para jovens de São Miguel do Gostoso. Desde 2013 foram ministradas 37 oficinas e produzidos 15 curtas-metragens, todos exibidos nas edições da Mostra de Cinema de Gostoso e em diversos festivais no país. Como resultado dessa experiência, o grupo de alunos criou em 2015 o Coletivo Nós do Audiovisual, com o objetivo de ampliar as possibilidades de realização de novos projetos, de forma autônoma, apontando para a profissionalização no setor audiovisual do estado.

A primeira turma, composta por 53 alunos, formou-se ao longo de cinco anos, realizando 33 oficinas, 10 curtas-metragens e participando da organização das quatro primeiras edições da Mostra. A maioria desses jovens deu continuidade aos estudos e atualmente estão matriculados em institutos de ensino e universidades no estado. Em 2018 foi criada uma nova turma, com 45 alunos, que participou de 4 oficinas e realizou 5 curtas-metragens.

Dando continuidade aos Cursos de Formação Técnica e Audiovisual para o Coletivo Nós do Audiovisual, em 2019 serão realizadas novamente uma série de oficinas, que incluem Linguagem Audiovisual, Roteiro, Produção, Montagem e a realização de quatro curtas-metragens. Ao final das oficinas, os jovens realizarão curtas-metragens que serão exibidos durante a programação da Mostra e em diversos festivais do país. O Coletivo Nós do Audiovisual já realizou quinze filmes em um período de seis anos.

Programada inicialmente para ocorrer de 22 a 26 de novembro, a 6ª Mostra de Cinema de Gostoso será realizada entre os dias 8 e 12 de novembro. A alteração se justifica para que a realização da mostra não coincida com outros festivais de cinema no mesmo mês.

Clique aqui e relembre nosso programa especial sobre a Mostra de Cinema de Gostoso 2018.

Foto: Divulgação/Heco Produções.

CINEVITOR #339: Entrevistas com Linn da Quebrada, Jup do Bairro e Anna Muylaert | Bastidores TransMissão

por: Cinevitor

juplinntransmissaoSucesso na música, no cinema e agora na TV.

Linn da Quebrada e Jup do Bairro são duas das mais revolucionárias personalidades da nova geração da cultura brasileira. Suas apresentações de rap são incendiárias e críticas, com letras focadas nos dilemas do universo LGBTQI, na desigualdade social e questões raciais.

Suas trajetórias encantaram os documentaristas Kiko Goifman e Claudia Priscila, diretores de Bixa Travesty, premiado no Festival de Berlim do ano passado, no qual elas expõem suas rotinas e mostram como suas posturas nos palcos visam desconstruir estereótipos de gênero, raça e classe. Novamente juntos, cineastas e cantoras estrelam o novo programa da faixa da meia-noite no Canal Brasil, TransMissão, dando sequência ao bastão passado por Laerte Coutinho em Transando com Laerte, que se despede da grade depois de quatro temporadas.

O talk show comandado pelas artistas traz convidados para um bate-papo irreverente, no qual questões de gênero, sexo e raça são frequentemente abordadas, mas não limitadoras a conversa. O programa trata de temas provocativos como pontos de partida de conversas informais. Muito e humor e ironia como armas de enfrentamento de assuntos profundos.

Nesta primeira temporada, diversos convidados já estão confirmados, como: Laerte Coutinho, a funkeira MC Carol, a deputada Erica Malunguinho, a atriz Glamour Garcia, os músicos Jards Macalé e Tom Zé, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, a chef de cozinha Paola Carosella, as cantoras Letrux e Gloria Groove, o ex-jogador de futebol Vampeta, entre outros.

O CINEVITOR foi convidado pelo Canal Brasil para acompanhar um dia de gravação e, nos bastidores, conversou com as estrelas Linn da Quebrada e Jup do Bairro e com a convidada do dia, a cineasta Anna Muylaert.

Aperte o play e confira:

O TransMissão é exibido toda terça-feira, meia-noite, no Canal Brasil ou no Canal Brasil Play quando quiser.

Foto: Divulgação.

Entrevista: Rodrigo Teixeira fala sobre participação no Festival de Cannes, cinema brasileiro e próximos lançamentos

por: Cinevitor

rodrigoteixeiracuritibaO produtor participa de atividade no Encontros de Cinema.

Neste ano, uma novidade marcou a oitava edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba: o 1º Encontros de Cinema de Curitiba, que aconteceu entre os dias 9 e 11 de junho. O evento surge como uma proposta paralela e que dialoga com o Olhar de Cinema. É uma plataforma de conteúdo audiovisual que possui duas vertentes: Encontros de Cinema de Curitiba, o evento anual e presencial, e o Encontros de Cinema Virtual, com diversos conteúdos online.

O evento, que foi realizado no Cine Passeio, contou com diversas atividades, como: masterclass, painéis, pitching aberto, sala de criação, diálogos, happy hour, entre outros. Nomes como Mariza Leão, Gabriel Mascaro, Affonso Uchoa, Maeve Jinkings, Mayana Neiva, Gustavo Pizzi, Karen Akerman, Aly Muritiba, Isabél Zuaa, Santiago Loza e Camila José Donoso foram alguns dos palestrantes desta primeira edição.

O produtor Rodrigo Teixeira, fundador e diretor da RT Features, participou de duas atividades: na segunda-feira, 10/06, em Diálogos; e no dia seguinte de uma masterclass com o cineasta Karim Aïnouz, recentemente premiado na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, com A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, longa produzido por Teixeira.

A RT Features é uma produtora nacional e internacional de conteúdo cultural e entretenimento para cinema e televisão, com base em São Paulo e escritório em Nova York. Dentre outras produções, seu currículo conta com diversos longas-metragens, como: O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia; O Abismo Prateado, de Karim Aïnouz; Tim Maia, de Mauro Lima; Alemão, de José Eduardo Belmonte; O Silêncio do Céu, de Marco Dutra; e a série O Hipnotizador, da HBO Latin America.

No mercado internacional, a RT Features produziu os longas Frances Ha, de Noah Baumbach; O Amor é Estranho, de Ira Sachs; Love, de Gaspar Noé; Mistress America, de Noah Baumbach; A Bruxa, de Robert Eggers; Patti Cake$, de Geremy Jasper; e o premiado Me Chame Pelo Seu Nome, de Luca Guadagnino, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado e indicado em outras três categorias. Em 2018, entre outros filmes, a RT Features produziu o novo filme de James Gray, Ad Astra, com Brad Pitt, e no Brasil o longa-metragem A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, ambos com previsão de estreia em 2019. Além disso, a RT também produziu o longa The Lighthouse, de Robert Eggers, premiado na Quinzena dos Realizadores, em Cannes, neste ano.

Dedicada a trabalhar com jovens e talentosos diretores desde a sua criação, a RT Features formou uma joint venture com a Sikelia Productions, de Martin Scorsese, com o objetivo de produzir filmes de cineastas emergentes em todo o mundo. O primeiro longa-metragem desta parceria, A Ciambra, de Jonas Carpignano, premiado na Quinzena dos Realizadores em 2017, e o segundo filme, Port Authority, de Danielle Lessovitz, que teve estreia mundial neste ano na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, em Curitiba, Rodrigo Teixeira falou sobre a participação da RT Features no Festival de Cannes, o futuro do cinema brasileiro e os próximos lançamentos de sua produtora.

Aperte o play e confira:

Foto: Giorgia Prates.

Morre, aos 96 anos, o cineasta italiano Franco Zeffirelli

por: Cinevitor

zeffirellimorreZeffirelli: carreira de sucesso nas telonas, na TV e na ópera.

Morreu, na manhã deste sábado, 15/06, aos 96 anos, o cineasta italiano Franco Zeffirelli. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o diretor morreu na sua casa, em Roma, depois de uma longa doença que piorou nos últimos meses.

Nascido em Florença, na Itália, Gianfranco Corsi Zeffirelli inicialmente estudou arquitetura, mas depois de ver Henrique V, de Laurence Olivier, em 1944, se inspirou para começar uma carreira no teatro. Em 1945, começou a trabalhar como cenógrafo no Teatro della Pergola, em Florença, e concentrou-se nessa área entre os anos de 1950 e 1960.

Em 1948, foi assistente de direção de Luchino Visconti, com quem teve um relacionamento, no drama A Terra Treme. Depois disso, trabalhou com outros diretores, até realizar seu primeiro longa-metragem: a comédia Weekend de Amor, em 1958, com Marisa Allasio e Nino Manfredi. Logo, em 1967, ganhou destaque com A Megera Domada, adaptação de William Shakespeare e protagonizada por Elizabeth Taylor e Richard Burton. O longa recebeu duas indicações ao Oscar: melhor direção de arte e melhor figurino. Também foi indicado ao Globo de Ouro, BAFTA e premiado pela National Board of Review.

O grande reconhecimento veio em 1968 com outra adaptação de Shakespeare: Romeu e Julieta. O longa, protagonizado por Leonard Whiting e Olivia Hussey, até então desconhecidos, recebeu duas estatuetas douradas no Oscar: melhor fotografia, para Pasqualino De Santis, e melhor figurino, para Danilo Donati. Também foi indicado nas categorias de melhor direção e melhor filme. Foi premiado no Globo de Ouro, BAFTA, indicado ao Directors Guild of America e consagrado pela National Board of Review.

zeffirellimorre3Bastidores de Romeu e Julieta: o diretor com os protagonistas.

Com La traviata, lançado em 1982, Zeffirelli recebeu sua primeira indicação ao Oscar, na categoria de melhor direção de arte; o filme também foi indicado pelo figurino. Protagonizado por Teresa Stratas e Plácido Domingo, foi indicado ao Globo de Ouro e premiado no BAFTA e pela National Board of Review.

Como diretor realizou outras obras, entre elas: Irmão Sol, Irmã Lua (1972), indicado ao Oscar de melhor direção de arte e premiado no Festival de San Sebastián; O Campeão (1979) , premiado no Globo de Ouro e indicado ao Oscar de melhor trilha sonora; Amor sem Fim (1981), com Brooke Shields, que foi indicado em diversas premiações, como Oscar, Globo de Ouro e Grammy, pela música Endless Love, de Lionel Richie; Otello (1986), exibido no Festival de Cannes, premiado como melhor filme estrangeiro pela National Board of Review, indicado ao Oscar de melhor figurino e ao Globo de Ouro de filme estrangeiro; Il giovane Toscanini (1988), cinebiografia do maestro italiano Arturo Toscanini, com C. Thomas Howell e Elizabeth Taylor.

Dirigiu também: Hamlet (1990), com Mel Gibson e Glenn Close, indicado ao Oscar em duas categorias: melhor direção de arte e figurino; Sonho Proibido (1993), com Angela Bettis e exibido no Festival de Cinema de Gramado; Jane Eyre – Encontro com o Amor (1996), com William Hurt, Charlotte Gainsbourg, Anna Paquin e Geraldine Chaplin; Chá com Mussolini (1999), que rendeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Maggie Smith no BAFTA, além de ser indicado na categoria de melhor figurino e protagonizado por Cher, Judi Dench, Joan Plowright e Lily Tomlin; Callas Forever (2002), drama biográfico, indicado ao Prêmio Goya e protagonizado por Fanny Ardant, sobre os últimos dias da cantora de ópera Maria Callas, por quem Zeffirelli era apaixonado; o curta-metragem Omaggio a Roma (2009), com Monica Bellucci e Andrea Bocelli; além de diversos trabalhos para a TV.

zeffirellimorre2Judi Dench e Zeffirelli nos bastidores de Chá com Mussolini.

Outro destaque de sua carreira foi a minissérie Jesus de Nazaré, com Robert Powell, Anne Bancroft, Ernest Borgnine e Christopher Plummer, exibida pela ITV, no Reino Unido, durante a Páscoa e que atraiu uma audiência de mais de 20 milhões de espectadores.

Em 1970, a pedido do Papa Paulo VI, Zeffirelli encenou Missa solemnis em homenagem aos 200 anos do nascimento de Beethoven. Ele também se destacou no teatro e na ópera, onde suas produções formaram o núcleo do repertório de casas como Met e Teatro alla Scala. Dirigiu performances com os maiores cantores da época, como Joan Sutherland, Tito Gobbi e Maria Callas. Entre tantos sucessos, destaca-se Tosca, que se estendeu por 40 anos no repertório da Royal Opera House de Londres.

Além do cinema, Zeffirelli também atuou na política e foi senador por dois mandatos como membro do partido Forza Italia, de Silvio Berlusconi. Mais tarde, serviu como conselheiro do Ministério da Cultura. Em 2004, tornou-se o primeiro cidadão italiano a receber o título de Cavaleiro Comandante da Ordem do Império Britânico. Em 2018, o cineasta foi acusado de abuso sexual pelo ator Johnathon Schaech, com quem trabalhou em Sonho Proibido. A família do diretor, que já estava doente na época, negou a acusação.

Em 1996, revelou sua homossexualidade e, dez anos depois, escreveu um livro contando sua história. Seu último trabalho como diretor foi em 2017, com o curta-metragem de animação Zeffirelli’s Inferno.

Fotos: Divulgação.

Pedro Almodóvar será homenageado com o Leão de Ouro honorário no Festival de Veneza 2019

por: Cinevitor

almodovarhonorariovenezaPremiado em Veneza, o diretor espanhol agora será homenageado pela carreira.

A diretoria da Biennale di Venezia, presidida por Paolo Baratta, anunciou nesta sexta-feira, 14/06, que o cineasta espanhol Pedro Almodóvar receberá o Leão de Ouro honorário na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro. A homenagem foi proposta por Alberto Barbera, diretor do festival.

Em comunicado oficial, Pedro Almodóvar declarou: “Estou muito empolgado e honrado com o presente deste Leão de Ouro. Eu tenho boas lembranças do Festival de Cinema de Veneza. Minha estreia internacional aconteceu em 1983, com Maus Hábitos. Foi a primeira vez que um dos meus filmes viajou para fora da Espanha, foi o meu batismo internacional e uma experiência maravilhosa. Meu retorno foi com Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, em 1988. Este Leão de Ouro vai se tornar meu animal de estimação, junto com os dois gatos que eu vivo. Obrigado do fundo do meu coração por me dar este prêmio”.

Sobre a homenagem, Alberto Barbera falou: “Almodóvar não é apenas o maior e mais influente diretor espanhol desde Buñuel, ele é um cineasta que nos ofereceu os retratos mais multifacetados, controversos e provocativos da Espanha pós-franquista. Os tópicos de transgressão, desejo e identidade são o terreno de escolha para seus filmes, que ele imprime com humor corrosivo e adorna com um esplendor visual que confere radiância incomum ao campo estético e à arte pop a que ele se refere explicitamente. A sensação de medo do amor, a mágoa do abandono, as contradições do desejo e as lacerações da depressão convergem em filmes que abrangem o melodrama e sua paródia, alcançando picos de autenticidade emocional que removem qualquer potencial excesso formal. Sem esquecer que Almodóvar se destaca, acima de tudo, em pintar retratos femininos incrivelmente originais, graças a uma empatia excepcional que lhe permite representar o seu poder, riqueza emocional e fraquezas inevitáveis com uma autenticidade rara e comovente”.

A carreira de Pedro Almodóvar é marcada por filmes consagrados e prêmios em diversos festivais e premiações importantes. Em Veneza, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos foi premiado como melhor roteiro. Em 1999, disputou a Palma de Ouro, em Cannes, e levou o prêmio de melhor direção com Tudo Sobre Minha Mãe, que lhe rendeu o primeiro Oscar, em 2000, na categoria de melhor filme estrangeiro. Em 2003, foi indicado pela Academia ao Oscar de melhor direção pelo drama Fale Com Ela e perdeu para Roman Polanski, de O Pianista, mas levou a estatueta dourada de melhor roteiro original.

Sua filmografia é marcada por filmes aclamados pela crítica e pelo público, como: Volver, A Pele que Habito, Julieta, A Lei do Desejo, Má Educação, entre tantos outros. Seu mais recente trabalho, Dor e Glória, foi exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes deste ano e rendeu a Antonio Banderas o prêmio de melhor ator.

Foto: Getty Images Europe.

Com Ewan McGregor, Doutor Sono, baseado na obra Stephen King, ganha trailer

por: Cinevitor

doutorsonotrailer1Ewan McGregor em cena: depois do Hotel Overlook.

Doutor Sono continua a história de Danny Torrance, 40 anos após sua assustadora estadia no Hotel Overlook, em O Iluminado, aclamado filme de Stanley Kubrick, lançado em 1980. Ewan McGregor, Rebecca Ferguson e a novata Kyliegh Curran estrelam o thriller sobrenatural, dirigido por Mike Flanagan, de Ouija: Origem do Mal e O Espelho, que escreveu o roteiro baseado no romance de Stephen King.

Ainda extremamente marcado pelo trauma que sofreu quando criança no Hotel Overlook, Danny Torrance lutou para encontrar o mínimo de paz. Essa paz é destruída quando ele encontra Abra, uma adolescente corajosa com um dom extrassensorial, conhecido como Brilho. Ao reconhecer instintivamente que Dan compartilha seu poder, Abra o procura, desesperada para que ele a ajude contra a impiedosa Rose Cartola e seus seguidores do grupo Verdadeiro Nó, que se alimentam do Brilho de inocentes visando a imortalidade.

Ao formarem uma improvável aliança, Dan e Abra se envolvem em uma brutal batalha de vida ou morte com Rose. A inocência de Abra e a maneira destemida que ela abraça seu Brilho fazem com que Dan use seus próprios poderes como nunca, enquanto enfrenta seus medos e desperta os fantasmas do passado.

O elenco conta também com Jacob Tremblay, Carl Lumbly, Zahn McClarnon, Emily Alyn Lind, Bruce Greenwood, Chelsea Talmadge, Nicholas Pryor, Jocelin Donahue, Alex Essoe e Cliff Curtis.

Confira o primeiro trailer de Doutor Sono, que estreia no dia 7 de novembro:

Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures.

Maria do Caritó, com Lilia Cabral, Gustavo Vaz e Kelzy Ecard, ganha trailer

por: Cinevitor

mariacaritotrailerLilia Cabral e Kelzy Ecard em cena.

Lilia Cabral é Maria do Caritó, uma solteirona em busca do amor verdadeiro, no longa dirigido por João Paulo Jabur, de Salve Jorge, que teve seu trailer divulgado nesta quinta-feira, 13/06, em comemoração ao dia de Santo Antônio, o famoso santo casamenteiro.

O longa é baseado em uma peça homônima, “escrita especialmente para o retorno da atriz Lilia Cabral ao teatro”, como conta o escritor Newton Moreno. A comédia dramática ficou cinco anos em cartaz antes de ganhar as telas dos cinemas e foi um verdadeiro sucesso de público. Indicada a seis categorias no Prêmio Shell, em 2010, a peça Maria do Caritó contou ainda com a vitória de Lilia na categoria de melhor atriz no Prêmio Contigo!, em 2011.

Muito popular no nordeste do país, a expressão “ficar no caritó” é utilizada para se referir a alguém que nunca casou e está encalhado. Esta é a história de Maria, uma mulher solteirona, que sonha em encontrar o verdadeiro amor. Prometida a um santo que ninguém nunca ouviu falar, ela foi guardada pelo pai para ser entregue virgem a São Djalminha. Parecia que nem um milagre poderia ajudá-la, mas o amor vem de onde menos se espera e, quando uma trupe de circo chega à cidade, Maria descobre que o mundo pode ser muito mais colorido e divertido do que ela imaginava.

O elenco conta ainda com Kelzy Ecard, Leopoldo Pacheco, Gustavo Vaz, Sylvio Zilber, Juliana Carneiro da Cunha, Fernando Sampaio, Alice Assef, Larissa Bracher, Priscila Steinman e Fernando Neves.

Confira o trailer de Maria do Caritó, que tem estreia prevista para o dia 24 de outubro:

Foto: Selmy Yassuda.