Todos os posts de Cinevitor

Não Olhe para Cima

por: Cinevitor

Don’t Look Up

Direção: Adam McKay

Elenco: Jennifer Lawrence, Leonardo DiCaprio, Meryl Streep, Cate Blanchett, Rob Morgan, Jonah Hill, Mark Rylance, Tyler Perry, Timothée Chalamet, Ron Perlman, Ariana Grande, Kid Cudi, Himesh Patel, Melanie Lynskey, Michael Chiklis, Tomer Sisley, Paul Guilfoyle, Robert Joy, Jack Alberts, Ting Lik, Lance A. Williams, Shimali De Silva, Hettienne Park, Rafael Silva, Lonnie Farmer, Homa Sarabi-Daunais, Barbara Douglass, Rena Maliszewski, Erik Parillo, Robert Radochia, Conor Sweeney, Ross Partridge, Richard Donelly, Liev Schreiber, Samsara Leela Yett, Meara Mahoney-Gross, Jaden Onwuakor, Staci Roberts Steele, Wendy Bellevue, Mikhail Yarovoy, Chris Everett, Annette Miller, Stephen Thorne, Aimee Doherty, Natalie Rebenkoff, Gary Tanguay, Georgia Lyman, Patricia Dehaney, Ben Sidell, Therese Plaehn, Omar Ghonim, Jody O’Neil, Meghan Leathers, Ashleigh Banfield, Sarah Silverman, Richard Snee, Darryl Wooten, Danielle Waxman, Jeffrey Smith, Jon Glaser, Dorothy Dwyer, Odis Spencer, Sarah Nolen, Alvin Keith, Alaina Pinto, Lizzie Short, Juri Love, Sujoy De, Brahms Guignard, Sergei Bushmanov, Lewis D. Wheeler, Steve Gagliastro, David J. Curtis, Kevin Craig West, Alison Weller, Rob Lévesque, Sam Zephir, Dee Nelson, Beau Allen, Rebecca Gibel, Brian Faherty, Jacob Sanditen, Anthony Marrese, Wes Johnson, John Bucy, Christopher Deschenes, Patrick Michael Strange, Bianca de la Garza, Caitlin Ishibashi, Frank Ridley, Andrew Haserlat, Jayne McLendon, Ishaan Khattar, Brian Anastasio, Anthony Carvello, Chris Evans, Camille Farnan, Edward Fletcher, Ineke Garbacz, Michael Giannone, Greg Kriek, Janine Robinson.

Ano: 2021

Sinopse: A estudante de astronomia Kate Dibiasky e seu professor Dr. Randall Mindy descobrem que um cometa está prestes a colidir com a Terra, mas ninguém parece se importar. Alertar a humanidade sobre o impacto fatídico da rocha do tamanho do Monte Everest não será nada fácil. Com a ajuda do Dr. Oglethorpe, eles embarcam em um tour midiático que vai do gabinete da indiferente presidente Orlean, e seu filho bajulador Jason, até o The Daily Rip, um programa matinal bem-humorado apresentado por Brie e Jack. A apenas seis meses da colisão, chamar a atenção da mídia e de um público obcecado pelas redes sociais se mostra um desafio chocantemente cômico: o que será preciso fazer para o mundo apenas olhar para cima?

Nota do CINEVITOR:

CINEVITOR #401: Entrevista com Ney Matogrosso | Ney À Flor da Pele | 16º Fest Aruanda

por: Cinevitor
O artista na noite de encerramento do Fest Aruanda.

Ícone da música popular brasileira, Ney Matogrosso marcou presença na 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, em João Pessoa, para apresentar duas grandes obras que captam toda a sua essência e vigor.

A última noite do evento foi marcada pelo lançamento de Ney Matogrosso, a biografia, livro escrito por Julio Maria, e pela exibição do documentário Ney À Flor da Pele, de Felipe Nepomuceno, que foi o filme de encerramento desta edição. O livro mergulha no universo do intérprete, revelando sua trajetória até chegar ao símbolo performático em que se tornou. Ao transpor a vida do artista, Julio torna Ney infinito em vários aspectos. Enquanto isso, o filme valoriza e desbrava o conjunto da obra do intérprete. Cênico, cada gesto no palco não é à toa; todos os movimentos têm uma intenção.

O longa é centrado no impacto das performances de Ney Matogrosso em seu público e na reverberação desse impacto na cultura brasileira, desde a segunda metade do século XX até a atualidade. Uma antologia audiovisual, toda composta por imagens de arquivo. O diretor, que já tem uma afinidade profissional com Matogrosso, dirigiu vários DVDs do artista e trabalha com ele há mais de 10 anos.

Ney Matogrosso, que completou 80 anos em agosto, já participou de diversos filmes, entre eles: Olho Nu, de Joel Pizzini, documentário que retrata sua vida e obra; Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro Martins; Primeiro Dia de um Ano Qualquer, de Domingos Oliveira; Caminhos Magnétykos, de Edgar Pêra; Boni Bonita, de Daniel Barosa; o documentário De Gravata e Unha Vermelha, de Miriam Chnaiderman; Ralé, de Helena Ignez; Sol Alegria, de Tavinho Teixeira; Sonho de Valsa, de Ana Carolina; Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança; entre outros.

Além disso, também atuou em curtas-metragens, como Dá Licença de Contar, de Pedro Soffer Serrano; Homem-Ave, de Rafael Saar; e Poder dos Afetos, de Helena Ignez; e nos inéditos longas Gosto de Fel, de Beto Besant, e Peixe, de Rafael Saar. Atualmente, um novo projeto está em fase de pré-produção: Homem com H, longa-metragem de ficção sobre a vida e a obra de Ney Matogrosso, que será dirigido por Esmir Filho.

Para falar mais sobre a emocionante noite de encerramento do 16º Fest Aruanda, conversamos com Ney Matogrosso logo depois da exibição do documentário.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR esteve em João Pessoa e você acompanha a cobertura do 16º Fest Aruanda por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Mano de Carvalho.

Oscar 2022: Deserto Particular está fora da disputa; Seiva Bruta, curta-metragem brasileiro, é pré-selecionado

por: Cinevitor
A atriz Samantha Castillo no curta brasileiro Seiva Bruta.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou, nesta terça-feira, 21/12, uma lista com os pré-selecionados para o Oscar 2022 em dez categorias, entre elas, melhor filme internacional, antes conhecida como melhor filme estrangeiro.

O Brasil estava representado com Deserto Particular, de Aly Muritiba, premiado na mostra Giornate degli Autori, do Festival de Veneza. Mas, infelizmente, o longa não conseguiu uma vaga entre os 15 semifinalistas. Para esta 94ª edição, 93 países foram classificados, entre eles, Somália, candidato pela primeira vez.

Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os semifinalistas na shortlist.

O mexicano A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo, premiado em San Sebastián e que recebeu Menção Especial na mostra Un Certain Regard, em Cannes, segue na disputa. O longa é uma coprodução entre Alemanha, Brasil (com a produtora Desvia), Qatar, Argentina, Suíça e Estados Unidos.

Porém, o cinema brasileiro segue na disputa por uma estatueta dourada na categoria de melhor curta-metragem de ficção com Seiva Bruta (Under the Heavens), de Gustavo Milan. Na trama, Marta, uma jovem venezuelana, está imigrando para o Brasil quando encontra um jovem casal com uma filha. Sua habilidade de amamentar faz com que seus destinos se interliguem para sempre. 

O elenco conta com Samantha Castillo, Luiz Carlos Vasconcelos, Abilio Torres e Brenda Moreno. Com fotografia de Lasse Ulvedal Tolbøll e música de Ariel Marx, o curta foi premiado no HollyShorts Film Festival e ficou entre os dez mais votados pelo público do Curta Kinoforum deste ano.

Os finalistas serão revelados no dia 8 de fevereiro de 2022 e a cerimônia acontecerá no dia 27 de março, no Dolby Theatre, em Hollywood.

Confira a lista com os quinze semifinalistas ao Oscar 2022 de melhor filme internacional:

ALEMANHA: I’m Your Man (Ich bin dein Mensch), de Maria Schrader
ÁUSTRIA: Great Freedom, de Sebastian Meise
BÉLGICA: Playground (Un monde), de Laura Wandel
BUTÃO: Lunana: A Yak in the Classroom, de Pawo Choyning Dorji
DINAMARCA: Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen
ESPANHA: El buen patrón, de Fernando León de Aranoa

FINLÂNDIA: Compartment Nº 6, de Juho Kuosmanen
ISLÂNDIA: Lamb, de Valdimar Jóhannsson
IRÃ: Um Herói (Ghahreman), de Asghar Farhadi
ITÁLIA: A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino
JAPÃO: Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi
KOSOVO: Colmeia (Zgjoi), de Blerta Basholli
MÉXICO: A Noite do Fogo (Noche de Fuego), de Tatiana Huezo
NORUEGA: The Worst Person in the World (Verdens verste menneske), de Joachim Trier
PANAMÁ: Plaza Catedral, de Abner Benaim

*Clique aqui e confira as listas completas com os pré-selecionados.

Foto: Marcel Favery.

25ª Mostra de Cinema de Tiradentes: conheça os curtas-metragens selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta pernambucano Cabocolino, de Joao Marcelo: selecionado.

A 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 21 e 29 de janeiro de 2022, exibirá 100 curtas-metragens de 18 estados brasileiros em diferentes sessões que abarcam a pluralidade da produção audiovisual nacional em um de seus formatos mais arrojados.

Seguindo todos os protocolos sanitários, a Mostra retorna com ações no formato presencial, além do ambiente on-line, que permitirá o encontro direto dos espectadores com esses filmes, sempre tão aguardados por apontarem o que de mais novo tem sido feito na produção do país.

A curadoria de curta-metragem para 2022 teve o trabalho desenvolvido pelo trio Camila Vieira, Tatiana Carvalho Costa e Felipe André Silva. Apesar da pandemia e dos impactos no cenário cultural, foram recebidas 919 inscrições, das quais definiram-se os 100 filmes, distribuídos em diversas mostras.

Os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro aparecem com a maior quantidade de trabalhos na seleção, respectivamente 30, 19 e 13. Há também filmes do Acre (2), Amazonas (2), Bahia (6), Ceará (8), Distrito Federal (4), Espírito Santo (1), Mato Grosso (1), Pará (2), Paraíba (1), Pernambuco (5), Piauí (1), Rio Grande do Norte (4), Rio Grande do Sul (4), Santa Catarina (2) e Sergipe (1).

Um levantamento, feito pelo assistente de curadoria Rubens Fabricio Anzolin, revela informações importantes sobre o cenário de curta-metragem que se apresentou à Mostra de Tiradentes. Um total de 179 dos mais de 900 curtas inscritos (ou seja, quase 20%) foram financiados com recursos da Lei Aldir Blanc (LAB), incentivo emergencial que permitiu a centenas de trabalhadores da cultura sobreviverem ou manterem-se em atividade durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19.

Para a curadora Camila Vieira, a LAB capilarizou a produção, permitindo quantidade significativa de filmes inscritos vindos não só de capitais, mas de cidades do interior dos estados: “Esse fenômeno nos fez pensar que tipo de cinema é feito fora dos centros e também percebermos, em muitos que chegaram, uma grande inexperiência com cinema, que pode ter a ver com a falta de oportunidades”, comenta.

Felipe André Silva, também curador, reforça que a LAB colocou muita gente para criar em pouco tempo e com poucos recursos, o que gerou filmes irregulares, mas também algumas potências que chamaram atenção: “Artistas de outras áreas para além do cinema se arriscaram a fazer filmes com esse fomento, o que talvez não acontecesse em outras circunstância que não fosse uma urgência como aconteceu. Se algo chama atenção nos curtas-metragens dessa edição, eu digo que é o triunfo da criatividade. Porque os cineastas precisaram se virar com o que tinham. E se, em 2020, os filmes eram feitos já com pouco dinheiro, agora eles foram feitos com quase nada”, avalia Felipe.

Para Tatiana Carvalho Costa, também curadora, há muitos curtas pré-pandemia ou feitos depois que não endereçam diretamente as questões da vivência pandêmica e trazem registros e fabulações de possibilidade de vida: “Não são necessariamente narrativas otimistas, mas de uma vida possível, imperfeita, com lampejos de alegria e beleza, com sofrimento, sobretudo uma vida em conjunto, com uma força coletiva (nas histórias e nos métodos de produção) para enfrentar um futuro incerto. Dos selecionados, me parece que poucos se fecham em questões e dramas individuais. Há alguns filmes que apresentam muito diretamente um desejo de futuro, entendendo as incertezas e a persistência de traumas que a pandemia escancarou, relacionados às desigualdades sociais ou de gênero/classe/raça”, disse Tatiana.

No total de inscrições, predominaram as ficções (42,2%), seguidas pelos documentários (28,1%), experimentais (24,4%) e animações (5,2%). Dentre os selecionados, as proporções acabaram se mantendo: respectivamente 45,8%, 29,2%, 21,9% e 3,1%.

A mistura de linguagens também chamou atenção da curadoria e dialoga com a temática da Mostra de Tiradentes em 2022, Cinema em Transição: “O audiovisual foi apropriado por criadores das artes cênicas, da performance, da música, das artes visuais, que foram investigar eles mesmos o próprio cinema”, disse Camila Vieira. O assunto vai render um debate temático, Poéticas de um cinema em transição, com a presença de alguns diretores da Mostra Temática.

Dados sobre identidade de gênero, segundo autodeclaração dos realizadores em formulário apresentado na inscrição, mostram que 47,8% dos inscritos se disseram homem cis; 27,3%, mulher cis; não-binário foram 2,8%; homem trans e mulher trans foram 0,3% cada, e travesti, 0,5%. Um total de 20,4% não declararam identidade de gênero. Felipe André Silva destaca que, entre os curtas selecionados, há quantidade significativa de filmes com direção de pessoas queer, especialmente com narrativas lésbicas: “Esses curtas de cineastas queer são alguns dos mais interessantes esse ano e nos fazem pensar se isso se deveu a políticas afirmativas que permitiram o surgimento dessas narrativas, muito necessárias, ou se foi uma circunstância desse momento. É algo ainda a ser refletido”.

Nos números de raça, também por autodeclaração, foram inscritos filmes de cineastas brancos (49,4%), negros (27%), indígenas (2,2%), amarelos (0,8%), outras (0,9%) e não-declarados (19,4%). Entre os selecionados, a proporção de etnias foi: 47,5% branca, 30,3% negra; 3% indígena; 2% amarela; 16,2% não-declarada; 1% outra. “Este é o ano com maior quantidade de curtas selecionados realizados por pessoas indígenas (3) e pessoas negras (30) na direção. Isso me parece uma tendência que vem se mostrando desde 2018, quando a Mostra começou a coletar esses dados”, pontua a curadora Tatiana Carvalho Costa.

Conheça os curtas-metragens selecionados para a 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

MOSTRA FOCO

A Morte de Lázaro, de Bertô (SP)
Bege Euforia, de Anália Alencar (RN)
Bicho Azul, de Rafael Spínola (RJ)
Eu Te Amo é no Sol, de Yasmin Guimarães (MG)
Iceberg, de Will Domingos (RJ)
Ingra!, de Nicolas Thomé Zetune (SP)
Madrugada, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)
Na estrada sem fim há lampejos de esplendor, de Liv Costa e Sunny Maia (CE)
O Nascimento de Helena, de Rodrigo Almeida (RN)
Prata, de Lucas Melo (RJ)
Prosopopeia, de Andreia Pires (CE)
Rumo ao Desvio, de Linga Acácio (CE)
Uma paciência selvagem me trouxe até aqui, de Érica Sarmet (SP)

MOSTRA PRAÇA

[O Vazio Que Atravessa], de Fernando Moreira (MG)
A Represa é o Meu Quintal, de Bruna Carvalho Almeida (SP)
A Vida em meus Punhos, de Marília Hughes Guerreiro (BA)
Acesso, de Julia Leite (SP)
Ansdionte, de Gabriel Werneck (MG)
Central de Memórias, de Rayssa Coelho e Filipe Gama (BA)
Deus me Livre, de Carlos Henrique de Oliveira e Luis Ansorena Hervés (PR)
Ibeji Ibeji, de Victor Rodrigues (RJ)
Ímã de Geladeira, de Carolen Meneses e Sidjonathas Araújo (SE)
Magnético, de Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt (SC)
Margaridinha, uma Criança Antiga, de Caroline Chamusca e Karla Beck (RJ/SP)
Meus Santos Saúdam Teus Santos, de Rodrigo Antonio (PA)
Time de Dois, de André Santos (RN)

MOSTRA PANORAMA

Abominável, de Cris Lyra e Larissa Ballarotti (SP)
Alágbedé, de Safira Moreira (BA)
Angu Recheado de Senzala, de Stanley Albano (MG)
Bicho Solto, de Dayse Barreto (SP/CE)
Cabocolino, de Joao Marcelo (PE)
Colmeia, de Maurício Chades (DF)
Coração Sozinho, de Leon Reis (CE)
Curió, de Priscila Smiths e P.H.Diaz (CE)
Curupira e a Máquina do Destino, de Janaina Wagner (SP/AM)
Dois Bois, de Perseu Azul (MT)
Dois garotos que se afastaram demais do sol, de Cibele Appes de Sousa Coelho e Lucelia Sergio (SP)
JIB, de Lira Kim (SP)
Labirinto, de Henrique Zanoni (SP)
Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro (RJ)
Os Demônios Menores, de Iuri Minfroy (RS)
Possa Poder, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)
Quarentena, de Adriel Nizer e Nando Sturmer (PR)
Romance, de Karine Teles (RJ/MG)
Sad Faggots + Angry Dykes Club, de Viq Viç Vic (PE)
Sangue por Sangue, de Ian Abé e Rodolpho de Barros (PB)
Tereza Joséfa de Jesus, de Samuel Costa (SP)
Tito, uma Videópera Pop do Cerrado Mineiro em Chamas, de Fernando Barcellos (MG)
Transviar, de Maíra Tristão (ES)
Uma Escola no Marajó, de Camila Kzan (PA)
Usina-Desejo contra a Indústria do Medo, de Clarissa Ribeiro, Lorran Dias e Amanda Seraphico (RJ)
Viver distrai, de Ayla de Oliveira (PE)

MOSTRA TEMÁTICA

521 anos | Siia Ara, de Adanilo (AM)
Camboa, de Bruno Moreno (PI)
Centelha, de Renato Vallone (AC)
Indução ao Processo de Autodesconhecimento 00001, de Aoruaura (PE)
Mutirão: O Filme, de Lincoln Péricles (SP)
Qual é a grandeza?, de Marcus Curvelo (BA)
Rua Ataléia, de André Novais Oliveira (MG)
Voz na escuridão, de José Hélio Neto (SP)
Yãy Tu Nũnãhã Payexop: Encontro de Pajés, de Sueli Maxakali (MG)

MOSTRA FOCO MINAS

Ácaros, de Samuel Marotta (MG)
Azulscuro, de Evandro Caixeta e João Gilberto (MG)
Corre de marmita, de Luiz Pretti e Philippe Urvoy (MG)
Dinheiro, de Arthur B. Senra e Sávio Leite (MG)
Forrando a vastidão, de Higor Gomes (MG)
O dia em que Helena matou o presidente, de Fernanda Estevam (MG)
O Resto, de Pedro Gonçalves Ribeiro (MG)
Olho além do ouvido, de Bruna Schelb Corrêa e Luis Bocchino (MG)
Serrão, de Marcelo Lin (MG)
Trabalho é campo de guerra, de Pedro Carcereri (MG)
Vovó, de Franco Dafon (MG)

MOSTRA HOMENAGEM

Dias de Greve, de Adirley Queirós (DF)
Meu nome é Maninho, de Adirley Queirós (DF)
Rap, o canto da Ceilândia, de Adirley Queirós (DF)

MOSTRINHA

A Primeira Perda da Minha Vida, de Inês Peixoto (MG)
Nonna, de Maria Augusta V. Nunes (SC)
O Fundo dos Nossos Corações, de Letícia Leão (RJ)
Raone, de Camila Santana (SP)
Rua Dinorá, de Natália Maia e Samuel Brasileiro (CE)

MOSTRA JOVEM

A Realidade Não Tira Férias, de Coletivo Cidade Baixa (BA)
Ano 2020, de Coletivo Olhares (Im)Possíveis (MG)
Cacicus, de Bruno Cabral e Gabriela Dullius (RS)
Ladeira não é rampa, de Antônio Ribeiro e Sandro Garcia (RJ)
Luazul, de Letícia Batista e Vitoria Liz (SP)

MOSTRA REGIONAL

Alziras, de Hellt Rodrigues e Regiane Farias (MG)
Bulha, de Daniel Couto (MG)
Noites Traiçoeiras, de Felipe Quintiliano, Renato Loureiro e Wilmar Guilherme (MG)
O que eu gosto de fazer é ter nascido no mundo, de Monique Rangel (MG)
Santo Rio, de Lucas de P. Oliveira e Guilherme Nascimento (MG)
Taxa de Retorno, de Matheus Vieira (MG)

MOSTRA FORMAÇÃO

A Sentença, de Laura Coggiola (SP)
Cidade sempre nova, de Jefferson Cabral (RN)
Como respirar fora d’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros (SP)
Idioma, de Leonardo Gelio (RJ)
Interiores, de Matheus Bizarrias (RJ)
Não vim no mundo para ser pedra, de Fabio Rodrigues Filho (BA/MG)
Noêmia e Laura, de Danielle Menezes e Iago de Medeiros (MG/RJ)
Um certo mal-estar, de Tiago Calmon (PE)

MOSTRA VALORES

Um Talvez em Tiradentes, de Amaury Bassy (MG)

Foto: Marlom Meirelles.

Conheça os indicados ao 49º Annie Awards, o Oscar da animação

por: Cinevitor
Raya e o Último Dragão: dez indicações.

Foram anunciados nesta terça-feira, 21/12, os indicados ao 49º Annie Awards, conhecido como o Oscar da animação, organizado pela ASIFA-Hollywood, International Animated Film Society. Fundada em 1960, a associação premiava os melhores nomes da animação simbolicamente, até criar a cerimônia oficial em 1972. O prêmio de melhor animação cinematográfica só surgiu na 20ª edição do evento, em 1992, premiando A Bela e a Fera.

Neste ano, Raya e o Último Dragão, do Walt Disney Animation Studios, lidera a lista com dez indicações; Encanto aparece na sequência com nove. Os vencedores serão anunciados no dia 26 de fevereiro de 2022, no Royce Hall, da UCLA.

Os homenageados desta 49ª edição serão: o animador Ruben Aquino, premiado no Annie por Mulan, Lillian Schwartz, pioneira da animação por computador, e o produtor Toshio Suzuki, do Studio Ghibli, que receberão o Winsor McCay Award; Renzo e Sayoko Kinoshita serão honrados com o June Foray Award; a Python Foundation receberá o Ub Iwerks Award; o Special Achievement Award será entregue para o artista visual Glen Vilppu; e Evan Vernon será honrado com o Certificate of Merit.

Conheça os indicados nas categorias de cinema do Annie Awards 2022:

MELHOR ANIMAÇÃO
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas
Encanto
Luca
Raya e o Último Dragão
Sing 2

MELHOR ANIMAÇÃO INDEPENDENTE
Belle
Fortune Favors Lady Nikuko (Gyokou no Nikuko-chan)
Fuga (Flee)
Pompo: The Cinéphile (Eiga Daisuki Pompo-san)
Viagem ao Topo da Terra

MELHOR DIREÇÃO EM ANIMAÇÃO
Enrico Casarosa, por Luca
Jared Bush, Byron Howard e Charise Castro Smith, por Encanto
Jonas Poher Rasmussen e Kenneth Ladekjær, por Fuga
Mamoru Hosoda, por Belle
Mike Rianda e Jeff Rowe, por A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

MELHOR ROTEIRO EM ANIMAÇÃO
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, escrito por Mike Rianda e Jeff Rowe
Belle, escrito por Mamoru Hosoda
Fuga, escrito por Jonas Poher Rasmussen e Amin Nawabi
Luca, escrito por Jesse Andrews e Mike Jones
Raya e o Último Dragão, escrito por Qui Nguyen e Adele Lim

MELHOR ANIMAÇÃO | CURTA-METRAGEM
Bestia
Easter Eggs
Maalbeek
Night Bus
Steakhouse

MELHOR ANIMAÇÃO ESTUDANTIL
A Film About A Pudding
HOPE
I Am A Pebble
Night of the Living Dread
Slouch

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS EM ANIMAÇÃO
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas
A Jornada de Vivo
Belle
Encanto
Raya e o Último Dragão

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO
Din e o Dragão Genial, por Ketan Shankar Adhikari
Encanto, por Dave Hardin
Luca, por Tarun Lak
O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família, por Ravi Kamble Govind
Raya e o Último Dragão, por Jennifer Hager

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM EM LIVE-ACTION
A Guerra do Amanhã, por Carmelo Leggiero, Cajun Hylton, Michel Alencar Magalhaes, Florent Limouzin e Dave Clayton
Flora & Ulysses, por Thomas Becker, Daniel Cavalcante, Philipp Winterstein, Victor Dinis e Thiago Martins
O Esquadrão Suicida, por Meena Ibrahim, Alvise Avati, Nicholas Cabana, Adam Goldstein e Lea Vera Toro
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, por Karl Rapley, Sebastian Trujillo, Richard John Moore, Merlin Bela Wassilij Maertz e Pascal Raimbault
Y: The Last Man, por Michael Beaulieu, Peter Pi e Aidana Sakhvaliyeva

MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, por Lindsey Olivares
A Jornada de Vivo, por Joe Moshier
Luca, por Deanna Marsigliese
Raya e o Último Dragão, por Ami Thompson
Ron Bugado, por Julien Bizat

MELHOR MÚSICA EM ANIMAÇÃO
A Jornada de Vivo, por Alex Lacamoire e Lin-Manuel Miranda
Encanto, por Lin-Manuel Miranda e Germaine Franco
Luca, por Dan Romer
Poupelle da Cidade das Chaminés, por Youki Kojima e Yuta Bandoh
Raya e o Último Dragão, por James Newton Howard e Jhené Aiko

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO EM ANIMAÇÃO
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, por Lindsey Olivares, Toby Wilson e Dave Bleich
A Jornada de Vivo, por Carlos Zaragoza, Wendell Dalit e Andy Harkness
Belle, por Tomm Moore, Ross Stewart, Alice Dieudonné, Almu Redondo e Maria Pareja
Raya e o Último Dragão, por Paul Felix, Mingjue Helen Chen e Cory Loftis
Ron Bugado, por Aurélien Predal, Till Nowak e Nathan Crowley

MELHOR STORYBOARDING EM ANIMAÇÃO
A Família Addams 2: Pé na Estrada, por Steven Garcia
A Jornada de Vivo, por Carlos Romero
Encanto, por Jason Hand
Raya e o Último Dragão, por Luis Logam
Spirit: O Indomável, por Gary Graham

MELHOR DUBLAGEM EM ANIMAÇÃO
Abbi Jacobson, como Katie Mitchell em A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas
Jack Dylan Grazer, como Alberto Scorfano em Luca
John Leguizamo, como Bruno em Encanto
Kelly Marie Tran, como Raya em Raya e o Último Dragão
Stephanie Beatriz, como Mirabel em Encanto

MELHOR EDIÇÃO EM ANIMAÇÃO
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, por Greg Levitan, Collin Wightman, T.J. Young, Tony Ferdinand e Bret Allen
Encanto, por Jeremy Milton, John Wheeler, Pace Paulsen e Brian Estrada
Fuga, por Janus Billeskov Jansen
Luca, por Catherine Apple, Jason Hudak, Jennifer Jew, Tim Fox e David Suther
Raya e o Último Dragão, por Fabienne Rawley, Shannon Stein, Todd Fulkerson, Rick Hammel e Brian Millman

MELHOR PRODUÇÃO ESPECIAL
La Vie de Château (My Life In Versailles)
Mum Is Pouring Rain (Maman pleut des cordes)
Namoo
Snoopy Apresenta: Bons Velhos Tempos
The Witcher: Lenda do Lobo

Foto: Divulgação/Walt Disney Animation Studios.

Apresentando os Ricardos

por: Cinevitor

Being the Ricardos

Direção: Aaron Sorkin

Elenco: Nicole Kidman, Javier Bardem, J.K. Simmons, Nina Arianda, Tony Hale, Alia Shawkat, Jake Lacy, Linda Lavin, Ronny Cox, John Rubinstein, Clark Gregg, Nelson Franklin, Jeff Holman, Jonah Platt, Christopher Denham, Brian Howe, Ron Perkins, Baize Buzan, Matt Cook, Josh Bednarsky, Dana Lyn Baron, Dan Sachoff, Max Silvestri, Renee Pezzotta, Chris Wolfe, Breanna Wing, Caroline Anderson, Jamie Miller, Gail Rastorfer, Russ Burd, Guido Cocomello, John Funk, Angela Leib, David Saenz, Stephanie Lesh-Farrell, Ron Ostrow, Pamela Mitchell, Lawrence Novikoff, Jack Benza, Peter Onorati, Evie Nicholson, Rick Batalla, John F. Carpenter, Melinda Sullivan, Christian Roberts, Gus Lynch, Allan Wayne Anderson, David Fyne, Val Chmerkovskiy, Reina Hidalgo, Jenna Johnson, Leo Moctezuma, Nayara Núñez, Eddie Torres Jr., James Patrick Duffy, Emily Marsh, Cece Camps, Bennie Arthur, Ian James Corlett, Bob Honest, Fedor Lobov.

Ano: 2021

Sinopse: Durante uma semana de produção de I Love Lucy, desde a leitura do roteiro na segunda-feira até a gravação na sexta-feira, Lucille Ball e Desi Arnaz enfrentam uma série de crises pessoais e profissionais que ameaçam seu show, suas carreiras e seu casamento.

Nota do CINEVITOR:

Festival do Rio 2021: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Anita Rocha da Silveira e Laís Bodanzky: premiadas.

Foram anunciados neste domingo, 19/12, no Estação NET Botafogo, os vencedores do Troféu Redentor do Festival do Rio 2021. A cerimônia foi aberta por Romeu Evaristo, ator que completa 50 anos de carreira e 40 anos de cinema, interpretando Juízo Final, de Nelson Cavaquinho.

Marcos Didonet, um dos diretores do Festival do Rio, assumiu o microfone e celebrou a programação, que exibiu 90 longas e 20 curtas este ano. Walkíria Barbosa e Ilda Santiago, diretoras do festival, também discursaram.

Neste ano, Anita Rocha da Silveira, carioca premiada como melhor diretora no Festival do Rio 2015 com Mate-me Por Favor, seu primeiro longa-metragem, repetiu a dose e ainda ganhou outros prêmios. Medusa foi aclamado com o Troféu Redentor de melhor ficção e rendeu a Lara Tremouroux o prêmio de melhor atriz coadjuvante, além do bicampeonato em direção de ficção para Anita, em empate com Laís Bodanzky, de A Viagem de Pedro.

Estreando como diretor, Lázaro Ramos conquistou o Prêmio Especial do Júri com Medida Provisória. Produzido na zona sul do Rio de Janeiro durante a pandemia, Mundo Novo, de Alvaro Campos, venceu como melhor roteiro e rendeu a Tati Villela o prêmio de melhor atriz. Rômulo Braga foi escolhido o melhor ator por Sol, de Lô Politi.

Entre os documentários, o prêmio principal foi para Rolê – Histórias dos Rolezinhos, de Vladimir Seixas, que retrata o movimento de ocupação dos shoppings e reflete sobre o racismo praticado rotineiramente em espaços comerciais do Brasil. O troféu de melhor direção em documentário foi entregue ao veterano Murilo Salles, de Uma Baía.

Já na mostra Novos Rumos, o pernambucano Rio Doce, de Fellipe Fernandes, levou o prêmio de melhor longa-metragem; e Chão de Fábrica, de Nina Kopko, o de melhor curta. O júri também dedicou um prêmio especial à atriz Renata Carvalho, de Os Primeiros Soldados.

Neste ano, o júri foi formado por: Patrícia Andrade, Bia Salgado, Gustavo Pizzi, Quito Ribeiro e Suzana Pires na Première Brasil; e Emílio Domingos, Alice Furtado e Mariana Genescá na mostra Novos Rumos.

Conheça os vencedores do Festival do Rio 2021:

PREMIÈRE BRASIL

MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Medusa, de Anita Rocha da Silveira

MELHOR LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Rolé – Histórias de Rolezinhos, de Vladimir Seixas

MELHOR CURTA-METRAGEM
Solitude, de Tami Martins e Aron Miranda

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Medida Provisória, de Lázaro Ramos

MELHOR DIREÇÃO | FICÇÃO
Anita Rocha da Silveira, por Medusa; e Laís Bodanzky, por A Viagem de Pedro

MELHOR DIREÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Murilo Salles, por Uma Baía

MELHOR ATRIZ
Tati Villela, por Mundo Novo

MELHOR ATOR
Rômulo Braga, por Sol

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Lara Tremouroux, por Medusa

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Sergio Laurentino, por A Viagem de Pedro

MELHOR ROTEIRO
Mundo Novo, escrito por Alvaro Campos e elenco

MELHOR MONTAGEM
Uma Baía, por Eva Randolph

MELHOR FOTOGRAFIA
Casa Vazia, por Ivo Lopes Araújo

NOVOS RUMOS

MELHOR LONGA-METRAGEM
Rio Doce, de Fellipe Fernandes

MENÇÃO HONROSA
O Dia da Posse, de Allan Ribeiro

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Renata Carvalho, por Os Primeiros Soldados

MELHOR CURTA-METRAGEM
Chão de Fábrica, de Nina Kopko

Foto: Frederico Arruda.

25ª Mostra de Cinema de Tiradentes anuncia filmes selecionados para a Mostra Aurora

por: Cinevitor
Cena do longa pernambucano Seguindo Todos os Protocolos, de Fábio Leal.

Nesta 25ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 21 e 29 de janeiro, a Mostra Aurora celebra 15 anos com mais um recorte totalmente inédito do cinema brasileiro contemporâneo de invenção. Os sete longas-metragens dentro desta seção foram selecionados pela dupla de curadoria Francis Vogner dos Reis e Lila Foster.

A curadoria chama atenção para o fato de que quatro dos títulos da Aurora são de realizadores que tiveram curtas-metragens exibidos na competição da Mostra Foco em anos anteriores do evento: “Isso indica que a Aurora de 2022 vai incluir uma continuidade muito interessante do trabalho desses realizadores, até porque os filmes que eles apresentam dialogam com os curtas que já foram vistos em Tiradentes”, destaca Lila Foster. Todos serão avaliados pelo júri e concorrem ao Troféu Barroco e a prêmios de parceiros da Mostra.

Os veteranos são Marcos Yoshi, de Bem-vindos de Novo, que esteve na Foco com Aos Cuidados Dela (2020); ela.ltda, que participou com Drama Queen (2020) e retorna com Sessão Bruta; Mozart Freire, que exibiu na Foco Cinemão (2015) e vem para a Aurora com A Colônia; e Alexandre Wahrstein foi vencedor de melhor filme com E (2014), codireção de Elena Ungaretti e Miguel Antunes Ramos, e exibe em janeiro o longa Panorama.

A curadoria identifica nos sete filmes da Aurora 2022 uma predominância fortíssima do documentário, não necessariamente como o gênero, mas principalmente em formas de aproximar daquilo que filmam, em muitos casos buscando na materialidade do mundo os elementos de suas expressividades: “Essa aproximação do concreto e da realidade das coisas é uma tônica dos filmes, o que torna o conjunto muito potente nesse aspecto e constrói diálogos e pontes entre eles, ainda que claramente sejam longas muito distintos entre si”, destaca Francis Vogner. Lila completa: “Sinto que há modulações entre ficção e documentário e entre fabulação e registro“.

Maputo Nakurandza, por exemplo, vai mapeando a cidade de forma poética e cria vínculos com os personagens, que vão atravessando o filme por pequenas narrativas e num gesto de conhecer um lugar e suas pessoas. Todos, então, sob vários aspectos, vão se costurando dentro dessas possibilidades da câmera diante da matéria do real. Seguindo Todos os Protocolos coloca o diretor no centro de uma trama de sobrevivência física e amorosa da pandemia, com um gesto que flerta com a autobiografia, sem deixar de também compor um registro do estado das coisas, do flerte, das relações, das paranoias pandêmicas.

Sessão Bruta radicaliza ainda mais na performance e é cortado por falas e depoimentos que surgem em meio aos arranjos cênicos, mostrando também o imaginário e a vida de um grupo de artistas. Por sua vez, Grade insere a fabulação num documentário observacional sobre uma determinada estrutura prisional alternativa, agregando essa ficção àquilo que a realização encontra pelo caminho. A Colônia segue caminho similar ao se apresentar como um documentário entremeado pela ficção na abordagem do bairro Colônia, em Maracanaú, no Ceará, fundado na década de 1940 como uma zona de confinamento compulsório para portadores de hanseníase.

Se há o escape rumo ao registro mais direto e menos devedor de imaginários externos, isso aparece em Panorama, que constrói seu imaginário em uma comunidade de São Paulo a partir dos sonhos, memórias e cotidiano de seus moradores; e Bem-vindos de Novo, no qual se acompanha o processo de reconstrução afetiva de uma família de descendentes de japoneses afetada pelo fluxo de imigração entre Japão e Brasil.

Em 2022, o Júri Oficial convocado a avaliar os filmes da Mostra Aurora é formado por Alessandra Soares Brandão, professora e coordenadora do Curso de Cinema da UFSC; Ivana Bentes, crítica, pesquisadora e professora na UFRJ; Marcelo Ribeiro, crítico, programador, curador e professor na Faculdade de Comunicação da UFBA; Ricardo Aleixo, artista, pesquisador intermídia, ensaísta e editor; e Yuri Firmeza, artista e professor da Universidade Federal do Ceará.

Maior evento do cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país, a Mostra de Cinema de Tiradentes chega a sua 25ª edição em formato on-line e presencial. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais; uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Aurora da 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes:

A Colônia, de Virgínia Pinho e Mozart Freire (CE)
Bem-vindos de Novo, de Marcos Yoshi (SP)
Grade, de Lucas Andrade (MG)
Maputo Nakurandza, de Ariadine Zampaulo (RJ/SP)
Panorama, de Alexandre Wahrhaftig (SP)
Seguindo Todos os Protocolos, de Fábio Leal (PE)
Sessão Bruta, de As Talavistas e ela.ltda (MG)

Foto: Divulgação.

Festival de Berlim 2022 anuncia os primeiros filmes; produções brasileiras são selecionadas

por: Cinevitor
Cena do filme My Father’s Truck, do cineasta brasileiro Mauricio Osaki.

A 72ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 10 e 20 de fevereiro de 2022, acaba de anunciar os primeiros filmes selecionados para as mostras Panorama, Forum, Generation e Berlinale Special. Neste ano, o cineasta M. Night Shyamalan presidirá o Júri Internacional e a atriz francesa Isabelle Huppert será homenageada com o Urso de Ouro honorário.

Nesta edição, o cinema brasileiro ganha destaque com alguns títulos, entre eles: O Dente do Dragão, de Rafael Castanheira Parrode, na mostra Forum Expanded, que contou com a curadoria de Ala Younis, Ulrich Ziemons, Karina Griffith, Shai Heredia e Maha Maamoun. O longa faz referência à contaminação radioativa acidental de Goiânia, em 1988, berço do cineasta. Usando imagens tratadas de fontes múltiplas, o filme é uma jornada meticulosa aos sentimentos de curiosidade e horror desencadeados por um dispositivo nuclear que apareceu em um espaço doméstico.

Ainda na mesma mostra, outra produção brasileira: a instalação Se hace camino al andar, de Paula Gaitán, artista plástica, fotógrafa, poeta e cineasta franco-colombiana, que mudou-se para o Brasil em 1977 e logo ingressou na sétima arte. O título já tinha sido selecionado para a edição passada, porém, por conta da pandemia de Covid-19, não ganhou exibição presencial. Por conta disso, todos os selecionados desta mostra voltam para o evento este ano.

Enquanto isso, na mostra Generation, o cineasta brasileiro Mauricio Osaki aparece com My Father’s Truck, longa derivado do premiado curta-metragem O Caminhão do Meu Pai, exibido em Berlim, em 2013. Aqui, o diretor realiza uma sensível observação de uma difícil relação entre pai e filha em um road movie pelo Vietnã, no qual eles buscam uma reconciliação.

Sobre a mostra Panorama, que destaca títulos estreantes e de diretores renomados, o curador Michael Stütz disse: “Os filmes confirmados até agora anunciam um cinema contemporâneo, implacável, mas também conciliador na Panorama 2022”.

Conheça os primeiros filmes selecionados para o Festival de Berlim 2022:

PANORAMA

A Love Song, de Max Walker-Silverman (EUA)
Alle reden übers Wetter (Talking About the Weather), de Annika Pinske (Alemanha)
Brainwashed: Sex-Camera-Power, de Nina Menkes (EUA)
Calcinculo (Swing Ride), de Chiara Bellosi (Itália/Suíça)
Dreaming Walls, de Amélie van Elmbt e Maya Duverdier (Bélgica/França/EUA/Holanda/Suécia)
Klondike, de Maryna Er Gorbach (Ucrânia/Turquia)
Myanmar Diaries, de The Myanmar Film Collective (Holanda/Mianmar/Noruega)
Nel mio nome (Into My Name), de Nicolò Bassetti (Itália)
Nelly & Nadine, de Magnus Gertten (Suécia/Bélgica/Noruega)
Nous, étudiants ! (We, Students!), de Rafiki Fariala (República Centro-Africana/França/República Democrática do Congo/Arábia Saudita)
Ta farda (Until Tomorrow), de Ali Asgari (Irã/França/Qatar)
Taurus, de Tim Sutton (EUA)
The Apartment with Two Women, de Kim Se-in (Coreia do Sul)

FORUM

Afterwater, de Dane Komljen (Alemanha/Espanha/Coreia do Sul/Sérvia)
Akyn (Poet), de Darezhan Omirbayev (Cazaquistão)
La edad media (The Middle Ages), de Alejo Moguillansky e Luciana Acuña (Argentina)
Europe, de Philip Scheffner (Alemanha/França)
Une Fleur à la bouche (A Flower in the Mouth), de Éric Baudelaire (França/Alemanha/Coreia do Sul)
Miền ký ức (Memoryland), de Kim Quy Bui (Vietnã/Alemanha)
Mis dos voces (My Two Voices), de Lina Rodriguez (Canadá)
Nuclear Family, de Erin Wilkerson e Travis Wilkerson (EUA/Singapura)
Super Natural, de Jorge Jácome (Portugal)
The United States of America, de James Benning (EUA)

FORUM EXPANDED

Home When You Return, de Carl Elsaesser (EUA)
Jail Bird in a Peacock Chair, de James Gregory Atkinson (Alemanha/EUA)
O Dente do Dragão, de Rafael Castanheira Parrode (Brasil)
Sol in the Dark, de Mawena Yehouessi (França)
vs, de Lydia Nsiah (Áustria)

FORUM EXPANDED | INSTALLATIONS

All of Your Stars are But Dust on My Shoes, de Haig Aivazian (Líbano)
Black Beauty: For a Shamanic Cinema, de Grace Ndiritu (Reino Unido/Bélgica/Espanha)
Jole Dobe Na (Those Who Do Not Drown), de Naeem Mohaiemen (Índia/EUA/Japão/Suécia)
Medicine and Magic, de Thirza Cuthand (Canadá)
Onder het witte masker: de film die Haesaerts had kunnen maken (Under the White Mask: The Film That Haesaerts Could Have Made), de Matthias De Groof (Bélgica)
Se Hace Camino al Andar, de Paula Gaitán (Brasil)
The Song of the Shirt, de Kerstin Schroedinger (Alemanha)
Voices and Shells, de Maya Schweizer (Alemanha)
The Wake, de The Living and the Dead Ensemble (Haiti/França/Reino Unido)
The Zama Zama Project, de Rosalind Morris (EUA/África do Sul/Canadá)

GENERATION | LONGA-METRAGEM

Allons enfants (Rookies), de Thierry Demaizière e Alban Teurlai (França)
Beba, de Rebeca Huntt (EUA/México)
An Cailín Ciúin (The Quiet Girl), de Colm Bairéad (Irlanda)
Comedy Queen, de Sanna Lenken (Suécia)
Kind Hearts, de Olivia Rochette e Gerard-Jan Claes (Bélgica)
Knor (Oink), de Mascha Halberstad (Holanda)
Millie Lies Low, de Michelle Savill (Nova Zelândia)
My Father’s Truck, de Mauricio Osaki (Vietnã/EUA)
Sublime, de Mariano Biasin (Argentina)
Tytöt tytöt tytöt (Girl Picture), de Alli Haapasalo (Finlândia)

GENERATION | CURTA-METRAGEM

Au revoir Jérôme!, de Adam Sillard, Gabrielle Selnet e Chloé Farr (França)
Blaues Rauschen (Blue Noise), de Simon Maria Kubiena (Alemanha/Áustria)
Gavazn (Deer), de Hadi Babaeifar (Irã)
Ich habe keine Angst! (I’m Not Afraid!), de Marita Mayer (Alemanha/Noruega)
Nada para ver aqui, de Nicolas Bouchez (Portugal/Bélgica/Hungria)
Una aprendiz invisible, de Emilia Herbst (Argentina)
Vlekkeloos (Spotless), de Emma Branderhorst (Holanda)

BERLINALE SPECIAL GALA

Against the Ice, de Peter Flinth (Islândia/EUA/Dinamarca)
À propos de Joan (About Joan), de Laurent Larivière (França/Alemanha/Irlanda)
Gangubai Kathiawadi, de Sanjay Leela Bhansali (Índia)
Der Passfälscher (The Forger), de Maggie Peren (Alemanha/Luxemburgo)

BERLINALE SPECIAL

1341 Framim Mehamatzlema Shel Micha Bar-Am (1341 Frames of Love and War), de Ran Tal (Israel/Reino Unido/EUA)
Le chêne (Heart of Oak), de Laurent Charbonnier e Michel Seydoux (França)
Nothing Lasts Forever, de Jason Kohn (EUA)

Foto: Divulgação.

Cineasta Adirley Queirós será homenageado na 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes

por: Cinevitor
Adirley Queirós: cineasta homenageado da 25ª edição.

A 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontecerá entre os dias 21 e 29 de janeiro, anunciou a temática desta edição: Cinema em Transição, buscando nesta última palavra o sentido de suas discussões.

O cinema brasileiro atravessa um período complexo e delicado em várias frentes. Do desenvolvimento de projetos à produção, das filmagens à finalização, da distribuição à exibição, toda a cadeia de realização tem sido reestruturada, reconfigurada e, muitas vezes, revolucionada. Estamos em um período histórico de aceleração dos processos, que passa pela economia e pela criatividade no audiovisual, desde as formas de financiamento até a efervescência das plataformas de streaming e a crise das salas físicas. Buscando mergulhar nesse caldeirão de mudanças, a 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes apresenta sua temática.

“Hoje, o cinema brasileiro, tão frágil em sua estrutura, mas resistente e persistente, está em transição, a maior desde a popularização do aparelho televisor. E o que seria uma transição? Uma pesquisa rápida sobre o conceito de transição nos diz: ‘é uma espécie de etapa não permanente entre dois estados'”, reflete Francis Vogner dos Reis, coordenador curatorial da Mostra. Junto aos demais integrantes da curadoria do evento, Lila Foster, Camila Vieira, Tatiana Carvalho Costa e Felipe André Silva, ele desenvolveu o conceito para 2022, ano em que a própria Mostra atravessa uma transição, em um formato híbrido de presencial e virtual, ainda sob o impacto da pandemia de Covid-19.

Em mudanças técnicas, estéticas e econômicas, o cinema brasileiro contemporâneo será investigado, durante a Mostra, em sessões de pré-estreia, debates, bate-papos e encontros com realizadores, pesquisadores, críticos e profissionais. A ambição é a de ampliar a conversa sobre novos arranjos profissionais e artísticos em andamento, diante de uma realidade econômica e criativa que segue institucionalmente negando a cultura (em âmbito de Governo Federal) e uma movimentação cultural que não pode mais se restringir aos antigos modelos de produção e circulação de obras, sob risco de sua própria sobrevivência e a dos profissionais envolvidos.

No âmbito econômico, a suspensão de políticas públicas do audiovisual afetou diretamente o cinema independente, que antes vinha mantendo um mercado profissional de técnicos e profissionais de toda a cadeia audiovisual, incluindo crescente presença de produções distantes do eixo Rio-SP com pessoas negras, mulheres, cineastas de condição social fora do espectro da classe média e alta e, em número mais tímido, pessoas trans. As necessidades de trabalho levaram muitos artistas a transitar (eis o conceito) entre campos distintos, trafegando do cinema para as artes visuais, as artes cênicas, a música, a performance e outros mais. A internet se tornou um espaço fértil e essencial para a difusão e manutenção de diversos projetos, sejam independentes, sejam em acordos com grandes conglomerados de difusão.

A forte presença de coletivos, se não é novidade, se torna ainda mais presente nas cenas culturais que ultrapassam a fruição convencional dos filmes e lançam criações diretamente no YouTube ou projetados em ambiente clubber: “Os filmes, no caso de coletivos, fazem parte de uma cena mais ampla, que envolve teatro, performance, moda e mesmo o material da vida cotidiana transfigurado em estéticas e num modo de recepção distante do tradicional: projetados na rua, em festas, em espaços de dança, desafiando as definições básicas do que nos acostumamos a chamar de cinema enquanto fruição, mas também, muitas vezes enquanto divisão de trabalho dentro da hierarquia de set”, disse Francis.

Cena do filme Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós.

É nesse espírito de movimentação intensa e de transição entre modos de fazer e fruir que a 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes presta tributo ao cineasta Adirley Queirós. Desde a histórica e apoteótica sessão de A Cidade é uma Só?, em 2012, quando inclusive recebeu o Troféu Barroco de melhor filme da Mostra Aurora, o cineasta de Ceilândia, no Distrito Federal, vem apresentando seus novos e instigantes trabalhos no evento.

“Adirley e a Ceicine (Coletivo de Cinema da Ceilândia) tomam parte historicamente em um panorama de obras e cineastas brasileiros contemporâneos que, nos últimos 16 anos, se fizeram entre a independência radical dos coletivos e o estímulo das políticas públicas para o audiovisual em nível federal (nos governos Lula e Dilma, com a descentralização da produção) e estadual e municipal, com o fomento a pequenas produções”, destaca Francis Vogner dos Reis.

Sobre o cinema de Adirley, Francis diz: “É possível traçar uma trajetória que reflete um processo político de um passado de violência traumática que determina o presente e influencia os rumos do futuro. Não é a violência positivista, o mito fundador da nação, mas uma violência determinada pelo negativo: ‘aqui não verá país nenhum’. Por outro lado, é desse território que ele reconhece personagens, músicas e narrativas fascinantes”.

O curador se refere a filmes como Rap, o Canto da Ceilândia (2005), Dias de Greve (2009), Fora de Campo (2010), o citado A Cidade é Uma Só? (2012) e os posteriores Branco Sai, Preto Fica (2014) e Era Uma Vez Brasília (2017), todos a serem exibidos na Mostra Homenagem e fundamentais nesse rosto de transição que o cinema brasileiro foi adquirindo nos últimos anos.

“Bem demarcado, o espaço de criação é a Ceilândia, território de vivência e construção do que Adirley chama de etnografia da ficção, um princípio prático e estético que situa não somente o corpo do cineasta, mas o corpo de uma equipe inteira, uma imersão de onde emerge a ficção. A afirmação desse lugar é também a formulação de uma contradição explicitada sem maniqueísmos desse espaço denominado Brasília, capital do país, sede do poder, futuro projetado de uma nação que se funda e permanece situada num regime de violência”, analisa Francis.

A homenagem a Adirley Queirós será realizada na noite de abertura da Mostra, no dia 21 de janeiro, sexta-feira. Na ocasião, o homenageado receberá o Troféu Barroco, oficial do evento. A programação de abertura contará, ainda, com a exibição de trabalhos inéditos do homenageado.

Fotos: Leo Lara/Universo Produção e Divulgação.

Conheça os vencedores do 16º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

por: Cinevitor
Júlio Bressane e o Júri Oficial na cerimônia de premiação.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 15/12, no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa, os vencedores da 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que aconteceu em formato híbrido. O longa Capitu e o Capítulo, de Júlio Bressane, foi o grande vencedor com cinco prêmios, entre eles, o de melhor filme. O curta-metragem Sideral, de Carlos Segundo, se destacou e foi premiado em quatro categorias.

O longa cearense A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry, foi consagrado na mostra Sob o Céu Nordestino com dez prêmios, entre eles, melhor filme e melhor atriz para Marcélia Cartaxo. Neste ano, o júri da mostra optou por não conceder prêmio de melhor ator. Além disso, o Fest Aruanda também decidiu conceder um prêmio especial para a animação Nós, os Lentos, da Mostra Conexão Lusófona.

O Júri Oficial da Mostra Competitiva Nacional de longas e curtas foi formado por Sandra Corveloni, Cristina Amaral e Cesar Meneguetti. Já o júri da mostra Sob o Céu Nordestino foi composto por Wolney Oliveira, Ingrid Trigueiro e Paulo Vieira. Roberto Cotta, Carine Fiúza e André Dib formaram o júri da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema. O júri da Mostra Internacional União Europeia contou com Lúcio Vilar, Raquel Ferreira e João Lobo. O júri da Produção Universitária e Independente foi formado por Sérgio Silveira, Igor de Nóbrega e Ana Célia Gomes.

Além da premiação, a noite também foi marcada por momentos emocionantes. Um dos homenageados desta edição, Othon Bastos, em seu discurso, ressaltou a importância do festival: “Quero agradecer imensamente o convite, o carinho do paraibano, o amor pelo cinema, pela arte. O povo merece a arte. A arte está com a gente”. Ele homenageou, ainda, recitando poemas do cordelista João Paraibano e Augusto dos Anjos. O cineasta Júlio Bressane foi convidado para entregar o troféu ao ator.

O encerramento contou também com a exibição especial do curta-metragem Aluísio, o silêncio e o mar, de Luiz Carlos Vasconcelos, e do documentário Ney, À Flor da Pele, de Felipe Nepomuceno, sobre Ney Matogrosso, que foi ovacionado pela plateia ao subir ao palco. O artista também teve sua biografia, escrita pelo jornalista Júlio Maria, lançada na mesma noite.

Por fim, o diretor executivo do festival, Lúcio Vilar, anunciou a data da próxima edição do Fest Aruanda: 8 a 14 de dezembro de 2022.

Confira a lista completa com os vencedores do Fest Aruanda 2021:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: Capitu e o Capítulo, de Júlio Bressane (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Salamandra, de Alex Carvalho (Brasil/França/Alemanha)
Melhor Direção: Júlio Bressane, por Capitu e o Capítulo
Melhor Roteiro: A Felicidade das Coisas, escrito por Thais Fujinaga
Melhor Atriz: Patricia Saravy, por A Felicidade das Coisas
Melhor Atriz Coadjuvante: Magali Biff, por A Felicidade das Coisas
Melhor Ator: Maicon Rodrigues, por Salamandra
Melhor Ator Coadjuvante: Enrique Diaz, por Capitu e o Capítulo
Melhor Fotografia: Madalena, por Guilherme Tostes e Tiago Rios
Melhor Montagem: Madalena, por Lia Kulakauskas
Melhor Direção de Arte: Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, por Daniel Bruson
Melhor Figurino: Capitu e o Capítulo, por Maria Aparecida Gavaldão
Melhor Trilha Sonora: Madalena, por Junior Marcheti
Melhor Desenho de Som: Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, por Confraria de Sons & Charutos
Menção Honrosa: argumento do filme Madalena, escrito por Madiano Marcheti, Thiago Gallego, Thiago Ortman e Tiago Coelho
Menção Honrosa: pela qualidade de atuação do elenco do filme Madalena: Natália Mazarim, Rafael de Bona, Pamella Yule, Chloe Milan, Mariane Cáceres, Nádja Mitidiero, Joana Castro, Edilton Ramos, Maria Leite, Antonio Salvador e Lucas Miralles

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: Sideral, de Carlos Segundo (RN)
Melhor Filme | Júri Popular: Foi um Tempo de Poesia, de Petrus Cariry (CE)
Melhor Direção: Antônio Galdino, por O Pato
Melhor Roteiro: Sideral, escrito por Carlos Segundo
Melhor Atriz: Norma Góes, por O Pato
Melhor Ator: Enio Cavalcanti, por Sideral
Melhor Fotografia: Animais na Pista, por Rodolpho de Barros
Melhor Montagem: Animais na Pista e O Pato, por Ely Marques
Melhor Direção de Arte: Animais na Pista, por Thiago Trapo
Melhor Figurino/Cenografia: O Pato, por Tamyres Dysa
Melhor Trilha Sonora: Animais na Pista, por Eli-Eri Moura
Melhor Desenho de Som: Sideral, por Miguel Sampaio
Menção Honrosa: Foi um Tempo de Poesia, de Petrus Cariry

MOSTRA SOB O CÉU NORDESTINO | LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry (CE)
Melhor Filme | Júri Popular: Miami-Cuba, de Caroline Oliveira (PB)
Melhor Direção: Petrus Cariry, por A Praia do Fim do Mundo
Melhor Roteiro: Miami-Cuba, escrito por Caroline Oliveira
Melhor Atriz ou Personagem Feminino: Marcélia Cartaxo, por A Praia do Fim do Mundo
Melhor Atriz Coadjuvante: Fátima Muniz, por A Praia do Fim do Mundo
Melhor Ator Coadjuvante: Ruston Liberato, por Fendas
Melhor Fotografia: A Praia do Fim do Mundo, por Petrus Cariry
Melhor Edição: A Praia do Fim do Mundo, por Petrus Cariry e Firmino Holanda
Melhor Direção de Arte: A Praia do Fim do Mundo, por Sérgio Silveira
Melhor Figurino: A Praia do Fim do Mundo, por Lana Patrícia Benigno
Melhor Trilha Sonora: A Praia do Fim do Mundo, por João Victor Barroso
Melhor Desenho de Som: A Praia do Fim do Mundo, por Érico Paiva
Menção Honrosa: Transversais, de Émerson Maranhão (CE)

MOSTRA SOB O CÉU NORDESTINO | CURTAS-METRAGENS PARAIBANOS

Melhor Filme: O que os Machos Querem, de Ana Dinniz (João Pessoa)
Melhor Filme | Júri Popular: Noite no Sítio, de Lucas Machado (Bananeiras)
Melhor Direção: Tiago A. Neves, por Incúria
Melhor Roteiro: Incúria, escrito por Tiago A. Neves
Melhor Atriz: Ana Marinho, por O que os Machos Querem
Melhor Ator: Geyson Luiz, por Boyzin
Melhor Fotografia: Terra Vermelha, por Leonardo Gonçalves
Melhor Edição: Tecendo Histórias, por Diego Pontes
Melhor Direção de Arte: Incúria, por Erick Marinho
Melhor Figurino: Adarrum, por Nai Gomes
Melhor Trilha Sonora: Tecendo Histórias, por Amaro Mann
Melhor Desenho de Som: Noite no Sítio, por João Yor e Cácio Bezerra
Menção Honrosa: Flor no Quintal, de Mercicleide Ramos (João Pessoa)

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE

Melhor longa-metragem da Mostra Nacional: Capitu e o Capítulo, de Júlio Bressane (RJ)
Melhor curta-metragem da Mostra Nacional: O Pato, de Antônio Galdino (PB)

PRODUÇÃO UNIVERSITÁRIA

Melhor Videoclipe: Entranhado, de Nathalia Bellar e Fabi Veloso
Melhor Curta | TCC: O Outro Lado do Espelho, de Yanca Oliveira
Menção Honrosa | Videoclipe: Calma, de Ismael Farias
Prêmio Especial: para a minissérie O Sumiço de Santo Antônio, de Cely Farias e Waleska Picado; realizada pela TV UFPB
Prêmio Especial do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro: Toada para José Siqueira, de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques

MOSTRA INTERNACIONAL UNIÃO EUROPEIA

Melhor Filme: Wild Game, de Jerónimo Sarmiento (Portugal/Estônia/Reino Unido)
Melhor Direção: Jerónimo Sarmiento, por Wild Game
Melhor Roteiro: Tomorrow Island, escrito por Ana Falcon
Melhor Fotografia: Tomorrow Island, por Michael Tebinka

*O CINEVITOR está em João Pessoa e você acompanha a cobertura do 16º Fest Aruanda por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Mano de Carvalho.

Cristina Amaral é homenageada no 16º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

por: Cinevitor
A homenageada recebe o troféu no Fest Aruanda.

Com uma programação diversificada de curtas e longas, a 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro também destaca a carreira de importantes nomes do cinema nacional. Na noite de terça-feira, 14/12, no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa, a montadora Cristina Amaral foi homenageada por sua importante trajetória no audiovisual brasileiro.

Nascida em São Paulo, Cristina formou-se na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) na década de 1980. No mesmo período, assinou a montagem do curta-metragem Nós de valor, nós de fato (1985), de Denoy de Oliveira. Em 1991, foi premiada, ao lado de Idê Lacreta, pela montagem do longa-metragem Sua Excelência, o Candidato, de Ricardo Pinto e Silva, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; nesta mesma edição, também ganhou um prêmio pelo curta-metragem O Inventor, de Mirella Martinelli

Ainda em Brasília, em 1993 recebeu o prêmio de melhor montagem pelo longa Alma Corsária, de Carlos Reichenbach, que tornou-se um grande amigo e parceiro de trabalho. A partir de 1997, Cristina passou a coordenar ao lado de Andrea Tonacci, cineasta italiano radicado no Brasil, a Extrema Produção Artística. Na sua trajetória, a montadora paulista também recebeu prêmios em Gramado, pelos filmes Ma che, Bambina! e Wholes, de Cecílio Neto; no Festival de Vitória com o curta Amassa que Elas Gostam, de Fernando Coster; entre outros. Além disso, também foi homenageada em Brasília, Ouro Preto, Tiradentes e Anápolis.

Ao longo de sua carreira, assinou a montagem de mais de sessenta títulos, entre longas e curtas-metragens. Alguma das obras em que esteve à frente da montagem são: Dois Córregos (1998), Garotas do ABC (2003), Bens Confiscados (2004) e Falsa Loura (2007), de Carlos Reichenbach; Serras da Desordem (2004) e Já Visto, Jamais Visto (2013), de Andrea Tonacci; O Homem que Não Dormia (2012) e Abaixo a Gravidade (2016), de Edgard Navarro.

E mais: O Velho (1996), de Toni Venturi; O Cego que Gritava Luz (1996), de João Batista de Andrade; A Hora Mágica (1997), de Guilherme de Almeida Prado; Sonhos Tropicais (2001), de André Sturm; Person (2008), de Marina Person; Eu sei que você sabe (1995) e São Silvestre (2011), de Lina Chamie; A Ira (2000), de Joel Yamaji; O Encontro (2002), de Marcos Jorge; Um Filme de Verão (2018), de Jô Serfaty; Sem Asas (2019), de Renata Martins; entre outros. Recentemente, assinou a montagem do curta-metragem A Máquina Infernal, de Francis Vogner dos Reis, que foi exibido no Festival de Locarno.

No palco do Fest Aruanda, Cristina Amaral recebeu o troféu de homenageada das mãos da professora Marília Franco, da ECA-USP, e de José Maria Lopes, especialista em restauração cinematográfica. Ovacionada pelo público presente, ela discursou: “Eu não posso receber essa homenagem sozinha. É o cinema brasileiro que merece ser homenageado”. Cristina também dedicou o prêmio ao montador paraibano Ely Marques, que morreu em abril deste ano, e também foi homenageado no festival. 

Aperte o play e assista ao vídeo da homenagem na íntegra:

*O CINEVITOR está em João Pessoa e você acompanha a cobertura do 16º Fest Aruanda por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Mano de Carvalho.