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Dafne, com Carolina Raspanti e Antonio Piovanelli, ganha trailer

por: Cinevitor

dafnetrailer1Carolina Raspanti e Antonio Piovanelli em cena.

Após a morte de sua mãe, uma jovem portadora de Síndrome de Down busca se aproximar do pai ao mesmo tempo em que enfrenta as dificuldades da vida com alegria e esperança em Dafne. Dirigido por Federico Bondi, o drama acaba de divulgar seu trailer oficial.

Vencedor do Prêmio da Crítica da mostra Panorama na última edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, é estrelado por Carolina Raspanti. Essa é a primeira atuação de Carolina, que já teve dois livros publicados: This Is My Life e Carolina’s World.

Na história, Dafne é uma jovem e determinada mulher com Síndrome de Down que, após a morte inesperada de sua mãe, precisa aprender a se conciliar com seu pai, interpretado por Antonio Piovanelli. Além de ter que lidar com o próprio luto, Dafne assume um papel essencial na vida do pai quando este entra em depressão depois de perder a esposa. A relação dos dois muda completamente quando resolvem fazer uma trilha nas montanhas.

Antes de estrear, com distribuição da Pagu Pictures, o filme poderá ser visto no 8 ½ Festa do Cinema Italiano, que acontecerá em 16 cidades do Brasil entre os dias 8 e 21 de agosto.

Confira o trailer de Dafne, que chega aos cinemas no dia 22 de agosto:

Foto: Silvia Bavetta.

Começam as filmagens de DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo, que chega aos cinemas em junho de 2020

por: Cinevitor

dpa3filmagensDepois de levar mais de 2,5 milhões de espectadores aos cinemas, os detetives estão de volta!

Principal produção nacional e marca líder do canal Gloob, D.P.A. – Detetives do Prédio Azul, faz tanto sucesso na TV que não poderia ser diferente no cinema. O primeiro filme sobre o trio mirim de detetives levou mais de 1,2 milhão de espectadores aos cinemas, em 2017. O segundo longa repetiu a dose em 2018, com um público que ultrapassou 1,3 milhão de pessoas. Agora, a trupe parte para mais uma aventura no terceiro filme da franquia: DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo, que começou a ser rodado no dia 1º de agosto, no Rio, com direção de Mauro Lima.

Além de suas tradicionais capas e acessórios, dessa vez os imbatíveis, invencíveis e incomparáveis Detetives do Prédio Azul vão precisar de luvas, casacos e botas. Unidos à feiticeira Berenice, papel de Nicole Orsini, que já é membro honorário do grupo, eles vão, literalmente, para o Fim do Mundo, como é conhecida a região de Ushuaia, na Patagônia Argentina, que será uma das locações do novo filme.

Com produção da Paris Entretenimento, coprodução do Gloob e da Globo Filmes, DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo terá participações especiais de Lázaro Ramos, Alinne Moraes, Alexandra Richter, Klara Castanho e Rafael Cardoso. No Rio, algumas das locações serão: a Base Aérea de Santa Cruz, o MUSAL – Museu da Aeronáutica, Fábrica Bhering, a Casa França Brasil, além da Pedreira Tamoio, em Vargem Pequena.

“Chegamos ao terceiro filme de D.P.A. com uma aventura congelante no fim do mundo. Depois de 12 temporadas já exibidas e dois longas nos cinemas, mantemos o desafio de nos superarmos a cada lançamento, entregando histórias capazes de engajar, emocionar e nas quais as crianças podem se reconhecer. D.P.A. também traz valores importantes para o nosso público, como a força do trabalho em equipe e tudo o que somos capazes de realizar quando nos unimos em prol de um objetivo”, comentou Paula Taborda dos Guaranys, diretora de conteúdo e programação da unidade infantil da Globosat.

“D.P.A. confirma a importância de investirmos em propriedades intelectuais brasileiras e personagens fortes, e também de termos no cinema boas histórias para toda a família”, diz Márcio Fraccarolli, CEO da Paris Filmes.

Em DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo, Pippo (Pedro Henriques Motta), Bento (Anderson Lima) e Sol (Leticia Braga) se veem em apuros quando Severino, interpretado por Ronaldo Reis, encontra um objeto em meio aos escombros de um avião. O que parecia uma inofensiva relíquia era, na verdade, uma das faces do Medalhão de Uzur, responsável por controlar e manipular toda a magia existente no mundo. Assim que coloca o artefato no pescoço, o porteiro tão querido começa a se transformar em uma figura maligna.

Quando as coisas pareciam não poder ficar piores, as bruxas Duvíbora, papel de Alexandra Richter, e sua filha Dunhoca, vivida por Klara Castanho, estão dispostas a fazer qualquer coisa para colocar as mãos na relíquia. Com as vilãs em sua cola, eles precisam correr contra o tempo para encontrar a metade do bem do medalhão. Sem ajuda de Leocádia (Claudia Netto), Theobaldo (Charles Myara) e Vó Berta (Suely Franco), que tiveram seus poderes neutralizados por Severino, os detetives e Berê, conduzidos pelo Comandante Téo, interpretado por Rafael Cardoso, partem em uma viagem até o Fim do Mundo, um lugar congelante e repleto de magia. Por lá, são ajudados pelos Inspetores de La Casa Naranja, os detetives argentinos Pablo, Alejandra e Juanita, e pelo mago Elergun, papel de Lázaro Ramos, dono de uma fábrica de doce de leite que, na verdade, abriga mais segredos do que doçuras.

Com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes, o filme tem estreia prevista para junho de 2020.

Foto: Desirée do Valle.

Começam as filmagens de Ricos de Amor, com Giovanna Lancellotti, Fernanda Paes Leme e Danilo Mesquita

por: Cinevitor

ricosdeamorfilmagensComédia romântica brasileira da Netflix.

A Netflix anunciou o início das gravações de Ricos de Amor, filme original estrelado por Giovanna Lancellotti, Danilo Mesquita, Fernanda Paes Leme, Lellê, Ernani Moraes, entre outros.

O longa conta a história do jovem Teto,  filho do poderoso Teodoro, conhecido como O Rei do Tomate. O futuro herdeiro da bem-sucedida fábrica de tomates vê sua vida virar de ponta-cabeça quando conhece Paula, uma moça pé no chão que estuda para ser médica e sonha com a sua independência. Na esperança de ganhar seu coração, Teto mente sobre suas raízes e diz ter uma origem humilde. E essa é a primeira de muitas mentiras que vão colocá-lo em sérios apuros.

Ricos de Amor é uma comédia romântica escrita por Sylvio Gonçalves, de S.O.S. Mulheres ao Mar e Eu Fico Loko, e Bruno Garotti, de Cinderela Pop e Tudo por um Pop Star, que também assina a direção; a produção é de Julio Uchôa, da produtora carioca Ananã. O elenco conta também com Jaffar Bambirra, Jennifer Dias e Bruna Griphao.

Foto: Mariana Vianna/Netflix.

Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai, é o grande vencedor do 23º Cine PE

por: Cinevitor

elizacapaivencecinepeA cineasta Eliza Capai no palco: quatro prêmios.

Os vencedores da 23ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual foram anunciados neste domingo, 04/08, no Cinema São Luiz, no Recife. O documentário Espero Tua (Re)volta, dirigido por Eliza Capai, que reflete a partir do olhar de três jovens ex-secundaristas a recente história brasileira por meio das lutas estudantis, foi o grande vencedor deste ano com quatro prêmios, entre eles, o de melhor filme.

O documentário Cor de Pele, de Lívia Perini, ganhou o prêmio de melhor curta nacional, enquanto que na Mostra Competitiva de Curtas Pernambucanos o vencedor foi o filme de ficção fantástica Coleção, que ainda levou o Calunga de Prata de melhor direção, roteiro, ator e atriz.

O Júri Oficial do Cine PE foi formado pela produtora cinematográfica e cultural Mônica Silveira; a produtora, diretora de fotografia e cineasta Maria Pessôa; o diretor de animação Alisson Ricardo; o roteirista Nelson Caldas Filho; o ator, diretor, produtor cultural e professor Sérgio Fidalgo; Silvia Levy, sócia da nova produtora Alef Films; a jornalista e cineasta Vânia Lima; e o professor-associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rafael dos Santos.

Neste ano, o jurados dos longas-metragens resolveram resgatar a categoria Prêmio Especial do Júri para reverenciar o documentário Vidas Descartáveis, de Alexandre Valenti e Alberto Graça. O prêmio foi concedido “pela relevância e urgência do tema abordado, pelo olhar sensível e a contribuição ao combate do trabalho escravo moderno no Brasil”. Por apresentarem um trabalho artístico relevante para o filmo, o júri também concedeu menção honrosa para as atrizes Izabel Santos e Rita Maia, do longa Abraço.

O Prêmio da Crítica foi composto por Amanda Aouad, crítica de cinema e editora do site CinePipocaCult; Roberto Cunha, apresentador do Drops de Cinema nas rádios Cidade e Stereozero; e Robledo Milani, do Papo de Cinema e sócio-fundador da Abraccine. O júri do Prêmio Canal Brasil de Curtas foi formado por Ismaelino Pinto, do jornal O Liberal; Clarissa Kuschnir,  da Revista Preview; Barbara Demerov, do AdoroCinema; Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR; e Robledo Milani, do Papo de Cinema.

Além disso, neste ano a Escola de Roteirista Empreendedor (RWR) e o CTAV-SAV premiará um argumento no formato de curta-metragem com uma bolsa no valor de 50% no curso de Roteirista Empreendedor da Escola Recife Writers Room (RWR). O projeto selecionado foi #Relacionamentos, de Felipe Augusto Hidalgo Barros.

Conheça os vencedores do Cine PE 2019:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai
Prêmio Especial do Júri: Vidas Descartáveis, de Alexandre Valenti e Alberto Graça
Melhor Direção: Teoria do Ímpeto, por Marcelo R. Faria e Rafael Moura
Melhor Ator: Adriano Barroso, por Teoria do Ímpeto
Melhor Atriz: Giuliana Maria, por Abraço
Melhor Ator Coadjuvante: Pablo Magalhães, por Teoria do Ímpeto
Melhor Atriz Coadjuvante: Débora Duarte, por Um e Oitenta e Seis Avos
Melhor Roteiro: Espero Tua (Re)volta, escrito por Eliza Capai
Melhor Fotografia: Teoria do Ímpeto, por André Carvalheira Xará
Melhor Direção de Arte: Um e Oitenta e Seis Avos, por Patrícia Nunes
Melhor Trilha Sonora: Abraço, por André Abujamra e Eron Guarnieri
Melhor Edição de Som: O Corpo é Nosso!, por Simone Petrillo e Cristiano Scherer
Melhor Montagem: Espero Tua (Re)volta, por Eliza Capai e Yuri Amaral
Menção Honrosa: para as atrizes Izabel Santos e Rita Maia, de Abraço

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: Cor de Pele, de Lívia Perini
Melhor Direção: Casa Cheia, por Carlos Nigro
Melhor Ator: Felipe Kannenberg, por A Pedra
Melhor Atriz: Petra Sunjo, por A Margem do Universo
Melhor Roteiro: A Margem do Universo, escrito por Faustón da Silva
Melhor Fotografia: A Margem do Universo, por Gustavo Serrate
Melhor Direção de Arte: Casa Cheia, por Helga Queiroz
Melhor Trilha Sonora: Vivi Lobo e O Quarto Mágico, por Bruno Vieira Brixel
Melhor Edição de Som: Procuram-se Mulheres, por Jack Moraes
Melhor Montagem: Cor de Pele, por Yan Motta

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

Melhor Filme: Coleção, de André Pinto e Henrique Spencer
Melhor Direção: Coleção, por André Pinto e Henrique Spencer
Melhor Ator: Jorge de Paula, por Coleção
Melhor Atriz: Hermínia Mendes, por Coleção
Melhor Roteiro: Coleção, escrito por André Pinto
Melhor Fotografia: Quando a Chuva Vem?, por André de Pina
Melhor Direção de Arte: Quando a Chuva Vem?, por Jefferson Batista
Melhor Trilha Sonora: S/N (Sem Número), por Miguel Guerra
Melhor Edição de Som: Quando a Chuva Vem?, por Alisson Santos
Melhor Montagem: Quando a Chuva Vem?, por Paulo Leonardo

JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem: Abraço, de DF Fiuza
Melhor curta-metragem nacional: Tommy Brilho, de Sávio Fernandes
Melhor curta-metragem pernambucano: Mulheres de Fogo, de Vinícius Meireles

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE

Melhor longa-metragem: Espero Tua (Re)volta, de Eliza Capai
Melhor curta-metragem nacional: A Pedra, de Iuli Gerbase

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes

*O CINEVITOR está em Recife a convite do evento e você acompanha a cobertura do festival por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram e YouTube.

Foto: Felipe Souto Maior.

Entrevista: Renato Góes fala sobre O Corpo é Nosso!, filme exibido no 23º Cine PE

por: Cinevitor

corpoenossocinepeApresentação: equipe do filme no Cinema São Luiz.

Exibido no sábado, 03/08, logo depois da entrega do Calunga de Ouro para a atriz Drica Moraes, O Corpo é Nosso!, de Theresa Jessouroun, abriu a Mostra Competitiva de Longas-Metragens do 23º Cine PE – Festival do Audiovisual daquele dia.

O filme, que mistura documentário e ficção, fala sobre a trajetória da liberação do corpo da mulher brasileira e expõe as diferenças destes fatos para as mulheres brancas e negras. O longa apresenta entrevistas, imagens de arquivo que ilustram alguns dos fatores que contribuíram para esta liberação no Brasil, como a música, a dança, a moda e a pílula anticoncepcional, e propõe uma discussão sobre o feminismo através da desconstrução do masculino. Além disso, incorpora cenas ficcionais onde os homens não se dão conta de seus comportamentos machistas e racistas e plenos de preconceitos de classe, enraizados e aceitos pela sociedade. O elenco conta com Renato Góes, Roberta Rodrigues, Oscar Magrini e Heitor Martinez.

No palco do Cinema São Luiz, a diretora Theresa Jessouroun contou com a presença de alguns integrantes da equipe: o protagonista Renato Góes, ator pernambucano; a consultora Luciana Boiteux; e Pedro Pio, que fez parte da pesquisa de arquivo. Entre aplausos da plateia, aproveitou para falar sobre a atual situação do país em relação à cultura: “Queria deixar marcado nosso repúdio às medidas demolidoras do cinema nacional que o presidente Jair Bolsonaro está fazendo e tentando impor. Primeiro, ele quis acabar com a Ancine [Agência Nacional do Cinema], mas já desistiu. Agora, quer fazer uma filtragem nos temas dos filmes. Isto é censura e não podemos aceitar. E quer fazer uma reavaliação do Fundo Setorial do Audiovisual [FSA], que foi uma conquista da classe cinematográfica. Isso não pode terminar, pois foi uma conquista do cinema brasileiro”.

diretorarenatogoescinepeA diretora Theresa Jessouroun e o ator Renato Góes antes da exibição.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, o ator Renato Góes falou sobre aprendizados durante e depois das filmagens: “É um filme que mudou muito a minha forma de pensar. Espero que ele tenha o maior alcance possível porque é realmente necessário. Pessoalmente, foi um crescimento muito grande porque a minha estrutura patriarcal e machista só me dava um caminho de interpretação para tudo. Não se pode afastar o homem dessa batalha e, sim, trazê-lo para a conscientização. O homem precisa sentir dificuldade em se colocar, em se expor, em fazer suas piadas, em tudo que é normal e cotidiano para que sinta o quanto o contrário sempre foi dessa forma. Não pode ter um mimimi de que está difícil ser homem e hétero porque é justamente ao contrário. As mulher estão morrendo, estão apanhando, não possuem os mesmos direitos profissionais. A conscientização do homem é o grande ganho”.

Para falar mais sobre O Corpo é Nosso!, confira a entrevista completa com o ator Renato Góes, realizada depois da coletiva de imprensa, e os melhores momentos dos discursos de apresentação do filme no Cinema São Luiz.

Aperte o play e confira:

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Foto: Felipe Souto Maior.

Drica Moraes é homenageada no 23º Cine PE com o troféu Calunga de Ouro

por: Cinevitor

dricacinepesaoluizA grande homenageada do Cine PE 2019.

A atriz carioca Drica Moraes foi a grande estrela da noite deste sábado, 03/08, da 23ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual. Homenageada com o troféu Calunga de Ouro, honraria máxima do evento, dedicou o prêmio ao filho Mateus, à sua família e aos seus diretores.

Ovacionada pelo público do Cinema São Luiz, Drica subiu ao palco e fez um discurso emocionante: “É uma celebração da minha carreira. É um reconhecimento da minha trajetória”, disse. E completou: “Dedico esse prêmio ao meu filho Mateus e também para minha mãe e para todas as pessoas que cuidam dele quando estou filmando”.

Drica também elogiou o cinema do estado de Pernambuco: “Eu tenho uma paixão pelo cinema, pelos cineastas e pelos artistas pernambucanos. Tenho um respeito enorme”. Além disso, aproveitou para refletir sobre a atual situação do Brasil: “Estamos vivendo tempos horrorosos, onde o governo tenta destruir e descredibilizar qualquer atividade ligada à arte e cultura, de um modo geral”. E encerrou, sendo ovacionada: “Mas, nós vamos continuar. Apesar de você, vamos continuar. Haverá festa com o que restar”.

Filha de um arquiteto e uma dona de restaurante, única atriz numa família de sete irmãos, Adriana Moraes Rego Reis apareceu pela primeira vez na televisão em 1986, no episódio O Sequestro de Lauro Costa, da série Teletema, da Rede Globo. Porém, antes disso iniciou sua história como atriz ainda muito jovem, nas aulas de teatro do Colégio Andrews e nos cursos do Tablado, com Maria Clara Machado, ambos no Rio de Janeiro. Nos palcos, despontou com Os Doze Trabalhos de Hércules, em 1983.

dricamoraesmateuscinepeDrica Moraes e o filho Mateus durante a coletiva de imprensa.

Nos anos 1990, Drica ganhou os prêmios Mambembe e Coca-Cola de melhor atriz pelos espetáculos Pianíssimo, de Karen Accioly e Tim Rescala, e O Segredo do Coachim. Foi dirigida por grandes nomes do teatro brasileiro, como Aderbal Freire Filho, no monólogo A Ordem do Mundo. Nos últimos anos, a carioca esteve em peças como À Primeira Vista, sob direção de Enrique Diaz, e na montagem Lifting, uma comédia cirúrgica, com direção de Cesar Augusto.

Nos cinemas, deu vida a papéis como a cafetina Larissa no filme Bruna Surfistinha, de 2011, e Alzira Vargas, filha do presidente Getúlio Vargas e chefe do Gabinete Civil da Presidência da República durante o governo do seu pai, no longa Getúlio, de 2014. Também atuou em Bossa Nova, de Bruno Barreto; Amores Possíveis, de Sandra Werneck; O Bem Amado, de Guel Arraes; O Banquete, de Daniela Thomas; e Rasga Coração, de Jorge Furtado.

Na TV, marcou a memória do telespectador ao encarnar vilãs como Violante Cabral, na novela Xica da Silva, da TV Manchete, que lhe rendeu os prêmios Sharp e APCA de melhor atriz, em 1997, e a terrível Marcela de Almeida Leal em O Cravo e a Rosa; além da inesquecível Cora, da telenovela global Império, na qual venceu o prêmio Melhores do Ano do Domingão do Faustão, o prêmio de Atriz do Ano do F5 na categoria novela e o Prêmio Quem de melhor atriz coadjuvante. Também ganhou destaque nas séries Verdades Secretas, Justiça e Doce de Mãe. Atualmente, Drica interpreta a infectologista Vera, do seriado Sob Pressão, da Rede Globo.

Para falar mais sobre a homenagem, conversamos com a atriz em uma entrevista exclusiva e registramos os melhores momentos da entrega do troféu e da coletiva de imprensa, na qual Drica falou sobre o papel da mulher na sociedade e na dramaturgia, a atual situação do cinema brasileiro, refletiu sobre a doença que teve e comentou alguns trabalhos marcantes.

Aperte o play e confira:

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Foto: Felipe Souto Maior.

Eliza Capai apresenta Espero Tua (Re)volta no 23º Cine PE – Festival do Audiovisual

por: Cinevitor

elizacapaiapresentacinepeA cineasta marcou presença no Cinema São Luiz.

Dirigido por Eliza Capai, o documentário Espero Tua (Re)volta, que foi exibido na sexta-feira, 02/08, no 23º Cine PE – Festival do Audiovisual, apresenta as lutas estudantis no ponto de vista de três jovens ex-secundaristas que participaram, recentemente, das ocupações de escolas paulistas: Lucas “Koka”, Marcela Jesus e Nayara Souza. Além disso, conta com material inédito, reportagens da época e imagens de arquivo das marchas e ocupações.

Quando a crise se aprofundou no Brasil, os estudantes saíram às ruas e ocuparam escolas protestando por um ensino público de qualidade e uma cidade mais inclusiva. O longa acompanha as lutas estudantis desde as marchas de 2013 até a vitória do presidente Jair Bolsonaro, em 2018. Inspirada pela linguagem do próprio movimento, o filme é conduzido pela locução de três estudantes, representantes de eixos centrais da luta, que disputam a narrativa, explicitando conflitos do movimento e evidenciando sua complexidade.

Premiado no Festival de Berlim e no Olhar de Cinema, o filme também foi exibido no BAFICI, na Argentina; no Kino W Trampkach (Cinema in Sneakers Film Festival for Children and Youth), na Polônia; no Seattle International Film Festival; e no Sheffield Doc/Fest, na Inglaterra. “É o meu terceiro longa, mas é o primeiro que faço com recursos públicos. Com recursos da Ancine [Agência Nacional do Cinema], que tem permitido que tantos filmes girem pelo Brasil e pelo mundo”, disse a diretora no dia da exibição no Cine PE, no palco do Cinema São Luiz.

Em seu discurso, relembrou histórias que a inspiraram para a realização do documentário: “Festivais e filmes como esses são cada vez mais necessários para pensarmos como grupo. Eu nasci em 1979, na ditadura militar. Cresci nesse Brasil em que as verdades também eram deturpadas. Sou filha de pais que participaram de movimentos estudantis durante a ditadura militar e meu pai foi preso e torturado”.

Aperte o play e assista ao discurso completo de Eliza Capai antes da exibição de Espero Tua (Re)volta no Cine PE:

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Foto: Felipe Souto Maior.

Flávio Bauraqui e DF Fiuza falam sobre Abraço, filme exibido no 23º Cine PE

por: Cinevitor

equipeabracocinepeEquipe reunida na coletiva de imprensa.

O primeiro filme da Mostra Competitiva de Longas-Metragens do 23º Cine PE – Festival do Audiovisual foi exibido na terça-feira, 30/07, no Cinema São Luiz. Abraço, de DF Fiuza, narra uma história que envolve educação, movimento estudantil, machismo, racismo e resiliência. O longa remonta uma mobilização que aconteceu em 2008, quando educadores sergipanos das redes municipal e estadual de ensino se uniram em defesa da manutenção da Progressão Vertical, para evitar a perda de direitos já conquistados

A história começa quando os professores sergipanos travam uma luta jurídica com o governo do estado para evitar a perda de direitos já conquistados: 30 mil professores de todas as partes do estado deixam suas escolas e partem em uma longa jornada para lutar na capital Aracaju. O desafio é convencer os desembargadores do Tribunal de Justiça a não votar pelo fim da carreira do magistério. O julgamento é adiado duas vezes e a batalha se prolonga por um mês. No meio desta luta entre governo e professores, a professora Ana Rosa, interpretada por Giuliana Maria, vive o desafio de ser mãe, mulher e dirigente sindical. Ela precisa conciliar as múltiplas tarefas da vida profissional e doméstica, mas a incompreensão de seu marido e a visão machista de sua própria mãe tornam a sua jornada ainda mais desafiadora.

bauraquigiulianacinepeGiuliana Maria e Flávio Bauraqui na coletiva de imprensa.

Antes da exibição, o diretor Deivison Fiuza subiu ao palco acompanhado por sua equipe e discursou: “O Brasil não merece o momento que está vivendo”. Ovacionado pelo público, que mais uma vez lotou a sala de projeção, o cineasta teve suas palavras completadas pela breve e potente fala do protagonista Flávio Bauraqui: “Podem até nos balançar, mas cair, não iremos”.

O filme conta também com Flávio Porto, Rose Ribeiro, Paulo Roque e Mônica Moreira no elenco; a trilha sonora foi composta por André Abujamra e Eron Guarnieri; Jorge Monclar assina a direção de fotografia.

Para falar mais sobre Abraço, registramos os melhores momentos da apresentação do filme no Cinema São Luiz e conversamos com o diretor e com o ator Flávio Bauraqui no dia seguinte à exibição, depois da coletiva de imprensa.

Aperte o play e confira:

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Foto: Felipe Souto Maior.

Dirigido por Alain Fresnot, Uma Noite Não é Nada, com Paulo Betti, ganha trailer

por: Cinevitor

umanoitenaoenadatrailerLuiza Braga e Paulo Betti em cena.

O diretor francês radicado no Brasil, Alain Fresnot, realizador de obras de sucesso como Família Vende Tudo, Desmundo e Ed Mort, apresenta seu novo trabalho: Uma Noite Não é Nada, que chega aos cinemas no dia 22 de agosto.

Protagonizado por Paulo Betti, o filme se passa em meados dos anos 1980, em São Paulo, e retrata a vida de Agostinho, um decadente professor de física que acaba se apaixonando por Márcia, uma de suas alunas. Márcia é uma mulher bem mais jovem que ele, emocionalmente perturbada e soropositiva. Eles começam um intenso relacionamento, fazendo com que Agostinho comece a arriscar seu casamento com Januária, interpretada pela atriz Cláudia Mello.

O roteiro conta com a colaboração de Jean-Claude Bernardet e Sabina Anzuategui, e explora o contraste entre a paixão e o amor, a juventude e a velhice, quando Agostinho tenta fugir da monotonia do seu casamento e encontra em Márcia as respostas que procurava.

O filme, que foi selecionado para a 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e também para o Festival do Rio, será distribuído pela Imovision. No elenco, além de Paulo Betti e Cláudia Mello, o longa apresenta a jovem Luiza Braga, em eu primeiro papel de destaque, e conta com a participação especial do ator uruguaio Daniel Hendler, famoso por seus trabalhos no cinema argentino e vencedor do Urso de Prata de melhor ator, em 2004, no Festival de Berlim pelo filme O Abraço Partido, de Daniel Burman.

Assista ao trailer de Uma Noite Não é Nada:

Foto: Aline Arruda.

Dirigido por Sam Mendes, 1917 ganha primeiro trailer; drama chega aos cinemas em fevereiro de 2020

por: Cinevitor

1917trailerGeorge MacKay em cena.

Dirigido por Sam Mendes, o drama de guerra 1917, que acaba de lançar mundialmente seu primeiro trailer, conta com Dean-Charles Chapman, George MacKay, Mark Strong, Andrew Scott, Richard Madden, Claire Duburcq, Adrian Scarborough, Robert Maaser, Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Daniel Mays e Teresa Mahoney no elenco.

À frente da direção de longas como Beleza Americana, que lhe rendeu o Oscar de melhor direção, Sam Mendes ainda é responsável por filmes como 007 contra Spectre, Soldado Anônimo, 007 – Operação Skyfall e Foi Apenas um Sonho. Em 1917, dirige a história de dois soldados britânicos em um dos momentos mais críticos da Primeira Guerra Mundial.

Ao criar uma experiência cinematográfica imersiva, o filme apresenta o drama de uma corrida contra o tempo. Os soldados deverão cruzar o território inimigo e entregar uma mensagem que cessará o ataque brutal a milhares.

Confira o primeiro trailer de 1917, que tem previsão de estreia para o dia 20 de fevereiro:

Foto: Francois Duhamel/Universal Pictures.

No Coração do Mundo

por: Cinevitor

nocoracaodomundoposterDireção: Gabriel Martins, Maurílio Martins.

Elenco: Kelly Crifer, Leo Pyrata, Grace Passô, Bárbara Colen, Robert Frank, Rute Jeremias, Renato Novaes, MC Carol de Niterói, Gláucia Vandeveld, Karine Teles, Eid Ribeiro.

Ano: 2019

Sinopse: Na periferia de Contagem, Marcos busca uma saída para sua rotina de bicos e pequenos delitos. Surge uma oportunidade arriscada, mas que pode solucionar todos seus problemas. Para isso, ele precisa convencer sua namorada, Ana, a se juntarem a Selma e executarem o plano que pode mudar suas vidas para sempre.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

As Rainhas da Torcida

por: Cinevitor

asrainhastorcidaposterPoms

Direção: Zara Hayes

Elenco: Diane Keaton, Jacki Weaver, Celia Weston, Alisha Boe, Charlie Tahan, Rhea Perlman, Phyllis Somerville, Pam Grier, Patricia French, Ginny MacColl, Carol Sutton, Bruce McGill, Alexandra Ficken, David Maldonado, Karen Beyer, Sharon Blackwood, Afemo Omilami, Frank Hoyt Taylor, Suehyla El-Attar, Jessica Roth, Angela Mitchell Kronenberg, Annie Jacob, Jacqueline Clay Chester, John Atwood, Robert Larriviere, Leon Lamar, Dorothy Steel, Charles Green, Kathi Binkley, Austin Blackburn, Victoria Blade, Chuck Clark, John Paul Kakos, Deeivya Meir, Connie Nelson, Henardo Rodriguez, Wesley Williams.

Ano: 2019

Sinopse: O filme conta a divertida história de um time de líderes de torcida formado por mulheres com mais de 60 anos. Na trama, Martha se muda para uma comunidade da terceira idade e, com o apoio da sua vizinha Sheryl, começa a comandar um grupo mulheres animadas e corajosas, que enfrentam as barreiras da idade e provam que nunca é tarde demais para seguir seus sonhos.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas