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CINEVITOR #365: Entrevista com Bruna Marquezine | Edição Especial | Vou Nadar Até Você

por: Cinevitor

brunamarquezinecinevitorBruna Marquezine em Gramado: estreia como protagonista nas telonas.

Com estreia prevista para o dia 5 de março, Vou Nadar Até Você, primeiro longa-metragem de Klaus Mitteldorf, foi exibido na 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado, em agosto do ano passado, na Mostra Competitiva de Longas Brasileiros.

O filme conta a história de Ophelia, interpretada por Bruna Marquezine, uma jovem fotógrafa que decide ir, a nado, em busca do pai que nunca conheceu. Ela acredita ter descoberto quem é seu pai e, determinada, sai de Santos, a nado, rumo a Ubatuba, onde espera encontrá-lo. Antes de partir, envia-lhe uma carta avisando que está a caminho.

Com cenas filmadas na Alemanha e no litoral paulista, ao longo da estrada Rio-Santos, o longa conta também com o ator alemão Peter Ketnath, Ondina Clais, Fernando Alves Pinto, Fabio Audi e Clara Gallo no elenco.

Para falar mais sobre o filme, entrevistamos Bruna Marquezine durante o festival, que falou sobre sua experiência como protagonista nas telonas, preparação da personagem, tapete vermelho em Gramado e também contou histórias divertidas de bastidores.

Aperte o play e confira:

Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

Com Irandhir Santos, Fim de Festa, de Hilton Lacerda, ganha trailer

por: Cinevitor

fimdefestatrailer1Segundo longa-metragem do diretor estreia em março.

Vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor roteiro na última edição do Festival do Rio, Fim de Festa chega aos cinemas no dia 5 de março. Com direção e roteiro do cineasta pernambucano Hilton Lacerda, de Tatuagem, o filme é o segundo longa do diretor, que se inspirou num caso real para apresentar as mudanças que ocorrem no Brasil de hoje.

Irandhir Santos é o protagonista do drama em que vive um investigador de polícia encarregado de desvendar o assassinato de uma turista francesa durante o carnaval de Recife. O exibidor e distribuidor Jean-Thomas Bernardini, da Imovision, faz uma participação especial no longa de Hilton, autor várias vezes premiado como roteirista de mais de 20 títulos, entre eles, Corpo Elétrico, Big Jato, Febre do Rato, Baixio das Bestas, Amarelo Manga, entre outros.

Na trama, o carnaval chegou ao fim. Uma jovem francesa foi brutalmente assassinada na cidade do Recife, em Pernambuco. O policial Breno volta antecipadamente de suas férias para investigar o crime, surpreendendo seu filho com três amigos hospedados em sua casa. Enquanto procura por pistas, a cidade desenterra traumas do passado de Breno e revela um estranho universo de lugares e memórias.

Com fotografia de Ivo Lopes Araújo e trilha sonora de DJ Dolores, o longa conta também com Suzy Lopes, Gustavo Patriota, Arthur Canavarro, Geyson Luiz, Nash Laila, Amanda Beça, Safira Moreira, Leandro Vila, Ariclenes Barroso e uma participação especial de Hermila Guedes no elenco.

Confira o trailer de Fim de Festa:

Foto: Victor Jucá.

Prêmio Abraccine 2019: Associação Brasileira de Críticos de Cinema elege os melhores do ano

por: Cinevitor

bacurauabraccineSilvero Pereira interpreta Lunga em Bacurau.

Foram anunciados nesta terça-feira, 11/02, os vencedores do Prêmio Abraccine 2019. Em um ano em que o debate político ditou o ritmo das discussões no Brasil e no mundo, três filmes que tratam de questões sociais e de lutas de classes foram eleitos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema como os melhores filmes do ano.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e Parasita, de Bong Joon-ho, ganharam, respectivamente, os prêmios de melhor longa-metragem brasileiro e melhor longa-metragem estrangeiro do Prêmio Abraccine 2019. Completando a lista, Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa, foi o escolhido da associação na categoria de melhor curta-metragem brasileiro, que engloba também os médias-metragens.

Durante quase um mês, a associação, formada por mais de 100 críticos de cinema de todo o país, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR, analisou todos os filmes lançados em circuito nos cinemas brasileiros ao longo de 2019, além das principais estreias em streaming e VOD no mesmo período. Pela primeira vez, desde que o Prêmio Abraccine foi criado, em 2011, a associação anuncia não apenas o vencedor, mas os dez filmes mais bem avaliados em cada um dos quesitos. Uma comissão formada por integrantes da associação ativos na cobertura e curadoria de festivais de cinema selecionou os finalistas à categoria de curta-metragem.

Bacurau, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, é o terceiro filme assinado por Kleber Mendonça Filho a vencer entre os longas brasileiros. O diretor já tinha ganho este prêmio por O Som ao Redor e Aquarius.

parasitalondonvenceDirigido por Bong Joon-ho, Parasita levou quatro estatuetas douradas no Oscar 2020.

Parasita, que venceu a Palma de Ouro em Cannes e que acaba de fazer história no Oscar, levando os prêmios de melhor filme, direção, roteiro original e filme internacional, não é apenas o primeiro longa de Bong Joon-ho premiado pela associação, como é o primeiro filme sul-coreano a vencer na categoria de longas estrangeiros. O diretor de Sete Anos em Maio, Affonso Uchôa, já havia sido premiado no ano passado pelo longa Arábia, codirigido por João Dumans.

Entre os longas brasileiros que formam o Top 10 da Abraccine está o documentário indicado ao Oscar, Democracia em Vertigem, e nosso representante na categoria de filme internacional da premiação da Academia de Hollywood, A Vida Invisível. A lista de estrangeiros inclui os novos trabalhos de Pedro Almodóvar e Martin Scorsese e os vencedores dos festivais de Berlim, Synonymes, e Veneza, Coringa. Entre os curtas, destaques para vários títulos que tratam de questões sociais, femininas, de etnia e identidade de gênero.

Conheça os vencedores do Prêmio Abraccine 2019:

LONGA-METRAGEM BRASILEIRO

VENCEDOR:
Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

COMPLETAM O TOP 10, EM ORDEM ALFABÉTICA:
Democracia em Vertigem, de Petra Costa
Deslembro, de Flávia Castro
Divino Amor, de Gabriel Mascaro
Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes
Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes
No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurilio Martins
Los Silencios, de Beatriz Seigner
Temporada, de André Novais Oliveira
A Vida Invisível, de Karim Aïnouz

LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

VENCEDOR:
Parasita, de Bong Joon-ho

COMPLETAM O TOP 10, EM ORDEM ALFABÉTICA:
Assunto de Família, de Hirokazu Koreeda
Coringa, de Todd Phillips
Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Em Trânsito, de Christian Petzold
Era Uma Vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino
O Irlandês, de Martin Scorsese
Nós, de Jordan Peele
O Paraíso Deve Ser Aqui, de Elia Suleiman
Synonymes, de Nadav Lapid

CURTA-METRAGEM BRASILEIRO

VENCEDOR:
Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa

COMPLETAM O TOP 10, EM ORDEM ALFABÉTICA:
Carne, de Camila Kater
Joderismo, de Marcus Curvelo
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza
Negrum3, de Diego Paulino
Quebramar, de Cris Lyra
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca
Tea for Two, de Julia Katharine
Teoria sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues

Fotos: Victor Jucá/Divulgação.

Oscar 2020: Parasita é o grande vencedor

por: Cinevitor

parasitavenceoscarEquipe de Parasita: momento histórico.

Em cerimônia realizada no Dolby Theatre, em Hollywood, neste domingo, 09/02, foram anunciados os vencedores do Oscar 2020. O sul-coreano Parasita, de Bong Joon-Ho, fez história ao levar a estatueta dourada de melhor filme, sendo a primeira produção estrangeira a receber o prêmio máximo da Academia. Além disso, o longa também foi premiado em outras três categorias.

Em um de seus discursos, Bong Joon-Ho mencionou seus colegas indicados e destacou um deles: “Quando eu era jovem e estudava cinema, tinha um ditado que eu esculpia profundamente em meu coração, que diz assim: ‘O mais pessoal é o mais criativo’. Essas palavras são do nosso grande Martin Scorsese”.

É necessário reforçar a importância de ter um filme estrangeiro vitorioso na categoria principal de uma premiação americana. O sul-coreano Parasita entra para a história e abre portas para o cinema realizado fora de Hollywood; aumenta a visibilidade dessas produções e rompe barreiras. Hollywood terá que se acostumar com as legendas, pois daqui pra frente filmes de todos os cantos do mundo disputarão a estatueta dourada em diversas categorias com mais frequência.

E mais: vale destacar a presença do cinema brasileiro entre os indicados na categoria de melhor documentário com Democracia em Vertigem, de Petra Costa. O longa, que narra os bastidores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, perdeu a estatueta dourada para Indústria Americana.

Entre discursos marcantes e emocionantes, Hildur Guðnadóttir, vencedora do Oscar de melhor trilha sonora original por Coringa, disse: “Para as meninas, para as mulheres, para as mães, para as filhas: quando vocês ouvirem a música borbulhando, falem. Precisamos ouvir suas vozes”.

A 92ª edição do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não teve, pela segunda vez, um apresentador oficial, mas contou com a participação de diversas personalidades, entre elas: Jane Fonda, Natalie Portman, Mahershala Ali, Timothée Chalamet, Olivia Colman, Penélope Cruz, Gal Gadot, Regina King, Spike Lee, Steve Martin, Keanu Reeves, Maya Rudolph, Mark Ruffalo, Sigourney Weaver, Brie Larson, Kristen Wiig, entre outros.

Confira a lista completa com os vencedores do Oscar 2020:

MELHOR FILME:
Parasita

MELHOR DIREÇÃO:
Bong Joon-Ho, por Parasita

MELHOR ATRIZ:
Renée Zellweger, por Judy: Muito Além do Arco-íris

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Laura Dern, por História de um Casamento

MELHOR ATOR:
Joaquin Phoenix, por Coringa

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Brad Pitt, por Era Uma Vez em… Hollywood

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:
Parasita, escrito por Bong Joon Ho e Jin Won Han

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:
Jojo Rabbit, escrito por Taika Waititi

MELHOR FILME INTERNACIONAL:
Parasita, de Bong Joon-ho (Coreia do Sul)

MELHOR ANIMAÇÃO:
Toy Story 4

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert

MELHOR FOTOGRAFIA:
1917, por Roger Deakins

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:
Era Uma Vez em… Hollywood, por Barbara Ling e Nancy Haigh

MELHOR FIGURINO:
Adoráveis Mulheres, por Jacqueline Durran

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO:
O Escândalo, por Kazu Hiro, Anne Morgan e Vivian Baker

MELHOR EDIÇÃO:
Ford vs Ferrari, por Michael McCusker e Andrew Buckland

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
Coringa, por Hildur Guðnadóttir

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:
(I’m Gonna) Love Me Again, interpretada por Elton John e Taron Egerton (Rocketman)

MELHOR EDIÇÃO DE SOM:
Ford vs Ferrari, por Donald Sylvester

MELHOR MIXAGEM DE SOM:
1917, por Mark Taylor e Stuart Wilson

MELHORES EFEITOS VISUAIS:
1917, por Guillaume Rocheron, Greg Butler e Dominic Tuohy

MELHOR CURTA-METRAGEM:
The Neighbors’ Window, de Marshall Curry

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl), de Carol Dysinger

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO:
Hair Love, de Matthew A. Cherry, Everett Downing Jr. e Bruce W. Smith

Foto: Matt Petit/Getty Images North America.

Independent Spirit Awards 2020: conheça os vencedores

por: Cinevitor

adamspiritawardsAdam Sandler: premiado pela primeira vez no Spirit Awards.

Foram anunciados neste sábado, 08/02, os vencedores do Independent Spirit Awards 2020, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano. A cerimônia foi apresentada pela atriz Aubrey Plaza.

O Farol, dirigido por Robert Eggers e produzido pelos brasileiros Rodrigo Teixeira e Lourenço Sant’ Anna, da RT Features, foi indicado em cinco categorias e levou dois prêmios: melhor ator coadjuvante para Willem Dafoe e melhor fotografia.

Nesta 35ª edição, o Brasil também estava representado por A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, na categoria de melhor filme internacional, mas perdeu para o sul-coreano Parasita, de Bong Joon-Ho.

Conheça os vencedores do Independent Spirit Awards 2020, conhecido como o Oscar do cinema independente:

MELHOR FILME:
The Farewell

MELHOR DIREÇÃO:
Benny Safdie e Josh Safdie, por Joias Brutas

MELHOR ROTEIRO:
História de um Casamento, escrito por Noah Baumbach

MELHOR PRIMEIRO FILME:
Fora de Série, de Olivia Wilde

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO:
A Gente Se Vê Ontem, escrito por Fredrica Bailey e Stefon Bristol

MELHOR ATOR:
Adam Sandler, por Joias Brutas

MELHOR ATRIZ:
Renée Zellweger, por Judy: Muito Além do Arco-íris

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:
Zhao Shuzhen, por The Farewell

MELHOR ATOR COADJUVANTE:
Willem Dafoe, por O Farol

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert

MELHOR FILME INTERNACIONAL:
Parasita, de Bong Joon-Ho (Coreia do Sul)

MELHOR FOTOGRAFIA:
O Farol, por Jarin Blaschke

MELHOR EDIÇÃO:
Joias Brutas, por Ronald Bronstein e Benny Safdie

PRÊMIO JOHN CASSAVETES:
Give Me Liberty, de Kirill Mikhanovsky

BONNIE AWARD SPONSORED BY AMERICAN AIRLINES:
Kelly Reichardt

PRODUCERS AWARD:
Mollye Asher

SOMEONE TO WATCH AWARD:
Premature, de Rashaad Ernesto Green

TRUER THAN FICTION AWARD:
Jaddoland, de Nadia Shihab

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO:
História de um Casamento, de Noah Baumbach
Diretores de elenco: Douglas Aibel e Francine Maisler
Elenco: Alan Alda, Laura Dern, Adam Driver, Julie Hagerty, Scarlett Johansson, Ray Liotta, Azhy Robertson e Merritt Wever

Foto: Tommaso Boddi/Getty Images.

Conheça os indicados ao 40º Framboesa de Ouro, prêmio que elege os piores do cinema

por: Cinevitor

catsframboesaJudi Dench em Cats: indicada na categoria de pior atriz coadjuvante.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 07/02, os indicados ao 40º Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson, que elege os piores da sétima arte, conhecido também como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, Cats, Um Funeral em Família e Rambo: Até o Fim lideram a lista com oito indicações cada um. Além do Prêmio Redenção, entregue para alguém que conseguiu dar a volta por cima depois de marcar presença constante entre os piores, a premiação criou uma nova categoria: pior desrespeito à vida humana e à propriedade pública.

Sylvester Stallone, indicado por Rambo: Até o Fim, é o ator recordista do Framboesa de Ouro: ele foi indicado na categoria de pior ator 15 vezes (venceu quatro) e pior ator coadjuvante três vezes (venceu uma). Também foi nomeado o pior ator da década de 1990 e pior ator do século, em 2000, por 99,5% de tudo o que já fez.

Os votantes do já tradicional prêmio somam 1.071 membros de todos os estados americanos e mais de 20 pessoas de países estrangeiros, que votaram pela internet e escolheram os cinco principais candidatos em dez categorias.

Conheça os indicados ao 40º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME:
A Maldição de Sharon Tate
Cats
Rambo: Até o Fim
The Fanatic
Um Funeral em Família

PIOR DIREÇÃO:
Adrian Grunberg, por Rambo: Até o Fim
Fred Durst, por The Fanatic
James Franco, por Zeroville
Neil Marshall, por Hellboy
Tom Hooper, por Cats

PIOR ATOR:
David Harbour, por Hellboy
James Franco, por Zeroville
John Travolta, por The Fanatic e Trading Paint
Matthew McConaughey, por Calmaria
Sylvester Stallone, por Rambo: Até o Fim

PIOR ATOR COADJUVANTE:
Bruce Willis, por Vidro
James Corden, por Cats
Seth Rogan, por Zeroville
Tyler Perry, por Um Funeral em Família (Joe)
Tyler Perry, por Um Funeral em Família (Tio Heathrow)

PIOR ATRIZ:
Anne Hathaway, por As Trapaceiras e Calmaria
Francesca Hayward, por Cats
Hilary Duff, por A Maldição de Sharon Tate
Rebel Wilson, por As Trapaceiras
Tyler Perry, por Um Funeral em Família

PIOR ATRIZ COADJUVANTE:
Cassi Davis, por Um Funeral em Família
Fenessa Pineda, por Rambo: Até o Fim
Jessica Chastain, por X-Men: Fênix Negra
Judi Dench, por Cats
Rebel Wilson, por Cats

PIOR ROTEIRO:
A Maldição de Sharon Tate, escrito por Danial Farrands
Cats, escrito por Lee Hall e Tom Hooper
Hellboy, escrito por Andrew Cosby
Rambo: Até o Fim, escrito por Matthew Cirulnick e Sylvester Stallone
Um Funeral em Família, escrito por Tyler Perry

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA:
Godzilla II: Rei dos Monstros
Hellboy
Rambo: Até o Fim
Um Funeral em Família
X-Men: Fênix Negra

PIOR COMBO EM CENA:
Jason Derulo e sua “protuberância”castrada por CGI, em Cats
John Travolta e qualquer roteiro que ele aceita
Quaisquer duas bolas de pelo meio felino e meio humano, em Cats
Sylvester Stallone e sua raiva impotente, em Rambo: Até o Fim
Tyler Perry e Tyler Perry (ou Tyler Perry), em Um Funeral em Família

PIOR DESRESPEITO À VIDA HUMANA E À PROPRIEDADE PÚBLICA:
A Maldição de Sharon Tate
Coringa
Dragged Across Concrete
Hellboy
Rambo: Até o Fim

PRÊMIO REDENÇÃO:
Adam Sandler, por Joias Brutas
Eddie Murphy, por Meu Nome é Dolemite
Jennifer Lopez, por As Golpistas
Keanu Reeves, por John Wick 3: Parabellum e Toy Story 4
Will Smith, por Aladdin

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

CINEVITOR #364: Entrevistas com Maeve Jinkings + Renata Pinheiro + Sergio Oliveira | Açúcar

por: Cinevitor

maeveacucarcinevitorProtagonista: Maeve Jinkings em cena.

Exibido no Festival de Roterdã, Açúcar, escrito e dirigido por Renata Pinheiro e Sergio Oliveira, mostra uma visão contemporânea das relações coronelistas dos antigos engenhos de cana-de-açúcar. O longa acompanha a volta de Bethânia, interpretada por Maeve Jinkings, uma mulher madura, miscigenada, criada em uma família branca, à fazenda da Zona da Mata onde nasceu.

Bethânia carrega em si a formação crucial do povo brasileiro e se perde em um dilema onde nem o preto nem o branco se encaixam nela. Enquanto tenta se reconectar com o local, enfrenta os antigos empregados, agora donos de parte da terra. A narrativa de Açúcar flerta com elementos de realismo fantástico e adentra na dicotomia senhor de engenho versus escravos (branco versus negro, alta cultura versus cultura popular, realidade versus imaginação) presente em todo o filme, tanto psicologicamente quanto geograficamente, refletindo uma divisão social secular na qual o país ainda está preso.

O filme é ambientado num universo de realismo fantástico, que cruza a história pessoal de Bethânia com a formação da identidade de um país que é, ao mesmo tempo, moderno e arcaico, contemporâneo e ancestral, branco e muito, muito mais negro.

Essa é a segunda vez que Renata Pinheiro e Sergio Oliveira trabalham com a atriz Maeve Jinkings. A primeira foi no longa Amor, Plástico e Barulho, dirigido por Renata e produzido por Sergio. No elenco estão ainda Dandara de Morais, Magali Biff e Zé Maria.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais. Na primeira parte você confere um bate-papo com a protagonista Maeve Jinkings, que além de falar sobre Açúcar, relembrou outros trabalhos marcantes de sua carreira, destacou o cinema nordestino e refletiu sobre a atual situação política cultural do país. No segundo programa, uma conversa com os diretores Sergio Oliveira e Renata Pinheiro.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Maeve Jinkings

PARTE 2:
Entrevista com Sergio Oliveira e Renata Pinheiro

Foto: Divulgação/Boulevard Filmes.

Jojo Rabbit

por: Cinevitor

jojorabbitposterDireção: Taika Waititi

Elenco: Roman Griffin Davis, Scarlett Johansson, Thomasin McKenzie, Taika Waititi, Sam Rockwell, Rebel Wilson, Alfie Allen, Stephen Merchant, Archie Yates, Luke Brandon Field, Sam Haygarth, Stanislav Callas, Joe Weintraub, Brian Caspe, Gabriel Andrews, Billy Rayner, Christian Howlings, Gilby Griffin Davis, Hardy Griffin Davis, Curtis Matthew, Robert East, Bethany Adams, Christian Clarke, Judith Georgi, James McVan.

Ano: 2019

Sinopse: A visão de mundo de Jojo vira de cabeça para baixo quando ele descobre que sua mãe está escondendo uma jovem judia em seu sótão. Com ajuda apenas de seu amigo imaginário idiota, Adolf Hitler, Jojo deve confrontar seu nacionalismo cego. Uma sátira da Segunda Guerra Mundial que acompanha um garoto alemão solitário.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa

por: Cinevitor

avesrapinaposterBirds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn

Direção: Cathy Yan

Elenco: Margot Robbie, Rosie Perez, Mary Elizabeth Winstead, Jurnee Smollett-Bell, Ella Jay Basco, Ewan McGregor, Chris Messina, Ali Wong, David Ury, Sara Montez, Isabel Pakzad, Daniel Bernhardt, Kc Strubbe, Jacky Shu, Paloma Rabinov, Joe Bucaro III, James Henry Williams Jr., François Chau, Miyuki Matsunaga, Anna Mikami, Bruno Oliver, Keisha Tucker, Matthew Willig, Jeremy Denzlinger, Michael Masini, Charles Carpenter, Daniel Cole, Jesse Bush, Steven Williams, Charlene Amoia, Ella Mika, Robert Catrini, Eddie Alfano, Chris Carnel, Buddy Sosthand, Tim Sitarz, Shawn Balentine, Shahaub Roudbari, Pramode Kumar, Christine Engh, K.K. Barrett, David Bianchi, Simon Rhee, Terrence Julien, Dana Lee, Bojana Novakovic, Andy Hoff, Eric Michael Cole, Richard King, Paul Lasa, Derek Wilson, David Anthony Buglione.

Ano: 2020

Sinopse: Você já ouviu aquela da policial, do pássaro que canta, da psicopata e da princesa da máfia? Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa é um conto distorcido contado pela própria Arlequina, como somente a própria pode contar. Quando o vilão mais narcisista de Gotham, Roman Sionis, e seu zeloso braço direito, Zsasz, têm como alvo uma jovem chamada Cass, a cidade fica de cabeça para baixo procurando por ela. Os caminhos de Arlequina, Caçadora, Canário Negro e Renee Montoya se cruzam e o improvável quarteto não tem escolha a não ser se unir para derrubar Roman.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Morre, aos 103 anos, o ator e diretor americano Kirk Douglas

por: Cinevitor

kirk2O ator em Spartacus, de Stanley Kubrick: sucesso nas telonas.

Morreu nesta quarta-feira, 05/02, aos 103 anos, o ator e diretor americano Kirk Douglas, um dos maiores nomes da Era de Ouro de Hollywood. Desde 1996, quando sofreu um derrame, enfrentava problemas de saúde e ainda assim realizou alguns trabalhos.

Em sua conta no Instagram, o filho Michael Douglas escreveu: “É com tremenda tristeza que eu e meus irmãos anunciamos que Kirk Douglas nos deixou hoje aos 103 anos. Para o mundo, ele era uma lenda, um ator da Era de Ouro, um humanitário cujo compromisso com a justiça e as causas em que ele acreditava estabeleceram um padrão para todos nós”.

Durante a faculdade, Kirk fazia parte da liga de boxe e para conseguir um bolsa de estudo se matriculou em um grupo de atuação, onde conheceu a atriz Lauren Bacall. Depois disso, fez parte da Marinha dos Estados Unidos no início da Segunda Guerra Mundial e logo começou a atuar na rádio, em comerciais de TV e na Broadway.

Seu primeiro papel nas telonas foi em 1946 no romance O Tempo Não Apaga, de Lewis Milestone, indicado pela amiga Lauren Bacall. Ao longo da carreira, acumulou diversos sucessos, entre eles, O Invencível, de Mark Robson, que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar, em 1950. Disputou a estatueta dourada de melhor ator outras duas vezes, com: Assim Estava Escrito, de Vincente Minnelli; e Sede de Viver, no qual interpretou Vincent Van Gogh, e recebeu o Globo de Ouro. Em 1996, foi consagrado com o Oscar honorário.

kirk1Em 2007, recebeu o AFI Life Achievement Award.

Outro papel marcante de sua carreira foi em Spartacus, de Stanley Kubrick, que foi premiado no Oscar em quatro categorias. Kirk também atuou como produtor e produtor executivo em diversos filmes, entre eles: Ambição Acima da Lei, Como Agarrar um Espião, Árvore da Solidão e Sangue de Irmãos.

Também fez sucesso na TV e foi indicado ao Emmy três vezes por: Amos, Contos da Cripta e O Toque de um Anjo. Pelo conjunto de sua obra, foi homenageado diversas vezes em premiações e festivais: no Globo de Ouro recebeu o Prêmio Cecil B. DeMille; e no Festival de Berlim foi consagrado com o Urso de Ouro honorário e também exibiu Ambição Acima da Lei, em 1975. Além disso, foi honrado no César Awards, CinEuphoria Awards, American Film Institute, Gold Derby Awards, Hollywood Film Awards, National Board of Review, PGA Awards, SAG Awards, WGA Awards e recebeu uma estrela na Calçada da Fama.

Nas telonas, também atuou em: O Malabarista; Vikings, os Conquistadores, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator no Festival de San Sebastián; Saturno 3, no qual recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro; Sem Lei e Sem Alma, O Último Pôr do Sol, Sua Última Façanha, Movidos pelo Ódio, O Nimitz Volta ao Inferno, Chaga de Fogo, Ulysses, 20.000 Léguas Submarinas, A Um Passo da Morte, O Discípulo do Diabo, A Cidade dos Desiludidos, Sete Dias de Maio, Sangue de Irmãos, Quem é o Infiel?, Ninho de Cobras, Os Últimos Durões, Em Busca dos Diamantes, entre outros.

Na Broadway, interpretou o personagem R.P. McMurphy em Um Estranho no Ninho e comprou os direitos do livro para adaptá-lo para o cinema. Infelizmente, não conseguiu realizar a produção, porém, seu filho Michael Douglas assumiu o projeto como produtor. O longa, protagonizado por Jack Nicholson e dirigido por Milos Forman, fez muito sucesso e foi premiado em cinco categorias no Oscar, entre elas, a de melhor filme. Kirk recebeu metade da participação de Michael nos lucros.

Kirk também era conhecido por seus esforços humanitários e foi homenageado pela Thomas A. Dooley Foundation. Como diretor, realizou dois filmes: As Aventuras de um Velhaco e Ambição Acima da Lei.

Fotos: Alberto E. Rodriguez e Silver Screen Collection/Getty Images.

Hair Love

por: Cinevitor

hairloveposterDireção: Matthew A. Cherry, Everett Downing Jr., Bruce W. Smith.

Elenco: Issa Rae.

Ano: 2019

Sinopse: Um pai tenta arrumar o cabelo da filha pela primeira vez.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Kleber Mendonça Filho fará parte do júri do Festival de Berlim 2020

por: Cinevitor

klebermendoncajuriberlimO cineasta pernambucano no Festival de Cannes, em maio do ano passado.

A 70ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março, terá o ator britânico Jeremy Irons como presidente do júri e o drama My Salinger Year, de Philippe Falardeau, como filme de abertura.

Nesta terça-feira, 04/02, foram anunciados os nomes dos integrantes que completam o júri oficial. Juntos, terão a missão de escolher os grandes vencedores do Urso de Prata e do Urso de Ouro, considerados os prêmios mais importantes do evento.

Os membros do júri são: o cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho, de O Som ao Redor, Aquarius e Bacurau; a atriz franco-argentina Bérénice Bejo, indicada ao Oscar por O Artista; a produtora cinematográfica alemã Bettina Brokemper; a cineasta palestina Annemarie Jacir, premiada em Berlim com Quando Vi Você; o cineasta americano Kenneth Lonergan, vencedor do Oscar por Manchester à Beira-Mar; e o ator italiano Luca Marinelli, premiado em Berlim em 2013.

Foto: Getty Images Europe.