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Festival de curta-metragem de Clermont-Ferrand 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Priscilla Vilela no curta Sideral, de Carlos Segundo: selecionado.

Criado em 1979 e organizado pela Sauve qui peut le court métrage, o Festival de curta-metragem de Clermont-Ferrand, que acontecerá entre os dias 28 de janeiro e 5 de fevereiro de 2022 na França, é considerado o maior evento de curtas-metragens do mundo.

Neste ano, o cinema brasileiro aparece com diversas produções na programação, entre elas, Sideral, de Carlos Segundo, selecionado para a Competição Nacional, já que o filme é uma coprodução entre França e Brasil. Exibido no Festival de Cannes e realizado pela Casa da Praia Filmes, do Rio Grande do Norte, o curta acompanha a expectativa de uma família para o lançamento de um foguete espacial. O elenco traz Priscilla Vilela, Enio Cavalcante, Fernanda Cunha, Matheus Brito, George Holanda, Mateus Cardoso, Robson Medeiros, Henrique Fontes e Ednaldo Martins.

Já na Competição Internacional, que recebeu 6.200 inscrições e selecionou 77 títulos, de 55 países, o Brasil aparece com a ficção Como respirar fora d’água, de Victoria Negreiros e Júlia Fávero; e com o documentário São Paulo Open Wound, de Elizabeth Rocha Salgado, uma coprodução com a Holanda, que mostra a energia revolucionária da comunidade queer sob o governo Bolsonaro.

Na mostra Lab Competition, o brasileiro Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli, que traz Dennis Pinheiro e Silvero Pereira no elenco e recebeu o Leopardo de Ouro de melhor curta-metragem internacional no Festival de Locarno, é um dos destaques da seleção. Além disso, Happiness is a Journey, uma coprodução entre Estados Unidos e Estônia, também foi selecionado; o curta é dirigido pela cineasta brasileira Ivete Lucas e por Patrick Bresnan.

Para esta 44ª edição, o festival também realizará uma retrospectiva com alguns curtas-metragens realizados na Espanha nos últimos vinte anos. O pôster deste ano é assinado pelo ilustrador belga Brecht Evens.

Foto: Divulgação/Casa da Praia Filmes.

Conheça os vencedores do 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor
Cena do curta Chão de Fábrica, de Nina Kopko: cinco prêmios.

Foram anunciados nesta terça-feira, 14/12, em uma cerimônia virtual apresentada por Murilo Rosa e Maria Paula Fidalgo, os vencedores da 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que aconteceu em formato on-line.

Foram distribuídos 46 troféus Candangos, dois troféus especiais de parceiros e prêmios técnicos às equipes dos 28 filmes selecionados nas mostras Competitiva e Brasília. Saudade do Futuro, de Anna Azevedo, foi o grande vencedor do prêmio de melhor longa pelo Júri Oficial; a obra explora a ligação entre Portugal, Brasil e Cabo Verde pelo mar e a cultura da saudade.

Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida, conquistou seis Candangos, entre eles, melhor filme pelo Júri Popular e Prêmio Abraccine. Filmada em Vitória da Conquista, a obra infantojuvenil transporta a fantasia de Alice, de Lewis Carroll, ao contexto do sertão nordestino, tendo a menina Alice dos Anjos como personagem de uma saga conduzida por personagens improváveis. 

Ela e Eu, longa de Gustavo Rosa de Moura, que traz Andrea Beltrão na personagem Bia em plena recuperação após acordar de coma de 20 anos, levou três Candangos. Entre os curtas-metragens vencedores da Mostra Competitiva Nacional, Chão de Fábrica, de Nina Kopko, sobre a convivência de operárias em São Bernardo do Campo no final da década de 1970, conquistou cinco Candangos.

Confira a lista completa com os vencedores do 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGA-METRAGEM
Júri: Marcus Ligocki, Emília Silveira e Viviane Ferreira

Melhor Filme: Saudade do Futuro, de Anna Azevedo (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida (BA)
Melhor Direção: Daniel Leite Almeida, por Alice dos Anjos
Melhor Atriz: Andrea Beltrão, por Ela e Eu
Melhor AtorEduardo Moscovis, por Ela e Eu
Melhor Fotografia: Lavra, por Bruno Risas
Melhor Roteiro: Ela e Eu, escrito por Gustavo Rosa de Moura, Leonardo Levis e Andrea Beltrão
Melhor Direção de Arte: Alice dos Anjos, por Luciana Buarque
Melhor Montagem: Acaso, por Juana Salama
Melhor Som: De Onde Viemos, Para Onde Vamos, por Paulo Gonçalves
Melhor Caracterização | Maquiagem: Alice dos Anjos, por Claudia Riston
Melhor Caracterização | Figurino: Alice dos Anjos, por Lívia Liu
Melhor Filme com Temática Afirmativa: De Onde Viemos, Para Onde Vamos, de Rochane Torres (GO)
Menção Honrosa: o som do filme Lavra, por Lucas Bambozzi

MOSTRA COMPETITIVA | CURTA-METRAGEM
Júri: Marcelo Janot, Karen Black e Anamaria Mühlenberg

Melhor Curta: Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP)
Melhor Curta | Júri Popular: Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio (PE)
Melhor DireçãoNina Kopko, por Chão de Fábrica
Melhor AtrizJoana Castro, por Chão de Fábrica
Melhor AtorSebastião Pereira de Lima, por Da Boca da Noite à Barra do Dia
Melhor Fotografia: Cantareira, por Dani Drumond
Melhor Roteiro: Adão, Eva e o Fruto Proibido, escrito por R.B Lima
Melhor Direção de Arte: Filhos da Periferia, por Rodrigo Lelis
Melhor Montagem: Chão de Fábrica, por Lis Paim
Melhor Som: Como Respirar Fora D’Água, por Bia Hong
Melhor Caracterização | Maquiagem: Sayonara, por Vinne Negrão
Melhor Caracterização | Figurino: Chão de Fábrica, por Gabriella Marra
Melhor Filme com Temática Afirmativa: Era Uma Vez… uma Princesa, de Lisiane Cohen (RS)
Menção Honrosa: às atrizes Karol Medeiros e Isabela Catão, de Terra Nova

MOSTRA BRASÍLIA | CURTAS E LONGAS
Júri: Fabiana de Assis, Adriana de Andrade e João Lanari Bo

Melhor Longa | Júri Oficial: Acaso, de Luis Jungmann Girafa
Melhor Curta | Júri Oficial: Benevolentes, de Thiago Nunes
Melhor Longa | Júri Popular: Advento de Maria, de Vinícius Machado
Melhor Curta | Júri Popular: A Casa do Caminho, de Renan Montenegro
Melhor DireçãoJimi Figueiredo e Sérgio Sartório, por Noctiluzes
Melhor AtrizMaria Eduarda Maia, por Advento de Maria
Melhor AtorChico Sant’Anna, André Deca e Vinícius Ferreira, por Noctiluzes
Melhor Fotografia: Cavalo Marinho, por Gustavo Serrate
Melhor Roteiro: Advento de Maria, escrito por Vinícius Machado
Melhor Direção de Arte: Filhos da Periferia, por Rodrigo Lelis
Melhor Montagem: O Mestre da Cena, por João Inácio
Melhor Som: Ele tem Saudade, por Hudson Vasconcelos
Melhor Caracterização | Maquiagem: Advento de Maria, por Alzira Bosaipo
Melhor Caracterização | Figurino: Advento de Maria, por Tiago Nery
Melhor Filme com Temática AfirmativaA Casa do Caminho, de Renan Montenegro
Menção Honrosa: Vírus, de Larissa Mauro e Joy Ballard

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio Marco Antônio Guimarães | CPCB (entregue ao filme que melhor utiliza material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro): Ocupagem, de Joel Pizzini
Prêmio Cosme Alves Netto | Anistia Internacional Brasil (entregue ao filme exibido que mais se aprofunda nas agendas dos direitos humanos): Terra Nova, de Diego Bauer 
Prêmio da Crítica | Abraccine | Longa: Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida
Prêmio da Crítica | Abraccine | Curta: Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima
Prêmio da Crítica | Abraccine | Menção Honrosa: De Onde Viemos, Para Onde Vamos, de Rochane Torres
Prêmio Canal Brasil de Curtas: Como Respirar Fora D’Água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros
Troféu Saruê (concedido ao acontecimento do festival segundo equipe do caderno de cultura do Correio Braziliense): Gê Martú
Candango pelo Conjunto da Obra 2021Léa Garcia

Foto: Carol Aó.

Independent Spirit Awards 2022: conheça os indicados

por: Cinevitor
Swamy Rotolo em A Chiara: três indicações.

Foram anunciados nesta terça-feira, 14/12, os indicados ao Independent Spirit Awards 2022, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano. O anúncio aconteceu durante uma transmissão no YouTube, que foi apresentada por Naomi Watts, Regina Hall e Beanie Feldstein.

Nesta 37ª edição, vale destacar a presença do montador brasileiro Affonso Gonçalves, indicado pelo filme A Chiara, de Jonas Carpignano. O paulistano, hoje radicado nos Estados Unidos, se destacou em filmes como Carol e The Velvet Underground, de Todd Haynes, e já foi premiado pela série True Detective. Seu currículo conta também com os longas A Filha Perdida, Pacificado, Os Mortos Não Morrem, Paterson, O Amor é Estranho, Amantes Eternos, Indomável Sonhadora, Inverno da Alma, entre muitos outros.

Conhecido como o Oscar do cinema independente, o Spirit Awards também celebra, desde sua edição passada, produções televisivas e de streaming. Os vencedores serão anunciados no dia 6 de março de 2022.

Conheça os indicados ao Independent Spirit Awards 2022 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
A Chiara, produzido por Jonas Carpignano, Paolo Carpignano, Jon Coplon e Ryan Zacarias
A Filha Perdida, produzido por Charles Dorfman, Maggie Gyllenhaal, Osnat Handelsman Keren e Talia Kleinhendler
C’mon C’mon, produzido por Chelsea Barnard, Andrea Longacre-White e Lila Yacoub
The Novice, produzido por Ryan Hawkins, Kari Hollend, Steven Sims e Zack Zucker
Zola, produzido por Kara Baker, Dave Franco, Elizabeth Haggard, David Hinojosa, Vince Jolivette, Christine Vachon e Gia Walsh

MELHOR FILME DE ESTREIA
7 Days, de Roshan Sethi
Holler, de Nicole Riegel
Queen of Glory, de Nana Mensah
Test Pattern, de Shatara Michelle Ford
Wild Indian, de Lyle Mitchell Corbine Jr.

MELHOR DIREÇÃO
Janicza Bravo, por Zola
Lauren Hadaway, por The Novice
Maggie Gyllenhaal, por A Filha Perdida
Mike Mills, por C’mon C’mon
Ninja Thyberg, por Pleasure

MELHOR ROTEIRO
A Filha Perdida, escrito por Maggie Gyllenhaal
C’mon C’mon, escrito por Mike Mills
Juntos mas Separados, escrito por Nikole Beckwith
Swan Song, escrito por Todd Stephens
Zola, escrito por Janicza Bravo e Jeremy O. Harris

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
Cicada, escrito por Matt Fifer e Sheldon D. Brown
Mass, escrito por Fran Kranz
Pig, escrito por Michael Sarnoski e Vanessa Block
Test Pattern, escrito por Shatara Michelle Ford
Wild Indian, escrito por Lyle Mitchell Corbine Jr.

MELHOR ATOR
Clifton Collins Jr., por Jockey
Frankie Faison, por The Killing of Kenneth Chamberlain
Michael Greyeyes, por Wild Indian
Udo Kier, por Swan Song
Simon Rex, por Red Rocket

MELHOR ATRIZ
Brittany S. Hall, por Test Pattern
Isabelle Fuhrman, por The Novice
Kali Reis, por Catch the Fair One
Patti Harrison, por Juntos mas Separados
Taylour Paige, por Zola

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Chaske Spencer, por Wild Indian
Colman Domingo, por Zola
Meeko Gattuso, por Queen of Glory
Troy Kotsur, por No Ritmo do Coração
Will Patton, por Sweet Thing

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Forsyth, por The Novice
Jessie Buckley, por A Filha Perdida
Revika Reustle, por Pleasure
Ruth Negga, por Identidade
Suzanna Son, por Red Rocket

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Ascension, de Jessica Kingdon
Fuga, de Jonas Poher Rasmussen
In the Same Breath: Verdades e Mentiras da Pandemia, de Nanfu Wang
Procession, de Robert Greene
Summer of Soul (…ou, Quando A Revolução Não Pode Ser Televisionada), de Questlove

MELHOR FILME INTERNACIONAL
A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo (México)
Compartment Nº 6, de Juho Kuosmanen (Finlândia)
Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi (Japão)
Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar (Espanha)
Pedregulhos, de P.S. Vinothraj (Índia)
Pequena Mamãe, de Céline Sciamma (França)

MELHOR FOTOGRAFIA
A Chiara, por Tim Curtin
Blue Bayou, por Ante Cheng e Matthew Chuang
Identidade, por Edu Grau
The Humans, por Lol Crawley
Zola, por Ari Wegner

MELHOR EDIÇÃO
A Chiara, por Affonso Gonçalves
The Killing of Kenneth Chamberlain, por Enrico Natale
The Novice, por Lauren Hadaway e Nathan Nugent
The Nowhere Inn, por Ali Greer
Zola, por Joi McMillon

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
Cryptozoo, de Dash Shaw
Jockey, de Clint Bentley
Shiva Baby, de Emma Seligman
Sweet Thing, de Alexandre Rockwell
This Is Not a War Story, de Talia Lugacy

PRODUCERS AWARD
Brad Becker-Parton
Lizzie Shapiro
Pin-Chun Liu

SOMEONE TO WATCH AWARD
Alex Camilleri, por Luzzu
Gillian Wallace Horvat, por I Blame Society
Michael Sarnoski, por Pig

TRUER THAN FICTION AWARD
Angelo Madsen Minax, por Rumo ao Norte (North by Current)
Debbie Lum, por Try Harder!
Jessica Beshir, por Faya Dayi

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO
Mass, de Fran Kranz; direção de elenco: Henry Russell Bergstein e Allison Estrin
Elenco: Kagen Albright, Reed Birney, Michelle N. Carter, Ann Dowd, Jason Isaacs, Martha Plimpton e Breeda Wool

Foto: Divulgação.

27º Critics Choice Awards: conheça os indicados

por: Cinevitor
Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg: onze indicações.

A Broadcast Film Critics Association, maior organização de críticos americanos e canadenses, que conta com mais de 400 membros, anunciou nesta segunda-feira, 13/12, os indicados ao 27º Critics Choice Awards, importante premiação que elege os melhores da TV e do cinema.

Nesta edição, Belfast, de Kenneth Branagh, e Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg, lideram a lista com onze indicações cada. Duna, dirigido por Denis Villeneuve, e Ataque dos Cães, de Jane Campion, aparecem na sequência com dez indicações cada.

Em comunicado oficial, Joey Berlin, CEO da Critics Choice Association, disse: “Estamos muito orgulhosos de homenagear esta incrível lista de filmes e pessoas talentosas que os fizeram durante este período extremamente desafiador”.

[ATUALIZADO: 22/12] A cerimônia de premiação, que estava marcada para o dia 9 de janeiro de 2022 com apresentação de Taye Diggs e Nicole Byer, foi adiada por conta do aumento de casos de Covid-19 nos Estados Unidos; a nova data ainda não foi definida.

Conheça os indicados ao 27º Critics Choice Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
Amor, Sublime Amor
Ataque dos Cães
Belfast
Duna
King Richard: Criando Campeãs
Licorice Pizza
Não Olhe para Cima
No Ritmo do Coração
O Beco do Pesadelo
tick, tick… Boom!

MELHOR ATOR
Andrew Garfield, por tick, tick…Boom!
Benedict Cumberbatch, por Ataque dos Cães
Denzel Washington, por The Tragedy of Macbeth
Nicolas Cage, por Pig
Peter Dinklage, por Cyrano
Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATRIZ
Alana Haim, por Licorice Pizza
Jessica Chastain, por Os Olhos de Tammy Faye
Kristen Stewart, por Spencer
Lady Gaga, por Casa Gucci
Nicole Kidman, por Apresentando os Ricardos
Olivia Colman, por A Filha Perdida

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ciarán Hinds, por Belfast
J.K. Simmons, por Apresentando os Ricardos
Jamie Dornan, por Belfast
Jared Leto, por Casa Gucci
Kodi Smit-McPhee, por Ataque dos Cães
Troy Kotsur, por No Ritmo do Coração

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ann Dowd, por Mass
Ariana DeBose, por Amor, Sublime Amor
Aunjanue Ellis, por King Richard: Criando Campeãs
Caitríona Balfe, por Belfast
Kirsten Dunst, por Ataque dos Cães
Rita Moreno, por Amor, Sublime Amor

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM
Cooper Hoffman, por Licorice Pizza
Emilia Jones, por No Ritmo do Coração
Jude Hill, por Belfast
Rachel Zegler, por Amor, Sublime Amor
Saniyya Sidney, por King Richard: Criando Campeãs
Woody Norman, por C’mon C’mon

MELHOR ELENCO
Amor, Sublime Amor
Ataque dos Cães
Belfast
Licorice Pizza
Não Olhe para Cima
Vingança & Castigo

MELHOR DIREÇÃO
Denis Villeneuve, por Duna
Guillermo del Toro, por O Beco do Pesadelo
Jane Campion, por Ataque dos Cães
Kenneth Branagh, por Belfast
Paul Thomas Anderson, por Licorice Pizza
Steven Spielberg, por Amor, Sublime Amor

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Apresentando os Ricardos, escrito por Aaron Sorkin
Belfast, escrito por Kenneth Branagh
King Richard: Criando Campeãs, escrito por Zach Baylin
Licorice Pizza, escrito por Paul Thomas Anderson
Não Olhe para Cima, escrito por Adam McKay e David Sirota

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Filha Perdida, escrito por Maggie Gyllenhaal
Amor, Sublime Amor, escrito por Tony Kushner
Ataque dos Cães, escrito por Jane Campion
Duna, escrito por Denis Villeneuve, Eric Roth e Jon Spaihts
No Ritmo do Coração, escrito por Sian Heder

MELHOR FOTOGRAFIA
Amor, Sublime Amor, por Janusz Kaminski
Ataque dos Cães, por Ari Wegner
Belfast, por Haris Zambarloukos
Duna, por Greig Fraser
O Beco do Pesadelo, por Dan Laustsen
The Tragedy of Macbeth, por Bruno Delbonnel

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
A Crônica Francesa, por Adam Stockhausen e Rena DeAngelo
Amor, Sublime Amor, por Adam Stockhausen e Rena DeAngelo
Belfast, por Jim Clay e Claire Nia Richards
Duna, por Patrice Vermette e Zsuzsanna Sipos
O Beco do Pesadelo, por Tamara Deverell e Shane Vieau

MELHOR EDIÇÃO
Amor, Sublime Amor, por Sarah Broshar e Michael Kahn
Ataque dos Cães, por Peter Sciberras
Belfast, por Úna Ní Dhonghaíle
Duna, por Joe Walker
Licorice Pizza, por Andy Jurgensen

MELHOR FIGURINO
Amor, Sublime Amor, por Paul Tazewell
Casa Gucci, por Janty Yates
Cruella, por Jenny Beavan
Duna, por Jacqueline West e Robert Morgan
O Beco do Pesadelo, por Luis Sequeira

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
Casa Gucci
Cruella
Duna
O Beco do Pesadelo
Os Olhos de Tammy Faye

MELHORES EFEITOS VISUAIS
007 – Sem Tempo para Morrer
Duna
Matrix Resurrections
O Beco do Pesadelo
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

MELHOR FILME DE COMÉDIA
A Crônica Francesa
Duas Tias Loucas de Férias
Free Guy: Assumindo o Controle
Licorice Pizza
Não Olhe para Cima

MELHOR ANIMAÇÃO
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, de Michael Rianda e Jeff Rowe
Encanto, de Byron Howard e Jared Bush
Fuga, de Jonas Poher Rasmussen
Luca, de Enrico Casarosa
Raya e o Último Dragão, de Carlos López Estrada e Don Hall

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino (Itália)
Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi (Japão)
Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca)
The Worst Person in the World, de Joachim Trier (Noruega)
Um Herói, de Asghar Farhadi (Irã)

MELHOR CANÇÃO
Be Alive, por Beyoncé Knowles-Carter e Dixson (King Richard: Criando Campeãs)
Dos Oruguitas, por Sebastián Yatra (Encanto)
Guns Go Bang, por Kid Cudi e Jay-Z (Vingança & Castigo)
Just Look Up, por Ariana Grande e Kid Cudi (Não Olhe para Cima)
No Time to Die, por Billie Eilish e Finneas O’Connell (007 – Sem Tempo para Morrer)

MELHOR TRILHA SONORA
Ataque dos Cães, por Jonny Greenwood
Duna, por Hans Zimmer
Não Olhe para Cima, por Nicholas Britell
O Beco do Pesadelo, por Nathan Johnson
Spencer, por Jonny Greenwood

Foto: Divulgação/Twentieth Century Fox Film Corporation.

Globo de Ouro 2022: conheça os indicados

por: Cinevitor
Benedict Cumberbatch em Ataque dos Cães, de Jane Campion.

Foram revelados na manhã desta segunda-feira, 13/12, os indicados ao 79º Globo de Ouro, um dos prêmios mais conhecidos do cinema e da TV. O anúncio foi realizado virtualmente pelo rapper americano Snoop Dogg e pela presidente da HFPA, Hollywood Foreign Press Association, Helen Hoehne.

Neste ano, os longas Ataque dos Cães, de Jane Campion, e Belfast, de Kenneth Branagh, lideram a lista com sete indicações cada. Filmes de Denis Villeneuve, Steven Spielberg, Paul Thomas Anderson, Maggie Gyllenhaal, entre outros, também estão na disputa. Além disso, mais de 80 longas, de diversos países, foram considerados elegíveis para a categoria de melhor filme estrangeiro; o Brasil estava representado com Deserto Particular, de Aly Muritiba.

No começo deste ano, a premiação enfrentou polêmicas envolvendo acusações de corrupção entre os votantes. E mais: a emissora americana NBC anunciou que não transmitiria mais a próxima cerimônia do Globo de Ouro por conta da falta de representatividade entre os membros da HFPA; o boicote também foi adotado por outros grandes nomes da indústria. Depois disso, os membros aprovaram um novo Código de Conduta Profissional e Ética estabelecendo os valores, expectativas e padrões da Hollywood Foreign Press Association.

Nos últimos oito meses, a HFPA reformulou completamente seu estatuto, implementando mudanças radicais sobre diversidade, equidade, inclusão e muito mais. Recentemente, 21 novos membros, todos eleitores pela primeira vez no Globo de Ouro, foram anunciados. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 9 de janeiro de 2022.

Conheça os indicados ao Globo de Ouro 2022 nas categorias de cinema:

MELHOR FILME | DRAMA
Ataque dos Cães, de Jane Campion
Belfast, de Kenneth Branagh
Duna, de Denis Villeneuve
King Richard: Criando Campeãs, de Reinaldo Marcus Green
No Ritmo do Coração, de Sian Heder

MELHOR FILME | COMÉDIA/MUSICAL
Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg
Cyrano, de Joe Wright
Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson
Não Olhe para Cima, de Adam McKay
tick, tick… Boom!, de Lin-Manuel Miranda

MELHOR ATOR | DRAMA
Benedict Cumberbatch, por Ataque dos Cães
Denzel Washington, por The Tragedy of Macbeth
Javier Bardem, por Being the Ricardos
Mahershala Ali, por Swan Song
Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATRIZ | DRAMA
Jessica Chastain, por Os Olhos de Tammy Faye
Kristen Stewart, por Spencer
Lady Gaga, por Casa Gucci
Nicole Kidman, por Being the Ricardos
Olivia Colman, por A Filha Perdida

MELHOR ATOR | COMÉDIA OU MUSICAL
Andrew Garfield, por tick, tick… Boom!
Anthony Ramos, por Em um Bairro de Nova York
Cooper Hoffman, por Licorice Pizza
Leonardo DiCaprio, por Não Olhe para Cima
Peter Dinklage, por Cyrano

MELHOR ATRIZ | COMÉDIA OU MUSICAL
Alana Haim, por Licorice Pizza
Emma Stone, por Cruella
Jennifer Lawrence, por Não Olhe para Cima
Marion Cotillard, por Annette
Rachel Zegler, por Amor, Sublime Amor

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ben Affleck, por The Tender Bar
Ciarán Hinds, por Belfast
Jamie Dornan, por Belfast
Kodi Smit-McPhee, por Ataque dos Cães
Troy Kotsur, por No Ritmo do Coração

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana DeBose, por Amor, Sublime Amor
Aunjanue Ellis, por King Richard: Criando Campeãs
Caitriona Balfe, por Belfast
Kirsten Dunst, por Ataque dos Cães
Ruth Negga, por Identidade

MELHOR DIREÇÃO
Denis Villeneuve, por Duna
Jane Campion, por Ataque dos Cães
Kenneth Branagh, por Belfast
Maggie Gyllenhaal, por A Filha Perdida
Steven Spielberg, por Amor, Sublime Amor

MELHOR ROTEIRO
Ataque dos Cães, escrito por Jane Campion
Being the Ricardos, escrito por Aaron Sorkin
Belfast, escrito por Kenneth Branagh
Licorice Pizza, escrito por Paul Thomas Anderson
Não Olhe para Cima, escrito por Adam McKay

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino (Itália)
Compartment Nº 6, de Juho Kuosmanen (Finlândia)
Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi (Japão)
Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar (Espanha)
Um Herói, de Asghar Farhadi (Irã)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Encanto, de Jared Bush, Byron Howard e Charise Castro Smith
Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen
Luca, de Enrico Casarosa
My Sunny Maad, de Michaela Pavlátová
Raya e o Último Dragão, de Don Hall, Carlos López Estrada e Paul Briggs

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
A Crônica Francesa, por Alexandre Desplat
Ataque dos Cães, por Jonny Greenwood
Duna, por Hans Zimmer
Encanto, por Germaine Franco
Madres Paralelas, por Alberto Iglesias

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Be Alive, por Beyoncé Knowles-Carter e Dixson (King Richard: Criando Campeãs)
Dos Oruguitas, por Sebastián Yatra (Encanto)
Down to Joy, por Van Morrison (Belfast)
Here I Am (Singing My Way Home), por Jamie Alexander Hartman, Jennifer Hudson e Carole King (Respect: A História de Aretha Franklin)
No Time to Die, por Billie Eilish e Finneas O’Connell (007 – Sem Tempo para Morrer)

Foto: Divulgação/Netflix.

A Felicidade das Coisas: Thais Fujinaga fala sobre o filme exibido no 16º Fest Aruanda

por: Cinevitor
A diretora durante a apresentação do filme.

Escrito e dirigido por Thais Fujinaga, A Felicidade das Coisas, seu primeiro longa-metragem como diretora, começou sua carreira no Festival Internacional de Cinema de Roterdã deste ano. Depois disso, foi premiado na Mostra de São Paulo, Mostra de Cinema de Gostoso e Panorama Internacional Coisa de Cinema.

Nesta sexta-feira, 10/12, o filme abriu a mostra competitiva nacional de longas-metragens da 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa. No palco do evento, Thais disse: “É um prazer imenso estar aqui hoje. É a quarta sessão presencial do filme. É uma honra mesmo participar deste festival que tem uma parceria com uma universidade pública. Acho que todo evento cultural, nos tempos de hoje, é um ato de resistência. Essa parceria é sobre continuar pensando em um futuro melhor”.

Na trama, Paula, de 40 anos, está esperando o terceiro filho enquanto passa o tempo entre uma praia feia e uma recém-adquirida e modesta casa de veraneio, no litoral paulista, onde pretende construir uma piscina para os filhos. Quando seus planos se desfazem por conta de problemas financeiros, ela se torna cada vez mais sufocada pelo peso das responsabilidades. Deixada sozinha pelo marido e lidando com as constantes demandas do filho adolescente, que está conhecendo um novo mundo, Paula precisa confrontar suas próprias expectativas e frustrações, o que nos revela uma associação profunda entre amor e perda.

Produzido pela Filmes de Plástico, com distribuição da Embaúba Filmes, o elenco conta com Patricia Saravy, Magali Biff, Messias Barros Góis e Lavínia Castelari. A fotografia é assinada por André Luiz de Luiz e a montagem por Alexandre Taira. Rubén Valdés, Vitor Moraes e Gustavo Nascimento assinam o desenho de som; a música é de Dudinha Lima e o design de produção de Dicezar Leandro.

Para falar mais sobre A Felicidade das Coisas, conversamos com a diretora no dia seguinte à exibição. No bate-papo, ela falou sobre a trajetória do filme em festivais, exibição presencial, preparação e entrosamento do elenco, bastidores, montagem e expectativa para o lançamento.

Aperte o play e confira:

*O CINEVITOR está em João Pessoa e você acompanha a cobertura do 16º Fest Aruanda por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Mano de Carvalho.

42º Festival de Havana: conheça os vencedores; filmes brasileiros são premiados

por: Cinevitor
Cassia Gil em Pacificado: prêmio de melhor atriz.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 10/12, os vencedores da 42ª edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, realizado pelo ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos).

O festival, que acontece desde 1979, surgiu com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.

Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, o evento foi realizado em duas etapas: no ano passado com filmes exibidos fora de competição; e em dezembro deste ano com as produções selecionadas para as mostras competitivas em sessões presenciais em Havana, Cuba.

Os filmes em competição, que concorrem ao Prêmio Coral, ou Premios Coral no original, são divididos em categorias: ficção, documentário e animação. O cinema brasileiro, que marcou presença com diversos títulos, ganhou destaque na premiação. Pacificado, dirigido por Paxton Winters e produzido por Darren Aronofsky, Paula Linhares, Lisa Muskat e Marcos Tellechea, foi consagrado em três categorias, entre elas, melhor longa-metragem de ficção. A história se passa no Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, na época dos Jogos Olímpicos, em 2016, enquanto as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) ocupam os morros para manter o controle durante o evento.

Tati, interpretada por Cassia Gil, é uma garota introvertida de 13 anos, que mantém uma relação problemática com a mãe dependente de drogas, papel de Débora Nascimento, e sonha em conhecer seu pai, Jaca, ex-chefe do tráfico local, vivido por Bukassa Kabengele, que está prestes a sair da prisão. Ao voltar para casa, Jaca sonha em começar uma nova vida, longe do tráfico. Quer encontrar um novo lugar para ele e sua família num morro agora comandado por Nelson, papel de José Loreto, um jovem traficante. Mas, encontrar a paz num mundo dominado pela violência não será tarefa fácil, pois a realidade se mostra mais dura do que ele imaginava.

O júri deste ano foi formado por: Gonzalo Maza, Carla Guimarães, Arturo Arango, Franco Lolli e Enrique Gabriel na mostra de ficção; Sofía Carrillo, Ivette Ávila e Tomás Pichardo na mostra de animação; Iana Cossoy Paro, Carlos Alberto Abbate e Joel del Río Fuentes para os filmes de estreia; Alvaro Buela, Belkis Vega e Lina C. Echeverri nos documentários; e Javier Corcuera, Inti Cordera e Magda González na mostra de curtas.

Conheça os vencedores da 42ª edição do Festival de Havana:

FICÇÃO | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme: Pacificado, de Paxton Winters (Brasil/EUA)
Prêmio Especial do Júri: Nova Ordem, de Michel Franco (México/França)
Melhor Atriz: Cassia Gil, por Pacificado
Melhor Ator: Fabrício Boliveira, por Breve Miragem de Sol
Melhor Direção: Paxton Winters, por Pacificado
Melhor Roteiro: Nova Ordem, escrito por Michel Franco
Melhor Fotografia: Selva Trágica, por Sofía Oggioni
Melhor Edição: Nova Ordem, por Oscar Figueroa Jara e Michel Franco
Melhor Som: Breve Miragem de Sol, por Edson Secco
Melhor Trilha Sonora Original: Selva Trágica, por Alejandro Otaola
Melhor Direção de Arte: Nova Ordem, por Claudio Ramírez Castelli

DOCUMENTÁRIO | PRÊMIO CORAL

Melhor Filme: Antena da Raça, de Paloma Rocha e Luís Abramo (Brasil)
Prêmio Especial do Júri: Once Upon a Time in Venezuela (Érase una vez en Venezuela, Congo Mirador), de Anabel Rodríguez (Venezuela/Reino Unido/Áustria/Brasil)

CURTAS-METRAGENS | PRÊMIO CORAL

Melhor Curta-metragem | Ficção: El triste, de Manuel del Valle (México/EUA)
Prêmio Especial do Júri | Ficção: Las polacas, de Carlos Barba (EUA/Cuba)
Melhor Curta-metragem | Documentário: Los puros, de Carla Valdés León (Cuba)
Prêmio Especial do Júri | Documentário: Carbón, de Davide Tisato (Suíça/França/Cuba)

PRIMEIRO FILME | PRÊMIO CORAL

Melhor Primeiro Filme: Sin señas particulares, de Fernanda Valadez (México/Espanha)
Prêmio Especial do Júri: Los conductos, de Camilo Restrepo (Colômbia/França/Brasil)
Prêmio Contribuição Artística: Cidade Pássaro, de Matias Mariani (Brasil/França)

ANIMAÇÃO | PRÊMIO CORAL

Melhor longa: Homeless, de Jorge Campusano, José Ignacio Navarro e Santiago O´Ryan (Chile/Argentina)
Melhor curta: El Intronauta, de José Arboleda (Colômbia)
Prêmio Especial do Júri: Cucaracha, de Agustín Touriño (Argentina)

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio Coral de pós-produção: La Caravana, de Núria Clavero e Aitor Palacios (Espanha/México)
Prêmio SIGNIS: La Verónica, de Leonardo Medel (Chile)
Prêmio FIPRESCI: La Verónica, de Leonardo Medel (Chile)
Júri da Universidad de Habana: Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria (Brasil/França)
Prêmio Caminos | Júri Centro Memorial Dr. Martin Luther King Jr.: Ana. Sem Título, de Lucia Murat (Brasil)

Foto: Divulgação.

A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky, abre o 16º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

por: Cinevitor
Rita Wainer e Laís Bodanzky na abertura do festival.

A 16ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro começou nesta quinta-feira, 09/12, em João Pessoa, no Cinépolis do Manaíra Shopping. Em formato híbrido, o evento conta com sessões presenciais e exibições virtuais na plataforma Aruanda Play.

Além da presença de autoridades, a cerimônia de abertura foi marcada por diversas homenagens. O primeiro nome destacado foi o do maestro, regente e compositor paraibano José Siqueira (in memorian). Na sequência, o ator e escritor W. J. Solha, uma referência do cinema paraibano, também foi honrado.

Em comemoração aos 20 anos do premiado curta-metragem A Canga, dirigido por Marcus Vilar e protagonizado por W.J. Solha, a produção ganhou uma sessão especial na abertura com a presença do diretor e alguns integrantes da equipe, entre eles, a atriz Zezita Matos: “Eu estou com a sensação de estar exibindo o curta pela primeira vez. Ainda tenho uma força muito grande quando eu revejo esse filme. Aproveito para lançar aqui, em primeira mão, a ideia de fazer um longa-metragem de A Canga com o romance todo”, disse Vilar.

Depois do curta, foi a vez do longa de abertura: A Viagem de Pedro, da cineasta Laís Bodanzky, que apresentou o filme ao lado da atriz e artista plástica Rita Wainer: “É a primeira vez que estou no festival e é uma honra. Dezesseis anos depois que ele começou, fiquei fazendo a conta de como que eu não estive aqui antes. Que bom que agora deu certo e tenho um filme para justificar minha presença”, disse a diretora.

Ainda no palco, Laís comentou: “Estamos vivendo a retomada do presencial e a tomada de consciência que a cultura nos pertence; quem faz somos nós. O que é público, é nosso. Então, vamos cuidar, pois a cultura está sobrevivendo e o audiovisual também. É uma indústria que não pode parar. Eu fiquei muito feliz de ouvir que a produção da Paraíba está viajando o mundo. Eu acredito nisso. Nosso país é grande, até um pouco por conta desse personagem que vamos ver daqui a pouco, esse tal de Dom Pedro I e sua mania de grandeza. Se tem uma vantagem nisso é porque somos muitos com muitas histórias e nomes. Essa diversidade é a nossa grande beleza e nossa grande força. O audiovisual precisa colocar essa diversidade na tela”.

Protagonizado por Cauã Reymond, A Viagem de Pedro é o primeiro longa histórico da diretora dos premiados Bicho de Sete Cabeças e Como Nossos Pais. A produção, exibida na Mostra de São Paulo, aborda a vida privada de Dom Pedro I, responsável por escrever em 1824 a primeira Constituição do Brasil imperial, considerada liberal e progressista para a época. O filme compreende o momento em que o ex-imperador retorna para Portugal, em 1831, fugindo de ser apedrejado pela população brasileira, nove anos depois de proclamar a Independência do país.

Em cena: Cauã Reymond vive Dom Pedro I.

O elenco conta também com Luise Heyer, Francis Magee, Welket Bungué, Victória Guerra, Luísa Cruz, João Lagarto, Isac Graça, Isabél Zuaa, Celso Frateschi, Gustavo Machado, Luisa Gattai, Dirce Thomas, Marcial Mancome e Sergio Laurentino. O diretor de arte inglês Adrian Cooper e o diretor de fotografia espanhol Pedro J. Márquez foram os responsáveis pelo trabalho de reconstrução de época.

No dia seguinte à exibição, realizadores participaram de um debate que foi transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do festival. Sobre A Viagem de Pedro, Laís Bodanzky comentou: “Eu tinha a intenção de fazer uma viagem no tempo, como se a gente caísse naquele barco de repente, naquela noite. O que será que enxergaríamos? O filme não tinha a pretensão de contar todos os fatos históricos, mas simplesmente mergulhar em um recorte específico. Para isso, eu tinha que falar dos escravizados porque eram pessoas que viviam onde o próprio D. Pedro gostaria de estar. Mas de que forma ele gostava? Até onde?”.

A artista plástica Rita Wainer, que fez sua estreia como atriz no filme, falou sobre o convite: “Eu estava na dúvida se aceitava e logo me apaixonei pela Laís e pelo jeito que ela convence as pessoas. Depois disso, eu quis muito fazer. Quando eu aceitei eu já era a Domitila e queria fazer a Domitila que estava na cabeça dela”.

A historiadora Mary Del Priore também participou do debate e falou sobre o longa de abertura: “O que eu acho interessante no filme da Laís é que ela mostra essa diversidade de negros; livres e escravos. Ela mostra uma questão muito importante que é o letramento dessas pessoas. Eu achei o filme maravilhoso”.

A cineasta finalizou: “Estamos construindo e revisando nossa história. Escrevendo as próximas linhas dos livros ao vivo. De quatro anos para cá, o Brasil mudou em vários aspectos. E mudou em algo muito interessante, que é a tomada de consciência das pessoas pretas. O audiovisual talvez antecipe essa postura, esse questionamento, essa forma indignada. E não começou agora. Eu não sou uma pessoa preta, então, como falar e, ao mesmo tempo, sem impor o que é o meu imaginário? Para ter a consciência de como contar essa história, esse pé atrás foi importante. Como avançar? Com leituras, tanto contemporâneas ou históricas, buscando também registros da época”.

*O CINEVITOR está em João Pessoa e você acompanha a cobertura do 16º Fest Aruanda por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Mano de Carvalho (festival) e Fabio Braga (filme).

Festival Sundance de Cinema 2022: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Zélia Duncan e Bruna Linzmeyer no curta Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui.

A 44ª edição do Festival Sundance de Cinema, um dos eventos mais importantes do cinema independente, que acontecerá entre os dias 20 e 30 de janeiro de 2022, anunciou nesta quinta-feira, 09/12, sua seleção oficial. Por conta da pandemia de Covid-19, o festival será em formato híbrido: presencial e on-line.

Neste ano, foram inscritos 14.849 títulos, entre eles, 3.762 longas-metragens (1.652 dos Estados Unidos e 2.110 internacionais). Dos 82 longas selecionados, de 28 países, 42% são de cineastas estreantes.

O cinema brasileiro marca presença nesta edição com três títulos, entre eles: Marte Um, de Gabriel Martins, na Competição Internacional Drama de ficção. O filme retrata uma família negra de classe média baixa, que vive às margens de uma grande cidade brasileira após a decepcionante posse de um presidente de extrema direita. O elenco conta com Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião e Cícero Lucas.

Outro destaque brasileiro é o curta-metragem Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet, com Zélia Duncan, Bruna Linzmeyer, Camila Rocha, Clarissa Ribeiro e Lorre Motta no elenco. Na trama, cansada da solidão, uma motoqueira de meia-idade decide participar de uma festa lésbica pela primeira vez. Lá, ela conhece quatro jovens queers que compartilham sua casa e afeto.

Na Competição Internacional de Documentário, destaque para The Territory, de Alex Pritz, uma coprodução entre Brasil, Dinamarca e Estados Unidos. O filme mostra o povo indígena Uru-eu-wau-wau, que viu sua população diminuir e sua cultura ser ameaçada desde que entrou em contato com não-índios brasileiros. Apesar da promessa de domínio sobre seu próprio território de floresta tropical, eles enfrentaram incursões ilegais de extração e mineração ambientalmente destrutivas e, mais recentemente, invasões de grilagem de terras estimuladas por políticos de direita como o presidente Jair Bolsonaro. Sem o apoio do governo em parar tal invasão descarada, o povo Uru-eu-wau-wau montou sua própria equipe de mídia, usando a tecnologia para expor a verdade e lutar.

Em comunicado oficial, Robert Redford, presidente do Sundance Institute, disse: “Este ano, esperamos comemorar os contadores de histórias mais inovadores desta geração, à medida que compartilham seu trabalho em uma ampla gama de gêneros e formas. Esses artistas forneceram uma luz durante os tempos mais sombrios e estamos ansiosos para dar as boas-vindas para suas visões únicas do mundo e vivenciá-las juntos”.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Sundance 2022:

COMPETIÇÃO AMERICANA | DRAMA

892, de Abi Damaris Corbin
Alice, de Krystin Ver Linden
Blood, de Bradley Rust Gray
Cha Cha Real Smooth, de Cooper Raiff
Dual, de Riley Stearns
Emergency, de Carey Williams
Master, de Mariama Diallo
Nanny, de Nikyatu Jusu
Palm Trees and Power Lines, de Jamie Dack
Watcher, de Chloe Okuno

COMPETIÇÃO AMERICANA | DOCUMENTÁRIO

Aftershock, de Paula Eiselt
Descendant, de Margaret Brown
Fire of Love, de Sara Dosa
Free Chol Soo Lee, de Julie Ha
I Didn’t See You There, de Reid Davenport
Jihad Rehab, de Meg Smaker
The Exiles, de Ben Klein e Violet Columbus
The Janes, de Tia Lessin e Emma Pildes
TikTok, Boom., de Shalini Kantayya

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DRAMA

Brian and Charles, de Jim Archer (Reino Unido)
Dos Estaciones, de Juan Pablo González (México)
Gentle, de Anna Eszter Nemes e László Csuja (Hungria)
Girl Picture, de Alli Haapasalo (Finlândia)
KLONDIKE, de Maryna Er Gorbach (Ucrânia/Turquia)
Leonor Will Never Die, de Martika Ramirez Escobar (Filipinas)
Marte Um (Mars One), de Gabriel Martins (Brasil)
The Cow Who Sang a Song Into The Future, de Francisca Alegría (Chile/França/EUA/Alemanha)
Utama, de Alejandro Loayza Grisi (Bolívia/Uruguai/França)
You Won’t Be Alone, de Goran Stolevski (Austrália)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | DOCUMENTÁRIO

A House Made of Splinters, de Simon Lereng Wilmont (Dinamarca)
All That Breathes, de Shaunak Sen (Índia/Reino Unido)
Calendar Girls, de Maria Loohufvud e Love Martinsen (Suécia)
Midwives, de Snow Hnin Ei Hlaing (Myanmar)
Nothing Compares, de Kathryn Ferguson (Irlanda/Reino Unido)
Sirens, de Rita Baghdadi (EUA/Líbano)
Tantura, de Alon Schwarz (Israel)
The Mission, de Tania Anderson (Finlândia)
The Territory, de Alex Pritz (Brasil/Dinamarca/EUA)
We Met in Virtual Reality, de Joe Hunting (Reino Unido)

CURTAS-METRAGENS | FICÇÃO | INTERNACIONAL

Au revoir Jérôme! (Goodbye Jerome!), de Gabrielle Selnet, Adam Sillard e Chloé Farr (França)
Bump, de Maziyar Khatam (Canadá)
Egúngún (Masquerade), de Olive Nwosu (Nigéria)
Love Stories on the Move, de Carina Gabriela Dașoveanu (Romênia)
Maidenhood, de Xóchitl Enríquez Mendoza (México)
Makassar is a City for Football Fans, de Khozy Rizal (Indonésia/França)
Motorcyclist’s Happiness Won’t Fit Into His Suit, de Gabriel Herrera (México)
Orthodontics, de Mohammadreza Mayghani (Irã)
Precious Hair & Beauty, de John Ogunmuyiwa (Reino Unido)
Reckless, de Pella Kågerman (Suécia)
Sandstorm/Mulaqat, de Seemab Gul (Paquistão)
Shark, de Nash Edgerton (Austrália)
Sweet Nothing, de Joana Fischer e Marie-Christine Kenov (Suíça)
The Headhunter’s Daughter, de Don Josephus Raphael Eblahan (Filipinas)
THE RIGHT WORDS, de Adrian Moyse Dullin (França)
Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet (Brasil)
Warsha, de Dania Bdeir (França/Líbano)

CURTAS-METRAGENS | FICÇÃO

Champ, de Hannah Peterson (EUA)
Close Ties to Home Country, de Akanksha Cruczynski (EUA)
Daddy’s Girl, de Lena Hudson (EUA)
F^¢K ’€M R!GHT B@¢K, de Harris Doran (EUA)
Hallelujah, de Victor Gabriel (EUA)
Huella, de Gabriela Ortega (EUA)
IF I GO WILL THEY MISS ME, de Walter Thompson-Hernández (EUA)
Starfuckers, de Antonio Marziale (EUA)
Stranger Than Rotterdam with Sara Driver, de Lewie Kloster e Noah Kloster (EUA)
Training Wheels, de Alison Rich (EUA)
Work, de April Maxey (EUA)
You Go Girl!, de Shariffa Ali (EUA)
ᎤᏕᏲᏅ (Udeyonv) (What They’ve Been Taught), de Brit Hensel (EUA)

CURTAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO

$75,000, de Moïse Togo (França/Mali)
Chilly and Milly, de William David Caballero (EUA)
Deerwoods Deathtrap, de James P Gannon (EUA)
Displaced, de Samir Karahoda (Kosovo)
Kicking the Clouds, de Sky Hopinka (EUA)
Listen To the Beat of Our Images, de Audrey Jean-Baptiste (Guiana Francesa/França)
Long Line of Ladies, de Rayka Zehtabchi e Shaandiin Tome (EUA)
Prayers for Sweet Waters, de Elijah Ndoumbe (África do Sul/Reino Unido)
Sub Eleven Seconds, de Bafic (EUA)
The Martha Mitchell Effect, de Anne Alvergue e Debra McClutchy (EUA)
The Panola Project, de Rachael DeCruz e Jeremy S. Levine (EUA)
What Travelers Are Saying About Jornada del Muerto, de Hope Tucker (EUA)
You’ve Never Been Completely Honest, de Joey Izzo (EUA)

CURTAS-METRAGENS | ANIMAÇÃO

Bestia, de Hugo Covarrubias (Chile)
Meal on the Plate, de Chenglin Xie (EUA/China)
Night Bus, de Joe Hsieh (Taiwan)
Soft Animals, de Renee Zhan (EUA/Reino Unido)
Swallow the Universe, de Nieto (França)
THE FOURTH WALL, de Mahboobeh Kalaee (Irã)
the HORK, de Nicole Elizabeth Stafford (EUA)
We Are Here, de Doménica Castro e Constanza Castro (EUA)
Zoon, de Jonatan Schwenk (Alemanha)

CURTAS-METRAGENS | MIDNIGHT

Appendage, de Anna Zlokovic (EUA)
Breathe, de Stephen Kang (Nova Zelândia)
Chaperone, de Sam Max (EUA)
Rendang of Death, de Percolate Galactic e Andri “Yujin Sick” (Indonésia)
Socrates’ Adventures in the Under Ground, de Aria Covamonas (México)
Tundra, de José Luis Aparicio (Cuba)
While Mortals Sleep, de Alex Fofonoff (EUA)

NEXT

A Love Song, de Max Walker-Silverman (EUA)
Every Day In Kaimukī, de Alika Tengan (EUA)
Framing Agnes, de Chase Joynt (Canadá/EUA)
Mija, de Isabel Castro (EUA)
RIOTSVILLE, USA, de Sierra Pettengill (EUA)
Something In The Dirt, de Justin Benson e Aaron Moorhead (EUA)
The Cathedral, de Ricky D’Ambrose (EUA)

PREMIERES

2nd Chance, de Ramin Bahrani (EUA)
AM I OK?, de Stephanie Allynne e Tig Notaro (EUA)
Brainwashed: Sex-Camera-Power, de Nina Menkes (EUA)
Call Jane, de Phyllis Nagy (EUA)
DOWNFALL: The Case Against Boeing, de Rory Kennedy (EUA)
Emily the Criminal, de John Patton Ford (EUA)
Final Cut, de Michel Hazanavicius (França)
God’s Country, de Julian Higgins (EUA)
Good Luck to You, Leo Grande, de Sophie Hyde (Reino Unido)
Honk For Jesus. Save Your Soul., de Adamma Ebo (EUA)
jeen-yuhs: A Kanye Trilogy, de Clarence “Coodie” Simmons e Chike Ozah (EUA)
La Guerra Civil, de Eva Longoria Bastón (Reino Unido)
Living, de Oliver Hermanus (Reino Unido)
Lucy and Desi, de Amy Poehler (EUA)
My Old School, de Jono McLeod (Reino Unido)
Resurrection, de Andrew Semans (EUA)
Sharp Stick, de Lena Dunham (EUA)
The Princess, de Ed Perkins (Reino Unido)
To the End, de Rachel Lears (EUA)
We Need To Talk About Cosby, de W. Kamau Bell (EUA)
When You Finish Saving the World, de Jesse Eisenberg (EUA)

SPOTLIGHT

After Yang, de Kogonada (EUA)
Happening, de Audrey Diwan (França)
Neptune Frost, de Anisia Uzeyman e Saul Williams (EUA/Ruanda)
The Worst Person in the World, de Joachim Trier (Noruega)
Three Minutes – A Lengthening, de Bianca Stigter (Holanda)

MIDNIGHT

Babysitter, de Monia Chokri (Canadá/França)
FRESH, de Mimi Cave (EUA)
Hatching, de Hanna Bergholm (Finlândia)
Meet Me in The Bathroom, de Dylan Southern e Will Lovelace (Reino Unido)
PIGGY, de Carlota Pereda (Espanha)
Speak No Evil, de Christian Tafdrup (Dinamarca)

KIDS

Maika, de Ham Tran (Vietnã)
Summering, de James Ponsoldt (EUA)

SPECIAL SCREENINGS

Last Flight Home, de Ondi Timoner (EUA)

NEW FRONTIER PERFORMANCES

32 Sounds, de Sam Green (EUA)
Cosmogony, de Gilles Jobin, Susana Panadés Diaz, Camilo de Martino e Tristan Siodlak (Suíça)

Foto: Divulgação.

Amor, Sublime Amor

por: Cinevitor

West Side Story

Direção: Steven Spielberg

Elenco: Rachel Zegler, Ansel Elgort, Ariana DeBose, David Alvarez, Rita Moreno, Brian d’Arcy James, Corey Stoll, Mike Faist, Josh Andrés Rivera, Iris Menas, David Aviles Morales, Sebastian Serra, Ricardo Zayas, Carlos E. Gonzalez, Ricky Ubeda, Andrei Chagas, Adriel Flete, Jacob Guzman, Kelvin Delgado, Carlos Sanchez Falu, Julius Rubio, Yurel Echezarreta, David Guzman, Sean Harrison Jones, Jess LeProtto, Patrick Higgins, Kyle Allen, John Michael Fiumara, Kevin Csolak, Kyle Coffman, Daniel Patrick Russell, Ben Cook, Harrison Coll, Garett Hawe, Myles Erlick, Julian Elia, Tanairi Sade Vazquez, Yesenia Ayala, Gabriela Soto, Juliette Feliciano Ortiz, Jeanette Delgado, Maria Alexis Rodriguez, Edriz E. Rosa Pérez, Ilda Mason, Jennifer Florentino, Melody Marti, Ana Isabelle, Gaby Diaz, Isabella Ward, Eloise Kropp, Paloma Garcia-Lee, Leigh-Ann Esty, Lauren Leach, Brittany Pollack, Kellie Drobnick, Skye Mattox, Adriana Pierce, Jonalyn Saxer, Brianna Abruzzo, Halli Toland, Sara Esty, Talia Ryder, Maddie Ziegler, Andrea Burns, Mike Iveson, Jamila Velazquez, Annelise Cepero, Yassmin Alers, Jamie Harris, Curtiss Cook, Nadia Quinn, Arianna Rosario, Natalie Toro, Maria Alejandra Castillo, David Granados, Victor Cruz, Dave Nolan, Chryssie Whitehead, Mike Massimino, Ryan Woodle, Bert Michaels, Joe Lanza, Savannah Renée Rodriguez, Andy Powers, Reginald L. Barnes, Patrick Noonan, Jeff Ward, Pablo Thomas, Paul Niebanck, Ricky Garcia, Oscar Antonio Rodriguez, José Ramón Rosario, Doreen Montalvo, Johnny Castro, Ava Bodnar, Iván Amaro Bullón, Jamaal Burcher, Dj Nino Carta, Carla Carvalho, Rita Duran, Keith LeCreed Harris, Atif Lanier, Jessica Marza, Jonathan Sienkiewicz.

Ano: 2021

Sinopse: Uma adaptação do clássico musical de 1957 que explora o amor proibido e a rivalidade entre os Jets e os Sharks, duas gangues de rua de adolescentes, em Nova York, de diferentes origens étnicas.

Nota do CINEVITOR:

Morre, aos 93 anos, a cineasta italiana Lina Wertmüller

por: Cinevitor
Lina Wertmüller foi a primeira mulher indicada ao Oscar de melhor direção.

Morreu nesta quinta-feira, 09/12, aos 93 anos, a cineasta italiana Lina Wertmüller, que foi a primeira mulher indicada ao Oscar de melhor direção. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, ela faleceu pacificamente em sua casa, próxima a entes queridos; a causa da morte ainda não foi revelada.

Nascida Arcangela Felice Assunta Wertmüller von Elgg Spanol von Braucich, em 14 de agosto de 1928, em Roma, na Itália, Lina começou a se interessar por cinema na década de 1950 quando se inscreveu no curso de direção da Accademia Pietro Scharoff. Depois disso, foi trabalhar em teatro e assumiu sua primeira função em um set ao lado de Giorgio De Lullo como assistente de direção.

Entre trabalhos no rádio e na TV, Lina também colaborou com diversos nomes da sétima arte, entre eles, Federico Fellini no filme , no qual assinou a função de assistente de direção. Sua estreia como diretora aconteceu em 1963 com o longa-metragem I basilischi, que lhe rendeu um prêmio no Festival de Locarno.

Em 1972, disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes com a comédia dramática Mimi, o Metalúrgico. No ano seguinte, voltou ao festival com Amor e Anarquia, que rendeu o prêmio de melhor ator para Giancarlo Giannini. Com o drama Dois Perdidos numa Noite de Chuva, Lina disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Ainda na Berlinale, em 1986 exibiu Camorra, protagonizado por Ángela Molina; o filme recebeu dois prêmios especiais.

A consagração mundial aconteceu em 1977 com a comédia dramática Pasqualino Sete Belezas, indicada em quatro categorias no Oscar: melhor filme estrangeiro, melhor ator para Giancarlo Giannini, melhor roteiro e melhor direção, tornando-se a primeira mulher indicada nesta categoria. O filme também ganhou destaque em outras diversas premiações, como Directors Guild of America e Globo de Ouro.

Entre tantos trabalhos, destacam-se também: Sábado, Domingo e Segunda (1990), exibido no Chicago International Film Festival; Ferdinando e Carolina (1999), indicado ao prêmio David di Donatello; Scherzo del destino in agguato dietro l’angolo come un brigante da strada (1983), exibido no Festival de Moscou; Por um Destino Insólito (1975), que foi um dos destaques da lista da National Board of Review; Em Noite de Lua Cheia (1989), que disputou o Leão de Ouro no Festival de Veneza; entre outros.

Seu último trabalho como diretora foi o curta-metragem documental Roma, Napoli, Venezia… in un crescendo rossiniano, lançado em 2014. Em 2019, a cineasta ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Los Angeles. No ano seguinte, Lina Wertmüller recebeu o Oscar honorário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, destinado às pessoas de destaque na indústria do cinema.

Foto: Emanuele Ruiz.

Madalena

por: Cinevitor

Direção: Madiano Marcheti

Elenco: Natália Mazarim, Rafael de Bona, Pamella Yule, Chloe Milan, Mariane Cáceres, Nádja Mitidiero, Joana Castro, Edilton Ramos, Maria Leite, Antonio Salvador, Lucas Miralles.

Ano: 2021

Sinopse: Entre as vidas de Luziane, Cristiano e Bianca há pouca coisa em comum além do fato de viverem em uma pequena cidade cercada de plantações de soja no interior do Brasil. Embora não se conheçam, os três são afetados pelo desaparecimento de Madalena. Em regiões diferentes da cidade, cada um deles encontra seu modo de responder a essa ausência.

*Filme visto na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR: